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INTRODUÇÃO AOS TENSORES

Introdução aos Tensores
pág.
1. Conceitos preliminares......................................................................................................... 3
2. Vetores e tensores contravariantes. Invariantes. ............................................................... 4
3. Vetores e tensores covariantes. Tensores mistos. .............................................................. 5
4. Operações fundamentais com tensores............................................................................... 6
a) Adição e subtração ............................................................................................................. 6
b) Multiplicação externa ......................................................................................................... 7
c) Contração de um tensor misto ............................................................................................ 7
d) Multiplicação interna ......................................................................................................... 7
e) Tensores simétricos e anti-simétricos ................................................................................ 7
f) Lei do quociente ................................................................................................................. 8
5. Tensores relativos ................................................................................................................. 9
6. O elemento de comprimento de arco e o tensor métrico................................................. 10
a) O tensor fundamental covariante...................................................................................... 10
b) O tensor fundamental contravariante ............................................................................... 12
c) A formação de novos tensores por meio dos tensores fundamentais ............................... 12
d) Magnitude de um vetor e ângulo entre vetores ................................................................ 13
e) Propriedades do determinante métrico ............................................................................. 14
7. Componentes físicos de um tensor .................................................................................... 14
8. Equação da linha geodésica ............................................................................................... 17
9. Lei de transformação dos símbolos de Christoffel .......................................................... 19
10. Derivada covariante ........................................................................................................... 21
a) Derivada covariante de tensores ....................................................................................... 21
b) Derivada covariante de tensores relativos ........................................................................ 25
11. Derivada intrínseca ou absoluta ........................................................................................ 28
12. Formas tensoriais do gradiente, divergência, laplaciano e rotacional........................... 29
a) Gradiente .......................................................................................................................... 29
b) Divergência ...................................................................................................................... 29
c) Laplaciano ........................................................................................................................ 30
d) Rotacional ........................................................................................................................ 31
13. Tensor de curvatura ou de Riemann-Christoffel ............................................................ 31
14. Problemas propostos .......................................................................................................... 34
15. Soluções dos problemas propostos .................................................................................... 40
Apêndice A – Coordenadas curvilíneas .................................................................................. 68
Apêndice B – A convenção de Einstein para somatórios ...................................................... 88
Apêndice C – Algumas técnicas do Cálculo de Variações .................................................. 103
Referências bibliográficas ...................................................................................................... 118

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INTRODUÇÃO AOS TENSORES

Prefácio
Se Deus não existe, nada se
perde por se acreditar nele;
mas, se existe, perde-se tudo por não se acreditar.
Blaise Pascal

Este texto didático foi preparado para o ensino do tópico sobre tensores da ementa de Métodos Matemáticos Aplicados II, disciplina que todo aluno de Física na Universidade Federal
Fluminense deve cursar. Procurou-se versar sobre tantos conceitos e métodos quantos podem ser
expostos e devidamente exercitados em cerca de 24 horas de aula. A profundidade com que os
mesmos foram abordados foi definida por esse limite temporal bem como pelo fato de ser o texto destinado a alunos de graduação.
Pré-requisitos específicos são matrizes e coordenadas curvilíneas; pré-requisitos genéricos
são as disciplinas de Cálculo e Álgebra Linear constantes em qualquer grade curricular de Física. Especialmente importante no estudo de tensores é a desenvoltura na utilização da convenção
de Einstein para a notação de somatórios; nesse intento provê-se um apêndice, a ser lido pelos
que ainda não dominem aquela notação. Proporcionam-se também apêndices sobre coordenadas
curvilíneas e, visando ao estudo das geodésicas, sobre algumas técnicas do Cálculo de Variações.
O autor é particularmente grato aos seus alunos pela depuração de vários erros tipográficos e estimaria a contribuição de qualquer leitor nesse sentido, estando o correio eletrônico
abaixo à disposição para a comunicação de qualquer tipo de erro presente nesta obra.
ROBERTO TOSCANO COUTO
toscano@vm.uff.br
Universidade Federal Fluminense
Departamento de Matemática Aplicada
Niterói, Julho de 2003

3

INTRODUÇÃO AOS TENSORES

1. Conceitos preliminares
Equation Section 1
A descrição matemática das leis físicas, para ser válida, deve ser independente do sistema
de coordenadas empregado: as equações matemáticas que expressam as leis da natureza devem
ser covariantes, isto é, invariantes na sua forma sob mudanças de coordenadas. É exatamente o
cumprimento dessa exigência que leva os físicos ao estudo do Cálculo Tensorial, de capital importância na Teoria Geral da Relatividade e muito útil em vários outros ramos da Física.
Suponha que estejamos trabalhando com N variáveis reais x1 , x 2 A x N . A razão dessa maneira de escrevê-las, com superíndices em vez de subíndices, ficará mais clara adiante. Tais variáveis são denominadas coordenadas; a um conjunto de seus valores chamamos de ponto; já a
totalidade de pontos correspondentes a todos os valores das coordenadas constitui um espaço de
N dimensões, aqui denotado por VN . Diz-se que tal espaço VN é descrito no sistema de coordenadas xi , onde está implícito que i = 1, 2 A N .
A estratégia usada para desenvolver a geometria do espaço VN consiste em tomar concepções geométricas ordinárias e estender suas definições àquele espaço, sempre com o cuidado de
que suas restrições ao nosso espaço tridimensional euclidiano reproduzam as definições familiares. Por exemplo, uma curva é definida como a totalidade dos pontos dados pelas equações
x i = f i (t ) (i = 1, 2 A N ) ,

(1-1)

chamadas parametrização da curva, sendo t o parâmetro e f i (t ) N funções.
Dissemos acima que é um princípio básico do Cálculo Tensorial que não fiquemos restritos a um único sistema de coordenadas. Devemos desenvolver relações que sejam válidas, não
em um sistema de coordenadas apenas, mas em todos. Nesse sentido, considere outras N variáveis x′i dadas através de N funções das coordenadas xi ,
x′i = f i ( x1 , x 2 A x N ) (i = 1, 2 A N ) .

(1-2)

Estas equações definem para cada ponto x1 , x 2 A x N um conjunto novo de coordenadas
x′1 , x′ 2 A x′ N , o novo sistema de coordenadas x′i . Admitimos que o jacobiano

J′ =

∂x′i
∂x j

∂x′1

∂x1
=
B
∂x′ N
∂x1

∂x′1

∂x N
B
∂x′ N
A
∂x N
A

(1-3)

nunca se anule para que a Eq. (1-2) possa ser invertida:
xi = g i ( x′1 , x′ 2 A x′ N ) (i = 1, 2 A N ) .

(1-4)

As Eqs. (1-2) e (1-4) definem uma transformação de coordenadas. Note que
J =

∂xi

∂x′ j

=

1
.
J′

(1-5)

4

INTRODUÇÃO AOS TENSORES

Denotaremos a Eq. (1-2) mais sucintamente na forma
x′ i = x′ i ( x ) ,

(1-6)

pois a notação desempenha um papel importantíssimo no Cálculo Tensorial e a Eq. (1-6) é mais
fácil de se escrever do que a Eq. (1-2). Nessa notação, a Eq. (1-4) seria xi = xi ( x ′) .

Em geral, os sistemas de coordenadas xi , x′i , etc, que surgirão no decorrer da exposição
podem ser quaisquer sistemas de coordenadas curvilíneas (e.g., as coordenadas cilíndricas ou as
esféricas), a não ser que se diga explicitamente tratar-se de um sistema de coordenadas específico. Contudo, às vezes, enfatizaremos o caráter genérico das coordenadas referindo-se a elas como coordenadas curvilíneas.

2. Vetores e tensores contravariantes. Invariantes.
Equation Section (Next)
Considere um ponto P de coordenadas xi e um ponto vizinho Q de coordenadas xi + dxi

iiif

. Esses dois pontos definem um deslocamento infinitesimal, caracterizado pelo vetor PQ ; no
sistema de coordenadas xi , esse vetor é descrito pelas N grandezas dxi , que podem ser chamadas de seus componentes naquele sistema de coordenadas.
Usemos agora um sistema de coordenadas x′i diferente. Neste, os componentes daquele

vetor são dx′i . Os componentes de PQ nos dois sistemas conectam-se pela equação (note o uso
da convenção de Einstein para o somatório)

iiif

dx′i =

∂x′i
∂x

j

dx j ,

(2-1)

que são lineares e homogêneas.

iiif

O vetor PQ há de ser considerado como tendo um significado absoluto, mas os números
que o descrevem, seus componentes, dependem do sistema de coordenadas empregado, embora,
uma vez conhecidos num sistema, podem ser calculados em qualquer outro através da Eq. (2-1).
O conjunto dos componentes dxi do deslocamento infinitesimal é o protótipo de uma classe de
entes geométricos denominados vetores contravariantes, assim definidos:
Qualquer conjunto de N grandezas X i definidas num ponto P ∈ VN que se transformem
sob mudança de coordenadas de acordo com a equação

X ′i =

∂x′i
∂x

j

X

j

,

(2-2)

é dito formar os componentes de um vetor contravariante em P.
Assim, o deslocamento infinitesimal é um exemplo de vetor contravariante. Um outro
exemplo, agora com componentes finitos, são as derivadas τ i ≡ dxi / dt calculadas num ponto
de uma curva como a da Eq. (1-1); é o chamado vetor tangente, cuja transformação segundo a
Eq. (2-2) é facilmente verificada através da aplicação da regra da cadeia para derivar
x′i (t ) = x′i [ x j (t )] :

τ ′i =

dx′i ∂x′i dx j ∂x′i j
=
=
τ .
dt
∂x j dt
∂x j

(2-3)

INTRODUÇÃO AOS TENSORES

5

Prosseguimos definindo entes da classe contravariante que apresentem características mais
complicadas que o vetor contravariante como segue:
Um conjunto de N 2 grandezas T ij que se transformem sob mudança de coordenadas de
acordo com a equação
∂x′i ∂x′ j kl
(2-4)
T ′ ij = k
T
∂x ∂xl
é dito formar os componentes de um tensor contravariante de 2a ordem.
A extensão dessa definição de tensores contravariantes para ordens superiores a 2 é imediata e não precisa ser escrita aqui. Mas, indo na direção oposta, notamos que um vetor contravariante é um tensor contravariante de 1a ordem e isto sugere a existência de um tensor contravariante de ordem zero, uma única grandeza ( N 0 = 1 componente) que se transforme segundo a
relação de identidade
T ′( x′) = T ( x) ;

(2-5)

tal grandeza é denominada invariante e seu valor independe do sistema de coordenadas empregado. Na realidade, trata-se de uma função do ponto P do espaço VN , f (P ) , cujos valores dependem do ponto P mas não do sistema de coordenadas usado para representar cada ponto. Assim, um invariante em VN é uma função tal qual f (P ) , que também recebe a denominação de
função escalar, ou simplesmente escalar. As grandezas T ′( x ′) e T ( x ) na equação acima, de
mesmo valor, são vistas como os componentes de uma função escalar nos sistemas de coordenadas x′i e xi , respectivamente.
3. Vetores e tensores covariantes. Tensores mistos.
Equation Section (Next)
Seja φ uma função escalar das coordenadas (um invariante). Pela regra da cadeia,

∂φ

∂x′i

=

∂φ ∂x j

∂x j ∂x′i

.

(3-1)

Esta lei de transformação das N grandezas ∂φ / ∂x i parece com a descrita pela Eq. (2-2), mas,
com um pouco mais de atenção, vemos que as variáveis x j e x′i aparecem em lugares trocados
nas derivadas ∂x j / ∂x′i . Assim como os componentes do deslocamento infinitesimal são o protótipo do vetor contravariante, as derivadas parciais de um invariante, tais quais ∂φ / ∂x j (que
definem os componentes do gradiente de φ, como veremos na Seç. 12a), são o protótipo dos
chamados vetores covariantes, assim definidos:
Um conjunto de N grandezas X i que se transformem de acordo com a equação

X i′ =

∂x j

∂x′i

Xj

(3-2)

é dito formar os componentes de um vetor covariante.
Convencionalmente, o índice, quando indicativo do caráter contravariante, é posto como
superíndice e, quando covariante, como subíndice. Foi no sentido de cumprir esta convenção
que as coordenadas foram escritas como xi em vez de xi , embora apenas seus diferenciais, e
não elas próprias, apresentem o caráter tensorial contravariante.

INTRODUÇÃO AOS TENSORES

6

Encarando o vetor covariante como um tensor covariante de 1a ordem, não temos dificuldades em definir tensores covariantes de ordens mais altas. Por exemplo:
N 2 grandezas Tij que se transformem segundo a equação

Tij′ =

∂x k ∂xl

∂x′i ∂x′ j

Tkl

(3-3)

é dito formar um tensor covariante de 2a ordem.
Note que os invariantes também podem ser considerados como tensores covariantes de
ordem zero.
Uma vez definidos os tensores contravariantes e os covariantes, não é difícil definir tensores com caráter tanto contravariante quanto covariante –– são os chamados tensores mistos. Por
exemplo, suponha que N 3 grandezas T jki se transformem segundo a equação

Tij′k =

∂xl ∂x m ∂x′ k n
Tlm ;
∂x′i ∂x′ j ∂x n

(3-4)

dizemos serem elas os componentes de um tensor misto de 3a ordem, com um índice contravariante e dois índices covariantes; também dizemos que esse tensor é do tipo 21 [ou (1, 2) ]. Note que
os tensores covariantes e os contravariantes podem ser vistos como casos especiais de tensores
mistos; um tensor contravariante de 2a ordem é do tipo 20 e um tensor covariante de 3a ordem é
do tipo 30 .

O delta de Kronecker é melhor denotado como δ i j pois é um tensor de 2a ordem do tipo 11 ;
de fato, observe que
∂x′i
∂x′i ∂x k
∂x′i ∂xl k
δ ′ ij =
δl .
(3-5)
=
=
∂x′ j
∂x k ∂x′ j
∂x k ∂x′ j
Um tensor pode ser dado em um único ponto P do espaço VN , ao longo de uma curva, por
todo um subespaço de VN ou todo o VN em si. Nos três últimos casos dizemos estar diante de
um campo tensorial, assim enfatizando que tensores se encontram definidos num continuum.
Por exemplo, três funções das coordenadas Vi ( x1 , x 2 , x3 ) (i = 1, 2,3) são os componentes de um
campo vetorial covariante num volume V se em cada ponto de V elas se transformarem como
os componentes de um vetor covariante.
A importância dos tensores na Física Matemática e Geometria reside no fato de que uma
equação tensorial, se verdadeira num sistema de coordenadas, sê-lo-á em todos (cf. Prob. 1).

4. Operações fundamentais com tensores
Equation Section (Next)
a) Adição e subtração
Dois tensores de mesma ordem e tipo podem ser somados ou subtraídos, resultando noutro
de mesma ordem e tipo. Assim, se Aijk e Bijk forem tensores e as grandezas Sijk e Dijk forem definidas por

Sijk = Aijk + Bijk

e

Dijk = Aijk − Bijk ,

então é fácil provar que Sijk e Dijk serão tensores (cf. Prob. 3).

Assim. Por exemplo. o próprio tensor é dito simétrico. Para ilustrar uma maneira de provar que o resultado da contração realmente possui caráter tensorial. Por exemplo. a distinção é feita através dos índices (claramente. obtemos o tensor de ordem zero T = T jj = Tijij . com uma segunda contração (igualando j e l). Prob. assim formando um tensor cuja ordem é duas unidades a menos que a do tensor original. o produto externo dos tensores U ikl e W jm é o tensor Tijklm = U ikl W jm . (3-4). podemos formar o produto externo U i jk Wlmn e depois contrair os índices i e n para obter o produto interno U i jk Wlmi daqueles tensores. vemos que o resultado Ti ≡ Tijj é de fato um tensor: Ti ′ = Tij′ j = ∂xl ∂x m ∂x′ j ∂x′i ∂x′ j ∂x n Tlmn = ∂xl ∂x m ∂x′i m ∂x n δ nm Tlmn = ∂xl ∂x′i Tlnn = ∂xl ∂x′i Tl . A prova do caráter tensorial desses produtos externos é obtida usando as leis de transformação dos tensores que entram como fatores (cf. obtemos o tensor misto de 2a ordem T jl = Tijil e deste. após as contrações. no caso. dados os tensores U i jk e Wlmn . 4). d) Multiplicação interna Consiste numa combinação da multiplicação externa com a contração. e) Tensores simétricos e anti-simétricos Dizemos que um tensor é simétrico em relação a dois índices contravariantes ou covariantes se forem iguais os dois componentes que se obtêm pela troca dos dois índices considerados. continuam denotados pela letra T . igualando os índices i e k. outros exemplos: T ijkl = U ij W kl Tijk = U ij Wk . diferentes do tensor original. se . Por exemplo. em geral. e Tijkl = U ij W kl . mesmo sendo.7 INTRODUÇÃO AOS TENSORES b) Multiplicação externa Através da multiplicação de cada componente de um tensor de ordem m por cada componente de um tensor de ordem n obtemos os componentes de um tensor de ordem m + n chamado produto externo (ou produto direto) daqueles tensores. o tipo do tensor T jl é distinto do tipo de Tijkl ). neste caso. do tensor misto de 4a ordem Tijkl . os tensores resultantes. Fazendo agora k = m obtemos um outro produto interno: U i jk Wlki . c) Contração de um tensor misto Fazemos a contração de um tensor misto qualquer igualando um índice covariante a um índice contravariante e somando com respeito a esse índice (a repetição do índice já indica somatório segundo a convenção do somatório). Acima. façamos a contração dos índices j e k na Eq.

genericamente. um tensor misto de 2a ordem.8 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Tlmijk = Tlmkji (4-1) para todas as combinações dos índices i e k então o tensor é simétrico pois apresenta simetria nesses índices. na passagem (2) é usada a simetria de T ij e na passagem (3) é usada a Eq. A simetria assim definida é uma propriedade que independe do sistema de referência. segue da Eq. Esta é a lei do quociente. (2-4) que T ′ij = ∂x′i ∂x′ j ∂x k ∂x l T kl = (1) ∂x′i ∂x′ j ∂x ∂x l k T lk = (2) ∂x′i ∂x′ j ∂x ∂x l k T kl = T ′ ji . o próprio tensor é dito anti-simétrico. (4-2) (3) onde na passagem (1) são trocados os papéis das letras k e l (∗). 14 a 18). f) Lei do quociente Suponhamos que não saibamos se um ente U seja um tensor. 14 e 15) fornecemo-la em alguns casos (cf. quando não nulos. se o produto interno A(i. neste caso. Se um produto interno de U com um tensor arbitrário for um tensor então U será também um tensor. i. a ) τ aj entre o conjunto de N 2 funções A(i. em geral. tal relação. apenas seis componentes são independentes (um hexavetor). n . se Tlmijk = −Tlmkji (4-3) para todas as combinações dos índices i e k então o tensor é anti-simétrico pois apresenta antisimetria nesses índices. observe que. Por exemplo. dos 16 componentes do tensor anti-simétrico T ij . Assim. Prob. etc. Probs. por ser muito freqüente no desenvolvimento de equações tensoriais. a) = Aia . não se transmite de um sistema de coordenadas para outro. . j → m. 13). A demonstração da lei do quociente é casuísta. de modo que. enquanto o tensor anti-simétrico T ijkl tem só um. a ) e um tensor arbitrário τ aj for um tensor covariante de 2a ordem então A(i. os 12 restantes. Não há tensores anti-simétricos de ordem superior a quatro em quatro dimensões (cf. Muito comum também são as trocas simples de uma letra (digamos i) por outra (j). os tensores anti-simétricos de terceira ordem T ijk têm somente quatro componentes independentes. Dizemos que um tensor é anti-simétrico em relação a dois índices contravariantes ou covariantes se os dois componentes que se obtêm pela troca dos dois índices considerados forem nulos ou diferirem apenas no sinal. De fato. serão iguais em módulo e de sinais contrários aos pares. (∗) Uma tal troca recíproca das letras que designam dois índices. Assim. nas seções de exercícios (Seçs. ou de duas letras (i e j) por outras duas (m e n). genericamente. os quatro componentes T ii (sem somatório) são nulos. etc. as quais assim indicaremos: i → j . Similarmente vemos que. Note que a simetria ou anti-simetria refere-se a dois índices contravariantes ou a dois índices covariantes. Em quatro dimensões. para um tensor T ij . (2-4). não dizemos haver simetria quando Ti j = T ji . será abreviadamente indicada assim: k q l .

contravariante nos superíndices e covariante nos subíndices. Realmente. respectivamente. o tensor relativo também é conhecido como capacidade tensorial. que é o tensor até então estudado. Prob. se elas se transformarem de acordo com a equação i l A A ∂x′ ∂x = J W T kl A T ′ jiA A . por causa da dificuldade de manuscrevê-las. É comum se denotarem os tensores relativos por meio das letras góticas (e. tipo e peso podem ser somados. lembrando que J = | ∂xi / ∂x′ j | e J −1 = | ∂x′ j / ∂x i | : Tij′ = U ′ij = ∂x k ∂xl ∂x′ ∂x′ i j Tkl ∂x′i ∂x′ j kl U ∂x k ∂xl ⇒ | Tij′ | = J 2 | Tkl | ⇒ |U ′ij | = J −2 |U kl | (peso 2) .. f . (5-2) (5-3) . subtração. Mudando de coordenadas segundo a lei de transformação xi = xi ( x ′) . a. basta escrever as leis de transformação dos tensores. T. Há certas nomenclaturas adotadas para tensores relativos de certos pesos: (a) quando W = 0 . Neste último caso. Tensores relativos Equation Section (Next) As grandezas T ijA A são ditas componentes de um tensor relativo de peso W ∈ | . à qual empresta o seu nome. (5-1) ∂x k ∂x′ j onde J é o jacobiano dado pelas Eqs. 3 que a densidade de matéria nas novas coordenadas é dada por ρ ′( x ′) = | ∂x i / ∂x′ j | ρ ( x ) . etc. Para provar isso (cf.g. A. 19): – dois tensores relativos de mesma ordem. sendo o produto um tensor relativo cujo peso é a soma dos pesos dos fatores – um tensor relativo pode ser contraído. T e G são as letras T e G).9 INTRODUÇÃO AOS TENSORES 5. e (c) quando W = 1 . tipo e peso – tensores relativos podem ser multiplicados interna ou externamente. (b) quando W = −1 . As operações de adição. multiplicação.g. de tensores relativos são semelhantes às de tensores absolutos. considere a expressão da massa total num volume V onde se encontra matéria distribuída com densidade ρ ( x) . M = ∫V ρ ( x) d 3 x = ∫V i ρ [ x ( x′)] ∂x d 3 x′ = ∂x′ j ∫V ρ ′( x′) d x′ . dizemos que as grandezas formam um tensor absoluto. t ). o nome vem do fato de a grandeza física ρ (densidade) ser dessa categoria. referimo-nos aos tensores relativos de ordem 0 e 1 como escalares relativos e vetores relativos. |U ij | e |Wi j | . respectivamente. –2 e 0 os determinantes de tensores absolutos de 2a ordem | Tij | . sendo de mesmo peso o tensor relativo resultante – a simetria e a anti-simetria de tensores relativos independem do sistema de coordenadas São escalares relativos de pesos 2. (1-5) e (1-3). ou seja. mas. o tensor relativo recebe também o nome de densidade tensorial (se de ordens 0 e 1 dizemos densidade escalar e densidade vetorial. É fácil mostrar que (cf. tomar o determinante em cada membro da equação e usar a regra do produto de determinantes. a grandeza física ρ ( x) é um escalar relativo de peso 1 (uma densidade escalar). (peso −2) .. respectivamente). 20). B. usaremos letras de mão (e. b. Seguindo a prática adotada antes. admitido positivo. Prob. F. vemos através da integral que fornece a massa total M. sendo o resultado um tensor relativo de mesma ordem.

2 A N ) que é a extensão natural da Eq. se contravariante e de peso 1. o que se faz substituindo dx′ k = (∂x′ k / ∂x i ) dx i . (5-7) revelando que E ijk também é um tensor relativo contravariante de peso 1. temos que E ijk ∂xi ∂x j ∂x k ∂x′1 ∂x′ 2 ∂x′3 ∂xi ∂x j ∂x k ∂x′l ∂x′ m ∂x′ n . o que justifica a notação alternativa E ijk para o símbolo de Levi-Civita. y. usando a expressão do determinante em termos desse símbolo. o símbolo de Levi-Civita E ijk . ds 2 = dx′ k dx′ k (k = 1. obtemos . (6-1) No espaço de N dimensões. Por um raciocínio análogo também mostramos que ′ = J E ijk E lmn ∂x′l ∂x′ m ∂x′ n ∂xi ∂x j ∂x k . pela Eq. O elemento de comprimento de arco e o tensor métrico Equation Section (Next) a) O tensor fundamental covariante Em coordenadas cartesianas ( x. 6. Escrevendo esta equação em coordenadas xi genéricas. z ) . (5-5) = J E lmn . notamos que. podemos dizer que o jacobiano é dado por J = E ijk Portanto.10 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Wi′ j = ∂x k ∂x′ j ∂x′ ∂x i l Wkl ⇒ |Wi′ j | = |Wkl | (peso 0) . (B-35). dizemos que as coordenadas x′i são cartesianas se o quadrado da distância entre dois pontos infinitesimalmente próximos P ( x′) e P ( x′ + dx′) for dado pela fórmula Pitagórica (6-2) [ x′ k : coordenadas cartesianas] . multiplicando por J −1 e tendo em conta que E lmn = E lmn Civita é a mesma em qualquer sistema de coordenadas) E lmn = J E ijk −1 ∂xi ∂x j ∂x k ∂x′l ∂x′ m ∂x′ n ′ . = E lmn (5-6) revelando que E ijk é um tensor relativo covariante de 3a ordem de peso –1. no espaço de três dimensões. Em resumo. ′ (a definição do símbolo de Leviou. o símbolo de Levi-Civita é um tensor relativo de 3a ordem que é denotado por E ijk se for considerado covariante e de peso –1 e por E ijk . o quadrado da distância entre dois pontos infinitesimalmente próximos é ds 2 = dx 2 + dy 2 + dz 2 . (6-1) para espaços com mais de três dimensões. (5-4) Consideremos agora. Para investigar seu caráter tensorial.

ds 2 . como a da Eq. se transforma como um tensor covariante de 2a ordem. se a métrica for definitivamente positiva ( gij dxi dx j > 0 exceto se os diferenci- ais dxi se anularem)(∗) e for possível introduzir as chamadas coordenadas cartesianas. É fácil mostrar que gij . temos que ∂x′ k ∂x′ k ∂x′ k ∂x′′ m ∂x′ k ∂x′′ n ∂x′′ m ∂x′′ n ∂x′ k ∂x′ k ∂x′′ m ∂x′′ n ′′ ( x′′) . Espaços euclidianos são. uma vez que a distância entre dois pontos não deve depender das coordenadas utilizadas no seu cálculo. Uma maneira de introduzir tais espaços nos nossos estudos consiste em definir espaços dotados do conceito de distância como segue: Temos um espaço métrico ou riemanniano sempre que a distância quadrática infinitesimal puder ser escrita como uma forma quadrática dos diferenciais das coordenadas que seja invariante. pois. (6-3). sob a mudança de coordenadas xi para x′′i ( x′i são cartesianas). (6-2) com N = 2 . i. sendo o produto dos tensores no 2o membro da Eq. onde a distância entre dois pontos infinitesimalmente próximos é dado em termos das coordenadas esféricas θ e ϕ (co-latidude e longitude. é também um tensor: um invariante. onde gij ( x) ≡ ∂x′ k ∂x′ k ∂x ∂x i (6-3) [ x′ k : coordenadas cartesianas] j (6-4) é o chamado tensor métrico ou tensor fundamental do espaço. Como exemplo. claramente simétrico. (6-5) = = = gij ( x) ≡ g mn ∂xi ∂x j ∂x′′ m ∂xi ∂x′′ n ∂x j ∂xi ∂x j '*** ∂x′′*m(*** ∂x′′*n) ∂xi ∂x j ′′ ( x′′) g mn Logo. Entretanto. chamando de pseudo-riemanniano o espaço de métrica de sinal não-definitivo. existem "espaços" onde não é possível introduzir um sistema de coordenadas cartesianas. ds 2 = gij dxi dx j = invariante . nas quais o tensor métrico e a distância quadrática infinitesimal tomam as formas especiais gij′ 7 1 se i = j e gij′ 7 0 se i ≠ j ⇔ ds 2 = (dx′1 ) 2 + ( dx′ 2 ) 2 + A + ( dx′ N ) 2 . (6-7) válidas em todos os pontos. temos o "espaço" bidimensional formado pelos pontos na superfície de uma esfera de raio R. de fato. (∗) Alguns autores consideram riemanniano apenas o espaço de métrica definitivamente positiva. Não existem coordenadas (digamos ξ e η) em termos da qual essa forma quadrática tome a forma ds 2 = d ξ 2 + dη 2 . . respectivamente) por ds 2 = R 2 dθ 2 + R 2 sen 2 θ d ϕ 2 . (6-6) Num tal espaço. dizemos que o espaço é euclidiano (usamos o sinal =$ para indicar que a igualdade só é válida num sistema de coordenadas específico).11 INTRODUÇÃO AOS TENSORES uma forma quadrática dos diferenciais das coordenadas em sua expressão mais geral. denominada forma fundamental ou forma métrica (ou simplesmente métrica): ds 2 = gij dxi dx j . casos especiais de espaços riemannianos. no caso. como é de se esperar. portanto.e.

(6-6) podem ser sempre consideradas como os componentes de um tensor covariante de 2a ordem simétrico [a prova apresentada na Eq. 21). (6-8) de acordo com as regras ordinárias para o desenvolvimento de determinantes. para qualquer matriz ( aij ) . Usando a Eq. reconhecemos no 1o membro da Eq. (6-10) podemos mostrar que g ij é um tensor do tipo 02 (cf. b) O tensor fundamental contravariante Sejam g ≡ | g ij | o determinante do tensor métrico. (6-11) onde A ji é o co-fator do elemento a ji no determinante a = | aij | . b) os co-fatores G ij de gij formam um tensor relativo contravariante de peso 2 (cf. e considerando a simetria de G ij nos índices i e j (vez que se trata dos co-fatores dos elementos do determinante simétrico | g ij | ). g Pelas relações dadas na Eq. o elemento aij−1 da sua inversa é dado por aij−1 = A ji / a . vemos que as grandezas g ij definidas através da Eq. Duas observações: a) a Eq. portanto. (6-12) . e só vale. denominado determinante métrico e admitido nesta exposição que nunca se anula. É o chamado tensor contravariante fundamental. e G ij o co-fator de gij nesse determinante. (6-2). 24). (3-5). que foi deduzida a partir da Eq. sabemos que gik G jk = g ki G kj = δ i j g . c) A formação de novos tensores por meio dos tensores fundamentais Os tensores fundamentais gij e g ij podem ser usados nas operações de abaixar e levantar índices tensoriais assim definidas: TA Ai A A mA ≡ gim T A A A e TA A jA A A ≡ g jn T A AnA . o que justifica chamar δ i j de tensor fundamental misto. Prob. Prob. (6-8) vemos que tais grandezas satisfazem as equações gik g jk = δ i j . Definamos agora as grandezas G ij g ij ≡ (6-9) . 23 mostramos que as grandezas gij na Eq. ou ainda tensor conjugado ou recíproco de gij (é simétrico. conforme já discutimos acima). g ij e δ i j representam um mesmo objeto geométrico: a métrica. Em vista disso. Logo abaixo ficará claro que gij . (6-10) mostra um fato já comprovado na Eq. (6-10) o cálculo de um elemento genérico do produto da matriz ( g ij ) pela sua inversa. (6-5) baseia-se na Eq. na hipótese de o espaço admitir as coordenadas cartesianas]. (6-4). (6-10) Lembrando que.12 INTRODUÇÃO AOS TENSORES No Prob. que o delta de Kronecker δ i j é um tensor. (6-9) são os elementos da matriz inversa (também simétrica) da matriz ( g ij ) .

qualquer que seja o tipo do tensor. isso. onde α i ≡ Ai / | A |2 e β i = Bi / | B|2 . Por exemplo.) Ressalva: Nas coordenadas cartesianas x′i . prática comum na literatura e que será adotada aqui. . o tensor métrico é dado pela Eq. este e os que dele resultam abaixando e levantando índices são denominados tensores associados. assim. no caso acima teríamos X i .. Ai′ = gij′ A′ j = A′ i . (b) o vetor contravariante dx j e o vetor covariante dxi = gij dx j representam o mesmo deslocamento infinitesimal PQ desde o ponto P ( x j ) até o iiif ponto Q ( x j + dx j ) . definir a magnitude | X | de um (= g vetor X i ou o seu associado X i através da equação | X | 2 ≡ X i Xi ij X i X j = g ij X i X j ). obviamente. (Nos espaços vagos é comum escrever pontos – e. g ij e δ i j (= gik g kj ) são diferen- tes representações da métrica do espaço.13 INTRODUÇÃO AOS TENSORES onde dizemos que o tensor T teve seu índice m abaixado como i na primeira operação e seu índice n levantado como j na segunda. d) Magnitude de um vetor e ângulo entre vetores O escalar X i Yi obtido pelo produto interno de X i com Yi reduz-se ao produto escalar familiar no sistema de coordenadas cartesianas. A liberdade de levantar e abaixar índices exige cuidado com a ordem horizontal na qual os índices contravariantes e covariantes são escritos.j i –– prática que não adotaremos. daqui por diante evitaremos escrever um subíndice e um superíndice na mesma linha vertical. a relação X i = gij X j estabelece um isomorfismo entre os vetores covariantes e contravariantes associados) –– exemplos: (a) gij . Por esta razão. é válido para os componentes cartesianos de um tensor qualquer. usamos a mesma letra para denotá-los (T nos exemplos acima). X i j será diferente de X j i . seus componentes cartesianos podem ser denotados com subíndices apenas. (6-14) É fácil ver que esses dois conceitos (magnitude e ângulo) são invariantes e se reduzem aos conceitos familiares no espaço euclidiano tridimensional. portanto. Podemos. em geral. mostrando que os componentes cartesianos de um vetor não se distinguem quanto ao tipo contravariante ou covariante.j e X . sendo iguais quando X ij for simétrico: Xi j − X j i = gik X kj − gik X jk ( = gik X kj − X jk )=0 ⇔ X kj = X jk . (6-13) Podemos também definir o ângulo θ entre os vetores Ai e B i (lembre-se de que estes representam objetos geométricos que também podem ser descritos pelos componentes covariantes Ai e Bi ) como sendo o produto interno dos vetores unitários α i e β i obtidos a partir daqueles vetores: cos θ ≡ α i β i . Tensores associados são vistos como representações de um mesmo objeto geométrico (de fato.g: T . Portanto.ij kl . Dado um tensor. (6-7) e.

Portanto. (6-16) obtemos dV ′ = g ′ dx′1dx′ 2 A dx′ N = g dx1dx 2 A dx N = Invariante . (6-15) ou seja. Temos a seguinte definição: Componente físico do vetor X i na direção de ξ i ≡ gij X i ξ j = X i ξi = X i ξ i . Componentes físicos de um tensor Equation Section (Next) Num sistema de coordenadas curvilíneas xi ortogonal ( gij = 0 se i ≠ j ). partindo do elemento de volume em coordenadas cartesianas x′i . vemos que J ′2 = ∂x′i ∂x k ⋅ ∂x′l ∂x j # ⋅ det A = det( A # A) = | aik | ⋅ | alj | = det A ⋅ det A = det A = | a#ik akj | = | aki akj | = ∂x′ k ∂x′ k ∂xi ∂x j = | gij | = g . (6-16) ou seja. (6-4). como qualquer determinante de um tensor de 2a ordem covariante. se φ for um invariante. onde usamos propriedades dos determinantes bem conhecidas e também a Eq. usando a Eq. (6-17) é consistente: dV ′ = dx′1dx′ 2 A dx′ N = J ′ dx1dx 2 A dx N = g dx1dx 2 A dx N ≡ dV . Ele desempenha um papel importante nas integrações. por exemplo. V′ (6-17) (6-18) V A Eq. concluímos que. seja X i um vetor qualquer e ξ i um vetor unitário ( gij ξ i ξ j = 1) . mudando para as coordenas curvilíneas xi e usando J ′ = g . então g dx1dx 2 A dx N = dV . g é um escalar relativo de peso 1. g J dx′1dx′ 2 A dx′ N = Assim. Realmente. Tirando a raiz quadrada de ambos os membros da equação acima obtemos (admitindo g > 0) g′ = J g . o determinante métrico é um escalar relativo de peso 2. verificamos que a definição de dV dada na Eq. ∫ φ ′ dV ′ = ∫ φ dV . Essa definição decorre do fato de que aquela equação é obtida naturalmente partindo das coordenadas cartesianas x′i .14 INTRODUÇÃO AOS TENSORES e) Propriedades do determinante métrico Substituindo Tij por gij na Eq. temos que dV ≡ De fato. (6-17) é usada para definir o elemento de volume no VN . 7. (5-2) obtemos g′ = J 2g . (7-1) . usando a notação A = ( aij ) para a matriz com elementos aij ≡ ∂x′i / ∂x j .

6c). eϕ e X . (7-1) três vezes. onde ri . em coordenadas cartesianas zi (nas quais Z i e ζ i são os componentes cartesianos dos vetores X i e ξ i . É necessário usar a Eq. conforme já afirmamos na Seç. etc. os vetores unitários ξ i . em cada uma com o vetor unitário ξ i tangente a uma das curvas coordenadas. Ressalva: Geralmente. ϕi e Zi são os componentes f f f f cartesianos de er . os componentes f físicos de um vetor X são. dada uma curva x i = x i ( s ) qualquer (parametrizada pelo comprimento de arco). Um exemplo para clarear mais as idéias: na notação ordinária. Admitiremos que esse é o caso ao nos referirmos aos componentes físicos de um tensor. Calculemos os componentes físicos de um vetor ao longo das curvas coordenadas em termos de seus componentes contravariantes ou covariantes. não sendo os índices distinguidos pelo caráter contravariante ou covariante. escrevemo-los como subíndices (cf. Tξη ≡ T i j ξi η j . ) (7-3) A extensão da definição de componentes físicos de tensores para os casos de ordem superior a 3 é óbvia. (7-1) e (7-3) transparece que os componentes físicos de um dado tensor podem ser calculados usando seus componentes contravariantes. no sistema de coordenadas esféricas. (7-1). (∗) Nas coordenadas cartesianas. ξ2 = 0 . pois X r = er ⋅ X = ri Zi . No caso de ser ela a curva de x1 (onde x 2 = x 3 = constante) como mostra a figura à direita. (7-2) Sendo esse produto escalar dos vetores Z i e ζ i a projeção ortogonal usual de Z i na direção de ζ i . sendo definidos como segue: Tij ξ iη j (= T ij ξi η j = T i j ξi η j . eθ .15 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Essa é uma expressão invariante que. Para facilitar a exposição. respectivamente). covariantes ou mistos (esses e os componentes físicos representam um mesmo objeto geométrico. o vetor unitário tangente é ξ 1 = dx1 / ds . a ressalva feita ao final da Seç. denotados com uma barra em cima: X ξ ≡ X i ξ i . que serão. sabemos que o vetor unitário tangente é ξ i = dxi / ds . Ora. f f f f X θ = eθ ⋅ X = θi Zi e X ϕ = eϕ ⋅ X = ϕi Z i . No caso de um tensor de 2a ordem. ξi curva de x1 ξ3 = 0 . justificada está a definição na Eq. respectivamente. Nas Eqs. consideramos um espaço tridimensional. Sendo esse um vetor unitário. então. η i ao longo dos quais os componentes físicos são calculados são aqueles tangentes às curvas coordenadas. θi . etc. os coeficientes dos f f f f f f versores na equação X = X r er + X θ eθ + X ϕ eϕ . os seus componentes físicos são calculados nas direções de dois vetores unitários ξ i e η i (que podem coincidir). temos que 1 = gij ξ i ξ j = g11ξ 1ξ 1 = g11 (ξ 1 )2 . toma a forma (∗) X i ξi = Z i ζ i . 6c) .

este e os outros dois são X 1 g11 . X 2 e X 3 . (7-1) que envolve esses componentes: X1 = X iξi = X i gi1 / g11 = X 1 g11 / g11 = X 1 g11 é o componente físico ao longo da curva de x1 . de acordo com a definição dada na Eq. Em resumo. X 2 / g 22 e X 3 / g33 . o componente físico do vetor X i ao longo da curva de x1 é dado por X1 = X i ξ i = X1 ξ 1 = X1 / g11 . os nove componentes físicos desse tensor. tanto em termos dos seus componentes covariantes quanto dos contravariantes. η3 = 0 . g11 g 22 ou. Logo. g11 X2 = X2 = X 2 g 22 . (7-7) g33 No caso de um tensor de 2a ordem. Por exemplo. η 2 = 1 .16 INTRODUÇÃO AOS TENSORES donde calculamos ξ 1 e. T12 = T ijξi η j = T ijδ i1 g11 δ j 2 g 22 = T 12 g11 g 22 . o componente físico de T ij nessas direções é T12 = Tij ξ iη j = T12 ξ 1η 2 = T12 . selecionando ξ i ao longo da curva de x1 e η i ao longo da curva de x 2 . abaixando o índice. são . (7-5) estes são calculados em termos dos componentes covariantes X1 . Ao longo das curvas de x 2 e x3 temos resultados similares. os componentes físicos de X i no sistema de coordenadas curvilíneas considerado são X1 / g11 . (7-6) Em resumo: X1 = X1 = X 1 g11 . em termos dos componentes contravariantes. usamos a expressão na Eq. g 22 X3 = X3 = X 3 g33 . (7-4) Portanto. ξ3 = 0 g11 e η1 = 0 . g2 portanto. ξ 2 e ξ 3 : ξ 1 = 1/ g11 ⇒ ξi = gij ξ j = gi1ξ 1 = gi1 / g11 . temos que ξ1 = 1 . também ξ 1 . X 2 g 22 e X 3 g33 . ξ2 = 0 . os componentes físicos são calculados pelo mesmo procedimento. (7-1). g 22 bem como ξi = gij ξ j = gi1 ξ 1 = δ i1 g11 1 = δ i1 g11 g11 e ηi = gij η j = gi 2 η 2 = δ i 2 g 22 1 = δ i 2 g 22 . Para calcular os componentes físicos em termos dos componentes contravariantes.

t ∈ [t1 . Ap. dentre todas essas curvas. O seu elemento de comprimento de arco é ds = logo seu comprimento é ` = ds 2 = ∫ t2 t1 gij dxi dx j = s$ dt . Equação da linha geodésica Equation Section (Next) Considere todas as curvas que ligam dois pontos fixos P1 e P2 . em termos dos quais o elemento de comprimento de arco é dado por 2 1 2 2 2 2 2 2 2 . com s$ ≡ gij x$ i x$ j dt . (7-10) resultados úteis para a utilização das Eqs. (7-7) e (7-8). as quais. Em geral. segundo o Cálculo de Variações. t2 ] . C): d ⎛ ∂s$ ⎞ ∂s$ =0 . (8-2) gij x$i x$ j .17 INTRODUÇÃO AOS TENSORES (Tij ) ⎛ T11 ⎜ g 11 ⎜ ⎜ ⎜ T21 = ⎜ ⎜ g 22 g11 ⎜ ⎜ T 31 ⎜ ⎜ g g ⎝ 33 11 T13 T12 g11 g 22 g11 g33 T23 T22 g 22 g 22 g33 T32 T33 g33 g33 g 22 ⎞ ⎛ T 11 g11 ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎟ = ⎜ T 21 g 22 g11 ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ 31 ⎟ g33 g11 ⎝T ⎟ ⎠ T 12 g11 g 22 T 22 g 22 T 32 g33 g 22 T 13 g11 g33 ⎞ ⎟ ⎟ ⎟ 23 T g 22 g33 ⎟ ⎟ ⎟ ⎟ ⎟ 33 T g33 ⎠ (7-8) Os manuais de fórmulas matemáticas geralmente listam os fatores de escala hi . temos que (8-4) . tem comprimento menor que o de todas as outras. denominada geodésica entre P1 e P2 . apenas uma. ⎜ ⎟− dt ⎝ ∂x$ k ⎠ ∂x k Lembrando que gij não depende explicitamente de x$ k . são dadas pelas equações de Euler-Lagrange (cf. Admita que uma das curvas que ligam P1 e P2 tenha a parametrização xi = xi (t ) . (8-1) onde t é um parâmetro genérico e xi (t1 ) e xi (t2 ) são respectivamente as coordenadas de P1 e P2 . 8. (8-3) As equações paramétricas x k (t ) da geodésica minimizam a integral que fornece ` . (7-9) g33 g 22 = h2 e g33 = h3 . ds 2 = hm 1 ( dx ) + h 2 ( dx ) + h 3 ( dx ) m m g11 g 22 donde facilmente concluímos que g11 = h1 . Segue um método de determiná-la.

1 ∂g kj dxi dx j 1 ∂g ki dx j dxi . d 2 xk ds 2 ⎧ k ⎫ dxi dx j +⎨ ⎬ =0 . ⎩ ij ⎭ ds ds (8-7) . l ] . + 2 ∂xi ds ds 2 ∂x j ds ds Logo. [ij . Se tomarmos como parâmetro o comprimento de arco medido desde o ponto P1 então s$ = 1 e $$s = 0 . ⎩ ij ⎭ (8-6) encontramos a equação da geodésica na forma normalmente apresentada na literatura. ds ds Por fim. ( ij 2 s$ ∂x k 2 s$ ∂x k esses resultados substituídos na Eq. k ] ≡ obtemos. com l no lugar de k. l ] (8-5) dxi dx j =0 . (8-4) fornecem j d ⎛ g kj x$ ⎞ 1 ∂gij i j x$ x$ = 0 . multiplicando por g kl e introduzindo o símbolo de Christoffel de 2a espécie. substituindo essa equação na anterior. ⎧k ⎫ kl ⎨ ⎬ ≡ g [ij . ⎜ 2 ⎝ ∂xi ∂x j ∂x ⎠ + [ij .INTRODUÇÃO AOS TENSORES ∂s$ ∂x$ k = ∂ ∂x$ k = gij 2 s$ gij x$ x$ i = j ∂s$ ∂x k = = ∂x$ k 2 gij x$ i x$ j (δ ki x$ j + x$ i δ kj ) = e que ∂ ( gij x$ i x$ j ) 1 g kj x$ j + gik x$ i 2 s$ = ( ∂x$ i j ∂x$ j $ + x$ i x 2 s$ ∂x$ k ∂x$ k gij 2 g kj x$ j 2 s$ = 18 ) g kj x$ j s$ 1 ∂ 1 ∂gij i j $ i x$ j ) = g x x$ x$ . ⎜ ⎟− dt ⎝ s$ ⎠ 2s$ ∂x k Até agora usamos um parâmetro completamente genérico ao longo da geodésica. obtemos g kj d2x j ds 2 1 ⎛ ∂g kj ∂g ki ∂gij ⎞ dxi dx j + ⎜ i + − k ⎟ =0 . solução da equação acima. d2x j glj ds 2 1 ⎛ ∂g jk ∂gik ∂gij ⎞ + − k ⎟ . 2 ⎝ ∂x ∂x j ∂x ⎠ ds ds Introduzindo nesta equação o chamado símbolo de Christoffel de 1a espécie. passando a equação acima a ter a forma ( ) d dx j 1 ∂gij dxi dx j − g kj ds ds 2 ∂x k ds ds = g kj O segundo termo pode ser escrito assim: dg kj dx j ds ds = ∂g kj dxi dx j ∂xi ds ds = d2x j ds 2 + dg kj dx j 1 ∂gij dxi dx j − ds ds 2 ∂x k ds ds = 0 .

Lei de transformação dos símbolos de Christoffel Equation Section (Next) Considere o símbolo de Christoffel de 1a espécie no sistema de coordenadas x′i : [ij . m] . mas nos dois índices inferiores. As seguintes relações envolvendo os símbolos de Christoffel e a métrica são úteis nas aplicações e são deduzidas nos exercícios resolvidos (cf. na Eq. que também o de 2a espécie é simétrico. Da Eq. no caso) e. (8-6). l ] é levantado como k para se obter k e. j ] + [ jk . m] . (8-6). Assim. (8-6) é fácil deduzir que ⎧k ⎫ (8-8) ⎨ ⎬ g km = [ij . como veremos adiante. portanto. ⎩ ij ⎭ {} {} Um meio mnemônico de memorizar as Eqs. 2 ⎝ ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k ⎠ (9-1) para obtê-lo no sistema de coordenadas xi . Probs. pela Eq. k ]′ ≡ ∂gij′ ⎞ 1 ⎛ ∂g ′jk ∂gik′ + − ⎜ ⎟ . k} e Γ ijk . o índice k de k é abaixado como m ij ij para se obter [ij . sugere um caráter tensorial que. esta última notação. (8-8). (8-6) e (8-8) é considerar válidas as operações de levantar e abaixar índices para os símbolos de Christoffel. calculemos nesse sistema o primeiro termo entre parênteses. 9. i ] ⎧ j⎫ ⎧i ⎫ = − g il ⎨ ⎬ − g jl ⎨ ⎬ ⎩ kl ⎭ ⎩ kl ⎭ ⎧i ⎫ 1 ∂g =⎨ ⎬ j 2 g ∂x ⎩ ij ⎭ ⎧i⎫ 1 ∂gii ⎨ ⎬= i ⎩ ii ⎭ 2 gii ∂x ⎧i ⎫ 1 ∂gii ⎨ ⎬= j ⎩ ij ⎭ 2 gii ∂x ⎧i ⎫ 1 ∂g jj ⎨ ⎬=− 2 gii ∂xi ⎩ jj ⎭ (8-9) (8-10) (8-11) (8-12) = 0 e com onde i ≠ j . entretanij to. em vez de k . gij i≠ j a convenção da soma suspensa {} (8-13) (8-14) Na literatura. não é verdadeiro em geral. também se usam {ij . (8-5) que o símbolo de Christoffel de 1a espécie é simétrico nos dois primeiros índices (i e j. fazendo uso da regra da cadeia e da lei de transformação da métrica: .19 INTRODUÇÃO AOS TENSORES cuja solução fornece a parametrização x k ( s ) da geodésica no espaço que é caracterizado pela métrica gij . o índice l de [ij . Note pela Eq. na Eq. 37 e 38): ∂gij ∂g ij ∂x k ∂x k = [ik .

ob- temos no sistema xi os dois últimos termos da Eq.***-*** . (9-1). Usando a Eq.∂g ′jk ∂x′i = ∂ ∂x′i ( ∂x m ∂x n ∂x′ j ∂x′ k g mn ) INTRODUÇÃO AOS TENSORES = ∂g mn ∂xl ∂x m ∂x n ∂xl ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k + g mn ( ∂x′ ∂x′ ∂2 xm i ). 8). n] + g mn ∂2 xm ∂x n ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k .n → n . Observe que o segundo termo no 2o membro impede que [ij. ] g ij s g lm n g ⎨ ⎬ ⎜ ⎟ mn ⎝ ∂x′i ∂x′ j ∂x′ s ∂x a ∂xb ∂x′i ∂x′ j ∂x′ s ⎠ ⎩ ij ⎭ = = ∂x′ k ∂xl ∂x m ∂x′ s ∂x n ∂x ∂x′ ∂x′ '***(*** ∂x ∂x′ ) a i j ∂x′ k ∂xl ∂x m b δ bn s g ab [lm. substituindo nesta os resultados. encontramos ∂ 2 x m ∂x n ∂x m ∂ 2 x n ⎞ 1 ∂g mn ∂xl ∂x m ∂x n 1 ⎛ + g mn ⎜ + [ij .k] se transforme como um tensor do tipo 30 (covariante de 3a ordem). (9-2) Esta é a lei de transformação do símbolo de Christoffel de 1a espécie.l . 20 ∂x n j ∂x′ k + ∂x m ∂ 2 xn ∂x′ j ∂x′i ∂x′ k iq j jqk Desta equação. k ]′ = ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k [lm. ] ∂x a ∂x′i ∂x′ j '***(***) ∂x m ∂x′i ∂x′ j a {lm} δb . k ]′ = ⎟ 2 ∂xl ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k 2 ⎝ ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k ∂x′ j ∂x′i ∂x′ k ⎠ + 2 m 1 ∂g mn ∂xl ∂x m ∂x n 1 ∂x n ∂x m ∂ 2 x n ⎞ ⎛ ∂ x + + g ⎟ mn ⎜ j i k 2 '******* ⎝ ∂x′ j ∂x′i ∂x′ k ∂xl ∂x*(******** ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k ⎠ ′ ∂x′ ∂x′ ) 2 lqm − 2 m ∂x n 1 ∂g mn ∂xl ∂x m ∂x n 1 ∂x m ∂ 2 x n ⎞ ⎛ ∂ x − g + ⎟ mn ⎜ k i j 2 '******* ⎝ ∂x′ k ∂x′i ∂x′ j ∂xl ∂x*(******** ∂x′i ∂x′ k ∂x′ j ⎠ ′ ∂x′ ∂x′ ) 2 l . temos ⎧ k ⎫′ ∂x′ k ∂x′ s ab ⎛ ∂xl ∂x m ∂x n ∂ 2 x m ∂x n ⎞ ks ′ ′ = = + [ . Calculemos agora o símbolo de Christoffel de 2a espécie no sistema de coordenadas x′i em termos desses símbolos no sistema de coordenadas xi . n] + n ∂x′ k ∂ 2 x m g ab g mn ∂x ∂x′ ∂x′ '****** ∂x ∂x*(****** ′ *) a ∂x′ k ∂ 2 x m an g lm n + [ . com duas permutações (∂g ′jk / ∂x′i ⎯⎯⎯ → ∂gik′ / ∂x′ j ⎯⎯⎯ → ∂g ij′ / ∂x′ k ) . ou ∂xl ∂x m ∂x n [ij .m = ∂ 2 x m ∂x n 1 ∂g mn ∂xl ∂x m ∂x n 1 ∂gln ∂x m ∂xl ∂x n 1 ∂glm ∂x n ∂xl ∂x m + − + g mn 2 ∂xl ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k 2 ∂x m ∂x′ j ∂x′i ∂x′ k 2 ∂x n ∂x′ k ∂x′i ∂x′ j ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k ∂xl ∂x m ∂x n 1 ⎛ ∂g mn ∂gln ∂glm ⎞ ∂ 2 x m ∂x n = + m − n ⎟ + g mn ⎜ ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k 2 ⎝ ∂xl ∂x ∂x ⎠ ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k (onde indicamos as trocas de índices de acordo com o rodapé da p.m . s n ∂x′ ∂x i j b s δ ma . (9-2). ] [ .

ij Da (9-3) podemos calcular em termos dos símbolos de Christoffel de 2a espécie uma expressão para ∂ 2 x m / ∂x′i ∂x′ j . trocando a por n. ⎨ ⎬+ ∂x′ k ∂x m ∂x′i ∂x′ j ⎩ lm ⎭ '***(***) ∂x′ a ⎧ k ⎫ ∂x′l ∂x′ m ⎨ ⎬− ∂x k ⎩ ij ⎭ ∂xi ∂x j (9-4) ⎧ a ⎫′ ⎨ ⎬ . por exemplo. o 2o termo impede que ∂V ′a / ∂x′ n se transforme como um tensor de 2a ordem do tipo 11 . ⎩ lm ⎭ (9-5) 10. ⎨ ⎬+ m i j ⎩ lm ⎭ ∂x ∂x′ ∂x′ (9-3) Esta é a lei de transformação do símbolo de Christoffel de 2a espécie. diferenciando em relação a x′ n ambos os membros de sua lei de transformação. Multiplicando tal equação por ∂x a / ∂x′ k . Entretanto. ∂x′ k ⎩ ij ⎭ ∂x′i ∂x′ j ⎩ lm ⎭ Nesta expressão podemos inverter x e x′ para obter ∂ 2 x′ a ⎧ n ⎫ ∂x a ∂x′ k ∂ 2 x m . encontramos . Considere. ∂ ⎛ ∂x′ a j ⎞ ∂x′ a ∂xi ∂V j ∂xi ∂ 2 x′ a = + V ⎟= V ⎜ ⎠ ∂x j ∂x′ n ∂xi ∂x′ n ∂xi ⎝ ∂x j ∂x′ n ∂xi ∂x j j . eliminando a derivada segunda ∂ 2 x′ a / ∂xi ∂x j que aparece naquele termo por meio da Eq. as derivadas parciais de tensores não resultam em novos tensores.21 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ou. ⎧ k ⎫′ ∂x′ k ∂xl ∂x m ⎨ ⎬ = n ∂x ∂x′i ∂x′ j ⎩ ij ⎭ {} ⎧ n ⎫ ∂x′ k ∂ 2 x m . obtemos ∂x a ⎧ k ⎫′ ∂x a ∂x′ k ∂xl ∂x m ⎨ ⎬ = ∂x′ k ⎩ ij ⎭ ∂x′ k ∂x n ∂x′i ∂x′ j '***(***) δ na donde ∂2 xa ∂x′i ∂x′ j = ∂xi ∂x j = δ ma ∂x a ⎧ k ⎫′ ∂xl ∂x m ⎧ a ⎫ ⎨ ⎬ − ⎨ ⎬ . mostrando que ∂φ / ∂x i é um vetor covariante. para a qual ∂φ / ∂x′ j = (∂φ / ∂x i ) (∂x i / ∂x′ j ) . (9-5). um vetor contravariante V ′a . No 2o membro. V ′a = obtemos ∂V ′a ∂x′ n ∂xi ∂x′ a ∂x j V j . Derivada covariante Equation Section (Next) a) Derivada covariante de tensores Exceto no caso da diferenciação de uma função φ ( xi ) invariante. Novamente note que é o segundo termo no 2o membro que impede que k se transforme como um tensor do tipo 21 .

Se considerarmos agora um vetor covariante V j′ e diferenciarmos em relação a x′i a sua lei de transformação. { } no caso.i . n = ∂T iA n jA / ∂x k . eliminando a derivada segunda por meio da Eq.22 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ∂V ′a ∂x′ n = ∂x′ a ∂xi ∂V j n i ∂x j ∂*x(***** ′ ∂x*) '***** j ∂xi ⎡ ∂x′ a ⎢ ∂x′ n ⎣ ∂x k +V j m ∂xi ∂x′ a ⎧ k ⎫ ∂xi ∂x′l ⎧ a ⎫′ j ∂x′ V − ⎨ ⎬ ⎨ ⎬ ∂x′ n ∂x k ⎩ ij ⎭ '***(** ∂x *j ) '***(*** ∂x′ n ∂xi) ⎩ lm ⎭ j →k = = ∂x′ a ∂xi ∂V k ∂x k ∂x′ n ∂xi ⎧ a ⎫′ ⎤ ⎨ ⎬ ⎥ ⎩ lm ⎭ ⎦ +V ⎧ k ⎫ ∂x′l ∂x′ m ⎨ ⎬− i j ⎩ ij ⎭ ∂x ∂x δ nl V ′m ′ ∂x′ a ∂xi ⎡ ∂V k j ⎧k ⎫⎤ m⎧ a ⎫ ′ V V + − ⎨ ⎬⎥ ⎨ ⎬ . para obtermos um tensor: a derivada covariante V (10-2) aqui daremos preferência às duas primeiras formas. A Eq. a ⎢ k ⎨ ij ⎬ i j ⎨ lm ⎬ ⎥ x x x ∂x′ j ∂x′i ∂x k ∂ ∂ ∂ ′ ′ ′ ⎩ ⎭ ⎩ ⎭ ⎣ ⎦ ∂x a ∂x k ∂Va . i ou i ∂x ⎩ ij ⎭ ∂V k DV k Dx i ou ∇i V k ou V kEi . ⎢ ∂x k ∂x′ n ⎣ ∂xi ⎩ ij ⎭ ⎦ ⎩ nm ⎭ ou ′ ⎡ ∂V ′a ∂x′ a ∂xi ⎡ ∂V k m⎧ a ⎫ ⎤ j ⎧k ⎫⎤ ′ V + = ⎨ ⎬ ⎢ i + V ⎨ ⎬⎥ . = + ⎜ a ⎟ ⎠ ∂x′ j ∂x′i ∂x k ∂x′i ∂x′ j ∂x′i ⎝ ∂x′ j Nesta. ⎢ ⎥ n k n ∂x ∂x′ ⎣ ∂x ⎩ nm ⎭ ⎦ ⎩ ij ⎭ ⎦ ⎣ ∂x′ (10-1) onde vemos que os termos entre colchetes é um tensor de 2a ordem do tipo 11 (pois se transforma como tal). V j k ij vale para qualquer tensor T iA jA : T iA jA. a expressão desses termos é usada para definir a derivada covariante do vetor contravariante V k (em relação a xi e com respeito à métrica gij incorporada nos símbolos de Christoffel) e é denotada de várias maneiras: ⎧k ⎫ + V j ⎨ ⎬ ≡ V k . V j′ = Va ∂x a / ∂x′ j . obtemos ∂V j′ ∂x′i = a k ∂ ⎛ ∂x a ∂ 2 xa ⎞ ∂x ∂x ∂Va V Va . encontramos ∂V j′ ∂x′i ou = ⎡ ∂x a ⎧ k ⎫′ ∂xl ∂x m ⎧ a ⎫ ⎤ + − V . (9-4). (10-2) mostra que à derivada parcial ∂V k / ∂xi devemos adicionar um termo "corretivo". Veremos que isso + termos "corretivos".

(9-4) e (9-5) para eliminar as derivadas segundas. Podemos entrever como seria a fórmula da derivada covariante de um tensor genérico por simples inspeção das Eqs. obtemos ∂T j′ a ∂x′i = b r a ∂ ⎛ ∂x′ a ∂xb s ⎞ ∂x′ a ∂xb ∂x r ∂Tb s ∂ 2 x′ a ∂ 2 xb s ∂x ∂x s ∂x′ T T T = + + ⎜ ⎟ b ⎟ b b j ∂x′i ⎜⎝ ∂x s ∂x′ j ∂x s ∂x′*(******* ∂x′i ∂x r*) ∂x′ j ∂x′i ∂x r ∂x s ∂x s ∂x′i ∂x′ j ⎠ '******* (Q) = (Q) + Tb s ∂xb ∂x r ⎡ ∂x′ a ⎢ ∂x′ j ∂x′i ⎣ ∂x k ⎧ k ⎫ ∂x′l ∂x′ m ⎨ ⎬− r s ⎩ rs ⎭ ∂x ∂x {} a b ′ ∂xl ∂x m ⎧ a ⎫′ ⎤ s ∂x′ ⎡ ∂x ⎧ k ⎫ T + ⎨ ⎬ ⎥ ⎨ ⎬ − ⎢ b ∂x s ⎣ ∂x′ k ⎩ ij ⎭ ∂x′i ∂x′ j ⎩ lm ⎭ ⎦ { } {} ⎧ b ⎫⎤ ⎨ ⎬⎥ = ⎩ lm ⎭ ⎦ {} a l m b m a b ′ ∂xb ∂x r ∂x′ a k s ∂x ∂x′ l a ′ s ∂x′ ∂x k − T s ∂x′ ∂x ∂x b T T (Q) + Tb s δ − + b b i lm b s i j lm j i k rs j s s k ij x′ ∂x x ∂** x′*) ∂x ∂*(********* x′ ∂x′ ∂x′ ∂*(********* ∂x*(***** ∂*(** ′ ∂x ) '******** ) '******** ) '**** '**** kqs = T j′m Tk′a ′ ′ ⎞ ∂x′ a ∂xb ∂x r ⎛ ∂Tb s k ⎧s ⎫ s ⎧m ⎫ m⎧ a ⎫ a ⎧k ⎫ ′ ′ + − − + T T T T ⎜ ⎬ m ⎨ ⎬ ⎟⎟ ⎬ b ⎨ j ⎨ k ⎨ ⎬ . Mas. calculemos a derivada covariante do tensor misto T j i empregando uma vez mais o método como a obtivemos acima para o caso dos vetores contravariantes e covariantes: Derivando a lei de transformação T j′a = (∂x′ a / ∂x s ) (∂xb / ∂x′ j ) Tb s em relação a x′i e usando as Eqs. ∂x ⎩ lm ⎭ (10-3) l A definição de derivada covariante pode ser estendida para qualquer tensor. j i ⎢ l ∂x′ ∂x′ ⎣ ∂x ⎩ lm ⎭ ⎦ '*******(*******) ( ∗) onde vemos que os termos marcados por (∗) formam um tensor de 2a ordem do tipo 02 . (10-2) e (10-3). l → r .23 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ⎧ k ⎫′ ∂x a ⎧ k ⎫′ ∂V j′ ′ − = − V V ⎨ ⎬ a k ⎨ ⎬ = i ∂x′i '**(**) ∂x′ k ⎩ ij ⎭ ∂ x ′ ⎩ ij ⎭*) '******(***** ∂V j′ Vk′ ( ∗) = ∂x a ∂x k ∂Va ∂x′ ∂x′ ∂x ) '*****(***** j i a → m e k →l = = k ∂x m ∂xl ∂Vm ∂x′ j ∂x′i ∂xl − − ⎧a⎫ Va ⎨ ⎬ ∂x′ ∂x′ '***(** ⎩ lm*⎭) ∂xl ∂x m i j a→k ⎧k ⎫ V ⎨ ⎬ k ∂x′i ∂x′ j ⎩ lm ⎭ ∂xl ∂x m ⎧ k ⎫⎤ ∂x m ∂xl ⎡ ∂Vm − Vk ⎨ ⎬ ⎥ . acabamos de justificar a seguinte definição para a derivada covariante de um vetor covariante: Vm . l ≡ ∂Vm ⎧k ⎫ − Vk ⎨ ⎬ . encontramos mqb . ∂x s ∂x′ j ∂x′i ⎜⎝ ∂x r ⎩ rk ⎭ ⎩ rb ⎭ ⎠ ⎩ im ⎭ ⎩ ij ⎭ Rearranjando os resultados. para que a indução que conduz à fórmula geral da derivada covariante seja bem compreendida.

como um tensor do tipo que os índices indicam (do tipo 32 ). n (derivada covariante de produto externo) O teorema de Ricci. por exemplo.24 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ′ ′ ⎞ ∂x′ a ∂xb ∂x r ⎛ ∂Tb s m⎧ a ⎫ a ⎧k ⎫ k ⎧s ⎫ s ⎧m ⎫ ′ ′ T T T T . A qualificação covariante para esse tipo de derivada é justificada pelo fato de ser o resultado dessa diferenciação um tensor com um índice covariante a mais. n B j kl + Ai j B j kl . Também não há dificuldades em se verificar que as regras para a diferenciação covariante de somas e produtos de tensores são as mesmas da diferenciação ordinária. Prob. ⎩ sn ⎭ ⎩ sn ⎭ ⎩ kn ⎭ ⎩ ln ⎭ (10-5) Caso não se queira deduzir esta fórmula pelo procedimento acima. 40). g ij . A derivada covariante de um escalar φ ( x) em relação a xi é definida simplesmente por φ . de fato. i ≡ ∂φ / ∂x i . um tensor de 3a ordem do tipo 21 . k = 0 . observe os seguintes exemplos no caso de produtos: D ( Ai j B j kl ) Dx n D ( Ai j B k lm ) Dx n = ( Ai j B j kl ) . n = Ai j . δ i j. (10-5) que os termos "corretivos" a que nos referimos antes (que devem ser adicionados à derivada parcial do tensor para que o re- (10-7) . (10-6) Podemos então dizer que tais tensores "comportam-se como constantes" sob a diferenciação covariante. pois gil T l j . n (derivada covariante de produto interno) = ( Ai j B k lm ) . diz serem nulas as derivadas covariantes do tensor fundamental e dos seus tensores associados: gij . k ––. já que esta derivada parcial é um tensor (um vetor covariante). Ressalva: Observe pela Eq. Isso justifica. n acima se transforma. por exemplo: Tkl ij . + − = + − ⎜ ⎟ ⎨ ⎬ ⎨ ⎬ ⎨ ⎬ ⎨ ⎬ j k b m i s j i ⎜ r ⎟ im ⎭ ij ⎭ rk rb x x x x x ∂ ∂ ∂ ∂ ∂ ′ ′ ′ ⎩ ⎩ ⎩ ⎭ ⎩ ⎭ ⎝'*************(*************)⎠ '*************(*************) ∂T j′ a ( ∗) (∗) onde vemos que os termos marcados por (∗). k = ( gil T l j ) . não é difícil mostrar que a expressão de Tkl ij . k = 0 . é a derivada covariante desejada: ∂Tb s ⎧s ⎫ ⎧m ⎫ s (10-4) + Tb k ⎨ ⎬ − Tm s ⎨ ⎬ . n = ∂Tkl ij ∂x n ⎧ i ⎫ ⎧ j⎫ ⎧ s ⎫ ⎧s⎫ + Tkl sj ⎨ ⎬ + Tkl is ⎨ ⎬ − Tsl ij ⎨ ⎬ − Tks ij ⎨ ⎬ . cuja demonstração é deixada para os exercícios (cf. k como normalmente faríamos –– gil T i j . n B k lm + Ai j B k lm . abaixar o índice i em T i j . k = Tij . n = Ai j .k = 0 . k . Tb . k = Tlj . r ≡ r ∂x ⎩ rk ⎭ ⎩ rb ⎭ Agora é fácil escrever a derivada covariante de qualquer tensor.

Ora. obtemos ∂J ∂x′i =J ⎡ ⎧ k ⎫′ ∂xl ⎧ a ⎫ ⎤ ∂x′ j ⎡ ∂x a ⎧ k ⎫′ ∂xl ∂x m ⎧ a ⎫ ⎤ J . num sistema de coordenadas cartesianas. e o estudante com pressa pode pular a primeira. − = ⎨ ⎬ ⎨ ⎬⎥ ⎢ ⎢⎨ ⎬ − i ⎨ al ⎬ ⎥ ki x ∂x a ⎣ ∂x′ k ⎩ ij ⎭ ∂x′i ∂x′ j ⎩ lm ⎭ ⎦ ∂ ′ ⎩ ⎭ ⎩ ⎭ ⎣ ⎦ (10-9) equação que será de uso mais direto nas deduções que seguem. também os de 2a espécie [cf. (10-8) cuja demonstração é deixada para a seção de exercícios resolvidos (cf. prosseguindo no texto que se inicia logo após a Eq. diferenciando em relação a x′i ambos os membros de sua lei de transformação f ′ = JW f . Eq. (6-7)] e a Eq. sendo a segunda delas mais simples.INTRODUÇÃO AOS TENSORES 25 sultado seja um tensor) são multiplicações do tensor por símbolos de Christoffel de 2a espécie. Prob. b) Derivada covariante de tensores relativos Deduzimos este tópico de duas maneiras. estes símbolos se anulam num sistema de coordenadas cartesianas: nestas. A razão disso é dada no final da Seç. (8-6)]. o aluno deve ter ficado intrigado sobre o que tem a derivada covariante a ver com as geodésicas a ponto de esses dois conceitos apresentarem em comum termos tão especiais quanto os símbolos de Christoffel. JW ⎨ ⎬ − JW W J ⎨ ⎬ i l i ki ⎭ al ⎭ ∂ ∂ ∂ x x x ′ ′ ⎩ ⎩ ′ f ou . Portanto. o tensor métrico é constante [cf. Ao ler esta seção. (9-4). todos aqueles termos "corretivos" são nulos e a derivada covariante reduz-se à derivada parcial usual. 11. por conseguinte. ∂J ∂x′i = ∂2 xa ∂x′ j ∂x′i ∂x′ j ∂x a J . Eliminando a derivada segunda usando a Eq. Eq. e usando a Eq. (10-9) para eliminar a derivada do jacobiano. (8-5) mostra que os símbolos de Christoffel de 1a espécie devem ser nulos e. O procedimento é o mesmo que foi usado para tensores absolutos. f . 46). fundamental é a fórmula da derivada parcial do jacobiano J = | ∂xi / ∂x′ j | . Comecemos com o caso de um escalar relativo de peso W. obtemos ∂f ′ ∂x′i =WJ W −1 f ∂J ∂x′i +J W ∂f ∂xl ∂xl ∂x′i ⎡ ⎧ k ⎫′ ∂xl = W f J W −1 J ⎢ ⎨ ⎬ − i ⎣ ⎩ ki ⎭ ∂x′ l ⎧ a ⎫⎤ W ∂f ∂x ⎨ ⎬⎥ + J ∂xl ∂x′i ⎩ al ⎭ ⎦ l ⎧ k ⎫′ ⎧a⎫ ∂xl W ∂f ∂x f = W fm + . (10-12) . Na primeira maneira de deduzir a derivada covariante de tensores relativos.

V ′ a = JW ∂x′ a ∂x j Vj .i ≡ ⎧k ⎫ + V j ⎨ ⎬ − WV k ∂x ⎩ ij ⎭ ∂V k i ⎧s⎫ ⎨ ⎬ .l ≡ ⎧s⎫ W f − ⎨ ⎬ . a expressão desses termos é usada para definir a derivada covariante de f (um escalar relativo de peso W ): f . ⎩ si ⎭ (10-11) . ⎩ ai ⎭ ⎦ onde vemos que os termos entre colchetes é um tensor relativo de peso W do tipo 11 . ⎢ ⎥ ∂x′i ⎣ ∂xl ⎩ ki ⎭ ⎦ ⎩ al ⎭ ⎦ onde vemos que os termos entre colchetes é um vetor relativo covariante de peso W (pois se transforma como tal). usando a Eq. ∂xl ⎩ sl ⎭ ∂f (10-10) Considere agora um vetor relativo contravariante de peso W. obtemos ∂V ′ a ∂x′ n = W ∂x′ a ∂J + JW ∂xi ∂ ⎛ ∂x′ a j ⎞ V ⎟ ⎜ ⎠ ∂x′ n ∂xi ⎝ ∂x j ∂x′ n a i j i ∂x′ a j W −1 ⎡ ⎧ k ⎫′ ∂xl ⎧ a ⎫ ⎤ ∂ 2 x′ a W ∂x′ ∂x ∂V W ∂x = W − + + V V J J J J ⎢⎨ ⎬ n ⎨ al ⎬ ⎥ j n i n i j kn ∂x j ∂ ∂ ∂ ∂ ∂ ∂ ∂ x x x x x x x ′ ′ ′ ⎩ ⎭ ⎩ ⎭ ⎣ ⎦ = W ∂x j V j J W −1 a i j ′ ∂x′ a j W ∂xl ⎧ a ⎫ j W ⎧ k ⎫ W ∂x′ ∂x ∂V − V V J W J J + ⎨ ⎬ ⎨ ⎬ j ∂x j ∂x*(** x′ n ∂xi*) ∂x′ n ⎩ al ⎭ ∂x j ∂*(***** '****(**** ) ⎩ kn ⎭ '** *) '***** '***(***) a ∂x′ a j→k V′ l →i + JW ∂xi ⎡ ∂x′ a ⎢ ∂x′ n ⎣ ∂x k j→k ⎧ k ⎫ ∂x′l ∂x′ m ⎧ a ⎫′ ⎤ V ⎨ ⎬− i j ⎨ lm ⎬ ⎥ ij x x ∂ ∂ ⎩ ⎭ ⎩ ⎭ ⎦ a i k ⎧ k ⎫′ ∂x′ m j ∂xi ∂x′l ⎧ a ⎫′ W ∂x′ ∂x ⎡ ∂V j ⎧k ⎫ k V V + + = WV ′ a ⎨ ⎬ − JW J ⎨ ⎬ ⎨ ⎬ −W V ⎢ k n i j n i ∂x ∂x′ ⎣ ∂x ∂x ∂x′ ∂x ) ⎩ lm ⎭ ⎩ ij ⎭ ⎩ kn ⎭ '****(****) '***(*** δ nl V ′m ou j a i k ′ ′ ⎡ ∂V ′ a m⎧ a ⎫ a ⎧ k ⎫ ⎤ W ∂x′ ∂x ⎡ ∂V j ⎧k ⎫ k ′ ′ W J + V V − = ⎨ ⎬ ⎨ ⎬ ⎥ ⎢ i + V ⎨ ⎬ − WV ⎢ n k n m n kn ij ∂x ∂x′ ⎣ ∂x ⎩ ⎭ ⎩ ⎭ ⎦ ⎩ ⎭ ⎣ ∂x′ j ⎧ a ⎫⎤ ⎨ ⎬⎥ ⎩ ai ⎭ ⎦ ⎧ a ⎫⎤ ⎨ ⎬⎥ . diferenciando em relação a x′ n ambos os membros de sua lei de transformação. (10-9) para eliminar a derivada do jacobiano e a Eq. V ′ a .26 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ⎡ ∂f ′ ⎢ i − Wf ⎣ ∂x′ l k ′⎤ a ′ ⎧⎨ ⎫⎬ ⎥ = J W ∂x ⎡ ∂f − W f ⎧⎨ ⎫⎬ ⎤ . (9-5) para eliminar a derivada segunda que surge. ele é usado para definir a derivada covariante de V k ( um vetor relativo contravariante de peso W ): V k.

e. mais simples. Ti Aj A : ⎧s ⎫ Ti Aj A . de se chegar a essa definição de derivada covariante de tensores relativos baseia-se naquela dada para tensores absolutos. (10-13) Esta equação é válida em qualquer sistema de coordenadas. um escalar relativo de peso 1 (cf. a . 22). o 2o membro é a divergência do campo formado pelas N grandezas V i . Ti A (cf. sendo portanto fácil a generalização para uma tensor relativo de ordem e tipo qualquer. ⎩ sa ⎭ (10-12) A segunda maneira. por definição. por { }. no caso especial de W = 1 (i. Este é. Eqs.. Prob. É fácil mostrar que. (10-11). cuja multiplicação por g W / 2 fornece de volta um tensor relativo de peso W. podemos identificar o termo assinalado por (†) com s A Eq. + ∑ Ti Aj A − W Ti Aj A ⎛⎜ a ⎟ 2 g ⎝ ⎠ ∂ ∂ x x '**********(**********) '****(****) a ( ∗) } ) ⎟⎟ ⎥ ⎞⎤ ⎠ ⎦⎥ (†) onde marcamos com (∗) os termos usuais caso Ti Aj A fosse um tensor absoluto [obviamente. nas cartesianas. fornece um resultado muito importante: V i . a derivada covariante de Ti Aj A : Ti Aj A. o que justifica dizer que a equação acima define a divergência covariante de V i . (8-11). obtemos o membro direito da Eq. . se Ti Aj A jA ≡ g −W / 2 Ti Aj A será um tensor absoluto do mesmo tipo for um tensor relativo de peso W. de uma densidade vetorial contravariante) e com i = k . 47). vemos que é o seu último termo que as tornam diferentes daquelas referentes a tensores absolutos. A derivada covariante deste também será um tensor absoluto.i = ∂V i ∂x i sa ( V i : vetor relativo contravariante de peso 1) . Desenvolvendo essa expressão. (10-10) e (10-11). em particular. a ≡ gW / 2 ( g −W / 2 Ti Aj A ) . a = (termos usuais caso Ti Aj A fosse um tensor) − W Ti Aj A ⎨ ⎬ .27 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Olhando para as fórmulas de derivadas covariantes de tensores relativos deduzidas acima. denotamos os termos que envolvem os símbolos de Christoffel] e. em vista da Eq. a = gW / 2 ⎢ a ( g −W / 2 Ti Aj A ) + ∑ g ⎣ ∂x = g = ∑ ( TiAj A { } ) W /2 { } ) ⎤⎥ ⎦ ( ⎡ W ⎛ ∂Ti Aj A ∂g j A W W − − − ( / 2) 1 / 2 ⎢− g Ti Aj A { ⎜⎜ + + g T ∑ i A ∂x a ⎝ ∂x a ⎣⎢ 2 ( ∂Ti Aj A { }) 1 ∂g ⎞ . (10-12): ( −W / 2 ⎡ ∂ Ti Aj A Ti Aj A. Prob.

segundo a definição dada na Seç. essa equação em coordenadas cartesianas x′ k reduz-se à equação dV ′k / dt = 0 . Derivada intrínseca ou absoluta Equation Section (Next) Considere um vetor V k qualquer num certo ponto de uma curva C dada parametricamente por C : x k (t ) x k (t ) . é também um tensor. O termo marcado por (∗) . + ⎨ ⎬V dt dt ⎩ ij ⎭ (11-2) onde substituímos a expressão da derivada covariante de V k . Se utilizarmos um sistema de coordenadas cartesianas x′ k . a Eq. Já num sistema de coordenadas curvilíneas x k . = = $ j dt dt ) ∂x′ j dt Dx′*(**** '*** ( ∗) onde. a ressalva feita no final da Seç. sendo o produto de dois tensores. os componentes V k desse mesmo campo não satisfazem necessariamente uma equação similar. se um campo for tal que δ V k / δ t = 0 ao longo de uma curva.e. pois os componentes em relação a uma base que muda de ponto a ponto (o que caracteriza as coordenadas curvilíneas) certamente variam. mas. Tomando em cada ponto da curva um vetor V k ( x k (t ) ) eqüipolente a V k [i. (11-1) diz que δ V ′k / δ t = 0 (derivada intrínseca nula em coordenadas cartesianas). (11-3) . Primeiramente. sendo essa uma equação tensorial. comumente denotada por meio do símbolo δ e sendo encontrada na literatura em várias formas equivalentes: δV k δt ≡ DV k dx j Dx j dt ⎡ ∂V k ⎧ k ⎫ i ⎤ dx j = ⎢ j + ⎨ ⎬V ⎥ ⎣ ∂x ⎩ ij ⎭ ⎦ dt = dV k ⎧ k ⎫ i dx j . os componentes V ′k do campo considerado serão constantes e dV ′k / dt = 0 . de mesma magnitude e direção(∗) que V k ] temos o que chamamos de um campo vetorial eqüipolente ao longo de C . (∗) Dois vetores têm a mesma direção se o ângulo entre eles. 6d. Reciprocamente. na última passagem. pela qual concluiremos que se trata de um campo eqüipolente ao longo da curva dada.. δV k =0 .. dV k / dt = 0 . usamos o fato de que. δt se e somente se esse campo for eqüipolente ao longo da curva. que equação é satisfeita pelo campo considerado? Na obtenção da resposta constataremos o poder da descrição tensorial. i. Surge assim a questão: em coordenadas genéricas. cuja importância garante-lhe nome e notação especial: derivada intrínseca do vetor V k ao longo da curva x k (t ) (num sistema genérico de coordenadas).e. a derivada parcial é igual à derivada covariante (cf. observe que a equação dV ′k / dt = 0 discutida acima pode ser assim escrita: dV ′k DV ′k dx′ j ∂V ′k dx′ j (11-1) 0 =$ . Podemos resumir a resposta ao problema posto como segue: a derivada intrínseca de um campo V k de vetores ao longo da curva x k (t ) é nula.28 INTRODUÇÃO AOS TENSORES 11. Ora. em coordenadas cartesianas. for nulo. ela vale em qualquer sistema de coordenadas. 10a).

no caso dos componentes covariantes. 12. por exemplo. Essa interpretação da equação da geodésica. ds ds δs ⎩ ij ⎭ ds ds ⎩ ij ⎭ onde o vetor V k ≡ dx k / ds é tangente à geodésica e unitário. apresentam derivada intrínseca nula). (12-2) A razão é simples: como a derivada covariante F i. j = k ⎧ i ⎫ + F ⎨ ⎬ ∂x j ⎩ jk ⎭ ∂F i em coordenadas cartesianas torna-se na derivada parcial ∂F i / ∂x j . laplaciano e rotacional Equation Section (Next) a) Gradiente Considere a função escalar φ ( x) . temos que δ T ij kl DT ij kl dx m ≡ . (11-4) δt Dx m dt Usando a notação da derivada intrínseca.29 INTRODUÇÃO AOS TENSORES A derivada intrínseca é facilmente estendida ao caso de um tensor genérico. (8-7) como segue: d 2 xk ds 2 ( ) ⎧ k ⎫ dxi dx j d dx k +⎨ ⎬ = ds ds ⎩ ij ⎭ ds ds ⎧ k ⎫ dxi dx j dV k ⎧ k ⎫ i dx j δV k +⎨ ⎬ = + ⎨ ⎬V = =0 . divergência. como há de ser o f div F . Definimos o gradiente de φ num sistema genérico de coordenadas curvilíneas xi como sendo o vetor covariante (grad φ )i ≡ ∂φ = φ . a geodésica é a curva ao longo da qual os vetores unitários tangentes formam um campo eqüipolente (i. como foi dito) que. nas coordenadas cartesianas. i . No espaço tridimensional euclidiano esse fato é óbvio: as geodésicas são linhas retas. então o invariante F i. cujos vetores unitários tangentes são claramente paralelos. Fi . 10b. Formas tensoriais do gradiente. responde à questão levantada ao final da Seç. i resulta num tensor de 2a ordem covariante em vez de um escalar. Portanto.i ∂xi (12-1) pela simples razão de ∂φ / ∂x i ser um tensor (um vetor covariante. (12-2) porque. b) Divergência Definimos a divergência de um campo vetorial contravariante F i como a seguinte contração de sua derivada covariante: div F i ≡ F i . a de saber qual relação entre os conceitos de geodésica e derivada covariante explicaria nesses a presença dos símbolos de Christoffel. podemos reescrever a equação da geodésica dada pela Eq. i nesf sas coordenadas reduz-se à conhecida fórmula div F = ∂F i / ∂xi . coincide com a definição usual do gradiente.e. Os componentes contravariantes F i são usados na definição dada na Eq. como sendo uma derivada intrínseca nula. .

i ⎣ i ⎢ g ∂x g ∂x ⎣ ∂x ⎦ ∇ 2φ = div (grad φ )i = div (grad φ )i = (12-7) De outro modo. (10-7)]. (12-3) div Fi = div F j = F j . 49). (12-3) e (12-5). usando a invariância dessa grandeza: div Fi = div F j . j = g ij ⎢ − (grad ) ⎨ ⎬ ⎥ k j ⎩ ij ⎭ ⎣ ∂x ⎦ 2 ⎡ ∂ φ ⎡ ∂ ∂φ ⎧ k ⎫ ∂φ ⎤ ⎧ k ⎫ ∂φ ⎤ = g ij ⎢ j ⎛⎜ i ⎞⎟ − ⎨ ⎬ k ⎥ = g ij ⎢ −⎨ ⎬ k ⎥ . encontramos ⎡ ∂ (grad φ )i ⎧ k ⎫ ⎤ φ ∇ 2φ = div (grad φ )i = g ij (grad φ )i . usando as Eqs. ou. (12-5) deduzida na seções de exercícios resolvidos (cf. i j ⎩ ij ⎭ ∂x ⎦ ⎣ ∂x ⎝ ∂x ⎠ ⎩ ij ⎭ ∂x ⎦ ⎣ ∂x ∂x ( ) (12-8) Destaquemos a expressão invariante do laplaciano obtida de passagem acima. Eq. usando as Eqs. obtemos 1 ∂ ⎡ g (grad φ )i ⎤⎦ i ⎣ g ∂x 1 ∂ ⎡ 1 ∂ ⎡ ∂φ ⎤ = g g ij (grad φ ) j ⎤⎦ = g g ij j ⎥ . ∇ 2φ = g ij φ . j = ( g ij Fi ). lembrando que g ij "comporta-se como uma constante" sob a diferenciação covariante [cf. j (12-4) . Freqüentemente encontramos na literatura a seguinte fórmula para a divergência: div F i = 1 ∂ g ∂xi ( g Fi ).30 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Obtemos div Fi . a divergência em termos dos componentes covariantes do vetor. ij . logo. (12-9) . (12-6) Podemos desenvolver esta expressão e obter duas fórmulas do laplaciano usadas na literatura física. Primeiramente. Prob. que também aparece com freqüência na literatura. obtemos div Fi = g ij Fi . c) Laplaciano O laplaciano de uma função invariante das coordenadas xi é definido como sendo o invariante que se obtém calculando a divergência do gradiente de φ : ∇ 2φ ≡ div (grad φ )i . (12-4) e (10-3). j .

para um vetor V de componentes Vi ′ nas coordena- das cartesianas x′i . (B-20) e lembrando que. j de derivadas covari- antes não é igual à diferença ∂V j / ∂xi − ∂V i / ∂x j de derivadas parciais. Assim. isso não garante que uma diferenciação covariante dupla independa da ordem em que cada uma seja calculada. Em suma.31 INTRODUÇÃO AOS TENSORES d) Rotacional f No espaço euclidiano tridimensional. R31 ′ e R12 ′ são. i − Vi. ou seja. temos que. ij ≠ Va . Embora se admita que componentes de tensores sempre satisfaçam tal condição. y ) seja da classe C2 . ji em geral. x′ 2 e x′3 . a diferença V (12-10) j − V i. Ora.′ j . e os demais valores de longo dos eixos x′1 . Tensor de curvatura ou de Riemann-Christoffel Equation Section (Next) Uma condição suficiente para que as derivadas parciais duplas ∂2 f ∂x ∂y e ∂2 f ∂y ∂x sejam iguais é que f ( x. essa expressão é tensorial. [ R23 Rij′ . para um vetor Va . para um vetor contravariante. apenas três valores de Rij′ são independentes e são eles os compof nentes cartesianos de ∇ ′ × V . usando a Eq. obtemos Rij = ( ∂V j ∂Vi ⎧k ⎫ V − − Vk ⎨ ⎬− k i ∂x ∂x j ⎩ ij ⎭ ⎧k ⎫ ⎨ ⎬ ⎩ ji ⎭ ). Mas. as derivadas parciais podem ser substituídas pelas derivadas covariantes. i − Vi. os componentes cartesianos do rotacional de V ao então R23 f f ′ = E 23k (∇ ′ × V ) k = (∇ ′ × V ) 1 . Deduzimos em seguida a condição para que a ordem de cálculo da derivada covariante não importe. ou são nulos (se l = m) ou o negativo de um daque- les componentes. Observe que. respectivamente. . podemos escrever Rij′ ≡ ∂ ∂x′ i V j′ − ∂ ∂x′ j Vi ′ = V j′. por exemplo. chegamos à seguinte expressão mais simples do rotacional: Rotacional de Vk = ∂V j ∂x i − ∂Vi ∂x j . num sistema cartesiano. temos que Va . . j . f ′ .i 13. devido à anti-simetria nos índices l e m. Está assim justificada a definição do rotacional de um vetor covariante Vi num sistema de coordenadas curvilíneas x′i como sendo o tensor covariante de 2a ordem anti-simétrico Rij ≡ V j . etc]. Computando essas derivadas covariantes. se f Rij′ ≡ E ijk ( ∇ ′ × V ) k .

j − ⎨ ⎬Vi . k − ⎨ ⎬Vi . k = ∂Vi . encontramos (13-1) . R s ijk ⎧s⎫ ⎧s⎫ ∂⎨ ⎬ ∂⎨ ⎬ ik ij ⎧ r ⎫⎧ s ⎫ ⎧ r ⎫⎧ s ⎫ ≡ ⎩ j ⎭ − ⎩ k ⎭ + ⎨ ⎬⎨ ⎬ − ⎨ ⎬⎨ ⎬ . Vi . jk − Vi . j = ∂Vi . j em relação a x k . j ⎧r ⎫ ⎧r ⎫ − ⎨ ⎬Vr . k ) . j ) . kj é um tensor e Vs é um vetor covariante arbitrário). j ∂x k ∂x j ⎩ ik ⎭ ⎩ ij ⎭ ∂ ⎛ ∂Vi ⎧ s ⎫ ⎞ ∂ ⎛ ∂Vi ⎧ s ⎫ ⎞ ⎧ r ⎫ ⎛ ∂Vr ⎧ s ⎫ ⎞ ⎧ r ⎫ ⎛ ∂Vr ⎧ s ⎫ ⎞ − ⎨ ⎬Vs ⎟ − − ⎨ ⎬Vs ⎟ − ⎨ ⎬⎜ − ⎨ ⎬Vs ⎟ + ⎨ ⎬⎜ − ⎨ ⎬Vs ⎟ ⎜ ⎜ ∂x k ⎝ ∂x j ⎩ ij ⎭ ⎠ ∂x j ⎝ ∂x k ⎩ ik ⎭ ⎠ ⎩ ik ⎭ ⎝ ∂x j ⎩ rj ⎭ ⎠ ⎩ ij ⎭ ⎝ ∂x k ⎩ rk ⎭ ⎠ Vi . kj = = − ⎧s⎫ ⎧s⎫ ∂ ∂ ⎨ ⎬ ⎨ ⎬ ij ⎭ ik ⎭ ∂ 2Vi ∂ 2Vi ⎧ s ⎫ ∂V ⎧ s ⎫ ∂Vs ⎩ ⎩ + − Vs − ⎨ ⎬ k − Vs + ⎨ ⎬ sj k k j j k j ∂x ∂x ∂x ∂x ∂x ∂x ⎩ ij ⎭ ∂x ⎩ ik ⎭ ∂x ⎧ r ⎫⎧ s ⎫ ⎧ r ⎫⎧ s ⎫ ⎧ r ⎫ ∂V ⎧ r ⎫ ∂V − ⎨ ⎬ rj + ⎨ ⎬ ⎨ ⎬Vs + ⎨ ⎬ kr − ⎨ ⎬ ⎨ ⎬Vs ⎩ ij ⎭ ⎩ rk ⎭ ⎩ ik ⎭ ⎩ rj ⎭ ⎩ ij ⎭ ∂x ⎩ ik ⎭ ∂x ⎡ ⎧s⎫ ⎤ ⎧s⎫ ⎢ ∂⎨ ⎬ ∂⎨ ⎬ ⎥ ik ⎭ ij ⎭ ⎧ r ⎫ ⎧ s ⎫ ⎧ r ⎫ ⎧ s ⎫ ⎥ ⎩ ⎩ ⎢ = − + ⎨ ⎬ ⎨ ⎬ − ⎨ ⎬ ⎨ ⎬ Vs j ∂x k ⎩ ik ⎭ ⎩ rj ⎭ ⎩ ij ⎭ ⎩ rk ⎭ ⎦⎥ ⎣⎢ ∂x ou. ⎩ ik ⎭ ⎩ jk ⎭ ∂x k Nesta. jk − Vi . k ⎧r⎫ ⎧r ⎫ − + V ⎨ ⎬ ⎨ ⎬ Vr . Vi . ∂x ∂x ⎩ ik ⎭ ⎩ rj ⎭ ⎩ ij ⎭ ⎩ rk ⎭ que é o chamado tensor de curvatura ou de Riemann-Christoffel. k ∂x j ⎧r ⎫ ⎧r⎫ − ⎨ ⎬Vr . k r . r . j = ∂Vi ⎧r ⎫ − ⎨ ⎬Vr . denotando o termo entre parênteses por R s ijk . jk = (Vi . um tensor de 4a ordem. obtemos Vi . do tipo 13 .INTRODUÇÃO AOS TENSORES 32 Considere a derivada covariante de Vi em relação a x j . kj = (Vi . j ∂Vi . r . segundo a lei do quociente (pois o 1o membro Vi . fazendo a permutação j q k . ∂x j ⎩ ij ⎭ e a derivada covariante de Vi . ⎩ ij ⎭ ⎩ kj ⎭ A diferença dessas duas últimas equações é = ∂Vi .

kj = R s ijk Vs . ao se diferenciar covariantemente várias vezes um vetor. por conseguinte. 33 (13-2) Se tivéssemos iniciado os cálculos com o vetor V i em vez de Vi teríamos encontrado (cf. (13-3) Por essas duas equações vemos que. o tensor de curvatura também.INTRODUÇÃO AOS TENSORES Vi . isso acontece num sistema de coordenadas cartesianas. onde coordenadas cartesianas são admitidas. ele se anulará em qualquer outro sistema que se adote no espaço em estudo) e a ordem da diferenciação covariante poderá ser invertida. jk − Vi . Prob. 51) V i. o tensor de curvatura é identicamente nulo (lembrese de que. Ora. a recíproca também será verdadeira (Sokolnikoff a demonstra): se num certo espaço o tensor de curvatura se anular (um espaço onde a ordem de se diferenciar covariantemente não importa) então esse espaço será euclidiano. . kj = − R i sjk V s . a ordem em que cada derivada é calculada não será importante se e somente se R s ijk ≡ 0 . nos espaços euclidianos. se um tensor se anular num sistema particular de coordenadas. no qual os símbolos de Christoffel se anulam e. jk − V i . Nos casos de métrica definitivamente positiva. Portanto.

(3) Mostre que. k . j . a) Sbij = 0 para qualquer tensor Sbij com simetria nos índices i e j. (a) Prove que o resultado da contração dos índices k e l é um tensor e diga de que tipo (b) Idem. que a sua . l ) = U ij W kl (c) T (i. k ) ≡ 0 . (9) Se G (i. k . Problemas propostos Equation Section (Next) Propriedades básicas dos tensores. j . a ) T ij b = 0 para qualquer tensor T ij b . k ) forem grandezas tais que G (i. adição e subtração (1) (Neste exercício empregamos a linguagem e a notação da Análise Vetorial elementar. k ) forem grandezas tais que G (i. j . as duas bases locais seguintes B = {Ti } com Ti = ∂r / ∂xi e β = {N i } e f f f N i = ∇xi (i = 1. para um campo vetorial A(r ) . Mostre que. (b) forem iguais. em cada ponto. 2 A) . k ) ≡ Aijk + Bijk e D(i. se os componentes de um tensor num sistema de coordenadas (a) forem nulos. sim. Produto externo (4) Mostre que a grandeza T dada como produto externo dos tensores U e W é também um tensor e informe qual o seu tipo: (a) T (i. mas agora contraindo tanto k e l quanto j e m Produto interno (8) Mostre que o produto interno dos tensores Ai j e Bklm que resulta da contração dos índices i e m em seu produto externo é um tensor e diga de que tipo. S (i. mostre que não podemos afirmar que G (i. j . j . mas. j . j .34 INTRODUÇÃO AOS TENSORES 14. Num sistema de coordenadas curvilíneas xi podemos f f f f usar. respectivamente. j . j . Tensores simétricos e anti-simétricos (10) Se G (i. (2) Mostre que. k ) = U ij Wk (d) T (i. m) = U ikl W jm (b) T (i. l ) = U ij W kl Contração (5) Mostre que a contração do tensor Ai j é um escalar. (6) Mostre que o produto interno dos tensores Ai e B j é um invariante. lm (7) Seja Aijk um tensor. se Aijk e Bijk são tensores. mostre que G (i. k ) = Aijk − Bijk também são. j . também o serão em todos os sistemas de coordenadas. j. l . k . os componentes na base B e os componentes na base β transformam-se contravariantemente e covariantemente. j .) Seja f r o vetor posição de um ponto P ∈ { 3 . k ) ≡ 0 .

que a sua parte anti-simétrica. 10). i. j . j ) é um tensor. j ]. j . k ) é um tensor e diga de que tipo. (12) Prove que todo tensor de 2a ordem contravariante ou covariante pode ser expresso como a soma de um tensor simétrico e um anti-simétrico. mostre que não podemos afirmar que G (i. j . tem-se um tensor anti-simétrico Aij qualquer. mostre. i. um tensor misto de 2a ordem. k ) − G ( j. k ) é tal que A (i. Tensores relativos (19) Sejam Ai jk e Bl tensores relativos de pesos W1 e W2 . j. k ) = [G (i. permitir que o estudante observe a possibilidade de se obterem resultados mais genéricos. que a sua chamada parte anti-simétrica em relação aos índices i e j será nula: G ( [i. quando. (18) Há uma assertiva análoga àquela demonstrada no Prob. k ) forem grandezas tais que G (i.INTRODUÇÃO AOS TENSORES 35 chamada parte simétrica em relação aos índices i e j será nula: G ( (i. a ) τ aj entre o conjunto de N 2 grandezas A(i. sim. Prove que A (i. j . j . i. é um tensor Gijk anti-simétrico nos índices i e j tal que Aij Gijk = Vk . j . G ( (i. se o produto interno A(i. k )] / 2 (definida no Prob. que se explique por que. j ) é tal que S ij G (i. no presente problema. 11). k ) = Vk (vetor covariante) para qualquer tento. Lei do quociente (14) Num sistema de coordenadas xi sabe-se que uma grandeza T (i ) é tal que φ = T (i ) U i . k ) ≡ 0 mas. k ) − G ( j . Mostre que . k ) U k jl = C i l num sistema de coordenadas xi . j . a) = Aia . j ). j ]. Para estabelecer isso e. j . j ) = φ (invariante) para qualquer tensor simétrico S ij . k ) + G ( j . 17 para o caso em que. (11) Se G (i. a) Abij = 0 para qualquer tensor Abij com antisimetria nos índices i e j. j ) ) = [G (i. j ) seja um tensor. k ) é tal que Aij G (i. k ) seja um tensor. G ( [i. k ) ] / 2 = 0 . Prove que T (i ) é um vetor e diga de que tipo. j . a ) e um tensor covariante de 2a ordem arbitrário τ aj for um tensor. pede-se. explique por que não podemos afirmar que G (i. sor anti-simétrico Aij . é um tensor Gij simétrico do tipo 0 2 tal que S ij Gij = φ . entretanto. k )] / 2 = 0 . j . no lugar de S ij . entretansim. j . mostrando. então A(i. (15) Mostre que. k ) ≡ [ G (i. a parte anti-simétrica de G (i. (17) Se G (i. (13) Mostre que não há tensores anti-simétricos de ordem superior a quatro em quatro dimensões. ao mesmo tempo. onde U k jl é um tensor arbitrário. k ) ≡ [G (i. i )] / 2 (definida no Prob. não podemos afirmar que G (i. onde φ é um invariante e U i é um vetor arbitrário. respectivamente. (16) Sabe-se que uma grandeza A (i. que a sua parte simétrica. sim. então. j ) + G( j. se G (i.

formadas pelos vetores unitáf f f f f f rios ei ≡ Ti / | Ti | e ε i ≡ Ni / | Ni | . cos θ13 = g13 / g11 g33 . se Ti Aj A for um tensor relativo de peso W.36 INTRODUÇÃO AOS TENSORES (a) o produto externo deles é um tensor relativo do tipo 2 2 e de peso W1 + W2 (b) o produto interno A i jk B j é um tensor relativo do tipo (c) a contração A (d) i 1 1 e de peso W1 + W2 é um vetor relativo covariante de peso W1 g Bl é um vetor relativo contravariante de peso W2 + 1 ji (∗) (20) Obtenha as Eqs. 2 A . 23). Necessário ler antes as Seçs. (24) Através da Eq. (5-2). (∗) (∗) Necessário ler antes as Seçs. (25) Num espaço euclidiano. Os tensores fundamentais (23) Mostre que os coeficientes gij na métrica [Eq. e se o sistema de coordenadas for ortogonal. 6a e 6b. (26) Mostre que R s rjk Vs = Rsrjk V s (R e V são arbitrários) (27) No Exercício 1. (28) Mostre que gii ( i = 1. mostre que g ij é um tensor do tipo 20 . (29) Mostre que os ângulos θ12 . mostre que (a) gij = ∂zk ∂zk ∂xi ∂x j (b) g ij = ∂xi ∂x j ∂zk ∂zk onde xi são coordenadas curvilíneas e zk são as coordenadas cartesianas. (21) Prove que os co-fatores G ij de gij formam um tensor relativo contravariante de peso 2 (∗) jA ≡ g −W / 2 Ti Aj A será um tensor (22) Mostre que. não somados) nunca se anulam. cos θ 23 = g 23 / g 22 g33 . (6-10) e tendo em conta que gij é um tensor do tipo 0 2 (conforme se provou no Prob. respectivamente. isto é. (6-6)] podem ser sempre definidos de modo que sejam simétricos e assim formar um tensor simétrico do tipo 20 . Ti A absoluto do mesmo tipo. mostre que f f f f (a) N i = g ij T j e Ti = gij N j (b) as bases B e β coincidirão se forem normalizadas. . (5-3) e (5-4). θ13 e θ 23 formados pelas curvas coordenadas de um sistema de coordenadas curvilíneas tridimensional são dados por cos θ12 = g12 / g11 g 22 . 6a e 6b.

no espaço bidimensional formado pelos pontos de uma superfície esférica. Símbolos de Christoffel (36) No texto obtivemos a seguinte lei de transformação para o símbolo de Christoffel de 2a espécie: ⎧ k ⎫′ ∂x′ k ∂xl ∂x m ⎧ n ⎫ ∂x′ k ∂ 2 x m .37 INTRODUÇÃO AOS TENSORES (30) Mostre que os co-senos dos ângulos que o vetor unitário tridimensional ui faz com as curvas coordenadas são u1 / g11 . sendo xi coordenadas curvilíneas e zi cartesianas. que diz serem nulas as derivadas covariantes do tensor fun- . j e k distintos. ⎨ ⎬ = n ⎨ ⎬+ ∂x ∂x′i ∂x′ j ⎩ lm ⎭ ∂x m ∂x′i ∂x′ j ⎩ ij ⎭ Mostre que esta equação é equivalente à seguinte: ⎧ k ⎫′ ∂x′ k ∂xl ∂x m ⎨ ⎬ = n ∂x ∂x′i ∂x′ j ⎩ ij ⎭ (37) Mostre que: (a) ∂gij ∂x k = [ki. mostre que (a) [ij . (35) Mostre que. ⎨ ⎬− i j m n ⎩ lm ⎭ ∂x′ ∂x′ ∂x ∂x ⎧ j⎫ ⎧i ⎫ = − g il ⎨ ⎬ − g jl ⎨ ⎬ ⎩ kl ⎭ ⎩ kl ⎭ (c) ⎧i ⎫ 1 ∂g =⎨ ⎬ j 2 g ∂x ⎩ ij ⎭ = 0 e com a convenção do somatório suspensa. prove que gij = g ij = 0 se i ≠ j e que g ii = 1/ gii (sem somatório). mostre que ⎧i ⎫ 1 ∂gii (b) ⎨ ⎬ = j ⎩ ij ⎭ 2 gii ∂x ⎧i ⎫ 1 ∂g jj (c) ⎨ ⎬ = − 2 gii ∂xi ⎩ jj ⎭ ⎧ i ⎫ (d) ⎨ ⎬ = 0 ⎩ jk ⎭ (39) Num espaço euclidiano. as geodésicas são arcos de grandes círculos. (31) Num sistema de coordenadas ortogonais. k ] = ∂ 2 zs ∂zs ∂xi ∂x j ∂x k e ∂ 2 z ∂x k ⎧k ⎫ (b) ⎨ ⎬ = i s j . i ] (b) (38) Para i. u2 / g 22 e u3 / g33 . (32) Mostre que ∂g / ∂gij = g g ij (33) Mostre que g il g jm ∂glm =− ∂x k ∂g ij ∂x k Equação da linha geodésica (34) Mostre que as geodésicas num plano são linhas retas. ⎩ij ⎭ ∂x ∂x ∂zs Derivada covariante (40) Demonstre o teorema de Ricci. j ] + [kj . gij ⎧i⎫ 1 ∂gii (a) ⎨ ⎬ = i ⎩ ii ⎭ 2 gii ∂x i≠ j ∂g ij ∂x k ⎧ n ⎫ ∂x m ∂x n ∂ 2 x′ k .

jk − V i . Tensor de curvatura (50) g si R s jkl = Rijkl é o tão-chamado tensor covariante de curvatura. k = 0 (c) δ i j . kj = − R i sjk V s . ji (a ordem na qual a { } é um vetor relativo covariante de peso W. respectivamente. k ∂x j ⎩ij ⎭ (42) Mostre a regra de Leibniz para a derivada covariante nos seguintes casos: a) ( Ai j B k lm ) . n B k lm + Ai j B k lm . i = g . (49) Mostre a fórmula div F i = 1 ∂ g ∂xi ( g Fi ) . k = 0 (41) Mostre que as derivadas covariantes de vetores contravariantes e covariantes.i ≡ ∂V k Vi .38 INTRODUÇÃO AOS TENSORES damental e dos seus tensores associados: (a) gij . n = Ai j . Mostre que φ . laplaciano e rotacional (48) Mostre que o gradiente de φ ( x) é normal à superfície φ ( x ) = const. k = 0 (b) g ij . n (derivada covariante de produto externo) b) ( Ai j B j kl ) . n (derivada covariante de produto interno) (43) Seja φ uma função invariante das coordenadas. é um escalar relativo de peso 1. onde f é um derivada covariante de um invariante é calculada não importa). k 1 1 . dadas por V são tensores dos tipos j ⎧k ⎫ e + V ⎨ ⎬ ∂xi ⎩ij ⎭ e 20 . Gradiente. e calcule o vetor contravariante unitário e normal a essa superfície. ij = φ . (44) Mostre que f . divergência. n B j kl + Ai j B j kl . n = Ai j . (10-13). . j ≡ ∂Vi ⎧k ⎫ V − ⎨ ⎬ . i = 0 . s si (45) Mostre que ( g ) . (46) Mostre que sores relativos): ∂J ∂x′i = ∂ 2 xa ∂x′ j ∂x′i ∂x′ j ∂x a J (importante na dedução da derivada covariante de ten- (47) Mostre que a divergência covariante de um vetor relativo contravariante de peso 1. i ≡ ∂f / ∂xi − W f escalar relativo de mesmo peso. Mostre que esse tensor é (a) anti-simétrico nos índices do primeiro par (ij) e do segundo (kl): Rijkl = − R jikl = − Rijlk (b) simétrico quanto à troca do primeiro com o segundo par de índices: Rijkl = Rklij (51) Mostre a fórmula V i . definida na Eq.

calcule os símbolos de Christoffel de 2a espécie em coordenadas polares e esféricas. 39 (57) Usando o Prob. Vx e V y são os componentes cartesianos de um vetor. substitua Vx = 2 x − y e V y = 2 xy e obtenha as expressões de V r e V θ bem como as de Vr e Vθ ? (56) Calcule os símbolos de Christoffel de 1a e 2a espécie em coordenadas polares: (a) diretamente da definição desses símbolos (b) usando o Prob. 53 estão de acordo com a equação Vi = gij V j . mas. (63) Os Probs. calcule a derivada intrínseca desse campo ao longo da reta y = x + 1 para mostrar que ela é nula (por quê?). No sistema de coordenadas polares. 59 é dada por a i = d 2 xi dt 2 ⎧ i ⎫ dx j dx k . 61. +⎨ ⎬ ⎩ jk ⎭ dt dt (61) Expresse no sistema de coordenadas polares a velocidade de uma partícula em movimento no plano xy: a) em termos dos componentes contravariantes b) em termos dos componentes físicos (62) O Prob. calcule para esse vetor: a) os componentes contravariantes V r e V θ b) os componentes covariantes Vr e Vθ c) os componentes físicos Vr e Vθ (54) Verifique se os resultados do Prob. j no sistema de coordenadas polares para o vetor descrito no Prob. considere o campo vetorial de componentes cartesianos Vx = 0 e V y = y − x . (64) No plano xy euclidiano. . agora. 53. 61 e 62. no sistema de coordenadas esféricas para uma partícula em movimento no espaço. (58) Calcule Vi . (55) No Prob. mas para a aceleração da partícula. 55: (a) diretamente da definição de derivada covariante (b) mudando as derivadas covariantes calculadas no sistema cartesiano para o sistema polar (59) Como você definiria a velocidade e a aceleração de uma partícula? (60) Mostre que a aceleração definida no Prob.39 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Cálculos em sistemas de coordenadas específicos (52) Calcule os tensores fundamentais covariante e contravariante e o determinante métrico para a) o plano xy euclidiano no sistema de coordenadas polares b) o espaço xyz euclidiano nas coordenadas cilíndricas e esféricas (53) No plano xy euclidiano. 38. No sistema de coordenadas polares.

Soluções dos problemas propostos Equation Section (Next) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (1) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Note que a base B é formada pelos vetores tangentes às curvas coordenadas e a base β.v . z = (u 2 − v 2 ) / 2 [u ≥ 0 . hϕ = uv . calcule separadamente os dois membros da fórmula no Prob.40 INTRODUÇÃO AOS TENSORES (65) Calcule os componentes físicos de grad φ a) no plano. pelos vetores normais às superfícies coordenadas. 15. z ) é x = u v cos ϕ . Abaixo usamos o fato de f que. em coordenadas polares b) no espaço. nessas coordenadas. 69. ϕ ) usando a mesma fórmula do Prob. 38b com i = 3 e j = 2 e verifique a sua validade. v ≥ 0 . em coordenadas esféricas (66) Exprima div F i em termos dos componentes físicos de F i no sistema de coordenadas esféricas. i ⎜ ∂x ⎠ g ∂x ⎝ 1 (70) Considere as coordenadas paraboloidais (u . Sugestão: Use a fórmula deduzida no Prob. y. x 3 = ϕ ) . (67) Obtenha o laplaciano em coordenadas polares usando ∇ 2φ = g ij φ . cuja lei de transformação para as coordenadas cartesianas ( x.v . o gradiente de função f qualquer é dado por ∇f = ζ i (∂f / ∂zi ) . Obtenha o laplaciano de ψ (u . ij com x1 = r e x 2 = θ . (regra f f i i i f f f f x ∂ r r x x ∂ ∂ ∂ ∂ ′ ′ ′ contraigualando os i j j = aj = j a j Ti ′ ⎯⎯⎯⎯⎯ → a′ i = j a j (a) A = am ′ Ti ′ = a T j = a j i j termos com ∗ variante) ∂x ∂x′ ∂x ∂x ) ∂x ∗ '**(** ∗ (b) Denotemos por zi e ζ i as coordenadas e os versores cartesianos. obtemos k α l′ ∂x′l ∂zk ∂x j ∂zk = ⇒ α j ∂zk ∂x′i ∂zk ∂x′i '***(***) '***(***) δ il ∂x j / ∂x′i ∗ i α i′ = ∂x j ∂x′i α j (regra covariante) . 0 ≤ ϕ < 2π ] . x 2 = θ . sendo os fatores de escala dados por hu = hv = u 2 + v 2 . y = u v sen ϕ . ϕ ) . (68) No sistema de coordenadas esféricas ( x1 = r . f f f ∂x′l f ∂x j f ∂x′l ∂x j igualando os ′l → = A = α l′N ′l = α l′∇x′l = α l′ ζ k = α j N j = α j ∇x j = α j ζ k ⎯⎯⎯⎯⎯ α α j termos com ∗ ∂z ∂z ∂zk ∂zk '**(**k) '**(**k) f ∗ Multiplicando ambos membros por ∂z / ∂x′ . Trata-se de um sistema ortogonal de coordenadas. 39b (69) Exprima ∇ 2φ em coordenadas esféricas usando a fórmula ∇ 2φ = ∂φ ⎞ ∂ ⎛ g g ij j ⎟ .

j . os demais são análogos: km A′ ijk = ∂xl ∂x p ∂x q ∂x′ k ∂x′ m ∂x′ ∂x′ '***(***) ∂x′ ∂x ∂x i j k δ qr r s rs A lpq = ∂xl ∂x p ∂x′ m ∂x′ ∂x′ i j ∂x s qs . m) = U ′ ikl W ′ mj = ∂x n ∂x′ k ∂x′l ∂x r ∂x′ m ∂x′ ∂x ∂x ∂x′ ∂x k l m ∂x ∂x ∂x′ ∂x′ ∂x′ T ( n. QED. = ∂x′i ∂x′ j ∂x n i j n n B lm l n n n logo. pois se transforma como tal. S (l .41 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (2) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ∂xl ∂x m ∂x′ k S ′(i. T = U . ∂x′i ∂xl ∂x′ k ∂x n ∂x p ∂xl ∂x′ k ∂x n ∂x ∂x′ k ∂x n mostrando que A′ ij B ′ lik ≡ C ′ kjl . i l ∂x ∂x′ ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (7) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Resolve-se apenas o item (a). k . . j . um tensor do tipo 21 . A kk é invariante. k . De acordo com o item (a). por conseguinte. l . QED. = ∂x′i ∂x′ j ∂x p ∂x q ∂x s n i p q U npq j s W rs r mostrando que T ′(i. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (3) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ∂x′ j ∂x k jA ′ (a) Tk l A A Tk l A = ⇒ = T 0 A A = 0 . q . l . n) = S lm . pois se transforma como tal. pois se transforma como estes. m. um tensor do tipo 12 . m. QED. pois se transforma como tal. m) = T ′ ijklm . n) . A lpq km mostrando que A′ ijk = A′ ijm . QED. temos que D = T − U = 0 num outro sistema de coordenadas x qualquer. onde. D ′ ≡ T ′ − U ′ é um tensor nulo. r . ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (4) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Resolve-se apenas o item (a). i A l i m ∂x ∂x′ ( ) 0 (b) Sejam T ′ e U ′ dois tensores iguais num sistema de coordenadas x′ . um tensor do mesmo tipo que A lm e B lm . ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (5) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ∂x k ∂x′ j l ∂x k ∂x′i l j i ′ ′ Ai = Ak ⇒ A i = A k = δ lk A lk = A kk . ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (6) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ∂x′i k ∂xl i ′ ′ A Bi = k A B = δ lk Ak Bl = Ak Bk = invariante . ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (8) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– A′ ij B ′ lik = ∂x k ∂x′ j l ∂x m ∂x′l ∂x′i np ∂x′ j ∂x m ∂x′l k l np ∂x′ j ∂x m ∂x′l l np δ p Ak B m = l Ak Bm = Ap Bm . i l i l ∂x′ ∂x ∂x′ ∂x ou seja. s ) . portanto. onde. j . os demais são análogos: T ′(i. k ) = A′ ijk + B ′ ijk = = l ∂x ∂x m i j ∂x′ ∂x′ ∂x′ ∂x ∂x′ ∂x′ ∂x (A i k n j n lm ∂xl ∂x m ∂x′ k n A lm + n n + B lm ) ∂x′ ∂x′ ∂x ∂x ∂x m ∂x′ k S (l . p . um tensor do tipo 32 .

j ). i. i. Esse resultado garante que a parte simétrica de G (i. aquela equação vale para o tensor Tbij cujos componentes. j. a ) é também nula para j > i : G ( (i. a) + G( j. j ). logo. a) TbIJ = 0 (sem somatório em I e J ) ⇒ G ( I . i. a) Sbij Não usamos a convenção do somatório neste problema. a) Tbij = G ( I . a) Tbij = 0 para qualquer Tbij então. j . J . j. Devemos então reescrever o somatório com a presença apenas dos componentes Abij que sejam independentes: . todos Sbij são independentes e arbitrários. em particular. Nesse somatório. J . a) Sbij + ⎡⎣ G (i. há a relação de simetria Sbij = Sbji entre elas. a ) = 0 . G ( (i. a ) = 0 . por que as grandezas Sbij não são todas independentes. por que as grandezas Abij não são todas independentes. –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (11) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Não usamos a convenção do somatório neste problema. Temos que ∑ G (i.e. J. a) Sbij ⎤⎦ j = i j <i =0 . G (i. j. são todos nulos. i. i. j. a ) + G ( j . a ) são todos nulos. j. j Não podemos concluir por esta equação que G (i. G (i. j. a ) j >i = 0 . a ) j >i pela simetria nos índices i . a) Abij = 0 . i ). j . com exceção dos TbIJ (com i = I e j = J ). j = G ( ( j . Devemos então reescrever o somatório com a presença apenas dos componentes Sbij que sejam independentes: ∑ G (i. a ) são todos nulos. há a relação de anti-simetria Abij = − Abji entre elas. j.. j Não podemos concluir por esta equação que G (i. j. a. QED. i. QED. a) Sbij ⎤⎦ j = i + ∑ G( j. m ≠0 resultado válido para todos I. k ) = 0 se j ≤ i .42 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (9) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Se G (i. a) ] Sbij + ⎡⎣ G(i. j . j. a) Sbij ⎤⎦ j = i + ∑ G (i. a) Sbij + ⎡⎣ G(i. Temos que =0 . j . –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (10) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ∑ G (i. logo. a) Sbji ìq j j <i i> j ∑ [ G(i. a) Sbij j <i = = j >i '***** *(******) ∑ G(i. j. j.

a) Abij + G(i. i. j = − G ( [ j . a) Abij ⎤⎦ j = i + ∑ G (i. QED. G ( [i. i. 2 j >i =0 QED. j. i ]. QED. –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (14) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ⎡ ∂x′i ⎤ j j j ⇒ ( ) = U T j U ⎢ j T ′(i) − T ( j ) ⎥ U = 0 . k ) = 0 se j < i . j. a ) τ aj ≡ Tij . a ) G (i. j. = 2 são tensores simétricos e que suas partes anti-simétricas. Suas partes simétricas. todos Abij são independentes e arbitrários. A[ij ] = Aij − A ji e 2 B [ ji ] = B ij − B ji . i. –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (12) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Sejam Aij e B ij tensores arbitrários. Nesse somatório. Esse resultado garante que a parte anti-simétrica de G (i. a) − G ( j. a ) Por fim. j . i.. a ) também se anula para j > i : G ( [i.e. a) ] Abij 0 j <i =0 . i ]. a ) − G ( j . j ∂x ⎣ ∂x ⎦ j Sendo U um vetor arbitrário. em termos das quais aqueles tensores podem ser decompostos: Aij = A(ij ) + A[ij ] e B ij = B (ij ) + B [ij ] . Esta equação nas coordenadas curvilí- . i. i. a ) =0 . logo.43 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ∑ G (i. que é a lei de transformação do vetor covariante T ( j ) = T j . j . a ) = 0 . podemos igualar o termo entre colchetes a zero para obter T ′(i ) U ′ = φ ′ = φ = T (i ) U i i ⇒ T ′(i) ∂x′i T ( j) = ∂x′i ∂x j T ′(i ) . G (i. j. –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (15) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– É dado que A(i. j ]. a) m ìq j j <i = i> j ∑ [ G (i. A (ij ) = Aij + A ji 2 e B (ij ) B ij + B ji . um tensor do tipo 0 2. a)[− Abij ] ∑ G(i. j. para i = j temos que j >i G ( [i. a ) − G (i. j ]. a) Abij j <i = j >i '***** *(******) Abii + ∑ G ( j . 2 são tensores anti-simétricos. a) Abij + ⎡⎣ G (i. i. k ) = pela anti-simetria nos índices i .

9 × ∂xl / ∂x′i ⇒ A′(i. pois se transforma como tal. k ) U ′ kjl = C ′ il = q Cp ∂x ∂x′l ⇒ A′(i. k ) n − ( . i ) G (i. c) = A(l .44 INTRODUÇÃO AOS TENSORES neas x′i é A′(i. –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (17) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Não podemos aplicar a regra do quociente para afirmar que G (i. j . j ) + G ( j . j . i ) iq j ⇒ φ = S ij pela simetria de S ij = S ij G ( j . j ) + S ij G ( j . k ) A′(i. k ) ⇒ ∂x′ k ∂x m ∂x n ∂x′ j ∂x′ k ∂x m ∂xl ∂x n ∂x′ j ∂x′i A(l . obtemos A′(i. j ) seja um tensor porque ij S . k ) U kjl = C il ⇒ A′(i. m. j . j . j ) = S ji G ( j . QED. n) = − ∂x′i ∂x q − arbitrário A(q. m. Entretanto. c) = δ ca A′ ic . a) c b b a − ∂x ∂x′ '***(***) mostrando que A′(i. não é um tensor arbitrário. b) . um ∂x′ ∂xl A′(i. k ) ∂x′ k ∂x m ∂x p ∂x ∂x′ ∂x′ n j ∂x′i ∂x p U nmp = l ∂x ∂x′ q l n A(q. –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (16) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ∂x′i ∂x p q A(i. b) = 0 ∂xl ∂x′c ∂x′i ∂xb A(l . a ) τ aj′ ≡ Tij′ . pois se transforma como tal. um tensor do tipo 1 . 2 mostrando que A(l . k ) . n) = 0 δ lq A′(i. j . m. podemos provar a que sua parte simétrica é um tensor do tipo 02 como segue: φ = S ij G (i. n) = 0 ∂x′i ∂xl q ∂x*(*** ∂x′i) '** ∂xl ∂x m ∂x′ k ∂x′i ∂x′ j ∂x n A(q. m. j . i ) ⇒ φ + φ = S ij G (i. sendo simétrico. a) ∂xb ∂x k ∂x′ a ∂x′ τ = j bk ∂xl ∂x k ∂x′i ∂x′ j ∂xl ∂x k Tlk = ∂x′i ∂x′ j ∂xb ∂xl ⎡ ⎤ ∂x k A l b ⇒ ⎢ A′(i. b)τ bk ∂x′i A(l . ) τ =0 ⇒ ⎥ j bk ∂x′ ∂x′i ∂x*′(** ⎣ ⎦ '** *) × ∂x′ / ∂x ⇒ c b ∂x′ ∂x A′(i. b) = 0 ⇒ c A(l . tensor do tipo 11 . j ) ) . a ) arbitrário ∂xb ∂x′i ∂xb ∂x′ a ∂xl − A′(i. a) a − ( . ) A q m n U nmp = 0 ⎥ j q l ⎣ ∂x ∂x′ ∂x ∂x′ ⎦ '***(*** ) ⇒ Prob. QED. escrevendo-a com os tensores τ aj′ e Tij′ transformado para as coordenadas xi . . j . i ) 2 ⇒ φ = S ij G ( (i. m. n) U mp p ∂x′ k ∂x m ∂x′i ⎤ ∂x ⎡ ⇒ ⎢ A′(i. n) = A lm n .

j. n ) − l G ′ ( [i. claramente simétrico. a ) Alm l m n n k ∂x ∂x ∂x ∂x ∂x ′ '*********(********* ) i Alm ∂x′i ∂x′ j j k G ( [l . l ) .l ) Note que H (k . j ) ) . l ) é simétrico: H (l . k ) 2 ⇒ Vk = Aij ⇒ Vk = Aij G ( [i. podemos provar que a sua parte anti-simétrica é um tensor do tipo 30 como segue: Vk = Aij G (i. m]. não é um tensor arbitrário. l ) ) l ∂x′ ∂x′ ⎡ ⎤ G ′ ( (i. Entretanto. k ) . k ) − Aij G ( j . l ) + H (l . k ) pela anti-simetria de Aij = − Aij G ( j .****δ-*** *. j ]. = H (k . j ) ) = φ ′ ⇒ S kl ∂x′i ∂x′ j ∂x ∂x k G ′ ( (i. claramente anti-simétrico. m]. l ) ) − k l ∂x ∂x ⎣'**************(**************) ⎦ i (∗) j ≡ H ( k . i) ) = H (k . i. pelo Prob. a ) na . k ) = iq j A ji G ( j. k ) = G ( (l . sendo anti-simétrico. pois se transforma como tal. j ) ) = G ( (k . j ]. j ) ) ⎥ = 0 ⇒ S kl ⎢ G ( (k . j ].m. j . l ) = G ( (k . k ) = ∂x a ∂x ′ k Va = ∂x a ∂x ′ k Alm G ( [l . k ) G (i. l ) ) − ∂xl ∂x k Logo. j ) ) = 0 . –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (18) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Não podemos aplicar a regra do quociente para afirmar que G (i. m. k ) ⎥ = 0 m n ∂x *(****************** ∂x ∂x ⎣'****************** *)⎦ i j k ≡ H (l . k ) = Vk′ ⇒ × ∂x′ / ∂x ⇒ k n ⇒ Alm ∂x ∂x l m G ′ ( [i. j . l ) ) é um tensor covariante de 2a ordem. é um tensor do tipo 02 : S ′ ij G ′ ( (i. k ) seja um tensor por- que Aij . j ]. n ) Note que H (l . j . i. i. k ) − G ( j . k ) ⇒ 2Vk = Aij G (i. i. k ) Provamos agora que G ( [i. m]. j ]. 10 . k a ∂x ′ ∂x ′ ∂x ′ ∂x ′ ∂x G ′ ( [i.m ]. (∗) acima implica que ∂x′i ∂x′ j ∂xl ∂x k G ′ ( ( j. k ) ) − ∂x′i ∂x′ j G ′ ( (i. k ) = G ( [l . é um tensor do tipo 30 : A′ ij G ′ ( [i. k ) G ′ ( (i.45 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Provamos agora que G ( (i. j ]. a Eq. j ) ) = φ = S kl G ( (k . n) é anti-simétrico nos índices l e m: (∗) . l ) ) − k 2 ∂x ∂xl mostrando que G ( (k . ∂x′i ∂x′ j H (k .n ) ∂x′ ∂x′ ∂x′ ⎡ ⎤ Alm ⎢ G ( [l .

dadas pelas Eqs. l . | J ik′ | = J ′ = J −1 e que Tij′ = J ki J lj Tkl = J#ik Tkl J lj U ′ = J ik′ J ′jl U ij kl = J ik′ U kl Wi ′ j = J ′jl Wkl J ki = ⇒ J#lj′ ⇒ ⇒ | Tij′ | = | J#ik | | Tkl | | J lj | = J 2 | Tkl | ■ m m |U ′ | = | J ik′ | |U | | J#lj′ | = J −2 |U kl | ■ m m J J ij kl J −1 J −1 |Wi′ j | = | J ′jl | |Wkl | | J ki | = |Wkl | ■ m m J −1 J –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (21) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– No texto já vimos que g é um escalar relativo de peso 2. pois se transforma como tal. m]. QED. n) − H (m. m. j ]. l ]. k ) = − H (l . m]. n ) − ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k G ′ ( [i. temos que ( g ′ B ′ m ) = ( J 2 g )1/ 2 J W2 B l ou seja. n ) + m ∂x ∂xl ∂x n Logo. n) = − G ( [l . –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (19) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (b) i n ⎛ ∂x i ∂x m ∂x n l ⎞ ⎛ W2 ∂x′ j p ⎞ W1 +W2 ∂x′ ∂x = J δ m A l mnB p C ′ i k = A ′ i jk ( B ′ j ) = ⎜ J W1 ′ J A B ⎟ mn ⎟ ⎜ l k p l j k p ∂x ∂x′ ∂x ∂x′ ∂x′ ∂x ⎝ ⎠⎝ ⎠ ( =J ) W1 +W2 ∂x′i ∂x n ∂x ∂x′ l k A l pn B p =J W1 +W2 ∂x′i ∂x n ∂x ∂x′ l k C ln . pois se transforma como tal. l . m]. g Bl é um vetor relativo contravariante de peso W2 + 1 . n) = G ( [m. QED. k ) ∂x m ∂xl ∂x n ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k G ′ ( [ j . (6-15) e (5-1). temos que G ij = g g ij i j ⎡ ∂x′i ∂x′ j ⎤ kl 2 ∂x′ ∂x′ ⇒ G ′ij = g ′ g ′ij = ⎡⎣ J 2 g ⎤⎦ ⎢ k = G kl . m. temos que | J ik | = J . i ]. Assim. k ) = 0 . n) = G ( [l . j ]. 11. n ) é um tensor covariante de 3a ordem. pelo Prob. que é a lei de transformação de um tensor relativo do tipo 11 e peso W1 + W2 . g J l ⎥ k l ∂x ∂x ⎣ ∂x ∂x ⎦ que é a lei de transformação de um tensor relativo contravariante de peso 2. n ) − l G ′ ( [i.46 INTRODUÇÃO AOS TENSORES H (m. 2 ∂x ∂x m ∂x n mostrando que G ( [l . (d) Pelas leis de transformação de g e Bl . a Eq. –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (20) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Denotando elementos de matrizes jacobianas pela notação ∂xi / ∂x′ k ≡ J ik e ∂x′i / ∂x k ≡ J ik′ . n) = H (l . . ∂x′ m ∂xl = J W2 +1 ( g B l ) ∂x′ m ∂xl . m. (∗) acima implica que ∂x′i ∂x′ j ∂x′ k H (l .

QED. Mas. Ti Aj A é um tensor absoluto. temos que gij é um onde S ij ≡ 2 dx(1) dx(2) tensor simétrico do tipo 02 . (6-15) e (5-1). pois S ij ≡ dxi dx j não é um tensor simétrico arbitrário. temos que lA ′i j A ≡ g ′ −W / 2 T ′i Aj A = ( J 2 g ) −W / 2 J W T k A TA lA = Tk A ∂x k ∂x′ j ∂x′i ∂xl k j ∂x k ∂x′ j l A ∂x ∂x′ −W / 2 A T A g = kA ∂x′i ∂xl ∂x′i ∂xl A . aos quais associamos as e dx(2) infinitesimais. g (ij ) . um tensor simétrico arbitrário. pelo Prob. considere a métrica ds 2 = gij dxi dx j com coeficientes simétricos. engij dx(2) dx(2) tão. A distância quadrática infinitesimal associada a dxi é. dadas pelas Eqs. pois se transforma como tal. dada por i dx(1) j j i i ][dx(1) ] + dx(2) + dx(2) ds 2 = gij dxi dx j = gij [dx(1) j j j j i i i i = gij dx(1) dx(1) + gij dx(2) dx(2) + gij dx(1) dx(2) + gij dx(2) dx(1) j 2 2 i .47 INTRODUÇÃO AOS TENSORES –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (22) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Usando as leis de transformação de g e Ti Aj A . se a matriz gij não for originalmente simétrica. uma matriz claramente simétrica. 17. dx(1) i dx(2) j 2 i 2 distâncias quadráticas infinitesimais ds(1) = gij dx(1) dx(1) e ds(2) = j i . = ds(1) + ds(2) + 2 gij dx(1) dx(2) ou 2 2 gij S ij = ds 2 − ds(1) − ds(2) = invariante . mostrando que. sendo dxi um deslocamento infinii i tesimal arbitrário. Note que não podemos usar o Prob. logo. uma vez que dxi e dx j são componentes de um mesmo vetor contravariante. j i . 17 para afirmar que gij seja um tensor simétrico do tipo 0 2. podemos tomá-lo como a soma de dois deslocamentos dxi = dx(1) + dx(2) i i (figura à direita). . –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (23) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Temos que ds 2 = gij dxi dx j = g ji dx j dxi ⇒ 2 ds 2 = gij dxi dx j + g ji dxi dx j ⇒ ds 2 = gij + g ji 2 dxi dx j . e do mesmo tipo de Ti Aj A . Assim sendo. ou seja. podemos tomar os coeficientes na métrica como sendo os da parte simétrica daquela matriz.

tangente a uma curva xi ( s ) e também é unitário. respectivamente (v. figura).**-** . etc. g11 dx1 ≠ 0 ⇒ g11 ≠ 0 . l j x ∂ ∂x′i kl ∂x′i ∂x′ j kl ∂x′i ∂x′ j kl × ∂x′ j /∂xl ip kl ip ∂x ∂x′ ij ′ ′ g′ g g g g g g g = ⎯⎯⎯⎯ → = → = rk ∂x′ p ∂x k ∂x′ p ∂xl ∂x k ∂xl ∂x k ∂xl '****(****) '***(***) l r δ pj ∂xl /∂x′ p –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (25) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (a) ds 2 = dzk dzk = (b) g g sj = g si ∂zk si ∂x i dxi ∂zk ∂x ∂zm ∂zm ∂x s ∂x j j dx j = gij dxi dx j com gij = = δ ij ⇒ ∂xi ∂x j j ∂zm ∂zm ∂x j i ∂x g = δj j ∂z ∂zk ∂x s '** ∂x*(** *k) si ∂zk ∂x ∂x ∂x ⇒ g = s ∂z ∂x*(***k) ∂zk ∂zk '** j ∂zk ∂zk i j si δ mk ⇒ g δ sj ji ∂xi ∂x j = ∂zk ∂zk ■ ⇒ ∂zk ∂xi g = ∂zk ∂x s si ■ –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (26) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– R s rjk Vs = g sa Rarjk g sbV b = Rarjk V bδ ba = Rarjk V a = Rsrjk V s –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (27) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– f f fi f ∂xi f ∂xi ∂r ∂xi ∂x j ∂r i ij ■ (onde usamos o Prob. O vetor dxi / ds é. por definição. 25b) ζk = = = N = ∇x = g T j ∂zk ∂zk ∂zk ∂zk ∂zk ∂x j f f f f Usando esse resultado.48 INTRODUÇÃO AOS TENSORES –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (24) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– g ′ ip g ′pm = δ mi → g ′ ip ∂x r ∂x s g rs = ∂x′ p ∂x′ m δ mi ⎯⎯⎯⎯→ g ′ ip × ∂x′ m /∂x k ∂x r δ ks g rs*) p '**(* ∂x′ g rk = ∂x′i ×g ⎯⎯⎯ → kl ∂x k δr . 2 ds ds ds ds i gij i i j 2 ξi θ12 x1 ηi x2 ■ . QED. De modo análogo mostramos –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (29) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Sejam ξ i e η i vetores unitários tangentes ao longo das curvas de x1 e x 2 . podemos escrever gij N j = gij g jk Tk = δ ik Tk = Ti ■ –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (28) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Da fórmula ds 2 = gij dxi dx j deduzimos que o elemento de comprimento de arco ao longo da curva de x1 ≡ ds(1) = g11 (dx1 )2 = que g 22 ≠ 0 . pois gij dx dx dx dx ds = = 2 =1 .

–––––––––––––––––––––––––––––––––––– (31) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Basta fazer θij i≠ j = π / 2 no Prob. ξ 2 = 0. QED. QED. QED G + gik ⎜ ⎟ ∂gij ∂gij ∂gij k m ⎜m ⎟ 0 ( ∗) ⎠ ⎝ δ kj ∂G ik / ∂gij = 0 . 0. no cálculo de G ik . De modo análogo mostramos os outros resultados. η3 = 0 .49 INTRODUÇÃO AOS TENSORES logo. –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (33) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– il g g jm ∂glm ∂x k = ∂ ∂g il ∂g jm ∂g ij ∂g ij ∂g ji ∂g ij ( g g glm ) − k g glm − g glm = k − k − k = − k *) ∂x ∂x k '***(***) ∂x '**(**) ∂x k '**(* ∂x ∂x ∂x ij j i il jm g jm δl il δm ■ . g11 g 22 –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (30) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Vimos no Prob. pois G ik não contém explicitamente qualquer g ab com a = i ou b = k (∗) [lembre-se de que. cos θ12 = ξ iηi = gij ξ iη j = g12ξ 1η 2 = g12 1 g11 De modo análogo calculamos cos θ13 e cos θ 23 . temos que ξ1 = dx1 . ξ 2 . o co-seno do ângulo entre ξ i e ui é ui ξ i = u1ξ 1 = u1 / g11 . η 2 = Calculamos ξ 1 e η 2 como segue: dx 2 . 29 que o vetor ξ i unitário e tangente à curva de x1 é (ξ 1 . Os outros resultados são obtidos como segue (sem empregar a convenção do somatório): ∑g k jk gik = δ i m ⇒ g gii = δ i j ji 0 se k ≠ i ⇒ j g ji = δi j gii ⇒ ⎧1/ gii g ji = ⎨ ⎩0 se j = i se j ≠ i –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (32) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– g = ∑ gik G ⇒ ik k ∂gik ik ∂g ∂G ik ⎞ ⎛ =∑ = G ij = g g ij . ξ 3 ) = (1/ g11 . ξ 3 = 0 . 0) . ds ⎧⎪ ξ i ξi = gij ξ i ξ j = g11ξ 1ξ 1 = g11 (ξ 1 ) 2 = 1 ⇒ ξ 1 = 1/ g11 ⎨ i 2 2 2 2 2 i j ⎪⎩η ηi = gijη η = g 22η η = g 22 (η ) = 1 ⇒ η = 1/ g 22 Portanto. ds η 1 = 0. 1 = g 22 g12 . 29 para imediatamente obter gij i≠ j = 0. logo. a linha i e a coluna k são eliminadas do determinante de ( g ij ) ].

x ) = ( x. temos x = c1 s + c2 e y = d1 s + d 2 . que são conhecidamente as equações paramétricas (parâmetro s) de uma reta no plano xy. é mostrado de duas maneiras que as geodésicas estão ao longo dos grandes círculos –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (36) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Basta mostrar que os segundos termos nos membros direitos das duas equações são iguais. ∂ ⎛ ∂x′ k ∂x m ⎞ ∂x′ k ∂ = ⎜ ⎟− ∂x′ j ⎝⎜ ∂x m ∂x′i ⎠⎟ ∂x m ∂x′ j '*******(*******) k ⎛ ∂x′ k ⎞ ⎜⎜ m ⎟⎟ ⎝ ∂x ⎠ ⎛ ∂x m ⎜⎜ i ⎝ ∂x′ ⎞ ∂x′ k ∂ 2 x m = − . y ) . j ] + [kj . ( x . ∂x′ ∂x′ j ∂x m ∂x n ∂x m ∂x′i ∂x′ j Obtemos esse resultado por simples operações diferenciais: ∂x m ∂x n ∂ 2 x′ k ∂x m ∂x n ∂ ⎛ ∂x′ k ⎞ ∂x m ∂ = = ⎜ ⎟ ∂x′i ∂x′ j ∂x m ∂x n ∂x′i ∂x′ j ∂x n ⎝⎜ ∂x m ⎠⎟ ∂x′i ∂x′ j δi . QED ⎟⎟ m i j ∂ ∂ ∂ x x x ′ ′ ⎠ 0 –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (37)––––––––––––––––––––––––––––––––––––– (a) (b) [ki. m] − '**** g jl g*(***** [kl . –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (35) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Este problema é usado para exemplificar algumas técnicas descritas no Ap. (8-7)]. torna-se em 1 2 d 2 x / ds 2 = 0 e d 2 y / ds 2 = 0 . que ∂x m ∂x n ∂ 2 x k ∂x′ k ∂ 2 x m − i = . i ] = ∂g 1 ⎛ ∂g ji ∂g kj − ikj ⎜⎜ k + i 2 ⎝ ∂x ∂x ∂x ⎞ 1 ⎛ ∂gij ∂gik ∂g jk − ⎟⎟ + ⎜⎜ k + ∂xi ∂x j ⎠ 2 ⎝ ∂x ■ ⎧ j⎫ ⎧i ⎫ im − g il ⎨ ⎬ − g jl ⎨ ⎬ = − g il g jm [kl . usamos o item (a) na passagem (∗) e o Prob. C. onde. pois os símbolos de Christoffel são nulos em tais coordenadas. isto é. (c) ⎞ ∂gij ⎟⎟ = k ⎠ ∂x 1 ∂g 1 ∂g ∂gik (∗) 1 g g ik ( [ ji. i ] ) = = 2 g ∂x j 2 g ∂gik ∂x j 2g . nas coordenadas cartesianas no plano.50 INTRODUÇÃO AOS TENSORES –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (34) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– A equação da geodésica [Eq. m] + [km. logo. nas Seçs. k ] + [ jk . l ] ) kl kl ⎩ ⎭ ⎩ ⎭ lqm (∗) = − g il g jm ∂glm ∂x k = (†) ∂g ij ∂x k ■ Acima.****-****. m)] = − g il g jm ( [kl . (a) e (b). 33 na passagem (†).

51

INTRODUÇÃO AOS TENSORES

=

1 ik
1⎧ i ⎫ 1⎧ k ⎫ ⎧i ⎫
g ( [ ji, k ] + [ jk , i ] ) = ⎨ ⎬ + ⎨ ⎬ = ⎨ ⎬ ■
2
2 ⎩ ji ⎭ 2 ⎩ jk ⎭ ⎩ ij ⎭

Na passagem (∗) usamos os Probs. 32 e 37a.
–––––––––––––––––––––––––––––––––––– (38) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––

∑ g is gis

Neste Prob. 38, a convenção do somatório é suspensa.
Primeiramente, note que, sendo 1 =

⎧i ⎫
(a) ⎨ ⎬ =
⎩ ii ⎭

⎧i ⎫
(b) ⎨ ⎬ =
⎩ ij ⎭

⎧i ⎫
(c) ⎨ ⎬ =
⎩ jj ⎭

∑ g is [ii, s] =
s

∑ g is
s

1 ⎛ ∂gis ∂gis ∂gii ⎞ (∗) 1 ii ∂gii
1 ∂gii
g
=
⎜ i + i − s ⎟ =
2 ⎝ ∂x
2
2 gii ∂xi
∂x
∂x ⎠
∂xi
s

1 ⎛ ∂g js

∑ g is [ij, s] = ∑ g is 2 ⎜⎝
s

s

∑ g is [ jj, s] =
s

∑ g is
s

= gii g ii , então g ii = 1/ gii . Assim, temos:

+

∂xi

∂gis

∂x j

∂gij ⎞ (∗) 1 ii ∂gii
1 ∂gii
g
=
=
s ⎟
j
2
2 gii ∂x j
∂x ⎠
∂x

1 ⎛ ∂g js ∂g js ∂g jj ⎞ (∗) 1 ii ∂g jj
1 ∂g jj
+
− s ⎟ = − g
=−

j
j
i
2 ⎝ ∂x
2
2 gii ∂xi
∂x
∂x ⎠
∂x

Nas passagens (∗) acima, há de se lembrar que i ≠ j e que g is

= gis

s≠i

s≠i

= 0.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––– (39) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––
a) Basta usar o Prob. 25a:

=
=

(

1 ⎛ ∂g jk ∂gik ∂gij ⎞
+


2 ⎜⎝ ∂xi
∂x j ∂x k ⎠
1 ∂ ∂zs ∂zs
1 ∂ ∂zs ∂zs
+

j
i
k
2 ∂x ∂x ∂x
2 ∂x k ∂xi ∂x j

[ij , k ] =

1 ∂ ∂zs ∂zs
2 ∂xi ∂x j ∂x k

)

(

)

(

)

1 ∂ 2 zs ∂zs 1 ∂zs ∂ 2 zs
1 ∂ 2 zs ∂zs
1 ∂zs ∂ 2 zs
1 ∂ 2 zs ∂zs 1 ∂zs ∂ 2 zs

+
+

+
2 ∂x k ∂xi ∂x j 2 ∂xi ∂x k ∂x j
2 ∂xi ∂x j ∂x k 2 ∂x j ∂xi ∂x k 2 ∂x j ∂xi ∂x k 2 ∂xi ∂x j ∂x k
=

∂ 2 zs ∂zs

∂xi ∂x j ∂x k

b) Agora usamos o item (a) e o Prob. 25b:

⎧k ⎫
∂x k ∂xl ∂ 2 zs ∂zs ∂x k s ∂ 2 zs
∂x k ∂ 2 zs
kl

δr i j =
=
⎨ ⎬ = g [ij , l ] =
∂zr ∂zr ∂xi ∂x j ∂xl ∂zr
∂zs ∂xi ∂x j
∂x ∂x
⎩ij ⎭
–––––––––––––––––––––––––––––––––––– (40) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––

(a) gij ; k =
=

∂gij

⎧s⎫
⎧ s ⎫ ∂gij
g
g
g sj g sl [ik , l ] − gis g sl [ jk , l ]




⎬ = k − '*
sj
is ⎨
k
m
*(**)
∂x
⎩ ik ⎭
⎩ jk ⎭ ∂x
l
δl

∂gij

− ( [ik , j ] + [ jk , i ] ) = 0 ■
'******(******)
∂x
k
k

∂gij / ∂x (∗)

δj

i

[(∗)pelo resultado do Prob. 37a]

52

INTRODUÇÃO AOS TENSORES

(b)

g ij ; k =

∂g ij
∂g ij ∂g ji
sj ⎧ i ⎫
is ⎧ j ⎫
g
g
+
+
=
− k =0 ■




k
∂x k '*******
∂x
⎩ ks ⎭*(********
⎩ ks ⎭) ∂x

[(†)pelo resultado do Prob. 37b]

−∂g ji / ∂x k (†)

(c)

δ ij ; k =

∂δ ij

⎧i ⎫ ⎧ i ⎫
s ⎧ i ⎫
i ⎧ s ⎫
δ
δ
+

=




⎨ ⎬−⎨ ⎬=0 ■
j
s
∂x k
⎩ ks ⎭
⎩ jk ⎭ ⎩ kj ⎭ ⎩ jk ⎭

–––––––––––––––––––––––––––––––––––– (41) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Substituindo na equação

∂V ′ k
j ⎧k ⎫

V ′ k ;i ≡
V
+


∂x′i
⎩ij ⎭
as leis de transformação do símbolo de Christoffel de 2a espécie [a que é dada pela segunda
equação no Prob. 36] e do vetor contravariante, obtemos
V ′k

;i

⎡ ∂x′ k ∂xl ∂x m ⎧ n ⎫ ∂x m ∂x n ∂ 2 x′ k ⎤
⎬−
⎢ n
i
j ⎨
i
j
m n⎥
⎣ ∂x ∂x′ ∂x′ ⎩lm ⎭ ∂x′ ∂x′ ∂x ∂x ⎦
k
l
m
∂xl ∂ ⎛ ∂x′ k n ⎞
∂ 2 x′ k
a m ∂x′ ∂x ⎧ n ⎫
a n ∂x
δ
δ
=
+

V
V
V


⎨ ⎬
a
a

∂x′i ∂xl ⎝ ∂x n
∂x n ∂x′i ⎩lm ⎭
∂x′i ∂x m ∂x n
k
l
m
∂xl ∂ 2 x′ k n ∂xl ∂x′ k ∂V n
∂ 2 x′ k
m ∂x′ ∂x ⎧ n ⎫
n ∂x
V
=
V
V
+
+



∂x′i ∂xl ∂x n
∂x′i ∂x n ∂xl
∂x n ∂x′i ⎩lm ⎭
∂x′i ∂x m ∂x n
∂ ⎛ ∂x′ k a ⎞ ∂x′ j a
=
V ⎟+ a V

⎠ ∂x
∂x′i ⎝ ∂x a

=

∂x′ k ∂xl ⎛ ∂V n
∂x′ k ∂xl n
m ⎧ n ⎫⎞
V
V ,l ,
+
=

⎨ ⎬⎟
n
i
∂x n ∂x′i ⎝ ∂xl
⎩lm ⎭ ⎠ ∂x ∂x′

mostrando que V n; l é, de fato, um tensor do tipo 11 .
Agora, substituindo na equação

Vi′; j ≡

⎧ k ⎫′


V
k ⎨ ⎬
∂x′ j
⎩ij ⎭
∂Vi ′

as leis de transformação do símbolo de Christoffel de 2a espécie [a que é dada pela primeira
equação no Prob. 36] e do vetor contravariante, obtemos
⎡ ∂x′ k ∂xl ∂x m
∂ ⎛ ∂x a ⎞ ∂x a
Vi ′; j =
Va ⎟ −
Va ⎢ n

i
j
∂x′ j ⎝ ∂x′i ⎠ ∂x′ k
⎣ ∂x ∂x′ ∂x′
=

=

∂ 2 xa

∂x′i ∂x′

V +
j a

(

∂xl ∂x m ∂Vl

∂x′i ∂x′ j

∂x a ∂x m ∂Va

)

∂x′i ∂x′ j ∂x m

− Va δ na

⎧ n ⎫ ∂x′ k ∂ 2 x m ⎤
⎨ ⎬+ m
i
j ⎥
⎩lm ⎭ ∂x ∂x′ ∂x′ ⎦

2 m
∂xl ∂x m ⎧ n ⎫
a ∂ x
V
δ



a m
∂x′i ∂x′ j ⎩lm ⎭
∂x′i ∂x′ j

⎧n⎫
∂xl ∂x m

=
V
V
,

n⎨
i
j l ,m
∂x m
⎩lm ⎭ ∂x′ ∂x′

mostrando que Vl ; m é, de fato, um tensor do tipo 02 . QED.

53

INTRODUÇÃO AOS TENSORES

–––––––––––––––––––––––––––––––––––– (42) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Item (a)

{ }
{ }−T { }−T { }−T { }

≡ Ti k

j lm
,***-**
*.
∂T i j k lm
i
k
+ T s j k lm i
( A j B lm ) ; n = T i j k lm ; n =
n

∂x

=

∂A

B k lm + Ai j

i

∂x

j
n

∂B

k

∂x

lm
n

{}

sn

+ T i j s lm k

{ }+ A

+ As j B k lm i

i

sn

{ }

∂Ai j

= ⎜
+ As j i − Ai s s ⎞⎟ B k lm + Ai j
n
jn ⎠
sn
⎝ ∂x

= Ai

j;n

B lk m + A i j B lk m ; n .

(

)

(

i k
s lm

{}
sn

j

(

B s lm k

sn

− Ai s B k lm
∂B k lm
∂x

n

i k
j sm

s
jn

{ }− A

i

s
jn

{}

{}

i k
j ls

B k sm s − Ai j B k ls

{}

ln

+ B s lm k − B k sm s − B k ls
sn

ln

{ })

s
mn

{ }
s
mn

s
mn

QED.

)

(

)

(

Item (b): Usando o teorema de Ricci e o item (a), temos:
= A i j B m kl δ mj
= δ mj A i j B m k l
= δ mj A i
Ai j B jkl
;n

j

s
ln

;n

= A i j ; n B j k l + A i j B j k l ; n . QED.

;n

j;n

)

B m kl + A i j B m kl ; n =

–––––––––––––––––––––––––––––––––––– (43) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––

φ ; ij =

∂φ ; i

∂φ ; j
⎧s⎫
⎧s⎫
⎧s⎫
⎧s⎫
∂ ∂φ
∂ ∂φ
− φ;s ⎨ ⎬ =
− φ;s ⎨ ⎬ =
− φ;s ⎨ ⎬ =
− φ ; s ⎨ ⎬ = φ ; ji
j
i
i
j
i
∂x
∂x ∂x
∂x ∂x
∂x
⎩ij ⎭
⎩ij ⎭
⎩ij ⎭
⎩ij ⎭
j

–––––––––––––––––––––––––––––––––––– (44) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––
2 m ⎤
W
j
l
m
j

s ′
n
′ ⎧⎨ ⎫⎬ = ∂ ( J f ) − W J W f ⎢ ∂x′ ∂x ∂x ⎧⎨ ⎫⎬ + ∂x′ ∂ x ⎥
n
i
j
m
i
j
∂x′i
⎩ si ⎭
⎣ ∂x ∂x′ ∂x′ ⎩ lm ⎭ ∂x ∂x′ ∂x′ ⎦
l
∂J
∂f
∂x′ j ∂ 2 x m ⎤
W ⎡ m ⎧ n ⎫ ∂x
δ
f
= W J W −1 i f + J W

+
W
J
⎢ n ⎨ ⎬ i

∂x′
∂x′i
∂x m ∂x′i ∂x′ j ⎦
⎩ lm ⎭ ∂x′

∂f ′
f ;′i =
− Wf
∂x′i

j
⎧ m ⎫ ∂xl
∂2 xm
W ∂x′
−W J f ⎨ ⎬ i − W J f
=WJ
Jf + J
∂xl ∂x′i
∂x m ∂x′i ∂x′ j
∂x′i ∂x′ j ∂x m
⎩ lm ⎭ ∂x′
⎡ ∂f
⎧ m ⎫ ⎤ ∂xl
∂xl
W
J
= JW ⎢ l − W f ⎨ ⎬ ⎥
=
f
.
QED.
;l
i
∂x
∂x′i
⎩ lm ⎭*)⎦ ∂x′
⎣'*******(*******
W −1

∂ 2 x m ∂x′i

f;l

W

∂f ∂xl

W

para qualquer matriz). e seja J ij o co-fator de J ij em J. onde J ij ≡ ∂xi / ∂x′ j . considere também os elementos J ij′ ≡ ∂x′i / ∂x j .10) com W = 1 = ∂xi ⎧k ⎫ − 2g ⎨ ⎬ i ∂x ⎩ ki ⎭ ∂g Eq.i = = ∂V ′ i ∂x′i ∂J = ∂ ∂x′i ( ∂x′i j j ∂J ∂x′i ) i j V +J j ∂V i j j −1 ∂J + − + = J V i . obviamente. Lembrando que J é função dos elementos J aj . Logo. Devemos provar que grad φ é ortogonal a ξ i e η i : . 37c ∂x − 2g i g 1 ∂g 2 g ∂xi 1 ∂g 2 g ∂xi = 0 ■ =0 ■ –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (46) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Seja J = | J ij | . (10. 32 (válido. ( )V –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (47) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– V ′ i . u ) uma parametrização da superfície S dada por φ ( x ) = const.i ∂ g Eq. Usando agora a Eq. podemos calcular Jaj como segue: J ik Jak = J δ ia J ′ji J ik Jak = J ′ji δ ia J '**(** ) ⇒ ⇒ δ jk ( ) Jaj = J ′ja J = ∂x′ j ∂x a J .54 INTRODUÇÃO AOS TENSORES –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (45) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ( g ) . substituindo esse resultado na equação anterior.i J J J V V j j i ∂x ∂x ∂x '****(****) ( ∗) ∂ ∂x′i ∂x′i *(**** ∂x j ) '*** ( ∗) j +J ∂x′i ∂V j ∂x ∂x′ '***(***) j i ∂V j / ∂x j ■ A igualdade dos termos marcado (∗) acima é estabelecida com o auxílio da Eq. obtemos ∂J ∂x′i = ∂x′ j ∂x a J ∂ ∂x a ∂x′i ∂x′ j = ∂2 xa ∂x′ j ∂x′i ∂x′ j ∂x a ( J ∂x V ) = ∂x′ ∂x J . ∂ J ∂ J aj ∂ ∂x a = J aj ∂ J aj ∂x′i ∂x′i ∂x′ j onde usamos o Prob. QED. (6-8) (válida também para qualquer matriz).10) com W = 2 = g . (10. ⎟ ⎠ ∂x j ∂x j ∂x j –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (48) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Seja xi (t . temos que ∂J = ∂x′i ( ).37c ∂g 1 − 2 g ∂xi ∂g = Prob.i ⎧k ⎫ g⎨ ⎬ ⎩ ki ⎭ − = Prob. Os vetores ξ i ≡ ∂xi / ∂t e η i ≡ ∂xi / ∂u são tangentes a S. (10-8) e da equação J ′ J = 1 como segue: ∂ ( ) ( ∂x′i ∂x′i ∂x j = ) ∂J ′ ′ J = ⎜⎛ J ⎝ ∂x j ∂x j ∂x k ∂x′i ∂ 2 x′i ∂x k −1 ⎞ J = ∂J J = − J −2 ∂J J = − J −1 ∂J .

Por fim. Além disso. cujo quadrado da magnitude é | N | 2 = N i Ni = g ij ∂φ ∂φ ∂x j ∂xi . kj = g ir Vr . pois a matriz inversa (aij−1 ) de uma matriz diagonal ( aij ) = diag (α1 . u )] = const. div F i = ∂F i ∂x i ( + Fj ∂ g 1 ⎛ ∂F i = ⎜ g ∂x j g ⎜⎝ ∂xi ) ( g + Fi ∂ g ⎞ 1 ∂ = ⎟ g ∂xi ∂xi ⎟⎠ ) ( ) ( ( g Fi ) ■ ) –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (51) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– V i. A) . é ni = = g ij Ni |N| 2 ∂φ ∂x j g ij ∂φ ∂φ ∂xi ∂x j ■ –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (49) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Usando as definições de divergência e derivada covariante. ⎨ ⎬ j g 2 g g ∂x j ⎩ ij ⎭ 2 g ∂x logo. temos que g11 = 1/ g11 = 1/ g 22 . onde usamos os Probs. g 22 = h22 . etc. o vetor contravariante unitário e normal a S. i = j ⎧i ⎫ F + ⎨ ⎬ ∂xi ⎩ ij ⎭ ∂F i Mas. jk − Vr . α 2 . etc e gij . g i≠ j 22 = 0 .55 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ⎧ ∂φ ∂φ ∂xi = i = (grad φ )i ξ i = 0 ⎪ ∂ ∂ t t ⎪ ∂x φ[ xi (t . 1/ α 2 . Este modo convém quando o sistema de coordenadas for ortogonal e com fatores de escala conhecidos. 37c. . donde g11 = h12 . sendo ( g ij ) a inversa da matriz diagonal ( g ij ) . temos então que um vetor con- travariante normal a S é dado por N i = g ij (grad φ ) j = g ij ∂φ / ∂x j . temos que ⎧i⎫ 1 ∂g 1 ∂g / ∂x j 1 ∂ g = = = . kj = g ir R s rjk Vs = g ir Rsrjk V s = g ir − Rrsjk V s = − Ri sjk V s . 26 e 50a. usando o Prob. em cujo caso ds 2 = h12 (dx1 )2 + h22 (dx 2 )2 + A . denotado por ni . jk − V i . –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (52) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 1o modo: gij é tirado direto da expressão do quadrado do elemento de comprimento de arco. podemos escrever div F i = F i . A) é a matriz diagonal (aij−1 ) = diag (1/ α1 . ⇒ ⎨ i ⎪ ∂φ = ∂φ ∂x = (grad φ ) η i = 0 i i ⎪ ⎩ ∂u ∂x ∂u ⇒ (grad φ )i é ortogonal a ξ i e η i ■ O vetor Ni ≡ (grad φ )i é um vetor covariante normal a S .

g = r sen θ ⎜ gθ r gθθ gθϕ ⎟ = ⎜ 0 r ⎜ gϕ r gϕθ gϕϕ ⎟ ⎜ 0 0 r 2 sen 2θ ⎟ ⎜⎜ g ϕ r g ϕθ g ϕϕ ⎟⎟ ⎜ 0 0 (r 2 sen 2θ ) −1 ⎟ ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ ⎠ ⎝ ⎠ ⎝ 2o modo: São usadas as fórmulas gij = ∂zk ∂zk ∂xi ∂x j g ij = e ∂xi ∂x j ∂zk ∂zk onde zi são coordenadas cartesianas e xi são coordenadas curvilíneas. Assim.2 ⎯⎯⎯ → Vx . g = ρ2 ⎟ ⎟ 1 ⎟⎠ ⇒ rr g rθ g rϕ ⎞ ⎛ 1 0 0 0 ⎞ ⎛g ⎞ ⎛ g rr g rθ g rϕ ⎞ ⎛ 1 0 ⎜ ⎟ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ 2 4 2 θr g θθ g θϕ ⎟ = ⎜ 0 r −2 0 0 ⎟. com coordenadas e os componentes dados no sistema de coordenadas cartesianas . 1 ⎟⎠ ⎛ g ρρ ⎜ ϕρ ⎜g ⎜ zρ ⎜g ⎝ g ρϕ g ϕϕ g zϕ 0 g rθ ⎞ ⎛ 1 = ⎜⎜ ⎟ 2 g θθ ⎠⎟ ⎝ 0 1/ r ⇒ ⎛ g ρz ⎞ ⎜ 1 ⎟ gϕ z ⎟ = ⎜ 0 ⎟ ⎜ g zz ⎟⎠ ⎜⎜ ⎝0 ds 2 = dr 2 + r 2 dθ 2 + r 2 sen 2 θ d ϕ 2 0 1 ρ2 0 ⎞ 2 ⎟⎟ . V y ∂x′i ∂x j V j . temos: ∂x ∂x ∂y ∂y + = cos 2 θ + sen 2 θ = 1 g rr = ∂r ∂r ∂r ∂r gθθ = g rθ = ∂x ∂x ∂y ∂y + = r 2 sen 2 θ + r 2 cos 2 θ = r 2 ∂θ ∂θ ∂θ ∂θ ∂x ∂x ∂y ∂y + = − r sen θ cos θ + r sen θ cos θ = 0 = gθ r ∂r ∂θ ∂r ∂θ –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (53) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Componentes contravariantes: Estas são calculadas através da equação V ′ i = xj V j j =1. ⎜ g ⎟ .56 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Coordenadas polares: ds = dr + r dθ 2 2 2 ⎛g ⇒ ⎜ rr ⎝ gθ r 2 ds 2 = d ρ 2 + ρ 2 d ϕ 2 + dz 2 Coordenadas cilíndricas: ⎛ g ρρ ⎜ ⇒ ⎜ gϕρ ⎜ g zρ ⎝ g ρϕ gϕϕ g zϕ gρz ⎞ ⎛ 1 0 ⎟ ⎜ gϕ z ⎟ = ⎜ 0 ρ 2 g zz ⎟⎠ ⎜⎝ 0 0 Coordenadas esféricas: ⎛ g rr ⎜ θr ⎜ ⎝g g rθ ⎞ ⎛ 1 0 ⎞ ⎟. g = r ⎠ 0⎞ ⎟ 0 ⎟ . nas coordenadas polares.2 ⎯⎯⎯ → x. ⎟=⎜ gθθ ⎠ ⎝⎜ 0 r 2 ⎠⎟ 0⎞ ⎟ 0⎟. y j =1.

2 ⎯⎯⎯ → V r . θ e Vr . Vθ ( coordenadas e componentes covariantes no sistema de coordenadas polares ) Logo. isto é. . (7-7). = Vr = Vθ g rr gθθ = Vr = Vx cos θ + Vy sen θ = Vθ / r = − Vx sen θ + Vy cos θ componentes físicos coincidem com as projeções do vetor nas direções dos f f f f Vr = V ⋅ er e Vθ = V ⋅ eθ . V y ∂x j V j .2 x′i e Vi ′ ⎯⎯⎯ → r .57 INTRODUÇÃO AOS TENSORES x′ i V ′i i =1.2 ⎯⎯⎯ → r. = Vr Vθ = ∂x ∂y Vx + Vy ∂r ∂r ∂x ∂y Vx + Vy ∂θ ∂θ = Vx cos θ + V y sen θ = − Vx r sen θ + Vy r cos θ Componentes físicos [usando a Eq.2 ⎯⎯⎯ → x . f f f V = Vx i + Vy j . ⎟ r ⎠ = Vx cos θ + Vy sen θ ∂θ ∂θ Vx + Vy ∂x ∂y = ∂r ∂x ∂θ ∂x = − Vx sen θ cos θ + Vy r r Componentes covariantes: Estas são calculadas através da equação Vi ′ = xj e V j j =1. = Vr Vθ − r sen θ ⎞ ⎟ r cos θ ⎠ ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ e ∂r ∂r Vx + Vy ∂x ∂y ∂r ∂y ∂θ ∂y ⎞ ⎟ ⎛ cos θ ⎟ = ⎜ − sen θ ⎟ ⎜⎜ ⎟ ⎝ r ⎠ sen θ ⎞ ⎟ cos θ ⎟ . tendo em conta o Prob. onde usamos a notação elementar. na qual f f f f f f er = i cos θ + j sen θ e eθ = −i sen θ + j cos θ . com ∂x′i ( coordenadas e componentes no sistema cartesiano ) j =1. Vθ riantes no sistema de coordenadas polares Da lei de transformação de coordenadas dada por x = r cos θ e y = r sen θ obtêm-se: ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ ∂x ∂r ∂y ∂r ∂x ∂θ ∂y ∂θ ⎞ ⎟ ⎛ cos θ ⎟=⎜ ⎟ ⎝ sen θ ⎟ ⎠ Portanto.θ coordenadas e os componentes contrava- i =1. 52]: Vr Vθ Note que os versores. y e Vx .

.. k ] = 1 ⎛ ∂g jk ∂gik ∂gij ⎞ + − k ⎟: ⎜ 2 ⎝ ∂xi ∂x j ∂x ⎠ 1 ∂g rr 1 ∂ (1) = 0 = 2 ∂r 2 ∂r ∂g 1 ∂g rr =0 [rr .. r ] = ⎧k ⎫ ks ⎨ ⎬ = g [ij ... 54... r ] = 0 [θ r ...... verdade m 1 0 Vθ = gθ r V r + gθθ V θ = r 2V θ .. verdade m m 0 r2 –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (55) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– V r = Vx cos θ + Vy sen θ = (2 x − y ) cos θ + 2 xy sen θ = (2r cos θ − r sen θ ) cos θ + (2r cos θ r sen θ ) sen θ = 2r cos 2 θ − r sen θ cos θ + 2r 2 cos θ sen 2 θ sen θ cos θ sen θ cos θ + Vy = −(2 x − y ) + 2 xy r r r r sen θ cos θ = −(2r cos θ − r sen θ ) + (2r cos θ r sen θ ) r r 2 2 = −2sen θ cos θ + sen θ + 2r cos θ sen θ V θ = −Vx Usando o Prob... [ij . j e k tomarem os valores 1 ou 2.. θ ] = (r ) = r 2 ∂r 2 ∂r [rr . θ ] = r [θθ ... r ] = [θθ ........ r ] = 2 ∂θ 1 ∂gθθ 1 ∂ 2 = [rθ ..... θ ] = rθ − ∂r 2 ∂θ 1 ∂g rr =0 [rθ .. r ] = [rθ .......58 INTRODUÇÃO AOS TENSORES –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (54) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Vr = m g rr V r + g rθ V θ = V r ... θ ] = [rθ . obtemos Vr = V r = 2r cos2 θ − r sen θ cos θ + 2r 2 cos θ sen 2 θ Vθ = r 2 V θ = −2r 2 sen θ cos θ + r 2 sen 2 θ + 2r 3 cos2 θ sen θ –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (56) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Item (a): Devemos fazer os índices i.... θ ] = ∂g rθ 1 ∂gθθ 1 ∂ 2 − =− (r ) = −r ∂θ 2 ∂r 2 ∂r 1 ∂gθθ =0 2 ∂θ . s ] : ij ⎩ ⎭ [θ r ..

38a: ⎧ r ⎫ ⎧ r ⎫ ⎧θ ⎫ ⎧θ ⎫ ⎧ϕ ⎫ ⎧ϕ ⎫ ⎨ ⎬=⎨ ⎬=⎨ ⎬=⎨ ⎬=⎨ ⎬=⎨ ⎬=0 ⎩ θϕ ⎭ ⎩ ϕθ ⎭ ⎩ rϕ ⎭ ⎩ ϕ r ⎭ ⎩ rθ ⎭ ⎩ θ r ⎭ ⎧ r ⎫ ∂g rr / ∂r ∂ 1 / ∂r = =0 ⎨ ⎬= 2 g rr 2 ⎩ rr ⎭ ⎧ θ ⎫ ∂gθθ / ∂θ ∂ r 2 / ∂θ = =0 ⎨ ⎬= 2 gθθ 2r 2 ⎩ θθ ⎭ ⎧ ϕ ⎫ ∂gϕϕ / ∂ϕ ∂ (r 2 sen 2θ ) / ∂ϕ = =0 ⎨ ⎬= 2 gϕϕ 2r 2 sen 2θ ⎩ ϕϕ ⎭ . r ] + m g rθ [rθ .θ ] = 0 ⎨ ⎬=m ⎩ rr ⎭ 0 1 0 1/ r ⎧ r ⎫ g rr [m rθ . por exemplo: ⎩ij ⎭ ∂x ∂x ∂zs ⎧θ ⎫ ∂ 2 x ∂θ ∂ 2 y ∂θ ∂ 2 (r cos θ ) ∂ (arctan y / x) ∂ 2 ( r sen θ ) ∂ (arctan y / x ) + = + ⎨ ⎬ = ∂r ∂θ ∂x ∂r ∂θ ∂y ⎩rθ ⎭ ∂r ∂θ ∂x ∂r ∂θ ∂y cos θ 1 − sen θ = (− sen θ ) + (cos θ ) = r r r –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (57) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Coordenadas polares ( 23 = 8 símbolos) Pelo Prob.θ ] = 0 ⎨ ⎬=m ⎩ rθ ⎭ 0 1 0 ⎧θ ⎫ 1 g θ r [m rθ . 38d: Pelo Prob. 38c: 1 ⎧ r ⎫ 1 ∂gθθ 1 ∂r 2 =− = −r . ⎨ ⎬= 2 ∂r ⎩ rr ⎭ 2 g rr ∂r ⎧ r ⎫ ⎧ r ⎫ ∂g 1 ∂1 rr Pelo Prob. 38a: ⎧r ⎫ 1 ∂g rr 1 ∂1 = =0. r ] + m gθθ ['* r*(* θ . por exemplo: ∂ 2 x ∂x ∂ 2 y ∂y ∂ 2 (r cos θ ) ∂ (r cos θ ) ∂ 2 (r sen θ ) ∂ (r sen θ ) + = + = ∂θ ∂θ ∂r ∂θ ∂θ ∂r ∂r ∂r ∂ 2θ ∂ 2θ = (−r cos θ ) (cos θ ) + (−r sen θ ) (sen θ ) = −r [θθ . r ] + m g θθ ['* θθ ⎨ ⎬=m *(** θθ ⎩ ⎭ 0 0 1/ r 2 ⎧θ ⎫ ⎧θ ⎫ 1 ⎨ ⎬=⎨ ⎬= ⎩ θ r ⎭ ⎩ rθ ⎭ r ⎧ r ⎫ ⎧ r ⎫ ⎨ ⎬=⎨ ⎬=0 ⎩ θ r ⎭ ⎩ rθ ⎭ Item (b): Pela fórmula [ij .59 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ⎧θ ⎫ g θ r [m rr .θ)] = 0 g θ r [θθ . r ] + m g rθ [rr . θ*)] = ⎨ ⎬=m r ⎩ rθ ⎭ 0 r 0 1/ r 2 ⎧ r ⎫ . r ] + m g θθ [m rr . k ] = ∂ 2 zs ∂zs ∂xi ∂x j ∂x k temos. r ] = ∂ 2 z ∂x k ⎧k ⎫ Pela fórmula ⎨ ⎬ = i s j temos. 38b: ⎨ ⎬ = ⎨ ⎬ = = = 0. θ ] = 0 ⎨ ⎬=m ⎩ rr ⎭ 2 0 0 0 ⎧r⎫ g rr [m rr . ⎨ ⎬=− 2 g rr ∂r 2 ∂r ⎩ θθ ⎭ ⎧θ ⎫ 1 ∂gθθ 1 ∂ r2 = 2 =0 ⎨ ⎬= 2r ∂θ ⎩ θθ ⎭ 2 gθθ ∂θ ⎧θ ⎫ ⎨ ⎬= ⎩θ r ⎭ ⎧θ ⎫ 1 ∂gθθ 1 ∂ r2 1 = 2 = ⎨ ⎬= r 2r ∂r ⎩ rθ ⎭ 2 gθθ ∂r ⎧θ ⎫ 1 ∂g rr 1 ∂1 =− 2 =0 ⎨ ⎬=− rr ∂ g θ 2 2r ∂θ ⎩ ⎭ θθ Coordenadas esféricas ( 33 = 27 símbolos) Pelo Prob. θ θ r r 2 ∂θ ⎩ ⎭ ⎩ ⎭ 2 g rr ∂θ Pelo Prob. θ ] = −r θθ ⎨ ⎬=m *(* ⎩ θθ ⎭ −r 1 0 ⎧θ ⎫ . r*)] + m g rr ['* g rθ [θθ .

trata-se de Vi . ou. Essa. no caso) não é definida. é a interpretação a ser adotada quando atribuirmos o valor 1. portanto. r . Refletindo um pouco. 2 (onde x1 ≡ r e x 2 ≡ θ ). trata-se da derivada covariante do vetor Vi em relação a x 2 .r e V2. j ) . precisa ser explicado pois não pode ser a derivada de V1 em relação a x 2 : a derivada covariante de um dado componente ( V1 .2 é perfeitamente definido. j em relação a x3 . j em relação a x3 . entretanto. o componente com j = 2 da derivada covariante de Vi .INTRODUÇÃO AOS TENSORES Pelo Prob.θ . V2. . 2 = Vi . j = 1.θ . 38b: 60 ⎧ r ⎫ ⎧ r ⎫ ∂g rr / ∂θ ∂ 1 / ∂θ = =0 ⎨ ⎬=⎨ ⎬= 2 g rr 2 ⎩ rθ ⎭ ⎩ θ r ⎭ ⎧ r ⎫ ⎧ r ⎫ ∂g rr / ∂ϕ ∂ 1 / ∂ϕ = =0 ⎨ ⎬=⎨ ⎬= 2 g rr 2 ⎩ rϕ ⎭ ⎩ ϕ r ⎭ ⎧ ϕ ⎫ ⎧ ϕ ⎫ ∂gϕϕ / ∂r ∂ (r 2 sen 2θ ) / ∂r 1 = = ⎨ ⎬=⎨ ⎬= 2 gϕϕ r 2r 2 sen 2θ ⎩ ϕ r ⎭ ⎩ rϕ ⎭ ⎧ ϕ ⎫ ⎧ ϕ ⎫ ∂gϕϕ / ∂θ ∂ (r 2 sen 2θ ) / ∂θ = = cot θ ⎨ ⎬=⎨ ⎬= 2 gϕϕ 2r 2 sen 2θ ⎩ ϕθ ⎭ ⎩ θϕ ⎭ ⎧ θ ⎫ ⎧ θ ⎫ ∂gθθ / ∂r ∂ r 2 / ∂r 1 = = ⎨ ⎬=⎨ ⎬= 2 gθθ r 2r 2 ⎩θ r ⎭ ⎩ rθ ⎭ Pelo Prob. j 3 = (Vi . 2 denota o compo- nente com i = 1 da derivada covariante de Vi em relação a x 2 : V1. 2 . temos que Vi .3 é inequivocamente a derivada covariante de Vi .2 em relação a x3 .23 não pode ser a derivada covariante de Vi . j 3 j=2 . expliquemos uma notação que utilizaremos daqui por diante.2 ≡ Vr . que Vi . 38c: ∂gθθ / ∂r ⎧ r ⎫ ∂ r 2 / ∂r = − = − = −r ⎨ ⎬ 2 g rr 2 ⎩ θθ ⎭ ∂g rr / ∂θ ⎧θ ⎫ ∂ 1 / ∂θ =− =0 ⎨ ⎬=− 2 gθθ 2r 2 ⎩ rr ⎭ ⎧ϕ ⎫ ∂g rr / ∂ϕ −∂ 1/ ∂ϕ = 2 =0 ⎨ ⎬=− 2 gϕϕ 2r sen 2θ ⎩ rr ⎭ ⎧ θ ⎫ ⎧ θ ⎫ ∂gθθ / ∂ϕ ∂ r 2 / ∂ϕ = =0 ⎨ ⎬=⎨ ⎬= 2 gθθ 2r 2 ⎩θϕ ⎭ ⎩ ϕθ ⎭ ∂gϕϕ / ∂r ⎧ r ⎫ ∂ (r 2 sen 2θ ) / ∂r = − = − = −r sen 2θ ⎨ ⎬ ϕϕ g 2 2 ⎩ ⎭ rr ⎧ θ ⎫ −∂gϕϕ / ∂θ −∂ (r 2 sen 2θ ) / ∂θ = = − sen θ cos θ ⎨ ⎬= 2 gθθ 2r 2 ⎩ ϕϕ ⎭ ⎧ϕ ⎫ ∂gθθ / ∂ϕ − ∂r 2 / ∂ϕ = 2 =0 ⎨ ⎬=− 2 gϕϕ 2r sen 2θ ⎩ θθ ⎭ –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (58) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Antes de proceder aos cálculos. V1.1 ≡ Vr . Mas o significado de V1. j = ij − Vs ⎨ ⎬ (∗) ∂x ⎩ ij ⎭ para i.2 i =1 ⎡ ∂V ∂V ⎧ s ⎫⎤ ⎧1⎫ ⎧2⎫ = ⎢ 2i − Vs ⎨ ⎬ ⎥ = 21 − V1 ⎨ ⎬ − V2 ⎨ ⎬ . concluímos que V1. 2 A ou N a um índice localizado numa posição mais interna que a de outro que indique diferenciação covariante. No presente problema desejamos calcular ∂V ⎧s⎫ Vi .1 ≡ Vθ . por exemplo. explicitamente.2 ≡ Vθ . ⎩ i 2 ⎭ ⎦ i =1 ∂x ⎩12 ⎭ ⎩12 ⎭ ⎣ ∂x (#) Analogamente. Note. Mas Vi . V1.

r = ∂x ∂x ∂Vx ∂x ∂y ∂Vx ∂y ∂x ∂Vy ∂y ∂y ∂Vy + + + ∂*(* ∂x ∂*(* ∂y ∂*(* ∂x ∂*(* ∂y θ ∂*r) m θ ∂*r) m θ ∂*r) m θ ∂*r) m '* '* '* '* 2 2 − r sen θ cos θ 2 − r sen θ r cos θ −1 2y = r sen θ (sen θ − 2 cos θ ) + 4r sen θ cos θ 2 Vr . ∂xi ∂x j ∂zl onde Z1 = Vx e Z 2 = V y são os componentes do vetor dado nas coordenadas cartesianas z1 = x e z2 = y . (b) Usando a fórmula Vi . 56. j : Vr . (#) mostra um desses termos] conforme explicado acima.61 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Passemos à resolução do item (a) do problema. j = ∂zk ∂zl ∂xi ∂x j Zk . r . e fazendo i.θ = r sen θ cos θ 2x 2 ∂x ∂x ∂Vx ∂x ∂y ∂Vx ∂y ∂x ∂Vy ∂y ∂y ∂Vy + + + r ∂θ*) m r ∂θ*) m r ∂θ*) m r ∂θ*) m ∂*(* ∂x ∂*(* ∂y ∂*(* ∂x ∂*(* ∂y '* '* '* '* 2 2 − r sen θ cos θ 2 r cos θ −1 − r sen θ 2 r sen θ cos θ 2y = −r cos θ (2sen θ + cos θ ) + 2r sen θ (cos θ − sen θ ) 2 2 2x . 2 (onde V1. obtemos os quatro valores de Vi . etc).θ = 0 ⎧θ ⎫ 2 2 ⎨ ⎬ = r sen θ (sen θ − 2 cos θ ) + 4 r sen θ cos θ θr ⎭ ⎩m 1/ r ∂Vr ⎧ r ⎫ − Vr ⎨ ⎬ − Vθ rθ ⎭ ∂θ ⎩m ⎧θ ⎫ 2 2 2 ⎨ ⎬ = − r cos θ (2sen θ + cos θ ) + 2 r sen θ (cos θ − sen θ ) rθ ⎭ ⎩m ∂Vθ ⎧ r ⎫ − Vr ⎨ ⎬ − Vθ θθ ⎭ ∂θ ⎩m ⎧θ ⎫ 2 3 2 2 ⎨ ⎬ = r sen θ (2sen θ + cos θ ) + 2 r cos θ (cos θ − sen θ ) θθ ⎭ ⎩m 0 Vθ .1 = Vθ . j = 1. j = 1. obtemos os mesmos resultados do item (a): Vr .θ = ⎧θ ⎫ 2 ⎨ ⎬ = − cos θ (sen θ − 2 cos θ ) + 4r sen θ cos θ rr ⎭ ⎩m −r 1/ r 0 onde usamos os símbolos de Christoffel de 2a espécie calculados no Prob. r = ∂Vθ ⎧ r ⎫ − Vr ⎨ ⎬ − Vθ θr ⎭ ∂r ⎩m 0 Vr . r = ∂Vr − Vr ∂r ⎧r ⎫ ⎨ ⎬ − Vθ rr ⎭ ⎩m 0 Vθ . (∗) e interpretando os termos que se obtêm com essa atribuição de valores aos índices [a Eq.l = ∂zk ∂zl ∂Z k . r = ∂x ∂x ∂Vx ∂x ∂y ∂Vx ∂y ∂x ∂Vy ∂y ∂y ∂Vy + + + ∂r ∂r m ∂x ∂r ∂r m ∂y ∂r ∂r m ∂x ∂r ∂r m ∂y −1 2 2y = (cos θ ) (2) + (cos θ ) (sen θ ) (−1) + (sen θ ) (cos θ ) (2r sen θ ) + (sen θ )2 (2r cos θ ) 2x 2 = 2 cos 2 θ − sen θ cos θ + 4r cos θ sen 2 θ Vθ . 2 na Eq.1 = Vr . (a) Fazendo i. V2. r .

(7-7) e o Prob. em coordenadas cartesianas. sendo t o tempo. j = ⎢ j + v k ⎨ ⎬⎥ = j + ⎨ ⎬v dt dt dt δt jk x ∂ x ∂ ⎩ jk ⎭ ⎩ ⎭ ⎣ ⎦ d dxi ⎧ i ∂v i dx j ⎧ i ⎫ dx j k dv i ⎧ i ⎫ dx j dx k v = = j +⎨ ⎬ +⎨ ⎬ = +⎨ ai = ∂x ⎩ jk ⎭ dt dt dt ⎩ jk ⎭ dt dt dt dt dx j dt ⎫ dx j dx k ⎬ ⎩ jk ⎭ dt dt ⎧ i ⎫ dx j dx k = 2 +⎨ ⎬ dt ⎩ jk ⎭ dt dt –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (61) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– No sistema de coordenadas polares. ou seja: vr = dr = r$ dt e vθ = dθ = θ$ dt b) Componentes físicos [use a Eq. (7-7) e o Prob.62 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Vθ .θ = ∂x ∂x ∂Vx ∂x ∂y ∂Vx ∂y ∂x ∂Vy ∂y ∂y ∂Vy + + + ∂θ*(** ∂θ) m ∂x ∂θ*(** ∂θ) m ∂y ∂θ*(** ∂θ) m ∂x ∂θ*(** ∂θ) m ∂y '* '* '* '* 2 2 2 2 2 2 r sen θ 2 − r sen θ cos θ 2 − r sen θ cos θ 2 y 2 −1 r cos θ 2 = r sen θ (2sen θ + cos θ ) + 2r cos θ (cos θ − sen θ ) 3 2x –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (59) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Podemos definir a velocidade e a aceleração respectivamente pelas equações v i ≡ dxi / dt e ai ≡ δv i / δ t . pois assim são tensores (um vetor contravariante) que. a velocidade possui os seguintes: d 2 xi a) Componentes contravariantes: v i = dxi / dt . ou seja: +⎨ ⎬ ⎩ jk ⎭ dt dt ⎧ r ⎫ dr dr ⎧ r ⎫ dr dθ ⎧ r ⎫ dθ dr ⎧ r ⎫ dθ dθ + +⎨ ⎬ +⎨ ⎬ +⎨ ⎬ = r$$ − rθ$ 2 ⎨ ⎬ 2 rr ⎭ dt dt ⎩rθ ⎭ dt dt ⎩θ r ⎭ dt dt ⎩θθ ⎭ dt dt dt ⎩m m m m d 2r 0 aθ = d 2 xi 0 −r 0 ⎧ θ ⎫ dr dr ⎧ θ ⎫ dr dθ ⎧ θ ⎫ dθ dr ⎧ θ ⎫ dθ dθ $$ 2r$θ$ + +⎨ ⎬ +⎨ ⎬ +⎨ ⎬ =θ + ⎨ ⎬ rr ⎭ dt dt ⎩rθ ⎭ dt dt ⎩θ r ⎭ dt dt ⎩θθ ⎭ dt dt r dt 2 ⎩m m m m d 2θ 0 1/ r 1/ r 0 b) Componentes físicos [use a Eq. coincidem com a definição usual daquelas grandezas. 52]: ar = g rr a r = r$$ − rθ$ 2 m 1 e aθ = gθθ aθ = θ$$r + 2r$θ$ m r . 52]: v r = g rr v r = r$ m e v θ = gθθ v θ = rθ$ m 1 r –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (62) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– a) Componentes contravariantes: a i = ar = dt 2 ⎧ i ⎫ dx j dx k . –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (60) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ⎧ i ⎫⎤ dx j ∂v i dx j ⎧ i ⎫ k dx j ⎡ ∂v i δv i = v i.

j = ∂Vi ⎧k ⎫ − Vk ⎨ ⎬ ∂x ⎩ ij ⎭ j Adotando a notação explicada no Prob. r (t ) dt r (t ) r (t ) r (t ) Cálculo das derivadas covariantes Vi . necessárias mais adiante: −1 t dr 2t + 1 t +1 θ$ = 2 = .θ = ∂Vr − Vr ∂θ ⎧ r ⎫ ⎨ ⎬ − Vθ rθ ⎭ ⎩m 0 0 ⎧θ ⎫ ⎨ ⎬ rθ ⎭ ⎩m 1/ r = 2r sen θ cos θ − r cos 2 θ + r sen 2 θ − r sen θ cos θ + r cos 2 θ = r sen θ cos θ + r sen 2 θ Vθ .INTRODUÇÃO AOS TENSORES 63 –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (64) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– δ Vi = Vi . j x$ j . r r$ + Vr . isto é Devemos calcular δt ⎧⎪ δ Vr / δ t = Vr .θ θ ∂z j Cálculo dos componentes covariantes ⎛⎜ Vi = i Z j ⎞⎟ ⎝ ⎠ ∂x ∂x ∂y Vr = Vx + V y = Vx cos θ + Vy sen θ = (r sen θ − r cos θ ) sen θ = r sen 2 θ − r sen θ cos θ m m ∂r ∂r Vθ = y−x ∂x ∂y Vx + Vy = − Vx r sen θ + V y r cos θ = (r sen θ − r cos θ ) r cos θ = r 2 sen θ cos θ − r 2 cos 2θ m m ∂θ ∂θ 0 0 y−x Parametrização da reta y = x + 1 (a abscissa x será o parâmetro t : t = x ) ⎧ r = x 2 + y 2 = x 2 + ( x + 1) 2 ⎪ ⎨ ⎪ θ = arctan y / x = arctan x + 1 x ⎩ ⎧ r (t ) = 2t 2 + 2t + 1 ⎪ x=t ⎯⎯⎯ → ⎨ t +1 ⎪ θ (t ) = arctan t ⎩ Dessa parametrização obtemos as seguintes expressões. r = ∂Vθ ⎧ r ⎫ − Vr ⎨ ⎬ − Vθ θr ⎭ ∂r ⎩m 0 ⎧θ ⎫ ⎨ ⎬ θr ⎭ ⎩m 1/ r = 2r sen θ cos θ − 2r cos2 θ − r sen θ cos θ + r cos 2 θ = r sen θ cos θ − r cos 2 θ . sen θ (t ) = .θ θ$ ⎨ $ ⎪⎩ δ Vθ / δ t = Vθ . r r$ + Vθ . 58. cos θ (t ) = r$ = . r = r − Vr ⎨ ⎬ − Vθ ⎨ ⎬ = sen 2 θ − sen θ cos θ rr ⎭ rr ⎭ ∂r ⎩m ⎩m 0 Vr . temos ∂V ⎧r⎫ ⎧θ ⎫ Vr .

1) .θ θ$ δt = [ r sen θ cos θ − r cos 2 θ ] −1 2t + 1 + [ r 2 cos 2 θ + r 2 sen θ cos θ ] 2 r (t ) r (t ) = [ 2t sen θ − 2(t + 1) cos θ ] cos θ = 0 '**********(**********) 0 Observe que.θ = ∂Vθ − Vr ∂θ ⎧ r ⎫ ⎨ ⎬ − Vθ θθ ⎭ ⎩m −r ⎧θ ⎫ ⎨ ⎬ θθ ⎭ ⎩m 0 = r 2 cos 2 θ − r 2 sen 2 θ + 2r 2 sen θ cos θ + r 2 sen 2 θ − r 2 sen θ cos θ = r 2 cos 2 θ + r 2 sen θ cos θ Cálculo das derivadas intrínsecas δ Vr = Vr .θ θ$ δt −1 2t + 1 = ⎣⎡ sen 2 θ (t ) − sen θ (t ) cos θ (t ) ⎦⎤ + ⎣⎡ r (t ) sen θ (t ) cos θ (t ) + r (t ) sen 2 θ (t ) ⎦⎤ 2 r (t ) r (t ) = sen θ (t ) ⎧ ⎫ θ (t ) − 2(t + 1) cos θ (t ) ⎬ = 0 ⎨ 2t sen '**(**) '**(**) r (t ) ⎩ (t +1) / r (t ) t / r (t ) ⎭ δ Vθ = Vθ . e ∂ϕ ∂r ∂θ ( grad φ )θ = 1 ∂φ 1 ∂φ e = hθ ∂θ r ∂θ ( grad φ )ϕ = 1 ∂φ 1 ∂φ = hϕ ∂ϕ r sen θ ∂ϕ . por isso que a derivada intrínseca é nula ao longo daquela reta. sobre a reta dada. V y ) = (0. (Vx . –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (65) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– a) Em coordenadas polares Componentes covariantes: Componentes físicos: ∂φ ∂φ e ∂r ∂θ ( grad φ )r = 1 ∂φ ∂φ e = hr ∂r ∂r ( grad φ )θ = 1 ∂φ 1 ∂φ = hθ ∂θ r ∂θ b) Em coordenadas esféricas Componentes covariantes: Componentes físicos: ( grad φ )r = 1 ∂φ ∂φ . r r$ + Vr . um campo eqüipolente. r r$ + Vθ . = ∂r hr ∂r ∂φ ∂φ ∂φ .64 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Vθ .

( 1 ∂ g ∂xi g Fi ) g = r 2 sen θ F ϕ = Fϕ / hϕ = Fθ / (r sen θ ) . ⎨ ⎬ ⎨ ⎬= 2 ⎩ 32 ⎭ 2 g33 ∂x ⎩ ϕθ ⎭ 2 gϕϕ ∂θ • Cálculo do 1o membro: ⎧ϕ ⎫ ∂ 2 x ∂ϕ ∂ 2 y ∂ϕ ∂ 2 z ∂ϕ = + + ⎨ ⎬ ⎩ ϕθ ⎭ ∂ϕ ∂θ ∂x ∂ϕ ∂θ ∂y ∂ϕ ∂θ ∂z . ( ) ⎡ ∂ ∂ Fθ 2 ∂ ⎛ Fϕ 2 r sen θ + ⎜ r 2 sen θ ⎢ ∂r ( Fr r sen θ ) + ∂θ ∂ ⎝ ϕ r sen θ ⎣ r r sen θ 1 ∂ 2 1 1 ∂Fϕ ∂ = 2 ( Fθ sen θ ) + r Fr ) + ( r sen θ ∂θ r sen θ ∂ϕ r ∂r = 1 2 ⎞⎤ ⎟⎥ ⎠⎦ –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (67) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ( ∂∂φr ) Neste problema adotamos a notação explicada no Prob. 52. i. ( ) 56: ( ) ∂φ ∂θ ∂φ ∂r .65 INTRODUÇÃO AOS TENSORES –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (66) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– F r = Fr / hr = Fr . temos que .θ g rr = 1 ⇒ g rr = 1 gθθ = r 2 ⇒ gθθ = 1/ r 2 Abaixo usamos os símbolos de Christoffel em coordenadas polares já calculados no Prob.. 58. rr + g θθ φ . θ ) = 1 ⋅ .r + g θθ ( ∂∂θφ ) .r ( ) ∂ ∂φ ∂φ ⎧ r ⎫ ∂φ ⎧ θ ⎫ ∂ 2φ = − ⎨ ⎬− ⎨ ⎬= ∂r ∂r ∂r ⎩ rr ⎭ ∂θ ⎩ rr ⎭ ∂r 2 m m ( ) 0 0 ∂ ∂φ ∂φ ⎧ r ⎫ ∂φ ⎧ θ ⎫ ∂ 2φ ∂φ − +r ⎨ ⎬− ⎨ ⎬= 2 ∂θ ∂θ ∂r ⎩θθ ⎭ ∂θ ⎩ θθ ⎭ ∂θ ∂r m m ∂ 2φ ∂r 2 + 1 ( −r ∂ 2φ r 2 ∂θ 2 +r ) 0 ∂ 2φ 1 ∂φ 1 ∂ 2φ ∂φ = 2 + + 2 r ∂r r ∂θ 2 ∂r ∂r ■ –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (68) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ⎧ϕ ⎫ ⎧3⎫ 1 ∂g33 1 ∂gϕϕ = .θ = ∇ 2φ (r . ∇ 2φ (r . θ ) = g rr φ .θθ = g rr Usando o Prob. . div F i = F θ = Fθ / hθ = Fθ / r .e.

∂2 y = r cos θ cos ϕ ∂ϕ ∂θ ) ⎧ϕ ⎫ cos ϕ − sen ϕ + ( r cos θ cos ϕ ) = cot θ sen 2ϕ + cot θ cos 2ϕ = cot θ ■ ⎨ ⎬ = (− r cos θ sen ϕ ) ϕθ θ r sen r sen θ ⎩ ⎭ • Cálculo do 2o membro: gϕϕ = hϕ2 = r 2 sen 2 θ 1 ∂gϕϕ 1 = 2 2r 2 sen θ cos θ = cot θ ■ 2 2 gϕϕ ∂θ 2r sen θ ⇒ –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (69) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– ∂φ ⎞ ∂ ⎛ g g ij j ⎟ i ⎜ ∂x ⎠ g ∂x ⎝ ∇ 2φ = 1 = 1 = ∂ ⎛ 1 ∂ ⎛ 1 ∂ ⎛ 11 ∂φ ⎞ 22 ∂φ ⎞ 33 ∂φ ⎞ g g g g g g + + ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ∂x1 ⎠ ∂x 2 ⎠ ∂x3 ⎠ g ∂x1 ⎝ g ∂x 2 ⎝ g ∂x3 ⎝ ( ) ∂ 2 ∂ ⎛ r 2 sen θ 1 ∂φ ⎞ 1 ∂φ + ⋅ ⋅ 1 r sen θ ⎜ ⎟ ∂r r 2 sen θ ∂θ ⎝ r 2 sen θ ∂r r 2 ∂θ ⎠ 1 ∂φ ⎞ ∂ ⎛ 2 1 r sen θ 2 + ⎜ ⎟ 2 r sen θ ∂ϕ ⎠ r 2 sen θ ∂ϕ ⎝ 1 ( ) ( ) 1 ∂ 2 ∂φ 1 1 ∂ ∂ 2φ ∂φ = 2 + 2 + 2 r sen θ ∂r ∂θ r ∂r r sen θ ∂θ r sen 2 θ ∂ϕ 2 ■ . ∂ϕ ∂θ e que ⎧ ∂ϕ − y / x2 −y −r sen θ sen ϕ − sen ϕ = = 2 = = ⎪ 2 2 r sen θ x +y r 2 sen 2 θ ⎪ ∂x 1 + ( y / x) ⎪ 1/ x cos ϕ x r sen θ cos ϕ ⇒ ⎨ ∂ϕ = = 2 = 2 = 2 2 2 r sen θ x +y r sen θ ⎪ ∂y 1 + ( y / x) ⎪ ∂ϕ ⎪ =0 ⎩ ∂z ϕ = arctan y x ( Logo. y = r sen θ sen ϕ .66 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Tendo em conta que x = r sen θ cos ϕ . z = r cos θ temos que ∂2 x = − r cos θ sen ϕ .

67 INTRODUÇÃO AOS TENSORES –––––––––––––––––––––––––––––––––––– (70) ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– g = hu hv hϕ = (u 2 + v 2 ) uv g 22 = gvv = ∇ 2ψ = = 1 1 1 = 2 = 2 gvv hv u +v 2 1 ⎧ ∂ ⎡ 11 ∂ψ ⎨ 1⎢ g g g ⎩ ∂x ⎣ ∂x1 1 1 1 = 2 = 2 guu hu u +v 2 g 33 = g ϕϕ = 1 1 1 = 2 = 2 2 gϕϕ hϕ u v ∂ ⎡ ∂ ⎡ ⎤ 22 ∂ψ ⎤ 33 ∂ψ ⎤ ⎫ ⎥ + ∂x 2 ⎢ g g ∂x 2 ⎥ + ∂x3 ⎢ g g ∂x3 ⎥ ⎬ ⎦ ⎣ ⎦ ⎣ ⎦ ⎭ 1 1 ∂ψ ⎤ ∂ψ ⎤ ∂ ⎡ (u 2 + v 2 ) u v ⎪⎧ ∂ ⎡ (u 2 + v 2 ) u v ⎨ ⎢ ⎢ 2 2 ∂u ⎥ + 2 2 ∂v ⎥ + (u + v ) (u + v ) (u + v ) u v ⎪⎩ ∂u ⎣ ⎦ ∂v ⎣ ⎦ 1 2 2 ∂ ∂ϕ = g11 = g uu = ( 1 ∂ψ ⎤ ⎡ 2 2 ⎢ (u + v ) u v u 2v 2 ∂ϕ ⎥ ⎣ ⎦ ⎧⎪ 1 ∂ ∂ψ u 2 2 ⎨ u ∂u ∂u (u + v ) ⎩⎪ 1 ) + ( 1 ∂ ∂ψ v v ∂v ∂v ) + ⎪⎫ ⎬ ⎪⎭ u 2 + v 2 ∂ 2ψ ⎫⎪ ⎬ ■ u 2 v 2 ∂ϕ 2 ⎭⎪ .

diferencial do vef f f f tor posição r = x ex + y e y + z ez (fato aparentemente óbvio.68 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Apêndice A – Coordenadas curvilíneas Equation Section 1 a) Preliminares i) Revisão de alguns conceitos em coordenadas cartesianas f f Considere um campo escalar f ( x. ∂x ∂y ∂z m m m f f ex f ey (A-2) ez ii) Os principais sistemas de coordenadas não-cartesianos Nas figuras abaixo definem-se. z ) + f f e y Fy ( x. y. z ) = ex Fx ( x. ∂y ∂z ⎠ ⎝ ∂x iif dr dz dx dy (A-1) iif f f Observe que o deslocamento infinitesimal dr ≡ ex dx + e y dy + f f ez dz (no espaço. z ) . y . y . os três sistemas de coordenadas não-cartesianos mais importantes. y. Vale recordar as seguintes definições: f ∂ f ∂ f ∂ : ∇ ≡ ex + ey + ez ∂x ∂y ∂z operador nabla ou del f ∂f f ∂f f ∂f : ∇f ≡ ex + ey + ez ∂x ∂y ∂z ( gradiente de f ) f f f ∂ f ∂ f ∂ ⎞ f f f ∂Fx ∂Fy ∂Fz e F e F e F divergência de F : ∇ ⋅ F ≡ ⎛⎜ ex + ey + ez ⋅ + + = + + ⎟ x x y y z z ∂y ∂z ⎠ ∂x ∂y ∂z ⎝ ∂x ∇ f = ∇ ⋅ ∇f ≡ 2 ∂2 f ∂x 2 + ∂2 f ∂y 2 df ≡ + ∂2 f ∂z 2 : laplaciano de f (a divergência do gradiente de f ) ∂f ∂f ∂f dx + dy + dz : ∂x ∂y ∂z diferencial de f f f f f ∂F ∂F ∂F dF ≡ dx + dy + dz : ∂x ∂y ∂z f diferencial de F A expressão de df também pode ser escrita como segue: iif f ∂f f ∂f f ∂f ⎞ f f f df = ⎜⎛ ex + ey + ez ⎟ ⋅ ( ex dx + e y dy + ez dz ) = ∇f ⋅ dr . z ) + ez Fz ( x. z ) e um campo vetorial F ( x. y . mas que iif constitui um dos modos de se calcular dr em outros sistemas de coordenadas): f f f iif f f f f ∂r ∂r ∂r dr ≡ ex dx + e y dy + ez dz = dx + dy + dz = d r . estando à direita delas outras informações relevantes sobre esses sistemas: . figura à esquerda) é igual a d r . indicando-se distâncias e ângulos. v.

z ) = 2 + 2 + 2 (cartesianas) ∂x ∂y ∂z ∇2 f ( ρ . Quanto às coordenadas angulares. A lei de transformação de coordenadas entre elas e as cartesianas é a seguinte: ⎧ x = ρ cos ϕ ⎨ ⎩ y = ρ sen ϕ x As coordenadas cilíndricas ρ . 0 ≤ ϕ < 2π ) A nomenclatura mais usada para as diversas coordenadas de um ponto P do espaço é a seguinte: x é a abscissa. 0 ≤ ϕ < 2π ) P y ⎧ x = r sen θ cos ϕ ⎪ ⎨ y = r sen θ sen ϕ ⎪ z = r cos θ ⎩ ( r ≥ 0 . um dos nossos objetivos é deduzir as expressões do laplaciano de uma função f em coordenadas polares. o laplaciano é especialmente importante por aparecer em várias equações da Física Matemática. iii) O laplaciano em coordenadas polares. 0 ≤ ϕ < 2π . 0 ≤ θ < π . A lei de transformação é z ϕ ⎧ x = ρ cos ϕ ⎪ ⎨ y = ρ sen ϕ ⎪z=z ⎩ y ρ θ ( ρ ≥ 0 . ϕ é a longitude (ou azimute) de P e θ é a co-latitude (pois é o complemento da latitude. y é a ordenada e z é a cota de P. que é a posição angular de P em relação ao plano xy).69 INTRODUÇÃO AOS TENSORES P ρ ϕ y As coordenadas polares ρ e ϕ de um ponto P do plano xy. Assim. Para nós. tais como as equações do calor e da onda. respectivamente. cilíndrica e esférica. cilíndricas e esféricas (a sua definição em coordenadas cartesianas é dada abaixo para fins de referência): ∂2 f ∂2 f ∂2 f ∇ 2 f ( x. cilíndricas e esféricas. Elas são formadas pela coordenada cartesiana z de P e pelas coordenadas polares ρ e ϕ da projeção desse ponto no plano xy. A lei de transformação é z P z x ϕ x r ( ρ ≥ 0 . ϕ e z de um ponto P do espaço. z ∈ { ) As coordenadas esféricas r.ϕ ) = ∂2 f ∂ρ 2 + 1 ∂f 1 ∂2 f + 2 ρ ∂ρ ρ ∂ϕ 2 (polares) (A-3) . Boa parte do presente capítulo é voltada ao seu desenvolvimento nos diversos sistemas de coordenadas. y. θ e ϕ de um ponto P do espaço. Já ρ e r são as coordenadas radiais.

ϕ ) = ∂2 f + ∂ρ 2 1 ∂f 1 ∂2 f ∂2 f + 2 + ρ ∂ρ ρ ∂ϕ 2 ∂z 2 (cilíndricas) ∂ 2 f 1 ∂f ∂f ⎞ 1 ⎡ 1 ∂ ⎛ 1 ∂2 f ⎤ θ + + + sen ⎜ ⎟ ∂θ ⎠ sen 2 θ ∂ϕ 2 ⎥⎦ ∂r 2 r ∂r r 2 ⎢⎣ sen θ ∂θ ⎝ (esféricas) (A-4) (A-5) Uma das maneiras de realizar as deduções consiste em transformar a expressão do laplaciano como é definido nas coordenadas cartesianas para as coordenadas desejadas. é necessário definir a constante aditiva δ como sendo igual a 0. . Neste resultado. usamos a lei de transformação inversa ρ≡ x2 + y2 e ϕ = arctan ( y / x) + δ . ϕ x . 3o ou 4o quadrante.70 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ∇2 f ( ρ . pela regra da cadeia: ρ x U U f ⇒ f x = f ρ ρ x + fϕ ϕ x . 2π ) . 2o. y ) = f xx + f yy () ( ) (essa notação de diferenciação parcial é utilizada abaixo).θ . obtemos ( ) ( ) f yy = f ρρ ρ y + f ρϕ ϕ y ρ y + f ρ ρ yy + fϕρ ρ y + fϕϕ ϕ y ϕ y + fϕ ϕ yy = ρ y2 f ρρ + ϕ y2 fϕϕ + 2 ρ y ϕ y f ρϕ + ρ yy f ρ + ϕ yy fϕ . (A-3)].e. ϕ y Derivando essa expressão novamente em relação a x (agora aplicando a regra da cadeia para derivar f ρ e fϕ do mesmo modo como se fez para f acima). Logo. respectivamente. Façamos isso para o caso mais simples. Vamos deduzir o laplaciano em coordenadas polares [i. y ) = f ( ρ . π. a Eq. (A-6) Para calcular ρ x . π / 2) . a partir da definição ∇ 2 f ( x. Utilizando a notação f ( x. Logo. ρx = ∂ ( x2 + y 2 ) ∂x = (2 x) (2 ) x2 + y 2 = x / ρ . etc. onde. temos. trocando x por y. obtemos ( ) ( ) f xx = f ρρ ρ x + f ρϕ ϕ x ρ x + f ρ ρ xx + fϕρ ρ x + fϕϕ ϕ x ϕ x + fϕ ϕ xx = ρ x2 f ρρ + ϕ x2 fϕϕ + 2 ρ x ϕ x f ρϕ + ρ xx f ρ + ϕ xx fϕ . ∇ 2 f = f xx + f yy = ( ρ x2 + ρ y2 ) f ρρ + (ϕ x2 + ϕ y2 ) fϕϕ + 2( ρ x ϕ x + ρ y ϕ y ) f ρϕ + ( ρ xx + ρ yy ) f ρ + (ϕ xx + ϕ yy ) fϕ . pela aplicação reiterada da regra da cadeia. considerando ϕ ∈ [0. π ou 2π se ϕ for do 1o.. ϕ ) e o esquema de composição de funções seguinte.ϕ . uma vez que os valores principais da função arctan estão no intervalo ( −π / 2. ρ xx = ∂ ( x ρ −1 ) ∂x = ρ −1 − x ρ −2 ρ x = ( ρ 2 − x 2 ) / ρ 3 = y 2 / ρ 3 . z) = ∇ 2 f (r .

ρ x ϕ x + ρ y ϕ y = − xy / ρ 3 + xy / ρ 3 = 0 ρ xx + ρ yy = y 2 / ρ 3 + x 2 / ρ 3 = ρ 2 / ρ 3 = 1/ ρ . demanda tempo e energia. u . além de fornecer o resultado mais rapidamente. podemos simplesmente substituir x e y um pelo outro. . É claro que nada vem de graça. já que a expressão de ρ é simétrica com respeito a essa troca. b) Coordenadas e versores curvilíneos. u e v. A utilização do método acima (regra da cadeia) para obter o laplaciano em coordenadas esféricas envolve muitas contas (tente!). Admita que as coordenadas cartesianas x. suas derivadas em relação a y devem ser calculadas normalmente: ϕy = ∂ x x 1/ x = 2 = 2 . que. [ ] 2 2 ∂x ρ 1 + ( y / x) x +y ϕ xx = ∂ ( − y ρ −2 ) = 2 y ρ −3 ρ x = 2 y3 x = 2 xy4 . Já ϕ não exibe tal simetria. feito a seguir. área e volume.INTRODUÇÃO AOS TENSORES ϕx = 71 ∂ − y / x2 −y −y δ arctan ( / ) y x + = = 2 = 2 . como os versores e os elementos de comprimento de arco e de volume. [ arctan ( y / x) + δ ] = 2 2 ∂y 1 + ( y / x) ρ x +y ϕ yy = ∂ . ϕ x2 + ϕ y2 = y 2 / ρ 4 + x 2 / ρ 4 = ρ 2 / ρ 4 = 1/ ρ 2 . z = z (t . u . ∂x ρ ρ ρ Nas duas primeiras expressões acima. Mais ainda. x = x (t . ( x ρ −2 ) = −2 x ρ −3 ρ y = −23x y = −2 xy ∂y ρ ρ ρ4 Assim.v ) . para obter ρy = y / ρ . a elaboração desse método — o das coordenadas curvilíneas —.v ) . (A-3) desejada. é válido para toda uma classe de sistemas de coordenadas (os ditos ortogonais.v ) . y e z de pontos do { 3 sejam expressas como funções de três variáveis t. Elementos de comprimento de arco. Para isso. u . ρ x2 + ρ y2 = x 2 / ρ 2 + y 2 / ρ 2 = ( x 2 + y 2 ) / ρ 2 = ρ 2 / ρ 2 = 1 . ϕ xx + ϕ yy = 0 . ρ yy = x 2 / ρ 3 . (A-6) fornece a Eq. e que tais funções tenham derivadas contínuas e possam ser invertidas. a que pertencem os sistemas considerados acima). y = y (t . adotamos um outro método. ele facilita o cálculo de várias grandezas importantes. A substituição desses resultados na Eq.

z ) / ∂ (t . z ) = arccos z / x 2 + y 2 + z 2 ϕ = ϕ ( x. z ) . que são aquelas sobre as quais uma das coordenadas curvilíneas mantém-se constante. u0 . de coordenadas cartesianas ( x0 . y . r ( x. r (t0 . y. y0 .72 INTRODUÇÃO AOS TENSORES t = t ( x. a cada ponto P ( x. u = u ( x. Mantendo u = u0 = const. 2π ) ∂ ( x.v ) que não se anula. y . θ ∈ (0.v 0 ) e que se define cof r (t0 . y. z0 ) e curvilíneas (t0 . onde. y . são dadas por t = t0 .v ) de t passando por P0 .θ . o jacobiano pode se anular em certos pontos. Também temos as superfícies coordenadas. θ . z ) = r 2 sen θ ∂ (r . os vetores tangentes ∂r / ∂t . Quando essas curvas interceptam-se em ângulos retos em todos os pontos. De fato. y . y .θ . z ) J = = ∂y / ∂t ∂ (t . e f ∂r (t0 . obtemos uma curva passando por P0 .v 0 ) . Que elas não coincidem é garantido pelo fato de o jacobiano ser diferente de zero em todos os pontos.v 0 ) serve-o no ponto P0 da figura).) Assim.v 0 ) .v ) ∂z / ∂t ∂x / ∂v f f f ∂r ∂r ∂r ∂y / ∂u ∂y / ∂v = ⋅ × ≠0 ∂t ∂u ∂v ∂z / ∂u ∂z / ∂v (A-7) f f f num dado ponto então. y . dado pelo produto misto acima. Ref corde-se de que o vetor ∂r / ∂t é tangente a essa curva (obf r (t . y. v = v 0 = const. Exemplo – Coordenadas esféricas –– t = r. u0 . u . nesse ponto. é diferente de zero. u . u = θ . u0 . z ) = ( x2 + y 2 + z 2 θ = θ ( x. três curvas coordenadas em cada ponto do espaço. u. ϕ ) r = r ( x. considerações especiais devem ser levantadas. π ) . u0 . y.θ . então.u. ϕ ∈ [0. u0 . v = v ( x. que é a ∂t f t cresce P0 imagem da função vetorial r (t .v) formado pelas chamadas coordenadas curvilíneas. se ∂x / ∂t ∂x / ∂u ∂ ( x. u = u0 ou v = v 0 . Note . que as curvas coordenadas nesse ponto são distintas. u0 . y . r (t0 . v = ϕ : x = x(r . (Na prática. Considere um ponto P0 do espaço. z ) . u . O sistema composto pelas três equações acima define uma transformação de coordenadas. De modo análogo se deficurva f f O nem a curva de u. logo. ∂r / ∂u e ∂r / ∂v formam um paralelepípedo cujo volume. e a curva de v. ϕ ) = r cos θ r > 0 . portanto. o sistema de coordenadas curvilíneas é dito ortogonal. indicando que esses vetores tangentes são linearmente independentes e. ϕ ) = r sen θ sen ϕ z = z (r . z ) do espaço podemos associar um único terno (t.v 0 ) variando t. z ) . o que implica num jacobiano J = ∂ ( x. ou curvilíneas.v ) . Essas são as chamadas curvas coordenadas. num sistema de coordenadas curvilíneas fixo. Temos assim definidas. r (t . z ) . ϕ ) = r sen θ cos ϕ y = y (r . y . z ) ∈ ( { 3 − eixo z ) e δ como já definido O vetor posição de um ponto do espaço pode ser escrito como uma função vetorial das f f coordenadas cartesianas.v 0 ) mo sendo a curva de t (mostrada na figura à direita). z ) = arctan ( y / x) + δ ) onde ( x. .

as curvas de t e de u bem como os respectivos versores nesse ponto. interceptando-se num ponto P. Ora. é fácil concluir que f f f f f f 1 ∂r 1 ∂r 1 ∂r . xz ou yz. A figura à esquerda abaixo mostra. na qual só t varia. superfícies cônicas (de uma só folha) com o vértice na origem (θ = θ 0 ) e co-axiais com o eixo z bem como semiplanos com a borda no eixo z (ϕ = ϕ0 ) . et = . isto será demonstrado analiticamente mais adiante). é a interseção das superfícies coordenadas u = u0 e v = v 0 . Exemplos: i) No sistema cartesiano: – as curvas da coordenada x são retas paralelas ao eixo x. eθ e eϕ são ortogonais. curva de t f eu P f r curva de u f et curva de ϕ curva de r t cresce u cresce x ϕ z θ r f er f eϕ f eθ y curva de θ Exemplo – O sistema de coordenadas esféricas: Note que: (i) trata-se de um sistema ortogonal (convença-se através da figura acima à dif f f reita que er . ii) No sistema de coordenadas esféricas: – as curvas da coordenada r são semi-retas partindo da origem (raios).73 INTRODUÇÃO AOS TENSORES que uma curva coordenada é a interseção de duas superfícies coordenadas. eu = . – as superfícies coordenadas são superfícies esféricas de centro na origem ( r = r0 ) . denominamo-los versores. a orientação dos versores muda de um ponto a outro. – as superfícies coordenadas são planos paralelos aos planos xy. já dθ e dϕ são ângulos. – as curvas da coordenada θ são semicircunferências centradas na origem que começam e terminam no eixo z.g. ev = ht ∂t hu ∂u hv ∂v (A-8) .. eu e ev vetores unitários e tangentes respectivamente às curvas de t. (iii) dr é um comprimento. apontando na direção de crescimento dessas coordenadas. u e v. a curva de t. e. – uma curva da coordenada ϕ é uma circunferência centrada num ponto do eixo z e paralela ao plano xy. (ii) embora ortogonais em todos os pontos. f f f Sejam et .

Verifiquemo-las. f f f Se et . Note que.eu . Substituindo na Eq. multiplicando o fator de escala de uma coordenada pelo diferencial dela obtemos o elemento de comprimento de arco da sua curva coordenada. f f f as orientações dos versores curvilíneos (em relação aos versores cartesianos i ..u. eu o é à u = const. du e dv não são necessariamente elementos de comprimento de arco (ds) ao longo das curvas coordenadas correspondentes. as coordenadas são ordenadas no terno (t.v ) ez onde e. forme um trio "destro" (i.v ) ex + y (t . todos retos. são ortogonais se o sistema de coordenadas curvilíneas for ortogonal. para os versof f res er e eθ do sistema de coordenadas esféricas: . ∂t ∂t fixos Logo. calculemos um elemento de comprimento de arco na curva coordenada de t: f f iif ∂r ∂r ds = dr u e v = dt = dt = ht dt (se dt > 0 ) . em particular. genericamente. etc). no caso de um sistema ortogonal). em geral. Os versores definem um sistema de eixos local em cada ponto do espaço. as coordenadas t..ev . hu e hv são chamados fatores de escala.e. u . u . etc . então f f f f ∂ r ∂ r ⎛ ∂x f ∂y f ∂z f ∂x f ∂y f ∂z f ⎞ ht hu et ⋅ eu = e y + ez ⎞⎟ ⋅ ⎛⎜ ex + ey + ez ⎟ ⋅ = ⎜ ex + ∂t ∂u ⎝ ∂t ∂t ∂t ⎠ ⎝ ∂u ∂u ∂u ⎠ ∂x ∂x ∂y ∂y ∂z ∂z = + + = 0 . (A-7) as fórmulas de cálculo dos versores. Obviamente.g. temos que.v ) e y + z (t . dt. (A-9) Nota: A partir desse ponto. u e v podem não ter o significado geométrico de comprimento e. nessa ordem. eu e ev são ortogonais. dadas pelas Eqs. Para interpretá-los geometricamente. muito empregadas na Física. obtemos a seguinte fórmula para o jacobiano: f f f J = ht hu hv et ⋅ eu × ev . e com f ∂ r ∂x f ∂y f ∂z f = ex + e y + ez . os versores são normais às superfícies coordenadas ( et é normal à superf fície t = const.v) de modo que et . u . os ângulos entre os eixos podem variar de um ponto a outro e. toda discussão é restrita a coordenadas curvilíneas ortogonais. Nesse caso. Apenas no caso de f um sistema ortogonal. por convef f f niência. portanto. ∂t ∂t ∂t ∂t f ∂r ht ≡ = ∂t 2 2 2 ⎛ ∂x ⎞ + ⎛ ∂y ⎞ + ⎛ ∂z ⎞ . etc . para o qual vale a regra da mão direita). Além disso.INTRODUÇÃO AOS TENSORES 74 f f f f f f f r = x ex + y e y + z ez = x (t . mesmo que esses ângulos permaneçam os mesmos (e.. Eles. obviamente. etc . ∂t ∂u ∂t ∂u ∂t ∂u que são as chamadas relações de ortogonalidade. j e k ) ainda podem mudar de ponto a ponto.. trios "sinistros" (consoante a regra da mão esquerda) também podem ser empregados. ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ ∂t ⎠ ⎝ ∂t ⎠ ⎝ ∂t ⎠ Os parâmetros ht . portanto. (A-8).

y . é dado por f f f iif f ∂r f f f ∂r ∂r dr = d r = dt + du + dv = ht dt et + hu du eu + hv dv ev ∂t ∂u ∂v (A-10) e. volume e área em coordenadas esféricas: f f f f r = ex r sen θ cos ϕ + e y r sen θ sen ϕ + ez r cos θ f f f f ∂r f ∂r = ex sen θ cos ϕ + e y sen θ sen ϕ + ez cos θ ⇒ hr = =1 ∂r ∂r f f f f ∂r f ∂r = ex r cos θ cos ϕ + e y r cos θ sen ϕ − ez r sen θ ⇒ hθ = =r ∂θ ∂θ . o elemento de comprimento arco é iif f f f ds = dr = ht et dt + hu eu du + hv ev dv = ht2 dt 2 + hu2 du 2 + hv2 dv 2 . sendo a diferencial de r (t . o elemento de área de uma superfície coordenada é dado pelo produto dos fatores de escala e os diferenciais das duas coordenadas que variam naquela superfície. ) . A expressão do elemento de área de uma superfície coordenada é a seguinte: dS = (ht dt ) (hu du ) = ht hu dt du (da superfície v = const. uma vez que. (A-12) donde. tendo em conta que dV = | J | dt du dv . Eq. correspondentes às três curvas coordenadas: dV = (ht dt ) (hu du ) (hv dv ) = ht hu hv dt du dv . mutuamente perpendiculares.v ) [cf. (A-11) O elemento de volume pode ser calculado multiplicando-se os três elementos de comprimento de arco. (A-14) isto é. portanto.v ) (A-13) Essa fórmula também pode ser obtida daquela na Eq. z ) = ht hu hv . u. o produto misto tem módulo unitário. tiramos que |J | = ∂ ( x. sendo ortogonais e unitários os versores. ∂ (t . (A-2)]. Exemplo – Os versores e o elemento de comprimento de arco. (A-9). u.75 INTRODUÇÃO AOS TENSORES f f f f r = ex r sen θ cos ϕ + e y r sen θ sen ϕ + ez r cos θ f f f f hr hθ er ⋅ eθ = ( ∂ r / ∂ r ) ⋅ ( ∂ r / ∂θ ) = f f f f f f = (ex sen θ cos ϕ + e y sen θ sen ϕ + ez cos θ ) ⋅ (ex r cos θ cos ϕ + e y r cos θ sen ϕ − ez r sen θ ) = (sen θ cos ϕ ) (r cos θ cos ϕ ) + (sen θ sen ϕ ) (r cos θ sen ϕ ) + (cos θ ) (− r sen θ ) = r'*** + ***************** θ cos θ cos 2 ϕ*( sen************* r sen θ cos θ sen 2 ϕ) − r sen θ cos θ = 0 r sen θ cos θ f O deslocamento infinitesimal.

v ) : f f f ∇f = (∇f )t et + (∇f )u eu + (∇f )v ev iif f f f dr = ht dt et + hu du eu + hv dv ev iif ⇒ df = ∇f ⋅ dr ⇒ ⇒ = ht (∇f )t dt + hu (∇f )u du + hv (∇f )v dv = ∂f ∂f ∂f dt + du + dv ∂t ∂u ∂v (∇f )t = 1 ∂f . 12-2. Laplaciano e Rotacional. hu ∂u (∇f )v = 1 ∂f . Divergência. hy = 1 . dS = hr hθ dr dθ = r dr dθ é o elemento de área da superfície plana ϕ = ϕ 0 = const. Vale a pena listar os fatores de escala dos principais sistemas de coordenadas: • hρ = 1 . hϕ = ρ . hv ∂v . [Este tópico é desenvolvido de outra maneira no item (j) da Seç.] Calculemos o gradiente de uma função escalar f (t . hθ = r . hz = 1 (coordenadas polares) (coordenadas cartesianas) (coordenadas esféricas) (coordenadas cilíndricas) c) Gradiente. hϕ = r sen θ • hρ = 1 . hϕ = ρ • hx = 1 . hz = 1 • hr = 1 . ht ∂t (∇f )u = igualando os coeficientes de dt . du e dv ⇒ (que seiijustifica pelo faf to de dr ser arbitrário) 1 ∂f . dS = hr hϕ dr d ϕ = r sen θ 0 dr d ϕ é o elemento de área da superfície cônica θ = θ 0 = const. u .76 INTRODUÇÃO AOS TENSORES f f f f ∂r ∂r = − ex r sen θ sen ϕ + e y r sen θ cos ϕ ⇒ hϕ = = r sen θ ∂ϕ ∂ϕ f f f f 1 ∂r f er = = ex sen θ cos ϕ + e y sen θ sen ϕ + ez cos θ hr ∂ r f f f f 1 ∂r f = ex cos θ cos ϕ + e y cos θ sen ϕ − ez sen θ eθ = hθ ∂θ f f f f 1 ∂r eϕ = = − ex sen ϕ + e y cos ϕ hϕ ∂ϕ ds = hr2 dr 2 + hθ2 dθ 2 + hϕ2 d ϕ 2 = dr 2 + r 2 dθ 2 + r 2 sen 2 θ d ϕ 2 2 dV = hr hθ hϕ dr dθ d ϕ = r'**(**) sen θ dr dθ d ϕ |J | dS = hθ hϕ dθ dϕ = r02 sen θ dθ d ϕ é o elemento de área da superfície esférica r = r0 = const.

Concluímos que o operador nabla tem a seguinte expressão: f f f et ∂ eu ∂ ev ∂ ∇= + + .v ) f + ev Fv (t . de acordo com o teorema de Gauss. P 0 e P3 . ht ∂t hu ∂u hv ∂v curva de v • Para obter a expressão da divergência de um campo vetorial P3 f f f F (t . temos que f f iif ∇⋅ F (t . sendo o elemento do fluxo em cada face tomado como o vaf iif f lor de F ⋅ dS no vértice da face –– nas faces ortogonais a eu usamos os vértices P 0 e P2 .v ) = et Ft (t .77 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ou seja. cada uma consistindo no fluxo em duas faces opostas de dV. u + du . u. u. o gradiente de f é dado por ∇f = 1 ∂f f 1 ∂f f 1 ∂f f et + eu + ev . ht ∂t (A-16) onde empregamos a regra da cadeia. (A-17) f O fluxo de F na superfície de dV pode ser dividido em três partes. o fluxo nas faces hachuradas na figura é dado por { f iif F ⋅ dS } parte hachurada dV f f ⎡ F ⋅ efu ht dt hv dv ⎤ + ⎡ F ⋅ (−efu ) ht dt hv dv ⎤ ⎣ ⎦ P2 ⎣ ⎦ P0 = ht hu hv dt du dv . v ) e cujos lados são elementos de comprimento de arco das curvas coordenadas.v ) dV = F ⋅ dS f ev • P1 f et curva de t ⇒ { f 1 f iif ∇⋅F = F ⋅ dS dV } superfície de dV . v ) • curva de u • (t + dt . u.v ) + eu Fu (t . u. De modo análogo obtêm-se (∇f )u = (∂f / ∂u ) / hu e (∇f )v = (∂f / ∂v ) / hv . Assim. u . nas f f ortogonais a et . u . com um dos vértices no ponto (t. v ) hu du ht dt considere o elemento de volume dV. { } superfície de dV f eu • P2 hv dv P 0 (t .v ) . u. P 0 e P 1 . ht ∂t hu ∂u hv ∂v ( (A-15) ) Nota: Uma outra maneira de se obter tal expressão do gradiente em coordenadas curvilíneas é a seguinte: (∇f )t f = et ⋅ ∇f = = f 1 ∂r ∇f ⋅ ∂t ht = 1 ∂f f ∂f f ∂f f ⎛ ∂x f ∂y f ∂z f ⎞ ex + ey + ez ⋅ ⎜ ex + ey + ez ⎟ ⎝ ∂t ⎠ ∂y ∂z ∂t ∂t ht ∂x 1 ⎛ ∂f ∂x ∂f ∂y ∂f ∂z ⎞ + + ⎜ ⎟ = ht ⎝ ∂x ∂t ∂y ∂t ∂z ∂t ⎠ 1 ∂f . nas ortogonais a ev . como mostra a figura.

+ + t u u t v v ⎢ ht hu hv ⎣ ∂t ∂u ∂v ⎦ f ∇⋅F = (A-18) ( h1 ∂∂ft ef + h1 ∂∂uf ef + h1 ∂∂vf ef ) ⎤ ∂ 1 ∂f ∂ 1 ∂f 1 ⎡ ∂ 1 ∂f = + h h )+ h h h h ⎢ ( ) ∂v ( h ∂v ) ⎥⎦ ∂u ( h ∂u h h h ⎣ ∂t h ∂t O laplaciano de f (t .78 INTRODUÇÃO AOS TENSORES { } = 1 [ Fu ht hv ] (t . no caso. sendo o elemento de circulação em cada lado to- . v ) ht dt • P3 • (t + dt . ht hu hv ∂t = ∂ 1 ( Fv ht hu ) . u . com um dos vértices no ponto (t . u . encontramos o resultado desejado: 1 ⎡∂ ∂ ∂ ⎤ ( F h h ) ( F h h ) ( Fv ht hu ) ⎥ . v ) • curva de u f eu hu du P2 • (t .v ) e cujos lados são elementos de comprimento de arco ao longo de curvas coordenadas (que são. ht hu hv ∂u { } ∂ ( Fu ht hv ) du ∂u Expressões análogas a esta são obtidas para os outros dois pares de faces opostas: 1 f iif F ⋅ dS dV { 1 f iif F ⋅ dS dV } = ∂ 1 ( Ft hu hv ) .u . calculemos em coordenadas curvilíneas o rotacional do mesmo campo vetorial que empregamos acima no cálculo da divergência. temos que: f f iif f dS ev ⋅∇ × F (t . u + du . A figura mostra um elemento de área dS da superfície coordenada v = const.v ) é facilmente calculado como segue: ∇ 2 f = ∇ ⋅ ∇f = ∇ ⋅ t v u t v u u v t u v t v t { } borda de dS ⇒ u f ev dS = (ht dt ) (hu du ) Por fim. v ) − [ Fu ht hv ] (t . ht hu hv ∂v faces ortof gonais a et faces ortof gonais a ev Adicionando-as.v ) = F ⋅ dr t v u P 0 (t . de acordo com o teorema de Stokes. contidas naquela superfície). as curvas de t e de u. u . u. u . cada uma consistindo na circulação em dois lados opostos de dS. u + du . v ) P1 f et curva de t ( ∇ × F )v f = { f iif 1 F ⋅ dr ht dt hu du } borda de dS .. f A circulação de F na borda de dS pode ser dividida em duas partes.v ) dt dv ht hu hv dt du dv '**************** *(*****************) = 1 ∂ ( Fu ht hv ) .

v ) − ( Fu hu )(t . laplaciano e rotacional em coordenadas esféricas: . dado por ( f f f ∇ × F = et ∇ × F = 1 ht hu hv ) t ( f f + eu ∇ × F ) u ( f f + ev ∇ × F )v ⎧⎪ f ∂ / ∂u ∂ / ∂v f ∂ / ∂t ∂ / ∂v f ∂ / ∂t ∂ / ∂u − hu eu + hv ev ⎨ ht et Fu hu Fv hv Ft ht Fv hv Ft ht Fu hu ⎪⎩ ou f ht et f ∇×F = 1 ht hu hv ∂ ∂t ht Ft f hu eu ∂ ∂u hu Fu ⎫⎪ ⎬ . divergência. Assim.u . Ft ht Note que a ordem das colunas nos determinantes é determinada pela ordem dos versores no 2o f f f f f f f f f membro das fórmulas ev = et × eu . a circulação na borda de dS é { F ⋅ dr } f iif borda de dS { F ⋅ dr } P P = f iif + iiiiiif 0 1 { F ⋅ dr } P P f iif 3 { F ⋅ dr } P P + iiiiiif 2 f iif + iiiiiif 1 3 { F ⋅ dr } P P f iif iiiiiif 2 0 f f f f f f f f = ⎡ F ⋅ et ht dt ⎤ + ⎡ F ⋅ (−et ) ht dt ⎤ + ⎡ F ⋅ eu hu du ⎤ + ⎡ F ⋅ ( −eu ) hu du ⎤ ⎣ ⎦ P0 ⎣ ⎦ P2 ⎣ ⎦ P1 ⎣ ⎦ P0 = ⎡ ( Ft ht )(t .u .v ) ⎤ dt + ⎡ ( Fu hu )(t + dt . ⎭⎪ f hv ev ∂ ∂v .u + du . então. ( Fu hu ) − ( Ft ht ) ⎥ dt du = ht dt hu du ⎢⎣ ∂t ht hu Ft ht Fu hu ∂u ⎦ De modo análogo encontramos f f ∂ / ∂u ∂ / ∂v f( e et ∇ × F )t = t hu hv Fu hu Fv hv .v ) ⎤ du ⎣'**************(**************⎦) ⎣'**************(**************)⎦ − ∂ ( Ft ht ) du ∂u ∂ ( Fu hu ) dt ∂t ∂ ⎡∂ = ⎢ ( Fu hu ) − ( Ft ht ) ⎤⎥ dt du . (A-19) hv Fv Exemplo – Gradiente. f f ∂ / ∂v f ( e eu ∇ × F )u = u ht hv Fv hv ∂ / ∂t . ∂u ⎣ ∂t ⎦ Substituindo. et = eu × ev e eu = ev × et .79 INTRODUÇÃO AOS TENSORES iiiiif iiiiif f iif mado como o valor de F ⋅ dr na extremidade do lado: P 0 no lado P 0 P 1 e P2 no lado P 3 P 2 iiiiif iiiiif bem como P 0 no lado P 2 P 0 e P 1 no lado P 1 P 3 (lados orientados positivamente em relação à f normal ev ). O rotacional é. obtemos f f ev ( ∇ × F )v = f f ev ev ∂ / ∂t ∂ / ∂u ∂ ⎡∂ ⎤ .u .v ) − ( Ft ht )(t .

. temos que: ∇f = 1 ∂f f 1 ∂f f 1 ∂f f er + eθ + eϕ hr ∂ r hθ ∂θ hϕ ∂ϕ f ∇⋅F = = ∂f f 1 ∂f f 1 ∂f f er + eθ + eϕ r ∂θ r sen θ ∂ϕ ∂r ⎡ ∂ ⎤ ∂ ∂ 1 ⎢ ∂ ( Fr hθ hϕ ) + ∂ ( Fθ hr hϕ ) + ∂ ( Fϕ hr hθ ) ⎥ θ ϕ hr hθ hϕ ⎣ r ⎦ ⎡ ∂ 2 ⎤ ∂ ∂ ⎢ ∂ (r sen θ Fr ) + ∂θ (r sen θ Fθ ) + ∂ϕ (r Fϕ ) ⎥ r sen θ ⎣ r ⎦ ∂ 1 ∂ 2 1 1 ∂Fϕ = 2 (r Fr ) + (sen θ Fθ ) + r sen θ ∂θ r sen θ ∂ϕ r ∂r = 1 2 ( ) ( ) ⎡ ∂ ∂f ⎤ ∂ 1 ∂f ∂ 1 1 ∂f = r sen θ ) + r sen θ ) + r )⎥ ( ⎢ ( ( ∂θ r ∂θ ∂ϕ r sen θ ∂ϕ ⎦ r sen θ ⎣ ∂ r ∂ r ∇2 f = ⎡ ∂ 1 ∂f 1 ∂ 1 ∂f ∂ ⎛ 1 ∂f ⎞⎤ hθ hϕ + hr hϕ + h h ⎢ r θ ⎟⎥ ⎜ ∂θ hθ ∂θ ∂ϕ ⎝ hϕ ∂ϕ hr hθ hϕ ⎢⎣ ∂ r hr ∂r ⎠ ⎥⎦ 2 2 = ∂f ⎞ ∂ ⎛ ∂2 f 1 ∂ ⎛ 2 ∂f ⎞ 1 1 + + θ r sen ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ∂θ ⎠ r 2 sen 2 θ ∂ϕ 2 r 2 ∂r ⎝ ∂ r ⎠ r 2 sen θ ∂θ ⎝ f hr er f ∇×F = 1 hr hθ hϕ ∂ ∂r hr Fr f hθ eθ f hϕ eϕ ∂ ∂θ ∂ ∂ϕ hθ Fθ = f er f r eθ f r sen θ eϕ Fr r Fθ r sen θ Fϕ ∂ r sen θ ∂r 1 2 hϕ Fϕ ∂ ∂θ ∂ ∂ϕ Para dar um exemplo concreto do cálculo do rotacional. hθ = r e hϕ = r sen θ . considere o campo vetorial dado por f f f f θ sen ϕ cos ϕ)) eθ + ('*****(*****) F = ('******* r sen 2θ *(******** r sen θ cos*(********** r sen θ cos 2ϕ ) eϕ . θ .80 INTRODUÇÃO AOS TENSORES f f f Considere o campo escalar f ( r . sen ϕ cos ϕ)) er + ('********* Fθ Fr Fϕ temos que f r 2 sen θ ∇ × F = f ⎡ ∂ (r sen θ Fϕ ) ∂ (r Fθ ) ⎤ f = er ⎢ − ⎥ + r eθ ∂θ ∂ϕ ⎦ ⎣ ⎡ ∂Fr ∂ (r sen θ Fϕ ) ⎤ f ⎡ ∂ (r Fθ ) ∂Fr ⎤ − − ⎢ ⎥ + r sen θ eϕ ⎢ ⎥ .θ . ∂r ∂θ ⎦ ⎣ ∂r ⎣ ∂ϕ ⎦ Efetuando as contas chegamos ao resultado f f f ∇ × F = er cos θ − eθ sen θ . ϕ ) = Fr er + Fθ eθ + f Fϕ eϕ . Tendo em conta que hr = 1 . ϕ ) e o campo vetorial F (r .

∂x =u ∂u ∂x = −v ∂v ∂z =0 ∂u ∂z =0 ∂v ∂y =v ∂u ∂y =u ∂v ∂x ⎫ =0 ⎪ ∂z ⎪ ⎪⎪ ∂y =0 ⎬ ⇒ ∂z ⎪ ⎪ ∂z =1 ⎪ ∂z ⎭⎪ f ∂r hu = = ∂u f ∂r hv = = ∂v u +v 2 u +v 2 2 2 e f f f ∂r f ∂x f ∂y f ∂z = ex + ey + ez = u ex + v e y ∂u ∂u ∂u ∂u f f ∂x f ∂y f ∂z f f ∂r = ex + ey + ez = −v ex + u e y ∂v ∂v ∂v ∂v f ∂r f ∂x f ∂y f ∂z f = ex + ey + ez = ez ∂z ∂z ∂z ∂z f f f f 1 ∂r u ex + v e y = eu = hu ∂u u 2 +v 2 f −v ef + u ef f 1 ∂r x y = ev = hv ∂v u 2 +v 2 e f ∂r hz = =1 ∂z ⎧ ⎪ ⎪ ⎪⎪ ⎨ ⎪ ⎪ ⎪ ⎩⎪ e f f 1 ∂r f ez = = ez hz ∂z ■ ■ ■ b) Mostre que o sistema é ortogonal. Exercício do uso de coordenadas curvilíneas Exercício 1: Considere as coordenadas cilíndricas parabólicas (u .v .v . y = uv . f f −uv + v u eu ⋅ ev = =0 . assim se obtendo o rotacional em coordenadas f f cartesianas. podemos então notar que o campo vetorial considerado é F = x e y (de f f f f fato.81 INTRODUÇÃO AOS TENSORES É instrutivo substituir nesta equação as expressões dos versores esféricos em termos dos f f f versores cartesianos(∗) ∇ × F = ez = ∇ × ( x e y ) . nas quais. substitua nesta equação x = r sen θ cos ϕ e e y = er sen θ sen ϕ + eθ cos θ sen ϕ + eϕ cos ϕ e obtenha a expressão original do campo em coordenadas esféricas). a) Determine os fatores de escala e os versores. z = z [u. z ∈ { ] . u 2 +v 2 (∗) Relações entre os versores esféricos e cartesianos: f f f f ⎧ er = ex sen θ cos ϕ + e y sen θ sen ϕ + ez cos θ ⎪⎪ f f f f ⎨ eθ = ex cos θ cos ϕ + e y cos θ sen ϕ − ez sen θ f f ⎪f ⎩⎪ eϕ = − ex sen ϕ + e y cos ϕ f f eu ⋅ ez = 0 . definidas pela seguinte lei de transformação entre as coordenadas cartesianas e elas: x = (u 2 −v 2 ) / 2. f f ev ⋅ ez = 0 ■ f f f f ⎧ ex = er sen θ cos ϕ + eθ cos θ cos ϕ − eϕ sen ϕ ⎪f f f f ⇔ ⎨ e y = er sen θ sen ϕ + eθ cos θ sen ϕ + eϕ cos ϕ f f ⎪f ⎩ ez = er cos θ − eθ sen θ . z ) .

(#). (†) as expressões dos versores cartesianos em termos dos versores curvilíneos obtidas no item (d).82 INTRODUÇÃO AOS TENSORES f f f f c) Expresse o campo vetorial A = z ex + 2 x e y − 3 y ez nesse sistema . (†) está expresso na mesma forma do vetor A dado no item (c) pela Eq. ⎧ u ef + v ef = u 2 +v 2 ef ( I ) x y u ⎪ Já deduzimos que ⎨ f f f ⎪⎩ −v ex + u e y = u 2 +v 2 ev (II) Fazendo (I) × u − (II) × v e f f f u eu − v ev ex = u 2 +v 2 (I) × v + (II) × u . obtemos f f f v eu + u ev ey = e ■ u 2 +v 2 (#) e) Expresse a velocidade de uma partícula neste sistema. . (∗). f drf f f f V = = x$ ex + y$ e y + z$ ez dt ∂x ∂x ∂x v$ + z$ = u u$ − v v$ x$ = u$ + f f f f ∂u ∂v ∂z ⇒ V = (u u$ − v v$ ) ex + (v u$ + uv$ ) e y + z$ ez ∂y ∂y ∂y v$ + z$ = v u$ + uv$ y$ = u$ + ∂u ∂v ∂z ∂z ∂z ∂z v$ + z$ = z$ (óbvio) z$ = u$ + ∂u ∂v ∂z (†) f f O vetor V na Eq. logo. dadas pela Eq.v . f f f f A = z e x + (u 2 − v 2 ) e y − 3 u v e z (∗) f f f f f f − zv + (u 2 −v 2 ) u z u + (u 2 −v 2 )v Au = A ⋅ eu = . Az = A ⋅ ez = −3 uv u 2 +v 2 u 2 +v 2 f f f f f z u + (u 2 −v 2 )v f − z v + (u 2 −v 2 ) u f A(u. Av = A ⋅ ev = . podemos prosseguir segundo o método daquele item: f f f f f f f f f f V = (V ⋅ eu ) eu + (V ⋅ ev ) ev + (V ⋅ ez ) ez = = f (u u$ − v v$ ) u + (v u$ + uv$ )v f (u u$ − v v$ ) (−v ) + (v u$ + uv$ ) u f eu + ev + z$ ez u 2 +v 2 u 2 +v 2 f (u 2 +v 2 ) u$ f (u 2 +v 2 )v$ f eu + ev + z$ ez = u 2 +v 2 u 2 +v 2 f f f u 2 +v 2 (u$ eu + v$ ev ) + z$ ez ■ Um segundo modo de obter esse resultado consiste em substituir na Eq. z ) = Au eu + Av ev + Az ez = eu + ev − 3 uv ez u 2 +v 2 u 2 +v 2 ■ d) Expresse os versores cartesianos em termos dos versores curvilíneos.

a divergência. ds 2 = hu2 du 2 + hv2 dv 2 + hz2 dz 2 = (u 2 +v 2 ) du 2 + (u 2 +v 2 ) dv 2 + dz 2 ■ g) Determine o elemento de volume e o jacobiano da transformação para as coordenadas curvilíneas. f Sejam f (u . no lugar de Bu . z ) e B (u .83 INTRODUÇÃO AOS TENSORES f) Determine o quadrado do elemento de comprimento de arco. tendo em conta que ∇ 2 f = ∇ ⋅ ∇f . z ) = hu hv hz = u 2 +v 2 ■ h) Expresse o gradiente. o laplaciano e o rotacional no sistema curvilíneo dado.v . Bv e Bz . z ) ∂ (u . podemos usar a f f expressão acima do ∇ ⋅ B com B = ∇f .) . y . z ) campos escalar e vetorial respectivamente.v . os já calculados componentes de ∇f : ∇2 f = = = ( ⎡ ∂ (∇f )u 2 2 ⎢ ∂u u +v ⎣ 1 ⎡ ∂ ⎛ ∂ f / ∂u ⎜ ⎢ u +v ⎣ ∂u ⎝ u 2 +v 2 1 2 2 ( ∂ (∇f )u ∂v ) ⎤ ∂ (∇f ) z u 2 +v 2 ⎥ + ∂z ⎦ ∂ ⎛ ∂ f / ∂v ⎞ u 2 +v 2 ⎟ + ⎜ ⎠ ∂v ⎝ u 2 +v 2 ⎡ ∂2 f ∂2 f ⎤ ∂2 f + ⎢ ⎥+ u 2 +v 2 ⎣ ∂u 2 ∂v 2 ⎦ ∂z 2 1 ) u 2 +v 2 + ⎞⎤ ∂ ∂f ⎞ u 2 +v 2 ⎟ ⎥ + ⎜⎛ ⎟ ⎠ ⎦ ∂z ⎝ ∂z ⎠ ■ (É claro que também podemos empregar diretamente a expressão ∇2 f = ∂ ⎡ hz hu ∂ f ⎤ ∂ ⎡ hu hv ∂ f ⎤ ⎫ 1 ⎧ ∂ ⎡ hv hz ∂ f ⎤ + + ⎨ ⎢ ⎬ hu hv hz ⎩ ∂u ⎣ hu ∂u ⎥⎦ ∂v ⎢⎣ hv ∂v ⎥⎦ ∂z ⎢⎣ hz ∂z ⎥⎦ ⎭ do laplaciano para nela substituir os fatores de escala já calculados e obter o mesmo resultado. ou seja. Temos que f f f eu ∂ f ev ∂ f ez ∂ f ∇f = + + = hu ∂u hv ∂v hz ∂z = u 2 +v 2 ∂f + ∂u f ev u 2 +v 2 ∂f f ∂f + ez ∂v ∂z ∂ ∂ 1 ⎡ ∂ ( Bu hv hz ) + ( Bv hu hz ) + ( Bz hu hv ) ⎤⎥ ⎢ hu hv hz ⎣ ∂u ∂v ∂z ⎦ f ∇⋅B = = f eu ( ⎡ ∂ Bu ⎢ u +v ⎣ ∂u 1 2 ( 2 ⎡ ∂ Bu u +v ⎢⎣ ∂u 1 2 2 ) u 2 +v 2 + ) u 2 +v 2 + ( ∂ Bv ∂v ( ∂ Bv ∂v ) u 2 +v 2 + ) ( ■ ) ∂ ⎤ Bz (u 2 +v 2 ) ⎥ ∂z ⎦ ⎤ ∂B u 2 +v 2 ⎥ + z ⎦ ∂z ■ Para obter a expressão do laplaciano. substituir nela. dV = hu hv hz du dv dz = (u 2 +v 2 ) du dv dz ■ ∂ ( x.v .

z ) = (u 2 +v 2 ) −1 ⎢ ⎣ ∂u ( ) u 2 +v 2 + ( ∂ Av ∂v ) ( ) ⎤ ∂A u 2 +v 2 ⎥ + z ⎦ ∂z ) ∂ ⎡ ∂ ⎤ ∂ (−3uv ) z u + (u 2 −v 2 )v + = (u 2 +v 2 ) −1 ⎢ − z v + (u 2 −v 2 ) u ⎥ + ∂v ∂z ⎣ ∂u ⎦ = (u 2 +v 2 ) −1 ⎡⎣ ( z + 2uv ) + ( − z − 2uv ) ⎤⎦ + 0 = 0 ■ ROTACIONAL: f ex f ∇ × A ( x.v . u 2 +v 2 u 2 +v 2 = f ∂Ay ∂Az ∂A ∂ ∂ ∂ ( z ) + (2 x) + (−3 y ) = 0 ■ ∇⋅ A ( x. Faça os cálculos também em coordenadas cartesianas. onde A (r ) é o campo vetorial dado no item (c). z ) = x + + = ∂x ∂y ∂z ∂x ∂y ∂z ( f ⎡ ∂ Au ∇⋅ A (u. z ) = ∂ / ∂x Ax f ey ∂ / ∂y Ay f ∇ × A (u. z ) = = f ez f ex ∂ / ∂z = ∂ / ∂x Az z 1 u +v 2 2 1 u 2 +v 2 ∂ / ∂y 2x f u 2 +v 2 eu ∂ / ∂u u 2 +v 2 Au f u 2 +v 2 eu ∂ / ∂u z u + (u 2 −v 2 )v f ey f ez f f f ∂ / ∂z = ex (−3) + e y (1) + ez (2) ■ −3 y f u 2 +v 2 ev ∂ / ∂v u 2 +v 2 Av f ez ∂ / ∂z Az f u 2 +v 2 ev ∂ / ∂v − z v + (u 2 −v 2 ) u ( f ez ∂ / ∂z −3 uv f f f = (u 2 +v 2 )−1 ⎡ u 2 +v 2 eu ( −3u + v ) + u 2 +v 2 ev ( u + 3v ) + ez 3u 2 −v 2 − u 2 + 3v 2 '****(**** ⎢ '***f*(**** f ) f f ) −v ex + u e y ⎢⎣ u ex + v ey ⎡f = (u 2 +v 2 )−1 ⎢ex ⎣ f f ⎛− 3u 2 + v u − uv − 3v 2 ⎞ + ey ⎛ − 3uv + v 2 + u 2 + 3uv ⎞ + ez '********(********) '********(********) ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ u 2 +v 2 −3 (u 2 +v 2 ) ⎝ ⎠ ⎝ ⎠ f f f = −3 e x + e y + 2 e z ■ )⎤⎥ ⎥⎦ ⎛ 2'***(***) u 2 + 2v 2 ⎞ ⎤ ⎜ ⎟⎥ ⎝ 2 ( u 2 +v 2 ) ⎠ ⎦ . obtendo. calcule ∇⋅ A e f f f ∇ × A . obviamente.v . o mesmo resultado.84 INTRODUÇÃO AOS TENSORES f ∇× B = 1 hu hv hz f hu eu ∂ / ∂u f hv ev ∂ / ∂v hu Bu hv Bv f u 2 +v 2 eu ∂ / ∂u f hz ez 1 ∂ / ∂z = 2 2 u +v hz Bz f u 2 +v 2 ev ∂ / ∂v u 2 +v 2 Bu u 2 +v 2 Bv f ez ∂ / ∂z Bz f i) Usando as expressões da divergência e do rotacional obtidas no item (h). y. f f f f A = z ex + 2 x e y − 3 y ez DIVERGÊNCIA: f z u + (u 2 −v 2 )v f − zv + (u 2 −v 2 ) u f eu + ev − 3 u v ez . y.

ϕ . h2 e h3 . θ . respectivamente. esféricas (r . θ . temos que 2 2 ∑ hi2 dui2 3 i =1 dt 2 = 1 m∑ hi2 u$i2 . z ) iif f dS = dS eϕ dS = hρ d ρ hz dz = d ρ dz r0 superfície esférica dS = hθ dθ hϕ dϕ = r02 sen θ dθ d ϕ y x Coordenadas esféricas (r . ϕ ) iif f dS = dS eθ z θ0 x dS = hr dr hθ dθ = r dr dθ Coordenadas esféricas (r . ϕ ) iif f dS = dS er z superfície cônica Coord. ϕ . cujos fatores de escala são h1 . u2 e u3 . obtenha a expressão da energia cinética de uma partícula em termos dos momentos canônicos pi = ∂T / ∂u$i (potencial independente das velocidades). T = ds ⎞ 1 1 1 ds 1 mv 2 = m ⎛⎜ ⎟ = m 2 = m 2 2 ⎝ dt ⎠ 2 dt 2 Por outro lado. 2 i . z ) iif f dS = dS eρ superfície cilíndrica dS = hϕ d ϕ hz dz = ρ d ϕ dz y x z porção de plano x ϕ0 y Coord.85 INTRODUÇÃO AOS TENSORES iif Exercício 2: Escolha um sistema de coordenadas apropriado e calcule dS e dS para cada superfície: z ρ0 Coordenadas cilíndricas ( ρ . θ . cilíndricas ( ρ . ϕ ) iif f dS = dS eϕ dS = hr dr hϕ d ϕ = r sen θ 0 dr d ϕ y Exercício 3: No sistema de coordenadas curvilíneas u1 .

( )( f f f f ∂ f ∂ eθ ∂ eθ ∂ 2 ⋅ eϕ − ( r × ∇ ) = eϕ − ∂θ sen θ ∂ϕ ∂θ sen θ ∂ϕ ( ) ) f f f eθ ∂ eθ eθ f ∂ ⎛f ∂ ⎞ f ∂ ∂ ⎛f ∂ ⎞ ∂ ⎛f ∂ ⎞ = eϕ ⋅ − ⋅ ⋅ ⎜ eϕ ⎟ − eϕ ⋅ ⎜ eϕ ⎟+ ⎜ eθ ⎟ 2 ∂θ ⎝ ∂θ ⎠ ∂θ sen θ ∂ϕ sen θ ∂ϕ ⎝ ∂θ ⎠ sen θ ∂ϕ ⎝ ∂ϕ ⎠ . com ∇ 2r ψ ≡ ∂ 2ψ ∂r 2 2 ∂ψ + r ∂r ∂ψ ⎞ 1 ∂ ⎛ 1 ∂ 2ψ ∇Ω ψ ≡ . $ $ 2 2 u u ∂ ∂ i j j mi T = { 10 sese jj ≠= ii 2 1 1 m∑ hi2 ( pi mhi2 ) = pi2 hi2 . onde. No sistema de coordenadas esféricas. temos que T = pϕ2 ⎞ pϕ2 pθ2 1 ⎛ pr2 1 ⎛ 2 pθ2 ⎞ + + = + + p ⎜ 2 ⎟ ⎜ r ⎟ . ∂u$ 2j 1 ∂u$ j 1 2 = m ∑ hj = m ∑ h 2j 2 u$ j = m hi2 u$i ⇒ u$i = pi / mhi2 . em coordenadas esféricas. mostre que f ∂ 2ψ ∂ψ (r × ∇)2ψ = r 2 ∇ 2ψ − r 2 2 − 2r ∂r ∂r f 2 ⎡⎣i. 2 2 2 2 2 2m ⎝ hr hθ hϕ ⎠ 2m ⎝ r r sen θ ⎠ Nota: O aluno que não se sente confortável com as operações com diferenciais acima. (r × ∇) 2ψ = r 2 (∇ 2ψ − ∇ r2ψ ) = ∇ Ω ψ ⎤⎦ . ⎜ sen θ ⎟+ ∂θ ⎠ sen 2 θ ∂ϕ 2 sen θ ∂θ ⎝ 2 e Temos que f f f eϕ eθ ∂ f f ⎛ f ∂ eθ ∂ ∂ ⎞ f ∂ + + − r × ∇ = r er × ⎜ er . imagine-as realizadas antes de se tomar o limite: 2 2 2 ⎛ ds ⎞ = lim ⎛ Δs ⎞ = lim (Δs) = lim ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎝ dt ⎠ Δt →∞ ⎝ Δt ⎠ Δt →∞ (Δt )2 Δt →∞ Exercício 4: ∑ hi2 (Δui )2 3 i =1 (Δt ) 2 2 2 ⎛ Δui ⎞ h ∑ i ⎜⎝ Δt ⎟⎠ = Δt →∞ i =1 = lim 3 Δui ⎞2 2 ⎛ lim h ∑ i ⎜⎝ Δt →∞ Δt ⎟⎠ = i =1 3 ∑ hi2 u$i2 3 i =1 .θ .e. entre os colchetes acima. ϕ ) = ∇ 2r ψ + 1 r 2 2 ∇Ω ψ . ∑ 2 i 2m i Por exemplo. ⎟ = eϕ ∂θ sen θ ∂ϕ r ∂θ r sen θ ∂ϕ ⎠ ⎝ ∂r logo..86 INTRODUÇÃO AOS TENSORES 1 ∂T ∂ pi = = m 2 ∂u$i ∂u$i ∑ h 2j u$ 2j j Logo. fizemos uso da seguinte notação para o laplaciano: ∇ 2ψ (r .

76. por exemplo. ∂eθ / ∂θ = eϕ cos θ . na Mecânica Quântica. o operador assof f ciado ao momento angular quadrático a partir dos operadores associados à posição.87 INTRODUÇÃO AOS TENSORES f f f ⎛ ∂eϕ ∂ f ∂ 2 ⎞ f ⎡ ∂eθ 1 ∂ f ∂ ⎛ 1 ∂ e e = eϕ ⋅ + eϕ − ⋅ + ⎜ ϕ θ 2 ⎟ ⎢ ∂θ sen θ ∂ϕ ⎜⎜ ∂θ ∂θ ∂θ ⎝ sen θ ∂ϕ θ ∂ ⎟ m m ⎢⎣ − ef ⎝ 0f ⎠ r f f f f 2 ∂eϕ ∂ eθ eθ ∂eθ ∂ f ∂ f ∂2 ⎞ ⎛ ⎛ − ⋅ + eϕ + ⋅ + eθ ∂ϕ ∂θ ∂ϕ ∂θ ⎟ sen 2 θ ⎜ m ∂ϕ ∂ϕ sen θ ⎜ m ∂ϕ 2 ⎜f ⎟ ⎜ f ⎝ eϕ cosθ ⎜ − efr sen θ ⎟ ⎝ − eθ cosθ ⎠ = ∂2 ∂θ 2 donde −0+ ⎞⎤ ⎟⎥ ⎠ ⎥⎦ ⎞ ⎟ ⎟ ⎠ Vide a nota (∗) ao final cos θ ∂ 1 ∂2 + . pˆ = −i¥∇ : ( f f « L 2 = rˆ × pˆ –––––––––– ) 2 f f 2 2 2 = ( r × (− i¥∇) ) = −¥ 2 ( r × ∇ ) = −¥ 2∇Ω ψ . ∂eϕ / ∂θ = 0 e ∂eϕ / ∂ϕ = −er sen θ − eθ cos θ . e ao f momento linear. (∗) . f f Das expressões dos versores eθ e eϕ em componentes cartesianos obtidos na p. para se obter. sen θ ∂θ sen 2 θ ∂ϕ 2 f ( r × ∇ )2 ψ = ∂ψ ⎞ 1 ∂ ⎛ 1 ∂ 2ψ 2 + = ∇Ω θ ψ ■ sen ⎜ ⎟ 2 2 ∂θ ⎠ sen θ ∂ϕ sen θ ∂θ ⎝ Esta fórmula é usada. o estudante pode facilmenf f f f f f f f f te deduzir que ∂eθ / ∂θ = −er . rˆ = r .

os cálculos são consideravelmente reduzidos. podendo. e2 . é condicionado a variar de 1 a 3 para gerar os termos que são somados. y j δ ij ] ∑ xi y j ei ⋅ e j = ∑ xi y j δ ij = ∑ xi [ ∑ m f i. j . dizemos que i é índice de somatório ou mudo. pois a sua variação indica as expressões que são somadas. a) Representação vetorial na base canônica do { 3 f f f f x = x1e1 + x2 e2 + x3 e3 x3 = f e3 x1 f e2 f e1 ∑ xi ei i =1 ⎧ 0 se i ≠ j ⎩ 1 se i = j onde δ ij ≡ ⎨ x2 i j ∑ xi [ yi δmii ] = ∑ xi yi i f f ei ⋅ e j = δ ij . x = xi ei f = x j e j . onde esses instrumentos mostram toda a sua praticidade. Antes de estudar. Juntamente com o delta de Kronecker e o símbolo de Levi-Civita apresentados abaixo. obviaf f mente. j i j ≠ 0 só se j = i (B-2) i c) A convenção de Einstein para somatórios Índices repetidos indicam um somatório. e3 } é ortonormal: 1 (B-1) é o delta de Kronecker. pois não é livre para apresentar qualquer um dos três valores possíveis. estando ligado a um somatório. ou seja. simplifica consideravelmente a notação de expressões que envolvem somatórios. Nesta equação. . pelo contrário. ser substituído por qualquer outro que não esteja sendo utilizado. x = xi ei = x1 e1 + x2 e2 + x3 e3 . Exemplos: δ kl Akij = Alij . f i. não obstante a sua simplicidade. por exemplo. f 3 b) Produto escalar f f f f x ⋅ y = ( ∑ xi ei ) ⋅ ( ∑ y j e j ) = = f f f A base {e1 . o aluno constatará a importância das técnicas apresentadas. Tal índice também é chamado de ligado. é necessário que o aluno aprenda a utilizá-los com destreza. Já aqui. f f f f f 3. no nosso caso. demonstrando fórmulas da Análise Vetorial e do Cálculo Matricial. com os mesmos variando de 1 a. por exemplo. Observe o uso dessa convenção no caso de produtos escalares: f f f f • x ⋅ y = xi ei ⋅ y j e j = xi y j δ ij = xi yi ou x j y j f f f f • x ⋅ ei = x j e j ⋅ ei = x j δ ij = xi f • | x | 2 = xi xi = xi2 (o que justifica admitir o índice i em xi2 repetido e indicando um somatório) Note o procedimento para realizar somatórios envolvendo o delta de Kronecker: se o índice k de δ kl aparecer repetido (indicando um somatório). suprimimos esse delta de Kronecker e fazemos o outro índice k igual a l (assim efetuando tal somatório).88 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Apêndice B – A convenção de Einstein para somatórios Equation Section (Next) Einstein teve uma idéia que. o Cálculo Tensorial. Esse é o objetivo desta seção.

[Outro modo de obter as tríades assim classificadas consiste em lê-las ao longo da circunferência à direita: no sentido horário obtemos as tríades pares e no anti-horário. se Vi for o autovetor correspondente ao i-ésimo autovalor λi da matriz A. as ímpares. respectivamente: f f f ⎧ e1 × e2 = e3 f ⎪f f (vale a regra da mão direita) ⎨ e2 × e3 = e1 f f f ⎪e × e = e 2 ⎩ 3 1 1 3 2 f e3 f e1 f e2 Agora.j .] f f f f ii) Observe que ei × e j = ek ou − ek . 2. para ser restaurada à tríade 1-2-3. isso deverá ser dito explicitamente.3 e j = 1. então f f AVi = λi Vi (sem somatório em i ).89 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Aij A jk δ kl = Aij A jl . d) Produto vetorial i) Uma permutação par (ímpar) da tríade 1-2-3 é outra tríade dos mesmos algarismos que. considere a seguinte definição: E ijk ⎧ 1 se i . já 2-1-3. Quanto ao índice i. 2. ∑ ∑ aij xi x j .j . 1-3-2 e 3-2-1 são as permutações ímpares. Assim. caso i-j-k seja uma permutação par ou ímpar de 1-2-3. é denotada por aij xi x j . Um outro exemplo que bem elucida a convenção do somatório é o formado pela expressão aij x j (i = 1. 2-3-1 e 3-1-2 são as permutações pares de 1-2-3. sendo por isso chamado de índice livre ou identificador. δ kl δ km = δ lm . 2. 3 e identifica cada uma das três expressões.k for uma permutação par de 1-2-3 ⎪ ≡ ⎨ − 1 se i .3. é necessário um número par (ímpar) de transposições de algarismos adjacentes. Duas outras formas usadas para indicar que não há somatóf f rio num índice repetido consistem em colocá-lo entre parênteses ⎡⎣ AV(i ) = λ(i ) V(i ) ⎤⎦ ou pô-lo f f maiúsculo ⎡⎣ AVI = λI VI ⎤⎦ . f Por exemplo. 3 Já a forma quadrática 3 i = 1 j =1 Quando um índice repetido não indicar um somatório. que representa as três expressões lineares seguintes: ⎧ a11 x1 + a12 x2 + a13 x3 + a14 x4 ⎪ ⎨ a21 x1 + a22 x2 + a23 x3 + a24 x4 ⎪a x + a x + a x + a x 32 2 33 3 34 4 ⎩ 31 1 O índice j é o do somatório (mudo). ele pode ter qualquer dos valores i = 1. 1-2-3. com 9 termos.k for uma permutação ímpar de 1-2-3 ⎪ 0 se dois ou mais índices forem iguais ⎩ (B-3) . 4) .

..... ou f f f f f z = x × y = zm em = E ijm xi y j em . f f f (B-8) através da qual obtemos f f f f f f f f f f f zm = z ⋅ em = x × y ⋅ em = xi ei × y j e j ⋅ em = ei × e j ⋅ em xi y j = E ijm xi y j ................ se i = j então essa equação é claramente verdadeira (ambos membros se anulam)................... Tal é o chamado símbolo de permutação ou de Levi-Civita.... divergência de V ∇2φ = ∂i ∂iφ . de os índices de E ijk formarem uma permutação par ou ímpar de 1-2-3. laplaciano de φ .... aquele em f f que k ≠ i e k ≠ j ...... (B-7) f f f Uma outra maneira de deduzir essas expressões do produto vetorial z = x × y e do seu componente zm consiste em primeiramente verificar que E ijk = ei × e j ⋅ ek .... E123 = E 231 = E 312 = 1 ..... respectivamente.INTRODUÇÃO AOS TENSORES 90 ou seja.................... f f f f iii) O produto vetorial de vetores genéricos x = xi ei e y = y j e j é dado por f f f f f f x × y = xi ei × y j e j = xi y j ei × e j ⇒ f f f x × y = xi y j E ijk ek ..... gradiente de φ f f ∇ ⋅ V = ∂iVi . de acordo com o item (d-ii)... (B-5) De fato................. etc. E122 = E131 = E 332 = 0 ........ (B-6) Verifique esta fórmula atribuindo os valores 1............... operador nabla f ∇φ = ei ∂ iφ . Observe que E ijk = (−1) P ........ (B-9) e) Operações diferenciais (coordenadas cartesianas) f f f Sendo r = xi ei o vetor posição..... E132 = E 213 = E 321 = −1 ........ Observe que.... Já quando i ≠ j . temos que: f f f ei × e j = E ijk ek ...... dependendo.......... 2 e 3 aos índices................. o somatório no membro direito apresenta apenas um termo não nulo........... Temos também que f f f f f f f z = x × y ⇒ zm = z ⋅ em = xi y j E ijk ek ⋅ em = xi y j E ijk δ km ⇒ f f ⇒ zm = ( x × y ) m = E ijm xi y j .. podemos denotar o campo escalar φ (r ) e o vetorial f f f V (r ) respectivamente por φ ( xi ) e V ( xi ) bem como o operador ∂ / ∂xi por ∂i para escrever de uma forma sucinta o seguinte: f ∇ = ei ∂ i ..... (B-4) onde P é o número de transposições de índices adjacentes em E ijk que os põem na ordem 1-2-3...... ele é então reduzido a + ek ou −ek ..............

.... da última identidade acima.......... Para verificar as demais... respectivamente. obtemos a anterior: ... rotacional de V f f (∇ × V ) k = E ijk ∂ iV j ....................... j e k........ obtemos a antepenúltima: E imk E lmk = δ il δm δ ml) ⇒ E mki E mkl = 2 δ il ....... mm − δ '*im *(** 3 δ il que é a Eq.. usamos o fato de que.... obtemos a penúltima: E ijk E lmk δ il = δ jl δ kl δ im δ ik δ jm δ jk = δ il δ jm δm kk + δ ik δ jl δ km + δ im δ jk δ kl − δ il δ jk δ km − δ im δ jl δ kk m δ km δ kk 3 '***(***) δ im δ jl '***(***) δ im δ jl '***(***) δ il δ jm 3 − δ ik δ jm δ kl = (3 − 2) δ il δ jm + (2 − 3) δ im δ jl = δ il δ jm − δ im δ jl .... laplaciano de V f f f ∇ × V = E ijk ∂ iV j ek ... (B-13)....91 INTRODUÇÃO AOS TENSORES f f f ∇ 2V = ei ∂ j ∂ j Vi .... mas com m.... podemos demonstrar que δ ii = 3 .... k-ésimo componente de ∇ × V f) Identidades envolvendo o delta de Kronecker e o símbolo de Levi-Civita Partindo das definições do delta de Kronecker e do símbolo de Levi-Civita....... δ ij δ ik = δ jk .... (B-10) e (B-11) são conseqüências diretas das definições do delta de Kronecker e do símbolo de Levi-Civita bem como da convenção do somatório.... Fazendo k = l na antepenúltima. obtemos as três anteriores.. '***(***) δ il δ jm Fazendo j = m na penúltima......... k e i no lugar de i.. fáceis de serem verificadas............... δ ij δ ij = δ ii = 3 E ijk = E kij = E jki = −E jik = −E kji = −E฀ ikj '******(******) (B-11) '********(********) permutações pares de i -j -k (B-10) permutações ímpares de i -j -k E ijk E ijk = 6 (B-12) E ijk E ijl = 2 δ kl (B-13) E ijk E lmk = δ il δ jm − δ im δ jl (B-14) E ijk E lmn δ il = δ jl δ kl δ im δ in δ jm δ jn (B-15) δ km δ kn As identidades nas Eqs...... observe: Fazendo n = k na última...

o que é feito por exaustão. um paralelo e outro perpendicular ao versor radial f f er = r / r . g) Demonstração de identidades vetoriais A Eq. f f f f ∇ ⋅ ( A × B ) = ∂ i ( A × B )i = ∂ i E ijk A j Bk = E ijk ( Bk ∂ i A j + A j ∂ i Bk ) f f = (E ijk ∂ i A j ) Bk − (E ikj ∂ i Bk ) A j = (∇ × A) k Bk − (∇ × B ) j A j f f f f = B⋅∇× A− A⋅∇× B EXEMPLO 5: E ijk ( A × B ) k = E ijk E lmk Al Bm = (δ il δ jm − δ im δ jl ) Al Bm = Ai B j − A j Bi f f (B-19) f Em particular. temos que f r O (B-18) (B-20) f A⊥ f A f AE . apenas a última identidade.92 INTRODUÇÃO AOS TENSORES E ijk E ijk = 2 δm kk = 6 . f f f EXEMPLO 6: Seja A = AE + A⊥ um campo vetorial decomposto em dois componentes vetoriais. confira os resultados simples seguintes: (i) ∂ i x j = δ ij f (ii) ∇ ⋅ r = ∂ i xi = 3 (iii) ∂ i r = xi / r ( r = |r | = f xj xj ) (B-16) EXEMPLO 1: f f f f f Para um vetor ω constante: ∇ ⋅ (ω × r ) = ∂ k (ω × r ) k = ∂ k (E ijk ωi x j ) = E ijk ωi ∂ k x j = E ijj ωi = 0 m m δ kj 0 EXEMPLO 2: f f f f f f f ( a × b ) × c = E ijk ai b j ek × cl el = E ijk E klm ai b j cl em = (δ il δ jm − δ im δ jl ) ai b j cl em f f f f f f f f = al bm cl em − am bl cl em = (a ⋅ c ) b − (b ⋅ c ) a (B-17) f f EXEMPLO 3: Se α e β forem vetores constantes. num modo um pouco mais curto. portanto. Antes de exemplificar o seu uso. então f f f f f f f f f f f ∇ (α ⋅ β × r ) = ei ∂ i [α j ( β × r ) j ] = ei ∂ i [α j E jkl β k xl ] = ei E jkl α j β k ∂ i xl = ei E jki α j β k = α × β m δ il EXEMPLO 4: f f f f f f ∇ ⋅ ( A × B ) = ei ∂ i ⋅ E jkl A j Bk el = E jkl ei ⋅ el ∂ i ( A j Bk ) = E jkl δ il ( Bk ∂ i A j + A j ∂ i Bk ) = E jki Bk ∂ i A j + E jki A j ∂ i Bk = Bk E ijk ∂ i A j − A j E ikj ∂ i Bk f f f f f f = Bk (∇ × A) k − A j (∇ × B ) j = B ⋅ ∇ × A − A ⋅ ∇ × B . ou. substituindo A por ∇ : f E ijk (∇ × B) k = ∂ i B j − ∂ j Bi . verificando-se todas as possibilidades. (B-14) é muito útil na demonstração de algumas identidades vetoriais. 3 Resta demonstrar. isto é.

o da segunda pode estar em N − 1 colunas. AiN distintos} ) de tais elementos e multiplique-o por +1 ou –1. por definição. Por exemplo. através de índices) das matrizes. aij : A = ( aij ) . se ω for um vetor constante. o elemento a ser tomado da primeira linha pode estar em N colunas. ou ainda por a. Matematicamente. A . j2 . conforme j1 − j2 − A − jN { i1 − i2 − A − iN } seja uma permutação par ou ímpar. a letra pura.( f f xj ej f ( A ⋅ ∇) er = Ai ∂ i r ( 1 f e j Ai δ ij = r ) = ef A r ∂ x r− x ∂ r = ef A r δ −rx fx / rf f f f f rf rf A x x e A − (A ⋅ e )e 1 f − = (e A − A⋅ ⋅ ) = r r ) r r r r 93 INTRODUÇÃO AOS TENSORES i j i i j i j i ij j 2 j i j i 2 j r j r j f A⊥ = r A relação E ijk E ijl = 2δ kl também surge nas demonstrações algumas vezes. . C A . existem N ! termos. temos que • Se C = A ± B ⇒ cij = aij ± bij • Se C = AB ⇒ cij = aik bkj (note a convenção do somatório) • Se AT for a matriz transposta de A então aijT = a ji (B-21) (B-22) (B-23) DETERMINANTES • Definição de determinante: O determinante de uma matriz A = (aij ) de ordem N × N . A jN distintos { i1 . B. havendo. N ( N − 1) ( N − 2) A (2) (1) = N ! modos de formar cada termo que compõe a soma que define o determinante. de 1 − 2 − A − N ( i. jN . sem índices. essa definição é assim expressa: a ≡ E j1 j2 A jN a1 j1 a2 j2 A aN jN { a ≡ E i1 i2 AiN ai11 ai2 2 A aiN N ) . empregada na notação dos elementos de A = ( aij ) . j2 .e. forme o produto a1 j1 a2 j2 A aN jN { ai11 ai2 2 A aiN N } ( j1 .e. a soma de todos os termos que podem ser formados do seguinte modo: De cada linha {coluna}. em conformidade com a definição. respectivamente. Objetivando introduzir a notação indicial (i. De fato. denotado por det A . é. i2 . multiplique aquele produto por E j1 j2 A jN { E i1 i2 AiN } ). A. o da n-ésima coluna só pode estar em uma coluna. (B-24) Nesse somatório de N índices j1 . citemos algumas definições que o aluno certamente já aprendeu: para matrizes A. portanto.. tome um elemento que não seja da mesma coluna {linha} de algum elemento já tomado. ou | aij | . então f f f f f f f f ∇ × (ω × r ) = ek E kij ∂ i (ω × r ) j = ek E kij ∂ i (E jlmωl xm ) = ek E kij E jlmωl ∂ i xm m δ im f f f f = ek ωl E kij E jli = ek ωl E ijk E ijl = 2ek ωk = 2ω '**(**) 2δ kl h) Matrizes e determinantes NOTAÇÃO PARA MATRIZES E OPERAÇÕES ELEMENTARES Uma matriz A pode ser denotada através dos elementos que a compõem.

para transformar o símbolo de Levi-Civita do primeiro membro. e que recebe o valor +1 ou –1. • O desenvolvimento de Laplace: Definamos E#j1 j2 A jI −1 jI +1 A jN como o símbolo de Levi-Civita cujos N − 1 índices (note a ausência do índice jI ) podem tomar todos os valores de 1 a N. (B-24) na forma conhecida como a fórmula de desenvolvimento de determinantes de Laplace: a = aI jI AI jI (sem somatório em I ) . (B-28) . m = 4 − 1 ].94 INTRODUÇÃO AOS TENSORES • Propriedades dos determinantes As seguintes propriedades dos determinantes são demonstradas no Apêndice: P1) det A = det AT P2) Se A tem uma linha {coluna} de zeros então det A = 0 P3) Se A é triangular então det A é igual ao produto dos elementos da diagonal principal. substituindo a Eq. logo. temos que. conforme seus índices formem uma permutação par ou ímpar de 1 − 2 − A − jI −1 − jI +1 − A N (a seqüência ordenada dos N − 1 primeiros números naturais. E 43521 = (−1)m E#3521 . se m #1235 . o índice jI de E jJ j1 j2 A jI−1 jI+1 A jN (ausente em E#j1 j2 A jI−1 jI+1 A jN ). Logo. excluindo-se valor de jI ). então (−1)4 −1 Em 12345 = ( −1) E m +1 +1 Por outro lado. no qual o índice jI figura na sua posição normal (a I-ésima). temos que Ej 1 j2 A jN = (−1) I −1E jI j1 j2 A jI −1 jI+1 A jN . são necessárias I − 1 transposições adjacentes. Não é difícil concluir que Ej J j1 j2 A jI−1 jI +1 A jN = (−1) jI −1E#j1 j2 A jI−1 jI+1 A jN . (B-25) uma vez que. P4) det ( AB ) = (det A) (det B ) P5) Se B é obtida de A pela multiplicação de uma linha {coluna} por r então det B = r det A P6) Se B é obtida de A trocando-se duas linhas {colunas} então det B = − det A P7) Se B é obtida de A substituindo-se uma linha {coluna} pela soma de um múltiplo desta com um múltiplo de outra então det B = det A . naquele do segundo membro. em que jI ocupa a primeira posição. (B-27) Essa equação permite escrever a Eq. obtemos Ej 1 j2 A jN = (−1) I + jI E#j1 j2 A jI−1 jI+1 A jN . requer jI −1 transposições adjacentes [por exemplo. para N = 5 . (B-26). (B-26) pois. exceto o já tomado por jI . para ocupar sua posição normal. (B-25) na Eq. para colocar os índices de E e E# em sua ordem normal (de acordo com os seus valores).

caso em que a segunda fórmula acima pode ser escrita na forma E ijk ail a jm akn = a E lmn . (B-30) Dizemos que o determinante desenvolvido segundo essa fórmula se dá ao longo da linha I (qualquer uma). Por fim. (B-31) Nessas duas fórmulas. os dois membros daquela fórmula se anulam. ele é o determinante de uma matriz com duas colunas iguais (a obtida da matriz A substituindo-se a segunda coluna pela primeira).95 INTRODUÇÃO AOS TENSORES onde AI jI ≡ (−1) I + jI E#j1 j2 A jI−1 jI+1 A jN a1 j1 a2 j2 AaI −1 jI−1 aI +1 jI+1 AaN jN (B-29) é o chamado co-fator do elemento aI jI . Na Eq. para qualquer coluna J (sem somatório em J ) . A fórmula de desenvolvimento ao longo de uma coluna. vale a pena realçar que Aij [co-fator do elemento aij ] = (−1)i + j × determinante da matriz que se obtém de A retirando-se a linha e a coluna contendo aij • a k j Al j = a δ k l {a ik Ail = a δ k l } (B-32) (B-33) Se k = l . (B-24). • E k1 k2 AkN ai1 k1 ai2 k2 A aiN kN ≡ a E i1 i2 AiN ou E k k Ak ak j ak j Aak 1 2 N 1 1 2 2 N jN ≡ a E j1 j2 A jN (B-34) De fato. para qualquer linha I (sem somatório em I ) . ela se reduz à definição de determinante a dada na Eq. digamos a J-ésima coluna. onde P é o número de transposições que restaura k1 − k2 − A − k N à ordem normal 1 − 2 − A − N . o 1o membro é. sendo dada por a = a i J Ai J . mostramos no Apêndice que o primeiro membro é nulo por fornecer o determinante de uma matriz com duas linhas {colunas} iguais: a que se obtém de A substituindo-se a k-ésima linha {coluna} pela l-ésima linha {coluna}. se dois ou mais dos índices k1 − k2 − A − k N são iguais. de fato. Se k ≠ l . é fácil ver que temos acima o desenvolvimento de Laplace ao longo da k-ésima linha {coluna}. . Se k1 − k2 − A − k N = permutação de 1 − 2 − A − N . Observe alguns exemplos considerando-se N = 3 . se k1 − k2 − A − k N = 1 − 2 − A − N . ambos membros fornecem ( −1) P a . nulo. que é igual a ( −1) I + jI vezes o determinante da matriz que se obtém de A retirando-se a linha e a coluna que contém o elemento aI jI . (B-35) Para l-m-n = 2-3-1 (permutação par de 1-2-3): E ijk ai 2 a j 3 ak1 = E kij ak1ai 2 a j 3 = a Para l-m-n = 2-1-3 (permutação ímpar de 1-2-3): E ijk ai 2 a j1ak 3 = −E jik a j1ai 2 ak 3 = − a Para l-m-n = 1-1-3 (valores repetidos): E ijk ai1a j1ak 3 = E113 a = 0 No terceiro exemplo. é deduzida de modo análogo. (B-28) podemos trocar o índice mudo jI por simplesmente j : a = aI j AI j .

usando a última fórmula de determinantes vista acima: A A−1 = ( aik akj−1 ) = ( aik A jk / a ) = (δ ij ) : matriz identidade.96 INTRODUÇÃO AOS TENSORES MATRIZES INVERSAS Os elementos akj−1 da inversa A−1 = (akj−1 ) de A são dados pela seguinte fórmula: akj−1 = A jk / a . (B-36) É fácil verificar isso. '**(**) a δ ij i) Demonstração de diversas fórmulas f f f f f f f f f f f (B-37) • ( A × B) ⋅ (C × D) = ( A ⋅ C ) ( B ⋅ D) − ( A ⋅ D) ( B ⋅ C ) : f f f f f f f f ( A × B) ⋅ (C × D) = ( A × B)k ⋅ (C × D)k = E ijk Ai B j E lmk Cl Dm = (δ il δ jm − δ imδ jl ) Ai B j Cl Dm = f f f f f f f = Al Bm Cl Dm − Am Bl Cl Dm = ( A ⋅ C ) ( B ⋅ D) − ( A ⋅ D) ( B ⋅ C ) f f f • ∇⋅ (φ A) = ∇φ ⋅ A + φ ∇⋅ A : f f f ∇ ⋅ (φ A) = ∂ i (φ Ai ) = Ai ∂ iφ + φ ∂ i Ai = A ⋅ ∇φ + φ ∇⋅ A f f f • ∇ × (φ A) = ∇φ × A + φ ∇ × A : f f f ∇ × (φ A) = E ijk ∂ i (φ A j ) ek = E ijk ( A j ∂ iφ + φ ∂ i A j ) ek f f f f = E ijk (∂ iφ ) A j ek + φ E ijk ∂ i A j ek = ∇φ × A + φ ∇ × A f f f f f f f f f • A⋅ B × C = C ⋅ A× B = B ⋅ C × A: f f f f f A ⋅ B × C = Ai ( B × C )i = Ai E jki (B-38) (B-39) (B-40) f f f f f ⎧ Ck E ijk Ai B j = Ck ( A × B) k = C ⋅ ( A × B) ⎪⎪ B j Ck = ⎨ ou f f f f f ⎪ E ( ) B C A = B C × A = B ⋅ (C × A) j j ⎪⎩ j kij k i f f f f f f f f ⎧⎪ C [ A ⋅ ( B × D )] − D [ A ⋅ ( B × C )] f f f f • ( A × B) × (C × D) = ⎨ f f f f f f f f : ⎪⎩ B [ A ⋅ (C × D)] − A [ B ⋅ (C × D)] f f f f f f f f f f ( A × B ) × (C × D ) = E ijk ( A × B )i (C × D ) j ek = E ijk E lmi Al BmE npj Cn D p ek = f f f ⎧ ijk E lmi E npj Al Bm Cn D p ek = E npl Al Bk Cn D p ek − E npm Ak Bm Cn D p ek ⎪ E'**(**) ⎪ δ jlδ km − δ jmδ kl ⎪ =⎨ ou ⎪ f f f ⎪ E jki E npj E lmi Al Bm Cn D p ek = E lmp Al Bm Ck D p ek − E lmn Al Bm Cn Dk ek ⎪ '**(**) ⎩ δ knδ ip − δ kpδ in (B-41) .

por exemplo. (B-42) pois E ijk é anti-simétrico e ∂ i ∂ j φ é simétrico nos índices i e j.97 INTRODUÇÃO AOS TENSORES f f f f f f f f ⎧ Bk efk Al E npl Cn D p − Ak efk Bm E npm Cn D p = B [ A ⋅ (C × D )] − A[ B ⋅ (C × D)] m '***(***) '***f*(*** ⎪m f f f f f *) B A ( C × D )l (C × D )m ⎪ = ⎪⎨ ou f f ⎪ C e A E B D − D e A E B C = Cf [ Af ⋅ ( Bf × Df )] − Df [ Af ⋅ ( Bf × Cf )] k k l lmp m p k k l '***(***) lmn m n m ⎪m '****(*** f f f f f f *) D ( B × C )l ⎪⎩ C ( B × D )l • Q ≡ Aij Sij = 0 se A ji = − Aij e S ji = Sij (i.. nos índices i e j): Q = Aij Sij = ( − A ji ) S ji = − A ji S ji = −Q ⇒ 2Q = 0 ⇒ Q = 0 O resultado depende apenas da anti-simetria de Aij e da simetria de Sij nos dois índices sobre os quais o somatório é realizado. haver outros índices em A e S (e. Ql ≡ Aijk Sijkl = 0 ): Ql ≡ Aij k Sijkl = ( − A jik ) S jikl = − A jik S jikl = −Ql f • ∇ × ∇φ = 0 : ⇒ 2Ql = 0 ⇒ Ql = 0 f f f Qk ≡ (∇ × ∇φ ) ⋅ ek = E ijk ∂ i (∂ j φ ) = 0 ⇒ ∇ × ∇φ = Qk ek = 0 . podendo. f f f f f f f f f f • ∇ × ( A × B) = ( B ⋅ ∇) A − B (∇ ⋅ A) − ( A ⋅ ∇) B + A (∇ ⋅ B) : (B-44) f f f f f f f ∇ × ( A × B ) = E ijk ∂ i ( A × B ) j ek = ek E ijk ∂ i (E lmj Al Bm ) = ek E jki E lmj ( Bm ∂ i Al + Al ∂ i Bm ) f = ek (δ kl δ im − δ kmδ il )( Bm ∂ i Al + Al ∂ i Bm ) f f f f = ek δ kl δ im Bm ∂ i Al − ek δ kmδ il Bm ∂ i Al + ek δ kl δ im Al ∂ i Bm − ek δ kmδ il Al ∂ i Bm f f f f = Bi ∂ i Ak ek − ek Bk ∂ l Al + ek Ak ∂ m Bm − Ai ∂ i Bk ek f f f f f f f f = ( B ⋅ ∇) A − B (∇ ⋅ A) + A (∇ ⋅ B) − ( A ⋅ ∇) B f f f f f f f f f f • ∇ ( A ⋅ B) = ( B ⋅ ∇) A + ( A ⋅ ∇) B + B × (∇ × A) + A × (∇ × B) : (B-45) f f f f f f f f ( A ⋅ ∇) B + ( B ⋅ ∇) A + A × (∇ × B) + B × (∇ × A) f f f f f f = Ai ∂ i B j e j + Bi ∂ i A j e j + E ijk Ai (∇ × B ) j ek + E ijk Bi (∇ × A) j ek f f f f = Ai ∂ i B j e j + Bi ∂ i A j e j + E ijk Ai E lmj ∂ l Bm ek + E ijk Bi E lmj ∂ l Am ek f f f f = Ai ∂ i B j e j + Bi ∂ i A j e j + (δ kl δ im − δ kmδ il ) Ai ∂ l Bm ek + (δ kl δ im − δ kmδ il ) Bi ∂ l Am ek f f f f f f = Ai ∂ i B j e j + Bi ∂ i A j e j + Am ∂ k Bm ek − Al ∂ l Bk ek + Bm ∂ k Am ek − Bl ∂ l Ak ek . ainda. nos índices i e k. f • ∇ ⋅ ∇ ×V = 0: f f f ∇ ⋅ ∇ × V = ∂ l el ⋅ E ijk ∂ iV j ek = E ijk δ kl ∂ i ∂ lV j = E ijk ∂ i ∂ k V j = 0 .. se Aij e Sij apresentarem anti-simetria e simetria. E ijk é anti-simétrico e ∂ i ∂ k V j é simétrico.g. Qkl ≡ Aijk Sijl = 0 ) ou. respectivamente. (B-43) pois.e..g. somatórios sobre esses outros índices (e.

Note que Akj bk é o determinante [desenvolvido. • Regra de Cramer: a solução do sistema linear aij x j = bi é dada por x j = ( A jk bk ) / a : akl xl = bk jk ⎯⎯⎯ → ×A Ak j akl xl = a x j = Ak j bk '**(** ) a δ jl (B-48) ⇒ x j = ( Ak j bk ) / a ■ onde usamos a Eq. 12-1. A : ⎛ a 11 A b1 A a 1N ⎞ ⎜ ⎟ B B ⎟ Akj bk = det ⎜ B ⎜a Ab Aa ⎟ N NN ⎠ ⎝ N1 ↑ j -ésima coluna • Façamos novamente o Exercício 3 da Seç.98 INTRODUÇÃO AOS TENSORES f f f f = ek ( Am ∂ k Bm + Bm ∂ k Am ) = ek ∂ k ( Am Bm ) = ∇ ( A ⋅ B) f f f f f f • ∇ × (∇ × A) = ∇ (∇⋅ A) − ∇ 2 A . de acordo com a Eq. (B-35). (B-30) ] da matriz que se obtém da matriz dos coeficientes A = (aij ) substituindo-se a j-ésima coluna pelos b1 . ao longo da j-ésima coluna. b2 . demonstrando a identidade ( r × ∇ )2 ψ f f ∂ 2ψ ∂ψ (r × ∇)2ψ = r 2 ∇ 2ψ − r 2 2 − 2r : ∂r ∂r f f = ( r × ∇ )k ( r × ∇ )k ψ = E ijk xi ∂ j E lmk xl ∂ mψ = (δ il δ jm − δ imδ jl ) xi ∂ j ( xl ∂ mψ ) = xi ∂ j ( xi ∂ j − x j ∂ i )ψ = xi [ (∂ j xi ) ∂ j + xi ∂ j ∂ j − (∂ j x j ) ∂ i − x j ∂ j ∂ i ]ψ m m δ ji 3 = ( xi ∂ i + xi xi ∂ j ∂ j − 3 xi ∂ i − xi x j ∂ j ∂ i )ψ = ( xi xi ∂ j ∂ j − 2 xi ∂ i − xi x j ∂ j ∂ i )ψ . temos que det ( A B) = E ijk ( AB)i1 ( AB) j 2 ( AB) k 3 = E ijk ail bl1a jm bm 2 akn bn3 = E ijk ail a jm akn bl1bm 2 bn3 = (det A) E lmn bl1bm 2 bn3 = (det A) (det B) '*****(*****) E lmn det A Nesta última demonstração usamos a fórmula na Eq. segundo a fórmula de Laplace. onde ∇ 2 A ≡ ei ∇ 2 Ai = ei ∂ j ∂ j Ai : (B-46) • det ( A B ) = (det A ) (det B ) : (B-47) f f f f f ∇ × (∇ × A) = E ijk ∂ i (∇ × A) j ek = E ijk ∂ i E lmj ∂ l Am ek = E ijk E lmj ∂ i ∂ l Am ek f f f = (δ kl δ im − δ kmδ il )∂ i ∂ l Am ek = ∂ m ∂ k Am ek − ∂ l ∂ l Ak ek = f f f f = ek ∂ k ∂ m Am − ek ∂ l ∂ l Ak = ∇ (∇⋅ A) − ∇ 2 A Considerando matrizes 3×3. (B-33).

mas agora fazendo uso dos conhecimentos recém-adquiridos nesta Seç. acima. Mais precisamente: O índice do fator de escala não é levado em conta para se constatar se é repetido. ei = hi ∂ui onde hi = f ∂r ∂ui (i = 1. na fórmula do versor curvilíneo. f Sejam ui (i = 1. i está repetido (aparece em ei e ui ). laplaciano e rotacional em coordenadas curvilíneas Este assunto. 12-1(c). na última linha. f f Mas. (A-8). no termo (ei / hi ) ∂f / ∂ui . esse termo é igual a (e1 / h1 ) ∂f / ∂u1 + f f (e2 / h2 ) ∂f / ∂u2 + (e3 / h3 ) ∂f / ∂u3 . onde. mas participa do somatório a que esteja ligado. o é novamente aqui. embora o índice i esteja repetido. por f conseguinte. nesta seção adotaremos a convenção do somatório com a seguinte ressalva: Ressalva: O índice do fator de escala não participa da convenção do somatório de Einstein. um índice ligado. isto é. 12-2. não sendo ligado a soma alguma. se é ligado a um somatório. divergência. i não está repetido (o i de hi não conta). sendo. usamos o fato de que f f eθ ∂ψ ⎞ f f ⎛ f ∂ψ eθ ∂ψ ∂ψ + + r ⋅∇ψ = r ⋅ ⎜ er ⎟=r ⎝ ∂r ∂r r ∂θ r sen θ ∂ϕ ⎠ e também que (∗) f f f f f ∂ xi x j ∂ j ∂ iψ = xi r ⋅ ∇(∂ iψ ) = r ⋅ xi ∂ i (∇ψ ) = r ⋅ (r ⋅ ∇) ∇ψ = r ⋅ r (∇ψ ) ∂r f f 2 (†) e ∂ψ ⎞ f ⎛ ∂ψ r 1 ∂ ∂ψ ∂ψ 2 ∂ ψ r r r = ψ = rr ⋅⎜∇ − 2 ∇ψ + r2 = − ⋅ ∇ + ⎟ r ∂r ∂r ∂r ⎝ ∂r r r ∂r ⎠ ∂r 2 ( ∗) (†) Os detalhes das passagens marcadas com (∗) e (†) são os seguintes: f f ∇ (∂ iψ ) = e j ∂ j (∂ iψ ) = ∂ i (e j ∂ jψ ) = ∂ i (∇ψ ) f f f f f eϕ ∂ψ ⎞ f ∂ ∂ψ eθ ∂ ∂ψ eϕ er ∂ψ 1 ∂ ∂ ⎛ f ∂ψ eθ ∂ψ ∂ ∂ψ e e ψ ∇ψ = + + = + + − ∇ + ⎜ r ⎟ r r ∂θ r sen θ ∂ϕ ⎠ r ∂θ ∂r r sen θ ∂ϕ ∂ r r 2 ∂r ∂r ⎝ ∂r ∂r ∂r r2 ∂r f e ∂ψ 1 ∂ψ =∇ − 2 ∇ψ + r2 ∂r r r ∂r j) Gradiente.99 INTRODUÇÃO AOS TENSORES f ∂ψ ∂ 2ψ = r 2 ∇ 2ψ − 2 r ⋅∇ψ − xi x j ∂ j ∂iψ = r 2 ∇ 2ψ − 2r − r2 2 ∂r ∂r (QED) . de acordo com a Eq. 3) coordenadas curvilíneas ortogonais e ei os versores correspondentes (ortogonais). Nessa fórmula não há somatório. Assim. já desenvolvido na Seç. embora participe do somatório que o tem como índice. Por causa disso. 2. Estes. 2. 3) . são dados por f f 1 ∂r . .

(A-15). (B-50) fornece: f f f E ijk ek = ei × e j × E ijl ⇒ 2 δ kl . usamos a regra da cadeia. h1 ∂u1 h2 ∂u2 h3 ∂u3 ou (B-49) Essa demonstração é similar à apresentada na Eq. respectivamente. (B-50) A dedução da segunda consiste em. (B-51). são necessárias duas fórmulas. O seu i-ésimo componente é calculado como segue: (1) f 1 ∂x j ∂f (2) 1 ∂f = ( ∇f )i = ei ⋅ ∇f = . Na (2). seguem a regra da mão direita). a qual também vale para os versores curvilíneos ortogonais considerados (que. depois. ⇒ el = 2 Pois bem. (B-18) e (B-42) para justificar que o último termo entre colchetes é nulo: ∇ ⋅ ( ∇ui × ∇u j ) = ∇u j ⋅ ∇ × ∇ui − ∇ui ⋅ ∇ × ∇u j = 0 . realizamos o produto f escalar empregando os componentes cartesianos ( ∂x j / ∂ui ) / hi e ∂f / ∂x j de ei e ∇f . '**(**) '***(** f f *) 0 0 . (B-5). f Antes de deduzir a expressão da divergência de um campo vetorial F em coordenadas curvilíneas. agora podemos escrever: f ∇⋅F f = ∇ ⋅ ( Fl el = (2) = (3) ) = (1) 1 E ijl ∇ ⋅ ( Fl hi h j ∇ui × ∇u j 2 (B-51) ) 1 E ijl ⎡ ∇ ( Fl hi h j ) ⋅ ∇ui × ∇u j + Fl hi h j ∇ ⋅ ( ∇ui × ∇u j ) ⎤ '******(******) ⎥ 2 ⎢ 0 ⎣ ⎦ f f 1 1 ∂ ( Fl hi h j ) f ei e j ek ⋅ × . Na passagem (1). Logo.f f f E ijk E ijl ek = E ijl ei × e j '***(***) f 2 el f hi h j E ijl ∇ui × ∇u j . primeiramente usamos a identidade vetorial na Eq. primeiramente escrever um dos versores em termos dos outros dois e. substituir esses dois pelas expressões que a Eq. (B-49): ⇒ ∇u j = δ ij f ej hj . usamos a Eq. A primeira obtém-se simplesmente calculando ∇u j f e ∂u j ∇u j = i hi ∂ui m usando a Eq. hi ∂ui ∂x j hi ∂ui onde x j são as coordenadas cartesianas.100 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Bem. Na passagem (2). (B-38) e. substituindo esse resultado na equaf ção ∇f = ei ( ∇f )i . comecemos com a dedução do gradiente de um campo escalar f em coordenadas curvilíneas.**-** . f ei ∂f ∇f = hi ∂ui f f f e3 ∂f e1 ∂f e2 ∂f ∇f = + + . obtemos o mesmo resultado na Eq. depois. partindo da Eq. (A-16). aquelas nas Eqs. Na passagem indicada por (1). por convenção. E ijl ∂uk hk hi h j 2 Expliquemos os principais detalhes das passagens enumeradas acima.

∇2 f = ∇ ⋅ ∇ f = ∇ ⋅ m ⎜ h1 ∂u1 1 h2 ∂u2 2 h3 ∂u3 3 ⎟ f '**(**) '**(**) ⎟ ⎜ '**(**) F ⎝ F1 ⎠ F2 F3 logo. ∂u1 ∂u2 ∂u3 h2 h3 h1 h1 h3 h2 h1 h2 h3 ou. f ∇⋅F = ⎡ ∂ ( F1 h2 h3 ) ∂ ( F2 h1 h3 ) ∂ ( F3 h1 h2 ) ⎤ 1 + + ⎥ . finalmente. usamos a expressão de ∇ ( Fl hi h j ) dada pela Eq. h1 h2 h3 ⎢⎣ ∂u1 ∂u2 ∂u3 ⎦ (B-54) a mesma expressão na Eq.101 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Na passagem (3). f f f Bem. (B-52) . (B-50). (B-54). (B-53) Usando a Eq. substituindo F1 = (∂f / ∂u1 ) / h1 . (A-18). o rotacional é calculado como segue: f f ∇ × F = ∇ × ( Fl el ) = ∇ × ( Fl hl ∇ul ) = ∇ ( Fl hl ) × ∇ul + Fl hl ∇ × ∇ul '**(**) f f f f 1 ∂ ( Fl hl ) f el 1 ∂ ( Fl hl ) 1 ei × = = E ilm em = E mil (hm em ) (∂ / ∂ui ) ( Fl hl ) hi ∂ui hl hi hl ∂ui hm hi hl 0 ≡ ( hm hi hl )−1 E mil a1m a2i a3l . etc. na Eq. basta usar o fato de que ele é a divergência do campo f F = ∇f : ⎛ 1 ∂f ef + 1 ∂f ef + 1 ∂f ef ⎞ . continuamos os cálculos reconhecendo que ek ⋅ ei × e j = E kij e escrevendo f 1 ∂ ( Fl hi h j 1 ∇ ⋅ F = E ijk E ijl ∂uk hi h j hk 2 onde S klij ≡ ) =E ∂ ( Fl hi h j 1 1 ∂uk 2 hi h j hk ) ijk E ijl S klij . (B-49) e as de ∇ui e ∇u j dadas pela Eq. (B-57) deduzida na Nota (ii) ao final desta seção. obtemos f ∇ ⋅ F = 2 ( S1123 + S 2213 + S3312 ) = ∂ ( F1 h2 h3 ) ∂ ( F2 h1 h3 ) ∂ ( F3 h1 h2 ) 1 1 1 + + . Para calcular o laplaciano de f. obtemos ∇2 f = 1 h1 h2 h3 ⎡ ∂ ⎛ h2 h3 ∂f ⎞ ∂ ⎛ h1 h3 ∂f ⎞ ∂ ⎛ h1 h2 ∂f ⎢ ⎜ h ∂u ⎟ + ⎜ h ∂u ⎟ + ⎜ ∂u2 ⎝ 2 ∂u3 ⎝ h3 ∂u3 1 ⎠ 2 ⎠ ⎣ ∂u1 ⎝ 1 ⎞⎤ ⎟⎥ . ⎠⎦ (B-55) Por fim.

Note que os quatro índices i. De fato. Logo. obtemos.102 INTRODUÇÃO AOS TENSORES f onde a1m ≡ hm em . obtemos. E ijk E ijl Sklij = 2 ( S1123 + S2213 + S3312 ) ■ (B-57) . j. (A-19). finalmente. k e l são ligados. a2i ≡ ∂ / ∂ui e a3l ≡ Fl hl . o resultado f ∇× F = 1 E mil a1m a2i a3l = h1 h2 h3 1 h1 h2 h3 f f h1 e1 h2 e2 ∂ / ∂u1 ∂ / ∂u2 F1 h1 F2 h2 f h3 e3 ∂ / ∂u3 F3 h3 . onde Sklij é qualquer grandeza simétrica nos índices i e j: Sklij = Sklji [tal qual aquela definida na Eq. E ijk ou E ijl é nulo por apresentar índices iguais. notando que hm hi hl = h1 h2 h3 se m. i e l forem distintos (que é caso devido à presença de E mil ) e usando a Eq. o somatório quádruplo que se deseja calcular resume-se na soma dos seguintes termos: k = l =1 k =l =2 k =l =3 .**************-**************. portanto. segundo a definição de E ijk .************** *-***************. formalmente. (B-53)].**************-**************. . assim. que efetuar um somatório quádruplo. (B-52). Notas: i ) Demonstração das propriedades dos determinantes (ainda a ser feito) ii ) O somatório E ij k E ij l Sklij Esse somatório aparece na Eq. Logo. (B-56) a mesma expressão na Eq. temos. considere k ≠ l e i ≠ j [consoante a observação (O1)]. E E S + E E S + E E S + E E S + E E S ( 231 231 1123 321 321 1132 ) ( 132 132 2213 312 312 2231 ) ( 123 123 3312 + E 213 E 213 S3321 ) = ( S1123 + S1132 ) + ( S2213 + S2231 ) + ( S3312 + S3321 ) . (B-24). Levando em conta a simetria de Sklij . (O2) Somente os termos em que k = l não se anulam. Para resolver esse exercício. façamos as duas observações: (O1) Somente os termos em que i ≠ j não se anulam. . então i ou j é igual a k ou l e.

u ) χ i (t . χ$ i (t . Para fins de referência. u ) da família considerada. vindo L a ser. respectivamente. χ i (t . esta hipótese implica que dI (0) = du ∫ ( t2 t1 ∂L ∂χ i ∂L ∂χ$ i + ∂χ i ∂u ∂χ$ i ∂u ) u =0 dt = 0 (C-5) (note o uso da convenção do somatório. Por construção. Subs(∗) Nos problemas físicos. (C-1) ao longo da curva χ i (t . denominaremos a integral I e seu integrando L de integral fundamental e função fundamental (∗) . 0) O problema básico do Cálculo de Variações consiste na determinação da parametrização x i (t ) da curva de VN que passa pelos pontos P 1 [ x i (t1 )] e P 2 [ x i (t2 )] ao longo da qual seja extremo (i.e. Para resolver o problema. (C-3) assim se garantindo que todas as curvas da família passem pelos pontos P 1 e P 2 . ou estacionário. o valor extremo dessa integral ocorre ao longo da curva χ i (t . (C-2) onde ξ i (t ) são N funções arbitrárias tais que ξ i (t1 ) = ξ i (t2 ) = 0 . u ) / ∂t . A derivada parcial ∂χ i (t . aqui denotada por χ$ i (t . u ) ≡ x i ( t ) + u ξ i ( t ) . xi .. construímos a seguinte família de curvas relacionadas pelo parâmetro infinitesimal u: χ i (t . tem a expressão I (u ) = ∫ t2 t1 L [ t . u ). u ) . u ) xi (t ) = χ i (t . nesses casos. o valor da integral P1 : x i (t1 ) = χ i (t1. indicando que o Ap. a lagrangiana ou a densidade de lagrangiana do sistema. 0) = x i (t ) (aquela que na família está associada ao valor u = 0 do parâmetro). máximo ou mínimo). (C-4) A integral na Eq. B deve ser lido antes deste). é dada por χ$ i (t . u ) ] dt . as integrais fundamentais são construídas freqüentemente com base no princípio de Hamilton. u ) = x$ i (t ) + u ξ$ i (t ) . .103 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Apêndice C – Algumas técnicas do Cálculo de Variações Equation Section (Next) a) Equações de Euler-Lagrange P2 : xi (t2 ) = χ i (t2 . denotada por I (u ) . x$ i ) dt (C-1) t1 em comparação com todos os valores dessa integral sobre as curvas que difiram infinitesimalmente da curva extremante x i (t ) e que também passam por P 1 e P 2 . u ) I= ∫ t2 L (t .

ϕ$ ) . Elas devem ser satisfeitas pelas funções x i (t ) que especificam parametricamente a curva ao longo da qual o valor da integral fundamental é extremo. (C-3). pois as curvas não estão (∗) sendo representadas escrevendo-se as duas coordenadas em função de um parâmetro. concluímos que o termo entre colchetes na última integral é nulo: d ⎛ ∂L ⎞ ∂L =0 ⎜ ⎟− dt ⎝ ∂x$ i ⎠ ∂xi ( i = 1. Consoante a Eq. Como ξ i são todos arbitrários e independentes um dos outros. x1 = ϕ e L (t . χ$ i ) i $ ∂χ = ξ$ i . mas através da função ϕ (θ ) . em que t = θ . obtemos ∫ ( t2 t1 ∂L i ∂L $ i ξ + iξ ∂xi ∂x$ ) u =0 dt = = ∫ ∫ t2 t1 t2 t1 ∂L i ⎡ ∂L i ⎤ 2 dt + ξ ξ ⎥ − ⎢ ∂xi ⎣ ∂x$ i ⎦ t1 '****(****) t ⎡ ∂L − d ⎛ ∂L ⎢⎣ ∂xi dt ⎜⎝ ∂x$ i ∂L ∂x i (t . na formação da função fundamental L (t . ∂L (t . i ∂x$ ∫ t2 t1 d ⎛ ∂L ⎜ dt ⎝ ∂x$ i ⎞ ξ i dt ⎟ ⎠ 0 ⎞ ⎤ ξ i dt = 0 . θ$. O problema poderia ser resolvido com a função fundamental L (t .. Como exemplo. ϕ$ ) . embora o espaço formado pelos pontos de coordenadas (θ . a integral a ser minimizada é a seguinte: ∫P P2 1 ds = ∫P R 2 dθ 2 + R 2 sen 2 θ dϕ 2 = R P2 1 ∫ θ2 θ1 1 + ϕ$ 2 sen 2 θ dθ [com ϕ$ ≡ dϕ / dθ ] .e. x1 . ϕ . xi .θ$. ϕ .θ . xi . ⎟⎥ ⎠⎦ onde o valor zero indicado é justificado pela Eq. a geodésica ϕ (θ ) deve satisfazer a equação (∗) Note que. ϕ ) na superfície esférica seja bidimensional. θ . x$ i ) . Esta é uma integral como a da Eq. xi . . 2A N ) . (C-1). Em coordenadas esféricas. x 2 . i. ∂χ (t .104 INTRODUÇÃO AOS TENSORES tituindo nesta equação os resultados que se obtêm com a ajuda das Eqs. ∂χ i ∂u ∂χ$ i ∂u u=0 u=0 ∂L = ξi . x$ i ) . (C-2) e (C-4). considere o problema de determinar as geodésicas (que são as curvas mais curtas entre dois pontos dados) numa superfície esférica de raio R centrada na origem. x$ i ) . com as duas coordenadas em função de um parâmetro t genérico. (C-6) Essas são as chamadas equações de Euler-Lagrange. θ (t ) e ϕ (t ) . ϕ$ ) ≡ 1 + ϕ$ 2 sen 2 θ . o que o tornaria mais complicado. ϕ . χ$ i ) i ∂L (t . (C-6). com x1 = ϕ e a coordenada θ tomando o lugar do parâmetro t. u=0 u=0 = = e integrando por partes o segundo termo do integrando. nesse caso. x$ 2 ) = L (t . temos apenas i = 1. x$1 . x$1 ) = L (θ . x1 . a função fundamental não se apresenta na forma L (t . χ i . χ i .

. . Logo. temos a geodésica ϕ = ϕ0 = constante (um dos meridianos da superfície esférica).( ) ∂L d ∂L − ∂ϕ dθ ∂ϕ$ ou ϕ$ sen 2 θ = c1 ⇒ ϕ$ 2 = 1 + ϕ$ 2 sen 2 θ 105 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ϕ$ sen 2 θ ∂ ⎛ ∂θ ⎜⎝ = ⎞ ⎟−0 = 0 . Se fizermos A ≡ aC e B ≡ bC . Ou seja. podemos dizer que a equação das geodésicas numa superfície esférica é dada por C cot θ = A cos ϕ + B sen ϕ . as geodésicas são interseções entre planos que passam pela origem e a superfície esférica. substituindo esses resultados na Eq. correspondentes a C = 0 . No caso em que c1 ≠ 0 . dθ sen θ sen 2 θ − c 2 1 (C-7) No caso de a constante de integração c1 ser nula. Se multiplicarmos a equação acima por R sen θ obtemos Cz = Ax + By . y. sendo C uma constante arbitrária. a integração da equação acima torna-se mais fácil mediante a mudança de variável u ≡ cot θ . obtemos −(1 + u 2 ) dϕ = du ⇒ | c1 | 1 1+ u 1 2 1+ u 2 − c12 = | c1 | (1 + u 2 ) 1 − c12 − c12 u 2 | c1 | −1 dϕ = = 2 2 du c 1 − c1 '**(**) 1 − 1 2 u2 ≡ 1/ρ 1 − c1 ⇒ ϕ = arccos ρ u +α −(1/ ρ ) 1 − (u / ρ )2 (α : const. em outras palavras. temos que e d ϕ d ϕ du d ϕ dϕ dϕ = = = −(1 + u 2 ) (− csc 2 θ ) = −(1 + cot 2 θ ) dθ du dθ du du du sen θ = 1 = csc θ 1 1 + cot θ 2 = 1 1 + u2 . z ) as coordenadas cartesianas de um ponto na superfície esférica de raio R. são grandes círculos. (C-7). de integração) ⇒ ⇒ cot θ = '**(** ρ cos α) cos ϕ + '**(**) ρ sen α sen ϕ = a cos ϕ + b sen ϕ ≡a ≡b | c1 | (1 + u 2 ) = (1 − c12 ) ⎛⎜1 − ⎝ = ρ u c12 1 − c12 u 2 ⎞⎟ ⎠ d u arccos ρ du = cot θ ρ = cos(ϕ − α ) (a e b: constantes arbitrárias) . (C-8) Nesta forma incluem-se as geodésicas ϕ = ϕ0 = const. $ 1 + ϕ sen θ ⎠ c12 sen θ (sen θ − 2 2 c12 ) 2 2 ⇒ | c1 | dϕ = . sendo ( x.

Assim. x$′i ) dt − i ∫ t2 t1 L (t . Note que δ x$ i = x$ ′i − x$ i = ∂L ∂x (C-10) δ xi + i ∂L i δ x$ . xi + δ xi . b) . devemos mostrar que as constantes que nela aparecem são arbitrárias. ∂x$ i (C-11) d δ xi d . Além disso. u ) dada pela Eq. ⎟ ⎠ (C-13) . (C-2) ] que passa pelos pontos P 1 [ x i (t1 )] e P 2 [ x i (t2 )] : xi (t ) x′i (t ) = xi (t ) + δ xi (t ) variação de δ x ( t ) ⎯⎯⎯⎯⎯⎯→ i δ x (t1 ) = δ x (t2 ) = 0 i (C-9a) i (C-9b) Como δ xi são variações das coordenadas em torno de suas expressões x i (t ) para as quais I é estacionário. que definem a e b. (C-2). dada pela diferença entre os valores da integral fundamental calculada com x′i (t ) e com x i (t ) : δI = onde ∫ t2 t1 L (t . x$ i ) = sendo ∂L / ∂xi e ∂L / ∂x$ i calculados com a curva extremante. Logo. portanto. então A = aC e B = bC também o são. A constante C é arbitrária por definição. δ L = L (t . Preliminarmente. expliquemos como empregá-las deduzindo novamente a Eq. x′ . quanto a A e B. podemos mostrar que também são arbitrárias como segue: Temos que | ϕ$ sen 2 θ | ≤ | ϕ$ sen θ | < 1 + ϕ$ 2 sen 2 θ ⇒ Eq. ( x′ i − x i ) = dt dt (C-12) cuja substituição na equação anterior fornece δL = ∂L ∂x δ xi + i ∂L d δ xi ∂x$ i dt = d ∂L ⎡ ∂L = ⎢ i − ⎛⎜ i dt ⎝ ∂x$ ⎣ ∂x ∂L ∂x i δ xi + d ⎛ ∂L i δx ⎜ dt ⎝ ∂x$ i ⎞ − d ⎛ ∂L ⎟ ⎜ ⎠ dt ⎝ ∂x$ i ⎞ ⎤ δ xi + d ⎛ ∂L δ xi ⎞ . deve ser nula a variação δ I decorrente dessas variações. por ser uma constante de integração. xi . (C-8) representa um grande círculo genérico. u ξ i (t ) pode ser interpretado como uma variação infinitesimal δ xi [arbitrária. (C-6): Na Eq. podemos encarar ρ e α nas equações a = ρ cos α e b = ρ sen α . x$ ′i ) − L (t . a menos da restrição de anular-se quando t = t1 ou t = t2 ] que. é arbitrária. ⎟⎥ ⎜ ⎟ dt ⎝ ∂x$ i ⎠⎦ ⎠ ⎞ δ xi . x$ i ) = L (t . x$ i ) dt = i ∫ t2 t1 δ L dt = 0 . produz uma curva arbitrária x′i (t ) [que é a notação a ser aqui adotada para a curva χ i (t . α. x′i . x$ i + δ x$ i ) − L (t . como as coordenadas polares de um ponto genérico do { 2 cujas coordenadas cartesianas são (a. ∞) . sendo a e b constantes arbitrárias. b) Problema variacional com vínculos Este tópico é melhor apresentando por meio de "variações". xi . x .106 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Nota: Para afirmar que a Eq. ao ser acrescida à curva ex- tremante x i (t ) . (C-7) | c1 | < 1 ⇒ ρ ≡ | c1 | −1 1 − c12 ∈ [0.

(C-9b). xi . por serem todos os δ xi arbitrários e independentes um dos outros. 2 A K ) . (C-19) (C-20) em que o índice de somatório m tem os valores m = 1. que a Eq. (C-10). . A . K + 1. os (∗) Pois desse tipo é a condição prescrita no primeiro problema de extremo de que se tem notícia. obtemos I = onde ∫ t2 t1 L ★ dt − cl λl . k. ⎟⎥ ⎢ ∂x$ i ⎥ ⎠⎦ ⎣ ⎦ t = t1 '*****(*****) t (C-14) 0 onde o segundo termo se anula por causa da Eq. assim. xi . a que delimita a maior área (o problema de Dido). então. xi . xi . A . da forma ou da forma isoperimétrica (∗) ∫ t2 t1 φk (t . Observe a nossa reserva dos índices i. λm ) ≡ L (t . 0= ∫ t2 t1 λk φk (t . por sua vez. L ★ (t . K + L ) as L condições na Eq. A. x$ i ) dt = cl = constante [ k = 1. A . após multiplicarmos as K condições na Eq. 0= ∫ t2 t1 λk φk (t . o termo entre colchetes no integrando acima deve ser posto igual a zero. x$ i ) dt − ck λk (C-18) e. xi . 2. xi .107 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Substituindo. (C-17) e (C-18) resultantes dessas operações e a Eq. o de se encontrar. x$ i ) dt . x$ i ) = 0 φl (t . xi . (C-17) multiplicar por constantes λl ( l = K + 1. (C-15) (C-16) Se. adicionarmos membro a membro as Eqs. Suponhamos que a curva extremante x i (t ) de VN há de ser encontrada entre as que satisfazem K + L = M condições. esse resultado na Eq. K + L ] . obtemos ∫ t2 t1 δ L dt = ∫ t2 t1 ⎡ ∂L d ∂L dt ⎢ i − ⎛⎜ i dt ⎝ ∂x$ ⎣ ∂x 2 ⎞ ⎤ δ xi + ⎡ ∂L δ xi ⎤ =0 . x$ i ) . Concluímos. Finalmente. x$ i . t2 ] . 2 A K < N ] [ l = K + 1. (C-15) por funções λk (t ) ( k = 1. denominadas vínculos. dentre todas as curvas fechadas com um dado perímetro. somá-las e integrar o resultado no intervalo t ∈ [t1 . (C-1). x$ i ) + λm φm (t . Podemos passar agora para o problema variacional com vínculos. l e m na enumeração de termos contendo as N coordenadas xi . K . (C-16) e somá-las. K + L = M . (C-6) é válida quando avaliada com a parametrização extremante x i (t ) .

deve ser nula a variação δ I decorrente daquelas variações. isto é. (C-16) e todos os M = K + L vínculos. (C-14)] e que δλm m = K + 1. através da Eq. Substituindo esse resultado no integrando da equação anterior.A. obtemos ∫ ( t2 t1 ) ∂L ★ d ∂L ★ − δ xi + dt i i dt ∂x$ ) ∂x '*******(******* 0 ∫ t2 t1 ∫ t2 ∂L ★ ∂L ★ ⎡ δλk + ⎢ − cl ⎤ δλl = 0 . (C-16). só com a nulidade deles o membro direito da equação se anula. os φm φm m = K + 1. independe do tem- po. de 1 a M. sendo coeficientes de grandezas arbitrárias e independentes. Por exemplo. (C-21) não havendo necessidade de impor qualquer restrição quando t = t1 ou t2 (†). ao passo que são completamente arbitrárias as funções λ ′j (t ) e as constantes λk′ . de K + 1 a K + L = M e o índice m. Assim. portanto. do mesmo modo como se fez na Eq. K + L são os φl da Eq. A variação das coordenadas deve ser aquela dada pela Eqs. Mas t1 δ L ★ dt − clδλl = 0 . a menos de. (C-9a) e (C-9b). coincidirem com as coordenadas de P 1 e P 2 . (C-19) o processo de variação já estudado para determinar as N + M funções incógnitas x i (t ) .A. Mais explicitamente. o índice l. aplicamos na Eq. Eq. já a variação de λm pode ser 1 λk′ (t ) = λk + δλk (t ) e λl′ = λl + δλl . as três equações d ∂L ★ ∂L ★ − = 0 ( i = 1. δI = consoante a Eq. t2 ) e ainda deixá-la arbitrária . (C-23) dt ∂x$ i ∂xi (†) E nem sendo mesmo possível no caso de λl′ . (C-19). Temos. 2A N ) . ( ) (C-22) ( ) ∂L ★ i ∂L ★ ∂L ★ ∂L ★ d ∂L ★ d ∂L ★ i i δL = δx + δ x$ + δλm = δx + δλm + δx . pois δλl é a variação de uma função constante. λk (t ) e λl (símbolos sem linha) para as quais I é estacionário. dt dt ⎥⎦ ∂λk ⎣ t1 ∂λl m '********(******** ) 0 0 onde indicamos três termos que são nulos porque. respectivamente. (C-13). (C-15). − dt ∂x$ i dt ∂x$ i ∂λm ∂λm ∂xi ∂x$ i ∂xi ★ ∂L ★ ∫ t2 i onde este último termo (derivada total) surge da eliminação dos δ x$ i .A.108 INTRODUÇÃO AOS TENSORES K vínculos na Eq. (C-12). quando t = t1 ou t2 . não havendo como restringir seus valores nos extremos do intervalo (t1 . (C-15) e os Agora. m =1. os L vínculos na Eq. K são os φk da Eq. Como δ xi e δλm são variações em torno das expressões x i (t ) . o índice k deve variar de 1 a K. λk (t ) e λl (estas L últimas são funções constantes) que tor- nam extremo o valor de I = ∫t t2 L dt . K + L = δλl podem sair da integral por serem constantes. tendo em conta que a contribuição do termo de derivada total é nula [cf. as coorde- nadas x′i (t ) são arbitrárias.

assim. (C-20). agora. (C-25) Note que as Eqs. λ ) ≡ L + λ φ = e aplicamos a Eq.3) . A K + L ] . (C-24) e (C-25) são exatamente as desejadas: tornam extremo o valor de ∫ tt12 L dt = [ ∫ tt12 L ★ dt − ck λk ] e satisfazem os vínculos. o elemento de comprimento de arco é dado por ds = zi zi = s$ dt . então.3) . (C-24) dt φl (t . x$$ − 2 λ ( s ) x ( s ) = 0 . tomamos L ★ (t . (C-28) . com L (t . (C-26) sob a condição [na forma da Eq. y.3) do espaço euclidiano tridimensional. de acordo com a Eq. z$i . usando as coordenadas cartesianas zi (i = 1. portanto. as funções x i (t ) resultantes da resolução do sistema de equações (C-23). onde um ponto sobre a letra denota agora derivada em relação a s. 2. porém. com s$ = ds / dt = z$i z$i . ao longo da curva zi (t ) . 2. $$z − 2 λ ( s ) z ( s ) = 0 . Podemos escolher o parâmetro t como sendo o comprimento de arco s . xi . Nessas coordenadas. Assim. z$i ) = s$ = z$i z$i (i = 1. x2 + y2 + z 2 = R2 . s$ = 1 e a equação acima toma a forma $$zk − 2 λ ( s ) zk ( s ) = 0 (k = 1. (C-27) são. (C-15)] φ ( zi ) = zi zi − R 2 = 0 (superfície esférica) . zi . ( ) z$i z$i + λ ( zi zi − R 2 ) [λ = λ (t )] ( ) − 2λ z ∂L ★ d ∂L ★ d z$k − = ∂zk dt ∂z$k dt s$ k =0 . Essas equações e a Eq. xi . z ) . formular o problema como a minimização da integral I= ∫ t2 t1 L dt . (C-27) Nesse caso. Esse modo de resolver problemas variacionais com vínculos é conhecido como o método dos multiplicadores indeterminados de Lagrange. Podemos. na notação corriqueira ( z1 . o de determinar as geodésicas numa superfície esférica de raio R. 2 A K ] . zi . A solução do problema provém. 2. z2 . da resolução do sistema formado pelas equações de vínculo e pela equação de Euler-Lagrange com L ★ no lugar da função fundamental original L . (C-24) e (C-25) são os vínculos do problema. Para exemplificar sua aplicação. $$y − 2 λ ( s ) y ( s ) = 0 . z3 ) = ( x. x$ i ) = cl [ l = K + 1. (C-23). considere o mesmo problema resolvido no item (a). x$ i ) = 0 ∂λk t2 t1 ∂L ★ dt = ∂λl ∫ t2 t1 [ k = 1.109 INTRODUÇÃO AOS TENSORES ∫ ∂L ★ = φk (t .

J j (C-29) onde (t1 . C1 z C2 z Ax + B y +C z = 0 . a integral fundamental torna-se múltipla. A. L [t j . A. é nula a variação δ I . x . Agora as coordenadas xi de VN passam a ser funções desses parâmetros. t j . Atacamos esse problema como acima. dessas duas equações. Essa é a equação de um plano genérico pela origem. além disso. obtemos 1 1 d x = 2 C1 ds z z ⇒ integrando 2 ou. ( y$ z − y z$ ) = z z z ds z ds ⎣⎢ ds z ⎦⎥ ds z e () ( ) = C1 dsd ( zy ) () Finalmente. onde A ≡ C2 . existem J parâmetros t j .110 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Se nas duas primeiras dessas equações substituirmos a expressão 2λ ( s ) = $$ z / z tirada da terceira. das coordenadas e das derivadas dessas coordenadas em relação àqueles parâmetros. a interseção de tais planos com a superfície esférica dada pela quarta equação na Eq. em vez de um único parâmetro. 1 x 1 y = + C3 . dada pela diferença entre os valores da integral fundamental calculada com x′i (t j ) e com xi (t j ) : . (C-28) são grandes círculos. multiplicando por C1C2 z . de multiplicidade J (uma integral para cada parâmetro t j ): I = ∫D L (t . Admitindo que a parametrização xi (t j ) é extre- mante. encontramos () () $$ x− $$ z 1 1 d 1 d ⎡ 2 d x ⎤ d x = 0 ⇒ z2 = C1 = const. a esta acrescentamos variações δ xi (t ) . arbitrárias a menos de serem nulas sobre a fron- teira ∂D de D . t J ) ∈ D ⊂ { J e d J t é a notação para dt1dt 2 Adt J . que resultam nas parametrizações x′i (t j ) : xi (t j ) variação de δ x (t ) ⎯⎯⎯⎯⎯⎯⎯ → δ xi (∂D ) = 0 i j x′i (t j ) = x i (t j ) + δ xi (t j ) (C-30a) (C-30b) Como xi (t j ) extrema I . B ≡ − C1 e C ≡ −C1C2 C3 . ao longo dos quais estão as geodésicas. ∂x i / ∂t j ] . x = ( $$ x z − $$ z x) = z ( x$ z − x z$ ) = z z z ds z ds ⎣⎢ ds z ⎦⎥ ds z $$ y− $$ z 1 1 d 1 d ⎡ 2 d y ⎤ d y y = ( $$ y z − $$ z x) = z = 0 ⇒ z2 = C2 = const. ∂ x ) d t j i i [∂ j xi ≡ ∂xi / ∂t j ] . x i (t j ). c) Extremo de integral múltipla sem vínculos Trata-se da generalização do item (a) em que.

x′i . Cálculo Avançado... ou [2] R. 1972. por sua vez. A. portanto. 2. (C-35) é nula consiste em efetuar a integração em t j para obter uma nova integral múltipla (de multiplicidade J − 1 ) cujo integrando é o termo [∂L / ∂ (∂ j xi )]δ xi avaliado em ∂D . consulte [1] W. . S. nas demonstrações dos teoremas de Green e de Gauss da Análise Vetorial. I. − j⎢ i j ⎢ ∂ (∂ x i ) ⎥ ⎦ ∂t ⎣ ∂ (∂ j x ) ⎦⎥ ∂t ⎣ j ⎧⎪ ∂L ∂ ⎡ ∂L ⎤ ⎫⎪ i ∂ ⎡ ∂L δ xi ⎤ = ⎨ i − j ⎢ i ⎥⎬δx + i ⎥⎦ ∂t ⎣ ∂ (∂ j x ) ⎦ ⎪⎭ ∂t j ⎢⎣ ∂ (∂ j x ) ⎪⎩ ∂x (C-34) Substituindo. por exemplo. LTC Ed. Ed. Williamson et. Kaplan. (C-31). ∂ j xi ) = L [ t j . temos (∗) Por exemplo. obtemos ∫ ∫ ⎧⎪ ∂L ∂ ⎡ ∂L ⎤ ⎫⎪ i ∂ ⎡ ∂L δ xi ⎤ dJt ⎨ i − j ⎢ dJt j ⎢ i ⎥⎬δx + i ⎥⎦ = 0 . ∂t ⎣ ∂ (∂ j x ) ⎦ ⎪⎭ ∂t ⎣ ∂ (∂ j x ) ⎪⎩ ∂x D D (C-35) Finalmente. xi + δ xi . a qual. Seçs. (C-36) Essas N equações foram deduzidas da Eq. esse resultado na Eq. ∂ j xi ) d J t = ∫D δ L dt = 0 111 . (C-30b). em vista da Eq. tendo em conta que a segunda integral acima é nula (verificaremos isso logo adiante) e que todos os δ xi são arbitrários e independentes um dos outros. deve necessariamente satisfazê-las. ∂ j xi + δ (∂ j xi ) ] − L (t j .δI = onde ∫D INTRODUÇÃO AOS TENSORES L (t j . (C-31) δ L = L (t j . concluímos que devemos igualar a zero o termo entre colchetes na primeira integral e assim obter ∂ ⎡ ∂L ⎤ ∂L − =0 ∂t j ⎢⎣ ∂ (∂ j xi ) ⎥⎦ ∂xi ( i = 1. xi . Vol. (C-32) sendo ∂L / ∂xi e ∂L / ∂ (∂ j xi ) calculados com a parametrização extremante xi (t j ) . Note que δ (∂ j x i ) = ∂ j x ′ i − ∂ j x i = ∂x′i ∂t j − ∂xi ∂t j = ∂ ( x′ i − x i ) ∂t j = ∂ δ xi ∂t j . ∂ j x′i ) − L (t j . Edgard Blücher Ltda. um integrando nulo. x′i . xi . 5-5 e 5-11. E. al. No nosso caso (sem usar a convenção do somatório). (C-33) cuja substituição na equação anterior fornece δL = ∂L ∂x δ xi + i ∂ δ xi ∂L ∂ (∂ j x ) ∂t i j = ∂L ∂x i δ xi + ∂ ⎡ ∂L δ xi ⎤ ∂ ⎡ ∂L ⎤ i δx . 7-1 e 7-5. ∂ j xi ) = ∂L ∂x i δ xi + ∂L ∂ (∂ j x ) i δ (∂ j x i ) . Seçs. 1975. portanto. a cujo estudo aconselhamos o estudante ainda não familiarizado antes de prosseguir(∗). 2 A N ) . ∂ j x′i ) d J t − ∫D L (t j xi . Vol. Cálculo de Funções Vetoriais. (C-31) avaliada com a parametrização extremante xi (t j ) . Esse procedimento de efetuar uma das integrais simples que compõe uma integral múltipla sobre certa região para transformá-la noutra sobre a fronteira dessa região é usado. A maneira de mostrar que a segunda integral na Eq.

já que as hipersuperfícies t j = f j e t j = g j estão contidas na j j t =f t =g fronteira ∂D de D. A e t J (todos menos o eixo t j ). Admite-se que as funções f j e g j ( j = 1. Fuller. t J ). t j . A.A. uma hipersuperfície é o lugar geométrico cujos pontos têm coordenadas que satisfazem uma única equação: f ( x1 . t j −1 . • f j e g j são funções definidas sobre Pj (D ) [i. Temos um problema com uma função incógnita ( N = 1) e dois parâmetros ( J = 2) . δ xi ⎤⎥ t ⎢ i ⎣ ∂ (∂ j x ) ⎦tj= f j '********(********) J −1 gj 0 (∗) { onde ∫ ∫ ⎡ ∂L δ xi ⎤ 1 j −1 dt j +1 A dt J ⎢ ∂ (∂ x i ) ⎥ = ∑ dt A dt ⎣ ⎦ j j '************(************) int egral de multiplicidade J −1 sobre Pj (D ) 112 (C-37) } • Pj (D ) ≡ (t1 .A. segundo o princípio de Hamilton. por hipótese. W. considere a corda vibrante. t J ). y ′) = ρ y$ 2 / 2 − τ y ′ 2 / 2 . j δx } ≤ t j ≤ g j e (t1 . para o qual a Eq. x. A. Como exemplo.A. A. com f j (†) ou seja. t 1 j −1 . t ) [ordenada em função da abscissa e do tempo] que descreve a forma da corda de densidade linear ρ que vibra sob tensão τ com seus extremos em x = 0 e x = l fixos é aquela que. Mathematics of Classical and Quantum Physics. t j +1 . Byron Jr.INTRODUÇÃO AOS TENSORES ∫ ∂ d t∑ j D j =1 ∂t J J ∫ ∫ ∫ =∑ j ∫D d Pj ( ) gj dt j fj ∂ ∂t j ⎡ ∂L δ xi ⎤ i ⎢ ⎥ ⎣ ∂ (∂ j x ) ⎦ ⎡ ∂L = 0 . δ xi (∂D ) = 0 . não sendo esse o caso. t j −1 .e. (2. t j +1 . t j + 1 . t J ) ∈ D ⊂ { J −1 : a projeção de D no espaço descrito pelos J − 1 eixos t1 . J ) possam ser definidas conforme descritas acima para toda a região D ou. . A . t j −1 . τ (C-39) (†) No { J .. A função y ( x. y . de modo que D esteja entre as hipersuperfícies t =g . 67-69 desta edição). x 2 A x J ) = 0 . & R. t J ) ∈ Pj (D ) . t j +1 . t2 1 l onde L (t . onde (t1 . Dover Publications. (C-37) é justificada pelo fato de que = δ xi j j = 0 . (C-36) [com a substituição de notação x1 → y . torna mínimo o valor da integral (§) ∫ t ∫ 0 L dx dt . 1992 (pp. t1 → t e t 2 → x ] fornece ∂ ∂L ∂ ∂L ∂L + − =0 ⇒ ∂t ∂y$ ∂x ∂y ′ ∂y ∂ ∂ ( ρ y$ ) − (τ y ′) − 0 = 0 ⇒ ∂t ∂x y ′′ = ρ $$y . que exista uma partição de D em sub-regiões para as quais aquelas funções possam ser definidas. t j −1 . A. veja o exemplo que segue a Eq. y$ . t j .23) in F. Dom( f j ) = Dom( g j ) = Pj (D ) ] de modo que D = { (t . A. (§) Para uma referência. W. A. (C-38) sendo usadas as notações: y$ ≡ ∂y / ∂t e y ′ ≡ ∂y / ∂x . na qual. t j +1 . do { J dadas por t = f j j e j i A nulidade do termo indicado com (∗) na Eq.

Φ . f f ∂A E = −∇Φ − ∂t e ou Ek = −∂ kΦ − ∂ 0 Ak f f B = ∇ × A ou (∂ k Φ ≡ ∂Φ / ∂zk . onde L = ε0 f 2 2 E − 1 f2 f f B + J ⋅ A − ρΦ . ∂ 0 Ak ≡ ∂Ak / ∂t ) Bk = E kji ∂ j Ai (∂ j Ai ≡ ∂Ai / ∂z j ) . Ai . ∂ 0Φ . Observe que a formulação apresentada contempla a hipótese de que a região de integração D seja ilimitada ao longo de um ou mais eixos t j . ∂ 0 Ai . (C-41) (C-42) [observe a notação empregada: ∂ 0 f é a derivada temporal e ∂ j f é a derivada da grandeza f em relação à coordenada cartesiana z j ]. as densidades de carga elétrica ρ e de corrente eléf trica J são consideradas localizadas numa extensão finita do espaço para garantir que os potenciais tendam a zero no infinito. z j . ∂ j Ai ) . ∂ jΦ . m m '********(********) tj xi ∂ j xi onde confrontamos os argumentos de L com os usados no desenvolvimento da teoria para ver que os parâmetros t j correspondem ao tempo e às coordenadas cartesianas do vetor posição. z j e ∂ 0Φ ). podemos reescrever a expressão de L como segue: L = = = ε0 ε0 2 ε0 2 2 Ek Ek − 2 μ0 1 Bk Bk + J i Ai − ρ Φ (∂ kΦ + ∂ 0 Ak ) (∂ kΦ + ∂ 0 Ak ) − (∂ kΦ + ∂ 0 Ak ) (∂ kΦ + ∂ 0 Ak ) − 2 μ0 1 E kji (∂ j Ai ) E kml (∂ m Al ) + J i Ai − ρΦ ⎡ (∂ j Ai ) (∂ j Ai ) − (∂ j Ai ) (∂ i A j ) ⎤⎦ + J i Ai − ρΦ . nos problemas eletromagnéticos em todo o espaço.113 INTRODUÇÃO AOS TENSORES a conhecida equação da corda vibrante. Numa situação mais genérica que a presente (na equação acima. 2 μ0 ⎣ (C-43) 1 onde usamos a fórmula E kji E kml = δ jm δ il − δ kl δ im . as coordenadas xi correspondem aos componentes cartesianos dos potenciais (vistos como coor- . t2 ) e em todas as posições f f r = z j e j do espaço] ∫ ∫ t2 {3 t1 L d 3r dt . L não depende de t . 2 μ0 (C-40) f f f f Usando as conhecidas expressões dos campos elétrico E = Ek ek e magnético B = Bk ek f f em termos dos potenciais escalar Φ e vetor A = Ak ek . as equações de Maxwell resultam da minimização da seguinte integral múltipla [integral no tempo t ∈ (t1 . Em tais problemas. vislumbramos que a dependência de L seria dada por L = L (t . devemos exigir que δ xi → 0 quando cada um desses parâmetros se tornar infinito: t j → ∞ (ou −∞ ). Por exemplo. nesse caso.

(C-41). Fourth English edition. ∂ (∂ 0 Ai ) ∂L 1 =− (∂ A − ∂ i A j ) ∂ (∂ j Ai ) μ0 j i ∂L = Ji ∂Ai e na Eq. Logo. correspondentes às grandezas que estabelecem a configuração do campo: Φ e os três componentes Ai ) fornece e ∂ ∂L ∂ ∂L ∂L + − =0 ∂t ∂ (∂ 0Φ ) ∂z j ∂ (∂ jΦ ) ∂Φ (C-44) ∂ ∂L ∂ ∂L ∂L + − =0 . obtemos a equação de Maxwell que incorpora a lei de Coulomb: 0 + ε0 f ∂E j ∂ (∂ jΦ + ∂ 0 A j ) + ρ = − ε 0 + ρ = −ε 0 ∇ ⋅ E + ρ = 0 . para esse problema ser formulado. já se fez uso das equações de Maxwell homogêneas: elas fundamentam os potenciais nas Eqs. de fato. Mas. nos §§ 17 e 26 do livro The Classical Theory of Fields (Pergamon Press. a que atesta a inexistência de pólos magnéticos e a que expressa a lei de Faraday: f f ∇ ⋅ B = ∇ ⋅ (∇ × A) = 0 . D. (C-44). Estas equações. (B-20) e (C-42): ∂ j Ai − ∂ i A j = E kji (∇ × A) k = E kji Bk . Substituindo agora ∂L = ε 0 (∂ iΦ + ∂ 0 Ai ) . assim. Vemos. (C-41) e (C-42). por exemplo. obtemos a equação de Maxwell referente à lei de Ampère: ε0 ∂ 1 ∂ (∂ iΦ + ∂ 0 Ai ) − (∂ j Ai − ∂ i A j ) − J i μ0 ∂z j '****(****) ∂t '****(****) − Ei ⇒ = − ε0 E kji Bk f (∇ × B)i μ0 ∂E = Ji + ε 0 i ∂t ⇒ ∂Ei ∂ 1 E ijk Bk − J i + μ0 ∂t ∂z j '****(**** ) f f f f ∂E ∇ × B = J + ε0 μ0 ∂t 1 (∇× B )i .114 INTRODUÇÃO AOS TENSORES denadas no espaço de configurações) e ∂ j xi correspondem às derivadas espaciais e temporal dos potenciais. ∂z j '****(****) ∂z j −E j (C-46) onde usamos a Eq. Landau e M. (C-36) (no caso. um total de quatro equações. (∗) A dedução variacional das equações de Maxwell homogêneas pode ser encontrada. f onde usamos as Eqs. (C-45). a aplicação das Eqs. ∂t ∂ (∂ 0 Ai ) ∂z j ∂ (∂ j Ai ) ∂Ai (C-45) ∂L =0 . ∂ (∂ 0Φ ) Substituindo ∂L = ε 0 ( ∂ jΦ + ∂ 0 A j ) ∂ ( ∂ jΦ ) ∂L = −ρ ∂Φ e na Eq. 1975) de L. harmonizam-se com as equações de Maxwell homogêneas. Lifshitz . que apenas as equações de Maxwell inomogênas resultam do problema variacional acima(∗).

Multiplicamos a Eq. é dada por δI = onde i ∂L ★ ★ d J t − cl δλl = 0 . ∂ j xi ) . a qual. A. ∂ j xi ) + λm φm (t j . K + L ) . A J ] que extremam a integral fundamental I = sob condições do tipo ∫D ∫D L (t j . (C-50) (C-51) em que o índice de somatório m tem os valores m = 1. λm ) ≡ L (t j . (C-49) por constantes λl ( l = K + 1. A N e j = 1. L ★ (t j . (C-47) para obter I = onde ∫D L ★ d J t − cl λl . (C-48) por λk (t ) ( k = 1.( ) 115 INTRODUÇÃO AOS TENSORES f f f f f f f ∂B ∂ (∇ × A) ∂A ∂A ∂ (∇ × A) = ∇ × −∇Φ − + = −∇ × ∇ − ∇ × Φ + = 0 ∇×E + '***(** f *) ∂t ∂t ∂t ∂t ∂t 0 . d) Extremo de integral múltipla com vínculos Consideremos. xi . o problema de determinar as funções xi (t j ) [ i = 1. xi . ∂ j xi ) dt = cl = constante [ l = K + 1. faremos as passagens sem muita explicação. λk (t ) e λl para as quais I é estacionário. (C-49) Como o procedimento a ser adotado é uma junção daqueles já apresentados nas Seçs. A . xi .b) e (C-21) para definir δ xi e δλm como variações em torno das expressões x i (t ) . e adicionamos membro a membro as duas equações assim produzidas e a Eq. vemos que deve ser nula a variação δ I decorrente daquelas variações. por fim. ∂ j xi ) d J t φk (t j . ∂ j xi ) = 0 [∂ j xi ≡ ∂xi / ∂t j ] . devendo ser observada a soma implícita nos índices repetidos. xi . ∂ j xi . [ k = 1. 2 A K ) e integramos em D. de acordo com a Eq. 2. x δ δλ =⎨ i − j⎢ + + m ⎢ i ⎥⎬ i j ∂λm ∂t ⎣ ∂ (∂ j x ) ⎦ ⎭⎪ ∂t ⎣ ∂ (∂ j x ) ⎦ ⎩⎪ ∂x (C-52) . 2 A K < N ] (C-47) (C-48) e também da forma isoperimétrica φl (t j . K + L ] . (b) e (c). ∂L ★ δL = δx + δ (∂ j x ) + δλm ∂λm ∂xi ∂ (∂ j x i ) ★ ∂L ★ ∫D δ L i ★ ★ ⎧⎪ ∂L ★ ∂ ⎡ ∂L ∂ ⎡ ∂L ⎤ ⎫⎪ i ∂L ★ ⎤ δ xi ⎥ . xi . (C-50). K + L = M . A . K + 1. A . xi . multiplicamos Eq. (C-9a. Usando as Eqs. K .

ou V∞ δ ∫V ∞ L dV = 0 . dJt dJt j ⎢ − cl ⎤ δλl + i ⎢⎣ D ⎥⎦ ∂λl ∂t ⎣ ∂ (∂ j x ) ⎦ D '********(********) 0 0 ★ Nesta equação. (C-54) e (C-55). H é estacionário: δ H = 0 . pelas razões já dadas. Isto significa que. para se obter a solução xi (t j ) do problema. ∂ j xi ) = 0 ∂λk ∫ ∂L ★ d t d J t φl (t j . J + L ) . só com a nulidade deles o membro direito da equação se anula. origináf rias do potencial V (r ) . ∂ j xi ) = cl = ∂λl D D J ( i = 1. Também indicamos três termos que são nulos porque. xi . K ) . sob quaisquer variações do estado do sistema considerado ( δψ e δψ ∗ arbitrários: vide nota ao final). Conseguiu-se isso graças ao fato de que . um passo necessário para que a forma da função fundamental se enquadre na formulação ( L deve depender de derivadas das funções incógnitas que não excedam a primeira ordem). A. (C-53) ( k = 1. (C-33). a última integral é da mesma forma que a segunda integral na Eq. Como exemplo. 2m (C-56) Note que as derivadas segundas presentes no termo ∇ 2ψ foram eliminadas. a Eq. as três equações ∂L ★ ∂xi ∫ ★ ∂ ⎡ ∂L ⎤ − j⎢ =0 i ⎥ ∂t ⎣ ∂ (∂ j x ) ⎦ ∂L ★ = φ (t j . A conservação da energia exprime-se através da constância do valor f f esperado da hamiltoniana em qualquer estado possível: H = ∫ ψ ∗ (r ) H ψ (r ) dV = constanV∞ te para todo ψ possível. Esta equaf f ção. Com esse resultado. com P = −i¥∇ . desdobra-se na equação δ ∫ ψ ∗ [ (−¥ 2 / 2m) ∇ 2 + V ]ψ dV = 0 . do mesmo modo como se fez na Eq. se anula. (C-35) e. Logo. considere um sistema quântico onde as forças são conservativas. Temos. (C-54) ( l = J + 1. lembrando que H = P 2 / 2m + V . através da Eq. (C-55) Reconhecem-se os vínculos nas Eqs. A.116 INTRODUÇÃO AOS TENSORES na qual o último termo surge da eliminação dos δ (∂ j xi ) . sendo coeficientes de grandezas arbitrárias e independentes (as variações). (C-52) torna-se ∫ ∫ ★ ★ ⎧⎪ ∂L ★ ∂ ⎡ ∂L ⎤ ⎫⎪ i J ∂L + δ δλk + dJt ⎨ i − j ⎢ x d t i ⎥⎬ ∂λk ∂x ∂t ⎣ ∂ (∂ j x ) ⎦ ⎪⎭ D D ⎪⎩'********** m *(***********) ∫ 0 ∫ ∂L ★ ∂ ⎡ ∂L ⎤ ⎡ δ xi ⎥ = 0 . xi . portanto. devemos resolver o sistema formado pelas equações de vínculo e pela equação de Euler-Lagrange com L ★ no lugar da função fundamental original L . com L = ¥2 ∇ψ ∗ ⋅∇ψ + ψ ∗ V ψ . N ) . A. (C-34).

∂ j g. ∂ jψ ∗ . ⎦ 2m ⎣ pela qual se vê claramente a existência de duas funções incógnitas no problema: f e g. (C-58) 2m ou seja. as Eqs. ∂ j f . a função L ★ . 2m Efetuando a soma e a diferença dessas equações (antes multiplicando a segunda por i ).ψ . As funções incógnitas a serem determinadas de modo a satisfazer a Eq. é a equação de Schödinger acima com ψ ∗ no lugar de ψ .∫V ∞ ψ ∗ ∇ 2ψ dV = ∫V INTRODUÇÃO AOS TENSORES ∞ [ ∇ ⋅ (ψ ∗ ∇ψ ) − ∇ψ ∗ ⋅∇ψ ] dV = ∫ ψ ∗ ∇ψ ⋅ dS − iif S∞ '******(******) ∫V 117 ∞ ∇ψ ∗ ⋅∇ψ dV . pela qual vemos que λ − λ ∗ = 0 . (C-57) Ora. (C-56) e o vínculo na Eq. (C-56) e (C-57) definem um problema variacional do tipo que acabamos de estudar. obtemos as já deduzidas equações para ψ e ψ ∗ [Eq. As equações de EulerLagrange correspondentes são as também equações de Schödinger: − ¥2 2 ∇ f +V f = λ f 2m e − ¥2 2 ∇ g + Vg = λ g . em termos das quais o problema pode ser resolvido: A substituição de ψ = f + ig na expressão de L ★ deduzida acima fornece L ★ ( z j . f f (C-57) são ψ (r ) e ψ ∗ ( r ) (vide nota ao final). Na aplicação da Eq.ψ ∗ j ★ j ∗ . deve ser ( ¥2 L . com φ = ψ ∗ψ . g. (C-53). i. . a derivada parcial de ψ em relação à coordenada cartesiana z j . A essas duas funções correspondem duas equa- ção de Euler-Lagrange. λ ) = ¥2 ⎡ (∂ j f ) (∂ j f ) + (∂ j g ) (∂ j g ) ⎤ + (V − λ ) ( f 2 + g 2 ) .e. de acordo com a Eq.λφ = ∂ jψ ∗ 2m ) ( ∂ ψ ) + ( V − λ )ψ ψ = L ( z . Naturalmente. as suas partes real e imaginária. λ é real. pois uma função complexa equivale a duas funções reais. Nota: Que não se estranhe a necessidade de se considerarem independentes as variações das duas funções ψ ∗ ψ e . onde ∂ jψ ≡ ∂ψ / ∂z j . A segunda equação de Euler-Lagrange (correspondente a ψ ). f . Esta equação subtraída do conjugado complexo da Eq. λ ) . (C-51) (com −λ em vez de λ). a função de onda deve satisfazer a equação de Schödinger independente do tempo. (C-58) é a equação (λ − λ ∗ )ψ ∗ = 0 . também devemos impor a condição de normalização ∫V ∞ φ dV = 1 . 0 onde aplicamos o teorema da divergência para obter uma integral de superfície que é nula desde f que se admita que ψ → 0 "suficientemente rápido" quando | r | → ∞ . (C-58) e o conjugado complexo desta]. a que corresponde a ψ ∗ é ∂L ★ ∂ψ ∗ ( ) ∂ ∂L ★ ∂ ¥2 − = (V − λ )ψ − ∂ jψ = 0 ⇒ ∂z j ∂ (∂ jψ ∗ ) ∂z j 2m ¥2 2 − ∇ ψ + Vψ = λψ . ∂ jψ ..

R. VII. Adler. Inc. 1977. 49. Einstein.118 INTRODUÇÃO AOS TENSORES Referências bibliográficas J. 1952 (tradução em inglês do artigo na revista alemã Annalen der Physik. 1975. Inc. John Wiley & Sons. Schiffer. 2nd Edition. Applications of Tensor Analysis.. Bazin e M. McGraw-Hill do Brasil Ltda. L. Tensor Analysis. 1949. Kogakusha.. 1964. McGraw-Hill A. . Schild. Análise Vetorial. Coleção Schaum. Ed. J. Sokolnikoff. Dover Publications. The Principle of Relativity. New York. Tokyo. R. Ltd.. Dover Publications. McConnell. Inc.. Introduction to General Relativity. Cap. 1957. I. Spiegel. 1916).. New York. M. New York. Synge e A. Tensor Calculus. S. New York. The Foundation of the General Theory of Relativity. M. A. Dover Publications.. Inc.