04/12/2014

Tabelionato Figueiredo ­ 8º Ofício de Notas do Recife

MATRÍCULA DO IMÓVEL
De acordo com a Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/73), todo imóvel deve ter uma matrícula própria junto ao cartório
de imóveis da respectiva jurisdição. É a matrícula que individualiza o imóvel, servindo para a sua correta identificação, e
nela serão registrados ou averbados todos os fatos aquisitivos, translativos, modificativos ou extintivos de direitos de
pessoas físicas ou jurídicas sobre o imóvel objeto da matrícula.
A cada matrícula deve corresponder um número de ordem, e a mesma conterá “a identificação do imóvel, feita mediante
indicação de suas características e confrontações, localização, área e denominação, se rural, ou logradouro e número,
se urbano, e sua designação cadastral”, assim como “o nome, domicílio e nacionalidade do proprietário”. Se o
proprietário for pessoa física, da sua qualificação deve constar o estado civil, a profissão, a inscrição no CPF ou o
número da cédula de identidade, ou, à falta da identidade, a sua filiação. Tratando­se de pessoa jurídica, deverá ser
indicada na matrícula a sua sede social e o número de inscrição no CNPJ (Lei nº 6.015/73, art. 176, II). Esses são os
elementos necessários da matrícula para a correta individualização e descrição do imóvel e para a identificação precisa
do respectivo proprietário. A matrícula será lançada pelo cartório de imóveis no Livro nº 2, destinado ao Registro Geral.
No mesmo Livro nº 2 serão feitos todos os demais registros e averbações enumerados no art. 167 da Lei nº 6.015/73,
como, por exemplo, o registro das alienações, permutas, doações e de constituição de hipoteca, ou a averbação da
mudança de numeração do prédio, da sua demolição ou da inscrição de cláusulas de incomunicabilidade e
impenhorabilidade. No alto de cada folha do livro será consignada a matrícula do imóvel com os requisitos de
individualização e descrição, e no espaço restante da folha e no seu verso “serão lançados, por ordem cronológica e em
forma narrativa, os registros e averbações dos atos pertinentes ao imóvel matriculado” (Lei nº 6.015/73, art. 231, I).
A matrícula representa, assim, a história completa do imóvel, substituindo, a partir da Lei nº 6.015/73, a antiga
sistemática registral que não adotava tais procedimentos unificadores e que se revelam bem mais simplificados para o
controle racional da seqüência histórica de “todos os atos que, de qualquer modo, tenham influência no registro ou nas
pessoas nele interessadas” (Lei nº 6.015/73, art. 167, II, 5). Atualmente, os lançamentos nos livros do registro geral e nas
matrículas correspondentes são realizados por sistemas informatizados, não obstante alguns cartórios de imóveis,
notadamente os do interior do Estado, ainda adotem a antiga prática do imenso livro manuscrito, o que reduz a garantia
da segurança da escrituração. Pelo sistema adotado no Código Civil Brasileiro, a propriedade de bem imóvel somente
se transfere com a transcrição da escritura de compra e venda do bem ou de outro título aquisitivo no registro imobiliário
competente (Código Civil, art. 530). Desse modo, é fundamental, para a segurança e eficácia da transação imobiliária,
antes que qualquer fato superveniente modifique o estado ou situação das partes envolvidas, que a escritura, contrato
ou título correspondente seja levado, o quanto antes, para registro na matrícula do imóvel. Isto porque, qualquer
modificação ou retificação futura na matrícula, quanto à situação do imóvel ou das pessoas interessadas, somente
poderá ser promovida através de processo judicial.

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