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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

NÚCLEO DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

MATHEUS PORTO TRINDADE

GESTÃO DE QUALIDADE E COMPETITIVIDADE

SÃO CRISTÓVÃO, 2013.

SÃO CRISTÓVÃO.MATHEUS PORTO TRINDADE GESTÃO DE QUALIDADE E COMPETITIVIDADE Primeira avaliação referente à disciplina de Engenharia de Qualidade I. ministrada pela professora Veruschka Franca. 2013 .

.................................... 6 REFERÊNCIAS ............................................. 5 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..........................................................................SUMÁRIO 1 ARGUMENTAÇÃO FAVORÁVEL À IDEIA PROPOSTA .................................................................................. 7 ...................................................................... 4 2 ARGUMENTAÇÃO DESFAVORÁVEL À IDEIA PROPOSTA ...

aceitação e responsabilidade de toda a instituição. é uma necessidade primordial para empresas que não desejam ser esmagadas por concorrentes. Em meio a grande instabilidade da economia mundial.4 1 ARGUMENTAÇÃO FAVORÁVEL À IDEIA PROPOSTA Os Sistemas de Gestão de Qualidade têm como finalidade aprimorar o funcionamento das organizações independente de seu setor de atuação ou de seu tamanho. A gestão de qualidade evoluiu ao longo do século XX. incrementando. sua competitividade do mercado. que vai da aceitação regional a recepção internacional.incrementando-a na grande maioria dos casos. a de controle estatístico e a de qualidade total. auxilia na gerência e controle dos . Atender às especificações do mercado. cada vez mais disputado e exigente. Dessa forma. uma mudança de cunho estratégico o qual elimina muitos passos de inspeção ou retrabalho sem afetar negativamente a produtividade . Como a busca por maior competitividade não está atrelada ao tamanho da empresa. O emprego do SGQ não constitui um passo no vazio para a empresa. 2012).as incubadoras de empresas. pois esta possui diversas organizações especializadas no assunto . principalmente da direção. ele é baseado na tríade. planejamento (estabelecimento de objetivos). A adequação a normas de qualidade de padrão internacional constituem um grande passo para o crescimento da competitividade. (MILAN et al. O funcionamento da SGQ pode simplesmente eliminar vazios ou banalidades do processo produtivo e do oferecimento de serviços. Além de tornar a firma mais uma referência no mercado. a implantação do SGQ colabora na melhora do clima organizacional (motivação dos funcionários. a qual tem como grande bandeira a série ISO 9000. por motivos óbvios. não se pode confiar o desenvolvimento da empresa apenas a seu investimento tecnológico. por consequência. controle (comparação estatística de desempenhos atual e objetivado) e melhoria da qualidade (elevação do desempenho) e requer colaboração. passando por três eras: a de inspeção. que podem tornar o caminho para a excelência bastante fácil. já entraria atrasada em termos técnico-científicos com relação às grandes e antigas corporações. principalmente quando se trata de uma organização de pequeno porte que. divisões mais lúcidas do setor produtivo). um diferencial muito menos dispendioso e comprovadamente eficiente é a adoção do SGQ. De acordo com Juran. todas elas procuram diminuir gastos e eliminar barreiras de produtividade e de novos mercados.

constitui pilares essenciais para a competitividade: qualidade e produtividade.5 produtos com relação à satisfação dos clientes e. geram custos desnecessários. podendo tornar extremamente dispendiosa. atrelados às imperfeições no processo produtivo. 2006). sejam eles de retrabalho. alterações no corpo da empresa. não é exatamente isso que acontece. tampouco de competitividade. por fim. “burocracias” aparentemente intermináveis. 2007). possui alto caráter de complexidade e demanda muito tempo e estudo para ser atingida. Para tanto. Principalmente em empresas de âmbito . Portanto. de adequação à conformidade. não há facilidade em confrontar a cultura organizacional vigente e é bastante comum o fato de haver um grande vazio em termos de gestão de conhecimento da empresa. onde as informações são de caráter praticamente instantâneo. Contudo. pois envolve resultados a longo prazo. qualquer antecipação em relação ao emprego pleno da gestão de qualidade é essencial para o crescimento da competitividade e para a imagem da empresa como modelo organizacional na área onde atua. de forma que seja evidente a reversão de tais compartilhamentos em benefícios para determinado corpo de funcionários. mas em termos de clima organizacional. (DE FARIA et al. uma conexão setorial. Possuir ou não um modelo baseado no SGQ não é garantia de sucesso produtivo. não apenas em termos financeiros. (ZADINELLO et al. 2 ARGUMENTAÇÃO DESFAVORÁVEL À IDEIA PROPOSTA A implantação do SGQ. superando quaisquer custos imediatos advindos de sua implantação. os custos de qualidade podem ser determinantes para a sobrevivência e competitividade da empresa em longo prazo. correção de defeito entre outros. Quaisquer perdas de produtividade. deve haver na empresa uma longa cadeia de compartilhamento de conhecimento. Dessa forma. Ao contrário do que pregam os manuais de implantação do SGQ. (OLIVEIRA et al. exigindo total comprometimento de direção e mão de obra. 2009). nos dias de hoje. A adequação a uma série de especificações muitas vezes encaminha a empresa a um desvirtuamento de seu desenho e de sua gestão originais. descrito pela ISO 9000 é de caráter estritamente voluntário.

e análise direta do setor do mercado onde age. levando em conta que normalmente já há um desconhecimento e uma má conexão entre os departamentos. Alterações drásticas no clima organizacional poderiam. O excesso de formalidades. portanto agravar tais níveis de estresse. (TURRIONI et al. O usufruto de benefícios. No entanto. coleta de dados para controle entre outras ações de transformação. pode-se evidenciar uma queda de produção. nem sempre bem comunicada recebida ao corpo de funcionários. principalmente em termos distributivos. o Brasil ainda se mostra bastante inferior quanto à posse desses certificados. evidenciando que os mercados regionais ainda não possuem tamanha carga de exigências e as próprias concorrentes possuem uma cultura organizacional ainda eficiente. não afetando. a competitividade da mesma no seu mercado consumidor. Diante do cenário mundial. nem sempre dispostos a partilhar seus conhecimentos e seu estilo de trabalho. dessa forma. a falta de participação e conhecimento das decisões da empresa entre outros fatores podem acabar por estressar os trabalhadores.6 regional. . A distribuição de certificados ISO no país está longe de ser proporcional. longos processos de treinamento. pode demorar muitos anos. Tendo em vista o retrabalho de sua cultura organizacional. tomando como base normas. além da própria mentalidade de autodefesa dos funcionários. reuniões. Os caminhos adotados pelas empresas em busca de maior competitividade são diversos. não é comum haver tamanha sinergia entre os setores da instituição. mesmo que em discordância com as normas estudadas. indo de encontro ao dinamismo da empresa. sendo concentrada no estado de São Paulo. no entanto. (LIMBERGER et al. tornando-se um processo em direção a uma adequação nem sempre simples de se conquistar. indo desde o enxugamento da folha salarial até reorganização estrutural da firma. a exemplo da ISO. 2012). 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Desde sempre o contexto das organizações tem mudado em virtude das alterações no cenário de mercado. 2004). um grande número de organizações aponta para a questão da qualidade.

mas uma vilã para a competitividade. B. REFERÊNCIAS MILAN. TALAMINI. MASSAROTTO. Adecuación de un sistema de gestión de la calidad: un estudio sobre la implantación del proceso de acreditación en un laboratorio de análisis clínicos. FERREIRA. 2007. MUGLIA. 2009. MAGALHÃES. Foz do Iguaçu. projeto e sustentabilidade... L. 3-7.. a má gestão de informações e finanças e a falta de paciência podem tornar a implantação da gestão de qualidade não uma solução. V. a gestão da qualidade exige um longo prazo e seus frutos não são imediatos. In: XXIX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO: A Engenharia de Produção e o Desenvolvimento Sustentável: Integrando Tecnologia e Gestão. ZADINELLO. p. ou seja. E. atender a toda uma burocracia atrelada a normas de qualidade. entre outros fatores. capacitação da mão de obra como. Bento Gonçalves. Como qualquer operação complexa. pois envolve fazer a coisa certa. A ausência de conhecimento técnico. 2012.. p. sejam eles diretos ou indiretos. EBERLE. diminuição de custos de produção. 4-6. Implantação do sistema de gestão de qualidade em uma incubadora de empresas de base tecnológica. T. DE FARIA. melhoria nos serviços.. p 1.. Salvador.7 Todo esse processo possui uma grande complexidade. implica adequação ao público consumidor. In: XXVII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO: A energia que move a produção: um diálogo sobre integração. . G. G. G. Metodologia para a definição De indicadores de gestão da qualidade: um estudo de caso aplicado na produção de ovos para a incubação. A. In: XXXII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO: Desenvolvimento Sustentável e Responsabilidade Social: As Contribuições da Engenharia de Produção.

OLIVEIRA. O. . DE RÉ. Implantação do sistema de gestão da qualidade ISO 9000 em uma empresa de transporte rodoviário. CESAR. p 3.J. Avaliação do impacto da implementação da ISO 9000 nas empresas de Minas Gerais. p 1. O... GOBBO JR. Foz do Iguaçu. W. 2006... M. GOBBO JR. In: XXVI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. COSTA JR. In: XXVII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO: A energia que move a produção: um diálogo sobre integração.. C. M. In: XXVI ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. S. J.. C. 2004. TURRIONI. LIMBERGER. A.J.. Fortaleza.. VIANNA. O impacto da cultura organizacional no processo de gestão do conhecimento. CUNHA. Florianópolis.. 2006. Implantação do sistema de gestão da qualidade ISO 9000 em uma empresa de transporte rodoviário. In: XXIV ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO. 2007. Fortaleza. p 2-5. CESAR. projeto e sustentabilidade. p 1.8 OLIVEIRA.