As Raízes da Consciência

Stanley Keleman
Por meio do meu trabalho, cheguei à conclusão que a consciência humana é resultado
direto da transição evolutiva do homem de um estado horizontal para um estado vertical.
O homem moderno se posiciona verticalmente, é claro. Mas sua evolução a partir de uma
relação horizontal com a terra é relativamente recente. Os ancestrais do homem –
deslocando-se no princípio por movimentos pulsatórios de nado, como os da onda, e
depois andando sobre os quatro pés – estavam seguros nos seus padrões de locomoção.
Foi quando o homem se tornou ereto que essa relação com a terra se tornou insegura. E
esse estado de insegurança e instabilidade fundou a consciência. Consciência é um
processo bioenergético baseado na suspensão da ação por uma fração de segundo,
permitindo a investigação do mundo a fim de coletar dados para fazer o próximo
movimento. A consciência é essa pausa entre ações, que é intensificada pela postura
ereta instável do homem.
Um outro modo de dizer isso é que, em seu estágio atual de evolução, o homem vive um
processo entre dois “agora” – o “agora” da sua estabilidade horizontal anterior e o “agora”
de sua instabilidade vertical atual. Ele sempre está e esteve correndo o risco de “cair”.
Seria possível dizer que sua queda é uma queda do estado de graça, ou um novo retorno
à sua natureza animal. Opõe-se a isso o mandamento que trás dentro de si, para não
cair, ficar ereto, orientar-se verticalmente, ficar sobre os pés, enrijecer e encontrar
segurança nessa rigidez.
Vejam a evolução de uma criança, por exemplo. Ela reproduz o desenvolvimento
evolutivo da horizontalidade para a verticalidade. Como bebê, vive num mundo horizontal
e, à medida que aprende a ficar em pé, sai dessa posição, desligando-se da dependência
da mãe, da terra e da unidade, abrindo mão do conforto e da segurança da
horizontalidade. Ao ficar ereta, ela limita seu mundo (focalizando-o), e essa limitação é o
início da consciência. Quando a criança vai ficando de pé, começa a criar distância. Ela
se sente impelida a dizer “não” a esse mundo anterior de unidade. Mais adiante à medida
que aprende a dizer “não”, dá um grande passo à frente no desenvolvimento da sua
individualidade. A capacidade de dizer “não” da criança significa para ela “eu aceito a dor
(e talvez o prazer) de me distanciar do conforto da unidade para manter a minha própria
individualidade”. Dizer “não” contém em si a disposição do indivíduo para suportar a dor (e
prazer) da distância, da separação e da solidão. Levando essa idéia para além da
infância, é enorme o número de pessoas que têm problemas para dizer “não” e fazê-lo a
valer. Quando a dor da solidão e a distância se tornam por demais intensas, as pessoas
simplesmente desmoronam; elas não podem suportar isso.
Outros indícios da relação entre verticalidade e consciência se encontram no fato de que
muitas doutrinas espirituais, para elevar a consciência, recomendam uma espinha ereta –
tentativa de fixar o ser humano numa posição vertical (para ficar alerta) e prover um
alicerce mais estável de consciência. A psicanálise ocidental utiliza a posição horizontal
para atingir a origem, pedindo à pessoa que encare sua dependência e desamparo, e
depois volte à postura vertical munida de um novo insight.
É difícil suporta a instabilidade resultante de uma posição vertical, então a encobrimos
criando rigidez, que proporciona a ilusão de segurança. Quando nos sentimos inseguros,
pensamos que nada nos manterá de pé, então criamos construções musculares para
suportar. Por exemplo, uma pessoa que trava os joelhos criou uma construção para ter a
ilusão de segurança e estabilidade. No entanto, como sua adaptação é estática em vez
de dinâmica, quando seus joelhos estão relaxados surge um sentimento de insegurança.
Uma construção crônica é uma tentativa de estar no mundo de um jeito que seja,
considerado socialmente adequado, primeiro pelos pais e mais tarde pelos educadores. A

Os ideais não podem fazer isso. Esse é um processo evolutivo a longo prazo. Isso se demonstra facilmente no minuto em que começamos a fazer um trabalho bioenergético para que as pessoas fiquem de pé ou adquiram o sentimento de estar sobre os próprios pés. emergente. então tratarei dela do modo mais simples que puder. É um processo em andamento. Soma é o que compartilhamos com todos os somas vivos – agora. Se entendermos a espiritualidade como uma progressão biológica energética do animal específico homem. em contraposição à realidade vertical. em termos da nossa verticalidade. Vejamos a questão da realidade horizontal. Deixem-me explicar. melhor ainda. uma avaliação da vida. nos filhos e em nós. Portanto. lutando por algo que é uma ilusão. para impedir que o sentimento venha à tona. desenvolvendo um . Somos obrigados a ver o processo dos dois “agora”. nos fornece uma base mais segura para o self novo. autoreflexivo? Essa pergunta é velha como a História. Cada ressonância de um processo dinâmico de aprendizagem. então os conceitos da espiritualidade assumirão seus lugares adequados. Um animal em posição horizontal tem um self e está harmonizado com esse mundo. soma é o ser-e-estar. significa o vir a ser corporal. É importante. não é um talento inato. Fico aflito quando as pessoas falam de espiritualidade. assumindo a definição muito simples de que consciência é a pausa entre ações para coleta de dados.própria sala de aula é uma tentativa de fixar o agora. crenças religiosas -. como o é a relação entre o self horizontal e o self vertical. que esteve ocorrendo por milhões de anos. A discussão de qualquer tipo de espiritualidade nos leva a uma consideração do soma. Significa que a vida somos nós. eles não serão deslocados para um mundo de deidades e. de modo algum. como assinalei anteriormente. Sermos nossos somas significa reconhecermos que todos somos corpos sociais. A primeira coisa que encontramos é o medo de cair. nossa pré-história e no futuro. Este self é instável. o soma é o assento das emoções e dos sentimentos. Soma é o ser pensante. não farão de nós pobres almas sofrendo de sentimentos de inferioridade. para evitar o crescimento. Colocando esse importante de outro modo. no minuto que começamos a ficar de pé e prosseguimos no processo energético de nos tornarmos eretos. Temos de ser muito cuidadosos nesse caso. a expressão da vida pode ser a evolução ascendente ou descendente. A vida vive a si mesma à medida que se expressa na experienciação. mas gostaria de fazer uma alteração: “nós somos os nossos somas”. Não é um direito inalienável. Isso significa uma mudança para uma nova subjetividade. mas é o aqui e agora de todos os nossos corpos. O termo espiritualidade causou mais enganos do que qualquer outro. não teremos de nos preocupar em saber se seremos sempre deuses ou não nesse “lugar espiritual”. Não se tornarão algo supranatural ou supra-humano. Eu costumava dizer: “nós somos os nossos corpos”. sociológicas. Não significa nossas idéias – idéias políticas. sabemos que. mas é também uma expressão da instabilidade do plano vertical relacionada à imaturidade do organismo e ao desenvolvimento do mecanismo antigravitacional. o medo da insegurança. nós começamos a desenvolver um novo self. O mundo não está lá fora somente. mas todos os sistemas de vida. Portanto. a vida se expressa como estrutura e constrói a si mesma. tornando-nos cada vês mais fincados na realidade da nossa verticalidade é um processo de evolução e crescimento. Será antes um tipo de vida que não reflete a si mesma. Para citar Thomas Hanna. juntamente com os somas. Uma vez que aceitemos isso. um processo mais espiritual. soma não significa só corpo. Isso poderia ser interpretado como uma relação insegura entre a criança e a mãe. de modo que tenhamos todos a chance de estar fincados com segurança e crescermos em direção à função vertical. com o qual devemos ao mesmo tempo nos compreender. Nossas experiências pessoais determinam nossa felicidade. a menos que a definam de modo mais claro. A vida é a capacidade de estender a vida. Dizer isso não é negar a mente ou o espírito. Portanto.

o excesso de controle resulta num sistema rígido e numa inibição do crescimento por meio da resistência e do medo. voluntários e involuntários. meu Deus. fui parar num lugar onde percebi que não estava repousando no solo como um saco de batatas – que de certo modo havia sido suspenso do solo. A individualidade é um processo de pulsação. Ela pulsa no seu . Se houver uma grande redução da força as ondas. que era toda a essência de estar ereto e em movimento. prosaica de sociedade. Os papéis são eventos energéticos que usam energia para criar. pulsatória. conservar. De repente. extensores e flexores. tudo na natureza aponta para a descontinuidade. diferente da forma de rigidez estrutural. Assumimos papéis na tentativa de adquirir um sentido de continuidade no tempo-espaço social. senão estaria morto. Por exemplo. Um bloqueio ou um limite é um lugar de contração muscular crônica que resulta em redução de movimento e sentimento no organismo. Isso mudou tudo o que eu conhecera até então. isso é realmente excitante!” Proporcionou-me toda uma nova impressão do que era a situação antigravitacional no organismo. uma barriga contraída.contato cada vez mais profundo consigo mesma e com o mundo. ele desenvolve maior contato com o que revela em conjunto com o mundo. um comportamento frio e idéias fixas sobre a moralidade sexual – ou uma concepção rígida. seguramo-nos no processo de continuidade. Há alguns anos. não para a continuidade e a permanência. já que estamos com medo de nos perder nas nossas sempre renovadas relações com o mundo. Uma outra forma de tentarmos criar a ilusão de segurança e estabilidade. É experienciado como dor ou constrição. O organismo está sempre nesse estado. Acredito que esse é o nosso prazer mais profundo e a expressão do amor – sermos nossos somas. o metabolismo da expressão energética terá sido diminuído e a vitalidade também. à medida que o soma se revela. de descontinuidade. O significado da grande distância dessas cristas faz com que seja difícil experienciarmos as pulsações da gravidade e saber que os nossos músculos gravitacionais estão harmonizados com uma onda pulsatória. e possivelmente encontramos desaprovação. Demonstrou-se que é uma onda pulsatória com cristas de cerca de 1. em geral por causa dos bloqueios e contrações. Eu disse: “Oh. parassimpáticos e simpáticos. virá sempre acompanhada da falta de contato com as próprias sensações. num contato sempre mais profundo e rico com o seu meio ambiente. experienciava uma condição de estar sendo suspenso do solo e me movendo-me em direção a ele. é assumir papéis. O que passei a afirmar tacitamente foi que a gravidade não era um estado estacionário. Do lado negativo. direcionar e estabelecer limites. As ondas peristálticas estão fluindo continuamente nos sistemas vasculares e alimentar. pela interdição do surgimento de imagens. ou a necessidade de criar uma rigidez que me forneça uma base a partir da qual crescer. O sentimento de eterna estabilidade – um lugar para descansar – não é nada mais que uma ilusão da minha falta de habilidade para me sentir ou da minha falta de disposição para aceitar a insegurança daquele movimento. Em certo sentido. os bloqueios se manifestam por idéias fixas. ou “pontos cegos”. em vez de uma concepção do próprio prazer. que inibe a respiração e o sentimento pode vir acompanhada de uma atitude de “elevação” ou amor aparente e idealismo (“estou acima disso”). atitudes crônicas. Tudo na natureza aponta para o fato de que não há segurança. galhos e folhas. Portanto a segurança é uma ilusão. É um tipo de coisa dinâmica. Era uma polaridade dinâmica pulsatória de ida e volta. No nível psíquico. Em qualquer caso. O organismo humano é descontínuo. está pulsado o tempo todo como uma expressão de seus processos energéticos.609 quilômetros de distância. e quanto mais eu experienciava isso. e digo pulsatória por uma razão: trata-se do equilíbrio entre os sistemas de músculos antagonistas e sinérgicos. É como uma árvore que se projeta nos ramos. eu estava andando na rua. Está é uma descoberta dinâmica. Uma outra função dos papéis e a contenção de energia.

união e retraimento -. acompanhada por uma sensação de doçura ou luminosidade – uma qualidade de contato na profundeza. ela se dará conta então de uma corrente. eis o processo: este estado pulsatório da nossa verticalidade e horizontalidade – esse movimento entre a unidade da plenitude e o milagre da individualidade -. Todos vimos aquela pessoa cujas lágrimas parecem superficiais e cuja raiva reconhecemos como simples acesso de cólera. Estes três estados da excitação – vibratório. aborrecimento. orgulhos feridos são sentimentos periféricos comparados à tristeza e ao choro profundo. O estado vibratório proporciona sentimentos subjetivos de prazer e dor. não somos confiáveis. mas quando alguém fica em pé. medos. invejas. e permite o surgimento da expressão do sentimento da vida na sua variedade de modos de modos. Devemos abrir mão de nossa busca de continuidade e substituí-la pela função natural do contato. será percebida como uma pulsação. aprofundamento da própria identidade e participação. eu me rendo”. pelo menos para mim um sentido de existência real e de conhecimento. toque e recuo. Há uma diminuição da tensão na posição horizontal. mas que pode ser sentida pelo indivíduo. uma qualidade de “cosmicidade” – e. prazer superficial -. . processo de dizer “sim. estar acordado e dormindo. de uma dimensão de tempo diferente. como a ondulação do protoplasma. atração. Se a pulsação se intensificar. á medida que cresce em intensidade. São a essência da vida. A dimensão desses três estados de vitalidade contrasta com a excitação simples – sensação localizada. ele não ganha apenas a parada e a queda. experienciada subjetivamente como o correr da água. conhecer e desconhecer.próprio ritmo. permitir-se emergir e imprimir nossas expressões no mundo. e sermos marcados pela sua expressão. o estado pulsatório cria uma diretividade absoluta na sua relação com o meio ambiente e o movimento. segurar e largar. nunca envolvem todo o soma – apenas certas camadas. Se a vibração se intensificar. Esta corrente é uma espécie de fluxo. Se uma pessoa atravessar os bloqueios ou limitações. Na posição horizontal. por pulsarmos e variarmos nas nossas auto-expressões. prazeres da sensação que nunca evoluem para o sentimento verdadeiro ou atingem as profundidades. eu me mantenho a distância”. estender-se e afastar-se. É a diferença entre uma chamada bruxuleante e carvão alimentando uma fogueira. Ela expressa um sentimento de integridade e de comunhão com a natureza. erotismo da pele. Negamos os padrões mutáveis da existência mantendo um papel sempre reconhecível que nunca muda. Isso é consciência funcional – contato e reconhecimento. ou amadurecer o metabolismo energético do organismo. e a força de dizer “não. onde se dá a satisfação e o controle voluntário é derrotado. ele se torna mais intenso. a raiva intensa e aos sentimentos de vazio e desamparo. O estado pulsatório deveria mudar à medida que a pessoa sai da posição deitada para a posição em pé. Crescer/vir-a-ser é a capacidade de compreender organicamente (no sentido de abranger) em vês de segurar rigidamente (no sentido de agarrar). ganha um avanço expansivo. Pensamos incorretamente que. difícil de perceber por qualquer pessoa. Não é assim. uma sensação de movimento interno. Esses três estados de excitação revelam a insegurança fundamental da posição vertical. Esta ritmicidade. pulsatório e ondulatório – estão associados a toda a vida e intensificados como descontinuidade fundamental da posição vertical. está associada a profundos sentimentos de prazer e segurança. Esses são sentimentos superficiais. não os nossos papéis e atitudes habituais. visível em um microscópio. A experiência subjetiva mais próxima que posso oferecer é o fluxo do pensamento ou do sangue. experienciará uma vibração sutil por todo o organismo. Contato é o processo de emergência dos ritmos pulsatórios. comer e incorporar. Algumas raivas. que tem as próprias expressões muito distintas. em síntese. e então tomamos esta rigidez por estabilidade.

que assegura uma construção de carga. escolha. diretividade. A carga aumentada ergue o homem. e esse drama intensifica a pulsação dentro de nós. a uma maior noção da realidade – que significa o que existe. se estivéssemos numa situação amorosa. sempre mudando. mas a evolução. Essa estrutura de vida é articulada ao sistema voluntário. por exemplo. então. e essa alta carga encontra sua expressão na verticalidade. indo do racional ao irracional. mas também como a tensão entre estados passados e atuais. Se a contração for liberada. que é igual à insegurança. e as pessoas. O desenvolvimento vertical-horizontal não é um crescimento ou uma evolução mecânica. Inversamente. Há uma relação entre a capacidade de um organismo para suportar o aumento da excitação durante um período de tempo estabelecido e sua verticalidade. algumas pessoas sob pressão começam a se sentir vibrando e tentam controlar a vibração. teremos raiva. alcance do pico e carga (isto é. num estado metabólico rebaixado). o que acontece e o que é possível – bem como a própria capacidade. esse contato-recolhimento têm o mesmo ritmo (numa outra direção) que deitar e ficar em pé. o resultado espontâneo seria o toque ou o beijo. que equiparo à individualidade. se for bloqueada por mais tempo. Ansiedade é um represamento da carga sem que haja saída. se a vibração se expandir. A verticalidade tem em si um padrão energético diferente da horizontalidade. Para mim. um metabolismo energético mais elevado cria novas funções estruturais. Essa é a base do princípio de realidade: não o ajustamento. Há aumento no nível do metabolismo energético no mundo vertical. tem as propriedades de expansão. esse tipo de processo representa o drama de conseguir levantar-se e estabelecer uma nova relação com a gravidade. que se torna tremor. individualidade. No indivíduo. Incidentalmente. Essa expansão-contração. O homem também desenvolveu uma estrutura de vida altamente organizada. a moderação ou a revolução. O sonho surge do mundo . De fato. e esse padrão é o processo anterior ao ficar de pé. um metabolismo energético mais elevado leva a um contato mais vital e focalizado e. e um aumento na sensação também aumenta a vibração e o sentimento. por assim dizer. Esse tremor é uma distorção da vibração. a ereção. como eu disse. Essa intensificação da vibração está relacionada a um aumento na sensação. mas energética. que é capaz de reter a expressão da energia. teríamos uma ação espontânea: choro. expansão. elevando assim o estado vibratório-expressivo do homem e permitindo que ela seja seletivamente liberada. O medo é uma inibição ou um desvio do fluxo. alternância de papéis. pulsação. Esse processo energético. O homem é o organismo que possui maior carga na terra. contração (tais como a respiração e o batimento cardíaco). também. Tomemos um sonho. Esse é um outro modo de dizer que criamos um papel novo a cada dia. Ele começa na posição horizontal (isto é. e é empregada na construção do ficar de pé e desenvolver-se. mais especificamente. excitabilidade). golpes etc. da estabilidade de um contato para muitas relações instáveis ou descontínuas. e do desenvolvimento de processos cognitivos tais como o pensamento. É o que se vê nos estados universais básicos de pulsação. teremos ansiedade. como o desenvolvimento de sistemas simbólicos e o nascimento e o desenvolvimento de civilizações. contração. uma sensação de perigo que inibe o fluxo ou a expressão da vibração pulsatória que causa dor. assim como é anterior ao desenvolvimento da consciência humana. agravando o sentimento de descontinuidade. a temem por causa do medo da perda de controle.Deixem-me salientar. Vamos colocar a questão da seguinte forma: a tensão da vida entre a horizontalidade e a verticalidade pode ser entendida não apenas como o drama diário da consciência horizontal contra a consciência vertical. A elevação da carga vem sempre acompanhada do aumento da expressão ou da busca de tal expressão e estruturação. a imaginação e a discriminação. Em um nível histórico mundial.

o determinismo é transcendido pelo movimento vertical. Essa capacidade de dizer não distancia e espera. em vez de se sujeitar a ordens compulsivas ou ideais. Como a respiração cria você? A respiração está relacionada ao metabolismo. As pessoas superanciosas respiram em demasia. uma nova estrutura. transforma-se oxigênio em dióxido de carbono. a atividade. um novo comportamento e novas relações. um assunto que já abordamos brevemente. modificar nosso comportamento ou nossas atitudes etc. não haverá lembrança nem despertar. A habilidade crescente para selecionar e escolher é inerente à verticalidade. Todos os animais têm uma taxa diferente de respiração. a grande ponte entre dois mundos. um sonho que ocorre na posição horizontal libera uma carga e conduz lentamente à verticalidade.da atividade energética rebaixada. Assim. mais desamparo que na posição vertical. o calor. ampliado. e isso se relaciona ao ciclo da vida animal – seu tempo de vida e seu padrão de atividade. do medo da solidão). a carga do sonho dominará o campo da consciência ou da vigília e. o fogo. Qualquer um que tenha visto um depressivo notou que sua respiração é profundamente limitada. a respiração que não sofre inibição envolve a totalidade do organismo. dos sentimentos amortecidos de insegurança. esse ato único que se encontra na fronteira entre a inconsciência total e a capacidade de exercer um controle voluntário -. É preciso respirar para que o choro aconteça. A maturidade é a disposição para aceitar os sentimentos de distanciamento e solidão. pela sua própria natureza. seremos obrigados a lidar com seu conteúdo (permanecer em contato) podemos tentar compreendê-lo (nesse caso. passando por todos os estágios. encontrará sua expressão no sonho e até levará a um estado de vigília imediato ou a uma lembrança posterior do sonho. Também é uma função da maturidade permitir que se dêem a necessidade rítmica e a auto-regulação. correr e negar). e nessa transformação você é criado. maior acaso. Se for suficiente. dependendo dos nossos instrumentos para compreender. desfrutar a intensidade da própria autopercepção e auto-ajuda. As que têm medo de sexo conterão na pelve. Se a energia liberada for suficientemente grande. expiração completa. A respiração envolve todo o organismo. talvez. O que também está implicado nesse caso é a habilidade de abrir mão dessa solidão e dessa distância em favor da intimidade e da interdependência. O tema da escolha nos conduz à questão da maturidade e da capacidade de dizer não. na qualidade do soma. Se a energia do estado de sono for maior que a do sonho. É se tornar si-mesmo nesta pulsação de expansão-contração. ou retribuição. de distância e proximidade. e desenvolver um contato mais profundo com nosso mundo e os novos limites. o que diminui o contato. Entre a inspiração e a expiração. O oxigênio é o ingrediente necessário para a combustão. Num certo sentido. A respiração das crianças é mais rápida que a dos adolescentes e adultos. este dar e receber (em vez de se encostar. que se somam a um contato ativo. A disposição para portar os sentimentos de insegurança e solidão também é uma expressão da maturidade. levando a uma nova percepção. depender. Desse modo simples. dá suporte aos sentimentos e cria sensações. contribuindo para uma plenitude e uma atividade cada vez maiores. esquecê-lo ou deslocá-lo. O mero aumento da excitação que se reflete na mudança da respiração nos eleva do mundo horizontal para o vertical. Ou. agir sobre ele. Trabalho muito com a respiração porque está no centro do ser. As que têm medo de chorar ou gritar inibirão a respiração no peito. das contrações que buscam a evitação. Isso se reflete na qualidade e facilidade da respiração. Consideremos a respiração – esse ato maravilhoso. Na horizontalidade há uma imprevisibilidade de escolha. portar e apreciar a autocontenção dos nossos sentimentos somáticos (em vez do enrijecimento de tentar ser independente. É aquele ato único que garante a inspiração e é aquele ato único de amor definitivo. e o choro dá . atribuiremos a ele uma estrutura comportamental) expressá-lo. Vou mais longe: a respiração é o centro do ser.

É uma experiência magnífica – permitam que lhes diga – o prazer. a finitude. mas pouquíssimas pessoas têm a experiência de seus próprios somas e o que isso significa. baseada no movimento das estrelas. da horizontalidade da verticalidade e o movimento entre essas duas dimensões – estas seriam partes da existência. está desacreditada. Se eu quisesse colocar isso em termo gestálticos. Quando exploramos o cosmos nos tempos antigos. e um desejo de pular fora do nosso destino cultural e dos sentimentos que procuramos evitar como os nossos sofrimentos. distorcemos e nos colocamos num inferno de um grande número de problemas. dores desesperos ou rejeições. Estabelecemos que tudo na natureza aponta para o fato da não-segurança – a descontinuidade. representamos o movimento ascendente por aproximadamente 2 mil anos. a alegria penetrante de uma etapa. sistemas inteiros se evaporam – a ilusão de uma ordem contínua eterna. expressivo. bem como o nosso medo de não amar ou ser amado. Não é um evento isolado – a respiração está intimamente relacionada à atividade da expressão. não tínhamos as ferramentas para compreender que o próprio cosmos. a ternura. se você não puder sentir e expressar a raiva.lugar à respiração. e a confusão está em que. e ela poderá até dançar. Não basta simplesmente praticar a respiração. de luminosidade. Não ter ego é também expressão de um desejo de abrir mão da totalidade das preocupações egoístas do prestígio ou das garantias superestressantes. no sentido de desejarmos nos tornar todos experiência e desistir da totalidade dos eventos que estão em primeiro plano (diferenciados). não o infinito. era infinito. Deixem-me ir mais longe. A respiração plena está relacionada com a sua expressão. os seus padrões respiratórios estarão inibidos. é desequilibrada. Não ter ego. por insight ou acidente. É muito difícil de descrever. é algo tão desequilibrado quanto viver apenas na ilusão do mundo do ego. A respiração está relacionada com expansão e a expressão dos sentimentos. Na medida em que desejamos escapar dos problemas – desistir deles -. Em resumo. em nossa cultura. primário. Por exemplo. De uma maneira ou de outra. então haverá mais respiração em conjunto com a atividade física. Eu expressei isso em termo dos dois “agora”. Pensamos que ele era infinito. do sentimento. Precisamos de um ego. ou estar sem aquelas funções de limites e controle. queremos evitar o self convergente. A sensação de movimento. Não conheço muito o mundo oriental. o “agora” como do background e o “agora” do primeiro plano. Nós o fixamos. as pessoas se confundem entre desistir do ego (funções de autodireção) e não identificar-se com suas imagens contra deixar que o ego sirva ao self e ajude a encontrar meios apropriados para que ele se desenvolva. Estamos novamente na mesma situação que estavam os primeiros andarilhos caminhando para o mundo patriarcal. Esses conceitos podem parecer simples. porque nos furta da individualidade em favor de formarmos um todo com o universo. Qualquer cultura que deseje viver o tempo todo nessa posição horizontal unitária. Deixem-me explicar melhor. É pos isso que a ioga é parcial. As estrelas morrem. sem viver o seu movimento ascendente quando ocorre. a renúncia ao nosso ego é doentia. realmente significa não ter um self social. Ela nega a própria evolução e funda a rigidez de negar a individualidade emergente. e teremos uma integração completa entre respiração. Não é. a sua respiração se intensifica. Isso significa abrir mão de si – a volta ao self universal? Viver apenas o aspecto unificador do grande inconsciente. ou da grande energia. Newton e os . Quando uma criança está alegre. sentimento e ação. é criada pela respiração. Estar sem ele é renunciar a uma parte de nós mesmos. Desse modo. ou bem o ego serve aos seus próprios propósitos (autoperpetuação) ou não serve à vida. até onde era possível saber. mas devo afirmar o tremendo milagre do mundo ocidental. o choro.

na medida em que lidamos com questões como alternância de papéis. alerta-se o tempo e simula-se impedimento da experiência. Tem-se a impressão de tornar a vida mais lenta e criar uma nova. . Culpar também é uma tentativa indireta de culpar a cultura. Culpar faz parte de um processo de separação. A culpa está relacionada a uma expressão da raiva e uma ânsia de amor – a raiva é expressa em razão de um desejo de estar vivo por meio do contato.”Ao culpar. e de fato proporciona a sensação da eternidade. Estar com nossa insegurança é um presente de Deus. continuaremos presos ao dogma. à unidade e à interdependência. e agora devemos encarar nossa insegurança de novo. Também notei que a inibição do movimento do sentimento tem o efeito de alterar o tempo – entrase num mundo cujo espaço é exterior ao espaço vivencial -. ele se retira e depois se reafirma. Ela nos bastou por um par de milênios. Estou gastando tanto tempo com isso para abalar nossas velhas formas condicionadas de estar no mundo e interpretar os fenômenos e a experiência. Ela pode ser uma ação substituta. A própria base da consciência traz em si mesma a qualidade da insegurança. a extensão da vida ou da percepção de ser capaz de controlar os eventos. A culpa também está relacionada a uma filosofia determinista. então poderão ser superadas. ou prevenir os eventos do “agora”. Isso nos leva a considerar a questão da ilusão da imortalidade. Ou você aceita isso ou estará perseguindo o arco-íres por toda a sua vida. Quando se entende isso. por renunciar à livre escolha e não ceder à ansiedade e espanto de uma vida de mente aberta e livre escolha. sustentando a distância e a solidão resultante. precisamos entender isso agora. Culpar também é uma forma de manter um tipo de identificação invertida com os pais. alguém retira a responsabilidade de si e a coloca nos outros. que não há velhas regras e que o toque interior de um processo pulsatório consiste em criar eternamente uma nova forma e desmanchá-la -. manter uma ação em suspenso em razão de uma ação preferida ou a inabilidade para agir. nesse sentido. Apenas faça isso e viva com isso – é a experiência de ir com isso aonde te levar. não há mais necessidade de se culpar com “por que não estou amando? por que não sou bom mais etc. em direção ao futuro ou ao passado. O amor não é um estado eterno. a mesma percebida na horizontalidade – uma contração muscular que pode ser relacionada à sobrevivência e. de manter distância. Perguntaram-me se o que acontece na evolução é que aceitamos nossa insegurança em vez de procurar tornar-nos seguros. Ela pode ser uma tentativa de elaborar novos padrões de ação. Nesse sentido. Formulamos que a maturidade é um equilíbrio muito sutil entre manter a capacidade de dizer não.?” Esse tipo de censura é uma tentativa e um resíduo de pensamento casual. o tempo da nossa cultura hoje. à “correção” e a normas de comportamento que nos atormentam por séculos. Essa alteração do fluxo da pulsação presente tem como efeito criar uma sensação de tempo estendido. o sistema voluntário para elaborar e estender a expressão e o contato. Exatamente. e é uma perpetuação do mito do Paraíso Perdido. identifica-se a continuidade com a ausência da mudança. é claro. Estou insistindo nesses pontos porque. a menos que entendamos como a evolução e a motivação estão intimamente travadas. o que é o homem. e se render à intimidade.velhos gregos deixaram isso muito claro. Realmente. Nenhum estado é constante. O objetivo do meu trabalho é ajudá-lo a se experienciar novamente. “Se as causas forem encontradas. É uma ilusão. A sua ética estava fundada num cosmos que tinha uma ordem eterna. penso que o que se conseguiu foi apenas alterar o fluxo e o uso da experiência. a sexualidade e o amor – a menos que tenhamos a visão mais ampla e profunda possível. Parece haver uma relação entre a contração muscular crônica e a fantasia.

que permite a emergência da seletividade. e também está relacionada à habilidade de conter ou reter a ação para um contato mais significativo. Há um sentimento de estar preso numa armadilha no espaço-tempo comum quando falta flexibilidade comportamental (os limites são rígidos).Este é o modo como. sob regras de comportamento traumáticas ou supercodificadas contra um sentimento a favor da vida. A liberdade está relacionada à maior percepção da descontinuidade. é a essência. Fazer amor é algo único porque é aquele lugar único entre a verticalidade e a horizontalidade. esse estado tem a qualidade de estender o tempo. a emergência da verticalidade acompanha o desenvolvimento do sistema voluntário. há uma conexão. por escolher alguém livremente e não ser capturado pelo sentimento (no estado vertical a vergonha é possível. Fazer amor está no centro. ele também tem medo da verticalidade. Mas ao fazer emergir um novo comportamento. A diferença entre prazer e êxtase ilustra esse conceito. por outro lado. o homem cria contínuos espaço-tempo que transcendem seu velho mundo de espaço-tempo. desde que eu não esteja buscando satisfazer uma velha necessidade de amor. assim como tem medo de ficar em conflito com relação à possibilidade de um padrão novo e mutável de amor que . Todas as dimensões e limites mudam e acontece o êxtase. fixado. na descoberta de si e do outro e no modo como. A verticalidade intensifica o sentimento de amor por ser capaz de contê-lo (o que constrói uma intensidade de sentimento). atingindo novos limites e uma nova visão e sentimento do mundo. O prazer. um espaço com seu próprio contínuo de tempo. Na verdade. está relacionado ao contato com o próprio mundo ritualizado. O sistema de final aberto do homem permitelhe emergir desse padrão fixo e criar diferentes níveis de experiência. A emergência da espontaneidade cria um espaço novo. O homem não tem medo somente da maneira horizontal de amar à medida que se dirige para a verticalidade. O espaço-tempo per se não pode ser transcendido. movimento corporal apenas. quando os dois mundos se encontram. de mover-se com ele e ser movido por ele. não levamos conosco o mundo do sentimento. ou. com o propósito de conservar uma sensação de continuidade. o contato amoroso está aberto e o novo emerge. na percepção. ou o prazer. e a ação se torna repetitiva e fechada. a partir do estado crônico de movimento ritualizado. Quando vejo aquele que amo ou quem preciso e me dirijo a ele. no qual vemos a relação criativa entre: voluntário involuntário desenvolvimento e espontaneidade direção ação imaginação Vamos abordar o conceito de espaço e tempo de maneira um pouco diferente. e. ou abandonamos dos nossos papéis. Ao sair deste mundo para o mundo vertical. A literatura contemporânea não faz muitos comentários sobre o efeito do ato de fazer amor no comportamento. Quando alguém transcende o tempo-espaço comum e se volta para uma nova forma de comportamento. criam-se racionalizam-se papéis. transcendendo seu tempo e espaço comuns. onde esse dois mundos se encontram. em outras palavras. experiencia o êxtase. os insights e as experiências são revelados para o nosso crescimento. é um recolhimento do contato pelo medo de ficar exposto e ser rejeitado). o sistema voluntário leva a melhor sobre o voluntário (como foi visto nas atitudes musculares crônicas). Quando anseio por um contato amoroso e o procuro. como nos níveis mais baixos dos padrões instintivos fixados. no insight. infelizmente. está na essência. o nosso conhecimento e o nosso novo conhecimento.

são as glórias e os dilemas da condição de estar nesse movimento. mas a verticalidade rígida é desprovida de sentimento e egos. o que significa renunciar às atitudes da verticalidade. A abordagem energética não tem o objetivo de tornar as pessoas seguras de nada. horizontalidade significa um retorno à terra. O contato é a expressão do homem mais desenvolvida e verdadeira do estar no mundo do que a consciência. seremos forçados a abrir mão daquelas atitudes que definem a nossa assim chamada humanidade. Primeiro. Este “lugar” fica onde o contato se desenvolve para as horizontalidade e verticalidade. então. para sentir o que acontece dentro dela. capaz de reconhecer e existir dentro de uma multiplicidade de formas de estar no mundo. e. é o estado transitório entre dois níveis de contato. é o lugar formativo no qual as energias da formação se erguem. movendo-se para um contato novo e aprofundado. Verticalidade significa para o homem novos relacionamentos e novo contato. torna-se um artista. a pessoa com inibição de vitalidade precisa ser colocada numa situação em que permita a expressão de mais movimento – pela respiração ou mexendo-se fisicamente. que ele teme. nesse ritmo pulsatório entre a rendição e a manutenção do sentimento de si mesmo. modera a atividade. voltar. A essência. é esse processo e evento da vida da imersão (não fusão. então. Ele deseja evitar esses sentimentos a todo custo. expressão única da individualidade e da unidade da comunidade. é provável que experienciemos nosso estado polimorficante erótico e. Provavelmente. o medo mais profundo do homem seja o desamparo (esse medo pode estar no núcleo de todas as neuroses). A verticalidade aumenta a apreciação dos dois “agora”. O terceiro é caracterizado por maior vitalidade e contato. Significa um retorno à fisicalidade com a sociabilidade. Isso implica força do ego porque provavelmente nos tornaremos dependentes de novo. para mim. então. e um medo de que possamos retornar ao nosso estado anterior de dependência sem ajuda. entre a verticalidade e a horizontalidade. Este é o estágio da consciência e é um estágio de transição. ajudá-las a abrir mão do processo no qual se encontram. às vezes assustadora! O trabalho que faço se dá em três estágios. o que também é temível. Aquelas possíveis forma de ser. Uma pessoa pode abrir mão desse processo pro meio de uma experiência mística ou transcendental. Quando está na horizontal. É uma experiência impressionante e. intuitivo. onde a vida está enraizada. atuando no nível do sentimento. não distância) no qual: conhecer fazer . E assim começa um conflito entre as atitudes da verticalidade e as da horizontalidade. A expressão do amor realmente se dá deitando-se. A consciência. Em certo sentido. o centro. Há uma vergonha em voltar à posição horizontal. pois o homem deve primeiro ser capaz de retornar ao solo. seu propósito é ajudá-las a sentir mais e ser mais. entre a unidade da unicidade e o milagre da individualidade. e está afinado com a evolução da expressão de do aprofundamento e ampliação na vida. Alguém se torna mais o que realmente é. nesse processo. por mais breve que seja o tempo em que nos voltarmos para o chão. alcançadas com dificuldade. encarar novamente o mundo horizontal e experienciar aquela unidade. encontrando expressão na horizontalidade e na verticalidade.surja da síntese entre horizontalidade e verticalidade. liberado do tempo e espaço coletivos. Ganhar o sentimento de unidade que ocorre numa experiência como esta tira uma grande quantidade de força do ego. depois. O contato. o homem lembra da sua dependência e desamparo. que cria e revela a pessoa. mas uma experiência como esta é habitualmente breve porque a pessoa ainda não acabou a criação de uma nova realidade vertical. No próximo estágio.

revelando-se.experienciar participar receptividade e inteligência são uma coisa só: a unidade além da consciência. “Que aclare! Que amenzca en el cielo em la tierra! No habrá gloria ni grandeza hasta que exista la criatura humana: el hombre formado. com suas expressões de horizontalidade e verticalidade num self eternamente novo. O contato tem em si todas es expressões da existência. A pessoa é a face da mudança contínua do contato. E. em vez de ser apenas a atuação da individualidade. que é o contato da vida consigo mesma. exatamente como a pessoa que está no núcleo de sua vida está no núcleo da vida – esta quantidade reconhecível que está sempre em formação. O núcleo da vitalidade é o contato que se exprime no processo formativo da pessoa.) A pessoa é a face externamente expressiva da existência. Em suma: a pessoa é essa expressão da vida. recebendo de dentro de si esses pólos e refletindo-os como sendo ela mesma – exatamente como a interpenetração no ato de fazer amor revela o todo. nesse caso a face da horizontalidade e da vida como pólos dela mesma. depois. que é a expressão da comunidade. em eterna expansão. que flui dela mesmo e se recebe de volta (que tem a face dela mesma.” PopolVuh . sempre se formando. e da horizontalidade. com suas contrações únicas. o que é a expressão da separação.