Diogo Moura

Rui Paulo Figueiredo
Filipe Pontes PÁG.03

A NOSSA
BANCADA DE OPINIÃO
PÁG. 11

Parceira do Jornal de Lisboa

Nº83 - JANEIRO15 - ANO VI
JORNAL MENSAL DE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA
jornaldelisboa@gmail.com

> Orçamento do Estado 2015

IMI ameaça

sufocar

proprietários
O aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) a partir
de 2015 ameaça pôr os proprietários de imóveis à beira da
falência. Porque o Orçamento do Estado acabou com a cláusula de
salvaguarda que impedia aumentos insuportáveis.

DESTAQUE | PÁG. 02

> ALVALADE | PÁG.05

Freguesia “ganha”
investimento de €150 mil

A Freguesia de Alvalade vai beneficiar da
requalificação do Mercado de Alvalade Sul,
no âmbito do Orçamento Participativo. Um
investimento de €150 mil.

> BENFICA | PÁG.07

Mais de 500 famílias
recebem cabazes de Natal

A Junta de Freguesia de Benfica distribuiu
este Natal cabazes alimentares a 544
famílias carenciadas, abrangendo com
esta iniciativa mais de 1500 pessoas da
Freguesia.

> CAMPO DE OURIQUE | PÁG.9

Um bairro que é
A Aldeia de Lisboa
Campo de Ourique já tem uma “biografia”:
o livro “Campo de Ourique – A Aldeia
de Lisboa”, que José Eduardo Carvalho
acabou de lançar. Com o apoio da Junta de
Freguesia.

O IMI no ano de 2015 aumentará significativamente, depois de três anos de
subidas faseadas, e abrangerá uma parte significativa dos mais de cinco
milhões de imóveis que foram objecto de reavaliação entre 2011 e 2012.

> Orçamento do Estado

IMI sem cláusula de salvaguarda
ameaça sufocar proprietários
Os lisboetas vão pagar o IMI por inteiro. Ou seja,
0,3% do valor do imóvel que conste da
caderneta predial. Porque o Governo
acabou com a cláusula de
salvaguarda no IMI. Os proprietários
receiam a falência.

A

Câmara Municipal de Lisboa
manteve a taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) no orçamento de 2015 no valor mínimo, ou
seja, nos 0,3%.
Mas, mesmo esta decisão camarária
não é garantia suficiente que assegure
aos proprietários de imóveis em Lisboa que irão pagar valores de IMI em 2015 idênticos aos que pagaram em 2014. Pelo
contrário: a grande maioria dos lisboetas vai pagar um IMI “doloroso”. Leia-se um aumento insuportável. Esta situação acontece como consequência de o Governo central ter posto fim à cláusula de salvaguarda quanto aos
aumentos dos impostos sobre os imóveis no Orçamento do Estado (OE) para 2015.
Uma cláusula que mais não era que um travão para impedir aumentos violentos
do IMI. Esta salvaguarda no IMI foi criada no final de 2011 no âmbito do Orçamento Rectificativo para esse ano de forma a evitar que a reavaliação extraordinária de imóveis, também prevista nesse documento, levasse a aumentos de IMI
insuportáveis para os proprietários. A taxa do IMI pode variar entre 0,3% e 0,5% do
valor patrimonial tributário, de acordo com determinação das Câmaras Municipais. Na prática, mesmo que da reavaliação das casas saísse um valor patrimonial
muito elevado, o consequente aumento de imposto estava limitado pelo maior de
dois valores: ou 75 euros, ou um terço do aumento entre o IMI cobrado em 2011 e
o que resultava da reavaliação. A cláusula impunha ainda limites ao IMI a pagar
por contribuintes de baixos rendimentos ao impedir aumentos acima de 75 euros para situações em que o rendimento do contribuinte fosse igual ou inferior a
4.898 euros anuais. Acontece que quando esta cláusula de salvaguarda foi criada
estabeleceu-se que apenas vigorava para o ano de 2012 e 2013, para os impostos a
pagar, respectivamente, em 2013 e em 2014. Assim, e em conformidade com aquela
cláusula de salvaguarda, em 2013, o aumento do IMI foi de 1/3 da diferença entre
o valor anterior à atualização do valor patrimonial tributário e o valor resultante
da reavaliação dos imóveis em 2012. Em 2014 o aumento foi de 2/3 dessa diferença
e em 2015 haverá o “novo e doloroso IMI”, de acordo com declarações públicas de
António Frias Marques, dirigente da Associação Nacional de Proprietários (ANP).
Por isso, prossegue António Frias Marques, “já este ano [2014], milhares de proprietários não tiveram possibilidades de liquidar o IMI, tudo indicando que esse
número vai ser ampliado em 2015, aguardando-se um aumento das penhoras fiscais”. De facto, como o OE para 2015 nada estabelece sobre a cláusula geral de salvaguarda, a factura do IMI no ano de 2015 aumentará significativamente, depois
de três anos de subidas faseadas, e abrangerá uma parte significativa dos mais de

0 2

cinco milhões de imóveis que foram objecto de reavaliação entre 2011
e 2012. Para mitigar o efeito do fim da cláusula de salvaguarda,
o Governo introduziu no Orçamento do Estado um alargamento do universo de famílias que ficam isentas desse
pagamento. Até agora, essa isenção abrangia famílias
com rendimento anual até 14.600 euros, limite que
passará agora para 16.261 euros anuais, e desde
que o valor patrimonial dos imóveis não exceda
os 66.500 euros. Com esta alteração, segundo o
Ministério das Finanças, o universo potencial de
famílias que pode beneficiar da isenção total é
alargado a mais 50 mil, passando agora a 350 mil
famílias. Por outro lado, do Ministério das Finanças é sublinhado que para as famílias com imóveis
de valor patrimonial superior a 66.500 euros, mas
com rendimentos até ao primeiro escalão de IRS
(cerca de 12 mil euros brutos), continua a beneficiar
da cláusula de salvaguarda especial, que limita os aumentos a 75 euros anuais. Ou seja, os aumentos vão diluir-se pelos anos que forem precisos, até atingir o aumento que
resultou da reavaliação do Imóvel. De acordo com o Governo
esta cláusula especial abrange cerca de um milhão de famílias.

Quem defende o património de Lisboa?
Diariamente assistimos ao delapidar impune do património material da cidade. São
os azulejos que, às centenas, desaparecem das fachadas e interiores de prédios

florões de calçada portuguesa, elementos entretanto reconhecidos como artísticos e a preservar no

e palácios devolutos, as tags que há anos são continuamente inscritas nos

âmbito do Plano de Acessibilidades Pedonal de Lisboa.

monumentos e nas nossas casas, os construtores “incivis” que arrasam as traças

Ou que dizer, por exemplo, dos palcos e sistemas de som erguidos para grandes festas

originais e as mansardas pombalinas, a amputação da estatuária lisboeta, como a

camarárias em que as distâncias mínimas de património classificado, legalmente enquadrado,

do Jardim da Estrela, sob o olhar desatento de várias entidades, em que a CML tem

não são respeitados? E como contra factos não há argumentos, veja-se as violações cometidas

particular culpa.

recentemente nas praças dos Restauradores e D. Pedro IV, Terreiro do Paço ou Cais das Colunas.

Na freguesia de Alvalade, onde sou autarca, acaba de se cometer um atentado ao património de

O que fazer perante a presente inépcia na protecção do património e quando ciclicamente

consequências irreparáveis. A Rua de Entrecampos possuía um magnífico exemplo de calçada

deparamos com atitudes daqueles que, eleitos para cuidarem do bem comum não se coíbem de o

portuguesa onde pontuavam uma caravela portuguesa e o brasão da extinta freguesia de Alvalade.

destruir?

Digo que possuía porque uma obra recente, de utilidade duvidosa, eliminou estes elementos do

Essencialmente manter a vigilância e denúncia contínua como a efectuada por diversos blogues

passeio deixando-o empobrecido.

dedicados à cidade, como “Cidadania Lx”, “O Corvo”, “Blogue de Lisboa”, “SOS Lisboa”, “Pensar

Não foi obra de vândalos anónimos mas de autarcas eleitos e mandatados para fazer a gestão da

Lisboa” que constituem um verdadeiro e desinteressado serviço público, bem como das

cidade. Outro exemplo dá pelo nome de Sá Fernandes que ao longo do tempo – e sob protecção

competências e deveres de defesa do interesse público que um eleito deve respeitar e zelar.

de António Costa – tem contribuído para a degradação da cidade sendo que o último episódio

Depois… bom, depois a cada 4 anos os lisboetas podem penalizar, através do voto, quem

teve lugar no Verão passado quando informou não querer recuperar os brasões florais dos antigos

desrespeita e acha que pode destruir ou não cuidar do legado dos que nos precederam.

territórios ultramarinos na Praça do Império, em Belém.

Diogo Moura Coordenador Autárquico do CDS Lisboa

Taxa Turística
A Câmara Municipal de Lisboa propôs a cobrança de uma taxa aos turistas que visitam a
nossa cidade. 1 simples euro.

Ou seja, a consulta pública produziu efeitos e não foi um mero simulacro de consulta.
Importa ainda referir que uma alternativa negada pelo atual Governo seria uma repartição com a

A oposição camarária tem feito da contestação a esta taxa a sua grande bandeira.

cidade das receitas geradas com o IVA. O que faria todo o sentido e condicionaria os municípios a

Na falta de alternativas para gerir a cidade.

reorientarem as suas políticas para o fomento do crescimento económico. No nosso caso, em cada

O PSD em flagrante contradição com posições assumidas no passado. O CDS

dormida o Estado recebe em média 6 euros provenientes do IVA. Não se percebe a contestação do

transformado de Partido do contribuinte em Partido do turista. A esquerda porque as

Avaliações sobem mais de 1000%
O presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI),
Reis Campos, considera o alargamento da isenção agora introduzido no OE como
“positivo”, mas tem um impacto reduzido, dado que, “na sua maioria, as famílias
com baixos rendimentos não têm casa própria”.
Para aquele dirigente da CPCI, “o alargamento da isenção é insuficiente para fazer
face às dificuldades que são impostas à generalidade das famílias [afectadas pelo
fim da cláusula geral de salvaguarda] penalizadas com uma carga fiscal excessiva,
até porque a isenção apenas abrange imóveis avaliados abaixo dos 66.500 euros”.
A CPCI considera a situação “explosiva” e pede ao Governo para suspender o aumento de 2015. De acordo com essa proposta, o IMI a pagar no próximo ano seria
idêntico ao de 2014. Desta forma, a última tranche do aumento só seria aplicada em
2016. Por seu lado, o presidente da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP),
Menezes Leitão, admitiu, em declarações à Comunicação Social, que a isenção
de IMI não abranja mais de 1% do universo de famílias com casa própria. Já o aumento pleno do IMI, de acordo com o presidente da ALP chegará para um grande
universo de famílias portuguesas que viram os valores tributários da sua casa disparar, em muitos casos, 1000% e 2000% e, em menor número, em 8000%. A título
de exemplo, um prédio avaliado anteriormente em 20 mil euros e reavaliado em
80 mil euros, passou a pagar, no âmbito da cláusula de salvaguarda, 80 euros, em
2012, valor que subiu para 240 euros, em 2013, e para 320 euros, em 2014. Em 2015,
a factura subirá para 400 euros. O valor do aumento é significativamente maior nos
imóveis cuja reavaliação determinou valores superiores.
O Governo prevê ainda que as famílias que tenham três dependentes possam beneficiar de uma redução de 20% da taxa do IMI em 2015, uma redução que é de 15%
para as famílias com dois dependentes e de 10% no caso dos agregados que tenham
apenas um dependente. O OE para 2015 prevê arrecadar 1623 milhões de euros,
acima dos 1482 milhões de euros de 2014.

E, claro, não esquecendo os quiosques instalados na Avenida da Liberdade sob os desenhos de

receitas têm o destino de investimento articulado com o grande capital!

PSD e do CDS a 1 euro.
Do mesmo modo, no aeroporto de Lisboa são cobradas 26 taxas. Sem que PSD e CDS se

Importa debater este tema seriamente e explicar bem o que está em causa para Lisboa e para

indignem. Guardam essa indignação para 1 euro a cobrar aso turistas que nos visitam. Esquecendo

os lisboetas. E contrariar alguns argumentos que por muito repetidos não se transformam em

que taxas similares, normalmente mais elevadas, existem em diversas cidades e destinos há largos

verdades.

anos, designadamente na Europa, de que se pode citar, a título de exemplo: Paris, Roma, Viena,

O turismo tem um papel central na base económica da cidade de Lisboa, e o seu crescimento tem

Varsóvia, Bruxelas, Barcelona, Veneza, Florença ou Berlim.

sido sólido e sustentado; desde 2009 o número de dormidas cresceu a um ritmo de 6% ao ano e

Por fim, trata-se de uma taxa e não de um imposto, pois do ponto de vista económico existe uma

estima-se que em 2014 venha a aumentar mais de 14%, ultrapassando os 8 milhões.

contraprestação. Com efeito, quem vem a Lisboa e não é residente em Portugal beneficia de uma

Num contexto de concorrência internacional é importante desenvolver estratégias que

série de serviços e infraestruturas que a autarquia proporciona sem pagar qualquer imposto ou taxa,

permitam, a par do crescimento do número de turistas, o aumento da receita média por turista e

ao contrário dos residentes que pagam impostos e taxas à autarquia ou ao Estado.

consequentemente um aumento da rentabilidade das empresas e da criação de emprego. Para

Na verdade, o próprio Relatório da Comissão para a Reforma da Fiscalidade Verde, divulgado a 15

alcançar estes resultados é essencial assegurar, em continuidade, a preservação, renovação e

de Setembro de 2014, refere que:

desenvolvimento dos elementos de atratividade da cidade de Lisboa.

”Os municípios têm vindo a criar as necessárias infraestruturas que sustentam a atividade turística e,

A escolha, neste orçamento camarário, era entre não investir mais no Turismo e não sustentar o

nesse sentido, prestam um serviço de utilidade pública de âmbito nacional que cria desequilíbrios

crescimento do sector em Lisboa ou criar uma taxa de um euro sobre os turistas.

orçamentais de carácter estrutural. (…) Assim sendo, importa assegurar alguma forma de

A aposta na economia da cidade é clara. Ninguém deixará de visitar Lisboa devido a esta taxa. Em

compensação aos municípios pelo desequilíbrio entre o investimento público incorrido na criação

especial, se o destino a dar a esta receita for para criar mais polos de atratividade. O que aqui se

de condições estruturais para a constituição de uma oferta turística adequada e as fontes de receita

atinge.

que decorrem dessa atividade, sob pena da pressão adicional sobre a população residente. (…)

E se tivermos uma taxa simples, barata e que isenta os portugueses. De fato, a Taxa Turística está

Neste âmbito, a Comissão recomenda que, os municípios que a considerem necessária, procedam

assente num modelo em 3 liquidações: aeroporto, portos e dormidas. Esta taxa foi a que mais

à criação de uma Taxa Municipal de Ocupação Turística, configurada como contrapartida pelo

alterações sofreu após consulta pública, mas não alterou o modelo fundamental. Manteve-se a

encargo assumido pelo Município no que respeita à intensidade do desgaste proporcionado pelo

estrutura de uma taxa plana, não diferenciada por hotéis e por estrelas, e é sobre turistas e não

Turismo ao nível das infraestruturas (águas, saneamento e outras infraestruturas “verdes”).”

sobre entidades. Houve uma alteração de incidência na taxa de chegada aeroportuária, optando-

O que se entende bem.

se pela isenção para todos os cidadãos residentes em Portugal. Os prazos também sofreram

O que não se entende é a contestação da oposição lisboeta. Acho que é mais ser do contra por ser

alterações: a taxa de aeroporto só terá início em Abril de 2015 e a taxa sobre cruzeiros começará

do contra!

apenas em 1 Janeiro de 2016 (deve-se aos contratos já estarem fechados para 2015, e já não

Rui Paulo Figueiredo Presidente do Grupo de Deputados Municipais do PS

poder incidir sobre os turistas).

0 3

JORNAL DAS

JORNAL DAS

JANEIRO15

JANEIRO15

Voto para Lisboa
Sentir Lisboa é viver numa das
cidades preferidas de muitos
para viajar, para outros
estudar, ou simplesmente
para conhecer. Sentir Lisboa
é também ter a oportunidade
de trabalhar numa cidade onde apesar de
viverem pouco mais de 500 mil moradores
todos os dias entram mais de 1 Milhão de
pessoas para trabalharem. Sentir Lisboa é
também simplesmente aterrar no Aeroporto
numa cidade bela e acolhedora para
investir, empreender ou simplesmente
negociar!
Sente Lisboa quem cá sempre viveu
ou vive, quem cá cresceu, voltou ou
simplesmente teve de partir não largando
nem esquecendo nunca as suas raízes!
Sempre Lisboetas!
Sentimos Lisboa quando nesta época do
Natal a cidade se ornamenta e também
quando assistimos às suas constante
mutações que positiva e negativamente
alteram a traça da cidade.
Somos muitos de Lisboa por proximidade
ou simpatia, mas apenas 500 mil a suportar
diariamente os custos de “capitalidade”: no
preço por m2, no parco estacionamento,
ruído, poluição, impostos, taxas, etc. Somos
poucos a suportar os custos de uma cidade

> Orçamento Participativo

> Festividades

Natal especial para toda a comunidade
Na Freguesia do Lumiar, a época do Natal é marcada por variadas actividades e

A Freguesia de Alvalade vai beneficiar

omo é tradição, o mês começou
com a instalação da iluminação
de Natal, distribuída por toda a
Freguesia, animando e trazendo
mais vida a todo o território. Dando seguimento a esta primeira iniciativa,
e à semelhança de outros anos, a Junta de
Freguesia do Lumiar inaugurou o seu Pinheiro Social de Natal. Este “pinheiro” de
Natal, localizado na sede da Junta, foi decorado com elementos produzidos pelas
instituições sociais da Freguesia, que trouxeram brilho e cor à árvore, numa cerimónia festiva promovida pelo executivo da
autarquia, que reuniu os utentes destas instituições numa
festa com os típicos bolos Rei e Rainha.
No passado dia 7 de Dezembro, a Junta do Lumiar organizou a festa de Natal da Freguesia. Este evento, que decorreu
no Lar Militar da Cruz Vermelha, reuniu todas as instituições associadas à Junta de Freguesia, incluindo as Componentes de Apoio à Família das Escolas Básicas de São Vicente e da Quinta dos Frades, o Centro de Artes e Formação, o

da requalificação do Mercado de

C

Centro de Convívio do Paço do Lumiar, a
Biblioteca Maria Keil e, ainda, os funcionários da sede da Junta, que elaboraram
várias performances de animação, desde
o teatro, à dança, passando pela música e
o contar histórias. As iniciativas continuaram com o Mercado de Natal, realizado no
Mercado do Lumiar nos dias 11, 12 e 13 de
Dezembro, com os mais variados produtos
e permitiu fazer-se todas as compras de
Natal. Em simultâneo, e até ao dia 8 de Janeiro, os residentes podem aproveitar todos
os divertimentos disponíveis na Feira de
Natal, desde o Twister Gigante, aos carrinhos de cho- que, passando pelo Carrossel de Natal, ou
simplesmente desfrutar de uma fartura. A programação de
Natal está totalmente disponível no site da Junta de Freguesia do Lumiar e conta, entre outras coisas, com o Concerto
de Natal, realizado na Igreja do Colégio S. João de Brito, no
domingo, dia 14 de Dezembro. Esta actuação reuniu vários
coros ou grupos corais da Freguesia, mas também convidados, que entoaram várias canções alusivas ao Natal.

nas pessoas, nos edifícios, na via pública…
Onde a manutenção do espaço público
é poupada e a via pública é gasta numa
pressão diária de utilização dos quase 2
Milhões de utilizadores diários da cidade.
O centro da cidade assemelha-se a um
“donuts” praticamente vazio onde nenhuma
política de reabilitação urbana e de
persuasão de jovens para viver nas zonas
históricas parece produzir qualquer efeito
real. No Eixo central da cidade assiste-se
também a um fuga para a periferia tanto
de particulares como de escritórios que
procuram optimizações fiscais e é apenas a
periferia da cidade que cresce, embora nem
sempre da melhor forma!
Nesta cidade onde cresci, vivo e trabalho
deixo um desejo duma cidade com real
qualidade de vida onde o centro de poder
não seja desculpa para a necessidade de
intervir na melhoria da qualidade de vida de
todos os que diariamente sentem Lisboa!
Filipe Pontes Economista, ex-Autarca
do PSD

> Comunidade

XI Jornadas Histórico-Culturais

R

ealizaram-se no passado dia 6 de Dezembro, no Auditório da Biblioteca Municipal
Orlando Ribeiro, a XI edição das Jornadas
Histórico-Culturais do Lumiar. A edição
deste ano contou com as comunicações do Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Pedro
Delgado Alves, e das oradoras e oradores Carlos
Inácio, Carlos Leça da Veiga, Fernando Andrade Lemos, Fernanda Cabrita, José António Silva,
Marco Africano, Fernando Casqueira, Rosa Trindade e Ana Arez. Houve ainda oportunidade para
a apresentação da História das Colectividades do
Lumiar, por Maria João Figueiroa, e do projecto
Lumiarte, por Ana Vilar Bravo. No final, Orlanda Guilande surpreendeu os presentes com uma fantástica actuação
musical.

Kathak – Danças da Índia
Entretanto, a Junta de Freguesia do Lumiar e a Embaixada
da Índia em Portugal organizaram um espectáculo de Kathak, uma forma de dança clássica do Norte da Índia, que
deriva da tradição secular do contar histórias, realizada nos

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templos hindus. Este espectáculo, que encheu o Auditório
da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, aliou a componente
da dança, com a performance
da bailarina Prerana Shrimali, uma das mais importantes
dançarinas Kathak da sua geração na Índia, com a tradição
espiritual das histórias contadas nos templos antigos.
Por outro lado, no dia 16 de Dezembro, a Freguesia do Lumiar
recebeu uma comitiva oriunda do Canadá, com o intuito de
visitar o Programa de Substituição Opiácea em Baixo Limiar
de Exigência da Ares do Pinhal, nomeadamente a Unidade
Móvel de administração de Metadona com paragem no Lumiar. Marie Ève Goyer, responsável pelo projecto de investigação no Canadá, e a sua equipa têm revelado interesse em
conhecer o trabalho que é realizado por este programa na
abordagem à população toxicodependente, nomeadamente
junto de zonas identificadas como “bairros de consumo”.

> Festividades
Concurso de montras de Natal

Mercado de Alvalade “ganha”
investimento de €150 mil

eventos, procurando envolver toda a comunidade no espírito festivo.

onde muitos nascem, mas poucos podem
morrer, onde o envelhecimento é visível

ALVALADE

LUMIAR

D

Alvalade Sul, no âmbito do Orçamento
Participativo. Um investimento de €150
mil.

A

Junta de Freguesia de Alvalade viu ser
aprovado o projecto de requalificação do
Mercado de Alvalade Sul (Mercado do Levante), apresentado no âmbito do Orçamento Participativo.
A intervenção naquele equipamento representa um
investimento de €150 mil, com o objectivo de dignificando o espaço e o proporcionando o usufruto
de toda a área envolvente por todos os residentes. A
proposta de Requalificação do Mercado de Levante
– Alvalade Sul foi uma das vencedoras na 7ª Edição
do Orçamento Participativo de Lisboa. Esta participação visou o aprofundamento da ligação da autarquia com os seus munícipes. Com esta iniciativa,
o espaço e zona envolvente será desenvolvido para
fruição de todos os que queiram visitar a Freguesia
ou fazerem as suas compras.

Comissão Social de Freguesia
Entretanto, no passado dia 27 de novembro de 2014

foi dado o primeiro passo no sentido de ser constituída a Comissão Social de Freguesia de Alvalade,
para proporcionar a partilha e a participação das
entidades locais e de todas as pessoas que desejam
contribuir para uma intervenção integrada, em prol
do bem comum na Freguesia de Alvalade. As sinergias presentes neste encontro revelam a importância da criação da Comissão Social de Freguesia de
Alvalade, que a partir deste momento se encontra
recetiva a todos – entidades públicas, privadas, cidadãos – os que queiram fazer parte deste grande
projeto, na medida em que todos desempenham um
papel fundamental no desenvolvimento da comunidade local.

ecorre até 6 de janeiro, o Concurso de Montras
“Luzes de Natal em Alvalade”. Foram 24 as lojas
da Freguesia que aderiram a este concurso. O
comércio aderente tem as suas montras decoradas, durante a época natalícia, por alunos da Escola
de Comércio de Lisboa e da Universidade Lusófona de
Humanidades e Tecnologias. A votação está aberta a
todos os cidadãos. Vote em www.jf-alvalade.pt ou nos
atendimentos da Junta de Freguesia de Alvalade.
Entretanto, a Freguesia de Alvalade transformou-se,
de 10 a 14 de Dezembro, num espaço mágico para convívio em família e espírito de partilha, próprios desta
época natalícia. As tradicionais lojas do comércio local,
casas regionais, artesãos e comerciantes, participaram
com grande entusiasmo e muita animação. A adesão
foi crescente e nesta quadra natalícia, pais, filhos e
avós usufruiram de um ambiente festivo, com música, iluminação e várias animações de rua, ao som de
coros de Natal, de que se
destaca a Hora do Conto
do Pai Natal, atuação do
Grupo de Cantares da
Academia de Cultura e
Cooperação, atividades
com o Clube Estrelas
de S. João de Brito e do
Clube Atlético de Alvalade, aulas abertas
de Tai Chi, atuação do
Coro Lisboa Cantat e
do Jazz Cantat, bem
como do Coro dos Briosos, entre outros. Esta foi uma
iniciativa da Junta de Freguesia de Alvalade, com o
apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

DESAFIOS PARA LISBOA
Relatório da Actividades de 2014

Combate

Tal como nas empresas e instituições, é habitual, que cada um de nós chegue ao final do ano e
recorde o que fez de bem, de mal e o que poderá fazer melhor em 2015. Pois, olhemos para a
nossa cidade de Lisboa. A Governação da cidade foi globalmente boa. Nos tempos que correm,
não houve problemas com a justiça já é um bom sinal. Governo e Oposição na CML, souberam
dar as mãos em dossiers importantes. Menos bem, a Assembleia Municipal. Muita gente, pouco
eficiente, muito dada à politiquice e a precisar de uma reforma urgente. Uma Presidente, sabedora,
mas com pouca intervenção. O ambiente na cidade teve coisas boas e menos boas. Para o comum
do cidadão, a vida não foi fácil. A crise e a austeridade não nos largam. Uma Santa Casa da Misericórdia
com uma forte e sempre presente intervenção foi uma boa almofada para problemas maiores. Para as empresas,
o Turismo e o seu efeito multiplicador na cidade foram excepções para um resultado menos bom. Não anotei
factos muito significativos. A cidade continua a precisar de uma vassoura e um balde de água. Falta limpeza, falta
cuidado com os detalhes, como os passeios, o espaço público, a reabilitação urbana. Estas nossas preocupações
são comuns a todos os que gostam muito de Lisboa. Ou, porque nela vivem, ou porque cá trabalham ou porque
cada vez mais nos visitam. Para 2015, desejo um ano +++ Feliz para todos.
P. S. Uma palavra para a Junta de Freguesia de Alvalade. O seu Presidente, o Vereador da Ação Social e o meu
amigo e Presidente da Assembleia de Freguesia, Luis Nazaré, resolveram e bem o problema do Sr. António, um
Homem que dormia sem tecto, sem condições, sem saúde no nosso Bairro. Bem hajam. João Pessoa e Costa

Nesta quadra de Natal e Ano Novo a tradição manda que se faça o balanço do ano
e se desejem votos para o futuro. É um ajuste de contas com a vida e com o
que nos envolve, de bom e de mau. Na política, como noutras áreas, este é um
momento escolhido para se confortar a alma com o que se fez de bom e se
expiarem as culpas prometendo e desejando fazer melhor no ano que começa.
Ou seja, é um período onde se deseja que abrandem os conflitos e aumente a
tolerância. Sempre assim foi e este ano, nas vésperas de uma campanha eleitoral
que se prevê intensa, a exceção não existe. Mas vale a pena fazê-lo? Isto é, vale a pena
fazer o balanço como que a preparar o ano de combate que aí vem? Talvez, até porque, desta
vez a campanha eleitoral é nacional mas o tema continuará a ser Lisboa. O balanço de um ano
de vida autárquica em Lisboa é o tema, o mote, o ponto de partida para a campanha eleitoral da
oposição a António Costa. O que é uma novidade! Uma novidade que é a grande marca deste
ano autárquico: a oposição à liderança autárquica de António Costa em Lisboa não é feita pelos
autarcas locais, mas sim pelo Primeiro-Ministro. Que melhor balanço se poderá fazer deste ano
autárquico que termina? Resta desejar, que, o próximo ano a situação se altere, passando o
Presidente da Câmara a Primeiro-Ministro e o Primeiro-Ministro, agora sim, e com todo o sentido,
a líder a oposição, não à Câmara, mas ao Governo. Leonel Fadigas

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JORNAL DAS

JORNAL DAS

JANEIRO15

JANEIRO15
SÃO DOMINGOS DE BENFICA

> Higiene urbana

Trabalhadores com novas
fardas
O Presidente da Junta de Freguesia de São
Domingos de Benfica, António Cardoso,
procedeu à entrega, no passado dia 19 de
novembro, no Posto de Limpeza de Sete-Rios,
dos novos fardamentos e equipamentos de
proteção individual a todos os trabalhadores
do Serviço de Higiene Urbana da Junta de
Freguesia de São Domingos de Benfica.
Estes novos fardamentos estão devidamente
adaptados às enormes exigências das
atividades dos trabalhadores do Serviço de
Higiene Urbana e têm sobretudo a finalidade
de os proteger dos riscos profissionais que
enfrentam no seu dia-a-dia.

> Decoração

Iluminações natalícias
Foi ao final da tarde do dia 28 de novembro,
junto à Pastelaria Califa, que o presidente da
Junta de Freguesia
de São Domingos
de Benfica,
António Cardoso,
acompanhado pelo
restante executivo
da autarquia, e pela
mão de uma criança, premiu o botão que fez
magia: acenderam-se na nossa Freguesia as
iluminações de Natal!
As principais artérias da Freguesia de São
Domingos de Benfica estão agora com muita
luz e cor e assim permanecerão durante toda
a época natalícia o que certamente contribuirá
para a dinamização do comércio em São
Domingos de Benfica.

> Cultura

Exposição “Projeto Lisboeta”
A Biblioteca Museu República e Resistência
acolhe desde o dia 13 de dezembro a
Exposição “ Projeto Lisboeta”.
Paixão pela arte. Paixão pela beleza, história
e cultura de Portugal. Paixão pela luz única
de Lisboa. Levou duas almas artísticas a criar
obras dedicadas aos motivos portugueses.
Professora + aluna, Dinara Dindarova + Joana
Alves = “Lisboeta”. Com técnica única e
original que interpreta efeito de fresco antigo,
através de inovações de arte moderna no traço
e textura. Com o objetivo de felicitar a riqueza
de Portugal.

BENFICA
> Solidariedade

> Celebração

São Martinho no mercado da Freguesia

Mais de 500 famílias recebem cabazes de Natal

A grande festa de São Martinho em São Domingos de Benfica trouxe de novo

A Junta de Freguesia de Benfica, no cumprimento do seu

muita gente e muita animação ao Mercado de São Domingos de Benfica.

dever de apoiar as famílias da Freguesia em situação de

Mercado de São
Domingos de Benfica voltou a encher-se de pessoas,
algo que a Junta
de São Domingos pretende que se mantenha através de uma nova dinâmica
que se está a começar a dar
àquele emblemático espaço
da nossa Freguesia. Este grande dia de festa contou com
a presença de largas centenas de pessoas, num dia muito
bem passado com muita atividade e animação, e também
com a oferta de castanhas e muitos outros petiscos regionais para todos os que por ali passaram. Por ali se assistiu
também a uma arruada promovida pela Casa do Concelho
de Pampilhosa da Serra, às estátuas vivas, representadas
pelo Rancho Folclórico e Etnográfico de Alviobeira, à atuação do Grupo de Sevilhanas da Casa de Tomar, à Música Popular e Tradicional interpretada ao longo de todo o
dia pela Casa da Comarca da Sertã e para terminar este
grande dia uma brilhante e animada atuação do Grupo de
Cavaquinhos da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Também os vereadores da Câmara Municipal de Lisboa, Paula

vulnerabilidade socioeconómica, distribuiu este Natal cabazes

O

Marques, João Afonso, Jorge
Máximo e Carlos Castro, o
chefe de gabinete da presidente da Câmara Municipal
de Tomar, Luís Ferreira, o
vereador daquela autarquia, João Tenreiro, o presidente da União das Freguesias de Casais/Alviobeira,
João Luís Cardoso Alves, o
mordomo da Festa dos Tabuleiros de Tomar, João Manuel
Vital, e Pedro Franco, membro da Assembleia de Freguesia de São Domingos de Benfica e presidente da Direcção
da Associação das Colectividades do Concelho de Lisboa
(ACCL), se juntaram a todo o Executivo de São Domingos
nesta grande festa de São Martinho em São Domingos de
Benfica. António Cardoso, Presidente da Junta, durante a
sua intervenção, fez “um agradecimento muito especial a
todas as Casas Regionais e aos muitos artesãos presentes e
que gentilmente apoiaram esta festa e à grande equipa da
Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica que tornou
possível este evento” tendo ainda assumido o “compromisso da dar uma nova vida e uma nova dinâmica ao Mercado
de São Domingos de Benfica de ora em diante”.

> Lixo

A

0 6

mais de 1500 pessoas da freguesia.

N

o ano passado, foram distribuídos 400 cabazes, mas o agravamento das
condições económicas e sociais sobretudo devido aos cortes nas pensões, à forte carga fiscal e ao desemprego de longa duração, teve como
consequência uma crescente procura de ajuda por parte das famílias,
sobretudo ao nível da satisfação da necessidade básica de alimentação.
Este ano, verificou-se um acréscimo significativo no nível das inscrições para os
Cabazes de Natal, que ultrapassaram largamente as 500 famílias.
Considerando que a época natalícia tem subjacente um aumento das despesas, a
Junta de Freguesia de Benfica entendeu ser de extrema importância a atribuição de
cabazes alimentares no sentido de minorar o impacto das dificuldades económicas numa época tão especial como o Natal.
Assim, foram distribuídos cabazes de produtos alimentares secos a 544 famílias
carenciadas da freguesia, previamente inscritas, e que, mediante a apresentação
dos rendimentos, cumpriam os critérios económicos e sociais de elegibilidade

> Celebração

Grande festa no Mercado

O

Campanha de sensibilização

Câmara Municipal de Lisboa, com
o apoio da Junta de Freguesia de
São Domingos de Benfica, lançou
nesta autarquia uma campanha
de sensibilização para o correto depósito
do lixo, por parte de moradores e comerciantes da Freguesia.
Uma das incidências desta campanha
passa pelo reforço da sinalética do ponto
de vista da “não deposição de sacos à volta
dos ecopontos e também deixar bem claro qual o valor da coima que alguém paga
se for apanhado com esse comportamento”, que pode ascender aos 727 euros, disse o vereador da
Higiene Urbana do Município, Duarte Cordeiro, presente
no lançamento desta iniciativa na nossa Freguesia.
António Cardoso, Presidente de São Domingos de Benfica, que também marcou presença nos vários locais da
nossa Freguesia onde a campanha se desenrolou, procedeu à colocação de sinalética em ecopontos localizados

alimentares a 544 famílias, abrangendo com esta iniciativa

nas Ruas João de Freitas Branco, Padre Francisco Alvares
e na Travessa Carlo Paggi, tendo referido na ocasião “que
importa combater os inúmeros focos de insalubridade
que se verificam um pouco por toda a Freguesia com a
colocação indevida do lixo sendo portanto, obviamente,
uma situação que queremos demover e dissuadir”.

Mercado de Natal, a grande festa do Natal
da Freguesia de Benfica, decorreu de 11
a 14 e de 20 a 21 dezembro no Jardim do
Mercado em Benfica.
Este ano, além dos 4 dias de festa previstos inicialmente no Jardim do Mercado, a Junta de Freguesia de Benfica alargou o evento para os fins-de-semana de 6 e 7 e de 20 e 21 de dezembro,
de modo a estender a toda a população a possibilidade de participar nesta grande festa de Natal!
No fim-de-semana de 6 e 7 de dezembro o Mercado de Benfica foi o cenário para o Mercado de
Natal onde esteve presente o Pai Natal para receber as cartas e os pedidos de Natal das crianças de Benfica, e onde decorreram atividades e
animação de Natal para toda a família e também
uma recolha solidária de brinquedos para distribuir às crianças carenciadas da freguesia.
Nos restantes dias, este evento realizou-se no
Jardim do Mercado com uma vasta programação
que trouxe alegria, o espirito de Natal e muita
animação para toda a freguesia. Multiplicaram-se as atividades direcionadas a toda a família,

0 7

as atuações musicais e animações de rua, que
ajudaram a recriar o mundo mágico e encantado
do Natal.
As crianças que por aqui passaram com as escolas ou as famílias puderam também usufruir de
vários divertimentos tais como o slide, insufláveis, mini comboio, pistas infantis e fantásticos
canhões de neve! Foi também possível tirar fotografias com o Pai Natal que aqui esteve sempre
presente com as suas renas, os duendes e os soldados de chumbo a acompanhá-lo na já famosa
Casa do Pai Natal!
Durante estes dias realizou-se também uma edição especial de Natal da Feira de Artesanato de
Benfica.
O Mercado de Natal é um evento dedicado a toda
a família, que contou mais uma vez com a participação de todas as escolas, associações e instituições da freguesia que em conjunto se mobilizaram para proporcionar a toda a população de
Benfica uma grande festa de Natal!
A todos os que tornaram possível esta grande
festa, fica um agradecimento muito especial.

JORNAL DAS

JORNAL DAS

JANEIRO15

JANEIRO15
CAMPO DE OURIQUE

> Festas

O Pai Natal
anda por aí

SÃOSanta
DOMINGOS
MariaDEMaior
BENFICA

> História

> Cultura

A Aldeia de Lisboa
Campo de Ourique já tem uma “biografia”: o livro “Campo de Ourique
– A Aldeia de Lisboa”, que José Eduardo Carvalho acabou de lançar.

A

As crianças dos jardins-de-infância e das
escolas básicas da Freguesia de Campo
de Ourique receberam uma visita muito
especial: o Pai Natal e dois dos seus
duendes. E foi com enorme alegria que o
simpático velhinho das barbas brancas e os
seus dois ajudantes foram recebidos pelos
mais novos.
Depois de visitar as escolas, o Pai Natal e os
seus duendes passaram dois fins-de-semana
muito atarefados nas ruas da Freguesia, onde
pequenos e adultos fizeram questão de se
fazerem fotografar junto de tão simpáticas
figuras.
Mas a quadra de Natal foi, como sempre,
festejada em Campo de Ourique com
muitas e diferentes atividades. Os alunos do
Conservatório Nacional foram convidados
a dar um concerto na Igreja de Santo
Condestável e o Grupo Ricercare atuou na
Igreja de Santa Isabel. O coreto do Jardim de
Parada foi o palco do concerto de jazz de um
grupo de alunos do Hot Club. A pensar nos
mais pequenos, houve leitura de contos de
Natal na Livraria Ler, um dos ícones do bairro.

> Recuperação

Novo equipamento
social
No passado dia 1 de dezembro, a
Assembleia Municipal de Lisboa aprovou a
venda do edifício da Rua Ferreira Borges à
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa que
aí irá instalar um novo equipamento social
que irá beneficiar toda a população da
nossa Freguesia. Depois da degradação a
que esteve sujeito, o edifício vai cumprir a
finalidade para que foi construído.

Casa Fernando Pessoa
foi pequena para acolher as muitas dezenas
de pessoas que quiseram estar presentes no
lançamento do livro Campo de
Ourique – A Aldeia de Lisboa,
escrito pelo professor José Eduardo Carvalho e apresentado por
Ricardo Leite Pinto e Inês de Medeiros.
José Eduardo Carvalho, morador
em Campo de Ourique há várias
décadas, confessou, na ocasião,
que escreveu o livro incentivado
por muitos outros habitantes do
bairro e para que a memória não
se perca. A obra, partindo de uma pequena biografia
de cada uma das personalidades que dá nome às ruas
e praças do bairro, é um verdadeiro roteiro que nos
leva a descobrir esta verdadeira aldeia dentro de uma
grande cidade como é Lisboa. Além disso, conta muitas histórias interessantes, dá sentido a expressões
que todos usamos diariamente, como sejam o “resvés
Campo de Ourique” ou o “da Joana” e defende que a
famosa batalha de Ourique, travada por Dom Afonso
Henriques, teve lugar naquele que é hoje um dos lo-

Ana Paulo e Luís Filipe Graça
vencem Grande Noite do Fado
O Cinema São Jorge esgotou para ouvir
as atuações dos 16 finalistas e mais de
800 pessoas não regatearam aplausos a
todos os participantes.

A
cais mais na moda de Lisboa.
Depois de Ricardo Leite Pinto ter exaltado as qualidades do autor enquanto pessoa e professor universitário, Inês de Medeiros fez a apresentação do livro
sublinhando a graça e a elegância da escrita de José
Eduardo Cardoso.
“Uma das coisas que mais me agradou neste livro é o
seu caráter cinematográfico. Dava um grande filme!”,
disse a atriz e presidente da Assembleia de Freguesia
de Campo de Ourique.

na Paulo, em representação da Academia
de Recreio Artístico, e Luís Filipe Graça, em
representação do Grupo Sportivo Adicense,
ganharam a primeira edição da Grande Noite do Fado de Santa Maria Maior.
A 1 de dezembro, mais de oito centenas de pessoas
encheram o anfiteatro do Cinema São Jorge, para assistirem a um espetáculo que colocou no palco as oito
vozes femininas e oito masculinas escolhidas nas eliminatórias prévias. Ao júri e eleitos da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal de Lisboa juntaram-se
representantes das 15 coletividades participantes e
muitos populares, que voltaram a desfrutar de uma

noite dedicada à mais genuína expressão do Fado.
A acompanhar as atuações dos candidatos estiveram
José Manuel Neto e Sérgio Costa nas guitarras, Ivan
Cardoso na viola de fado e João Penedo no baixo de
fado. A apresentação do espetáculo esteve a cargo de
Inga Oliveira, da Rádio Amália, e José Manuel Nobre,
da Popular FM.
Após os 16 candidatos se terem apresentado, e enquanto o júri – constituído por Sara Pereira (Museu do

Protocolo de dinamização
A Junta de Freguesia e a associação Renovar a Mouraria celebraram um
protocolo para a dinamização de um espaço na Rua do Benformoso
que foi alvo de obras de requalificação. Até há pouco tempo, a zona era
utilizada para estacionamento ilegal e o lixo amontoava-se entre veículos
abandonados. A equipa de Espaços Públicos procedeu à limpeza, pintura
de paredes, plantação de uma árvore e colocação de mobiliário urbano. E,
para que este esforço não se perca, a Renovar a Mouraria é agora chamada
a usar o espaço para ações artísticas e culturais, que poderão passar pela
instalação de um jornal de parede, arte urbana e outros eventos.

> Celebração

Todos juntos numa grande festa

A

s crianças e jovens do programa Intervir
e os alunos da Universidade Sénior de
Campo de Ourique juntaram criatividade e empenho numa festa de Natal conjunta. Uma espécie de festa de avós e netos, com
os pais a assistirem, em que todos aprenderam
uns com os outros. O teatro e a música deram o
mote para uma tarde intergeracional com muito talento e o resultado foi tão bom que tanto os
responsáveis do Intervir como da Universidade
Sénior concordam que a experiência é para repetir em outras ocasiões.
Depois das atuações, todos foram convidados a
ver a exposição de pintura das crianças e jovens
do Intervir e a exposição de trabalhos manuais
da Universidade Sénior.

0 8

Fado), Mário Raínho (poeta), Helena Vieira (professora de canto), Bruno Costa (viola de fado) e José Gonzalez (Rádio Amália) – deliberou, foi tempo de ouvir
as vozes dos fadistas convidados: Vera Monteiro, Sara
Correia, Filipa Cardoso, Conceição Ribeiro, Diogo Rocha, Pedro Galveias, Jaime Dias e Ricardo Ribeiro.

> Eventos

Segurança Pública

Festejos de Natal

E

xposições, dança, teatro, música, circo, animação e alegria. De todos estes ingredientes foram compostas as atividades de Natal organizadas pela Junta de Freguesia. O local escolhido foi a praça do Martim Moniz e tudo aconteceu no interior de uma tenda especialmente montada para o efeito.
De 12 a 22 de dezembro, existiram muitos motivos de interesse. O primeiro dia foi dedicado às crianças das escolas da freguesia, com a inauguração da exposição dos desenhos realizados no âmbito da campanha de higiene urbana “A Minha Rua é Linda!”.
A 13 de dezembro aconteceu uma tarde dançante e a 15, 16 e 17 realizaram-se almoços
destinados à população de Santa Maria Maior. A grande Festa de Natal das crianças
aconteceu a 19 de dezembro e a 20 e 21 os festejos abriram-se à população. Por fim, a
22, o Natal ficou mais rico com atuações corais, música de rua e degustação de bolo-rei.

0 9

Há muito que um dos lódãos-bastardos localizados nas imediações da
Sé apresentava um mau estado fitossanitário, que o transformava num
risco para a segurança dos peões, da circulação rodoviária e dos edifícios
vizinhos. Afetada por um fungo, a árvore apresentava risco de queda e foi
decidido o seu abate, que veio a ocorrer a 12 de novembro, através de uma
intervenção dos serviços camarários.

Severa sem abusos
Deixou de ser possível, desde o início de setembro, estacionar abusivamente
no largo da Severa. Para regular o parqueamento automóvel naquela zona
da Mouraria, a Junta criou espaços na vizinha rua da Guia. Além disso, todos
os lugares da Rua Marquês Ponte de Lima, Largo do Terreirinho, Rua das
Olarias e Largo das Olarias ficam reservados para residentes.

JORNAL DAS
JANEIRO15

JANEIRO15

O futuro da cidade vai continuar incerto

SÃO VICENTE

A
> Empreendedorismo

Dinamismo comercial anima Freguesia
Apesar do contraciclo económico há quem veja nessa adversidade um estímulo e
invista num negócio próprio. E a ousadia dos empreendedores começa a dar frutos.

É

meio-dia e a azáfama é grande na pequena cozinha do Café Maravilha. Dentro de momentos estão prontos os bolos, quiches e muffins
do dia que depressa se espalharão pelas diversas mesas decoradas como se estivéssemos na
sala de estar de uma das nossas avós.
A ideia de um café diferente, sonhado por Ana Oliveira e pela sua Mãe abriu há cerca de dois anos no início da Rua do Vale de Santo António, a dois passos da
Feira da Ladra. Um espaço onde o comércio é básico e
com pouca inovação.
Mas a qualidade do acolhedor serviço com uma vasta escolha de chás, de brunchs de tostas com nomes
de filmes famosos como Lawrence da Arábia ou Casablanca e de jornais para quem se quer deixar ficar
sem pressas cativou quem passa e mesmo a vizinhança. Quando deixamos a atarefada Ana Oliveira já uma
cliente espera pela sua salada habitual, cumprindo

um ritual como se estivesse em casa. Retro e acolhedor. Outra forma de deixar a Feira da Ladra em direcção ao Largo da Graça é subir a íngreme Rua da Verónica. Cafés, padarias e algum comércio grossista de
roupa de cama e atoalhados abundam.
Mas o barbeiro, que parece estar aqui desde sempre,
tem agora um concorrente: o espaço Andreia Favinha. Andreia tem trinta anos e trabalha em cabeleireiros há dez. Um espaço devoluto e com uma renda
acessível decidiram-na a arriscar a sorte num negócio
próprio. Andreia aposta em si e na qualidade do seu
serviço para nos garantir, enquanto trata das unhas
de uma nova cliente, que “embora arriscado o negócio
vai vingar. Até porque em termos de qualidade-preço,
sou imbatível.”
E na Rua da Voz do Operário uma surpresa: uma livraria que desafia a hegemonia das duas cadeias que dominam a venda de livros na cidade. Já é raro encontrar

1 0

uma livraria de bairro, mas foi neste segmento que o
Círculo das Letras quis trabalhar. Nas estantes percebe-se que esta é uma livraria que aposta num fundo,
em milhares de livros que dificilmente se encontram
noutros locais. Clássicos portugueses e estrangeiros,
ficção contemporânea, poesia, teatro, ensaios de filosofia e política, não falta aqui nenhuma secção.
O Círculo das Letras abriu na Graça depois de fechar um antigo espaço na zona do Campo Pequeno.
Joana Saraiva acredita que “a curiosidade vai dar os
seus frutos” e que a livraria que também vende algum
artesanato português selecionado e que expõe pintura e gravura com regularidade vai vingar. Estamos
numa zona rodeada de escolas e por isso a aposta na
literatura infanto-juvenil com um cantinho próprio
é uma aposta forte. Bem como os livros de cozinha
que podem interessar aos mais velhos e que poderá
proporcionar no mesmo espaço o encontro de várias
gerações. A livraria situa-se numa zona com cada vez
mais movimento de turistas e rodeada de espaços comerciais em potência ainda vazios. Fala-se na abertura próxima de uma hamburgueria de bairro que trará
ainda mais dinamismo a esta artéria.

Por Carlos Silva Santos >> Deputado Municipal do PCP

discussão das grandes opções do Plano para 2015-2018 e do orçamento,
mapa de pessoal e tabela de taxas para 2015 mostra claramente que
estamos perante documentos restritos comprovativos de uma gestão
sem estratégia, sem amplitude, estrangulada, sem autonomia e sem
correspondência com as necessidades reais.
A cidade de Lisboa bem como o país têm sido vítimas de políticas de
direita que têm provocado baixa generalizada de salários e pensões, mais
desemprego e mais pobreza com perda significativa de qualidade de vida e bem-estar
das populações.
O município de Lisboa como outros municípios têm sido alvo de ataques do governo
central que ofendem a sua autonomia e sua independência pondo em causa o seu fim
último que é servir os interesses locais das populações.
O sistema rotativista de governos com políticas de direita também no poder local tem
levado à descaracterização e mesmo destruição de uma verdadeira lei das finanças
locais, bem como, à ausência da regionalização e à falta de visão estratégica para um
Portugal desenvolvido harmoniosamente e forma sustentável.
O governo CDS/PSD a pretexto da crise agravou as políticas viradas para os municípios
coartando os financiamentos que capciosamente estão indexados aos rendimentos do
trabalho e ao património das populações, agravou as ingerências na administração das
autarquias querendo transformá-las em dependências do poder central.
Confirma-se que Lisboa é vítima das políticas contrárias ao desenvolvimento pleno da
cidade, é barriga de aluguer das malfeitorias centrais nas mais diversas áreas do trabalho
à saúde passando pela segurança social.
No modelo pós moderno de passa culpas o PSD/CDS e o PS podem trocar entre si
acusações sobre quem mais contribuiu para degradar a situação no país e na nossa
cidade que ambas as forças políticas têm razão.

Também no governo da cidade de Lisboa o rotativismo PS e PSD/CDS tem deixado
marcas de incapacidade para enfrentar os problemas e resolvê-los.
O governo de turno na cidade num ciclo já prolongado de 7 anos continua
a repetir e a repor em texto de grandes opções de ideias vagas e abrangentes nunca
alcançadas, renovando intenções continuamente adiadas, num movimento globalmente
comprovativo de que a continuar a pouco fazer de substancial e necessário para a cidade
nunca acabará este enredo.
Não merecem pois grande discussão as grandes opções do plano que cumprem um
formalismo vazio.
No que se refere ao orçamento e aos seus valores globais traduzem a estagnação
ou mesmo o retrocesso da cidade nos últimos anos. A compressão das políticas de
austeridade e a falta de adequada e atualizada legislação de financiamento autárquico
que leve em conta as realidades económicas e sociais de Lisboa retira muitas
possibilidades de ampliar o orçamento de acordo com as necessidades das populações
sem agravar a carga fiscal sobre os munícipes.
Perante os factos reais de menos residentes, menos atividade económica na cidade
naturalmente serão menos os contribuintes para o anémico orçamento camarário.
O PCP não aceita esta gestão aprisionada de recursos nem a inevitabilidade da
continuação da decadência da cidade por isso defendemos uma outra política, outro
desenvolvimento económico e social e por consequência outro orçamento.
Contestamos vivamente a passividade política perante a brutal degradação da qualidade
de vida na cidade e reivindicamos alteração das políticas centrais perante o poder local
e a cidade. Não somos dos que de forma resignada ou propositada assumem reduzir as
despesas de investimento e de funcionamento operativo da câmara dizendo que querem
ser autónomos, aceitando benignamente a baixa da ajuda do Estado.

Coligação Revogável

H

Por Pedro Ramos Almeida >> Advogado - Membro do Secretariado do PS/FAUL

oje é uma evidência que o episódio lamentável vivido pelo nosso
país em julho de 2013, de fragmentação e decomposição iminente da
legitimidade política do Governo custou muito caro ao país. Quando
Gaspar, principal mentor das políticas económicas e orçamentais, atirou
a toalha ao chão, com ele desabou toda uma estratégia marcada pelo
rotundo fracasso, à custa do sacrifício de milhões de portugueses. Portas
viu nesse momento uma oportunidade para ganhar força no Governo,
muito acima do que o seu partido recolheu em votos junto dos portugueses. Nas cordas
e à beira do abismo, Passos Coelho comprou a paz e mais dois anos de vida no poder,
com o lugar de Vice-Primeiro-Ministro e a pasta adicional e crucial da Economia. Com
o acordo ficaram enterradas as desconfianças de Portas sobre Maria Luís, o «partido
dos contribuintes», «o cisma grisalho e a linha vermelha» e, claro está, a inefável e
mítica «demissão irrevogável». Ficou nesta ocasião patente que o Governo trabalha
verdadeiramente em pés de barro, iluminado apenas por uma vontade de se manter
no poder, sem uma identificação plena relativamente ao rumo do país, saltitando entre
a austeridade moralista e o populismo desbragado. Chega até a ser penoso assistir,
tal e qual os casamentos de conveniência, como os Deputados da maioria de um e
outro partido, hipocritamente e de sorriso nos lábios, de jornadas parlamentares em
jornadas parlamentares, procuram colar os cacos dos desmandos desastrosos dos vários
membros do Governo, seja na Justiça, na Educação, nas Finanças ou na Segurança
Social. Quando nos aproximamos das eleições, em que avaliação conjunta dos anos
do Governo deveria ser um momento de orgulho mobilizador para os empenhados
militantes do PSD e do CDS, as dúvidas sobre a continuidade do «matrimónio» persistem

e os casos de desentendimento e traição pululam no quotidiano da vida governativa
que entrou, há muito, numa triste espiral de descrédito. Na proposta de reforma do IRS,
assistimos a um Secretário de Estado do CDS a desmentir e a alterar a posição pública
do Primeiro-Ministro, sobre a cláusula de salvaguarda, sem que o mesmo estivesse
avisado. Sobre os feriados abolidos, o Vice-Primeiro-Ministro vem admitir publicamente
a reposição do 1.º de dezembro, à revelia da vontade do Primeiro-Ministro e do PSD.
No caso dos Vistos Gold, uma semana depois de Portas ter assumido no Parlamento
que considerava desnecessário e impertinente escrutinar os vistos atribuídos, a nova
Ministra da Administração Interna vem desautorizá-lo e fazer exatamente o contrário,
encomendando à respetiva inspeção-geral uma auditoria urgente.
Chegámos ao ponto incrível de assistir em direto na televisão, o Ministro da Economia
dizer que não sabia das tolerâncias de ponto que tinham sido decididas umas horas antes
pelo seu Governo. E sobre esta história, não podemos esquecer o ex-ministro Álvaro
Santos Pereira, que recentemente deu também o seu contributo em livro, revelando
à minúcia como a gestão e o critério estritamente partidário, em áreas críticas para o
país, orientam as relações entre PSD e CDS no Governo, prevalecendo sobre o interesse
público. Por tudo isto, não pode considerar-se surpreendente que Paulo Portas e o seu
partido no último Conselho Nacional tenham decidido, a poucos meses das legislativas,
preparar listas e um programa de Governo autónomo, indiferente e completamente
alheado da agenda e do interesse do seu partido parceiro na coligação.
A questão que se coloca é pois se o CDS não confia no PSD e o PSD não confia ou hesita
em confiar em Portas e no CDS, como podem os portugueses confiar a sua vida e o seu
futuro neste Governo?

1 1

ficha técnica Director Francisco Morais Barros
Editor Media Titulo Unipessoal, Lda.
Rua Francisco Metrass, nº 8, 3º Dtº, 1350-142 Lisboa Portugal
Jornalista Estagiário António Serrano Costa

Repórter Fotográfico Miguel Reis Aires
Paginação Paulo Vasco Silva
Propriedade Carlos Freitas
Impressão Grafedisport

Tel 21-8884039 | NIPC 510776213 | Nº de Registo na ERC 125327 | Depósito Legal: 270155/08 | Tiragem mínima: 15.000 exemplares | Periodicidade: Mensal
As opiniões expressas nos artigos de Opinião são exclusiva responsabilidade dos seus autores. Os textos da secção “Jornal das Freguesias” são da responsabilidade das autarquias em causa.

SÃO DOMINGOS
DE BENFICA
AREEIRO
> Protocolo com OA

Consultas jurídicas gratuitas
Os residentes do Areeiro passam a beneficiar de consultas jurídicas gratuitas, ao abrigo
de protocolo entre a Junta local e a Ordem dos Advogados.

A

Junta de Freguesia do Areeiro assinou um
protocolo com o Conselho Distrital de
Lisboa da Ordem dos Advogados para a
criação de um Gabinete de Consulta Jurídica, que permitirá aceder a consultas

grátis.
O presidente da Junta de Freguesia do Areeiro, Fernando Braamcamp, agradeceu “a disponibilidade
da Ordem dos Advogados em assinar este acordo”
e congratulou-se com um protocolo “que servirá
para ajudar todos os que têm dificuldades em aceder a apoio jurídico”.
O acordo, que já se encontra em vigor, abrange
todos os Residentes e trabalhadores por conta de
outrem da Freguesia do Areeiro em situação de carência económica.
Podem inscrever-se todos os cidadãos cujo seu rendimento mensal ou do seu agregado seja igual ou

DESPORTO
Câmara organiza
Olisipíadas A Câmara
Municipal de Lisboa, em parceria
com as novas 24 Freguesias de
Lisboa, o Comité Olímpico de
Portugal, o Comité Paralímpico
de Portugal e diversas
Federações Desportivas, organiza
as Olisipíadas.
Este evento desportivo é dirigido
a crianças entre os 6 e os 14
anos de idade e pretende ser
um factor de união e integração,
estimulando a identidade e
sentido de pertença por parte
das populações a Lisboa e às
suas Freguesias.
O período de inscrição decorrerá
entre os meses de Outubro
de 2014 e Janeiro de 2015,
com todos os interessados a
poderem escolher duas entre
as 12 modalidades disponíveis,
em que querem participar.
Para o efeito poderão fazer a
sua inscrição em http://www.
cm-lisboa.pt/olisipiadas ou
presencialmente nas respectivas
Juntas de Freguesia.

inferior ao Salário Mínimo Nacional.
As consultas jurídicas grátis serão prestadas às

quartas feiras, quinzenalmente, nas instalações da
delegação da Junta de Freguesia do Areeiro, na Rua
Abade Faria. A marcação das consultas caberá ao
Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados.
Para requerer uma consulta, os interessados têm
de preencher um formulário que se encontra disponível nas instalações da sede da Junta de Freguesia do Areeiro e na delegação. O processo será
depois encaminhado para as assistentes sociais,
que verificarão se os interessados cumprem os critérios necessários para usufruir do protocolo.
Entretanto, a Junta de Freguesia do Areeiro já abriu
o Concurso para a Grande Marcha para Lisboa
2015. Na próxima edição, a letra das composição
está subordinada aos temas ‘500 Anos da Construção da Torre de Belém – símbolo da epopeia portuguesa’ e/ou ‘Ano Internacional da Luz’.
Para participar, os autores devem criar uma composição com letra e música inéditas para a Grande
Marcha de Lisboa, que será interpretada por todas
as marchas participantes nas exibições do Meo
Arena e no desfile das Marchas Populares na Avenida da Liberdade, na noite de 12 de junho. Os concorrentes devem enviar as suas composições até 20
de fevereiro de 2015.

SÃO DOMINGOS
DE BENFICA
CAMPOLIDE
> Cultura

Apresentação da colecção livros do Ursinho Petzi

N

o passada tarde do dia 13 de Dezembro, no
Auditório da Junta de freguesia de Campolide,
decorreu a apresentação da colecção de livros
do Ursinho Petzi, um projecto dos nossos vizinhos que criaram a editora Ponto de Fuga.
O evento contou com a presença do animador Fernando
Alvim, do presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Mestre Querubim Lapa, Francisco Baptista, do editor da Ponto de Fuga, Vladimiro Nunes, e do presidente da Junta de Freguesia de Campolide,
André Couto. A tarde ficou também marcada pela entrega de alguns exemplares do livro às bibliotecas da Fundação António Luís Oliveira e da Escola Mestre Querubim Lapa. A ocasião foi ainda aproveitada para entregar
os prémios aos vencedores dos passatempos do Notícias
de Campolide Jovem. No evento, sete jovens do Atelier de

Expressões Artísticas do Projecto Campolide@Decide-E5G, do Espaço Jovem da Liberdade e da Bela Flor, em
parceria com o Projecto Denominadores Comuns, fizeram a animação, sendo os “pasteleiros” de serviço e receberam os convidados através de uma dinâmica denominada “montras-vivas”.

Alma do Bela Flor Uma horta como presente de Natal Para alguns dos residentes do Bairro da Bela
Flor o Natal, este ano, chegou mais cedo. Na quinta-feira, dia 18 de Dezembro, foram entregues as chaves das Hortas
Comunitárias da Bela Flor. Cada Vizinho(a) recebeu a sua chave e ficou a saber o número do talhão que lhe foi atribuído.
A cerimónia foi dirigida pelo presidente da Junta de Freguesia de Campolide, André Couto, e contou com a presença da
secretária da Junta, Maria Teresa Almeida, e da coordenadora do Departamento de Acção Social, Ana Paula Brito. As Hortas
Comunitárias da Bela Flor são fruto da primeira fase de execução do Projecto Alma do Bela Flor, do Programa BIP/ZIP. Com
este projecto pretende-se promover o desenvolvimento de produtos locais que permitam dar maior visibilidade ao território,
bem como servir meio de subsistência para os detentores dos talhões.

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