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Escolas queixam-se de falta de dinheiro para a educação sexual
manuel correia

Na Escola Secundária de Cantanhede programa "Projectar a Vida" já dura há uma década. Destina-se a jovens alunos de 15 e 16 anos

Isabel Teixeira da Mota OGoverno estabeleceu o dia de hoje como prazo--limite para as escolas que queiram receber apoios apresentarem projectos de educação para a saúde. Ainda é desconhecido o valor destes apoios e quantas escolas se candidataram. Mas, nas quatro contactadas pelo JN, os programas são levados a cabo há já vários anos, designadamente na área da educação sexual e, em todas, os coordenadores queixam-se da falta de meios financeiros. É o caso da Escola Secundária D. Pedro V, em Lisboa, em que o trabalho "resulta da boa vontade dos professores"; e da Escola Secundária de Cantanhede, em que "a maior parte das horas destinadas à aplicação do projecto continua a ser dada voluntária e gratuitamente pelos vários professores". Na Escola de Cantanhede, a formação dos professores tem sido feita regularmente, também, no próprio estabelecimento. Apesar da falta de meios, as escolas acabam por pôr em prática os seus programas. E todos os anos há novas ideias. "Este ano contamos organizar uma mesa-debate sobre sexualidade (com médicos, psicólogos e estudantes). Contamos, também, com a representação, pelos alunos, da peça 'Vagabundos de Nós'", conta Maria Gabriela Silva, coordenadora da educação para a saúde da Escola D. Pedro V. A peça, da autoria do psicológo Daniel Sampaio, relata a história de um jovem e da mãe confrontados com a homossexualidade do rapaz. Formação dos docentes Na Escola Secundária de Alvide, em Cascais, está em prática o projecto "Coisas de todos Nós" e "Sinais de Fumo"; já na Escola Secundária Inês de Castro, em Gaia, está em andamento o programa de sensibilização para os "bons hábitos alimentares" e a "manutenção da aptidão física", revela o coordenador, António Rocha.

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Em todas estas escolas, destaca-se, também, a procura de parcerias com os centros de saúde e os hospitais, outra das medidas indicadas pelo Ministério da Educação nas directrizes que publicou para os programas. A formação dos professores destacados para a educação para a saúde é outra das dificuldades sentidas pelas escolas. Geralmente, as acções de formação têm de ser pagas, pelo que muitas vezes os professores preferem ser autodidactas, recolhendo eles próprios da sua experiência. E os materiais são adquiridos com custos para a escola. Com os apoios do ministério, muitas das publicações, nomeadamente na área da educação sexual, poderão ser adquiridas de acordo com as preferências de cada escola. Outra questão em aberto é a da avaliação dos conhecimentos dos alunos sobre a sexualidade sugerida pelo grupo de trabalho coordenado por Daniel Sampaio. Maria Manuel Fael, da Escola Secundária de Cantanhede, não concorda que se façam testes de avaliação em educação sexual "Fazer testes de domínio da informação é irónico. Que fazer de um aluno com 19 ou 20 valores no teste que depois se deixa arrastar para vivências problemáticas da sua sexualidade?".

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http://jn.sapo.pt/2008/04/10/nacional/obviamente_privilegiamos_a_transmiss.html

"Obviamente privilegiamos a transmissão de valores"
"Obviamente que, a par da informação técnica, privilegiamos a formação referente à transmissão de valores e afectos, respeitando sempre as opções e a liberdade individual de cada um", responde António Rocha à pergunta feita pelo JN sobre se a escola deve, a par de uma formação técnica e informativa, transmitir valores para a formação do carácter dos alunos. O coordenador para a saúde realça que na Escola Secundária Inês de Castro, em Gaia, desde há alguns anos que se realizam acções nas aulas de Ciências Naturais e Biologia e que "os principais temas abordados são a sexualidade, os afectos e a alimentação". António Rocha destaca ainda que, "sempre que se justifica, realizam-se acções direccionadas aos encarregados de educação". E, tal como nas demais escolas, a dificuldade mais premente é a "financeira", ou seja, a dificuldade em adquirir materais e falta de espaço. Ainda assim, a escola não se candidatou as apoios do Ministério. mas o professor sublinha que trabalham de acordo com as directrizes. ITM

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