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2a Edição-2009

PROJETO DE EDIFICAÇÕES

ÍNDICE
INFORMAÇÕES GERAIS.................................................................................................................................... 4
1. OBJETIVOS DO CURSO ..................................................................................................................................... 4
2. NATUREZA DO CURSO ...................................................................................................................................... 4
3. RESUMO DO PLANO DE ENSINO ...................................................................................................................... 4
4. PROGRAMA, PARTIDO E CONCEPÇÃO DE UM PROJETO ARQUITETÔNICO .............................................. 4
5. MATERIAIS E INSTRUMENTOS ......................................................................................................................... 4
6. BIBLIOGRAFIA ..................................................................................................................................................... 4
CAPÍTULO I.............................................................................................................................................................. 5
1. LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO .................................................................................................................... 5
1.1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................... 5
1.2. DAS DEFINIÇÕES............................................................................................................................................. 5
1.3. DO ZONEAMENTO DO USO DO SOLO ........................................................................................................... 7
1.4. DA CLASSIFICAÇÃO DOS USOS .................................................................................................................... 8
1.5. DOS ÍNDICES URBANÍSTICOS ........................................................................................................................ 9
1.6. DAS ÁREAS DE ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS ................................................................................... 11
CAPÍTULO II .......................................................................................................................................................... 12
2. CÓDIGO DE OBRAS .............................................................................................................................................. 12
2.1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................. 12
2.2. DISPOSIÇÕES PRELIMINARES .................................................................................................................... 12
2.3. PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS ....................................................................................................... 12
2.3.1. Das Licenças ..................................................................................................................................................... 12
2.3.2. Responsabilidades ............................................................................................................................................ 12
2.3.3. Dos Projetos ...................................................................................................................................................... 12
2.3.4. Auto de Conclusão (Habite-se).......................................................................................................................... 13
2.4. NORMAS GERAIS DAS EDIFICAÇÕES ......................................................................................................... 13
2.4.1. Implantação ....................................................................................................................................................... 13
2.4.2. Salubridade e Conforto das Edificações ............................................................................................................ 13
2.4.3. Estacionamento, Garagens, Carga e Descarga ................................................................................................ 17
2.4.4. Condições de Acesso à Edificação e Circulação de Pessoas Portadoras de Deficiência Física....................... 18
2.4.5. Equipamentos de Circulação Vertical e Segurança........................................................................................... 18
2.5. NORMAS ESPECÍFICAS DAS EDIFICAÇÕES ............................................................................................... 19
2.5.1. Edificações Residenciais ................................................................................................................................... 19
2.5.2. Edificações Não Residenciais: Comércio, Serviço, Indústria, Locais de Reunião e Edificações de Uso Especial
.................................................................................................................................................................................... 19
2.5.3. Passeios e Muros .............................................................................................................................................. 20
CAPÍTULO III ......................................................................................................................................................... 21
3. PROJETO TOPOGRÁFICO .................................................................................................................................... 21
3.1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................. 21
3.2. NORMAS E CONVENÇÕES TOPOGRÁFICAS .............................................................................................. 21
3.3. PLANTA PLANIMÉTRICA ............................................................................................................................... 24
3.4. CURVAS DE NÍVEL......................................................................................................................................... 25
3.5. PLANTA PLANIALTIMÉTRICA ........................................................................................................................ 25
3.6 PERFIS ............................................................................................................................................................. 26
CAPÍTULO IV......................................................................................................................................................... 27
4. ESCADAS ............................................................................................................................................................... 27
4.1. DEFINIÇÕES ................................................................................................................................................... 27
4.1.1. Escada com guarda-corpo contínuo .................................................................................................................. 27
4.1.2. Escada com guarda-corpo vazado .................................................................................................................... 28
4.2. EMPREGO DAS ESCADAS ............................................................................................................................ 28
4.2.1. Escadas internas ............................................................................................................................................... 28
4.2.2. Escadas externas .............................................................................................................................................. 28
4.3. FORMA E DISPOSIÇÃO DOS LANCES ......................................................................................................... 28
4.3.1. Escadas retas .................................................................................................................................................... 28
4.3.2. Escadas curvas ................................................................................................................................................. 28
4.3.3. Escadas mistas ................................................................................................................................................. 29
4.4. LARGURA DAS ESCADAS ............................................................................................................................. 29
4.5. CAIXA DA ESCADA ........................................................................................................................................ 29
4.6. ILUMINAÇÃO .................................................................................................................................................. 29
4.7. FORMA DOS DEGRAUS ................................................................................................................................ 29
4.7.1. Piso perpendicular ao espelho .......................................................................................................................... 29
4.7.2. Espelho inclinado com o piso ............................................................................................................................ 30
____________________________________________________

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PROJETO DE EDIFICAÇÕES
4.7.3. Pisos engastados sem espelhos ....................................................................................................................... 30
4.7.4. Pisos sobre vigas .............................................................................................................................................. 30
4.8. DIMENSIONAMENTO DE DEGRAUS E PATAMARES .................................................................................. 30
4.9. ALTURA LIVRE ............................................................................................................................................... 30
4.10. INCLINAÇÃO ................................................................................................................................................. 31
4.11. CORRIMÃOS E GUARDA-CORPOS ............................................................................................................ 31
4.12. PROJETO DE UMA ESCADA ....................................................................................................................... 32
4.12.1. Memória de Cálculo ......................................................................................................................................... 32
4.13. PROJETO COMPLETO DE UMA ESCADA .................................................................................................. 34
4.13.1. Memória de Cálculo ......................................................................................................................................... 34
4.13.2. Desenho da escada - Planta do Pavimento Térreo ......................................................................................... 35
4.13.3. Desenho da escada - Planta do Pavimento Superior ...................................................................................... 37
4.13.4. Desenho da escada - Corte AA e Corte BB..................................................................................................... 39
4.13.5. Desenho da escada - Corte CC....................................................................................................................... 41
CAPÍTULO V .......................................................................................................................................................... 43
5. RAMPAS ................................................................................................................................................................. 43
5.1. DEFINIÇÕES ................................................................................................................................................... 43
5.2. DIMENSIONAMENTO ..................................................................................................................................... 44
5.2.1. Tabela para dimensionamento de rampas ........................................................................................................ 44
5.2.2. Tabela para dimensionamento de rampas para situações excepcionais .......................................................... 44
5.2.3. Outras normas de dimensionamento ................................................................................................................. 44
5.2.4. Patamares das rampas...................................................................................................................................... 45
CAPÍTULO VI......................................................................................................................................................... 46
6. TELHADOS ............................................................................................................................................................. 46
6.1. O QUE SÃO TELHADOS ................................................................................................................................ 46
6.2. TIPOS DE SUPERFÍCIE.................................................................................................................................. 46
6.2.1. Superfícies curvas ............................................................................................................................................. 46
6.2.2. Superfícies planas ............................................................................................................................................. 47
6.3. COBERTURA .................................................................................................................................................. 48
6.3.1. Tipos de cobertura ............................................................................................................................................. 48
6.4. ESTRUTURA ................................................................................................................................................... 50
6.4.1. Estrutura em madeira ........................................................................................................................................ 50
6.4.2. Estrutura metálica .............................................................................................................................................. 51
6.5. CALHAS .......................................................................................................................................................... 51
6.6. INCLINAÇÃO DAS COBERTURAS ................................................................................................................. 51
6.7. FORMAS DE COBERTURA ............................................................................................................................ 52
6.7.1. Águas ................................................................................................................................................................ 52
6.7.2. Beirais................................................................................................................................................................ 53
6.7.3. Platibandas ........................................................................................................................................................ 53
6.7.4. Oitões ................................................................................................................................................................ 53
6.8. PROJETO DE UMA COBERTURA.................................................................................................................. 54
6.8.1. Projeção das paredes externas ......................................................................................................................... 54
6.8.2. Projeção das paredes externas com beiral de 80cm ......................................................................................... 55
6.8.3. Encontrando a cumeeira mais alta .................................................................................................................... 56
6.8.4. Projetando a cobertura de quatro águas teremos: ............................................................................................ 56
6.8.5. Projetando o telhado do retângulo ABEF ......................................................................................................... 57
6.8.6. Traçado definitivo .............................................................................................................................................. 58
6.8.7. Projeto definitivo da cobertura ........................................................................................................................... 58
6.8.8. Cortes ................................................................................................................................................................ 59
CAPÍTULO VII ....................................................................................................................................................... 60
7. ACESSIBILIDADE ................................................................................................................................................... 60
7.1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................. 60
7.2. PARÂMETROS ANTROPOMÉTRICOS .......................................................................................................... 60
7.2.1. Pessoas em cadeira de rodas (PCR) ................................................................................................................ 60
7.2.2. Área de Circulação ............................................................................................................................................ 60
7.3. SÍMBOLOS ...................................................................................................................................................... 61
7.3.1. Símbolo internacional de acesso – Representação ........................................................................................... 62
7.4. ACESSOS E CIRCULAÇÃO............................................................................................................................ 62
7.4.1. Circulação.......................................................................................................................................................... 62
7.4.2. Acessos ............................................................................................................................................................. 62
7.4.3. Circulação Interna ............................................................................................................................................. 62
7.4.4. Circulação Externa ............................................................................................................................................ 63
7.4.5. Rebaixamento de calçadas para travessia de pedestres .................................................................................. 63
7.4.6. Sanitários........................................................................................................................................................... 64
7.4.7. Vagas para veículo .......................................................................................................................................... 67

____________________________________________________

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........................................................................... 70 8........4............................................................................................................ PLANTA PLANIALTIMÉTRICA ..................................................................................................7........... 76 8..........................1............ PLANTA DE SITUAÇÃO ..............................3.......................................................................... 69 8................... 75 8.......4............................................................. FACHADA FRONTAL .......................................................................................................................8............................................................................................................ PLANTA DE LOCAÇÃO .............. LEIAUTE DO PAVIMENTO SUPERIOR..................................................6............... 68 8... Planta do pavimento térreo................................................................................................9........................................ PROJETO ARQUITETÔNICO H1 EM 2 PAVIMENTOS ................................... PLANTA DOS PAVIMENTOS .................... Corte BB .......... 68 8........ 72 8............................................................................................ 71 8...... 73 8........... LEIAUTE DO PAVIMENTO TÉRREO ...........................4......................2.................... FACHADA FRONTAL COM MURO.......... Corte CC. CORTES... 68 8...................................................... 74 8...........................................1......................................................... 68 8.....2.............................. 68 8.................2...1................................................................................................5................................. Planta do pavimento superior ....... 77 8.................................................................................................................................................................... Corte AA ..............PROJETO DE EDIFICAÇÕES CAPÍTULO VIII....5... 78 ____________________________________________________ __________________________________________________ ...........................................................................................................................................................................................5......................... 74 8.................3...........................................................................................................5...

• ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 4. 3. para fixar o papel na prancheta. PARTIDO E CONCEPÇÃO DE UM PROJETO ARQUITETÔNICO 4. 7 .PAPEL: Layout.RÉGUA TÊ (cabeça fixa ou móvel): com 0. PROGRAMA. os problemas atinentes a sua profissão. MATERIAIS E INSTRUMENTOS . 9000 ou trident mod. 5 .Mobiliário.Acessibilidade. 9001. OBJETIVOS DO CURSO Não estaríamos exagerando em dizer que o desenho em todos os seus aspectos é uma importante forma gráfica de comunicação universal em todos os tempos.Projeto Definitivo. mobiliário.Rampas. .Telhados. • UBERLÂNDIA. 4. Aprova o Código de Obras do Município de Uberlândia e dá outras providências. versatilidade.Projeto topográfico. 6. 4. pode-se avaliar a sua importância não só pelo aspecto acima. 4 . As disciplinas de Desenho de Projetos e Projeto de Edificações. NBR 9050: Acessibilidade a edificações. mas sim criar no futuro Engenheiro Civil.LAPISEIRA: 0.Anteprojeto. o desenho. como também.COMPASSO: Trident mod. além de um elemento de enorme valia no desempenho de sua profissão.Projeto residencial. . de 26 de outubro de 1988. condições para que ele possa enfrentar através de conhecimentos adquiridos. 245. RESUMO DO PLANO DE ENSINO 1 . . Dispõe sobre o parcelamento e zoneamento do uso e ocupação do solo do município de Uberlândia e revoga a lei complementar nº 244 de 23 de dezembro de 1999 e suas alterações posteriores. Em todas as atividades nas quais exista a presença do desenho como processo de transmissão de forma. 3 . .80 m. do conhecimento técnico ou mesmo artístico. .TRANSFERIDOR: Trident 8315 360°. . e muito menos um arquiteto. segurança e objetividade. . NBR 9077: Saídas de emergência em edifícios. BIBLIOGRAFIA • ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.7 com grafites B ou HB e F ou 2H. É. • UBERLÂNDIA.2º edição. 2. grandeza e locação. de 30 de novembro de 2000. para o Engenheiro Civil. 2004 . Lei Complementar n. não almejam formar desenhistas.BORRACHA: Macia preta (Ecole ou Faber Castel).ESCOVA DE PRANCHETA E FLANELA: Para limpeza dos instrumentos.Escadas. pois. 2 .3 .PROJETO DE EDIFICAÇÕES INFORMAÇÕES GERAIS 1.2 . 8 . NATUREZA DO CURSO Podemos caracterizá-lo como um curso teórico prático.Lei de uso e ocupação do solo.Código de obras.FITA CREPE: 19 mm.ESQUADROS: Trident 2542-45° e trident 2637-60° . onde existirão aulas teóricas seguidas por aulas práticas. pela sua grande eficiência. 2001. adequados às espessuras desejadas. 5. formato A2 (420x594) com margens.5 ou 0. . Lei Complementar n. ____________________________________________________ 4 __________________________________________________ . As aulas teóricas serão enriquecidas de recursos audiovisuais e apresentadas em falas apropriadas para tal fim.ESCALÍMETRO: Trident mod 7830/1 (com escalas 1:20 1:25 1:50 1:75 1:100 1:125).1 . 6 . espaços e equipamentos urbanos. 4808. As aulas práticas serão ministradas em salas especiais com prancheta. uma poderosa arma à disposição para a transmissão de suas idéias e conhecimentos.

AGRUPAMENTO RESIDENCIAL: é um conjunto de edificações de uso habitacional unifamiliar ou multifamiliar que constitui um agrupamento integrado. DAS DEFINIÇÕES Art. 1º. mas em geral elas são bem parecidas. AFASTAMENTO: é a menor distância entre duas edificações. poeiras. ATIVIDADE INCÔMODA: é a atividade capaz de produzir ruídos. Estas leis variam de município para município. tais como praças. exalações e perturbação no tráfego de forma significativa e prejudicial ao bem-estar da vizinhança. INTRODUÇÃO O que veremos neste capítulo não é uma Lei de Uso e Ocupação do Solo de uma cidade específica. esportivas e contemplativas da população. bosques e parques. a Lei de Uso e Ocupação do Solo daquele município. ou entre uma edificação e as linhas divisórias do lote onde ela se situa. Então. você deve obter junto à prefeitura do município que tem jurisdição sobre a obra. vibrações. ARRUAMENTO: é a abertura de via composta. adotam-se as definições e conceitos adiante estabelecidos: 1. no mínimo. gases. 1.PROJETO DE EDIFICAÇÕES CAPÍTULO I 1.2. LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO 1. ÁREA DE RECREAÇÃO: é a área reservada a atividades culturais.1. ____________________________________________________ 5 __________________________________________________ . 5. 6. quando você for desenvolver um projeto. 3. em área não parcelada. 7. 4. COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO MÁXIMO: é o fator numérico pelo qual se multiplica a área do lote para obtenção da área total máxima permitida na construção. cívicas. Para os efeitos de interpretação e aplicação desta Lei. 2. ÁREA INSTITUCIONAL: são as áreas públicas destinadas à implantação de equipamentos sociais e comunitários. reservadas no processo de parcelamento do solo. seja ele qual for. de pista de rolamento e passeio público.

HABITAÇÃO MULTIFAMILIAR: compreende edificações correspondentes a mais de uma habitação por lote. 12. em função de sua natureza ou impacto ambiental e no tráfego local. 17. 15. 18. HABITAÇÃO UNIFAMILIAR: compreende edificações correspondentes a uma única habitação por lote. vias públicas. conforme especifica a Lei do Plano Diretor. 13. SERVIÇOS ESPECIAIS: são os estabelecimentos de prestação de serviços à população. 10. em função de sua natureza ou impacto ambiental e no tráfego local. TAXA DE OCUPAÇÃO: é o fator numérico pelo qual se multiplica a área do lote para obter-se a área máxima da projeção horizontal da edificação. COMÉRCIO VAREJISTA LOCAL: é o estabelecimento de venda direta ao consumidor de produtos que se relacionam com o uso residencial. aproveitando o sistema viário existente. DESDOBRO: é a subdivisão de área já loteada que não implica em abertura de via pública. destinados a atender uma região ou zona. que são compatíveis com o uso habitacional. LOTE: é a porção de terreno lindeiro a uma via pública. ____________________________________________________ 6 __________________________________________________ . 20. sua exigência visa criar uma área livre no plano do passeio para utilização pública. independentemente da área construída. definidos por estudo técnico elaborado pelo órgão municipal responsável pelo planejamento urbano. 11. DESMEMBRAMENTO DE ÁREA: é a subdivisão de área de qualquer natureza. LOTEAMENTO: é a subdivisão de área ainda não parcelada em lotes. independentemente da área construída. áreas institucionais e de recreação pública. cuja atividade exige tratamento diferenciado. 22. 23. SERVIÇOS DIVERSIFICADOS: são os estabelecimentos de prestação de serviços à população. RECUO: é a distância entre a parede frontal da edificação no pavimento térreo e o alinhamento do logradouro. COMÉRCIO ESPECIAL: é o estabelecimento cuja atividade exige tratamento diferenciado. mediante pagamento ao Poder Público Municipal. COMÉRCIO VAREJISTA DIVERSIFICADO: é o estabelecimento de venda direta ao consumidor de produtos relacionados ou não com o uso residencial. destinado a atender uma região ou zona. SOLO CRIADO: é o mecanismo que permite ao cidadão construir uma área maior do que a permitida pelo zoneamento definido nesta Lei. SERVIÇOS LOCAIS: são os estabelecimentos de prestação de serviços à população. 21. REFERÊNCIA ALTIMÉTRICA (RA): são cotas de altitude oficial adotada em um Município em relação ao nível 19. desmembramento ou desdobro. 16. garantindo acesso a todas as glebas resultantes. 9. do mar. resultante de um loteamento.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 8. 14.

13.3. USO DO SOLO: é a atividade ou conjunto de atividades desenvolvidas nas edificações a serem implantadas em um determinado lote ou zona. 9. Zona de Preservação Parcial. Setor de Vias Arteriais. Zona Central 1. ____________________________________________________ 7 __________________________________________________ . 2. Setor de Vias Coletoras 4. Zona de Serviços. 27. 10. 12. Zona Industrial. Zona Estrutural. 28. Zona Residencial 1. 8. dentro da seguinte nomenclatura: 1. ZONA: é a porção da cidade com uma conceituação específica e sujeita a regimes urbanísticos próprios. num mesmo lote. 1. Zona de Proteção ao Aeroporto. Zona Residencial 2. A área do perímetro urbano do Distrito Sede do Município. Zona de Preservação Total. fica subdividida.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 24. DO ZONEAMENTO DO USO DO SOLO Art. destinada à circulação de veículos e pedestres. 5. diferentes entre si. USO MISTO: é a implantação de dois ou mais usos. Zona Central 2. 25. 26. 2º. 6. VIA PÚBLICA: é a faixa de domínio público. conforme especifica o AnexoII. 11. 7. Zona Especial de Revitalização. 3. USO ADEQUADO: é o uso compatível com a conceituação da zona.

Habitação Unifamiliar A A A A P A P P P A A A A H2 . b) Habitação Multifamiliar (H2). ____________________________________________________ 8 __________________________________________________ . o interessado deverá requerer restrição urbanística de localização ao órgão municipal responsável pelo planejamento urbano.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 1.Indústria Pequena P P A P P P A A P A P A P P A A P P P A A A A A P A I2 . b) Indústria Média (I2).Adequado | P . b) Equipamentos de âmbito geral (E2).Serviço Diversificado A A A A P P A A A A A P P S3 .Geral E3 .MISTO (M). Parágrafo Único . VI . conforme abaixo discriminado: I .INDÚSTRIA (I): a) Indústria Pequena (I1). funcionamento ou construção de edificação de qualquer natureza.Comércio Varejista Local C2 . Art.Comércio Varejista Diversificado A A A A P A A A A A A A A A A A A P P A A A A A P P C3 . subdividindo-se em cada categoria quanto à sua escala.Serviço Local A A A A P A A A A A A A A S2 . serão tolerados.Proibido Art. Antes da instalação. c) Serviço Especial (S3). Art. Os usos em desconformidade com o zoneamento. c) Agrupamento Residencial (H3).Serviço Especial E1 .4.Local E2 .Especial P P P P P P A A A P P P P A A A A P A P A P P A A A A A A A P P A A P P A A A I1 . 6º.HABITAÇÃO (H): a) Habitação Unifamiliar (H1). aprovados anteriormente a esta Lei.Indústria Média P P A P P P A A A A P P P I3 . d) Habitação de Interesse Social (H4).EQUIPAMENTOS SOCIAIS E COMUNITÁRIOS (E): a) Equipamentos de âmbito local (E1). As especificações de adequação de cada uso às zonas e setores especiais são aquelas expressas na tabela a seguir: Usos / Zona ZC1 ZC2 ZE ZER ZPT ZPP ZPA ZI ZS SVA SVC ZR1 ZR2 H1 . V . 3º. higiene e compatibilização à legislação das edificações. II . b) Serviço Diversificado (S2). Parágrafo Único . III . c) Comércio Especial (C3). 4º.COMÉRCIO (C): a) Comércio Varejista Local (C1) b) Comércio Varejista Diversificado (C2).Indústria Grande P P P P P P P A A P P P P M – Misto A A A A P A A A A A A A A A . que considerará as necessidades relativas à segurança.Equipamento Social e Comunitário .As indústrias e os depósitos de fogos de artifícios e similares somente poderão ser instalados na zona rural.As reformas e ou ampliações serão analisadas pela Comissão Municipal de Urbanismo.Equipamento Social e Comunitário .Equipamento Social e Comunitário .SERVIÇOS (S): a) Serviço Local (S1). DA CLASSIFICAÇÃO DOS USOS Art.Habitação Multifamiliar A A A A P P P P P A A A A H3 . c) Equipamentos especiais (E3). IV .Agrupamento Residencial P P P P P P P P P A A A A H4 . c) Indústria Grande (I3). 5º.Comércio Especial P P P P P P A A A P P P P S1 .Habitação de Interesse Social P P P P P P P P P A A P A C1 . Os usos do solo são classificados quanto à sua natureza.

desde o nível médio do meio-fio. DOS ÍNDICES URBANÍSTICOS Art. testada mínima do lote e área mínima do lote.5 10 250 60 Art.5 H2 > 4 pav. ____________________________________________________ 9 __________________________________________________ . constando de coeficiente de aproveitamento máximo.5 0. conforme estabelecido(s) pelo(s) projeto(s) de alinhamento(s) dos logradouros constantes da Lei que estabelece o Sistema Viário Municipal ou conforme exigência desta Lei Complementar. 3m (três metros): 1. 8º.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 1.4 - H2 > 4 pav. afastamento mínimo. 40 70 60 20 60 60 70 70 60 60 ZR1 Coeficiente de Aproveitamento Máximo 3.2 1. 60 Afastamento Frontal e Recuo Mínimo (m) Afastamento Lateral e Fundo Mínimo (m) Testada Mínima (m) Área Mínima do Lote (m²) 3 1. será adotado uma frente e as demais serão tratadas como lateral e ou fundo. 60 ZE ZER ZPT ZPP ZPA ZI ZS SVA SVC H2 ≤ 4 pav. O afastamento frontal mínimo.2 1.3 12 360 H2 > 4 pav. taxa de ocupação máxima. O afastamento poderá estar sobreposto à área de estacionamento de veículos no nível do passeio público.5 5 4. Art. são aqueles expressos na Tabela a seguir. H é a medida. de fundo e recuo. é definido pelas seguintes regras: §1º . 30 1. ao uso habitacional multifamiliar (H2) e a estacionamentos públicos e privados deverão respeitar afastamento de 3m (três metros) em relação ao alinhamento do logradouro.5 10 250 - - 3 1. sendo o mínimo de 3m (três metros): 1. de acordo com as seguintes regras. Zona Taxa de Ocupação Máxima ZC1 ZC2 60 60 H2 < 4 pav.Edificações com mais de 02 (dois) pavimentos acima do nível do logradouro. lateral. §2º . 40 2.2 p/ H2 = 2. em metros. 2. Os índices urbanísticos referentes à ocupação do solo em cada zona ou setor. AFR = H/10 + 2. até o piso do pavimento mais alto da edificação. 45 ZR2 H2 ≤ 4 pav.5 - - 4. 9º. A implantação da edificação no lote respeitará afastamento frontal. Os acessos de veículos a edifícios garagem.2 1. exceto casa de máquinas. recuo mínimo.5. Parágrafo Único .5 - - 50 10 14 5000 250 500 3 1.0 4. 2.8 3 1.Edificações com até 2 (dois) pavimentos acima do nível do logradouro. caixa d’água e terraço com área coberta até 35% da laje. 7º.Para lotes com mais de uma testada. Na Zona Central 1 (ZC1).10 onde AFR = Afastamento Frontal. independentemente do uso. será facultativo a implantação do afastamento.0 1.

14.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 3. para os usos comercial e/ou serviços e as áreas comuns de qualquer uso.Edificações com até 02 (dois) pavimentos acima do nível do logradouro. independentemente do uso.8 m (um vírgula oito metros) respeitando à distância mínima de 1. 10. 12. conforme estabelecido por esta Lei.Edificações com mais de 02 (dois) pavimentos acima do nível do logradouro. A taxa de ocupação máxima dos lotes existentes com área igual ou inferior a 200m² (duzentos metros quadrados) será de 85% (oitenta e cinco por cento). o coeficiente de aproveitamento máximo do lote será calculado sobre a área original do mesmo e a taxa de ocupação máxima sobre o lote resultante. Art. poderão projetar-se sobre os afastamentos. caixa d’água e terraço com área coberta até 35% da laje. em metros. desde o nível médio do meio-fio. As áreas de varanda quando totalmente abertas. Art. H é a medida. Art.5 onde ALF = Afastamento lateral e de fundo. exceto casa de máquinas. com taxa de ocupação máxima de 80% (oitenta por cento). sendo mantido o coeficiente de aproveitamento máximo da zona. regras: §2º . Art. Na Zona Central 1 (ZC1). até o piso do pavimento mais alto da edificação. 13. em até 1. ____________________________________________________ 10 __________________________________________________ . de acordo com as seguintes 1. laterais e fundo. será facultativo a implantação de 1. regras: Art. são definidos pelas seguintes §1º .5m (um virgula cinco metros). será facultativo a implantação do afastamento mínimo nos 3 (três) primeiros pavimentos acima do nível do logradouro. ALF = H/10 + 1. 11. A construção de pavimentos abaixo do nível do(s) logradouro(s) será permitida. Os afastamentos laterais e de fundo mínimos.5m (um vírgula cinco metros) das divisas frontal. sendo facultado o(s) afastamento(s). Em terrenos atingidos por projeto de alargamento de via.

As áreas de estacionamento deverão seguir o disposto abaixo: sos Área mínima estacionamento mínimo de 1 vaga por unidade autônoma Exceções 1 Para H2 horizontal o mínimo será 50% do nº de unidades autônomas 2 3 4 1 2 3 1 2 3 1 2 3 1 2 3 1 vaga para cada 100m² de área construída 1 vaga para cada 50m² de área construída Supermercados . por 5. 15. bem como aquelas previstas no Código de Obras. desimpedida para manobras. livre de impermeabilizações e construções. ____________________________________________________ 11 __________________________________________________ .0 m² (doze metros quadrados). 17. houver parte fracionada. Rodo porto e Transportadoras . As áreas de estacionamento de veículos deverão atender às exigências desta Lei Complementar. quando couber. com a manutenção de no mínimo 20% (vinte por cento) da sua área.2 vagas para cada 50m² de área construída 1 vaga para cada 50m² de área construída Hipermercados de Centros Comerciais . DAS ÁREAS DE ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS Art. deverá ser feito arredondamento para o algarismo inteiro mais próximo. específicas a cada atividade e deverão receber orientação do órgão municipal responsável pelo Trânsito e Transportes. As condições da absorção das águas pluviais nos lotes deverão ser preservadas. 16. Art.5 (meio) será para o algarismo superior.6.2 vagas para cada 50m² de área construída 1 vaga para cada 50m² de área construída 1 vaga para cada 50m² de área construída Na área de CDI prevalece as normas da mesma 1 vaga para cada 50m² de área construída Observações: Quando no número de vagas calculado. Faculdades e Universidades .3 vagas para cada 50m² de área construída 1 vaga para cada 100m² de área construída 1 vaga para cada 50m² de área construída 1 vaga para cada 50m² de área construída Terminais de Cargas.0 m (cinco metros) com área mínima de 12.PROJETO DE EDIFICAÇÕES Art. 1.4 m (dois vírgula quatro metros).2 vagas para cada 50m² de área construída 1 vaga para cada 100m² de área construída 1 vaga para cada 50m² de área construída 1 vaga para cada 50m² de área construída Hospitais. e o arredondamento da fração 0. Parágrafo Único .As dimensões mínimas de uma vaga de estacionamento são de 2.

o proprietário e o Responsável Técnico pelo projeto serão comunicados para que compareçam ao órgão competente para conhecimento das correções necessárias. demolições. elevadores e outros. a qualquer tempo. estruturas.3.O projeto de instalação de isolamento acústico será exigido de toda construção de uso coletivo ou mesmo multifamiliar que se utilize do som como instrumentos ou meios mecânicos ou eletrônicos que possam criar incômodo às residências vizinhas. reformas. quando for o caso. implantação de equipamentos de circulação vertical e de segurança e execução de serviços e instalações. 2. 1º.3. construções. Para a aprovação do projeto arquitetônico. A Prefeitura. 2. Para as edificações onde se exigem instalações de combate a incêndio. ar condicionado. pelo exame de projetos. Este Código regula as obras do Município. os projetos estruturais. operários ou terceiros não implicando o exercício da fiscalização da obra pela Prefeitura no reconhecimento de sua responsabilidade por qualquer ocorrência. memoriais ou detalhes de instalações complementares apresentados.A licença será concedida mediante requerimento. Parágrafo único .2. Quando você for desenvolver um projeto. abrangendo edificações. deverão seguir as Normas técnicas vigentes. 9º. escritórios e similares que deverão ser fornecidos à época. elétricos e hidráulicos. os demais projetos complementares. Os projetos complementares como instalações de isolamento acústico. Dos Projetos imóvel. INTRODUÇÃO Igualmente o que aconteceu no estudo da Lei de Uso e Ocupação do Solo de uma cidade qualquer. 5º. elevações. Se os projetos submetidos a aprovação estiverem em desacordo com a legislação pertinente. bem como atender às exigências das concessionárias ou entidades administrativas. cortes e demais elementos necessários ao perfeito entendimento do projeto. instalações hidráulicas. 4º. 11. 3º. assim reconhecidos por lei. Qualquer construção. Art. ____________________________________________________ 12 __________________________________________________ . não assume qualquer responsabilidade técnica perante os proprietários. e pelo arquivamento de cálculos. mediante solicitação. 7º. Todo projeto será firmado por profissionais legalmente habilitados que deverão. seja ele qual for. para o exercício de suas atividades no Município. §4° . Art. telefonia. demolição ou ampliação de edifícios efetuadas por particulares ou entidade pública somente poderá ser executada após a concessão de licença pela Prefeitura Municipal. 6º. Art. Art. PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS 2.1. estar devidamente cadastrados na Prefeitura Municipal.A exigência contida no parágrafo anterior não se aplica às igrejas de qualquer credo religioso. você deve. A Prefeitura Municipal informará. coberturas.3. 2º. compreendendo plantas. 10. §2º . sobre restrições urbanísticas que incidam sobre o Art. sem prejuízo da Legislação Urbanística vigente. §3° . o que veremos neste capítulo é o Código de Obras de uma cidade qualquer.PROJETO DE EDIFICAÇÕES CAPÍTULO II 2. as fundações. Art. A aprovação de projetos para intervenções de qualquer natureza em edificações de valor histórico. para que se proceda a liberação de auto de conclusão. o projeto deverá ser aprovado pelo Corpo de Bombeiros e apresentado à Prefeitura Municipal até o auto de conclusão.3. instalações elétricas. DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art.A Prefeitura Municipal poderá exigir. dependerá de aprovação do setor da Prefeitura Municipal ligado ao Patrimônio Cultural do Município.A Prefeitura Municipal exigirá. Responsabilidades Art. em caso de edifícios de apartamentos. até a concessão do auto de conclusão – “Habite-se”. além da Lei de Uso e Ocupação do Solo. A responsabilidade técnica pela execução e ou direção da obra será firmada por profissionais legalmente habilitados. quando necessários. Art. 2.3. 2. obter o Código de Obras junto à prefeitura do município que tem jurisdição sobre a obra. Art. 8º. CÓDIGO DE OBRAS 2. reforma.2. a Prefeitura definirá na regulamentação desta lei os elementos que instruirão o pedido de licença. Das Licenças Art. para seus arquivos.1. §1° .

12. tais como. tais como dormitórios e quartos. que contrarie esta lei. 5. Compartimentos especiais são aqueles que apresentam características e condições peculiares a sua destinação. tais como: 1. 19.2.4. Implantação Art.4. ensinar ou estudar. laboratórios didáticos. bares. implica na apresentação de novo projeto arquitetônico. §3° . tais como enfermarias e ambulatórios. 3. 15. tais como copas. auditórios e anfiteatros. mesmo sem ampliação de área. troca e guarda de roupas. rouparias. Art. Parágrafo Único . corredores. 2. 2. fica dispensado o afastamento em relação a esta empena em suas duas dimensões: altura e extensão. Art. Art. 2. não enterrado até o teto do andar mais alto do edifício). A implantação da edificação no lote respeitará afastamentos laterais e de fundo de. Art. depósito para guarda de materiais. teatros e salas de espetáculos. 3. dormir ou repousar. 2. salas de leitura e biblioteca. tais como salas em geral. oficinas.50m. rampas. §1° . 2. 3. Art. Compartimentos de permanência prolongada são aqueles que poderão ser utilizados para uma das funções ou atividades seguintes: 1. trabalhar.3. 2.00m.4. reunir ou recrear tais como locais fechados para prática de esportes ou ginástica. 14. Os compartimentos das edificações. 1/8 da altura “H” da edificação (medida desde o piso mais baixo. locais de reunião e salão de festas. Auto de Conclusão (Habite-se) Art.Os afastamentos a que se refere o “caput” deste artigo serão de. 17. 1. a partir da data da notificação. classificam-se em: 1. conforme sua destinação. Qualquer alteração em obra licenciada. 4.4.1. tais como. passagens. de estudo. tais como lojas.2. sem permanência. especiais. átrios e vestíbulos. vestiários e camarins de uso coletivo. o proprietário requererá à Prefeitura Municipal o auto da conclusão. higiene pessoal. cozinhas. reforma ou ampliação da edificação.1. de permanência prolongada. atividade de estar ou de lazer. Terminada a construção. 13. antecâmara. tais como. Classificação dos Compartimentos Art. findo o qual. utensílios ou ambientes sem a possibilidade de qualquer outra atividade no local. espaços de trabalho. não sendo o projeto reapresentado. 2. no mínimo. reconstrução. instalações sanitárias. o requerimento de aprovação será arquivado. preparar ou consumir alimentos. 18.O prazo para formalização das correções é de 15 dias. circulação e acesso de pessoas. 4. 16.4. §2° . 6. Compartimentos de permanência transitória são aqueles que poderão ser utilizados para uma das funções ou atividades seguintes: 1.PROJETO DE EDIFICAÇÕES Parágrafo Único . tratar ou recuperar a saúde e o bem estar.Quando a edificação do terreno adjacente tiver empena cega situada na divisa do terreno. NORMAS GERAIS DAS EDIFICAÇÕES 2. Salubridade e Conforto das Edificações 2. escritórios. A licença de construção será concedida quando da aprovação do projeto arquitetônico.Aprovado o novo projeto será expedida nova licença para construção.Ficam dispensados os afastamentos laterais e de fundo para edificações com altura H até 6. museus e galerias de arte. cinemas. pelo menos. 4. de permanência transitória. ____________________________________________________ 13 __________________________________________________ . salas de aula. escadas. refeitórios e. 3.

2. não vedados por paredes externas. isolamento e condicionamento acústico e impermeabilidade. para as sarjetas. 20. em sanitários. laboratórios fotográficos. cozinhas ou qualquer lugar onde se armazenem ou manipulem alimentos. Os banheiros. 25. Parágrafo Único . centros cirúrgicos e salas de raios-X. quanto ao isolamento térmico.00m do solo.4. Art. Os pés-direitos não poderão ser inferiores a: 1. Art. ____________________________________________________ 14 __________________________________________________ .15m.50m e pisos revestidos de material liso. cinematográficos e de som. casas de máquina. Condições Mínimas Das Edificações Art. É vedada a solução de lixeiras por tubo de queda. 7. podendo ocupar o afastamento frontal obrigatório. 2.Considera-se pé-direito a altura compreendida entre o piso e o forro acabados. ser equivalente a uma cobertura de telha de barro cerâmico. bem como as que separam unidades autônomas de uma edificação deverão. deverão dispor de guarda-corpo ou elemento de proteção equivalente. transformadores e telefonia. câmara frigorífica.2. Compartimentos sem permanência são aqueles que não comportam permanência humana ou habitabilidade. rádio e televisão. áreas de serviço e compartimentos de permanência transitória. salas de computadores. tais como sótãos. Elementos Construtivos Art. lavável e impermeável. Art. A cobertura das edificações deverá. Art. As paredes externas. 26. Nos andares habitáveis os pavimentos acima de 1.3. 23. Art. 9. 28. serem equivalentes a uma parede de alvenaria de tijolos comuns de barro maciço com espessura de 0. Nos edifícios construídos no alinhamento das vias públicas. Art. em compartimentos sem permanência. Art. cozinhas. casas de força. 21. isolamento acústico e impermeabilidade. adegas. 2. 22. estúdios de gravação. com fácil acesso para coleta pública. garagens. no que diz respeito ao isolamento térmico.70m para os demais compartimentos. as águas dos telhados. balcões e outras partes da edificação serão recolhidas e conduzidas por meio de calhas e condutores. 24.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4. 6. 27. 2. 2.2. As edificações deverão possuir dentro do lote local para depósito de lixo. deverão ter paredes até a altura mínima de 1.2. locais para duchas e saunas. proporcional à área construída. 8. 5. porões.4.40m em garagens.

fechado em três ou mais faces. 2. Insolação. 29.4. Parágrafo Único . formando mezanino.Excetuam-se do disposto neste artigo: 1.4. os corredores de uso privativo. resistência e impermeabilidade. iluminação e ventilação as aberturas voltadas para áreas iluminantes assim dimensionadas: 1. livre e desembaraçado de qualquer tipo de construção. Parágrafo Único .00m. os cômodos destinados a vestir em edificações residenciais. As aberturas voltadas para a empena cega do edifício que estiver situado na divisa do terreno deverão respeitar afastamento mínimo igual a um quarto da altura da empena do vizinho.Para efeito do disposto neste artigo. os corredores de uso coletivo até 10m (dez metros) de comprimento. 31. medida em planta. 4.PROJETO DE EDIFICAÇÕES Art.2. lateral e de fundo onde possa se inscrever um círculo de diâmetro h/8 com diâmetro mínimo de 1. Art. compreendendo recuo de frente.50m. iluminação e ventilação. Art. Iluminação e Ventilação Art. os saguões dos elevadores. os lavabos providos de ventilação artificial assegurada por poços ou dutos. Art. 30. espaço interno descoberto. 33. correspondentes a uma laje de concreto armado de 0. poderão ser de madeira ou material equivalente. até o teto do andar mais alto. na perpendicular traçada do eixo da abertura até a divisa para a qual está voltada. Consideram-se suficientes para insolação.50m. onde possa se inscrever um círculo de diâmetro h/4 com diâmetro mínimo de 2. Os pavimentos que separam os andares de uma edificação deverão observar as características técnicas de resistência ao fogo.07m de espessura. Para efeito de insolação. “h” é definido como a altura do edifício desde a abertura mais baixa de cada área iluminante. espaço externo. isolamento térmico e acústico. 2. Parágrafo Único . todos os compartimentos deverão dispor de abertura comunicando diretamente para espaço descoberto. 32. ____________________________________________________ 15 __________________________________________________ . 5. Nenhuma abertura da edificação poderá estar situada a distância menor que 1.Acima ou lateralmente à empena cega.Os pavimentos que subdividem um mesmo andar. Parágrafo Único . as aberturas deverão respeitar afastamento mínimo de h/8. 2. 3.

se de permanência prolongada. 35. ventilação natural por meio de chaminé de tiragem atendendo aos requisitos mínimos: a) secção transversal da chaminé com.00m. b) ter prolongamento de. 2.PROJETO DE EDIFICAÇÕES Art.60m de diâmetro. d) as chaminés terão. no mínimo a: 1. no mínimo. b) extensão não superior a 6. pelo menos.20m.25m² com dimensão mínima de 0. 3. c) ser provida de abertura inferior que permita limpeza. Art. 34. ventilação indireta por tubo horizontal. observando: a) secção não inferior a 0. em qualquer caso. ventilação forçada. por renovação ou condicionamento. Art.5 vezes a altura da abertura iluminante voltada para o exterior. Os compartimentos poderão ser insolados. ou por meio de dutos de seção transversal equivalente à da chaminé.Em edificações destinadas ao uso residencial. e de dispositivo superior de proteção contra penetração de águas de chuva. somente o lavabo poderá ter sua ventilação conforme dispõe o artigo. Parágrafo Único . 1/6 (um sexto) da área do compartimento. c) boca comunicando-se para o exterior. 36. Em qualquer edificação será admitida a ventilação indireta ou forçada de compartimentos sanitários mediante: 1. terraço ou qualquer cobertura desde que o ponto mais afastado do compartimento não esteja a uma distância superior a 2. comunicação direta com o exterior.006m² de secção para cada metro da altura de chaminé devendo. na sua base. um metro acima da cobertura. A área das aberturas destinadas à insolação e iluminação dos compartimentos deverá corresponder. 0. ____________________________________________________ 16 __________________________________________________ . iluminados e ventilados por aberturas situadas sob alpendres. ser capaz de conter um círculo de 0.

No projeto arquitetônico.3. se de permanência transitória. Estacionamento.comprimento . 38. ____________________________________________________ 17 __________________________________________________ . no mínimo. A área de ventilação dos compartimentos deverá ser de. localização. ventilação e dimensionamento. Art.80m. 37. Parágrafo Único . 41.Para efeito de distribuição.5. 1/8 (um oitavo) da área do compartimento.4. As rampas de circulação de veículos deverão ter declividade máxima de 20%.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 2. localização e cálculos de capacidade ou lotação. Art. tomadas sempre no eixo. as condições mínimas de iluminação. Parágrafo Único . É facultada a subdivisão de compartimentos em ambientes desde que cada um ofereça. a distribuição. 42.O disposto neste artigo se aplica mesmo que as garagens estejam distribuídas em andares diferentes. O dimensionamento dos estacionamentos e garagens deverá observar o disposto neste capítulo. 2. deverão ser demonstrados graficamente. sendo que 1/3 (um terço) desta área poderá ser substituída por instalação de renovação de ar de capacidade equivalente. inclusive as condições de circulação. Parágrafo Único .Para esta demonstração deverá ser considerada um carro padrão de dimensões mínimas de 4.largura 2.00m . Carga e Descarga Art. dimensionamento das vagas e cálculo da capacidade ou lotação das garagens. 50% da área de iluminação Art. exigida.40m Art. 39. que correspondem a 6/100 (seis sobre cem) da área. são fixadas as seguintes dimensões mínimas para as vagas de carros de passeios e utilitários: . As garagens deverão dispor de ventilação permanente garantida por vãos distribuídos.70 x 1. nas normas específicas relativas às diversas edificações e na Lei de Uso e Ocupação do Solo. Art. proporcionalmente. 40. Garagens.

permanentes ou temporárias. 43. ____________________________________________________ 18 __________________________________________________ . Equipamentos de Circulação Vertical e Segurança Art.50m (um metro e cinqüenta centímetros).ABNT. 47. 48. quanto à acessibilidade de pessoas portadoras de deficiências físicas de qualquer natureza. Na aprovação de projetos de construção.Não será considerado o piso do último pavimento. Junto aos logradouros públicos os acessos (“entrada e saída”) de veículos: 1. Nos lotes de esquina. Condições de Acesso à Edificação e Circulação de Pessoas Portadoras de Deficiência Física Art. ou de propriedade privada.4.5. quando for de uso privativo do penúltimo. no encontro de dois alinhamentos.4. Art. Parágrafo Único .00m (nove metros) do piso do andar mais baixo. não poderão se utilizar do passeio como rampa para acesso às garagens ou estacionamentos. reforma ou ampliação de edifícios de uso público ou comunitário. 2. desde que o rebaixamento fique inteiramente dentro do trecho do passeio fronteiriço ao imóvel. de domínio direto ou indireto da Administração Pública. ou quando destinado exclusivamente a serviços do edifício. Art.PROJETO DE EDIFICAÇÕES Art. desde que a diferença de nível entre a soleira da porta do elevador e os pavimentos de acesso às unidades não seja superior a 1. poderão ter o rebaixamento dos meio-fios estendendo-se longitudinalmente até 0. Deverá ser obrigatoriamente servido por elevador de passageiros a edificação que tiver o piso do último pavimento situado a altura superior a 9. bem como as áreas comuns e de circulação das edificações de uso multifamiliar. 2. Art. qualquer que seja a posição deste em relação ao nível do logradouro. é obrigatório deixar um espaço mínimo sem construção. 44.75m (setenta e cinco centímetro) além da largura da abertura de acesso do carro e de cada lado desta. 3. Em caso algum os elevadores poderão constituir o meio exclusivo de acesso aos pavimentos. devendo a mesma estar situada inteiramente fora do recuo obrigatório frontal do imóvel. Em caso de obrigatoriedade da instalação de elevadores de passageiros nas edificações destinadas ao uso residencial multifamiliar poderá haver parada de elevadores em pisos intermediários. 46. terão sinalização de advertência para os que transitam no passeio. 45. da seguinte forma: 2.4. deverão ser atendidos os padrões e critérios estabelecidos pelas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas .

5. Deverá dispor também de espaço. Edificações Não Residenciais: Comércio. adegas. 2. 3. para recreação infantil que deverá: 1. 2.00m de dimensão mínima. Art. 4.5.As habitações populares serão definidas por decreto do Executivo. com o mínimo 1. destinado a guarda de um veículo por unidade habitacional. além das exigências constantes neste item. área correspondente à soma das áreas mínimas dos ambientes. Locais de Reunião e Edificações de Uso Especial 2. conter. Parágrafo Único .80m de dimensão mínima.5.1. no plano do piso.2.20m². os depósitos. despensas. cozinhas = 5. 52.A dimensão mínima é sempre o diâmetro de um círculo inscrito no plano horizontal do compartimento. coberto ou não. Edificações Residenciais 2. banheiro com vaso sanitário.50m². quando o lavatório for externo ou quando houver mais de um banheiro. ter área proporcional a 2m² por unidade residencial.00m² com dimensão mínima de 2. Art. NORMAS ESPECÍFICAS DAS EDIFICAÇÕES 2.00m. espaço destinado à lavagem de roupa e serviços de limpeza com área mínima de 1. Serviço. 2. Art. Área útil menor ou igual a 2. em área contínua. lavatório em um único compartimento com área mínima de 1.1. 53.4 e seus subitens. 2. Indústria. Nas habitações que não disponham de quatro de empregada. desde que não supere a área de 70m² e tenha acabamento simples. um círculo de diâmetro mínimo de 3.4 e seus subitens. Todas as edificações residenciais deverão obedecer às disposições do item 2. Toda habitação deverá dispor de ambientes para repouso (dormitórios). Art. estar separado da circulação ou estacionamento de veículos e de depósito de lixo.00m² de área com 1. 56. preparo de alimentos (cozinha) e instalações sanitárias (banheiros). chuveiro. 51.00m ou área = 1. além das exigências constantes neste item.com dimensão mínima de 1. rouparias e similares. Nos edifícios de apartamentos é obrigatória a existência de depósito de material de limpeza e instalação sanitária com chuveiro para uso do pessoal de serviço.1. desde que o compartimento resultante tenha.00m. 2.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 2. Art.00m. 3. 49.00m².5. Parágrafo Único .00m² (sete metros quadrados) de área = 2. 54. Disposições Gerais Art. ____________________________________________________ 19 __________________________________________________ . somente poderão ter: 1.5. Disposições Gerais Art. coberto ou não.2. As edificações não residenciais deverão obedecer às disposições do item 2.2.1. 55. no mínimo. 50. Em todo edifício de apartamentos será obrigatória a existência de um espaço. salas e dormitórios = 7. Os compartimentos não poderão ter áreas e dimensões inferiores aos descritos a seguir: 1.5. Edifícios de Apartamentos Art. As residências poderão ter ambientes conjugados.80m². Área útil maior ou igual a 6.1.

ambientes ou locais de manipulação ou armazenagem de inflamáveis e explosivos deverão satisfazer as exigências das Normas Técnicas vigentes. as unidades com área útil inferior a 100m² possuírem sanitários privativos. As edificações não residenciais deverão. Parágrafo Único . ou sistema equivalente. pelo menos 1. 2. 59. 64. o passeio que estiver com estragos que prejudiquem o trânsito de pedestres. liso. 60. ambientes ou locais 1. quando o preparo dos alimentos for feito no mesmo ambiente do consumo. Art. estes poderão servir a empregados e público. pelo menos. uma para cada sexo. paredes. estar separados de dependências insalubres. não apresentar degraus. b) público . serão reformados de acordo com o artigo 64. Os passeios públicos já construídos com material derrapante. Art. § 2º . 65.5. ____________________________________________________ 20 __________________________________________________ . deverá haver instalação para exaustão de ar para o exterior. material derrapante para construção de passeios públicos: a) b) c) ardósia. quando danificados. 2.Quando nos edifícios compartimentados. ter aberturas externas providas de telas para proteção contra a entrada de insetos.considera-se danificado para efeito deste artigo. 2. Os passeios públicos deverão: 1. ser construídos somente com materiais antiderrapantes. equipados com chuveiros e escaninhos junto aos sanitários de empregados. Art. 58.00m das divisas. as fontes de calor. manipulação. na proporção de 1/60 de área dos andares servidos. impermeável e resistente. serão obrigatórias faixas de acomodação para entrada e saída de veículos. ambientes ou locais para: 1. 2. apresentar rampas no sentido transversal com declividade inferior a três por cento. estacionamento de veículos. proporcional à área construída. sendo que naqueles com capacidade superior a 50 vagas. Passeios e Muros Art. área para vestiários. Considera-se passeio público o espaço físico destinado ao trânsito exclusivo de pedestres. nas edificações com área construída superior a 750m². quando o logradouro público tiver declividade inferior a quinze por cento. ter a superfície contínua e não interrompida por canteiros ou qualquer outra obra que provoque obstrução à passagem dos pedestres. uma instalação sanitária. 57. dispor de compartimentos.uma para cada 500m² ou fração de área utilizável pelo público. 3.uma para cada 300m². As edificações não residenciais deverão dispor de compartimentos. pilares revestidos de material durável. nas edificações com áreas superiores a 250m². quando aplicáveis: 1. Art. sem prejuízo das demais exigências legais.As edificações de que trata este Capítulo. depósitos de combustíveis e compartimentos.considera-se entre outros. 62. composta de uma bacia sanitária e um lavatório. ainda. mármore marmorite d) e) f) pastilha cerâmica lisa cimento liso Art. Os locais ou ambientes destinados à fabricação. para uso de empregados e de público nas seguintes proporções: a) empregados . § 1º . Nas edificações não residenciais. 4. 61. com tiragem mínima de volume de ar do compartimento por hora. perigosas e de esterilização. que servirá ao uso do público e dos empregados. 2. condicionamento. A construção de passeios públicos deverá atender ao disposto neste capítulo. Art. 3. ter pisos. para: Art. depósito de material de limpeza. ou fração. 2.PROJETO DE EDIFICAÇÕES Art. instalação sanitária. depósito de matérias primas de uso na fabricação de alimentos ou produtos alimentícios deverão: 1. 63.3. ruído e trepidação ou dispositivos onde se concentram mesmas deverão estar afastadas. As edificações de que trata este capítulo deverão atender as seguintes exigências. Parágrafo Único . com área total inferior a 100m² deverão dispor de.

Levantamento topográfico é o conjunto de métodos utilizados para fazer medições de ângulos horizontais e verticais. INTRODUÇÃO Desenho Topográfico é a representação gráfica do levantamento topográfico feito no campo.1.2. O levantamento topográfico se divide em: altimétrico e planimétrico. 3. verticais e inclinadas. Curvas de nível Construção de Alvenaria 105 Construção de Madeira 100 Estrada Pavimentada Laje ou cobertura Caminho Muro Guia Muro de arrimo Guia Rebaixada ( Base ) ( Topo ) Estrada de ferro Cerca de arame Cerca de madeira ou tapume Eixo Alinhamento Indefinido ____________________________________________________ Cerca viva 21 __________________________________________________ .PROJETO DE EDIFICAÇÕES CAPÍTULO III 3. PROJETO TOPOGRÁFICO 3. de distâncias horizontais. NORMAS E CONVENÇÕES TOPOGRÁFICAS As convenções topográficas utilizadas são as da NBR 13133 Anexo B.

PROJETO DE EDIFICAÇÕES Cerca mista Placas de sinalização PL ( Placa ) SM ( Semáforo ) Alambrado ou gradil Telefone / Correio Telefone Correio Escada ( Sobe ) Estação de levantamento Piquete Pino Boca-de-lobo Marco Vértices geodésicos Primeira Ordem Boca-de-leão Segunda Ordem Terceira Ordem Vértices topográficos Poço de visita PV ( Não identificado ) AP ( Àguas Pluviais ) ES ( Esgoto ) TL ( Telefone ) AP ( Àguas Pluviais ) EL ( Eletricidade ) TL ( Telefone ) EL ( Eletricidade ) RN oficial Hidrante / Registro HD ( Hidrante ) RG (Registro d` àgua) Primeira Ord. RN topográfico Caixa de inspeção CT ( TElefone ) CE ( Eletricidade ) 8 mm 12 mm 20 mm CX ( Não identificado ) Ponto cotado Poste / Luminária ( Poste ) . Terceira Ord. 725.12 725 12 ( Luminária ) ____________________________________________________ 22 __________________________________________________ . Segunda Ord.

6 m Mato / Cultura Tubo M / Cl Árvore isolada 0.PROJETO DE EDIFICAÇÕES Ponto de divisa não materializado Torre de alta-tensão Valeta Talude Alagado Alagado com vegetação Lagoa Represa Topo Base Areia Canaleta C a n .0 .5 m Ponte Rio / Córrego Ponto de sondagem ____________________________________________________ 23 __________________________________________________ .

4657 7 547.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 3.5324 235.4657 C 547.5324 335.4657 E 607.5324 285.4657 3 427.4657 8 367.5324 165.4657 2 427. A Tabela 2 é uma tabela de campo com os detalhes que são os limites de uma edificação no terreno dos pontos da Tabela 1.1390 B 297.4657 5 507.5324 235. Levantamento planimétrico é o levantamento de ângulos e distâncias horizontais.5324 142. determinando detalhes naturais e artificiais da superfície levantada. B N C 3 Rua B 1 4 D 2 5 F 8 6 7 E Rua A Planta Planimétrica Esc 1:500 ____________________________________________________ 24 __________________________________________________ .5324 142. PLANTA PLANIMÉTRICA terreno.4397 D 607.5324 142.5324 335. Tabela 2: Caderneta de campo-detalhes Pontos x Y 1 367. determinando o perímetro do A Tabela 1 é uma caderneta de campo que contém as coordenadas x e y.5324 325.4657 A Planta planimétrica. contém a delimitação do terreno e os limites da edificação.4657 6 547.5324 325. que representam um terreno de uma edificação Tabela 1: Caderneta de campo-Poligonal Pontos x Y A 297.4657 4 507.1390 Levantamento altimétrico é o levantamento dos ângulos verticais e inclinados e distâncias verticais.5324 374.1390 F 207.3.5324 285.5324 165.

100 N Rua B 75 50 25 0 Rua A Planta Planialtimétrica Esc 1:500 ____________________________________________________ 25 __________________________________________________ .PROJETO DE EDIFICAÇÕES 3. A Planta abaixo contém as curvas de nível do terreno analisado.4. Nas curvas de planialtimetria contém o levantamento planimétrico. CURVAS DE NÍVEL As curvas de nível unem e representam pontos de mesma altitude de uma região representada. Rua B 100 N 75 50 25 0 Rua A Curvas de Nível Esc 1:500 3. juntamente com a altimetria do relevo do A planta a seguir representa a planta de planialtimetria.5. PLANTA PLANIALTIMÉTRICA terreno.

6 PERFIS Os perfis topográficos são uma representação gráfica de um corte vertical do terreno. e o eixo x a cota da curva de nível. a interseção de um plano perpendicular ao terreno. 100 N Rua B 75 50 25 0 Rua A Planta Planialtimétrica Esc 1:500 Tabela 3: Pontos de interseção X Z 0 0 148 25 282 50 407 75 z 100 75 50 25 100 200 300 400 500 x Perfil Topográfico Esc 1:200 ____________________________________________________ 26 __________________________________________________ . ou seja. com as curvas de nível. 3. com a curva de menor cota corresponde à origem (0. uma reta r que corresponda a seção transversal que se pretende construir o perfil. A planta abaixo representa a interseção da reta r.Os pares ordenados são obtidos nos pontos de interseção da reta r com as curvas de nível.O eixo z corresponde a distância vertical entre a curvas de nível. como representa a Tabela 3. Etapas para obtenção de um perfil topográfico: 1.0) 4.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 3. o mais perpendicular possível de uma curva de nível. Depois de obtidos os pontos da tabela 3. 2.Fazer os eixos z e x. 5. traça-se o perfil do terreno.A interseção da reta r.Traçar sobre uma planta com as curvas de nível.

Esses parapeitos denominam-se guarda-corpo e são utilizados em conjunto por uma peça. isto é. guarda-corpos vazados. nos edifícios de uso coletivo. DEFINIÇÕES As escadas são construções destinadas a permitir a comunicação fácil entre dois ou mais pisos situados em níveis diferentes.PROJETO DE EDIFICAÇÕES CAPÍTULO IV 4. 4. As escadas possuem parapeito a fim de evitar possíveis quedas das pessoas que delas se utilizam. telas. Os guarda-corpos podem ser contínuos (ex: parede de alvenaria) ou vazados (ex: grade). A série de degraus intercalados entre o pavimento e o patamar ou entre dois patamares consecutivos chamamos de lance. Estes devem ser adotados nos dois lados da escada. vidros de segurança laminados ou aramados e outros.1. arredondada. ao projetarmos uma escada. O piso às vezes avança sobre o espelho formando o que chamamos de bocel (nariz).1. saliências. Nos projetos arquitetônicos. a que se dá o nome de patamar ou descanso. b) Ser isentas de aberturas. Nas residências esse número é normalmente 16. A existência de elevador em um edifício não dispensa a construção de uma escada. grades. chamada de corrimão. reentrâncias ou quaisquer elementos que possam enganchar em roupas. As escadas são formadas por um ou mais lances. devemos observar a NBR9077 (saídas de emergência em edifícios). de modo que uma esfera de 15 cm de diâmetro não possa passar por nenhuma abertura. exigindo-se o uso de vidros aramados ou de segurança laminados. c) Ser constituídas por materiais não estilhaçáveis. Elas são formadas por uma série de pequenos planos horizontais. E o número mínimo em comércios é de 3 degraus em cada lance. conforme a altura a vencer. tendo em vista o papel que desempenha. telas e assemelhados. O plano vertical que liga dois pisos consecutivos chama-se espelhos e ao conjunto formado pelo piso e pelo espelho dá-se a denominação de degrau. grades. dispostos a uma pequena diferença de nível uns dos outros e de modo a permitir que o homem vença-os com facilidade. ESCADAS 4. Esses pequenos planos horizontais são denominados pisos. O número máximo de degraus de cada lance depende do fim a que se destina o edifício e da utilização da escada. longarinas intermediárias. devem: a) Ter balaústres verticais. Após um certo número de degraus comuns coloca-se um de maior largura.1. Os guarda-corpos constituídos por balaustradas. Escada com guarda-corpo contínuo ____________________________________________________ 27 __________________________________________________ . separados por patamares. Esses lances podem ser retos ou curvos.

1. Escadas retas São constituídas por lances retos e podem estar dispostos de diversas formas. Escada com guarda-corpo vazado 4.2. em leques e outras. escadas: 4.2.3. 4. Os lances podem ser retos ou curvos e a sua combinação dá lugar à formação de escadas retas.2. curvas ou 4.1. Escadas internas As escadas internas tem grande desenvolvimento pois servem para vencer o desnível dos pisos internos.2. EMPREGO DAS ESCADAS As escadas são empregadas no interior e no exterior dos edifícios.2. ____________________________________________________ 28 __________________________________________________ .2. Escadas curvas São constituídas unicamente por lances curvos e têm geralmente forma circular. Temos portanto. pois ligam o passeio ao andar térreo. Escadas externas As escadas externas geralmente têm poucos degraus.se também elípticas. Encontram .3. helicoidais. 4. FORMA E DISPOSIÇÃO DOS LANCES mistas.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4. Dividem-se em escadas internas e externas.3.1. 4.

Piso perpendicular ao espelho ____________________________________________________ 29 __________________________________________________ .3. disposição dos lances e com o desenvolvimento da escada. 4.4. A forma mais comum é a quadrada ou retangular. As aberturas poderão acompanhar ou não o movimento da escada. As dimensões variam com a largura. poligonais. Podemos encontrar também caixas de escadas nos formatos circulares. A iluminação frontal é a mais conveniente pois o feixe luminoso abrange totalmente o lance. Em Uberlândia o Código de Obras estabelece que a largura mínima seja de 80cm para uso residencial unifamiliar. elípticas. A iluminação pode ser feita lateralmente ou pela parte superior. 4.1.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4. A boa iluminação atenua em grande parte o perigo. permitindo ao usuário da escada visualizar os degraus da mesma. Escadas mistas São formadas pela combinação de lances retos e curvos.6.3.7.5. 4.7. CAIXA DA ESCADA O compartimento em que se constrói a escada chama-se caixa da escada. embora com menor freqüência. FORMA DOS DEGRAUS Os degraus das escadas podem ser engastados ou apoiados. 4. ILUMINAÇÃO A iluminação deve merecer toda a atenção por parte do projetista. e de 1. 4. LARGURA DAS ESCADAS A largura das escadas depende da importância e finalidade do edifício. Veja abaixo um exemplo de ocupação de uma escada.20m para uso coletivo. destacando de forma acentuada o degrau.

7. DIMENSIONAMENTO DE DEGRAUS E PATAMARES O dimensionamento dos degraus depende do fim a que se destina a escada. não se deve permitir degraus com menos de 24 a 25cm. 3 (nº de opções para o patamar) . quase sempre iguais a largura da escada. Pisos sobre vigas 4. Sendo: b = Largura do piso h = Altura do espelho n = 1. Geralmente dimensionamos diferentemente uma escada de serviço de uma escada social de uma residência. ALTURA LIVRE 2. Os patamares devem ter comprimento dado pela fórmula: P = (2 x h + b) n + b.10m.3. Esses esforços não devem ultrapassar ao que o homem emprega quando caminha.nº inteiro quando se trata de escada reta. Em uma existe a preocupação da economia e na outra o conforto.7.9.64m Numa mesma escada os espelhos e os pisos não poderão sofrer alteração de dimensões em seu desenvolvimento.2. devera estar entre 63 a 64cm. O passo do homem resulta geralmente de 63 a 64cm. com tolerância de 0. Quanto às facilidades de acesso é necessário ter em vista que ao subir o degrau é obrigado a despender duplo esforço: um para vencer a altura e o outro a largura. A NBR9077 recomenda que a altura do degrau seja compreendida entre de 16 a 18cm.8. medido na direção do trânsito. o dobro da altura mais a largura do degrau. então o dimensionamento dos degraus é feito pela formula de BLONDEL.4. As escadas devem ser dispostas. de tal forma que assegurem a passagem com altura livre igual ou superior a ____________________________________________________ 30 __________________________________________________ . Pisos engastados sem espelhos 4.70cm.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4.7. A largura do degrau deve ser fixada de modo que o pé assente facilmente no piso e o esforço para vencer o degrau não ultrapasse ao que o emprega habitualmente quando se caminha no plano.63m ≤ (2 x h + b) ≤ 0. 4. Para o assentamento fácil do pé. Espelho inclinado com o piso 4.05cm. 0. Um lance de escada nunca pode ter menor de três degraus nem subir a uma altura superior a 3. 2. situados em mudanças de direção.

das escadas fixas e das rampas. O valor do plano horizontal e da altura (plano vertical) não deve variar jamais de um patamar a outro. INCLINAÇÃO As escadas deverão ter a inclinação sempre constante em um mesmo lance. 4. As escadas e rampas que não forem isoladas das áreas adjacentes por paredes devem dispor de guarda-corpo associado ao corrimão.10. os corrimãos devem ser instalados em ambos os lados dos degraus isolados. conforme figura a seguir. ____________________________________________________ 31 __________________________________________________ . sem arestas vivas. sendo preferencialmente de seção circular. conforme figura a seguir. Devem permitir boa empunhadura e deslizamento. Os corrimãos devem ter largura entre 3. Deve ser deixado um espaço livre de no mínimo 4.5 cm.0 cm entre a parede e o corrimão.11. CORRIMÃOS E GUARDA-CORPOS De acordo com a NBR9050.0 cm e 4.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4. A inclinação mais favorável é de 30° para as escadas internas.

que define a largura de uma escada em função do espelho.3222m ≤ b ≤ 0. projetar uma escada.29m ≤ b ≤ 0.18m.4. A escada de maior conforto é espelho de 0.80m de acordo com o Código de Obras de Uberlândia.12. na escala 1:50.18m c/ 17 espelhos: 0.Procurar valores de espelhos e pisos variando de 0.63m ≤ 0. .1.1611m 4.00m. e como esta escada se destina a uma residência unifamiliar.5cm em 0. teremos três hipóteses de piso.64m 0.1. 4.3078m ≤ b ≤ 0.18m = 17 espelhos Então teremos de 17 a 19.28m Para h = 0. os valores dos espelhos será o desnível dividido pela quantidade de espelhos.125 espelhos 3. Dimensões dos espelhos ( h ) Como nesse projeto poderemos ter 17.35m = 3. Sugerimos algumas considerações praticas a respeito: . 18 ou 19 espelhos.3.06m ÷ 17 = 0.64m 0.27m ≤ b ≤ 0.17m c/ 18 espelhos: 0. Quantidades de espelhos A NBR9077 define que os espelhos de uma escada deverão estar entre 0.36m 0. h1 = 3.1611m c/ 19 espelhos: 0. Dimensões dos pisos ( b ) Segundo a NBR9077.64m 0.41 metros no pavimento superior. 3.2.63m ≤ 2 x 0. Cálculo do desnível entre pavimentos É a diferença entre o nível do pavimento superior menos o nível do pavimento inferior.12.63m ≤ (2 x h + b) ≤ 0.64m . a escada poderá ser com 17.64m 0.36m ≤ b ≤ 0.5 cm.12.63m ≤ 0.30m Para h = 0. com diversas opções de pisos. portanto varias soluções de escada.35 metros no pavimento térreo e de 3.12. .18m + b ≤ 0.1.Largura mínima da escada residencial é de 0.41m . ____________________________________________________ 32 __________________________________________________ .0.12. ou seja: Para h = 0.64m 0. 3.18m h2 = 3. 18 ou 19 espelhos.63m ≤ 2 x 0.3178m 4.64m 0.63m .PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4.17m + b ≤ 0. Forma e disposição dos lances da escada Temos três opções de espelhos.0.06m ÷ 0.20m.06m 4. a largura mínima seria de 0. em que os níveis são de 0.1.1.3222m + b ≤ 0.64m.63m ≤ 0.16m a 0.17m h3 = 3. Como só existem espelhos inteiros.63m .0. então a quantidade de espelhos que teremos será: o desnível dividido pelas dimensões dos espelhos. PROJETO DE UMA ESCADA Em um edifício residencial unifamiliar H1 de 2 pavimentos.80m.64m .0.6.1.06m ÷ 0.1.1. em uma caixa da escada com 2. Memória de Cálculo 4. Largura da escada Sendo a largura da escada em função de sua utilização.34m + b ≤ 0.63m ≤ 2 x 0.63m ≤ 2 x h + b ≤ 0.0. deveremos utilizar a fórmula de BLONDEL.06m ÷ 19 = 0.3222m 0.16m = 19. Como neste projeto temos três valores do espelho.64m 0.0. no dimensionamento das escadas.5.12.87m de largura por 3.34m ≤ b ≤ 0.63m ≤ 2 x h + b ≤ 0.06m ÷ 18 = 0. devemos analisar juntamente com a caixa da escada a sua forma.125 espelhos.17m e piso de 0.1611m + b ≤ 0.64m . ou seja: 0.80m de comprimento.12.34m 0.63m . 4. 4.Cada lance de escada deve ter no máximo 3.64m 0.36m + b ≤ 0.12.0.29m. Para definirmos o valor. sendo que o ideal é de 1.63m ≤ 2 x h + b ≤ 0.64m 0.

3178m Então: 1.80m e a quantidade de espelhos que deveremos utilizar 17. Conclusão: Esta escada com largura de 1.7.17 e b = 0. Para h = 0.99 pisos Para h = 0.87 ÷ 0.30 = 4.13 pisos 1.74 a 3.1611 e b = 0.29. Definição da condição ideal da escada Normalmente definimos a escada analisando a menor dimensão da caixa da escada.99 pisos Como só podemos ter pisos inteiros no intervalo de 3. teremos h = 0.87 ÷ 0. no caso 2. 18 ou 19.38 pisos 1. Conclusão: Esta escada com largura de 0. o desenvolvimento da escada se dará em 3 lances no mínimo.74 pisos Como só podemos ter pisos inteiros no intervalo de 2.28m Então: 2. chegamos à conclusão de que.27 a 0.3078 a 0.3078 = 4.30 = 2.29 a 0.3178 = 2. de 2. OPÇÃO 1: Largura da escada igual a 0. devemos ter 4 pisos de 0.27 = 3.80 – 0.27 = 4.30m Então: 0.18m c/ 17 espelhos: O piso varia de 0.3175m.12.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4.1.1611m c/ 19 espelhos: O piso varia de 0.87m ÷ 0. OPÇÃO 2: Largura da escada igual a 1.12.3178 = 3.3178m Então: 0.87m e 3. devemos ter 3 pisos de 0.22.27m ÷ 0.8.82 pisos 0.0m.0 = 0.99 a 4.22 pisos 0.70.11 pisos Para h = 0.29 = 3 pisos 0.54 pisos Para h = 0.23 pisos Para h = 0.28m Então: 2.27m 1.3078 a 0.29m.0 – 1.80m.80 = 1.28 = 4.3078 = 2.30m Então: 1.70 pisos 1.27 a 0. teremos h = 0.29 a 0.87 ÷ 0.28 = 3.27 ÷ 0.0m (ideal). ____________________________________________________ 33 __________________________________________________ .27 ÷ 0.87 – 1. Para h = 0.87 ÷ 0.3175.18m c/ 17 espelhos: O piso varia de 0.27 ÷ 0.87m ÷0.87m.17m c/ 18 espelhos: O piso varia de 0. 4.27 ÷ 0.17m c/ 18 espelhos: O piso varia de 0.87m 0. Definição do número de lances Analisando as dimensões da caixa da escada.87 – 0.1611m c/ 19 espelhos: O piso varia de 0.27m ÷0.29 = 4.1.80m (mínimo).

1611m 4.17m e piso de 0.1.00m. em que os níveis são de 0.64m 0.63m ≤ 2 x h + b ≤ 0.63m ≤ 2 x h + b ≤ 0. concluo que a largura ideal é de 1.15 m e 4.1. Definição do número de lances Analisando as dimensões da caixa da escada.5. Cálculo do desnível entre pavimentos É a diferença entre o nível do pavimento superior menos o nível do pavimento inferior.64m 0.18m = 17 espelhos Então teremos de 17 a 19.16m à 0.2.1.63m ≤ 2 x 0.5cm em 0.64m 0.06m 4.A escada de maior conforto é espelho de 0. 18 ou 19 espelhos. e os 18 espelhos que iremos utilizar.06m ÷ 0. chegamos a conclusão de que o desenvolvimento da escada se dará em 2 lances.1.32 metros no pavimento térreo e de 3. 4. 3.38m . quase sempre iguais a largura da escada.13.20m . 4.64m 0.63m ≤ 2 x 0.17m c/ 18 espelhos: 0.15m de largura por 4.13. residencial unifamiliar de 2 pavimentos.1611m c/ 19 espelhos: 0. que define a largura de uma escada em função do espelho ou seja: 0.20m.80m para o comércio é de 1.50m.Cada lance de escada. então a quantidade de espelhos que teremos será: o desnível dividido pelo numero de espelhos. Dimensões dos espelhos (h) Como nesse projeto poderemos ter 17. de 2.38 metros no pavimento superior. no máximo 3. h1 = 3.18m h2 = 3.13.50m de comprimento. com a caixa da escada de 2. PROJETO COMPLETO DE UMA ESCADA Iremos projetar.Os patamares devem ter comprimento mínimo dado pela fórmula: P = (2 x h + b) n + b.64m 0. na escala 1:75.27m ≤ b ≤ 0.0.63m ≤ (2 x h + b) ≤ 0.29m (nem sempre possível). 3.1. 18 ou 19 espelhos. .7.5 cm.06m ÷ 0.3078m ≤ b ≤ 0.1. Dimensões dos pisos (b) Segundo a NBR9077.06m ÷ 18 = 0. devemos utilizar a fórmula de BLONDEL.28m Para h = 0.64m 0.6.29m ≤ b ≤ 0. Como neste projeto temos três valores de espelho. 4.63m ≤ 2 x 0.13.32m = 3.13.17m + b ≤ 0. os valores dos espelhos será o desnível dividido pela quantidade de espelhos.13.1611m + b ≤ 0. no dimensionamento das escadas.64m.13.18m + b ≤ 0.125 espelhos.18m c/ 17 espelhos: 0.Largura mínima da escada residencial é de 0. .13.3. 4. a escada poderá ser com 17.18m.63m ≤ 2 x h + b ≤ 0.30m Para h = 0. situados em mudanças de direção.4. Quantidade de espelhos A NBR9077 define que os espelhos de uma escada deverão estar entre 0.125 espelhos 3. uma escada. Largura da escada A Largura mínima é de 80cm. então: Para h = 0. .Procurar valores de espelhos e pisos variando de 0. Como só existem espelhos inteiros.1.17m h3 = 3. temos três hipóteses de piso.3178m 4.16m = 19.1.13. Memória de Cálculo 4.06m ÷ 19 = 0. ____________________________________________________ 34 __________________________________________________ .PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4.06m ÷ 17 = 0. Analisando a caixa da escada. Forma e disposição dos lances da escada Vamos seguir as seguintes considerações para o projeto desta escada: .1.

13. Desenho da escada . Faço os traços com bastante leveza (construções auxiliares). Logo após.2. Desenho da caixa da escada Iremos primeiramente desenhar a caixa da escada.1. o início e término dos lances e patamares. podemos traçar o limite do primeiro e segundo lance.2.2.13. pois iremos apagar diversas linhas utilizadas nesta fase do desenho. 4.13.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4.2. Logo após utilizaremos o processo de divisão de seguimento de retas em partes iguais para dividirmos o lance da escada em 8 partes iguais. Desenho dos degraus O primeiro passo para se desenhar os degraus é definirmos dentro da caixa da escada o seu desenvolvimento. ____________________________________________________ 35 __________________________________________________ .Planta do Pavimento Térreo 4. Vamos apagar agora as linhas utilizadas para dividirmos os lances da escada.

A largura dos mesmos também é entre 3 a 6.0 cm. ____________________________________________________ 36 __________________________________________________ . cotando-a. o corrimão deverá ser do lado. 4. esquadria e escolhendo os locais onde será cortada a escada. numeração dos degraus.PROJETO DE EDIFICAÇÕES Os degraus que estão acima do plano de corte (aproximadamente a 1. para a visualização da mesma em cortes. indicação do sentido do fluxo de subida. deverá ser dos dois lados.4. A distância entre os corrimãos e as paredes é de no mínimo 4 cm. Nos edifícios coletivos. onde houver possibilidade de queda.13.13.2. 4.2. Como o nosso edifício é residencial unifamiliar H1. Desenho dos corrimãos Neste momento devemos fazer o desenho dos corrimãos. inserindo cotas de nível. Finalização do Desenho da Planta do Pavimento Térreo da Escada Finalizaremos a planta do pavimento inferior.50m acima do piso) devem apresentar com o tipo de linha tracejado (arestas invisíveis).3.

As diferenças estão na caixa da escada e na não utilização de linhas tracejadas. pois a vista superior está abaixo do plano de corte.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4.1.3. 4. Desenho da caixa da escada 4.Planta do Pavimento Superior Iremos desenvolver o desenho do pavimento superior. Desenho dos degraus ____________________________________________________ 37 __________________________________________________ .3.13. Os passos para a construção do desenho são semelhantes aos realizados no desenvolvimento do pavimento inferior.3.13.13. Desenho da escada .2.

Desenho dos corrimãos 4.3.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4. Superior ____________________________________________________ 38 __________________________________________________ .4.3.13.13.3. Finalização do Desenho da Planta do Pav.

2.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4.13.13. Desenho da escada . Desenho dos degraus da escada ____________________________________________________ 39 __________________________________________________ .4.4.4.1. Desenho da caixa da escada 4.13. 4.Corte AA e Corte BB Vamos neste momento realizar os cortes transversais escolhidos no desenho das plantas dos pavimentos inferiores e superiores.

4. Desenho dos corrimãos da escada Vamos tracejar as arestas não visíveis do corte.4.13.13.4. Finalização do Desenho do Corte AA e Corte BB O processo para desenvolvermos o Corte BB é idêntico ao do Corte AA. ____________________________________________________ 40 __________________________________________________ .3.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4.4.

5.Corte CC superior.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4.13. Desenho da caixa e dos degraus da escada Processo da divisão de seguimentos. Desenho da escada . ____________________________________________________ 41 __________________________________________________ .13.5.1. Vamos neste momento realizar o corte longitudinal escolhido no desenho das plantas dos pavimentos térreo e 4.

13.PROJETO DE EDIFICAÇÕES Obs. 4.3.5. Desenho dos corrimãos da escada e finalização do Desenho do Corte CC ____________________________________________________ 42 __________________________________________________ .: Segundo lance não é interceptado pelo corte.

devendo ser precedidas e sucedidas sempre por patamares planos. com largura não inferior à da folha da porta do lado do vão. mas largamente aplicadas em edifícios de apartamentos. ____________________________________________________ 43 __________________________________________________ . RAMPAS 5. DEFINIÇÕES É um plano inclinado usada para circulação e permitir fácil comunicação entre dois pisos situados em níveis diferentes. a rampa ideal seria a de 8% de inclinação.. hospitais e edifícios comerciais. escolas. O piso das rampas deve ser antiderrapante. Quando se destina ao uso de pedestre. deve ser previsto patamar de descanso em condições semelhantes às da escada.10m no sentido do trânsito.1. As rampas não podem terminar em degraus ou soleiras. As rampas são pouco utilizadas em residências. etc. com comprimento mínimo de 1. análoga às da escada. As rampas devem ser dotadas de guarda-corpo e corrimão.PROJETO DE EDIFICAÇÕES CAPÍTULO V 5. onde a circulação interna justifica sua utilização. Não é permitida a colocação de portas em rampas. estas devem estar situadas sempre em patamares planos.

00 (1:20) 1.33% (1:12) até 12.25% e 8. Inclinação admissível em cada segmento de rampa – l (%) Desníveis máximos de cada segmento de rampa – h (%) Número máximo de segmentos de rampa 5.25 (1:16) 1.2. DIMENSIONAMENTO A inclinação das rampas deve ser calculada segundo a seguinte equação: i = h x 100 c onde: i é a inclinação. 5. A largura livre mínima recomendável para as rampas em rotas acessíveis é de 1.3.1.2.2.3. c é o comprimento da projeção horizontal.2.2. quando esgotadas as possibilidades de soluções que atendam integralmente a tabela 5. Tabela para dimensionamento de rampas para situações excepcionais Em reformas.00 (1:10) < l ≤ 12.2.1.80 15 5.20 m.15 (1:8) 0.2. A largura das rampas (L) deve ser estabelecida de acordo com o fluxo de pessoas. ____________________________________________________ 44 __________________________________________________ .3.25 (1:16) < l ≤ 8.00 (1:10) 0.075 1 5.50 Sem limite 5.33% devem ser previstas áreas de descanso nos patamares. h é a altura do desnível.20 4 10. A projeção dos corrimãos pode incidir dentro da largura mínima admissível da rampa em até 10 cm de cada lado. Inclinação admissível em cada segmento de rampa – l (%) Desníveis máximos de cada segmento de rampa – h (%) Número máximo de segmentos de rampa 8. conforme a tabela abaixo.3.33 (1:12) 0. em porcentagem.3.00 (1:20) < l ≤ 6.5% (1:8).2. 5. conforme figura a seguir.2. 5.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 5. sendo o mínimo admissível 1.00 Sem limite 6. a cada 50 m de percurso. Tabela para dimensionamento de rampas As rampas devem ter inclinação de acordo com os limites estabelecidos na tabela a seguir. podem ser utilizadas inclinações superiores a 8. A inclinação transversal não pode exceder 2% em rampas internas e 3% em rampas externas. Outras normas de dimensionamento 5.50 m. Para inclinação entre 6.33 (1:12) < l ≤ 10.

2.20 m. conforme figura abaixo. sendo o mínimo admissível 1. 5. podem ser executadas rampas com largura mínima de 0.1. Quando não houver paredes laterais as rampas devem incorporar guias de balizamento com altura mínima de 0. além da área de circulação adjacente.50 m.2. ____________________________________________________ 45 __________________________________________________ . quando a construção de rampas nas larguras indicadas ou a adaptação da largura das rampas for impraticável.6.00 m.4. Entre os segmentos de rampa devem ser previstos patamares com dimensão longitudinal mínima de 1. 5.4. medido no perímetro interno à curva. conforme figura abaixo.05 m.3. Patamares das rampas 5. Os patamares situados em mudanças de direção devem ter dimensões iguais à largura da rampa.3.2. instaladas ou construídas nos limites da largura da rampa e na projeção dos guardacorpos.2.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 5.4.50 m.90 m com segmentos de no máximo 4.5.4.2. Para rampas em curva. a inclinação máxima admissível e de 8. No início e no término da rampa devem ser previstos patamares com dimensão longitudinal mínima recomendável de 1.33% (1:12) e o raio mínimo de 3.2. Em edificações existentes.20 m sendo recomendável 1. 5.00 m.2. conforme figura abaixo. medidos na sua projeção horizontal.3. 5.

Cascas ____________________________________________________ 46 __________________________________________________ . da estrutura e dos condutores de águas pluviais. .1.1.2. Superfícies curvas 6.2.de superfícies planas.2.2.de superfícies mistas. 6. .2. O QUE SÃO TELHADOS Telhados são construções destinadas a proteger os edifícios da ação das intempéries. Cúpulas 6. Compõem-se da cobertura.1.1.1. TIPOS DE SUPERFÍCIE Os telhados podem ser: .PROJETO DE EDIFICAÇÕES CAPÍTULO VI 6. sendo que a estrutura serve de apoio à mesma e as calhas e condutores verticais são úteis no recolhimento das águas pluviais.de superfícies curvas. A cobertura é verdadeiramente o elemento de proteção. TELHADOS 6.2.1. Abóbodas 6. 6.3.

PROJETO DE EDIFICAÇÕES 6.2.2.2.2.2.1. Superfícies planas 6. Lajes • Horizontal • Inclinada 6.2.2. Telhados • Telhas de barro • Alumínio • Plástico ____________________________________________________ 47 __________________________________________________ .

sem vãos que possam permitir a entrada de água. COBERTURA Existem no mercado vários tipos de telhas. esmaltadas em várias cores.3. Antes de se decidir por um ou outro modelo. a fim de assegurar total rigidez ao telhado. escolha telhas que já tenham saliências para os furos de amarração. Tipos de cobertura Francesa Cores: Vermelha.PROJETO DE EDIFICAÇÕES • Cimento-amianto • Ardósia 6. Por exemplo. escolha tipos com versão também em vidro. branca e de vidro Características: Telha cerâmica natural plana com duas cavidades na longitudinal fazendo a função de canal. Rendimento por m2: 26 peças Peso por m2: 57 Kg Inclinação Mínima: 30% ____________________________________________________ 48 __________________________________________________ . se você deseja um telhado com grande inclinação. Se você necessita de alguns segmentos de telhas de vidro para aumentar a iluminação no interior do ambiente. de vidro ou de cimento colorido. 6.1. para se ter um telhado uniforme. Rendimento por m2: 16 peças Peso por m2: 44 Kg Inclinação Mínima: 35% Paulista Cores: Vermelha e de vidro Características: Telha cerâmica natural com capa e canal separados.3. é importante não só considerar o aspecto estético. tais como de cerâmica ao natural. Outro detalhe importante: cada tipo de telha exige um caimento (inclinação) mínimo. Não se esqueça que as telhas têm a função de proteger toda a estrutura da obra e precisam ser apropriadas ao projeto. para a água da chuva escoar com facilidade. mas também o funcional. curvos e diferentes entre si.

mudando suas dimensões e curvatura. diferentes entre si e linhas predominantes retas. pêssego. branca. esmaltadas e de vidro Características: Telha cerâmica natural com capa e canal retos conjugados. mediterrânea e esmaltadas Características: Telha cerâmica com capa em curva e canal reto conjugados. Rendimento por m2: 16 peças Peso por m2: 42 Kg Inclinação Mínima: 30% Portuguesa ou Colmar Cores: Vermelha. branca e de vidro Características: Telha cerâmica natural com capa e canal separados.PROJETO DE EDIFICAÇÕES Colonial Cores: Vermelha. Rendimento por m2: 26 peças Peso por m2: 42 Kg Inclinação Mínima: 27% Romana Cores: Vermelha. palha. branca e esmaltadas Características: Telha cerâmica natural com capa curva e canal em linha reta. Rendimento por m2: 12 peças Peso por m2: 38 Kg Inclinação Mínima: 36% ____________________________________________________ 49 __________________________________________________ . Rendimento por m2: 16 peças Peso por m2: 42 Kg Inclinação Mínima: 30% Americana Cores: Vermelha. bastando para isto invertê-las. conjugados com semelhança em relação a telha portuguesa. pêssego e de vidro Características: Telha cerâmica natural curva onde as peças com as mesmas características fazem a função de capa e canal. branca. Rendimento por m2: 23 peças Peso por m2: 55 Kg Inclinação Mínima: 35% Plan Cores: Vermelha.

4.Cumeeira: Terça da parte mais alta do telhado. Cinza Características: Telha ondulada de fibrocimento. nas terças e nos frechais. Também chamada de "espigão horizontal". Estrutura em madeira 6. que une os vértices da tesoura e onde se apoiam os caibros do madeiramento da cobertura. Grande viga de madeira.4. 6. o caibro se assenta nas cumeeiras. areia.1. Terminologia 1 . Características: Telha produzida em concreto (cimento de alta resistência. cinza grafite. As estruturas compõem-se de tesouras e vigamentos secundários. rubi e tabaco. escama de peixe ou chapinha Cores: Vermelha e esmaltadas Características: Telha cerâmica natural plana com duas cavidades na longitudinal fazendo a função de canal. ____________________________________________________ 50 __________________________________________________ . areia classificada e pigmento sintético). pilares e ou paredes. Rendimento por m2: 16 peças Peso por m2: 44 Kg Inclinação Mínima: 50% Tégula Cores: Cinza. ESTRUTURA São peças destinadas a transferir os esforços da cobertura às vigas. As tesouras são geralmente de forma triangular.1. avelã.Caibros: Peça de madeira que sustenta as ripas. apoiadas sobre o caibro para sustentação das telhas. lajes.PROJETO DE EDIFICAÇÕES Germânica. 2 .1.Ripas: pequenas peças de madeira. Rendimento por m2: variável Inclinação Mínima: 9% 6.4. Rendimento por m2: 10 peças Peso por m2: 46 Kg Inclinação Mínima: 30% Fibrocimento ondulada Cores: Branca. 3 . Nos telhados.

Terça: viga de maderia apoiada sobre as pernas da tesouras ou sobre paredes. Podem trabalhar à tração ou cisalhamento.Pendural ou montante: Viga vertical no centro da tesoura. podendo entretanto ser diverso. sendo assentada sobre o topo da parede.Perna: Cada uma das vigas inclinadas que compõe a tesoura. 8 . 11 . ela pode ser definida pela relação entre a altura e a largura da cobertura. formada de barras dispostas de madeira a compor uma rede de triângulos. Chama-se inclinação da cobertura o ângulo formado pelos planos das coberturas com o horizonte.2. escora ou diagonal: São peças de ligação entre a linha e a perna.Tesoura: viga em treliça plana vertical. tornando o sistema estrutural indeslocável. 9 .6. 6 . H=Lxi 100 H= altura da cobertura (desnível) i%= inclinação da cobertura(ponto) L= projeção horizontal da cobertura ____________________________________________________ 51 __________________________________________________ .Linha: Viga horizontal (tensor) que. encontran-se.Frechal: terça da parte inferior do telhado. INCLINAÇÃO DAS COBERTURAS Toda cobertura deve ter uma inclinação. tais como as inclinações máximas e mínimas.4.5.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 4 . 6. 10 . na tesoura. em posição oblíqua ao plano da linha.Estribo: São ferragens que garantem a união entre as peças das tesouras. Estrutura metálica 6. caso a planta for de forma irregular. Geralmente trabalham à compressão. 5 . para sustentação dos caibros. servindo de apoio à tesoura.Mão francesa. Ao se projetar um telhado devemos consultar ao fabricante especificações de seu produto. paralela à cumeeira e ao frechal. 6. que vai da cumeeira à linha da tesoura. 7 . Se a inclinação for uniforme. Ele é geralmente uniforme em todo o telhado. está sujeita aos esforços de tração. CALHAS São elementos destinados a captar águas pluviais provenientes das coberturar e conduzí-las através dos condutores verticais até as caixas de areia.

2. Águas As coberturas são constituídas por uma ou mais superfícies que podem ser planas. Cobertura meia-água 6. temos o telhado de uma água (vulgarmente conhecido como alpendres ou meia-água).4.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 6.1. e conforme o seu número. FORMAS DE COBERTURA 6. entretanto as planas são as mais utilizadas.7.7.1.1. Cobertura duas-águas 6. os de duas. curvas ou mistas.1. Cobertura quatro-águas 6. 6.7. etc.7. de quatro. de três.3. Essas superfícies (planos) são denominadas “água”.1. Cobertura seis-águas ____________________________________________________ 52 __________________________________________________ .1.7.7.

00m.2. ____________________________________________________ 53 __________________________________________________ .7. 6. com o objetivo de esconder as coberturas. Oitões São paredes externas paralelas às tesouras. Platibandas É a continuação das paredes externas.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 6.7. Faz o papel das abas de um chapéu. que muitas vezes servem de apoio para as terças.7. Beirais É parte da cobertura que avançam além dos alinhamentos das paredes externas.4. protege as paredes contra as intempéries.3. Geralmente tem largura em torno de 60 cm a 1. 6.

Os espigões formam ângulos de 45º com as projeções das paredes e partem dos cantos externos. 2. quando as paredes formarem ângulos de 90°.8. iremos fazer o projeto da cobertura. Projeção das paredes externas ____________________________________________________ 54 __________________________________________________ . A cumeeira é um divisor de águas horizontal. 3. considerando: beirais e caimento das águas em todas as empenas. PROJETO DE UMA COBERTURA Consiste na projeção do telhado sobre um plano horizontal. porém inclinados e os rincões ou águas furtadas são receptores de águas inclinadas. espigões e rincões. Os rincões ou águas furtadas formam ângulos de 45º com as projeções das paredes e partem dos cantos internos. de modo a conhecer a sua forma através das linhas de cummeira. Dado as projeções das paredes de uma edificação.1. 6.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 6. Os espigões são também divisores de água.8. As cummeiras são linhas paralelas a uma direção das paredes e perpendicular a outra direção. Ao projetarmos uma cobertura devemos nos lembrar de algumas práticas: 1.

2.8.projeção das paredes externas mais o beiral 6.8.3 Projeção do telhado (paredes externas com beiral de 80cm) ____________________________________________________ 55 __________________________________________________ .PROJETO DE EDIFICAÇÕES 6.

80m e) Retângulo BCHI L4 = 2. tirando a bissetriz do ângulo.05m g) Retângulo BCOP h) Retângulo BDHJ L8 = 5. portanto. A cumeeira AB é a mais alta de todas.8.30m L7 = 5. a) Retângulo ABEF b) Retângulo ACEG’ L1 = 2.00m L2 = 2. teremos uma linha com a inclinação de 45º.80m d) Retângulo BCFG’ c) Retângulo ADEG L3 = 2.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 6. O retângulo BDHJ será então a cobertura principal. procurar dentro da figura ADJIPNKLFEA o retângulo ou quadrado. Projetando a cobertura de quatro águas teremos: Como as projeções das paredes externas formam ângulos de 90º.80m f) Retângulo BCLM L6 = 5. Encontrando a cumeeira mais alta Desconsiderando as projeções externas da paredes (ou seja. h= pxL. que ao projetar uma cobertura de 4 águas.4. teremos a cumeeira mais alta. 6. considerando apenas o contorno da cobertura). O retângulo que possui o maior L é o L8 = 5. sendo p constante.30m.8.5.05m L5 = 5.05m Então o retângulo com a cumeeira mais alta. Todas as outras coberturas irão penetrar nesta. quanto maior o L maior o h. pela relação p=h/L. ____________________________________________________ 56 __________________________________________________ .

PROJETO DE EDIFICAÇÕES 6. Projetando o telhado do retângulo ABEF Após projetado a cobertura em quatro águas com a cumeeira mais alta.2. teremos a necessidade de se colocar uma calha. pois queremos que as águas caiam sobre todas as empenas de forma uniforme. iremos projetar os retângulos 1.8.8. ____________________________________________________ 57 __________________________________________________ .6. Quando fizermos uma vista frontal da cobertura iremos ver a calha. Então projetando com três águas teremos a seguinte cobertura: 6.1. o que não desejamos.6. 6. Projetando o retângulo 1 Se projetarmos no retângulo ABEF uma cobertura de quatro águas. idem ao anterior Se projetarmos no retângulo HIOP uma cobertura de quatro águas. Quando fizermos uma vista frontal da cobertura iremos ver a calha.8. Projetando o retângulo 2. o que não desejamos. pois queremos que as águas caiam sobre todas as empenas de forma uniforme.6. 2 e 3 da mesma forma. teremos a necessidade de se colocar uma calha.

6.8. passa-se o traçado definitivo do telhado. 6. Projetando o retângulo 3.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 6. Traçado definitivo Traçando as projeções das cumeeiras.8. dos espigões e rincões.3. pois existem linhas que não devem figurar por estarem em um mesmo plano.7.8.8. Projeto definitivo da cobertura ____________________________________________________ 58 __________________________________________________ . idem ao anterior 6.

PROJETO DE EDIFICAÇÕES 6.9. Cortes ____________________________________________________ 59 __________________________________________________ .8.

1. condomínios e conjuntos habitacionais devem ser acessíveis em suas áreas de uso comum.50 m x 1.2. 7. mobiliário.1.20 m. b) para rotação de 180° = 1.2.PROJETO DE EDIFICAÇÕES CAPÍTULO VII 7.20 m. Área de Circulação 7.20 m no piso.2. ocupada por uma pessoa utilizando cadeira de rodas. c) para rotação de 360° = diâmetro de 1.1. conforme figura a seguir. ACESSIBILIDADE 7.2.1. INTRODUÇÃO Acessibilidade é a possibilidade e condição de alcance.1. são: a) para rotação de 90° = 1. Cadeira de Rodas 7.2.50 m. conforme a figura a seguir. ____________________________________________________ 60 __________________________________________________ .2.2. PARÂMETROS ANTROPOMÉTRICOS 7. espaços.2. percepção e entendimento para utilização com segurança e autonomia de edificações.20 m x 1. equipamentos urbanos e elementos.2. Pessoas em cadeira de rodas (PCR) 7.80 m por 1. Área para manobra de cadeiras de rodas sem deslocamento As medidas necessárias para a manobra de cadeira de rodas sem deslocamento. As edificações residenciais multifamiliares. Módulo de Referência Considera-se o módulo de referência a projeção de 0.1. 7.

Largura para deslocamento em linha reta de pessoas em cadeira de rodas 7. estabelecem a analogia entre o objeto ou a informação e sua representação. Todos os símbolos podem ser associados a uma sinalização direcional.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 7.2.3.2. Manobra de cadeiras de rodas com deslocamento 7. ____________________________________________________ 61 __________________________________________________ . SÍMBOLOS Representações gráficas que. através de uma figura ou de uma forma convencionada.2.2.2.3.

4. Símbolo internacional de acesso – Representação A indicação de acessibilidade das edificações.1.4. conforme figura a seguir. bem como as rotas de interligação às principais funções do edifício. ____________________________________________________ 62 __________________________________________________ .3.50 m para grandes fluxos de pessoas.2. Admite-se inclinação transversal da superfície até 2% para pisos internos e 3% para pisos externos e inclinação longitudinal máxima de 5%. Corredores Os corredores devem ser dimensionados de acordo com o fluxo de pessoas. estampas que pelo contraste de cores possam causar a impressão de tridimensionalidade).1. dos espaços e dos equipamentos urbanos deve ser feita por meio do símbolo internacional de acesso. b) 1. estilização ou adição deve ser feita a este símbolo. com inclinação máxima de 1:2 (50%). 7. ACESSOS E CIRCULAÇÃO 7.00 m. A figura deve estar sempre voltada para o lado direito.1.4. A representação do símbolo internacional de acesso consiste em pictograma branco sobre fundo azul (referência Munsell 10B5/10 ou Pantone 2925 C).2. Inclinações superiores a 5% são consideradas rampas. 7.4.3.4. Nenhuma modificação. Desníveis superiores a 5 mm até 15 mm devem ser tratados em forma de rampa. Recomenda-se evitar a utilização de padronagem na superfície do piso que possa causar sensação de insegurança (por exemplo. Este símbolo pode. Circulação 7. Desníveis Desníveis de qualquer natureza devem ser evitados em rotas acessíveis.00 m.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 7. firme.50 m para corredores de uso público. Pisos Os pisos devem ter superfície regular. 7. estável e antiderrapante sob qualquer condição. assegurando uma faixa livre de barreiras ou obstáculos.20 m para corredores de uso comum com extensão até 10.1.3. opcionalmente.1. d) maior que 1. Eventuais desníveis no piso de até 5 mm não demandam tratamento especial. 7. e 1. Desníveis superiores a 15 mm devem ser considerados como degraus. As larguras mínimas para corredores em edificações e equipamentos urbanos são: a) 0. do mobiliário.4. ser representado em branco e preto (pictograma branco sobre fundo preto ou pictograma preto sobre fundo branco).1.4.00 m. conforme figura a seguir. Circulação Interna 7.90 m para corredores de uso comum com extensão até 4. Acessos Nas edificações e equipamentos urbanos todas as entradas devem ser acessíveis. que não provoque trepidação em dispositivos com rodas (cadeiras de rodas ou carrinhos de bebê).50 m para corredores com extensão superior a 10. c) 1.

4. Rebaixamento de calçadas para travessia de pedestres Vista superior ____________________________________________________ Perspectiva 63 __________________________________________________ . 7.4.4. Rebaixamento de calçadas para travessia de pedestres 7.2.80 m e altura mínima de 2.4.4.4. Inclinação Longitudinal A inclinação longitudinal de calçadas. Inclinação Transversal A inclinação transversal de calçadas. inclusive de elevadores.4.Exemplo As portas. Recomenda-se que a inclinação longitudinal das áreas de circulação exclusivas de pedestres seja de no máximo 8.3.4.2. devem ter um vão livre mínimo de 0.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 7.3.4. pelo menos uma delas deve ter o vão livre de 0. passeios e vias exclusivas de pedestres não deve ser superior a 3%. passeios e vias exclusivas de pedestres deve sempre acompanhar a inclinação das vias lindeiras. Em portas de duas ou mais folhas.1.Exemplo Aproximação de porta lateral . 7.33% (1:12). 7. Portas Os espaços necessários junto às portas devem ser: Aproximação de porta frontal .10 m.80 m. Eventuais ajustes de soleira devem ser executados sempre dentro dos lotes.4. Circulação Externa 7.5.

PROJETO DE EDIFICAÇÕES
7.4.6. Sanitários
7.4.6.1. Bacia sanitária

Bacia sanitária – Barras de apoio lateral e de fundo

Bacia sanitária – Exemplo de barra de apoio lateral com fixação na parede de fundo

Bacia sanitária com caixa acoplada

____________________________________________________

64 __________________________________________________

PROJETO DE EDIFICAÇÕES
7.4.6.2. Boxe para bacia sanitária

Transferência lateral

Reformas — Área de manobra externa

Obs: este modelo é apenas para casos de
reformas onde não seja possível adotar o modelo
de transferência lateral

7.4.6.3. Boxes para chuveiro e ducha

Boxe para chuveiro com barra de apoio em L

a) Exemplo A

b) Exemplo B

Perspectiva do boxe com as barras de apoio
____________________________________________________

65 __________________________________________________

PROJETO DE EDIFICAÇÕES
7.4.6.4. Lavatório

7.4.6.5. Mictório

7.4.6.6. Acessórios para sanitários

____________________________________________________

66 __________________________________________________

PROJETO DE EDIFICAÇÕES 7. Vagas para veículo a) Paralela à calçada b) Em 90° Sinalização horizontal de vagas ____________________________________________________ 67 __________________________________________________ .7.4.

3.1. PLANTA DE LOCAÇÃO ____________________________________________________ 68 __________________________________________________ . PLANTA DE SITUAÇÃO 8.2.PROJETO DE EDIFICAÇÕES CAPÍTULO VIII 8. PROJETO ARQUITETÔNICO H1 EM 2 PAVIMENTOS 8. PLANTA PLANIALTIMÉTRICA 8.

PROJETO DE EDIFICAÇÕES 8. PLANTA DOS PAVIMENTOS ____________________________________________________ 69 __________________________________________________ .4.

Planta do pavimento térreo ____________________________________________________ 70 __________________________________________________ .PROJETO DE EDIFICAÇÕES 8.4.1.

2.4.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 8. Planta do pavimento superior ____________________________________________________ 71 __________________________________________________ .

CORTES ____________________________________________________ 72 __________________________________________________ .5.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 8.

PROJETO DE EDIFICAÇÕES 8.5. Corte AA ____________________________________________________ 73 __________________________________________________ .1.

Corte CC ____________________________________________________ 74 __________________________________________________ .5.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 8. Corte BB 8.3.2.5.

PROJETO DE EDIFICAÇÕES 8. FACHADA FRONTAL ____________________________________________________ 75 __________________________________________________ .6.

FACHADA FRONTAL COM MURO ____________________________________________________ 76 __________________________________________________ .7.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 8.

8.PROJETO DE EDIFICAÇÕES 8. LEIAUTE DO PAVIMENTO TÉRREO ____________________________________________________ 77 __________________________________________________ .

PROJETO DE EDIFICAÇÕES 8. LEIAUTE DO PAVIMENTO SUPERIOR ____________________________________________________ 78 __________________________________________________ .9.