Universidade de São Paulo

Instituto de Química de São Carlos

Laboratório de Química
para Engenharia Ambiental I
(SQM0469)
1o Sem / 2013

Prof. Dr. Marcos Lanza
Estagiários
Fernanda Benetti
Leandro Antunes Mendes

Dra.UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INSTITUTO DE QUÍMICA DE SÃO CARLOS PRÁTICAS DE LABORATÓRIO DE QUÍMICA PARA ENGENHARIA AMBIENTAL I – SQM 0469 Autoria: Doutorando Darlan Ferreira da Silva Doutoranda Fernanda Benetti Doutoranda Lívia Botacini Favoretto Pigatin Supervisão: Profa. Maria Olímpia de Oliveira Rezende São Carlos 2013 .

os alunos se deparam com um universo novo e cheio de desafios. . devendo. Na primeira prática encontram-se discriminados os materiais e equipamentos utilizados para o desenvolvimento dessa prática. sendo um deles a execução de atividades práticas e outro. o que deve (ou não) ser apresentado nele. saber descrever essas atividades em linguagem científica. A apostila está dividida em duas partes: a primeira trata do conteúdo dos relatórios. Na segunda parte estão as aulas que serão ministradas ao longo do ano letivo.PREFÁCIO Ao ingressar no Ensino Superior. ou seja. pois será considerado que o aluno já esteja familiarizado com a nomenclatura. no entanto. essa informação é omitida nos guias de aula. ser apresentada no relatório. A partir da segunda prática.

.......................................................................................................... 4 1.................................................................. 7 Aula Experimental 2 – Preparo e padronização de soluções: NaOH 0................... 4 1.............. RELATÓRIOS (10.............................................................................. 7 Aula Experimental 1 – Calibração de material de laboratório .0 pontos) .............................................1 mol L-1 .................................................... 9 Aula experimental 4 – Acidez da água .......................0 pontos) .......................0 pontos).............................................................................................6 CONCLUSÃO (2............ 4 1....................................................... 5 PARTE II – PRÁTICAS DE ENSINO ............................ 5 1...........5 ponto) .................... 4 1............................ tratamento de água e poluição de solos por espécies metálicas.............................1 mol L-1 ................................................... 4 1...................................................................................................................................................0 ponto) ........... 4 1...........................2 INTRODUÇÃO (2.......4 MATERIAIS E MÉTODOS (1......................................................................0 ponto) ...........................0 pontos) ..........................................1 mol L-1 e de H2SO4 0............................................................ 11 Aula Experimental 5 – Estudo da interação entre metais .................... 15 ...............................3 OBJETIVOS (0...........................................................................................SUMÁRIO PARTE I – CONTEÚDO DO RELATÓRIO ......5 ponto) ............................. 8 Aula Experimental 3 – Preparo e padronização de soluções de HCl 0.....7 REREFÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (1.......................................... 13 Aula Experimental 6 – Poluição por espumas..........1 Resumo (0. 4 1....5 RESULTADOS E DISCUSSÃO (3....

A teoria que envolve a prática. 4 .neste momento a prática já foi realizada). Lista de materiais e reagente que foram utilizados. levando em consideração os objetivos da aula. esta deve estar mais completa. * OBS 2: EM HIPÓTESE NENHUMA apresentar resultados nesta seção. gráficos. a obrigatoriedade do uso de citações internas será opcional. 1.0 ponto) Finalidade: listar os materiais. RELATÓRIOS (10.0 pontos) 1.4 MATERIAIS E MÉTODOS (1.  o  “Resumo”  deve  ser  sucinto. 1.  Deve  ocupar  no  máximo   meia página do relatório. relacionando-os com a teoria estudada. Descrição da metodologia* que foi executada (tomando cuidado com o tempo verbal .5 ponto) Finalidade: apresentar a prática. caso desejem fazê-lo. *OBS 1: NUNCA usar 1ª pessoa para descrever a metodologia ou em qualquer outra parte do relatório. visto que se espera que o aluno tenha alcançado maior domínio sobre o assunto. 1. iniciando-se do assunto mais amplo e finalizando com o mais específico.PARTE I – CONTEÚDO DO RELATÓRIO 1.  Como  o  nome  já  diz. cálculos.0 pontos) Finalidade: apresentação dos resultados*. 1. “Materiais  e  métodos”  deve  conter: 1. metodologia.3 OBJETIVOS (0. 2. “Resultados  e  discussão”  devem  conter: Reações envolvidas.5 RESULTADOS E DISCUSSÃO (3.0 pontos) Finalidade: contextualizar o tema da aula prática com a teoria envolvida no estudo. será OBRIGATÓRIA a presença da referência no item “Referências  Bibliográficas”. Para este semestre. passando pela introdução. *OBS: os resultados podem ser sintetizados em tabelas. Apresentar os verbos sempre no infinitivo.2 INTRODUÇÃO (2. esse item terá um limite: deve conter no mínimo 2 e no máximo 4 páginas. mas vale ressaltar que para o relatório. reagentes e a metodologia que foram utilizados durante o experimento. dessa forma a apresentação fica mais clara e didática. em tópicos. A introdução do pré-relatório pode ser aproveitada aqui.1 Resumo (0. Porém. Neste item. cálculos (quando pertinente) e discussão dos resultados obtidos no experimento. respostas às possíveis questões e discussão dos dados obtidos.5 pontos) Finalidade: apresentar. as metas a serem atingidas com a realização do experimento. é necessário apresentar os principais acontecimentos do experimento. objetivos. resultados e conclusão. tabelas. Neste momento.

então tem-se n = 5.6 CONCLUSÃO (2.183 2. e é o erro calculado de acordo com o teste t de Student.571 1.Todos os cálculos que envolverem réplicas deverão ter seus resultados apresentados como: 𝒙   ± 𝒆 Onde 𝒙 é a média aritmética das medições. Qual a relevância da prática e sua relação com o cotidiano? 3. teses. um teste estatístico. Tabela 1: Valores de T tabelados para 95% de confiança N 1 2 3 4 5 T 12.776 2.”. IMPORTANTE: para escolher o valor de t adequado. o valor de t a ser usado é para n = 4 (2. “Conclusão”  deve  conter: 1. 1. Exemplo: foram feitas 5 determinações. deve-se relacionar ao número de graus de liberdade do experimento...303 3.776). s = desvio padrão das determinações (𝑠 =   ∑ ( ̅   ) ) n = número de determinações. legislações.0 pontos) Finalidade: fechamento das ideias do relatório. O que se aprendeu com a prática? NÃO INICIAR  COM  A  EXPRESSÃO  “CONCLUÍMOS  QUE.0 ponto) Finalidade: apresentar a origem dos textos que foram citados* no relatório. artigos científicos. Os objetivos da prática foram alcançados? Por quê? 2. a 95% de confiança: 𝑒 = ±  𝑡   𝑠 √𝑛 Onde t = valor t de Student tabelado (verificar Tabela 1). e graus de liberdade = 4 (GL = n -1). dissertações. 5 .706 4. Logo. isto é: livros de nível superior. Devem-se utilizar fontes confiáveis.7 REREFÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS (1.

Universidade de São Paulo. D. 5a ed. SIGRH. 2005. 2006. New York. LTC. Como referências bibliográficas. Também não serão aceitas referências de livros/apostilas de Ensino Médio. Disponível em: <http://www. J. D. F. J. Dissertação/Tese: DORNELLES. Análise química quantitativa. de 13 de maio de 2011. no mínimo.sp..S. Análise Química Quantitativa. MAZO. 2a ed. M. 1996. No pré-relatório deverá constar. Campinas: UNICAMP. Saunders College Publishing.. ANDRADE.H. SP.. IMPORTANTE!!!!!!!! Não serão aceitas como referências sites como Wikipedia. Resolução nº 430.iqsc. São Carlos.1. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Fundamentals of Analytical Chemistry. VOGEL. COUTINHO. no mínimo. N.. Exemplos.sigrh. Rio de Janeiro. 1124p.M. Artigo: COUTINHO.pdf). Disponível em: http://sbi. Percepção Ambiental: Uma análise na bacia hidrográfica do Rio Monjolinho.. 462p.*OBS: As citações devem estar de acordo com as normas vigentes que se encontram no “MANUAL   SIMPLIFICADO   DE   NORMAS   PARA   ELABORAÇÃO   DE   TESES   E   DISSERTAÇÕES”  do IQSC-USP. C. Texto retirado da internet: SISTEMA de Informações para o Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo. Dissertação (Mestrado em Engenharia Ambiental) – Escola de Engenharia de São Carlos.: Guanabara Koogan.C. 2009. 6 .J. Livro: HARRIS.E. Complementa e altera a Resolução CONAMA nº 357/2005.usp. BARONE. L. A. A I. No relatório.32. 876p. Legislação: BRASIL. O. 259p. visto que não é possível ter certeza sobre a veracidade das informações neles contidos. EBah (relatórios prontos postados na rede) e relacionados. Rio de Janeiro 1992. CONAMA. L. 2010. Acesso em 15 dez.228-233.. Claudio Turene Almeida. 1985.br>. n. F. Estudo do comportamento eletroquímico de substâncias complexantes utilizando eletrodo de cobre.... D. 3.S. 7th ed. WEST. HOLLER. C. Química Analítica Quantitativa Elementar. GODINHO. v. BACCAN. p. B. 177f. Química Nova. F.gov. 2006. sugerem-se: SKOOG. São Carlos.br/files/Manual_simplificado1. 1 referência bibliográfica.

PARTE II – PRÁTICAS DE ENSINO Aula Experimental 1 – Calibração de material de laboratório Objetivos Introduzir a nomenclatura das vidrarias convencionais. 3. 8. 5. béquer de 50 mL e água destilada. 2. pipetas volumétricas de 25 mL. 2. Demonstrar formas de manuseio e aferição dos mesmos. Questões 1) Qual é a importância de se realizar a calibração uma vidraria. Recomendações 1. e transferir o conteúdo de 50 mL de uma bureta neste frasco. Materiais balança analítica. 4. Medir a temperatura da água usada nessa calibração e verificar o valor da densidade da água tabelado de acordo com a temperatura obtida. antes de ser lavada e secada para sua calibração é necessário que o seu tempo de escoamento seja observado. isto poderá influenciar na aferição da mesma. Como a aferição da pipeta é feita pela pesagem da quantidade de água que dela é escoada. calcular a massa de água escoada pela bureta. pode-se calcular o volume da pipeta pela equação d = m/ V. o qual deverá estar seco. Anotar todos os dados. buretas de 25 mL. sendo que na mesma já existe uma aferição prévia? Comente. Pesar novamente o erlenmeyer (agora cheio de água). Por diferença de massa.00 mL este tempo é de 25 segundos aproximadamente. Por diferença de massa. 6. 2) Quais são os sinais que denunciam a má qualidade de uma vidraria? 3) O que é erro de paralaxe? Comente. 7. calcular a massa de água escoada pela pipeta. Repetir o mesmo procedimento (pesagem do erlenmeyer seco e cheio de água) para o balão volumétrico e o béquer. Procedimento 1. Pesar um erlermeyer de 100 mL. termômetro. Repetir o procedimento mais duas vezes. e pipetar 25 mL de água (em equilíbrio térmico com o ambiente). Para uma pipeta de 25. 7 . Pesar um erlenmeyer de 100 mL. o qual deverá estar seco. balão volumétrico de 100 mL. caso haja. Pesar novamente o erlenmeyer (agora cheio de água). Conhecendo-se a massa de água escoada e a sua densidade na temperatura da experiência. erlenmeyer de 100 mL. Observar se há alguma anormalidade na ponta da pipeta.

Adicionar em cada amostra de ftalato ácido de potássio. Calcular a concentração real da solução por meio dos dados experimentais obtidos. e suas aplicações na quantificação de substâncias por meio de reações químicas e o cuidado ao trabalhar com bases e ácidos fortes. Transferir a solução para um balão volumétrico de 1000 mL e completar o volume até o menisco.075 mol L-1? 8 . Recomendações A solução deve ser armazenada em garrafa plástica e identificada com o nome da dupla. até o aparecimento de uma leve coloração rosada que persista por aproximadamente 30 segundos. ao qual são adicionados 25 mL de água destilada. Pesar 4.1 mol L-1 Objetivos Demonstrar no decorrer dos experimentos a importância da padronização das soluções.600. Dissolvê-las em água destilada previamente fervida e resfriada.010 mol L-1 a partir da solução recémpreparada 0. 3.700 g de ftalato ácido de potássio [C6H4(COOH)(COOK)]. Questões 1) Por que se padroniza NaOH com um sal ácido na forma sólida e não com solução de HCl por exemplo? 2) Por que padronizar uma solução? 3) Como preparar uma solução de NaOH 0. Procedimento A – Preparo da solução de NaOH 1.2 g de NaOH em pastilhas em um béquer de 100 mL. 6. 4.1 mol L-1? E outra de concentração 0.Aula Experimental 2 – Preparo e padronização de soluções: NaOH 0. uma gota de fenolftaleina. Titular lentamente cada amostra com a solução de NaOH.650. A solução deve ser armazenada em frasco de plástico de um litro. 4. 0. 0. Transferir cada pesagem para erlenmeyer de 250 mL. Este é o ponto final da titulação. Preparar amostras pesando 0. 3. B – Padronização da Solução de NaOH 1. Encher a bureta de 50 mL com a solução de NaOH. pois será usada nas próximas aulas. 2. 7. Agitar com cuidado até a dissolução total do ftalato ácido de potássio. 2. 5. previamente seco em estufa por 1-2 horas a 110°C.

Padronização da solução de HCl 1. até o aparecimento de coloração rosa claro persistente. adicionando cerca de 75 mL de água e 1 gota de fenolftaleína. 2. Anotar o volume gasto e calcular a concentração real em mol L-1 do H2SO4. Guardar a solução ácida em frasco de vidro.Preparo da solução de H2SO4 1. 4.1 mol L-1 Objetivos Demonstrar no decorrer dos experimentos a importância da padronização das soluções e suas aplicações na quantificação de substâncias por meio de reações químicas e o cuidado ao trabalhar com ácidos fortes. Titular com a solução de NaOH padronizada na seção anterior.Padronização da solução de H2SO4 1.Preparo de solução de HCl 1. Pipetar 25 mL do ácido diluído para um erlenmeyer. Os resultados expressos em mol L -1 não devem diferir em 0. encha um pouco mais da metade do balão de 500 mL com água destilada.Aula Experimental 3 – Preparo e padronização de soluções de HCl 0. 2. 3. 3. Preparar 500 mL de uma solução de HCl 0. repetir a padronização. Titular com a solução de NaOH padronizada na seção anterior. Guardar a solução em frasco de vidro. até o aparecimento da coloração rosa claro persistente. repetir a padronização. Anotar o volume gasto e calcular a concentração em mol L-1 real de HCl. Os resultados expressos em mol L -1 não devem diferir em 0. adicionando cerca de 75 mL de água e 1 gota de fenolftaleína. Caso o erro seja maior. 2. D .003. 4. pois serão usadas na próxima aula. SEMPRE ÁCIDO NA ÁGUA.003. Caso o erro seja maior. em seguida meça com a pipeta o volume de H2SO4 concentrado e despeje quantitativamente no balão com água destilada com auxílio de um funil. Pipetar 25 mL do ácido diluído para um erlenmeyer.1 mol L-1. Preparar 250 mL de uma solução de H2SO4 0. em seguida meça com a pipeta o volume de HCl concentrado e despeje quantitativamente no balão com água destilada com auxílio de um funil. NUNCA despeje água no ácido.1 mol L-1 e de H2SO4 0. Para isso. Complete o volume do balão com água destilada até o menisco 2. encha um pouco mais da metade do balão de 250 mL com água destilada. 9 . As soluções devem ser armazenadas e identificadas com o nome da dupla. B . 2.1 mol L-1. Procedimento A . Complete o volume do balão com água destilada até o menisco. Repetir os procedimentos. C . Para isso. Repetir os procedimentos. Recomendações 1.

1 mol L-1 e de HCl 0. 10 .QUESTÕES 1) 2) 3) O que mais chamou sua atenção quando titulou HCl com NaOH? E quando titulou H2SO4 com NaOH? Discuta apresentando as reações envolvidas.1 mol L-1 usadas nesta aula. Por que se usa um indicador? Demonstrar os cálculos envolvidos na preparação das soluções de H2SO4 0.

Aula experimental 4 – Acidez da água Objetivos Determinar a natureza ácida de amostras de água. Espécies iônicas e alcalinidades correspondentes: b1) Se f. Fazer uma prova em branco.f x 10 b2) Se f.Determinação da alcalinidade da água 1.(em termos de CaCO3) = [(2 x f. as espécies iônicas e as alcalinidades correspondentes. Pipetar 100 mL de água de torneira. Adicionar a cada frasco 3 gotas de alaranjado de metila.01 mol L-1 ao branco (que ficará alaranjado e servirá como padrão). Se a amostra ficar amarela continuar a titulação com H2SO4 0.f. transferir para um erlenmeyer de 250 mL e adicionar 1 gota de fenolftaleína.e CO32.02 mol L-1 gasto x 10 11 .e CO32. 100 mL de água destilada e 1 gota de fenolftaleína.f|)] x 10 b3) Se f.002 mol L-1 até o aparecimento de cor rosa (clara) persistente. isto é. colocando em outro erlenmeyer. Titular com NaOH 0. temos na água HCO3.(em termos de CaCO3) = f.f < t/2. temos OH. 3.e a alcalinidade será: ppm HCO3.(em termos de CaCO3) = 2 x f. 2. Pipetar 100 mL da amostra de água conhecida. Anotar o volume total gasto (t) e calcular a alcalinidade total.01 mol L-1 até que a cor fique igual à do branco. Procedimento A . 4. Alcalinidade total. 5. 6.e a alcalinidade será: ppm OH.f.01 mol L-1 até a mudança de cor.Cálculo da alcalinidade 1.e a alcalinidade será: ppm CO32.f = t/2.f > t/2.(em termos de CaCO3) = [|T – (2 x f. 2. 3.f = t. Anotar o volume gasto como f. transferir para um erlenmeyer de 250 mL e adicionar 2 gotas de fenolftaleína.(em termos de CaCO3) = t x 10 C . B . Adicionar 1 gota de H2SO4 0. temos somente CO3-2 e a alcalinidade será: ppm CO32-(em termos de CaCO3) = t x 10 b4) Se f. a alcalinidade será devida apenas ao OH-: ppm OH. interpretando os resultados em termos de alcalinidade total.f x 10 ppm HCO3.Acidez total 1.Determinação da acidez em águas C1 . temos apenas HCO3. alcalinidade hidróxida e CO2 livre. Calcular a acidez como: ppm de acidez (em termos de CaCO3) = volume NaOH 0.(em termos de CaCO3) = [2 x (|t .f) – t] x 10 ppm CO32.01 mol L-1) x 10 2.f)|] x 10 b5) Se f. Se a amostra (item 1) se tornar rosa. a amostra não fica rosa pelo uso de fenolftaleína. como carbonato de cálcio: ppm de CaCO3 = (volume total de H2SO4 0.f = 0. titular com H2SO4 0.

Do ponto de vista ambiental. colocar 3 gotas de fenolftaleína e observar.02 mol L-1 gasto na acidez total – volume gasto no item b2) x 10 QUESTÕES 1) 2) 3) 4) Defina acidez das águas. O que a água com teor acentuado de acidez pode provocar? Cite exemplos dos causadores mais comuns de acidez nas águas. Após a fervura cobrir com um vidro de relógio e deixar esfriar (não agitar). considere a análise concluída e toda acidez anteriormente determinada é acidez carbônica. transferir para um erlenmeyer de 250 mL e ferver por exatamente 3 minutos. qual o problema mais grave relacionado à acidez das águas? 12 . Calcular a acidez carbônica como: ppm de acidez carbônica (em termos de CaCO3) = (volume de NaOH 0. 3. Se ficar incolor. Se ficar rosa. Pipetar 100 mL de água de torneira. titular com NaOH 0.C2 .002 mol L -1 até a cor rosa. 2. Depois de frio.Acidez carbônica 1.

TUBO 4: Zn + Fe2+. 2. Após alguns minutos observar o que acontece. 7. Zn e Fe e seus íons 1.0 mol L-1. aguardar mais alguns minutos e observar o que acontece. D – Cu. TUBO 2: Cu + Fe2+. Em um béquer. C – Verificação do sentido espontâneo da reação Zn || Pb 1. TUBO 3: Zn + Cu2+. NÃO ESQUECER DE ETIQUETAR OS TUBOS ADEQUADAMENTE. colocar uma gota de solução de HgCl2 (cloreto de mercúrio II). previamente limpa. para melhor observação. Verificar se os pedaços de ferro estão com recobrimento.0 mL de solução 0. 4. lavar com água a superfície do alumínio e secar com papel de filtro. 6. E – Fe3+// Fe2+ 13 . Adicionar a cada um deles 3. Em outro béquer. Observar o que ocorre e determinar qual metal é o agente redutor mais forte e qual é o mais fraco. Colocar pedaços de cobre. Utilizar uma chapa de alumínio previamente limpa. ou seja: TUBO 1: Cu + Zn2+. 5.Aula Experimental 5 – Estudo da interação entre metais Objetivos: Verificar o comportamento de reações espontâneas. Em um béquer colocar solução de AlCl3 (cloreto de alumínio) e gotas de mercúrio. B – Verificação do sentido espontâneo da reação Al || Hg 1. 2. Estabelecer também quais são os íons que apresentam características de agente oxidante mais forte e mais fraco. Sobre a chapa de alumínio. deixando-o. Verificar o que acontece. Se estiverem. 4. suspenso na solução. Mergulhar nessa solução um bastão de zinco limpo. Procedimento A – Estudo da interação entre os metais Al e Hg 1. 4. 3.0 mol L-1 e enxaguar com água. Colocar uma gota de solução de HgCl2 1. 3. 2. 3. INDICANDO METAL E ÍON ADICIONADO!!!!!!! 5. Observar o que acontece. sem friccionar a superfície do mesmo e expor ao ar. 3. TUBO 6: Fe + Zn2+. TUBO 5: Fe + Cu2+. lavar com solução de H2SO4 6. Remover o resíduo branco. colocar solução molar de Pb(CH3COO)2 (acetato de chumbo). Construir uma série redox com esses pares. Aguardar de 2 a 4 minutos. zinco e ferro em 6 diferentes tubos de ensaio devidamente etiquetados (sendo o mesmo metal em dois tubos diferentes).1 mol L-1 dos íons dos outros metais. adicionar uma solução molar de ZnSO4 (sulfato de zinco) e mergulhar um bastão de chumbo. 2.

6. Manipule-o na capela.0 mL de solução 0. Adicionar 1. correlacionando com uma possível contaminação ambiental por mercúrio. 5. 2. preparar duas misturas como as anteriores.1 mol L-1 de KBr e a 2. Quem é o mais oxidante? E o mais redutor? 14 .1mol L-1 de KI. CLORO: vapor causa irritação aos olhos e dificuldade de respiração. na presença destes metais.0 mL de solução de 0. Usar óculos de segurança e. Ao manipular hexano. 4. Acidionar 1. Manipule-o na capela. Para testar a redução de Fe3+ a Fe2+. SEM A ADIÇÃO DE HEXANO. 2.0 mL de hexano a cada mistura. agitar e observar o que acontece. NUNCA DESCARTAR RESÍDUO DE MERCÚRIO E HEXANO PIA ABAIXO! Questões 1) Discutir o comportamento das reações do item A. 5.1 mol L-1 de FeCl3 a 2. Anotar TODAS as observações visuais. e adicionando a cada uma um pouco de solução de hexacianoferrato (III) de potássio. 4. 3. bromo e iodo).1. BROMO: vapor é irritante e causa queimaduras. construir uma tabela de potencial de redução com todos os metais/não metais envolvidos na prática.0 mL de solução 0. Se Fe2+ estiver presente. Recomendações 1. 3. não esquecendo o eletrodo de hidrogênio como referência. Colocar o par Fe3+//Fe2+ na série redox junto com os halogênios (cloro. faça-o em capela e LONGE DE CHAMAS. em um solo rico em alumínio. IODO: forte ação corrosiva na pele. 7. qual é o precipitado azul formado? 4) Com todas as reações em mãos. 3) No item E. 2) Com base nas observações experimentais (itens B e C) faça uma analogia com o que poderia acontecer com o meio ambiente. haverá a formação de um precipitado azul.

adicionar um conta-gotas de KI.1 g de Fe(NO3)3 e no marcado Pb2+.Contaminação do solo por espécies metálicas (mercúrio. 5. Transferir para os tubos de ensaio. chumbo e ferro) 1. 5. Coloca-se no béquer de 250 mL. No béquer de 100 mL. Adicionar a um béquer a solução de alúmen de potássio. adicionar um conta-gotas de KI. Observar o que ocorre. adicionar o filtrado de Pb2+). Preparar uma solução de alúmen de potássio dissolvendo 9 g em 50 mL de água. cerca de 1 mL do filtrado (no tubo 1. No primeiro tubo. Homogeneizar. Observar o que ocorre. Agitar os tubos e observar. Pb2+ e Fe3+). No outro béquer de 100 mL preparar 50 mL de solução de Al2(SO4)3 (2.1 g de Pb(NO3)2). 4.5 g em 25 mL de água e uma solução de bicarbonato de sódio dissolvendo 2. B .1 g de Hg(NO3)2 . 3. Homogeneizar as amostras com espátula. Filtrar as amostras separadamente (NÃO MISTURAR OS FILTRADOS!!!!). Explicar. 5. Explicar.Aula Experimental 6 – Poluição por espumas.5 g em 25 mL de água. Identificar os 3 béqueres com cada contaminante específico (Hg2+. 2. no segundo tubo.Tratamento de água 1. cerca de 150 mL de água da torneira e uma espátula de terra. 6. 15 . Adicionar água em cada béquer até a marca de 40 mL. 3. 7. Dissolver 9 g de bicarbonato de sódio e 1 g de clara de ovo em 75 mL de água quente e acrescentar a solução de alúmen de potássio.5 g de sabão em pó e a solução de bicarbonato de sódio. adicionar o filtrado de Hg2+. 4. no marcado Fe3+ colocar 0. homogeneizar. 0. 6.4 g em 20 mL). 3.43 g em 60 mL). Agitar novamente e observar o que acontece. Agitar a água suja e adicionar as 2 soluções. tratamento de água e poluição de solos por espécies metálicas Procedimento A .1 g de contaminante no béquer (no béquer marcado Hg2+ colocar 0. Em uma amostra desconhecida (anotar o número). sujar a água a ser tratada. Preparar duas soluções: uma solução de alúmen de potássio dissolvendo 3. adicionar o filtrado de Fe3+ e no tubo 3. Observar e discutir o que acontece. 9. Agita-se a mistura. Inicialmente. 2. Escrever as possíveis reações químicas envolvidas. no tubo 2. filtrar e repetir os testes para a detecção dos íons metálicos. adicionar um conta-gotas de NaOH e no terceiro tubo. Colocar areia em cada um dos 3 béqueres (até a marca de 20 mL). preparar 100 mL de solução de Ca(OH2) (0. Colocar 0. repetir o procedimento (adicionar água até o volume de 40 mL. 2. colocar 0.Poluição por espumas 1. 4. C . 8. Nota: o aluno dever vir com as possíveis reações químicas escritas.

Anotar quais os íons estão presentes na amostra desconhecida.br marcoslanza@iqsc. é um experimento hipotético.br lmendes7@iqsc. Sugira uma técnica para análise de espécies metálicas. Quando um solo é contaminado por espécies metálicas.br 16 . ou seja.com. O que significa isso? O que é água potável? O que são espumas? O que sabões e detergentes fazem quando estão nos leitos dos rios? Esta prática é um sistema muito simplificado de análise de metais no solo. Questões 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) Qual é a diferença entre as legislações CONAMA 430 e MS 518? Descreva SUCINTAMENTE a importância dessas regulamentações. é possível descontaminá-lo totalmente? Como? Dúvidas? fernandabenetti@bol. A CONAMA 430 comenta sobre ambientes lênticos e lóticos.usp.10.usp.