EBÓS E OFERENDAS

Os Ebós são oferendas feitas para Orixás, Odús e outras divindades para diversas
finalidades, sejam elas feitas para apaziguar algum problema, sejam feitas em forma de
agradecimento de alguma graça atingida, por alcançar algum objectivo ou simplesmente
como forma de agradar às divindades que se cultuam. O princípio do Candomblé baseia-se
no Ebó, nas oferendas propiciatórias obtendo a redistribuição do Axé e mantendo o seu
equilíbrio vital.
Abaixo seguem alguns Ebós que o poderão ajudar em algumas situações da sua vida, no
entanto, sempre que possível, é preferível recorrer a alguém que tenha fundamento no
Candomblé para os realizar de forma correcta.
Ebó para Ògún Para abrir caminhos, trazer dinheiro, prosperidade
1 inhame assado, 1 alguidar médio, 21 moedas correntes, 21 taliscas de mariô (folha de
palmeira), 1 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água, envolto em folha
de bananeira), 1 acaçá vermelho (igual a acaçá branco, porém com farinha de milho
amarela), azeite de dendê e mel.
Como Preparar: Asse o inhame na brasa. Se necessário, raspe um pouco para eliminar o
excesso de negrume. Colocar dentro do alguidar. Vá enterrando os talos de mariô e
chamando por Ogum, Faça o mesmo com as moedas. Coloque os acaçás, um em cada ponta
do inhame. Regue com um pouco de dendê e mel, 1 pitada de sal. Acenda uma vela e faça
os seus pedidos a Ogum. Deve-se colocar no muro, ao lado do portão, ou no chão, na
entrada do portão. Se você morar num apartamento, coloque dentro da sua casa, atrás da
porta de entrada. Deixe 7 dias e após, despachar aos pés de uma árvore frondosa.

Presente para OxumPara acalmar a pessoa amada5 batatas inglesas, mel, azeite doce, açúcar
mascavo, 2 velas.
Como Preparar: Cozinhe as 5 batatas inglesas sem casca. Deixe esfriarem. Coloque um
pouco de mel, azeite doce e açúcar mascavo em um prato de louça, vá amassando as batatas
com as mãos e misturando tudo. Faça isso pensando na pessoa amada. Dê um formato de
coração à massa. Acenda 2 velas amarelas de 30 cm ao lado. Ofereça a Oxum Aparà.

Ebó para Exú LonanAbrir Seus Caminhos, para tirar feitiço, olho-grande, inveja1 metro de
pano vermelho, 1 alguidar médio, 7 velas brancas, 1 bife de boi cru, 7 moedas actuais, 7
búzios abertos, 1 farofa de dendê, com uma pitada de sal, 7 limões, 7 acaçás vermelhos, 7
ovos vermelhos, 1 obi.
Como Preparar: Abra o pano em sua frente. Acenda as velas. Passe o alguidar pelo seu
corpo e coloque-o em cima do pano. Passe os ingredientes no corpo, pela ordem acima. Por
último, abra o obi, e leve-o até a sua boca, fazendo seus pedidos. Deixe-o em cima do Ebó.
Feche o pano. Este Ebó tem que ser despachado numa rua de muito movimento, onde tenha
muitas casas comerciais.

Oferenda a ExúMaterial: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho
branco; Fígado, coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.
Modo de fazer: Faça uma farofa com dendê, uma com mel e uma com água, separadamente.
Faça o acaçá branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe a massa bem
consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Deixe esfriar.
Corte os miúdos de boi em pedaços pequenos e coloque para refogar com dendê, cebola, um
pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farofas no alguidar sem misturar

muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farofa e coloque o acaçá no centro. Oferece-se
para Exú pedindo o que se quer. Coloque numa praça bem movimentada.

Ebó Para Iansã - Oyá OniráMaterial Necessário:1 Abóbora moranga, 4 Búzios abertos, 4
Noz moscada, 4 Moedas, 4 Acarajés, 4 Metros de fitas vermelha / Branca, 1 Saco de pano.
Modo de Fazer: Fazer um buraco na abóbora, colocar o resto das coisas, depois de passadas
no corpo. Tapar a abóbora, amarrar com fitas. Entregar a OYÁ ONIRA no alto de um
morro, às 18:00 ou 24:00 horas, acender e pedir tudo de bom.
Ebó Para Resolver Problemas DifíceisMaterial Necessário:2 Acaçás Brancos, 2 Ovos
Brancos, 2 Quiabos, 2 Moedas, 2 Conchas, 1 Oberó
Maneira de Fazer: Passa-se tudo no corpo e coloca-se num Oberó, colocar bastante mel e
arriar numa praça e pedir a MEGE ou MEGIOKO que traga tudo de bom eem dobro. Este
Ebó tem que ser feito com 2 pessoas, acompanhadas de duas crianças.Nota: Este Ebó só
pode ser feito nas terças-feiras.

Defumação para descarregar casa ou comércio:Misturar mirra, incenso, bejoim, aniz
estrelado, breu, alecrim e alfazema e colocar num defumador aceso com carvão. Defumar
do fundo da casa para a frente; no final, despachar num verde e deitar um copo de água por
cima.
Defumação para abrir caminhos:Misturar num recipiente três colheres de açúcar, três
colheres de café em pó, três colheres de canela moída e sete folhas de louro seco. Defumar a
casa da frente para o fundo fazendo os seus pedidos. Aconselho a fazer a defumação para
descarregar à noite e no dia seguinte, pela manhã, ao nascer do sol, fazer esta defumação
para chamar dinheiro, freguesia e tudo que é bom.
Banho para descarregar o corpo:Colher pela manhã: levante, manjericão, alecrim, guaco,
malva cheirosa, espada de são Jorge, espada de santa Catarina, orô, oito folhas de ameixa,
um punhado de folhas de pitangueira, gervão, sete ramos de arruda, guiné, oito folhas de
boldo e folhas de alfazema. Colocar numa panela grande e deixar a ferver por catorze
minutos. Apague o lume e deixe arrefecer até ficar em boa temperatura para fazer o banho.
Ponha o líquido sem as folhas num balde, entre na banheira ou no duche, colocando-se de
pé dentro de uma bacia, vá despejando o conteúdo do balde por cima do corpo com uma
caneca, faça os pedidos para os bons guias retirarem todos os males do vosso caminho etc.
Peça a alguém para deitar a água do banho que ficou na bacia num verde ou em água
corrente.
Nota: Este mesmo preparado pode ser utilizado para lavar a casa (do fundos para a frente)
para descarregar. Neste caso, em vez de ferver, as ervas também podem ser maceradas,
piladas, com água, o efeito é melhor ainda. Também encontrará estas ervas em bons
mercados ou ervanárias, caso você não tenha como colhê-las você mesmo.
Banho para atrair bons fluidos:Misture dinheiro em penca, folhas de dólar, folhas de malva
cheirosa, folhas de laranjeira, folhas de elefante, folhas de manjericão, folhas de fortuna,
macere estas ervas com água e coe, misture um pouco de água quente para que a água fique
numa boa temperatura para o banho. Coloque num balde entre na banheira ou no duche,
colocando-se de pé dentro de uma bacia, vá despejando o conteúdo do balde por cima do
corpo com uma caneca (nunca deite nenhum tipo de banho na cabeça). No final, despeje o
conteúdo da bacia no seu quintal. Se quiser lavar a casa com este preparado deve lavar da
frente para o fundo e despeje o resto no fundo do quintal.

Nota: Como é um banho para atrair bons fluidos não deve ser despachado do lado de fora
do pátio ou da porta de casa, caso você more num apartamento, sugiro que deixe um vaso
grande com plantas verdes numa área onde possa despejar estes banhos.
Banho para o amor:Cozinhar um quarto de quilo de canjica amarela com bastante água,
após estar cozida, coar e colocar o líquido a ferver com folhas de pitangueira por mais
dezasseis minutos. No final deste tempo, acrescente dezasseis gotas de um perfume a seu
gosto, pétalas de uma rosa branca, uma vermelha e uma amarela. Tome o banho do pescoço
para baixo. Ponha a canjica numa bandeja forrada com papel amarelo e leve a uma praça.
Coloque debaixo de uma árvore e despeje o resto do banho em volta da bandeja, fazendo
pedidos enquanto isso. Se puder , deixe um vela branca acesa.
Nota: Este banho é indicado para fazer antes de sair para festas ou lugares onde você quer
chamar a atenção para o amor. Faça-o antes de receber o companheiro(a).
Xangô Aganjú Para passar em concursos e provas:01 gamela de madeira06 bananas
catarinas01 vela vermelha01 vela branca01 vela marrom-mel-pedidos escritos 6 vezes
Pegue a gamela, coloque as bananas descascadas dentro da gamela, em baixo de cada uma o
papel com o seu pedido, leve a um verde de preferência onde tenha uma pedra grande para
você colocar a gamela em cima, escreva o seu nome em cada uma das velas e depois de
colocar a simpatia sobre a pedra ,ascenda as velas e peça muita protecção e auxílio quando
você estiver prestando à prova.

Para Xangô Agodô - Justiça01 gamela de madeira12 bananas catarinas03 maçãs
(vermelhas)-fita branca-fita vermelha-mel-pedido escrito em uma folha de papel com caneta
vermelha-1 vela de 7 dias branca e vermelha
Escreva o seu pedido em uma folha de papel com a caneta vermelha ,enrole o papel com a
escrita para dentro, amarre com as fitas e coloque no centro da gamela, descasque as
bananas e coloque-as sobre o papel, arrume-as para que você possa colocar no centro as três
maçãs, regue com um pouquinho de mel e leve a um verde onde haja uma pedra, coloque a
gamela sobre a pedra e peça a Xangô que lhe ajude a vencer este processo.
Para atrair um novo amor: Canela-em-pauCravo-da-índiaNoz-MoscadaFlor de
LaranjeiraFolhas de PitangueiraPétalas de 1 Rosa VermelhaÓleo de AmêndoasÁgua
Ferva a canela, o cravo, a noz-moscada e as folhas de pitangueira. Apague o lume e
acrescente as flores de laranjeira e as pétalas de rosas. Abafe e deixe arrefecer. Tome um
banho higiénico, depois o banho atractivo do pescoço para baixo, mentalizando a pessoa
que você deseja ter a seu lado; logo após, passe o óleo de amêndoas nas suas zonas
erógenas, pedindo para que a pessoa amada permaneça sempre em seus braços.
Para aproximar quem está distante: 01 abafador de barro01 maçã01 par de alianças01
pedaço de favo de mel-fita vermelha-fita branca-algodão01 vela vermelha
Pegue o favo de mel, abra no meio com uma colher e escreva o nome do casal a lápis em
um papel, dobre e coloque dentro do favo. Amarre as alianças com as fitas e amarre o favo
também com estas fitas, faça um buraco na maçã com a colher, coloque o favo dentro, forre
toda a maçã com bastante algodão, coloque dentro do abafador e regue com muito mel, tape
o abafador, ascenda a vela ao lado, após a vela queimar plante esta simpatia em um vaso de
folhagem, sem espinhos.

Magia para o amor: 01 vidro de boca larga, pelo qual possa passar uma maça inteira sem
ferir a fruta;Uma maça bem bonita e vermelha;MelSete fitas de cores variadas, excepto
preto.Uma vela brancaNome do casal.

Corte o tampo da maça e esvazie o miolo. Escreva no papel o nome do seu amor, por cima,
escreva o seu próprio nome, tornando o primeiro ilegível. Ponha o papel dentro da maça,
depois de fazer com ele um rolinho, despeje por cima um pouquinho de mel. Ponha no lugar
o tampo da fruta e prenda-o amarrado à maça com as sete fitas, dando sete nós bem
apertados. Se não usar as fitas prenda a tampa na maçã atravessando as duas partes com o
galho, como se ele fosse uma flecha. Ponha a fruta dentro do pote e encha-o com mel;
feche-o a seguir com a tampa.Na noite de Lua crescente ou cheia, enterre o vidro junto ao
pé de uma árvore florida, acendendo a vela ao lado. Se preferir, guarde o vidro no fundo do
seu guarda-roupa (onde ninguém a ache) ou mesmo enterre-o na entrada de sua casa.

Os Ebós são oferendas feitas para Orixás, Odús e outras divindades para diversas
finalidades, sejam elas feitas para apaziguar algum problema, sejam feitas em forma de
agradecimento de alguma graça atingida, por alcançar algum objectivo ou simplesmente
como forma de agradar às divindades que se cultuam. O princípio do Candomblé baseia-se
no Ebó, nas oferendas propiciatórias obtendo a redistribuição do Axé e mantendo o seu
equilíbrio vital.
Abaixo seguem alguns Ebós que o poderão ajudar em algumas situações da sua vida, no
entanto, sempre que possível, é preferível recorrer a alguém que tenha fundamento no
Candomblé para os realizar de forma correcta.
Ebó para Ògún Para abrir caminhos, trazer dinheiro, prosperidade
1 inhame assado, 1 alguidar médio, 21 moedas correntes, 21 taliscas de mariô (folha de
palmeira), 1 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água, envolto em folha
de bananeira), 1 acaçá vermelho (igual a acaçá branco, porém com farinha de milho
amarela), azeite de dendê e mel.
Como Preparar: Asse o inhame na brasa. Se necessário, raspe um pouco para eliminar o
excesso de negrume. Colocar dentro do alguidar. Vá enterrando os talos de mariô e
chamando por Ogum, Faça o mesmo com as moedas. Coloque os acaçás, um em cada ponta
do inhame. Regue com um pouco de dendê e mel, 1 pitada de sal. Acenda uma vela e faça
os seus pedidos a Ogum. Deve-se colocar no muro, ao lado do portão, ou no chão, na
entrada do portão. Se você morar num apartamento, coloque dentro da sua casa, atrás da
porta de entrada. Deixe 7 dias e após, despachar aos pés de uma árvore frondosa.
Presente para OxumPara acalmar a pessoa amada5 batatas inglesas, mel, azeite doce, açúcar
mascavo, 2 velas.
Como Preparar: Cozinhe as 5 batatas inglesas sem casca. Deixe esfriarem. Coloque um
pouco de mel, azeite doce e açúcar mascavo em um prato de louça, vá amassando as batatas
com as mãos e misturando tudo. Faça isso pensando na pessoa amada. Dê um formato de
coração à massa. Acenda 2 velas amarelas de 30 cm ao lado. Ofereça a Oxum Aparà.

Ebó para Exú LonanAbrir Seus Caminhos, para tirar feitiço, olho-grande, inveja1 metro de
pano vermelho, 1 alguidar médio, 7 velas brancas, 1 bife de boi cru, 7 moedas actuais, 7
búzios abertos, 1 farofa de dendê, com uma pitada de sal, 7 limões, 7 acaçás vermelhos, 7
ovos vermelhos, 1 obi.
Como Preparar: Abra o pano em sua frente. Acenda as velas. Passe o alguidar pelo seu
corpo e coloque-o em cima do pano. Passe os ingredientes no corpo, pela ordem acima. Por
último, abra o obi, e leve-o até a sua boca, fazendo seus pedidos. Deixe-o em cima do Ebó.
Feche o pano. Este Ebó tem que ser despachado numa rua de muito movimento, onde tenha
muitas casas comerciais.

um pouco de sal.Oferenda a ExúMaterial: Farinha. Modo de Fazer: Fazer um buraco na abóbora. E uma vez mais. desde os objectivos mais elevados. 2 Ovos Brancos. também tem as duas faces da moeda. e a quem a pratica. pois o seu auxílio chega sempre. como tudo na vida. 4 Acarajés. aqui. ou se preferir-mos. 1 Oberó Maneira de Fazer: Passa-se tudo no corpo e coloca-se num Oberó. não só no enquadramento do Candomblé. depois de passadas no corpo. cebola. porquanto. depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. tem o seu lado bom e o seu lado mau. amarrar com fitas. e por isso. E se não é tão questionável que os fins justifiquem os meios. separadamente. 2 Conchas. Este Ebó tem que ser feito com 2 pessoas. acender e pedir tudo de bom. acompanhadas de duas crianças. se assemelham mais a nós. o seu lado positivo e o seu lado negativo. 4 Búzios abertos. Cabe em primeiro lugar salientar que a magia. até àqueles que nem vale a pena descrever… de tão ignóbeis que podem ser. deixe a massa bem consistente. são algumas das formas de magia que utilizamos. Mel de abelhas. 4 Metros de fitas vermelha / Branca. 4 Moedas. Mas a magia. mas estes. Coloque as farofas no alguidar sem misturar muito. também é a nossa escolha que prevalece. colocar bastante mel e arriar numa praça e pedir a MEGE ou MEGIOKO que traga tudo de bom eem dobro. Somos nós que escolhemos as nossas metas e os nossos objectivos. Qualquer destas entidades pode ser uma mais valia na vida de uma pessoa. Faça o acaçá branco cozinhando a farinha de milho em água. como de qualquer prática religiosa que utilize rituais de magia. pelo caminho. Deixe esfriar. Azeite de dendê. como já referi. estão quase sempre em jogo pessoas… e até vidas! Particularmente no Candomblé. devemos de facto preocupar-nos com os meios que escolhemos para atingir os nossos fins. 2 Moedas. Modo de fazer: Faça uma farofa com dendê. Fígado. humanos – aqui enquadram-se os Exús pagãos. Ebó Para Resolver Problemas DifíceisMaterial Necessário:2 Acaçás Brancos. Ebó Para Iansã . e se devidamente tratados são nossos aliados preciosos. Um alguidar. 4 Noz moscada. ponha o refogado de miúdos sobre a farofa e coloque o acaçá no centro. o camarão e rodelas de cebolas. mas. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Os Ebós. colocar o resto das coisas. as Pombagiras e os Caboclos – e estão de facto num plano mais próximo de nós. às 18:00 ou 24:00 horas. e cabe a cada um de nós escolher a utilização que lhe queremos dar. em primeira linha aos Orixás e depois. Camarão seco socado.Oyá OniráMaterial Necessário:1 Abóbora moranga. todos eles sem excepção. é . Está na natureza humana a constante luta por conseguir tudo aquilo que pretende. foram criados originalmente com o intuito de corrigir alguma situação errada na vida de uma pessoa e para tal pode-se recorrer ao auxílio de diversas entidades. a prática de rituais de magia é uma constante. Tapar a abóbora. 1 Saco de pano. Este é um dos temas mais polémicos de que podemos falar. que pelo seu estado evolutivo e pelas suas características. colocar bastante mel e fazer os pedidos. Cebola. uma com mel e uma com água. 2 Quiabos. Coloque numa praça bem movimentada. vamos então analisar como ela é utilizada e como deveria ser utilizada. Ebó de UniãoColocar o nome das duas pessoas dentro de um Obi e enterrar em um pé de planta sem espinhos. Farinha de milho branco. coração e bofe de boi. cabe-nos a nós também escolher os meios. e porque esta página a ele é dedicada.Nota: Este Ebó só pode ser feito nas terças-feiras. a outras entidades. Corte os miúdos de boi em pedaços pequenos e coloque para refogar com dendê. as Oferendas e as Simpatias. Entregar a OYÁ ONIRA no alto de um morro.

Convenhamos no entanto que não são muitos aqueles que estão verdadeiramente capacitados para isto. também se pode sem dúvida Desamarrar. mas isto só é possível a quem tenha verdadeiros e fundamentados conhecimentos. Portanto.São Cipriano . conhecer os dois lados. não vou aqui explicar . portanto. diria mesmo essencial. grosso modo. pense.os detalhes desse conhecimento.começou por ser um dos melhores magos que já se conheceram a manejar a chamada Magia Branca. que os verdadeiros adeptos e/ou praticantes do Candomblé. não duas. e esse lado deve ser sempre o lado positivo e construtivo. mais que não seja. de uma vez por todas. e nós simplesmente não temos o direito de impor a nossa vontade na vida e no destino dos outros. Imagine uma situação em que você quer muito ficar com uma outra pessoa e faz uma Amarração para conseguir o seu intento. já muita coisa aconteceu que não tem retorno e já nada voltará a ser como era antes. Cria-se assim um ciclo vicioso. ou vai fazer. não de forma voluntária e consciente. assim como se pode Amarrar. Embora não pertencente ao Candomblé. porque para se tratar ou curar alguém que tenha sido atingido pela magia negativa. porque não é de facto uma solução. Esta forma de utilizar a magia não é de todo uma forma positiva. mas muitas vezes naquilo que está a pedir. ainda que a Desamarração seja um sucesso. quando pensar em fazer ou solicitar uma Amarração. vai conseguir o seu intento? Ou é a outra pessoa que vai conseguir? Este tipo de situação não é inédito. Poderíamos aqui. e por vezes os resultados não são nada satisfatórios e são até perniciosos para a vida das pessoas envolvidas. você não só estará a pedir algo para si. mas de igual modo. se negassem determinadamente a aceitar este tipo de trabalhos que constantemente nos pedem.necessário. Ao fazer uma Amarração. entretanto. que pode ser utilizado e para o qual é necessário conhecer o antídoto: é do próprio veneno da cobra que se criam os antídotos que são utilizados para curar quem é picado por ela . virou. e tornou-se um dos mais temidos e eficientes magos da Magia Negra. fazer também uma Amarração. pelas consequências kármicas que lhes são inerentes e que o nosso lado espiritual jamais deve esquecer . Também para ele isto só foi possível porque tinha conhecimento verdadeiro e profundo de como os dois lados funcionam. Amarração mexe com o destino da pessoa. também temos que conhecer tanto o veneno como o antídoto. Imagine agora que uma segunda pessoa está interessada nessa mesma pessoa para quem você fez a Amarração e resolve também. Gostaria. é até cada vez mais comum. como estará a mexer com a vida de outra pessoa. a título de exemplo. e nenhuma das partes vai sair a contento. é necessário saber contrapor com a magia positiva. independentemente do posto que ocupem. o importante é que fique claro que quem mexe com um lado tem que conhecer o outro. pois você jamais terá a garantia de que o seu pedido possa ser atendido devido a um conjunto de factores que podem estar envolvidos e que você certamente desconhecerá. Ainda que posteriormente seja feita a magia para Desamarrar. mais tarde na sua vida. para conseguir o seu intento.chama-se Lei do Retorno! Há sempre uma forma difrente de ajudar as pessoas… pelo lado positivo! . Quando isso acontece. Como é que fica essa pessoa que está pelo meio? E você.na magia. muita coisa se altera. Está na hora de todos perceber-mos isto e agir-mos em conformidade. só confusão e mais confusão e muita dor. ou sequer de pensar neles como uma solução para as nossas vidas. encarar como um veneno.nem o poderia fazer . não três vezes. e de alguma forma forçando-a a agir de uma maneira que ela muito provavelmente não quer. Obviamente. dado que são cada vez em maior número as pessoas que recorrem a este tipo de magia (embora a maioria jamais vá admitir que o fez!). e garanto que daqui não sai nada de bom para nenhuma das partes envolvidas. m dos magos mais conhecidos de sempre . tornando-se mais uma vez necessário escolher o lado que se vai utilizar.

são chamadas comida de axé pois acredita-se que o Orixá aceitou a oferenda e impregnou de axé as mesmas. é oferecido principalmente ao Orixá Oxum.é uma Comida ritual feita de milho vermelho torrado e moído em moinho e temperado com azeite de dendê e mel. guarde no alto e procure nunca mexer . Para afastar pessoas invejosas e indesejáveis: Você vai precisar de:01 vassoura de carqueja ou de palha Varra a sua casa ou comércio dos fundos para a frente. passar novamente no moinho.é comida ritual do Orixá Xangô. em grande parte são distribuídas para todos os presentes. pedindo protecção. que para serem preparadas são submetidas a um verdadeiro ritual.é a comida ritual do Orixá Iansã. é o milho de pipoca estourado numa panela com areia . Protecção da casa: 01 fita vermelha01 chave07 moedas07 grãos de milho01 saquinho de tecido vermelho Coloque dentro do saquinho: a chave. que deve ser partido num moinho em pedaços grandes e colocado de molho em água para soltar a casca. leve a um verde e despache. etc. Comidas rituais são as comidas específicas de cada Orixá. sal. Peça a Ossaim muita saúde e protecção para a sua família. Pegue o lixo e a vassoura. fartura e bons negócios. leve a uma encruzilhada e peça a Exú Bará que abra os seus caminhos para que consiga um emprego ou uma promoção.Axé! Hoje deixo aqui mais alguns trabalhos que lhe poderão ajudar a melhorar alguns aspectos da sua vida. pode ser feito de várias maneiras. enfeitado com fatias de coco sem casca. azeite de dendê. sal. sendo que a ponta da chave fica voltada para fora. milho vermelho cozido refogado com cebola ralada. amarre com a fita vermelha e pendure por cima da porta de entrada da sua residência ou comércio. enrole cada papel em uma chave e coloque dentro da bandeja formando um círculo. O segredo para o acarajé ficar macio é o tempo que se bate a massa. pó de camarão. as moedas e os grãos de milho. vá pedindo a São Roque:”eu não estou tirando a sujeira de dentro da minha casa e sim estas pessoas que me fazem mal”. Abertura profissional: 01 bandeja papelãopipoca estalada (sem sal e sem açúcar)07 papéis com os pedidos escritos07 velas vermelhas07 chaves Forre a bandeja com a pipoca. escreva os pedidos referentes à parte profissional em 7 papéis. Esses alimentos depois de prontos são oferecidos aos Orixás acompanhados de rezas e cantigas. Deburu . durante a festa ou no final. O acarajé é feito com feijão-frade. desta vez deverá ficar uma massa bem fina. o carvão.é a comida ritual do Orixá Obaluaiyê . e a pipoca. Amalá . . É feito com quiabo cortado. mentalizando as pessoas que você gostaria que se afastassem de você. A essa massa acrescenta-se cebola ralada e um pouco de sal. Quando a massa estiver no ponto ela fica com a aparência de espuma.no próximo ano despache este em um verde e faça outro. Axoxô – é comida ritual do Orixá Oxóssi. Eis então algumas das principais comidas: Acarajé . cebola ralada. Ado . É oferecido numa gamela forrada com massa de acaçá.o alho. após retirar toda a casca. Para Afastar Doenças: 01 vassourinha de palha07 dentes de alho01 pedra de carvão01 saquinho de tecido lilás01 fita lilás01 punhado de pipoca (em grão)01 papel com os nomes de todos da família Coloque dentro do saquinho lilás: o papel com os nomes . pó de camarão. azeite de dendê ou azeite doce. Depois de peneirar a areia essa pipoca é colocada num alguidar ou tigela (de barro) e enfeitado com pedacinhos de coco. amarre o saquinho com a fita e amarre-o na vassourinha. para fritar use uma panela funda com bastante azeite de dendê.

sal. em folha de bananeira previamente limpa.É uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana. quase sempre. depois de pronto é colocado numa gamela. boa caça. no sentido em que os Orixás também comiam do mesmo tipo de comidas. Quando comida ritual. Ainda quente essa massa deve ser embrulhada em pequenas porções. sal. dobra-se a outra ponta cruzando por cima e virando para baixo. A sorte. A preparação da massa é idêntica à do acarajé. Essa massa deve ser envolvida em pequenos pedaços de folha de bananeira semelhante ao processo usado para fazer o acaçá e deve ser cozido no vapor em banho-maria. Uma cebola. quando escolhe. a base para os . até ficar no ponto. pó de camarão. refogado com cebola ralada. Omolocum . feijão-frade sem casca triturado. Um maço de língua-de-vaca (ou taioba.é uma comida ritual do candomblé e da culinária baiana . cebola ralada ou batida no processador. fervese a língua-de-vaca. normalmente são colocados 5 ovos ou 8 ovos. temperado com tudo o resto. É preparado com quiabo cortado em quatro de comprido e depois em rodelas. é servido na própria folha. Acaçá . fizeram também sempre parte das preocupações. ou bertalha. amendoim torrado sem casca e moído. castanha-de-caju torrada e moída. Enxuga-se e estende-se na peneira para secar toda a água.é uma comida ritual e da culinária baiana . quiabo (ilá) e mandioca (paki). azeite de dendê. os Iorubás basicamente subsistiam pela colheita do inhame (isu). e como forma de agradar aos Orixás a comida era “partilhada”. a ajuda. na sua ocupação principal. que pode ser moído junto com o feijão e depois colocar alguns inteiros.é um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé . em seguida coloque o quiabo cortado. ou espinafre. para suar. Feito com milho branco ou milho vermelho.Ekuru . rainha das águas doces. Preparação: Numa panela coloque azeite de dendê. faz o mesmo do outro lado. Meio dente de alho. com o dedo polegar dobra-se a primeira ponta da folha sobre a massa. é feito com feijão-frade cozido. passada no fogo e cortada em tamanho igual para que todos fiquem do mesmo tamanho. os pedidos para uma boa colheita. colocar um pouco de água e deixar cozinhar. Uma pitada de coentro. a massa é preparada da mesma forma que a massa do acarajé . Cozinha-se no azeite-de-dendê puro. quando estiver cozido colocar aos poucos a castanha e o amendoim acrescentando um pouco mais de dendê. estende-se na tábua e bate-se bem com a faca. A panela fica tapada. São estes os elementos principais que encontramos até hoje nas comidas que são confeccionadas para os Orixás no Candomblé. escorre-se numa peneira. Preparação: Meio quilo de camarão seco. até ficar uniforme.comida ritual da Orixá Oxum . que após ficar de molho em água de um dia para o outro. a cebola e o sal. pó de camarão. O formato que vai ficar é de uma pirâmide rectangular. A comida é assim claramente também mais uma tradição que foi trazida de África pelos escravos e que foi mantida no culto do Candomblé. ou mostarda). Caruru . um bom trabalho. azeite de dendê ou azeite doce. refogue um pouco. e desta integração surge a força. coloca-se um pouco de pó de camarão e quando da culinária baiana coloca-se camarões secos previamente escaldados para tirar o sal. Nanã. mas essa quantidade pode mudar de acordo com a obrigação do candomblé. sem parar de mexer. O ponto de cozedura pode ser visto quando a massa não dissolve se pingada num copo com água. descascado. pede um bom efó de língua-devaca. Coloca-se a folha na palma da mão esquerda e coloca-se a massa. Come-se com arroz. etc. pode ser feita com a folha chamada língua de vaca ou com folha de mostarda.é uma comida ritual de diversos Orixás. envolta em folhas de bananeira como o acaçá e cozido no vapor. Pimenta-malagueta em pó. Enfeitado com camarões inteiros e ovos cozidos inteiros sem casca. Tendo como contexto principal a terra e os seus frutos. Efó . Abará . Primeiro. transformando-se. A preocupação com o comer é uma constante na vida do ser humano. feijão (ewa). milho (àgbado). deve ser moído num moinho formando uma massa que deverá ser cozida numa panela com água.

12 acarajés. como saber não ocupa espaço. 12 orobos. 12 quiabos inteiros. temos que analisar os caminhos atráves do Jogo. com o seu campo vibratório e características naturais. EBÓ PARA OBTER BOAS OPORTUNIDADES E SER NOTADO NO TRABALHO OU NOS NEGÓCIOS 12 folhas de Iroko 01 Amalá completo (12 bolas de inhame. tirar empecilhos e inimigos ocultos e declarados. coloca-lo então no lugar onde será arriado o amalá. fazendo parte de maioria dos rituais nos quais se invoca a sua presença. que contém determinados elementos energéticos. caso contrário . a forma como é confeccionada. 12 bicos de papagaio. uma determinada comida.. peça a Xango para elevar a sua vida. Trazer então o amalá. as vezes o que é bom para uma pessoa não será para outra. 12 abarás. mas alimenta-se. a sua participação ou ajuda. 12 akasás. e por em cima das brasas muito incenso importado. e assim. 12 cocadas brancas. São estas as comidas que são hoje em dia dadas em oferenda aos Orixás. cantando louvando e pedidndo tudo o que se precisa.pedidos. isso sim. porque esta integra determinados elementos que se coadunam com a sua própria energia. a comida é sempre uma parte muito importante. Outro ponto importante é respeitar os EWÓS de cada divindade.ONGE BILE – as chamadas comidas secas. 12 folhas da fortuna. Entenda-se que o Orixá não come “fisicamente”. da energia e da vibração da comida que lhe é oferendada. daqueles usados pelos padres em missa. e identificarmos junto a Orisá se aquele seria o ebó adequado ao caso desse ou daquele filho. 12 pedaços de peito bovino. nada os impedem de anotar os ebós que constam nesta página. Abaixo encontra alguns exemplos das comidas que são oferendadas e também a forma cuidada como são apresentadas nas entregas Será de bom alvitre aos que passarem por estes ebós se a pessoa disposta a executá-los tenha segurança e tenha mãos de Ire (sorte). Os ingredientes que a compõem.12 moedas. é apropriada para este ou para aquele Orixá especificamente. para agradecimentos . Desde os simples Ebós e Oferendas até aos mais complexos rituais de Iniciação.as comidas dos Orixás . Mas vejam bem.. rodar todos os comodos com o carvão aceso. 12 pedaços de rabada. não funciona como receita. . tudo tem o seu preceito próprio. 01 quartinha com agua 03 velas de 12 horas 01 gamela redonda 01 tijela com ajebó (cortado em rodelas e cozido rapidamente com agua e banha de ori) Acender 12 pedras de carvão bem grandes.

1 amalá bem quente. esse amalá é entregue a Oba Aganjú. palha da costa. 9 moedas de cobre. por cima deste amalá por 18 vezes o nome do casal bem juntos. 07 bananas d‟água. As velas serão acesas a casa 12 horas. 1 ekodidé. 1 moeda. cobrir com o azougue. por o nome da pessoa que se quer junto ao seu dentro desta banana a comprido. fechar as bananas e amarra-las com a palha da costa. cominho. 1 pimenta dedo de moça. ou em um pote onde se tenha favas de olho de boi e imã com uma figa. 9 abarás. por o miolo por cima. Por em um prato de barro. por a moeda por cima do miolo junto com a pimenta dedo de moça e despejar todo o dendê por cima. fazendo um circulo com as pontas para fora. entregue aos pés de xangô pedindo a oyá que em nome da pessoa que ela mais amou (xango) que aquela pessoa que está fria no amor reacenda como no inicio o amor. meio litro de dendê. enfincar o ekodidé no miolo.os orobos serão todos alafiados enquanto se pede as coisas a Xango. 9 orobos.” EBÓ PARA AMARRAR UM HOMEM A QUEM SE QUER. dizendo a alaketu que “assim como ele vigia sua cidade do alto. e a traga de volta para você. Abrir cada banana ao comprido com casca e tudo. EBÓ PARA TRAZER BONS VENTOS DENTRO DE SEU ILÊ . Abrir a cabaça. 1 miolo de boi. EBÓ DE OYÁ FUNAN PARA REACENDER AMOR QUE SE ESFRIOU 9 carvões em brasa grandes. assim ele vigie a sua pessoa amada também. e leva o amalá para uma pedreira. Os outros ingredientes todos serão postos em cima do amalá. As folhas de iroko serão postas embaixo da gamela. salpicar cominho por cima. após esse tempo a pessoa retira as folhas de Iroko quina e toma banho da cabeça aos pés. completando assim 36 horas o amalá arriado dentro de casa. subir em uma arvore bem alta e por a cabaça na copa desta árvore. faça os pedidos ainda lá no alto. e sim guardadas no Xango da pessoa. enfinque as moedas nos acarajés e os orobos nos abarás. por cima dos nomes os acarajés e os abarás. com uma vela cinza acesa. entregar numa barreira que tenha barro bem vermelho a oxeturá. 9 acarajés. As moedas não serão despachadas. EBÓ PARA EXÚ ALAKETU TRAZER PARCEIRO DE VOLTA 1 cabaça. azougue. por o nome da pessoa que se quer dentro.

preenchida com a água de poço. sacrifiqueo tirando o bruto. Deixe essa quartinha. tampando-a. bata três vezes na boca da quartinha (que deve estar destampada). enrolar a pessoa toda no morim branco. sendo 5 de um lado e 5 de outro. você deve abanar todo o ambiente com o leque. que as pessoas mal intencionadas e espíritos desencarnados sejam afastados. Passe a vela apagada e jogue longe dentro do mato dizendo “ Estou apagando a força do inimigo. 3 cabaças pequenas cortadas ao meio (igual a um copo). pedindo para que oyá traga bons ventos para seu lar.1 quartinha de barro. Num canto da porta de entrada da sua casa (do lado de dentro). coloque a quartinha sem nada dentro. 1 leque de palha. Ao lado. desenrole a pessoa do morim e balance o morim ao vento. etc. Chegando na roça tomar banho cozido com as ervas acima citadas misturadas com efum africano. a água e o dendê dentro da quartinha. Depois disso. azeite de dendê. Esfregar o obi na pessoa e abri-lo. todo o mal . jogue-o na terra dizendo para ONILE que segure ali todo o ajé. Comida a Sorte Uma galinha branca . terra de bambuzal. pronunciando seu nome três vezes. com as três cabaças. deixe-o esticando em uma árvore e dê as costas.”. folha de goiaba Modo de Fazer: Dentro do mato. toda a feitiçaria que se encontrava naquela pessoa. e que todos os que ali habitam tenham prosperidade. Esfregue a preá das cabeças aos pés. jogar as fitas bancas por cima de seus ombros. a outra. A primeira. que a casa seja sempre positiva. macaça. com azeite de dendê. com terra. ponha as três cabaças cortadas. e a última. Retornando para o Ilê. Ebó de Osalá para tirar Ajé 10 fitas Brancas com 1m 4 m de Morim branco 1 preá branca 1 obi funfun 1 vela branca Ervas: poejo. Tomar um chá de funcho adocicado. Neste momento. apagando a feitiçaria e apagando Iku. Com o leque. água de poço ou de mina. cana do brejo. para proteger sua casa. funcho. harmonia. solte-a pedindo a Baba de Osalá que dê vida longa e caminhos abertos para essa pessoa. coloque a terra. no mesmo local. fertilidade. Retire as fitas e balance-as ao vento e ponha esticada numa árvore.

corta-se em 6 partes tempera-se com cebola camarão e azeite doce e distribui cada parte em um prato.Um peixe vermelho ou sioba Camarão grando fresco Vinho Branco Vinho tinto Vinho moscatel 3 colobos de louça com mel / dendê / água 3 colobôs de louça com efum / osun / wají 7 pratos de louça 7 talhas de flores diferentes Sacrifica-se a galinha para o Ogum do portão. Chama-se Ajè Xaluga. vinho tinto e vinho moscatel. neste momento de um banho no Yawo com a seguinte mistura: Sementes de girassol. açúcar cristal e fava de imburana tudo em grande quantidade. Chegando na praia. mel e água servir um pouco de vinho branco. arroz com casca. estende-se uma toalha branca e arruma-se a mesa como se fosse um banquete e oferece-se a sorte do Yawo. Presente as Águas Uma talha Grande Colobôs com comidas de todos os orixás Brinquedos de crianças Espelhos Pentes Sabonetes Vinho branco Perfumes Doces Fitas de várias cores . Obs: Nos colobôs de dendê. o peixe também é preparado com os mesmos temperos. assado na folha de bananeira ocupará o 7°prato.

dá-se de comer a Sorte. 1 Estoura Balão (Fogos) . Estando a talha pronta. Depois então faz-se a entrega do presente. Oxum e Nana. EBÓ TÓYA KÓSÌ REMOVER DOENÇAS. as vezes até 3. lembre-se embora partida em 4 esta vara continuará com seu comprimento que normalmente chega a 2metros. PRAGAS.Flores 2 galinhas brancas que são sacrificadas na água na hora da entrega do presente. coloca-se a mesma na cabeça da yawo. em 4. Ossun e Wají. 1 Galinha D„Angola 1 Ekuru 1 Acaçá 1 Acarajé 1 Aberém 1 Bola de Canjica 1 Bola de Feijão Preto 1 Bola de Arroz 1 Ovo 1 Bola de Farinha Tudo isso em Tamanho exagerado. BAKU E EGUN Material: 1 Vara de bambu que deverá ser partida. canta-se cantigas de Yemanja. Pinta-se 1 alguidar número 05 e 1 quartinha com tampa sem alça de Efun. ao comprido. E 1 Bacia de Pipocas. FEITIÇARIAS. que deverá ficar de joelhos para recebe-la. e assim. tanto o presente as Águas como a comida a Sorte deve ser realizada num sábado ou quarta-feira de lua crescente ou lua Cheia. Por se tratarem de orixás Odo. Antes de sair canta-se 3 cantigas para o orixá do yawo ao chegar na beira da praia. Em seguida a entrega do presente. a Yawo toda trajada de branco sai com a talha da cabeça. pega-se 1 parte destes 4 e confecciona-se na ponta deste uma espécie de ponta de flecha.

no pé de uma Árvore Frondosa.Modo de Fazer: Levar o Filho de Santo no mato. pedindo para Exú encontrar fulano de tal (pronunciar o nome completo). E vai se passando todas as comidas começando pelas comidas escuras e terminando com as Pipocas. o Filho de Santo encosta a Lança de Bambu rente ao Tronco da Árvore. a Exú. . azeite de dendê. a outra com dendê e a última com pinga). Faça essa oferenda na mata. Coloque em cima da gaiola a peça de roupa da pessoa. peça que a pessoa venha a salvo até sua casa (fale em voz alta o endereço). Solte o primeiro passarinho. ficará a quartinha. e peça agô. Modo de fazer: Trate dos passarinhos em sua casa. pedindo que a pessoa seja libertada. Fale em voz alta. limpe o local onde você vai fazer a oferenda. Faça um círculo no chão para colocar a gaiola com os passarinhos. Feito isso. 1 peça de roupa da pessoa. canta-se para Omolu. pinga. e pede-se ao Filho de Santo para mentalizar tudo que deseja que saia da Vida dele e do Corpo. Entregar na mão direita dele a Galinha D‟Angola que será segura pelas Patas. 3 passarinhos. EBÓ ESÚ PARA TRAZER DE VOLTA PESSOA SEQUESTRADA OU PRESA Material: 1 gaiola sem uso. dá-se na mão do Filho de Santo o Estoura Balão que será apontado para bem longe botando para correr então todas as mazelas que estavam na vida daquela pessoa. num local onde tenha terra. Durante todo o processo deste ebó. Neste mometo. na mão esquerda então. O próprio Iyawo faz um Sarayê com a Galinha em seu Corpo e a Joga bem longe com toda a Força. pede-se ao Iyawo fale com a boca dentro da quartinha pedindo para sair tudo de ruim da vida dele. Ao terminar de passar todas as comidas. para entrar na mata. 3 kilos de Canjica cozida 3 cabacinhas cortadas. por pelo menos 3 dias. o Alguidar pintado nos Pés da Árvore e Junto a Quartinha sem nada dentro apenas tampada. Na mão Esquerda a Vara de Bambu. Antes de entrar na mata. dizendo o que veio fazer. Solte o segundo pássaro. Quando soltar o último pássaro. mel. você deve oferecer a Exú as três cabaças (uma com mel. Tira-se a Tampa.tampa-se a Quartinha e manda-se o Iyawo atira-la ao chão para que se quebre.

Faça seu pedido saudando a Elá: Elá Boru! . Deixe e vasilha no pé de Esu se o tiver assentado. casas cidades e pessoas. Assim que a pessoa retornar. caso contrário. coloque na sala e deixe de uma dia para o outro. enrolada em um pano branco. EBÓ PARA TER ÊXITO E MOVIMENTO EM CASA COMERCIAL E ILE ASÉ MATERIAL 21 obi 21 orogbo 01 litro de gim 01 garraga de azeite de dendê Ewe Ireke (folha de cana de açúcar) Ewe Epa (folha de amendoim) Ero Osun (solanaceae) Epo Odu (erva moura) Ogede Omini (bananeira) Iyo (sal) MODO DE FAZER: Soque num pilão todas as folhas misturando-as aos outros materiais. guardião dos templos. deixando-a no local. Esta oferenda deve ser direcionada a Esu. Acrescente sal grosso. Cubra a fenda.Quebre a gaiola totalmente e cubra com bastante ebô . Obs. Faça o pedido à Iyá mí entregando esta oferenda em troca de prosperidade para você e seus filhos de santo. Em seguida. deve ser copado um Cabrito calçado para Exú. gim e o azeite de dendê. EBÓ PARA ATRAIR FORÇAS DAS DIVINDADES AFRICANAS PARA ILÈ ASÉ MATERIAL Uma vasilha branca 9 moedas (se for homem) 7 moedas (se for mulher) 20 gotas de azeite de dendê Sal grosso Gim MODO DE FAZER: Na vasilha coloque água e as moedas. e intermediário entre os homems e os deuses. abra uma fenda no meio da casa comercial e enterre esta massa. ela deve usar a peça de roupa que você utilizou na oferenda.: Em agradecimento pelo regresso do ente querido.

e sua água é para tomar um banho ao fim desta obrigação. danda da costa em pó. entre os dedos enfim passe bem. novamente peça a Èsú dinheiro. um pouco de dendê. fazendo seus pedidos a Èsú caminhos de emprego rapidamente. Então pegue os dois pratos e coloque um do lado do outro. com suas próprias mãos e junte ao inhame. então após o banho. passe esta massa em todos os dois pés. passado este período. as 2 favas de Èsú raladas uma em cada prato. jogue por cima de tudo bastante moedas. retire tudo e coloque dentro do alguidar. ou seja no outro dia de manhã em jejum. e caminhos de emprego.Elá Boye!! Elá Bosise!!! ÈBÓ PARA ARRUMAR EMPREGO MATERIAL 2 Inhame Da costa Dendê 1 Obi roxo 2 Pratos Danda da costa em pó 14 Folhas de fortuna 2 Favas de Èsú 1 Alguidar 7 Ovos Bastante moedas MODO DE FAZER: Os dois inhames da costa devem ser bem cozidos. amasse cada inhame em cada prato. os 2 obi roxo ralados. e fique com este ebo nos pés no mínimo por 4 horas. ÈBÓ P/TIRAR QUEIMAÇÃO MATERIAL Panela de barro 9 Ovos 9 Cebolas . coloque uma meia. folhas da fortuna 7 em cada prato triture bem. leve e coloque em uma estrada de grande movimento e que você não veja seu final. cubra com bastante dendê e quebre dentro 7 ovos.

então cubra com o morim branco. depois leve em um jardim e coloque em baixo de uma arvore. olho grande e queimação. após feito isto tome banho com as ervas. e tome este banho varias vezes sempre ao amanhecer. passe em todo o corpo 9 ovos.Um quilo de balas de coco . elevante.Doze punhados de arroz com casca . Este ebo será feito em local de mato queimado e/ou seco.Doze acaças brancos . Ebó para desfazer choques de Odús Seg. ebo. coloque dentro desta panela e cubra com dendê.Dize acalas vermelhos .Uma muda de roupa velha da pessoa . em seguida coloque a peneira na boca desta panela e derrame o mel. e peça as forças da Terra que tire tudo de ruim de sua vida. e as 9 cebolas. 27 de Abril de 2009 23:30 Jose Luciano E-mail Imprimir PDF Material: . Após o Ebó prescrito acima aconselha-se a fazer o seguinte banho abaixo --->> BANHO FORTALECER ORI MODO DE FAZER: Pegue água de coco verde. e ao chegar em casa tome banho com sabão da costa e/ou sabão de coco. antes tome banho com sabão da costa e/ou sabão de coco.Dendê Peneira pequena Mel Morim branco MODO DE FAZER: Pegue uma panela de barro coloque em sua frente.Um quilo de cada legume (variados) . quine dentro de uma vasilha com folhas de algodoeiro. logo a seguir coloque um akasa em sua cabeça e amarre com um morim branco e fique pôr duas horas. feitiços. e que tenha formigueiro perto.Doze ovos brancos . e que seus inimigos não possam lhe enxergar.

Doze rosas brancas .Doze cigarros .Doze punhados de alpiste cozido .Doze punhados de uado .Doze bolinhos de farinha de mandioca .Doze moedas correntes .Doze punhados de canjica cozida . dar um Bori na pessoa.metade do Ebó na encruzilhada e a outra metade na mata no mesmo dia.Doze palmos de morim vermelho .Doze rosas vermelhas .Doze víntens antigos .Doze palmos de morim branco .Doze palmos de morim amarelo .Três garrafas de cerveja branca Maneira de fazer: Passar tudo isto na pessoa com bastante concentração e entregar o Ebó dividido .Doze pratos brancos (para quebrar) ..Doze ekurus para Yansã .Doze velas brancas .Um pombo branco (macho) . Na volta do Ebó.Uma galinha branca .Doze ovos vermelhos .Doze abarás . .Doze acarajés .

xuxu.um prato Farofa de mel .) Cachaça . cenoura.1 prato Milho de Galinha torrado .7 Prato com 7 legumes diferentes .7 Farofá de dendê .1 prato Feijão fradinho torrado .1 prato Frango macho .4 coxim de polvora .4 Ekurú .1 .um prato sardinhas cruas .9 acaçás .9 moedas .etc.1 Frango fêmea .7 bolas de farinha com agua e cinzas .9 Ovos .beterraba.1 prato Feijão fradinho ferventado . 09 de Abril de 2009 07:01 Jose Luciano E-mail Imprimir PDF Um maço de couve manteiga bolas de farinha com agua .1 Feijão Prêto ferventado .9 velas brancas finas ..um prato cheio ( batata doce.4 Bifes de carne .4 bolas de farinha com dendê . batata inglesa.um prato Farofa de agua .Sacudimento Qui.1 prato Feijão branco ferventado .

1 prato Semente de girassol . após sacudimento: Alfavaca.1 prato Um casal de bonecos ( macho e fêmea) Um lençol onde tiver dormido sozinho duas noites Uma roupa que vai rasgar que tiver dormido duas noites Bater por último folhas . espada de são Jorge (tomar durante 9 dias) Este ebó é pra ser feito por um diretor de culto. Pai ou Mãe no santo. pomba gira e Egum. Ebó para Yemanjá . abre caminho.Para obter um pedido Impossivel Seg. 23 de Março de 2009 07:25 Jose Luciano E-mail Imprimir PDF 8 maças 8 moedas 1m de morim branco 8 velas brancas comuns 8 rosas brancas 1 garrafa de champanhe 1 taça branca 1 perfume de boa qualidade 8 vezes o seu pedido escrito num pedaço de papel branco. São Gonçalinho. Modo de fazer Primeiro .1 prato Alpiste .Peregum. lagoa ou cemitério Banho para afastamento de Exú.Pó de café . para. espada de Iansã. a lápis. Erva de Santa Luzia Despachar numa encruzilhada.raio ou acocô.

sábado. Abra a champanhe .Tire o miolo das maçãs .enca a taça e coloque a garrafa ao lado. Enterre as maçãs. 27 de Abril de 2009 23:52 Jose Luciano E-mail Imprimir PDF Material: 1 metro de morim branco Roupa velha da própria pessoa 9 velas 9 bolas de arroz 9 acarajés 9 ovos 9 bolas de farinha de mesa 9 Ekurús Pipoca Maneira de fazer: . Acenda as velas. Para Afastar Egum Seg.volte o miolo. Segundo Despache este ebó numa praia. cheia ou crescente. Enfeite com as rosas e com o perfume. Por cima: Forre o morim. Coloque os pedidos e as moedas dentro de cada maçã.reserve. Faça numa lua nova. Regue com mel .

afim de que fiquem em pé. Passe as moedas pelo corpo . Faça este ebó numa lua cheia. aroeira. Acenda as velas em volta. A seguir rasgar a roupa velha e colocar tudo no morim branco.durante o dia. peça licença para Ossâim. Ebó para Ossâim . mar ou mato (jogar antes para saber).e coloque-as dentro do oberó. Coloque o oberó. preparar um banho de ervas: pára-raio. Regue com azeite de oliva e azeite de dendê. Forre o morim. antes de entrar na mata. manacá. Colocar nn pote e ir tirando. quebrar as velas. 23 de Março de 2009 07:05 Jose Luciano E-mail Imprimir PDF 11 ovos 1 oberó Azeite de oliva Azeite de dendê 1 m de morim branco 6 velas brancas 6 moedas Modo de fazer Cozinhe os ovos.fazendo seus pedidos . passsar tudo pelo corpo. Depois. nova ou crescente . erva prata.quarta feira . e vestida com a roupa velha. espere esfriar. batendo a ponta.Com a pessoa em cima do morim. Coloque os ovos dentro do oberó. . Amarrar e despachar no rio. Tomar 3 banhos em 3 dias seguidos. Despache este ebó numa mata fechada.Para obter um pedido Impossivel Seg. não descasque.

com os imãs e regue tudo com mel. Depois costure tudo. Modo de fazer: Primeiro passoPegue a corvina . espere esfriar.não deixe quebrar. 26 de Agosto de 2009 10:02 Jose Luciano E-mail Imprimir PDF Material: 1 corvina (peixe) inteira e suja. Segundo passoCozinhe bem o arroz. que deseja amarrar e o seu nome por cima. Coloque o papel dentro. só com agua e deixe esfriar. Terceiro passo- . Faça um molho com a cebola.abra e tire as tripas. num papel sem pauta.Ebó para Yemanjá para Amarração Qua. Mel de abelha Azeite de oliva 2 imãs 1 retrós de linha branca 1 agulha virgem 6 velas brancas 1 dúzia de rosas brancas 6 moedas 1 m de morim branco 1/2 kg de arroz 2 cebolas 1 melancia inteira Escrever a lápis. 7 vezes o nome da pessoa. o azeite e o camarão. Frite no azeite de oliva .

. Coloque o molho por cima. Despache este ebó numa praia. Despache este ebó na beira da praia ao nascer do sol. Forre o morim. retire toda a polpa e reserve. Coloque o peixe dentro da melancia. 26 de Agosto de 2009 09:54 Jose Luciano E-mail Imprimir PDF Material: 1 dúzia de rosas brancas. Forre o morim. 1 m de fita branca 1 m de morim branco 6 velas brancas 6 moedas Modo de fazer: Tire os espinhos das rosas. Cubra com o arroz. Acenda as velas ao lado. Passe as moedas pelo corpo e coloque-as sobre o arroz Regue tudo com mel. Ebó para Yemanjá para arranjar namorado Qua. Faça um buquê com as rosas.Tire a tampa da melancia na posição horizontal. Enfeite com as rosas. amarrando-as com a fita. coloque o buquê. Faça numa lua cheia no dia de sábado. Passe a polpa da melancia pelo corpo e jogue nas ondas do mar.

Quando eu conseguir.sábado. lhe trarei outro buquê igual a este. . Coloque o coração na folha Cubra com a canjica. linda mãe e linda noiva. Coloque a folha dentro do oberó. 07 de Maio de 2009 23:06 Jose Luciano E-mail Imprimir PDF Material: 1 folha de mamona branca 1 coração de boi fresco mel de abelha 1/2 kg de canjica branca. espere esfriar. 6 velas amarelas. que muito me ame.ao pôr do sol. No pedido. peço-lhe que me proporciones toda felicidade e parte dela seja um companheiro. Acenda as velas em volta. namorado." Faça numa lua nova . fazendo seus pedidos e deixe-as cair sobre o morim. E assim seja. dizer: " Minha mãe Yemanjá.a lápis 1 oberó Modo de fazer: Cozinhe a canjica. Abra o coração no meio e coloque o pedido dentro. 1 m de morim branco 6 moedas O pedido escrito num pedaço de papel branco .Passe as moedas pelo corpo. Ebó para Oxum para encontrar um amor Qui.

1 m de morim 6 moedas 6 velas amarelas comuns. Despache este ebó na cachoeira. Despache este ebó numa cachoeira.vestidos de noivos.sábado.Regue com mel. Forre o morim. Acenda as velas ao lado. Modo de fazer: Tire os espinhos das rosas. Passe as moedas pelo corpo e coloque-as sobre a canjica. junto dos bonecos. Acenda as velas em volta. amarela. cheia ou crescente . Ebó para Oxum para conseguir casamento Qui. Passe as moedas pelo corpo. deixando as pontas soltas. Forre o morim. 07 de Maio de 2009 23:00 Jose Luciano E-mail Imprimir PDF Material: 6 rosas brancas 6 rosas amarelas 1 casal de bonecos . Coloque os bonecos frente a frente e marre-os com as fitas. faça seus pedidos e coloque-as sobre o morim. 1 m de fita nas seguintes cores: branca. Amarre as flores com as pontas das fitas. azul. Faça numa lua nova. . rosa. verde.

07 de Maio de 2009 22:30 Jose Luciano E-mail Imprimir PDF Material: . e coloque-as sobre o mingau.1 cachimbo de barro . Coloque o fumo de rolo no cachimbo.6 moedas . Forre o morim. Acenda as velas em volta.Ebó para Ossâim para buscar um amor distante Qui. Passe as moedas pelo corpo.1 peito de frango .adoce com mel . Faça o mingau .1 Alguidar .espere esfriar .Azeite de oliva Modo de fazer: Lave o alguidar e a folha de mamona. Doure o peito de frango no azeite . Coloque o cachimbo ao lado.em cima de um tronco de madeira.6 velas comuns .fumo de rolo . fazendo seus pedidos.Mingau de milho verde .Mel de abelha .1 folha de mamona branca .espere esfriar .1 m de morim branco . Despache este ebó numa mata aberta . Coloque a folha dentro do alguidar. .coloque em cima do mingau.coloque sobre a folha. Coloque o alguidar.

existente em todo o Território Nacional. como: Tambor de Mina no Maranhão. Mas a importância do meu cargo Impõe-me certas arrogâncias. Pará em Porto Alegre. ASSIM A RESPONSABILIDADE DE RESPEITÁ-LOS E PRESERVÁ-LOS. Santeria. tendem a mudarem. variando de um país ou de uma região para outra. destiolou-se através dos tempos e. cheia ou crescente . de Gasztold . São Paulo e Rio de Janeiro. ORAÇÃO DO GALO. submetida a um processo de aculturação. embora tenham uma origem comum. das divindades de origem africana. no Brasil.1 Os cultos. RESPEITANDO TODAS AS FORMAS DE VIDA. foram assimilados e seus traços culturais podem ser observados mesmo nas mais tradicionais casas de Candomblé. muito diferente daquela da qual provém e que serve hoje.. Não esqueçais.. da mesma forma que. que eu faço nascer o Sol! Sou vosso servo. Este fenômeno pode ser observado também em países da América Latina. como: Vudú. Não vos esqueçais. podemos encontrar diferentes práticas que variam de região para região.. não são homogêneos. o que vemos hoje. possuindo diferentes . Palo Mayombe.OFERENDAS AOS ORIXÁS 1ª Parte CAPÍTULO I O Candomblé O Candomblé.. A forma original. ao reagirem à maioria envolvente. de acordo com a reformulação ou total rejeição de muitos de seus elementos. como ponto de referência..Oferendas as Orixás CECAA Centro de Estudos da Cultura Afro-Americana UMA COLETÂNEA DE COMIDAS DE SANTO. A caracterísca de núcleo de resistência. Candomblé na Bahia. onde as características culturais da minoria. assim como os costumes de grupos ameríndios.Faça numa lua nova. DEDICO ESTE TRABALHO AOS SEGUIDORES DO CULTO AOS ORIXÁS QUE. trazida há mais de quatrocentos anos pelos escravos negros. ADIMÚ . Apesar de tudo. resultou num modelo novo. onde os cultos de origem africana recebem nomes diferentes.quinta feira. Xangô em Pernambuco. Senhor.(Orações na Arca). Pajelança no norte do país. A influência da civilização cristã. Macumba no Rio de Janeiro e São Paulo. que auto-intitulam-se "núcleos de resistência religiosa e cultural". é uma prática religiosa em constante processo de renovação. reconheço que sou vosso servo. Batuque e Babaçuê no Pará. tão somente. Peça licença a Ossaim antes de entrar na mata. ASSUMINDO. Senhor. que eu faço nascer o Sol! Amém! Carmem B. e Umbanda. Toré e Catimbó em toda a região nordeste. etc. COMPREENDEM QUE OS ANIMAIS SÃO CRIATURAS DE OLORUN. é a forma de culto existente no Brasil. Adimú .

notadamente. "Orixás". É bem verdade que esse culto está perfeitamente incluído no grupo que engloba os sistemas religiosos primitivos. profissão. portanto.Senhor dos Oceanos.: "Olokun" . possui diversos significados. de terreiro para terreiro. ao mesmo tempo que sua representação material continua sendo inteiramente fetichista" Vários outros autores viriam.procedimentos litúrgicos. Roger Bastide. que adotaram-no como sinônimo. que passamos a analisar separadamente. OLODUMARE. Desmembrando a palavra. Onisciente e Onipresente. uma vez que se compõe de duas palavras apenas: “Ol" de Oni (dono. é o Ser que controla o universo e todas as coisas. prefixo utilizado. posteriormente. por sua vez. Segundo a filosofia religiosa africana. OLORUN. ou ainda: "Aquele que é portador de excelentes atributos. formando "Olorun" . Olofin é também uma das designações da Divindade suprema. "não vá". é de tal forma inexplicável e incompreensível. chefe) e "Orun" (céu. encontramos os seguintes componentes: "Ol”. etc. O termo intermediário "Odu". “Odú" e "Mare".Delafosse. (Orixás. o resultado do acoplamento de dois termos "ma" e "re". L. coletivamente. O Candomblé é. senhor. já que o Absoluto não pode ser alcançado pelo ser humano em decorrência de suas limitações e imperfeições. inerente à sua própria limitação. quanto de Jeová. faz referência à incapacidade do ser humano. A última palavra componente "mare" é. chefe). o que não se verifica somente de região para região. O prefixo "Ol" resulta da substituição. tanto de Alá. tamanho e qualidade". paralelamente ao culto festivo às entidades intermediárias. é obstaculizada por sua própria estrutura de organização e atuação. grandeza. O termo "Olodumare" propõe uma idéia mais completa e de maior significado filosófico. que no caso é "ôdu" e que reunido ao prefixo "ol".OS NOMES DE DEUS. resulta em "Olodu". constitui uma verdadeira mitologia. Dessa forma pode-se distinguir o monoteísmo como base desse tipo de prática religiosa. "Olodumare" ou "Olofin". Proprietário ou Senhor do Céu. OLOFIN . mas também. mas onde os rituais proliferam com muito mais constância. a que denominam "Olorun". na cultura religiosa dos negros yorubanos. Voduns ou Inkisis). cujo significado é: "Aquele que possui o cetro ou a autoridade". Pierre Verger. força. A pretensão existente por parte de seus seguidores de vê-lo assumir o status de religião. Solanbê e outros que afirmam a existência. para designar o domínio de alguém sobre alguma coisa (propriedade. A advertência contida no termo. que inútil seria manter-se um culto específico em sua honra e louvor. que é superior em pureza. fez com que Nina Rodrigues escrevesse: "A concepção dos Orixás é francamente politeísta. senhor. dependendo das diferentes entonações na sua pronúncia. Edson Carneiro. pelo "l" das letras "n" e "i" da palavra "Oni" (dono. Olorun é o nome mais comumente usado para designar a Divindade Suprema. muito embora restem sempre vários elementos comuns a todos os grupos praticantes. Quando em extrema aflição. e esta preferência de uso está ligada à sua aceitação por parte dos islamitas e dos cristãos. os nagôs costumam solicitar o auxílio divino. aptidão. M. imperativo que significa: "não prossiga". por intermédio de vários agentes denominados. de decifrar o supremo e sagrado mistério que envolve a existência da Divindade. mundo onde habitam os espíritos mais elevados).Chefe. um Deus Único. Este Deus. invocando os três nomes: Olorun! Olofin! . Ex. corrigir tal afirmação.). modificado. definidos pela ausência de qualquer tradição escrita. ou em sua forma original. O Criador encontra-se em plano tão superior em relação aos seres humanos e. um culto com características exclusivas que o distingue da forma original ainda hoje praticada na África. A ausência de um culto direcionado a um Deus Único e Todo-Poderoso. fons e das diversas nações do Sul da África. Criador de Todas as Coisas. O termo é fácil de ser analisado e traduzido.

o processo iniciático é insuficiente para habilitar o indivíduo no exercício do cargo sacerdotal de hierarquia máxima. ou para um estado de adaptação à ele.. a existência de uma liderança centralizada numa autoridade sacerdotal. estabelecem-se como seitas. prática e organização.Olodumare CANDOMBLÉ. O objetivo do grupo dissidente não poderia ser outro senão o de mudar. o que só pode ser constatado através da consulta ao Oráculo de Ifá. A habilitação ao referido cargo não pressupõe simplesmente que o candidato seja iniciado. ocasionando então. no entanto. e. para seus componentes. atribui tarefas religiosas aos crentes”3.com o tempo a seita muda para a posição de isolamento limitado. Estes rituais compreendem diferentes propostas. A ética religiosa pode. em sua maioria atrelados a falsos líderes que não possuem as verdadeiras atribuições que distinguem os legítimos sacerdotes.2 As religiões pressupõem sistemas de crença. do estabelecimento de liderança universalmente aceita e reconhecida. onde o surgimento de uma nova seita seria o resultado da canalização do descontentamento criado por divergências de qualquer natureza. A conceituação de "seita" difere suficientemente para que não possa ser aceita como classificação para o Candomblé ao entendermos que: "Uma seita é um grupo religioso formado em protesto a outro grupo religioso. O substantivo religio. para que possa se efetivar.atingir o status de religião. o que provoca certas tensões que fornecem novos impulsos. o surgimento de um ou vários grupos dissidentes. sua relação com os seres sobrenaturais). à prática da magia ou da feitiçaria. respeito a poderes superiores. Tudo isso exige.. de um culto estabelecido ou até mesmo de outra seita.. religare. que. que implica um relacionamento íntimo e duradouro com o sobrenatural”. UMA RELIGIÃO? "O termo religião é. da uniformização ritualística e da codificação de éticas comportamentais e procedimentais.e só então . à parte do sistema circundante. apartando-se. A partir da organização. adoração. tenta manter a tradição e reunir a dissidência. sua formação representa a manutenção de credos. refere-se ao objeto dessa preocupação interior quanto ao objetivo da atividade a ela relacionada. determinam. (práticas padronizadas e invariáveis. A autoridade aí representada é que irá estabelecer a padronização do ritual. “A organização religiosa define os membros da comunidade de crentes. em contradição formal com ele. ser consoante com o resto do sistema religioso e estar ao mesmo tempo. de forma simbólica. mais comumente considerados pelos membros da seita como um retorno a formas mais antigas e mais puras dessa religião em particular. como súplicas.. devendo-se ressaltar que. uma determinação dos próprios Orixás. mudanças no sistema geral e. na medida em que possui milhares e milhares de seguidores e adeptos. relacionado com o verbo latino religere: cumprimento consciencioso do dever. o resultado da separação de um grupo dissidente de uma religião. profunda reflexão. que tendem a produzir mudanças no sistema geral. através de diferenciação interna. orientados pelos fundamentos principais do grupo originário." 4 Seita seria portanto. por meio das quais os adeptos representam. o que conduz então. através de uma ação .. o Candomblé poderá então . práticas rituais e padrões morais. individualizada ou composta por um grupo de adeptos de alta hierarquia. ou tentativa de controle sobre os acontecimentos. através do qual os adeptos poderão se organizar. e geralmente se separando dele. É necessário e indispensável que haja para isso. É o próprio ritual que pode estabelecer um código de comportamento. que estabelecem uma ética manifestada no comportamento de seus seguidores no que concerne ao procedimento ritualístico. . o reconhecimento de novos adeptos e a ordenação de novos sacerdotes. relacionado com o verbo. de modo quase geral. Outro verbo latino posterior é citado como fonte do termo.

1950.inovadora. como era de se esperar. do que por um sentido mais profundo de devoção religiosa. responsável pela guarda de nosso corpo físico. entregue à Terra que forneceu toda a matéria de que foi formado. nutre-se dos fluidos exalados pelos alimentos e bebidas por nós consumidos. origem de todas as coisas e de todos os seres.Obra citada . se não todos os elementos que caracterizam sua própria origem. subdividido em diversos grupos.BIRBAUM. embora paradoxalmente esteja. nada mais é do que um culto.Obra citada. o que deverá ser estudado de forma suscinta para que possamos atingir o objetivo do presente trabalho. que se manifesta em todos. p. Trata-se de um doble exato de nosso corpo físico. hábitos e vícios.“Representação dos Orixás” ( In Antologia do Negro Brasileiro. Como característica comum esses grupos mantém os ritos específicos em homenagem aos Orixás. que aprende tudo o que sabemos. subsistindo. pg. é o denominado "Ojijí". Outro destes elementos. com práticas ritualísticas que objetivam manter o sentido religioso original. o ser humano é composto de quatro elementos ou corpos que permitem. não existe no Candomblé. 1 . sua estadia no mundo terreno. o Candomblé. 310). se bem compreendida. meios mais eficientes. orientado por liderança individual e geralmente carismática. OS DEUSES DO CANDOMBLÉ Embora prestando culto a inúmeras entidades ligadas aos Elementos Naturais. enquanto este não for inteiramente decomposto e. 4 . Segundo a filosofia religiosa yorubana. deidades africanas que servem de base ao sistema religioso em questão e cujo culto é mantido atualmente.1104 A. por este motivo. em forma de pó. É o corpo material que permite a plena manifestação do ser humano no plano físico e material da existência.In: Dicionário de Ciências Sociais. Diante do exposto concluímos que. Contradizendo o que vai afirmado acima. que configura-se. Religião . qualquer rito destinado especificamente ao culto Divino e isto pode ser explicado pela concepção de seus seguidores relativa ao posicionamento da Divindade em relação ao ser humano. existindo para isto. segundo Sua determinação. . P. são os intermediários entre o homem e a Divindade Suprema. ao combinarem-se. não podendo ser classificado como uma religião e tampouco como seita por falta de características essenciais. divididas hierarquicamente em diversas categorias. É importante ressaltar-se que. sem distinção. de forma velada. 1987 3 . embora indiretos. mesmo daqueles que. Ojijí é uma forma fornecida pela Terra.p. 2 . adquire as nossas preferências alimentares. O mais conhecido destes corpos é o físico. Estas entidades. e não sacerdotal. 1058. presente em cada um de nós. Segundo esta visão. A base principal do sistema está pautada na relação homem-Orixá. Alegre. o Candomblé é entretanto. mesmo depois da sua morte. pode ser considerada como direcionada a Olodumare numa de Suas mais gratas e sagradas manifestações. foram encarregados da elaboração do Cosmos e de tudo o que nele exista ou venha a existir. que inútil seria direcionar-lhe preces ou culto. B. muito mais através da manipulação dos adeptos pelo medo. e que. Deus está tão distante do homem. Fundação Getúlio Vargas Rio. em essência. localizamos um culto ao Deus Supremo. uma prática religiosa essencialmente monoteísta. denominado "ará" em yoruba.3. alguns. adquire todos os nossos costumes. até mesmo nos seres situados nos mais baixos níveis da hierarquia estabelecida. conhecido em outras escolas filosóficas como "sombra" ou "corpo astral". Globo. pelo menos aparentemente. uma vez que está fundamentada na crença da existência de um Deus Uno. CAPÍTULO II ORIXÁS. corpo ou forma telúrica. na única ritualística que.

assim como escolherá o Ori em que irá habitar na nova encarnação.É Ojijí que apresenta-se sob a denominação de "Egun". que os yorubanos chamam de Orun. de forma densa e grosseira. Estabelecida desta forma. Ipori escolherá seu próprio destino (Odu). mesmo dentro do culto. por extensão. fundamentais para a compreensão da relação homem-Orixá. a relação homem-Orixá. ou seja. cabeças de boa qualidade. é muito difícil encontrar-se à disposição. primeiro num plano superior em que a própria matéria apresenta-se mais sutil. mesmo em se tratando do Olorí (Dono da cabeça) do indivíduo. sede e comando de todo o conjunto. é o simbolismo através do qual. Em decorrência. retira-se para um local onde irá avaliar seu desempenho na última encarnação e preparar-se para uma outra. nigeriano. assim que lhe seja dada permissão para um novo nascimento. a entidade encarregada de modelar ori. sacerdote de Ogun: "Aos Orixás cabe o direito de... como é o caso dos ogans e ekéjis ? Segundo informações do Dr. são os Orixás que fornecem a matéria com a qual são confeccionados os Oris e desta forma. se assim quiserem. observa-se a superioridade hierárquica do Iporí em relação aos Orixás que. pela utilização da matéria com a qual seus corpos foram confeccionados e que pertence a eles. para nós plenamente perceptível. é muito velho e descuidado. reverências com sacrifícios e oferendas. Ipori é imortal e. seu corpo. nos casos específicos de Ogans e Ekéjis. Passa também por um processo de "morte" que ocorre algum tempo depois da morte física. Babá Ajalá. foram confeccionados. utiliza-se de diferentes tipos de materiais para confeccionar seus modelos. É Deus manifestado no homem e daí a revelação de Sri Krishna contida no Bhagavad Gita: "Eu estou em você. Iporí teria por sede a cabeça (Ori) e. os yorubanos tentam explicar a diversidade das características do caráter. Babá Ajalá. fica estabelecida a relação existente entre o ser humano e seu Orixá. Seria também um protótipo criado em plano superior de existência e que serviria de projeto de nosso corpo físico. J. Orixás. O quarto e mais importante componente. Emi é o sopro de vida que nos dá o ânimo e conseqüentemente. O terceiro corpo é denominado "Emi". de seus atributos e qualidades. habita cada um de nós. principal fundamento de todo o contexto filosófico. é "Iporí". individualizada e desprendida de sua Origem. depois da morte do corpo físico. a entidade que forneceu ou "emprestou" a matéria com a qual sua cabeça e. enquanto outras passam pela vida sem sequer tomarem conhecimento de suas existências e. o que implica em ." Nos casos de pessoas que não são submetidas ao fenômeno de incorporação do Orixá. cumprida mais uma fase de sua escalada evolutiva efetuada em diversas e sucessivas encarnações. O que a maioria dos adeptos desconhece é que. embora essencialmente idêntica ao seu correspondente no plano físico e depois no plano. já que o corpo. a condição para viver. Iporí escolhe também o corpo. algumas pessoas são impelidas ou obrigadas a prestarem culto aos seus Orixás. Segundo as crenças Yorubanas. Ao escolher Ori (cabeça). observamos que alguns iniciados não são tomados por seus Orixás. embora prestem-lhe regularmente. o Modelador de Cabeças. Neste local. por relaxamento. resta-nos uma questão de fundamental importância: Por que razão. nada mais é que uma extensão da cabeça. Olatunji Oxo. se aposse ou se manifeste nestas cabeças. lançando mão do material que lhe estiver mais próximo no momento em que estiver modelando. a Essência Divina que. perde a consciência de sua origem divina. para os yorubanos. não mantém um padrão de qualidade em suas obras e. o que justifica a diferença existente na maneira de ser dos seres humanos. embotado que fica pela queda e aprisionamento na matéria. do biofísico e do próprio desempenho do homem nesta vida. ao encarnar num novo indivíduo. Seria portanto o equivalente à alma da cultura judaica-cristã. mas você não está em Mim. cobrar de seus filhos culto e oferendas como forma de "pagamento" (se é admissível o termo). não permite que o Orixá. A lenda acima descrita contém importantes revelações esotéricas." Sendo divino.

existe um culto específico à Divindade Suprema aí manifestada. seja qual for a religião adotada. tornou-se um costume generalizado e portanto. o que significa dizer que.: Ori = cabeça. para assumirem funções específicas no processo de criação. selecionamos algumas análises etimológicas do termo "Orixá": Segundo Abraham.. segundo Awolalu. guerreiros. fundadores de cidades. participaram da criação do universo e que deram origem aos demais. como Ogun.Divindade yorubana separada de Olórún. O uso indiscriminado. rios. são. figura central do culto afro 7. A verdade é que. cultuadas por diferentes povos de diferentes organizações culturais. embora errado. Os yorubanos acreditam que quando Deus criou o céu e a terra. baseado em rica mitologia. minerais. Oxun.obliteração parcial e momentânea de sua presença. Entre elas se encontram aqueles que erradamente costumamos denominar Orixás. por demais comum.Guardião da Cabeça. heróis e heroinas que. onde receberam o nome genérico de "jêjes". os jêjes pertencem ao grupo Sudanês. conhecidos como Orixás. Orixá = Oosà . Os fon estabeleceram-se no Brasil. Os Voduns são entidades de origem fon. efetivamente. As mesmas entidades. deificados e acrescentados ao panteão que. etimo. tendo sua origem num mesmo grupo étnico que . No Brasil os termos Imole e Ebora são praticamente desconhecidos.. até cerimônias de liturgia complexa conforme a descrita na obra de Pessoa de Barros 5. mais próximas. percebeu a existência de forças e entidades superiores e com elas estabeleceu um primeiro contato. à cultura religiosa deste povo e refere-se à Deuses de seu panteão. assim que o ser humano. Estes dois termos fazem referência às entidades espiritais situadas hierarquicamente. com outras denominações. dotado da capacidade de raciocínio. pertencendo portanto.. etc.. de dinastias. o homem religioso sempre presta-lhes culto. O termo "Orixá" é de origem yoruba. tem sua origem estabelecida em tempos imemoriais. sem dúvida.. Orixá = Anjo de Guarda. lagoas. imediatamente abaixo dos verdadeiros Orixás. foram. dado a importância de seus feitos. etc. que correspondem aos Orixás dos nagô. Fogo. sendo poucos os adeptos da religião que os utilizem ou saibam o seu significado. Depois da yorubana. Água. Ar. personificações de fenômenos e de elementos naturais como Terra. Assim como os Nagôs. pedras. um culto específico à Iporí. portanto. Alguns sacerdotes conceituados afirmam que o termo Orixá deveria ser utilizado exclusivamente em relação aos espíritos genitores que. Este culto. embora de formas diferentes. o que nos possibilita afirmar que. montanhas. de categoria hierárquica inferior. Iyemanjá. até mesmo pelos próprios yorubanos. o culto aos Orixás. Imolés ou Eboras. havendo surgido provavelmente. plenamente integralizado. Para melhor compreensão. figuras históricas tais como reis. está estimado em mais de 1700 entidades 8. considerados como regentes das forças da natureza. vegetais. denominada "Bori" -Ebó Ori. Existe no entanto. Oxóssi. para a qual existem várias fórmulas e variações. criou simultaneamente. dos seres humanos. De posse desta informação podemos avaliar a importância e a solenidade da referida cerimônia. manutenção e administração do universo. logo após a antropogênese. Xangô. VODUNS E INKISIS. depois de mortos. espíritos e divindades. Outros seriam ainda. nem sempre pressupõe iniciação e nunca estabelece vínculo espiritual entre o sacerdote que o oficia e a pessoa que a ele se submete. mares. A diferença existente entre as três categorias de entidades espirituais aqui referidas não está muito bem delineada devido ao tratamento genérico dado a todas. Divindade Elementar da Natureza. que vão desde oferendas incruentas.6 Fonseca Jr.. implantando aqui o seu culto. Sa (xa) = guardião . a mitologia jêje é a mais complexa e elevada.(dar comida à cabeça).

atingiu elevado estágio na evolução cultural. entidades alegres e gentis que adoram dançar. Dágêbe. Naité. no Brasil. Agôngone. Loko. Roeju. Os Voduns velhas (mulheres) são: Sobô. Révivive. separa-se do grupo familiar ou comunitário a que pertence. que seja submetido a uma iniciação específica. Se atenderem a estas exigências e respeitarem certas proibições alimentares e comportamentais exigidas pelo culto. Trôtrôbe. Elas se denominam: Asoabébe. Sua participação nas cerimônias e festas limita-se a entoar cânticos. Badé. solicitação feita sempre pelo Orixá e que. Zomadone. brincar e comer frutas. como Xeviosô ou Kevioso. Xangô em Oyó. sendo necessário para tal. . Uma outra casa de jêje considerada por muitos como o maior foco de resistência religiosa e cultural deste grupo étnico. são as deidades trazidas e cultuadas pelos povos originários do Sul da África e que. de cuja obra extraímos o texto que se segue e que por si só. Acoévi ou Assonlévi. Dosu-Pé. membro de uma família ou de um grupo comunitário qualquer. Tópa. Os Voduns (Moços) são: Dosu. Lepon. cultua-se. Naêngongon. Sépazin e Boçá. com Oxalufan em Ifã e Oxaguian em Ejigbo. independente do cargo a ser ocupado ou função a ser exercida. é descrita em detalhes por Nunes Pereira. Os Inkisis. Azonsu. Quando um africano se afasta de sua comunidade o Orixá individualiza-se e. Desta relação destacamos alguns como Badé que no Nagô é Xangô. deverá ser prontamente atendida. Lisa ou Olisá. a diversificação de cultos a diferentes Orixás dentro de um mesmo templo e sob a direção de um mesmo sacerdote. Tocá. Logunedé em Ilexá. estão perfeitamente em dia com seu compromisso religioso. deixa clara a diferença existente entre o Candomblé ali praticado e o que é praticado em outras casas da mesma origem. Agôn. cidade ou estado. Estes cultos são realizados em separado e cada Orixá possui seu templo particular onde sacerdotes e fiéis dedicam-se exclusivamente a cada um deles. Abê. "Os Voduns Mina-Jêjes são alguns do sexo feminino e outros do sexo masculino. Coicinsaba. Loko. Oxalá é cultuado em Ilê Ifé. está localizada na rua Senador Costa Rodrigues. Omacuibe. Arônôvisavá. Na África o culto a cada Orixá está ligado a uma região. Os Voduns (Moças) são: Ananin. Ajónôtoi.subdividindo-se. correspondem aos Orixás nagô. é do sexo masculino. Apógêvó. Azacá. Bosu. Daco. Desta forma. 857. Atualmente os praticantes da ritualística jêje são oriundos de dois Axés principais. Conhecida como Casa Grande das Minas. Ogun Deus da guerra e do ferro. Oxun em Oxogbo e assim sucessivamente. da mesma forma que seu filho. Asonlêvive. Nananbicô. as obrigações e deveres para com o Orixá se limitam a uma ajuda material efetivada através de contribuições que visam a manutenção do templo. Akósapatá. mas já bastante influenciadas pelo Nagô. Póli-Boji ou Pódi-Boji. Assim como os Voduns dos fon. Haiti e outros. Azilé. tiveram seus cultos inseridos ao Candomblé. a aquisição do material destinado ao culto e ao sustento dos membros do corpo sacerdotal. Os Voduns velhos (homens) são: Dadá-Hô. seria sem dúvida nenhuma. dançar e bater palmas em honra e louvor do Orixá. Em alguns casos. Bórôtoi. em São Luiz do Maranhão. não ocorrendo. Naiadona. como se verifica nos países americanos como Brasil. Apogi. Akósapatá é Oxun e Abê (Dona do Mar. Além dos Voduns. uns são moços e outros são velhos. o Sejá Hundê e o Bogun. na Casa das Minas. Olokun que para alguns. o adepto é escolhido para compor o corpo de sacerdotes. as Tôbôsis ou Meninas. Déssé. Sanlêvive e Agamavi. Sandolêbê. Ajautói. Senhora do Mar). sendo conhecido também em linguagem fon. Tocé. Cuba. Nanonbêbe. AfruFru. o que é considerado como grande honraria. ambos com sede no Estado da Bahia. Ulólôbê. Avérêquête. irmão de Badé é o Irôko nagô. Ao adepto africano. é cultuado em Ekiti e em Ondô.

prende-se ao fato de que o Orixá em questão pertence ao seu filho e não ao sacerdote que o consagrou. Sobre o ritual cubano é ainda Zamora que nos informa : "Logo após realizar um ebó que se faz três meses depois do dia do nome. A iniciação não é feita por simples vontade do adepto mas sim. O assentamento ou igbá do Orixá recém feito é depositado no quarto de seu correspondente na casa. 7 . -Pallas Ed.Rio . .F. o iniciado leva seus Santos para casa. por qualquer motivo. ao contrário do que acontece na África.O. entre o iniciando e seu Orixá. distinguimos o fenômeno da possessão pelos Orixás.C. a existência de um componente comum a todas as nações. podendo colocá-los em qualquer de suas dependências. pois isto é uma atitude condenável e desrespeitosa. 5 -"A Galinha d‟angola ".da .Arno . Em Cuba. . antes de falar com qualquer pessoa. o igbá do iniciando permanece na "Casa de Santo" somente durante os três meses subseqüentes ao "dia do nome". contato este considerado indispensável e obrigatório.Dictionary of Modern Yoruba . E.Longman Group Limited .Abraham. O okutá é uma pedra sacralizada ao Orixá. Na feitura. responsabilizando-se não só pelo seu sucesso. Este costume.. O importante é que estejam sempre juntos. Awolalu . segundo Zamora. O iyawo tem que. Nunca se deve pedir coisas ruins aos Orixás. sejam de ordem psíquica ou de qualquer outra . CAPÍTULO III A INICIAÇÃO Dentre os aspectos comuns às diversas formas de culto. simbolizando o reagrupamento do que um dia.Silva Mello. saudá-lo conforme tenha aprendido e pedirlhe tudo o que deseja de bom para si. quando poderá.Fonseca Jr... tenha sido dispersado. todos os dias. por determinação de seu Orixá. o que caracteriza que realmente "está feito". Vogel.M. onde o culto recebe o nome de Santeria. seus familiares e amigos. cada indivíduo deve assegurar o atendimento das exigências de seu Orixá devendo para isto.No Brasil. sendo sua própria representação e sobre a qual são oferecidos os sacrifícios propiciatórios a ele endereçados. segundo informações do Babalaô Rafael Zamora (Ifa Bii Ogundakete).1993. abrir seu próprio Candomblé. o que por certo implica num complexo procedimento ritualístico que não pode nem deve ser descrito em suas minúcias. verificando-se no entanto. em cerimônia pública. o que se configura num vínculo que não pode ser rompido sejam quais forem as circunstâncias. o que implica num contato diário entre o iniciado e seu Orixá.1958. o Babalorixá ou a Iyalorixá ficará incumbido de levar a bom termo o cerimonial. seguir a orientação de um Babalorixá ou de uma Iyalorixá com casa de Candomblé estabelecida e pertencente à uma linhagem reconhecidamente originária da África. tempo exigido para que o iniciado. 6 . "bater cabeça" para seu Orixá.Yoruba Beliefes and Sacrificial Rites . o okutá. o Orixá traz o seu nome ao conhecimento de todos. ocasião em que. se assim quiser. como também pelo equilíbrio que deve estabelecer-se. No Brasil é costume manter-se o igbá do Orixá do iniciado junto ao do Santo da Casa durante sete anos. receba um grau hierárquico mais alto. 8 . levar seu Orixá para sua casa ou. a partir de então. varia em forma e elementos componentes. J.1983. dependendo da nação em que haja sido feito.Dicionário Yoruba (Nagô)-Português . que pode provocar a sua fúria e resultar em severas punições ". após fazer as "obrigações" de praxe. lavar a boca e.London .J. de forma ordenada e pressupondo sempre um processo de iniciação com características definidas. o que ocorre quase sempre de maneira inesperada: ou a pessoa começa a sofrer diferentes tipos de perturbações em sua vida.1979. se tiver cargo para tal. No caso de ser necessário submeter alguém à uma iniciação (aqui denominada feitura-deSanto). o Orixá recebe seu assentamento que. logo que despertar.Pessoa de Barros. R.A.

. dentro das casas de candomblé como "bolação". A primeira é aquela que deriva da família imediata. Quando o iyawo é recolhido. Segundo Pierre Verger: "A iniciação não comporta essencialmente a revelação de um segredo. ". de pessoa comum. Havendo selecionado entre muitos. ela cria no noviço uma segunda personalidade. além de estabelecer um vínculo definitivo e irreversível entre o Orixá e o iniciando..ordem. transformando-o. sob a orientação do chefe do terreiro denominado Babalorixá (pai-de-santo) ou Iyalorixá (mãe-de-santo). não querendo interferir na lei natural que determina que todos os seres vivos devem um dia ser entregues aos cuidados de Iku. Todos os preceitos foram seguidos à risca e era Orunmilá. fenômeno que é conhecido. Ao fim da cerimônia. Oxun recebeu de Obatalá. durante a qual. depois dos preceitos obrigatórios à Egun e Exú. dotado de profundo sentimento religioso e plena dedicação ao culto para o qual havia sido preparado. Diante deste fato. uma experiência dolorosa. numa ave a que deu o nome de Etú (galinha d'Angola) . que certo dia. o indivíduo escolhido deverá submeter-se à iniciação no culto. ordenou que sobre sua cabeça fosse colocado o oxú. danças representativas de seu Orixá. será então colocado em contato direto com os primeiros procedimentos litúrgicos que visam o processo de transmissão do Axé.. que não nos cabe descrever no presente ensaio. a ordem de iniciar o primeiro ser humano no culto aos Orixás. representando a coletividade dos Orixás. quem traduzia as orientações emanadas de Obatalá. os eleitos aprendem. de certa forma. rezas. Oxun tratou de seguir as orientações fornecidas pelo grande Orixá-Funfun. aquele a quem foi confiada a propagação de sua própria religião e desta forma. duas personalidades aparentadas. A partir desse momento. A verdadeira iniciação há de ser. um desdobramento místico inconsciente" 2. Obatalá. Por este motivo os adeptos costumam referir-se ao processo de iniciação utilizando-se do termo "passar pelo sacrifício" o que sem dúvida é revelador das condições às quais são submetidos durante o processo. percebendo que jamais seria possível a obtenção de um ser humano de tantas qualidades. desenvolver a capacidade de desdobramento da personalidade deste último que deverá. irá promover a transformação desejada. ou a entidade se apossa violenta e repentinamente de seu filho. portanto. Oxun. sob pena de vários problemas que poderão advir. apoderar-se do corpo de sua filha. apenas simbolicamente. ressuscitando em seguida já dotada das características que distinguem o iniciado. desde que iniciado. Conta um itan do Odu Oxefun. a partir de então. intercedeu junto ao Grande Orixá para que o sacerdote fosse preservado do toque de Iku. contando para isto com o auxílio de Elegbara e Osaiyn. feito. verificou-se uma total mudança na personalidade do iniciado que. cuja personalidade desaparece momentaneamente para ser substituída pela do Orixá individual.O Deus pode. admitiu a possibilidade de eternizar. cânticos e posturas procedimentais adequadas à sua nova condição religiosa. desde logo. que se manifestará através de incorporação ou possessão. A possessão deverá ser plenamente assumida e. ensejando o surgimento da personalidade do iniciado em substituição à personalidade do ser profano. absolutamente inconsciente. técnicas corporais estereotipadas. transformou-se num ser excepcional. A iniciação tem por finalidade. além das orientações de Orunmilá. no período de enclausuramento exigido pelo processo iniciático. mas que servem sempre de sinal para que se constate a chamada da divindade. em sua imensa sabedoria. sob a orientação de um iniciado de cargo sacerdotal. imediatamente. através da consulta ao oráculo. A segunda é a de um antepassado mítico. de um pai sobrenatural que se desenvolve a partir da iniciação e se manifesta na possessão" 1. O ser humano possui. É Exú quem. aquele que viria a ser o primeiro iniciado. ser eventualmente substituída pela da Divindade a que tenha sido consagrado. do ambiente em que o indivíduo nasceu e cresceu. lançando-o ao solo. a personalidade profana permanece como morta.

Durante a cerimônia de iniciação, procede-se a um ritual denominado Sasaiyn, em louvor
do Orixá Osaiyn, dono e senhor de todos os vegetais e, por conseguinte, das folhas
sagradas, indispensáveis em qualquer procedimento litúrgico, o que é confirmado pela
máxima yoruba: "Kosi ewé, kosi Orixá", (sem folhas, sem Orixá), o que ocorre no terceiro
dia de enclausuramento do iniciando.
A seleção das folhas litúrgicas utilizadas neste cerimonial varia de casa para casa, o que
significa dizer que, embora seja estritamente obrigatória a presença das folhas do Orixá que
está sendo feito, alguns sacerdotes acrescentam também as folhas de seu próprio Orixá,
outros juntam aí, as folhas do juntó do iyawo, como também folhas específicas de Obatalá.
Os Orixás são invocados e seus poderes individuais são catalisados em forma de Axé, que
Exú, em sua função de elemento transportador, irá direcionar em favor do iyawo, para que a
metamorfose possa se concretizar plenamente.
O ritual divide-se em duas partes distintas. Na primeira parte somente as energias geradoras
são invocadas, com exceção de Oxalá, que embora sendo um Orixá gerador, por uma
questão de hierarquia, é invocado e saudado no final da segunda parte, quando os Orixás
provedores são homenageados e têm seus poderes invocados em favor do iyawo. 3
Exú não cria nem se intitula pai de nada nem de ninguém, limitando-se, outrossim, a
promover transformações em todos os sentidos.
Alguns Orixás, por acumularem as funções de provedores e geradores, são invocados nas
duas etapas do rito. Para melhor compreensão das funções específicas de cada Orixá, os
sacerdotes do culto dividiram-nos em duas categorias, nas quais não são considerados seus
posicionamentos hierárquicos. (Nestas categorias são classificados como Orixás geradores e
Orixás provedores).
Como Orixás geradores são considerados todos aqueles que, de alguma forma, possuem o
poder de gerar qualquer tipo de manifestação de vida, e dentre eles encontramos: Iyemanjá,
Nanã, Ogun, Omolú, Oxalá, Oxun, Oyá e Xangô
Os Orixás provedores são todos aqueles que têm, como atribuição, suprir, em todos os
aspectos, as necessidades dos seres gerados pelas entidades anteriormente relacionadas. São
eles: Exú, Iyemanjá, Logunedé, Nanã, Obá, Ogun, Omolú, Osaiyn, Oxalá, Oxóssi,
Oxumarê, Oxun e Yewá.
Como podemos observar, Ogun, Iyemanjá, Nanã, Omolú e Oxun, por acumularem as duas
funções, são relacionados nas duas categorias.
O Olorí do iyawo será sempre invocado nas duas partes do ritual, independente de pertencer
a qualquer dos dois aspectos.
A primeira parte do rito precede ao "orô do labé", durante o qual, o iniciando é submetido à
raspagem de cabeça, além de outros procedimentos indispensáveis à sua consagração ao
Orixá.
A finalidade, como afirmamos acima, é obter-se o consentimento dos Orixás geradores,
para que possa ocorrer o surgimento de uma nova personalidade, dotada de um caráter
religioso que deverá sobrepor-se, definitivamente, à personalidade anterior. É necessário
que as entidades invocadas emprestem seu Axé ou força propulsora, para que o fenômeno
possa se verificar com pleno sucesso e sem a interferência de outros seres espirituais, como
Egun e Ajé que, por qualquer motivo, queiram interferir no processo o que, sem sombra de
dúvidas, resultará num fracasso total, cujas conseqüências podem ser altamente negativas.
ORIXÁ FUNFUN - A MAIS ALTA HIERARQUIA
Como vimos, as divindades africanas estão separadas em duas categorias hierárquicas. Na
categoria mais elevada, encontram-se as entidades que participaram da criação do universo,
consideradas como ancestrais espirituais de tudo quanto possa ocorrer nos dois planos de
existência, chamadas, para diferenciá-las das demais, de "Orixás Funfun" (Orixás Brancos).
Neste aspecto, a filosofia religiosa yorubana em muito se assemelha à budista que afirma
que, "Não há um criador, mas uma infinidade de potências criadoras que formam em seu

conjunto, a substância Una e Eterna, cuja essência é inescrutável e por conseguinte,
insuscetível de qualquer especulação por parte de um verdadeiro filósofo". 4
Sendo emanações diretas de Olorun, os Orixás Funfun são portanto, os seres mais elevados
da escala da existência, encontrando-se no mesmo nível dos Arcanjos do cristianismo e dos
"Filhos Maiores Nascidos da Mente de Brahma" descritos nos Vedas, denominados Devas,
Pitris, Rishis, etc... Estas Divindades Criadoras são encabeçadas por Obatalá, O Senhor das
Vestes Brancas, também conhecido como Orixánlá ou Oxalá. Oxalá é o Sopro Divino, a
primeira manifestação individualizada de Olorun que é a vida una, eterna, invisível, mas
onipresente; sem princípio e sem fim; inconsciente, mas Consciência Absoluta;
incompreensível, mas realidade existente por si mesma. Oxalá o Sopro-Divino, provoca o
movimento que fecunda e energisa o Eterno em repouso no Oceano-do-não-ser, onde tudo
existe sem forma e, ocasionando o surgimento da diferenciação, desperta o Plano Divino,
onde jaz oculta a elaboração de todos os seres e coisas futuras.
Obatalá, o Primogênito Divino, ao fecundar o Oceano Caótico composto de matéria inerte e
informe, provoca a explosão da vida, ocasionando a primeira manifestação da Natureza,
feminina, porque passiva.
Tudo o que exista ou possa existir é oriundo desta essência até então inerte e que, após
haver sido tocada, fecundada pelo princípio masculino, manifesta-se e recebe o nome de
Oduduwa.
As Águas-Abstratas-do-Espaço transformam-se nas Águas-da-Substância-Concreta,
impulsionadas por Obatalá que é na realidade, o Verbo ou Logos manifestado que, por sua
ação fecundadora, representa o princípio masculino da criação, longe portanto de ser
andrógino como propõem alguns iniciados ao afirmarem ser ele, a um só tempo, macho e
fêmea.
Os Orixás Funfun são, em última análise, entidades da mesma categoria que Madame
Blavatski classifica os Seres Primordiais, "Dhyân Chohans dos ocultistas, Rishi-Prajâpati
dos induístas, Elohim ou Filhos de Deus dos judeus, Espíritos Planetários de todas as
nações que, sendo considerados deuses, foram adorados e cultuados pelos homens." 5
Verger afirma que ..."os Orixás Funfun são em número de cento e cinqüenta e
quatro,...Orixá Olufón Ajígunà Koari; Orixá Ogíyan Ewúleé Jigbo; Orixá Obaníjita; Orixá
Akire; Orixá Eteko Oba Dugbe; Orixá Olojo; Orixá Arowu; Orixá Onírinjà; Orixá
Ajagemo; Orixá Jayé; Orixá Rówu; Orixá Olóba; Orixá Oluofin; Orixá Eguin; Etc... 6
1 - LÉPINE, C. Contribuição ao estudo do sistema de classificação dos tipos psicológicos
no Candomblé Kétu de Salvador. São Paulo, USP, 1978. Tese de doutorado. - Yoruba
Beliefes and Sacrificial Rites - Longman Group Limited - 1979.
2 - Dieux d'Afrique. Paris, Paul Hartmann, 1957
3 - Oxalá e Exú acumulam as funções de geradores e de provedores dentro do contexto
religioso, muito embora não se reconheça em Exú o poder de geração e sim o de
transmutação.
4 - Blavatsky, H.P. - A Doutrina Secreta. Síntese de Ciência, Filosofia e Religião. Ed.
Pensamento.
5 - Obra citada.
6 - Verger, P.F. - Os Orixás - Ed. Corrupio - 1981).
OXALÁ/OBATALÁ
Considerado como a mais importante Divindade no contexto religioso, Oxalá é cultuado em
todo o território de cultura yorubana, com nomes diversos que variam de uma região para
outra. Em Ile Ifé, Ibadan e outras localidades é conhecido como Orixan'la; na região de
Ogbomosó é chamado de Orixá Pópó; em Ejigbo, Orixá Ogiyán; em Ijàyie, Orixá Ijàiye; em
Ugbo, Orixá Onilé.
Oxalá é o Orixá do Branco, símbolo da pureza incontestável. Detentor do princípio genitor
masculino, qualquer oferenda a ele dedicada deve ser composta de elementos inteiramente

brancos.
É Juana Elbein dos Santos quem afirma que "O obí, a oferenda por excelência para os
Funfun, é o obí ifin, o obí branco; todos os animais, aves ou quadrúpedes, devem ser dessa
cor. O sangue vegetal é simbolizado pelo ori, manteiga vegetal, e pelo algodão; o sangue
mineral pelo giz e o chumbo. Sua oferenda preferida é o sangue branco do igbin (caracol),
equiparado ao sêmen, do qual os Irunmale da direita são os detentores por excelência." 1
Dentre as principais atribuições de Oxalá, está o completo domínio sobre a vida e a morte
representado pelo "alá" - emblema-símbolo composto de um pano de brancura imaculada
que mantém estendido, como forma de proteção, sobre as diversas formas de vida que
ocorrem nos dois planos de existência. Oxalá é o Sopro Divino, a primeira manifestação
individualizada de Olorun, que dá início a todo o processo da existência diferenciada.
ODUDUWA
Oduduwa é um Orixá sobre o qual existe muita discordância dos adeptos do culto. Se Oxalá
representa o princípio masculino-ativo da criação, Oduduwa é a representação do princípio
feminino-passivo, do qual surge a vida após o processo de "fecundação".
Oduduwa é um Orixá Funfun absolutamente diferente dos demais, embora semelhante em
essência, é feminina, sendo cultuada em diversas regiões como esposa de Oxalá, embora
seja, em princípio, sua irmã.
Uma grande controvérsia foi criada em torno deste Orixá colocando em dúvida não somente
o seu gênero, como também seu status no complexo teogônico desta religião.
Oduduwa um Orixá-Funfun feminino ou um ancestral masculino divinizado por seus feitos
notáveis?
Segundo determinadas correntes mais atreladas às explicações científicas que às filosóficas,
Oduduwa teria sido o fundador de Ifé, capital espiritual do povo Yoruba e fundador da
dinastia que deu origem à esta etnia.
Fonseca Júnior propõe para o nome de Oduduwa a seguinte análise etimológica: Odu-(ti-o):
recipiente auto-gerador; Da: Criador(a); Iwa: Existência: Oduduwa; O Ser Criador da
Existência Terrena.
É o mesmo autor que, em referência a Oduduwa (personagem histórico), apresenta a
seguinte teoria: "...presume-se que Oduduwa teria ido para a África a mando de Olodumare
(Jeovah), para redimir os descendentes de Caim (Hetentotes) que, a semelhança de seu
ancestral, carregavam o sinal da Besta na testa. (Gen.4,cap.15/16)". Mais adiante, Fonseca
Jr. explica:
2 - Após o pacto semelhante ao que foi feito entre Deus e Abraão, Ninrod troca de nome
passando a chamar-se Oduduwa;
3 - Oduduwa (Ninrod), filho de Olodumare (Jeovah), parte para a terra prometida. (Vide
Gênesis, 12-1/2/3; Gen.17-4/5/6;
4 - Ninrod era descendente de Noé, neto de Cam (Camita) e filho de Cusi (kusi). (Gen.108/9);
5 - Abrahão (ex-Abrão), descendente de Sem (Semita) e Oduduwa (ex-Ninrod),
descendente de Cam (Camita), eram parentes.“2
A explicação de Fonseca Júnior parece aumentar ainda mais a confusão que teria sido
gerada, segundo nos parece, num simples caso de homonímia verificado quando o
personagem histórico (masculino), fundador de Ile Ifé, resolveu adotar, quiçá por
determinação religiosa, o nome do Orixá (feminino) a quem é atribuída a "fundação" da
Terra em que habitamos. A tradição cuidou de alimentar a confusão, existindo ainda hoje
em Ile Ifé, um marco monolítico adornado de misteriosos sinais, denominado "Opá
Oraniyan" que acredita-se, demarque o local exato da fundação da Terra. O mesmo
monumento serve de túmulo a Oraniyan, rei dos yorubanos, bisneto de Oduduwa e pai de
Xangô e de Ajaká.
Pierre Verger toma posição diante da questão, afirmando ser Oduduwa ..."um personagem
histórico, guerreiro terrível, invasor e vencedor dos Igbo, fundador da cidade de Ile Ifé e pai

de reis de diversas nações yorubas" .3
Segundo Verger, foi o Padre Baudin que primeiro classificou, em seu livro sobre religiões
de Porto Novo, Oduduwa como Orixá, sendo posteriormente seguido nesta teoria por
..."compiladores encabeçados pelo tenente-coronel A.E. Ellis... A obra de Ellis foi o ponto
de partida de uma série de livros escritos por autores que se copiaram uns aos outros..."
Verger confessa comungar da opinião do Reverendo Bolaji Idowu quando este afirma que
"Oduduwa tornou-se objeto de culto após sua morte, estabelecido no âmbito do culto dos
ancestrais (e não das divindades)".
Para reforçar ainda mais sua tese, o cientista continua: "A respeito de Oduduwa, acumulouse com o tempo, uma vasta documentação escrita, tida como erudita porque é constituída de
textos, a única valiosa aos olhos dos letrados, mesmo que estes textos estejam inspirados
por escritos anteriores, inexatos e contrários à verdade". 4
O que o grande mestre francês esqueceu-se de citar seria talvez, a primeira pista
esclarecedora, quando o próprio Idowu, na mesma obra, relata que "Até mesmo em Ile Ifé
onde predominam os cultos às divindades masculinas, existe na liturgia, fortes indícios de
tratar-se de uma Deusa, uma Divindade Feminina. Em alguns pontos esclarecedores desta
liturgia, pode-se encontrar o termo "Iya Male" (Mãe das Divindades ou Mãe Divina)... 5
..."Em Adó, Oduduwa é irrefutavelmente uma Deusa... e parte da liturgia começa desta
forma:
Iya dakun gba wa o; - Oh Mãe! nós suplicamos que nos libertes;
ki o to ni to mo; - olhai por nós, olhai por nossos filhos;
ogbebi l'Adó ! - Tu és aquela que te estabelecestes em Adó!" 6
O pequeno detalhe omitido é suficiente para concluirmos que existe na verdade, um culto a
um Orixá denominado Oduduwa e que este Orixá é feminino, o que vem a coincidir com
nossa opinião.
EXÚ - O EIXO DO SISTEMA RELIGIOSO.
Exú é a divindade de maior atuação no contexto religioso do Candomblé.
Resultado da interação Obatalá-Oduduwa, é o primeiro elemento procriado e que,
esotéricamente, seria a energia que reúne os átomos, possibilitando a diferenciação da
matéria a partir de uma essência única. É o grande transformador, o comunicador, o
intermediário entre os homens e as Divindades e entre estas e o Supremo Criador. O termo
"Exú" pode ser traduzido como esfera.
Exú, Elegbara, Elegba ou ainda Legba, seriam os nomes pelos quais é conhecido este
poderoso Orixá, o primeiro criado por Obatalá e Oduduwa, tendo Ogun como irmão mais
novo.
O culto de Exú é muito individual, cada indivíduo, assim como cada coisa possui o seu
Legba, podendo portanto, edificar o seu assentamento, onde poderá cultuá-lo e apaziguá-lo.
Entre os fons, existem diversos Legbas, ou diferentes manifestações de um mesmo Vodun,
que recebem os seguintes nomes e características:
Axi-Legba: O Legba dos mercados e feiras.
Agbonosu (Rei do portal): Representado por uma pequena escultura em barro colocado nas
portas de entrada. É um Legba individual.
To-Legba: Protetor de uma cidade ou aldeia. É um Legba coletivo.
Zãgbeto-Legba: Protetor dos caçadores noturnos. Segundo se afirma, possui cornos.
Hun-Legba: Defensor dos templos. É Legba individual de cada Voduns.
Legba Agbãnukwe: O que fala no jogo de búzios. Corresponde a Exú Akesan. É o protetor,
servidor e executor de Ifá. É ele que recebe os sacrifícios determinados por Ifá e deve ser
sempre servido em primeiro lugar. Não existe nenhuma diferença de atribuições de
Agbonosu e Agbãnukwe. Se o primeiro protege a casa contra a possível entrada de
malefícios, o segundo, que deve permanecer num quarto dentro de casa, protege contra a
negatividade dos próprios habitantes da mesma.
Certos signos de Ifá, tais como Ofun Meji, Ogbe-Fun, Oxetura e Fu-Yeku, exigem que seja

bastões fálicos. com atitudes maliciosas. de desmoralizar Exú. caboclos. denominado Legba Aóvi. procuram estar bem com ele. da mesma forma de outras que se apresentam como pretos-velhos. Exú possui muitos emblemas.. todos os seguidores da religião. faz com que as coisas aconteçam de repente. Bi á bá rúbo. Exú venha a ocasionar contratempos e confusões de todos os tipos. criou-se a imagem de Exú provida de rabo e chifres. mas que. Segundo a tradição nagô. signos cujos nomes não devem ser pronunciados em decorrência da grande carga de negatividade de que são portadores. a riqueza e a miséria. Seu caráter é ambíguo e faz o mal ou o bem de acordo com sua própria conveniência. o adversário dos Orixás" . A túká ma xe xa: O que ele quebra em pequenos pedaços jamais poderá ser reconstituído. ki á mú t'Exú kuro . independente de não serem Orixás. que se apresentam sob diversas denominações tais como. que não se encontram na mesma categoria hierárquica e que devem ser tratados e reverenciados. etc. No Brasil. de acordo com as determinações de Olodumare. são cultuados em conjunto. Esta regra deve ser sempre observada porque desta forma evita-se que. talvez por influência do sincretismo com o Diabo. Entre os muitos nomes ou títulos honoríficos de Exú. etc. TrancaRuas. é Gadeglido. a parte que cabe à Exú deve ser depositada diante dele". Gunda-Di e Di-Turukpon. surgido do Odu Jaga (nome dado aos Odus Oxe-Irete e Irete-Oxe. deste sincretismo. como a laterita. Exú poderia perfeitamente ser comparado a esta magnífica entidade espiritual ao compreendermos suas verdadeiras funções e atribuições. É necessário que se saiba a diferença entre Exú-Orixá e estes outros tipos de entidades. Se por um lado houve a intenção. dotado de asas como as dos morcegos.. permitindo por este motivo. devemos levar em conta que. ocasionados pela disputa do poder e da autoridade. de forma diferente e específica. destacamos: Logemo orun: Indulgente filho do céu. podendo atuar em todos os níveis da existência universal. Pomba Gira. portando tridentes e por vezes. Um outro nome usado para mencionar estes Odus. que se manifestam em seus médiuns para cumprirem as missões que lhes foram impostas. esta magnífica entidade foi comparada ao diabo e. Este Legba excepcional exige obís de tantos quantos o visitem.feito um assento muito especial.o que reafirma os constantes problemas existentes entre eles. convencionou-se dar o nome de Exú. evitando desagradá-lo para não se exporem à sua ira. imagens de madeira ou de barro sempre encimadas por uma lâmina ou ponta afiada. Possuímos ainda informações da existência de um Legba com quatro cabeças.. eguns. com a função de proteger a casa e toda a sua periferia."Quando qualquer sacrifício é oferecido. que tem seu campo de ação ilimitado. onde os dois Legbas citados. Caveira. A atitude do africano diante desta divindade é de verdadeiro pavor. encontramos a expressão “Exú. somente os grandes Babalawos podem possuí-lo. denominado Legba Jobiona. Pápá Wàrà: Aquele que apressadamente. Marabô. são Odi-Gundá. Exú é sempre o primeiro a ser homenageado e cultuado em todos os procedimentos ritualísticos. possuem força e poder para resolverem problemas e prestarem auxílio a tantos quantos a eles recorram. Estas entidades. o sucesso e o fracasso. Por este motivo. Numa das mais importantes louvações de Exú. ciganos. por parte dos antigos missionários cristãos. Nas práticas umbandistas encontramos um outro tipo de manifestação de espíritos aos quais. etc. Veludo. de quem é o executor de ordens. Por sua importância e atributos. são na verdade. A n'la ka'lu: Aquele cuja grandiosidade se manifesta em plena praça. Os Odu-Ifá que falam exclusivamente de Legba. Maria Padilha. O Orixá Exú é o único dentre todos os demais. devido ao seu poder de atuação sobre a vida e a morte. boiadeiros. que . otá Orixá” "Exú. deixadas de lado as conotações maléficas injustas e incompreensíveis atribuídas à Lúcifer (O Portador de Luz). Molambo. por influência do cristianismo.

Tem por finalidade substituir a morte de alguém pela oferenda determinada pelo Oráculo. um carneiro é sacrificado em substituição ao ser humano. ADIMU . foram substituídos por diversos animais..OFERENDAS AOS ORIXÁS 2ª Parte AS OFERENDAS Dentro do culto aos Orixás.1962. recorrem aos préstimos de algum Orixá. 3 . que têm por finalidade manter o equilíbrio das relações entre eles e os seres humanos. 1 . são genericamente denominados "ebós" que se dividem em "ejenbale" (sacrifícios com derramamento de sangue) e "adimús" (sacrifícios incruentos). E. da mesma forma que os católicos recorrem aos seus santos. Antigamente.B. exigindo sempre o derramamento de sangue de algum tipo de animal que pode ser uma ave. Ebó a d'ibode: Trata-se de um sacrifício propiciatório e preventivo. é um outro Orixá quem se oferece para solucionar um determinado problema ou alguma dificuldade que está sendo vivenciada e. Este tipo de sacrifício é geralmente determinado pelo Oráculo e tem por finalidade acalmar a ira ou o descontentamento de uma entidade qualquer. . este ebó exigia o sacrifício de seres humanos que hoje em dia. 2 . Os sacrifícios oferecidos aos Orixás. um quadrúpede ou até mesmo um simples caramujo.Longmans . 6 . no Brasil. mesmo as não iniciadas.Olodumare. relativas às oferendas que desejam receber. aldeia ou cidade e tem por finalidade acalmar os espíritos da terra no local da fundação. são pagas somente após a obtenção da graça solicitada.Obra citada. são informadas a respeito das exigências de seus Orixás e principalmente de Exú. Os ebós ejenbale. o mais importante são as oferendas aos Orixás.B. Este sacrifício é oferecido na fundação de uma casa. Ebó a ye ipin ohun: Sacrifício substitutivo. exige algum tipo de sacrifício em seu louvor. Nem sempre estas exigências são estabelecidas pela relação anteriormente explicada entre o ser humano e seu Orixá de cabeça. Axexe e o Culto Egun na Bahia. destacamos: Ebó ejé: Oferenda votiva que tem por finalidade obter determinado favorecimento ou graça de uma Divindade.E. Dentre os mais conhecidos. tamanho é o seu poder de agir livremente. como no anterior. Ebó etutu: Sacrifício de apaziguamento. Algumas vezes. 5 . . muitas das vezes. 4 .Santos.Vozes Petrópolis . J.Idowu.Obra citada. invariavelmente. Como podemos observar. este sacrifício é vulgarmente conhecido como "ebó de troca". É através das consultas ao Oráculo de Ifá.Obra citada. E. o sacrifício de seres humanos era exigido nos primórdios do culto . pessoas atormentadas pelos mais diversos tipos de dificuldades.Os Nagô e a Morte..Idowu. . . Tem por finalidade evitar qualquer tipo de acontecimento nefasto que ameace a pessoa (individual) ou até mesmo uma cidade ou aldeia (público). que as pessoas. implorando graças e fazendo promessas que. Padê. dividem-se em diversos tipos. Ebó ba mi d'iya: Sacrifício que visa atenuar uma punição de morte imposta à uma pessoa por um Orixá ou por um espírito maligno. oferecendo algum tipo de sacrifício como penhor de sua confiança e de sua fé. God in Yoruba Belief . Neste caso.1986. em troca. Ebó Ogunkojà: Sacrifício preventivo que pode ser público ou individual.seja classificado tanto como Funfun como também como Ebora.0bra citada.

pediu que seu pai pegasse um boi malhado de branco e oferecesse em sacrifício. a causa de seus sofrimentos e os remédios e sacrifícios que resolveriam todos os seus problemas. uma guerra viesse dizimar o seu reino. cujo sacrifício só pode ser efetivado em casos excepcionalíssimos e quando todos os demais recursos hajam sido esgotados. não hesitou em levar para sua casa. tornando-os intolerantes e cada dia mais distantes de nós. para que ele revelasse ao passante. Quando a escrava adquirida no mercado foi trazida.o que. Três anos depois. que fosse preparado um akpakpo e dois panos brancos de cabeça denominados kpokun abuta. Ifá. até então. Reconhecendo em Ifá o seu próprio filho. pelo preço de quarenta e um caurís. além de configurar-se. a mulher ouvia os fiéis invocando Ifá: "Orunmilá! Akefoye! Agbo wi dudu hu do fe to!" (Orunmilá! Akefoye! Se teu nome é Ifá. É necessário que se desperte nos adeptos do Candomblé a consciência do respeito devido a todas as formas de vida animal. se os Orixás. a pobre mulher pôs-se a cantar. proibindo a todos de olharem para aqueles objetos. Adentramos uma nova era em que todas as formas de vida adquirem sua valorização máxima e a vida dos animais. a parteira. a cabaça onde Ifá havia sido encerrado. chamasse por ele junto com seus fiéis. deveria comprar sua mãe que estava sendo vendida junto com outras escravas. o encerrasse dentro de uma cabaça. receitava medicamentos e resolvia os mais difíceis problemas. no dia seguinte pela manhã. "A primeira mulher que for oferecida deve ser comprada. de dentro da cabaça. para que pudesse mostrar a todos de que forma deveria ser corretamente alimentado. seu pai morreu e sua mãe foi capturada como escrava. A parteira foi encarregada também. acostumados que eram a receberem sacrifícios humanos. Seu pai negligenciou o sacrifício e no dia do nascimento de Ifá. da mesma forma que a dos seres humanos. seja em qual for a circunstância. para que pilasse e transformasse em farinha destinada à preparação o amiwo. jamais esquecerás de mim!). a guerra arrasou o país e Ifá mandou que Ajinoto. a saudação que ouvia: "Orunmilá! Akefoye! Agbo wi dudu hu do fe to!" As pessoas contaram a Ifá sobre a mulher que cantava aquela saudação enquanto pilava o milho e Ifá ordenou que ela largasse aquele trabalho e que. o derramamento do sangue de animais. do Odu Odi Meji. seria hoje considerado um absurdo. sem dúvida. de avisá-lo logo que alguém passasse por perto. a fim de evitar que dentro de três anos. ao invés de apaziguar os nossos deuses. em voz alta. vegetais e objetos de seu agrado. É chegada a hora de darmos um basta ao inútil derramamento de sangue que. jamais havia sido visto por . Ordenou ainda. selvageria e falta de respeito ao ser humano. em homicídio. de forma que ninguém o pudesse ver." Quando Ifá estava ainda no ventre de sua mãe. que encontramos a fundamentação para as afirmações anteriormente feitas: Odi Meji disse: "Metolõfi. dava conselhos. não quis sacrificar um boi de malhas brancas e a morte veio buscá-lo. pois esta é minha mãe. concordaram na substituição dos mesmos pelos sacrifícios de animais. Como Ifá vivera. só deve ocorrer em situações de extrema necessidade e em casos em que não possam ser substituídos por outras oferendas pois. Da mesma forma. por avareza. Ifá ordenou que lhe fosse entregue uma certa quantidade de milho. É num itan de Ifá. só conseguem despertar a sua ira. é fácil deduzir-se que estes podem também dar lugar a sacrifícios de minerais. fechado dentro de sua cabaça. Tudo ocorreu da forma como Ifá planejara e o homem que passou naquele local. Enquanto pilava o milho." Naquela época Ifá costumava aceitar sacrifícios humanos no festival de Fanuwiwa. há que ser respeitada e preservada ao extremo. Um dia Ifá ordenou que alguém se dirigisse ao mercado onde. Para deslumbramento de todos.

"A partir de hoje.Para limpeza da casa. mesmo que ela me tenha traído. A partir de então. indo sentar-se no alto de um tripé de onde gritou: "Olhem bem. 2 . que não poderia ser comido em sua presença.. recebem uma pequena parte destes alimentos. vestindo um avental de pérolas e calçando sandálias. A mulher que mandei comprar no mercado de escravos deve ser trazida até aqui!" A mulher foi trazida à sua presença e Ifá mostrou-a a todo mundo dizendo: "Olhem bem." Dito isto ordenou que cortassem os longos cabelos de sua mãe.Itan coletado por Bernard Maupoil na região onde hoje fica a atual República do Benin e publicado em sua magnífica obra sobre o sistema oracular de Ifá. Entretanto não a sacrificarei! Não poderia trair minha própria mãe. parte esta que recebe o nome de kle ou kele e que só pode ser consumida depois que o Vodun for servido. esta é minha mãe! Quando eu estava no seu ventre determinei que meu pai deveria sacrificar um boi malhado de branco.. comandando-o de cima de seu akpakpo. pois não merecia tantas honrarias e que naquele dia iria encontrar-se em Ló (local para onde vão os espíritos dos mortos). Quando todos se afastaram Ifá saiu de sua cabaça coberto por um grande chapéu. assim como o amiwo. Tanto tempo se passou e eu comprei esta escrava para ser sacrificada em minha honra.Depois das cerimônias de Nã. Ifá! Ifá que ninguém nunca viu. OFERENDAS A EXÚ .ninguém. O assunto será tratado de forma direta. partindo da premissa de que o ritual é criado pelo homem e não pelos deuses." . e virei receber as oferendas. 1 . 1 A velha disse então a seu filho. aqueles que preparam os alimentos a ela oferecidos. Com a farinha moída por sua mãe mandou preparar um amiwo para ela. realiza-se sempre o ritual de Xe Nã (dar comida à Nã). (Este rito acompanha as cerimônias às divindades nagô sob o nome Atowo e às divindades fon sob o nome de Nudide). a apresentação de uma vasta relação de oferendas incruentas aos Orixás e a outras entidades cultuadas no candomblé. Isto posto. quando fizerem uma cerimônia em minha honra. que faria o Sol tornar-se mais brando ou mais quente. mãe de um rei. passemos ao assunto que é. Mas meu pai não atendeu minha orientação e todo o mal acabou por se concretizar. através de um receituário contendo os ingredientes. transformou-se ela em Nã.Disse a mulher. para evitar malefícios que já estavam previstos. o que nos leva a concluir a possibilidade da substituição do sacrifício destes por outros tipos de oferendas. Desta forma. Aos jovens que prepararam as carnes do boi e do cabrito. assentada sobre um akpakpo. sou eu. na verdade. Depois pediu um boi e um cabrito para serem sacrificados. o principal objetivo do presente trabalho. que envolvessem sua cabeça com um belo torso branco e que a instalassem sobre a almofada akpakpo. com seu finado esposo. o procedimento e o objetivo de cada trabalho. Nã disse ainda. para que comessem depois da cerimônia. assim como à qual entidade deve ser oferecido. digam: Nã kuagba! (Nã seja bem vinda!). ordenou que fosse dado uma parte de cada coisa. quando terminam os festivais Fanuwiwa. que sentia-se muito envergonhada. 2 Este Itan de Ifá fundamenta a possibilidade de substituição do sacrifício de um ser humano pelo de animais. ”LA GEOMANCIE À L'ANCIENNE CÔTE DES ESCLAVES”. .

Para melhorar a sorte. Tomar banho de água de rio misturada à água de coco verde durante cinco dias seguidos. onde deverá permanecer por três dias consecutivos. pedindo que a pessoa permaneça fiel ao seu parceiro. Uma das metades é cheia de mel de abelhas. enrolando-se bem até que o coco fique totalmente envolvido pela linha. Sobre cada pedaço de coco coloca-se um pouquinho de mel de abelhas. no sentido horizontal. Escreve-se. Abre-se um coco do qual se corta quatro pedaços mais ou menos iguais. como se fosse uma bola. logo que a vela termine. sendo um pela manhã. No sétimo dia. O sumo obtido é misturado a um copo de leite de cabra. É preciso ter muito cuidado para não machucar os animais. amarra-se um lacinho de cada fita nas suas duas patas.Para livrar alguém da prisão ou de problemas com a justiça. Coloca-se um coco seco com uma vela acesa em cima.Para apaziguar Exú.Para problemas de saúde. Fecha-se o coco e amarra-se com linha vermelha e linha branca. . fita azul e fita amarela. Estes quatro pedaços. fita vermelha. acende-se uma vela que se renova durante 21 dias. Dentro dele coloca-se um pedaço de papel de embrulho usado. anteriormente. Fecha-se o coco e enrola-se muito bem enrolado com linha preta e linha branca. Arreia-se aos pés de Exú com uma vela acesa. No terceiro dia. ou atrás da porta e acende-se uma vela de sete dias. a outra é cheia de aguardente. Quando chegar na porta da rua. . Coloca-se o prato diante de Exú. . . (Quem não tem Exú assentado pode colocar o coco atrás da porta da casa).Para problemas de infidelidade. à mesma hora. azeite de dendê e pó de efun. . milho torrado e pó de peixe defumado. um à tarde e um à noite. Rala-se um coco seco e espreme-se a massa num pano branco. Abre-se um coco seco pelo meio e coloca-se dentro o papel com os nomes escritos. e o pedido reiterado. o nome da pessoa infiel. os nomes das pessoas interessadas na questão. Pinta-se um coco seco com efun e depois unta-se todo com ori-da-costa ou. unta-se as pernas dos pombos com a manteiga de ori. manteiga de cacau. rola-se pela casa de dentro para fora impulsionando-o com o pé esquerdo. milho torrado. num papel de embrulho usado. .Para livrar uma pessoa ameaçada de prisão. Coloca-se num prato diante de Exú. um pouquinho de azeite de dendê e um grão de pimenta-da-costa. 21 grãos de pimenta-da-costa. despacha-se numa encruzilhada de quatro esquinas. . pega-se o coco com a mão esquerda. para que se quebre.Para desenvolvimento econômico. Abre-se um coco seco em duas partes. o coco deve ser levado e despachado na entrada de um cemitério. Coloca-se o coco num prato branco diante de Exú e acende-se uma vela pedindo-se pela saúde da pessoa enferma. no qual se escreveu. na falta deste. um pouco de mel.Para obter um amor.Defesa contra inveja e olho-grande. . Acrescenta-se 3 grãos de pimenta da costa. mel de abelhas.Pega-se um coco seco. despacha-se tudo (inclusive o prato) numa mata. Dois pombos brancos. Mistura-se com água de rio e toma-se três banhos no mesmo dia. passa-se os bichos no corpo da pessoa e solta-se com vida. leva-se à uma encruzilhada aberta de quatro esquinas e ali. No final dos 21 dias despacha-se numa mata. pinta-se todo com uáji. No sétimo dia. No vigésimo primeiro dia despacha-se numa encruzilhada. Coloca-se o coco diante de Exú e durante 21 dias acende-se uma vela diariamente. Corta-se um coco seco ao meio. A vela deve ser substituída todos os dias. atira-se o coco no meio da encruzilhada com força. fita branca. um pouco de azeite de dendê. ori.Para problemas de justiça. Numa mata fechada. depois de bem lavados. . dos advogados e do juiz. . No terceiro dia despacha-se nas águas de um rio. são colocados num prato com a parte branca para cima. .

uma quantidade de farinha de milho bem fina (milharina). um ovo de codorna inteiro e um pedacinho do talo de comigo-ninguémpode. retirando-se em seguida e colocando-se de lado para que esfriem. um pouco de terra de encruzilhada. 9 pimentas-da-costa. Colocase as trouxinhas para ferver durante 25 minutos. um pedaço de osso humano. para que a massa resultante fique bem espessa. só devendo ser feito em casos extremos. uma cebola. o seguinte: Um papel com o nome da pessoa.Oferenda de coco a Egun para prejudicar uma pessoa. embrulhando-se em forma de trouxinhas. 9 grãos de milho torrado. Dentro do boneco. 7 grãos de milho torrados. Esta farinha deverá permanecer de molho por dois ou três dias até que fermente. um pouco de poeira da casa ou do quintal da pessoa que se quer atingir. Durante 9 dias seguidos. Deve-se fazer sempre. OFERENDAS A EGUN . no terceiro dia. Costura-se o boneco e se deixa diante de Exú dentro de um alguidar com padê de mel. com a colher. Depois de frias. depois de retirada a água. pimentão vermelho. . junta-se 2 ovos e deixa-se no fogo por mais um tempo. O padê deve ser renovado a cada sete dias e o boneco permanecerá ali. uma porção de feijão fradinho (Vigna sinensis. acrescenta-se canela em casca. as trouxinhas. retira-se e enterra-se num terreno baldio ou dentro de uma mata. Uma vez fermentada. Refoga-se. Quando tudo tiver adquirido a consistência de uma massa. leva-se a um rio e atira-se nas águas.). numa panela à parte.) de molho na água. Solucionada a questão. L. um pouco de óleo de cobra. se coloca o seguinte: Um papel com o nome da pessoa. pó de osun. coloca-se dentro. retira-se da água e deixa-se esfriar. dentro de um alguidar com padê de aguardente. deixando que cozinhem durante quinze minutos. Entrega-se a Egun na porta do cemitério ou nos pés de uma árvore seca. orégano e tomate. o boneco deve ser levado para dentro de uma delegacia de polícia. Coloca-se o coco dentro de um alguidar pequeno e arreia-se diante de Egun. um pouco de terra de cemitério. . mexendo sempre. um pedacinho de couro de onça ou de outro felino de grande porte. No terceiro dia. Coloca-se de molho. anis estrelado em pó (Pimpinella anisum. das quais retira-se uma pequena porção para oferecer a Egun. .. pó de peixe defumado. Assim que a água estiver fervendo. L.Um boneco de pano branco do sexo da pessoa para quem se vai fazer o trabalho. Depois que tudo estiver dentro. retira-se as folhas de mamona. cominho. retira-se do fogo e enrola-se em folhas de mamona (Ricinus communis. Pega-se um coco seco grande. Este trabalho é muito perigoso e prejudicial. moe-se o feijão fradinho no liqüidificador usando a menor quantidade de água possível. pequenas porções em folhas de mamona. para ali ser deixado. com exceção daquelas feitas para o consumo das pessoas. Depois de enroladas e bem amarradas para que não se abram. abre-se um dos olhos de forma que se possa introduzir pelo buraco. Cozinha-se em fogo lento. No fim dos 9 dias. Quando tudo estiver bem refogado. um pedacinho do talo da folha de comigo-ninguém-pode.). coloca-se uma panela com água para ferver. tapa-se o buraco do coco com um pedacinho de pau ou uma rolha de cortiça. Na volta oferece-se a Exú sete roletes de cana. L. depois do que.) e açúcar mascavo. com uma colher de pau. o número correspondente ao Odu que determinou a oferenda. regando-se com bastante mel. sua foto ou um pedaço de pano de sua roupa. 7 grãos de ataré. por 3 dias. Endl.Olele Deixar.Oguidí. um número de nove oguidís ou então. Importante: As comidas oferecidas a Egun não levam sal. Tira-se do fogo e coloca-se. outra às 18 e uma terceira às 24 horas. retira-se o invólucro de folhas e arruma-se numa travessa de barro. arreia-se nos pés de Egun e. acende-se uma vela às 12 horas. baunilha (Epidendrum vanilla. Quando estiverem frias. até que o problema esteja resolvido. numa panela de barro.

serão arrumadas num alguidar de barro onde já se colocou o milho torrado. passa-se os peixes na pessoa para a qual se está solicitando a proteção de Ogun. mel de abelhas. coloca-se o galho num prato branco que será arriado diante de Egun. com o pano vermelho e enrola-se com a linha preta. Embrulha-se novamente. 9 grãos de milho torrado. usando toda a linha do carretel.se os peixes numa folha de papel pardo e se despacha numa linha de trem. de fita amarela. um pedaço de osso humano e um carretel de linha preta. Isto feito. No fim dos 9 dias leva-se ao cemitério e espeta-se o galho.Para apaziguar Ogun.Para evitar derramamento de sangue. com a ponta onde está o embrulho. 1m. . . feijão fradinho torrado e ori-da-costa. no sentido longitudinal. Sobre eles coloca-se: azeite de dendê. Esta faca é embrulhada em pano .Para obter uma graça qualquer do Orixá Ogun. faz-se. Um pedaço de pano vermelho. modelando-se com as mãos.. um pouco de pelo de gato preto. arroz cru. o nome da pessoa que se deseja afastar. prende-se bem. Amassase o inhame cozido e mistura-se a massa obtida com o ori-da-costa e o arroz. numa sepultura fresca. tempera-se com os ingredientes relacionados. a vermelha. Terminada a limpeza coloca.Para obter proteção contra qualquer tipo de tragédia.Trabalho para afastar um inimigo com a ajuda de Egun Um galho de irôko (Chlorophora Excelsa) de aproximadamente 1 metro. mel de abelhas. Arreia-se diante de Ogun com uma vela de sete dias. azeite de dendê. em forma de charuto. melado de cana. Depois de arrumados. Com esta massa. melado de cana e sete grãos de ataré (um sobre a cabeça de cada peixe). um pouco de osun. mel de abelhas e manteiga de cacau derretida. primeiro a fita branca. gin. Depois de três horas. enfiado na fenda aberta na ponta do galho de irôko. de fita azul. Uma faca de aço é colocada no fogo até que fique em brasa.Para que Ogun defenda uma casa de malefícios. 7 pimentas ataré e gin. . despacha-se numa mata. Depois disto. resguardadas as partes mais íntimas. coloca-se num alguidar com uma moeda corrente e um grão de ataré em cima de cada um. Sete peixes frescos. Os peixes são arrumados numa travessa de barro com as cabeças voltadas para fora. azeite de dendê. Coloca-se todos os ingredientes dentro do papel onde se escreveu o nome das pessoas e fazse um embrulho enrolado. escreve-se 9 vezes. um pouquinho de azougue. 7 bolas que. de forma que o embrulhinho fique bem preso ao galho. A pessoa deve ficar despida. apenas lavados em água corrente. acrescenta-se azeite de dendê. de fita branca. milho torrado. Arreia-se nos pés de Ogun. Prepara-se sete ecós. . bastante milho torrado e rega-se com aguardente. diante de seu igbá onde deverá permanecer por sete dias. . Coloca-se o peixe numa travessa ou assadeira de barro. sem serem limpos. basta oferecer-lhe uma melancia aberta e regada com melado de cana. depois a azul. O embrulho é então. pega-se. 1 inhame-do-norte cozido. Num papel branco. 9 pimentas-da-costa. Acrescenta-se os demais ingredientes e oferece-se a Ogun. um pouquinho de alcatrão. uma abertura de uns 10 centímetros. Para acalmar a ira deste Orixá. com uma vela acesa. Um peixe pargo de bom tamanho. pedindo ao Egun ali enterrado que afaste a pessoa para bem distante. Quando a lâmina da faca estiver acesa. preparam-se. mel de abelhas. cerca-se com o milho e o feijão torrados. 9 agulhas. dentro do alguidar. Junta-se. Despacha-se na mata. 1m. de fita vermelha. depois a amarela e finalmente. Despacha-se numa via férrea. 1m. Numa das extremidades. Em seguida. 1m. enrolando.Para apaziguar Ogun. OFERENDAS A OGUN . Arreia-se diante de Ogun com velas acesas. Durante 9 dias renova-se a vela. ori-da-costa derretido. um pouco de uáji. durante algumas horas (o tempo suficiente para que a vela se queime toda). depois de prontas. orida-costa. coloca-se em cima de Ogun e derrama-se sobre ele azeite de dendê de forma que o azeite escorra sobre a ferramenta do Orixá.

deixa-se o banho secar no corpo durante meia hora e depois. licor de anis. passa-se um dos ovos na pessoa enferma e separa-se para outro alguidar que deverá ficar atrás do igbá. Coloca-se num prato de barro. . Envolve-se tudo. a pessoa beneficiada deverá oferecer uma comida seca ao Orixá. em seguida. 7 folhas de hortelã e um papel com o nome da pessoa que está sendo tratada. Deixa-se diante de Ogun durante sete dias com uma vela acesa. por três horas. rala-se. um coco seco dentro do assentamento de Ogun. pó de peixe defumado. inclusive a faca. coloca-se sete peixes frescos inteiros com as escamas. Mistura-se bem. mistura-se num recipiente com água de chuva e água de rio (meio a meio). mel de abelhas e pó de efun. sete colheres de mel de abelhas e sete colheres de melado de cana. Somente a lâmina da faca deverá ser enrolada pelo pano e pelas linhas. Resolvido o problema. acrescenta-se ainda: Um copo de água de coco verde. com linha verde e linha azul. Despacha-se na mata.Para problemas de saúde. bater cabeça e rogar a proteção do Orixá. 7 pimentas malagueta. Deixa-se nos pés de Oxóssi por três horas e. melado de cana.Para evoluir ou obter uma graça. sobre eles. . . bem enrolado.Para agradar Ogun: Pega-se 7 ovos de codorna. sete pedacinhos de coco seco e um pouco de uáji. . o que se deseja. espreme-se com um pano branco e virgem. . quebra-se. passa-se no corpo da pessoa e deixa-se no igbá de Oxóssi até que o problema esteja resolvido. durante 7 dias. no igbá. toma-se banho com o líqüido (inclusive a cabeça). amarra-se em forma de trouxa. terá que acender velas. arreia-se nos pés de Ogun. Deixar. retira-se a polpa. coloca-se o papel no buraco feito na melancia. descasca-se. durante sete dias. Num pano branco coloca-se os seguintes ingredientes: 7 grãos de milho torrados.Para resolver problemas de justiça. acende-se uma vela e pede-se a Ogun o que se deseja. 7 grãos de ataré. Todos os dias. OFERENDAS A OXOSSI . fumo-de-rolo desfiado e bastante pó de efun. retira-se o coco. um pedaço de talo de comigoninguém-pode. 7 grãos de milho torrados.Para boa sorte. azeite de dendê e efun ralado. Faz-se um embrulho com o pano branco. tapa-se o buraco com o próprio pedaço extraído dali. durante todo o tempo do orô e enquanto durar o preceito. Pega-se uma melancia inteira. Ao sumo obtido acrescentase meio litro de leite de cabra. um copo de caldo de cana. escreve-se. Unta-se sete ovos de galinha d‟angola com ori-da-costa. melado de cana. corta-se um quadradinho em forma de cubo (sem abrir a fruta). uma melancia aberta no meio e regada de melado de cana. separa-se o cubinho. No sétimo dia. no pano vermelho e enrola-se. coloca-se tudo num pano azul-claro. No sétimo e último ovo. no mesmo período. Por cima coloca-se: milho torrado. deverá ficar junto com ele. com uma vela acesa. Depois de decorridas as três horas. Durante estes três dias. leva-se à uma mata e despacha-se num tronco de árvore seca. a Oxóssi. deixando ali por 3 dias. deixa-se . leva-se a um mata e arreia-se aos pés de uma palmeira ou coqueiro.Para obter proteção pessoal de Ogun. Despacha-se na linha do trem. um pouco de azeite de dendê. espalha-se por cima fumo de rolo desfiado e molha-se com gin.Para estabilidade financeira. e deixa-se o recipiente diante de Ogun. em papel de embrulho. o que formará uma espécie de bainha. A pessoa deve usar somente roupas brancas nos sete dias seguintes e. Este fetiche deverá permanecer atrás da porta da casa e. Oferece-se. . unta-se com azeite de dendê. toma-se banho com água limpa e sabão da costa. amarra-se bem com barbante virgem. coloca-se dentro dum alguidar diante do assentamento de Oxóssi e coloca-se.vermelho junto com os seguintes ingredientes: 1 fava de ataré inteira. todas as vezes em que Ogun comer. de acordo com a orientação obtida no oráculo. Numa travessa de barro.

Depois disto arruma-se com as pontas mais finas para cima. grandes e tenras.Para falta de dinheiro. Coloca-se os romãs abertos dentro de um alguidar e. coentro picadinho. melado de cana. sobre eles. dentro do alguidar. Coloca-se a massa numa tigela e cobre-se com o molho. dispensando-se o açúcar. anis estrelado e efun ralado. são assadas na brasa. Envolve-se a massa nas folhas mais tenras que envolvem as espigas. em gordura de coco. os ingredientes relacionados. arruma-se numa travessa ou prato de louça. .Para agradar Oxóssi. Sete espigas de milho verde. vai-se passando um coco por dia no corpo. Arruma-se num alguidar e rega-se com azeite de dendê e um pouco de vinho branco.). retira-se as escamas e recheia-se com milho verde (grãos). despacha-se numa mata. Sete romãs (Punica granatum. pinta-se de branco (efun) as partes de cima e de azul (uáji) as partes de baixo.diante de Oxóssi por três dias e despacha-se numa mata. enrola-se o alguidar com os sete cocôs num pano azul claro e despacha-se em água corrente. . Ao redor coloca-se fatias de coco seco cortado em tiras. Depois de passar o último coco. tomate. Assim que as espigas forem retiradas do braseiro. azeite de dendê. cebola branca picada. pó de peixe defumado e milho torrado. Prepara-se uma massa de milho verde igual à da receita anterior. Coloca-se. Deixa-se esfriar. tendo-se o cuidado de separar os cocôs utilizados para outro alguidar.Para assegurar boa sorte. Entrega-se a Oxóssi com uma vela de sete dias. À massa obtida acrescenta-se coco ralado e açúcar. abre-se as trouxinhas. .Para obter uma graça. Enfeita-se com 7 camarões inteiros crus e folhas de hortelã.Para agradar e apaziguar Oxóssi. Coloca-se os sete cocôs num alguidar grande e. . no alguidar já forrado com as folhas das espigas. tempera-se com azeite de oliva e azeite de dendê. limpa-se bem. . melado de cana. As folhas que envolvem as espigas são separadas para forrar o alguidar em que será oferecido o adimú. Deixa-se diante de Oxóssi por sete dias com uma vela acesa. pimentão doce. Prepara-se sete ecós. Costura-se o peixe. . Pega-se um peixe dourado. Mergulha-se as trouxinhas em água fervente e retira-se logo em seguida. milho torrado. uma moeda de pequeno valor. com azeite de dendê. Uma vela de sete dias deverá permanecer acesa durante o tempo em que os cocôs estiverem diante de Oxóssi. Entrega-se a Oxóssi com uma vela de sete dias e.Pamonha que se oferece a Logunedé. formando uma espécie de trouxinha que se amarra em cima com palha da costa. Arreia-se nos pés de Oxóssi com duas velas de sete dias acesas. durante sete dias. Pega-se sete cocôs secos. azeite de dendê. Em cada um deles coloca-se um grão de atarê. uma fava de anis estrelado e uma pitadinha de efun ralado. melado de cana. OFERENDAS A LOGUNEDÉ . sete cebolas de casca vermelha. gordura de coco. são regadas. No fim de sete dias. amendoim torrado e regase tudo com vinho branco. . depois. Descasca-se e frita-se ligeiramente. . despacha-se nos pés de uma amendoeira. Refoga-se uma boa quantidade de camarão seco em óleo de milho acrescentando-se cebola branca. despacha-se numa mata. Despacha-se numa cachoeira. ainda quentes. Arruma-se tudo numa panela de barro e cobre-se com anis estrelado em pó. Depois de sete dias despacha-se na mata sem desarrumar o adimú. rega-se com bastante mel e oferece-se ao Orixá. L.Para agradar Logunedé. vinho branco e um pouco d'água para fazer o molho. depois deste período. um pouco de licor de romã e pó de peixe defumado. pedacinhos de coco seco e 1 obí picado em pedacinhos pequenos. Rala-se sete espigas de milho verde bem tenras. uma a uma.Para obter uma graça qualquer.

diante do igbá. Fecha-se o buraco com um pedacinho de madeira e veda-se com cera de abelhas derretida.Adimú para se obter uma graça. sete pedacinhos de lírio florentino. 7 espigas de milho verde. Completa-se com vinho branco. arruma-se as espigas assadas com as pontas para fora. Arreia-se nos pés de Logun e. um buraco onde possam passar os seguintes ingredientes: Um papel com o nome das pessoas interessadas. sete bolas de arroz branco cozido. azeite de dendê e vinho branco. mel de abelhas e melado de cana. sete colheres de café de água-de-flor-de-laranja. Mistura-se tudo muito bem e modela-se 7 bolas. . com uma vela acesa. OFERENDAS A IYEMANJÁ . sete pedacinhos de açúcar cândi. acendendo-se duas velas. embrulha-se num pano branco e leva-se para o mar. sete peixinhos secos. leva-se à uma cachoeira e coloca-se em baixo da queda d'água. a mesma medida de melado de cana. Antes de levar. . Coloca-se para assar no forno. rega-se com mel de abelhas. sete folhinhas de hortelã. Coloca-se. meio copo de melado de cana. sete bolas de inhame. Oferece-se. sete pétalas de rosa amarela e sete gotas de essência de rosas. Prepara-se um molho idêntico ao descrito no adimú número 2. no dia seguinte. sete bolas de mingau de milharina adoçado com açúcar mascavo. dentro da fruta. Cobre-se com bastante mel de abelhas e vinho branco. num dos olhos do coco.Para agradar Logunedé. Deixa-se de um dia para o outro. Deixa-se por três dias diante do igbá do Orixá e despacha-se dentro de uma mata. Despacha-se na beira do mar. sete bolinhas pequeninas de ori-da-costa. Pega-se um coco seco. que são arrumadas numa travessa branca. Arreia-se diante de Logun e despacha-se. arruma-se os camarões em cima e cobre-se com o molho. sete cebolas brancas pequenas. na beira de um rio ou dentro de uma mata. Cozinha-se. o coco deve ser apresentado ao Orixá.orégano em pó. despacha-se num rio de águas limpas. coloca-se numa travessa e cerca-se de agrião ligeiramente fervido. um pouquinho de azeite de dendê e um pouco de mel de abelhas.Para atrair uma pessoa. Pega-se um melão bem grande. os seguintes ingredientes: Sete bolinhas de milho vermelho. aferventa-se ligeiramente também em água pura. sete gotas de baunilha. Coloca-se o milho cozido numa travessa ou tigela branca. sete biscoitos de araruta. Cozinha-se um inhame grande até que fique bem macio. sete bananas da terra cortadas no sentido longitudinal e fritas em gordura de ori-da-costa. . diante de . Coloca-se o melão num prato grande ou bandeja forrada com pano branco. deixando por sete dias. Cozinha-se uma boa quantidade de milho seco em água pura. abre-se uma tampa no alto e retira-se a polpa. à parte. coentro e vinho branco. Assa-se. Enfeita-se o coco com laços de fitas amarelas e azuis. . Pega-se o feijão cozido com o amendoim e coloca-se num alguidar. num braseiro. retira-se do forno. Pega-se sete camarões graúdos.Para agradar Logunedé. uma porção de feijão fradinho misturado com a mesma quantidade de amendoim. Quando o peixe estiver assado. sete colheres de óleo de amêndoa-doce. a mesma medida de mel de abelhas. retira-se a água e abre-se. amassado e ligado com farinha de acaçá. sete rodelas cortadas de uma espiga de milho verde. sete favas de anis estrelado. À massa obtida acrescenta-se: farinha de milho bem grossa. pó de efun e pó de peixe defumado. Sobre as bolas despeja-se bastante melado de cana. Enfeita-se com folhas de agrião e rega-se com mel de abelhas e vinho branco. Na boca do peixe introduz-se um papel com o pedido da graça que se deseja obter. Coloca-se num recipiente qualquer e amassa-se com um garfo. .Para resolver uma situação impossível. Depois de tudo arrumado dentro da panela rega-se com bastante mel de abelhas e oferece-se à Iyemanjá. Arruma-se sete espigas de milho verde assadas dentro de uma panela de barro com o seguinte: Sete bolas de feijão fradinho cozido.Para obter uma graça. três dias depois.

em alto mar. A pessoa.Para que Iyemanjá trabalhe em favor de alguém. Deixa-se. Depois de bem douradas as cebolas. introduz-se um obí batá. em cuja boca. aos pés de Iyemanjá. Coloca-se a sopeira de Iyemanjá no solo. pica-se em pedaços bem pequenos e mistura-se dentro de uma tigela branca. com o auxílio de uma faquinha. sete grãos de milho torrado. soja.Iyemanjá e acende-se sete velas que devem ser renovadas por sete dias. Neste caso substitui-se as agulhas de crochet por anzóis e se entrega diretamente nas águas. sete bolos de arroz. depois do que. sete oleies e sete moedas brancas. O mesmo adimú pode ser oferecido à Olokun.Adimú para agradar Iyemanjá e obter sua proteção. e separa-se tudo numa outra tigela. durante quatro dias nos pés do Orixá. um pouco de pó de osun. arroz. acende-se uma vela de sete horas. Em volta coloca-se nove pratos brancos.Para obter saúde ou estabilidade financeira. abre-se nelas. na sétima onda que bater. de forma que a fruta seja esmagada pelo trem. sobre elas. Colocar dentro de uma travessa de barro: Sete pargos frescos bem pequenos. Numa cesta de vime forrada de pano azul. sete colheradas de azeite de amêndoas. Salpica-se vinho branco em cima. em água sem sal. Enfeita-se tudo com . uma pequena porção de coco ralado e uma pitadinha de pó de efun. . tempo em que o adimú permanecerá diante do Orixá. melado de cana. um buraco onde se introduz um papel com o pedido que se deseja obter e um grãozinho de ataré. . com uma faquinha. sempre com velas acesas. um pouco de mel de abelhas sobre os ovos. Retira-se um cubinho da casca de uma melancia. diante do igbá do Orixá.Para resolver qualquer tipo de problema. Despacha-se na beira da praia. Coloca-se as cebolas num prato branco e se acrescenta. Prepara-se um cozido com vinte e um diferentes tipos de legumes bem picados e cozidos em água pura. introduz-se um papel com o nome da pessoa de língua ferina e tapa-se com o pedaço que dali foi retirado. Despacha-se na beira do mar. Separa-se os legumes em outra tigela branca. da família das cariofileas). um pouco de vinho tinto suave e bastante milho torrado. sete punhados de canjica cozida. vinte e um diferentes tipos de grãos como: milho. . com muito orô e cantigas do Orixá. Ao lado de cada ovo. Entrega-se à Iyemanjá na desembocadura de um rio com o mar. os seguintes ingredientes: Mel de abelhas. sete grãos de ataré. Por cima colocase um pargo fresco de tamanho médio. sete colheres de mel de abelhas e sete colheres de melado de cana. Cozinha-se. Colocar-se. Deixa-se. etc. deixando que as coisas se misturem. cobre-se tudo com bastante folhas de beldroega (Planta herbácea. em azeite de amêndoas. sobre uma esteira forrada de branco. durante sete dias. coloca-se sete peixes fritos em azeite de amêndoa. Enfeita-se tudo com folhas de beldroegas e vinte e uma rosas brancas. enfeita-se com fitas brancas. .Para firmar a cabeça de uma pessoa. etc. sete moedas correntes. Deixa-se. .Para obter uma graça com ajuda de Iyemanjá. Dentro de cada prato coloca-se um ovo de pata (cru). sete pedaços de coco seco. rendas. No dia seguinte colocam-se os ovos dentro de uma cestinha de palha e despacha-se no mar. . veste uma roupa branca e deita-se no quarto do Orixá por uma noite. leva-se à uma praia e arreia-se na areia com sete velas acesas. Findo o prazo. Descasca-se sete cebolas brancas e frita-se. No buraquinho. feijões de todos os tipos (menos preto). durante sete dias com uma vela votiva acesa. uma cesta com frutas variadas. diante do Orixá. Pega-se 21 frutas de diferentes espécies. Leva-se à praia e entrega-se à Iyemanjá. sete ecós. canjica. sete agulhas de crochet. depois de limpa e lavada com omi eró de folhas frescas de Iyemanjá.Para calar a boca de uma pessoa maledicente. Coloca-se tudo dentro de um balaio. ligeiramente. sete bananas da terra verdes. dentro dos pratos. leva-se a uma linha de trem deixando ali. um pouco de areia da praia. um pouco de vinho branco. .

Um mamão bem maduro aberto ao meio. Enche-se o copo com melado de cana misturado a vinho branco. Despacha-se nas águas de um rio. um papel onde se escreveu o que se deseja obter. Depois de prontas as bolas de inhame. suco de um limão galego (Citrus medica. sete moedas. melado de cana. Depois de tudo arrumado na travessa tempera-se com azeite de dendê. durante sete dias. à mesma hora. Este adimú permanece por cinco dias nos pés do Orixá e é despachado numa cachoeira. uma pitadinha de sal de cozinha.Para agradar e apaziguar. durante 21 dias. depois. mel de abelhas. ataré.Para agradar e obter uma graça. . acende-se uma vela em cima da cabaça pedindo ao Orixá que traga a pessoa desejada. dentro de um copo de cristal. . coloca-se dentro do mamão 5 gemas de ovos de galinha e cobre-se com bastante mel de abelhas. OFERENDAS A OXUN . derrama-se por cima: azeite de dendê. com velas acesas e uma taça de vinho branco.Para agradar Iyemanjá. . Cobre-se tudo com bastante mel de abelhas. pó de peixe defumado e pó de preá defumada. . derrama-se melado de cana e vinho branco. No vigésimo quinto dia. o pano e o prato. Enfeita-se o mamão por dentro e por fora com ramos de salsa. diante do igbá do Orixá com duas velas acesas. despacha-se dentro do mar.Para alcançar uma graça impossível Coloca-se. Dentro do peixe já estará um papel no qual se escreveu o desejado. . Coloca-se diante de Iyemanjá e cobre-se com um pano branco virgem. . Um peixe pargo bem assado é colocado numa travessa de barro e recoberto com rodelas de banana-da-terra previamente cozidas. diante de Oxun. Junta-se as duas partes do mamão e coloca-se. amassa-se e mistura-se folhas de agrião bem picadinhas. Deixa-se durante sete dias diante do igbá de Iyemanjá e. 5 pedacinhos de galho de irôko. uma pitadinha de pó de osun. rola-se as mesmas sobre farinha de acaçá até que fiquem bem envolvidas. um pouco de milho torrado. vinho branco e sete balas de leite ou de coco. . depois que a vela acabar. serão levados à uma praia e atirados ao mar. 7 oguidís. salpica-se pó de efun e arreia-se aos pés de Oxun com 5 velas acesas ao redor. Dentro de cada um deles se coloca uma moeda e um grão de ataré. Abre-se uma cabaça ao comprido.Para apaziguar Oxun. Arruma-se as frutas dentro de uma panela de barro. Findo este prazo o copo com seu conteúdo. Forra-se uma travessa de barro ou de louça com folhas de alface e sobre elas arruma-se: 7 ecós. Corta-se sete romãs ao meio. mel de abelhas. Num prato branco arruma-se: 5 ovos de galinha crus. o mais longe possível.Para apressar a solução de qualquer tipo de problema. Cozinha-se um inhame. melado de cana. limpa-se bem retirando todas as sementes e as películas de seu interior e se coloca dentro: O nome da pessoa que se quer atrair escrito em papel de embrulho.flores brancas e entrega-se à Iyemanjá diretamente na praia. durante 25 dias. sete bolinhas de ori-da-costa. pó de efun e vinho branco. Por cima coloca-se um prato branco sobre o qual se acenderá uma vela todos os dias. Por cima de tudo. despacha-se nas águas de um rio. 5 folhas de verbena (Lipia citriodora). Fecha-se a cabaça unindo as duas partes com um laço de fita amarela. um pedaço de azeviche. sete acaçás de milho vermelho desembrulhados. coloca-se sobre um prato branco diante do igbá-Oxun e. 7 oleles. 5 grãos de pimenta-da-costa.Para atrair uma pessoa. Deixa-se. com duas velas acesas. Numa . formando uma rodilha. mel de abelhas. sobre um prato. sete pedaços de coco seco. Rissus). uma conta de coral. A panela deve ficar cheia até a borda. um molho de agrião que deverá ser arrumado em volta do prato.Para obter-se uma graça qualquer. No dia seguinte despacha-se num rio. durante sete dias diante de Iyemanjá e depois. Com a pasta modela-se 5 bolas. do qual se retira todas as sementes. despacha-se em pedras onde as ondas do mar estouram. Este adimú permanece. 5 agulhas de coser. sete espigas de milho assadas.

uma folha de irôko.travessa de barro. na beira de um rio de águas limpas. de cabeça para baixo e de costas para o igbá (sem velas acesas). em água de poço sem sal. fitas e rendas amarelas.Para problemas de saúde. OFERENDAS A NANÃ . faz-se um ninho que será colocado no prato para abrigar os ovos de forma que não virem para que não se entornem os seus conteúdos. substituindo-se as laranjas por ovos de galinha. cinco agulhas de costura. 13 espigas de milho verde e deixa-se de lado. no lugar da tampa. umas folhinhas de salsa. Neste caso. cinco gotas de óleo de rícino. oferece-se à Nanã na mesma panela. coloca-se dentro dele diversos tipos de frutas. . um pouquinho de orégano. um pouco de lama do fundo do rio e um pouco de azougue. A boneca ficará. O prato deverá ser colocado sobre a sopeira. dentro da panela. Pega-se um balaio grande com alça e enfeita-se à gosto com panos. de cabeça para baixo. leva-se à um pântano e se enterra com panela e tudo.Para saúde. retira-se o boneco. L. representando a própria Oxun. depois de 13 dias. Dentro de um boneco de pano branco (do mesmo sexo da pessoa que se quer atingir) coloca-se: Um papel de embrulho usado com o nome da pessoa escrito cinco vezes. . sempre em cinco unidades. No fim dos cinco dias. leva-se à uma mata e pendura-se.). enfeita-se com galhos e folhas de agrião miúdo. Numa panela de barro coloca-se uma cebola roxa picada. . Depois que todas as broas já estiverem no alguidar rega-se com azeite de dendê e vinho tinto seco. um grão de milho e uma pétala de rosa amarela. Acrescenta-se os mesmos ingredientes dentro dos ovos. findo os quais. cominho em grãos. depois de frio.Para ocasionar intranqüilidade a um inimigo. depois de frio. arruma-se as 5 bolas de inhame ao redor de um pargo assado ao forno. até que engrosse como um mingau. Este adimú permanece cinco dias sobre o igbá e é despachado. Cozinha-se. sem descascá-las. junto ao igbá. escorre-se as claras deixando somente as gemas dentro das cascas. . Neste caso ferve-se ligeiramente um molho de agrião e. diante de Oxun. uma folha de louro. embrulhase em pano preto. Retira-se do fogo. Deixa-se ferver por meia hora e coloca-se. Rega-se com um pouquinho de azeite de milho e bastante mel de abelhas. Acrescenta-se ainda bastante caramelos de leite e enfeitase com folhas de hortelã. Deixa-se diante do Orixá durante 13 . Depois de 13 dias. melado de cana e vinho tinto seco. sem que se quebre as cascas em demasia. corta-se no alto. Vai-se mexendo enquanto cozinha. Pega-se 13 broas de milho. . Este boneco fica. Pega-se cinco laranjas lima e. um pouco de gengibre ralado e azeite de dendê. abre-se os ovos em cima. despacha-se numa cachoeira. Arreia-se diante de Nanã e. leva-se a um pântano e enterra-se com tudo. mel de abelhas. . num galho de árvore seca. uma moeda. Pronto o balaio.Balaio para agradar Oxun. Sobre cada bola coloca-se uma pimenta ataré.Para agradar Nanã. durante cinco dias. uma porção de fubá de milho vermelho bem fino. Repõe-se as tampinhas em cada laranja e arruma-se num prato do igbá da Oxun. Deixa-se diante do Orixá por oito dias. Pega-se 13 pargos frescos bem pequenos. arruma-se dentro de um prato de barro e temperase com azeite de dendê. umas gotinhas de mel de abelhas e uma pitadinha de canela em pó. Sobre cada uma das laranjas coloca-se: Uma fava de anisestrelado. No meio das frutas coloca-se uma boneca vestida de amarelo.Para obter uma graça. salpicando-se por cima pó de efun. passa-se o prato com o adimú no corpo da pessoa enferma. coloca-se as 13 espigas cozidas com as pontas para cima e. passa-se no corpo da pessoa e vai-se arrumando num alguidar de barro. para sempre.Para obter uma graça. cinco grãos de ataré. uma folha de urtiga (Urtica urens. separando-se as "tampinhas". um pouquinho de pó de lírio-florentino. O mesmo adimú acima descrito pode ser feito. envolto num pano amarelo.

13 espigas de milho verde assadas na brasa. Coloca-se o papel dentro da cabaça e coloca-se todos os ingredientes por cima. as espigas e as cebolas.Para sorte e proteção de Nanã. Despacha-se na beira de uma lagoa. A operação deve ser repetida até que a pessoa fique curada. . uáji. não se tenha aberto. peixe defumado. completa-se com canjica branca e deixa-se diante de Nanã por 13 dias. 13 rodelas de aipim cozido com casca.Para evolução financeira. 13 pimentas-da-costa. . 13 colheres de azeite de amêndoas.Para obter a proteção de Nanã. Despacha-se no mato. Despacha-se nas águas de um rio. As broas retiradas são levadas e despachadas na porta do cemitério. azeite de dendê. arruma-se a pipoca num alguidar e enfeita-se com as cebolas fritas. retiram-se as broas. 13 moedas pequeninas. 13 favas de bejerekun. 13 sementes de anis estrelado. num alguidar.Para obter uma graça. Assa-se. os seguintes ingredientes (para cada ovo): 1 grão de ataré. Cozinha-se uma boa quantidade de canjica e coloca-se dentro da mesma cabaça. Metade de uma cabaça bem limpa por dentro. Arruma-se num alguidar e cobre-se com pipocas. Despacha-se no mato. primeiro o milho torrado e as pipocas. os pedidos que se deseja obter escritos em papel de embrulho. Pega-se 13 cebolas roxas inteiras e frita-se ligeiramente em azeite de dendê. Deixa-se por 13 dias diante do Orixá. substituindo-as por outras. Despacha-se num pântano. pó de peixe defumado e pó de eku defumado. Prepara-se um pouco de pipoca em azeite de dendê. . efun. 13 pedacinhos de coco seco. . . um pouco de lama de pântano. azeite de dendê. 1 semente de bejerekun e 1 grão de lelekun. uma mistura de milho vermelho. 13 cebolas roxas descascadas e fritas em azeite doce. 13 búzios. formando uma espécie de purê. Depois de assadas unta-se com azeite de dendê. Com a massa de uma batata doce cozida. arruma-se 15 ovos de galinha nos quais colocou-se.Para agradar Nanã. modela-se uma cobra dentro de uma travessa de barro. Arruma-se. Deixa-se nos pés de Nanã por 13 dias. Rega-se com azeite de dendê e deixa-se 13 dias diante de Nanã.Para agradar Oxumarê.Para conseguir uma graça. Coloca-se tudo dentro de uma cabaça aberta no pescoço. Por cima dispõe-se as rodelas de aipim. pó de bejerekun. num papel qualquer. Completa-se com canjica branca e rega-se com água de flor de laranjeira. mel de abelhas e ori-da-costa. Uma panela de barro média. 1 semente de fava de aridã. depois de 13 dias. . um pouco de milho torrado. milho torrado e pipoca feita no dendê. depois de torrado. na beira de um poço que tenha água potável. Depois pendura-se atrás da porta de casa ou do local de trabalho.dias. feijão fradinho e amendoim. Coloca-se a massa dentro de um alguidar de barro e tempera-se com pó de ataré. no forno. 13 grãos de milho de pipoca que não tenham estourado ao se fazer pipocas para Omolú. Coloca-se o papel dentro da panela e todos os ingredientes por cima. o que se deseja de Nanã. 13 fatias de berinjela. 13 gemas de ovos de gansa. agindo sempre da mesma forma. bem torrada. 13 grãos de lelekun. . osun. Deixa-se nos pés de Nanã por 13 dias. Escreve-se. por uma pequena abertura feita numa das extremidades. Acrescenta-se 13 grãos de ataré. Fecha-se a cabaça enrolando-a toda com palha-da-costa. Despacha-se. um pouco de milho de pipoca que. azeite de dendê. . lelekun e bastante azeite de dendê. OFERENDAS A OXUMARE . Cozinha-se uma batata doce e amassa-se bem. Rega-se com vinho tinto seco. um pouco de melado de cana.Para obter uma graça. Ao redor da cobra. findos os quais. Arreia-se para Oxumarê e deixa-se por 15 dias. Torra-se.

um pouquinho de azeite de dendê. osun. um pouquinho de melado de cana. Cozinha-se 5 batatas doce. abre-se a fruta ao meio no sentido vertical e retira-se. arruma-se as 15 bolas ao redor de um pargo assado ao forno. Pega-se seis ovos de galinha d'Angola e unta-se as cascas com: Azeite de dendê.Para obter uma graça. Compra-se o romã mais bonito que se puder encontrar. se isto não for possível. faz-se uma bola que deverá ficar. mel de abelhas. por seis dias. . Um talo de folha de afomã (Ficus Membranacea). a pessoa deve portar o embrulhinho num de seus bolsos. Amarra-se bem amarrado com linha branca e deixa-se dentro da gamela de Xangô. Une-se as duas partes do romã. Arruma-se no centro de uma gamela de madeira e.Para apaziguar Oxumarê. OFERENDAS A XANGÔ . pó de efun e pó de osun. Com o inhame cozido e descascado faz-se uma massa à qual acrescenta-se: azeite de dendê. pó de aridan e sementes de lelekun. seis varetas ou palitos de cedro. Despacha-se em água corrente. todas as sementes. pó de peixe defumado e orogbô ralado. Pega-se seis sapotís maduros. um pouquinho de raspa de madeira de irôko. Em cima de cada bola se coloca uma moeda de cobre. Deixa-se por seis dias nos pés do Orixá com uma vela acesa. passa-se os ovos na pessoa. um ataré e um pouco de vinho tinto. Depois de prontas as bolas de batata doce. Dentro de cada sapotí coloca-se: Seis grãos de milho torrado. mel de abelhas. dando-se voltas para que . um pedacinho do talo de comigo-ninguém-pode. vinho tinto e aguardente de cana. mel de abelhas e um pouquinho de canela em pó. em pano vermelho.Para agradar Xangô.Para apaziguar Xangô.Arreia-se diante do Orixá e despacha-se. um pouquinho de raspa de pó de cedro. de seu interior. Na cera derretida vai-se mergulhando e retirando a bonequinha de pano com a fruta dentro. em banho-maria. Cozinha-se um inhame-da-costa. envolve-se num pedaço de pano vermelho e enrola-se bem. Sobre cada bola de inhame coloca-se uma pimenta ataré. Despacha-se o mais próximo possível do local onde a pessoa estiver detida e. retira-se as sementes e arruma-se numa gamela. Rega-se com azeite de dendê e deixa-se diante de Oxumarê de um dia para o outro. Depois de bem misturado faz-se seis bolas. em cima. Embrulha-se. Raspa-se talo de afomã e o galho de cedro. . . um orogbô inteiro e uma folha de cedro.Para assegurar vitória em questões judiciais. amassa-se e mistura-se ao purê. Numa travessa de barro. Deixa-se diante de Xangô por seis dias e depois. abre-se ao meio. um pedaço de galho de cedro (Cedrela mexicana).) bem maduros. No dia da audiência ou julgamento. coloca-se seis sapotís (Achras sapota. que deve ser renovada todos os dias. no dia seguinte. seis pedacinhos de coco seco. nos pés de uma árvore frondosa. seis grãos de milho torrados. . ao redor.Para tirar uma pessoa do cárcere. seis pimentas ataré. um pouquinho de pó de peixe defumado. uma quantidade de cera de abelhas. ori-da-costa. Com a pasta obtida modela-se 15 bolas. O pó obtido é misturado aos demais ingredientes e com a massa resultante. seis ataré. um orogbô (para cada sapotí). no lugar das sementes. com linha branca. Derrete-se. Deixa-se aos pés do Orixá durante seis dias. rola-se as mesmas sobre farinha de acaçá até que fiquem bem envolvidas. . no alto de uma pedra de onde se aviste a cidade. dentro da gamela de Xangô. embrulha-se em pano vermelho e despacha-se aos pés de uma palmeira imperial. Envolve-se num pano vermelho e leva-se aos pés de uma palmeira imperial (Oreodoxa regia). um pouquinho de osun. mel de abelhas. . azeite de dendê. uma moeda e um búzio pequenino.Adimú para boa sorte. Coloca-se. Coloca-se numa gamela ou alguidar de barro e sopra-se. L. efun e ori-da-costa.

uma pimenta da costa em cima de cada raiz de mandioca. uma cabaça de pescoço. Depois de atendido o pedido feito ao Orixá. Coloca-se o tubinho dentro do coração de cera e acrescenta-se: Uma folha de abre caminho. uma de orégano. deixando por sete dias com velas acesas. Acende-se duas velas e. mel de abelhas. descascadas. a cebola picadinha.Para conquistar um amor impossível. Deixa-se cozinhar em fogo brando por aproximadamente uma hora. no dia seguinte. Coloca-se o coração dentro de uma panelinha de barro.Para agradar Xangô e obter sua proteção. Pica-se a cebola. em cima da tábua. Arreia-se diante de Yewá e despacha-se. 12 tomates maduros. Coloca-se um pouco de dendê (se possível a pasta chamada bambarra). coloca-se dentro da gamela de Xangô. depois de frio. . sete pedacinhos de coco seco. o quiabo e o mingau que foi cozido em separado. Entrega-se nas águas de uma . coloca-se um pargo sem escamas. Deixa-se ferver em fogo brando durante vinte minutos. 7 grãos de pimenta-da-costa. oferece-se o adimú nos pés de Xangô. pimentão vermelho. sete dias depois. 12 fatias de pão e 12 ataré. um pouco de pipoca. um pedaço de talo de comigo-ninguém-pode. onde deverá permanecer até que a graça seja alcançada. Arruma-se numa travessa de barro e cobre-se com: melado de cana.a cera fique aderida ao tecido. louro verde. . completa-se com azeite de oliva e entrega-se ao Orixá. Repete-se a operação até que se transforme numa bolota de cera. osun. Dentro do pargo coloca-se: Um papel no qual se escreveu o que mais se deseja na vida. mel de abelhas e azeite de dendê. Despacha-se num rio.Para obter uma graça. milho torrado. os tomates e os quiabos (estes em rodelinhas bem finas). o pimentão.Para agradar Yewá. do qual foram retiradas todas as entranhas. Rega-se tudo com muito mel de abelhas. um ao lado do outro. uma pitada de cominho. . somente então. 12 orogbôs.Para agradar Yewá. Coloca-se a farinha para cozinhar. numa gamela grande. deixando engrossar um pouquinho. Separa-se uma porção num alguidar para ser oferecida a Exú. Deixa-se secar até que a cera fique bem durinha e. Numa tábua nova e limpa que flutue. Despacha-se num rio. um pouco de pó de osun. quiabo. lelekun. pedaços de coco cortados em tiras finas e mel de abelhas. açúcar mascavo. Gordura de coco. azeite de dendê e mel de abelhas. cominho. é enrolado em forma de canudo e atravessado por sete agulhas de cozer. com água. OFERENDAS A YEWÁ . . cebola. Espera-se cinco minutos e acrescenta-se o camarão sêco. orégano. com uma vela de sete dias acesa e pedindo-se o que se quer. Costura-se a barriga do peixe. Arruma-se.Para resolver uma situação impossível. Depois de entregar-se a parte de Exú. escritos 7 vezes. Numa panela à parte colocase uma colher de gordura de coco. sacode-se o xeré e vai-se pedindo o que se quer em voz baixa e a cabeça no chão. O papel. pó de peixe defumado. uma folha de elevante. tomates. o pimentão e o tomate. depois de escrito. despacha-se aos pés de uma palmeira. farinha de acaçá e azeite de dendê. renovando a vela diariamente. sete pétalas de rosa vermelha. despacha-se a bolota nos pés de uma palmeira real. em fogo brando. com sete velas acesas em volta. Coloca-se diante de Xangô e deixa-se por 12 dias. Retira-se do fogo e. Quando estiver cozido retira-se do fogo e se derrama tudo numa gamela. Depois de bem cozidos. numa lagoa de água doce. a folha de louro. Cozinha-se 16 pedaços de mandioca cortados em cubo. coloca-se em sua boca um anzol de pesca e arruma-se. coloca-se numa panela de barro onde se acrescenta: Melado de cana. camarão sêco. . 12 bananas-daterra verdes. canela em casca e 8 favas de anis estrelado. 12 laranjas-da-china. um inhame-da-costa. vinho tinto e melado de cana. sete pétalas de rosa vermelha. Cozinha-se sete raízes de mandioca pequenas. 12 caramelos. coloca-se à Yewá. Um coração de cera dentro do qual se coloca os nomes das pessoas interessadas. No fim dos doze dias leva-se a um campo e deixa-se ali.

depois de sete dias. OFERENDAS À OIYÁ . à noite. sem as sementes. . Forra-se uma travessa de barro com bastante folhas de alface. Pronto o molho. Rega-se com azeite de dendê e enfeita-se com rodelas de tomate. frita-se em azeite dendê. feijão fradinho torrado. aos pés de uma árvore que dê flores. Este adimú deve ser entregue à Yewá na beira de um lago ou rio de águas mansas e limpas. à parte. À parte. vinho tinto e camarão seco. em azeite de dendê. Bate-se as claras de sete ovos até que atinjam o "ponto-de-neve" e com isto. tomate. Frita-se. derrama-se sobre os peixinhos fritos e enfeita-se com folhas de alface. abre-se e frita-se. sobre a clara. numa travessa de barro.Para se obter uma graça. Deixa-se nos pés de Oyá por quatro dias e despacha-se num bambual. deve ser mostrado aos quatro pontos cardeais. por cima dela. com cabeça e casca.Para obter uma graça qualquer. Com a cabeça do peixe prepara-se um pirão de farinha de mandioca. começando-se pelo este. nas margens de um rio de águas limpas. que sejam tranqüilas. pimenta do reino. pimentão vermelho. arroz branco cozido e canjica cozida. Despacha-se. espalha-se uma boa porção de camarões fritos em azeite de dendê (sem limpar. Pega-se um peixe de tamanho médio que se limpa e corta em postas. Arreia-se aos pés de Yewá por sete dias com duas velas acesas. No meio coloca-se um tomate cortado em quatro. uma camada de canjica e. Torra-se feijão fradinho. . Arreia-se nos pés de Yewá com velas acesas e despacha-se. um copo de vinho rosado. apenas lavados). As berinjelas serão recheadas com o seguinte: Cozinha-se um pouco de feijão fradinho descascado e amassa-se bem amassadinho. por cima. Coloca-se num alguidar e cobre-se com mel de abelhas. um pouquinho de melado de cana. Prepara-se uma boa quantidade de pipocas. o oeste e o sul. nove peixes de água doce pequenos. . Refoga-se em azeite de dendê. Prepara-se uma papa de milharina vermelha temperada com coentro. um molho com: cebola branca. . Arreia-se aos pés do Orixá ou na beira de um lagoa. antes de ser arriado. anis estrelado em pó e gengibre ralado. Este adimú tem que ser oferecido à noite. coloca-se um obi de quatro gomos aberto. Descasca-se 9 cebolas roxas das pequenas e frita-se. primeiro a papa de milharina e. sobre elas derrama-se o pirão depois de frio. Rega-se com dendê e enfeita-se com sete ovos cozidos cortados em rodelas.Para agradar Yewá. vinho branco e canela em pó.Para obter proteção de Oyá. No centro. Prepara-se. Sobre cada rodela de ovo cozido coloca-se um pouquinho de cebola branca ralada. depois o norte. inteiras. os camarões secos refogados. Os pedidos que forem feitos são endereçados ao firmamento e o adimú.Adimú para agradar Oyá. À massa de feijão acrescenta-se cebola branca . cobre-se todo o adimú. coentro. dentro do qual se coloca um obi de quatro gomos.Para se obter proteção. por cima. Escolhe-se 9 berinjelas bem bonitas. em noite de céu estrelado. arruma-se as postas de peixe e coloca-se por cima os camarões fritos. pó de ataré e pó de osun. Coloca-se. As postas são cozidas com pimentão. . com duas velas acesas. Coloca-se as cebolas e o óleo que sobrou da fritura numa panela de barro e. com céu estrelado e lua crescente. milho vermelho e amendoim.Para apaziguar Yewá. primeiro uma camada de arroz. vários pedacinhos de coco seco. ligeiramente. ao qual se acrescenta folhas de coentro e alguns grãos de ataré. em azeite de dendê. a pipoca. Arruma-se numa travessa de barro. coloca-se: Milho torrado. cebola branca bem picadinha e uma porção de camarões secos. no dendê. sete camarões grandes. Sobre tudo isto. .lagoa. finalmente. numa travessa de barro. Entrega-se diante do igbá ou dentro de uma mata. Coloca-se. para que a tábua flutue na superfície.

Para que Oyá trabalhe em uma determinada questão. Pede-se o afastamento da pessoa (nunca o seu mal). óleo de amêndoas e pimenta-da-costa.Para ter sucesso numa empreitada. Dentro de uma língua de vaca. Os pedaços de mandioca são fritos em azeite de dendê. pó de preá. 9 grãos de ataré. pegase a língua. ao meio. sem contudo fritá-los. depois de 4 dias num bambual. . Escolhe-se uma berinjela grande e bonita. depois. cebola. camarão seco. camarão seco moído. uma cabaça de pescoço. coloca-se num balaio e oferece-se à Oyá junto com Obaluaye. . Coloca-se o adimú diante do Orixá por 9 dias e despacha-se. 9 espigas de milho verde descascadas e limpas.bem picadinha. ataré em pó e osun. Prepara-se uma massa idêntica à do acarajé e deixa-se de lado. uma pitada de osun. osun e efun. coloca-se: 9 grãos de ataré. Enrola-se o pé num pano vermelho. coloca-se num prato ou alguidar de barro e deixase aos pés de Oyá por quatro horas sem acender velas. Arruma-se tudo numa travessa de barro. retira-se uma parte do tutano e coloca-se ali: O nome da pessoa que se quer ver pelas costas escrito no mesmo papel em que o pé de boi foi embrulhado. Num alguidar arruma-se: Os 9 pedaços de mandioca fritos. azeite de dendê. Tempera-se com pó de peixe defumado. Despacha-se quatro dias depois. Prepara-se um bom molho com pimentão. rega-se com azeite de dendê e arreia-se nos pés do Orixá. Arruma-se os acarajés numa travessa de barro forrada com folhas de bambu e rega-se tudo com o molho. 4 pedacinhos de casca de irôko e azeite de dendê. azeite de dendê. . mel de abelhas e pó de efun. frita-se em óleo de amêndoas. Prepara-se 9 acarajés. 2 penas de asa de andorinha. vinho tinto e azeite de oliva. . Pega-se um pé de boi (comprado no açougue).Para que Oyá cale uma pessoa faladeira. Frita-se 9 pedaços de mandioca cortados em rodela (não retirar a casca). tomate. Sobre cada acarajé coloca-se um grão de ataré e uma moeda de cobre. em vasilhas separadas para cada Orixá. . Com a massa do acarajé. uma mistura de vinho seco com canela em pó e mel de abelhas. feijão fradinho torrado. Arruma-se tudo numa travessa de barro e apresenta-se à Oyá. A cabaça é fechada e amarrada com fita vermelha. 9 obís vermelhos (de quatro gomos).Para unir duas pessoas. pó de estrada e areia da praia. Corta-se. .Para afastar uma pessoa sem que haja briga. Prepara-se um boa quantidade de pipocas feitas no azeite de dendê. orégano. milho torrado. arrumase os bolinhos numa travessa de barro e espalha-se o molho por cima. .Para obter uma graça. leva-se para o quintal ou para qualquer lugar fora de casa e enterra-se o embrulho. 4 grãos de milho torrado. limpa-se por dentro e arruma-se ali as rodelas de berinjela fritas. sem arriar. Enrola-se a língua muito bem enrolada com linha vermelha. Prepara-se. 9 gotas de azougue. Transcorridas as quatro horas. leva-se a um pé de flamboayant(Poinciana regia) e amarra-se num de seus galhos. corta-se em 9 fatias. uma aleta (nadadeira) de peixe. no local indicado pelo jogo. em fogo brando para que fiquem bem passadinhos. Acende-se uma vela para cada Orixá e despacha-se na porta do cemitério. Depois acrescenta-se: milho torrado. 9 acarajés. cominho. . a cabaça será despachada num pé de akokô.Para dificuldades financeiras. 9 agulhas. Arreia-se aos pés de Oyá e despacha-se. amarra-se bem amarrado com linha vermelha. Deixa-se 9 dias diante de Oyá e despacha-se numa praça pública com 9 velas acesas. . dentro de uma mata. prepara-se 9 bolinhos com a forma de pãezinhos. Depois que a criança nascer deve ser mostrada ao Orixá e só então. Prepara-se um molho com cebola roxa.Para evitar aborto com a proteção de Oyá. Coloca-se num alguidar e deixa-se diante do igbá de Oyá até o final da gravidez. alho e azeite de dendê. 9 agulhas. Mistura-se bem estes ingredientes à massa de feijão fradinho e recheia-se as berinjelas.

O procedimento é absolutamente idêntico. a pessoa pega um de cada componente colocado na cesta. Para saúde. um pouquinho da poeira da frente das casas das duas pessoas. Pega-se os tremoços já cozidos. depois de frio. Os pães retirados são levados e despachados na porta do cemitério. Cobre-se com uma porção de pipocas estouradas em azeite de dendê. Pega-se sete berinjelas. amarra-se com fita vermelha dando nove voltas e. Arruma-se os 14 pedaços de beringela num recipiente de barro e. findos os quais. Coloca-se numa cesta diante de Oyá. um pedacinho de abre-caminho. meio quilo de tremoços (lupinus luteus). . parte-se ao meio e frita-se ligeiramente em azeite de dendê. Deixa-se ferver por meia hora e coloca-se. Depois que todos os pães já estiverem no alguidar rega-se com azeite de dendê e vinho tinto seco. Vai-se mexendo enquanto cozinha.Para problemas de saúde. Fecha-se a maçã. em cada volta. pó de preá defumada. sobre cada um. 9 jambos (Eugenia malacenses). bem torrada. uma porção de fubá de milho vermelho bem fino. . até que engrosse como um mingau. substituindo as beringelas por cebolas roxas. 9 obís. . . Cozinha-se. Todos os dias. passa-se no corpo da pessoa e vai-se arrumando num alguidar de barro. 9 pedaços de coco seco e 9 favas de ataré inteiras.Para agradar Omolú. . uma mistura de milho vermelho. coloca-se numa panela de barro e junta-se uma cebola roxa picada. um nó. agindo sempre da mesma forma. depois do que. retira-se as sementes e um pouco da polpa. com nove velas acesas. A maçã é colocada num prato e regada com mel de abelhas. mel de abelhas. leva-se a uma mata e enterra-se com tudo. Retira-se do fogo e.Para alcançar o impossível. Prepara-se o mesmo adimú descrito no item anterior. Cobre-se com pipocas feitas na areia e arreia-se nos pés de Omolú. fazendo um buraco onde se introduz: Um papel com os nomes das pessoas.Corta-se ao meio uma maçã vermelha. depois de sete dias.Para obter uma graça. melado de cana e vinho tinto seco. um pouquinho de orégano. OFERENDAS A OMOLU / OBALUAYE . transfere para um alguidar colocado ao lado e acende uma vela pedindo o que deseja. os seguintes ingredientes: 9 berinjelas. oferece-se a Omolu na mesma panela. 9 ovos de galinha d‟Angola. Arreia-se diante de Omolu e.Para obter uma graça. cominho em grãos. . Pega-se 7 arenques defumados. dentro da panela. . é oferecida ao Orixá com os pedidos correspondentes. um pedacinho de folha de comigo-ninguém-pode. deixando por sete dias. Deixa-se diante do Orixá durante sete dias. durante 9 dias. azeite de amêndoas e vinho tinto. Tempera-se com azeite de dendê. uma folha de louro. Torra-se. Depois de sete dias leva-se à uma mata e se enterra com panela e tudo. salpicando-se por cima pó de efun. melado de cana e vinho tinto. Cozinha-se uma quantidade de tremoços misturada com a mesma porção de feijão fradinho. leva para um bambual e arria ali.Para agradar Omolu. Despacha-se aos pés de um flamboayant depois de quatro dias. em água de poço sem sal.Para obter a proteção de Omolu. Pega-se 14 pãezinhos de sal frescos. A operação deve ser repetida até que a pessoa fique curada. passa no corpo. pó de peixe defumado. Despacha-se nos pés de uma árvore dentro da mata. feijão fradinho. No nono dia pega o alguidar. coloca-se uma bolinha de ori-da-costa com um grão de ataré em cima. passa-se o prato com o adimú no corpo da pessoa enferma. um pouco de gengibre ralado e azeite de dendê. 9 espigas de milho verde descascadas. Deixa-se diante do Orixá por sete dias e despacha-se no mato. Depois de cozida a mistura. coloca-se num alguidar de barro e tempera-se com azeite de dendê. feijão preto. arruma-se dentro de um prato de barro e se tempera com azeite de dendê. 9 acarajés. retiram-se os pães substituindo-os por outros. 9 ecós.

depois de sete dias. sete espigas de milho verde assadas na brasa. depois de sete dias. . Sete frutas-de-conde (Anona squamosa. sete frutas-do-conde.Para agradar Omolu.Merengue para agradar Obatalá. Numa cesta de palha arruma-se sete frutas-pão (Artocapus incisa). Enfeita-se a gosto com folhas de canela-de-velho (Zinnia Elegans) e deixa-se por sete dias diante do Orixá. tremoços e pipoca feita no dendê. depois de lavada.tremoços. arroz com casca. Despacha-se no mato. . . próximo a um formigueiro.Para obter uma graça. Acende-se 8. . as fatias de pão. Fecha-se a cabaça enrolando-a toda com palha-da-costa. . em forma de cruz. as espigas e as cebolas. Sete cebolas roxas descascadas e fritas em azeite doce. L. e despacha-se numa mata limpa. Por cima dispõe-se as rodelas de aipim.). com dez ou dezesseis). dez ou dezesseis claras de ovos como na receita anterior.Para evolução financeira. faz-se com 8 claras. (Para Oxaguian. Arreia-se aos pés de Obatalá pedindo o que se quer. sete bananas da terra e sete espigas de milho verde sem casca. À banana amassada adiciona-se mel e um pouquinho de azeite de dendê. um obi branco de quatro gomos aberto. pendura-se atrás da porta de casa ou do local de trabalho. Arruma-se num alguidar e cobre-se com pipocas. arruma-se por cima sete fatias de pão e cobre-se com pipocas feitas na areia. Mistura-se bem. em local protegido dos raios solares.Para apaziguar Omolú. (cada pedaço do obí deve ficar de um lado do prato. aridã ralada. sobre o algodão na tampa da sopeira. de modo que forme um monte. envolvese num pano branco. . sete rodelas de pão de sal. . Cozinha-se sete bananas da terra. 14 grãos de lelekun. recolhe-se o adimú. Tempera-se com azeite de dendê e vinho tinto. pó de efun. Coloca-se a massa dentro de um alguidar. 10 ou 16 velas brancas. Despacha-se. dez ou dezesseis claras de ovos em neve. No dia seguinte. Bate-se oito. OFERENDAS A OBATALÁ . pó de osun. O mesmo trabalho descrito acima. primeiro o milho torrado e os tremoços. em vez de quatorze. para Oxalufan. amendoim e milho branco. milho torrado. sempre amassando e mexendo com um garfo. sete espigas de milho secas. Assa-se no forno 13 pedaços de inhame com casca. Depois de assados unta-se com azeite de dendê. Deixa-se sete dias diante de Omolu e despacha-se no mato. Coloca-se ainda. Deixa-se nos pés do Orixá de um dia para o outro e despacha-se no mato. Deixa-se por 14 dias diante do Orixá e depois. Vira-se ao contrário a tampa da sopeira de Obatalá. Coloca-se o merengue (claras batidas em neve). na mata.Para proteção no trânsito. setes bananas da terra maduras. . Coloca-se tudo dentro de uma cabaça aberta no pescoço. sete obís e sete orogbôs. todos os ingredientes podem ser utilizados em uma única unidade. mel de abelhas e ori-da-costa. pó de peixe defumado e pó de cotia defumada.Para apaziguar Obatalá. Acrescenta-se 14 búzios fechados e todos os grãos de ataré contidos numa fava.). Salpica-se pó de efun no alto do monte de claras. A tampa.Para progredir na vida. sete tamarindos (Tamarinus indica. 14 favas de bejerekun. ao redor. Rega-se com vinho tinto seco. Despacha-se. usando-se uma cabacinha pequena que possa ser pendurada no retrovisor de um carro. uáji. Rega-se com azeite de dendê e cobre-se com as pipocas. Com as clara faz-se um monte sobre o qual se coloca uma pitadinha de efun e. Neste caso. Bate-se oito. Arruma-se num alguidar e rega-se com melado de cana e vinho tinto seco. retira-se as cascas e amassa-se bem com um garfo. sete rodelas de aipim cozido com casca. Forra-se o interior da tampa com algodão em rama. fica no seu lugar normal. um pedacinho de carvão vegetal. Arruma-se num alguidar. L. deixando-a sobre a sopeira.

Cozinha-se arroz branco.Para problemas de caminhos fechados. um número de folhas de saião (Kalanchoe brasiliensis). uma bolinha de ori-da-costa misturada com pó de efun. passa-se um ovo na pessoa doente e se coloca num prato no chão. num lugar limpo sob a sombra de uma árvore. meio metro de morim branco. Molha-se o igbín. toma-se banho com a água da canjica cozida misturada com água de poço. A pessoa que oferece o adimú deve. .Para proteção.Para recuperar a saúde. . . sobre o algodão. 10 ou 16 peixinhos brancos em óleo de girassol (Heliantus annuus). No centro. Cozinha-se uma boa quantidade de canjica que. diretamente com a boca. e amassa-se bem. Cozinha-se um inhame-da-costa. Pode-se. Todos os dias. sobre eles.Para agradar Obatalá. num prato branco e sobre ele arruma-se os peixinhos fritos com as cabeças viradas para fora. Despeja-se o resto da água sobre o igbín. até que fique bem sequinha. Coloca-se o arroz cozido. 10 ou 16 bolas. Veste-se roupa branca durante três dias e observa-se resguardo de boca e de corpo. . bate-se cabeça pedindo-se à Obatalá que. Arruma-se os ovos dentro da tampa da sopeira de Obatalá virada ao contrário. arreia-se a tigela com a canjica sobre o pano branco.Para resolver qualquer dificuldade. Derrete-se uma porção de ori-da-costa e escorre-se um pouco do óleo sobre cada uma das bolas de inhame. modela-se com as mãos. uma quantidade de moedas correspondente ao número de ovos utilizados. Deixa-se nos pés de Obatalá por quatro dias e despacha-se aos pés de uma árvore frondosa. dentro da mata. Quando se tiver feito a mesma coisa com o último ovo. que corresponda ao número de acaçás que se vai oferecer.Para obter uma graça. Procede-se da mesma forma acima descrita. 8. Sobre cada folha. Frita-se 8. coloca-se quatro de pedaços de coco (sem as películas pretas) e. Pega-se um igbín. é colocada numa bacia branca de ágata ou de louça. Ao retornar. a paz e a harmonia. depois de frio. Por cima do algodão. Descasca-se. sobre o arroz. deixando por algum tempo numa peneira. e coloca-se sobre a canjica dentro da tigela. Cobre-se com algodão em rama. em cada bola espeta-se uma moeda branca. regado com mel de abelhas. até sentir que os ovos se quebraram. 10 ou 16 acaçás. só que. Leva-se tudo ao alto de um morro e. Acrescenta-se pó de efun e cobre-se tudo com algodão em rama. coloca-se um obí branco de quatro gomos aberto. Pega-se uma fruta pão que se abre em quatro. Cozinha-se uma boa quantidade de canjica. coloca-se um pãozinho de trigo inteiro. . Coloca-se a canjica numa tigela branca grande. cobrir tudo com merengue. lava-se em água corrente e escoa-se bem.Para agradar Obatalá. Em cima de cada acaçá coloca-se um búzio e um pouquinho de mel de abelhas. Deixa-se nos pés do Orixá de um dia para o outro e despacha-se em água corrente limpa. Acendese a vela. sem usar sal. uma garrafa com água de chuva e uma vela branca grande. fazendo uma espécie de purê. embrulha-se num pano branco. Cozinha-se uma boa quantidade de canjica e separa-se a água em que foi cozida. ao comprido.. Pega-se oito ovos de galinha-d'angola. retirando-o do prato.Para reverenciar Obatalá. . comer um pouquinho do arroz. sem deixar que as partes se . Arruma-se. Coloca-se numa tigela branca e rega-se com água de flor-de-laranjeira. Prepara-se 8. já sobre a tigela. Com a massa obtida. depois de bem lavada e escorrida. sobre a canjica. deixa-se o embrulho aos pés da árvore e sobre ele. . (A bacia volta para casa). assim como aquele igbín vai encontrar seu caminho dentro da mata. sem usar as mãos. depois de cozido. que o caminho da pessoa seja aberto para o progresso. como se fosse para comer. leva-se dentro de uma mata e bate-se com o embrulho no tronco de uma árvore bem grande. coloca-se um acaçá aberto. se quiser. logo pela manhã. unta-se com ori-da-costa e pó de efun. depois de entregá-lo.

separem. Assa-se as espigas num braseiro e. acrescenta-se arroz cru. acrescenta-se água de poço e toma-se um banho da cabeça aos pés. deixa-se os bichos. Eguns. (Observação: as frutas demasiadamente ácidas ou de cascas e polpas vermelhas ou pretas. Depois de bem batida. renovando. mel de abelhas e pó de casca de ovos. oito colheres de mel de abelhas. coco ralado. Coloca-se a fruta aberta num prato branco. No terceiro dia. destacamos: Coco verde ou seco. com tantas velas acesas quantas forem as espigas oferecidas. de um dia para o outro. uvas brancas ou rosadas. laranja lima. . As moedas são atiradas dentro do poço de onde se retirou a água para o banho. seja um direito exclusivo de Obatalá. inclusive num tipo de jogo denominado "Oráculo de Biaguê". diariamente. é imprescindível que se retire a película escura que fica agarrada à polpa da fruta). sobre o arroz. ervas de Obatalá).Para tirar uma pessoa da prisão. O USO DO COCO Os povos do Caribe (particularmente os cubanos). fruta-pão (uma de suas preferidas). cobre-se a tigela com algodão em rama e enche-se um prato com arroz branco cru. Quando Obatalá. presos numa gaiola em frente ao igbá do Orixá. salpica-se bastante pó de efun e pó de lírio fiorentino. junto ao arroz. uma boa quantidade de moedas. No dia seguinte. lima da Pérsia. lava-se para que fiquem bem limpinhos (usar na água. isto foi feito embaixo de um coqueiro. A tigela com o líquido é colocada dentro do prato. mamão. que este vegetal chega a ser chamado de obí.Para obter prosperidade. O coco é utilizado como oferenda principal aos Orixás. Coloca-se. por três dias. cobre-se tudo com algodão e se oferece a Obatalá. não podem ser enxotados nem espantados. . rala-se a polpa e coloca-se numa tigela grande. figos. O arroz deve ser cozido para ser comido normalmente. designando-se o verdadeiro obí. despeja-se o líquido da tigela num balde. oito folhas de saião e uma bola de efun desfeita em pó. devem ser evitadas). melão. Obatalá colocou aos pés de cada Orixá um coco partido. avelãs etc. com uma vela acesa. com todos os temperos comuns. (sempre que se oferecer coco seco a Obatalá. amarra-se no pé direito de uma delas o nome da pessoa que se deseja ver livre e. por isso. Cobre-se tudo com algodão em rama e deixa-se diante de Obatalá por 10 dias. Os pombos devem ser colocados no chão até que resolvam alçar vôo. tâmaras. Retira-se a casca de um coco seco. todos os Orixás têm direito ao coco. como obí-kola. a vela acesa. Junta-se à isso um copo de leite de cabra. nozes. na outra. Dentre as diversas frutas que podem ser oferecidas em seus adimús. Oito. Obatalá no entanto. Obatalá é um Orixá que pode ser facilmente agradado com frutas. com exceção de Obaluaye que se mostrou relutante em aceitar as ordens e orientações que lhe eram dirigidas. . no alto de um morro à sombra de um arvoredo. Pega-se dois pombos brancos. conseguiu . embora o coco inteiramente descascado. no alto de um morro.Para que Obatalá faça justiça. . onde quatro pedaços de coco são usados em substituição aos quatro segmentos do obi. o endereço do local onde está presa. frutas secas como: passas. Todos os Orixás sentaram-se ao redor do coqueiro para ouvirem com muito respeito e atenção as instruções de Obatalá. pela impossibilidade de obterem o obi. leva-se as aves para o quintal. A utilização do coco é de tal forma popularizada. Exús e até mesmo a Ori. é preciso que permaneçam no local o tempo que quiserem. dono do coco. Solta-se os pombos sem jogá-los para o alto. entrando em muitas formas de borí. Deixa-se nos pés de Obatalá. Bate-se bem a mistura no liqüidificador. Coloca-se numa travessa branca. pêssegos. fruta-doconde. reuniu todos os Orixás para dar-lhes mando e hierarquia. quando estiverem assadas. envolto em pano branco. unta-se com ori-da-costa e mel de abelhas.Adimú de frutas. Despacha-se. coloca-se a mistura num tigelão branco. passaram a utilizar o coco em sua substituição. dez ou dezesseis espigas de milho verde bem tenras.

. Apetebi ajai ainá Alaba igbe. com muita paciência. Oké babá mi siú birikí Kpalo to ni gba Osun du rogágo la bo sie! Para Oxóssi: Oxóssi Odé mata ata mata Sí du ró du ró mata! Para Xangô: Elueko Asósain a kata jéri jéri. Kawo Kabiesile! Ala tutan. Exú ou Orixá. Cortase quatro pedaços de tamanhos mais ou menos equivalentes.convencê-lo e. não é possível que se proceda a nenhum ritual sem que se ofereça antes. AS OFERENDAS DE COCO. Sempre que se quiser oferecer coco a Egun. kamari ejo. Aboyo. A casca mais fina (espécie de película que fica agarrada à parte branca) é mantida. Desde então. Omi o Iyemanjá asaiyabi Olokun. quando somente a parte branca é ofertada). fez com que acatasse suas ordens e orientações. Os mesmos quatro pedaços de coco oferecidos são utilizados no jogo para saber se o sacrifício foi ou não aceito. Para Ibeji: Ibeji oro omó kueo Orunla. embora o procedimento seja o mesmo. Exú boxixe! Exú Bara Barakikenio! Para Ogun: Oun xibiriki ala Oluo kobu kobu. Axere Ogun Ayaba igba odún. existe uma saudação diferente. retira-se a parte comestível e joga-se a casca grossa fora. aboyo yogun ewo Aya balo ewo mi emi boxe Iya olomi akara biaye Iyemanjá igbere ekun asayabio Olokun ya bi elede omó ariku Alalajara de yuoma kamariku kamari arun. Kainde! Para Iyemanjá: Iya mi o atara magba mio jójoo . Exú boiyá. lava-se bem estes quatro pedaços. coco aos Eguns e aos Orixás. coloca-se num prato branco com a parte branca virada para cima e arreia-se no pé do Orixá ao qual se destina o sacrifício. exceto quando a oferenda é destinada à Obatalá. rompe-se a casca externa. o seguinte procedimento deve ser adotado: Escolhe-se um coco maduro. Para Oiya: Iyansan Orire omá lélu Oiya kojé kofiedeno. ala layi apendé ure Alafia kisieko tu ni Yeyeni ogan gelé Yuo okuré ari kasagun. Idoú. Kamari ofo. kamari yen bipene. Para cada entidade. de acordo com o que se segue: Para Elegbara: Laroye aki loju Bara Barabá Exú ború ború.

O idioma yoruba no qual originalmente seriam feitas sofreu deturpações e modificações através dos tempos. As mais tradicionais casas de Umbanda. para os Orixás.As saudações aqui contidas foram coletadas com a colaboração de sacerdotes da Santeria de Cuba. este hábito muito eficiente para a obtenção de graças e favores dos Orixás. Axé ku Baba. Ala ru mati le. a presença do elemento fogo. substituídas por velas de parafina que só significam. Para Oxun: Oxun igba Iyami o! Igba Iyami o! Iko bo si Iyami gbasi. muito usada na antigüidade. 1 1 . Orunla mio talembe mi lo jekuá jei Iyansan. é imprescindível que a película escura que o envolve seja total e cuidadosamente retirada e que. são as lamparinas à eles acesas. gradativamente. Agô. influenciado que foi pelo espanhol. ou seja. publicamos os textos com a ortografia exata dos originais. A facilidade de obter-se velas industrializadas fez com que. Iyansan oro Iku jéri obini dodo. Ogoro Xamponan. onde o hábito de oferecer-se coco aos Orixás é muitíssimo difundido. Para Obatalá: Obatalá Obatasi Obada bada badanera Ye okulaba okualá. os pedaços a serem oferecidos sejam muito bem lavados até que fiquem imaculadamente brancos). Para os ancestrais (eguns): Axé Baba adagba. Iyalode ogbido abala abe de bu omi male ado Elegbeni kikirisokede To xe ni kpele kpele Yeye moro. no entanto. não representando . Obatalá dibenigba binike Ala lolaá axé afiju Oxa ai lala Abi koko. Ago. (O coco oferecido a Obatalá. iba eloni. e. por este motivo. depois disto. deve ser completamente branco. Agba litasa Baba Singbe. Iyami mo. embora de forma quase imperceptível. Para Inle: Inle Maku e o ara kabo Atagba ni le aragba Inle aragbanile. língua oficial daquele país. iba eloni. que as lamparinas são também consideradas como adimús. encontrando-se no mesmo nível como oferendas eficazes e que não podem cair no esquecimento. Axé Olobo Axé omó. Axé Babadona Orun Adiatoto adafun ala kentagbada omó aye. Devemos ressaltar. LAMPARINAS MILAGROSAS Uma forma eficaz de se agradar os Orixás. ainda preservam.Oiya aji lo da aji me mo omi enti omó kpe aye. Para Obaluaye: Obaluaye ogoro nigá. Tentamos de todas as formas ser o mais fiel possível àquilo que nos foi cedido tão gentilmente. este costume fosse abandonado e quase totalmente esquecido.

por 9 dias. sobre as cinzas e completa-se com azeite de oliva. limpa-se bem retirando todas as sementes de seu interior. já dentro da panela de barro. 3 moedas. 3 colheres de mel-de-abelhas. uma pitada de pó de peixe defumado. pó de preá defumada. uma lata de azeite de oliva. Despacha-se no cemitério. . 7 gotas de amônia. um pouquinho de terra de cemitério. um sacrifício completo como é o caso das lamparinas.Para afastar um malefício. Acende-se 9 mechas e deixa-se nos pés de Egun durante 9 dias. Esperamos estar contribuindo mais um pouco. o suco de 7 limões. Misturar todos os ingredientes dentro da panela de barro deixando o azeite de oliva para o fim.Para obter proteção de Exú. 9 gemas de ovos. no culto de Palo Mayombe. 9 pimentas-da-costa. 9 colheres de emú (vinho de palma). Colocase os ingredientes dentro da panela. um pouco de óleo de rícino. Arruma-se tudo dentro da cabaça. não conhecem o verdadeiro sentido nem o momento exato em que tais sacrifícios tornam-se insubstituíveis. . uma lata de azeite de oliva. Depois de 9 dias. um copo de água de chuva. 9 grãos de feijão fradinho. Ateia-se fogo ao papel com o nome escrito. pó de peixe defumado. um pouco de óleo de rícino e azeite de oliva. . um pedacinho de galho de quebra-mandinga. um pouquinho de terra da frente de casa. 7 colheres de sal de cozinha. que como tantos outros foram deixados de lado. 9 grãos de pimenta-dacosta. 9 colheres de vinho tinto. coloca-se o seguinte: 7 roletes de cana. um pouquinho de areia de rio. Colocar 9 mechas e acender para Egun. um pedaço de galho de abre caminho e o nome da pessoa escrito 9 vezes em papel de embrulho grosseiro. 9 grãos de milho torrados. azeite de amêndoas. Arruma-se tudo dentro do cristal. água de rio. pó de preá defumado. Uma cabaça grande. 7 gotas de azougue. uma lata de azeite de oliva. 9 grãos de milho torrado. Despacha-se no cemitério. 9 pedacinhos de coco seco. infelizmente. LAMPARINAS PARA EXÚ . na substituição do sacrifício animal de forma desregrada e abusiva como vem sendo praticado por sacerdotes que. nos pés de Egun.Para criar dificuldades na vida de alguém. coloca-se dentro os ingredientes deixando o azeite de oliva para o final. Acende-se 9 mechas deixando que queimem por 9 dias.Para proteção de Egun. um copo de água de poço. um pouco de osun. segundo a ordem da relação acima. despachar no cemitério. Na tentativa de resgatar este rito. e nas diversas manifestações religiosas afroamericanas existentes no Caribe. 9 grãos de ataré. uma coletânea de lamparinas quase que totalmente esquecidas no Brasil mas que funcionam de forma eficiente e rápida. apresentamos neste trabalho. aguardente de cana e azeite de oliva. pó de peixe defumado. Despacha-se na encruzilhada. Abre-se a cabaça em cima. Um recipiente de cristal grosso. acende-se uma mecha e deixa-se queimar por 7 dias diante de Exú. 7 gotas de alcatrão. milho torrado. um pedacinho de talo de comigo-ninguém-pode. 9 colheres de vinho branco. um pouco de efun. pó de peixe defumado. um pouco de uáji. Despacha-se no cemitério. Numa cabaça bem limpa coloca-se: Uma foto da pessoa que se pretende prejudicar.portanto. Acende-se 3 mechas que . conforme pudemos verificar nas Santerias de Cuba. Uma panela média de barro. 3 colheres de azeite de dendê. azeite de dendê. . LAMPARINAS PARA EGUN .Para destruir um inimigo Uma panela de barro de tamanho médio. 3 colheres de melado de cana. acende-se uma mecha de algodão e deixa-se.Para boa sorte. um pouco de azeite de dendê. um pouco de osun. Dentro de uma cabaça bem limpa. um pouco de sumo de folhas de comigo-ninguém-pode (substância venenosa que requer cuidado no manuseio).

uáji. um pouco de pó de efun. é colocada ao lado da lamparina como oferenda ao Orixá.Para boa sorte. Da parte de baixo. durante sete dias. . Despacha-se no cemitério. Acende-se a mecha e deixa-se por cinco dias diante de Logun. azeite de oliva. completa-se até a borda com o azeite de girassol. Uma panela de barro. 7 colheres de azeite de amêndoas. . Coloca-se tudo dentro da panela. um pedaço de papel branco contendo escrito o que se deseja do Orixá. abre-se o papel com o nome escrito e urina-se sobre ele. azeite de girassol. 7 grãos de milho torrados. Completa-se com o azeite de oliva e acende-se 7 mechas. pó de preá defumada. Uma panela de barro.Para perturbar a vida de alguém. acende-se uma mecha e deixa-se queimar por sete dias. 7 colheres de aguardente. 7 colheradas de óleo de coco.Para obter uma graça. um pedacinho de talo de comigo-ninguém-pode. deixando por 7 dias nos pés de Oxóssi. 7 colheres de melado. Dentro desta água colocase 5 gemas de ovos de galinha. 7 grãos de milho torrados. Despacha-se numa rodovia de grande movimento. 16 favas de ariô. . 7 colheres de suco de romã. Coloca-se os ingredientes relacionados dentro da panela de barro. acende-se uma mecha e deixa-se por 7 dias diante de Ogun. meio copo de azeite de dendê. 7 pimentas-da-costa. pó de preá defumado. pó de peixe. 7 colheres de mel. 7 colheres de licor de anis. coloca-se o papel dentro da panela de barro e arruma-se. sal de camarão seco. 7 pimentasda-costa. um pouco de água de rio e azeite de oliva. Dentro de uma bacia de ágata coloca-se um pouco de água de rio. Despacha-se numa mata. um cálice de emú (pode ser substituído por gin). meio copo de azeite de amêndoas. 7 colheres de alcatrão. uáji. Despacha-se nos pés de uma amendoeira. LAMPARINAS PARA OXÓSSI . . 7 colheres de azeite de dendê. 7 grãos de milho torrados. completa-se com azeite de oliva. no local mais profundo. 16 favas de abere. por cima. Despacha-se dentro do cemitério. um pouco de osun. Coloca-se o papel com os pedidos no fundo da panela e. azeite de oliva. Escreve-se em papel de embrulho a graça que se deseja obter. Primeiro. 16 grãos de milho seco. Uma panela de barro. 7 pedacinhos de ori-da-costa. 7 pedaços de açúcar cândi. Completa-se com azeite de oliva. acende-se uma . todos os ingredientes relacionados. coloca-se os ingredientes. 7 favas "chapéu-de-napoleão". 7 pimentas-da-costa. pó de preá defumada. Despacha-se na linha do trem. completa-se com o azeite de oliva. acende-se uma mecha e deixa-se 7 dias diante de Ogun. azeite de dendê. o nome da pessoa escrito em papel de embrulho. 7 grãos de milho torrados. Coloca-se tudo dentro da metade oca da melancia.deverão queimar por 11 dias diante de Exú. LAMPARINAS PARA LOGUNEDÉ . 7 grãos de milho torrado. acende-se uma mecha e deixa-se ficar. diante de Ogun.Para resolver uma situação difícil. (trocar e completar o azeite sempre que necessário). Despacha-se nas águas de um rio.Para obter uma vitória com a ajuda de Ogun. sobre ele. sete pedacinhos de folha de espada-de-São Jorge. a gema de um ovo de galinha.Para obter uma graça. osun. A outra banda da melancia. LAMPARINAS PARA OGUN . osun. Pega-se uma panela de barro e dentro dela coloca-se água de rio e azeite de oliva. uma fava olho-de-boi. Abre-se ao meio uma melancia. o mais próximo possível do sino que anuncia a entrada de um enterro. pó de peixe defumado. 7 grãos de pimenta-da-costa.Para obter a ajuda de Oxóssi Uma panela de barro de tamanho médio. arruma-se todos os ingredientes por cima. Coloca-se a panela dentro da bacia com as gemas. retira-se toda a polpa e coloca-se dentro: Um pouco de água de poço. azeite de dendê e azeite de oliva. Uma panela de barro média. um cálice de gin. coloca-se o papel no fundo da panela. 7 gotas de amônia.

acende-se uma mecha e deixa-se. Completa-se com azeite de oliva e acende-se uma mecha. Completa-se com azeite de oliva e acende-se uma mecha por nove dias aos pés de Oyá. 5 pedacinhos de ori-da-costa. 5 gemas de ovos de galinha d‟Angola. um pouco de água de rosas. azeite de dendê. Depois de tudo arrumado na panela. . Despacha-se nas águas de um rio. . uma pitada de colorau. água de colônia. 9 pedacinhos de coco seco. por cinco dias. limpa-se seu interior. um pedacinho de talo de abre-caminho. 5 colheres de café de óleo de amêndoa doce. . uma cabaça. completa-se com azeite de oliva e acende-se uma mecha. um bonequinho de plástico. 9 grãos de milho vermelho.Para que uma mulher fique grávida. 5 favas de aberê e óleo de girassol. por 9 dias. retira-se as sementes. azeite de dendê.Para obter uma graça. 9 pimentas-da-costa. 5 ovos de codorna (somente se utilizam as gemas). 5 pedacinhos de coco. por cima. 5 colheres de creme de abacate. Despacha-se nas águas de um rio. um pouco de efun. pó de peixe defumado. 9 brasas de carvão vegetal acesas. 5 colheres de chá de óleo de amêndoa doce. Despacha-se num rio. Uma cabaça bem grande. acende-se uma mecha e deixa-se por cinco dias diante de Oxun. uma pitada de osun. 5 colheres de mel de abelhas. 9 agulhas. Despacha-se num bambual. Prepara-se. 5 pedacinhos de manteiga de cacau. azeite de dendê. Um melão. açúcar branco refinado. um pouquinho de genebra. diante do Orixá.Para defender-se de inimigos. . 5 ovos de codorna inteiros.Para alcançar uma graça. LAMPARINAS PARA YEWÁ . 5 colheres de açúcar mascavo. coloca-se todos os demais ingredientes e completa-se com o óleo de girassol. Uma panela de barro.Para que alguém retorne. uma pedra imã. água de rosas. Uma panela de barro. coloca-se o papel e os demais ingredientes. dentro da qual se coloca: 5 bolinhos feitos com farinha de milho misturada com mel de abelhas e folhas de salsa bem picadinhas. Despacha-se na cachoeira. Despacha-se num bambual. Despacha-se nos pés de um flamboayant. novo e perfumado. LAMPARINAS PARA OIYÁ . Depois de tudo dentro da cabaça. 9 pedacinhos de ori-da-costa. Pode-se manter sempre diante do Orixá ou despachar-se numa cachoeira. o nome da pessoa que se pretende atrair escrito num lenço branco. Uma panela de barro. pó de preá defumada. Completa-se com o azeite de oliva. 9 gemas de ovos de codorna. 5 colheres de café de suco de salsa. água de flor de laranjeira. mel de abelhas. 11 pimentas-da-costa. açúcar cândi. açúcar mascavo. Abre-se a cabaça. completa-se até a borda com o óleo de girassol.Para proteção. deixando diante de Oxun durante cinco dias. 9 gemas de ovos de galinha d‟Angola. Uma panela de barro. deixando por 7 dias. Completa-se com azeite de oliva e acende-se uma mecha. um pouco de osun. 9 grãos de feijão fradinho. açúcar cândi. azeite de oliva. um pouco de osun. açúcar mascavo. deixando por 9 dias aos pés de Oyá. . azeite de dendê. Abre-se uma tampa na parte de cima do melão. 5 gotas de água de colônia. deixando-se. açúcar mascavo. 5 colherinhas de azeite de amêndoa-doce. osun. da mesma forma da receita anterior.mecha e arreia-se diante de Logun.Para atrair uma pessoa. os demais ingredientes. melado de cana. . óleo de girassol. LAMPARINAS PARA OXUN . Acende-se uma mecha e deixa-se diante de Oxun por cinco dias. coloca-se o bonequinho com a cabeça para cima. Coloca-se o imã dentro da panela e.Para obter proteção de Oxun. vinho seco. Numa panela de barro coloca-se: Um pouco de terra de formigueiro. um pouquinho de vinho tinto. nos pés do Orixá.

LAMPARINAS PARA OBÁ . Acende-se uma mecha e deixa-se.Para atrair uma pessoa. Despacha-se numa nascente d'água. Uma panela de barro média. peixe defumado. limpa-se seu interior. 13 colheres de azeite de amêndoas. 15 agulhas de costura. um pouco de milho torrado. Despacha-se numa mata. . Acende-se uma mecha e deixa-se diante de Nanã por 13 dias. osun. deixando diante de Yewá durante 11 dias. Completa-se com azeite de oliva e acende-se uma mecha. 11 pedacinhos de canela em casca.Para sorte e proteção de Nanã. uáji. um ofázinho de metal. 11 colheres de mel de abelhas. sobre ele. 15 colheres de azeite de amêndoas. 15 colheres de vinagre.Para obter diversas graças simultaneamente. 13 pimentas-da-costa. Despacha-se num pântano. 15 búzios pequeninos e azeite de oliva. 15 colheres de suco de limão. acende-se uma mecha e deixa-se por 15 dias diante de Obá. .Para desfazer um malefício. 15 grãos de milho torrado. Uma panela de barro média. completa-se com óleo de girassol. 15 pedacinhos de ori-da-costa. Uma panela de barro. LAMPARINAS PARA NANÃ . uáji. 1 obí. Completa-se com azeite de oliva. Despacha-se nos pés de um flamboayant. Coloca-se a folha com o imã dentro da panela e por cima. 11 pedacinhos de coco seco. os pedidos que se deseja obter escritos em papel de embrulho. 11 grãos de milho vermelho. Na metade de uma cabaça bem limpa por dentro. coloca-se: 11 grãos de pimenta-da-costa. Completa-se com azeite de oliva e acende-se uma mecha por 11 dias aos pés de Yewá. Coloca-se o papel dentro da panela e todos os ingredientes por cima. 11 gemas de ovos de codorna . um pouco de efun. Despacha-se nas águas de um rio.Para defender-se de inimigos. acende-se uma mecha e deixa-se por 11 dias aos pés de Yewá. azeite de dendê. um pouco de osun. 15 pimentas-da-costa. 15 colheres de azeite de dendê. azeite de oliva. pó de preá defumada. Completa-se com o azeite de oliva e acende-se uma mecha. 11 colheres de açúcar mascavo. um pouco de lama de pântano. o nome da pessoa que se pretende atrair escrito num papel branco. 13 búzios. Despacha-se no local determinado pelo jogo. . 13 gemas de ovos de gansa. acende-se uma mecha e deixa-se por 11 dias diante de Yewá. um pouco de água de rosas. um pedaço de papel branco contendo. os demais ingredientes. 1 folha de comigo-ninguémpode e azeite de oliva. 11 gemas de ovos de galinha d‟Angola.Para proteção. 13 moedas pequeninas. vinho tinto. Numa panela de barro coloca-se: 15 sementes de abóbora. Uma panela de barro. 13 grãos de milho de . peixe defumado. um pouco de osun.Para conseguir uma graça. açúcar mascavo.mel de abelhas. 15 colheres de café de óleo de amêndoa doce. . 15 pedacinhos de ori-da-costa. uma pedra imã. por 15 dias. Uma cabaça bem grande. efun. Metade de uma cabaça bem limpa por dentro. coloca-se os ingredientes. água de flor de laranjeira. . Abre-se a cabaça. 11 grãos de feijão fradinho. . Completa-se com azeite de oliva. Despacha-se no cemitério. o que se deseja do Orixá. coloca-se o papel e os demais ingredientes. Coloca-se o papel com os pedidos no fundo da panela e. deixando por 15 dias nos pés de Obá. um pouco de farinha de milho vermelho torrada. 11 colherinhas de azeite de amêndoa doce. Despacha-se aos pés de uma árvore grande. osun. 1 anzol. um pouquinho de baunilha. Completa-se com o azeite de oliva. azeite de dendê. osun. umas gotinhas de essência de rosas. um pedacinho de sabão da costa. mel de abelha. 11 pedacinhos de coco.Para obter a proteção de Obá. escrito. nos pés de Obá.

. azeite de oliva. 6 pimentas-da-costa. Escreve-se num papel o que se deseja obter. Coloca-se tudo dentro da panela. azeite de dendê. Abre-se a cabaça pelo pescoço. Abre-se a melancia ao meio. Coloca-se os pavios ou mechas e deixa-se aos pés de Xangô até que se queime todo o óleo. 4 colheres de vinagre. acende-se uma mecha e deixa-se diante de Iyemanjá por quatro dias. 7 moedas de pequeno valor. pó de preá defumado. começando pela água e deixando o azeite de oliva por último. completa-se com o azeite de oliva e acende-se uma mecha por sete dias. Despacha-se no mar. um pouquinho de água de flor de laranjeira. Uma melancia. 4 colherinhas de chá de óleo de rícino. . Despacha-se no cemitério. 6 pavios ou mechas de algodão.Para atrair boa sorte. 13 sementes de anis estrelado. LAMPARINAS PARA IYEMANJÁ . coloca-se os ingredientes relacionados. um pouco de melado. azeite de oliva. 6 colheres de mel de abelhas. o que se deseja de Nanã. Abre-se o melão. a mesma quantidade de óleo de castor. Despacha-se nas águas de um rio. Uma cabaça. Uma panela de barro de tamanho médio. completa-se com o azeite de girassol e acende-se uma mecha por sete dias. fecha-se a cabaça com a própria tampa. 4 grãos de pimenta-da-costa.Para obter uma graça. um cálice de licor de menta. . uáji. um copo de aguardente. uma pitada de osun. azeite de girassol. um copo de água do mar. 6 colheres de azeite de amêndoas. 13 gotas de amoníaco. vários pedacinhos de coco seco. 13 pimentas-da-costa. Escreve-se. 6 pimentas-da-costa. osun. 13 colheres de suco de limão. 7 grãos de ataré. 13 agulhas de costura. um pouco de melado de cana. nos pés de Nanã. A polpa retirada da melancia. Um melão. um copo de água de rio. um papel de embrulho com o nome do inimigo escrito sete vezes. 4 agulhas de costura. retira-se a polpa de seu interior e se introduz os ingredientes acima relacionados. um copo de água do mar. Despacha-se no mar ou nas águas de um rio. num papel qualquer. de forma que fique cheia até em cima. pó de peixe defumado. um pouco de mel de abelhas. Coloca-se o papel numa panela de barro e junta-se à ele. efun. LAMPARINAS PARA XANGÔ .pipoca que não tenham estourado ao se fazer pipocas para Omolú. tira-se as sementes. melado. um pouco de amônia. um búzio grande e azeite de oliva. Numa panela de barro coloca-se: 13 sementes de melão. é esfregada no corpo da pessoa que. cobre-se com os ingredientes relacionados. disto toma banho de água limpa e só então acende a lamparina. 6 colheres de azeite de dendê.Para evolução na vida. um pouco de farinha grossa de milho vermelho torrada. pó de peixe e de preá defumados. amarra-se com palha da costa e enterra-se na beira de um rio.Para desfazer um malefício. 4 agulhas. Coloca-se o papel dentro da cabaça e coloca-se todos os ingredientes por cima. depois. Completa-se com azeite de oliva. por treze dias. azeite de oliva. água de rio. retira-se a polpa.Para prejudicar um inimigo.Para obter uma graça. os seguintes ingredientes: Pó de peixe defumado. um pouco de lama do fundo de um rio. 4 pedrinhas pequenas de carvão mineral. coloca-se o papel com o nome. 6 colheres de azeite de coco. mel de abelhas. óleo de soja. um pouco de azeite de dendê. sete pedras de sal grosso. . 6 moedas de cobre. um copo de vinho tinto. ori-da-costa. sete gemas de ovos de galinha d‟Angola. no sentido vertical. acende-se uma mecha e deixa-se nos pés de Nanã por 13 dias. um pedaço de pedra de cânfora. 13 pedacinhos de coco seco. azeite de dendê. 13 colheres de vinagre. Acende-se uma mecha e deixa-se. pó de bambu. 4 colheres de azeite de dendê. . Depois. completa-se com o óleo de soja.

um pouco de água de flor de laranja. Despacha-se numa mata. Depois de obtida a graça. indiferentemente. Despacha-se aos pés de um algodoeiro. acendese uma mecha e deixa-se por oito dias nos pés de Obatalá. 8 grãos de canjica crus. enterra-se a cabaça dentro de cemitério. Não se despacha o copo. canela em pó. . 12 orogbôs.Para que Xangô dê proteção permanente. Durante 10 dias completa-se o azeite e renova-se a mecha sempre que for necessário. pode renovar o pavio. uma pitada de gengibre ralado. acende-se a mecha e deixa-se diante do Orixá por sete dias. colocada dentro de uma gamela de madeira. Completa-se com azeite de oliva e acende-se uma mecha. um pedaço de casca de irôko. . 6 colherinhas de óleo de amêndoa doce. acende-se uma mecha e deixa-se 12 dias diante de igbá de Xangô. milho torrado e milho de pipoca. um cálice de vinho tinto. mel de abelhas. uma cabaça ou uma panela de barro. por sua vez. coloca-se quatro dedos de água de flor de laranjeira. Colocar numa panela de barro: um copo de água de coco verde. Pega-se um melão. apenas a água do fundo é despejada num gramado limpo.Para obter uma graça impossível. . Sobre o papel coloca-se 10 pedacinhos de ori-da-costa e uma fava de baunilha. uma taça de vinho tinto rascante. Pode-se usar. 12 grãos de pimenta-da-costa. Completa-se com azeite de oliva e acende-se uma mecha.Para obter-se uma graça. azeite de dendê e 1 orogbô. efun.um pouco de pó de osun. Despacha-se aos pés de uma palmeira imperial. osun.Outra para a saúde. completa-se com azeite de oliva. 6 agulhas. retira-se as sementes e a polpa. Acende-se um pavio de lamparina e deixa-se que se queime todo o azeite do copo. 8 búzios. o sumo de 8 folhas-da-fortuna. Em seu interior coloca-se: 7 grãos de milho torrados. . um pedaço de galho de abre-caminho. acende-se a mecha e deixa-se por 7 dias diante de Omolú. vinho tinto seco.Para agradar Obatalá. azeite de amêndoa.Para resolver problemas de saúde. 8 pedacinhos de ori-da-costa. 12 favas de ariô. 8 moedas brancas. completa-se com azeite de oliva. 7 grãos de ataré. um copo de vinho branco. Num copo de cristal grosso. Limpa-se uma cabaça grande e. 10 gotas de baunilha e azeite de oliva. pó de efun. Despacha-se nos pés de uma palmeira. 12 quiabos cortados em rodelinhas. Se for preciso. Em meia cabaça devidamente limpa coloca-se: Azeite de dendê. deixando-se por seis dias diante de Xangô. LAMPARINAS PARA OBATALÁ . um pouco de lã de carneiro. . LAMPARINAS PARA OMOLÚ . 12 favas de alibé. . alguns grãos de tremoços e um cálice de genebra. Dentro do melão coloca-se: 8 gemas de ovos de pomba branca. azeite de dendê. acende-se uma mecha que deve ser renovada até que a pessoa melhore. numa de suas partes arruma-se: 12 bolas de inhame enfeitadas com um grão de milho vermelho. Despacha-se em cima de um formigueiro. Uma panelinha de barro pequena na qual se coloca um papel com o pedido do que se deseja. Arruma-se tudo dentro da cabaça que é. 12 pedacinhos de ori-da-costa. Completa-se com azeite de oliva. 7 bolinhas de ori-da-costa.Para problemas de saúde. Despacha-se num local alto e arborizado. Completa-se com azeite de oliva. Completa-se até em cima com azeite de oliva. corta-se uma tampa em cima. Depois de tudo arrumado.

ou do seu orixá. ocidó ekoman. colocar sua cabeça de frente.01 cebola grande . que deverá já estar previamente preparada. Obs: Antes das Leis Ambientais. comida de santo. Escolha um local que possa ficar deitado ou até mesmo ajoelhado de frente para a oferenda. colaborando assim com a natureza. normalmente rios ou cachoeiras. esta é a nova forma de fazê-lo. estas oferendas eram "despachadas" em água corrente. na mesma altura da oferenda de modo que o alto da sua cabeça. a ki corodun.01 vidro de azeite de dendê . de farinha de milho amarela . Após 3 dias. Oferendas Padê para Exú Ingredientes: . porém como passou a ser crime. colocar em saco de lixo. ora (dizer o nome do seu orixá) euê Quando terminar esta reza. maborun a ko fenin. colocar no chão na sua frente. xeras je xeras. fazendo seus pedidos. mabosun. sua moleira astral. ociló. deverá fazê-lo vestida (o) de branco ou roupa clara.01 pcte. acender uma vela branca de 7 dias. dizendo o seguinte Orô/reza. que irá junto com o seu lixo comum. fique próxima da oferenda. e deixar sempre uma vela branca acesa ao lado do Fogão. esta oferenda poderá ser "despachada". que é o próprio orixá. converse normalmente com seu orixá/anjo de guarda.Fazendo Oferendas Comidas de Santo (Orixás) Padê para Exú Feijão para Ogum Amalá para Xangô Frutas para Oxossi Omolokum para Logunedé Abacate para Ossaim Serpente de Oxumarê Omolokum para Oxum Acarajés para Oyá/Iansã Moranga para Obá Farofa para Tempo/Iroko Feijoada para Omolú Pipoca para Obaluaiye Manjar para Yemanjá Ebô para Nanã Ebô para Oxalá Importante: Quando for preparar uma "Comida de Santo".

coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo. com as mãos faça uma farofa bem fofa sempre mentalizando seu pedido. Cubra o padê com as rodelas de cebola e no centro coloque o bife. enfeite com as sete pimentas. Amalá para Xangô Ingredientes: . Em uma panela separada faça um refogado de cebola dendê. mimosa. Frutas para Oxossi Modo de preparo: Em um alguidar ou cesta coloque 7 tipos de frutas bem bonitas (exceto abacaxi. Faça seus pedidos e ofereça a Ogum.01 vidro de azeite de dendê .250g. Feijão para Ogum Ingredientes: . de milho . Ofereça a Exú o padê não esquecendo dos charutos e da aguardente. de feijão cavalo . coloque em um alguidar e enfeite com os camarões fritos no dendê. de fubá branco Modo de preparo: Cozinhe a rabada com cebola e dendê.01 cebola . separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas. faça uma polenta e com ela forre uma gamela. faça o mesmo com o bife. Corte a cebola em rodelas e refogue ligeiramente no dendê.01 cebola ..01 garrafa de aguardente .500g.01 rabada cortada em doze pedaços . Omolokum para Logunedé Ingredientes: . de quiabo .500g.500gr.03 charutos .Com o fubá.01 caixas de fósforo .07 camarões grandes Modo de preparo: Cozinhe o feijão e tempere-o com cebola refogada no dendê. limão) enfeite com folhas de goiaba e côco cortado em tirinhas.01 bife .01 vidro de dendê .07 pimentas vermelhas Modo de preparo: Em um alguidar coloque a farinha de milho e um pouco de dendê. de feijão fradinho .500g. junte a rabada cozida .

depois de cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Enfeite com pedaços de fumo em corda e as 7 folhas de louro. Em um alguidar molde duas serpentes em forma de círculo.8 ovos Modo de preparo: Cozinhe o feijão fradinho com cebola e azeite de oliva. Em outra panela cozinhe o milho. Abacate para Ossaim Ingredientes: . coloque as duas parte numa travessa com a polpa virada para cima. regue com dendê e ofereça ao orixá.01 abacate .01 cebola .dendê . de açúcar .fumo em corda .azeite de oliva Modo de Preparo: Coloque o feijão fradinho para cozinhar com cebola e azeite de oliva.azeite de oliva . Coloque um recipiente de louça enfeite com os 8 ovos .500g. derrame essa mistura sobre o abacate. e o milho enfeite com côco cortado em tirinhas. regue com oliva e enfeite o omolokum com os quatro ovos cortados em quatro. de feijão fradinho . Omolokum para Oxum Ingredientes: .01 cebola . Depois do feijão fradinho cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Com o feijão fradinho forme os olhos e enfeite o restante do corpo com alguns grãos de feijão fradinho (a seu critério). de amendoim .Feijão fradinho Modo de preparo: Depois de cozinhar a batata doce descasque regue com dendê e amasse-a até formar uma massa homogênea. sendo que a cauda de uma encontre-se com a cabeça da outra.7 folhas de louro Modo de preparo: Corte o abacate no meio e tire a semente.4 ovos . Em uma travessa coloque o omolokum (massa do feijão fradinho) de maneira que ocupe a metade da travessa e na outra metade coloque o milho cozido. Serpente de Oxumarê Ingredientes: .500g.. de batata doce .500g. Numa panela misture o amendoim e o açúcar e mexa até derreter o açúcar.250g.

coloque o refogado dentro da moranga e ofereça a Obá. de feijão preto Ingredientes para feijoada .01 pepino Modo de preparo: Coloque a farinha de mandioca num alguidar.500g. coloque as fatias do pepino sobre a farofa de maneira que eles fique em pé. deixe de molho por meia hora e após descasque os feijões coloque o feijão no processador e vá adicionando a cebola cortada em pedaços.01 litro de azeite de dendê Modo de preparo: Num processador (pode ser num pilão) triture o feijão fradinho. corte o pepino em três partes no sentido longitudinal. Feijoada para Omolú Ingredientes: . Despeje numa tigela e bata a massa com uma colher de pau até formar bolhas. de farinha de mandioca torrada . Farofa para Tempo/Iroko Ingredientes: . Coloque-os num alguidar. Acarajés para Oyá/Iansã Ingredientes: .cozidos cortados em quatro e regue com bastante oliva. com a colher vá formando os bolinhos e fritando até dourar. regue com mel.500g.01 cebola . coloque sal a gosto.dendê . de camarão limpo .01 vidro de mel .500g. Corte a língua de vaca em tiras (como se corta couve). Moranga para Obá Ingredientes: .500g. Numa frigideira coloque o dendê e deixe esquentar bem. dendê e os camarões.01 moranga . de feijão fradinho .dendê Modo de preparo: Cozinhe a moranga inteira. de cebola .um maço de língua de vaca . Depois de cozida abra um circulo em cima da moranga. refogue com cebola.500g. tire a tampa e as sementes. vá colocando o mel e com as mãos faça uma farofa . Bata até formar uma massa firme.

regue com oliva. coloque a feijoada num alguidar e enfeite com côco cortado em tirinhas.250g. Modo de preparo: Em uma panela ou pipoqueira. Coloque o mingau numa travessa de louça deixe esfriar e coloque a pescada assada sobre o manjar.. de quirerinha branca . Manjar para Yemanjá Ingredientes: . Pipoca para Obaluaiye Ingredientes: . porém tempere-a com cebola e dendê.azeite de oliva Modo de preparo: Faça um mingau com o creme de arroz e água e uma pitada de sal.dendê .areia de praia/na falta areia fina de construção peneirada.500g.300g. Frite a bisteca no dendê e coloque sobre a pipoca. rale o côco com ele cubra a quirerinha.côco .azeite de oliva Modo de preparo: Cozinhe a quirerinha com bastante água para que ela fique meio "papa". coloque o milho pipoca e estoure normalmente. de canjica branca .01 côco .01 cacho de uva itália (uva branca) . aqueça bem a areia da praia. Ebô para Oxalá Ingredientes: . .01 pescada inteira . Limpe a pescada e asse-a na oliva. de milho pipoca . de creme de arroz . enfeite com côco cortado em tirinhas. descasque . tempere com oliva.01 bisteca de porco .côco Modo de preparo: Prepare uma feijoada normal. coloque em uma tigela de louça.500g.01 cebola . Coloque num alguidar. Ebô para Nanã Ingredientes: .Azeite de oliva.

Desde à pimenta e o obi que se masca para conversar com o Orixá. realizadas no barracão.. suas relações. de acordo com a função que deva desempenhar ou à “realidade” que deseje instaurar ou dialogar.. Através da comida oferecida aos Orixás. limpar. maneiras e diferentes modos de preparar. Tudo isso é expresso nas múltiplas formas.br/orixa/lnk_topicos. grupos humanos e civilizações. um veículo através do qual. ao naco de carne oferecido a este mesmo Orixá. cantigas e rezas. é um meio. Onde até uma folha que se desprende da árvore tem um por que preciso.com. se sustentaram durante milênios fazendo contrato com o Sagrado. consiste num dos nossos principais desafios. num universo onde tudo é dinâmico e nada acontece por acaso. encontra-se a energia máxima de uma oferta. assim. das comidas servidas no dia a dia do terreiro. Festas que se desenrolam ocultamente aos olhos dos de fora. um porque.. aos presentes a sua força máxima. mas. em que os ingredientes. Isso aparece explicado de várias formas. Por traz de cada prato ofertado há uma visão de mundo. tempere com oliva mel e um pouco de açúcar. fazer ou de “tratar” os ingredientes. “Candomblé mesmo é cozinha. por ser um dos . os Orixás e os truques: entre a invenção e recriação onde o tempo não pára. é o que tentamos fazer sob o título: A Cozinha. usadas para “descarregar”. onde. encarregado de sua distribuição no mundo.. e eles próprios servem a sua comida. livrar de algum contra-axé . pois nada se sustenta sem esta troca de força. O sacrifício é. Na comida.” Dentro do universo do Candomblé. acima de tudo. coloque numa tigela branca. através de uma visão muito ampla. de energia. muda-se a forma de ritualizar. Comida é sacrifício. “o tratamento”. a elaboração. FONTE DE PESQUISA: http://translenza. ebó no seu sentido mais amplo. a maneira de lidar com o mesmo ingrediente. Comida é sempre um contra presente. falar sobre esta comida. Daí sua íntima relação com Exu. onde ela é entendida como força vital. princípio criativo e doador de algo. bem como daquelas passadas no corpo das pessoas. ela é a força que fortifica os ancestrais. mola propulsora que conduz e leva o Axé . A comida de Orixá difere. se estabelecem relações entre o devoto. assim. que podem levar meses e festas que são feitas para os de fora. É sobretudo nas festas que isso mais se expressa. Nesse processo de diferenciação. indispensável para viver. a chamada comida de Orixá obedece a prescrições complexas construídas ao longo do tempo e redefinidas a cada momento. comida é tudo que se come. sem essa reposição. o sentido impresso e invocado através das palavras de encantamento. energia.Modo de preparo: Cozinhe a canjica.php?id=47#yemanja A comida e o comer ocupam um lugar fundamental na vida dos terreiros de Candomblé. momento. o cuidado. a cozinha merece uma atenção especial. tornadas públicas. Em linhas gerais. a comunidade e o Orixá. circunscrevê-la dentro de um espaço. na sua grande maioria. em algumas delas. então. partilhado pela pessoas. aquele que come tudo. são os mesmos. Assim. enfeite com o cacho de uva. distribuindo. No terreiro. são exibidas a maior quantidade possível de comidas servidas aos Orixás da casa. Enfrentá-lo. que faz com que o comer instaure um sistema de prestações e de contraprestações que englobam a totalidade da vida. asssim.

bem como misturar os utensílios destas duas cozinhas. através da separação dos objetos. ao que não se come e ao não comer. Muitas vezes se reserva para as comidas de santo um fogão especial que pode ser de lenha ou industrial. Assim. que a comida mexida por duas pessoas desanda. Pela cozinha. o local onde são preparadas as comidas dos Orixás é o mesmo onde são feitas as comidas do dia a dia. limpando. Em muitos terreiros de Candomblé. no terreiro. formas de assar e sobretudo as pessoas que nele transitam. as frigideiras. ações. que este é consultado a fim de se saber se a comida foi bem preparada ou não. cozinhando. Local onde permanecem por maior período de tempo os iniciados. É muito difícil se mexer com as panelas dos Orixás ao lado de outras panelas. seja varrendo. quanto à origem. não se mexe comida de Orixá com colher que não seja de pau. o pilão. etc. um espaço criado e redefinido a cada momento. colheres de pau. As oposições são formuladas.espaços onde se passa e se constitui o sagrado. As comidas secas são também chamadas de comidas frias. sim. Daí entende-se o dizer corrente: Candomblé mesmo é cozinha!!!” Talvez por ser ela mais que um local de transformação e sim de passagem e transmissão de conhecimento. Esta separação. A cozinha é cheia de interdições como: não conversar mais que o necessário. Na cozinha se aprende além do “ponto” certo de determinado prato. Tudo participa do sagrado: o espaço em si . somente um número muito restrito-não admitir que mulheres menstruadas permaneçam nela. os mais antigos. etc. bacias. por onde transita algo essencial que ultrapassa os limites das oposições por situar-se no mais intimo e profundo ser do homem: o comer. separado da cozinha do dia a dia. Jé: o verbo comer Muito mais que relacionada a um sistema nutricional. Comum é se trocar de horários. mas internos que são representados por mudanças de atitude. que não se dá as costas para o fogo. o óleo que faz fumaçar o fogo. que embora muitos conjuguem. em terreiros de estrutura maior. todavia é realizada de forma bastante visível e determinada. não entrar pessoas que não sejam iniciadas-dependendo do que se estiver fazendo. entram as pessoas de maior prestígio na Religião e é nela própria que. gritar. peneiras. assim. a observação um método indispensável para sua manutenção e o comer um dos verbos. travessas. acendendo ou mantendo o fogo. “A cozinha de santo” aparece sempre como algo distinto. lavando. guardando. não falar alto. ralos. em comidas secas e comidas de ejé. força vital e sacrifício indispensável para a conservação da vida. cestos. ou ainda. Separada na sua grande maioria. a cozinha é mesmo escola mestra. pratos. a faca. Neste espaço sacralizado. cantar ou dançar músicas que não sejam do santo. com olhos e ouvidos atentos a tudo que se passa nela. não por limites externos. enquanto a outra permanece num fogão menor. “ Cozinha do santo” é. ao como se come e com quem . como por exemplo: em cozinha onde se tem gente de Xangô o milho de pipoca queima antes de estourar. através do exercício longo e paciente da observação. não se joga sal no chão. o garfo. restringindo-se àqueles que conhecendo o “tratamento” entendem o papel e significado desta comida como Axé. formas de uso. muito antes mesmo de se chegar no peji do Orixá. São todas . etc. tudo vai ganhando significado: a bacia que cai. mais que um lugar determinado que. se tem para preparar somente os pratos dos Orixás e. em certas ocasiões. Embora marcada por vários limites. que não se joga água no fogo e que muitas pessoas por terem o sangue ruim fazem a comida desandar. reserva-se a poucos. local onde se aprende as lições mais antigas. Ou que a presença de pessoas de um determinado Orixá faz com que uma certa comida não dê certo. A comida de Orixá articula-se num universo que estabelece diferenças e “oposições”. a colher. as panelas. utensílios e mudanças de comportamento. a comida se articula e se compreende a partir de um universo maior onde a oralidade constitui um dos meios mais expressivos de passar seus preceitos. As primeiras dizem respeito ao que se come. Tudo nela remete a esta dimensão.

Aquela que “muito faz e pouco fala. é uma “comida africana” onde inúmeras experiências do Novo Mundo foram acrescentadas à ela. ela goza de plena liberdade e independência dentro do grupo. ainda. folhas e frutas. Daí recair sobre ela o tabu da impureza. que. quando Olodumaré. ao manipular a colher de pau para transformar grãos e alimentar tudo e todos. tudo que repousa. que aqui foram conservadas e reelaboradas. esta é entendida como um conjunto de técnicas. recriando e inventando. o azeite-de-dendê ao lado da folha de banana cumprem uma função fundamental. Na cozinha dos Orixás. não pelo gosto. mas fazer com que tal cozinha se torne africana. associada à uma “cozinha africana”.aquelas não provindas do sacrifício animal. temos recriações e invenções feitas a todo momento. cozido e amassado. ou as que são à base de grãos. A Yabassê é. as formas mais antigas de transmissão do conhecimento trazida pelas diversas etnias africanas vão ser evocadas: a observação e a convivência. quanto para o mal. Por sua vez. quando se fala da comida de Orixá. sobre a qual. A comida de Orixá é. raízes. Vale ainda chamarmos a atenção. remonta aos primórdios. Não se trata de voltar à África. A bananeira. o respeito. nos “novos tempos. num ambiente onde embora sua função seja de procriar. Permitir que a mulher menstruada manipule a comida é expor toda a comunidade ao poder das Mães Ancestrais. mal passado. frito. assim. se deita sobre ela . A imagem da Yabassê apresentada pelos sacerdotes. uma “comida brasileira” em que tantos motivos afros se fazem presentes. falar sobre as iguarias oferecidas aos seus Orixás não é o mesmo que . Seu óleo está associado ao esplendor de algumas civilizações ou. O conhecimento ritual. mais uma vez. à criação. por sua vez. Ao mesmo tempo.” A sacerdotisa da comida O segredo desta culinária é comandado pela guardiã da cozinha. Dendê é força. origem. conservando.” Quando se fala da sacerdotisa da comida. as tensões entre homem e mulher expressas em alguns mitos da sociedade yorubá. Os Orixás e suas comidas Para o povo de santo. a criatividade e o comando apresentam-se como o perfil da Yabassê e orientam à sua escolha. Isso explica a diversidade de iguarias numa cozinha em que há os que comem cru. diz respeito à passagem mítica da vida de cada Orixá. civilizações. entregou o poder de criar e de tudo transformar às Grandes Mães. divide. que serve tanto para o bem. histórias de grupos. A velha que cozinha. Assim. a frase que diz: “ Tem gente que pensa que é só comida. Assim. liga-se ao crescimento e à transformação. Ela é a cama. mas pelas funções assumidas por elas na sociedade. O que faz a comida de Orixá é um ritual profundamente complexo. Dentro desse universo. uma das pessoas que no terreiro. também. amassadas e aqueles que gostam de comidas mais detalhadas. Africana no sentido de expressar. ao lado das continuações. uma outra oposição relacionada ao quente e ao frio surge tomando como referência o azeite-de-dendê e a pimenta ao lado de outros ingredientes. hoje. assim com o poder ancestral feminino esta força. aos que recebem comidas sem forma. há os que comem com pressa. experiências longínquas de reinos. trazidas pelas diversas etnias africanas. pois trabalha com ela dia e noite. que reflete as relações de poder.” poucas sejam as mulheres que se disponham a tal cargo. a cozinha dos Orixás. mais expressa essa força. torrado. formas e maneiras de preparar. somadas a tantas outras. alguns deles de “porque” perdido no tempo. elaborado e articulado segundo códigos e princípios. ao lado de outras inventadas. Outra maneira de formular as “oposições”. E tudo que se enrola é envolto nas suas folhas verdes ou secas e amarrado com suas própria fibras. a Yabassê. trazer presente. mesmo que. assim como todas as mulheres. E o mestre dos mestres será mais uma vez chamado: o tempo. Deus. Daí entender-se.

Destruída a família clânica. de champanhe. queixas e justificativas somam-se. a todo instante. a que só poucos tem acesso. ao lado de recriações.. extensa. pratos sem nomes. lapsos de memória. ruas. de cachaça. Dizer as coisas que o santo come é quase como revelar um segredo. muitas vezes. Daí serem seus domínios. As comidas oferecidas no terreiro aparecem sempre como algo particular. antes de ilustrarem um desconhecimento.Como na África. embora se saiba que. sobre o qual. etc. muito especial. os Orixás vieram de diferentes lugares. Da África. ou de guerras que obrigavam o grupo a peregrinar de um canto a outro. guardado pelos mais antigos na religião. um espaço de foro íntimo de cada terreiro. ainda hoje. é um dos Orixás mais populares no Brasil. esse universo teológico foi perpetuado mas também reinterpretado. entradas das cidades. No Brasil. fuxicos de santo. Dele depende a comunicação. Bastante impressionante o que certa vez ouvi de uma Yalorixá: “ a Yabassê é aquela que muito faz e pouco fala”. Assim como outrora na África. Além da famosa feijoada. muitos deles trocaram de nome. empunhando sempre uma espada . É o grande controlador das entradas e saídas. encruzilhadas. o sucesso nos negócios. Se acredita. antigos reinos africanos. nada traduz seus feitos. fundamentais. no mercado. na frente das casas. contando que esteja regado com muito azeitede-dendê e ataré. A ausência de muitos pratos. A farofa de azeite e Exu Exu é um dos Orixás. artimanhas e armadilhas. uma confraria. É o patrono dos ferreiros e lembrado como pai da metalurgia. mais se fala. que Exu coma tudo. de água. Ogun e a comida feita às pressas Ogun. muitos deles inimigos. no fogão dominado pela Yabassê. Muitos Orixás não poderam mais ser cultuados. antes de estar ligado à uma família. no terreiro. embora se saiba que este número é também simbólico. Ogun come inhame assado e descascado regado com azeite-de- . os chamados segredos. a farofa de azeite é sua iguaria preferida. Ele permanece no dia a dia dos terreiros como aquele mais enigmático sobre o qual. O não falar insere-se no contexto onde a oralidade constitui um dos veículos mais fortes de transmissão do conhecimento. mudaram de região ou até mesmo cairam no esquecimento. Dos diversos Orixás introduzidos no Brasil. ele marcha à frente de todos os cortejos. como “dono do azeite”. janelas. nos jogos. Ogun é o senhor das coisas cortantes. dezesseis são os mais conhecidos e cultuados pela maioria dos terreiros. chamada família de santo. portas. trazendo-o para a casa. inventando a forja e construindo cidades. rememorando a chegada dos novos tempos. mas objetos sagrados em torno dos quais reorganizavam o culto de seu orixá. constituem parte de um saber. na sua grande maioria balbuciados no ouvido do iniciado. silêncios. Receitas pela metade. ensinamentos rituais. Representa a ousadia do homem em domesticar o fogo. Diferentemente das suas regiões de origem. o trânsito. No terreiro é sob a forma de desbravador e guerreiro que Ogun vai ser lembrado. sua noção vai ser reconstruída no solo brasileiro como uma grande família teológica. foi ampliado e praticado num mesmo espaço. Exu recebe ainda. por conta de migrações. pimenta. sob a marca do ferro. pertinente àquela casa. o culto dos Orixás no Brasil. a presença destes sem nomes. pratos á base de milho vermelho torrado.informar sobre o cardápio de um dia de festa. outros transformaram-se na vinda para o Novo Mundo.. de cerveja. Segundo a teologia dos terreiros. de vinho. esquinas. ou passado em palavras incompreensíveis e fórmulas incompletas. Exu é quem governa a frente da porta de entrada do terreiro. colocado nas estradas. Não levavam seus rios. feijão preto torrado no dendê e farofas de vários tipos: farofa de mel.

No terreiro. Dan. na língua fon. feijão preto. o velho. Ossain. açúcar. milho vermelho torrado e enfeitado com coco . Em Yorubá. Em algumas casas. temperada com coco. Acredita-se que. Ossain também come. Nesta última posição aparece com o . Recebe feijão preto. também. No Novo Mundo. ou arrastando-se no chão. nascidos para uma outra vida. ou Oxumarê para os yorubás..” Obaluaiyê come tudo! A comida dos outros e a dele. várias histórias de curas se juntaram aos mitos trazidos pelos africanos e africanas escravizados. domínio de Ossain. apontando para cima e para baixo. Dan. Come. indispensáveis à medicina. recebe um prato de milho branco. o guerreiro valente vai apresentar-se sob palhas que caem sobre seu corpo. De acordo com alguns mitos. dendê e camarão e enfeitado com duas maçãs verdes. Dele só se ouve o grito ou o assobio que intercala sua dança principal. vão aparecer oferendas obrigatórias como moedas: o pedaço de fumo. cortadas em cruz. sem estas prendas. diretamente. pipocas Obaluaiyê ou Omolu é conhecido por vários nomes: médico dos pobres. Só os preparados podem tocar neste Orixá. ninguém ousaria penetrar no seio das matas. Ele liga-se.dendê. Oxossi liga-se à Ossain. coco. o opanijé. isto é. ao segredo das plantas e remédios. A ele são oferecidas frutas. Ele é as próprias folhas ( Ewé). à terra e com ela aos antepassados. Acredita-se que os Orixás guerreiros comem também cru ou torrado pois eles não tem tempo de esperar. amassada e refogada com azeite-de-dendê. meu avô. temperado com cebola. que dança fazendo os movimentos de uma cobra. tudo torrado e enrrolado tipo cartucho. Ossãe vai comer pouco por ser considerado um vegetal. Oxossi e a fartura Oxossi aparece intimamente ligado à Ogun. Ele teria sido enfeitiçado por este Orixá. milho e batata doce cozida. se embrenhado no mato de onde nunca mais saiu. o mel e o vinho colocados na sua cabaça. a produtividade. Diante dele todos são obrigados a se curvarem.. as atividades coletoras e à caça. Ao lado das comidas oferecidas a este Orixá. no âmago da floresta. descoberta pelo pioneiro prudente que enfrenta o mistério e o segredo das florestas. é macho e fêmea. além de frutas. Além de Ogun. Orixá caçador. diz-se que é seu irmão. Ele come o que Ogun come. Obaluaiyê come mesmo é doburu. o vegetal Ossain participa de toda a vida do terreiro. farofa de mel temperada com fumo de rolo desfiado e enfeitado com folhas da costa. pipopas. além de comidas à base de milho e feijão fradinho torrado. as cobras e a comida Oxumarê é a cobra e o arco-íris ao mesmo tempo. como também come o inhame simplesmente cortado ao meio. No barracão do terreiro. tal palavra traduz a marca forte deste Orixá temível e respeitado por todos: “Ele mata qualquer um e come. às folhas. sobre suas conquistas e guerras vencidas. Oxossi representa o recolher dos grãos. escondendo a varíola e todas as espécies de doenças contagiosas. passado mel e dendê . quando somente os atabaques tocam. torrado ou cozido. Come doburu torrado. ou o inhame assado e espetado com palitos. comidas à base de feijão fradinho. Oxossi liga-se à terra virgem àquela não pisada. milho torrado e o afufurá que é uma farofa de milho. mantendo relações com todos os Orixás.

feijão fradinho descascado um por um. Colocada sempre junto à Oxalá. o camarão. é filho de Oxun com Oxossi. de mandioca. assim como este Orixá macho e fêmea. camarão e dendê. Verdade é que. onde ele recebe feijão fradinho torrado ou cozido e folhas de mostarda. o coentro. De acordo com algumas estórias. feito. Consiste em folhas aferventadas no vapor e refogadas no azeite-de-dendê com um pouco de sal. O efó é uma comida feita com folhas. guerreiros e grandes mães. é arrumada numa vasilha e enfeitada com ovos cozidos. um caçador que possui os atributos de seu Pai e de sua Mãe. príncipe. a farinha . Oxun come Omolocum. pilada. . Logun. Nanã come dandoró. Diz-se ainda que a Velha é o celeiro do mundo. temperado com azeite-de-dendê. Cultuada nos rios. o segredo e o mistério da existência. ou arroz com casca. Depois tempera-se com cebola. O vatapá pode ser feito de farinha de trigo. todos os grãos lhe pertencem. a cebola. todavia. As suas comidas são à base de banana da terra e batata doce. com seu cajado ritual. cebola. Logun Edé é colocado como menino. é um Orixá muito antigo. Ela. Ela gosta também de mingaus Nanã também recebe milho branco temperado com azeite doce e camarão. A ela nosso respeito! Os truques. efó e vatapá. o amendoim. É uma comida onde se mistura ao leite de côco. Oxun come também ovos.nome de Ewá. refogada no azeite-de-dendê. o azeite-de-dendê. pó. enfeitado com folhas de mostarda. seu segredo feito com camarão ou peixe. sua sabedoria. Ewá é considerada um dos Orixás que exigem muito saber e conhecimento para que se realize a sua iniciação. Depois de pronto. É feito com feijão fradinho cozido. de difícil fundamento. Nanã guarda nas suas cores escuras. Suas comidas são consideradas também escassas. No terreiro. respeito e temor é Nanã. diz-se que ela é mãe de Omolu e Oxumarê. e possui muito mistério. Sobre estas comidas não se comenta muito também. mas seu prato predileto mesmo é o ypeté. daí suas relações com as feiticeiras. caçador e filho de Oxun Entre os velhos. Nanã e o respeito às idades Outro Orixá que é cercado de muito mistério. Há casas. O omolocum é considerada a comida sagrada de Oxun. Como Oxumarê. assim como em seus filhos. Em algumas estórias. as pessoas se curvam como se dobrassem o corpo perante a própria morte. riqueza e beleza. Ewá foi a mulher bonita que teria enganado a morte quando esta procurava Orunmilá . Tiras longas de búzios caem de seu ombro. Diante da Anciã que domina os pântanos e territórios lamacentos. “estourado” no fogo como pipoca. assim como arroz bem cozido. camarão e um pouco de sal. seus passos lentos. nas águas correntes das cachoeiras. ou de pão. o tomate e o pimentão bem triturados. símbolo por excelência de Oxun. a castanha. o testemunho do destino . mães ancestrais. além da sobra da pipoca. temperado com mel. após ter ficado de molho por algum tempo. juntamente com Obaluaiyê. a cozinha e Oxun Oxun é conhecida por sua vaidade. A dona dos rios teria se travestido em samambaia para conquistar o velho caçador que pescava às margens deste. Ela é a grande responsável pela vida uterina. Desse casamento nasceu Logun.

esposa preferida de Xangô. Obá.Dos Orixás trazidos pelos africanos de Ijexá ao Brasil. tal poder. fundamentos e preceitos para iniciar alguém. de culto quase em extinção. Yemanjá possui vários nomes. de Omolocum misturado com farinha de milho com uma cebola crua em cima. Yemanjá é a mãe de todos . irritado por ver flutuando na sua sopa um pedaço de sua orelha. A comida preferida de Oyá é o akará. a velha Obá teria sido logo abandonada por seu marido.Yemanjá recebe também manjar. um prato feito com leite de coco e creme de arroz. do qual teria sido a terceira esposa. o modelador do ori. a pedido deste. amparando tudo e todos. Em determinadas casas. mas no meio do caminho comeu parte dela. A terra que sustenta o leito dos rios. Depois enrola na folha de banana e cozinha-se no vapor. Princípio da fertilidade. a comida secreta do rei . esta teria esta poção mágica. o rei dos trovões. quando dança nos seus filhos e filhas. balança os braços as mãos como ondas que outrora embalaram o mundo. Embora associada às águas. as oferendas que lhe são servidas. Yemanjá e o ebô-yá Yemanjá é a mãe de todos os Orixás. Na memória do povo de santo. na verdade é a sua representação por excelência. dividindo-a a partir de então. A paciência é uma de suas características. quando seu odu. várias passagens lembram seu trabalho ao lado de Ajalá. O abará é uma comida feita à base de feijão fradinho descascado e passado na máquina com cebola e camarão. Oyá. Yemanjá encontra-se naquele período primordial de cada ser humano. o Orixá vencido pela comida Obá insere-se na lista daqueles Orixás raros. Traída por Oxun. De acordo com um mito. akará e o fogo A senhora dos ventos e das tempestades e do rio Níger. Logun come o que Oxosse e Oxun comem. ou seja. o menino que seis meses vive na terra e caça e seis meses vive debaixo d‟água e se alimenta de peixes. mas gosta também. guarda-se sua profunda ligação com Xangô. Todos querem dizer algo sobre a mulher cujos seios partidos deram origem aos dois maiores oceanos e cujo ventre esfacelado a fez mãe de todos os Orixás. popularmente conhecida por um dos seus títulos. Yansã . a beleza e a serenidade lembram a grande mãe que. o famoso akarajé. que exige muito saber e profundo conhecimento ritual. que na África chama-se Odò Oyá. milho branco refogada com cebola ralada e camarão moído e um pouco de camarão inteiro. come abará. Come misturado o axoxô com o omolocum. acrescenta-se gengibre e azeite-de-dendê. em terras brasileiras é um dos Orixás mais festejados. A inteligência e o equilíbrio do mundo lhe pertencem. Após a massa pronta. Nas estórias. caruru em rodelas. com o senhor que arremessa pedras de raio. Amalá. herança ligada aos seus ancestrais míticos e antepassados é dado. são acompanhadas das comidas de Oxun e de Oxossi misturadas. a cabeça. A ela são consagradas todas as cabeças. A guerreira que se traja de cores fortes. Yansã divide o elemento fogo com o rei. No terreiro. Mas ela come também. destino. o rigor sua marca. só restou Logun Edé. A principal comida dada a Yemanjá chama-se Ya Ebô. fazse com azeite de oliva em razão de Yemanjá está muito próximo a Oxalá.

No terreiro. cortado e posto simplesmente nos pés do Orixá. Ele é as águas imemoriais que enchiam a terra. as mais variadas. as resistências e dificuldades encontradas. servindo desde suporte para se fazer um paliteiro. em forma de pastas ou fritas. Na linguagem do terreiro. Oxossi e Ossain vão receber todas as frutas. sapecado no fogo. amante de inhame pilado que luta armado de escudo. raízes e folhas. O Ebô é uma comida feita de milho branco simplesmente bem cozido. é por todos conhecido. o inhame aparecerá como um instrumento forte e. ou até mesmo cru. cozida no vapor. o amalá. Este Orixá é de tanta popularidade que. Pai de muitos filhos e homem de muitas mulheres. Não há comida sem bebida. a sua importância social e cultural conhecida por toda a África pré-colonial que ergeu verdadeiras civilizações em torno deste tubérculo. O inhame permeia todos os pratos. nomeia também a sua festa. Por baixo da alvura de suas vestes vela-se o segredo da existência. à ingrediente de papas e massas através de seu cozimento. no Recife. às vezes amassados. uma pasta feita de milho. às migrações. o inhame espetado de palitos. Xangô é comemorado ao redor de sua comida preferida.Xangô é rei. o esforço para expandir as fronteiras de sua civilização: São suas comidas: o milho torrado. de milho. de rupturas. como um ancião que se movimenta apoiado com a ajuda das pessoas e a outra como um guerreiro. seu nome diz respeito a todos os cultos africanos praticados em Pernambuco. que odeia a mentira. Oxalá ocupa uma posição incontestável. a mão de pilão. mais simples: raízes e grãos simplesmente bem cozidos. espada e exibe numa de suas mãos. O Criador teria se . Xangô gosta de comer inhame. refletindo a instabilidade da fixação do grupo no solo. Xangô. de feijão. Comidas preparadas. comem muito rápido. da vida e da morte. refletindo. que um dos tabus de Oxalá é a bebida alcólica. as raízes e os grãos Na lista dos Orixás. prato regado com um molho de quiabos. na linguagem do povo de santo. Conhecido como juiz e princípio da justiça. Oxalá. ou assado. numa coisa universal. como os caçadores. as bebidas exercem uma vital importância ao lado das comidas de santo no terreiro. o ebô. Com ele se prepara múltiplas iguarias. relembra sua majestade. frutas e raízes. pensa-se em Deus. Deus não tem sexo. iguaria à base de feijão fradinho. como tal. algo que entra em toda culinária Um brinde às comidas Embora fuja à nossa discussão. assim. os Orixás elementares associados à terra e os que se relacionam com estes reclamam comidas menos elaboradas. obtida através da fermentação independente do método usado para isso . Apoiado num cajado ritual. pois. Uma de suas comidas. ou regado com azeite-de-dendê ou jogado a seus pés. Na sua dança. no Universo . regadas no azeitede-dendê. o feijão e o milho aparecem quase como ingredientes obrigatórios. No cardápio à base de folhas. mas também sua criatividade diante do fogo. sua insígnia. Oxalá come também inhame cozido amassado. grãos. quiabo. como é o caso de Oxoguiã. enrolada na folha de banana. ou árvore da vida. e ekuru. É o rei do pano branco. bola de arroz e akassá . frutas. A primeira. akassá. Aqueles que se ligam a momentos de passagens. às presas. o Ancestral da Criação surge sob duas formas. pune com rigor e violência todos os seus inimigos. diferentemente daquelas feitas à base de farinhas de inhame. Quando se fala em Oxalá. feminino e masculino. Além disso. É um dos Orixás mais antigos.. Em linhas gerais. Grãos. às guerras. o opaxôro.

por sua vez. uma pessoa reconhecida na religião pedir água e tomar. ao referir-se à arte culinária e à marcante presença de hábitos africanos. hoje. Salvo o famoso arroz de haussá que. Manuel Querino é um dos poucos autores que assinalam a contribuição dos grupos banto ao lado dos minas. ou milho. obrigatoriamente. vai aparecer . não falte o vinho. Sem falar de Exu. ao finalizar o capítulo sobre algumas nações africanas no trabalho sobre “ Os Africanos no Brasil ” . mingau de carimã. contrariando a tese daqueles que insistem na predominância eminentemente nagô nesta cozinha. no momento da criação. bebido em momentos de passagens muito especiais.. aluá. A cerveja é outra bebida que merece destaque. temperado com leite de côco e açúcar e um pouco de sal. ou aruá. É imprescindível que na mesa dos “meninos”. pela bebida. nas taças em que as crianças brindam neste dia. bebidas sobre as quais não se falam. à cachaça comum. Nina Rodrigues. Na verdade. acrescido de àgua e açúcar. exceto a coca-cola que parece não participar das comidas que acompanham alguns pratos rituais. que pedem o vinho tinto. Uma cozinha africana? Já no seu tempo. marcada por uma série de preceitos e interdições. Mesmo porque só se pede e se bebe água quando se tem muita confiança. Ou ainda com abacaxi. Ninguém ousa entrar no mato sem desejar ao lado de sua comida uma garrafa ou cabaça contendo os elementos de sua preferência . feita com gengibre e rapadura. a grande apreciação de Ossain. certas bebidas inserem-se no mistério do mundo do segredo das folhas. estas são reservadas à Exu. a quais grupos pertenceriam determinada comida. Carimã é a massa obtida da mandioca após deixá-la de molho na àgua. Mas é também sabida. Ao lado da àgua. que reclama todas as bebidas. esta cozinha. Estas bebidas alternam-se nos terreiros. como é o caso do caruru de Ibeji em alguns terreiros. É comum ser oferecida à beira das estradas para Ogun . que algumas vezes recebe também gin ou whiskey. chama a atenção para o fato de que é difícil precisar. a maioria dos pratos deveria ter provindos dos negros sudaneses. após furar o seu tronco. todas as comidas oferecidas aos Orixás. Não pode deixar de ser mencionada a importância do vinho de uva. Há ainda. Como algumas comidas. Assim. sobretudo na Bahia. extraído do dendezeiro. O mungunzá é uma bebida feita de milho branco cozido. após três a sete dias numa vasilha de barro. é prestígio para a casa. Diz Querino: “ Entre as mais peritas na arte culinária destacavam-se angola. na memória dos terreiros. feitas na hora. Há bebidas consideradas quentes como o aguardente de cana. à culinária chamada de africana. Água é a bebida básica presente em tudo. mas sempre o doce. licoroso. Para se fazer o arroz doce de beber. A água acompanha. como alguns chás e beberagens. de três a sete dias a fim desta amolecer. Exu toma de tudo.. O mais usado é o vinho branco. É uma bebida de honra. presente somente. de acordo com a sua designação. expressaria sua origem. vinho africano. levando-se a crer que .embriagado com o vinho de palma. Os refrigerantes. É uma bebida feita de milho branco cozido. O dengué surge sempre associado à Oxalá. são oferecidos à Ibeji. devido ao estado atual dos costumes.” Nos terreiros. Talvez rememorando o vinho extraído do dendezeiro. doce. desde o champanhe. Há ainda os mingaus. o mingau de tapioca . jeje e congo. mingau de mungunzá. bebida africana fermentada. o arroz doce de beber e até mesmo o dengué. é a bebida que não pode faltar. se não toda a culinária. ao lado do tradicional. domínio de Ossain que conhece todos os encantamentos. Há situações. cozinha-se o arroz bem cozido depois acrescenta-se leite de cocô e açúcar e um pouco de sal para equilibrar o doce. como se diz. todavia. Beber é um ato que acompanha o comer e há momentos onde isso se torna imprescindível. comida preferida deste ancestral. Dentro do ritual o aruá cumpre várias funções.

Segundo Edison Carneiro. o português. O que dá identidade a determinada comida não é a origem dos vários ingredientes combinados. Não é possível. A própria adaptação e substituição obedece a uma certa ordem inscrita nos mais remotos tempos. Neste trabalho dinamizado pelo tempo. Não se pode esquecer que por ele. participam de um todo integrado que diz respeito à códigos imprescindíveis dentro do “cardápio dos Orixás”. Sobre a escravaria urbana. então. como tais. Não se trata porém só de comer: o que se come. Carneiro. E mais ainda. o azeite-de-dendê e outros. só pode aproveitar a mandioca e o milho. o gengibre. mas a maneira como estes elementos são combinados. assolado pela fome. buscar responder a duas questões: a primeira diz respeito ao que faz com que esta cozinha seja “africana” e depois. entendendo esta como algo parado. desde os seus começos. se pensar nesta cozinha e nem em nenhuma outra somente a partir de tais elementos. sobretudo no Nordeste.relacionada diretamente aos Orixás através das chamadas “comidas de santo”. quando se come. mantimentos básicos que sustentavam seus habitantes. ao lado das caças e muitos frutos. somente nos últimos anos começaram a ser realizados estudos mais elaborados e profundos. Ela é mais do que um conjunto de materiais naturais que podem ser adaptados ou substituídos. ocuparam as cozinhas. jeje ou nagô-yorubá. é completamente arbitrário buscar precisar datas para essa culinária. o amendoim. Situações diferentes. cada Ancestral recebe em dias especiais pratos de sua preferência. Os ingredientes africanos ou vindos da África como o quiabo. fechado. o aparecimento do negro doméstico ( negro de aluguel e de ganho) estava eminentemente relacionado com o momento econômico em que os africanos passaram a exercer trabalhos de confiança. desde cedo.culturais. após decretada a ilegalidade do tráfico a partir do século XVIII. o óleo de palma importado da costa da Mina. parafraseando Antonil. e mais ainda. é essencial chamar a atenção para um fato de que poucos se deram conta. os bredos. Bem como não terem incorporados outros elementos da sociedade que estavam inseridas. como por exemplo. as melancias. Assim. políticos e econômicos. todavia. Seja a “comida de santo” reelaborada a partir de técnicas e maneiras de predominância banto. não fossem visivelmente sentidas. viviam os africanos da cidade. trazido através de passaporte. Assim. o que faz com que a comida seja comida de santo. Era impossível. produzindo. Da nova terra. vieram várias permutas alimentares trazidas pelos europeus para o Novo Mundo. apresentam-se como algo criativo. entraram muitos elementos africanos que voltaram abrasileirados de uma Nação onde o elemento negro era os pés e as mãos. a vinagreira. mais que de separação. As condições de possibilidade para se pensar uma “ cozinha africana” não podem ser . alguns africanos e africanas foram aproveitados para o serviço culinário. Isso teria ocorrido no século XVIII. E estas maneiras obedecem a determinados ritos que lhes dão sentido e. ao lado de tantos outros. desde então. foram entrando aos poucos no Brasil de acordo com as exigências do tráfico ou da população que aqui se estabelecia. se o próprio tempo se incumbiu de dinamizá-la. além do etnólogo Pierre Verger: a participação do Oceano como um fator de ligação. seus modos e aos poucos foram modificando o que se comia . não desconhece que os africanos. modificações nas refeições à moda do Reino. e nelas introduziram. desde cedo. no entanto. o que não se come. onde era quase que impossível após três séculos de convivência não impregnarem a sociedade com profundas marcas. o gergelim. com quem. Cabe. fato é que. técnicas e maneiras das diversas etnias africanas. o inhame. em que eram escolhidas as mulheres mais bonitas e os homens mais sociáveis para vender nas ruas. que estes modos de fazer. esta comida dentro da dinâmica do terreiro é um dos veículos de vital importância para a transmissão e distribuição do Axé. diante dos novos quadros sócio. Outro fator que deve ser considerado é a falta de mantimentos num país. a erva doce. fazendo com que a comida não perca seu sentido nem se afaste da visão de mundo que ela representa. como puderam.

. acrescentar cebola.” Não se trata de voltar à África. Visões de mundo juntadas à inúmeras outras experiências históricas constituídas no Novo Mundo É este fazer. remonte a histórias e passagens. do dia a dia. e a cozinha uma religião da qual ela celebra o ritual. ou seja. recriando ou inventando alguns pratos. que faz com que tal comida seja comida de santo. ao lado das continuações. E a forma. Uma coisa é cozinhar o inhame. também o coração. Não é simplesmente fazer um caruru. Bem como no dia de sua festa distribuir pães de trigo numa sociedade onde este é o pão de cada dia . mas pelas técnicas. A elaboração das comidas oferecidas aos Orixás segue um ritual diferente daquele realizado no dia a dia para a feitura dos “mesmos pratos” que aparecem nos cardápios e self-service. não é apenas por ser ele um santuário do qual ela é a sacerdotisa. Outra é preparar este mesmo inhame para Oxalá. explicações e silêncios que regulam os porquês.como o diz. afinal. assim. inserem-se num universo mais amplo. princípios universais ou Antepassados. conversar com o quiabo. Elas vão acontecendo. a partir do século XVIII que estes usos e abusos mais poderão ser sentidos. para se fazer o primeiro. Nada pode escapar.. porém. somente se separa a sujeira. pelo tratamento recebido por eles. visões de mundo associadas aos Ancestrais. Oxun liga-se à fecundidade.Isto é. como outrora fez. perfeitos. os modos e as formas de se pôr à mesa. Embora se liguem diretamente às circunstâncias múltiplas e variadas de cada terreiro. muda o tratamento que estes recebem. Ogun pode receber a feijoada. uma vez que as carnes gordas lhe pertencem. maneiras. A comida de santo diferencia-se. na cidade. constituíram as cidades e criaram os diferentes grupos. sobretudo. Os Orixás comem comidas mais elaboradas. quando variam desde o tamanho. traumatismos. conservando. A invenção e a recriação. ou como se diz: “de forma certa”. É cortar de diferentes formas. a “africanidade” sugerida pelos pratos que compõem “a cozinha de santo” não se explicam pelos ingredientes que entram na sua composição. nos . com suas mãos. daquela. Enquanto. Assim. o que os homens comem. É também porque ela aí está inteiramente nua. ligado a um passado expresso em determinados preceitos. desde o primeiro momento em que dividiu a cozinha com a cunhã. recalques e pensamentos secretos. A Cozinha é um lugar de ritual. Exu pode comer de tudo. “Cozinha é lugar de truque” Seja fazendo o uso de ingredientes nacionais ou de outros vindos do além mar. E Oxossi. aos primórdios dos tempos quando estes fundaram a humanidade. mas fazer com que a comida se faça “africana”. seja nas mesas ou nas ruas como mercadoria cantada. variando. Certamente será. não são feitas aleatoriamente. o segundo exige que se escolha os grãos maiores. Ele também é um tropeiro. seus complexos. como estes são tratados expressa seu sentido através de um ritual onde nada é por acaso. assim por diante. segundo um de seus mitos. de acordo com o tipo de situação servil ou livre e o lugar em que vivia o africano. por se ligar à terra receber todos os frutos dados pelo Novo Mundo. negociar com um tabuleiro. cortar os quiabos. camarão e azeite de dendê. assim como não pode prescindir desse tempo. até quando pode. e a forma das raízes. ante às novas condições suscitadas pelo processo histórico. a cozinheira nela põe.pensadas a nível cronológico. Bastide assinalou muito bem isso: “ A cozinha não é feita unicamente por mãos peritas. as palavras ditas para “encantar” a comida. Se ela não permite que estranhos penetrem no local de seu trabalho. Certo que os Orixás comem. recebem à seus pés. se dando. cortá-lo em pedaços para o café. códigos. os procedimentos observados para feitura de tal prato e por fim. Fazer um feijão de azeite não é o mesmo que preparar um Omolocum. Embora os ingredientes sejam os mesmos.

bem como as visões de mundo que expressem. várias linhas de pensamento vem insistindo na mudança e transformação desse patrimônio sócio. articulada através de sentimentos e da íntima relação com a Natureza. ao processo de individualização de cada ser. Se a suposição de um todo integrado no Candomblé significa a criação de uma nova religião e uma ficção criada pelos cientistas sociais. liga-se ao crescimento e ao desenvolvimento.. Certa ocasião. rezas ( Àdúrà). Daí o abuso no uso dos mais variados grãos. recriações e invenções na comida de santo. para o simples preparo da massa que já vem industrializada. pouco tempo se dispõe para cultuar um Sagrado que exige muitas horas de dedicação e na qual. Ou seja. etc. cabem em qualquer lugar. E o tempo não pára. Participei. as comidas de Orixá dialogam com essa sociedade racionalizada. ou se podem. ela está associada à morte. de como servir e quando. Nos últimos anos. a substituição de todo processo de feitura do akarajé. certos condimentos como a pimenta e o azeite-de-dendê e da técnica de tudo enrolar na folha de banana mais a observância: de alguns preceitos. também. raízes. Talvez destes. que fundamentam as continuações. recriações e invenções na comida servida pelos devotos aos Orixás. dispensando o método tradicional. lavagem do feijão. porém. o não ouvir e o não ver. As continuações. buscar descrever e acompanhar a utilização dos eletrodomésticos.. cultural. apreender todo o sentido que estes encerram dentro de si. para feitura de determinados pratos. ser tomadas como condições para a sobrevivência desses Orixás na Metrópole. Deve-se perguntar. mais demorado de preparar. Ou. ao lado dos saberes: palavras de encantamentos ( Ofó). No terreiro. todavia. como a comunidade utiliza isso. sobre a importância da folha de banana dentro da culinária dos Orixás. É importante procurar perceber as formas através das quais. este ritual vai apresentar-se como algo criativo. como se dá a passagem dos métodos antigos para os novos. Talvez seja por isso que a técnica de embrulhar ns folha de banana apareça em muitos pratos. da ordem seguida para preparar determinados pratos. É isso!. que se orienta seguindo os rumos do progresso e caminha com os passos da modernidade. onde o Sagrado é elemento constitutivo da vida da comunidade e acompanha as pessoas muito antes do seu nascimento e depois de sua morte. as diferenças são constituídas. a suposição de que este complexo não existe. político e religioso face às mudanças da sociedade. técnicas e maneiras ligadas a uma matriz cultural revisitada a todo tempo. é tarefa quase que impossível. de certas horas. da festa de Nanã. evocações (Oriki) e cantigas (Orin) ligados às estórias sagradas ( itan) são elementos essenciais e vitais para a transmissão do Axé. e ele que é macho e fêmea. tão ilusória é. o crescimento e a expansão da existência. É preciso que ela exista para que haja a vida. então.terreiros. simplesmente.. ainda. escolha. São elas. governada pelo relógio. só consigamos visualizar os conteúdos que entram na sua composição. os Orixás comem o que os homens comem. através de truques inseridos no tempo de uma tradição dinâmica onde o não saber. presenciei uma Yalorixá dizer que o Orixá de determinada pessoa deveria se acostumar comer o akassá feito com a farinha de milho branco já pronta.” Explicações semelhantes vão ser dadas para cada prato. Por sua vez. como por exemplo. ouvi a seguinte explicação: “ A bananeira está ligada à Oxumarê. orientam-se por um conjunto de saberes. se certas adaptações e substituições regem-se pela necessidade. comidas onde os modos de preparar. Certo que na grande Metrópole. portanto são um fato. o que já fizeram muitos autores. ou ainda. perguntando.. Indagando certa vez. certa ocasião. As variações nos modos de preparar determinada comida mostram que há uma constante busca de legitimidade através da qual. Eu não sei o certo. Ao contrário das comidas tradicionais associadas .

Vários trabalhos já insistiram sobre a importância da idéia e do lugar ocupado pelo antepassado dentro do Candomblé. Sr.à este Ancestral. queijos e saladas. mais uma vez se enganaram. porque nem sempre o que se diz corresponde ao que se faz. é por que os “fundamentos” não foram sucumbidos pelo processo de crescimento e mudança da cidade como alguns supõem. constituem referências vivas de uma tradição que dialoga e se expressa no tempo histórico. cadeiras. Manoel de Neive Branca. de certas concepções. nem se prender à laços étnicos. constituintes do segredo. seja através de quadros. Os orikis. Mais desafiadoras são as teias de comunicação. não prescindiram do limite do seu tempo. ou ainda. . que os olhares otimistas que privilegiam a mudança da Religião dos Orixás. Mãe Aninha. são mais do que uma estratégia de sobrevivência do grupo. Nezinho do portão. Mãe Runhó. utilizando alguns aparelhos eletrodomésticos. a memória do antepassado permanece viva nos terreiros. A comida de Orixá. formas de diálogo desenvolvidas pelos terreiros para marcarem sua presença e colocarem estes produtos à serviço dos próprios Orixás. a idéia de ancestralidade. comidas. mas ao contrário. E que. por conta dos laços rompidos pela escravidão. junto a nomes de antepassados transportados do além mar. Mãe Caetana Bamboxé e tantas outros. na maioria das vezes. não significa que os fundamentos foram diluídos no contexto da cidade. não pode ignorar pressupostos reorganizados por homens e mulheres profundamente conhecedores de sua cultura de origem . Assim. A suposição de um impacto das novas condições de vida sobre o papel desempenhado pela religião dos Orixás deve ser mais uma pergunta do que um pressuposto. ou passagens da sua vida. Enquanto houver casas onde determinados procedimentos rituais de preparar as comidas continuarem sendo feitos na sua forma mais arcaica possível. Mãe Menininha. E Nanã não deixou de dar a mesma volta ao redor daquelas comidas que daria na mesa de seus mingaus. mas para os que virão. Parece que o surgimento de alguns pratos. Todavia. nos truques e “faz de conta” . mesmo que em alguns momentos. face às transformações da cidade. Constituem uma linguagem que as teorias da sociedade moderna não conseguiram ainda decifrar por assentar-se no não ver e não saber. fundaram. até nos mais recentes. modos de fazer e determinadas explicações. Embora não se possa conservar. Pai Bobó. É verdade que o Candomblé não pode mais voltar à tribo. itãs. É ela que continuará sendo o maior desafio não para os que apostam no seu desaparecimento. evocados no Padê. nomes como o do Tio Bamboxé. Significa dizer. os procedimentos rituais. que permanecem apoiados em suportes que não podem ser ignorados. Tia Massi. ofós. iniciaram. certamente. havia somente frios. encontram-se fundamentados nos ensinamentos das pessoas que plantaram. reorganizaram o culto dos Orixás no Brasil. isso seja alterado.