10º ano - resumos

Programa
I - A geologia, os geólogos e os seus métodos
II - A Terra, um planeta muito especial
III - Compreender a estrutura e a dinâmica da geosfera

I - A geologia, os geólogos e os seus métodos.
Terra e os seus subsistemas
Conceito de Sistema – Qualquer porção do Universo, constituída por massa e energia,
com diferentes componentes em interacção de um modo organizado. Neste contexto
podemos considerar a Terra um sistema.

Quais as características do sistema Terra?
Temos vários tipos de sistemas:


Sistema isolado – não existe permuta de matéria e energia através das suas
fronteiras. Na Natureza não existem sistemas completamente isolados.
Sistema fechado – ocorre intercâmbio energético através dos seus limites, mas
não há permuta de matéria.
Sistema aberto – ocorre intercâmbio de energia e de matéria através das
respectivas fronteiras.

Terra é um sistema fechado pois não existe troca de matéria com o exterior. Por sua
vez recebe energia do Sol e liberta energia proveniente da desintegração de elementos
radioactivos e do calor interno remanescente da origem da Terra.

Subsistemas terrestres
No sistema Terra podem considerar-se 4 subsistemas:
 Hidrosfera
 Atmosfera
 Geosfera
 Biosfera




A hidrosfera é constituída pelos reservatórios de água no estado liquido que
existem na Terra: oceanos, lagos, rios…
A Atmosfera é constituída por gases dispostos em camadas
A biosfera é constituída pelo conjunto de seres vivos que povoam a Terra
integrados nos seus respectivos meio abiótico
Geosfera é constituída pela parte sólida da Terra como as rochas e minerais.

Como explicas o aparecimento de oxigénio na atmosfera?
A capacidade de alguns seres fotossintéticos realizarem a fotossíntese deverá ser a
origem do aparecimento do oxigénio. As bactérias cianobactérias foram os primeiros
seres vivos a realizar este processo.
Sabe-se que o ozono (O3) constitui uma das camadas da atmosfera actual que é
essencial para a vida na Terra.
Tendo em atenção que 4 O2 2 O3 + O2, fomula uma hipotese explicativa para o
aparecimento desta camada.
Quando a atmosfera atingiu uma concentração suficientemente elevada de oxigénio
livre (cerca de 10% da actual) foi possivel formar-se a camada de ozono (O3).
Os sistemas considerados são enormes reservatórios de matéria e de energia, que
interagem e permanecem em equilíbrio – são sistemas abertos. Qualquer alteração
provocada num destes subsistemas afectará os outros desencadeando mudanças até
que um novo equilibrio seja estabelecido.
Conceito de Ecossistema – É um conjunto formado por seres vivos, pelo meio que
aqueles ocupam.
Exemplos de interacções entre subsistemas
Subsistemas
Atmosfera

Hidrosfera

Biosfera

Ex. de interacções
Biosfera

Fotossíntese – as plantas retiram da atmosfera CO2 e
libertam O2
Respiração celular

Hidrosfera

Ciclo da água

Geosfera

Erupções vulcânicas
Desintegração dos elementos radioactivos

Biosfera

Ciclo da água
Acção do Homem – emissão de poluentes para os rios

Geosfera

Ciclo da água – infiltração da água nos subsolos

Geosfera

Formação do carvão mineral

A Terra é um Sistema Fechado
Tem implicações: a quantidade de matéria é finita e limitada.
Os materiais poluentes resultantes da actividade h humana acumula-se com
consequências Catastróficas.
Qualquer alteração num dos subsitemas afecta necessariamente todos os outros.




.Rochas Rochas importantes Rocha Minerais importantes Minerais acessórios Granito Quartzo. transportados pela água ou pelo vento para outros locais. inorgânico. Processos que ocorrem durante a diagénese  Compactação – compressão de sedimentos pelas camadas superiores. Na génese das rochas sedimentares ocorrem fundamentalmente duas fases:  Sedimentogénese  Diagénese A sedimentogénese é um conjunto de processos que intervêm na formação de sedimentos. Processos que ocorrem na sedimentogénese  Meteorização – alterações das rochas por acção de agentes externos Física – havendo desintegração mecânica das rochas Ou Química – havendo transformação de minerais noutros.  Transporte – Os materiais resultantes da meteorização são. Conceito de Mineral – é um corpo sólido. natural. de estrutura cristalina e com composição química fixa ou variável dentro de certos limites.  Cimentação – preenchimento de espaço entre os sedimentos por novos minerais que resultam da precipitação.  Sedimentação – ocorre quando o agente transportador perde energia e os sedimentos se depositam.  Erosão – Remoção pela água ou pelo vento dos materiais resultantes da meteorização das rochas. em regra. mais estáveis. Diagénese – conjunto de processos físico e químicos que intervêm após a sedimentação e pelos quais os sedimentos se transformam em rochas sedimentares coerentes e consolidadas. feldespato potássico e plagioclase Mica branca e preta Basalto Tiroxina e plagioclase Olivina e anfibula Calcario Calcite Mármore Calcite Rochas sedimentares Conceito de rocha – unidade estrutural da Geosfera constituída por um ou vários minerais associados.

Granito Quando solidifica à superficie .Rochas Magmáticas Conceito de magma – São misturas complexas de rochas fundidas. Características das rochas intrusivas.Forma-se em zona de subducção (oceanica . Normalmente o magma é menos denso do que as rochas existentes. Ex.Fusão parcial do crosta (continental . Quando o magma solidifica origina rochas magmáticas.continental) Quando solidifica em profundidade . Granito.Andesito   Riolíticos .  Arrefecimento lento – há condições para se formarem cristais bem desenvolvidos.continental) Quando solidifica em profundidade . As rochas extrusivas são aquelas que o magma solidifica á superfície ou próximo dela. Ex. Textura agranular são quando não se destinguem os minerais e os cristais são microscópicos. As rochas Magmáticas podem fornecer informações sobre como se formaram.  .Expelido nos riftes. Nas rochas Magmáticas.Basalto   Andesíticos . Há 2 tipos de rochas magmáticas: As rochas intrusivas são aquelas em que o magma solidifica no interior da Terra.Gabro Quando solidifica à superficie . Tipos de magmas    Basálticos Andesíticos Riolíticos   Basálticos . Quando solidifica em profundidade . o Basalto. Características das rochas extrusivas.diorito Quando solidifica à superficie . quais os materiais que a constituem e se solidificam à superfície ou em profundidade. em cristais relativamente desenvolvidos.riólito Textura das rochas magmáticas   Tem textura granular é quando os minerais distinguem-se uns dos outros. a formação de minerais resulta do arrefecimento do Magma:  Arrefecimento rápido – não há condições para se formarem cristais bem desenvolvidos.

Ciclo das Rochas (pag.30) Conceito de ciclo das rochas – conjunto de transformações do material rochoso no descurso das quais as rochas são geradas. Estas regiões correspondem a zonas de colisão de massas continentais.  Princípio da identidade paleontológica – Estratos com o mesmo tipo de fosseis apresenta a mesma idade. Conceito de metamorfismo regional – ocorre quando as rochas estão submetidas a tensões e temperaturas muito elevadas. destruídas e alteradas por processos devidos à dinâmica interna e externa da Terra. pressão. Podem-se formar a partir do metamorfismo regional ou metamorfismo de contacto. e o calor proveniente do magma pode metamorfizar as rochas encaixantes. . A textura das rochas metamórficas podem ser não foliadas ou foliadas. Ex. Datação absoluta Conceito de datação absoluta – consiste em determinar a idade de uma rocha através da desintegração regular de isótopos radioactivos naturais. As rochas metamórficas podem se formar em diferentes realidades. – Lei de stenon. fluidos e tempo. Esses processos envolvem transformações físicas e químicas sofridas pelas rochas quando são submetidas a altas temperaturas e elevadas tensões. Exemplos:  Fosseis de idade – são aqueles que existiram durante um curto espaço de tempo e teve uma ampla distribuição geográfica. calcário em contacto com o magma forma calcário.ex. Estas alterações ocorrem no estado sólido. O gnaisse e o Xisto. O xisto. Datação da idade das rochas pela idade relativa Conceito de idade relativa – processo de datação que permite avaliar a idade de uma rocha em relação à outra.  Principio da inclusão – Um fragmento incorporado num outro é mais antigo que este. Factores de metamorfismo – Temperatura.  Principio da sobreposição – Numa sequência não deformada de rochas sedimentares o estrato mais antigo é o que está por baixo.  Princípio da intercepção ou corte – Estruturas geológicas que intersectam outras são mais recentes do que estas.Rochas Metamórficas Conceito de metamorfismo – é um conjunto de processos geológicos que leva a formação de rochas metamórficas. o gnaisse e a ardósia são tipo de rochas foliadas enquanto o mármore é não foliada. Conceito de metamorfismo de contacto – quando uma intrusão magmática se instala entre rochas preexistentes. pois a pressão é superior à temperatura.

um planeta em mudança "Como explicas a extinções em massas como a dos dinossauros?" As explicações podem ser: Catastróficas – as grandes alterações ocorridas à superfície da Terra foram provocadas por catástrofes não cíclicas. na Austrália e na Antárctida. pontuais e dirigidas.isotopos pais . Este apoiava a hipótese de os continentes estiveram unidos. Os dinossauros desapareceram no fim da era mesozóica. num super continente chamado Pangeia e rodeado só por um oceano chamado Pantalassa.designa-se por semivida. mas atribui também um papel importante aos fenómenos catastróficos.são fenómenos que actuaram no passado e que actuam presentemente. na Índia. A datação radiométrica é só utilizada em datação de rochas magmáticas pois os outros tipos de rochas existem a partir de outras já existentes. na América do Sul. Os argumentos para esta teoria são: Geológicos – na semelhança de algumas camadas rochosas com a mesma idade em certas regiões de vários continentes actualmente distantes.a.  As mudanças geológicas são cíclicas. que aparecem exclusivamente em África. Neocatastrofismo – Aceita os pressupostos do Uniformitarismo.em átomos mais estáveis .  Principio do gradualismo.isotopos filhos. . A terra. Eras da Terra     Pré-câmbrico Era paleozóica Era mesozóica Era cenozóica A terra deve ter aparecido à 3800 M.a. Uniformitaristas .  As leis naturais são constantes no tempo e no espaço. Outro e que o isótopo pai pode se juntar a outro isótopo após a sua formação. Este método e difícil uma vez que as concentrações de isótopos radioactivos presentes nas rochas são mínimas e difíceis de avaliar com precisão. como o glossopteris.O tempo necessário para que se dê a desintegração de metade dos nº de átomos iniciais . Paleontológicos – testemunho de fosseis. Os uniformitaristas têm os seguintes princípios:  Princípio do actualismo ou das causas actuais. a cerca de 225 M. Mobilismo geológico A teoria da deriva continental foi descoberta por Wegener em 1912.

um planeta muito especial Composição do sistema Solar O sistema solar é constituído pelo Sol e pelos corpos que se movem em torno deste incluindo planetas e cometas. Conceito de litosfera – zona rígida constituída pela crosta terrestre e pelo manto rígido da astenosfera.Geográficos – o traçado complementar das costeiras de continentes hoje separados. por Holmes. Limite convergente – Corresponde a zonas de fossas em que a placa oceânica mergulha sobre a outra e aqui se verifica destruição de crosta. por exemplo. Correntes de convecção As investigações prosseguiram e anos mais tarde. existe formação de crosta enquanto nas zonas de subducção existe destruição de crosta. sugere uma solução em que no manto existe correntes de convecção. Ex. Existe três tipos de limites: Limite divergente – situa-se nas dorsais oceânicas e são zonas onde é gerada crusta oceânica. II . . Células de convecção é um circuito de subida de fluido quente e descida de fluido frio. No Rift que é uma zona divergente. crosta oceânica é constituída por basalto. originando a expansão dos fundos oceânicos. Paleoclimáticos – a existência de vestígios de depósitos glaciários na África do Sul e Índia.A Terra. a África e a América do Sul. Wegener não conseguiu explicar:  A razão da fractura de Pangeia. sem acréscimo e sem destruição de crusta.  O movimento dos fragmentos resultantes. Limite conservativo – situa-se nas falhas onde as placas litosféricas deslizam lateralmente uma em relação à outra.

o sentido da rotação entre planetas é igual excepto Vénus e úrano. Os cometas e asteróides são restos dos planetesimais.      A teoria nebular reformulada é valida pois: Observamos uma idade idêntica para todos os corpos do sistema solar. mais próximo do sol. . pobres em silicato e ferro sendo a sua constituição parecida com a do Sol. Os planetas mais afastados do sol. O sistema solar encontra-se na galáxia Via Láctea. Tem massa suficiente para que a sua gravidade seja suficiente para que o corpo assuma uma forma quase esférica e que atraia corpos celestes para a sua superfície. A teoria de Chamberlain que apoiava a intervenção de uma estrela intrusiva que atraia pela força gravítica parte do sol e que o material ter-se-ia condensado e formado os planetas. formando um disco. Composição do sistema solar O sistema solar é composto pelo sol. isto é. por planetas. Na teoria nebular reformulada verificamos que houve colisões entre partículas. Os planetas que se encontram mais próximos do sol são constituídos por materiais com ponto de fusão mais elevado por isso são mais pequenos e formados por silicatos e ferro e possuindo uma atmosfera pouco densa. e que os planetas mais perto do sol são mais densos que os planetas afastados assim apoiando esta teoria. Os planetas telúricos teriam aparecido nas zonas mais densas do disco-planetário. Os grandes planetas encontram-se mais afastados do sol e isto devido às radiações solar. Devido ao afastamento destes planetas os gases como o Hidrogénio e o hélio passaram ao estado sólido. Planeta clássico – é um corpo celeste com orbita em volta do sol. cometas.Origem do Sol e dos planetas Temos várias teorias: A Teoria de Buffon em que acreditava que um cometa teria chocado com o sol. condensam-se a baixas temperaturas e são ricos em elementos voláteis. no enxame local e super enxame virgem. que se juntaram e teriam formado corpos rochosos como os planetesimais. No caso da teoria nebular a velocidade da rotação do sol deveria ser maior e os gases deveriam ter se espalhado pelo Universo e não condensando formando planetas. O aumente destes corpos fez com que pudessem reter uma atmosfera. asteróides e outros corpos de pequenas dimensões. os planetas gasosos. São chamados planetas telúricos àqueles que têm semelhanças com a Terra. os movimentos dos planetas nas suas orbitas são todos no mesmo sentido. mas foi abandonada pois era pouco provável passar outra estrela perto do Sol. A regularidade das orbitas planetárias em que são quase complanares. São formados por materiais pouco densos.

têm um pequeno núcleo. Asteróides – são corpos de pequenas dimensões. São os corpos mais primitivos do sistema. Forma-se ainda uma cauda que é constituída pelos gases e pelas poeiras libertadas do núcleo.  Aerólitos são também conhecidos por pétreos pois são constituídos por minerais que podemos encontrar nas rochas terrestres. A Terra e os outros planetas telúricos Os planetas telúricos são formados por materiais sólidos. têm um diâmetro inferior ou igual ao da terra. Meteoróides que ao caírem na superfície terrestre chamam-se meteoritos. vulcões e placas litosféricas . Os planetas gasosos são formados essencialmente por gases.Planetas anões – são aqueles que tem massa suficiente e gravidade suficiente para que o corpo tenha uma forma quase esférica mas não tem gravidade suficiente para atrair corpos celestes para si. Densidade cerca de 5. Dinâmica interna . têm muitos satélites.a energia provem da energia proveniente da origem do planeta ( acreção e compressão) . Os materiais mais densos afundam-se para o interior do planeta e os menos densos afloram onde arrefecem e dão origem à crusta. Têm normalmente um diâmetro de 1 km em que os maiores asteróides são asteróides diferenciados. contracção gravitacional. Deve-se á influência dos planetas. Densidade cerca de 3. Exemplo: sismos. Cometas – são corpos de pequenas dimensões com orbitas muito excêntricas relativamente ao sol. desintegração dos elementos radioactivos. as atmosferas são pouco extensas relativamente ao respectivo planeta. São constituídos por baixas percentagens de ferro e é formado essencialmente por silicatos. A Terra é um planeta geologicamente activo pois apresenta dinâmica interna e externa.4. Estes podem-se classificar em três formas:  Sideritos que são constituídos por elevadas percentagens de ferro níquel. têm diâmetros maiores que os telúricos.5. A diferenciação é quando há uma divisão do interior do planeta em camadas concêntricas. A Terra e a acreção/ diferenciação Acreção é um processo em que os planetesimais se aglutinam para formar planetas. núcleo metálico. a radiação solar faz sublimar o gelo da superfície do núcleo formando uma cabeleira.»7.  Sedirólitos – formados por 50% de ferro e 50% de silicatos. Um cometa é formado por um núcleo constituído por gases congelados que ao passar pelo sol. possuem poucos satélites. Geralmente movem-se na orbita entre Marte e Júpiter.

Dorsais oceânicas .De onde se expele o magma.  .Dinâmica externa: a energia provem do sol. Como o sistema poderá ter-se formado à 4600 anos e a Terra não tem resisto desse tempo pois a terra está em constante actividade e apagou entre “” . A Lua A lua é constituída por mares e continentes. Os continentes reflectem mais luz do que os mares. apresenta mais crateras e é constituído essencialmente por feldspatos. queda de meteoritos. Marte e Mercúrio são planetas geologicamente inactivos. actividade vulcânica. Os mares lunares são originários de impactos meteoriticos que consequentemente resultam fenómenos de vulcanismo. tem muito poucas crateras de impacto e constituído por basalto. Com a subida de lava que preencheu as depressões resultantes do impacto. Estão cobertas por sedimentos de origem marinha que foram depositados no decurso de subida do nivel das águas do mar. Plataformas estáveis – correspondem a zonas dos escudos que não afloram.continente ou continente . A lua e formada por rególitos que são materiais soltos e de cor acinzentada juntamente com esférulas resultante s do arrefecimento de rocha fundida após o impacto meteorítico. Os continentes são as áreas mais claras com um relevo mais acidentado. Exemplo: pelo vento. Face da Terra – continentes e fundos oceânicos Áreas continentais Escudos – são vastas extensões em que afloram rochas muito antigas desgastadas pela erosão.lava que se eleva e que no meio se encontra o rifte. Talude continente – representa o limite da parte imersa do domínio continental. erosão. tem um relevo mais plano. A lua por sua vez que preserva marcas ocorridas antes da formação dos continentes constitui um instantâneo fotográfico daquilo que a terra seria naquele determinado tempo.oceânica. Na terra existe rochas que têm cerca de 3800 milhões de anos. Os mares são de cor mais escuros. Rifte . correntes marítimas. a lava solidificou formando os mares. Áreas oceânicas No domínio continental Plataforma continental .faz parte da crosta terrestre continental e prolonga-se sob o mar . No domínio oceânico Planícies abissais – vastas planícies no fundo oceânico. Cinturas orogenias recentes – enormes cadeias montanhas alongadas resultantes de colisões continente .

A geosfera é um dos subsistemas em que os efeitos são particularmente visíveis. que significa perda de espaços naturais. As actividades humanas originam. água. susceptíveis de prejudicar a saúde humana ou a qualidade do ambiente. ela é escassa e está sujeita a enormes pressões antrópicas. de todos os recursos naturais que a Terra dispõe o que leva a um aumento do impacte humana ao nível do ambiente. . calor ou ruído no ar. Apesar de a água ser um recurso renovável. Os efeitos globais da poluição detectados recentemente são o efeito de estufa e a redução da camada de ozono que podem originar impactes que afectam o clima e o equilíbrio global do planeta. sendo gasto mais rapidamente pelo homem do que é reposto pela natureza. vibrações. A poluição é uma alteração indesejável ao nível dos diferentes subsistemas terrestres. O cenário de um aumento crescente da população humana no planeta implica o aumento da procura de alimento.Intervenções do Homem nos subsistemas terrestres A interferência humana tem vindo a produzir efeitos cada vez mais vastos e com impactos ambientais cada vez mais profundos no planeta. novos produtos necessitando de matéria prima e de uso de energia. a um ritmo crescente. surge a poluição. provocada por acção humana. Entendese por recurso renovável o que é ciclicamente reposto no meio num intervalo de tempo compatível com a vida humana. através da introdução directa ou indirecta de substancias. tanto a nível local como a nível global. Como resultado da exploração e da utilização dos recursos. Enquanto que o recurso não renovável tem um processo que demora milhões de ano. transformando a água doce contida no aquífero em água salobra. tornando-a imprópria para consumo humano. energia. O aumento da população mundial e o desenvolvimento tecnológico e económico são factores que influenciam a degradação ambiental. Considera-se risco geológico a um sistema complexo de processos geológicos cujas alterações são susceptíveis de acarretar prejuízos directos ou indirectos a uma dada população. Entende-se por recurso natural qualquer bem com utilidade para o desenvolvimento. sobrevivência e bem estar da sociedade extraído da Terra. Da água doce disponível cerca de 30% pertence ao domínio das águas subterrâneas. As sociedades humanas recorrem a um vasto conjunto de materiais geológicos que se encontram no subsolo ou à superfície. A formação de onde é possível extrair água de forma economicamente rentável designase aquífero. denominados recursos minerais. Uma das preocupações que actualmente inquieta a Humanidade são as altas taxas de crescimento populacional. visto ser aí que o ser humano vai procurar muitos dos seus recursos naturais de que necessita. Os recursos naturais podem se classificar como renováveis e não renováveis. Uma elevada extracção de água em aquíferos costeiros pode provocar o avanço da água salgada. ou seja. na água ou no solo.

a gestão da intervenção homem/ espaço natural. um dos problemas que enfrentam as sociedades dos países mais desenvolvidos é o grande aumento da produção dos resíduos sólidos urbanos.A geomorfologia é a ciência que estuda e interpreta as formas de relevo terrestre e os processos responsáveis pela sua modelação. fundamentalmente. pedagógico. cultural. O ordenamento do território é. Controlo do crescimento populacional. privilegiando a conservação em oposição ao desperdício. Uso racional da energia e da matéria. O modelo de desenvolvimento sustentável tem como base as seguintes premissas: Dependência do fornecimento externo contínuo de energia solar. diminuindo a produção de resíduos que são absorvidos pelo ambiente. Desenvolvimento sustentável – modelo de desenvolvimento em que consiste que as sociedades humanas devem satisfazer as suas necessidades no presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem as suas necessidades. A reciclagem é uma forma de valorização dos resíduos na qual se recuperam ou regeneram diferentes matérias para a produção de novos produtos. Combustível fóssil – foram formados a milhões de anos a partir de restos de seres vivos que sofreram transformações em condições particulares. Recurso não renovável – tipo de recurso natural em que o processo de reposição na natureza demora milhões de anos. Actualmente. Controlo da poluição.       Desenvolvimento sustentável é um modelo que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades. turístico chamado geossítios. com perspectivas de estabilização da população. Recurso natural – tipo de recurso em que o processo de reposição ocorre num curto espaço de tempo. Ordenamento do território. Conservação do património geológico consiste na implantação de estratégias que permitam a conservação de elementos geológicos que possuem inegável valor cientifico. Promoção da reciclagem e da reutilização dos materiais.  .

Para compararmos a força da gravidade em diferentes pontos da Terra é necessário introduzir correcções relativas: _ latitude _ altitude _ presença de acidentes topográficos Após a introdução destes dados seria de esperar que a força gravítica fosse igual para toda a superfície.O estudo de meteoritos podem determinar a composição interna dos planetas e visionar através dos satélites o diâmetro da Terra e de outros planetas  Gravimetria . as variações são designadas como anomalias gravimétricas. etc.  Magmas e xenólitos .perfurações que envolvem equipamentos adequados que permitam retirar colunas de rochas (carotes) correspondentes a milhões de anos de história. Embora a composição do magma não seja igual à do manto que a originou podemos concluir outros componentes como referir as condições a que são sujeitos. A superfície da Terra não é regular levando a diferentes dados de zona para zona.Os vulcões lançam para o exterior materiais oriundos de profundidades horrendas que podem atingir os 200km ou mais. Xenolitos são rochas magmáticas com fragmentos que foram transportados a quando o magma subiu e ficaram implantados na rocha.fornece dados directos até profundidades que oscilam entre os 3 a 4 km. Métodos indirectos  Planetologia e astrogeologia . São como janelas para o interior do planeta.é determinada pela força que a Terra exerce sobre um corpo. de túneis. Pode ser calculada através de gravimetros. Quando tal não acontece. Métodos directos  Estudo da superfície visível .conhecimento mais ou menos das rochas e minerais que afloram ou que é possível ver directamente em cortes de estradas.  Exploração de jazigos minerais efectuada em minas e escavações . .  Sondagens .III .Compreender a estrutura e a dinâmica da geosfera Métodos para o estudo do interior da geosfera Existem métodos directos e métodos indirectos.

regista-se uma anomalia positiva. posteriormente. os cristais podem ficar magnetizados instantaneamente quando a temperatura desce abaixo de um certo valor. O campo magnético medido sobre os fundos oceânicos resulta do campo magnético actual e do campo fossilizado no basalto. o que faz surgir uma anomalia positiva. a magnetite. Um corpo magnetizado fica alinhado paralelamente às linhas de força do campo magnético e orienta-se de acordo com a direcção dos pólos magnéticos.  Densidade e massa volúmica .Aplicando o método gravítico sobre a superfície terrestre é possível identificar a presença de materiais mais ou menos densos no interior da crusta. pois eles são as causas das anomalia gravimétricas. Quando existe rochas salinas ou domas salinos incrustados nas rochas encaixantes. Durante o arrefecimento do magma. Nas zonas com polaridade inversa surge uma anomalia negativa. Conclusão: Pode-se considerar que o paleomagnetismo fornece inúmeras informações sobre o passado da Terra: _ regista inversões da polaridade do campo magnético terrestre. Os cristais de magnetite funcionam como imanes.  Geomagnetismo . como. como o basalto. o da Terra actual e o fossilizado na rocha. Este campo magnético que fica registado designa-se por campo paleomagnético e o estudo dos campos paleomagnéticos designa-se paleomagnetismo. chamado ponto de Curie ( 585° C para a magnetite). conferindo à rocha uma polaridade idêntica. Mesmo que o campo magnético mude . que está actualmente próximo do pólo Norte geográfico . no passado.polaridade inversa. os cristais ferromagnéticos incluídos na rochas conservam a sua polaridade. regista-se como uma anomalia negativa pois o sal tem uma baixa densidade. Linhas de força do campo magnético passam através do planeta e estendem-se de um pólo magnético para o outro. A mudança de uma polaridade normal para uma polaridade inversa designa-se por inversão do campo magnético terrestre.esta é calculada indirectamente por aplicação de leis. são ricas em minerais ferromagnéticos.já esteve. ou seja o Pólo Norte magnético. próximo do pólo Sul geográfico . Certas rochas. _ apoia a hipótese da deriva continental e da formação dos fundos oceânicos a partir do eixo das dorsais. Nas zonas com polaridade idêntica à actual há sobreposição de dois campos magnéticos.A terra tem um campo magnético natural que é responsável pela orientação da agulha magnética da bússola. Aos domas salinos estão associados jazigos de petróleo. com uma polaridade paralela à do campo magnético terrestre na altura da sua formação. . Quando pelo contrário se encontra um jazigo mineral mais denso que as rochas encaixantes.polaridade normal . O estudo das propriedades magnéticas de lavas solidificadas mostram que o campo magnético tem mudado periodicamente a sua polaridade.

Vulcanologia O vulcanismo é uma manifestação do geodinamismo interno. O gradiente geotérmico. O calor interno da Terra é o motor da actividade do nosso planeta e vai-se libertando continuamente através da superfície. Se assim não fosse. o aumento da temperatura faz-se de modo mais lento. o aumento da temperatura por quilometro de profundidade. Porem. Sismologia . pela emissão de gases e.  Geotermismo . a lava.A Terra é uma gigantesca máquina térmica. A vulcanologia é a ciência que estuda as actividades vulcânicas. A dissipação de calor é permanente e denominase fluxo térmico (quantidade de energia térmica libertada por unidade de tempo). muitas vezes. Denomina-se gradiente geotérmico a quantificação da variação da temperatura com a profundidade. Além desta ainda existe no interior da Terra energia térmica remanescente da formação do planeta.estudo do comportamento das ondas sísmicas. Determinações feitas em minas e em sondagens mostram que a temperatura terrestre aumenta com a profundidade. O numero de metros que é necessário aprofundar para a temperatura aumente 1° C denomina-se grau geotérmico. pela expulsão de materiais sólidos de dimensões variadas. ou seja. geralmente. acumulando-se em espaços no interior da crusta que constituem as câmaras magmáticas. Devido às elevadas temperaturas. Este vai diminuindo com a profundidade. Um vulcão é uma estrutura natural através da qual materiais com origem no interior do planeta. não nos apercebemos dessa libertação do calor interno devido à baixa condutividade térmica da crusta terrestre. são libertados à superfície. o magma é menos denso do que as rochas e sobe. A principal fonte de energia interna é a desintegração de elementos radioactivos que se encontram nas rochas. constituindo mecanismo central da evolução da Terra. pela extrusão de materiais no estado de fusão ígnea. porém. não é uniforme. .   Podemos considerar dois tipos de vulcanismo: Vulcanismo tipo central Vulcanismo fissural Vulcanismo do tipo central Este tipo de vulcanismo está associado a vulcões de tipo cónico em que a libertação de materiais ocorre numa zona restrita. Uma erupção vulcânica é caracterizada. o núcleo encontrava-se a altas temperaturas onde estas fundiam todo o tipo de material fazendo com que o núcleo não fosse sólido. que determina uma dissipação extremamente lenta. ou seja.

800°C Prox. aproximadamente circular.  Como se formam as caldeiras vulcânicas? As caldeiras vulcânicas formam-se quando ocorre um abatimento das rochas que suportam o vulcão.1500° C Sílica Grande quantidade De sílica ( ácida) Pequena quantidade de Sílica ( básica) Gases elevada dificuldade em Libertas gases Facilidade em libertar gases . De solidificação T .Constituição de um vulcão tipo central  O cone vulcânico é o resultado da acumulação de materiais em torno da abertura pela qual foram expelidos o que faz com que o cone vulcânico vá adquirindo dimensões cada vez maiores. na sequência de fortes erupções em que grande quantidade de materiais é rapidamente expelida. onde se pode acumular águas das chuvas e formar posteriormente lagoas. originando-se assim uma depressão. Tipos de lavas  Classificação da lava segundo: Percentagem de sílica (SiO2) Lava básica  SiO2 < 50% Lava intermédia 50% < SiO2 < 70 % Lava ácida SiO2 > 70 % Grau de viscosidade Lava Viscosa Fluida Temperatura T .

Formação de nuvens ardentes.lava que solidifica na cratera. Tem um aspecto em forma de almofada. Piroclastos de fluxo .cinzas mais gases. Cinzas . envoltos em gás.esta é extremamente rugosa. Estão associados a erupções efusivas. vapor de água e compostos de enxofre Lava. . fluem mais lentamente podendo mesmo solidificar na própria cratera/ chaminé formando uma espécie de rolha que impede a libertação de gases. pelo que a pressão aumenta no interior do aparelho vulcânico desencadeando explosões. Piroclastos de queda . Tipo de solidificação de lavas fluidas    Lavas encordoadas ou pahoehoe .2 mm _ 64 mm Bombas . Tipo de solidificação de lavas viscosas e fenómenos associados    Agulhas vulcânicas . Cone alto de vertentes íngremes.são fragmentos de lava solidificada/ rocha encaixante que são projectados durante a erupção.retêm os gases. irregular e formada por fragmentos porosos.formam-se nas erupções subaquáticas. Materiais expelidos durante uma erupção vulcânica  Piroclastos (materiais sólidos) .> 64 mm  Gases .permitem que os gases se escapem suavemente e deslocam-se rapidamente formando rios de lava.diâmetro < 2mm Lapilli ou bagacina .Monóxido de carbono. Ausência de escoadas de lava ou muito curtas.deslocam-se ao longo das vertentes do cone.lava que solidifica na chaminé Doma ou cúpula .lembra cordas e está contorcida em pregas ou dobras.  Tipo de erupções vulcânicas  Explosivas Lavas ácidas e viscosas. Estão associadas a erupções explosivas. Lavas em almofada ou pilow-lava . Formação de domas/ agulhas. Lava escoriáceas ou aa . Lavas viscosas .A viscosidade da lava determina as características da erupção vulcânica. dióxido de carbono.   Lavas fluidas .projectados para o ar que acabam por cair. Nuvens ardentes .

Vulcanismo fissural Este tipo de vulcanismo está associado à expulsão da lava através de fendas alongadas. Vulcanismo residual Fenómenos de vulcanismo residual:  nascentes termais ( fonte de libertação de águas rica em minerais) Origem _ arrefecimento e consequente condensação do vapor de água.A colisão de duas placas ( oceânica/ oceânica) ou ( oceânica/ continental) obriga ao mergulho da placa mais densa. muitas das vezes acompanhados de ruídos. atingir vários quilómetros de comprimento. O magma pode ascender originando erupções vulcânicas.  Mista Alternância de uma fase explosiva com uma fase efusiva Cone com camadas alternadas de lava e piroclastos. O tipo de actividade vulcânica depende do contexto tectónico. A partir de certa profundidade. Normalmente não há emissão de piroclastos.predomínio de CO2 e CO Geiseres .repuxos intermitentes de água quente sob pressão. formandose o magma. Escoadas de lava/ rios de lava. por vezes. Há zonas de grande actividade que contrastam com outras. que. Tipos de vulcanismo em função da localização tectónica Vulcanismo de subducção . Cones baixos de base larga. formando mantos basálticos. A consulta de uma carta de distribuição dos vulcões evidencia dois factos: A actividade vulcânica coincide essencialmente com a zona de fronteiras entre placas. Vulcanismo e tectónica de placas A distribuição do globo não e uniforme. originando uma zona de subducção. As erupções fissurais estão caracteristicamente associadas a magmas basálticos. Quando ocorrem ao nível dos continentes.emissão de gases ricos em enxofre Mofetas . que se observa em zonas vulcânicas. _ infiltração e acumulação de água em rochas purosas em elevadas temperaturas Fumarolas (emissão de gases) Sulfataras . Efusiva Lavas básicas e fluidas (pobre em sílica). as condições de pressão e de temperatura induzem à fusão de alguns materiais da placa em subducção. . a lava espalha-se. na actualidade não há manifestações vulcânicas.

de fontes termais. Vulcanismo intraplacas A este tipo de vulcanismo estão associados os pontos quentes.         Diferentes maneiras que permitem fazer a vigilância de vulcões: Detectar deformações no cone vulcânico.Cadeia do imperador e a cadeia do Havai. Detectar variações das forças gravíticas.O afastamento das placas tectónicas originam sistemas de fissuras na crusta. Forma-se uma cadeia de ilhas. esse vulcão vai-se afastando do ponto quente até extinguir-se e formar-se outro vulcão sobre o ponto quente. através dos quais o magma ascende à superfície. Registar sismos utilizando uma rede se sismógrafos. A vigilância de um vulcão permite detectar fenómenos precursores que põem de sobreaviso em relação a uma erupção iminente. da água e de lagos próximos. provavelmente oriundas da zona de fronteira entre o manto e o núcleo que sobem até à base da litosfera. que está relacionada com as plumas térmicas. Este tipo de vulcanismo representa 15% dos vulcões activos. Vulcanismo de vale de rifte . passada ou presente. Devido ao movimento da placa sobre o ponto quente pode originar um vulcão activo pois o magma continua a sair. com milhares de km. Rift Valley Africano Vulcanismo intraplacas . Havai) e de alguns vulcões isolados no interior dos continentes (ex. As plumas térmicas são longas colunas de material quente e pouco denso.    . que é a cintura do pacifico.Explica a existência de ilhas vulcânicas no interior de placas oceânicas (ex. Analisar a composição química dos gases libertados. Determinar variações do campo magnético. Este tipo de vulcanismo representa 5% dos vulcões activos. Exemplo: Ao longo do pacifico encontra-se o "anel de fogo". Como a placa está sempre a mover-se. Exemplo . originando uma fonte de magma que vai penetrar através da litosfera e derrama a superfície formando grandes mantos basálticos. Exemplo: Crista média-oceânica. Detectar variações súbitas da temperatura do solo nas proximidades. Os pontos quentes são centros de actividade vulcânica frequente.Este tipo de vulcanismo representa cerca de 80% dos vulcões activos actualmente. Registar a variação da temperatura das fumarolas. Detectar a variação da distância entre dois pontos específicos. através de aparelhos que medem a inclinação. Geralmente estes magmas originam erupções mistas ou efusivas. Em sequência da subida.prevenção e previsão Não é possível evitar uma erupção vulcânica mas pode-se por vezes. prever-se. o material experimenta um descompressão. África continental). Minimização de riscos vulcânicos . o que pode levar à sua fusão.

fonte de recursos naturais Apesar dos desastres e da destruição que um vulcão pode causar. Sismos tectónicos Os sismos tectónicos são gerados pela rotura das rochas quando estas estão sob acção de fortes tensões tectónicas devido ao movimento das placas litosféricas. causado por ondas que se geram na maioria das vezes devido a um libertação súbita de energia em zonas instáveis da Terra . Explorações de vários produtos mineiros. Nas regiões de vulcanismo activo podem existir aquíferos e nascentes termais que podem ter variadas utilizações: Aquecimento de habitações.devem-se ao abatimento de grutas ou de desprendimento de massas rochosas. Sismo . ocorrem sismos de menor magnitude. que são muito férteis devido a deposição de cinzas vulcânicas. Frequentemente um sismo é precedido por uma sucessão de pequenos abalos.Vulcanismo. o vulcanismo também tem os seus aspectos positivos. que poderão querer anunciar a possível ocorrência de um sismo violento. considerado como o mais forte. e pode ter contrapartidas económicas que se vão diversificando: Utilização agrícola dos solos. Aproveitamento da energia geotérmica. designados por abalos premonitórios.estão relacionados com o movimento de massas magmáticas normalmente antes de uma erupção vulcânica. vibrações Efeitos indirectos . incêndios.Falhas. inundação. atraindo todos os anos centenas de milhares de pessoas. platina e diamantes. Interesse turístico. Teoria do ressalto elástico . Em primeiro lugar fornecem dados importantes do interior da Terra. Sismologia A sismologia estuda os fenómenos relacionados com os sismos.Tsunamis.estão relacionados com o movimento de placas litosféricas. ferro. _ sismos tectónicos . deslizamentos. _ sismos vulcânicos .na crosta ou na parte superior do manto. cobre. Produção de energia eléctrica através do vapor de água. Após o abalo principal. Causas dos sismos _ sismo de colapso . como o enxofre. deslizamentos.Movimento vibratório brusco. piscinas ou estufas. Efeitos dos sismos Efeitos directos . designados por réplicas.

São um pouco mais lentas do que as ondas P. contudo. As tensões que se acumulam . Quando a tensão ultrapassa a capacidade de resistência/ deformação das rochas. enquanto a sua elasticidade o permitir. originando um sismo. Cisalhamento . Ondas sísmicas Ondas P .levam ao alongamento dos materiais aumentando a distância entre as particulas. perpendicular à anterior.A teoria que melhor explica a ocorrência de sismos.os materiais são sujeitos a esforços que provocam alongamentos numa direcção e compressão noutra. na ausência de qualquer vibração. Distensivas . elas fracturam libertando a energia acumulada que se propaga sob a forma de ondas sísmicas. quer nos líquidos e são mais rápidas que as ondas S.os materiais são comprimidos (a distância entre as partículas tende a diminuir). as rochas estão permanentemente sob a acção de forças tectónicas. Propagam-se quer nos sólidos.um sismograma é. ocorre uma alteração na forma dos materiais mas não no volume e apenas se propagam em meios sólidos.Secundárias As partículas vibram num plano perpendicular à direcção de propagação. Segundo esta teoria. estas quase nunca são obtidas pelo facto da Terra estar em constante movimento. constituído por duas rectas. Ondas S . Tipo de forças Compressivas .Primárias Caracterizam-se pela vibração das partículas que se dão paralelamente à direcção de propagação. produzindo-se uma serie de impulsos alternados de compressão e de distensão através das rochas ocorrendo como tal uma variação de volume. Conceitos sísmicos Sismogramas . . deformam os materiais rochosos. ou seja.

nas pessoas). e vice-versa. A rigidez de um meio liquido é nula por isso substituindo o r por zero. Determinação do epicentro de um sismo Intensidade sísmica e magnitude Intensidade de um sismo A intensidade do sismo é um parâmetro qualitativo correspondendo aos efeitos produzidos e sentidos à superfície (construções. verificamos que a velocidade da onda S nos líquidos é zero. na razão directa do valor da imcompressibilidade. as ondas de rayleigh agitam o solo segundo uma trajectória elíptica semelhante à das ondas do mar e propagam-se nos sólidos e líquidos. menor a velocidade das ondas sísmicas. nos terrenos. ou seja.Ondas superficiais As ondas L não se propagam nos líquidos tal como as S.S) depende das propriedades físicas das rochas que atravessam nomeadamente da: _rigidez _densidade _imcompressibilidade A velocidade das ondas (P e S) calcula-se aplicando as seguintes formulas: VP = √ k+4/3 r d VS = √ r d r = rigidez . Factores que condicionam a velocidade de propagação das ondas sísmicas Se o interior da Terra fosse homogénea. a energia sísmica propagar-se-ia com a mesma velocidade em todas as direcções. não se propaga nos líquidos. a passagem destas por um meio liquido faz com que a velocidade diminua.propriedade que confere à matéria uma forma definida d = densidade . _ No caso das ondas P a sua velocidade depende ainda. Da análise das formas conclui-se: _ Quanto maior for a rigidez dos materiais maior é a velocidade de propagação das ondas sismicas e vice-versa. d = m/ v k = imcompressibilidade . entre outros factores: _ Material rochoso (litologia) _ Tipos de construção _ A distância epicentral . A intensidade do sismo depende. _ Quanto maior for a densidade.concentração de matéria num dado volume .avalia a resistência de um corpo sólido à variação de volume em função da pressão. na geosfera a velocidade de propagação das ondas sísmicas internas ( P. Como também verificamos na formula para as ondas P. e vice-versa. Não sendo o caso. varrem a superfície terrestre horizontalmente da direita para a esquerda com movimentos de torção que atacam os alicerces dos edifícios.

asiática Zona de dorsas oceânicas Cintura circumpacífica Tsunamis Quando o epicentro de um sismo com o foco pouco profundo se localiza no oceano. As grandes zonas sísmicas no Globo Terrestre Cintura mediterrâneo . designada por tsunami ou raz de maré.       .linhas que unem pontos de igual intensidade sísmica. Esta escala é aberta. o fundo oceânico é sacudido devido ao movimento ao longo da falha e ocasiona a compressão da massa de água. verificandose uma maior ocorrência nas zonas de colisão. Para avaliar a magnitude recorremos à escala de richter.São os que ocorrem nas zonas de fronteira de placas. Sismos interplacas . No momento em que ocorre a libertação de energia._ Quantidade de energia libertada _ Material de construção (anti-sísmico ou não) _ pânico das pessoas Para avaliar a intensidade de um sismo numa determinada área recorre-se entre outros à escala de Mercalli modificada. Sismos intraplacas . sendo muitas vezes consequentemente da existência de falhas activas. pode originar uma onda marinha gigante.    Sismos e tectónica de placas Os limites das placas tectónicas são os locais mais propícios para a ocorrência de sismos. fazendo com que o nível do mar suba e originando uma vaga designada por tsunami. portanto não é possível determinar um limite máximo de graus. Magnitude de um sismo O valor da magnitude de um sismo representa a ordem de grandeza da energia libertada no hipocentro. Isossistas .Estes ocorrem no interior das placas tectónicas.

onda que se propaga a partir de um superfície de descontinuidade em sentido contrário e no mesmo meio que a onda inicial se estava a propagar.faz a separação entre o núcleo externo e o núcleo interno.separa a crosta do Manto Astenosfera . Descontinuidade de Gutenberg . Descontinuidade de Mohorovicic .zonas de baixas velocidades sísmicas. Ondas reflectivas . Estudos indicam que a velocidade das ondas internas S e P aumentam com a profundidade.onda que se propaga a partir de uma superfície de descontinuidade para um segundo meio podendo alterar a sua trajectória e velocidade. Como explicar essa variação de velocidade? A pressão a que os materiais terrestres estão sujeitos. não interage com nenhuma superfície de descontinuidade não sofrendo nem reflexões nem refracções significativas. tanto mais elevada quanto maior for a profundidade.faz a separação entre o manto e o núcleo externo Descontinuidade de Lehmann . provocando rearranjos dos materiais que determinam um aumento da densidade e da rigidez.onda inicial com origem no hipocentro. Quanto mais distante estiver a estação sismológica do epicentro mais profundamente mergulham as ondas a que a ela chegam. Como já foi referido a energia libertada no hipocentro gera ondas sísmicas que se propagam em todas as direcções através do globo terrestre.Ondas sísmicas e descontinuidades internas Superfícies de descontinuidade . Podemos assim definir 3 formas de desenvolvimento de uma onda sísmica: Onda directa .interface no interior da geosfera que separa duas zonas cujos materiais constituintes apresentam composição e propriedades físicas distintas. À semelhança dos raios luminosos as ondas sísmicas também se reflectem e refractam.              . Ondas refractadas .

Desde a descontinuidade de Mohorovicic até cerca de 660 km.9 a 12.2 . Minerais mais densos do que a olivina e a piroxena. sílica. potássio Desde a descontinuidade de Gutenberg até a descontinuidade de Densidade média 2.30 a 40 km. enxofre.5 a 10 km Essencialmente peridotito. Zonas Crusta composição Continental Oceânica Manto Superior inferior Núcleo Externo Diversidade de rochas: magmáticas. rocha ultrabásica rica em olivina e piroxenas. sedimentares e metamórficas formando a zona superficial Zona mais superficial: basalto Zona mais inferior: gabro Espessura / limites Da superfície à descontinuidade de mohorovicic . Fundos oceânicos até a descontinuidade de mohorovicic .7 3. Desde 660 km até 2883 km( descontinuidade de Gutenberg) Ferro e cerca de 12 % de níquel.3 5.0 3.Modelo segundo a composição química Este modelo está de acordo com a composição da Terra.5 9.

ainda enigmática. A camada D tem espessura variável. com comportamento plástico e deformável Desde a base da litosfera até uma profundidade ainda discutível. uma espessura de 100 km a 200 km e marca a interface entre zonas.0 Modelo segundo as propriedades físicas Este modelo está de acordo com as propriedades físicas.Lehmann(5140 km) Interno Ferro e 10% a 20% de níquel Desde a descontinuidade de Lehmann até ao centro 12.6 a 13. Consideram até 660 km. em algumas zonas. podendo atingir. . mas menos rígidos. Astenosfera Materiais globalmente sólidos. Zonas Litosfera Propriedades físicas (rigidez) Continental Materiais sólidos e rígidos Oceânica Materiais sólidos e rígidos Limites/Espessura (média) Espessura entre a superfície até cerca de 250 km Desde os fundos oceânicos até 100 km. Actualmente algumas investigações admitem que a camada D será a fonte das plumas térmicas. Mesosfera Materiais sólidos e rígidos Desde a base da astenosfera até 2883 km Materiais líquidos Desde 2883 km até 5140 km Materiais sólidos e rígidos Desde 5140 km até ao centro Endosfera Núcleo externo Núcleo interno Camada D Na transição do manto para o núcleo admite-se a existência de uma zona muito activa.