Departamento de

Química
Fundamental

Cinética Química – Parte II

]

01 – Lei Experimental da Velocidade da Reação
Segundo os cientistas Guldberg e Waage, a velocidade de uma reação depende, fundamentalmente, da
concentração dos reagentes e das condições do meio onde ocorre a reação.
Para uma reação do tipo:

a A + b B  Produtos

Temos a Lei da Velocidade:

V = K . [ A]X . [ B ]Y

V = Velocidade instantânea da reação.
K = Constante de velocidade. Depende do ambiente em que ocorre a reação. Uma mesma reação pode ocorrer
com diferentes velocidades caso se processe em diferentes meios, ou seja, cada reação tem um K específico
em função do meio em que ocorre.
As concentrações dos reagentes não interferem na constante de velocidade.
Excetuando-se as concentrações dos reagentes, todos os fatores que elevam a velocidade da reação também
elevam a constante de velocidade. É fundamental enfatizar que um mesmo ambiente apresenta valores
diferentes de K para reações diferentes.
[ ] = Concentração em quantidade de matéria (mol/L) dos reagentes, antigamente denominada molaridade.
X e Y = Expoentes das concentrações dos reagentes que estão relacionados com a forma com que cada substância
reagente influencia a velocidade da reação (devem ser determinados experimentalmente).
Quando o reagente apresenta grande interferência na velocidade da reação, o expoente da concentração é
alto, mas quando o reagente apresenta pouca influência sobre a velocidade da reação, o expoente da
concentração é baixo.

Ordem da reação: É a soma dos expoentes da lei da velocidade.
Tomando por base a lei ...

V = K . [ A ]X . [ B ]Y ... a ordem da reação é dada por:

x+y

Comentário: Reações de ordem elevada são aquelas que facilmente podem ser aceleradas. As reações de baixa ordem
são difíceis de se acelerar.
Observação: Líquidos puros ou sólidos não são considerados na lei da velocidade da reação. Isto porque os sólidos não
apresentam agitação molecular suficiente para interferir na velocidade da reação. Além disso, sólidos e
líquidos puros não apresentam concentração. Para que esse fato seja registrado na lei da velocidade, os
sólidos apresentam ordem zero.
Exemplo: O quadro abaixo mostra como os reagentes da reação
a A + b B + c C + d D  Produtos
interferem na velocidade desse processo:
Experiência
I
II
III
IV
V

[A]
0,1 M
0,2 M
0,1 M
0,2 M
0,1 M

Cinética Química – Parte II

[B]
0,2 M
0,2 M
0,4 M
0,2 M
0,4 M

[C]
0,3 M
0,3 M
0,3 M
0,6 M
0,3 M

[D]
0,1 M
0,1 M
0,1 M
0,1 M
0,2 M

Velocidade
2 . 10–2 M . s–1
16 . 10–2 M . s–1
8 . 10–2 M . s–1
16 . 10–2 M . s–1
4 . 10–2 M . s–1
171

Analisando os dados fornecidos, determine:

a) A lei experimental da velocidade.
A lei tem a forma V = K [ A ]X . [ B ]Y . [ C ]Z . [ D ]W. O primeiro passo será determinar os expoentes...
Como determinar o expoente X = ? ...........
[ A ] Velocidade
0,1
2 . 10–2
0,2
16 . 10–2

Aumenta
2 vezes

[ B ] Velocidade
0,2
2 . 10–2
0,4
8 . 10–2

[C]
0,3
0,6

Velocidade
16 . 10–2
16 . 10–2

A lei é ....

Isso significa que a velocidade
da reação é diretamente
proporcional ao quadrado da
concentração do reagente B.

Y

2 = 4
Y

2 = 22

Y=2

Vamos comparar os dados das experiências. II e IV:
Isso significa que a concentração
da substância C não interfere na
velocidade da reação.

2Z = 1

Multiplicado
por 1

[ D ] Velocidade
0,1
8 . 10–2
0,2
4 . 10–2

X=3

Vamos comparar os dados das experiências. I e III:

Como determinar o expoente W = ? ...........
Aumenta
2 vezes

2X = 23

Aumenta
4 vezes

Como determinar o expoente Z = ? ...........
Aumenta
2 vezes

2X = 8

Aumenta
8 vezes

Como determinar o expoente Y = ? ...........
Aumenta
2 vezes

Vamos comparar os dados das experiências. I e II:

2Z = 20

Z=0

Vamos comparar os dados das experiências. III e V:

Multiplicado
por ½

2W =

1
2

2W = 2–1

Isso significa que a concentração
da substância D é inversamente
proporcional a velocidade da
reação.

W = –1

V = K [ A ]3 . [ B ]2 . [ C ]0 . [ D ] –1

b) A ordem da reação.
Soma dos expoentes
da lei da velocidade

3 + 2 + 0 + ( –1 ) = 4
A reação é de
4ª ordem

c) A constante de velocidade.
Isolando K na expressão da lei da velocidade e adotando os dados numéricos da I experiência.....
V

K=
3

2

0

[A] .[B] .[C] .[D]

2 . 10–2

K=
–1

3

2

[0,1 ] . [0,2 ] . [0,1 ]

–1

K = 50 molar–3 . seg–1
K = 50 mol–3 . L3 . seg–1

Determinação da unidade da constante de velocidade...
V

K =
3

2

0

[A] .[B] .[C] .[D]

172

M . seg–1

K =
–1

3

2

K =
0

[M] .[M] .[M] .[M]

–1

M . seg–1
M

K = M –3 . seg–1

4

Cinética Química – Parte II

s-1. 03 – (UFPE – 1a fase/2003) Em determinadas condições de temperatura e pressão. s-1 A constante de velocidade para essa reação é igual a: a) 3. A reação é de segunda ordem e a constante de velocidade é igual a 4.10 M 0.20 M Velocidade 0. s-1 0. podemos concluir que: a) b) c) d) e) A reação é de primeira ordem e a constante de velocidade é igual a 4.36 M .4 Considerando que a concentração da espécie química X seja denominada como [ X ].6 x 102 M-2 .6 x 10-2 M-2 .6 x 104 M-2 . 10-3 3.825 . Experiência 1 2 3 4 Velocidade inicial M.0 M 4.70 . inicial 1.Testes de Vestibulares 01 – (FESP – UPE/91) Os dados abaixo. É impossível com esses dados determinar a ordem da reação bem como o valor numérico da constante de velocidade.20 M 0. 10-4 1.10 M 0. s-1 1. 10-3 6.125 x 10-4 M.10 M 0.6 x 10-3 M-2 .20 0.30 M 0.72 M . s-1 c) 3. A reação é de primeira ordem e a constante de velocidade é igual a 8.40 0.24 M .50 x 10-4 M-1.25 x 10-4 M-1.s-1 4. s-1 b) 3.6 x 103 M-2 .10 M + B  Produtos [B] 0.10 M 0.25 x 10-4 M-1.0 M 3.80 . dada pela equação (CH3)2O(g)  CH4(g) + H2(g) + CO(g) exibe a seguinte dependência da velocidade com a concentração: Experimento 1 2 3 Concentração inicial de (CH3)2O em mol L–1 0. s-1 Resolução com o Professor: 02 – (FESP – UPE/93) Considere os dados relativos a uma dada reação.60 Velocidade Inicial em 109 mol L–1 s–1 1.44 M .0 M Analisando os dados da tabela. A reação é de segunda ordem e a constante de velocidade é igual a 2. a velocidade ( v ) para essa reação será expressa como: a) v = k [(CH3)2O] b) v = k [CH4][H2][CO] c) v = k Cinética Química – Parte II d) v = k [(CH3)2O]2 e) v = k [CH 4 ][ H 2 ][CO] [(CH 3 ) 2 O] 173 . referem-se a uma reação representada pela equação A [A] 0. coletados a uma mesma temperatura.s-1.0 M 2.60 6.s-1. 10-3 [ A ]. s-1 c) 3. a decomposição térmica do éter dimetílico (ou metoxietano ou oxibismetano).s-1.40 14.25 . s-1 3. s-1 e) 3.

a velocidade dobra.0 Velocidade inicial (atm/s) 5.346 0.0 0. não se altera quando se reduz pela metade a concentração de Y (g) e quadruplica quando duplicamos a concentração de X(g).5 1. através da reação 3 X(g) + 2 Y(g)  W(g). II/93) Experimentalmente. a velocidade quadruplica. determine o valor de X. Quando a concentração de A dobra. 4 4 A ordem da reação em relação à concentração de A é dois e em relação à concentração de B é um.0 X Qual o valor de X ? Resolução com o Professor: 174 Cinética Química – Parte II .0 1.254 0.038 [ A ]/ t (M.5 1.254 0. através da reação A + B  C varia com as concentrações de A e B. quando a concentração de B dobra. observou-se que a velocidade de formação da substância W(g). 08 – (UFPE – 2a fase/93) Para a reação 2 A + B  C + 3 D foram obtidos os seguintes dados sobre velocidade inicial com respeito às concentrações iniciais dos reagentes: [ A ] (M) 0.5 0.5 1.254 [ B ] (M) 0.0 x 10-3 20. 3 3 A ordem da reação. em relação à concentração de A é um e em relação a concentração de B é dois.04 – (UFPE – 2a fase/2000) A lei da velocidade para a reação 2 NO(g) +  O2(g) 2 NO2(g) é V = K [ NO ]2 [ O2 ] Se triplicarmos as concentrações de NO e O 2 ao mesmo tempo.127 0.0 + C2(g)  2 NOC(g) : Pressão inicial C2 (atm) 0.346 0. Qual a soma dos expoentes de X(g) e Y(g) na equação da velocidade ? 07 – (UFPE – 2a fase/98) No quadro abaixo estão representados os dados sobre a variação de velocidade em relação às pressões iniciais dos reagentes (V = .0 x 10-3 X x 10-3 Considerando os parâmetros apresentados. quantas vezes mais rápida será a reação? Resolução com o Professor: 05 – (UFPE – 2a fase/89) É observado experimentalmente que a velocidade de formação de C. 06 – (UNICAP – Quí.5 3.692 1.0 12.0 x 10-3 10. 1 1 A velocidade da reação é diretamente proporcional ao quadrado da concentração de A. 2 NO(g) Pressão inicial NO (atm) 0.s-1) 1. 2 2 A velocidade da reação é diretamente proporcional ao quadrado da concentração de B.PNO/t/2) para a seguinte reação. I II 0 0 A velocidade da reação é diretamente proporcional à concentração de A . Assinale os itens certos na coluna I e os itens errados na coluna II.

pois são muitas as reações nas quais elas têm ação catalítica. Numa reação química de primeira ordem.09 – (UFPE – 1a fase/2008) O íon hipoclorito é o principal ingrediente da água sanitária. observou que esta depende da concentração de íons hidrogênio [ H+ ]. s–1 10 – (FESP – UPE/95) I II 0 0 1 1 2 2 3 3 4 4 Todas as colisões que ocorrem em um sistema reacional são naturalmente efetivas.0500 6. IV. Quando a concentração de [H+ ] for 0.4 x 10–3 3. As enzimas podem ser consideradas catalisadores. desde que a temperatura permaneça constante. L–1 1. a velocidade inicial será de 0.7 x 10–3 1.6 x 10-7 A ordem da reação com respeito ao íon H+ é –1. s–1 A constante de reação é 121 mol . A reação é de segunda ordem em relação a ambos os reagentes. A reação de hipoclorito com corantes produz substâncias incolores.7 x 10–3 3.4000 M. apenas. L . a energia de ativação da reação diminui linearmente. em módulo. É(São) CORRETA(S) apenas a) V. Analise-as. 11 – (UFPE – 2a fase/97) Um aluno de química estudando a cinética de uma dada reação. que as moléculas reagentes estejam de posse de energia elevada. A velocidade da reação química só é definida em função da variação das concentrações dos reagentes presentes no sistema reacional.200 1. ou os produtos da reação. III. obtidos para reação de um corante com hipoclorito. A constante de reação é 121 mol–1.4 x 10-7 0. e pode se decompor formando os reagentes iniciais.7 x 10–3 3. não catalisada.7 x 10–3 [ corante ] mol . Experimento 1 2 3 a) b) c) d) e) [ CℓO– ] mol . L–1 1. L–1 s–1 1. A reação é de primeirra ordem em relação a ambos os reagentes. é. e) III e V. A condição necessária e suficiente.7 x 10–3 3.4 x 10–3 A reação é de primeira ordem em relação ao hipoclorito e de segunda ordem em relação ao corante. em relação a um determinado reagente. Isto implica que a velocidade da reação independe da concentração do reagente. A variação da pressão de um gás em uma reação química pode ser usada como indicador da velocidade da reação. I.2 x 10-7 0. L . 12 – (SSA 2º Ano/2011 – Prova de Biologia) As afirmativas abaixo estão relacionadas à Cinética Química. e assinale a alternativa correta. para que ocorra uma reação. III e IV. 175 . de vida bastante curta. II. b) I e IV.4 x 10–3 1. à energia de ativação da reação inversa. excetuando-se os choques entre moléculas homonucleares. com o aumento da temperatura. Uma reação é de ordem zero.4 x 10–3 Velocidade inicial mol .100 3. A adição de água não altera a velocidade da reação. A energia de ativação da reação direta é sempre igual. A energia de ativação de uma reação catalisada é menor que a energia de ativação da mesma reação. Ao adicionar uma base a reação foi acelerada. V.8 x 10-7 M/s. Cinética Química – Parte II c) I. Quanto menor o pH mais rápida será a reação. Analise os resultados abaixo. que não corresponde aos reagentes nem aos produtos. d) I e V. Ele verificou que as velocidades iniciais variaram como uma função de H+ da seguinte forma: [ H+ ] (M) Velocidade inicial (M/s) I 0 1 2 3 4 II 0 1 2 3 4 0. O complexo ativado é uma estrutura instável. que é amplamente empregada como alvejante.

A lei de velocidade dessa reação.10 0.5 4. II e III.s–1 quando as concentrações iniciais de N2 e H2 são iguais a 0. Se dobrarmos a concentração de hidrogênio e triplicarmos a de oxigênio. A cinética da reação é de segunda ordem em relação ao hidrogênio. foram efetuadas diversas experiências para a reação: 2 H2(g) + 2 NO(g)  N2(g) + 2 H2O(g) Com os resultados das velocidades iniciais obtidos. [H2]. II.24 0. Resoluções de Testes Comentários Adicionais 176 Cinética Química – Parte II .L–1. s–1) 13. apenas. testadas por um grupo de pesquisadores. podemos afirmar que a lei de velocidade para a reação é: a) v = k [H2] b) v = k [NO] e) v = k [H2] [NO]2 c) v = k [H2] [NO] d) v = k [H2]2[NO] 14 – (UNICAP) Numa reação. c) III.25 x 102 L2.10 0. montou-se a seguinte tabela: Experiência 1 2 3 4 5 [H2] (mol/L) 0.5 De acordo com os dados experimentais.5 1. b) II. temos x moles/litro de H2 e y moles/litro de O2. s–1 . L–1) [ N2 ] [ H2 ] 0. [N2]2 .24 0. apenas.30 Velocidade mol . são feitas três afirmações a seguir: I. Qual a relação V1 / V2? (Dado: 2 H2  O2 + 2 H2O ) I 0 1 2 3 4 II 0 1 2 3 4 V2 = 2 V1 V2 = 4 V1 V2 = 12 V1 V2 = 24 V1 V2 = 6 V1 15 – (UPE – SSA 2º Ano/2012) Os dados informados na tabela indicada a seguir foram obtidos para a reação de formação da amônia a partir de condições experimentais.30 0.13 – (Unirio–RJ) Num laboratório. A velocidade inicial da reação é igual a 0. d) I e III. mol–2 .10 0.30 0. apenas.30 0.5 mol.10 0. Está CORRETO o que se afirma em a) I. A velocidade da reação é V1.10 0. L–1. apenas. e) I.30 0.08 Velocidade inicial (mol .10 [NO] (mol/L) 0.10 mol . L1 . L–1 s–1 0.40 0.10 0.20 0. a velocidade passa a ser V2.20 0.90 Baseando-se na tabela acima. nas condições apresentadas. N2(g) + 3 H2(g)  2 NH3(g) Experimento 1 2 3 Concentração inicial (mol . III. é v = 6.20 0.10 0.

cada etapa intermediária depende de si mesma. C Lei de Hess: O ΔH de uma reação global é a soma dos valores de ΔH de suas etapas intermediárias. O reagente não forma o produto de forma direta. independente da quantidade de fases intermediárias e independente de quais sejam as fases intermediárias. ou seja. nas mesmas condições de temperatura e pressão. porém muitas reações ocorrem de forma direta. não depende de si mesma. Cinética Química – Parte II 177 . Global: A  A reação global não é elementar porque ocorrem de forma indireta. A etapa lenta determina a velocidade da reação global.02 – Reações e Etapas Intermediárias da Reação Muitas fenômenos naturais ou artificiais correspondem a uma sucessão de várias reações intermediárias. em uma única etapa: 2.A – Reações não elementares São aquelas que ocorrem em várias etapas intermediárias. b) Classifique as etapas intermediárias e a reação global em função do ∆H? Etapa I: A  B ΔH1 = + X Kcal (a 1ª etapa é uma reação endotérmica) Etapa II: B  C ΔH2 = – Y Kcal (a 2ª etapa é uma reação exotérmica) Global: A  ΔHglobal = ΔH1 + ΔH2 (reação exotérmica porque a entalpia de C é menor que a entalpia de A). Exemplo: Analise o gráfico ao lado e responda: Energia Eat1 Eat2 B ΔH1 A ΔH2 Etapa I C ΔHglobal Etapa II a) Quais são as etapas intermediárias do processo e qual a equação da reação global? Etapa I: A  B As etapas intermediárias são elementares Caminho da reação porque ocorrem de forma direta. ou seja. c) Qual a etapa rápida e a etapa lenta? Por quê? Etapa I: A  B etapa lenta porque apresenta maior energia de ativação Etapa II: B  C etapa rápida porque apresenta menor energia de ativação d) Qual a etapa que determina a velocidade de todo processo? Por quê? A etapa I: A  B é a fase que determina a velocidade do processo global. Em cada etapa intermediária o reagente forma o produto de forma direta. não depende do somatório de reações intermediárias. A energia de ativação da reação global é a energia de ativação da etapa lenta. ou Etapa II: B  C seja. porque é a etapa mais lenta do processo. C depende de uma sequência de outras reações intermediárias para se completar. Importante: A variação de entalpia da reação global será a mesma. ou seja.

temos reação não elementar. [ B ]Y temos uma reação elementar. .. Quando. [ D ]3 . no exemplo em análise)..... . x = a e y = b.. Comentários Adicionais 178 Cinética Química – Parte II ... V = K . é a 2ª etapa.....C – Reações não elementares X Lei da Velocidade Para a reação genérica.2. sua lei da velocidade é dada por: Exemplo: Qual a lei da velocidade para a seguinte reação elementar : 1 N2(g) + 3 H2(g)  2 NH3(g) V = K . Nas reações elementares os expoentes das concentrações da lei da velocidade coincidem com os coeficientes das respectivas substâncias na equação química balanceada.B – Reações elementares São aquelas que ocorrem em uma única etapa...D – Lei da velocidade e as etapas intermediárias da reação No caso de uma reação não elementar. desconsiderando o intermediário (composto B. aA + b B  Produtos... 2... [ C ]1 . [ A]X . Exemplo: Determine a lei da velocidade para a reação 2A + C + 3D  E considerando-a uma reação não elementar que ocorre com as seguintes etapas intermediárias: 2A + B + C X +  B 3D  2A + C + 3 D  1ª etapa: (Etapa rápida) E + X E 2ª etapa: (Etapa lenta) Reação global A lei da velocidade da reação global 2 A + C + 3 D  E Será expressa por . [ B ]b . porque a lei da velocidade é dada em função da etapa mais lenta que. V = K . considerando ainda que os catalisadores e substâncias intermediárias não são considerados na lei da velocidade de um processo.. nesse caso. [ A ]a . a lei da velocidade é dada em cima da etapa mais lenta... para uma reação do tipo: aA + b B  Produtos V = K .. [ H2 ]3 2.com a seguinte lei da velocidade. x  a e/ou y  b . [ N2 ]1 . ou seja... Importante: Para reações não elementares pelo menos um dos expoentes das concentrações na lei da velocidade não corresponde ao coeficiente da substância na equação química balanceada.

Não apresenta constante e velocidade. II e IV. III e IV. É de segunda ordem em relação ao NO2. c) I. Assinale a alternativa que contempla as afirmativas corretas. I/2004) Analise as afirmativas abaixo. apenas.Testes de Vestibulares 01 – (UFPE – 2a fase/95) A cinética da reação entre óxido nítrico e o oxigênio. apenas. 03 – (UFPE – 2a fase/2003) O gráfico ilustra a variação da energia livre ao longo de uma reação química. apenas. É de segunda ordem em relação a ambos os reagentes. que ocorre em duas etapas: Etapa I: A  B Etapa II: B  C A partir da análise do gráfico julgue as alternativas abaixo: I 0 1 2 3 4 II 0 1 2 3 4 a etapa I é espontânea a etapa II é a etapa determinante da velocidade da reação global a substância B é um intermediário da reação a reação global A  C é espontânea a reação inversa C  B apresenta energia livre de Gibbs de ativação igual a 20 kJ/mol Cinética Química – Parte II 179 . é compatível com o seguinte mecanismo: NO NO + + O2  OONO OONO  2 NO2 (Equilíbrio rápido) (Reação lenta) A lei de velocidade para esta reação: I 0 1 2 3 4 II 0 1 2 3 4 É de primeira ordem em relação ao NO. I) II) III) IV) A energia de ativação de uma reação química aumenta com o aumento da temperatura do sistema reacional. 2 NO + O2  2 NO2 . apenas. b) II. a) I. III e IV. e) I e III. d) II e III. Todas as colisões entre as moléculas de um reagente são efetivas. Não depende da concentração do intermediário OONO. A velocidade de uma reação química é determinada pela etapa mais lenta. 02 – (UPE – Quí. A variação de entalpia de uma reação independe do uso de catalisadores. excetuando-se quando os reagentes são líquidos e em temperaturas baixas. apenas.

c) Se dobrarmos a pressão parcial de monóxido de carbono. Sobre a cinética desta reação. a reação ocorre em várias etapas. b) M não pode ser considerado um catalisador uma vez que ele participa na etapa II. geralmente. Considere o processo descrito e assinale a alternativa correta. a velocidade da etapa I deverá diminuir. Resoluções de Testes Comentários Adicionais 180 Cinética Química – Parte II . a velocidade da etapa II deverá dobrar. e um dos produtos presentes nos gases de combustão é o monóxido de carbono. já que sua energia de ativação é maior. já que somente dois reagentes são envolvidos na reação. foi a primeira reação gasosa elementar trimolecular: 2NO(g) + C2(g)  2NOC(g). porém a energia de ativação da etapa I é muito maior que a da etapa II.04 – (UFPE – 2a fase/2003) A reação do óxido de nitrogênio com cloro. não é completa. d) Um aumento de temperatura diminui a velocidade da etapa I e aumenta a velocidade da etapa II. descoberta em 1914. porém. Se duplicarmos a concentração de C2 a velocidade da reação aumenta quatro vezes. a) Com base na reação global. a etapa II é mais rápida que a etapa I. 05 – (UFPE – 1ª Fase/2007) A queima de combustíveis nos automóveis. podemos dizer que a mesma é de segunda ordem. um gás extremamente tóxico. e) Para concentrações iguais dos reagentes. algumas das quais se encontram a seguir: CO(g) + O2(g)  CO2(g) + O(g) (I) CO(g) + O(g) + M(s)  CO2(g) + M(s) ( II ) Ambas as etapas possuem energia de ativação positiva. Para minimizar a emissão desses gases para a atmosfera. podemos afirmar que: II 0 A variação da concentração de NO com relação ao tempo pode ser representada pelo gráfico: concentração NO I 0 tempo 1 A variação da concentração de C2 com relação ao tempo pode ser representada pelo gráfico: concentração Cl 2 1 tempo 2 A variação da concentração de NOC com relação ao tempo pode ser representada pelo gráfico: concentração NOCl 2 tempo 3 4 3 4 Se duplicarmos a concentração de NO a velocidade da reação aumenta quatro vezes. a qualquer temperatura. os automóveis possuem um conversor catalítico que acelera a reação: CO(g) + ½ O2(g)  CO2(g) No entanto.

[recA–] m . recA e recB. A Etapa (1) é considerada determinante da velocidade da reação. por isso.06 – (UFPE – 1a fase/2004) Um mecanismo proposto para a decomposição do gás N 2O consiste nas seguintes etapas elementares: K1 1a etapa N2O  N2 + O 2a etapa K2 N2O + O  N 2 + O2 Sabendo-se que a lei de velocidade obtida experimentalmente é V = K [ N2O ]. Algumas das etapas elementares propostas para esta reação encontram-se abaixo: N2(g) + O(g)  NO(g) + N(g) (Etapa 1) N(g) + O2(g)  NO(g) + O(g) (Etapa 2) O(g) é intermediário presente na combustão em motores. pois possui elevada energia de ativação (317 kJ·mol –1). a 2a etapa é a etapa determinante da velocidade de reação e. como as presentes em motores de combustão interna. 2 Como a Etapa (1) é a determinante da velocidade da reação. A velocidade da reação global é determinada pela terceira etapa. K 2 >> K1. 3 3 Um aumento na temperatura reacional deve diminuir a velocidade da reação. Cinética Química – Parte II 181 . por isso. por isso. levando à formação de vários poluentes. I 0 1 2 3 4 II 0 1 2 3 4 A reação global para o processo é: Pp– + recB  recB-Pp–. muito maior do que na Etapa (2). a sudorese e a tremedeira que Milton estava apresentando. com forte impacto ambiental. portanto. Sobre esse tema. recA– e recA-recB– são intermediários de reação. avalie as seguintes afirmativas: I 0 1 2 II 0 A Etapa (1) é mais afetada por um aumento de temperatura do que a Etapa (2). a reação global é representada pela equação química: 2 N 2O + O  2 N2 + 3/2 O2 07 – (UFPE – 2a fase/2006) José havia descoberto que. isto é. 4 4 Um aumento na pressão parcial do oxigênio (O2) deve diminuir a velocidade da reação. um tique nervoso que faz que a pessoa fique piscando de forma insistente e involuntária o olho direito. 1 A Etapa (2) é de segunda ordem. 08 – (UFPE – 2a fase/2008) A reação de nitrogênio atmosférico com oxigênio produz óxido de nitrogênio: N2(g) + O2(g)  2 NO(g). a 1a etapa é a etapa determinante da velocidade de reação e. A lei de velocidade para reação global será: v = k . K 1 >> K2. O produto recB-Pp é que causa. reações com cinética de primeira ordem. ao penetrar na corrente sanguínea e atingir o cérebro. uma vez que ele não participa da Etapa (1). Esta reação é muito lenta em temperatura ambiente. espera-se que a reação global seja de segunda ordem em relação ao nitrogênio. K 1 >> K2. Todas as etapas são bimoleculares e. [recB]n. K2 >> K1. a 2a etapa é a etapa determinante da velocidade de reação e. por isso. Este óxido participa em diversas reações na atmosfera. uma vez que a energia de ativação é muito elevada. o ânion Pp– é capaz de se associar a dois tipos de neurotransmissores. tornando-se importante somente a elevadas temperaturas. efetivamente. Considere as seguintes afirmações. originando a seguinte seqüência de reações elementares: Pp– + recA  recA– + Pp recA– + recB  recA-recB– recA-recB– + Pp  recA + recB-Pp– rápida lenta rápida O recA– causa contrações involuntárias. pode-se afirmar que: a) b) c) d) e) a 1a etapa é a etapa determinante da velocidade de reação e.

4 × 10 –4 mol dm–3. III. N2(g) + 3 H2(g)  2 NH3(g) Experimento 1 2 3 Concentração inicial (mol. é uma reação importante nos processos de formação da chuva ácida e de dessulfurização do gás de chaminé.0 × 10–2 4.10 mol. a velocidade inicial (v0) da reação foi determinada em função da concentração inicial de HSO3–.09 – (UFPE – 2a fase/2013) A oxidação do HSO3– pelo O2. em água.10 0.25 × 10–14 1. K. [ H2 ].L–1.00 × 10–4 v0 (mol dm–3 s–1) 0.00 × 10–14 Os valores das constantes de velocidade. II. Cinética Química – Parte II . apenas.30 0. Concentração de O2 I II 0 0 A dependência temporal da concentração de O2 é representada pelo gráfico: Tempo 1 2 3 4 A ordem da reação com relação ao reagente HSO3– é 2. O dioxigênio é um intermediário. A cinética da reação é de segunda ordem em relação ao hidrogênio.25 x 102 L2.24 0. apenas.mol–2. II e III.50 × 10–4 1. c) III.s–1. A reação é acelerada com o aumento da concentração de íon hidrogênio. A dependência temporal da concentração de HSO3– é representada pelo gráfico: Concentração de HSO3– 1 2 3 4 Tempo 10 – (UPE – SSA 2º ano/2012) Os dados informados na tabela indicada a seguir foram obtidos para a reação de formação da amônia a partir de condições experimentais.0 × 10–4 pH 4 5 A partir desses resultados.[ N2 ]2. são feitas três afirmações a seguir: I.L–1.5 4. apenas.24 0. Para uma concentração inicial de dioxigênio de 2.30 0. foram determinados para diversos pH: K (dm3 mol–1 s–1) 4.5 De acordo com os dados experimentais. nas condições apresentadas. [ HSO3– ]0: [ HSO3– ]0 (mol dm–3) 0. e) I. A lei de velocidade dessa reação. L–1.s–1 quando as concentrações iniciais de N2 e H2 são iguais a 0. e é descrita pela equação 2 HSO3–(aq) + O2(aq)  2 SO4–2(aq) + 2 H+(aq) A cinética dessa reação foi determinada na temperatura constante de 37 °C e o pH da reação foi controlado com o uso de tampão.08 Velocidade inicial (mol. apenas. d) I e III.5 1. testadas por um grupo de pesquisadores. analise as proposições a seguir. A velocidade inicial da reação é igual a 0. 182 b) II. é v = 6. Está CORRETO o que se afirma em a) I. pois a lei de velocidade da reação é independente da sua concentração.5 mol.s–1) 13.L–1) [ N2 ] [ H2 ] 0.

não diminui a velocidade da reação. O mesmo ocorre para reações de terceira ordem ou mais.A – Meia–vida de uma reação ( t½ ) Denomina-se tempo de meia–vida ( t½ ). Venenos são substâncias que diminuem a ação de um catalisador. meia–vida o tempo necessário para que a quantidade ou concentração de uma substância se reduza à metade. Em reações de segunda ordem o tempo de meia–vida depende das concentrações dos reagentes. sozinho.. Exemplo: H2(g) + C2H4(g) Pt(S)  C2H6(g) Cinética Química – Parte II 183 . Fe  N 2 + 3 H2 A2O3 N 2 + 3 H2 Fe  As Catálise homogênea Quando reagentes e catalisador estão numa mesma fase física.e o As atua como veneno da reação. simplesmente. a reação ocorre pelo seu mecanismo natural. 2 NH3 (Muito rápida) .. O veneno. Em função disso a meia–vida varia em função do tempo de reação... sozinho.. 3.. Considerando que em reações mais rápidas as concentrações dos reagentes diminuem em menos tempo. Exemplo: SO2(g) + ½ O2(g) NO2(g)  SO3(g) Catálise heterogênea Quando reagentes e catalisador estão em fases físicas diferentes.o Fe atua como catalisador.. não catalisa a reação. ou.B – Outros fatores que modificam a velocidade das reações Autocatálise Reação na qual um dos produtos da reação age como catalisador da própria reação. Para essas reações a meia–vida mantém-se constante durante todo processo. concluímos que. 2 NH3 (Rápida) ..03 – Considerações Finais 3. Em reações de primeira ordem o tempo de meia–vida não depende das concentrações dos reagentes. O tempo de meia–vida é inversamente proporcional a velocidade da reação. Exemplo: 3 Cu + 8 HNO3 NO(g)  3 Cu(NO3)2 + 4 H2O + 2 NO Ativadores ou promotores de uma reação Ativadores são substâncias que têm a função de aumentar a eficiência do catalisador. Exemplo geral: N 2 + 3 H2  Fe N 2 + 3 H2  2 NH3 (muito Lenta) .o A2O3 atua como promotor e 2 NH3 (Lenta) .. O promotor..

da temperatura inicial do reagente. 4 e 5 Cinética Química – Parte II . pode ser um número negativo ou até mesmo uma fração.. e de ordem zero. apenas. A ordem da reação pode ser zero. Se a concentração de íons OH  triplicar. t1/2. portanto. 3. Dessa forma concluímos que a molecularidade é sempre um número inteiro e diferente de zero. mas não interfere no valor da energia de ativação. Ordem = X + Y Podemos então estabelecer os seguintes conceitos: Molecularidade: Soma dos coeficientes dos reagentes na equação química devidamente balanceada com todos os seus coeficientes inteiros. portanto. Testes de Vestibulares 01 – (Vestibular Seriado 2º ano – UPE/2010) Em relação à cinética das reações químicas. Dessa forma concluímos que a ordem da reação nem sempre é um número inteiro e diferente de zero. pois isso implicaria a velocidade da reação ser negativa. C4H9Br dobra. 2. “a” e “b” são números inteiros. a reação é de primeira ordem. o aumento da velocidade é o mesmo: um fator de 2. a velocidade da reação não se altera. o ΔH depende do mecanismo da reação. 3. o único fator que define se há ou não reação química é a energia de ativação das moléculas. 4 e 5 apenas c) 2. Estão corretas: a) 184 1. analise as afirmativas e conclua. 1 1 A ordem de uma reação não pode ser negativa. 2. sendo quaisquer outros fatores irrelevantes para a definição de ocorrência ou não da reação. 4 e 5 apenas b) 1. independendo.C – Molecularidade X Ordem da Reação Vamos considerar uma reação do tipo: a A + bB balanceada com coeficientes inteiros. Com relação a esses dados. a reação é de primeira ordem. Admitindo sua seguinte lei da velocidade dada por:  Produtos devidamente V = K .3. portanto. sempre os produtos da reação iriam se transformar imediatamente nos reagentes. 02 – (UFPE – 1a fase/2005) Quando a concentração de 2-bromo-2-metilpropano. com relação ao íon OH . 3. [ B ]Y Molecularidade = a + b Dessa forma definiremos sua. Se as concentrações de C 4H9Br e OH  são dobradas. A lei de velocidade da reação pode ser escrita como: v = k [C4H9Br] e. 2 2 Igualmente à energia de ativação. 4 e 5 apenas d) 1 e 5 apenas e) 1. 3 3 Pela teoria da colisão. analise as afirmativas a seguir. com relação ao C4H9Br. independe da concentração inicial dos reagentes. A meia-vida. 1) 2) 3) 4) 5) A lei de velocidade da reação pode ser escrita como: v = k [C 4H9Br] [OH ] e. I II 0 0 A meia–vida de uma reação química depende. a velocidade da reação: C4H9Br(aq) + OH–(aq)  C4H9OH(aq) + Br(aq) aumenta por um fator de 2. isto é. de quaisquer outros fatores. isto é. as reações catalisadas sempre apresentam o ΔH menor que o da mesma reação não catalisada. 4 4 O aumento de temperatura de um sistema reacional provoca o aumento da velocidade da reação. a reação é de segunda ordem.. [ A ]X . portanto. A lei de velocidade da reação pode ser escrita como: v = k [C4H9Br] e. Ordem: Soma dos expoentes das concentrações dos reagentes na expressão da lei da velocidade da reação. ou seja.

d) I e V. b) I e IV. IV. Se a velocidade for dada em mol L–1 s–1 e as concentrações em mol L–1. III e IV. é. a reação 1 é mais rápida que a reação 2. I. pois são muitas as reações nas quais elas têm ação catalítica. e. a energia de ativação da reação diminui linearmente. c) I. II. 05 – (UFPE – CTG/2013. As enzimas podem ser consideradas catalisadores. apenas. K 1 e K2 são as constantes de velocidade. dobrando-se a concentração de M. [ A ]. 04 – (Vestibular Seriado 2º ano – UPE/2009) As afirmativas abaixo estão relacionadas à Cinética Química. uma vez que esta espécie não aparece na reação global. Numa reação química de primeira ordem. I 0 1 2 3 4 II 0 1 2 3 4 A reação global é NO2 + CO  NO + CO2. que as moléculas reagentes estejam de posse de energia elevada. A velocidade da reação química só é definida em função da variação das concentrações dos reagentes presentes no sistema reacional. L–1 . s–1. A lei de velocidade para o processo global. é v = k [NO2 ]2. V. a velocidade de formação de O quadruplica. K1 < K2 e. Concentração molar do reagente. A condição necessária e suficiente. Analise-as. O NO3 atua como catalisador. Se a concentração de A duplica. e) III e V. obtida a partir da etapa lenta. a unidade de k será L mol–1 s–1. portanto.2) Óxidos de nitrogênio e carbono são muito comuns. A unidade da constante de velocidade é dada por mol . O reagente NO2 não é consumido na reação. a velocidade da reação não é afetada. A variação da pressão de um gás em uma reação química pode ser usada como indicador da velocidade da reação. Observa-se experimentalmente que. dobrando-se a concentração de N. Pelo gráfico dado. uma vez que é regenerado na segunda etapa. É(São) CORRETA(S) apenas a) V. [ A ] [ A ]0 I 0 1 2 3 4 II 0 1 2 3 4 K1 K2 Tempo (s) A lei de velocidade das reações em estudo é dada por V = K . para que ocorra uma reação. que reagem entre si num processo que envolve duas etapas: Etapa 1(lenta): Etapa 2(rápida): 2 NO2  NO + NO3 NO3 + CO  NO2 + CO2 A respeito deste processo. A equação da velocidade v dessa reação é: a) v = k [M]2 b) v = k [N]2 c) v = k[M] d) v = k[M] [N] Cinética Química – Parte II e) v = k [M] [N]2 185 . dentre os quais podemos citar o dióxido de nitrogênio (NO2) e o monóxido de carbono (CO). a velocidade da reação quadruplica. III. analise as afirmações seguintes. com o aumento da temperatura. 06 – (UFF–RJ) Considere a reação: M(g) + N(g)  O(g). O tempo de meia vida da reação 2 é menor que o da reação 1.03 – (UFPE – 2a fase/2001) A figura abaixo mostra como a concentração de um reagente A varia com o tempo em duas reações que apresentam cinética de primeira ordem.

observou-se como a velocidade inicial da reação variou. 08 – (Uerj) A reação expressa pela equação x X + y Y  z Z + w W foi realizada em diversas experiências nas quais se manteve constante a temperatura. a velocidade da reação será igual a 28 mol L–1 min–1. a unidade de k é L2 mol–2 min–1.07 – (UFRJ) A expressão da velocidade de uma reação deve ser determinada experimentalmente. No estudo cinético da reação NO(g) + ½ O2(g)  NO2(g). realizado na temperatura T. variando-se a concentração molar de um dos reagentes e mantendo-se a do outro constante. ser predita diretamente a partir dos coeficientes estequiométricos da reação.5. Cinética Química – Parte II . o aumento da concentração dos reagentes aumenta a velocidade da reação devido a uma diminuição da energia de ativação. a reação é de segunda ordem em relação ao NO. no início. As velocidades de reação foram medidas. Em função dos dados apresentados: a) determine a ordem da reação em relação aos reagentes X e Y. Os resultados obtidos estão representados no gráfico ao lado. O gráfico abaixo apresenta dados experimentais que possibilitam a obtenção da expressão da velocidade da seguinte reação: 2 ICℓ(g) + H2(g)  I2(g) + 2 HCℓ(g) a) Escreva a expressão da velocidade dessa reação. é correto afirmar que: I 0 1 2 3 4 186 II 0 1 2 3 4 a ordem da reação em relação ao O2 é 0. na temperatura T. em geral. 09 – (UFPE – 2ª Fase/2014) A determinação da lei de velocidade de uma reação é baseada em resultados experimentais. de acordo com o gráfico abaixo: Com base nas informações do gráfico. respectivamente. há 3 mols de cada reagente. b) calcule o número de vezes em que a velocidade da reação aumenta quando se duplica a concentração molar de Y e se triplica a concentração molar de X. não podendo. b) Calcule o número de mols de cada produto ao final da reação apresentada se. se [ NO ] = [ O2 ] = 1 mol/L.

não se forma nenhum intermediário reacional. 12 – (UNICAP – Química II/2014. dentre todas as reações químicas realizadas. sendo que. 2 2 A primeira etapa é a mais rápida. é correto afirmar que: I 0 1 2 3 4 II 0 1 2 3 4 a velocidade final não é alterada. foram obtidos os dados da tabela a seguir: [ N2 ]. na qual os reagentes R1 e R2 são convertidos nos produtos P1 e P2. mantendo-se constante a temperatura.2) A amônia (NH3) é de grande importância na fabricação de fertilizantes. a velocidade final é 18 vezes a velocidade inicial. mol L–1 0. [H2]3.01 0. 3 3 A reação de formação da amônia é de segunda ordem em relação ao nitrogênio e ao hidrogênio. ele é fixado no solo em forma de compostos amoniacais.2 .4 . 10–4 3. mas por uma ação simbiótica entre os legumes e certas bactérias que existem nos nódulos das raízes. a velocidade final é 54 vezes a velocidade inicial. mol L–1 0.2)A figura abaixo mostra o perfil de uma reação não elementar reversível. a síntese de amônia a partir de hidrogênio e nitrogênio atmosférico é a mais importante. mol L–1 min–1 4. Quando a concentração de hidrogênio é duplicada e a concentração de nitrogênio é triplicada. conhecido como Processo de Haber: N2(g) + 3 H2(g)  2 NH3(g) Em uma experiência para determinar a lei de velocidade desta reação.06 0. 1 A partir de 10g de N2 são obtidos 17g de NH3. I II 0 0 Neste processo. 1 1 O processo global é exotérmico.[H2]3.7 x 10–4 mol L–1 min–1. A lei de velocidade para essa reação é V = k [H 2]3 [N2].7 . 3 3 A terceira etapa tem menor energia de ativação. A cada ano.02 Velocidade. 4 4 A utilização de um catalisador aumenta a velocidade das reações direta e inversa. 4 4 A expressão da constante de equilíbrio para a reação é: K = [NH3]2 / [N2]. então a velocidade de consumo do nitrogênio é de 1. um bilhão de toneladas de nitrogênio atmosférico é transformado em N 2 fixado. a velocidade final é 24 vezes a velocidade inicial.03 [ H2 ]. 10–5 1.03 0. em toda a superfície terrestre. analise as proposições abaixo. Resoluções de Testes Comentários Adicionais Cinética Química – Parte II 187 . 11 – (UNICAP – Química I/2014.4 x 10–4 mol L–1 min–1. Considerando o gráfico apresentado. 10 –4 I 0 1 2 II 0 A lei de velocidade de formação da amônia é v = k [N2]2 .01 0. a velocidade final é 6 vezes a velocidade inicial. 2 Se a velocidade de formação da amônia é igual a 3.10 – (UFPE – CTG/2014.2) O nitrogênio do ar não é assimilável. Ela pode ser obtida a partir de hidrogênio (H2) e nitrogênio (N2).

constata-se que sua energia livre decresce. a concentração do sal é 10 vezes menor que a do ácido constituinte do tampão. 2 2 Moléculas reagentes suficientemente energéticas. produzindo nitrogênio e vapor de água de acordo com a seguinte equação: 2 NO(g) + 2 H2(g)  N2(g) + 2 H2O(g) Acredita-se que essa reação ocorra em duas etapas: 2 NO + H2  N2O + H2O (etapa lenta) N2O + H2O  N2 + H2O (etapa rápida) De acordo com esse mecanismo. ao se hidrolisar. analise-as e conclua. 1 1 O pH da solução resultante da hidrólise ácida de um sal cuja concentração em mols/L é igual ao Kb da base fraca que o originou é igual a 7. a expressão da velocidade da reação é: a) v = k[NO]2[H2] b) v = k[NO2] [H2O] c) v = k[NO] [H2] d) v = k[N2] [H2O] e) v = k[N2] [H2O]2 Resoluções de Testes Comentários Adicionais 188 Cinética Química – Parte II . 2 2 Aumentando-se a temperatura de um sistema reacional. positivo diferente da ordem de uma reação que pode ser um número fracionário. 3 3 Uma reação química. a qual está associada uma energia de ativação elevada. uma orientação relativa das moléculas favorável a ruptura das ligações. origina um ácido forte que altera significativamente o pH do meio. no instante da colisão. quando colidem. esse fato sinaliza para uma reação de decomposição de primeira ordem. 1 1 Quando um sistema sofre uma transformação espontânea a temperatura e pressão constantes. Sobre elas. ocorre com velocidade constante até o seu completo desaparecimento. II/2007) São feitas as seguintes afirmações relativas ao pH das soluções e à cinética dos sistemas reacionais. 14 – (UPE – Quí. se não houver. ocorrerá rapidamente. em consequência. aumenta-se simultaneamente a energia cinética média das moléculas e a energia de ativação da reação. 4 4 O cloreto de sódio e o ácido clorídrico não formam um tampão ácido. a diferença entre o pH da solução e o pKa do ácido é igual a 1. se a variação da entalpia da reação for menor que zero. 15 – (Acafe–SC) O óxido nítrico reage com hidrogênio. 3 3 A molecularidade de uma etapa de uma reação química é sempre um número inteiro. não produzirão reação alguma.13 – (UPE – 2003) I II 0 0 A energia interna de um sistema formado por moléculas biatômicas é calculada unicamente pela soma das energias cinéticas de vibração e das moléculas constituintes do sistema. porque o cloreto de sódio. realizada de forma conveniente. 4 4 A decomposição da amônia. I II 0 0 Em um tampão ácido.

Resoluções de Testes Comentários Adicionais Cinética Química – Parte II 189 .

[H2] B – 1.Resoluções de Testes Comentários Adicionais Gabarito do Capítulo: Cinética Química – Parte II (40 questões) Gabarito das páginas 173. 174.0 mol de HCℓ 08) A – 2ª ordem em relação a X 1ª ordem em relação a Y B – Aumenta 18 vezes Comunique-se com seu professor: 190 quimicaeber@hotmail. 180.com Cinética Química – Parte II . 181 e 182: No Resposta No Resposta No Resposta No Resposta 01 02 03 VVFFF D FVVVF 04 05 06 VFVVF C A 07 08 09 VFFVV VVFFF VVVFF 10 B Gabarito das páginas 184. 175 e 176: No Resposta No Resposta No Resposta 01 02 03 04 05 E D D 27 VFVVF 06 07 08 09 10 02 40 27 B 11 12 13 14 15 VVVFF D E FFVFF B FFVVV = UPE FVVVV = Eber No Resposta Gabarito das páginas 179.5 mol de I2 e 3. 186. 185. 187 e 188: No Resposta No Resposta No Resposta No Resposta 01 02 03 04 FVVFF C VFVFF D 05 06 07 08 VVFFV B * * 09 10 11 12 FVVVF FFFVV FFFFV VFVFV 13 14 15 FFFFV FVFVF A *Questões abertas:07) A – V = K [ICℓ] .