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FALECIMENTO DO EMPREGADOR

Considerações Gerais

1. Introdução

2. Tipos De Empresa

2.1 – Empregador Doméstico

3. Relação De Emprego

4. Falecimento Do Empregador

4.1 – Sucessão Trabalhista

4.2 – Extinção Da Empresa

4.3 - Empregador Doméstico

5. Rescisão Contratual

5.1 - Verbas Rescisórias

5.1.1 - Morte Do Empregador Pessoa Física

6. Prazo Para Homologação

1. INTRODUÇÃO
Na Legislação Trabalhista existem várias formas de rescisão de contrato, como o
falecimento do empregado, o falecimento do empregador pessoa física ou extinção da
empresa, entre outras. E cada uma com suas características, como também seus
procedimentos, direitos e deveres, tanto da parte do empregador como do empregado.
Na relação empregatícia entre empregado e empregador, quem emprega o empregado
não é o chefe, mas, sim, a pessoa jurídica que é revestida de formalidades legais, ou
seja, o empregador não é seu chefe, mas sim a empresa dele.
Nas relações de emprego, quando uma das partes tiver interesse em rescindir o contrato
de trabalho sem justo motivo, deverá, antecipadamente, notificar à outra parte, através
do Aviso Prévio (Artigo 487 da CLT).
Não existe uma legislação trabalhista específica que trate sobre o falecimento do
empregador, porém, deverá ser observados alguns critérios, onde será tratado nesta
matéria.
2. TIPOS DE EMPRESA
Para poder entender como funciona a rescisão contratual, se faz necessário entender os
tipos básicos de empresa que podem compor uma relação de trabalho, como:
a) Empregador Individual - é aquela contratação aonde existe apenas a pessoa do dono
da empresa, não havendo outros sócios que possam dar continuidade à relação de
trabalho;

3. a família ou a entidade familiar que admite empregado doméstico a seu serviço. § 2º. “Relação de emprego. desde que esteja caracterizada a relação de emprego. em caso de falecimento de um dos sócios de empresa Ltda. de forma subordinada. no caso de morte de empregador pessoa física.. somente irá interferir se houver extinção da empresa. conforme dispõe o artigo 6° da CLT”. “Relação de emprego. a relação trabalhista continua normalmente. da CLT facultou ao empregado. não se fala em extinção de contrato”. Havendo a sucessão trabalhista.b) Empresa Ltda. pois no caso em que o negócio continue a ser gerenciado e representado por seus demais titulares. pois sem um desses interlocutores fica prejudicada a relação contratual. RELAÇÃO DE EMPREGO Primeiramente para que exista a relação de emprego é necessário que tenha a figura do empregador e do empregado. ou seja. é um fato jurídico que se configura quando alguém (empregado ou empregada) presta serviço a uma outra pessoa. 2.1 – Sucessão Trabalhista A sucessão trabalhista ou sucessão de empresas é a substituição do sujeito passivo da relação empregatícia operada nos princípios do Direito do Trabalho. em relação ao contrato de trabalho do empregado.Composta de 2 (duas) ou mais pessoas. pessoal. “A morte do empregador. que o artigo 483. 4. No entanto. ou seja. a rescindir o contrato de trabalho. FALECIMENTO DO EMPREGADOR No caso do falecimento do empregador há duas possibilidades. . física ou jurídica (empregador ou empregadora). ou o vínculo empregatício. não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado no domicílio do empregado. da pessoa física. não houve extinção contratual. é aquela empresa em que em caso de falecimento de um dos sócios. . empregador doméstico é a pessoa. nãoeventual e onerosa”. ainda que o estabelecimento empresarial continue a funcionar sob direção dos herdeiros. o(s) outro(s) poderá(ão) assumir as responsabilidades. mediante remuneração e sem finalidade. 4. Vale ressaltar.1 – Empregador Doméstico Conforme o artigo 2º da IN RFB n° 971/2009. o contrato de trabalho continua. uma vez que a pessoa do outro sócio assume os encargos que o outro deixou. por si não irá interferir na extinção do contrato de trabalho se o negócio prosseguir com outros titulares. ou seja.

448 e 483. sucessor ou administrador do empregador falecido que opte pela continuidade do negócio. de qualquer sorte. naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste”. A extinção do contrato de trabalho se dará caso exista a extinção da empresa. para o qual trabalhou o reclamante como servente e vigia de obra. § 2º). na falta de disposições legais ou contratuais. mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. 928. pela jurisprudência. o direito comparado. E também ele será responsável peles alterações necessárias na CTPS. 8º. A morte do empregador pessoa física. nos termos do próprio Código Civil Brasileiro (arts. Jurisprudência: RELAÇÃO DE EMPREGO. pois inicialmente o espólio e após findo o inventário. já que impossibilita a sua continuação ou reintegração no emprego. pois não há mais a relação de emprego e com isso entende-se que até mesmo o empregado estável perca essa qualidade. INFORMARE n° 28/2012. arts. “Art. “Art. 483 da CLT.Com a sucessão trabalhista. art. e. decidirão.As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito. não extinguiu o contrato de trabalho. Observação: A respeito de extinção de empresa. de acordo com os usos e costumes. conforme o caso. não prevalecendo à faculdade de manter ou não o vínculo de emprego conforme análise anterior ou a extinção do contrato motivada pelo falecimento. RESPONSABILIDADE JURÍDICA DOS HERDEIROS E SUCESSORES. 10.O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho.2 – Extinção Da Empresa No caso concreto do encerramento das atividades do estabelecimento empresarial. referente a sucessão de empregador. 3º. ainda. vide Bol. 8º. empreiteiro da construção civil. MORTE DO EMPREGADOR. E de outro lado. . nas anotações gerais. § 2º . feita a partilha respondem os herdeiros.526). ILÍCITOS TRABALHISTAS. por analogia. inclusive ao tempo anterior à alteração. C.587 e 1. os herdeiros do ‘de cujus‘ deram continuidade à prestação de serviços assumindo a responsabilidade jurídica como sucessores trabalhistas (CLT. Civilbras. principalmente do direito do trabalho. O legislador admitiu que o direito comum e o direito processual comum constituem fonte subsidiária do direito do trabalho. deixa de existir o vínculo empregatício. 4. § único. naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste ou na omissão. como a não anotação da CTPS e corolários jurídicos. cada qual na proporção da parte da herança que lhe couber. é facultado ao empregado rescindir o contrato de trabalho”. 2º. Parágrafo único . 1. o novo empregador responderá pelas obrigações cabíveis. Nota: Os princípios fundamentais do direito do trabalho visam a proteção do hipossuficiente como forma de contrabalançar a desigualdade deste perante o empregador. cabe ao empregado rescindir ou não o contrato. 1. a indenização compensatória por falta de cadastramento do trabalhador no PIS (Consolidação. inclusive quanto às obrigações por atos ilícitos.. da CLT . e existindo herdeiro.No caso de morte do empregador constituído em empresa individual.796.

visto que nesta situação não existe empregador coletivo.: os mesmos . de acordo com os usos e costumes. 8º. a relação de emprego permanece íntegra. E também ele será responsável pelas alterações necessárias na CTPS. 5. 8º. Recdos. RESCISÃO CONTRATUAL A rescisão é o momento de rompimento contratual.: Arlete Rueda Vaz e outro e Leontino Sebastião.Rectes.O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho. pois a Lei nº 5. 1.3 . Designado Juiz Azulino Joaquim de Andrade Filho j 26. o término da relação de trabalho. do empregado ou mesmo por força maior. Ocorrendo a sucessão trabalhista. funcionando como instância administrativa e judicial respectivamente.07. principalmente do direito do trabalho. referente à sucessão de empregador. “O empregado doméstico não é protegido pela Consolidação das Leis do Trabalho. no mérito . a norma consolidada trabalhista.arts. 4.As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho. que pode ser por iniciativa do empregador.DJ RJ II 20.05. por analogia. prevê que”: “Art.95 . na falta de disposições legais ou contratuais. os membros sobreviventes elegerão um novo empregador. decidirão. no seu art. o direito comparado. da CLT . ou seja. ainda. e. conforme o caso.526/91 Rel. pela jurisprudência. Parágrafo único . não era a única pessoa a se valer da prestação de serviços do referido trabalhador.mv. visto que ocorreu a morte de uma pessoa física que por motivos financeiros ou hierárquicos na sociedade familiar foi identificada como empregador. não prevalecendo à faculdade de manter ou não o vínculo de emprego conforme análise anterior ou a extinção do contrato motivada pelo falecimento.553). . mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público. garante-lhes acesso aos órgãos do Ministério do Trabalho e Emprego (DRT) e à Justiça do Trabalho. existem entendimentos.” (Ac da 3ª T do TRT da 1ª R . 159.Empregador Doméstico Não existem disposições legais específicas para o caso em questão. devendo proceder a uma alteração de empregador na CTPS do empregado por meio de anotação na parte destinada às anotações gerais. porém. que trata sobre o empregado doméstico. que no caso do doméstico que exerce suas atividades no âmbito residencial de uma família. p 80 ementa oficial). inclusive ao tempo anterior à alteração.859. de 1972. nas anotações gerais.518 e 1. No entanto. O novo empregador responderá pelas obrigações cabíveis. naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste”.RO 3. Em vista disso. por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito.96. na traz previsão sobre a morte do empregador e quais as implicações no contrato de trabalho. porém.

porém. podemos orientar a resolução da questão tomando por base o § 2º do art. conforme o caso. e com isso cessa as atividades da empresa. considerando como um ato involuntário do empregador. b) saldo de salário (Art. no caso de morte do empregador constituído em firma individual”. que faculta ao empregado considerar rescindido o contrato de trabalho. à indenização a que se referem os artigos 477 e 497”. sem ônus (CLT. são assegurados ao empregado: a) aviso-prévio.Verbas Rescisórias Ressalta-se.” 5. a extinção do contrato de trabalho se dará caso exista a extinção da empresa.1 . que a morte do empregador (pessoa física). caso tenha direito. Vale dizer. cujo contrato de trabalho tenha sido celebrado “intuitu personae” (em consideração à pessoa). insalubridade. por sua vez. 483 da CLT: “§ 2º . 483. adicionais (noturno. A morte do empregador individual equipara-se ao encerramento da atividade.No caso de morte do empregador constituído em empresa individual. desaparecendo um dos sujeitos”.1 . e desde que a atividade empresarial não sofra descontinuidade.“A rescisão do Contrato de Trabalho pode ser originada por ato unilateral atribuído ao empregador ou ao empregado. caso em que o negócio deva continuar passando a ser gerenciado e representado por seus demais titulares. não existe na Legislação tratamento sobre esse entendimento”. ou seja. c) horas-extras.Morte Do Empregador Pessoa Física Havendo sucessores do empresário individual que falece. ou ainda por motivo ausente a vontade das partes. como é o caso do empregador pessoa física ou estabelecido como firma individual. porém se ocorrer a extinção da empresa podem os empregados continuar a trabalhar para os sucessores do empregador falecido. “Os contratos de trabalho são rescindidos quando ocorrer o falecimento do empregador individual ou pessoa física. . “Existem alguns entendimentos de que o empregado não faz jus ao recebimento do aviso prévio por ocasião da morte do empregador. que fica dispensado da obrigação de pré-avisar. é facultado ao trabalhador encerrar o contrato de trabalho. § 2º). Assim dispõe o § 2º do art. 5. periculosidade). os empregados terão direito. Assim. “Utilizando-se o princípio da analogia na aplicação do Direito. 462 da CLT). é facultado ao empregado rescindir o contrato de trabalho. art. com direito ao recebimento das verbas rescisórias a que fizer jus. 483 da CLT. Em certas hipóteses a morte do empregador poderá determinar o rompimento do contrato ou impossibilitar a sua continuidade. Conforme o artigo 485 da CLT dispõe que: “quando cessar a atividade da empresa por morte do empregador.1. caso tenha”. não interfere na extinção do contrato.

07. deverá informar a causa e o código do afastamento do trabalhador. de 13. e) décimo terceiro salário proporcional (Lei nº 4. f) férias vencidas e férias proporcionais. Por cautela. 15 da Instrução Normativa nº 02/1992 e Enunciado da Súmula do TST nº 328). Extraído da jurisprudência abaixo: “Os efeitos jurídicos da morte do empregador constituído em firma individual assemelham-se aos da rescisão indireta do contrato de trabalho. o assistente deve consignar os dados relevantes da procuração no verso do TRCT.057 DE 06.1962).Rescisão do contrato de trabalho por falecimento do empregador individual sem continuação da atividade da empresa. a pessoa que comparece perante o assistente público presume-se sucessor legítimo para os fins de quitação rescisória e baixa da CTPS. os códigos para ser informados nos Campos 22 e 27 da TRCT. 20. efetuou os pagamentos ao trabalhador.1990). o trabalhador deverá ser orientado a ingressar em juízo para a satisfação de seus direitos. . d) “No caso do doméstico. Conforme a Portaria do MTE nº 1. LEVANTAMENTO DOS DEPÓSITOS DAS CONTAS VINCULADAS. ARTIGO 557. da rescisão e o saque da conta (Artigo 18 e inciso I do art. DA LEI Nº 8. b) Quando se tratar de procurador.05. g) recolhimento de FGTS (8%) . as verbas rescisórias deverão ser pagas por aquele que seria o seu sucessor em relação a morte do empregador”. profissão e endereço completo.07. em nome do de cujus. sem prejuízo da exigência contida no inciso II. 146 e 147 da CLT.2012. alguns posicionamentos dos juízes a respeito das verbas rescisórias. suprida. INCISO II. do art. no caso do falecimento do empregador. que garante ao trabalhador todas as verbas rescisórias devidas por ocasião de despedida imotivada”. quando for o caso. o assistente deve fazer constar do verso do TRCT à qualificação da pessoa que. de 11.090.d) salário-família (se for o caso).rescisão de contrato de trabalho comprovada por declaração escrita da empresa. conforme a seguir: a) Código FE2 . § 1º. 20 da Lei nº 8. 20 da Lei nº 8.036.Rescisão do contrato de trabalho por falecimento do empregador individual por opção do empregado Segue abaixo. por decisão judicial transitada em julgado”. AGRAVO. Observações importantes: a) “Considerando que as dívidas e encargos trabalhistas são transferidos aos sucessores com a morte do titular. CPC. Jurisprudências: FGTS. ou seja. de 1990 .036.o FGTS do mês anterior. b) Código FE1 . art. HIPÓTESE DO ART. c) Inexistindo sucessores. documento de identidade. com nome.036/90. acrescidas de 1/3 constitucional (Artigos 130.

que garante ao trabalhador todas as verbas rescisórias devidas por ocasião de despedida imotivada. O empregador deverá obedecer aos prazos estipulados pela Legislação para pagamento ou homologação das verbas rescisórias. de 14 de julho de 2010). Ocorrendo atraso no pagamento da rescisão. se cair em dia não útil. a homologação será obrigatória no Sindicato da Categoria (Instrução Normativa SRT MTE nº 15. fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos. artigo 20. II. § 6º.Julgamento: 07.2010) CONTRATO DE TRABALHO. O artigo 20. Então.10.TRCT. e o artigo 477. parágrafo único. o pagamento poderá ser no próximo dia útil. Fundamentos Legais: Os citad .2009) 6.CONSEQÜÊNCIAS JURÍDICAS MULTA DO FGTS – SEGURO – DESEMPREGO. No caso de empregado com mais de 1 (um) ano de serviço.Relator(a): Maria Cristina Irigoyen Peduzzi . quando da ausência do aviso prévio. (Processo: RR 311 311/2008094-09-00. O prazo para homologação é de 10 (dez) dias contados do falecimento do empregador. Recurso de Revista parcialmente conhecido e provido. do TST. conforme a Portaria do MTE n° 1. (Processo: AC 196 SP 2003. § 1º. o pagamento das parcelas constantes do TRCT (Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho) deverá ser efetuado até o 10º dia. contado da data da notificação da demissão. quando ocorrer rescisão do contrato de trabalho.19. § 2º. o empregador deverá pagar multa para o empregado. de 14 de julho de 2010. indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento.Relator(a): Desembargador Federal José Lunardelli Julgamento: 26.6 . supressão de parte de suas atividades. É indevido o pagamento de aviso prévio quando o contrato de trabalho se extingue em decorrência da morte do empregador doméstico.POSSIBILIDADE. PRAZO PARA HOMOLOGAÇÃO O pagamento das verbas rescisórias deverá ser através do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho . dispõe que o aviso prévio indenizado. AVISO PRÉVIO.10. Inteligência do art. DESCONTOS FISCAIS . ou ainda. constando as verbas a que ele faz jus. inciso II. filiais ou agências.057/2012. falecimento do empregador individual. em valor equivalente ao seu salário (Artigo 477 da CLT). referente o prazo da alínea “b” acima.61. Os efeitos jurídicos da morte do empregador constituído em firma individual assemelham-se aos da rescisão indireta do contrato de trabalho. da CLT.036/90 autoriza a movimentação da conta vinculada no caso de extinção da empresa. Aplicação da Súmula nº 368. da Lei nº 8. § 6º. da CLT. artigos 20.000196-5 . O artigo 477. EXTINÇÃO. de 14 de julho de 2010.CRITÉRIO DE AP U RAÇÃO Os descontos fiscais devem incidir sobre o valor total da condenação. Importante: Conforme a IN SRT n° 15. sempre que qualquer dessas ocorrências implique em rescisão do contrato de trabalho. (RO n° 00884-2010-006-03-00-4) MORTE DO EMPREGADOR PESSOA FÍSICA . 21 e 23. MORTE DO EMPREGADOR DOMÉSTICO. de acordo com a Instrução Normativa SRT nº 15. alínea “b”da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que. 483.

RESCISÃO “Rescisão é a cessação do contrato de trabalho. Importante: As indenizações previstas nos artigos 479 e 480 da CLT não integram a remuneração de férias e 13º salário. supressão de parte de suas atividades. regulamentando a conduta das duas partes envolvidas na relação de trabalho. de forma recíproca.1 .Sem Cláusula Assecuratória . 7. 480 e 481 da CLT. O contrato de trabalho pode ser rescindido por iniciativa do empregador ou do empregado. por ato praticado por qualquer uma das partes que justifique a rescisão contratual. o empregador ou empregado comunica que não deseja continuar mais com a relação de trabalho. fechamento de quaisquer de seus estabelecimentos.APELAÇÃO CÍVEL AC 196 SP 2003. assim.19. deverá ser feito um comunicado por escrito no dia do término do contrato ou mesmo no último dia útil de trabalho. sempre que qualquer dessas ocorrências implique em rescisão do contrato de trabalh 7.61. sendo. cláusula assecuratória. ocorrendo. Nos contratos de determinados não é devido aviso prévio. pela vontade das partes ou por vontade de apenas uma das partes”. conforme disposto nos artigos 479. Também pode ser por término de contrato.000196-5 (TRF-3) Lei nº 8. ou ainda. a incidência de indenização. O pedido por rescisão do contrato antes do término pode ser tanto por iniciativa do empregador como do empregado. na data prevista para o limite da duração do contrato. filiais ou agências.1 . então. com a extinção das obrigações para os contratantes. 7. sem justa causa. salvo se constar o que dispõe o artigo 481 da CLT. por tratar-se de direito específico à rescisão de contrato por prazo indeterminado. O contrato de trabalho traz em suas cláusulas os direitos e obrigações entre o empregador e empregado. ou seja. a rescisão pelo término de contrato de trabalho. ou seja.1.Antecipada Se o empregador ou empregado não desejarem dar continuidade ao contrato de trabalho. por justa causa ou rescisão indireta. falecimento do empregador individual.TRF-3 . como também não tem incidência de INSS e FGTS. dando-se. assim. é o término do vínculo de emprego.036 /90 autoriza a movimentação da conta vinculada no caso de extinção da empresa.

lembrando que prejuízos só podem ser validamente comprovados judicialmente. despedir o empregado. recomenda-se ao empregador ter meios que comprovem efetivamente os prejuízos causados pelo empregado. ao dispensar o empregado antes do término do contrato determinado irá ocasionar a dispensa sem justa causa. sem justa causa. . não há falar em deferimento de aviso prévio com projeção no tempo de serviço. conforme determina o artigo 479 da CLT: “Art. uma vez que a Justiça do Trabalho tem exigido tal comprovação por meio de documentos. se o empregador comprovar eventuais prejuízos do empregado mediante ação judicial. § 1º .A indenização. no caso de rescisão motivada pelo empregador. Recurso conhecido e provido. não poderá exceder àquela a que teria direito o empregado em idênticas condições”. “Nessa hipótese. AVISO PRÉVIO.1. de acordo com o artigo 480 da CLT. conforme entendimentos da justiça do trabalho. AUSÊNCIA DE CLÁUSULA ASSECURATÓRIA. INCABÍVEL. o empregador que. da CLT). o empregado não se poderá desligar do contrato. sem justa causa. ele deverá indenizar o empregador.Com Cláusula Assecuratória A cláusula assecuratória se dá quando no Contrato de Experiência menciona-se que tanto empregado quanto empregador podem rescindir o contrato a qualquer tempo.2 . “Art. Mesmo assim. 479 . O contrato de experiência é modalidade de contrato por prazo determinado que pode se transmudar em prazo indeterminado em caso de existência de cláusula assecuratória de rescisão recíproca (art. sob pena de ser obrigado a indenizar o empregador dos prejuízos que desse fato lhe resultarem. a título de indenização.RECURSO ORDINARIO: RO 918200901010008 DF 00918-2009-010-10-00-8) 7. será obrigado a pagar-lhe.a) Rescisão Antecipada Motivada Pelo Empregador: Não existindo a cláusula assecuratória. a indenização não pode ser superior a que o empregado teria direito se fosse o empregador que tivesse rescindido o contrato antecipadamente. obrigando-se ao pagamento de indenização igual à metade da remuneração que o empregado teria direito até o término do contrato.” b) Rescisão Antecipada Motivada Pelo Empregado: No caso do empregado rescindir o contrato determinado antecipadamente. 481. a remuneração a que teria direito até o termo do contrato. RESCISÃO ANTECIPADA. Jurisprudência: CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO.Nos contratos que tenham termo estipulado. porém. não bastando a simples alegação do empregador de que a rescisão antecipada resultou em prejuízo para a empresa”. Não constando do contrato de experiência cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão do contrato por prazo determinado. e por metade.Havendo termo estipulado. 480 . (TRT-10 .

Quando houver no contrato cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes do termo ajustado. da CLT. conforme dispõe o artigo 481 da CLT. Nessa situação. No contrato firmado com cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antecipada. a metade dos dias que faltam”. na forma do art.Verbas Rescisórias No Contrato A Termo RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO Direitos do Empregado Causa do Afastamento Sald Aviso 13º Férias Férias Adic. da CLT. não sendo devida a indenização do art. A cláusula assecuratória se dá quando no Contrato Determinado menciona-se que tanto empregado quanto empregador podem rescindir o contrato a qualquer tempo. .Aos contratos por prazo determinado. estamos prevendo que o Contrato Determinado pode ser rescindido antecipadamente. aplicam-se. aplicam-se os princípios que conduz à rescisão dos contratos por prazo indeterminado. nos contratos por prazo determinado. uma vez que. “CLT. Adic. que contiverem cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão antes de expirado o termo ajustado. “SÚMULA Nº 163 DO TST (TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO) AVISO PRÉVIO. O artigo 481 da CLT e a Súmula TST nº 163 dispõem que os Contratos de Experiência que contiverem cláusula assecuratória. quando elencamos tais dispositivos. Indevida indenização prevista no artigo 479. FGTS FGTS Mult Indeniz Indeniz Sal. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado”. (TRT-2 RECURSO ORDINÁRIO EM RITO SUMARÍSSIMO: RECORD 1029200905802001 SP 01029-2009-058-02-00-1) 7. o FGT 479 a S CLT . haverá aviso prévio. 20 e 21. Jurisprudência: CONTRATO POR PRAZO DETERMINADO COM CLÁUSULA ASSECURATÓRIA. 481 . o direito a ambas as partes rescindirem o contrato antes de terminar o prazo.2003: Cabe aviso prévio nas rescisões antecipadas dos contratos de experiência. s ant.Res. sendo o direito exercido por qualquer das partes. incidirá sobre a rescisão contratual todas as disposições relativas aos contratos por prazo indeterminado. Vencida Proporc Féria mês rescisã a . Art. caso seja exercido tal direito por qualquer das partes. DJ 19. CONTRATO DE EXPERIÊNCIA (mantida) . 481 da CLT (ex-Prejulgado nº 42)”. Isso ocorre.“Cláusula Assecuratória é uma clausula que garante.11. 121/2003. além das demais verbas rescisórias. 479. Famíli Sal. conforme dispõe o artigo 481 da CLT. Nesse caso. art. o s . ou seja.2 . é devido o aviso prévio de no mínimo 30 (trinta) dias. aplicam-se. os princípios que regem a rescisão dos contratos por prazo indeterminado. sendo o contrato rescindido antes do término pré-determinado. artigo 481. o Prévi Sal.

não será computado para fins de pagamento de férias e 13º salário proporcional.Rescisão de SIM NÃO SIM NÃO Contrato de Experiência (Extinção Automática) Rescisão SIM NÃO SIM NÃO Antecipada do Contrato de Experiência Por Iniciativa do Empregador Rescisão SIM NÃO SIM NÃO Antecipada do Contrato de Experiência Por Iniciativa do Empregado SIM SIM SIM (4) SIM NÃO NÃO (4) NÃO SIM SIM SIM SIM (4) SIM SIM SIM (4) (4) (2) SIM SIM SIM (1) SIM SIM SIM NÃO NÃO (4) (6) (4) (6) NÃO SIM Observações importantes conforme o quadro acima: Décimo terceiro salário. somente tem direito a essa verba na ocorrência da rescisão contratual sem justa causa.. desde que não tenha sido demitido por justa causa. indenizado ou não. 2) A indenização adicional de um salário será devida no caso de término do aviso prévio. totalizando 50% (cinqüenta por cento). nos termos dos artigos 479 e 480 da CLT. Conforme a Lei nº 4.090. de acordo com o art. na cessação do contrato de trabalho. 4) O FGTS e a multa de 40% (quarenta por cento). quando for o caso. parágrafo único. nos 30 (trinta) dias que antecedem a data-base da categoria. . devem ser depositados na conta vinculada junto à CEF. na proporção de 1/12 (um doze avos) por mês de serviço ou fração superior a 14 (quatorze) dias. ou término antecipado do contrato de experiência. Considera-se somente até o tempo da vigência do Contrato de Experiência. . O período indenizado. § 2° da mesma lei estabelece que a fração igual ou superior a 15 (quinze) dias de trabalho será havida como mês integral para os efeitos do pagamento do décimo terceiro salário. a empresa recolherá também a contribuição social de 10% (dez por cento). terá direito à remuneração relativa ao período incompleto de férias. de 13 de julho de 1962. 130. em seu artigo 3º. calculada sobre a remuneração do mês da rescisão. após 12 (doze) meses de serviço.. 1) As férias proporcionais são devidas por força das Súmulas do TST nºs 171 e 261. de acordo com os termos dos §§ 1º e 2º do artigo 1º desta Lei. E o artigo 1°. Conforme o artigo 146 da CLT. quando for devida. o empregado.

ocorrido durante a vigência do contrato de trabalho de seu empregado. artigo 9º. A Lei Complementar nº 110.684/1990 estabelecem os tipos de rescisões em que o empregado tem direito ao depósito e saque do FGTS.684. deverá o empregador depositar. a dedução dos saques ocorridos. do Decreto n° 99. tendo em vista que as partes já tenham conhecimento do término do contrato de trabalho.036/1990 determina que a empresa deposite na conta vinculada do trabalhador os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao imediatamente anterior que ainda houverem sido recolhidos. sem prejuízo das cominações legais cabíveis (artigo 9°. O artigo 18 da Lei nº 8. 6) O empregado faz jus aos depósitos. na conta vinculada do trabalhador no FGTS. referentes ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). estabeleceu adicionais de contribuições ao FGTS nas rescisões sem justa causa e foi regulamentada pelo Decreto nº 3.684/1990. com culpa recíproca por força maior ou extinção normal do contrato de trabalho a termo. então. mas não tem direito ao saque pelo motivo da rescisão.684/1990. ainda que indireta. de 29 de junho de 2001.5) O aviso prévio é devido pelo empregado. Quando ocorrer rescisão sem justa causa. Já na rescisão antecipada do contrato de trabalho a termo. os valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e. sob pena de desconto do valor correspondente das verbas rescisórias. para este fim. conforme artigo 14 do Decreto nº 99. do Decreto nº 99. sobre a importância dos 40% (quarenta por cento). Não será devida a indenização de 40% (quarenta por cento) no contrato por prazo determinado e/ou a termo. o empregado tem o direito de sacar o FGTS. de 8 de novembro de 1990). no § 1º. entende-se que o vencimento da GRRF será conforme o prazo do aviso prévio trabalhado. 7. Os artigos 9º a 15 do Decreto nº 99. não será permitida. exceto se o empregador dispensá-lo do pagamento. será devida a indenização de 40% (quarenta por cento). acrescido das remunerações aplicáveis às contas vinculadas.3 – FGTS Ocorrendo despedida sem justa causa. o empregador deverá efetuar o recolhimento da contribuição social. que ainda não houver sido recolhido.941/2001. Observação: No caso do término do contrato. no 1º dia útil imediatamente posterior à data do efetivo desligamento. ao imediatamente anterior. à alíquota de 10% (dez por cento) sobre o total de todos os depósitos devidos. . inclusive a do trabalhador temporário. ou seja. Conforme citado acima.

art. T.4 – Médias Para Cálculo Das Verbas Rescisórias TABELA DE MÉDIAS PARA CÁLCULO DAS VERBAS RESCISÓRIAS NO HO CO TURRAS MIS NO EXT SÕE RAS S Féri Méd Méd Méd as ia do ia do ia Vencperí perí dos idas odo odo últi aqui aqui mos sitiv sitiv 12 o. a. T. (CL (CL (CL T. art. . art § 2º) § 2º) 142. o. art. §3º) Féri Méd Méd Méd as ia do ia do ia do Prop perí perí perío orci odo odo do onai corr corr corre s espo espo spon nden nden dent te à te à e à prop prop prop orçã orçã orçã o. T. mese (CL (CL s. T. 142.7. o. 142. o. excl excl excl uind uind uind oo oo oo mês mês mês da da da saíd saíd saída a. T. (CL art. 142. § 2º) §2º) § 3º) 13º Méd Méd Méd Salá ia de ia de ia de rio janei janei janei ro ro ro . 142. 142. art.

(Ministério do Trabalho e Emprego) Lei nº 8. es. garantido pelo art. (Dec (Enu (Dec . e tem por finalidade promover a assistência financeira temporária ao trabalhador desempregado. . de 30 de junho de 1994.até o até o até o mês mês mês anteranteranter ior ior ior ao ao ao da da da resci resci resci são. são. recolocação e qualificação profissional.900. prover assistência financeira temporária ao trabalhador desempregado em virtude de dispensa sem justa causa. art. TST 487. 487. 57. art. são. em virtude da dispensa sem justa causa. ncia . 2º e 2º) Enu ncia do TST 60) Avis Méd Méd Méd o ia ia ia Prév dos dos dos io últi últi últi Inde mos mos mos niza 12 12 12 do mes mes mese es. em seu artigo 2º. promovendo. 60) § 5º § 3º inter anal pretaogia) ção) 7.5 . e auxiliar os trabalhadores na busca de emprego. ações integradas de orientação. 45) 5. T. s. do art. (Enu (CL (CL ncia T.Seguro-Desemprego O Seguro-Desemprego é um benefício integrante da seguridade social.1 55/6 TST 55/6 5. inclusive a indireta.1 do 57. incisos I e II estabelece que o programa do seguro-desemprego tem por finalidade. art. para tanto. 7º dos Direitos Sociais da Constituição Federal.

pois neste caso ocorreu a dispensa sem justa causa.06.900. Já durante a vigência do Contrato de Experiência ocorrer a quebra de contrato por parte do empregador.Conforme o parágrafo citado acima. ou seja. . de 30. e CF/1988. artigo 7°). na data prevista. quando o contrato de experiência expirar normalmente. ele deverá fornecer o formulário referente ao seguro-desemprego. o empregador não está obrigado a fornecer o formulário para o seguro-desemprego e com isso o empregado não poderá requerer o benefício (Lei n° 8.1994.