Campinas, 23 de Outubro de 2012

DISCIPLINA: Prática Profissional do Serviço Social IV

CAROLINA MOREIRA DA SILVA - 10335537
PARECER SOCIAL
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA O ADOLESCENTE
Diante da situação relatada, considero desfavorável a conclusão do
Conselho Tutelar uma vez que o retorno da adolescente à casa em que convive
com o companheiro – dependente químico e participante do narcotráfico na
região - potencializaria a situação de risco social e pessoal à qual a vítima
encontra-se submetida.
Além da evidente caracterização de violência física praticada pelo
companheiro, a situação descrita aponta para a múltipla violação dos direitos
assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), dentre eles, o
Direito à Educação e a proteção integral contra quaisquer formas de violência e
exploração [Art. 5.º Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma
de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na
forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais].

O artigo 277 da Constituição Federal de 1988 também prevê tais
medidas ao inferir que “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à
criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo
de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e
opressão.”

Considerando as prerrogativas dispostas pelo ECA e no referido artigo
da Constituição Federal de 1988 no tocante à defesa, proteção e assistência
ao adolescente e a constatação da incomunicabilidade da adolescente com a
família de origem há mais de um ano, torna-se também inviável o
encaminhamento da adolescente ao local que estes vivem atualmente

conclui-se que a efetiva proteção da adolescente e o resgate de seus direitos suprimidos. por assemelharem-se a residências localizadas dentro de uma comunidade. propiciam um ambiente acolhedor com possibilidades reais de estabelecimento de novos vínculos afetivos e padrões de sociabilidade. portanto. dar-se-á mediante ao encaminhamento da vítima à serviço de acolhimento social destinada à adolescentes. ao optar pela convivência com o companheiro. assegurando. Esta medida – que visa essencialmente à proteção e o direito fundamental de “ter direitos” condiz com o artigo 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente ao garantir que “A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde. em razão da múltipla violência e exploração a que fora exposta.” As instituições de abrigamento de crianças e adolescentes.considerando que a adolescente. não manifesta o desejo de retornar à sua família de origem. de modo a assegurar a proteção. mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso. resgatando sua dignidade e gradual autonomia. Com base nessas considerações. as condições para enfrentamento da situação vivenciada pela adolescente. a defesa e a assistência necessária para que a jovem possa encontrar alternativas capazes de superar os conflitos gerados tanto pela violência infligida pelo companheiro quanto pela própria situação de vulnerabilidade social que marca o próprio território de vivência da adolescente. em condições dignas de existência. .