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Gramado – RS

De 30 de setembro a 2 de outubro de 2014
OPEN DESIGN: abertura + design = prática projetual para a
transformação social
Edison Uriel Rodríguez Cabeza
FAAC-UNESP
carranguero@gmail.com
Mônica Moura
FAAC-UNESP
monicamoura.design@gmail.com
Resumo: O presente trabalho é um olhar do design e algumas de suas
mudanças geradas pelas tecnologias e pelas novas formas de atuações
coletivas em prol de ideias e ideais que permeiam o acesso, a distribuição e
a produção de bens, produtos e serviços para a coletividade e sua
possibilidade para gerar transformações sociais por meio da recuperação
do homem de sua capacidade projetual. Foi elaborada uma indagação
sobre o conceito de abertura (Openness) em diferentes campos do
conhecimento visando maior e melhor entendimento da abertura e sua
implicação no Open Design, além de uma simples metodologia associada
ao movimento do software livre/aberto. Ao final é relatado um caso
prático de Open Design desenvolvido e aplicado na Unesp Bauru. O
trabalho está dividido em três partes. A primeira é a construção do
conceito de abertura desde diferentes campos do conhecimento; a
segunda sobre o conceito de bits e átomos, conhecimento e novas
tecnologias; a terceira fala sobre o Open Design como prática de
transformação social junto com uma análise do Open Design, sua prática
no contexto brasileiro e um exemplo ocorrido na Unesp Bauru com o grupo
Sagui Lab. Esta artigo visa contribuir para um melhor e mais abrangente
entendimento do Open Design. Pretende, ainda, colaborar para a
disseminação e o entendimento do desenvolvimento de produtos, sistemas
e serviços materiais e imateriais gerados pelo trabalho livre e colaborativo.
Palavras-chave: Design Contemporâneo, Open Design, Sagui Lab, Inovação
Social

OPEN DESIGN: openness + design = projectual practice for social
transformation
Abstract: The present work is a design look and some of its changes caused
by technology and new forms of collective actions in support of ideas and
ideals that permeate the access, distribution and production of goods,

knowledge and new technologies. e mais especificamente. INTRODUÇÃO O presente trabalho é um olhar do design sobre e algumas de suas mudanças geradas pelas tecnologias e pelas novas formas de atuações coletivas em prol de ideias e ideais que permeiam o acesso. da conformação das democracias modernas. em razão do surgimento das tecnologias da informação e o conhecimento e da fabricação digital. This article aims to contribute to a better and more comprehensive understanding of Open Design. Foi na crise da democracia entre as duas guerras mundiais que o conceito da abertura passou a ser abordado no campo da filosofia e da política. e depois na década de 60 nas artes. discusses the Open Design as a practice of social transformation along with an analysis of Open Design and its practice in the Brazilian context and an example happened at UNESP Bauru with Sagui Lab group. O objetivo principal deste artigo é explorar e descrever o Open Design especialmente . projetiva e transformadora que passa a ser permeado por uma nova concepção do fazer advinda da consequência da revolução das tecnologias da informação e do conhecimento. suas raízes provêm desde o surgimento da cultura ocidental na Grécia antiga. Ainda que as tecnologias da informação e do conhecimento sejam a origem da abertura do ponto de vista do desenvolvimento tecnológico. beyond that a simple methodology associated with the movement of the free/open source software. que geraram novos ambientes de criação. denominado e mais difundido como Open Design. de fato. o design por meio de sua capacidade conceitual. da cultura da Internet e da cultura do software de código livre/aberto. que demarcou. Open Design. da experiência da cultura do software de código livre/aberto e de sua difusão em outros campos da atividade humana. In the end. o designer e o produtor. Keywords: Contemporary Design. produtos e serviços para a coletividade. Depois disso. The first part is about the construction of the concept of openness from different fields of knowledge. pesquisa documental e de campo. dirigimos um olhar e a pesquisa ao design aberto. material and immaterial systems and services generated by the free and collaborative work. An inquiry was elaborated about the concept of openness in different fields of knowledge aimed at better understanding of openness and its implication on open design. Sagui Lab.2 products and services for the community and its possibility to generate social changes through recovery of man from his projectual ability. de projeto e produção e novas relações entre o usuário. The second part is about of the concept of bits and atoms. Nesse sentido. It also intends to contribute to the dissemination and understanding of product development. estudo de caso e pesquisa experimental. a distribuição e a produção de bens. um antes e um depois da Internet e levou à sociedade mundial ao que hoje se conhece como a sociedade da informação e do conhecimento. passando pela crise de seus mitos que demarcaram novos olhares sobre o mundo. A metodologia adotada é de abordagem qualitativa com aplicação de revisão de literatura. 1. The third part. a practical case of Open Design happened at UNESP Bauru was related. o conceito se expandiu para vários campos do conhecimento. Ou seja. social innovation. This work was divided into three parts.

colaborar para a disseminação e o entendimento do desenvolvimento de produtos. e marketing comercial. apareceu com a fundação da organização sem fins lucrativos denominada ODF (Open Design Foundation – Fundação de Design Aberto) que tentou descrever esse novo fenômeno. justiça. p. Alguns autores conectam a origem do Open Design ou design aberto. 2011.3 no contexto brasileiro. (Hummels. 2011. ainda. inovação. 2011. sistemas e serviços materiais e imateriais gerados pelo trabalho livre e colaborativo. 12). segundo a ODF (2000). Sendo seus objetivos específicos indagar sobre o conceito de abertura (Openness) em diferentes campos do conhecimento visando maior e melhor entendimento da abertura. sempre teve abertura no desenvolvimento de artefatos na história humana. descrever a mixagem dos bits e os átomos para depois adentrar no design como disciplina projetual que unida à abertura oferece possibilidades de transformação social. a mudança.org/odd. Mas conectar o Open Design só com o movimento de software livre/aberto tem algumas limitantes. cenários e atores envolvidos neste processo que apontam à transdisciplinaridade. o conceito de abertura não pode ser visto simplesmente como uma metodologia. Esta pesquisa visa contribuir para um melhor e mais abrangente entendimento Open Design.opendesign. Pretende. que foi a base da definição de Software aberto da OSI2 (Open Software Initiative). entre outras. 1 2 http://www. uma prática de sucesso com umas regras que devem ser cumpridas para merecer o selo de garantia de aberto. 62). p. a aprendizagem. o oà aà u iãoà doà Design (entendido enquanto desenho ou projeto) + open source (código a e to àà (Rossi e Neves. promovendo ações mais democráticas para a coletividade visando um mundo melhor. Em segundo lugar. e em terceiro lugar. E também contribuir para o campo do design indicando as novas formas de organização geradas pela cocriação e pela criação de novos ambientes. igualdade. A abertura é importante porque tem implicações para a evolução da sociedade em termos de liberdade. segundo Abel et al (2011. 36). É uma plataforma aberta e flexível em vez de uma fechada. OPEN: MAIS QUE UMA PRÁTICA DE SUCESSO O design aberto assume o acesso aberto. Em certa medida isto é certo uma vez que a primeira definição de Open Design1. o conhecimento e habilidades em constante crescimento e evolução. 2. A primeira delas surge da discussão entre os partidários do software livre como postura filosófica e ética frente à liberdade dos usuários e os partidários do software aberto como uma prática metodológica para obter resultados específicos. fazer uma descrição do movimento Open Design no contexto brasileiro e seu ecossistema e descrever uma prática de open design na Unesp Bauru com o grupo Sagui Lab. derivou da definição de código aberto escrita por Bruce Perens como o guia de definição de software livre da Debian Free Software em 1997. p. p. que unidas a uma disciplina projetual como o design é convertida em uma ferramenta importante para a transformação e evolução da sociedade como veremos a seguir. mais justo e igualitário. Essa definição.org/osd . democracia. o compartilhar. Finalmente. como consequência do movimento de software aberto e software livre e à conexão e florescimento dos computadores e a Internet (Mul. 164).html http://opensource.

Popper (1974. os instintos.4 3. Dado que o tratamento simplista e mecanicista resultava insuficiente para se enfrentar problemas teóricos. surge assim o enfoque em sistemas (Bertanlanffy.à segu doà Mulà (2011. a constituição da esfera pública ou o bem comum.à áà a e tu aà Ope es .à falaà daà visãoà ei stei ia aà ueà ofe e eà aà a iguidadeà eà asà infinitas possibilidades de interpretações e leituras da obra. isso não implica o caos das relações. 1976. especialmente nas ciências biossociais. Bertalanffy (1956) desenvolve o conceito de sistemas abertos que surgiu das discussões dos biólogos no final do século XIX e princípios do século XX sobre o funcionamento dos organismos vivos e sua relação com o meio. sem direção estrutural e com muitas possibilidades de organizações.à o stituiçãoàeàdeg adaçãoàdeàseusà o po e tesà ate iais . unidirecional. a predisposição para a batalha. 191) o processo de transição de uma sociedade fechada para uma aberta é uma das revoluções mais profundas da humanidade. 146) o o:à u àsiste aà ueàt o aà at iaà o àoàa ie teà i u da te. p. p. a negação do individuo e a razão. igualitárias. para modelos abertos. p. p. diz que a sociedade aberta é a sociedade que é considerada. 188) o oà a uelaà so iedadeà e à ueà osà i divíduosà sãoà o f o tadosà o à de is esà pessoais . 10). Bergson (1935. o tabu. que tem tomado importância nas discussões sobre a contemporaneidade graças à gradual transformação dos enfoques fechados e mecanicistas dos meios científicos. A ABERTURA A ideia da abertura tem feito parte das narrativas do Ocidente desde antes do flo es i e toà daà de o a iaà ode aà eà daà e o o iaà doà o he i e to . p. Para Peters (2010. é um conceito que se fez especialmente popular nas duas últimas décadas. a política. tecnológicos e culturais. para abraçar a toda a humanidade. p. ordenado e dominado por hierarquias claras e predeterminadas pelo logos criador. onde o individuo e a razão toma preponderância. a cultura e a economia que conduzem ao que outros têm aludido como culturas abertas. rei ou sacerdotes inamovíveis. democráticas. tribais onde têm predominância a supervivência. e o vínculo íntimo entre abertura e criatividade. todo o contrario ao que acontece com as obras da Idade Média caracterizadas por seu caráter unívoco. p. em que uma obra em movimento nega uma única experiência. do caos em sua relação entre ordem-desordem.à ueàexi eà i po taçãoàeàexpo tação. 229). Ele conclui . complexos e transdisciplinares. 107). 37). a predominância do grupo. Como parte da teoria dos sistemas. e a os problemas práticos propostos pela tecnologia moderna. Assim desde a lógica de os novos enfoques científicos. p. que inicia na Grécia antiga e ainda está no inicio. essas narrações têm sido principalmente grandes histórias da natureza da liberdade. p. Pelo contrário as sociedades abertas são uma defesa da sociedade que se contrapõe ao totalitarismo. a primazia dos direitos à livre expressão.àOài dividuoàfazàpa teàdasàde is esàdaàso iedadeàeàpodeàas e de à aàes alaà do poder. em princípio. 188) e Bergson (1935. A sociedade aberta ou democrática é definida por Popper (1974. a religiosidade. 230). Segundo Popper (1974. é a lógica dos sistemas abertos que tem a capacidade de mudar profundamente todos os aspectos de nossos sistemas atuais da ciência. 107). ao contrario da sociedade fechada onde as decisões são tomadas por o chefe tribal. Um sistema aberto é definido por Bertanlanffy (1976.à “egu doà Peters (2010. Eco (1962) em seu e saioà O aà á e ta . p. a saber. coincidem em descrever as sociedades fechadas como aquelas sociedades mágicas. as obras de arte são inacabadas. mas a regra que permite a organização das relações.

5 ueà aà o aà e à ovi e to. po ueà aà a e tu aà seà a ifestaà aà a plitude. quem faz uma revisão dos efeitos da abertura (openness) versus fechamento (closedness) na inovação cultural. Com o fruidor como participante a obra. p.à à p e isoà i ve te à oà ito:à oà nascimento do leitor deve pagar-seà o à aà o teà doà áuto . propõe o conceito de inovação aberta. Oiticica t a sfo aàe àsuaào aàoàpapelàdoàf uido àpa aàu à pa ti ipado àa e toàaàu à ovoà comportamento que o conduz ao exercício experimental da liberdade. design aberto e governo aberto são condições prévias para o contínuo. a linha divisória entre o designer. a curiosidade intelectual. No campo da psicologia a abertura é abordada por Robert R. além disso. onde a empresa abre seus limites de inovação. o engajamento intelectual. a flexibilidade compartimentar. 62) Como exemplos representativos da obra aberta no Brasil. a sensibilidade artística. (McCrae. Pesquisa aberta. O limite entre a empresa e seu meio circundante é o que permite às inovações se mover facilmente entre os dois. artistas brasileiros que produziram obras que se completavam só com a participação ativa do fruidor ou observador. Em seu trabalho. (Chesbrough. e o esgotamento de recursos não podem ser resolvidos com as mesmas técnicas que os causaram. entre outros. p. McCrae (1996). ou em termos da literatura citando as palavras de Barthes (1998. fala que. de participação. fabrica e comercializa suas próprias ideias. p. universidades de pesquisa tecnológica públicas e privadas. os problemas sistêmicos. a intuição. política. como a personalidade inventiva. 323) A abertura é uma visão ampla e geral que tem relação com a fantasia viva.à asà ãoà àu à o viteàa o foà ài te valoài dis i i ada . . desenvolve. como realça Thackara (2011. as tênues fronteiras mentais.à Noà o textoà doà desig à aberto acontece um fenômeno similar: o papel do designer se transforma radicalmente nos processos de criação e confecção do produto que entra numa dimensão complexa. 37) A abertura está se tornando uma forma organizacional que oferece um novo modelo comercial e cultural. as atitudes não convencionais. que nesse caso assume nova posição tornando-se agente e cocriador da obra. escolha marital e as relações interpessoais. onde a empresa gera. p. podemos nos remeter às obras de Lygia Clark e Hélio Oiticica. padrões de amizade. implica para a arte o apagamento do artista como autor da obra. a abertura à experiência é a dimensão da personalidade que mais influencia os fenômenos sociais e interpessoais.à profundidade e permeabilidade da consciência e na necessidade de repetição para a plia àeàexa i a àaàexpe i ia . colaborativo modo de vida social de pesquisa e ação que são necessários. p. permitindo entrar outros atores em seu processo de inovação. (McCrae. pode oferecer a possibilidade para a sobrevivência e a superação dos problemas atuais. que podem influenciar a sociedade para uma mudança cultural. 44). 1991. McCrae. ideologia política. p. como a mudança climática. que inclui outras empresas. 1996. o fabricante e o usuário se dilui. a profundidade dos sentimentos. dos cinco fatores que definem a personalidade humana. 323) Influenciada pela teoria dos sistemas abertos e fazendo uma crítica aos processos de inovação fechados.à à aà possi ilidadeà deà u aà ultipli idadeà deà i te ve ç esàpessoais. criando uma gama mais ampla de atores envolvidos. 2011.à e à su a. atitudes sociais. Henry Chesbrough (2003). 1996.àà(Eco. 70) Pa aà devolve à à es itu aà oà seuà futu o. família e relações de casal. possibilitando uma nova atitude ética. bem como indivíduos. coletividade e mudança.

mercados e movimentos. p. p. com isso. em especial dos bens comuns -valores consistentes no bem de todos ou da coletividade. 10) áà o st uçãoà doà o eitoà deà Bitsà ve susà to os à foià o igi adaà o oà oà trabalho de pensadores do MIT Media Lab. assim como a Web de o atizouàosà its. como alternativa ao modelo de desenvolvimento fechado e lineal atualmente em crise. publicar e distribuir as informações e o conhecimento digitalizado.à Todoà o he i e toà passívelà deà fo alizaçãoà podeà se à abstraído de seu suporte material e humano. não só os digitais. fabricantes e comunidades. multiplicado quase sem custos na forma de software e utilizado ilimitadamente em máquinas que seguem um padrão u ive sal . 14). Oà o eitoàdeàCo o sàge al e teàseà efe eàaà u à e u soà o pa tilhadoàpo à u à g upoà deà pessoas à (Hess e Ostrom. Gershenfeld (2005.àu aà ovaà lasseàdeàte ologiasàdeà p ototipage à pida . é possível mediante programas processar tanto os átomos como os bits. e atualmente com Neal Gershenfeld no MIT centro de bits e átomos (center for bits and atoms) que se refere a uma distinção entre software e hardware ou tecnologia da informação e qualquer coisa. 2005. criar. organizar-se e fazer-se mais acessível a qualquer pessoa que possa estar interconectada. além disso. Nesse contexto. digitalizando a fabricação da mesma forma que as comunicações e a computação foram anteriormente digitalizadas. 4) ou de uma forma institucional específica de estruturar os direitos de acesso. por seu fundador Nicholas Negroponte. p. p. na principal força produtiva neste momento da contemporaneidade. É assim que a sociedade e os indivíduos têm a possibilidade de acessar. segundo Anderson (2012. criando comunidades. o conhecimento formal pode ser convertido em Bits e ser difundido a um custo baixo e se à ate ializadoà deà ovo. 2007. p. que nenhuma pessoa tenha o controle exclusivo sobre o uso e disposição de qualquer recurso. 60). mas também os físicos e analógicos que estão permitindo as transformações tecnológicas que prometem inverter a estrutura atual das ferramentas e criar novas formas de produção abertas aos usuários designers. assim. construindo o conhecimento coletivo e enriquecendo a cultura global e a local. 61). mas também o poder de espalhar as ideias. O conhecimento pode se expandir globalmente. modificar. p. Bens de cuja utilização não pode ser excluído .à(Gorz.à o oà impressoras 3D e cortadores a laser.6 4. os computadores aumentam o potencial humano: eles não dão somente às pessoas o poder de criar. aparelhos de fabricação podem ter a capacidade de fazer tudo por meio da montagem de átomos. a característica marcante dos commons é a oposição à propriedade. A ideia da fábrica da Revolução Industrial está mudando. Assim. BITS E ÁTOMOS Com os novos avanços tecnológicos. está democratizando a inovação nos átomos. 4) considera que não existe uma separação entre a ciência da computação e a ciência física. Segundo Benkler (2006. as tecnologias da informação e o conhecimento. segundo Anderson (2012. A mesclagem entre os bits e os átomos torna possível que várias expressões da vida social sejam passíveis de digitalização e também que sejam transmitidas instantaneamente a qualquer lugar do mundo interconectado. uso e controle de recursos (Benkler. a cultura hacker e o modo de produção Commons-based peer production são os fundamentos que deram um novo enfoque à abertura da sociedade e origem ao movimento do software livre e do software de código aberto. o conhecimento e a informação se converteram na base da economia. 2006. cujas práticas foram espalhadas por muitos campos do conhecimento. 14). p.

inventar e trabalhar juntos na Web. p. O intercâmbio de informação e conhecimento na primeira Revolução Industrial foi importante para o desenvolvimento e melhoramento de tecnologias. desenvolvidas por meio de processos de invenção coletiva.à i teg açãoà ouà is ige açãoà e t eà usu ios. fabricantes e designers. p. que. modificar. 2006. p. Bessen e Nuvalori (2011. ou seja.à Pa aà essesà auto es. . o homem perdeu o controle de sua produção de artefatos e a capacidade de alterar o seu ambiente. marcas. que potencializa a inovação e gera mudanças radicais na sociedade. o conhecimento inerente aos artefatos era compartilhado e melhorado. Com a falta de controle dos artefatos. segundo Aicher (2001. patentes e direitos autorais. Projetar coisas é inerente aos seres humanos. p. Uma nova era de inovação está surgindo. 2012. 12) ha a à esseà fe e oà deà i ve çãoà oletiva .à à la oà ueà asà tecnologias-chave da industrialização. 133). segundo Illich (1973. compartilha artefatos para usar. tecnológica e política. 62) A cultura hacker é composta por indivíduos que sentem emoção para resolver problemas e acrescentar suas habilidades para exercitar sua inteligência. como as máquinas de vapor de alta pressão. Assim. a participação. a colaboração e a oposição à sociedade fechada. político e cultural. apoiados em segredos industriais. Cross (2008. assim. em seu entorno físico. (Benkler. garantindo aà li e dadeà e à u aà ovaà istu a . p. ficando este à mercê desses produtos. no design de seu mundo artificial. aplicar às nossas próprias necessidades em seus próprios contextos socioculturais. eram em momentos e lugares. Poder-se-ia dizer que são os primórdios do design aberto no contexto moderno. Podemos indicar a possibilidade de estarmos às portas de um modo de produção livre. Os dez anos passados do século XXI têm sido sobre a descoberta de novas formas de criar. p. criar. não sempre tinha-se considerado requerer de habilidades especiais. A natureza humana se baseava na transformação de seu ambiente natural. adaptadas aos seus próprios propósitos. (Anderson. os humanos foram degradados à condição de meros consumidores. entre outras. além de compartilhar conhecimento e informação.7 qualquer membro da coletividade-. em eles pode-se observar os efeitos da abertura em uma sinergia econômica. não só no âmbito dos bits mas também no átomos. Co à espeitoà aoà te oà pee à p odu tio à (produção entre pares).à comunidades. 11–12) descreve a os seres humanos sempre projetando coisas. 17). social. os próximos dez anos vão ser sobre como aplicar essas lições no mundo real. cultural. econômico. OPEN DESIGN: O FAZER E O PENSAR O Open Design existe desde muito tempo atrás. refere-se a uma série de práticas de produção baseada em commons. o fazer e o projetar não estavam separados. um sistema de produção que depende da ação individual que é autosselecionada e descentralizada e não imposta hierarquicamente. revalorizando a cultura da liberdade. social. em troca disso. a fabricação digital é a possibilidade de emancipação do indivíduo diante do trabalho. por isso. 17) 5. que impôs seus parâmetros aos objetos e eliminou a possibilidade de adaptação ao ambiente natural do ser humano modernizado. baseado nas práticas cooperativas. até que nas sociedades industriais modernas as atividades de design e fabricação de artefatos ficaram muito separadas. quase todo o controle do mundo objetual ficou nas mãos da indústria que fechou seus processos de inovação e produção.

altamente criativo. faz que a abertura seja mais que umas simples regras para abrir as fontes de um produto. por isso o design já não é há muito tempo um conceito somente projetual. em que sejam utilizadas as capacidades projetuais do designer para interpretar as necessidades de grupos sociais e elaborar propostas viáveis. aprender de novo a pensar. p. e. manipulando o consumidor e o mercado a partir de uma significação equivocada que remete este campo apenas à produção da aparência. 16–17). Além disso. oferece soluções diferentes autogestionadas que nem o Estado nem os modelos lineares oferecem. Ante a crise atual. produzindo valores simbólicos.8 Ao considerarmos que o design tem sido utilizado para conservar e expandir os atuais padrões de vida. eliminar a necessidade de escravos e peritos. produção e consumo. e de certa forma. 136–137). oferecendo soluções que incentivem a criatividade. oferecendo caminhos diferentes dos modelos fechados e lineares pelos quais transitar. Estamos num momento crucial em que a capacidade projetual do design unido às tecnologias da informação e o conhecimento e às ferramentas de fabricação digital. sobretudo da liberdade de fazer coisas. Design e abertura implica agora projetar serviços livres. p. propõe como rumo do design a práxis de um humanismo projetual. pode-se considerar que os princípios basilares do campo do design foram perdidos ao longo do tempo ou estão sendo empregados de forma equivocada. sistemas livres e sociedades livres.à ágo aà aà ape tu aà desde um conceito mais amplo. aponta agora ao âmbito da filosofia. precisam. 21). e interdisciplinar que responda às verdadeiras necessidades do homem. que por meio da inovação social ou coletiva. é uma filosofia projetiva do ambiente humano. fundamentalmente. Illich (1973. sendo esses aspectos amplificados e interrelacionados à sociedade de consumo. implica um novo jeito de fazer. aumentar sua independência e liberdade. e no fazer. . Illich também destaca que as pessoas não precisam só obter coisas. da forma exterior das coisas e dos objetos. tomam vigência as ideias de Papanek (1977. p. aos discriminados. na atenção aos excluídos. sistema oà se viçoà pa aà ueà possaà se à liv e à ouà a e to . propõe que essa crise da produção industrial pode ser revertida somente se o homem aprender a inverter a atual estrutura das ferramentas. favorecendo a inovação. evitando o fechamento da sociedade e o retrocesso nos avanços de abertura que a humanidade tem alcançado até o momento. 13). de Converter o design num utensílio inovador. serviços e sistemas de acordo com regras democráticas e inclusivas permitindo a participação ativa dos indivíduos. produtos. experimentar e produzir os meios tecnológicos. no caso do design. pela publicidade em particular e pelo marketing. produtos livres. emancipatórias. aproveitar ao máximo a energia e a imaginação que cada um tem. da explicação do mundo e a compreensão da época sobre como procuramos o acesso a um mundo que já não e só objeto de conhecimento. p. Devemos passar do pensar ao fazer. pois as ferramentas têm que trabalhar para o homem e garantir seu direito ao trabalho com eficiência. comunidades e atores envolvidos em todo o ciclo de vida do produto. lhes dar forma de acordo com seus gostos. perante os tempos atuais de crise. usá-las. de projetar para o mundo real. cuidá-las entre outras coisas. aos invisíveis que são a maioria deste planeta. Para Aicher (2001. já não é possível só conhecer o mundo. Bonsiepe (2011. em forma de artefatos instrumentais e artefatos semióticos. para ele chegou a hora de projetar o mundo. estéticos e sociais apoiados pela mídia em geral. Esse humanismo projetual implica na redução da dominação e.

Muitas das ideias e projetos desenvolvidos no ambiente open são financiadas pelas mesmas comunidades mediante seus próprios sistemas de financiamento coletivo (crowdfunding) como Catarse. conhecimento. . GNU-GPL. modificada. que são submetidas ao público quem decide quais projetos financiar. Também existe um ambiente legal para manter os produtos livres e não sejam privatizados por marcas. litcoin entre outras. fabricantes. software e outros tipos de informações.1. fabricação.1 Movimento de design livre/aberto no brasil O movimento de design Livre/aberto no Brasil está sustentado num ecossistema de indivíduos. 5. Sites de compartilhamento como: Fazedores. desenvolvimento e design como hackerspaces. Hacker ônibus. 2012). blogs. os Maker Spaces: CADEP (Centro avançado de desenvolvimento de produtos da UNESP).9 5. o mesmo moedas digitais independentes dos bancos centrais como o Bitcoin. Materiabrasil. (Free Cultural Works. entre outros. mesclando e criando. distribuída. transformando. fazedores ou comunidades frequentemente associados para produzir conteúdos culturais. plataformas de discussão e compartilhamento. designers. Ao estar baseada a economia do design nos bens comuns. o uso de técnicas de fabricação digital. aprendizagem. fablabs. DIY Brasil.à Ga age à Fa La . existem outros projetos de desenvolvem hardware e ferramentas de fabricação digital como:. Kickante. serviços ou tempo como em Bliive ou timerepublik. Pandora Open CNC. produtos. surge o consumo colaborativo e se criam novas formas de intercâmbio não necessariamente baseadas no dinheiro. entre outros. discussão. misturada. A maioria dessas pessoas cria espaços de encontro. por meio das redes sociais.à à osà Ha ke à “pa es:à Ga oaà Ha ke à Clube. grupos virtuais. e.1 Sagui Lab: uma experiência de design aberto e trabalho colaborativo na Unesp O projeto Sagui Lab é um projeto desenvolvido pelos alunos do curso de graduação e pós-graduação em design da UNESP que inicia suas atividades em outubro de 2013. usuários. makerspaces. hardware. Alguns exemplos desses espaços e plataformas no contexto brasileiro são: os Fa à La à s:à à Fa à La à “ãoà Paulo. como a troca de conhecimentos. patentes ou direitos autorais. como as licenças Creative Commons. Open Hardware Brasil. além disso. 1000k garagens. para isso são criados vários tipos de licenças. o uso de espaço compartilhado e o desenvolvimento de projetos inovadores em multiplataforma digital. que dá a liberdade de controlar a tecnologia e ao mesmo tempo compartilhar conhecimentos e estimular a comercialização por meio do intercâmbio aberto dos designs. Metamáquina. para que possa ser copartilhada. A informação e o conhecimento produzido é compartilhado pela internet. visualizadas. O Sagui Lab é u aà i i iativaà ueà p ati aà eà divulgaà oà Ope à Desig à etodologiaà a e taà pa aà aà produção de objetos e forma em design) e outros métodos colaborativos para o desenvolvimento de projetos dentro do Campus da Unesp Bauru. sites e plataformas especializadas desenvolvidas por eles em uma sinergia local-global. RepRap Brasil. que tem como proposta a prática da criação colaborativa. Área 31. suas ideias e as ideias de outros em objetos tangíveis e ferramentas de produção e fabricação digital. Corais. produtos. Corte Recorte. entre outras. Pedro Terra Lab. sistemas e serviços que oferecem soluções a seus interesses particulares ou comunitários. no caso do Open Design. surge um novo modelo econômico: o trabalho voluntário toma preponderância. Impulso. lojas tecnológicas. a multidisciplinaridade.

modificar.com/site/saguilabunesp/) para que os estudantes propuseram de forma livre problemas que eles consideram importantes em seu entorno. com possibilidades de oferecer soluções aos problemas sociais por meio da transformação do entorno. se abriu um site do Sagui Lab (https://sites. Nessa mesma atividade se realizaram testes de móveis de código aberto baixados de plataformas de compartilhamento como OpenDesk e Sketchair. 3 e 4. Para isso se tomou a aula de linguagens contemporâneas. com o objetivo de realizar uma campanha de promoção das tecnologias de fabricação digital do CADEP. cocriação e trabalho colaborativo. um software de código aberto que permite a qualquer um projetar. prototipagem eletrônica com Arduino. entre outros onde eles oferecem seu tempo livre para projetar algumas soluções de forma colaborativa. é uma realidade em processo de maturação. adequações físicas de alguns espaços da universidade. baseados nas soluções oferecidas pelas mesmas comunidades. baixou os arquivos digitais e em um MakerSpace. como o CADEP. Nessa aula. para pôr em prática o Open Design. Figura 1 – Processo criativo Figura 3 – espaço do Sagui Lab Figura 2 – móveis do CADEP Figura 4 – designs oficinas Dentro do compromisso com a abertura. Além disso. e projetos de impacto social como o design de brinquedos para crianças com fabricação digital. e a fabricação do mobiliário para as instalações do Sagui Lab mediante procedimentos de fabricação digital e projetados de forma colaborativa como se pode observar nas figuras 1. fabricação digital de mobiliário. fonte: Sagui Lab. É interessante notar que o Design Aberto não é só um discurso. uma matéria optativa da faculdade de design da Unesp. é importante sublinhar que as comunidades mesmas podem oferecer soluções a seus próprios . ambientais. fonte: Sagui Lab. se está experimentando com processos colaborativos e inovação social. 2. e desenvolvida por o CADEP (Centro Avançado de Desenvolvimento de Produtos).google.10 O Sagui Lab tem realizado várias atividades e oficinas de gambiarras . próteses. além da simples metodologia. teve acesso a uma máquina de usinagem CNC para fabricar sua cadeira com um click. adaptar e construir facilmente cadeiras digitalmente. surgindo propostas interessantes com reformas dos banheiros. software livre. Um integrante do Sagui Lab entrou nesses sites. projetos tecnológicos. Dentro das atividades mais sobressalientes esta experiência de fabricação digital e design Livre/aberto. fonte: o CADEP.

por isso a importância do conceito de abertura agora unido ao design. das comunidades. The two sources of morality and religion.11 problemas utilizando o design com ferramenta de projetual. transformador. [s. 2006. Tradução: Mário Laranjeira. New Haven: Yale University Press. C. baseado no trabalho livre. 1a. REFERÊNCIAS ABEL. desarrollo. ANDERSON. criando espaços democráticos e participativos. Traducción: Yves Zimmermann. BARTHES. CONSIDERAÇÕES FINAIS Neste trabalho se fez uma dissertação de vários temas: a abertura. aplicaciones. libertador. 1th. The wealth of networks: how social production transforms markets and freedom.F: Fondo de Cultura Económica. Y. London: MacMillan and co. BENKLER. Analógico y digital. ed. Teoría general de los sistemas: Fundamentos. México D. a fusão de um pensamento projetual. BERGSON. . Isso é o Open Design como ferramenta para a abertura da sociedade. as tecnologias da informação e da comunicação. VON. justo e integrador. Cloudesley Brereton. com um conceito liberador.] Editora brasiliense. A partir desses temas demonstramos a importância do conceito de abertura e suas implicações no design. que apontam a transdisciplinaridade promovendo ações mais democráticas para a coletividade. Tradução: Juan Almela. ou seja. O Open Design é agora a emancipação para um modo de produção comunitário. Makers: the new industrial revolution. colaborativo e cooperativo. VANBAS et al. o Open Design já não é apenas uma prática projetual. AICHER. É por isso que a abertura está se tornando uma prática organizacional ou modelo que oferece possibilidades para a sobrevivência e a superação dos problemas atuais de maneira colaborativa e democrática. 6. BERTANLANFFY. O design se converte em uma possibilidade de pensamento que oferece ferramentas para buscar melhores soluções. Na análise da abertura. O rumor da língua. egoísta e monopolizador. emancipador. Open design now: Why Design Cannot Remain Exclusive. para adaptar e transformar seu ambiente natural que estava monopolizado por um modo de produção fechado. Amsterdam: BIS publishers. ed. indicando as novas formas de organização geradas pela cocriação e pela criação de novos ambientes. do ponto de vista de vários autores e campos do conhecimento. transparente. Desse ponto de vista.. 1998. R. cenários e atores envolvidos nesse processo. 1976. criador e inovador. visando a um mundo melhor. L. que se manifesta na luta contínua contra a opressão e na liberação do indivíduo do totalitarismo exercido em qualquer âmbito. Tradução: Ashley Audra. o Open Design é a recuperação da capacidade do homem. foi encontrado um conceito emancipador. tolerante e justa. 1935. o Open Design e a cultura Open Design no Brasil. A abertura é uma luta contínua que possibilita uma sociedade democrática. aberto. individualista. H. ou melhor. 2011. mais justo e igualitário. Barcelona: Gustavo Gili. transparente. 2012. 2001.l. O. New York: Crown Business.

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