UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

UNESP - Campus de Bauru/SP

FACULDADE DE ENGENHARIA
Departamento de Engenharia Civil

Disciplina: 2117 - ESTRUTURAS DE CONCRETO I
NOTAS DE AULA

FLEXÃO NORMAL SIMPLES - VIGAS

Prof. Dr. PAULO SÉRGIO DOS SANTOS BASTOS
(wwwp.feb.unesp.br/pbastos)

Bauru/SP
novembro/2013

APRESENTAÇÃO

Esta apostila tem o objetivo de servir como notas de aula na disciplina Estruturas de
Concreto I, do curso de Engenharia Civil da Faculdade de Engenharia, da Universidade Estadual
Paulista – UNESP, Campus de Bauru/SP.
O texto apresentado está de acordo com as prescrições contidas na norma NBR 6118/2003
(“Projeto de estruturas de concreto – Procedimento”), conforme a versão corrigida de março de
2004, para o projeto e dimensionamento das vigas de concreto armado à flexão normal simples.
A apostila apresenta o estudo das seções retangulares com armaduras simples e dupla e das
seções T com armadura simples, para solicitação de flexão simples.
Visando iniciar o cálculo prático das vigas dos edifícios, são introduzidos alguns tópicos
adicionais, como o cálculo das cargas verticais sobre as vigas e algumas prescrições na norma para
as vigas simples e contínuas.
O texto constante desta apostila não inclui todos os tópicos relativos ao projeto das vigas,
como o dimensionamento aos esforços cortantes e aos momentos torçores, ancoragem nos apoios,
etc. Nas apostilas da disciplina Estruturas de Concreto II esses temas serão abordados.
Críticas e sugestões serão bem-vindas, visando a melhoria da apostila.
O autor agradece ao técnico Éderson dos Santos Martins, pela confecção dos desenhos.

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................................... 1
2. DEFINIÇÃO DE VIGA ............................................................................................................. 1
3. COMPORTAMENTO RESISTENTE DE VIGAS SUBMETIDAS À FLEXÃO E À FORÇA
CORTANTE...................................................................................................................................... 2
4. COMPARAÇÃO DOS DOMÍNIOS 2, 3 E 4 ............................................................................ 5
5. HIPÓTESES DE CÁLCULO ..................................................................................................... 7
6. SEÇÃO RETANGULAR COM ARMADURA SIMPLES ....................................................... 8
6.1 EQUAÇÕES DE EQUILÍBRIO ............................................................................................ 8
6.2 CÁLCULO COM COEFICIENTES K................................................................................ 12
6.3 EXEMPLOS NUMÉRICOS................................................................................................ 13
7. SEÇÃO RETANGULAR COM ARMADURA DUPLA ........................................................ 31
7.1 EQUAÇÕES DE EQUILÍBRIO .......................................................................................... 31
7.2 CÁLCULO MEDIANTE FÓRMULAS COM COEFICIENTES K ................................... 35
7.3 EXEMPLOS NUMÉRICOS................................................................................................ 36
8. SEÇÃO T ................................................................................................................................. 43
8.1 LARGURA COLABORANTE ........................................................................................... 50
8.2 SEÇÃO T COM ARMADURA SIMPLES ......................................................................... 53
8.2.1 0,8 x ≤ hf ....................................................................................................................... 53
8.2.2 0,8 x > hf ....................................................................................................................... 54
8.2.3 CÁLCULO COM EQUAÇÕES COM COEFICIENTES K ........................................ 56
8.2.4 EXEMPLOS NUMÉRICOS ........................................................................................ 57
9. PRESCRIÇÕES GERAIS PARA AS VIGAS ......................................................................... 68
9.1 VÃO EFETIVO ................................................................................................................... 68
9.2 DEFINIÇÃO DA ALTURA E DA LARGURA ................................................................. 68
9.3 CARGAS VERTICAIS NAS VIGAS ................................................................................. 69
9.3.1 Peso Próprio ................................................................................................................. 69
9.3.2 Paredes.......................................................................................................................... 70
9.3.3 Lajes ............................................................................................................................. 70
9.3.4 Outras Vigas ................................................................................................................. 70
9.4 DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS DAS ARMADURAS ................................................. 70
9.4.1 Armaduras Longitudinais Máximas e Mínimas ........................................................... 70
9.4.2 Armadura Mínima de Tração ....................................................................................... 71
1. 71
9.4.3 Armadura Longitudinal Máxima .................................................................................. 71
9.4.4 Armadura de Pele ......................................................................................................... 72
9.5 ARMADURAS DE LIGAÇÃO MESA-ALMA ................................................................. 72
9.6 ESPAÇAMENTO LIVRE ENTRE AS BARRAS .............................................................. 73
10. EXERCÍCIOS PROPOSTOS ................................................................................................... 73
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................ 79
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR ........................................................................................... 80
TABELAS ANEXAS ...................................................................................................................... 81

Além disso. O equacionamento para a resolução dos problemas da flexão simples é deduzido em função de duas equações de equilíbrio da estática. e que proporciona as aqui chamadas “equações teóricas”. visando levá-lo a bem dimensionar ou verificar a resistência dessas seções. Quando a flexão ocorre acompanhada de força normal tem-se a flexão composta. 2. com dimensionamentos aos esforços cortantes e momentos torçores. Nesta disciplina o estudo das vigas está apenas iniciando.VIGAS 1. como fissuração e flecha.1). bem como o detalhamento completo e ancoragem das armaduras. largamente utilizado no Brasil. embora possam também. que podem ser facilmente implementadas para uso em programas computacionais. E dois desses elementos. INTRODUÇÃO A flexão simples é definida como a flexão sem força normal. É importante esclarecer o aluno que no estudo desta apostila ele aprenderá a dimensionar as seções transversais das vigas aos momentos fletores máximos. Solicitações normais são aquelas cujos esforços solicitantes produzem tensões normais (perpendiculares) às seções transversais dos elementos estruturais.4. o dimensionamento de seções retangulares e seções T sob flexão normal simples é a atividade diária mais comum aos engenheiros projetistas de estruturas de concreto armado (SANTOS. são sumetidas à flexão normal simples. serão estudados na disciplina 2158 – Estruturas de Concreto IV. outros tópicos relativos às vigas. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . De modo que o estudo da flexão simples é muito importante. e fazer o detalhamento das armaduras de flexão apenas na seção transversal correspondente. 1983). Nas estruturas de concreto armado são três os elementos estruturais mais importantes: as lajes. as lajes e as vigas. Os esforços que provocam tensões normais são o momento fletor (M) e a força normal (N). item 14. em seções retangulares e T. as vigas e os pilares. DEFINIÇÃO DE VIGA São elementos lineares em que a flexão é preponderante (NBR 6118/03.1.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . estarem submetidas à flexão composta. só será alcançado ao término da disciplina 2123 Estruturas de Concreto II. Dr. sendo também denominada barras. O estudo da flexão normal simples tem como objetivo proporcionar ao aluno o correto entendimento dos mecanismos resistentes proporcionados pelo concreto sob compressão e pelo aço sob tração. UNESP(Bauru/SP) – Prof. O estudo completo das vigas simples ou contínuas. eventualmente. Também é apresentado o equacionamento com base em coeficientes tabelados tipo K.Vigas 1 FLEXÃO NORMAL SIMPLES . Por isso. Elementos lineares são aqueles em que o comprimento longitudinal supera em pelo menos três vezes a maior dimensão da seção transversal.2117 .

A armadura é composta por armadura longitudinal. respectivamente. Armadura Transversal (somente estribos) P P Armadura Transversal (estribos e barras dobradas) l M + + - Figura 1 – Viga biapoiada e diagramas de esforços solicitantes. Por esta razão. na região de flexão pura. A Figura 2c mostra os diagramas de deformações e de tensões nas seções a e b da viga. Com carga elevada. não surgem fissuras na viga. no estádio II. as fissuras são verticais. Sugerimos fissura de “flexão com cortante”. composta por estribos verticais no lado esquerdo da viga e estribos e barras dobradas no lado direito da viga. por influência das forças cortantes atuando em conjunto com os momentos fletores. Observe que no trecho de flexão pura as trajetórias das tensões de compressão e de tração são paralelas ao eixo longitudinal da viga.Vigas 3. Note que a direção ou inclinação das fissuras é aproximadamente perpendicular à direção das tensões principais de tração. Apenas nas proximidades dos apoios a viga permanece no estádio I. o mesmo não valendo para o estádio II. Para este nível de carregamento a viga apresenta trechos fissurados. COMPORTAMENTO RESISTENTE DE VIGAS SUBMETIDAS À FLEXÃO E À FORÇA CORTANTE Considere uma viga de concreto armado biapoiada (Figura 1). (LEONHARDT e MÖNNIG . UNESP(Bauru/SP) – Prof. e armadura transversal. no instante que as tensões de tração atuantes igualam e superam a resistência do concreto à tração na flexão (Figura 2b). Com o carregamento num patamar superior começam a surgir fissuras inclinadas nas proximidades dos apoios. a viga. dimensionada para resistir aos esforços cortantes. ou seja. que não é um termo adequado porque tensões de cisalhamento não ocorrem por ação exclusiva de força cortante. submetida a duas forças concentradas P crescentes e de igual intensidade. Paulo Sérgio dos Santos Bastos V .Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . A Figura 2a mostra as trajetórias das tensões principais de tração e de compressão da viga ainda no estádio I. apresenta-se no estádio II. As primeiras fissuras de flexão só surgem na região de máximos momentos fletores. Dr.2 2117 . Essas fissuras inclinadas são chamadas de fissuras de cisalhamento (Figura 2d). em quase toda a sua extensão. No estádio I a máxima tensão de compressão (σc) ainda pode ser avaliada de acordo com a lei de Hooke. resistente às tensões de tração provenientes da flexão. no estádio I. nos estádios I e II. Enquanto a resistência à tração do concreto é superior às tensões principais de tração. Nos demais trechos as trajetórias das tensões são inclinadas devido à influência dos esforços cortantes. e trechos não fissurados. a inclinação das fissuras depende da inclinação das tensões principais de tração.1982).

mantendo. as tensões principais na altura da linha neutra (a meia altura da viga) apresentam inclinação de 45° (ou 135°) em relação ao eixo longitudinal da viga. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . UNESP(Bauru/SP) – Prof.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .f εs εs σs b d) b Estádio II Seção b-b εc σc = f c e) εs σs > f y Figura 2 . no estádio I.1982).3 2117 . Observe que nas regiões próximas aos apoios as trajetórias das tensões principais inclinam-se por influência das forças cortantes. Dr. no entanto.Vigas tração a) compressão a b a b b) Estádio I Seção a-a εc Estádio II σc = ec E c Estádio I Seção b-b εc σc c) σ t < σct. como mostrado na Figura 3.Comportamento resistente de uma viga biapoiada. a perpendicularidade entre as trajetórias. (LEONHARDT e MÖNNIG . No caso de uma viga bi-apoiada sob carregamento uniformemente distribuído.

UNESP(Bauru/SP) – Prof.Vigas σII σI Direção de σI (tensões de tração) Direção de σII (tensões de compressão) M + x + - V Figura 3 . Paulo Sérgio dos Santos Bastos . tendo importância apenas nos trechos próximos à introdução de cargas. 1982). 1982).Trajetória das tensões principais de uma viga bi-apoiada no estádio I sob carregamento uniformemente distribuído (LEONHARDT e MÖNNIG. Dr. e que podem ser representados por um conjunto de diferentes componentes. A tensão σy pode ser em geral desprezada.4 2117 . em função da orientação do sistema de eixos considerados. conforme os eixos coordenados x-y e os eixos principais. O dimensionamento das estruturas de concreto armado toma como base normalmente as tensões σx e τxy . Como exemplo.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . O carregamento induz o surgimento de diferentes estados de tensão nos infinitos pontos que compõem a viga. O estado de tensão segundo os eixos principais definem as tensões principais de tração σI e de compressão σII . a Figura 4 mostra a representação dos estados de tensão em dois pontos da viga. O estado de tensão segundo os eixos x-y define as tensões normais σx. as tensões σy e as tensões de cisalhamento τxy e τyx. X y X X (+) (-) x xy II yx y y=0 + (-) (+) I y Figura 4 – Componentes de tensão segundo os estados de tensão relativos aos eixos principais e aos eixos nas direções x e y (LEONHARDT e MÖNNIG.

3 e 4: a) Domínio 2 No domínio 2 a deformação de alongamento na armadura tracionada (εsd) é fixa e igual a 10 ‰. 3 ou 4. COMPARAÇÃO DOS DOMÍNIOS 2. a armadura tracionada é econômica. a máxima tensão possível no aço pode ser implementada nessa armadura. 2006).Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . No domínio 2. A análise das Figura 5 e Figura 6 permite fazer as seguintes considerações das vigas na flexão simples em relação aos domínios 2.2. pois é inadequado. antes que uma possível ruptura possa vir a ocorrer. Na verdade.5 ‰ B x 2lim 3 x3lim 2 4 A As εyd 10 ‰ Zona Útil 0 Seção Superarmada Figura 5 – Diagrama de deformações dos domínios 2. alertando-os. a ruptura. a seção no domínio 2 tem a área de armadura necessária.Vigas 4. isto é. 0 3. o valor de x2lim é fixo e igual a 0. como se pode verificar no diagrama σ x ε do aço mostrado na Figura 6. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . Na questão relativa à segurança. conforme definidos na NBR 6118/03 (item 17. Conforme definido na Eq.2). isto é. a fissuração na viga será intensa e ocorrerá antes de uma possível ruptura por esmagamento do concreto na região comprimida. Sob a deformação de 10 ‰ a tensão na armadura corresponde à máxima permitida no aço (fyd). portanto. como a armadura continuará escoando além dos 10 ‰. nem mais nem menos. 31 do item 9.26d. As vigas dimensionadas no domínio 2 são. será chamada com “aviso prévio”. A intensa fissuração será visível e funcionará como um aviso aos usuários do comportamento inadequado da viga. e a deformação de encurtamento na fibra mais comprimida de concreto (εcd) varia entre zero e 3.5 ‰). de modo que sejam tomadas medidas visando a evacuação da construção. por vezes. chamadas subarmadas. Dr.5 2117 . 3 E 4 As deformações nos materiais componentes das vigas de concreto armado submetidas à flexão simples encontram-se nos domínios de deformações 2. 3 e 4. Embora esse termo conste na NBR 6118/03 ele não será utilizado neste texto. dando a falsa idéia de que a seção tem armadura insuficiente.5 ‰ (0 ≤ εcd ≤ 3. se vier a ocorrer.9 da apostila de “Fundamentos do Concreto Armado” (BASTOS. UNESP(Bauru/SP) – Prof.

anti-econômica.77 d 0. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . Neste domínio. onde o concreto tem deformações menores que a máxima de 3.5 ‰ no concreto e 10 ‰ na armadura alcançadas simultaneamente.04 2.Zonas de dimensionamento em função da deformação no aço.63 d 0. acarretará fissuras visíveis na viga.59 d β x3lim 0. costuma-se dizer que a seção é “normalmente armada”. Na Tabela 1 constam os valores da deformação de início de escoamento do aço (εyd). pois a armadura. Isso implica que. A linha neutra coincide com o x2lim. A ruptura no domínio 3 é também chamada com “aviso prévio”. o que significa que a armadura escoa de um certo valor. e a armadura tracionada não está escoando.77 0.5 ‰. para os diferentes tipos de aço existentes para concreto armado. A armadura resulta. a tensão na armadura é menor que a máxima permitida. pois qualquer que seja a deformação entre εyd e 10 ‰ (zona útil). Tabela 1 . conforme se pode notar no diagrama σ x ε do aço mostrado na Figura 6.63 0.6 2117 . pois UNESP(Bauru/SP) – Prof. Neste caso.Valores de εyd.07 2.59 c) Domínio 4 No domínio 4 a deformação de encurtamento na fibra mais comprimida está com o valor máximo de 3. e a seção está no limite entre os domínios 2 e 3. x3lim e βx3lim em função da categoria do aço.Vigas σs fyd ε yd Seções 10 ‰ εs Zona Útil Superarmadas Figura 6 . ao contrário do domínio 2. a tensão será fyd . o limite da posição da linha neutra entre os domínios 3 e 4 (x3lim) e βx3lim . Dr. igual a fyd . A deformação de alongamento na armadura tracionada varia entre εyd (deformação de início de escoamento do aço) e 10 ‰. ao escoar. b) Domínio 3 No domínio 3 a deformação de encurtamento na fibra mais comprimida corresponde ao valor último ou máximo. de 3. pois a sua deformação é menor que εyd. a armadura também é econômica no domínio 3. assim como no domínio 2. tanto o concreto como o aço são aproveitados ao máximo. Verifica-se na Figura 6 que a tensão na armadura é a máxima permitida.5 ‰. AÇO CA-25 laminado a quente CA-50 laminado a quente CA-60 trefilado a frio εyd (‰) 1.48 x3lim 0. portanto. portanto.5 ‰.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . antes que o concreto possa romper-se por esmagamento Quando a viga tem as deformações últimas de 3.

Paulo Sérgio dos Santos Bastos (Eq. a fim de prevenir deformações plásticas excessivas. como vigas.5 ‰ LN Figura 7 – Diagramas σ x ε parábola-retângulo e retangular simplificado para distribuição de tensões de compressão no concreto.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .7 2117 . x 2‰ h σc y = 0. são admitidas as seguintes hipóteses básicas (NBR 6118/03 item 17. Dr. e a mesma tensão de compressão σcd. Diz-se então que a armadura está “folgada” e a seção é chamada superarmada. Essa propriedade ocorre desde que haja aderência entre o concreto e a barra de aço. 4 e 4a).2): a) As seções transversais permanecem planas até a ruptura.5 ‰ (domínios 3. A tensão de compressão no concreto (σcd) é definida como: f1) no caso da largura da seção. 1) . 5. com preferência ao domínio 3 por ser mais econômico”. e) O alongamento máximo permitido ao longo da armadura de tração é de 10 ‰.Vigas não aproveita a máxima capacidade do aço. e sim nos domínios 2 e 3.85f cd = 0. d) O encurtamento de ruptura convencional do concreto nas seções não inteiramente comprimidas é de 3. Como conclusão pode-se afirmar: “Não se deve projetar as vigas à flexão simples no domínio 4.8x. causando o colapso da estrutura antes da intensa fissuração provocada pelo aumento do alongamento na armadura tracionada. ou “sem aviso prévio”. é permitida a substituição desse diagrama pelo retangular simplificado. Porém. c) No estado limite último (ELU) despreza-se obrigatoriamente a resistência do concreto à tração. HIPÓTESES DE CÁLCULO Na determinação dos esforços resistentes de elementos fletidos. não diminuir da linha neutra em direção à borda comprimida (Figura 8).5 ‰).85f ck γc UNESP(Bauru/SP) – Prof. como mostrado nas Figura 5 e Figura 6. f) A distribuição das tensões de compressão no concreto ocorre segundo o diagrama tensãodeformação parábola-retângulo. medida paralelamente à linha neutra. onde o concreto rompe por compressão (εcd > 3. como mostrado na Figura 7.2. a tensão é: σcd = 0. com distribuição linear das deformações na seção. com altura y = 0. pois além da questão da economia a ruptura será do tipo “frágil”. b) A deformação em cada barra de aço é a mesma do concreto no seu entorno. O projeto das vigas no domínio 4 deve ser evitado.8 x σc 3. lajes e pilares.

delimitada pela linha neutra (LN). SEÇÃO RETANGULAR COM ARMADURA SIMPLES Embora as vigas possam ter a seção transversal com qualquer forma geométrica. A linha neutra é demarcada pela UNESP(Bauru/SP) – Prof.Seções com tensão de compressão igual a 0. na maioria dos casos da prática a seção é a retangular.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 2) LN Figura 9 . de forma retangular e solicitada por momento fletor positivo. na seção com armadura simples as tensões de compressão são resistidas unicamente pelo concreto. Na seqüência serão deduzidas as equações válidas apenas para a seção retangular.∑M = 0 (Eq. No entanto. 6. g) A tensão nas armaduras é a correspondente à deformação determinada de acordo com as hipóteses anteriores e obtida nos diagramas tensão-deformação do aço (ver Figura 6).1 EQUAÇÕES DE EQUILÍBRIO A formulação dos esforços internos resistentes da seção é feita com base nas equações de equilíbrio das forças normais e dos momentos fletores: . para a amarração dos estribos.8f cd = 0.Seções com tensão de compressão igual a 0. a tensão é: σ cd = 0. No item 7 será estudada a seção com armadura dupla. ou seja. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . com largura bw e altura h. 6. quando a seção diminui (Figura 9). Dr.Vigas LN Figura 8 . por questões construtivas são colocadas barras longitudinais também na região comprimida. isto é.8 fcd .85 fcd . que é aquela que necessita também de uma armadura resistente comprimida.8f ck γc (Eq. não sendo esta armadura considerada no cálculo de flexão como armadura resistente. 9) A Figura 10 mostra a seção transversal de uma viga sob flexão simples. Define-se viga com armadura simples a seção que necessita apenas de uma armadura longitudinal resistente tracionada.8 2117 .∑N =0 . f2) em caso contrário. além da armadura tracionada. As equações para outras formas geométricas da seção transversal podem ser deduzidas de modo semelhante à dedução seguinte. armadura As e área A’c de concreto comprimido.

Para ilustrar melhor a forma de distribuição das tensões de compressão na seção.85 f cd bw fcd bw 0. com os diagramas parábola-retângulo e retangular simplificado. que conduz a equações mais simples e com resultados muito próximos àqueles obtidos com o diagrama parábola-retângulo. a Figura 11 mostra a seção transversal em perspectiva. considerada da fibra mais comprimida até o centro de gravidade da armadura longitudinal tracionada. com altura y = 0. 0. e que a força resultante das tensões de compressão no concreto deve estar em equilíbrio com a força resultante das tensões de tração na armadura As. a) Equilíbrio de Forças Normais Considerando que na flexão simples não ocorrem forças normais solicitantes. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . com as deformações notáveis εcd (máxima deformação de encurtamento do concreto comprimido) e εsd (deformação de alongamento na armadura tracionada) e o diagrama retangular simplificado de distribuição de tensões de compressão.85 0.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .8x x LN z cc As d-x Rst As ε sd Rst bw Figura 10 – Distribuição de tensões e deformações em viga de seção retangular com armadura simples.8x. contada a partir da fibra mais comprimida da seção transversal. pode-se escrever: UNESP(Bauru/SP) – Prof.4x x 0.Vigas distância x. 0.8x x R cc LN R cc LN As As Rst z Rst Figura 11 – Distribuição de tensões de compressão segundo os diagramas parábola-retângulo e retangular simplificado. e as respectivas resultantes de tensão (Rcc e Rst) estão também mostrados na Figura 10. como apresentados no item 5. O equacionamento apresentado a seguir será feito segundo o diagrama retangular simplificado.9 2117 . A altura útil é d. O diagrama de deformações ao longo da altura da seção. Dr. como indicadas na Figura 10.85 f cd σcd ε cd R cc A'c h M d R cc y = 0.

14) onde: Rcc . zcc = momento interno resistente. proporcionado pelo concreto comprimido. Com zcc = d – 0. pode ser escrita como: Tomando da Resistência dos Materiais que σ = R cc = σ cd A'c Considerando a área de concreto comprimido (A’c) correspondente ao diagrama retangular simplificado com altura 0. 10) R . podendo ser escrito: Md = Rcc .68b w x f cd (Eq. proporcionado pelo concreto comprimido e pela armadura tracionada. UNESP(Bauru/SP) – Prof.Vigas R cc = R st (Eq.4x e aplicando a Eq. 12) σsd = tensão de cálculo na armadura tracionada. proporcionadas pelo concreto comprimido e pela armadura tracionada. 11 na Eq. Assumindo valores de cálculo. 13 fica: M d = 0. fcd = resistência de cálculo do concreto à compressão. b) Equilíbrio de Momentos Fletores Considerando o equilíbrio de momentos fletores na seção. proporcionado pela armadura tracionada.8 x fica: R cc = 0. Dr.68b w x f cd (d − 0.8 x b w R cc = 0. d = altura útil. 13) Md = Rst . zcc (Eq.85 f cd 0. Rst . formam um binário oposto ao momento fletor solicitante. zcc = o momento interno resistente. 11) e a força resultante das tensões de tração na armadura tracionada: R st = σsd A s com (Eq. considerando o diagrama retangular simplificado.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . o momento fletor solicitante deve ser equilibrado por um momento fletor resistente. a força resultante das tensões de A compressão no concreto. por simplicidade de notação ambos os momentos fletores devem ser iguais ao momento fletor de cálculo Md. tal que: Msolic = Mresist = Md As forças resistentes internas. zcc (Eq. 15) . As = área de aço da armadura tracionada. x = posição da linha neutra.10 2117 .4x ) onde: bw = largura da seção. Paulo Sérgio dos Santos Bastos (Eq.

há ainda outras considerações a serem feitas. 3 ou 4). Conforme a Eq.4 x ) (Eq. 17) As Eq. como se verá no item 8. e comparando x com os valores x2lim e x3lim defini-se qual o domínio em que a viga se encontra (2. aumentar a resistência do concreto. algum parâmetro deve ser alterado para diminuir o valor de x. 15 e 17 proporcionam o dimensionamento das seções retangulares com armadura simples. Senão. tanto maior será essa capacidade”. 15 verifica-se que para diminuir x pode-se: - diminuir o valor do momento fletor solicitante (Md). Portanto. a seção deverá ser dimensionada com armadura dupla. O valor de Md deve ser considerado em valor absoluto na Eq. Segundo a NBR 6118/03 (item 14. aumentar a largura ou a altura da viga (> d). Nos domínios 2 ou 3 a tensão na armadura tracionada (σsd) é igual à máxima tensão possível.50 para concretos C35 ou de menor resistência (fck ≤ 35 MPa). Com a Eq. e o momento fletor solicitante geralmente é conhecido. “a capacidade de rotação dos elementos estruturais é função da posição da linha neutra no ELU. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . Se resultar o domínio 4. Caso não se queira dimensionar a viga com armadura dupla. 16) Isolando a área de armadura tracionada: As = Md σsd (d − 0. na prática fixam-se os materiais (concreto e aço) e a seção transversal. ou b) βx = x/d ≤ 0.6. 12 na Eq. Definidos x e σsd calcula-se a área de armadura tracionada (As) com a Eq. os domínios 2 ou 3. 14 define-se o momento interno resistente proporcionado pela armadura tracionada: M d = σ sd A s (d − 0.4x ) (Eq. De modo geral.Vigas Md é definido como o momento interno resistente proporcionado pelo concreto comprimido. Substituindo a Eq. na necessidade de se adotarem valores para cinco das sete variáveis.4. Nota-se que são sete as variáveis contidas nas duas equações. geralmente a mais viável de ser implementada na prática é o aumento da altura da viga (h). como conseqüência. portanto. No caso da seção transversal da viga for de apoio ou de ligação com outros elementos estruturais. Quanto menor for x/d.11 2117 . a norma impõe que a posição da linha neutra deve obedecer aos seguintes limites: a) βx = x/d ≤ 0. Com o intuito de melhorar a ductilidade das vigas nessas situações. 17. alguma alteração deve ser feita de modo a tornar x ≤ x3lim . 18) Com esses limites deseja-se aumentar a ductilidade das vigas. Dessas possibilidades. resta ainda estudar a possibilidade de fazer a armadura dupla. (Eq. Dr. isto é. ficando como incógnitas apenas a posição da linha neutra (x) e a área de armadura (As).40 para concretos superiores ao C35 (fck > 35 MPa). que é a sua capacidade de alcançar maior deformação até a ruptura. 15 determina-se a posição x para a linha neutra. e resultar.3). o que leva.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . fyd (ver diagramas nas Figura 5 e Figura 6). UNESP(Bauru/SP) – Prof. 15.

Observe na Eq.4x ) . constantes do Anexo no final desta apostila.68b w β x d f cd (d − 0. 22 que Kc depende da resistência do concreto à compressão (fcd) e da posição da linha neutra.68β x f cd (1 − 0. relativos à resistência do concreto e à tensão na armadura tracionada.4β x ) Kc (Eq. são tabelados coeficientes Kc e Ks. 21) CÁLCULO COM COEFICIENTES K Com o intuito de facilitar o cálculo manual. expressa pela relação βx = x/d. 23) O coeficiente Kc está apresentado na Tabela A-1 e Tabela A-2. que relaciona a posição da linha neutra com a altura útil d. d encontramse: M d = 0. Para diferentes posições da linha neutra. 19 fica: βx = 6. 22) Isolando o coeficiente Kc tem-se: Kc = bw d2 Md (Eq. substituindo x por βx . Paulo Sérgio dos Santos Bastos . Dr. A Tabela A-1 é para apenas o aço CA-50 e a Tabela A-2 é para todos os tipos de aço aplicados no Concreto Armado. 15.4β x ) Introduzindo o coeficiente Kc: Md = com bw d2 Kc 1 = 0.4β x d ) M d = 0. d na Eq.68 b w β x d 2 f cd (1 − 0. há muitos anos vem se ensinando no Brasil a utilização de tabelas com coeficientes K. tem-se: βx = x d (Eq. Os coeficientes Kc e Ks encontram-se apresentados nas Tabela A-1 e Tabela A-2.2 ε cd ε cd + ε sd (Eq.68b w x f cd (d − 0. Considerando a Eq. 19) Considerando-se a variável βx . UNESP(Bauru/SP) – Prof. 20) Substituindo x por βx .Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .12 2117 . M d = 0.Vigas c) Permanência da Seção Plana Do diagrama de deformações mostrado na Figura 10 define-se a relação entre as deformações de cálculo na armadura (εsd) e no concreto correspondente à fibra mais comprimida: ε cd x = ε sd d − x (Eq. expressa pela variável βx.

15 bw = 20 cm concreto C20 (fck = 20 MPa) d = 47 cm (altura útil) aço CA-50 c = 2. Nos problemas de verificação a incógnita principal é o máximo momento fletor que a seção pode resistir.0 cm (cobrimento nominal) φt = 5 mm (diâmetro do estribo) concreto com brita 1 (dmáx = 19 mm) UNESP(Bauru/SP) – Prof.máx = 10. Na grande maioria dos casos da prática os problemas são de dimensionamento. calcular para o momento fletor máximo: a área de armadura longitudinal de flexão e as deformações na fibra de concreto mais comprimida e na armadura de flexão tracionada. Problemas de verificação normalmente ocorrem quando a viga pertence a uma construção já executada e em utilização.4β x ) d 1 σsd (1 − 0. por este motivo. será dada maior ênfase aos problemas de dimensionamento. Após o estudo dos exemplos seguintes o aluno deve fazer os exercícios propostos no item 10. o tipo de aço. 6. etc. São conhecidos: Mk. Para isso é necessário conhecer os materiais que compõem a viga. a quantidade de armadura e o seu posicionamento na seção transversal. O dimensionamento consiste em se determinar qual a armadura necessária para uma viga. γs = 1. Dr. sendo previamente conhecidos: os materiais.3 EXEMPLOS NUMÉRICOS As vigas têm basicamente dois tipos de problemas para serem resolvidos: de dimensionamento e de verificação.Vigas O coeficiente tabelado Ks é definido substituindo-se x por βx . d na Eq. as dimensões da seção transversal. a seção transversal e o momento fletor solicitante. 24) a área de armadura tracionada As.13 2117 . 1º) Para a viga indicada na Figura 12. e se deseja conhecer a capacidade de carga de uma viga.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . Observe que Ks depende da tensão na armadura tracionada (σsd) e da posição da linha neutra. 25) O coeficiente Ks está apresentado na Tabela A-1 e Tabela A-2. em função do coeficiente Ks é: As = Ks Md d (Eq. como a classe do concreto (fck).000 kN.cm h = 50 cm γc = γf = 1. Os três primeiros exemplos apresentados são de dimensionamento e os dois últimos são de verificação. Esse tipo de cálculo normalmente é feito durante a fase de projeto das estruturas.4x ) ⇒ As = Md σ sd (1 − 0. para a sua futura construção.4 . 17: As = com K s = Md σsd (d − 0. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . e esporadicamente ocorrem os problemas de verificação e. expressa por βx .4β x ) (Eq.

26d: x 2 lim = 0.63 d = 0. Dr.4 . e também com aplicação das equações com coeficientes tabelados K. sendo x2lim fixo e igual a 0.6 cm a) Resolução com Equações Teóricas Com a Eq. 2011).63 .68 .Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .Vigas A A h = 50 cm lef Mk. x3lim é: x3lim = 0.cm sendo γf o coeficiente de segurança que majora os esforços solicitantes.8 = 0 →  x 2 = 18. aquele que mais ocorre no dia a dia do engenheiro estrutural. pois 99. 15 e 17). definido na Eq. 47 = 12.Viga bi-apoiada.4x ) 1.máx bw 20 cm Figura 12 . A incógnita principal é a área de armadura tracionada (As). O valor que delimita os domínios 2 e 3 é dado por x2lim. a posição da linha neutra deve ser medida a partir da borda superior comprimida. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . UNESP(Bauru/SP) – Prof. 15 determina-se a posição (x) da linha neutra para a seção: M d = 0. x = 18.1 cm A primeira raiz não interessa. além da posição da linha neutra. RESOLUÇÃO O problema é de dimensionamento.14 2117 . M k = 1. conforme a Tabela A-1. 47 = 29.1 cm. A resolução será feita segundo as equações teóricas deduzidas do equilíbrio da seção (Eq. 30 da apostila de “Fundamentos do Concreto Armado” (BASTOS.0 (47 − 0. O momento fletor de cálculo é: M d = γ f .4 cm > h = 50 cm. Portanto. como mostrado na Figura 13. Como o momento fletor solicitante tem sinal positivo.26 .4 x1 = 99.68b w x f cd (d − 0. que deve ser determinada primeiramente. 20 x 2.4 x ) → 14000 = 0. 10000 = 14.26 d = 0. Para o aço CA-50.000 kN. dada pela variável x.5 x + 1801.2 cm A delimitação entre os domínios 3 e 4 é dada por x3lim.4 cm x 2 − 117.

UNESP(Bauru/SP) – Prof.5 (para concretos até o C35 como neste exemplo) não necessita ser atendido. na Tabela A-1 determinam-se os coeficientes βx = 0. 17: As = Md σsd (d − 0. e para resistir a ele é colocada uma armadura longitudinal chamada “armadura positiva”. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . a tensão nesta faixa de deformação é σsd = fyd = fyk/γs (para o aço CA-50.15 2117 . É importante observar que o momento fletor deve ser colocado na equação com o seu valor absoluto. próxima à borda superior da viga. 23): b d 2 20 ⋅ 47 2 Kc = w = = 3. verifica-se que a viga está no domínio 3. No caso de momento fletor negativo é colocada a “armadura negativa”.1 x 3lim = 29. Primeiramente deve-se determinar o coeficiente Kc (Eq. Como a linha neutra está no intervalo entre x2lim e x3lim.2.6 cm Como a seção não é de apoio ou de ligação com outro elemento estrutural. fyk = 50 kN/cm2 = 500 MPa).027 e domínio 3.10 cm2 x 2lim = 12.2 Md 14000 com Kc = 3.1 cm < x 3 lim = 29.4 x ) → As = 14000 50 (47 − 0.1) 1.4 .15 = 8. Neste domínio a deformação na armadura varia de εyd (início de escoamento do aço) a 10 ‰ (ver Figura 5).6 LN 50 47 As 20 Figura 13 . concreto C20 e aço CA-50. b) Resolução com Equações com Coeficientes K Nas equações do tipo K devem ser obrigatoriamente consideradas as unidades de kN e cm para as variáveis. 3 e 4. O momento fletor positivo traciona a parte inferior da viga.2 cm < x = 18.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .Vigas Observe que as unidades adotadas para as variáveis da Eq. conforme a Figura 13. 15 foram o kN e o cm. A área de armadura é calculada pela Eq.2 x = 18. 18. Se outras unidades diferentes forem adotadas deve-se tomar o cuidado de mantê-las em todas as variáveis.38. Dr. Comparando a posição da linha neutra (x) com os limites x2lim e x3lim determina-se o domínio em que a viga se encontra: x 2 lim = 12. o limite x/d ≤ 0. Ks = 0.Posição da linha neutra na seção transversal e limites entre os domínios 2. Conforme o diagrama σ x ε do aço (Figura 6).

80 cm2. de 8. A área de aço escolhida deve atender à área de armadura calculada. preferencialmente diâmetros próximos entre si. Outras combinações de número de barras e de diâmetros podem ser enumeradas. O número de barras deve ser aquele que não resulte numa fissuração significativa na viga e nem dificuldades adicionais durante a confecção da armadura. 7 φ 12.0015 . Um ou mais diâmetros podem ser escolhidos. deve ser disposta a área da armadura mínima na seção transversal da viga. deve-se cuidar para não ocorrer exageros.10 cm2. 25) resulta: As = K s Md 14000 = 0.04 cm2 d 47 Comparando os resultados obtidos segundo as duas formulações verifica-se que os valores são muito próximos. número de camadas de barras.38 .00 cm2. pode-se considerar a armadura mínima de flexão como: As. A fissuração é diminuída quanto mais barras finas são utilizadas.10 cm2) com a armadura mínima longitudinal prescrita pela NBR 6118/03.10 cm2 é maior que a armadura mínima. 20: βx = x d ⇒ x = βx . Paulo Sérgio dos Santos Bastos . 4 φ 16 mm = 8. pois quanto mais próximo estiver o centro de gravidade da UNESP(Bauru/SP) – Prof. Quando a armadura calculada for menor que a armadura mínima.5 mm = 8.75 cm2. 3 φ 16 mm + 2 φ 12.00 cm2. preferencialmente com uma pequena folga.50 cm2. 3 φ 20 mm = 9.45 cm2.9 cm A área de armadura (Eq. mas segundo sugestão do autor admite-se uma área até 5 % inferior à calculada. exeqüibilidade (largura da viga principalmente).15 % bw h = 0. facilidade de execução. Dr.00 cm2. para concreto C20 e seção retangular.5 mm = 8. Conforme a Tabela 2. com auxílio das Tabela A-3 e Tabela A-4. Porém. 2 φ 20 mm + 2 φ 12. c) Detalhamento da armadura na seção transversal Inicialmente deve-se comparar a armadura calculada (As = 8.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . porte da obra.2117 .50 cm2 Verifica-se que a armadura calculada de 8. 47 = 17.027 = 8.30 cm2. Para a área de armadura calculada neste exemplo. A escolha do diâmetro ou dos diâmetros e do número de barras para atender à área de armadura calculada admite diversas possibilidades.5 mm = 8. d = 0.Vigas 16 A posição da linha neutra fica determinada pela Eq. Detalhamentos com uma única camada resultam seções mais resistentes que seções com duas ou mais camadas de barras. 10 φ 10 mm = 8. podem ser enumeradas as seguintes combinações: - 16 φ 8 mm = 8. entre outros. A escolha de uma das combinações listadas deve levar em conta os fatores: fissuração. 2 φ 20 mm + 1 φ 16 mm = 8. 20 . 50 = 1.mín = 0.

têm um número pequeno de barras. pode resultar no sério comprometimento da viga em serviço. correspondente ao número de barras da camada e o diâmetro das barras. O valor para a largura de bw mínimo depende do diâmetro máximo da brita de maior dimensão utilizada no concreto. 16 φ 8 e 10 φ 10 devem ser descartadas porque o número de barras é excessivo. quando as barras da camada têm o mesmo diâmetro. com trabalho de armadores profissionais. onde são cortadas com serras ou guilhotinas manuais. como as barras serem colocadas na borda superior. não sendo o ideal para a fissuração. maior será a resistência da seção. chamados na prática de “bicheira”. as três últimas combinações.mín) entre as barras deve ser feita aplicando-se a Eq. A Figura 14 mostra o detalhamento da armadura na seção transversal da viga. isto é. O menor número possível de camadas deve ser um dos objetivos do detalhamento. Para 4 φ 16 mm. a verificação pode ser feita com auxílio da Tabela A-4. confecção de ganchos.2117 . nas proximidades da borda sob tensões de tração. Além disso. 7). Não há também bancadas de trabalho adequadas para o dobramento das barras. Para isso. De modo que recomendamos diâmetros de até 12. conforme apresentado no item 6. Construções de pequeno porte devem ter especificados diâmetros preferencialmente até 12. o que aumentaria o trabalho do armador (operário responsável pela confecção das armaduras nas construções).5 mm. que mostra a “Largura bw mínima” para um dado cobrimento nominal (c).agr  Quando as barras de uma mesma camada têm diâmetros diferentes.5 mm. pois a maioria delas não têm máquinas elétricas de corte de barras. é possível alojar as quatro barras numa única camada.5 e 4 φ 16 mm. é extremamente importante que a armadura As calculada seja disposta na posição correta da viga. respectivamente. Define-se como camada as barras que estão numa mesma linha paralela à linha de borda da seção.3 (Eq. a verificação do espaçamento livre mínimo (eh. que no caso em questão é a borda inferior.mín 2 cm  ≥ φ l 1.5 mm deve ser feita como atividade do aluno). e acima de 12. com capacidade de corte de barras até 12. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . Por outro lado.0 cm. Na escolha entre 7 φ 12. Como a largura da viga é 20 cm. Um erro de posicionamento da armadura. Por outro lado.2 d máx. etc. O estudo da fissuração nas vigas será apresentado na disciplina 1365 – Estruturas de Concreto IV. podendo-a levar inclusive ao colapso imediatamente à retirada dos escoramentos. Como o momento fletor solicitante tem sinal positivo.5 e 4 φ 16 mm deve-se também atentar para o porte da obra.5 mm para as obras de pequeno porte. sendo esta última pior para a fissuração. atendendo ao espaçamento livre mínimo. Das combinações listadas. Entre todas as combinações. o espaçamento livre horizontal mínimo entre as barras é dado por: e h . mas que certamente ficará dentro de valores máximos recomendados pela NBR 6118/03. a fim de evitar o surgimento de nichos de concretagem. além do fato da barra de 20 mm representar maiores dificuldades no seu manuseio.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 7 acima.Vigas 17 armadura à borda tracionada. A disposição das barras entre os ramos verticais do estribo deve proporcionar uma distância livre entre as barras suficiente para a passagem do concreto. as armaduras são feitas por pedreiros e ajudantes e não armadores profissionais. com o diâmetro de 20 mm. maior que a largura mínima. onde foi adotada a combinação 4 φ 16 mm (a combinação 7 φ 12. UNESP(Bauru/SP) – Prof. as melhores alternativas são 7 φ 12. na Tabela A-4 encontra-se a largura mínima de 19 cm para concreto com brita 1 e cobrimento de 2. Determina-se a largura mínima na intersecção entre a coluna e a linha da tabela. Dr.5 mm apenas para as obras de maior porte. Guilhotinas maiores são praticamente inexistentes nas obras de pequeno porte.

neste caso é dada pela soma do cobrimento.3 cm entre o valor inicialmente adotado e o valor real calculado em função do detalhamento escolhido. Pequenas diferenças. do diâmetro do estribo e metade do diâmetro da armadura: a = 2.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . medida entre o centro de gravidade da armadura tracionada e a fibra mais tracionada da seção transversal. Armaduras construtivas são muito comuns nos elementos estruturais de concreto armado. portanto.07 ‰ para o aço CA-50) a 10 ‰. 4Ø16 (8. conforme o detalhamento da Figura 14 é: d = h – a = 50 – 3. UNESP(Bauru/SP) – Prof. podendo ser calculada pela Eq.7 cm O valor inicialmente adotado para a altura útil d foi 47 cm.1 = ε sd 46.5 ‰.18 2117 . embora não sejam levadas em conta nos cálculos. pois a diferença de armadura geralmente é pequena. d) Deformações na fibra mais comprimida (concreto) e na armadura tracionada No domínio 3 a deformação de encurtamento na fibra de concreto mais comprimida é fixa e igual a 3.Vigas Além da armadura tracionada As devem ser dispostas também no mínimo duas barras na borda superior da seção.5 + 1.5 18. serem desconsideradas em vigas de dimensões correntes.1 → εsd = 5.7 cm: ε cd x = ε sd d − x ⇒ 3. Existe. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .0 + 0.00 cm²) 50 d a 20 Figura 14 – Detalhamento da armadura longitudinal As na seção transversal. que servem para a amarração dos estribos da viga. barras construtivas chamadas “porta-estribos”. não havendo a necessidade de se recalcular a armadura. auxiliam na confecção e montagem das armaduras e colaboram com a resistência da peça. 19. A distância a. Dr. Considerando d = h – a = 50 – 3.6/2 = 3. A deformação na armadura As varia de εyd (2. de até 1cm ou 2 cm podem. definida como a distância entre o centro de gravidade da armadura tracionada à fibra mais comprimida da seção transversal.3 = 46.3 = 46. de modo geral. uma pequena diferença de 0.3 cm A altura útil d.5 ‰ A Figura 15 ilustra as deformações nos materiais e os domínios 2 e 3 de deformação.7 − 18.

5 ‰ ε ε yd = 2.570 kN. Dr. Dados: concreto C25 φt = 5 mm (diâmetro do estribo) aço CA-50 c = 2.Vigas 0 x2lim LN εcd 3. dado que a altura útil d é uma incógnita. adotando-se um valor para x. isto é.4 .Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .máx = 12.15 M k.cm γc = γf = 1. 2º) Calcular a altura útil (d) e a armadura longitudinal de flexão (As).1 cm d 2 x 3lim 3 4 10 ‰ 5.5 ‰ x = 18. mostrada na Figura 16. como já explicado. isto é. e para cada x adotado resulta um par d / As.570 kN.07 ‰ 0 Figura 15 – Diagrama de domínios e deformações no concreto comprimido e na armadura tracionada. No domínio 4 não se admite o dimensionamento. γs = 1. tanto no domínio 2 como no domínio 3. para o máximo momento fletor positivo da viga de seção retangular. RESOLUÇÃO Como a altura da viga não está fixada. a posição da linha neutra (x) pode variar de zero a x3lim. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . o exemplo será resolvido com a posição da linha neutra fixada em UNESP(Bauru/SP) – Prof. A posição da linha neutra pode se estender até o limite entre os domínios 3 e 4.5 cm concreto com brita 1 bw = 20 cm Mk.máx = 12.19 2117 .cm Figura 16 – Esquema estático e diagrama de momentos fletores. o problema admite infinitas soluções. O problema é resolvido fixando-se a posição da linha neutra. Com o objetivo de mostrar duas soluções entre as infinitas existentes.

Observe que. de BASTOS.26.cm a) Linha neutra passando por x2lim Com a linha neutra em x2lim implica que βx = βx2lim = 0. Há várias outras combinações ou arranjos possíveis. ficando a resolução pelas equações teóricas como tarefa para o aluno. a deformação de encurtamento no concreto comprimido (εcd) é igual a 3. 25) resulta: As = K s Md 17598 = 0.50 cm .4 .026 Com a Eq. donde obtém-se um valor correspondente para d. Com βx = 0.5 mm = 8.26 .4 cm d A Figura 17 mostra a posição da linha neutra.9 da apostila “Fundamentos do Concreto Armado”. e a deformação de alongamento na armadura (εsd) é igual a 10. 20: 2 βx = x → x = x 2 lim = β x 2 lim d = 0. Ambas as soluções visam dimensionar a viga com armadura simples.Vigas 20 duas diferentes posições: no limite entre os domínios 2 e 3 (x = x2lim) e 3 e 4 (x = x3lim) – ver Figura 5.2117 . 15. A área de armadura é calculada então com a Eq. os domínios e o diagrama de deformações para a seção em análise. UNESP(Bauru/SP) – Prof.5 = 14.598 kN. Dr. 55.026 = 8. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . ambas iguais aos máximos valores permitidos pela NBR 6118/03. 17598 = = 55. 31 no item 10.5 ‰. 15 e 17) faz-se arbitrando valores para x (x2lim e x3lim por exemplo) na Eq. 23 calcula-se a altura útil d: Kc = bwd 2 Md ⇒ d= Kc Md 3. na Tabela A-1 K c = 3. com a linha neutra passando por x2lim. O cálculo pelas equações teóricas (Eq.5 Um arranjo possível de barras para a área calculada é 3 φ 16 mm + 2 φ 12.0 ‰.5 cm bw 20 A área de armadura As (Eq. 17. A posição da linha neutra (x) pode ser obtida com a Eq.5 para concreto C25 e aço CA-50 encontram-se:  K s = 0.24 cm 2 d 55. A resolução do exercício será feita segundo as equações do tipo K. 12570 = 17. pois outras soluções possíveis com armadura dupla não serão apresentadas neste exemplo.5 . tendo todas as suas variáveis conhecidas.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 2011).26 (ver Eq. O momento fletor de cálculo é: M d = γ f M k = 1.

as quatro barras podem ser alojadas na primeira camada.7 < eh.5 3 h As ε sd As ε yd 10 ‰ 20 Figura 17 – Diagrama de domínios e deformações nos materiais com a linha neutra passando em x2lim .9 = 2.7 cm 3 Como eh = 2.mín = 2.mín = 2. Neste caso.21 2117 . o que resulta para eh: eh = 20 − [2 (2.agr = 1. A Figura 18 mostra o detalhamento da armadura na seção transversal.25) + 3 .25] = 2.2d máx . Como uma segunda tentativa uma barra φ 12.6 cm 1. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .3 cm O espaçamento livre existente entre as barras. a verificação deve ser feita comparando o espaçamento livre existente entre as barras com o espaçamento mínimo preconizado pela NBR 6118/03. Dr.6 + 1.7 > eh. conforme a Eq.5 da segunda camada fica amarrada num dos ramos verticais dos estribos.5 + 1. A barra φ 12. que neste caso é a face inferior.3 cm.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . é extremamente importante posicionar corretamente a armadura As. considerando as cinco barras numa única camada é: 20 − [2 (2. as cinco barras não podem ser alojadas numa única camada. Como foram escolhidos dois diâmetros diferentes para a armadura não é possível utilizar a Tabela A-4 para verificar a possibilidade de alojar as cinco barras numa única camada. 2 ⋅1. 1.6] eh = = 1. o espaçamento mínimo entre as barras.Vigas 0 ε cd = 3.mín 2 cm  ≥ φ l = 1.5 deve ser deslocada para a segunda camada (acima da primeira).5 + 0. próxima à borda tracionada. UNESP(Bauru/SP) – Prof. dispondo-a próxima à face tracionada da seção.5 + 0.5 ‰ x 2lim x 2lim = 14. Inicialmente.mín = 2.7 cm 4 Como eh = 1.3 cm  ∴ eh. Como já observado no exercício anterior.4 A'c LN 2 55.agr = 19 mm). 1.3 cm. 7 é: e h .5 ‰ 3. pois a viga está solicitada por momento fletor positivo. deve-se tentar colocar as cinco barras na primeira camada.5) + 3 . Considerando a barra de maior diâmetro e concreto com brita 1 (dmáx.

5 + 0. A distância (a) entre o centro de gravidade (CG) da armadura longitudinal tracionada (As) à fibra mais tracionada da seção neste caso é: a = c + φt + φl/2 = 2.80 cm2 → dispor a armadura calculada. Não há a necessidade de determinar a posição exata do centro de gravidade da armadura As.0015 ⋅ 20 ⋅ 60 = 1.7 concreto C25 e aço CA-50.Vigas c x = x 2lim = 14.5 + 1. de BASTOS. A armadura mínima de flexão. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .mín = 1.24 cm2 > As. Dr. é: A s .5 + 4. na Tabela A-1 para K c = 1. Com βx = 0.15% b w h A s . Figura 18 – Detalhamento da armadura na seção transversal e posição da linha neutra em x = x2lim. No exemplo.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .6 cm A altura da viga é a soma da altura útil d com a distância a: h = d + a = 55.22 2117 .7 3 Ø 16 a 2 Ø 12. a posição aproximada é suficiente.5 20 1ª cam. o centro de gravidade pode ser tomado na linha que passa pela face superior das barras φ 16 mm.mín = 0.6 = 4.1 cm ≈ 60 cm Para as vigas recomenda-se adotar alturas com valores múltiplos de 5 cm ou 10 cm. encontram-se:  K s = 0.6 = 60. 2006).80 cm 2 As = 8.mín = 0. conforme a Tabela 2. não conduzindo a erro significativo.031 UNESP(Bauru/SP) – Prof.4 LN 55.63 (ver Tabela 13 na apostila “Fundamentos do Concreto Armado”.63.5 60 e h = 2. b) Linha neutra passando por x3lim Com a linha neutra em x3lim implica que βx = βx3lim = 0.

alojar as sete barras. os domínios e o diagrama de deformações para a seção em análise. Cinco barras também não podem.00 cm2. 17598 = = 38. a largura bw. O intuito é de alojar o maior número de barras numa primeira camada.10 cm 2 d 38. O espaçamento livre mínimo vertical entre as barras.5 ‰.7 . ε cd = 3. já que bw. 20: βx = x → x = x 3 lim = β x 3 lim d = 0.7 = 24.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . Paulo Sérgio dos Santos Bastos . Mas quatro barras podem ser alojadas numa única camada. portanto.mín de 20 cm é igual à largura da viga. Observe que. Duas das três barras são amarradas nos ramos verticais dos estribos.7 LN 3 ε sd As 10 ‰ h x 3lim ε yd As 20 Figura 19 – Diagrama de domínios e deformações nos materiais com a linha neutra passando em x3lim . para se determinar quantas camadas de barras são necessárias. e a deformação de alongamento na armadura (εsd) é igual a εyd.07 ‰ para o aço CA-50 (ver Tabela 1).031 = 14. de 20 cm. como mostrado na Figura 20. apoiada em pequenos segmentos de barra de aço com diâmetro idêntico ao do estribo. posicionadas com o espaçamento livre mínimo (ev. 8 é: UNESP(Bauru/SP) – Prof. Na distribuição das sete barras φ 16 mm na seção transversal pode-se fazer uso Tabela A-4.4 cm d A Figura 19 mostra a posição da linha neutra.mín) relativo à face superior das barras da primeira camada. Na Tabela A-4 verifica-se que a largura bw mínima necessária para alojar 7 φ 16 mm é de 31 cm. e a terceira barra pode ser colocada no meio. 23 calcula-se a altura útil d: Kc = bwd2 Md ⇒ Kc Md 1. 25) resulta: As = K s Md 17598 = 0.7 cm bw 20 d= A área de armadura As (Eq. maior que a largura existente.23 2117 . não sendo possível. As três outras barras restantes devem ser dispostas numa segunda camada. Dr. conforme a Eq. como mostrado na Tabela A-4.5 ‰ 0 B x 3lim A'c 24.4 2 38.7 Um arranjo de barras é composto por 7 φ 16 mm = 14. com a linha neutra passando por x3lim. igual a 2. a deformação de encurtamento no concreto comprimido (εcd) é igual a 3.63 . 38.5 ‰ 3.mín = 23 cm supera a largura existente. Outros arranjos podem ser utilizados. A posição da linha neutra (x) pode ser obtida com a Eq.Vigas Com a Eq.

0 cm De modo geral.Vigas e v.8 cm não é uma medida padrão de execução na prática das construções. É comum adotarem alturas múltiplas de 5 cm ou 10 cm para as vigas. o espaçamento livre entre camadas resulta igual a 2.24 cm2.mín = 2.8 x = x 3 lim = 24. As = 8.24 2117 .4 Øt 38. UNESP(Bauru/SP) – Prof.5d máx .agr = 0.5 ⋅1. a3) Comparação dos resultados Os cálculos efetuados com a linha neutra fixada em x2lim e x3lim forneceram as soluções: a) x2lim: h = 60 cm . Dr.da armadura longitudinal tracionada (As) à fibra mais tracionada da seção) é: a = 2.5 cm acima da superfície superior das barras φ 16 mm da primeira camada. de 43.mín 2 cm  ≥ φ l = 1.5 + 1. Adotando-se a posição do centro de gravidade da armadura de forma aproximada.10 cm2. ev 4 Ø 16 20 Figura 20 – Detalhamento da armadura na seção transversal e posição da linha neutra em x = x3lim. c A'c 43.1 = 43.9 = 1.7 0.0 cm  ∴ ev. a distância a (distância do centro de gravidade – CG . o que levaria à altura de 45 cm.5 + 0.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .5 3 Ø 16 a C.5 = 5.7 + 5.G.1 cm Para a altura da viga resulta: h = d + a = 38.6 cm 0. As = 14. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .8 cm A altura calculada para a viga. numa linha passando a 0.6 + 0.0 cm. b) x3lim: h = 45 cm .

apesar do menor consumo de aço proporcionado pelo domínio 2.5 cm aço CA-50 φt = 6. Um estudo de custos deve constatar que o dimensionamento no domínio 2 resulta num custo maior que o dimensionamento no domínio 3. Essa distância depende da armadura As . 3º) Calcular a armadura longitudinal As de uma viga submetida à flexão simples.cm (momento fletor negativo no apoio da viga) RESOLUÇÃO Neste caso. Para a distância a desta questão será adotado o valor de 5 cm. dado que a variação de armadura geralmente é pequena. o que leva a menor necessidade de armadura. fazendo a altura da viga menos a distância entre o centro de gravidade da armadura tracionada e a fibra mais tracionada (chamada aqui como distância a). a consideração anterior implica que as vigas dimensionadas no domínio 2 consomem maiores volumes de concreto e maiores quantidades de fôrma. É necessário estimar d. A altura útil d não é conhecida porque não se conhece o arranjo da armadura na seção transversal. γs = 1. a) Resolução com Equações Teóricas Os limites entre os domínios 2. resultam vigas mais flexíveis. De modo geral. sujeitas a flechas de maior magnitude. mão-deobra.15.As. A questão será resolvida utilizando-se as equações teóricas e também com as equações com coeficientes K. maior será a altura resultante para a viga e menor será a área de armadura tracionada. quanto maior. Dr. 3 e 4 são: UNESP(Bauru/SP) – Prof. as vigas dimensionadas no domínio 2 resultam vigas com maior altura e menor armadura que as vigas dimensionadas no domínio 3. que. e d é: d = h – 5 cm = 60 – 5 = 55 cm O momento fletor de cálculo é: M d = γ f M k = 1. para as vigas correntes. sendo dados: concreto C25 c = 2.000 kN.cm (o sinal negativo do momento fletor não deve ser considerado nos cálculos).2117 . Paulo Sérgio dos Santos Bastos . Com a maior altura da seção o braço de alavanca z entre as forças resultantes internas também é maior. com exceção da posição da linha neutra (x) e da área de armadura As.15 bw = 22 cm Mk = . da largura da viga. existe apenas uma solução. dada pelo par x . maior será a distância a. com vigas de menor altura. como todas as variáveis estão fixadas.3 mm (diâmetro do estribo) h = 60 cm concreto com brita 1 γc = γf = 1. do diâmetro do estribo e principalmente da espessura do cobrimento de concreto.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . etc. Normalmente não é necessário recalcular a armadura para o valor de a determinado no detalhamento. 15000 = 21.000 kN.4 . escoramento. outro aspecto importante é que o dimensionamento no domínio 3.Vigas 25 Os resultados permitem tecer as seguintes considerações: - - - quanto menor for o valor de x ou a profundidade da linha neutra dentro da seção transversal. A resolução é iniciada pela determinação de x e em seguida pelo cálculo de As. o valor de a varia em torno de 3 cm a 6 cm. A solução é adotar um valor para a e depois verificar o valor exato no detalhamento da armadura na seção transversal.4 .

55 2 Kc = w ⇒ Kc = = 3.26 2117 .mín = 0. 16.Vigas x2lim = 0.5 ∴ como o limite foi atendido existe solução com armadura simples. a esta limitação. para concreto C25 e aço CA-50 na Tabela A-1 encontram-se: Ks = 0. 23): b d2 22 . a norma limita a relação βx = x/d em 0. 17: As = Md σsd (d − 0. conforme a Tabela 2.4 . A área de armadura (Eq.4 x = 16.29 e domínio 3.3 cm x3lim = 0.2/55 = 0. 60 = 1.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 55 = 14. A área de armadura é calculada pela Eq.0015 .2. βx = 0. pois βx = 0.2) 1.50. Dr. Como a seção é de apoio da viga.29 < 0.15 = 9.26 . 18.26d = 0. 25) resulta: As = K s Md 21000 2 = 0. 22 x → 2.98 cm2 UNESP(Bauru/SP) – Prof.00 cm ) d 55 A armadura mínima para a viga.4 x ) 21000 = 0.2 cm < x 3 lim = 34. 22 .93 cm 2 (5 φ 16 mm = 10.98 cm 2 As > As. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .5 (55 − 0. 15 determina-se a posição da linha neutra para a seção: M d = 0.2 Md 21000 Observe que o momento fletor de cálculo (Md) é considerado com o seu valor absoluto no cálculo de Kc. Sendo concreto C25 tem-se: x/d = 16. sem necessidade de se fazer qualquer alteração nos dados iniciais. Para momento fletor negativo no apoio da viga. é: A s . os limites fornecidos na Eq. 55 = 34.3 cm < x = 16.95 cm2 b) Resolução com Equações com Coeficientes K A posição da linha neutra é determinada com o cálculo de Kc (Eq.63 .mín = 1. A viga atende.68b w x f cd (d − 0.7 cm ∴ a seção está no domínio 3.mín = 0.15% b w h → A s . Com Kc = 3.026 = 9. Isso significa que a seção pode ser dimensionada com armadura simples.29 < 0.4 x ) → As = 21000 50 (55 − 0.2 cm Comparando a posição da linha neutra (x) com os limites x2lim e x3lim determina-se qual o domínio em que a viga se encontra: x 2 lim = 14.50 para o concreto C25.7 cm (para o aço CA-50) Com a Eq.026.68 .4x ) 1. conforme mostrado na Eq.63d = 0. portanto. 18 necessitam ser obedecidos.

9 = 2.27 2117 .2 d máx.6 cm 0.mín = 2. a 5 mm da face inferior das barras da primeira camada.9 = 1.agr = 1. é: a = 2. para permitir a penetração da agulha com facilidade.mín 2 cm  ≥ φ l = 1.63) + 4 ⋅1. Os diâmetros de agulha mais comuns utilizados na prática são de 25 mm e 49 mm.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 8): e v.5 = 5.agr = 0. Na distribuição das barras da armadura longitudinal negativa nas seções transversais das vigas é importante deixar espaço suficiente entre as barras para a passagem da agulha do vibrador. A posição do centro de gravidade da armadura foi adotada de forma aproximada.1 cm 3 e h .5 d máx. Para vigas de pequeno porte não há a necessidade de se determinar com rigor a posição exata do centro de gravidade da armadura.mín 2 cm  ≥ φ l = 1. Tanto no projeto quanto na execução das vigas. especial atenção deve ser dada a este detalhe. Seria um erro gravíssimo fazer o contrário.2 cm UNESP(Bauru/SP) – Prof. 7): e h .6] = 3.0 cm A distância entre o centro de gravidade da armadura e a face tracionada da viga. Deve-se ter em mente qual o diâmetro da agulha do vibrador que será utilizado.63) + 3 ⋅1.6 + 0.5 + 0. Para quatro e três barras na primeira camada os espaçamentos livres horizontais entre as barras são: e h .63 + 1. e as duas outras na segunda camada.2 ⋅ 1.Vigas O detalhamento da armadura na seção transversal está mostrado na Figura 21.4 = 22 − [2(2.6] = 5. adotada inicialmente como 5 cm.5 + 0.5 .3 cm  ∴ eh.6 cm 1. De preferência o espaçamento entre as barras deve ser um pouco superior ao diâmetro da agulha. a armadura deve obrigatoriamente ser disposta próxima à face superior tracionada da seção.3 = 22 − [2(2.0 cm  ∴ ev.5 cm 2 Considerando o diâmetro da agulha do vibrador igual a 49 mm. verifica-se que devem ser dispostas apenas três barras na primeira camada. O espaçamento livre mínimo horizontal entre as barras é (Eq.5 + 0. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .3 cm O espaçamento livre mínimo vertical entre as barras das camadas é (Eq. Como o momento fletor é negativo.mín = 2. com a armadura As no lado inferior da viga. sem que se tenha que forçar a sua passagem. 1. Dr.

28 2117 . a C. 1ª cam. As variáveis a serem determinadas são a posição da linha neutra (x) e o momento fletor de serviço ou admissível (Mk). como mostrada na Figura 22. A resolução deve ser feita por meio das equações teóricas. 11 e 12): R cc = 0. Dr.5 e v = 2 cm Øt c 60 2ª cam.Vigas 5 Ø 16 10. 10).G. A primeira equação a considerar é a de equilíbrio das forças resultantes na seção transversal (Eq.00 cm² a C. e sim de verificação.4 h = 50 cm γs = 1. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .00 cm2 concreto C20 aço CA-50 50 A s = 8.8x b w R st = σsd A s UNESP(Bauru/SP) – Prof. 4º) Dada a seção retangular de uma viga.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . São conhecidos: bw = 20 cm γf = γc = 1.85f cd 0.15 d = 46 cm As = 8.00 cm² 46 20 Figura 22– Características da seção transversal. RESOLUÇÃO O problema agora não é de dimensionamento. d 22 Figura 21 – Detalhamento da armadura negativa na seção transversal.G. Rcc = Rst As resultantes de compressão no concreto comprimido e de tração na armadura são (Eq. calcular qual é o momento fletor admissível (de serviço). 0.

4 .4 x ) 1.63 .45 cm2 3 Ø 20 9.26 .15 Aplicando a Eq. e realmente σsd é igual a fyd. 46 = 29. 20 = 8.85f cd 0. 10 determina-se a posição da linha neutra (x): 0.0 0.0 < x = 17.0 cm Verifica-se que a seção encontra-se no domínio 3.4 x ) ⇒ M k = 9.8x .650 kN.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .cm Portanto.cm (momento positivo).0 cm x2lim = 12.Seção transversal da viga. onde temse: σsd = f yd = f yk γs = 50 1.650 kN. o que se faz comparando x com os valores limites x2lim e x3lim: x2lim = 0.0 cm x3lim = 0.9 < x3lim = 29.45 cm² γc = γf = 1. o momento fletor característico a que a seção pode resistir é 9.63 d = 0.9 cm É necessário verificar se a hipótese inicialmente considerada da viga estar nos domínios 2 ou 3 é verdadeira.85 50 2. 5º) Determinar o máximo momento fletor que pode suportar uma viga com a seção mostrada na Figura 23.4M k = 8.9) 1.15 40 d = 36 cm 20 Figura 23 . 46 = 12.4 1.15 ou M d = A s σsd (d − 0. O momento fletor de serviço pode ser calculado pelas Eq. Dados: concreto C25 3 aço CA-50 As = 9.29 2117 .00 1.8 x b w = σ sd A s 0.00 50 (46 − 0.26 d = 0. Dr.4 γs = 1. UNESP(Bauru/SP) – Prof. 15 ou 16: M d = 0. 17. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .68b w x f cd (d − 0.Vigas Inicialmente deve-se supor que a seção foi dimensionada nos domínios 2 ou 3.15 ⇒ x = 17.

4 x ) . o que é muito comum de ocorrer na prática.50d (para fck ≤ 35 MPa) no caso de se tratar de seção de apoio da viga ou ocorrer ligação com outros elementos estruturais.63 d = 0. Dr. a hipótese inicial foi confirmada e realmente tem-se σsd = fyd. para qualquer que seja o valor de x3lim considerado. Deste modo tem-se: x3lim = 0.85 2.15 Aplicando a Eq. 11 e 12): R cc = 0.8 x b w = σ sd A s 0.30 2117 .26 d = 0.0 cm Verifica-se que.8 x . o problema é de verificação e a incógnita principal do problema é o momento fletor característico (Mk) a que a seção transversal pode resistir. 36 = 18.Vigas RESOLUÇÃO Como no exercício anterior.4 x ) ou UNESP(Bauru/SP) – Prof. 10). 15 ou 16: M d = 0. Paulo Sérgio dos Santos Bastos M d = A s σsd (d − 0. 20 = 9.4 cm O valor de x3lim pode variar em função da versão da norma que foi considerada quando do cálculo de dimensionamento da viga. 36 = 9.5 50 0. tem-se o equilíbrio das forças resultantes: Rcc = Rst As resultantes de compressão no concreto comprimido e de tração na armadura são (Eq.63d e na NBR 6118/03 o valor foi reduzido para 0.7 cm (NBR 6118/80) ou x3lim = 0. a viga foi dimensionada no domínio 3.9 < x3lim = 22.45 1.68b w x f cd (d − 0.9 cm É necessário verificar se a hipótese inicialmente considerada da viga estar nos domínios 2 ou 3 é verdadeira.8x b w R st = σsd A s Supondo-se inicialmente que a seção foi dimensionada nos domínios 2 ou 3.4 < x = 16.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .50 d = 0. Da equação de equilíbrio de forças normais (Eq.26 .4 1.7 cm ou 18. O momento fletor de serviço pode ser calculado pelas Eq. o que se faz comparando x com os valores limites x2lim e x3lim. 10 determina-se a posição da linha neutra (x): 0. 36 = 22.63 . a tensão na armadura é: f yk 50 σsd = f yd = = γ s 1. Na NBR 6118/80 o valor para x3lim era de 0.50 . Para x2lim tem-se: x2lim = 0.0 cm (NBR 6118/03). Como a armadura é negativa é muito provável que se trate de seção de apoio.85f cd 0.15 ⇒ x = 16.85f cd 0. x2lim = 9. Desse modo.

a formulação será desenvolvida com base nas duas equações de equilíbrio da estática (Eq. o momento fletor característico a que a seção pode resistir é 8. nas seções dos vãos a altura resulta exagerada.1 EQUAÇÕES DE EQUILÍBRIO Do mesmo modo como feito na dedução das equações para a seção com armadura simples. ao invés de se aumentar a altura da seção. 18). 7. ali colocada para auxiliar o concreto na resistência às tensões de compressão. A Figura 24 mostra a seção retangular de uma viga. é geralmente possível manter todos os dados iniciais acrescentando uma armadura na região comprimida da viga.3) para a posição da linha neutra (mostrados na Eq. a fim de melhorar a ductilidade das estruturas nas regiões de apoio das vigas ou de ligação com outros elementos estruturais. por exemplo. 1. são também motivos para a utilização de armadura dupla.Vigas 31 50 (36 − 0.45 7. Na maioria dos casos da prática a necessidade de armadura dupla surge nas seções sob momentos fletores negativos. com altura 0. submetida a momento fletor positivo. com armadura tracionada As e armadura comprimida A’s. 16. ou seja. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . O diagrama de distribuição de tensões de compressão no concreto é aquele retangular simplificado.6. SEÇÃO RETANGULAR COM ARMADURA DUPLA Define-se seção com armadura dupla a seção que. pois se na seção de apoio a altura fixada é a ideal. sem aviso prévio) proporcionado pelo domínio 4. nos apoios intermediários das vigas contínuas.cm 1.581 kN.9) ⇒ M k = 8. Por outro lado.2117 . eles requerem seções transversais com alturas bem maiores que os momentos positivos. UNESP(Bauru/SP) – Prof. Dr. e desse modo não ultrapassar os limites impostos pela norma. 9). A armadura dupla é um artifício que permite dimensionar as seções cujas deformações encontram-se no domínio 4. Daí que uma solução simples e econômica pode ser fixar a altura da viga de tal forma que resulte armadura dupla nos apoios e armadura simples nos vãos. contém também armadura longitudinal resistente na região comprimida. a área de concreto comprimido não mais considerada para a resistência da seção é “compensada” pelo acréscimo de uma armadura longitudinal próxima à borda comprimida. os novos limites impostos pela NBR 6118/03 (item 14. com a linha neutra passando por x3lim . Quando a linha neutra excede os limites.8x. no que resulta na máxima seção comprimida possível no domínio 3. Ao se fazer assim. sem que haja a necessidade de se alterar algum dos parâmetros inicialmente adotados.4 . A seção com armadura dupla surge como solução ao dimensionamento anti-econômico e contra a segurança (ruptura frágil.4.15 Portanto.581 kN. além da armadura resistente tracionada. Este domínio é evitado alterando-se a posição da linha neutra para o limite entre os domínios 3 e 4. que irá auxiliar o concreto no trabalho de resistência às tensões de compressão. Mas fixar a altura das vigas em função dos momentos negativos aumenta o seu custo.4M k = 9.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .cm (momento negativo). Como os momentos fletores negativos são significativamente maiores que os momentos fletores máximos positivos nos vãos.

Rsc = força resultante de compressão proporcionada pela armadura comprimida. zsc Substituindo Rcc e Rsc pelas Eq. Dr. Rst = força resultante de tração proporcionada pela armadura tracionada. zcc + Rsc . de tal forma que: R cc + R sc = R st (Eq.Vigas 0. de forma que existem apenas as forças resultantes relativas aos esforços resistentes internos.85 fcd 0. 27) Rsc = A’s σ’sd (Eq. a) Equilíbrio de Forças Normais Na flexão simples não ocorre a força normal.8x R st εsd zsc d-x Rst bw Figura 24 .Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 29) b) Equilíbrio de Momentos Fletores O momento fletor solicitante tem que ser equilibrado pelo momento interno resistente.32 2117 . proporcionado pelo concreto comprimido e pelas armaduras tracionada e comprimida. que podem ser representados pelo momento fletor de cálculo Md: Msolic = Mresist = Md Fazendo o equilíbrio de momentos fletores em torno da linha de ação da força resultante Rst . σsd = tensão de cálculo na armadura tracionada. Considerando que R = σ .Seção retangular com armadura dupla. são: Rcc = 0. A.68bw x fcd (Eq. as forças resultantes.8 x bw = 0. definidas com auxílio da Figura 24. 27 e 28 fica: Md = 0. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . o momento resistente à compressão será dado pelas forças resultantes de compressão multiplicadas pelas suas respectivas distâncias à linha de ação de Rst (braços de alavanca – zcc e zsc): Md = Rcc . σ’sd = tensão de cálculo na armadura comprimida.68bw x fcd (zcc) + A's σ'sd (zsc) UNESP(Bauru/SP) – Prof. 28) Rst = As σsd (Eq.85 f cd A's d' A'c h R sc A's d R cc M σcd ε cd ε'sd R sc x LN zcc As As R cc y = 0. que devem se equilibrar. 26) sendo: Rcc = força resultante de compressão proporcionada pelo concreto comprimido.

5d para concretos até C35 nas seções de apoio da viga ou de ligação com outros elementos estruturais.59d para CA-60) nas seções que não sejam de apoio da viga nem de ligação com outros elementos estruturais.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 30. 0.4x) + A's σ'sd (d . Dr.d') (Eq.33 2117 .Decomposição da seção com armadura dupla.Vigas Aplicando as distâncias zcc e zsc a equação torna-se: Md = 0. pode-se calcular a segunda parcela como: UNESP(Bauru/SP) – Prof.0. M1d = 0. c) x = 0. 31) a) c) b) A's A's d' 0. havendo as seguintes possibilidades: a) x = x3lim (0.4 x ) (Eq. Determinada a primeira parcela M1d do momento fletor total.4d para concretos de classes acima do C35 nas seções de apoio da viga ou de ligação com outros elementos estruturais.77d para o aço CA-25.8x x LN As As Md = = = A s1 A s1 M 1d + z cc= d . cujo significado físico é o de ser o momento interno resistente proporcionado por uma parcela As1 da armadura tracionada e pela área de concreto comprimido com a maior altura possível.4x + + A s2 z sc = d . 30) Com o intuito de facilitar o cálculo pode-se decompor o momento fletor Md em duas parcelas. tal que: Md = M1d + M2d (Eq. como indicado na Figura 25.68 bw x fcd (d .4 x 0. 32) O valor de x deve ser adotado conforme os critérios da NBR 6118/03 já apresentados.63d para CA-50 e 0.0. b) x = 0. conforme esquema mostrado na Figura 25b.68b w x f cd (d − 0. O momento fletor M1d corresponde ao primeiro termo da Eq.d' d A s2 M 2d Figura 25 . Paulo Sérgio dos Santos Bastos .

e surge do equilíbrio de momentos fletores na seção da Figura 25c. zsc Aplicando a Eq. expressa pela relação d’/d. Tabela A-7 e Tabela A-9. isto é. Paulo Sérgio dos Santos Bastos (Eq.5d ou 0. a distância entre as resultantes que se equilibram na seção.Vigas M 2d = M d − M1d (Eq.4d). em função da relação d’/d. 33) A armadura comprimida A’s equilibra a parcela As2 da armadura tracionada total (As). da posição assumida para a linha neutra e do tipo de aço.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . Os valores para a tensão na armadura comprimida (σ’sd) estão mostrados nas Tabela A-5. São dadas pelas forças resultantes nas armaduras tracionadas multiplicadas pelos respectivos braços de alavanca. Para a seção b da Figura 25: M1d = A s1 σ sd z cc = A s1 σ sd (d − 0.34 2117 . 35) Para a seção c da Figura 25: M 2d = A s 2σsd z sc = A s 2σsd (d − d′) Isolando a parcela As2 da armadura tracionada: As2 = M 2d σsd (d − d′) (Eq. e da posição x assumida para a linha neutra. 28 de Rsc fica: M 2d = A ′s σ′sd z sc = A ′s σ′sd (d − d ′) Isolando a área de armadura comprimida: A′s = M 2d σ′sd (d − d′) (Eq. As parcelas As1 e As2 da armadura tracionada resultam do equilíbrio de momentos fletores nas seções b e c indicadas na Figura 25. 34) A tensão σ’sd na armadura comprimida depende do tipo de aço e da posição dessa armadura dentro da seção transversal. 0. como a força resultante na armadura comprimida multiplicada pela distância à armadura tracionada: M2d = Rsc . 36) A armadura total tracionada é a soma da parcelas As1 e As2: A s = A s1 + A s 2 onde: UNESP(Bauru/SP) – Prof. 37) . Dr. conforme um dos três valores indicados (x3lim.4 x ) Isolando a parcela As1 da armadura tracionada: A s1 = M1d σ sd (d − 0.4 x ) (Eq.

a variável βx será adotada em função da classe do concreto: a) βx = x/d = 0.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . Definida a posição da linha neutra.2 ε cd ε cd + ε sd (Eq. a posição da linha neutra poderá ser assumida passando por x3lim.5 para concretos até C35. isto é. deve-se determinar os valores correspondentes de Kclim e de Kslim na Tabela A-1 ou Tabela A-2. como mostrados nas Tabela A-1 e Tabela A-2. portanto. Se a seção não for de apoio ou de ligação. c) Permanência das Seções Planas Conforme o diagrama de deformações mostrado na Figura 24 definem-se as relações entre as deformações de cálculo nas armaduras tracionada (εsd) e comprimida (ε’sd) e no concreto da fibra mais comprimida da seção.4 para concretos de resistência acima do C35. 38) ε cd ε′ ε = sd = sd x x − d′ d − x (Eq. b) βx = x/d = 0. As2 = parcela da armadura tracionada As que equilibra o momento fletor resistente proporcionado pela armadura comprimida A's.35 2117 . fazendo-se uso dos coeficientes K. conhecendo-se a classe do concreto e a categoria do aço. Inicialmente deve-se definir qual será a posição da linha neutra na seção transversal. O momento fletor M1d fica assim determinado: M1d bwd2 = K c lim A parcela M2d do momento total também fica determinada: UNESP(Bauru/SP) – Prof. 39) Assumindo a relação entre a posição da linha neutra e a altura útil d pode-se também escrever: x βx = d βx = 7. Para o aço CA-50 deverá ser assumido. 40) CÁLCULO MEDIANTE FÓRMULAS COM COEFICIENTES K O cálculo de dimensionamento das vigas à flexão simples pode ser feito com equações mais simples.Vigas As1 = parcela da armadura tracionada As que equilibra o momento fletor resistente proporcionado pela área de concreto comprimido com altura x.63. βx = 0. ε cd x = ε sd d − x (Eq. Se for seção de apoio ou de ligação com outro elemento estrutural. no limite entre os domínios 3 e 4. 41) . Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos (Eq.

em valor absoluto. 45) EXEMPLOS NUMÉRICOS 1º) Dimensionar e detalhar a armadura longitudinal de flexão para o momento fletor negativo no apoio intermediário de uma viga contínua.980 kN.0 cm φt = 6.5d ou 0. O momento fletor de cálculo. 43) A área de armadura comprimida é: A′s = K′s M 2d d − d′ (Eq. o que significa que é uma incógnita se a seção será dimensionada com armadura simples ou dupla. 15700 = 21.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 0. que pode estar localizada em x3lim.Vigas M 2d = M d − M1d (Eq. Inicialmente não se conhece o domínio de deformação da seção.4d. Os valores de K’s estão mostrados nas Tabela A-6. Adotando a = 5 cm. Dr. que é igual a altura da viga menos a distância entre o centro de gravidade da armadura tracionada e a face tracionada da seção (a – ver Figura 26). Mk = 1. d resulta: UNESP(Bauru/SP) – Prof. de modo que deve ser adotado inicialmente um valor para d. 42) A área total de armadura tracionada fica determinada por: A s = K s lim M1d M 2d + d f yd (d − d ′) (Eq. Para essa definição é necessário determinar x e o domínio em que a seção se encontra.cm concreto C25 aço CA-50 c = 2. é: Md = γf .3 1 σ′sd (Eq. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .700 kN.3 mm brita 1 Mk - RESOLUÇÃO O problema em questão é de dimensionamento da área de armadura e as incógnitas são a posição da linha neutra (x) e a área de armadura (As). não é possível determinar a altura útil d. assumindo diferentes valores em função da relação d’/d e da posição adotada para a linha neutra.15. 44) O coeficiente K’s é o inverso da tensão na armadura comprimida.36 2117 . considerando os dados a seguir: bw = 20 cm h = 50 cm Mk = .cm Como não se conhece o detalhamento da armadura.4 . Tabela A-8 e Tabela A-10: K ′s = 7.

o que significa que a seção se encontra no domínio 3. 45 = 11.26 d = 0. 15. principalmente a altura (h).2 < x3lim = 28.5. Geralmente.58 Como a seção é de apoio deve-se ter.4 cm.4 x ) 21980 = 0. verificam-se as seguintes alternativas: - diminuir a solicitação (Md).68b w x f cd (d − 0. 45 = 22. Não é usual também fazer os elementos estruturais de um mesmo pavimento com concretos de diferentes resistências.7 cm x3lim = 0. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .4 cm = 50 .63 .7 < x = 26. o vão. aumentar as dimensões da seção transversal. que fornece x.2 cm Observe que x2lim = 11. de modo geral.2/45 = 0.68 ..Vigas d = h .Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . como diminuir o carregamento. A solução com armadura dupla surge quando não se deseja fazer qualquer alteração nos dados de entrada iniciais. x/d ≤ 0. até o limite de 0.4x ) → 1. com o valor absoluto de Md: M d = 0. como será mostrado em seguida. o que geralmente é inviável. Os limites entre os domínios 2.5 . pois normalmente as vigas são projetadas para ficarem completamente embutidas nas paredes. para o concreto C25. 3 e 4 são: x2lim = 0.63 d = 0. Analisando a Eq. Dr.5 (45 − 0. aumentar a resistência do concreto (fck). 32 determina-se o valor para M1d: UNESP(Bauru/SP) – Prof.26 .4 x = 26.4 cm (para o aço CA-50) a) Resolução com Equações Teóricas A posição da linha neutra (x) é determinada pela Eq. tal que: x = 0. a única que resulta exeqüível é o aumento da altura da seção. A relação x/d é: x/d = 26.5 d = 0.5d.5 = 45 cm Para a distância d’ entre o centro de gravidade da armadura comprimida à face comprimida da seção será adotado o valor de 3 cm (ver Figura 26). etc. Das alternativas listadas. Uma nova posição deve ser assumida para a linha neutra. 15. Diminuir a solicitação depende de outros fatores. Para fazer a seção atender a este limite é necessário modificar algum dos dados de entrada. 45 = 28. Aumentar a largura da seção também não é uma solução prática. 20 x 2. sendo possível infinitos valores.5 cm Aplicando o novo valor de x na Eq.37 2117 . assume-se o maior valor possível.

029 A primeira parcela do momento fletor resistente (Eq.26 = 13. aplicando a Eq.8 Md 21980 Na Tabela A-1.1  K s lim = 0.4 x ) 50 (45 − 0.5 (45 − 0.38 2117 . Dr.68 . 34.cm Para CA-50 e d’/d = 3/45 = 0.82 cm 2 (3 φ 20 + 2 φ 16 = 13.5) = 19. na Tabela A-1 encontram-se: K c lim = 2.4 x ) M1d = 0.cm 1. verifica-se que a seção está no domínio 3 e βx = 0.4 .5) 1.68b w x f cd (d − 0. 35 e 36. é dimensionar a seção com armadura dupla. o que não pode por se tratar de seção de apoio.07. resulta a armadura comprimida: A′s = 2309 M 2d = = 1. considerando que no domínio 3 a tensão σsd na armadura é igual a fyd: M1d 19671 = = 12.5 2. 22.4 .5.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 41) é: UNESP(Bauru/SP) – Prof. 22. conforme a Tabela A-7 a tensão na armadura comprimida (σ’sd) é 435 MPa = 43.5 kN/cm2.Vigas M1d = 0.57 + 1.5. uma solução entre outras para atender ao limite máximo. 20 . 45 2 = = 1.4 Aplicando a Eq.5 (45 − 3) As áreas de armaduras tracionadas são determinadas com as Eq.15 A s1 = As2 = M 2d 2309 = = 1. Neste caso.45 cm2) b) Resolução com Equações com Coeficientes K O coeficiente Kc é calculado pela Eq.671 kN.26 cm 2 50 ′ σ sd (d − d ) (45 − 3) 1.15 A área total de armadura tracionada é: A s = A s1 + A s 2 = 12.58 > 0.60 cm2) σ′sd (d − d′) 43.57 cm 2 σ sd (d − 0. 33 determina-se o valor da segunda parcela do momento fletor resistente: M2d = Md .26 cm 2 (2 φ 10 = 1. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . 22. 23: Kc = b w d 2 20 . com concreto C25 e aço CA-50.19671 = 2.M1d = 21980 . Com βx = 0. como mostrado anteriormente. Do momento fletor M2d .309 kN.

M1d = 21. O seu valor.48 cm 2 (2 φ 10 = 1.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .cm Com d’ = 3 cm.0 cm 0.1 A segunda parcela do momento fletor resistente (Eq. e a armadura comprimida (A’s) deve ser posicionada na borda inferior.5d máx.1 cm O espaçamento vertical livre mínimo entre as faces das barras das primeira e segunda camadas da armadura negativa é (Eq. que está comprimida pelo momento fletor negativo.Vigas M1d = b w d 2 20 .0/2 = 3.286 kN. 45 2 = = 19. sendo esta chamada “armadura negativa”. O valor d’ foi inicialmente adotado igual a 3 cm.5 .39 2117 .07. 1.980 – 19286 = 2.0 cm . Como já comentado em outros exemplos numéricos anteriores. e sendo d’/d = 3/45 = 0.0 cm  UNESP(Bauru/SP) – Prof.029 + = 13. Paulo Sérgio dos Santos Bastos ∴ e v.63 + 1. Outros arranjos com número de barras e diâmetros diferentes poderiam ser utilizados.mín = 2.023. Como o momento fletor solicitante é negativo a armadura tracionada As deve obrigatoriamente ser posicionada próxima à borda superior da viga.cm K c lim 2. 8): e v.9 = 1. 42) é: M2d = Md . conforme o detalhamento da armadura: d' = 2.agr = 0.mín 2 cm  ≥ φ l = 2. é importante posicionar corretamente as armaduras na seção transversal. Dr. 44 e 43) são: A ′s = K ′s M 2d 2694 = 0.023 = 1. As áreas de armadura comprimida e tracionada (Eq.0 + 0.90 cm 2 50 d f yd (d − d ′) 45 (45 − 3) 1.60 cm2) d − d′ 45 − 3 A s = K s lim M1d M 2d 19286 2694 + = 0.694 kN. para o CA-50 na Tabela A-8 tem-se K’s = 0.15 O detalhamento das armaduras na seção transversal está mostrado na Figura 26.

3 cm  eh = 20 − [2 (2. não é suficiente para a passagem do vibrador com diâmetro da agulha de 49 mm.0 + 0.Vigas eh 1ª camada a CG e v. 1. A distância a. 2º) Calcular e detalhar a armadura longitudinal da seção de apoio de uma viga contínua (Figura 27). Diferenças de até um ou dois centímetros no valor de a não justificam o recálculo das armaduras. de 20 cm. 8) e eh.63 a 2. Considerando aproximadamente que o centro de gravidade da armadura está posicionado 0.63) + 3 .mín = 2.9 = 2.0 2ª camada d' 2 Ø 10 20 Figura 26 – Detalhamento das armaduras longitudinais de flexão na seção transversal.0 2.mín = 2. Dr. menor que a largura existente.mín ≥ φ l = 2. Isso fica confirmado pela comparação entre eh. A Tabela A-4 mostra que a largura mínima necessária para alojar 3 φ 20 mm numa única camada é de 16 cm.5 CG 50 2 Ø 16 d 3 Ø 20 2.0 cm previamente adotado para a é praticamente o valor resultante do detalhamento.40 2117 . Neste caso. como calculados a seguir: 2 cm  e h .2d máx.0 + 0.1 cm O valor de 5. em função dos acréscimos serem muito pequenos.3 cm 1. a distância a segundo o detalhamento adotado resulta: a = 2.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 2.0 0.2 .5 cm UNESP(Bauru/SP) – Prof.mín 0. deve-se utilizar uma agulha de menor diâmetro.37 cm. de 4.0 cm ∴ e h .3 cm 2 A distância livre entre as barras da primeira camada. que definiu a altura útil d.5 = 5.0 + 0.37 cm > eh. foi adotada inicialmente igual a 4 cm. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . como por exemplo 25 e 35 mm. considerando: concreto C30 c = 2.mín (Eq.agr = 1.0] = 4. o que mostra que é possível alojar as três barras.5 cm abaixo da face inferior das barras da primeira camada (ver Figura 26).63 + 2.

900 – 24.Vigas φt = 6. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .cm O coeficiente Kc é calculado pela Eq.56 > 0. 54 2 = = 24.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . em valor absoluto.6 cm = 60 .cm K c lim 1. com concreto C30 e aço CA-50. verifica-se que a seção está no domínio 3 e βx = 0. Com βx = 0. Neste caso. 23: Kc = b w d 2 14 .500 aço CA-50 bw = 14 cm h = 60 cm Figura 27 – Valor do momento fletor negativo no apoio da viga contínua.5.500 kN.7 A segunda parcela do momento fletor resistente (Eq.014 kN. 42) é: M2d = Md . entre outras possíveis. 18500 = 25.3 mm brita 1 Mk = .7  K s lim = 0. o que não pode por se tratar de seção de apoio. Mk = 1.18. Será inicialmente adotada a distância a igual a 6 cm.014 = 1. A resolução será feita com as equações do tipo K a título de exemplificação. 54 2 = = 1. Dr. uma solução para atender ao limite máximo. na Tabela A-1 encontram-se: K c lim = 1. é dimensionar a seção com armadura dupla. RESOLUÇÃO O problema é de dimensionamento como os anteriores.cm UNESP(Bauru/SP) – Prof.41 2117 .cm - 18.900 kN.M1d = 25.886 kN. é: Md = γf . o que resulta para a altura útil: d = h .5. 41) é: M1d = b w d 2 14 .6 = 54 cm O momento fletor de cálculo.4 .6 Md 25900 Na Tabela A-1. onde as incógnitas são as áreas de armadura e a posição x da linha neutra.029 A primeira parcela do momento fletor resistente (Eq.

Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .5 .mín 2 cm  ≥ φ l = 2.63 + 2.5 cm UNESP(Bauru/SP) – Prof. é: As. pois a largura mínima é 13 cm.87 cm 2 (2 φ 8 mm = 1.42 2117 .0 + 2.5 + 0.173 % bw h = 0.mín Entre várias possibilidades de arranjos de barras pode ser escolhido 3 φ 20 + 2 φ 16 = 13. para o CA-50 na Tabela A-8 tem-se K’s = 0.00 cm2) d − d′ 54 − 4 A s = K s lim M1d M 2d 24014 1886 + = 0.5 + 0.07.0) = 3. com diâmetro de 25 mm por exemplo. é: d’ = 2.mín = 0.1 cm A distância d’ entre o centro de gravidade da armadura comprimida à face comprimida.9 = 1.5d máx. No entanto. 44 e 43) são: A′s = K ′s M 2d 1886 = 0. a distância livre entre as barras deve proporcionar a passagem da agulha do vibrador.8/2 = 3.7 cm A distância de 3.45 cm2 As >> As.0 cm  ∴ ev.7 cm não possibilita a passagem da agulha com diâmetro de 49 mm. As áreas de armadura comprimida e tracionada (Eq. Dr. menor que a largura existente de 14 cm.0 cm 0. 14 .mín = 2.15 A armadura mínima.76 cm 2 50 d f yd (d − d ′) 54 (54 − 4) 1. Neste caso deve-se utilizar uma agulha menor. A Tabela A-4 mostra que é possível alojar duas barras numa camada.023. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . 8): e v. A distância livre entre as barras é: e h = 14 − 2(2. 60 = 1.agr = 0. A distância livre vertical entre as camadas é (Eq.029 + = 13.Vigas Adotando d’ = 4 cm. de acordo com a Tabela 2. é: a = 2. O detalhamento das armaduras na seção transversal está mostrado na Figura 28. adotada inicialmente como 4 cm.0 = 7. conforme o detalhamento escolhido. 1.023 = 0.00173 .63 + 2. e sendo d’/d = 4/54 = 0.5 + 0.63 + 0.0 cm A distância a inicialmente adotada como 6 cm.45 cm2.

8. sendo que a mesa pode estar parcial ou totalmente comprimida. as vigas podem ter a seção transversal com qualquer forma geométrica. I e duplo T. porém. além das vigas de seção retangular. Dr. Nas estruturas do tipo pré-moldadas as vigas I. como mostrada na Figura 30. T e duplo T são bastante comuns (Figura 29). Paulo Sérgio dos Santos Bastos . no caso de vigas retangulares que.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . SEÇÃO T Teoricamente. A seção T é composta pela nervura e pela mesa. com o trabalho conjunto com as lajes vizinhas. ou moldadas no local.Vigas 3 Ø 20 a CG 2 Ø 16 60 d' d 14 2Ø8 Figura 28 – Detalhamento das armaduras na seção transversal.43 2117 . UNESP(Bauru/SP) – Prof. as mais comuns são aquelas com forma de I e T. A seção T é assim chamada porque a seção da viga tem a forma geométrica de um T. originam uma seção fictícia em forma de T. Podem ser do tipo pré-moldadas. quando são fabricadas com a forma do T numa empresa. Figura 29 – Seções pré-moldadas em forma de V.

As tensões normais de compressão. mas surge do trabalho conjunto entre as vigas retangulares e as lajes vizinhas nela apoiadas. A seção T pode ser formada também nas lajes do tipo pré-fabricadas e nervuradas (Figura 31). só pode ser considerada quando as lajes estão comprimidas pelas tensões normais da flexão. UNESP(Bauru/SP) – Prof. A seção T é bastante comum nas estruturas moldadas no local quando as lajes do pavimento são do tipo maciça. Se comprimida. alcançam também as vizinhanças das lajes apoiadas nas vigas. A contribuição das lajes.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .Laje moldada no loção do tipo nervurada. etc. a laje atua aumentando significativamente a área de concreto comprimido (A’c) da viga retangular. MESA As As BLOCO (MATERIAL INERTE) NERVURA Figura 31 . Paulo Sérgio dos Santos Bastos . Dr.Seção celular de pontes rodoviárias. onde a seção T é imperceptível visualmente. porém.Vigas bf hf mesa h nervura bw Figura 30 – Notação da viga seção T. provenientes da flexão.44 2117 . nas seções de pontes rodoviárias (Figura 32). Figura 32 .

Paulo Sérgio dos Santos Bastos . os positivos. SEÇÃO T SEÇÃO RETANG. a Figura 33 mostra as situações de cálculo (seção T ou retangular) de uma viga contínua. A contribuição proporcionada pelas lajes maciças. submetido às tensões normais de compressão. economia de armadura e de fôrma. flechas menores. e as lajes. etc. os momentos fletores negativos nos apoios intermediários das vigas contínuas são bem maiores que os momentos fletores positivos nos vãos. o que se configura num aspecto negativo para as vigas.Vigas É muito importante observar que a laje deve estar obrigatoriamente no lado da viga. e o cálculo das vigas é feito considerando-se apenas a seção retangular. cuja altura varia normalmente de 7 cm a 12 cm. Neste caso considera-se apenas a resistência proporcionada pela seção retangular da viga. + - - + M máx. dado que não se considera o concreto para resistir às tensões de tração. a seção T só é formada nos momentos fletores positivos. suficiente porém para expor as diferentes situações que ocorrem na análise de se considerar ou não UNESP(Bauru/SP) – Prof.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . Se as lajes estiverem apoiadas no lado superior da viga. SEÇÃO T SEÇÃO RETANG. Dr. deve ser sempre verificada. em função da posição da laje (inferior ou superior da viga) e do sinal do momento fletor. porém. não formam a seção T. tracionadas. Levando em conta essas premissas.45 2117 . Isso impõe normalmente que a altura das vigas é dependente dos momentos fletores negativos. - - M máx. Figura 33 – Consideração de seção retangular ou T em viga contínua com lajes adjacentes nas bordas inferior ou superior. Nas vigas invertidas (quando as lajes são apoiadas no lado inferior das vigas) a situação é inversa à laje apoiada no lado superior. levando-se em conta que normalmente as lajes encontram-se apoiadas no lado superior das vigas. pois na região dos apoios intermediários o momento fletor negativo traciona o lado superior da viga. As vantagens de se poder considerar a contribuição das lajes para formar seções T estão na possibilidade de vigas com menores alturas. e forma-se apenas na região dos momentos fletores menores. M máx. Se a laje estiver no lado tracionado a sua contribuição à flexão não existirá. inferior ou superior. como a espessura da mesa (ou capa) tem normalmente apenas 4 cm. sem se falar das flechas nos vãos. De modo geral. de modo geral. + - + SEÇÃO T SEÇÃO RETANG. Nas lajes nervuradas e pré-fabricadas. desprezada. associada a lajes adjacentes. a contribuição da mesa é. A Figura 34 mostra uma planta de fôrma simples de uma construção de pequeno porte. Isto é. o que ocorre na grande maioria dos casos da prática. justamente nos maiores momentos fletores a seção T não é formada.

isto é. e que ocorre o contrário para os momentos fletores negativos. A forma da seção deve ser analisada nas regiões ou posições onde ocorrem os momentos fletores máximos. adjacente à viga de seção retangular. Tendo-se como condição básica que o momento fletor positivo traciona o lado inferior das vigas e comprime o lado superior. momento fletor por momento fletor.Planta de fôrma da estrutura. a seção L será simplificadamente calculada como se fosse seção T. segundo o critério mostrado na Figura 36. a) V100 Na região do momento fletor positivo máximo (Figura 35) existe a laje L1 no lado superior da viga (ver Figura 34). As vigas serão consideradas isoladas e independentes entre si. provenientes do momento fletor positivo na viga. Como existe apenas uma laje apoiada na viga. pode ser considerada auxiliando a viga resistir a essas tensões de compressão. estando a laje L2 em balanço e a laje L3 invertida (apoiada nas partes inferiores das vigas ao longo do seu contorno). para cada momento fletor máximo. como indicado no corte esquemático mostrado na planta de fôrma. 500 150 V100 (20 x 50) P2 20/20 L2 h = 8 cm 300 L1 h = 8 cm V105 (20 x 30) P1 20/20 L3 h = 8 cm V102 (20 x 50) P3 20/20 V104 (20 x 50) V103 (20 x 50) 300 V101 (20 x 50) P4 20/20 Figura 34. Isso implica que.Vigas a contribuição das lajes para formar seções T ou L (as seções L são calculadas como T. a seção formada é a de uma seção L. UNESP(Bauru/SP) – Prof. é: existe laje no lado comprimido? Na seqüência. e não seção T. A estrutura é formada por três lajes e seis vigas. uma faixa da laje. a pergunta básica que se fazer na análise. as análises serão feitas nas seis vigas da planta de fôrma da Figura 34. a laje está submetida a tensões normais de compressão.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . Portanto. Como o erro cometido é pequeno.46 2117 . Cada seção com momento máximo deve ser analisada individualmente. para os quais serão feitos os cálculos de dimensionamento das vigas. como se verá adiante). Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .

47

2117 - Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples - Vigas

V 105

P1

P2
M máx

M máx

-

-

M máx

+

Figura 35 – Esquema estático e diagrama de momentos fletores da viga V100.

bf

bf


Figura 36 – Analogia de seção L com seção T.
Na região do momento fletor negativo máximo (apoio no pilar P2), que comprime o lado
inferior da viga, não existem lajes apoiadas no lado inferior da viga. As lajes L1 e L2 estão
tracionadas, e não podem, portanto, serem consideradas. Conclui-se que a seção resistente é
apenas a seção retangular da viga (20 x 50).

b) V101
Na região do momento fletor positivo máximo existem as lajes L1 e L3, sendo a L1
comprimida e a L3 tracionada. Portanto, a laje L3 deve ser desprezada e a L1 pode ser considerada
formando uma seção L com a seção retangular da viga.
No momento fletor negativo máximo, que ocorre no cruzamento com a viga V104, devem
ser feitas duas análises, a primeira considerando apenas as lajes L1 e L2 e a segunda considerando
apenas a laje L3. As lajes L1 e L2, que estão apoiadas no lado superior da viga, são tracionadas
pelo momento fletor negativo, não devendo ser consideradas. Por outro lado, a laje L3, que está no
lado inferior, pode ser considerada, pois está comprimida. No entanto, o momento fletor negativo
ocorre também à direita da viga V104 (ver diagrama de Mf da V101 – Figura 37), onde não existe
laje (ver Figura 34). O que ocorre então é que existe a seção L para os momentos negativos à
esquerda da viga V104 e à direita desta viga existe apenas a seção retangular (20 x 50). Nesta
situação, existirá uma armadura negativa de flexão menor (para a seção L) à esquerda da V104 e
outra maior (para a seção retangular) à direita desta viga. Como na prática não é usual este tipo de
detalhamento de armadura, com mudança brusca de área de armadura negativa no apoio, costumase calcular e detalhar apenas a maior armadura (aquela da seção retangular). Portanto, a armadura
fica a favor da segurança para o trecho da viga à esquerda da V104.

UNESP(Bauru/SP) – Prof. Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos

48

2117 - Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples - Vigas

V 105

V 103

V 104

+

Figura 37 - Esquema estático e diagrama de momentos fletores da viga V101.
c) V102
Na região do momento fletor positivo máximo não existe laje comprimida (ver Figura 34 e
Figura 38), pois a laje L3 está no lado tracionado da viga. A seção a ser considerada, portanto, é a
seção retangular 20 x 50.
Nos momentos fletores negativos, resultantes de engastes elásticos, como nos apoios da
V102, o dimensionamento deve ser feito considerando a seção, retangular ou T, que originou a
rigidez da mola considerada no engaste elástico.

P4

P3

-

+

Figura 38 - Esquema estático e diagrama de momentos fletores da viga V102.
d) V103
Nos momentos fletores negativos provenientes dos engastes elásticos nos pilares P1 e P3
deve-se considerar a seção em função da rigidez da mola considerada nos engastes elásticos, como
já comentado.
No momento fletor positivo máximo que existente na ligação com a viga V101 ocorrem a
seção L e a seção retangular (Figura 39). A laje L3 é tracionada pelo momento positivo, não
podendo ser considerada, o que leva à seção retangular. A laje L1, por outro lado, é comprimida
pelo momento fletor, formando, portanto, uma seção L. Neste caso, com a seção retangular de um
lado do momento máximo e a seção L do outro lado, opta-se pelo cálculo como seção retangular,
que conduz à maior armadura.

UNESP(Bauru/SP) – Prof. Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos

49

2117 - Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples - Vigas

V 101

P3

P1

-

+

Figura 39 - Esquema estático e diagrama de momentos fletores da viga V103.
e) V104
A análise da viga V104 (Figura 40) é semelhante à da viga V103. Seção retangular para os
momentos fletores negativos nos apoios e para o momento fletor positivo máximo.
V 101

P4

P2

-

+

Figura 40 - Esquema estático e diagrama de momentos fletores da viga V104.
f) V105
A seção a ser considerada no momento fletor positivo é a L, pois a laje L2 é comprimida
por estar no lado superior da viga (Figura 41).

V 101

V 100

+

Figura 41 - Esquema estático e diagrama de momentos fletores da viga V105.

UNESP(Bauru/SP) – Prof. Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos

da relação hf/h.50 2117 . Dr. A largura colaborante não é constante ao longo do vão e depende de vários fatores: viga simples ou contínua. A Figura 42 mostra as trajetórias das tensões principais de compressão nas lajes adjacentes à viga. etc.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . UNESP(Bauru/SP) – Prof. De modo idealizado as tensões são tomadas constantes na largura colaborante bf. As tensões de compressão σx na viga e nas lajes variam de intensidade. Seção transversal hf h Pontos perigosos bw Trajetórias de tração Viga Trajetórias de compressão Figura 42 – Trajetórias das tensões principais na viga T (Leonhardt e Mönnig.Vigas 8. existência de vigas transversais.1 LARGURA COLABORANTE Define-se como largura colaborante a faixa da laje adjacente à viga que colabora para resistir às tensões normais de compressão.d σx σx máx hf Linha neutra xe h xd bw Figura 43 – Distribuição das tensões de compressão σx na alma e nas lajes da seção T. bf b 1. vão. tipo de carga. 1982). (Leonhardt e Mönnig. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . diminuindo conforme se afastam da alma da viga (Figura 43). 1982). tipo de apoios.e bw b 1.

51

2117 - Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples - Vigas

Como as lajes se deformam menos que a alma da viga, a linha neutra mostra uma curvatura
além da alma (Figura 44), sendo várias as causas para tal curvatura.

σx
x

Tensão na borda superior

Curva

Linha neutra
(curva)

σxmáx

Figura 44 – Distribuição das tensões de compressão σx e trajetória da linha neutra na seção T.
(Leonhardt e Mönnig, 1982).
Segundo a NBR 6118/03 (item 14.6.2.2), “Quando a estrutura for modelada sem a
consideração automática da ação conjunta de lajes e vigas, esse efeito pode ser considerado
mediante a adoção de uma largura colaborante da laje associada à viga, compondo uma seção T.
A consideração da seção T pode ser feita para estabelecer as distribuições de esforços internos,
tensões, deformações e deslocamentos da estrutura, de uma forma mais realista”. A Figura 45
mostra os parâmetros a serem analisados no estudo das seções T.

bf

bf
hf

b3

c

b1

b1
b2

c

b4

b1

míssula
bw

bw

Figura 45 - Largura colaborante de vigas seção T.
“A largura colaborante bf deve ser dada pela largura da viga bw acrescida de no máximo
10 % da distância a entre pontos de momento fletor nulo, para cada lado da viga em que houver
laje colaborante”. A distância a assume os valores mostrados na Figura 46:

UNESP(Bauru/SP) – Prof. Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos

52

2117 - Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples - Vigas

l

l
a= l

l

a = 0,75 l

l
a = 0,6 l

a=2 l

Figura 46 - Valores de a em função dos vínculos da viga nos apoios.
A largura colaborante é dada pela soma dos coeficientes b1, bw e b3 (Figura 45), com b1 e
b3 dados por:

0,1 a
b1 ≤ 
0,5 b 2

0,1 a
b3 ≤ 
b 4

(Eq. 46)

com b3 sendo a largura colaborante de lajes em balanço.
Nos casos mais comuns da prática, que é a inexistência de mísulas, como indicado na viga
à direita da Figura 45, as larguras b1 e b3 são contadas a partir da largura bw ou da face da viga.
No cálculo de b1 geralmente o valor 0,1a é menor que a metade da distância b2, pois a
distância entre as vigas adjacentes normalmente não é pequena. Nas lajes nervuradas, geralmente a
distância b1 será dada pelo fator 0,5b2.
O valor b2 representa a distância entre a face da viga que se está considerando a seção T e a
face da viga mais próxima, na direção perpendicular à viga.
A Figura 47 mostra uma planta de fôrma simples com o propósito de servir de exemplo
nos cálculos da largura colaborante das vigas seção T ou L. A contribuição das lajes, medidas
pelas larguras b1 e b3, devem ser analisadas viga por viga, e vão por vão.
Na planta de fôrma, como as lajes estão apoiadas no lado superior das vigas, as seções L
ou T formadas só podem ser consideradas no cálculo dos momentos fletores positivos, que
comprimem as lajes. Nos momentos fletores negativos a seção de cálculo é a retangular.
As larguras colaborantes devem ser calculadas para cada vão, individualmente. No caso da
viga V4, a largura bf é dada pelos valores b1 à esquerda e b1 à direita da V4, que serão iguais, a
menos que b2 interfira na definição dos valores de b1.

UNESP(Bauru/SP) – Prof. Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos

53

2117 - Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples - Vigas

l1

l2

V1

b1

b1
b1

b1

L1
b 2 (V1/V2)

b 2 (V1/V4)
b 2 (V4/V5)

b1

V4

V2

b3

b4

V3

b 2 (V3/V4)

b1

b1

V5

b1

l3

L2

b3

L3

Figura 47 – Planta de fôrma com indicação das dimensões para formar as seções L ou T.
8.2

SEÇÃO T COM ARMADURA SIMPLES

Assim como apresentado no estudo da seção retangular, “a seção T com armadura
simples” é aquela que tem como armadura longitudinal resistente apenas a armadura tracionada,
disposta próxima à borda tracionada da seção, e que não tem necessidade de armadura
comprimida resistente.
No estudo das seções T com a utilização do diagrama retangular simplificado com altura
0,8x (ver Figura 7) observa-se a existência de dois casos, em função da posição da linha neutra na
seção transversal.

8.2.1

0,8 x ≤ hf

Quando a altura 0,8x do diagrama retangular simplificado é menor ou igual à altura da
mesa, isto é, 0,8x ≤ hf (Figura 48), a seção comprimida de concreto (A’c) é retangular, com área bf
. 0,8x, de modo que o dimensionamento pode ser feito como se a seção fosse retangular, com
largura bf ao invés de bw, e aplicando-se as mesmas equações já desenvolvidas para a “seção
retangular com armadura simples”. A seção a ser considerada será bf . h.
Assim pode ser feito porque o concreto da região tracionada não é considerado no
dimensionamento, isto é, para a flexão não importa a sua inexistência em parte da área tracionada,
como mostrado na Figura 48. Na maioria das seções T da prática resulta 0,8x ≤ hf .
No entanto, caso se considere o diagrama parábola-retângulo de distribuição de tensões de
compressão no concreto, a seção T será dimensionada como seção retangular bf . h somente se x ≤
hf , ou seja, com a linha neutra dentro da mesa da seção T.

UNESP(Bauru/SP) – Prof. Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos

Rst = força resultante das tensões normais de tração na armadura longitudinal As. O concreto comprimido da nervura é equilibrado pela segunda parcela As2 da armadura total As (Figura 49c). a) Equilíbrio de Forças Normais Na flexão simples não existe a força normal solicitante externa.8 x x d z As As ε sd R st bw Figura 48 – Seção T com 0.8 x h hf A'c LN R cc 0.85 f cd bf σcd ε cd 0.8x > hf .8x ≤ hf . Neste caso.2 0. a área da seção comprimida de concreto (A’c) não é retangular. formam um binário oposto ao momento fletor solicitante. de modo que a força resultante do concreto comprimido deve equilibrar a força resultante da armadura tracionada: R cc = R st (Eq. II e III.54 2117 . como mostrado na Figura 49. como mostrado na Figura 49. Na seção da Figura 49b. 8. a seção será subdividida em duas seções equivalentes. mas sim composta pelos retângulos I.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . tornando-se necessário desenvolver uma nova formulação.2. não se pode aplicar a formulação desenvolvida para a seção retangular. b) Equilíbrio de Momentos Fletores As forças internas resistentes. proporcionadas pelo concreto comprimido e pela armadura tracionada. isto é: Msolic = Mresist = Md UNESP(Bauru/SP) – Prof.8 x > hf Quando 0. Dr. o concreto comprimido da mesa é equilibrado por uma parcela As1 da armadura longitudinal tracionada (As). Paulo Sérgio dos Santos Bastos .Vigas 0. A fim de simplificar a dedução das equações para a seção T com 0. 47) sendo: Rcc = força resultante das tensões normais de compressão na área de concreto comprimido.8x resulta maior que a altura da mesa (hf).

0. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . o momento fletor total é subdividido em duas parcelas M1d e M2d . Se ocorrer o domínio 4. de modo a tornar possível o cálculo de M1d . as parcelas de armadura As1 e As2 são: UNESP(Bauru/SP) – Prof. 48) Do equilíbrio de momentos fletores na linha de ação da armadura As1 na Figura 49b.bw bf II h I d hf III III II LN As d .8x x A s1 d d . recomenda-se. 49) Geralmente.55 2117 .Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 49. com a Eq. 51 é possível definir a posição x da linha neutra e assim determinar em qual domínio a seção T se encontra. hf . d) da Eq.5 hf = bw Md As I 0. bw . A segunda parcela do momento fletor total fica assim determinada da Eq. M 2d A s2 c) Conforme a decomposição da seção T em duas outras equivalentes. Com o equilíbrio de momentos fletores em torno do centro de gravidade das áreas comprimidas de concreto nas seções b e c da Figura 49. a fim de evitar o dimensionamento como seção superarmada. 50) A seção da Figura 49c é uma seção retangular com armadura simples.4 x ) (Eq.0.Decomposição da seção T com armadura simples. onde σsd = fyd . tal que: M d = M1d + M 2d (Eq. e considerando o dimensionamento nos domínios 2 ou 3. aumentar a altura da viga.Vigas b f . e trocando Md por M2d fica: M 2d = 0. define-se o momento fletor resistente M1d proporcionado pela armadura As1 e pela mesa comprimida: M1d = (b f − b w ) h f 0.4x + bw = = M1d A s1 A s2 bw + + a) b) Figura 49 .85f cd (d − 0. bw . fcd .5h f ) (Eq. Dr. 15. ou adotar alguma outra medida que resulte na alteração do domínio 4 para os domínios 2 ou 3.68b w x f cd (d − 0. adotam-se valores para todas as variáveis (bf . fcd e d. cujo equacionamento já foi desenvolvido na Eq. 48: M 2d = M d − M1d (Eq. 51) Conhecendo-se os valores de M2d .

54) c) Permanência das seções planas Considerando o diagrama de deformações mostrado na Figura 48 e fazendo a semelhança de triângulos. pode-se definir equações que relacionam as deformações na armadura tracionada e no concreto correspondente à fibra mais comprimida.5h f ) (Eq.56 2117 .Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 20: βx = x d ⇒ x = βx d Com o diagrama retangular simplificado. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . conforme a Eq. verifica-se a posição da linha neutra. ε cd x = ε sd d − x βx = 8.4 x ) ⇒ As2 = M 2d f yd (d − 0. 57) Com o valor de Kc determinam-se na Tabela A-1 ou Tabela A-2 os valores βx e Ks.4 x ) (Eq.3 (Eq. 55) ε cd ε cd + ε sd (Eq. 52) M 2d = σsd A s 2 (d − 0.2. Inicialmente. 58) Se resultar 0. de modo semelhante àquelas já desenvolvidas para a seção retangular.5h f ) ⇒ A s1 = M1d f yd (d − 0. se resultar 0. 56) CÁLCULO COM EQUAÇÕES COM COEFICIENTES K Para a seção T pode-se utilizar também as tabelas elaboradas para a seção retangular. o dimensionamento deve ser feito com as equações desenvolvidas para a seção T.Vigas M1d = σsd A s1 (d − 0. Dr. A armadura tracionada é: As = Ks Md d (Eq. O valor de x é imediato.8x > hf . o cálculo é feito como uma viga de seção retangular com largura bf e altura h. 53) Com a área de armadura total sendo: A s = A s1 + A s 2 (Eq. O valor de x inicialmente determinado em função de Kc não é verdadeiro e serviu apenas para definir que o dimensionamento deve ser feito com as equações desenvolvidas para a seção T. UNESP(Bauru/SP) – Prof.8x ≤ hf . calculando Kc com bf e d: Kc = bf d 2 Md (Eq.

5h f ) d (Eq.8x* = hf .4 f yd M1d M + K s 2d (d − 0. a fim de evitar o dimensionamento como seção superarmada.8 A variável βx que relaciona x com d fica: * βx = 1. referente à seção retangular mostrada na Figura 49c: bw d2 Kc = M 2d (Eq. Se ocorrer o domínio 4. 59) Com βx* determina-se Kc* na Tabela A-1 e: M1d = (b f − b w ) d 2 K c* (Eq. 61) Com o valor de Kc . proporcionado pela área da mesa comprimida. adota-se 0.25h f d (Eq. a segunda parcela de Md é: M 2d = M d − M1d Com o momento fletor M2d determina-se a posição x correta para a linha neutra. ou adotar alguma outra medida que resulte na alteração do domínio 4 para os domínios 2 ou 3. 63) EXEMPLOS NUMÉRICOS 1º) Dimensionar a armadura longitudinal de flexão da viga com a seção transversal mostrada na Figura 50. sendo dados: UNESP(Bauru/SP) – Prof.25 h f 0.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .2. a armadura tracionada é: A s = A s1 + A s 2 As = 8. Dr. 60) Determinado o momento fletor resistente M1d .57 2117 . ficando: h x * = f = 1. aumentar a altura da viga. na Tabela A-1 determinam-se Ks e o domínio em que a seção se encontra. Considerando o dimensionamento nos domínios 2 ou 3.Vigas Para cálculo do momento fletor resistente M1d . Paulo Sérgio dos Santos Bastos . recomenda-se.

26 .3 mm Seção não de apoio nem de ligação com outros elementos.7 cm UNESP(Bauru/SP) – Prof. 15.58 2117 .4x ) 1. e a seção T pode ser dimensionada como se fosse seção retangular bf . RESOLUÇÃO Como exemplo de aplicação a resolução será feita segundo as equações teóricas deduzidas e também conforme as equações com coeficientes K.68 .15 γc = γf = 1.8x = 4 cm < hf = 8 cm. 3 e 4 para o aço CA-50 são: x2lim = 0. a hipótese inicial foi confirmada.0 (45 − 0. 15 da seção retangular com bf ao invés de bw encontra-se a posição da linha neutra (x): M d = 0.000 kN. Aplicando a Eq.cm O valor de a (distância do centro de gravidade da armadura tracionada à face tracionada da seção) será adotado como 5 cm.4 x ) 21000 = 0. com bf .7 cm x3lim = 0. h. dado que: x = 5.8 .Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .5 cm γs = 1.63 .cm brita 1 φt = 6.8x ≤ hf e a seção T será calculada como se fosse retangular.4 cm a) Equações teóricas Inicialmente supõe-se que resultará 0. A verificação do domínio mostra que a seção T encontra-se no domínio 2. O momento fletor de cálculo é: M d = γ f .8x = 0. M k = 1.4 Mk = 15.0 cm < x2lim = 11. h.000 = 21. com as equações para seção retangular.Vigas 8 100 50 concreto C20 aço CA-50 c = 2. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .0 cm A altura do diagrama retangular simplificado de distribuição de tensões de compressão no concreto é: 0.0 cm Como resultou 0.68b f x f cd (d − 0. 5.5 cm = 50 . 20 Figura 50 – Dimensões da seção T. 45 = 11. 100 x 2.4 → x = 5.000 kN.0 = 4. Dr. 45 = 28.5 = 45 cm Os valores limites entre os domínios 2. o que resulta na altura útil: d = h .4 .

0 cm < hf = 8 cm Como resultou 0.0015 . d = 0. os valores de x e 0. 20 . Paulo Sérgio dos Santos Bastos . 50 = 1.8x = 0.15 (6 φ 16 = 12.mín b) Equações com coeficientes K Com a Eq. Como o momento fletor é positivo.0 = 4. supondo-se que a seção T possa ser calculada como seção retangular: Kc = b f d 2 100 . a hipótese inicial foi confirmada.0 ⇒ εcd = 1.8 . na Tabela A-1 determinam-se os valores de βx = 0.00 cm2) A área de armadura mínima conforme a Tabela 2 é: As.8x são: x = βx .024 d 45 A s = 11. ou seja.23 cm 2 f yd (d − 0. 24: As = K s Md 21000 = 0. a armadura deve ser obrigatoriamente disposta no lado tracionado da viga.5 ‰). Sendo βx = x/d.20 cm2 (6 φ 16 = 12. a deformação na armadura tracionada é εsd = 10 ‰ e a deformação no concreto da fibra mais comprimida é (Eq.0 cm 0.0 = 10 45 − 5. 23.11 . A armadura tracionada resulta da Eq. 5.4 x ) 50 (45 − 0.6 Md 21000 Com C20 e CA-50. 17: As = Md 21000 = = 11.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .00 cm2) Como resultou o domínio 2. 45 = 5.8 x < hf . 5. 45 2 = = 9.11 e Ks = 0.59 2117 .25 ‰ (no domínio 2 εcd deve estar entre zero e 3. a seção T pode ser dimensionada como seção retangular bf .0) 1. A Tabela A-4 mostra quantas das seis barras φ 16 mm podem ser UNESP(Bauru/SP) – Prof.15% bw h = 0. Dr.4 . 55): ε cd x = ε sd d − x ε cd 5.50 cm2 As > As.mín = 0.Vigas A armadura é calculada aplicando a Eq. h. que é o lado inferior.024 e domínio 2. colocando-se bf ao invés de bw . O detalhamento da armadura longitudinal de flexão está mostrado na Figura 51.

550 kN.5d máx. 2º) Dimensionar a armadura longitudinal de flexão para a seção T mostrada na Figura 52.6 + 0.2 cm 100 8 d 50 6 Ø 16 ev 0. igual à largura existente de 20 cm.mín 2 cm  ≥ φ l = 1.4 c = 2.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . sabendo-se que: Mk = 8. sendo possível. 45 7 30 18 Figura 52 – Dimensões da seção transversal. portanto. Dr. o problema é de dimensionamento. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . alojar as quatro barras.5 + 0.mín = 2. amarradas nos ramos verticais dos estribos.6 cm 0.agr = 0.9 = 1. onde as duas incógnitas são a área de armadura As e a posição da linha neutra (x). O momento fletor de cálculo é: UNESP(Bauru/SP) – Prof. 1. As duas barras restantes devem ser colocadas na segunda camada.5 CG a 20 Figura 51 – Detalhamento da armadura longitudinal na seção transversal. RESOLUÇÃO Assim como o exemplo anterior.60 2117 .5 = 5.cm concreto C25 aço CA-50 γs = 1. Para quatro barras a largura bw mínima é de 20 cm. O espaçamento livre mínimo na direção vertical entre as barras das duas camadas é: e v.63 + 1.0 cm  ∴ev.Vigas dispostas numa única camada.5 .0 cm A distancia a entre o centro de gravidade da armadura e a face tracionada é: a = 2.15 γc = γf = 1.5 cm φt = 5 mm brita 1 Seção não de apoio nem de ligação com outros elementos.

Neste caso a seção deve ser dimensionada com as equações desenvolvidas para a seção T.85 2.Vigas M d = γ f M k = 1. 25 = 6. 10.cm 1.4 → UNESP(Bauru/SP) – Prof.4x ) 1.970 − 6.802 kN.6 cm .68b f x f cd (d − 0. 51): M 2d = 0.4x ) 1.4 → x = 10.8 .Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .5 = 8.85f cd (d − 0.4 x ) 11970 = 0. a hipótese de seção retangular bf . Aplicando a Eq.cm Agora.8x ≤ hf. Dr.8 cm A resolução será feita segundo as equações teóricas e do tipo K.5 cm x3lim = 0.61 2117 .5 . h e com 0.970 kN. 45 x 2. 18 x 2. 8550 = 11. da parcela M2d pode-se calcular a posição correta da linha neutra (Eq.68b w x f cd (d − 0. a) Equações teóricas Inicialmente supõe-se que a seção T será calculada como se fosse retangular bf . 49): M1d = (b f − b w ) h f 0.4 A segunda parcela do momento resistente (Eq. calcula-se a parcela M1d do momento fletor resistente (Eq.4 . 3 e 4 para o aço CA-50 são: x2lim = 0.4 > hf = 7 cm Logo.68 .5 (25 − 0.4 x ) 5802 = 0. 0.168 = 5.26 .168 kN. Inicialmente. h não é válida.68 . 15 da seção retangular com bf no lugar de bw encontra-se a posição da linha neutra (x): M d = 0.cm Para a altura útil d será adotado o valor: d = 30 .63 .5 cm 0.5h f ) M1d = (45 − 18) 7 . pois a linha neutra corta a nervura bw e por isso o valor anterior calculado para x não é correto.5 = 25 cm Os limites entre os domínios 2.5 (25 − 0. 50) é: M 2d = M d − M1d = 11.5 (25 − 0. Paulo Sérgio dos Santos Bastos x = 13. 25 = 15. 7 ) = 6.

32 cm 2 b) Equações com Coeficientes K Com a Eq.5 .8 cm No domínio 3 a tensão na armadura tracionada é igual a fyd. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . 61): M1d M2d = Md . os valores para x e 0.44 . 25 2 = = 2.44.5 < x = 13.8x = 0.834 kN.35 na Tabela A-1 encontra-se Kc* = 2. 25 = 11.25h f 1.136 = 5.8x > hf.15 A s1 = As2 A s = A s1 + A s 2 = 6.5h f ) (25 − 0.56 cm 2 50 f yd (d − 0.76 cm 2 50 f yd (d − 0. com 0. 59): βx* = 1.0 = 8.35 d 25 Com βx* = 0.Vigas 62 A seção T está no domínio 3.0 cm 0.25 ⋅ 7 = = 0. Com βx = x/d. na Tabela A-1 determina-se o valor de βx = 0.136 kN.6 ) 1.7 K c* A segunda parcela do momento resistente é (Eq. 13. supondo-se que a seção T seja calculada como seção retangular: Kc = b f d 2 45 . a seção T deve ser dimensionada com as equações desenvolvidas para a seção T. d = 0. 11. 7 ) 1. Dr.970 – 6.56 + 6. como se verifica na comparação seguinte: x2lim = 6.15 M 2d 5802 = = = 6.8 . 62): UNESP(Bauru/SP) – Prof.6 < x3lim = 15.cm 2. As parcelas As1 e As2 da armadura são (Eq.2117 . 52 e 53): M1d 6168 = = 6.76 = 13.8x são: x = βx . 60): ( bf − b w ) d 2 = (45 − 18) 25 2 = = 6. Com Kc* determina-se a primeira parcela do momento fletor resistente M1d (Eq.cm Com o momento M2d calcula-se a posição real x da linha neutra (Eq. Calcula-se βx* referente à altura da mesa comprimida (Eq.M1d = 11. 23 colocando-se bf ao invés de bw.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .4 x ) (25 − 0.4 .3 Md 11970 Com C25 e CA-50.7.8 cm > hf = 7 cm Portanto.

5 + 0.5d máx.45 cm2) O detalhamento da armadura longitudinal de flexão está mostrado na Figura 53.030 e o domínio 3. A posição da linha neutra resulta: x = βx .Vigas Kc = bwd2 18 ⋅ 25 2 = = 1.56 cm2 As = → 6136 5834 + 0. e 0.2 cm > hf = 7 cm. encontra-se βx = 0.5 .mín ≥ φ l = 2. o que será estudado na UNESP(Bauru/SP) – Prof. 25 = 14.5 = 5.0 cm  A distancia a entre o centro de gravidade da armadura e a face tracionada é: = 2. 1.00 cm2 ou 3 φ 20 + 2 φ 16 = 13. 7): 2 cm  e v. As duas barras restantes devem ser colocadas na segunda camada.5 cm 3 Ø 20 2 Ø 16 a CG eh 18 Figura 53 – Detalhamento da armadura longitudinal na seção transversal.agr = 0.0 cm. pois a largura bw mínima é de 17 cm. O detalhamento indicado na Figura 53 mostra uma alta taxa de armadura. O espaçamento livre mínimo na direção vertical entre as barras das duas camadas é (Eq.mín = 2. amarradas nos ramos verticais dos estribos. o que confirma a seção T. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .9 = 1.9 M 2d 5834 Na Tabela A-1.5h f ) d As = 13.030 50 25 (25 − 0. A Tabela A-4 mostra que é possível colocar três barras φ 20 mm numa única camada.56.63 2117 .5 + 2.56 . com Kc = 1.5 ⋅ 7 ) 1. em função da baixa altura da viga. Dr.0 cm 0. menor que a largura existente de 18 cm. 63): As = M1d M + K s 2d f yd (d − 0.0 + 0. A área de armadura é (Eq.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .8x = 11. Nesses casos deve-se verificar a fissuração na seção. Ks = 0.0 cm ∴ev. d = 0.15 (7 φ 16 = 14.9.

Conforme o esquema da laje mostrado na Figura 54 tem-se: bw = 10 cm . a seção a considerar seria a retangular.cm A largura colaborante é dada pelas dimensões b1 à esquerda e à direita das nervuras. 25 = 60 cm Nas lajes nervuradas geralmente a largura colaborante coincide com a distância entre os eixos das nervuras.0 cm Mk = 1. a seção formada é de um T.890 kN.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . para cada nervura. h = 29 cm .5b 2 = 0. b2 = 50 cm. ou seja.5 cm UNESP(Bauru/SP) – Prof. 600 = 60 cm b1 ≤  0.1 a = 0. conforme definida na Eq. 10 x 29 cm. Se o momento fletor solicitante fosse negativo. 3º) Dada a laje nervurada esquematizada na Figura 54. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . visando diminuir a quantidade de armadura longitudinal tracionada. Para a altura útil será adotado o valor: d = h – 2. Dr.1 .cm/nervura aço CA-50 RESOLUÇÃO Como o momento fletor solicitante é positivo e a mesa da laje nervurada está comprimida pelo momento positivo. dimensionar a área de aço As das nervuras.350 kN. O momento fletor de cálculo é: M d = γ f M k = 1. 46: 0. 1350 = 1. São dados: concreto C30 brita 1 vão a das nervuras = 600 cm c = 2.5 . 50 = 25 cm ∴ b1 = 25 cm A largura colaborante total da mesa é: bf = bw + 2b1 = 10 + 2 .4 . bf b1 b1 4 29 bloco 10 50 10 Figura 54 – Dimensões da laje nervurada.Vigas disciplina Estruturas de Concreto IV. O mais indicado seria aumentar a altura da viga.5 = 26. hf = 4 cm .5 cm = 29 – 2.64 2117 .

eh > eh.6 cm < hf = 4 cm Como 0.0 + 1. a seção T deve ser calculada como se fosse seção retangular.8 = 0.023 = 1.3 cm 1.3. é: Kc = b f d 2 60 . 15).0 cm Portanto.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . São conhecidos o concreto C20 e o aço CA-50. Dr. A verificação se o cálculo da seção T se fará com as equações desenvolvidas para a seção retangular ou para a seção T é feita comparando 0.mín = 2.2d máx. d = 0.0 cm ∴eh. de modo que o espaçamento livre existente entre as barras é: eh = 10 – 2(2.03 .Vigas O valor de Kc (Eq. 26. e podem ser dispostas as duas barras na largura da nervura. com as equações da seção retangular. βx = 0. A área de armadura tracionada em cada nervura é: As = K s Md 1890 = 0.0) = 4.agr = 1.3 Md 1890 Com Kc = 22. 7): 2 cm  e h . na Tabela A-1 encontram-se domínio 2. 26.8 .8 x = 0.8x com hf : x = β x . Paulo Sérgio dos Santos Bastos .60 cm2) O detalhamento da seção transversal das nervuras está mostrado na Figura 55. com bf no lugar de bw.2 .03 e Ks = 0.5 = 0.5 2 = = 22.mín ≥ φ l = 1. UNESP(Bauru/SP) – Prof.8x é menor que hf . 4º) Calcular o momento fletor admissível de serviço para a seção T indicada na Figura 56.023. 0.mín . portanto.8 cm 0. não há a necessidade de colocar estribos nas nervuras.5 (2 φ 10 mm = 1. 1. 2 Ø 10 10 Figura 55 – Detalhamento da armadura de flexão na seção transversal da nervura. O espaçamento livre mínimo entre as barras deve ser (Eq.9 = 2.3 cm  De modo geral.65 2117 .64 cm 2 d 26.

20 = 1. Os cálculos devem ser feitos pelas equações teóricas.8 . RESOLUÇÃO O problema em questão é de verificação.5 < hf = 8 cm Como resultou 0. Como a armadura tracionada As está localizada no lado superior da viga. 12): R st = σ sd A s = 50 25.096 kN 1. O valor calculado para x está correto. a mesa inferior está comprimida e pode ser considerada como formando uma seção T juntamente com a alma.6 = 4. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . h. 10) tem-se: Rcc = Rst Supondo que a seção tenha sido dimensionada nos domínios 2 ou 3.8 x = 0. 5. onde as incógnitas são a posição da linha neutra (x) e o máximo momento fletor que a seção pode resistir (Mk). Supondo seção retangular a posição x da linha neutra é calculada pela Eq. o momento fletor solicitante tem sinal negativo.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . A verificação do domínio serve para confirmar se σsd é realmente igual a fyd: UNESP(Bauru/SP) – Prof. a tensão na armadura tracionada σsd é igual à máxima tensão possível no aço (fyd).0 → x = 5.66 2117 .Vigas 20 5 A s = 25. a seção T foi calculada como retangular com seção bf .6 cm 1. o qual comprime o lado inferior da viga. com bf no lugar de bw: R cc = 0. Dr.4 Verificação se a seção T foi calculada como seção retangular: 0. 200 x 2.8x < hf.20 cm² 80 85 8 200 cm Figura 56 – Dimensões da seção transversal e área de armadura tracionada. Portanto.68 . 11. Das equação de equilíbrio de forças resultantes no concreto comprimido e na armadura tracionada (Eq. supondo-se inicialmente que a seção T tenha sido calculada como seção retangular.15 Para atender ao equilíbrio de forças resultantes deve-se ter Rcc = Rst = 1096 kN.68b f x f cd ⇒ 1096 = 0. A força resultante de tração na armadura é (Eq.

8 cm. Porém. como a armadura tracionada está no lado inferior da viga.Seção transversal com dimensões (cm) e área de armadura de tração. A posição da linha neutra é: UNESP(Bauru/SP) – Prof. 5. O cálculo deve ser iniciado buscando-se a posição da linha neutra. A resultante de força na armadura tracionada é: R st = σsd A s = 50 20. o momento fletor característico de serviço é .80 = 904 kN 1. a seção está no domínio 2 e σsd é realmente igual a fyd. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .67 2117 . a mesa está comprimida e pode ser utilizada no cálculo formando uma seção T junto com a alma. h.68 . 80 = 20.6 < x2lim = 20.15 Supondo seção retangular e o equilíbrio de resultantes.Vigas x2lim = 0. como o exemplo anterior.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 5.26 .4 → Mk = 60.63 .431 kN. 80 = 50. 15 com bf no lugar de bw: M d = 0.0 (80 − 0.60.cm Portanto. Dr. 200 . o momento fletor solicitante tem sinal positivo e.4 cm Como x = 5. 5º) Calcular o momento fletor máximo de serviço que a seção mostrada na Figura 57 pode resistir.431 kN. Supondo que a seção está no domínio 2 ou 3 tem-se σsd = fyd. Da equação de equilíbrio de forças resultantes tem-se Rcc = Rst. São conhecidos o concreto da viga (C30) e o aço (CA-50).8 cm x3lim = 0. 120 8 45 50 A s = 20.6) 1.4 x ) 1. M k = 0.6 2. por meio da equação de equilíbrio das forças resultantes.4 .cm (momento negativo). por isso. São feitas as suposições de que a viga tenha sido dimensionada nos domínios 2 ou 3 e que a seção T tenha sido calculada como se fosse seção retangular bf .68b f x f cd (d − 0.4 . tem-se Rcc Rst = 904 kN. RESOLUÇÃO O problema em questão é de verificação (incógnitas x e Mk).80 cm² 5 20 Figura 57 . O momento fletor máximo de serviço pode ser calculado pela Eq.

3 h (Eq.2 cm 1.68 2117 .8 .4 .2 3.4 Mk = 27. a largura das vigas deve ser escolhida em função da espessura final da parede. O momento fletor máximo de serviço é: M d = 0.2 DEFINIÇÃO DA ALTURA E DA LARGURA De modo geral. a hipótese de seção retangular está confirmada.1 VÃO EFETIVO O vão efetivo (NBR 6118/03.4 . 5.6.2) → 1.68b f x f cd ⇒ 904 = 0. pode ser calculado pela expressão: l ef = l 0 + a1 + a 2 com: t / 2 a1 ≤  1 0.4 Verificação se é seção retangular ou seção T: R cc = 0. Para que isso ocorra. a preferência dos engenheiros e arquitetos é que as vigas fiquem embutidas nas paredes de vedação. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .68 .875 kN.Vigas 3.0 → x = 5.8 x = 0. 120 .2 = 4.cm (momento positivo). t1.4 x ) 1. PRESCRIÇÕES GERAIS PARA AS VIGAS 9.68 . t2 e h estão indicadas na Figura 58. a qual depende basicamente das dimensões e da posição de assentamento das unidades de alvenaria UNESP(Bauru/SP) – Prof.3 h e (Eq.2 < hf = 8 cm Portanto.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . item 14. 120 x 0. o qual substitui o chamado vão teórico da norma anterior (NBR 6118/80). o momento fletor de serviço é 27. 5.68b f x f cd (d − 0. de tal forma que não possam ser percebidas visualmente. 67) As dimensões l 0 .cm Portanto.875 kN. M k = 0. 9. 5.0 (45 − 0. h t1 l0 t2 Figura 58 – Dimensões consideradas no cálculo do vão efetivo das vigas.2.4). Dr. 66) t / 2 a2 ≤  2 0. 9.

igual à dimensão da unidade que resulta na largura da parede. de pilares e. a fim de evitar várias alturas diferentes. 1 lef. 9.3 CARGAS VERTICAIS NAS VIGAS Normalmente. Vigas para edifícios de vários pavimentos. para concretos do tipo C-20 e C-25 e construções de pequeno porte. de lajes.. Devem também ser consideradas as espessuras das argamassas de revestimento (emboço. trecho por trecho do vão se este conter trechos de carga diferentes. levando-se em consideração a posição em que a unidade será assentada. definir o tipo e as dimensões da unidade de alvenaria. sendo os mais importantes o vão.5 cm a 2. Vigas contínuas devem ter a altura dos vãos obedecendo uma certa padronização. 68) 12 Na estimativa da altura de vigas com concretos de resistência superior devem ser considerados valores maiores que doze na Eq. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .1 Peso Próprio UNESP(Bauru/SP) – Prof. 68.Vigas (tijolo maciço. Dr. 2 (Eq. para em seguida serem construídos os pilares. 2 Figura 59 – Valores práticos para estimativa da altura das vigas. etc. Considerando por exemplo o esquema de uma viga como mostrado na Figura 59. nos dois lados da parede. tanto para os blocos cerâmicos de seis como para os de oito furos. 9.).). No caso de construções de pequeno porte. Antes de se definir a largura da viga é necessário. onde as ações horizontais do vento impliquem esforços solicitantes consideráveis sobre a estrutura devem ter a altura definida em função dos esforços a que estarão submetidas. como também para os tijolos maciços cerâmicos. sempre o peso próprio da viga.0 cm.3. onde é usual se construir primeiramente as paredes de alvenaria. reboco.69 2117 . com as dimensões as mais variadas. A altura das vigas depende de diversos fatores. como casas. etc. isto é: h1 = l ef . bloco furado. o carregamento e a resistência do concreto. de outras vigas. etc. portanto. as vigas e as lajes. barracões. A altura deve ser suficiente para proporcionar resistência mecânica e baixa deformabilidade (flecha). Os revestimentos de argamassa no interior do Estado de São Paulo têm usualmente a espessura total de 1.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . ou de 10 em 10 cm. A altura das vigas deve ser preferencialmente modulada de 5 em 5 cm. uma indicação prática para a estimativa da altura das vigas de concreto armado é dividir o vão efetivo por doze.1 12 e h2 = l ef . Existe no comércio uma infinidade de unidades de alvenaria. as cargas (ações) atuantes nas vigas são provenientes de paredes. A altura mínima indicada é de 25 cm. é interessante escolher a largura das vigas igual à largura da parede sem os revestimentos. Nos próximos itens são detalhados esses tipos de cargas verticais nas vigas. ou seja. As cargas nas vigas devem ser analisadas e calculadas em cada vão da viga. h1 h2 l ef. sobrados.

70 2117 . Em determinados pavimentos. pode-se calcular os esforços e deslocamentos de todas as vigas por meio de uma grelha. 65) com: γalv = peso específico da parede (kN/m3).0 kN/m2. De acordo com a NBR 6120.3 Lajes As reações das lajes sobre as vigas de apoio devem ser conhecidas.5 a 1.3.3. 9. os resultados são excelentes e muito próximos aos reais.4 9.5 e 18 a NBR 6118/03 estabelece diversas prescrições relativas à armadura longitudinal mínima e máxima e armadura de pele. h = altura da seção (m).3. Seu valor é: g par = e h γ alv (kN/m) (Eq. No caso de vitrôs.4. UNESP(Bauru/SP) – Prof.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . Para janelas com vidros podem ser consideradas as cargas de 0. o peso específico é de 18 kN/m3 para o tijolo maciço e 13 kN/m3 para o bloco cerâmico furado. janelas e outros tipos de esquadrias. 64) com: γ conc = 25 kN/m 3 bw = largura da seção (m).1 DISPOSIÇÕES CONSTRUTIVAS DAS ARMADURAS Armaduras Longitudinais Máximas e Mínimas Nos itens 17. e deve sempre ser obrigatoriamente considerado. a escolha de qual viga apóia-se sobre qual fica muito difícil.Vigas O peso próprio de vigas com seção transversal constante é uma carga considerada uniformemente distribuída ao longo do comprimento da viga. Aberturas de portas geralmente não são consideradas como trechos de carga.3. e = espessura final da parede (m). Para contornar este problema. O seu valor é: g pp = b w h γ conc (kN/m) (Eq. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . quanto então a carga da parede pode ser considerada uniformemente distribuída ao longo do seu comprimento. As reações das lajes nas vigas de borda serão estudadas posteriormente nesta disciplina. Desse modo. 9. A escolha errada pode se tornar perigosa.2 Paredes Geralmente as paredes têm espessura e altura constantes. com o auxílio de um programa de computador.4 Outras Vigas Quando é possível definir claramente qual viga serve de apoio e qual viga está apoiada em outra. 9. Dr. Importante é verificar se uma ou duas lajes descarregam a sua carga sobre a viga. 9. devem ser verficados os valores de carga por metro quadrado a serem considerados. a carga concentrada na viga que serve de apoio é igual a reação de apoio daquela que está apoiada. h = altura da parede (m).

Em elementos estruturais superdimensionados pode ser utilizada armadura menor que a mínima. Tabela 2 . Dr. 5) O dimensionamento para Md. assim como os efeitos de temperatura. respeitada a taxa mínima absoluta 0.150 0. a determinação dos esforços solicitantes deve considerar de forma rigorosa todas as combinações possíveis de carregamento. com valor obtido a partir de um momento fletor igual ao dobro de Md.153 0.031 0.150 0. ρmín deve ser recalculado com base no valor de ωmín dado. γc = 1.mín = 0. em elementos estruturais armados ou protendidos deve ser determinada pelo dimensionamento da seção a um momento fletor mínimo dado pela expressão a seguir.” Md.Vigas 9.4.2 Armadura Mínima de Tração “A armadura mínima de tração.024 0. deformações diferidas e recalques de apoio.150 0.150 0.mín deve ser considerado atendido se forem respeitadas as taxas mínimas de armadura da Tabela 2.230 0. Deve-se ter ainda especial cuidado com o diâmetro e espaçamento das armaduras de limitação de fissuração.m = 0. a área da seção a ser considerada deve ser caracterizada pela alma acrescida da mesa colaborante.sup = 1.sup = resistência característica superior do concreto à tração: fctk.mín/Ac) (1) Forma da seção fck 20 25 30 35 40 45 50 0. 9.575 ωmín Retangular T (mesa comprimida) T (mesa tracionada) Circular (1) Os valores de ρmín estabelecidos nesta tabela pressupõem o uso de aço CA-50.178 0.158 0. Valores de ρmín (%) (As.15. 4) 2 (MPa) (Eq.71 2117 .177 0.288 0.4 e γs = 1.518 0.259 0. NOTA: Nas seções tipo T.” UNESP(Bauru/SP) – Prof.460 0.m com f ct .201 0.035 0. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . Neste caso.sup (Eq.255 0.15 %.150 0.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .Taxas mínimas de armadura de flexão para vigas.3 Armadura Longitudinal Máxima “A soma das armaduras de tração e de compressão (As + As’) não deve ter valor maior que 4 % Ac .173 0.150 0. calculada na região fora da zona de emendas.288 0.204 0.3 fct.230 0.070 0.150 0.197 0.3 3 f ck (Eq.229 0. Caso esses fatores sejam diferentes.403 0. fctk.8 W0 fctk.150 0. 3) onde: W0 = módulo de resistência da seção transversal bruta de concreto relativo à fibra mais tracionada.4.345 0.

9. h (Eq. quanto das armaduras necessárias para absorver as trações decorrentes desses efeitos.4 Armadura de Pele Nas vigas com h > 60 cm.72 2117 . complementando-se a diferença entre ambas.Vigas 9. tanto sob o aspecto de resistência do concreto.5 ARMADURAS DE LIGAÇÃO MESA-ALMA “Os planos de ligação entre mesas e almas ou talões e almas de vigas devem ser verificados com relação aos efeitos tangenciais decorrentes das variações de tensões normais ao longo do comprimento da viga.4. deve ser colocada uma armadura lateral. composta por barras de alta aderência (η1 ≥ 2.” h > 60 cm e e e e e e e e e e d bw Figura 60 – Disposição da armadura de pele Asp em cada face e com espaçamento e ≤ 20 cm na seção transversal de vigas com h > 60 cm. podem ser consideradas como parte da armadura de ligação. chamada armadura de pele (Figura 60). As armaduras de flexão da laje. em cada face da alma da viga. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .0010 bw . A UNESP(Bauru/SP) – Prof. Dr. com área mínima igual a: Asp. 6) Em vigas com altura igual ou inferior a 60 cm.5 cm2/m hf h bw Figura 61 – Armadura transversal à alma em seções transversais com mesa.alma = 0. pode ser dispensada a utilização da armadura de pele.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .face = 0. se necessário. existentes no plano de ligação.25) e com espaçamento não maior que 20 cm. bf >1.10 % Ac.

2 d máx. a NBR 6118/03 estabelece os seguintes espaçamentos livres mínimos entre as barras (Figura 62): . Para a seção sob o máximo momento fletor característico positivo de 5.mín = espaçamento livre horizontal mínimo entre duas barras da mesma camada.mín ≥ φ l 1. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1º) Para a viga contínua da Figura 63. deve ser de 1. 7) .73 2117 .cm dimensionar a armadura de flexão. dmáx. estendendo-se por toda a largura útil e ancorada na alma.6 ESPAÇAMENTO LIVRE ENTRE AS BARRAS A fim de se garantir que o concreto penetre com facilidade dentro da fôrma e envolva completamente as barras de aço das armaduras. Detalhar a seção transversal e calcular as deformações máximas no concreto e no aço.numa mesma fila vertical 2 cm  e v.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .agr  (Eq. c Øt Øl ev eh bw Figura 62 – Espaçamentos livres mínimos entre as barras de aço. 8) onde: eh. Dr.agr = diâmetro máximo do agregado graúdo utilizado no concreto. considerando a altura útil d determinada anteriormente.Vigas seção transversal mínima dessa armadura. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . UNESP(Bauru/SP) – Prof.5 cm2 por metro” (Figura 61).750 kN. 9. 10. admitida com seção transversal constante nos dois vãos. determinar d e As para o apoio central B. ev. de tal modo que se tenha a mínima altura e armadura simples.mín ≥ φ l 0.agr  (Eq.5 d máx.numa mesma camada horizontal 2 cm  e h .mín = espaçamento livre vertical mínimo entre duas barras de camadas diferentes.

500 kN.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .74 2117 .100 kN. Adotar o valor adequado para a resolução do exercício proposto.cm.2.Esquema estático e diagrama de momentos fletores. 6º) Calcular d e As como viga com armadura simples.4 c = 3. 4º) Dado o momento fletor Mk = 5. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .000 kN. h = 40 cm).cm. calcular e detalhar a armadura longitudinal de flexão para uma viga baldrame com largura bw = 15 cm e altura h = 30 cm. São dados: γc = γf = 1. calcular e detalhar a armadura longitudinal de flexão.4 C20 CA-50 γs = 1.15 brita 1 CA-50 c = 2. γc = γf = 1.15 c =? φt = 5 mm brita 1 Nota: verificar como é determinado o valor do cobrimento nominal. onde o momento fletor característico é negativo e de valor 3.000 kN.5 cm 35 KN/m A B C 300 400 M máx = 7.400 kN. 3º) Dimensionar a viga do Exercício 2 considerando a seção de apoio da viga sobre o bloco de fundação. Determinar a deformação máixma no concreto comprimido e a deformação na armadura.250 ( KN. b) fixado εsd = 10 ‰ e menor altura possível.720 Figura 63 . Verifique e analise os domínios de deformações para essa seção e para a seção do apoio B. Dr. 2º) Conhecido o momento fletor característico Mk = .Vigas Calcule as deformações nos materiais.15 φt = 5 mm C25 brita 1 CA-50 5º) Dimensionar a viga do Exercício 4 considerando que o momento fletor característico seja 8. conforme as duas situações seguintes: a) altura mínima. Dados: γc = γf = 1.cm e a seção transversal (bw = 15 cm .cm - Mk + + M máx = 1.0 cm γs = 1.cm) M máx = 5.cm.4 φt = 5 mm Dados: bw = 14 cm C25 γs = 1. UNESP(Bauru/SP) – Prof.

4 γs = 1.5 cm 120 7 50 43 20 Figura 65 . 8º) Dimensionar e detalhar a armadura longitudinal de flexão para a seção transversal da viga mostrada na Figura 65. São dados: Mk = 9.Dimensões (cm) da seção T.cm C30 γc = γf = 1. Dr. Dados: bw = 50 cm Mk = 49. calcular o máximo momento fletor admissível.cm C35 CA-50 φt = 5 mm brita 1 c = 2.000 kN.000 kN. Compare os resultados obtidos.4 γs = 1.15 c = 2.3 mm brita 1 c = 2.15 CA-50 40 C20 As = 2 φ 12.000 kN.Vigas Detalhar a seção transversal.15 100 8 40 12 Figura 66 – Dimensões (cm) da seção T.cm C30 CA-50 γc = γf = 1.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 9º) Dimensionar a armadura longitudinal da viga da Figura 66 e calcular as deformações no concreto e no aço.5 cm γc = γf = 1.5 cm φt = 8 mm brita 1 CA-50 7º) Para a viga da Figura 64 já executada. sendo dados: Mk = 10.75 2117 .5 γc = γf = 1.15 φt = 6.Viga executada. posicionando a linha neutra.4 γs = 1. São conhecidos: bw = 12 cm d = 36 cm h = 40 cm 2 Ø 12.4 γs = 1. UNESP(Bauru/SP) – Prof.5 mm 12 Figura 64 . Paulo Sérgio dos Santos Bastos .

conhecendo o momento fletor por nervura de Mk = 4.0 m 12º) Dimensionar e detalhar a armadura longitudinal da viga mostrada na Figura 69. Paulo Sérgio dos Santos Bastos 80 .Dimensões (cm) da laje nervurada. São dados: 40 Mk = 9.Seção transversal.4 γs = 1.15 c = 2. 11º) Dimensionar e detalhar a armadura de flexão das nervuras da laje nervurada indicada na Figura 68.4 γf = 1.5 cm γc = 1.cm C25 CA-50 φt = 10 mm brita 1 c = 2.5 cm γc = γf = 1.Vigas 10º) Dimensionar a armadura longitudinal da viga da Figura 67 e calcular as deformações no concreto e no aço. Dr.cm.000 kN.000 kN. Dados: Mk = .Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . UNESP(Bauru/SP) – Prof.4 γs = 1.cm C25 7 CA-50 φt = 5 mm brita 1 40 c = 2.76 2117 .0 cm vão efetivo das nervuras (biapoiadas): 7.65.4 γs = 1. 5 30 12 46 12 Figura 68.15 12 Figura 67 – Dimensões (cm) da seção T. Dados: CA-50 brita 1 C35 γc = γf = 1.15 45 15 25 50 15 90 Figura 69 .500 kN.

2 KN/m 6.3 mm para as vigas V100 e V101 φt = 5 mm para as vigas V102 a V105 γpar = 3.2 KN/m A P2 20/30 2.Vigas 13º) Calcular os momentos fletores solicitantes máximos e dimensionar e detalhar as armaduras de flexão das vigas da estrutura mostrada na Figura 70. UNESP(Bauru/SP) – Prof.77 2117 .0 KN/m 2. 230 230 230 2. quando for o caso.1 KN/m 6.5 cm γc = γf = 1.0 KN/m P3 20/30 h = 8 cm 3. de bloco “baiano” (bloco cerâmico de oito furos). com altura de 2.5 kN/m2 Supor paredes sem aberturas de 23 cm de espessura final e altura de 2.0 KN/m V101 (20x50) 6. Considerar.0 KN/m P4 20/30 Figura 70 – Planta de fôrma do pavimento (medidas em cm). Dados: C25 .5 m. sobre as vigas V100. c = 2. CA-50 .4 .0 KN/m P1 20/30 2. = 25 kN/m3 γdivis. dimensionar e detalhar as armaduras longitudinais de flexão para as seções mais solicitadas das vigas.15 φt = 6. Sobre as vigas V103 e V104 supor divisórias sem aberturas. Dr. = 0. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .1 KN/m h = 8 cm V105 (20x40) 2.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . γs = 1.0 kN/m2 para parede com espessura final de 23 cm γconcr.1 KN/m 6. 14º) Dada a planta de fôrma da Figura 71. V102 e V105.1 KN/m h = 8 cm V104 (12x40) V102 (20x40) 500 A V103 (12x40) 3. V101.0 m. brita 1 .0 KN/m V100 (20x50) 2. a contribuição das lajes maciças no dimensionamento das vigas.

Planta de fôrma e cortes A e B (medidas em cm). sobre a viga V100.78 2117 . Paulo Sérgio dos Santos Bastos .2 KN/m 3. A laje L1 não tem acesso público. Dados: C30 CA-50 φt = 5 mm brita 1 c = 3.15 φt = 5 mm para todas as vigas brita 1 3 γconcr. quando for o caso. Dr.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . = 25 kN/m3 γparede = 18 kN/m3 para tijolos cerâmicos maciços UNESP(Bauru/SP) – Prof.2 KN/m 5.0 KN/m A V101 (12x50) V103 (20x50) V102 (20x50) h = 9 cm 5. dimensionar e detalhar as armaduras longitudinais de flexão das seções mais solicitadas das vigas.8 m.15 γconcr.0 cm 3 γparede = 13 kN/m para blocos cerâmicos furados Supor a existência de uma parede (sem aberturas) de bloco cerâmico de oito furos (“baiano”).Vigas B P1 20/50 P2 20/50 V100 (20x50) A 3. Considerar. a contribuição das lajes maciças no dimensionamento das vigas. Dados: C30 CA-50 γc = γf = 1. com 22 cm de espessura final e altura de 2. 15º) Dada a planta de fôrma da Figura 72.0 cm γc = γf = 1.0 KN/m 630 300 B PLANTA DE FÔRMA V100 20 590 20 CORTE A V102 296 50 CORTE B Figura 71 .4 γs = 1. = 25 kN/m c = 3.4 γs = 1.

ao longo dos seus comprimentos.7 m. Rio de Janeiro. Disciplina Estruturas de Concreto I. P.5 KN/m P4 20/20 Figura 72 . Dr. Os tramos das vigas que são apoios da laje L2 devem ser calculadas com uma carga de parapeito de 2.0 KN/m P1 20/20 4.0 KN/m P3 20/20 5.0 KN/m 300 V103 (20 x ) 1. ao longo do comprimento total das vigas V102.0 KN/m V104 (20 x ) 5. Notas de aula. 76p. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . Projeto e execução de estruturas de concreto armado.br/pbastos). NBR 6118. 2003. 2011. a contribuição das lajes maciças no dimensionamento das vigas.5 KN/m V105 (20 x 1. (wwwp.0 KN/m L3 h = 8 cm V102 (20 x ) 1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. BASTOS. com 25 cm de espessura final e altura de 2. de tijolo maciço.79 2117 . Departamento Engenharia Civil.unesp. 170p. NBR 6118.S. Projeto de estruturas de concreto – Procedimento. A laje L3 é rebaixada em relação às lajes L1 e L2.UNESP.0 KN/m V100 (20 x 150 2. 1980. Fundamentos do concreto armado.0 KN/m P2 20/20 5. Faculdade de Engenharia . Rio de Janeiro. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.0 KN/m 300 L1 h = 8 cm ) 2. V103 e V104 e ao longo do primeiro tramo das vigas V100 e V101.Universidade Estadual Paulista .Vigas Supor a existência de paredes sem aberturas. Considerar.Planta de fôrma do pavimento.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . ABNT.S. UNESP(Bauru/SP) – Prof. 500 ) 5. 88p. quando for o caso.0 KN/m L2 h = 8 cm V101 (20 x ) 1. Bauru/SP.0 kN/m.feb.

v. 1989. . Campus. Ed. 2000. P. Reinforced concrete – A fundamental approach. Ed. 939p. Ed. 541p. Building code requirements for structural concrete. 1982. Rio de Janeiro. Globo. L. E. 1997. 204 e 205.B. P. 5a ed. 396p. Ed. Upper Saddle River.G. H. E. J. FUSCO. UNESP(Bauru/SP) – Prof.2117 . ed. Ed. Farmington Hills. Englewood Cliffs. 305p. 369p.. v. CEB-FIP Model Code 1990: final draft. Reinforced concrete – Mechanics and design. jul.B. Construções de concreto – Princípios básicos do dimensionamento de estruturas de concreto armado. Porto Alegre. 701p. 1981. PFEIL. FUSCO. MACGREGOR. Part 1: General rules and rules for buildings. 382p. Ed. Guanabara Dois. 1981. Rio de Janeiro. 4a ed. 1995. SANTOS. Ed. EUROPEAN COMMITTEE STANDARDIZATION. n. 464p. São Paulo. Concreto armado e protendido – Propriedades dos materiais e dimensionamento. BSI. ACI 318 R-95. Paulo Sérgio dos Santos Bastos . 1/2/3.l. 1985. v. J. 1992. Técnica de armar as estruturas de concreto..C. Cálculo de Concreto Armado.203. Curso de concreto. Rio de Janeiro. 1985. Bulletim D’Information. LMS. NAWY. Pini. COMITÉ EURO-INTERNATIONAL DU BÉTON. 1 e 2. SÜSSEKIND. 3a ed. Prentice Hall. Prentice Hall. São Paulo. Concreto armado.G. Interciência. MÖNNIG. Dr. Estruturas de concreto . 1983. W. v. F. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR AMERICAN CONCRETE INSTITUTE. Eurocode 2 – Design of concrete structures.Solicitações normais.Vigas 80 LEONHARDT..Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . Rio de Janeiro. RÜSCH. Ed. 1991.. London. Livros Técnicos e Científicos.M. 1.

Tabela A-7 – Tensão e deformação na armadura para diferentes relações d’/d para a linha neutra em 0.4d.5d. CA-50 e CA-60.Vigas 81 TABELAS ANEXAS Tabela A-1 – Valores de Kc e Ks para o aço CA-50. Tabela A-2 – Valores de Kc e Ks para os aços CA-25. Tabela A-8 – Deformação e coeficiente K’s para diferentes relações d’/d para a linha neutra em 0. Tabela A-10 – Deformação e coeficiente K’s para diferentes relações d’/d para a linha neutra em 0. Tabela A-3 – Área e massa linear de fios e barras de aço. Tabela A-4 – Área de aço e largura bw mínima. Tabela A-6 – Deformação e coeficiente K’s para diferentes relações d’/d para a linha neutra em x3lim.5d. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . UNESP(Bauru/SP) – Prof. Dr.4d. Tabela A-5 – Tensão e deformação na armadura para diferentes relações d’/d para a linha neutra em x3lim. Tabela A-9 – Tensão e deformação na armadura para diferentes relações d’/d para a linha neutra em 0.2117 .

9 5.3 2.9 23.8 3.9 3.9 7.9 3.24 0.6 2.0 23.52 0.9 16.2 1.5 4.4 7.8 1.3 1.7 4.29 0.9 2.1 29.1 1.4 9.9 4.8 69.2 3.030 0.9 1.2 1.1 1.02 0.025 0.58 0.05 0.9 0.8 4.6 1.14 0.3 2.9 1.2 1.5 1.5 6.04 0.5 3.5 2.025 0.0 1.1 12.6 4.27 0.5 1.3 4.0 2.5 3.6 1.26 0.7 68.024 0.2 2.030 0.024 0.0 1.7 2.10 0.9 3.8 2.3 7.1 5.030 0.6 6.9 1.0 2.3 2.5 1.6 3.23 0.027 0.3 3.2 5.9 2.4 2.1 2.1 6.023 0.0 1.1 12.50 0.9 10.3 3.0 6.7 8.5 3.06 0.6 5.3 20.6 1.1 15.1 4.8 3.3 1.2 3.4 7.1 2.2 17.1 3.9 12.5 1.5 2.8 1.024 0.4 5.1 2.9 4.7 2.5 2.9 103.5 2.1 1.5 6.4 2.6 4.025 0.024 0.5 1.8 4.1 2.6 2.3 1.9 5.7 2.9 7.6 5.9 6.54 0.6 6.9 10.7 10.12 0.60 0.63 x d Kc (cm2/kN) Ks (cm2/kN) C15 C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 CA-50 137.0 1.9 1.9 2.3 1.3 4.2 2.7 2.3 6.1 2.9 4.1 2.2 2.6 1.2 4.5 1.28 0.0 11.9 4.7 25.6 1.2 8.0 0.9 2.7 1.2 2.9 2.6 1.4 14.1 2.5 1.9 34.028 0.4 3.22 0.8 1.5 2.3 4.8 1.6 1.7 5.8 9.024 0.7 2.0 8.40 0.023 0.024 0.4 1.7 3.3 3.4 1.0 2.6 3.3 6.6 2.027 0.1 4.9 4.023 0.7 5.3 1.9 3.9 2.5 8.8 2.8 14.029 0.3 2.1 1.2 51.025 0.027 0.6 2.5 3.3 11.5 5.7 3.3 2.2 3.9 1.13 0.6 9.8 13.1 10.5 1.5 2.11 0.0 2.1 2.8 14.1 10. 2 3 .1 1.0 1.7 41.4 4.4 2.3 1.1 2.6 2.5 1.8 2.2 5.34 0.0 3.16 0.2 46.2 2.026 0.42 0.5 8.7 4.026 0.7 1.1 5.4 2.6 1.1 3.44 0.4 1.8 7.2 7.8 2.0 5.1 2.9 0.6 2.8 1.4 11.8 7.07 0.9 1.2 1.2 6.5 3.0 17.9 2.7 2.2 5.2 3.025 0.3 4.2 3.5 4.027 0.2 2.4 3.1 6.028 0.026 0.8 7.4 2.7 2.4 2.3 1.6 15.7 1.6 4.9 5.2 3.031 0.7 4.0 10.9 0.5 8.024 0.56 0.8 14.2 2.3 1.4 1.0 2.37 0.2 2.8 7.4 51.3 1.20 0.8 2.3 34.7 2.6 5.8 6.2 4.2 3.025 0.2 17.6 5.5 2.025 0.7 6.9 28.4 4.1 1.7 3.4 4.7 26.026 0.4 3.1 1.3 4.0 3.0 1.1 4.7 3.2 21.9 3.0 1.026 0.33 0.027 0.7 3.4 1.3 3.8 1.8 1.4 1.38 0.7 1. FLEXÃO SIMPLES EM SEÇÃO RETANGULAR .7 1.029 0.31 0.4 1.1 2.8 1.45 0.026 0.9 2.5 59.48 0.6 2.03 0.3 2.4 5.6 2.8 1.7 3.35 0.6 7.3 3.0 11.8 3.7 3.2 1.9 1.18 0.3 2.025 0.2 1.32 0. Paulo Sérgio dos Santos Bastos Dom.1 3.7 2.028 0.4 3.7 9.6 19.9 3.4 1.5 27.2 82.46 0.1 5.9 17. Dr.5 1.3 4.028 0.6 6.2 1.7 4.5 4.1 45.8 5.2 3.9 0.3 13.2 3.7 1.1 2.25 0.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .6 1.028 0.023 0.8 2.21 0.023 0.1 3.6 3.8 1.3 2.0 1.026 0.9 3.4 13.4 2.4 3.6 9.026 0.09 0.3 3.7 1.1 2.82 2117 .4 2.7 1.19 0.17 0.6 23.2 1.9 1.9 1.1 2.8 1.ARMADURA SIMPLES βx = 0.8 4.2 1.7 15.5 4.15 0.1 8.08 0.031 UNESP(Bauru/SP) – Prof.5 2.025 0.01 0.024 0.9 34.5 7.4 3.8 1.8 20.1 13.5 1.5 5.2 2.1 10.9 0.024 0.7 3.3 2.7 9.024 0.30 0.8 1.6 1.1 1.1 4.6 1.6 1.4 20.9 1.9 5.Vigas Tabela A-1 – Valores de Kc e Ks para o aço CA-50.027 0.4 1.4 1.1 1.0 1.3 1.0 3.0 8.4 1.1 2.2 3.1 1.8 6.1 3.62 0.8 2.3 3.1 2.5 1.0 1.0 1.0 41.36 0.8 1.026 0.4 4.8 6.6 7.2 2.029 0.7 1.

6 1.5 1.2 2.2 1.1 3.3 2.025 0.9 28.3 3.58 0.2 1.6 2.5 2.5 1.0 1.8 1.050 0.1 3.2 4.9 17.059 0.5 1.7 2.1 2.08 0.049 0.048 0.5 3.1 1.3 1.7 1.2 3.1 3.033 0.5 2.4 1.18 0.34 0.7 1.29 0.023 0.1 6.1 2.70 0.8 1.3 4.22 0.9 0.032 0. Dr.1 4.6 3.03 0.049 0.7 5.2 1.1 13.0 1.3 4.3 1.8 14.9 2.9 1.2 2.8 1.028 0.2 6.2 3.3 1.25 0.061 0.1 4.8 2.5 1.44 0.7 2.019 0.0 1.026 0.09 0.1 6.6 1.0 2.6 1.8 2.4 1.022 0.0 1.42 0.6 1.2 1.7 3.021 0.1 2.9 4.9 34.4 14.3 12.020 0.0 1.5 1.5 1.7 1.022 0.5 1.031 0.2 2.021 0.9 12.0 45.63 0.6 1.058 0.21 0.021 0.6 6.025 0.5 7.1 10.0 23.066 0.029 0.9 2.1 10.0 3.7 1.9 34.0 11.053 0.051 0.3 1.024 0.021 0.8 4.01 0.6 2.5 8.7 2.02 0.029 0.9 1.020 0.022 0.6 4.6 2.033 0.2 7.7 25.054 0.9 2.8 0.4 1.2 17.1 2.024 0.8 2.2 1.024 0.6 1.9 3.6 1.1 15.4 2.1 5.2 2.9 82.7 3.5 3.021 0.9 3.023 0.33 0.025 0.3 4.6 103.60 0.9 3.6 7.8 1.020 0.10 0.4 5.5 4.3 2.055 0.4 2.7 9.6 1.061 0.026 0.6 7.6 1.1 1.2 1.2 21.054 0.6 1.1 10.2 46.052 0.8 7.9 2.3 59.8 2.2 2.4 3.0 8.05 0.027 0.020 0.8 1.2 3.4 1.050 0.5 8.6 2.9 41.1 2.1 2.19 0.1 UNESP(Bauru/SP) – Prof.2 1.028 0.028 0.7 9.2 2.6 4.5 4.9 1.021 0.0 5.8 1.5 1.4 1.23 0.3 3.051 0.8 3.1 2.3 2.053 0.061 0.9 0.56 0.3 2.4 9.1 1.024 0.031 0.7 41.2 2.54 0.021 0.2 1.019 0.046 0.8 1.1 1.7 6.048 0.020 0.024 0.028 Dom.4 1.ARMADURA SIMPLES Kc (cm2/kN) Ks (cm2/kN) C15 C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50 CA-25 CA-50 CA-60 137.027 0.8 3.0 1.3 1.025 0.66 0.9 0.4 4.0 1.7 15.32 0.9 4.9 2.4 7.3 20.7 1.6 3.3 3.024 0.3 1.7 2.3 4.6 2.8 1.027 0.021 0.9 3.3 4.027 0.052 0.50 0.1 2.030 0.050 0.1 3.025 0.024 0.020 0.0 3.020 0.3 3.0 6.025 0.4 2.4 2.020 0.8 6.7 3.4 2.048 0.3 2.029 0.30 0.7 3.025 0.2 2.053 0.2 1.7 10.8 13.027 0.8 4.8 6.27 0.2 3.022 0.1 2.2 4.3 2.1 4.7 1.051 0.2 2.6 6.4 5.023 0.6 23.0 1.9 7.052 0.6 1.2 1.031 0.4 20.4 3.9 1.053 0. Paulo Sérgio dos Santos Bastos 51.026 0.9 2.1 1.023 0.7 4.8 2.059 0.047 0.3 1.049 0.36 0.023 0.047 0.023 0.9 10.2 1.3 3.6 9.022 0.7 8.026 0.4 4.6 6.0 1.8 1.5 1.2 3.1 2.0 0.3 7.6 1.027 0.7 4.048 0.0 1.8 14.020 0.2 5.9 1.9 0.3 6.4 1.7 2.025 0.3 4.1 4.3 11.4 51.056 0.0 0.0 17.9 1.24 0.026 0.5 2.050 0.77 FLEXÃO SIMPLES EM SEÇÃO RETANGULAR .064 0.1 2.051 0.019 0.028 0.62 0.8 2.5 5.023 0.053 0.025 0.2 3.6 2. CA-50 e CA-60.5 3.9 1.5 6.3 2.031 0.058 0.023 0.8 1.3 1.4 1.050 0.0 2.2 5.14 0.023 0.9 0.9 6.5 8.028 0.8 20.3 1.Vigas Tabela A-2 – Valores de Kc e Ks para os aços CA-25.37 0.3 3.4 2.0 1.030 0.023 0.1 1.056 0.3 1.7 2.030 0.3 6.5 27.6 2.6 1.026 0.4 1.1 3.2 1.4 1.1 1.8 0.024 0.9 5.7 2.8 5.047 0.9 5.5 1.060 0.48 0.2 5.4 11.9 2.026 0.049 0.9 1.1 2.1 5.022 0.0 2.027 0.019 0.4 13.59 0.8 1.0 10.2 8.5 1.022 0.7 4.024 0.8 1.28 0.7 2.020 0.83 2117 .060 0.021 0.4 2.1 1.055 0.15 0.9 2.024 0.7 3.5 2.0 2.12 0.13 0.026 0.2 3.1 29.06 0.6 5.024 0.9 5.2 3.3 1.9 10.6 2.6 9.047 0.065 0.6 5.026 0.8 1.7 2.5 1.022 0.7 1.4 4.4 3.025 0.9 0.7 3.8 0.025 0.5 68.7 1.3 34.020 0.8 69.8 4.9 5.6 2.1 2.26 0.7 3.0 8.4 3.8 6.8 14.2 17.6 15.0 1.4 1.0 1.7 1.5 2. βx = x d 0.9 2.9 0.6 5.1 1.5 2.057 0.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .9 0.1 1.1 1.9 7.5 3.2 1.8 7.3 2.07 0.021 0.1 1.9 4.1 2.0 1.4 7.9 23.0 3.0 2.04 0. 2 3 4 .054 0.063 0.4 2.9 0.3 2.0 11.0 2.7 3.16 0.6 3.1 5.7 5.025 0.5 2.056 0.0 1.4 1.7 1.9 2.049 0.2 2.5 4.6 1.024 0.8 1.024 0.4 1.8 1.1 1.025 0.5 1.8 0.45 0.8 7.7 2.38 0.17 0.9 1.0 1.9 3.2 3.025 0.4 3.5 4.1 8.74 0.6 4.047 0.6 19.8 2.9 16.026 0.023 0.022 0.1 2.9 4.7 1.8 3.9 3.64 0.3 1.2 3.021 0.9 0.052 0.1 1.1 12.1 2.9 1.7 26.4 3.027 0.026 0.40 0.7 4.046 0.31 0.46 0.7 1.026 0.0 3.062 0.3 2.8 2.5 1.022 0.5 2.2 2.1 2.5 3.2 2.030 0.4 1.20 0.3 3.5 5.35 0.1 1.52 0.

3 18.6 19.617 0.187 0.9 16.865 UNESP(Bauru/SP) – Prof.963 1.2 32.4 3.5 6 6.8 4. Dr. Paulo Sérgio dos Santos Bastos Área (mm2) 4.154 0.089 0.8 31.5 10 10 12.853 6.5 16 20 22 25 32 40 Massa (kg/m) 0.9 804.466 2.8 69.5 50.3 6.5 100.1 22.558 0.3 50.313 9.9 13.5 125.8 19.3 70.3 62.4 39.7 11.395 0.5 17.Vigas Tabela A-3 – Área e massa linear de fios e barras de aço (NBR 7480/96).4 7 8 8 9.036 0.984 3.578 2. Diâmetro (mm) Fios Barras 2.6 23.1 490.245 0.9 78.8 28.7 201.2 14.3 13.84 2117 .1 78.1 11.109 0.5 17.2 38.5 122.4 3.2 4.0 25.5 9.6 5 5 5.2 380.6 Perímetro (mm) 7.071 0.1 29.5 10.2 1256.253 0.222 0.8 20.130 0.302 0.3 31.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .7 .1 314.

00 28 31 34 33 36 40 6.40 72.5 cm → + 1.50 8 Br.40 5 Br. 2 9 13 16 20 23 27 As 0.20 37.00 18.31 0. φl + eh.80 1.00 4. cnom = 2.00 1.00 20.90 9.00 14.00 10.2d cnom = 4.0 cm → + 4.80 113.80 1.80 2.15 32.00 3.55 1.98 4.50 53 60 66 53 60 66 100.20 44.75 12.60 0. 2 13 18 23 28 33 39 As 4.62 0.50 3. 1 8 11 14 16 19 22 bw Br.00 1.0 cm 1.2 Br.40 0.00 39 43 48 44 49 54 39.mín = 2 (c + φt) + no barras .40 34.mín b w.28 0.Vigas Diâm.75 5.25 2.42 0.50 5. 2 10 13 17 20 24 28 As 0.20 0.17 6.00 6.45 12.00 43 48 53 46 52 57 64.60 24.30 56. 2 17 25 33 41 49 57 largura bw mínima: bw.15 6. aumentar bw.0 cm 2 cm cnom = 3.10 24.40 7.0 cm Para cnom ≠ 2.80 5.50 29.mín ≥ φ l cnom = 3. 2 13 19 24 30 35 41 As 8. (mm) 2 Tabela A-4 – Área de aço e largura bw mínima.45 80. 2 10 14 18 22 26 30 As 1.00 8. 1 11 15 19 22 26 30 bw Br.20 8. 1 13 18 23 28 33 38 bw Br.00 22.35 32 Br.20 40 Br.3 mm .80 26. 2 10 14 17 21 25 29 As 0.24 1.14 0.20 28.40 34. 2 15 21 28 34 40 47 As 12. 2 11 16 21 25 30 34 As 3.00 34 38 42 39 44 48 25.40 25 27 30 30 33 36 1.30 25 Br. 1 10 13 16 19 23 26 bw Br.90 22.60 11.00 2.0 cm → + 2.86 2. 1 9 12 15 18 20 23 bw Br.20 19.00 6.0 cm máx.mín conforme: cnom = 2.20 40.60 1. Paulo Sérgio dos Santos Bastos 8 9 10 1.50 8.70 0.00 65 73 81 65 73 81 Øt e h.00 4.3 Br.12 1.0 cm.60 25.56 0.93 1.50 2.79 3.75 18.80 7.20 38. 1 9 12 15 18 21 25 bw Br. 1 10 14 17 21 24 28 bw Br. 2 12 17 22 27 32 37 As 3.10 26 29 32 31 35 39 4.60 2.60 88.00 16 Br. 2 11 15 19 24 28 32 As 2.40 63.00 29 33 36 34 38 42 10.mín c Øl . 2 9 13 16 19 23 26 As 0. 1 9 11 14 17 20 22 bw Br.48 2.85 2117 . Br.5 Br.agr  UNESP(Bauru/SP) – Prof.40 15.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples . 1 15 21 28 34 40 47 bw Br.00 11.00 12.84 0.40 126. Dr.05 16.10 49.50 37 42 46 42 47 52 30. 1 17 25 33 41 49 57 bw Br.35 31.60 22 Br. 1 12 16 20 24 29 33 bw Br.60 10 Br.00 25 28 31 30 34 37 2.80 50.05 20 Br.25 48.5 cm → + 3.60 15.mín (no barras – 1) Br.20 1.00 75.40 3.50 3.30 9.50 1. As (cm ) Número de barras bw (cm) 1 2 3 4 5 6 7 As 0. 2 = brita 2 (dmáx = 25 mm) Valores adotados: φt = 6.0 cm  e h .70 19.80 14.25 12.25 7.50 31 35 38 36 41 45 16.26 1.20 4. 1 12 16 21 25 30 34 bw Br.00 4. 1 = brita 1 (dmáx = 19 mm) .

7 217.60 2.7 521.59 2.14 1.94 2.11 2.6 Tabela A-6 – Deformação e coeficiente K’s para diferentes relações d’/d para a linha neutra em x3lim.028 ε sd ε' sd x 3lim d ε ε sd = yd UNESP(Bauru/SP) – Prof. d'/d 0.25 0.046 0. d'/d 0.6 384.30 2.70 Tensão (MPa) CA-25 CA-50 CA-60 521.82 2.2 358.27 3.Vigas Tabela A-5 – Tensão e deformação na armadura comprimida para diferentes relações d’/d para a linha neutra em x3lim.90 2.22 3.024 0.026 0. Paulo Sérgio dos Santos Bastos h .0 521.15 0. Dr.10 0.39 2.30 Deformação ε’sd (‰) CA-25 CA-50 CA-60 3.66 2.11 2.83 1.10 0.05 2.82 2.019 0.05 0.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .25 0.4 484.30 Deformação ε’sd (‰) CA-25 CA-50 CA-60 3.30 2.14 1.27 3.70 ε cd d' = 3.59 2.05 2.20 0.00 2.37 2.66 2.22 3.019 0.94 2.60 2.00 2.5 421.90 2.86 2117 .021 0.05 0.20 0.019 0.15 0.83 1.023 0.5 K’s =1/σ’sd (1/kN/cm2) CA-25 CA-50 CA-60 0.20 3.37 2.20 3.7 435.39 2.

4 217.75 1.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .7 435.25 0.45 2.Vigas Tabela A-7 – Tensão e deformação na armadura comprimida para diferentes relações d’/d para a linha neutra em 0.80 2.15 3.5 Tabela A-8 – Deformação e coeficiente K’s para diferentes relações d’/d para a linha neutra em 0.75 1. d'/d 0.30 Deformação ε’sd (‰) CA-25 CA-50 CA-60 3.20 0.45 2. d'/d 0.30 Deformação ε’sd (‰) CA-25 CA-50 CA-60 3.87 2117 .5d.40 1.15 2.10 2.7 521.10 1.75 1.75 1.10 2.046 0.1 294.80 2.15 3.75 1.40 εcd d' = 3.027 0.15 0.5 ‰ UNESP(Bauru/SP) – Prof.019 0.80 2.8 367.40 1.2 294.5 ‰ K’s =1/σ’sd (1/kN/cm2) CA-25 CA-50 CA-60 0.80 2.80 2.15 2.40 Tensão (MPa) CA-25 CA-50 CA-60 521.5 ‰ ε 'sd x = 0.45 2.20 0.40 1.6 368.45 2.40 1.05 0.15 3. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .4 441. Dr.15 3.10 0.10 2.10 1.027 0.5d d εsd 3.45 2.10 0.023 0.10 2.034 0.023 0.05 0.80 2.75 1.0 515.15 0.019 0.019 0.5d.034 3.45 2.25 0.

25 ‰ UNESP(Bauru/SP) – Prof.15 0.63 2.19 2.15 0.20 0.88 2117 .87 0.4 460.0 521.87 0.63 2.036 0.05 0. d'/d 0.054 0.4d.31 1.06 2. Paulo Sérgio dos Santos Bastos .027 0.7 217.19 1.7 435.31 0.5 ε' 5.06 3.31 1.19 2.25 0.75 1.10 0.1 183.1 Tabela A-10 – Deformação e coeficiente K’s para diferentes relações d’/d para a linha neutra em 0.06 3.19 1.4d.023 0.30 Deformação ε’sd (‰) CA-25 CA-50 CA-60 3.75 1.19 2.06 3.036 0.31 1.75 1.63 2.25 ‰ d' sd d ε sd = 5.20 0.63 2.30 Deformação ε’sd (‰) CA-25 CA-50 CA-60 3.19 2.75 1.022 0.6 368.019 0.046 0.054 = 3.8 184.06 3.8 183.4d K’s =1/σ’sd (1/kN/cm2) CA-25 CA-50 CA-60 0.Estruturas de Concreto I – Flexão Normal Simples .25 0.05 0.75 1.31 1.87 0.06 2.87 Tensão (MPa) CA-25 CA-50 CA-60 521.31 0.87 ε cd x = 0.87 0.027 0.10 0. d'/d 0.2 367. Dr.Vigas Tabela A-9 – Tensão e deformação na armadura comprimida para diferentes relações d’/d para a linha neutra em 0.2 275.75 1.7 276.63 2.054 0.63 2.019 0.