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Media alvo de queixa por exibição abusiva do vídeo
JOÃO PAULO MENDES

Media alvo de queixa por exibição abusiva do vídeo
Directora da DREN considera que houve abuso A Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) apresentou queixa contra quatro órgãos de informação ao Ministério Público e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) contra a forma como exibiram as imagens do vídeo filmado na Escola Secundária Carolina Michaëlis do Porto. RTP, Expresso on-line, Diário Digital e Portugal Diário foram já notificados, tendo-lhes sido dado um prazo de dez dias para se explicarem. A SIC também é referida, mas por causa de um spot publicitário exibido num serviço noticioso onde um professor destrói um telemóvel após o ter tirado a um aluno. Fonte da ERC disse ao DN que a queixa deu entrada naquela entidade reguladora no dia 1 de Abril, tendo a DREN alegado que aqueles órgãos de comunicação social não taparam a cara dos intervenientes no vídeo realizado por um aluno que o colocou no YouTube. Nas imagens vê-se aluna e professora a disputarem a posse de um telemóvel, enquanto outros elementos da turma assistem e encorajam a colega. A queixa contra a televisão do Estado refere-se "ao Telejornal do Canal 1 transmitido no dia 20 de Março", explicou a mesma fonte. Já quanto aos restantes, a DREN queixa-se de "divulgarem 'repetidamente' os factos ocorridos na Escola Secundária Carolina Michaëlis sem sequer terem o cuidado de utilizar os meios técnicos que permitem a distorção das pessoas que nela surgem, de forma a obviar a sua identificação ou reconhecimento", explicou a ERC. A DREN alega ainda que, "também no fim do Jornal da Noite da SIC, transmitido no dia 27 de Março de 2008, foi emitido um debate com comentadores, com a exibição de várias reportagens e vídeos, entre os quais um com imagens de factos alegadamente ocorridos numa sala de aula de um estabelecimento de ensino dos Estado Unidos em que se vê um professor a retirar um telemóvel a um aluno e depois destruí-lo, atirando-o ao chão". O vídeo, afirma, " foi transmitido sem qualquer advertência quanto à sua proveniência, criando nos destinatários, incluindo os comentadores que sobre ele se pronunciaram, a convicção de que se tratava de factos reais, efectivamente ocorridos num estabelecimento de ensino. Ora, foi possível verificar posteriormente que tais imagens se referem a um spot publicitário." Segundo a directora da DREN, a "participação às entidades competentes" pretende apurar se a forma como foi usado o vídeo "é ou não adequada". Margarida Moreira, que "já desabafou sobre o assunto" várias vezes, considera que a exibição daquelas imagens a mostrarem uma aluna da Escola Secundária Carolina Michaëlis a tentar recuperar da sua professora de Francês, em plena sala de aula, o telemóvel que lhe tinha retirado, não foi correcta.

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Aulas de formação cívica Ontem, o Conselho Executivo da escola anunciou a suspensão de um aluno que impediu ajuda à professora e determinou que os restantes elementos da turma tenham aulas de formação cívica uma vez por semana. De acordo com a presidente daquele órgão, Carla Duarte, o aluno "foi suspenso por um período inferior a dez dias", o máximo legal. "Não posso dizer quantos dias, porque essa informação só a poderia dar se fosse autorizada pelos encarregados de educação", explicou ao DN. Sobre as aulas de formação cívica a toda a turma, Carla Duarte disse que "serão dadas à margem do horário escolar". Para o próximo ano lectivo, "estes estudantes terão a responsabilidade de apresentar o regulamento interno da escola aos novos alunos", disse aquela responsável. Com esta decisão ficam concluídos todos os procedimentos a aplicar aos alunos do 9.º C, após a transferência da protagonista e do realizador do vídeo para outras escolas.

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