DIREITO DO TRABALHO – 01 – 12/01/2015

FONTES DO DIREITO DO TRABALHO
CONCEITO: a expressão fontes do direito significa a origem do direito e, afinal, das normas
jurídicas.
CLASSIFICAÇÃO: a classificação tradicional divide as fontes do direito em fontes materiais e
fontes formais, sendo estas últimas classificadas ainda em fontes formais autônomas e fontes
formais heterônomas.

Fontes materiais: estão ligadas ao conteúdo, ao fato social que dá origem ao direito
positivo. Representam o momento pré-jurídico, isto é, o conjunto de fatores econômicos,
políticos, sociológicos e filosóficos que levam à formação (e à alteração) do direito positivo
de um Estado. São exemplos de fontes materiais do Direito do Trabalho as reivindicações
dos trabalhadores por melhores condições de trabalho e a pressão dos empregadores

exercida sobre o Estado, com a finalidade de resguardar seus interesses econômicos.
Fontes formais: estão ligadas à forma jurídica utilizada como regulamentação do fato
social. Representam o momento jurídico, através da exteriorização das normas
jurídicas. A fonte formal pressupõe a existência do chamado ato-regra, isto é, o ato
dotado de generalidade (dirigido a todos, indistintamente), abstração (não incide sobre
situação específica, mas sim sobre uma hipótese), impessoalidade (não se destina a um
único indivíduo, mas sim à coletividade) e imperatividade (investido de caráter coercitivo).
As fontes formais são subdivididas em autônomas e heterônomas.
a) Fontes formais autônomas: derivam dos próprios destinatários da norma, quais
sejam, no Direito do Trabalho, empregados e empregadores. São exemplos de fontes
formais autônomas a convenção coletiva de trabalho (entre sindicatos) e o acordo
coletivo de trabalho (entre o sindicato dos trabalhadores e uma ou mais empresas de
determinado segmento econômico).
b) Fontes formais heterônomas: surgem a partir da atuação de terceiro, normalmente o
Estado, sem a participação direta dos destinatários da norma jurídica. São exemplos de
fontes formais heterônomas as leis em geral, que têm sua origem na atuação estatal.

FONTES FORMAIS:
1.
2.
3.
4.

Leis;
Decretos;
Portarias e instruções normativas, desde que criem obrigações, mediante previsão legal;
Tratados e convenções internacionais, desde que ratificados pelo Brasil;

cogentes. Cláusulas contratuais. 2. as quais sempre deverão preponderar. para as bancas. Isto porque o princípio da norma mais favorável. CRFB/88). elegendo para seu vértice dominante a norma que mais se aproxime do objetivo maior do Direito do Trabalho. (autônomas) 7. Assim. decorrência do princípio protetor. Jurisprudência. (a FCC considera como fonte. Sentenças normativas. assim consideradas aquelas normas imperativas. portanto. Exemplo: a previsão legal de prescrição trabalhista (art. e sim a norma mais favorável ao empregado. que orienta todo o Direito do Trabalho. o critério normativo hierárquico que vigora no Direito do Trabalho opera da seguinte maneira: a pirâmide normativa constrói-se de modo variável. 7º. tendo em vista as especificidades do ramo juslaboral. 4. RESUMO: . em que uma norma encontra validade em outra hierarquicamente superior. Neste sentido. 3. que. já o Cespe considera como fonte formal) (autônomas) 8. entretanto. Laudo arbitral. Súmulas vinculantes. necessariamente a CRFB ou a lei. XXIX. inclusive os de greve) 6. que não deixam margem à atuação da vontade individual de seus destinatários. que é o reequilíbrio das relações sociais (norma mais favorável).5. O vértice da pirâmide não será. (é a decisão de caráter normativo decorrente da arbitragem) (fonte formal heterônoma para a corrente marjoritária) 9. não admite norma coletiva em sentido contrário. não se compatibiliza com a inflexibilidade da pirâmide hierárquica do direito comum. Usos e costumes. Equidade. mas ora considera fonte formal e ora fonte material. por constituir norma proibitiva estatal (visando alcançar o interesse coletivo de pacificação social e segurança jurídica). no Direito do Trabalho estabeleceu-se um critério hierárquico próprio. o critério justrabalhista não prevalecerá diante de normas heterônomas estatais proibitivas. (são as sentenças proferidas em dissídios coletivos. especialmente pelo Cespe) 10. tem sido considerado fonte formal. Princípios. Analogia. Regulamento de empresa (para a doutrina e jurisprudência marjoritárias. ainda que mais benéfica ao trabalhador. Convenções coletivas de trabalho e acordos coletivos de trabalho. não seria fonte formal. sempre que unilateral. 5. sendo a Constituição o vértice da pirâmide hierárquica. Entretanto. No Direito do Trabalho o critério informador da pirâmide hierárquica não é rígido como ocorre no direito comum. tal critério encontra limites nas normas proibitivas oriundas do Estado. HIERARQUIA DAS FONTES NORMATIVAS: diferentemente do critério geral de hierarquia das normas jurídicas. Doutrina. NÃO CONSTITUEM FONTES: 1. e 6.

Hierarquia das fontes trabalhistas:  Não há critério hierárquico rígido. Fontes formais → momento jurídico. em homenagem ao princípio da norma mais favorável. b) Heterônomas → formadas pela intervenção de terceiro. Regulamento de empresa (para a doutrina e jurisprudência marjoritárias. A apuração da norma mais favorável é feita a partir do critério de acumulação ou do critério de conglobamento. normalmente o Estado. direito positivo. nos casos em que criam obrigações. Convenções coletivas de trabalho e acordos coletivos de trabalho. Deve-se buscar sempre a norma mais favorável ao trabalhador. para as bancas. Fontes formais:    Leis.Classificação das fontes:  Fontes materiais → momento pré-jurídico. .  Súmulas vinculantes. contexto social que dá  origem às normas. Sentenças normativas. (autônoma) Usos e costumes. exteriorização das normas jurídicas. conteúdo. entretanto. de forma a cumprir a finalidade do Direito do Trabalho. a) Autônomas → formadas pela participação direta dos destinatários da norma. mediante       previsão legal. forma. fato social. Tratados e convenções internacionais. tem sido considerado como fonte formal). não seria fonte formal. Decretos. pelas normas  proibitivas estatais. desde que ratificados. Portarias e instruções normativas. (autônoma) Laudo arbitral (fonte formal heterônoma para a corrente marjoritária). entretanto. Este critério plástico é limitado.