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10º Estudo da
Gestão de TI no
Brasil
Sumário executivo
Maio de 2011

PwC

Índice

Introdução

3

Resultados

5

Conclusão

11

1

1. Introdução
A 10º edição do Estudo da Gestão de
Tecnologia da Informação (“TI”) no Brasil
foi realizada pela PwC no período de
outubro a dezembro de 2010 com 237
líderes de TI. O estudo foi estruturado em
10 (dez) pilares de análise - denominados
“competências”- apresentadas com
visões por segmento de indústria e por
faturamento. A estruturação proposta
permite uma interpretação mais acurada
da atual situação da função de TI num
significativo universo de empresas dos
mais variados segmentos de indústria no
Brasil e, consequentemente, possibilita
identificar as principais tendências
no mercado que estão elevando
gradativamente a maturidade de TI ao
longo do tempo.
Para condução do estudo, foi utilizada a
metodologia denominada CIO Advisory
da PwC, que descreve as funções da área
de TI num contexto de negócios para
a prestação transparente de serviços e
geração de benefícios tangíveis.
Os pilares de competência utilizados no
estudo são derivados da metodologia
CIO Advisory e, resumidamente, têm o
seguinte foco:

1. Estratégia de TI: observância
de que a TI seja vista como um
recurso estratégico no qual o
aperfeiçoamento das relações entre
as áreas de negócio e de TI é essencial
para a sobrevivência da empresa num
mercado competitivo.

2. Governança de TI: emprego
da governança como uma prática de
alinhamento estratégico que visa, por
meio da utilização de boas práticas,
ao atingimento dos benefícios do
controle e da prestação de contas da
área de TI e seus respectivos projetos.

3. Monitoramento e
qualidade: qualquer produto de
TI, seja ele produzido pela equipe
interna seja adquirido no mercado
(terceirizado), deve ser entregue ao
usuário com qualidade e monitorado
por meio de indicadores para a
prestação de contas.

4. Maturidade dos processos
de TI: com base em conceitos
de maturidade e boas práticas
de mercado, como COBIT, ITIL,
CMM, entre outros, observa-se o
nível de maturidade dos processos
necessários para gestão de TI no
tocante ao atendimento de usuários,
demandas, solicitações, capacidade,
disponibilidade, entre outros.

5. Gestão financeira: gestão de
custos de TI e controle orçamentário
têm sido o diferencial para que a
área de TI gerencie e apresente
resultados financeiros estruturados,
consolidados e válidos às áreas de
negócio, possibilitando identificar
de forma transparente o retorno
financeiro obtido nos processos de
negócio amparados pela área de TI.

3

Pesquisa Executivos de TI

6. Estratégia de terceirização:
estratégia de sourcing desenhada e
tratamento da terceirização de TI por
meio de processos formais de gestão
de contratos, de prestadores de
serviços e com rituais de governança
(indicadores, comitês, papéis e
responsabilidades).

7. Indicadores de
desempenho: para garantir a
qualidade dos serviços de TI prestados
aos clientes, sejam eles internos
sejam externos, instrumentos como
definições de níveis de Serviço (SLAs)
e indicadores de performance como
Balanced Scorecard (BSCs), possibilitam
de forma estruturada e clara a
medição dos serviços de TI diante dos
requerimentos dos clientes (usuários).

8. Segurança da informação:
gestão dos riscos, das ameaças e
das vulnerabilidades envolvidas nas
atividades de TI também é um fator
que preocupa a maior parte dos CIOs.
Nesse pilar, avaliamos como esses
controles estão sendo aplicados e
quais práticas e metodologias de
segurança estão sendo utilizadas.

4

9. Gestão de pessoas: gestão de
pessoas é um fator fundamental,
pois papéis e responsabilidades
bem definidos, avaliação periódica
de desempenho dos profissionais,
acompanhamento e planejamento
de carreira, além da evolução das
competências e habilidades da equipe
são fatores fundamentais para o bom
desempenho da área de TI.

10. Adoção de tecnologias
emergentes: inovação e
adoção de novas tecnologias
tornam-se vantagem competitiva
a cada momento, e perante esse
dinamismo, é necessária a adoção
de processos sólidos para que a
tomada de decisão sobre a tecnologia
a ser implementada seja robusta e
bem argumentada justificando os
investimentos.

PwC

2. Principais Resultados
Tomando como base as respostas obtidas no estudo, é possível ter uma visão abrangente
sobre os tópicos que norteiam a agenda do executivo de TI dentre as 128 empresas com
faturamento abaixo de R$ 1 bilhão e 109 acima de R$ 1 bilhão de receita.
Neste contexto, os executivos de TI de
diferentes indústrias estão procurando
aproximar-se cada vez mais das áreas de
negócio de forma a atender às suas reais
necessidades de suporte tecnológico com
custos otimizados e alta qualidade de
serviços.

Nota-se que maioria das empresas (74%)
estão em um momento nítido de expansão
de atuação de seus produtos e serviços,
e também incorporam novos produtos e
serviços às ofertas já existentes. Isso reflete
o momento de retomada de negócios
pós-crise quando, em tempos atrás, a
orientação para retração de operações e
redução de custos era ação corrente não só
no departamento de TI como também nas
empresas em geral.

No atendimento ao cliente interno,
TI apresenta terreno ainda vasto para
expansão da oferta de serviços nas
empresas.

Posicionamento do negócio
Retração de operações/
orientação à custos

1%

6%

Fusão de operações/serviços

74%

Expansão de atuação/novos produtos
19%

Consolidação de produtos/serviços
0

10

20

30

40

50

60

70

80

Atendimento aos usuários
43%

Acima de 91% dos colaboradores
35%

Entre 51% e 90% dos colaboradores
22%

Até 50% dos colaboradores
0

10

20

30

40

50

5

Pesquisa Executivos de TI

atender colaboradores em índices mais
elevados e com maior qualidade.

Cerca de 22% das empresas atendem a
menos de 50% dos seus clientes internos
(colaboradores). É fato que se deve ainda
evoluir na integração, na automatização
e na disponibilidade dos sistemas. Por
outro lado, pelas necessidades reais de
expansão, a TI poderá se aproximar mais
da área de negócio.

Quando analisado o percentual de
investimento de TI em relação ao
faturamento bruto sob uma visão do
setor de atuação das empresas, destacamse aquelas empresas dos setores de
Bancos, Seguradoras e Tecnologia da
Informação com média de investimentos
na faixa de 3,1% a 4%. Na outra ponta,
Agronegócio aparece com o menor índice
de investimentos de TI em relação ao
faturamento bruto.

Adicionalmente, cerca de 60% das
empresas investe em TI apenas entre
0,5% a 1,5% de seu faturamento bruto.
Isso demonstra que TI tem potencial de
elevação do percentual de investimento
no que tange ao faturamento para

Investimentos de TI (em relação ao faturamento)
Acima de 9,1%

5%

Entre 7,1% a 9%

5%
3%

Entre 5,1% a 7%

4%

Entre 4,1% a 5%

5%

Entre 3,1% a 4%

11%

Entre 2,1% a 3%

10%

Entre 1,6% a 2%

18%

Entre 1,1% a 1,5%

24%

Entre 0,6% a 1%
18%

Até 0,5%
1%

Não informado
0

6

5

10

15

Faixa de investimento

Setor

Até 0,5%

Agronegócio

Entre 0,6% a 1%

Eletroeletrônicos;
Engenharia e material de construção;
Papel e celulose

Entre 1,1% a 1,5%

Automotiva;
Bens de consumo;
Farmacêutica;
Governo;
Siderurgia e mineração;
Química e petroquímica;
Serviços diversos (consultoria, call center);
Varejo

Entre 1,6% a 2%

Educação;
Transporte;
Mídia;
Telecomunicações

Entre 2,1% a 3%

Saúde;
Utilities

Entre 3,1% a 4%

Bancos e seguradoras;
Tecnologia da Informação

20

25

PwC

Qual o Perfil do executivo de TI que tem propiciado a evolução de TI no Brasil?
O executivo de TI presente no nível estratégico está cada vez mais próximo do CEO, ou seja,
do centro de tomada de decisão do negócio e, mesmo com uma agenda bem ativa, procura
destinar uma quantidade relevante de seu t empo em atividades relacionadas a treinamentos
ao longo do ano. O quadro abaixo sintetiza o painel do executivo de TI:
Maior
representatividade

Segunda
representatividade

Formação

Ciências da Computação ou
Análise de sistemas – (38%)

Administração – (27%)

Nível acadêmico

Pós-graduado (MBA ou
especialização) – (70%)

Mestrado – (16%)

Experiência profissional
(anos)

Acima de 25 – (40%)

De 16 a 24 – (35%)

Atuação em TI (anos)

De 16 a 24 – (38%)

Acima de 25 – (31%)

Origem de atuação

TI – (71%)

Financeiro – (7%)

Abrangência de atuação

Brasil – (54%)

Global + Brasil – (19%)

Reporte

CEO – (30%)

CFO – (19%)

Salário (R$mil)

Até 200 – (30%)

200 a 300 – (24%)

Tempo em treinamento
(horas)

51 - 120 – (38%)

Até 50 – (23%)

Tópico

O nível de maturidade da TI representado
com a escala do COBIT (entre 1 e 5),
no qual o nível 1 representa o estágio
Inicial e o nível 5 o estágio Otimizado,
ainda apresenta resultados distintos
conforme diferentes porte ou tamanho
de empresas. Para aquelas abaixo de R$ 1
bi de faturamento está na média em 2,80
e, para as acima de R$ 1 bi em 3,35, o
que representa um claro movimento de
evolução dos processos de TI na medida
em que as empresas crescem e se tornam
mais complexas em seus requerimentos
de TI. Dessa forma, TI como um todo
está se aproximando do estágio Definido
de maturidade, no qual os processos
seguem um padrão com documentação e
a comunicação interna é uma atividade
formal e efetiva, que é o nível 3 (inclusive
desejado pela Legislação SOx).

Entre outros aspectos identificados
quanto a maturidade de TI, é importante
destacar que Segurança da Informação
e Estratégia de TI são os temas que
apresentam os níveis de maturidade
mais elevados entre os dez pilares de
competência. Na outra ponta, com nível
de maturidade mais baixo, aparecem
os pilares de Adoção de Tecnologias
Emergentes, Gestão de Pessoas e
Monitoramento.

7

Pesquisa Executivos de TI

Nível de maturidade por setor de competência

Acima de 1 Bi

Abaixo de 1 Bi

3,4%

3,5
3,0

2,9%

3,4%
2,8%

3,4%

3,2%
2,7%

2,8%

3,3%
2,7%

3,3%

3,0%

2,8%

2,7%

3,5%

3,4%

3,3%

3,2%
2,7%

2,6%

2,5
2,0
1,5
1,0
0,5
0,0

Estratégia
de TI

Governança Monitoramento Maturidade
de TI
e qualidade
dos
processos
de TI

Gestão
financeira

Estratégia
Indicadores
de
de
Terceirização desempenho

Segurança
da
informação

Gestão
de
pessoas

Adoção de
tecnologias
emergentes

Macro-processos de TI
A existência de significativo percentual de processos em estágio Gerenciado é fator
positivo para elevação do nível de maturidade no geral, já que esses tendem a
“puxar” outros processos relacionados ao tema para um nível maior. Esse é o caso,
por exemplo, dos processos de Planejamento de TI em longo prazo, elaboração de
Estratégia de Sourcing e Controle de Custos. Esses temas evoluíram nos últimos
tempos em setores específicos do mercado e certamente elevarão a maturidade de
outros pilares.

Planejamento de TI em longo prazo
39%

40

Elaboração de estratégia de sourcing

40

35

33%

35

35%

30%
30

30

25

22%

25

20

20

15

15
8%

10

14%

15%

10

5

5

3%

1%
0

8

Estágio
inicial

Estagio
repetitivo

Estágio Estágio
Estágio
defiido gerenciado otimizado

0

Estágio
inicial

Estagio
repetitivo

Estágio Estágio
Estágio
defiido gerenciado otimizado

PwC

O Planejamento de TI em longo
prazo está entrando em patamares
de processos Gerenciados, no
qual o procedimento e se torna
habitual, formalizado e ferramenta
prioritária para tomadas de decisões
de investimentos em TI. Essa visão
de longo prazo permite à empresa
obter transparência em relação aos
investimentos e os retornos obtidos
no decorrer do tempo.

Utilização de níveis de serviços

40
34%

35

30%

30
25
20

17%

16%
15
10
5
0

3%

Estágio
inicial

Estagio
repetitivo

Estágio Estágio
Estágio
defiido gerenciado otimizado

Os Níveis de Serviços ainda
caminham em estágios não muito
avançados nas empresas. Nota-se
que 53% das empresas ainda não
chegaram ao estágio Gerenciado. A
falta de estabelecimento de um bom
contrato e de gestão de serviços
pode agravar a falta de qualidade
nos processos de estabelecimento
de níveis de serviços.

Coaching em TI

40
34%

35

29%

30

Boa parte das empresas do estudo
está amadurecendo quanto à
elaboração de uma Estratégia de
Sourcing. No entanto, é primordial
que a execução da estratégia esteja
fundamentada por processos
estruturados e boas ferramentas de
suporte à gestão.

25
20
16%
15
10

13%
3%

5
0

Estágio
inicial

Estagio
repetitivo

Estágio Estágio
Estágio
defiido gerenciado otimizado

9

Pesquisa Executivos de TI

Quando o tema tratado está voltado para
Gestão de Pessoas, TI ainda não dispõe
de uma maturidade elevada. O processo
de coaching, por exemplo, evidencia
que a maior parte das empresas está se
consolidando ainda no estágio Definido
dos processos.

A implementação de novas tecnologias
é tema constante nas empresas. Nos
próximos anos, a tendência clara é a
adoção cada vez maior de serviços como
Cloud Computing, redes sociais, SaaS,
Green IT, deixando como aspectos mais
consolidados (commodities) serviços
de sistemas colaborativos, gestão do
conhecimento, VOIP e Segurança.

Implementação de tecnologias

10%

Biometria/Impressão 3D/
Tablets/Telepresença

4%

Cloud computing (private cloud)/
Microblogging/Papel eletrônico/
Redes sociais/SaaS/Green IT

45%
14%

22%

Mobilidade/Cloud computing
(public cloud)/RFID/Segurança

13%

Serviços gerenciados/Sistemas
colaborativos/Gestão do conhecimento/
Sistemas de gestão empresarial (CRM+BI)/
Videoconferência/Virtualização

21%
53%

1%

Internet/VOIP/Sistemas de
gestão empresarial (ERP)

17%
0

10

10

20

30

40

50

60

3. Conclusão

O panorama da Gestão de TI no Brasil
tem apresentado clara evolução quanto
ao aspecto de maturidade dos seus
processos, e neste contexto os aspectos
mais estratégicos não podem passar
despercebidos do executivo de TI. A
existência de significativo percentual de
processos de TI em estágio Gerenciado
é fator positivo para elevação do nível
de maturidade no geral, em especial no
tocante ao planejamento e estratégia
de TI. Essencialmente, a Gestão de TI
caminha do operacional para a estratégia.
O momento econômico, o entendimento
das linhas de negócio, a estratégia
corporativa e a macroeconomia devem
ser temas corriqueiros no dia-a-dia
da maioria dos executivos de TI no
país. Esses devem focar a aproximação
transparente e estruturada às áreas de
negócio para poder mais efetivamente
contribuir com a qualidade do serviço e
do produto entregues ao cliente final e
não somente ao cliente interno. Denotase a partir dessa linha que TI deverá
ser um acelerador do negócio que atua
como elemento de alavanque da receita e
potencializador dos resultados.

A linha de evolução da TI brasileira
continuará buscando patamares mais
elevados de maturidade, principalmente
na evolução da Gestão de Pessoas e
na maior velocidade de Adoção de
Tecnologias Emergentes. Os executivos de
TI continuarão sua meta de aproximação
do estágio Otimizado de seus processos,
porém devem buscar um estado claro
e presente que, certamente, trará valor
agregado ao cliente final posicionando a
TI nas decisões estratégicas do negócio.
Apesar da evolução da maturidade dos
processo e os avanços conquistados na
Gestão de TI no Brasil, esta ainda hoje
não pode ser considerada como “gerida
como negócio”

11

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