Eurival Soares Borges

DOENÇAS DO PERICÁRDIO

PERCICARDITE AGUDA
ETIOLOGIA
DIAGNÓSTICO
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
TRATAMENTO

DERRAME PERICÁRDICO E TAMPONAMENTO
FATORES PRECIPITANTES
EXAMES COMPLEMENTARES
PERICARDIOCENTESE

PERICARDITE CONSTRICTIVA
ETIOLOGIA
CLINICA
EXAMES COMPLEMENTARES
TRATAMENTO

agentes virais são coxsackie. medicamentosa: drogas quioterápicas.5 ng/ml . dissecção de aorta.Outras: traumáticas. echovirurs. depressão moringa. . coccidiomicose). .Outras infecciosas são: bacterianas (tuberculose.dor contínua postural. infecciosas.pode ter atrito pericárdio. procainamida. retroesternal . hidralazina. pós IAM (Síndrome de Dressler) . pneumococcus). Diagnóstico: Clínica Exame físico ECG Radiografia tórax Ecocardiograma . hipotireoidismo e neoplásicas. limfomas) . metildopa. sarcoma) e secundárias (pulmão. Epistein Bar vírus. .quase sempre < 1. traumas. estafilococcus. inflienza. lúpus disseminado e esclerose sistêmica .normal até pode ser útil no côncavo e difu.Metabólica: uremia. sulfas etc. revelar patologia duvidoso ou para ver mudanças na associada pulmão derrame pericárdio onda T temporal mediastino e ou tamponamento neoplasia Laboratório (marcadores) VHS. mama.90% dos casos viral e idiopática. pode torácica com ECG do segmento PR.PERICARDIO O pericárdio é constituído e duas menbranas de 1 a 2 mm e com 15 a 50 ml de líquido em seu interior que pode aumentar em situações como inflamatórias. hipotireoidismo.Neoplásicas: primárias (mesotelioma.Auto imune: febre reumática. pós cardiotomia.febre. hemophillus influenza. mixedema. vírus HIV etc.Doenças do tecido conectivo: artrite reumatóide.pródromo viral 14 dias antes . CK-MB e troponina em até 49% . dispneia . taquicardia. DHL leucocitose. fúngicas ( histoplasmose. PCR. aumenta no retorno venoso e elevação dos menbros inferiores supra de ST .coração de diagnóstico de dor so. PERCICARDITE AGUDA Etiologia: . blastomicose.

D2.Maior Normalmente em V6 Normalmente em V4 . e vagotônicos Idade Qualquer Geralmente < 40 anos Alteração do segmento PR Comun Incomun Ondas T Normal. apiculadas Razão amplitude J-ST/T em V6 > 25% < 25% Onda R . com onda Q de necrose. Normal Pericardite Difuso e côncavo D1. AVL AVF V3-V6 Dias a semanas Depressão exceto em AVR e V1 Pericardite Repolarização precoce Sexo Ambos Mais em homens. achatada Elevadas.Diagnóstico diferencial: Supra de ST (derivações) Evolução do segmento ST Segmento PR IAM localizado e convexo com imagens em espelho Horas. jovens.

por 2 a 4 semanas.Pericardiectomia somente em frequentes recorrências. podendo ser transitória .Tamponamento pericardio (classe I) . biopsia .Opicional em derrames importantes ou recorrentes (classe IIa) . 1 ou 2 xx/dia durante 06 meses. Complicações: . seguido de 0. 2 a 3 vezes ao dia.Pericardite recorrente (20 a 25% dos casos) .AINH podendo ser associado a colchicina e/ou corticoides.Pericardite efusivo constrictivo .Opicional se testes inconclusivos (classe IIa) . pericardioscopia.Derrame e tamponameno . determinar etiologia. muito sintomáticas e resistentes à medicação.Colchicina 1 a 2 mg no primeiro dia. Indicação de punção e drenagem: . . em casos de suspeitas e risco de tamponamento e para ver o efeito do tratamento. restrição da atividade física. ressonância magnética do coração. hospitalizaçao quando necessária para definir o diagnóstico. evitar em idosos (reduz fluxo coronário) Prevenção de pericardite recorrente: .Pericardite constrictiva.Constrição cronica .Exames adicionais: TC de torax.Tratamento: .Opicional em caso de derrames discretos (classe IIb) .Pericardite fibro elástica . por 5 a 7 dias Indometacina: 25 a 50 mg.Medidas gerais.5 mg.No caso de liquido pericárdico fazer análise completa .Corticoides (evitar como primeira opção): Predinizona 1 a 1.Medicamento antiinflamatórios não hormonais (AINH) Ibuprofeno: 300 a 800 mg VO a cada 6 a 8 horas por 5 a 7 dias ou AAS: 300 a 600 mg a cada 4 a 6 horas.5 mg/Kg dia por 30 dias. . .Pericardiotomia percutânea por balão. .

Suspeita de derrame pericárdico por TB ou purulento .Classe IIb . aumento da velocidade do fluxo na tricúspide 80% e diminui na mitral em 40% na inspiração. neoplasias. .Derrames com < 10 mm ao ecocardiograma. dispnéia com taquicardia e pulmões limpos. abafamento de bulhas.I. colapso do AD sistólico. anticoagulação. O tamponamento pode resultar em pulso paradoxal.Pericardiocentese: .Emergência médica que necessita de diagnóstico rápido para realização da drenagem. bradicardia. .Derrame pericárdico com mais de 20 mm ao ecocardiograma em diástole. baixo débito. relativas: coagulopatias não corrigida. uremia. . dilatação da veia cava inferior que não colaba na inspiração. cirurgia cardíaca recente. derrames pequenos. dissociação eletromecânica. trombocitopenia < 50000.Classe III . loculaods ou posteriores. RX de torax Ecocardiograma Hemodinâmica alargamento da silhueta cardiaca com pulmão limpo. colapso do AE. . dança do coração. interpretação das curvas com cateter na artéria pulmoar (Swan-Ganz): elevação das pressões de enchimento. alteração de ST. aumento importante na resistência vascular sistêmica.Dissecção aórtica . aumento da resistência periférica e sistêmica. . choque e parada cardiorespiratória com dissociação eletromecânica ou atividade elétrica sem pulso. passagem de marcapasso temporário.Fatores precipitantes: pericardite. alternância elétrica.Tamponamento cardíaco . para diagnóstico (exceto com suspeita de TB ou purulento). Mecanismos de compensação: taquicardia. equalização nas pressões diastólicas finais. . “coração moringa” colapso do VD ou da via de saída. hipotensão. com pressão pericárdica maior que intracardíaca levando `a diminuição do enchimento ventricular (diastólico) com queda do volume sistólico e débito cardíaco. medicamentos. arritmias atriais.C. elevação da pressão venosa central. com finalidade diagnóstica (exceto com suspeita de TB ou purulento) . septicemia. taquicardia sinusal.Suspeita de derrame neoplásico . .Exames complementares: ECG normal.Classe I . uso de cateteres. arritmia atrial.Classe IIa .DERRAME PERICÁRDICO E TAMPONAMENTO .Derrame pericárdico com 10 a 20 mm ao ecocardiograma em diástole.Compressão cardíacao por substâncias do interior do espaçao pericárdico.

aumento da jugular. Principal diagnóstico diferencial é com miocadiopaia restritiva. baixa pressão de pulso. Pericardite recorrente. derrrame pleural Cateterismo cardíaco: . inversão de onda T. a mortalidade varia de 6 a 12% em casos selecionados e não selecionados pode chegar à 40%. usar exames complementares.anormalidade do septo atrial e ventricular com abaulamento para esquerda . edema de membros inferiores. Pós trauma.aumeno na cava e e veias hepáticas com variação restritiva .sinal da raiz quadrada na curva de pressão do VE e VD. distúrbios de condução AV e de ramos.espessameno pericárdico e calcificações . ascite. com redução do enchimento cardíaco e da função ventricular e insuficiência do tipo diastólica predominante. Na forma efusiva a constrição ocorre na vigência de derrame tenso no espaço pericárdico. padrão de pseudo infarte. Cirurgias cardíacas prévias. provas de volume podem revelar o diagnóstico. Doença do tecido conectivo. . provas de volumes podendo demonstrar casos ocultos. o uso de laser como ajuda pode ser importante na liberação de calcificações.achatamento da parede posterior do VE . Radiografia de torax: .melhor avaliação do espessamento do pericárdio.pouco aumento das cavidades e função normal .ausente em 20% . igualdade nas pressões diastólcas finais de VE e VD.normal a baixa voltagem de QRS. Etiologia: Tuberculose. aumento da PVC. arritmias atriais. Ecocardiogama: . Irradiação. sinal da raiz quadrada. IRC. Tratamento: . caquexia Exames complementares: ECG: . Clínica: Congestão venosa sistêmica crônica. devendo excluir pacientes com atrofia miocárdica significativa ou fibrose extensa.padrão restritivo de ambos ventrículos TC de torax/ RNM : .Pericardiectomia por torocotomia anterolateral ou esternotomia mediana.PERICARDITE CONSTRICTIVA Condição secundária a inflamação crônica e fibrose do pericárdio.pode mostrar calcificação de pericárdio.

668-682 . Elias Knobel. pág. 5 Edition 2 .Livro: Condutas em terapia intensiva cardiológica.Livro: SOCESP – Cardiologia. Atualização e Reciclagem 6 . Marcos knobel.Leituras recomendadas: 1 . Jose Marconi Almeida de Souza.Heart Disease – Braunwald. 2008.