Tutoriais Infraestrutura

SPDA: Raios e Trovoadas
2.0 Proteção Pessoal
Os raios podem causar a morte de pessoas e animais por vários efeitos durante a descarga entre nuvem
e terra.
Quando o líder ascendente, saindo de um solo plano, se encontra com o líder descendente, forma-se a
descarga de retorno, que é de grande intensidade, produzindo:
 Elevação da temperatura no centro do raio e como conseqüência, uma violenta expansão do ar,
com o ruído de um estrondo, que é o trovão.
 Fortes campos eletromagnéticos, em torno do ponto central do raio que se propagam a centenas
de metros.
 Linhas radiais de corrente no solo, com origem no ponto de impacto do raio.
 Ao longo das linhas de corrente,existirão quedas de tensão, variáveis com a resistência do solo,
formando em direção radial concêntrico linhas de corrente e em direção de curvas concêntricas
linhas equipotenciais vide fig.1
 Incêndio de arvores se o raio for de baixa intensidade e longa duração ou romper-se se for de
alta intensidade e baixa duração.

Figura 1: Linhas de corrente e equipotenciais

3.0 Efeitos sobre os seres vivos
São os efeitos que o raio provoca sobre os seres vivos, quando atinge direta ou indiretamente um ser
vivo, podem ocorrer pela exposição ao campo eletromagnético e suas correntes de circulação no corpo
dos seres vivos.
3.1 Parada cardíaca
Provocada pela passagem de corrente no troco do ser vivo, que causa fibrilação ventricular com parada
cardíaca.
3.2 Tensão de passo
É a tensão entre os pés do ser vivo, ou seja, um passo do mesmo (com os pés separados), com isto ele
ficara com os pés em linhas equipotenciais diferentes provocando passagem de corrente pelo seu tronco,
num ser vivo bispede isto raramente provoca a morte, pois a parcela de corrente é pequena (linhas
equipotenciais próximas), já nos quadrúpedes geralmente é fatal (linhas equipotenciais distantes) maior
diferença de potencial, logo maior corrente passando pelo tronco do ser vivo.
3.3 Tensão de toque
É a tensão provocada pelo toque do ser vivo no condutor durante uma descarga eletromagnética e
geralmente é provocada pela alta impedância do condutor, provocando passagem de corrente pelo ser
vivo que possui uma impedância menor que o condutor.
3.4 Descarga Lateral
É provocado pela descarga do condutor ao ser vivo próximo pelo rompimento da resistência do ar
provocada pela alta tensão na hora da descarga atmosférica, geralmente quando as pessoas estão em
baixo do ponto de descarga (Arvores ou sofrem efeitos dos campos magnéticos no laço entre eles e a

desligar inclusive as redes de Internet e Telefonia. canalizações de água ou de outro tipo constituem-se em excelente proteção contra as descargas. abaixar-se com os pés juntos e mãos sobre os joelhos e aguardar passar a tempestade de trovoada (aproveite para rezar).0 Regras práticas de proteção  Se estiver em campo aberto. 4.  Se você estiver em uma estrada ou na rua.  Se você estiver dentro de casa ou de qualquer prédio.. . abaixe-se com os joelhos dobrados e as mãos na nuca procurando tampar os ouvidos. planeje o que fazer no caso de ocorrência das descargas elétricas nas proximidades.  Você pode estimar a distância de incidência dos raios usando o método chamado "flash-to-bang" ou "relâmpago-trovão".  Externamente.  Prédios de concreto com fiação elétrica. procurando abrigo em prédios. já é hora de se prevenir. se não houver proteção desliga-los da rede de energia.0 Incidência de Trovoadas (Mapas Isocerâumico) Uma Trovoada pode ser definida como o conjunto de fenômenos eletromagnéticos. por exemplo. aos primeiros sinais de um temporal abandone imediatamente o local. procurando abrigo nas proximidades.  Para Equipamentos de dados e telefonia. Se você vir o primeiro clarão.  Não permanecer na água durante a tempestade.  Nunca procure abrigo sob árvores isoladas ou prédios rústicos como aqueles de proteção para animais. piscina etc.  Afastar-se de peças metálicas expostas ao tempo. rios. mil e três etc. Mantenha-se protegido nesse tempo. Para contar os segundos você pode usar a seqüência. um raio pode "escapar" do centro de atividade da nuvem e atingir áreas a longas distâncias. neste caso ocorre queimaduras e passagem de corrente pelo coração e cérebro geralmente levando o ser vivo a morte..  Durante os temporais evite aglomeração de pessoas mantendo pelo menos uma distância de 5 metros uma da outra. existentes em pastagens. O raio procura sempre os pontos que se sobressaem da superfície como atrativo à descarga. não use telefone ou outros equipamentos elétricos.  A possibilidade de você ser atingido por um raio em um temporal inicia-se meia hora antes e continua até cerca de meia hora após sua atividade máxima.5 Descarga direta É o caso onde uma pessoa andando em campo aberto recebe diretamente o raio. se você ver o clarão e contar até oito. normalmente. veículos ou superfícies que conduzam eletricidade. contar cerca de 30 segundos e depois ver outro clarão e contar menos que 30 segundos. pois pôde ocorrer diferença de potencial e provocar ocorrência de corrente no tronco (parada cardíaca). pois os campos magnéticos poderão mata-lo. Contando os segundos entre o "clarão" do raio e o trovão que você ouve e multiplicando por 300 tem-se a distância em metros do local onde ocorreu a descarga. com baixa intensidade. procurar um abrigo fechado. acústicos e luminosos que ocorrem numa descarga atmosférica. nunca fique perto de cercas metálicas. 3.  O raio nunca avisa aonde vai "cair".árvore).  Se não houver abrigo. Assim.  Você pode ser atingido não somente pelo raio diretamente como também por "faiscas" refletidas por objetos da proximidade. lagos. mil e dois.400 metros do local onde você se encontra.  Proteger os equipamentos elétricos. significa que o raio "caiu" a 2.  Não sair a janela para apreciar as tempestades. a melhor proteção existente é dentro do veículo com os vidros fechados. Caso você esteja em um local descampado. Isso porque. 5..Mil e um..  Se você estiver no alto de um morro. A melhor proteção é se prevenir com antecedência.  Nunca ficar na praia durante uma tempestade de trovoada. retire os "plugs" dos aparelhos elétricos das tomadas. desça para o ponto mais baixo do terreno. Os sobreviventes geralmente são seres que receberam a descarga de um braço menor do raio ou ramo do mesmo. Não são os pneus que promovem a proteção mas sim um fenômeno da física chamado Gaiola de Faraday. Fique longe de tomadas de força ou de superfícies metálicas.  Se você estiver em locais abertos como campo de futebol.  Aos primeiros sinais de um temporal.  Nunca seja o ponto mais alto da redondeza.

por ano.20km) Medidor de Raios Mapa Isocerâumico Rindat – Projeto INPE / CEMIG/ Furnas para medição de incidência de raios disponível pela internet. notamos ainda que na região do equador concentram-se as de maior valor e nos continentes existem maiores concentrações que nos oceanos. Os especialistas e empresas de energia usam contadores de raios que são dispositivos que possuem uma antena captora que captam as radiações eletromagnéticas emitidas pelos raios e as registram em um dispositivo contador (raio de ação do contador +/. Mapa isoceurâmico: mapa com a união das localidades com seus índices cerâumicos. Seção: Tutoriais Infraestrutura . se este parâmetro for conhecido será fácil calcular a probabilidade de caírem raios.Índice Cerâumico: numero de dias que ocorre trovoadas em uma dada localidade. em uma área. Para técnica de proteção o importante é saber a densidade de raio por km² por ano. Se olharmos o mapa isocerâumico abaixo notaremos que existem regiões com índice muito baixo (1 a 5) e outras de nível muito alto (120 a 250).

000001 onde: Ng = densidade de raios na região e 0.3 Casas com antenas externas 0. ou seja. de quantos em quantos anos cairá um raio na estrutura.000001 ajuste de unidades. Área de atração É a área da vista em planta aumentada proporcionalmente a uma vez a altura da estrutura (NBR5419) e tres vezes a altura IEC1024-I.SPDA: Níveis de Proteção 6. Fórmula de cálculo Formação paralelepipédica: Ap = área base+2x área da base + ¶ x h ao quadrado Com a área de proteção calcula-se a probabilidade de queda de raios. ou exigência das seguradoras já que raios provocam danos e incêndio. P0=P x A x B x C x D x E onde: P0 = Necessidade de proteção obrigatória Se P0 < 0.0 Necessidade de Proteção A decisão de proteger uma determinada estrutura pode ser de ordem legal (códigos de obras municipais – Brasil).00001 será desnecessário. P=Ap x Ng x 0. Com isto podemos calcular a obrigação de proteção ou não pela norma. Logo teremos a probabilidade de ocorrência de raios em uma determinada estrutura. uma preocupação do proprietário para evitar prejuízos materiais e pessoais. O Método pode vir especificado pelo código de obras ou ser um dos existentes na norma NBR5419.0 . Tipo de ocupação Fator A Casas 0.7 Fábricas e laboratórios 1. se P0 > 0.001 será obrigatório a proteção.

Estádio de futebol. sem valor 0.2 Shopping. mas em qualquer caso se restringirão à estrutura e seu conteúdo.  Nível II – Destinados às estruturas cujos danos em caso de falha serão elevados ou haverá destruição de bens insubstituíveis e/ou de valor histórico.3 Escolas e Hospitais 1. 1. gás.: depósitos de explosivos. 1. 7.0 Museu e monumentos 1.7 Localização Fator D Rodeado por arvores ou estruturas 0. exposições 1. 300 a 900 m. escolas.E de atração de raios. material tóxico ao meio ambiente. metálica 1. ginásios esportivos.0 Topografia Fator E Planície 0.0 Conteúdo Fator C Comum.3 Colina 1. EX.0 Montanha..7 Cobertura de palha 2. 1.3 Montanha acima de 900 m.etc. n ão metálico 0.0 Isolada 2.4 Semi-isolada 1.etc.4 Metal ou Concreto cobertura metálica 0.3 Escolas e hospitais 1.: Museus.. escritórios..B. fábricas sem . apartamentos 1. como residências.C. não metálico 0.8 Subestação.0 Níveis de proteção A NBR5419 relaciona 4 níveis de proteção relacionados com as estruturas como relacionado abaixo:  Nível I – Destinado às estruturas nas quais uma falha do sistema de proteção pode causar danos às estruturas vizinhas ou ao meio ambiente.8 Alvenaria 1..4 Alvenaria ou madeira com cob. estádios.0 Madeira 1.Ex.7 Fatores A.  Nível III – Destinada às estruturas de uso comum.Escritórios. Telecom.3 Sensível a danos 0.7 Material de construção Fator B Metal revestido. hotéis.2 Concreto Cob.D. materiais sujeitos à explosão.

6 Geração de descargas laterais – ao ocorrer uma descarga a corrente que passa nos condutores de descida causam quedas de tensão ao longo desses componentes e podem dar origem a descargas laterais às pessoas que estejam em sua proximidade. 8.etc. produzirão tensões de passo perigosas às pessoas que estiverem na vizinhanças do sistema de proteção. 8.5 mts e/ou obstáculos que mantenham as pessoas afastadas destes pontos. com pouco acesso de pessoas. pode-se evitar esta falha distanciando mais os componentes do sistema das paredes e tetos da estrutura. Nível IV – Destinadas às estruturas construídas de material não inflamável. neste caso é necessário se efetuar a troca dos condutores.risco de explosão ou de risco. 9.: depósitos em concreto.7 Geração de tensões de passo – as correntes ao se dispersarem no solo.4 descarga.3 Falha de dimensionamento – ocorre quando o sistema foi mal dimensionado e se utilizou cabo de descida inferior aos mínimos recomendados.. EX. esta tensão é a resultante da queda indutiva nos condutores e a queda de tensão no sistema de terra. a solução é melhorar o numero de condutores de descida e melhorar o sistema de aterramento.  Eficiência da interceptação: é a relação entre o número de descargas atmosféricas recebidas pelo sistema de captores e o numero médio esperado de descargas sobre a área de atração da estrutura. provocando seu rompimento ao receber uma 8.8 Geração de tensão de toque – uma pessoa pode tocar nos condutores de descida no qual naquele exato momento está sendo gerada uma tensão indutiva + diferença de potencial pela descarga atmosférica. solução é colocar uma grossa camada de concreto e/ou melhorar o sistema de aterramento de forma a diminuir as tensões de grade em torno do aterramento e ponto de impacto. .5 Falha na proximidade – isto ocorre porque os condutores e captores estão muito próximos das estruturas do volume protegido. abaixo temos a descrição dos riscos existentes em uma edificação e sistema de proteção.  Eficiência pela norma NBR5419 Nível de proteção Eficiência I 98% II 95% III 90% IV 80% Seção: Tutoriais Infraestrutura .etc.0 – Avaliação de Risco  Para imaginar os riscos precisaremos usar um modelo de um caso prático onde indicaremos os riscos envolvidos.. e com conteúdo não inflamável. 8. 8. estoque de produtos agrícolas . pode-se evitar isto com telhas de espessura mais grossa ou melhorando a blindagem.  Eficiência global de um sistema de proteção: é a relação entre o numero de descargas que caem sobre o sistema de proteção ou sobre a estrutura e não produzem danos a ela e o numero médio esperado de descargas sobre a área de proteção da estrutura..  Eficiência do dimensionamento: é a relação entre o número de descarga captada pelo sistema e que não provocaram danos e o numero de descarga captada pelo sistema de proteção. 8.0 Eficiência do sistema de proteção / Níveis É importante primeiro vermos algumas definições importantes referentes a eficiência. e com conteúdo não inflamável. 8. para se evitar isto o numero de cabos deve ser aumentado diminuindo o espaço entre eles. 8.2 Falha da auto proteção – uma descarga passa pelos captores e atinge o teto fora do volume de proteção provocando fusão da telha com a volume protegido que inflama a mistura da zona 1 logo abaixo do teto. solução é colocar materiais isolantes até a altura de 2. tensões geradas pela diferença de potencial a cada metro do ponto de impacto. 8.1 Falha da Blindagem direta – é quando uma descarga atmosférica consegue passar entre os cabos e captores ou ao lado deles e chegar à área protegida.. podendo provocar incêndio ou explosão.

o primeiro passo é se escolher o sistema de proteção (Gaiola de faraday.2 Sistema de descida – Tem como função conduzir a corrente de descarga do raio recebido pelo captor até o sistema de aterramento.SPDA: Métodos de Proteção 10.0 Métodos de Proteção Uma vez feita a análise de necessidade de proteção de uma determinada estrutura. Qualquer que seja o sistema de proteção escolhido. As variações nos métodos de proteção se devem pelo fato de termos mais de uma maneira de captar os raios. reduzindo ao mínimo o risco de ocorrência de tensões de passo e de toque. é inclusive o mais recomendado pelos projetistas de SPDA. esta utilização não só para ser mais eficiente como mais econômica. pe necessário se efetuar o calculo dos componentes que compõem o sistema de forma se assegurar a eficiência do mesmo. e determinado o nível de proteção necessária.3 Sistema de Aterramento – Tem como função dispersar no solo a corrente recebida pelos captores e conduzidas pelos condutores até o solo. 10. Uma vez definido o sistema de proteção. se os elementos não forem visíveis e não havia previsão na fase inicial deve-se evita-los. e ensaios de laboratórios de alta tensão.7 Proteção não isolada: é aquela onde não existe espaçamento entre o sistema de proteção e a estrutura do volume protegido. 10. Franklin. colocado diretamente sobre a estrutura do volume protegido. assim como. modelo eletromagnético) ou mixto. deve ainda ter a capacidade térmica e mecânica suficiente para suportar o calor gerado pela passagem da corrente. deve ter a capacidade térmica e mecânica suficiente para suportar o calor gerado no ponto de impacto. sempre existirão os três componentes a seguir: 10. mais estético fica o projeto. deve resistir ao calor gerado e deve resistir ao ataque corrosivo dos diversos tipos de solos. A diferença entre o método Franklin e o Eletromagnético esta no modelo matemático de dimensionamento. OBS: quanto maior o uso de componentes naturais. o eletromagnético é mais completo e comprovado pelas linhas de transmissão de energia. alem de mais econômico.5 Componentes especiais: são aqueles colocados na estrutura com finalidade explicita de receber. 10.8 Método Eletromagnético (EGM) É considerada a mais completa ferramenta para proteção de estruturas. e baseado em métodos científicos de observação e medição dos parâmetros dos raios.6 Proteção isolada: são aquelas onde o sistema de proteção é colocado acima e ao lado da estrutura sem contato com a mesma de forma isolada (mantendo uma distancia segura) evitando descargas captor – teto e descidas pela estrutura da parede do volume.1 Sistema de Captores – Tem como função receber os raios. ou seja. 10. conduzir ou dispersar a corrente provocada pela descarga atmosférica. se evitar os danos e falhas poddiveis de ocorrem. reduzindo ao máximo a incidência de descargas laterais e de campos eletromagnéticos no interior do volume protegido. Estes componentes básicos podem ainda ser divididos em: 10. 10. deve ser prevista durante fase de projeto.4 Componentes Naturais: São aqueles existentes na estrutura e que não só podem como devem ser utilizados no sistema de proteção.  Principio usado pelo Método Faraday: condutores horizontais não suspensos formando uma malha sobre a estrutura. . alem disto o ataque por poluentes deve ser levado em conta na hora de seu dimensionamento. reduzindo ao mínimo a probabilidade da estrutura receber diretamente o raio. e boa suportabilidade à corrosão. nesta hora o correto é o engenheiro Eletricista sentar junto com o arquiteto e definir o sistema mais adequado à estrutura e nível de proteção definido. 10. temos as seguinte maneiras:  Principio usado pelo Método Franklin e eletromagnético: utiliza hastes verticais (chamados de pára-raios ou terminais aéreos) ou horizontais suspensos (solução análoga das linhas de transmissão). bem como os esforços eletromecânicos resultantes.

Pela norma NBR5419 o Ra – Raio de atração é o seguinte: Nível Raio da esfera em mts I II III IV 20 30 45 60 Toda estrutura a ser protegida tem que estar dentro do volume formado pelo deslocamento da esfera pelo condutor. 10. quanto maior a altura maior o volume protegido. A descarga se dará no ponto onde a esfera tocar este objeto ou na terra aquele que for primeiro alcançado pela esfera. X e Y são as coordenadas do centro da esfera e R é o raio da esfera(distancia de atração) conforme figura a seguir. No caso de condutores horizontais suportados por hastes verticais. O raio da esfera é considerado o raio de atração. será obtido pelo deslocamento horizontal do cone de proteção desde a posição de uma haste até a posição da outra haste. . volume este que tem a forma de um cone formado pelo triangulo retângulo girado em torno do mastro. (X-x)²+(Y-y)²= R² onde x e y são coordenadas de um ponto genérico da superfície.66 Se considerarmos um captor como uma haste vertical de altura H sua zona de proteção será definida pela equação de uma esfera que define a superfície de proteção. Distância de atração: Ra = 10 x I(corrente) elevada à 0.No modelo eletromagnético considera-se que o líder descendente caminha na direção vertical em direção à terra em degraus dentro de uma esfera cujo raio depende da carga da nuvem ou da corrente do raio e será desviado da trajetória original por algum objeto aterrado.9 Método Franklin Este método se baseia no uso de captores pontiagudos colocados em mastros verticais para se aproveitar os efeitos das pontas.

10. assim. a equação genérica da sua altura h em relação ao solo será: h = ax² + bx + c onde x é a distância horizontal em relação a h1.Volume de proteção de haste vertical A linha curva entre h1 e h2 tem forma de parábola e. O ângulo de proteção e o raio de esfera admitido pela norma NBR5419 é: Nível\H < 20m < 30m < 45m < 60m I 25° * * * II 35° 25° * * III 45° 35° 25° * IV 55° 45° 35° 25° Entre dois captores próximos pode-se aumentar em 10° o ângulo na parte interna entre eles e na externa vale o da tabela acima. E os coeficientes são dados por: a = (h2-h1)d**2 + raiz_q (3) / 3d b = -raiz_q(3) / 3 c = h1 onde raiz_q: raiz quadrada Volume de proteção de haste com condutor horizontal.10– Método Gaiola de Faraday .

Volume protegido por malha 5X10 em método Faraday. o Alumínio e suas ligas. eficiência e custo. a escolha quanto a estes materiais fica a critério do projetista que deve levar em conta os poluentes da região. isto se originou da norma inglesa BS 6651. o aço inoxidável e o aço galvanizado a quente. verificamos que. O Sal presente em regiões litorâneas (NaCl) ataca materiais ferrosos e o enxofre existente em fabricas e locais poluídos ataca o cobre. É bom lembrar que não se deve colocar condutores elétricos paralelos aos condutores da malha na parte interior da estrutura e próximo aos mesmos. 11. .1 – Captores Os captores podem ser utilizados para sua fabricação o Cobre e suas ligas. o método Gaiola de Faraday leva vantagens em pequenas construções já em edificações de grande porte o método eletromagnético é o de melhor relação custo beneficio.Este método consiste em instalar um sistema de captores formado por condutores horizontais interligados em forma de malha.0 – Comparação entre os três métodos Na comparação entre os três métodos levando em conta o nível de proteção. separados por uma distancia de 5 a 8 mts ao longo dos condutores da malha.0 – Materiais e seu dimensionamento 12.5 II 10X15 III 10X15 IV 20X20 É prática se utilizar ainda pequenos captores Verticais. com 30 a 50 cm de altura. quanto menor for a distancia entre os condutores da malha melhor será a proteção obtida. Dimensões fixadas pela norma NBR5419 Nível Malha I 5X7. Seção: Tutoriais Infraestrutura SPDA: Considerações Finais 12.

 Não haja danos às paredes.  Não haja risco para as pessoas próximas. alem disto deve ser utilizado condutores de cobre.  Os materiais usados resistam as intempéries e a corrosão. alumínio ou aço galvanizado a quente.Componentes utilizados em um SPDA Típico 12. colocando-se uma proteção extra nestes contatos para proteger da corrosão. o distanciamento entre eles e a respectiva seção transversal deverão ser escolhidos de maneira que :  Os Condutores suportem térmica e mecanicamente as correntes e os respectivos esforços.  Não hajam descargas laterais. A seção transversal mínima especificada pelas normas é a calculada pelos efeitos térmicos e . Para isto devemos de preferência utilizar os caminhos mais curtos e retilíneos possível para conduzir a descarga atmosférica.2 Condutores (Cabos de descida) Uma vez ter sido captada pelo captor a descarga atmosférica deverá ser conduzida ao sistema de aterramento pelos condutores de descida (Cabo de descida) onde o numero de condutores utilizados.  Os campos eletromagnéticos sejam mínimos. Deve-se ainda tomar cuidado com o contato de materiais diferente como Cobre/Alumínio e Cobre/aço galvanizado.

que pode ser definida como a resistência entre faces opostas de um cubo de aresta unitária construído com material retirado do local (para laboratório) ou podemos medir com instrumento chamando TERROMETRO (Método de Wenner) com 4 terminais (duas de corrente e duas de tensão).eletrodinâmicos causados pela passagem da corrente das descargas atmosféricas. lembramos ainda que os eletrodutos devem passar a uma distancia segura das descidas. permitindo o uso de condutores de descida em forma de barra chata. portanto as descidas não devem formar laços que aumentem sua indutância e possam dar origem a descargas perigosas. Os condutores de um sistema de terra são denominados eletrodos e podem ser introduzida nas posições VERTICAL.3 Número de descidas e Espaçamento O Numero de descidas deve seguir o espaçamento médio máximo exigido pelo nível de proteção: Nível Espaçamento Máximo I 10 m II 15 m III 20 m IV 25 m Sendo que o numero mínimo de descidas exigido pela norma é de 2. ¶. ou outros perfis existentes na estrutura.5 Aterramento O aterramento. separadas eqüidistantes uns dos outros e podemos calcular a resistividade pela formula a seguir: p = 2. 35mm² para alumínio e 50 mm² para o aço galvanizado.0 Resistividade do Solo É a característica do solo que vai determinar sua resistividade. 50 mm² e 70 mm² respectivamente. desde a década de 70 já se utiliza a fixação direta na parede sem distanciador. pois pode provocar indução nos mesmos. O calculo da possibilidade de descarga é o mesmo usado para o calculo da distancia de segurança. sem provocar tensões de passo perigosas e mantendo baixa a queda de tensão na resistência de terra. HORIZONTAL ou INCLINADA. 12. Lembramos que o perímetro do prédio dividido pelo espaçamento da tabela acima resulta no numero mínimo de descidas. pois se verificou que o dano provocado na parede com ou sem distanciador é praticamente o mesmo e a estética é melhor. em uma instalação SPDA tem como finalidade de dissipar no solo a corrente do raio.4 Encaminhamento das Descidas A corrente do raio tem como tendência. 12. principalmente em locais de risco (sujeitos a incêndio). 12. R . 13. Para edificações superiores a 20m as seções mínimas são: 35mm². cantoneiras. A fixação dos condutores de descidas. A temperatura limite considerada foi de 500°C. a . As descidas devem ainda passar eqüidistantes de toda Tubulação de cabo interna da estrutura. ir para a terra pelo lado externo da estrutura e pelo caminho mais curta possível (menor indutância). levados em consideração os maiores valores de corrente e a resistência dos condutores. Para edificações até 20m as seções mínimas são: 16mm² de cobre.

14. Como determinar a necessidade de um Sistema SPDA? pela quantidade de aglomeraçao de pessoas no volume a ser protegido.4. SPDA: Teste seu entendimento 1. Uso de eletrodos em paralelo: quando os eletrodos são verticais pode-se colocar hastes a uma distancia no mínimo igual ao comprimento. Estes equipamentos existem em duas versões.16. para medirem resistência e resistividade respectivamente. à medida que a distancia entre as hastes vai sendo aumentada. Caso o valor medido seja superior deve-se tentar redução por um dos métodos estudados a seguir. sendo que não devem ultrapassar a 18 mts de profundidade. em disposição triangular.Quando a distância a for pequena.  Sal para melhorar a condutividade do solo: Este método permite obter resistências mais baixas.. Ericogel. 15. vão sendo incluídas as camadas inferiores. Alem do efeito do comprimento da haste tem-se uma redução da resistência pela maior umidade do solo nas camadas mais profundas. e o resultado é tratado por Sws através de processos gráficos. hastes que podem ser prolongadas por buchas de união. deve-se tomar cuidado no uso deste método com o uso de hastes de aço galvanizado devido o ataque corrosivo. A distancia mínima esta relacionada com a interferência entre o mesmo e sua redução. com três ou quatro terminais. . Laborgel.. depois se medem a escala de tensão.64 e 128 metros e são realizadas medições em varias direções no terreno. eles têm uma fonte de tensão própria e a leitura pode ser analógica ou digital. retilínea.8. para efeito de padronização são utilizadas distancias de 2. o inconveniente é que o sal (normalmente o Nacl) se dissolve com a água da chuva e o tratamento que ser renovado a cada 2 ou 3 anos ou ainda menos dependendo do tipo de terreno. pois causariam indutância elevada.32. quadrangular ou circular.0 A medição da Resistência A resistência de terra pode ser medida por um instrumento desenvolvido para isto chamado TELURIMETRO ou Termômetro como é mais conhecido. no Brasil é conhecido pelo nome do Fabricante + gel EX: Aterragel.  Tratamento Químico: neste método o eletrodo é mantido úmido por um GEL que absorve água durante o período de chuva e a perde lentamente no período de seca.0 Redução da Resistência de terra Para se reduzir a resistência de terra usamos um dos seguintes métodos. a saber:  Hastes profundas: Existem no mercado. O Valor medido deve estar dentro do máximo pedido pela norma (Em Telecom e informática < 6 ohms). o instalador vai cravando as secções através de um martelete e medindo a resistência até chegar ao valor desejado.Etc.. A medida é feita colocando-se as hastes a distancias padronizadas pelo fabricante do equipamento (geralmente dentro da relação 30/50 ou 40/60 metros) estas distancias são grandes para se levar em conta às camadas inferiores do terreno. a resistividade corresponde às primeiras camadas do terreno. em seguida o valor ôhmico do terreno.

condutores de descida. Qual o efeito da corrente de toque no corpo humano? apenas um choque de mili-amperes passagem de uma pequena corrente pelo corpo passagem de alguns amperes pelo corpo fibrilaçao e parada cardiaca devido a alta corrente que passara pelo corpo. isoladores. conector e cabo de cobre condutor. Captor franklin. . Qual o sistema mais apropriado e economico que protege um volume com eficiencia do tipo caixa d`agua? sistema de aterramento sistema SPDA tipo faraday sistema hibrido faraday + franklin sistema SPDA tipo Franklin 4. hastes de terra (Aterramento). Captor franklin. a. Qual o risco provocado pela tensao de passo? Choque devido faiscas provocadas pelo raio estar com os dois pés juntos na hora do raio e tomar a descarga eletrica durante o evento do raio estar com os pes em dois aneis de potenciais diferentes e uma corrente fluir pelo corpo provocando danos no corpo humano um animal bovino (quadrúpede) morrer durante o raio devido estar em movimento 5. 2.Pela quantidade de raios que incidem / km2 na região Pelo tipo de produto ou atividade da empresa a ser protegida. Quais os principais componentes de um SPDA Franklin? Captor franklin. condutores de descida. 3. isoladores. nenhuma das anteriores. isoladores. usando a Norma NBR541 usando todas as alternativas anteriores. b e c estao corretas.