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Curso Fundamentos de Eletricidade Industrial

DIMENSIONAMENTO DE CIRCUITOS INDUSTRIAIS

Dimensionar uma instalação elétrica significa executar cálculos para


conhecer variáveis utilizadas nas especificações de condutores,
dispositivos de proteção, eletrodutos, dimensões de painéis, distância
máxima de condutores, resistência elétrica, calha, canaletas, perfilados
e qualquer componente elétrico utilizado na instalação.

Quando falamos de dimensionamento de circuitos industriais, pensamos


logo em redes trifásicas porque a maioria das máquinas industriais
são trifásicas. Todas as especificações mínimas para fios, dispositivos
de proteção, eletrodutos e outros componentes da instalação estão
previstas na NBR 5410.

Então, para iniciar, vamos verificar uma rede trifásica em um circuito


simples, lembrando que o aterramento é obrigatório. Acompanhe os
cálculos que permitem o dimensionamento do projeto elétrico.

Projeto

Em uma instalação industrial temos um equipamento elétrico de 70 KW,


sendo que ele tem como característica:

40KW – Potência de aquecimento (resistências)


30KW – Motores elétricos

Ele está ligado em uma rede de 440 Vac a uma distância de 120m com
os condutores passando por eletrodutos.
De acordo com a carga, iremos dimensionar:

• os condutores - seção e isolação;


• conexão – bornes e emendas;
• eletrodutos - diâmetro e robustez;
• sistema de proteção - fusíveis, disjuntores, etc.

Devemos efetuar o dimensionamento levando em consideração vários


fatores que, devido às características da instalação, poderiam
ocasionar algum dano ao condutor. Por este motivo, devemos calcular a
corrente nominal da carga antes de dimensionar o condutor.
A fórmula da corrente elétrica em circuito trifásico é:

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I= Px1
V x FP x sqrt3

Sendo que:

I = Corrente elétrica em Ampére


P = Potência elétrica em Watts
V = Tensão elétrica em Volts
FP = Fator de potência (valor =1 para cargas resistivas e 0,98 para
motores elétricos)
Sqrt 3 = Raiz quadrada de três (3), por ser rede trifásica, vamos
adotar 1,73.

Com esses dados, acompanhe a seqüência para calcular:

1. A seção dos condutores que devem ser utilizados


2. O tipo de isolação destes condutores
3. O tipo de conexão que deve ser usado para conectar os
condutores à carga e à rede de alimentação
4. O diâmetro dos eletrodutos
5. O dispositivo de proteção que devemos utilizar neste projeto
6. A lista de material que será utilizado na instalação.

Passo 1 – seção dos condutores

Para determinar a seção do condutor, neste caso condutor-fase,


devemos:

• verificar a seção mínima em função da aplicação do circuito;


• dimensionar pelo critério da máxima capacidade de condução de
corrente;
• dimensionar pelo critério da queda de tensão admissível nos
condutores.

Obs: Se você quiser saber mais detalhes sobre condutores, fios, barras
e isolação, consulte as informações complementares.

Vamos começar com o cálculo do valor da corrente que é consumida


pela carga resistiva (Ir). Neste caso o FP = 1.

Ir = Px1
V x FP x sqrt3

Ir = 40.000 x 1
440 x 1 x 1,73

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IR = 52,55A

Agora vamos calcular a corrente consumida pelos motores (Im).

Im = Px1
V x FP x sqrt3

Im = 30.000 x 1
440 x 0,98 x 1,73

Im = 59,46A

Como neste projeto a instalação elétrica é a mesma para ambas as


cargas, então a corrente que circulará pelos condutores é o resultado
da soma.

It = Ir + Im

It = 52,55 + 59,46

It = 112A

Com o valor da corrente elétrica, podemos dimensionar o condutor-


fase. Para esta corrente, levando em conta apenas os valores da
potência consumida temos de acordo com a tabela abaixo um condutor
de 50mm2. Contudo, é preciso levar em consideração que há motores
(que precisam de corrente de partida) participando da corrente
total, e que devemos pensar em fator de proteção. Portanto, o mais
recomendado seria o condutor de 70mm2 .

Veja a tabela resumida abaixo, extraída de uma tabela de um


fabricante. Para consultar uma tabela completa, procure os fabricantes
de condutores elétricos.

Seções do condutor em relação à corrente

Seções nominais do Corrente do condutor


condutor em mm em Ampére
1,5 15,5
2,5 21
4,0 28
6,0 36
10 50
16 68
25 89
35 110
50 134
70 171

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Contudo sabemos que todo condutor oferece uma resistência elétrica,


no caso do condutor de cobre, ele oferece uma resistência elétrica
dada pela formula:

R∂ = ρ x L
S

Sendo:
R∂ = Resistência do condutor em Ohm Ω
ρ = Resistividade do material em Ωmm2 / m (Para o cobre 0,0178, para
o alumínio 0,0286)
L = Comprimento do condutor em metro m
S = Seção do condutor em mm2

Para calcular a resistência dos condutores, devemos conhecer o


comprimento destes condutores. Em nosso projeto podemos ter três
condutores de 50mm2 ou 70 mm2 que percorrem um percurso de 120m
(distância dada no início do projeto), estão temos:

R∂ = 0,0178 x 120
50

R∂ = 0,043 Ω por condutor, em circuito trifásico temos:

R∂t = 0,043 x 3

R∂t = 0,129 Ω para condutores de 50mm2

R∂ = 0,0178 x 120
70

R∂ = 0,031 Ω por condutor, em circuito trifásico temos;

R∂t = 0,031 x 3

R∂t = 0,093 Ω para condutores de 70mm2

O próximo passo é calcular a máxima queda de tensão. Segundo a NBR


5410/04, em qualquer ponto de utilização, a queda de tensão verificada
não deve ser superior aos valores citado abaixo:

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7% - Calculado a partir dos terminais secundário do transformador


MT/BT, no caso de transformador de propriedade da unidade
consumidora. Ou calculado a partir dos terminais secundário do
transformador MT/BT da empresa distribuidora de eletricidade,
quando o ponto de entrega for aí localizado. Ou a partir dos terminais
de saída do gerador, no caso de grupo gerador próprio.

Para definirmos corretamente que condutor utilizar ou para


verificar se o condutor escolhido pelo cálculo da corrente atende às
especificações, devemos calcular a queda de tensão total no circuito
oferecido pelos condutores.

�� � ��� �� �����
VQ = It x R∂t;
VQ = 112 x 0,129
VQ = 14,49V
����

VQ = It x R∂t;
VQ = 112 x 0,093
VQ = 10,42V
����
������ ��
���������� � �� � ��

����

Portanto, a queda de tensão oferecida pela resistência dos condutores


é 14,49 V.
Então a tensão que alimenta o consumidor (VC - carga, máquina) é
calculada subtraindo a queda de tensão dos condutores (VQ) da tensão
de alimentação (VE):
Obs: a tensão de alimentação foi fornecida no início do projeto (440 V)

VC = VE – VQ
VC = 440 – 14,49
VC = 425,51V

Sendo:
VE = Tensão de alimentação, fornecida diretamente por uma
subestação de transformação a partir de uma instalação de alta
tensão;
VC = Tensão que alimenta a carga após as quedas de tensão;
VQ = Queda de tensão em um condutor.

Se 440V é a tensão total de entrada, isto é 100%, então para que o

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condutor seja adequado à instalação, de acordo com a NBR5410, a


máxima queda de tensão deve ser menor ou igual a 7% da tensão total.
Utilizando regra de três simples e utilizando a maior queda de tensão
temos:

440V = 100 %
14,49 = x%

X = 14,49 x 100
440
X = 3,29 %

Como a queda de tensão total é apenas 3,29%, tanto o condutor de


50mm2 quanto o de 70mm2 atendem as especificações.

Ainda em relação aos condutores, precisam ser determinada a seção do


condutor neutro e do condutor terra (condutor de proteção).

O condutor neutro, em circuitos monofásicos, sempre deve utilizar a


mesma seção dos condutores fase. No circuito trifásico, é admitido
pela NBR 5410/04 o emprego de condutor neutro com seção reduzida
em relação ao condutor fase, verificando a tabela 48 da NBR 5410/04
temos:

Seção de condutores neutros para circuitos trifásicos.

Seção do condutor fase Seção mínima do condutor


mm2 neutro mm2
S <= 25 S
35 25
50 25
70 35
95 50
120 70
150 70
185 95
240 120
300 150
400 185

Concluindo a primeira parte de dimensionamento do projeto, podemos


dizer que:

A instalação industrial tem um equipamento elétrico de 70 KW ligado


em uma rede de 440 Vac a uma distância de 120m, os condutores
passam por eletrodutos, sendo que 40KW refere-se à potência de

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aquecimento (resistências) e 30KW refere-se a motores elétricos.


De acordo com os cálculos, vimos que os condutores fase de 50mm2
ou de 70mm2 atendem perfeitamente às especificações e o condutor
terra pode ser de 25mm2 ou 35mm.

Passo 2 - condutor e isolação

De acordo com a NBR 5410, em uma instalação industrial só é


permitido o uso de um cabo de alumínio se este tiver seção nominal
igual ou maior a 35 mm2. Contudo vamos optar por cabos de cobre, por
se tratar de um melhor condutor e ser mais utilizado em instalações
elétricas.

Como os nossos condutores estarão em eletrodutos embutidos e sua


temperatura ambiente e a temperatura máxima para serviço contínuo
não ultrapassarão à 700C, então optaremos pela isolação plástica de
PVC.

Temperatura máxima Temperatura Temperatura


Tipo de Isolação para serviço contínuo limite de limite de
“0C” sobrecarga “0C” curtcircuito”0C”
PVC até 300 mm2 70 100 160
PVC maior 300 mm2 70 100 140
EPR (antichama) 90 130 250
XLPE (antichama) 90 130 250

Após verificação da tabela 33 da NBR 5410/04 vemos que estamos


enquadrados no método de instalação elétrica número1 que
corresponde ao método de referência B1 (condutores isolados ou
cabos unipolares em eletroduto de seção circular aparente sobre
parede). Neste método, três condutores carregados de 50mm2 só
poderão suportar uma corrente máxima de 134A, ou três condutores
carregados de 70mm2 só poderão suportar uma corrente máxima de
171A. Como a corrente nominal do circuito é de 112A estamos dentro
das especificações da norma (tabela 36 da NBR 5410/04).
Para concluir a especificação do tipo de isolação que deverá ser usado,
devemos prever uma isolação que suporte no mínimo duas vezes a
tensão nominal de alimentação e tolere a temperatura ambiente do
projeto. De acordo com a tabela acima temos que a isolação em PVC
está adequada à esta especificação. A isolação de PVC é a mais comum
do mercado, sendo a mais em conta para o projeto.

Passo 3 – tipo de conexão


As conexões dos condutores entre si e com outros componentes da
instalação devem garantir continuidade elétrica durável, adequada

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suportabilidade mecânica e adequada proteção mecânica. Na hora de


selecionar os meios de conexão, deve-se considerar:

- O material dos condutores, incluindo a sua isolação;


- A qualidade de fios e formato dos condutores;
- A seção dos condutores;
- O numero de condutores a serem conectados conjuntamente.

Obs: Mais informações sobre conexões podem ser encontradas no


texto complementar com o mesmo nome.

Neste ponto do dimensionamento, devemos dimensionar a conexão


adequada para este projeto. O que já sabemos até aqui sobre o projeto
dessa instalação elétrica?

A instalação industrial tem um equipamento elétrico de 70 KW ligado


em uma rede de 440 Vac a uma distância de 120m, os condutores
passam por eletrodutos, sendo que 40KW refere-se à potência de
aquecimento (resistências) e 30KW refere-se a motores elétricos.

Portanto, de acordo com o projeto a carga é uma máquina que possui


pontos específicos para alimentação e necessita de bornes de conexão.
Nas conexões com a rede devemos utilizar conectores de aperto para
cabos de 50mm2, pois para emendar cabos com seção igual ou superior
10mm2 os conectores proporcionam maior qualidade e confiabilidade
para a emenda.

Conexão com a rede

Bornes de conexão encontrados em máquinas e equipamentos,


disponíveis em vários tamanhos.

Obs. Quando houver necessidade, a fita isolante recomendada deve ser


uma liga plástico/borracha e suportar a tensão aplicada à carga.

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Passo 4 – diâmetro dos eletrodutos

Eletroduto é todo condutor de fios ou cabos, que foi produzido para


este fim, e possibilita a passagem de fios ou cabos pelo seu interior,
com a finalidade de protege-los contra impacto mecânico e ação do
tempo tais como umidade (chuva), ressecamento (calor do sol) e outros
fatores. Os eletrodutos são cilíndricos e podem ser metálicos ou
plásticos.

Obs: Veja mais sobre eletrodutos no texto complementar com o mesmo


nome.

O eletroduto usado na instalação deve ter uma taxa de ocupação de no


máximo 40% de acordo com NBR 5410. Como estamos utilizando três
condutores de 50mm2 e um condutor de 25mm2 ou três condutores
de 70mm2 e um condutor de 35mm2 poderíamos calcular a área total
e em seguida o diâmetro do eletroduto. Contudo, para facilitar o
dimensionamento podemos utilizar tabelas prontas, fornecidas por
fabricantes de eletrodutos.

A = π x r2, sendo.

A = Área do condutor;
r = Raio do condutor;
π = 3,141592

Tabela existente no mercado.

Seção Número de condutores no eletroduto


nominal 2 3 4 5 6 7 8 9 10
mm2 Tamanho nominal do eletroduto
1,5 16 16 16 16 16 16 20 20 20
2,5 16 16 16 20 20 20 20 25 25
4 16 16 20 20 20 25 25 25 25
6 16 20 20 25 25 25 25 32 32
10 20 20 25 25 32 32 32 40 40
16 20 25 25 32 32 40 40 40 40
25 25 32 32 40 40 40 50 50 50
35 25 32 40 40 50 50 50 50 60
50 32 40 40 50 50 60 60 60 75
70 40 40 50 60 60 60 75 75 75
95 40 50 60 60 75 75 75 85 85
120 50 50 60 75 75 75 85 85 -
150 50 60 75 75 85 85 - - -
185 50 75 75 85 85 - - - -
240 60 75 85 - - - - - -

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Para dimensionar o eletroduto basta consultar a tabela. Veja o


seguinte exemplo:

Um eletroduto que possua 4 condutores de 50mm2 deverá possuir, no


mínimo 40mm de diâmetro. Se forem utilizados condutores de 70mm2,
o eletroduto utilizado deverá ter 50mm.

Passo 5 – Dispositivos de proteção

Dispositivos de proteção são dispositivos destinados a garantir a


segurança de pessoas, de animais domésticos e de bens, contra os
perigos e danos que possam resultar da utilização das instalações
elétricas em condições que possam ser previstas. São divididas de
acordo com NBR 5410 em:

• Proteção contra choques elétricos;


• Proteção contra efeito térmico;
• Proteção contra sobrecorrente;
• Proteção contra sobretensões.

Proteções contra choques elétricos (dispositivo de proteção


Diferencial-Residual – DR)- O DR é obrigatório, como expresso na
NBR 5410 e comentado na NR10 para proteção de pessoas e animais em
circuitos que alimentam aquecedores de água, chuveiros, tomadas de
uso geral e máquinas de lavanderias.

Proteção contra efeito térmico e sobrecorrente – A sobrecorrente


acontece quando em um circuito ha uma sobrecarga, isto é, quando é
colocada uma carga superior a que foi projetados para o circuito. Um
circuito com sobrecarga provoca um aumento na corrente elétrica
e este aumento de corrente provoca aquecimento na instalação, o
aumento da corrente elétrica pode ser provocado por uma falta.

Se uma falta for provocada por dois condutores de potencial diferente


(fase x fase, fase x neutro ou fase x terra) colocados diretamente em
contato, isto denomina-se curto-circuito.

Para proteger o circuito elétrico (instalação) são empregados


disjuntores termomagnéticos ou fusíveis.

1. Disjuntores termomagnéticos – São dispositivos religáveis


utilizados para proteção contra sobrecarga e curto-circuito.
Os disjuntores termomagnéticos possuem as seguintes funções
básicas:

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- Operação manual de chaveamento para abertura e fechamento


do circuito através de alavancas;
- Abertura automática de circuito sobre condições de
sobrecarga mantida ou curto-circuito.

2. Fusíveis – São basicamente constituídos por uma proteção de


material isolante e um condutor de seção reduzida (elo fusível).
Diferentemente dos disjuntores o fusível interrompe a passagem
da corrente elétrica, antes que ocorra algum dano à instalação,
rompendo o elo fusível. Por este motivo não é rearmável devendo
ser substituído após a sua atuação.

Proteção contra sobretensão – A Proteção contra sobretensão é


um dos requisitos da NBR 5410/04. Esta proteção tem que atender
pessoas, animais e equipamentos. O DSP (Dispositivo de Proteção
Contra Sobretenção) deve ser instalado junto o ponto de entrada da
linha elétrica na edificação ou no quadro de distribuição principal, o
mais próximo possível do ponto de entrada.

Obs: Para saber mais sobre dispositivos de proteção consulte o texto


complementar a respeito.

Voltando ao projeto do qual estamos tratando, o dispositivo de


proteção deve proteger a instalação e suportar a corrente nominal
do equipamento. Em nosso caso não poderemos utilizar disjuntores
termomagnéticos, pois são fabricados para no máximo 125A. Então
podemos utilizar uma chave trifásica com portas fusíveis. Essas
chaves são empregadas em instalações industriais para ligamento de
máquinas e equipamento. Devemos levar em consideração também que
todo painel já possui seus dispositivos de proteção. Nesta condição a
chave selecionada deve possuir trava para não possibilitar a abertura
da mesma com a tampa de proteção aberta, deve possuir dispositivos
corta arco-voltaico e base para colocação dos fusíveis, os fusíveis
devem ser do tipo NH retardado.

Quando temos motores, temos corrente de partida, que pode ser de


até 10 vezes superior à corrente nominal. Contudo, para motores acima
de 5KW é recomendado partida suave, ou por meio de partida em
estrela/triângulo ou por meio de chaves softstart, que atualmente são
muito empregadas. Entretanto sempre haverá uma corrente de partida,
prevendo que em no nosso projeto os motores partem com as cargas de
aquecimento ligadas, ou seja com uma carga de 40KW, isto elevará em
muito a nossa corrente nominal. Por este motivo vamos optar por um
condutor de 70mm2 e fusíveis NH retardados de 166A.

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Passo 6 – Lista de Material

Item Quantidade Unidade Descrição Capacidade


01 02 peça Chave seccionadora com fusíveis 200 A
02 400* metros Cabo de 70mm2 70mm2
Cabo flexível de cor Verde/
03 150* metros 35mm2
Amarelo
04 03 peça Conector de aperto para cabo 70mm2
05 01 peça Conector de aperto para cabo 35m m2
06 04 peça Eletroduto curvo em 900 50mm
07 44 barras Eletroduto em PVC 50mm

*Foi utilizado um fator de garantia de 10% a 20% para o


comprimento dos condutores, isto garante que os condutores não
fiquem esticados e nem haja emendas.

Esquema multiflar e uniflar do projeto.


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