XLIII CONGRESSO DA SOBER

“Instituições, Eficiência, Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial”

CULTURA DO COCO NO BRASIL: CARACTERIZAÇÃO DO
MERCADO ATUAL E PERSPECTIVAS FUTURAS

Raimundo Eduardo Silveira Fontenele
Doutor em Economia pela Universidade de Paris XIII, Mestre em Economia Rural pela
Universidade Federal do Ceará, Professor do Mestrado em Negócios Internacionais, da
Universidade de Fortaleza.
Rua Min. Abner de Vasconcelos, 301 Casa 2 60.833-490 Fortaleza – CE
CPF: 220.569.393-04
eduardo_fontenele@hotmail.com

Sistemas Agroalimentares e Cadeias Agroindustriais
Pôster

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Ribeirão Preto, 24 a 27 de Julho de 2005
Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural

XLIII CONGRESSO DA SOBER
“Instituições, Eficiência, Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial”

CULTURA DO COCO NO BRASIL: CARACTERIZAÇÃO DO
MERCADO ATUAL E PERSPECTIVAS FUTURAS

Resumo
A importância do agronegócio do coco é notória para a economia brasileira,
especialmente para o Nordeste, onde se concentram mais de 90,0% da produção nacional.
Ademais, com a limitação das importações de coco ralado impostas pela SECEX –
Secretaria do Comércio Exterior, do Ministério da Indústria e Comércio, através da
Resolução nº 19, de 30 de julho de 2002, o setor produtivo nacional terá que se adequar à
nova realidade, melhorando o sistema de produção atual para atender a demanda do setor
agroindustrial brasileiro que é da ordem de 26.000 t/ano. A necessidade de revitalização
dessa atividade é sentida principalmente pela falta de recursos financeiros para enfrentar
com mais agressividade as novas oportunidades de mercado. A demanda crescente de coco
para consumo “in natura” e para a indústria reivindica uma melhoria acentuada nos níveis
de produção dos coqueirais, que atualmente é muito baixa, em média 30 frutos/planta/ano.
Com o objetivo de revitalizar o agronegócio do coco, o presente artigo descreve uma série
de medidas no sentido de firmar a cultura como uma atividade lucrativa. Tais medidas
consistem principalmente na incorporação de tecnologias, como por exemplo: a difusão da
prática da irrigação localizada; utilização de modernos insumos de produção, com especial
destaque para a questão da fertilização; melhoramento genético dos cultivares, onde se
vislumbra o aumento da utilização de coqueiros híbridos, implicando no aumento de
campos de produção de mudas; aprimoramento de equipamentos da indústria de extração
de água-de-coco; aprimoramento das técnicas de conservação da água-de-coco. Ressalta-se
que essas medidas para serem praticadas necessitam de um suporte financeiro que a
maioria dos produtores não possuem, haja vista o cultivo do coqueiro ser efetuado,
principalmente, em pequenas propriedades.

Palavras-chave: Agronegócio do Coco; Competitividade no Agronegócio; Cadeia
Produtiva do Coco.

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Ribeirão Preto, 24 a 27 de Julho de 2005
Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural

Além da aplicação industrial existente para o fruto.0% da produção nordestina. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . haja vista a expansão das áreas cultivadas que já 3 Ribeirão Preto. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” CULTURA DO COCO NO BRASIL: CARACTERIZAÇÃO DO MERCADO ATUAL E PERSPECTIVAS FUTURAS 1. contribuindo assim. o Ceará se destaca como o segundo produtor do País. a cultura do coco assume posição importante como atividade geradora de emprego e renda. Eficiência. e apresentando crescente demanda no mercado internacional.729 frutos e o Pará. o coqueiro vem sendo cultivado em cerca de 90 países. perfazendo cerca de 21. etc.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições. o leite de coco e o coco ralado. para a fixação do homem no campo. portanto. Em 2000. com 154. sendo encontrado em áreas desde o Estado do Pará até o Espírito Santo. surge na lista de produtos oriundos do coqueiro. fazendo com que a agroindústria do coco se firme cada vez mais no contexto nacional. praticamente em quase todas as Unidades da Federação. INTRODUÇÃO Cultura típica de clima tropical. Ocupando importante colocação no cenário nacional da produção de coco. tais como o uso no artesanato e em construções do tronco (estipe). Ceará e Sergipe) chegaram a concentrar juntos. folhas. seguido pelo Ceará. pó para substrato agrícola. Não bastasse o considerável grau de diversificação da indústria de beneficiamento das partes comestíveis do fruto. três estados nordestinos (Bahia.937 mil frutos. tais como cultivos de subsistência. e até mesmo a criação de animais. evidenciando. há uma série de aplicações para as diversas partes do coqueiro. chocolates. enchimentos para bancos de automóveis. a produção de coco no Estado do Ceará atingiu 193. conforme dados do IBGE. sendo destinado à fabricação de produtos tais como. empregados na indústria alimentícia de doces. o destaque da Região Nordeste nesse segmento agrícola.9% da produção nacional de coco. ou utilizado “in natura” na culinária doméstica. bombons. etc. o cultivo do coco se desenvolve principalmente ao longo do litoral. a fibra de coco proveniente do mesocarpo do fruto. etc. a Bahia figurava como o maior produtor brasileiro. com produção de 193. este último mais utilizado no Brasil. Em 2000. Toda essa gama de aplicações de seus produtos e subprodutos confere à cultura do coqueiro uma elevada importância econômica. Em termos de importância econômica e social. bolos. conforme comentado anteriormente.729 mil frutos. As estatísticas atuais demonstram que o Brasil possui mais de 266 mil hectares implantados com a cultura. O aproveitamento industrial do fruto do coqueiro se dá mediante o processamento do endosperma sólido ou albúmen submetido à secagem (copra) ou fresco. que dá origem a uma série de bens como tapetes. Nesse mesmo ano.957 mil frutos colhidos.. com 402. 52. raízes. empregando mão-de-obra durante todo o ano. No Brasil. Um tipo de processamento mais recente e em franca expansão é a extração e envasamento da água-de-coco (endosperma líquido) mediante a aplicação de tecnologias de processamento e conservação. e permitindo o consórcio com outras culturas.

Alagoas. 2. Este incremento do segmento terá conseqüências importantes como o aumento no nível de empregos e das receitas dos estados produtores. conforme dados do IBGE.5% da área total plantada com a cultura do coco no Brasil. com os três maiores produtores detendo juntos 60. O SEGMENTO DO COCO NO BRASIL E NO MUNDO 2. Pernambuco. figurando na quinta posição (91. maior produtor de coco do País (402. Em termos de área plantada. Centro-Oeste e Sudeste.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições. três são nordestinos: a Bahia. De modo particular.301. Paraíba.270 76. Estes estados juntos respondem por 52. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” extrapolaram os limites da região Nordeste. os estados do Rio Grande do Norte.316 193. Produção Agrícola Municipal – 2000.937 Ceará 37. Para tanto.O Cultivo no Brasil No Brasil.957 Espírito Santo 8. sendo a maior 4 Ribeirão Preto. Eficiência.9% da produção nacional de coco. Também figuram como produtores de coco.577 ha.720 91.084 16. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural .487 Sergipe 45. porém com volumes menos expressivos.985 BRASIL 266. a produção de coco no Nordeste Brasileiro. alcançando as regiões Norte. o coqueiro é cultivado em uma área de 266. Maranhão e Rio de Janeiro.729 Pará 17.411 FONTE: IBGE. Colhida e Produção de Frutos . Ceará.836 154. a liderança dos estados nordestinos também se mostra expressiva. com produção equivalente a 1. a prática da irrigação dos plantios e utilização de mudas selecionadas. e Sergipe.577 264. faz-se necessário a aplicação de recursos financeiros possibilitando a revitalização dos setores produtivo e industrial.2000 Estados Área Plantada (ha) Área Colhida (ha) Produção (mil frutos) Bahia 78. desde que sejam superadas algumas condicionantes ligadas à melhoria da produtividade dos coqueirais.1 milhões de frutos.895 8.775 402. expansão das áreas de plantio e incremento do parque industrial.895 132.9 milhões de frutos). segundo maior produtor (193.720 45.311 1.1.9 milhões de frutos). principalmente no que concerne a investimentos em tecnologias de produção entre as quais. Tabela 1 – Área Plantada.7 milhões de frutos). conforme dados do IBGE – Produção Agrícola Municipal de 2000. No período de 1990 a 1998.316 37. a cultura do coco tem condições de ser mais atuante nos mercados nacional e internacional. e o aparelhamento das unidades fabris beneficiadoras de endosperma sólido e de extração e envasamento de água-de-coco.3 bilhão de frutos (Tabela 01). atingiu uma média anual de 716. Dentre os cinco estados que apresentam as maiores produções nacionais. com a finalidade de aumentar a oferta de matéria-prima doméstica e a capacidade de processamento das indústrias.

3% com plantios em plena produção.611 137.505 187. Produção Agrícola Municipal.729 35. A expansão acelerada da cultura do coco no Brasil. No cenário municipal.000 ha. Esse comportamento cíclico da produção se deve. principalmente. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” produção obtida no ano de 1998 (792.2 milhões de frutos) e a menor produção observada no ano de 1990 (619.259 38. Observa-se. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . a exemplo do que ocorre no Nordeste.7 milhões de frutos). à alternância de anos chuvosos e anos secos.557 104.388 38. sobretudo.758 120. No Estado do Ceará.292 20. principalmente pelo aumento da produtividade.386 frutos/ha. Área Colhida e Produtividade do Coco no Estado do Ceará 1990/2000 Anos Produção (mil frutos) Área Colhida (ha) 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 133. surge a necessidade de captação de recursos com vista ao incremento da irrigação dos cultivos.74 5. a obtenção de uma produtividade constante ao longo dos anos. cada.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições.15 3. Esse aumento da produtividade tem como justificativa a maior atuação da pesquisa e experimentação através da difusão de tecnologias de manejo dos cultivos.19 FONTE: IBGE.08 4.418 30. possibilitando. Tabela 2 – Produção.5 milhões de frutos.268 42. um crescimento anual dos volumes produzidos seguido de uma queda brusca e depois a retomada do crescimento. assim. a área plantada com coqueiro anão no Brasil chegou a 57.880 140.640 35.581 40.8% com plantios em fase de produção crescente e 5. já que a área plantada apresentou um crescimento anual de apenas 0.535 38. Informações do Ministério da Integração Regional demonstram que em 2000.444 85.8%. seguindo-se os municípios de Itarema e Acaraú. destacou-se como maior produtor o município de Trairi (37.68 3.045 193.969 25. mais especificamente a intervalos de três anos.316 Produtividade (mil frutos/ha) 3.78 3. Este mercado passou a ganhar espaço como alternativa para os produtores que se descapitalizaram mediante o aumento das importações de coco ralado. Em vista disso. com volumes produzidos de 22. em 2000. 5 Ribeirão Preto.5%.57 3.487 ha e a produtividade média situou-se no patamar de 3.78 3. ao longo do período considerado. Nesse mesmo período a área colhida média atingiu o total de 211.56 4. Eficiência. a produção de coco vem demonstrando um processo de crescimento (Tabela 02). 36.954 37.20 5. no Noroeste Cearense. demonstrando a dependência hídrica da cultura do coqueiro que apresenta queda significativa da produção nos períodos de estiagem.346 114. deste total 57. no Norte Cearense. nos últimos anos decorre.11 3. No período 1990/2000 o volume produzido cresceu a uma taxa média anual de 3.714 143.9% correspondia a áreas com plantios em formação. do incremento da comercialização do coco verde para atender o crescente mercado da água-de-coco. acréscimo este incentivado.909 160.7 milhões de frutos).

093. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” Em 1998. em área de 11. pelo Estado do Pará.8% em relação ao ano de 1996. o volume produzido por estes chega a representar 83. 2.80 1.000 1.000 1. 85. Os maiores produtores mundiais são os países asiáticos.O Cultivo no Mundo “O coqueiro é cultivado atualmente.500 Área Colhida (ha) 3.640 ha.47 7. perfazendo cerca de 14. principalmente o Estado do Mato Grosso.000 2.000 171.35 4. Dados atuais.0% da produção total dos dez maiores produtores de coco do mundo.000 419. pelos Estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.2.23 4. em 86 países.518.62 5.000 11.010. Tabela 3 – Produção. Em 1992. na Região Sudeste. Em termos de área irrigada no Estado.7 milhões de frutos.3% dessa produção.55 2.000 883.000 456.418. a Indonésia e a Índia. um incremento de 55. Outra região onde o cultivo do coqueiro encontra-se em expansão é a Centro-Oeste.250 1. A cultura do coqueiro.000 Produtividade (mil frutos/ha) 3.264. Em termos de área cultivada e produtividade.236.5 milhões de frutos. com volume produzido correspondente a 8.03 FONTE: EMBRAPA. Considerando-se os três maiores produtores. este último por sua excelente produtividade” (Viana.103 252. observou-se no período 1999/2002 um acréscimo de 4.043.0% da produção nordestina. a Indonésia (3. destacando-se o Brasil e o México como principais países produtores” (Queiroz.48 7.500 1. ainda. a produção de coco do Ceará atingiu 114. lideram.6 milhões de hectares.43 6.000 10. Os países da América detêm apenas 7.9% do total 6 Ribeirão Preto.531 222. principalmente. sendo seguida de perto apenas pela banana.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições.418.0% do total (Tabela 03).8 milhões de toneladas de frutos. respectivamente. as Filipinas. Além da Região Nordeste.000 3. Eficiência. Em 1996. “a exploração econômica do coco no Brasil encontra representantes também na Região Norte.097. com produção estimada de 35.250 337.000 ha) e o México (7. a produção cearense atingiu seu menor nível ao longo da década. Área Colhida e Produtividade de Coco no Mundo – 1992 País Filipinas Indonésia Índia Sri Lanka México Brasil Vietnam Malásia Tanzânia Costa do Marfim Produção (mil frutos) 12.296.000 48.000 310. o maior produtor chegou a deter 30. indicam uma franca recuperação da produção que em 2000 atingiu 193.5 milhões de frutos em uma área de 30.000 315. O Brasil ocupa a sexta posição tanto no ranking dos maiores produtores mundiais como nas melhores produtividades. 2001).97 3. dentre as demais fruteiras irrigadas no Ceará é a que apresenta maior área irrigada. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . entretanto.23 mil frutos/ha). em função do seu elevado volume de produção e. 2001.9% na área irrigada.711. 1999).

0% dos coqueirais economicamente produtivos.48 5. principalmente para os EUA e Comunidade Européia” (Persley.407 9. para produção de copra (albúmen sólido desidratado a 6%) e óleo.5 bilhão de dólares com a exportação desses produtos.705 11. que detém 50. no Brasil. Já no Brasil. chegando a representar 69.250 Área Colhida (ha) 252.624 Produtividade (mil frutos/ha) 4.586. Em seguida. Sob o ponto de vista econômico. leite de coco. a cultura do coco tem elevada importância econômica para as populações nativas. Eficiência. novos países vêm se incorporando à produção de coco. o nosso País ocupa a sétima posição. basicamente.). por exemplo. razão pela qual. “As Filipinas. o correspondente a cerca de 1. 1992).1 bilhão de frutos.89 FONTE: EMBRAPA. IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DO COCO 3. Esse País detém. No continente africano.981 324.26 5.2% do volume total de coco produzido no continente.000 156. No cenário da América do Sul. a Oceania e a África respondem pelo restante da produção mundial. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” produzido pelas Filipinas. o coqueiro é explorado. Nos principais países produtores.26 5. quando não a única. com destaque para Papua Nova Guiné. fonte de divisas de seus países.500 1. deva ser considerada também de elevado valor econômico a 7 Ribeirão Preto. Outros continentes produtores.500 220.250 60. o Brasil lidera em produção.0% da produção do continente e 50. Na Oceania.35 10. Área Colhida e Produtividade de Coco na América do Sul 1992 País Brasil Venezuela Colômbia Guiana Equador Total Produção (mil frutos) 1. Tabela 4 – Produção. muito embora. o endosperma sólido ou albúmen é a parte mais importante.097. o maior índice de produtividade observado entre os produtores mundiais de coco. a produção de coco é empregada quase que exclusivamente para a alimentação humana “in natura” (uso doméstico e água-de-coco) ou através de produtos industrializados (coco ralado. o coco constitui a principal.531 21. como na indústria e no artesanato. Caracteriza-se por ser uma cultura de muitas aplicações. vem a Venezuela com 220 milhões de frutos produzidos.1. maior produtor. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . 3. entretanto. 10. principalmente a nível mundial. geram recursos da ordem de 1. o interesse dos centros de pesquisa e os programas de desenvolvimento patrocinados para a cultura incentivam a adesão de novos produtores.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições. 2001.000 52.Considerações O coqueiro é uma planta de elevada importância econômica e social nas regiões intertropicais do mundo.26 4. onde encontra condições favoráveis de clima e solo para se desenvolver. produto este que vem enfrentando dificuldades tendo em vista a competição com outros tipos de óleos mais baratos e saudáveis como o de girassol e o de soja.480 frutos/ha (Tabela 04). etc. nas últimas décadas. Além do mais. tanto no consumo “in natura”. Em termos de área cultivada. com volume mais modesto.000 29.

além de proporcionar ao produtor renda com a venda da sua produção ao longo de todo o ano permite a subsistência do homem do campo. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” extração da água-de-coco. bem como de sua subsistência. Socialmente.2. Além das diversas aplicações dos seus produtos e subprodutos. Constitui ainda valor a ser agregado à cultura. a cultura do coco apresenta uma série de vantagens agroeconômicas.1. Por ser uma cultura perene. tornando-o capaz de enfrentar eventuais crises no setor. o aproveitamento dos solos na zona litorânea com o cultivo do coqueiro. capaz de retornar o capital investido. Dentre as culturas passíveis de 8 Ribeirão Preto. O processamento da casca de coco diminui. geralmente descartada. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . onde melhor se desenvolve. além de reduzir os custos com transporte das indústrias de beneficiamento. tão sem opção nessas áreas. o coqueiro surge como alternativa de conservação desses solos.2. Não menos importante tem se mostrado o aproveitamento dos resíduos oriundos da extração da água-de-coco e da polpa. Ademais. o coqueiro permite a consorciação com outras culturas e até com animais.2. surge como uma alternativa vantajosa para diversificação da produção e da renda agrícola. onde predominam solos de baixa fertilidade natural e susceptibilidade à erosão. essa possibilidade de consorciação favorece a fixação do homem no campo. Além do caráter conservacionista. além de contribuir no aumento da fixação de nitrogênio. o cultivo do coqueiro permite a fixação do homem no campo.Potencialidades Econômicas 3. de modo a permitir o desenvolvimento satisfatório da cultura. os transtornos ambientais provocados pelo seu descarte em lixões ou aterros sanitários.Aproveitamento de solos de baixa fertilidade Por desenvolver-se bem nas zonas litorâneas. cultura nobre que garante significativo retorno econômico quando devidamente conduzida.2. sociais e ambientais se comparada a outras culturas desenvolvidas nas áreas litorâneas. vantagens estas que viabilizam a atividade tornando-a rentável. 3.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições. utilizado como substrato agrícola na agricultura orgânica. especialmente as leguminosas. 3. Eficiência. funciona como opção para o incremento da renda do produtor. Em termos ambientais. sendo uma prática recomendada pela literatura técnica e por instituições de pesquisa. mas que vem sendo processada para produção de fibras longas utilizadas em enchimentos de bancos de automóveis. o aproveitamento de subprodutos como a casca do coco. merecendo cuidados apenas com a dosagem na adubação. Além disso. em face da baixa fertilidade natural dos solos arenosos. garantindo a ocupação de expressivo contingente rural durante o ano inteiro. consideravelmente.Possibilidade de consorciação com culturas e animais A consorciação com outras culturas. o coqueiro permite a recuperação de áreas degradadas em virtude de desmatamentos e o controle dos processos erosivos nas regiões litorâneas. e o pó da casca de coco.

Estima-se que para R$ 1. utilizando dois tipos de sistemas de produção. 1993). em Paraipaba-CE. a partir de 5º ano.3. evitando o deslocamento de contingentes para as zonas urbanas adjacentes.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições.2. 50 milhões de pessoas. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . portanto. Análises de sensibilidade realizadas pela EMBRAPA – Tabuleiros Costeiros.2. “Somente na Ásia. a receita líquida passa a ser positiva já no terceiro ano de cultivo. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” consórcio nos coqueirais citam-se o feijão. 3. enquanto que para a cultura não irrigada esse tempo foi de sete anos. 30 milhões de pessoas dependem diretamente da cultura do coqueiro para sua sobrevivência. Em ambos os sistemas. A maior vantagem de uma produção contínua repousa na fixação do homem ao campo. funcionando como gerador de oportunidade de trabalho no meio rural. com uma produção de até 122 frutos/planta.Produção contínua ao longo do ano A produção contínua dos coqueirais possibilita para a região onde se desenvolve. demonstraram que a utilização correta da micro-irrigação e a aplicação freqüente de fertilizantes via fertirrigação podem antecipar o início da colheita do coqueiro anão para dois anos e quatro meses. 3. sobre o retorno de investimentos de irrigação do coqueiro anão mostram que a partir do quinto ano já se tem retorno positivo. um de alta tecnologia com irrigação por gotejamento e outro de média tecnologia com irrigação por sulco. um incremento na geração de emprego e renda ao longo de todo o ano.0% da produção mundial de coco são provenientes de propriedades com 1. já no primeiro ano de colheita (terceiro ano do plantio).0 ha. 96. na redução dos custos de produção e.0 a 5.000 frutos/ha. o sorgo. a mandioca. Os resultados obtidos pela pesquisa confirmam o retorno certo e mais rápido do capital investido na irrigação do coqueiro. equivalente a uma produtividade de 25. Eficiência. ressalta-se mais ainda a importância social da cultura. a consorciação com a pecuária em pisoteio. Comparação semelhante foi realizada pela SEAGRI – Secretaria da Agricultura Irrigada do Estado do Ceará. a soja e a fruticultura de baixo porte. Tendo em vista que a maioria dos cultivos de coco localiza-se em pequenas propriedades (1. com terras de baixa fertilidade. na manutenção da fertilidade dos solos.0 ha). Também é permitido.Retorno do capital investido Estudos realizados pela EMBRAPA Agroindústria Tropical. diminuição dos riscos de erosão e lixiviação de nutrientes e manutenção do nível baixo do lençol freático” (Nair. Yusuf & Varadan. entretanto os valores das receitas obtidas no sistema de alta tecnologia chegam a ser 48. envolvendo.00 investido na irrigação do coqueiro tem-se um retorno de R$ 1. aproximadamente.70. importante na obtenção de produtividade e qualidade de frutos. Atualmente. no Brasil são 500 mil pessoas” (Queiroz.0% maiores que os do sistema de média tecnologia. 1989. especialmente a ovinocultura e a avicultura. 1999). 9 Ribeirão Preto. “O uso eficiente da água e de fertilizantes na irrigação é.0 a 5. considerando os custos fixos e variáveis com a aquisição do equipamento e manejo da irrigação. no Campo Experimental do Vale do Curu. certamente. recuperando os custos acumulados na cultura irrigada. demonstrando a maior eficiência do sistema de alta tecnologia.4.

com solos apresentando baixa fertilidade natural. Os produtos são biodegradáveis e servem tanto para a confecção de utensílios domésticos quanto para a fabricação de artefatos para a construção civil. passaram as ser equipados com estofamentos de fibra de coco e látex natural produzidos pela Poematec Fibras Naturais da Amazônia.7.2. Esse problema se ameniza através da reciclagem. vasos. etc. “Em meados de 2002. entre os quais. sendo enviados para lixões e aterros sanitários. que controla as marcas Mercedes-Benz e Chrysler. concretizar um acordo de transferência da tecnologia indiana na produção de artigos à base de fibra de coco. Eficiência. Desde 2001. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” 3. que tem como objetivo frear a devastação dos ecossistemas amazônicos. Atualmente. futuramente.2. Além do mais o coqueiro serve como opção de reflorestamento de áreas litorâneas degradadas e controle da erosão. Esta empresa de artefatos industriais é fruto de um projeto ecológico (POEMA – Programa Pobreza e Meio Ambiente) iniciado em 1992 no Estado do Pará. mesocarpo e endocarpo. restam as partes fibrosas representadas pelo exocarpo.5.Sustentabilidade dos ecossistemas costeiros Convém ressaltar o importante papel dos coqueirais na sustentabilidade dos ecossistemas costeiros do mundo tropical. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . placas acústicas e térmicas. as quais constituem cerca de 45. na Índia” (Revista Poder. chega a faturar U$ 70 milhões com exportação de fibra. idealizado pela Universidade do Pará. enchimentos para bancos de automóveis e colchões. líder mundial na comercialização de fibra de coco. e os caminhões montados na fábrica do ABC Paulista. 2002). “O grupo já investiu US$ 1.0% da casca) e as fibras curtas ou pó da casca de coco (70.0% dos componentes do fruto. foram iniciados contatos entre os governos indiano e brasileiro visando. da casca do coco processada obtém-se dois tipos de produtos.Reciclagem dos resíduos gerados O processamento do coco é uma atividade geradora de resíduos. há casos de casas de fibra de coco. material de decoração.Utilização da fibra de coco na indústria automotiva No Brasil. as fibras longas (30. devido o seu crescimento em ambientes de alta salinidade. substrato agrícola. com apoio da DaimlerChrysler.02 bilhão de toneladas de fibras produzidas por ano. sendo produzidos em escala industrial inúmeros produtos. os veículos Classe A da fábrica da Mercedes. entretanto a utilização de fibras longas e curtas (pó da casca de coco) como matéria-prima já vem se fazendo notar em vários ramos industriais. a produção de fibra de coco ainda é incipiente. No setor automotivo.2. 3.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições. A Índia. secos. placas e palitos para paisagismo. além de elevar os custos da indústria com transporte até esses locais. onde poucas plantas são capazes de se desenvolver e produzir. Tais resíduos são de difícil descarte. o emprego da fibra de coco na fabricação de assentos e no revestimento interno de veículos já é fato concreto na montadora DaimlerChrysler. com 1.0 milhões em máquinas e 10 Ribeirão Preto.6. após retirar-se o albúmen sólido de interesse para a obtenção de coco ralado e da água-de-coco. em Juiz de Fora-MG.4 milhão na pesquisa de matérias-primas renováveis e US$ 4. 3.0% da casca). oferecendo trabalho à população local e promovendo a utilização de matéria-primas renováveis.

8. principalmente em função da sua estrutura física vantajosa. produzindo em escala industrial mais de cem itens utilizando como matéria-prima a fibra de coco. é o caso da General Motors. produz fibras “amplamente utilizadas como combustível para caldeiras. e outros que substituem perfeitamente. sendo encaminhado a lixões ou aterros sanitários. em extinção. mas tal iniciativa não prosseguiu em virtude da escassez de fibra no mercado. Eficiência. com vida útil estimada em 90 anos.Utilização da fibra de coco no setor de paisagismo Dentre os diversos produtos obtidos a partir do beneficiamento da fibra de coco. todos os tipos de artefatos produzidos com xaxim (Dicksonia sellowiana). o resíduo é descartado.2. durável. isenta de ácaros e fungos. que desfavorece as aplicações normalmente empregadas com a casca do coco seco. manufatura de cordoalha. 3. 3. ou seja. cerca de 85%. Visando reduzir os efeitos ambientais nocivos dessa prática e agregar valor à renda do produtor. especificamente da parte fibrosa (mesocarpo fibroso). além de comercializar o coco verde para extração de água. Esse material já tinha sido utilizado pela GM no antigo Opala. Outras montadoras vêm seguindo o exemplo da DaimlerChrysler na substituição de produtos sintéticos por naturais na fabricação de veículos. Em virtude do elevado teor de umidade existente na casca do coco verde. pelo fato de ser uma matéria-prima barata e também por reunir inúmeras outras vantagens tais como: ser ecologicamente correta. e da baixa qualidade da fibra. pois o tanino presente na fibra faz vezes de acaricida e fungicida naturais. que proporciona alta porosidade e alto potencial de retenção de umidade” (Rosa. a EMBRAPA Agroindústria Tropical vem desenvolvendo estudos para a obtenção do pó da 11 Ribeirão Preto. 2001). O investimento será pago em dez anos com o fornecimento de componentes para os veículos produzidos pela Mercedes-Benz” (Revista Update. coleta e reclica os resíduos. biodegradável. estofamentos e capachos” (Cempre. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . material derivado do petróleo. resistente. no Rio de Janeiro-RJ. em especial.2. que pretende retomar o uso da fibra de coco na fabricação dos modelos Vectra e Astra. 1998) e uma considerável quantidade de pó que é utilizado mundialmente como substrato para plantas. produtos como vasos. que tem sua extração regulamentada por lei.Utilização da fibra de coco para substrato agrícola O beneficiamento da casca de coco seco. quando manufaturada. os produtos substituto da xaxim e substrato agrícola.9. contribuindo para a diminuição da vida útil dos mesmos. tapetes. assim.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições. 2001). para a preservação ambiental e oferecendo alternativa vantajosa para os vários segmentos da economia que tem nessa planta o seu componente principal. vem se destacando no setor do paisagismo e jardinagem. perspirável. facilita a circulação do ar. palitos e placas. “O substrato obtido a partir dos frutos maduros do coco tem se mostrado como um dos melhores meios de cultivo para a produção de vegetais. palmeira da Mata Atlântica. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” equipamentos utilizados pela Poematec. A empresa Coco Verde. A fibra de coco apresenta qualidade superior à das espumas de poliuretano. contribuindo.

3.10. transporte e armazenamento. passando pelas etapas de processamento. esta chega a U$ 200. esta última é comercializada. para o sudeste do País. resultando essa utilização em um valor bruto de R$ 84. até sua distribuição nos mercados interno e externo. como vantagem ambiental. Informações do Grupo Gestor do Coco do Ceará dizem que a tonelada da biomassa apresenta preço em torno de R$ 120. glicerina. lavagem e secagem.100 toneladas. pode-se afirmar que do coqueiro tudo se aproveita” (Queiroz.00/t. compreendendo dilaceração.3 bilhão de frutos. ácido graxo. peças de carros. etc. Considerando que seis cocos produzem 1 kg de fibra e que a produção brasileira atinge atualmente 1. cordoaria. solventes. óleos. bebidas (piña colada). tem-se um volume de biomassa de 701. principalmente. a empresa Metro-Agroindustrial. Com relação à cotação da fibra do coco no mercado internacional. classificação. poderia ser esperado um faturamento de U$ 43. alternativa ao uso da turfa e da areia. ração animal. embalagem/envasamento. se toda a casca fosse processada. Eficiência. Estudos estimam uma produção de 60kg de biomassa/planta/ano disponíveis para serem utilizadas para compostagem orgânica. A utilização desse tipo de substrato (100% natural) traz ainda. para fazendas produtoras de flores.00/t. artesanato. somente para as áreas cultivadas com coqueiro anão no Brasil. não só do fruto. margarinas.2.000 ha. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” casca do coco verde para produção de substrato agrícola.00. No decorrer desse processo são originados inúmeros produtos a partir do beneficiamento. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . álcool graxo. triturado em forma de pó para utilização na fabricação de pastilhas de freios. moagem. No Estado do Ceará. 4. • Mesocarpo fibroso (casca fibrosa): fibras longas utilizadas na fabricação de mantas. PRODUTOS GERADOS O agronegócio do coco envolve diversas atividades econômicas que vão desde a produção agrícola. “Pela magnitude dos produtos obtidos das diversas partes da planta.132. Considerando um hectare de coqueiro anão com 205 plantas e área atualmente cultivada de 57. Esse processo envolve uma seqüência de operações. transformado em carvão ativado (filtro de usinas nucleares). mas também de várias partes da planta. fibra para colchões.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições.000.Beneficiamento da biomassa do coqueiro Outra utilização econômica dos resíduos refere-se à biomassa produzida ininterruptamente nos pomares resultantes da palha.5 vezes superior ao da lenha).3 milhões. a) Aproveitamento do coco seco • Endosperma ou albumén sólido: coco ralado e leite de coco (uso na culinária de doces e salgados). em Amontada-CE. • Endocarpo (parte rígida da noz): combustível lenhoso (apresenta índice calorífico 1. 1999). barreira 12 Ribeirão Preto. se destaca no processamento da casca de coco para obtenção de fibra longa e curta (pó da casca de coco). tapetes. inflorescências. material impermeabilizante de chapas de madeira compensada. restolhos.

reidratante. alternativa para substituição da turfa. a menos de 20% de umidade. reduzindo e eliminando os conflitos existentes. planta em risco de extinção. sendo composta por aqueles que ofertam os produtos. vasos. em substituição aos mesmos produtos obtidos a partir do xaxim. c) Aproveitamento de outras partes da planta • Folhas: cobertura de casas. contenção de encostas. melhorando a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços oferecidos. complexo. o pó da casca de coco. lavagem e secagem.Considerações Em termos conceituais.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições. BREVE CARACTERIZAÇÃO DA CADEIA PRODUTIVA 5. uma cadeia produtiva se constitui de uma visão sistêmica de um grupo inter-relacionado de atividades produtivas. Eficiência. anti-helmítica e tenicida. meio de cultura natural. material residual obtido através do processamento da casca de coco maduro para a obtenção da fibra longa. 13 Ribeirão Preto. partindo-se do pressuposto de que a empresa ou o segmento de produção pertence a um contexto maior. A cadeia produtiva do segmento do coco. segue a ordem geral das leis de mercado. b) Aproveitamento do coco verde • Endosperma ou albumén líquido ou água-de-coco: bebida isotônica natural. combustível e artesanato. é utilizado como substrato na agricultura intensiva-orgânica. 5. de modo a permitir a satisfação total do consumidor final. aumento nos índices de produtividade da horticultura e floricultura face seu efeito fertilizante (rico em potássio e nitrogênio). expansão de cinco vezes o seu volume. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . como todo processo de produção. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” sonora. a nervura da palha serve na fabricação de palitos de dentes e fósforos. compostagem orgânica. conservante de sêmen animal. distribuem e aqueles que os consomem. Todo trabalho em cadeia objetiva aperfeiçoar as relações entre seus diversos elos. confecção de vasos e placas utilizadas em jardinagem. onde as interações de interdependência e complementaridade influenciam de modo decisivo o desempenho individual e coletivo.1. aqueles que processam. empregada em tratamentos de emergência como plasma sanguíneo. • Talo das folhas: confecção de cercas. obtido através do processamento que envolve etapas de dilaceração. moagem. face as seguintes vantagens: economia de água. pela sua elevada capacidade de retenção de umidade (94%). a exemplo do que ocorre com a casca de coco maduro. a parte lenhosa serve como combustível e confecção de cercas. etc. • Mesocarpo fibroso: o pó da casca de coco verde. diurética. enchimento para bancos automotivos. abrigos. pode ser utilizado como substrato agrícola.

foi estimado que as operações de manutenção (roçagem.0% dos produtores tendo. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . assim. tem-se um total de pelo menos 792. Em termos de empregos gerados. a não utilização de tecnologias modernas para condução dos cultivos. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” A cadeia do agronegócio do coco é extensa. e recentemente a restrição à importação de coco ralado. Na produção primária.000 ha. cita-se a baixa produtividade dos cultivos existentes. Muito embora se apresente atualmente como uma atividade de expressiva significação econômica para o País.Produtor O segmento agrícola. inclusive no período de entressafra das culturas tradicionais. 3 pessoas em emprego direto e que cada emprego direto gera 4 empregos indiretos. 14 Ribeirão Preto. tem gerado impactos na atividade agrícola mediante a ampliação da área colhida e do emprego da mão-de-obra. com área média de 17. para uma redução no nível de desemprego sazonal. contribuindo. estudos na área informam que 1 ha de coco ocupa. ainda predomina a mentalidade conservadora do extrativismo. a dependência das condições climáticas. os cuidados com os tratos culturais são constantemente negligenciados provocando quedas significativas nas produtividades. industrialização e comercialização e distribuição. em virtude do baixo nível de investimentos no setor. no Brasil.0% das propriedades produtoras têm área plantada entre 1 a 5 ha. No caso específico do Estado do Ceará. a dificuldade de acesso do pequeno produtor às linhas de crédito oferecidas e o baixo preço a nível de produtor. descascamento e comercialização necessitem de 46 homens-dia/ha/ano. Dentre os fatores que impossibilitam os produtores rurais a assumirem um papel mais ativo na cadeia produtiva e receberem melhor remuneração. especialmente no que se refere ao manejo do cultivo. representado pelo produtor rural. De posse dessa relação. Muito embora se observem tais dificuldades.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições. Eficiência. 76. especialmente no cultivo do coqueiro gigante.2. sua sustentabilidade se mostra ameaçada. limpeza da copa). pelo cultivo em pequenas propriedades rurais. inclusive aumentado sua área de plantio. não existindo uma preocupação maior com a produtividade e com o meio ambiente. Ainda em conformidade com a referida pesquisa. 5. que consta no escopo da Resolução nº 19 de 30/07/2002. Conforme diagnóstico da cultura do coco efetuado pela EMBRAPA – Tabuleiros Costeiros. Vale ressaltar. segundo levantamento realizado pela empresa DUCOCO nas propriedades da região do Acaraú. o incremento da agroindústria do coco. e se caracteriza. que foi de aproximadamente 264.0% dos produtores declararam que a produção de seus cultivos foi crescente ao longo dos últimos cinco anos (1997-2001).000 empregos indiretos gerados ao longo da cadeia produtiva do coco. coroamento.1 ha. a falta de qualificação da mão-de-obra.168. Em virtude de adversidades comuns ao processo produtivo. 47. com 38. e considerando a área colhida no Brasil em 2000. conseqüência da interação de inúmeros fatores negativos como a baixa qualidade genética e a idade avançada dos coqueirais. envolvendo os segmentos de produção agrícola. adubação.000 empregos diretos e 3. que a atividade de colheita do coco ocorre durante todo o ano. constitui a base da cadeia produtiva do coco. em média. colheita.

tem-se observado o crescimento no setor em virtude da importação de matéria-prima e do consumo crescente da água-de-coco. no sentido de modernizar as operações de beneficiamento. 15 Ribeirão Preto. Há de frisar-se.0% para outros mercados. e 16. 5. que constituem a maior parte dos produtores. se caracterizam por depender dos intermediários e dos agentes das indústrias para comercializarem suas produções.3. tem se ressentido de incentivos governamentais. Dados do Censo Agropecuário 1995/1996 do IBGE. Eficiência. a nível de Nordeste. o setor se ressente da falta incentivos financeiros para investir mais intensivamente em novas tecnologias. obtido a partir do processamento do coco seco.Comercialização Os canais de comercialização do coco devem ser vistos não só como uma simples representação funcional de agentes econômicos que ligam produtores e consumidores. o crescente nível de mecanização das operações de beneficiamento do coco seco e do envasamento da água-de-coco. O processamento do coco no Brasil se dá conforme o tipo de produto a ser obtido. e a água-de-coco. no caso o coco ralado e/ou leite de coco para uso culinário.0% para o varejo. situados nos diversos níveis de distribuição. Mesmo assim. bem como a constante ação do setor industrial em parceria com instituições de pesquisa. por 11 indústrias destinadas à produção de coco ralado e leite de coco. relativamente estruturada.0% para os processadores.Indústria Processadora A indústria de beneficiamento do coco. mas como uma complexa cadeia de relações econômicas e sociais. 4. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” 5. além de centenas de pequenos estabelecimentos envasadores. Apesar desse incremento.tratamento térmico – abertura do fruto – despolpamento – despeliculamento – lavagem das amêndoas – seleção final das amêndoas – corte . 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . entretanto. tendo em vista a melhoria dos níveis de produtividade e qualidade do produto final. os grandes produtores de coco são proprietários de indústria ou negociam suas produções diretamente com as indústrias processadoras locais.embalagem. extraída do coco verde.4. 16. indicam que as vendas das produções nacionais de coco seco são assim distribuídas: cerca de 64. o parque industrial de processamento do coco é formado. sendo obrigada a caminhar com recursos próprios e capitais restritos. Já os pequenos proprietários. assim como o setor produtivo. De um modo geral. Atualmente. e 6 indústrias que processam a água-de-coco.0% para os intermediários e/ou distribuidores. que visa assegurar a apropriação dos excedentes gerados pela produção a estes agentes. Os processos industriais para obtenção do coco ralado e extração da água-de-coco podem ser resumidos nas seguintes etapas: • Coco ralado: recepção e seleção da matéria-prima .XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições.

5. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” • Água-de-coco: recepção e seleção da matéria-prima – lavagem – abertura do coco e extração da água – filtração – formulação – envase. ainda não atende a demanda. A baixa produção nacional de coco seco. deverá implicar para a agroindústria do coco um salto na capacidade instalada. além da abertura do mercado brasileiro para a importação de coco ralado. e o da água-de-coco para consumo “in natura” ou industrializada.1.5.07. aumento no nível de emprego.Mercado Consumidor 5. o consumo de água-de-coco no Brasil cresceu consideravelmente. como frapês e outras preparações combinadas com frutas e refrescos.5% do mercado de refrigerantes. Conforme dados divulgados em matéria apresentada no IV Encontro dos Produtores de Coco – 2000. com relação ao aumento do consumo de água-de-coco envasada.Características do Consumo Os principais segmentos de mercado atendidos no Brasil são os do coco ralado para uso na culinária doméstica e na indústria alimentícia. 5. bem como o domínio de tecnologias de conservação da água-de-coco. Significa. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . o coco verde que já é exportado para a Europa. 16 Ribeirão Preto.. indicando um mercado aberto a absorver produtos. Indicadores da Associação Brasileira dos Produtores de Coco mostram que a água-de-coco representa hoje 1. que retraiu os investimentos na produção de coco seco. Eficiência. quando o preço mínimo necessário para que o mesmo almeje algum lucro é de R$ 0.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições. o preço quilograma da noz para o produtor chegou a R$ 0.25” (Queiroz. entre outros benefícios. “Conforme dados da FAO. 1999). incapaz de atender a demanda industrial. também. nos últimos anos. A conquista de novos mercados ou a expansão dos mercados já existentes. Por outro lado. Em 1995. contudo. e mesmo tendo atingido a expressiva marca de 100 milhões de litros em 1997. maior geração de renda. fato este que está levando algumas indústrias de refrigerantes e outras bebidas envasadas a desenvolverem tecnologias para atingir também esse grupo de clientes. tem-se observado um crescimento de 20. reduzindo acentuadamente o valor da produção nacional e diminuindo a remuneração do produtor rural. Nesse mesmo ano. o Brasil importa coco desidratado desde 1973. Como resultado.0% ao ano.20 a R$ 0. incentivando vários produtores a investirem no mercado de coco verde. incentivou a importação de coco ralado de outros países. isto em decorrência da preferência popular por produtos naturais. Isso sem contar a série de novos produtos que a indústria lança no mercado.845 toneladas. como por exemplo. com conseqüente melhoria na margem de rentabilidade para o setor. quantidade esta superior à demanda das principais agroindústrias brasileiras de coco. O potencial de expansão de demanda por coco a nível mundial é um fato concreto. a importação foi responsável por sérios prejuízos à exploração do coqueiro no Brasil acarretando uma grande evasão de divisas para o País. foi ao longo da década de 90 que esse processo se intensificou. o volume importado atingiu 16.

46 0.2. foi feita pelos produtores do Vale do São Francisco a primeira exportação de frutos verdes “in natura” para a Europa. (t) 244 29 273 Valor (U$ mil) 125. Eficiência. Dados da Fundação Getúlio Vargas. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” A Tabela 05 apresenta os valores e as quantidades das produções exportadas de cocos verdes e secos no período de 1999 a 2001.58/kg. 1994). No início do mês de dezembro de 2002.56 0.41 0. mais especificamente no que se refere à refrigeração do fruto verde. sendo mais expressivos os valores e quantidades referentes ao coco verde. 17 Ribeirão Preto.94 FONTE: SEAGRI/SIGA.5.83 412.85/unidade.48 0. 5.00 87.43 Sergipe 0. (t) 384. Dados confirmados pelo Ministério da Agricultura demonstram que em junho de 1989 o preço do coco seco desfibrado oscilava em torno de U$ 1.Preço do Produto Conforme comentado anteriormente. Em meados de 1999. que pode ser armazenado em temperatura de 12ºC por um período de 28 dias sem deformação casca nem queda na qualidade da água. nas capitais do Sudeste.60 0. Tabela 5 – Exportações Brasileiras de Coco – 1999/2001 Produtos Coco fresco Coco seco Total 1999 Valor Quant.37 0. segundo o SIMA – Sistema Nacional de Informação de Mercado Agrícola.37 Rio Grande do Norte 0.51 FONTE: Fundação Getúlio Vargas.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições. o preço coco seco oscilava nas capitais nordestinas entre R$ 0. mais especificamente. os preços do coco seco desfibrado sofreram forte impacto após o advento das importações. para a Itália e a Inglaterra.51 0. Segundo a mesma fonte e período. caindo para U$ 0. demonstram as médias anuais dos preços recebidos pelos produtores de coco verde nos principais estados nordestinos produtores (Tabela 06).38 0.85.17 Quant.46 0. Observa-se um acréscimo ao longo dos anos das quantidades exportadas pelo Brasil.13/kg em abril de 1994 (Ferreira.11 28. Observa-se que os menores preços foram praticados no Estado do Ceará. O mercado internacional de coco verde tende a crescer face às novas tecnologias empregadas no processo produtivo.43 0. enquanto as maiores cotações foram obtidas pelos produtores baianos.50 a R$ 0.70 e R$ 0. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural .17 212. (U$ mil) (t) 112 153 64 14 176 167 2000 Valor (U$ mil) 112 73 185 2001 Quant.36 0.48 Bahia 0. os preços do coco verde oscilaram entre R$ 0.50 0.25 a R$ 0.) – 1996/1999 Anos 1996 1997 1998 1999 Ceará 0.40/unidade nas capitais nordestinas e R$ 0. bem como um aumento na geração de divisas. para o período 1996-1999. Tabela 06 – Preços de Coco Verde ao Nível de Produtor (R$/unid.

50 86. Paulo FONTE: SEAGRI/SIGA.60 69.70 71. a aquisição de insumos agrícolas e maquinários na própria região contribuem sobremaneira para aumentar a receita do ICMS dos estados. a importância do agronegócio do coco é notória para a economia brasileira. • Fixação do homem no campo – a produção contínua dos coqueirais ao longo de todo o ano. com a limitação das importações impostas pelo GECEX. no caso o Estado do Ceará. especialmente nas regiões litorâneas e áreas metropolitanas.82 27.21 26. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . tornam a cultura do coqueiro uma atividade fixadora do homem no campo.22 88.74 86. o favorecimento da consorciação com culturas ou animais barateando os custos de implantação do pomar e conferindo outra alternativa de renda e a subsistência do produtor rural.33 76. segundo informações do SINDCOCO. sociais e ambientais.19 86. especialmente para o Nordeste. dentre os quais merece destaque: • Geração de emprego e renda – constitui um elevado multiplicador de empregos.74 81.64 72. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” Do SIGA . 18 Ribeirão Preto. onde se concentram mais de 90.000 t/ano.65 67.82 32.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições. pelos preços praticados na região consumidora.53 27. quando se comparam os preços praticados na região produtora.65 29. onde se localiza a maioria das unidades industriais e. o setor produtivo nacional terá que se adequar à nova realidade.0% da produção do País. do Ministério da Indústria e Comércio.91 26.14 S.03 73.Secretaria da Agricultura Irrigada do Ceará foram obtidas algumas informações a respeito de preços praticados nas Centrais de Abastecimento de Fortaleza e São Paulo para o coco verde considerando a média dos anos 1995-2001.68 25. conforme apresentado na Tabela 07 a seguir. Ademais. Eficiência. nas atividades agrícolas primárias desenvolvidas na zona rural. CONCLUSÕES Como visto no decorrer do presente estudo. Tabela 7 – Variação Mensal dos Preços do Coco Verde (R$/cento) em Fortaleza e São Paulo 1995/2001 Cidades Fortaleza Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez 35. Observa-se a acentuada diferença nos preços praticados. 6. • Arrecadação tributária – o aumento da produção constatado ao longo dos anos.18 32.07 81.02 32. A importância do segmento exige a necessidade de revitalização do mesmo mediante a geração de inúmeros benefícios econômicos. o Estado de São Paulo. melhorando o sistema de produção atual para atender a demanda do setor agroindustrial brasileiro que é da ordem de 26.Sistema de Informação Gerencial Agrícola da SEAGRI .23 36.56 29.

Mesmo assim. sendo. quando manufaturada. que atualmente é muito baixa. processamento. portanto considerada uma alternativa para o desenvolvimento sustentável dessas regiões.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições. justificando. substrato agrícola. Esse aproveitamento reduz consideravelmente o volume de resíduos sólidos a serem destinados a lixões e aterros sanitários. Como se pode observar é extensa a listagem de benefícios advindos da exploração do coqueiro. • Disponibilidade tecnológica – a cultura do coco brasileira tem recebido importante contribuição de instituições de pesquisa. etc. melhoramento genético. entre outros. através de pesquisas de novas tecnologias de produção. e até para regiões do semi-árido nordestino. Eficiência. também é isenta de ácaros e fungos. resistente. principalmente. sua viabilidade técnica e econômica. • Atividade agroindustrial – uma infinidade de produtos industrializados oriundos do processamento fazem da agroindústria do coco uma atividade de retorno econômico garantido face à grande demanda pelos produtos finais e com boas perspectivas de preço e de mercado nacional e internacional para absorção desses produtos. • Desenvolvimento sustentável do semi-árido – o cultivo do coqueiro está se expandindo para outras regiões do País. Em razão disso. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” • Geração de divisas – as exportações ainda são incipientes. durável e perspirável. melhoramento genético 19 Ribeirão Preto. Tais medidas consistem principalmente na incorporação de tecnologias. reivindica uma melhoria acentuada dos níveis de produção dos coqueirais. como por exemplo: a difusão da prática da irrigação localizada. de até 90 anos. compostagem orgânica. em média 30 frutos/planta/ano. pois. arrecadações tributárias e geração de empregos diretos e indiretos. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural . partes do Sudeste e Sul. Centro-Oeste. • Reciclagem de resíduos – os resíduos gerados do processamento do coco seco e do coco verde são passíveis de aproveitamentos altamente rentáveis como a produção de fibras. especialmente a EMBRAPA-Tabuleiros Costeiros e Agroindústria tropical. entretanto um promissor mercado internacional pode ser explorado diante do aumento da produção e da variedade de produtos que a cada dia incrementam a atividade. é reciclável. faz-se mister a adoção de medidas no sentido de firmar a cultura do coqueiro como uma atividade lucrativa. como o Norte. independentemente da região ou do tamanho das propriedades em que são cultivados. aumento da renda interna. utilização de modernos insumos de produção. do ponto de vista da iniciativa privada e bastante positiva. A demanda crescente de coco para consumo “in natura” e para a indústria. em termos da economia como um todo. a atividade se ressente da falta de recursos financeiros para enfrentar com mais agressividade as novas oportunidades de mercado. biodegradável e tem vida útil. Além do mais. mediante o aumento da eficiência nos usos dos fatores de produção disponíveis. com especial destaque para a questão da fertilização. através de projetos governamentais de fomento à agricultura e. a fibra de coco tem a vantagem de ser ecologicamente correta. de projetos privados. especialmente a terra e a mão-deobra.

Oportunidades de Investimentos na Agroindústria do Coco no Ceará. ROSA. CE: Embrapa Agroindústria Tropical. 2001.A de. 1999. 20 Ribeirão Preto.M. F. 1999. Ressalta-se que essas medidas para serem praticadas necessitam de um suporte financeiro que a maioria dos produtores e beneficiadores não têm. Comunicado Técnico 61. Fortaleza. Podridão-Basal-Pós-Colheita do Coco Anão Verde no Estado do Ceará – Comunicado Técnico 59. S. aprimoramento de equipamentos da indústria de extração de água-de-coco.F et alli.R. C. PE: Embrapa Semi-Árido. Fortaleza. Fortaleza. principalmente. em pequenas propriedades.O. Gestão e Contratos no Sistema Agroindustrial” dos cultivares. IPLANCE. VIANA.R. 2000. Fortaleza. Fortaleza. aprimoramento das técnicas de conservação da água-de-coco.XLIII CONGRESSO DA SOBER “Instituições. 1977. Brasília-DF. ROSA. 2001. Água-de-Coco Métodos de Conservação.P. Documento nº 37. 7. QUEIROZ.P. CE: Embrapa Agroindústria Tropical. Fortaleza. Fortaleza. RAMOS. Fortaleza. CE: Embrapa Agroindústria Tropical/SEBRAE-CE. haja vista o cultivo do coqueiro ser efetuado. CE: Embrapa Agroindústria Tropical.P et alli. Extrator de Água-de-Coco Verde – Comunicado técnico 34.A. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABREU.A. Eficiência. Processo Agroindustrial: Obtenção de Pó de Casca de Coco Verde. Fortaleza. M. onde se vislumbra o aumento da utilização de coqueiros híbridos. M.F. Petrolina. F. F. Recursos Genéticos e Melhoramento de Plantas Para o Nordeste Brasileiro (on line).GOEDERT. implicando no aumento de campos de produção de mudas. M. ABREU. 24 a 27 de Julho de 2005 Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural .