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ALAI, América Latina en
Movimiento
2015-01-12
Somos todos o quê?

Politica, Democracia,
Clasifica Internacional, Migracion,
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LibertadOpinion,
Violencia,
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Portugues
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Saul Leblon

O emblema
totalizante, ‘somos
todos Charlie’ teve
curta unanimidade
no ambiente
trincado de uma
Europa onde, de
fato, não há lugar
para todos serem a
mesma coisa em
parte alguma.
Os números da
exclusão em marcha no continente são suficientes para esfarelar essas ‘uniões’
nascidas da emoção da tragédia, como é o caso, mas que historicamente se
mostram insuficientes para regenerar as partes de um todo que já não se
encaixava mais.
Como recompor o cristal da liberdade, da igualdade e da fraternidade, diante
de uma Europa unificada pela lógica do mal estar social?
Com políticas pública que hoje irradiam chantagem, regressão , niilismo,
intolerância e medo diante do futuro rarefeito?
Somos todos o quê?
É justo perguntar quando o Estado a serviço dos mercados mastigou todas as
pontes para a construção de uma cidadania convergente e soberana.

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A polêmica linha de humor do ‘Charlie Hebdo’ deve seu sucesso, em grande
parte, justamente à acentuação dessa rachadura em uma chave religiosa.
Deve-se respeitar a sua liberdade. Mas a forma como escolheu exerce-la fez do
jornal parte do estilhaçamento que procurava criticar; tornou-se assim mais
um referido do que referência.
A Europa tem hoje 8 milhões de imigrantes sem papeis; 120 milhões de pobres
e 27 milhões de desempregados.
Após seis anos de arrocho neoliberal, o desemprego e o esfarelamento do
padrão de vida dos trabalhadores e da classe média –condensado em uma
geração de jovens que dificilmente repetirá a faixa de renda dos pais, turbinou
a rejeição ao estrangeiro, criou o medo da 'islamização da sociedade',
alimentou a extrema direita e liberou a demência terrorista.
Não necessariamente nessa ordem, mas com essa octanagem abrangente.
A imponente marcha em Paris neste domingo não escapou do liquidificador de
nitroglicerina.
Seria irônico , não fosse trágico.
Na comissão de frente da principal coluna da manifestação, que reuniu um
milhão de pessoas, ao lado do presidente François Hollande , e de Merkel, lá
estava Benjamin Netanyahu.
Sim, o premiê de Israel.
Ele que acaba de se aliar à extrema direita para transformar o Estado
israelense em um estado religioso.
Responsável por alguns dos mais impiedosos massacres do século XXI, contra
populações civis encurraladas por Israel na Faixa de Gaza, a presença de
Netanyahu a engrossar o ‘somos todos Charlie’ convida a pensar sobre o
alcance das unanimidades.
É um silogismo barato afirmar que a recusa ao bordão dominante endossa o
abismo ensandecido do terrorismo.

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Num texto de 1911, ‘Porque os marxistas se opõem ao terrorismo individual’, e
quando ainda nem desconfiava que ele próprio seria uma vítima futura, León
Trostsky criticou exemplarmente aquilo que, nas suas palavras, ‘mesmo que
obtenha "êxito" (e) crie confusão na classe dominante (...) terá vida curta; o
estado capitalista não é eliminado; o mecanismo permanece intacto e em
funcionamento. Todavia, a desordem que um atentado terrorista produz nas
fileiras da classe operária é muito mais profunda. Se para alcançar os objetivos
basta armar-se com uma pistola, para que serve esforçar-se na luta de classes?
Se um pouco de pólvora e um pedaço de chumbo bastam para perfurar a
cabeça de um inimigo, que necessidade há de organizar a classe? Se tem
sentido aterrorizar os altos funcionários com o ruído das explosões, que
necessidade há de um partido?’, criticava o líder da Revolução de Outubro,
banido e assassinado por Stálin, para concluir em seguida: ‘Para nós o terror
individual é inadmissível precisamente porque apequena o papel das massas
em sua própria consciência e (desvia) seus olhos e esperanças para o grande
vingador e libertador, que algum dia virá cumprir sua missão’.
Cento e quatro anos depois, o alerta ganha atualidade diante das medidas
cogitadas após o massacre em Paris.
Os indefectíveis Le Pen, pai e filha, pedem, nada menos que a restauração da
pena de morte, abolida em 1981.
A nostalgia da guilhotina é só o primeiro degrau do patíbulo.
O endurecimento contra os imigrantes, na verdade, já avançava em marcha
batida antes do massacre da quarta-feira (07/01) .
Agora, porém, que ‘somos todos Charlie’, quem irá detê-lo –se até Netanyahu
aderiu?
Ofuscados habilmente pelo ‘consenso’, os antecedentes da tormenta esticam o
elástico de uma gigantesca armadilha histórica.
Desemprego com deflação e captura do Estado e da política pela alta finança.
É disso que se trata a tragédia europeia, vista de corpo inteiro.
A zona do euro enfrenta deflação recessiva; a Itália tem desemprego recorde;
Alemanha e França assistem a uma espiral de xenófobia; Grécia tem 59% da
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juventude fora do mercado; Portugal tem 500 mil desempregados e Espanha
devastou sua rede de proteção social.
Assim por diante.
Foi preciso que um economista moderado, Thomas Piketty, coligisse uma
enciclopédia estatística do avanço rentista sobre a riqueza da sociedade para
que o tema da desigualdade merecesse algum espaço –fugaz— no debate
econômico e midiático sobre a crise europeia.
E mesmo assim colateral às decisões da troika, que estala o relho no lombo da
cidadania e exige ordem unida ao abismo.
É sobre essa base de rigidez que a alavanca da tragédia move o curso da
história. Não Maomé, não Charlie Hebdo, não a juventude niilista.
Não os filhos de imigrantes pobres , que se convertem cada vez mais ao
islamismo como ponto de fuga à meia cidadania da desordem neoliberal que
nada tem a lhes propor hoje.
E não o fará amanhã também.
Entregue aos ajustes fiscais, na ressaca dos mercados após o fastígio
neoliberal, a Europa é hoje um museu de lembranças do acolhimento
humanitário e político, que a transformaria em legenda da civilização e da
fraternidade.
Na Itália, sob o afável Berlusconi, o Estado elevou para seis meses o tempo que
imigrantes ilegais podem ser detidos em ‘ centros especiais’ e autorizou a
criação de falanges civis para “ajudar a polícia a combater o crime nas ruas”.
Na Grécia, onde as taxas de desemprego triplicaram sob o chicote de Frau
Merkel, os integrantes do partido Aurora Dourada sequer dissimulam a
inspiração nazista: sua faxina étnica avança contra árabes, africanos,
ambulantes, ciganos e homossexuais.
‘Somos todos Charlie’?
As notícias contraditórias que chegam dos EUA, surfando em uma recuperação
feita de empregos com salários aviltados, e da Europa sem Estado à altura
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revestido de esférica coerência endógena. avessa ao ruído das ruas.textos para reagir. O sete de janeiro francês avisa que se a sociedade continuar apartada do seu destino. dotado de leis próprias. Gigantesca. evidenciam a profundidade de uma desordem que não cederá tão cedo. retrucam que o custo de não tê-lo afogado na hora certa acarretou custos insustentáveis. No Brasil. das urnas e das aspirações por cidadania plena. E eles terão que ser pagos agora. Recomenda-se vivamente beber a cota do dilúvio desdenhada em 2008 em uma talagada única. diria Margareth Tatcher. nem tão facilmente. mostrou setembro de 2008. Não era. alargaram os vertedouros ao espraiamento de uma dominância financeira que agora produz manifestações mórbidas em todas as esferas da vida. Recuos e derrotas acumulados pela esquerda mundial desde os anos 70. Era o fim da história. replicava o colunismo áulico. os próximos capítulos serão dramáticos. Na forma de um afogamento incondicional. sobretudo a colonização de seu arcabouço pelos interditos neoliberais. A consciência dessa longa travessia é um dado fundamental para renovar a ação política em nosso tempo. 5 de 83 . Não há alternativa. o que sobra à democracia? A pauta dos mercados autorregulados revelou-se uma fraude. Pior que isso. Quando a economia se avoca um templo sagrado. os que incitavam o governo a jogar o país ao mar em 2008.

Por isso. dedicou 256 palavras. Mas há um requisito para isso: tirar a economia do altar sagrado da ortodoxia e expô-la ao debate democrático do qual participem todas as forças sociais. Tenta-se reduzir uma tragédia ciclópica a um atentado à liberdade de expressão.textos As escolhas intrínsecas a uma repactuação do desenvolvimento brasileiro. não são singelas. perdas. Quando a mídia conservadora tenta tropicalizar o bordão ‘somos todos Charlie’. repactuar metas. de fato. Seu caso é uma referência do padrão de justiça que impera na democrática sociedade saudita. Baddawi também será punido com mil chibatadas 6 de 83 . para tratar do caso do blogueiro saudita. principal aliada dos EUA no mundo árabe. uma nota de rodapé. E de forma rudimentar desdobrar a comoção aqui em um veto ao projeto de regulação da mídia brasileira. Raif Baddawi. seu objetivo mal disfarçado vai no sentido oposto. por exemplo. salvaguardas e prazos. é relativo. Baddawi dirigia o fórum on-line ‘Liberais Sauditas Livres’. Para quê? Justamente para interditar o debate sobre o passo seguinte do desenvolvimento do país. Além de dez anos de prisão. No dia seguinte ao massacre em Paris. foi condenado por isso a dez anos de prisão e multa de US$ 260 mil. ganhos. O apego da emissão conservadora à liberdade de expressão. o crucial é erguer linhas de passagem. Nada que se harmonize do dia para a noite. como se sabe. a Folha de São Paulo. onde mulheres não podem dirigir sequer automóveis e inexiste judiciário independente da vontade dos mandatários.

É difícil imaginar algo do tipo ‘somos todos Baddawi’ alastrando-se pelo colunismo pátrio que dispensou às visitas de Yoani um tratamento de chefe de Estado.com. Compare-se com as cataratas de tinta. São dois pesos e mil chibatadas. livre. Uma diferença sugestiva. 12/01/2015 http://cartamaior.br/?/Editorial/Somos-todos-o-que-/32608 http://alainet. imagem e som dedicadas à blogueira cubana Yoani Sánchez que.org/active/80016 7 de 83 . 155 mil no Globo e 110 mil no Estadão. mereceu da mesma Folha de SP mais de 90 mil citações. Aqui ou em Paris. durante 20 semanas. leve e solta. Que recomenda cautela com as unanimidades produzidas pela mesma fonte.textos por "insultar o Islã" – 50 por semana. viajando pelo mundo. Uma nota com 256 palavras foi tudo o que o liberal Baddawi obteve de um dos principais veículos de informação do país. A primeira cota foi aplicada na última 6ª feira.

Bertolt Brecht. el aislar las consecuencias del contexto que las hace emerger y el no inscribir un acontecimiento tan violento en la genealogía de los factores que lo han hecho posible condena a la tetania en el mejor de los casos y en el peor a una lógica de guerra civil. ¿Por qué es posible que semejante atentado se produzca hoy en París? Como pone de relieve Sophie Wahnich. En el contexto actual de la «guerra contra el terrorismo» (guerra exterior) y de racismo e islamofobia de Estado. los autores de este acto ha acelerado. Comprender y analizar para actuar es la única postura que hoy permite evitar las instrumentalizaciones y desviaciones de una emoción. La ocultación total de las causas El hecho de no tener en cuenta las causalidades profundas e inmediatas. El atentado contra el semanario satírico Charlie Hebdo marcará nuestra historia contemporánea. existe «un uso fascista de 8 de 83 . Arturo Ui Las consecuencias políticas del atentado ya son desastrosas para las clases populares y van a ser peores si no se propone ninguna alternativa política a la famosa «Unión Nacional». Nadie en los medios de comunicación aborda hoy las causas reales o potenciales. Falta por saber en qué sentido y con qué consecuencias. de las clases populares.textos La ocultación política y mediática de las causas del atentado contra "Charlie Hebdo". un proceso de estigmatización y aislamiento del componente musulmán. «Aún es fecundo el vientre del que surge la bestia inmunda». una cólera y una revuelta legítima. sus consecuencias y retos Said Bouamama Investig'Action Traducido del francés por Beatriz Morales Bastos. real o supuesto. En efecto. conscientemente o no [1]. la manera de reaccionar de los medios de comunicación franceses y de la abrumadora mayoría de la clase política es criminal. Son estas reacciones las que son peligrosas para el futuro y las que llevan en sí mismas muchos «daños colaterales» y futuros 7 y 9 de enero cada vez más mortíferos.

pues. las guerras permiten controlar económicamente a un país. islamofobia que los propios informes oficiales se ven obligados a constatar. justicia… En los hechos. democracia. en primer lugar. a las que de ahora en adelante competen a la larga duración y a la dimensión internacional. Entre 1990 y 2001 se disparó la cantidad de conflictos entre Estados: 57 conflictos importantes en 45 territorios diferentes. de Mali a la República Centroafricana pasando por Congo debido a los minerales estratégicos los soldados franceses contribuyen a sembrar la muerte y el desastre en los cuatro rincones del planeta. hacia las causas y. las intervenciones y las guerras contemporáneas. uranio.) o los recursos humanos de un país. Desde Iraq a Siria pasando por Libia y Afganistán debido al petróleo. pero también facilitar que los empresarios privados de una nación puedan acaparar las materias primas (petróleo. Francia es una de las potencias que está más en guerra en el planeta. […] Oficialmente siempre se legitima por medio de móviles virtuosos el emprender la guerra contra una nación adversa: defensa de la libertad. Todo intento de análisis real de la situación tal como es o todo análisis que trate de proponer otra explicación que la proporcionada por los medios de comunicación y la clase política se convierte en una apología del atentado.textos las emociones políticas de la masa» cuyo único antídoto es el «anudamiento posible entre las emociones y la razón» [2]. El sociólogo Thierry Brugvin resume de la siguiente manera el lugar que ocupan las guerras en el mundo contemporáneo: «La conclusión de la Guerra Fría precipitó el final de una regulación de los conflictos a nivel mundial. Mirada al vientre fecundo de la bestia inmunda Miremos. minerales. Lo que estamos viviendo actualmente es este confinamiento de los discursos mediáticos y políticos dominantes a una sola emoción ocultando totalmente el análisis real y concreto. etc.» [3] Desde los atentados del 11 de septiembre de 2001 el discurso de legitimación de las guerras se construye esencialmente sobre el «peligro islamista» que contribuye a que se desarrolle una islamofobia a gran escala en el seno de las principales potencias occidentales. [4] Estas guerras producen al mismo 9 de 83 . El final de los equilibrios mundiales surgidos de la Segunda Guerra Mundial con la desaparición de la URSS unido a la globalización capitalista centrada en el descenso de los costes para maximizar los beneficios y a la nueva competencia de los países emergentes convierten al control de las materias primas en la causa principal de las injerencias.

Así. Circular Chatel y exclusión de las puertas de salida de las escuelas de aquellas madres que lleven velo. prohibición de las manifestaciones en apoyo al pueblo palestino. «debate» sobre la identidad nacional. el gerente local de los intereses occidentales nunca está verdadera y duraderamente inquieto. Ley sobre el niqab. propulsada por la Ley sobre el pañuelo en 2004 y mantenida después regularmente (discurso sobre las revueltas de los barrios populares en 2005. [5] Las guerras que lleva a cabo Occidente son una de las principales matrices de la bestia inmunda. Y lo que es más grave. el apoyo incondicional al Estado de Israel es una constante de la política francesa que no conoce alternancia. Estos factores internacionales se conjugan con factores internos de la sociedad francesa. El Estado sionista puede asesinar a gran escala con total impunidad. Las estrategias de las potencias occidentales en general y de las francesas en particular se despliegan en dos ejes: el fortalecimiento de Israel como base y pilar del control de la región. Sean cuales sean la magnitud y los medios de las masacres. como portadores de un peligro «islamista». La lógica del «doble rasero» se impone una vez más a partir de un enfoque islamófobo adoptado por las esferas más altas del Estado y que retoman la gran mayoría de los medios de comunicación y de actores políticos. Este es el segundo perfil del vientre de la bestia inmunda. desde Sarkozy a Hollande. Antes hemos puesto de relieve la islamofobia de Estado. en varias ocasiones se ha producido un 10 de 83 . Próximo Oriente y Medio Oriente son un reto geoestratégico fundamental en la voluntad de control de las riquezas de petróleo y gas. Hay que poner de relieve ahora que ninguna respuesta de las fuerzas políticas que se declaran de las clases populares ha hecho frente a este clima de islamofobia. y el apoyo a las petromonarquías reaccionarias del Golfo. acoso a las estudiantes de instituto que lleven faldas largas. etc.). De este modo.textos tiempo un fuerte «odio a Occidente» en los pueblos que son víctimas de estas agresiones militares. François Hollande declaró durante su viaje oficial a Israel en Israel en 2013: «Seré siempre un amigo de Israel». [6] Y también en este caso el discurso mediático y político de legitimación de este apoyo se construye sobre la base de una representación del grupo Hamás palestino pero también de la resistencia palestina en su conjunto (a través de recurrentes imprecisiones verbales). de la población palestina en su conjunto y de sus apoyos políticos internacionales.

textos amplio consenso con el pretexto de defender la «laicidad» o de no relacionarse con «quienes defienden a Hamás». [7] La tendencia a la producción de una «obsesión colectiva» aumentó todavía más con el reciente tratamiento mediático de los casos Zemmour y Houellebecq. en ambos casos queda una profundización del sentimiento de «la obsesión colectiva» por una parte y el sentimiento de ser una vez más insultado permanentemente por otra. el debilitamiento aún mayor de los ya debilitados diques antirracistas y una violencia concreta o simbólica ejercida contra las y los musulmanes. De ahí se desprenden unas relaciones sociales marcadas por una violencia cada vez mayor contra uno mismo y contra las personas cercanas. así como el temor a ese descenso en aquellas personas para las que las cosas todavía van bien. La pauperización y la precarización generalizada se han vuelto insoportables en los barrios populares. se han producido las mismas consecuencias El resultado de ello no es otro que el arraigo aún más profundo de las islamalgamas*. se han construido las mismas separaciones. social y político general de las clases populares. Por lo que se refiere al escritor [Michel Houellebecq] lo defienden muchos periodistas con el pretexto de que no se puede confundir ficción y realidad. Este es el tercer perfil del vientre de la bestia inmunda. No obstante. Desde la extrema derecha a una parte importante de la extrema izquierda se han presentado los mismos argumentos. Cuando estas últimas personas se sienten en peligro disponen entonces de un blanco consensual que ya está completamente calificado de legítimo tanto mediática como políticamente: el musulmán o la musulmana. A ello se une el descenso de clase social de una parte importante de las clases medias. este resultado se puede describir como la difusión por parte de un sector importante de la sociedad del «mito de la islamización» que desemboca en la tendencia a constituir una «obsesión colectiva». 11 de 83 . Como propone Raphaël Liogier. pero que no son «de buena familia». Esto le permite dárselas de víctima en el contexto de esta obsesión colectiva que hemos mencionado. la profundización de una división en el seno de las clases populares. Tras haberle ofrecido múltiples tribunas. Eric Zemmour fue despedido de I-télé por haber propuesto la «deportación de los musulmanes franceses». Este factor interno de una islamofobia banalizada tiene unos efectos decuplicados en el actual contexto del debilitamiento económico.

se molesta a un estudiante de secundaria de origen magrebí de 17 12 de 83 . se producen unos disparos contra la mezquita de Albi. [8] La profundización de la división entre dos componente de las clases populares en una lógica de «dividir a quienes deberían estar unidos (los diferentes componentes de las clases populares) y de unir a quienes deberían estar divididos (las clases sociales con intereses divergentes)» es el cuarto perfil del vientre de la bestia inmunda. se cuelgan una cabeza y vísceras de jabalí ante una sala de oración en Corte. se producen disparos contra una sala de oración en Port la Nouvelle. al periodistas Yvan Rioufol de Le Figaro que conminaba a Rokhaya Diallo de desolidarizarse en RTL. se lanzan granadas contra otra en Mans.textos El debilitamiento afecta aún más al componente surgido de la inmigración de las clases populares.). sin contar todas las declaraciones que hablaban de «guerra declarada». al bloque identitario que declaraba la necesidad de «poner en tela de juicio la inmigración masiva y la islamización» para luchar contra el «yihadismo». Por lo que se refiere a los discursos. Córcega. que son extremadamente minoritarias. en la búsqueda de vivienda. a Jeannette Bougrab que acusaba a «quienes han calificado a Charlie Hebdo de islamófobo» de ser los culpables del atentado. así como de las desigualdades y discriminaciones generalizadas que lo caracterizan. un automovilista es el blanco de unos disparos en el Vaucluse. se quema otra sala de oración en Aix les Bains. etc. en la relación con la policía y con los controles según el color de la piel**. ¿Qué pare este vientre? Esta matriz es claramente propicia para la emergencia de trayectorias nihilistas que se traducen en la matanza de Charlie Hebdo. las cuales producen unas trayectorias de marginación (en la formación. son una producción de nuestro sistema social. un kebab es objeto de una explosión en Villefranche sur Saône. aparecen unas pintadas racistas en las mezquitas de Bayona y Poitiers. A estas palabras se unen los pasos al acto de estos últimos días: una miembro de Femen se filma quemando y pisoteando El Corán. Pero lo que las reacciones al atentado han revelado es igual de importante y cuantitativamente está mucho más extendido que la opción nihilista (¿por ahora?). tuvimos a Marine Le Pen exigiendo un debate nacional contra el «fundamentalismo islámico». recordemos algunos elementos de estos últimos días. Estas trayectorias. Sin poder ser exhaustivos. que se enfrenta a las discriminaciones racistas sistémicas (ángulo absolutamente muerto de los discursos de las organizaciones políticas que se declaran de las clases populares).

saber?». Una formidable instrumentalización política Pero el escándalo que vivimos hoy no se detiene ahí. tocar. Al reaccionar a propósito del 11 de septiembre la filósofa Judith Butler se pregunta sobre la indignación desigual. [10] 13 de 83 . aquellas personas de las que nunca tendremos una imagen. [9] Esta indignación desigual está en la base de un proceso de producción de una división muy real en el seno de las clases populares. un nombre. Se ha denunciado la Patriot Act. como el actual. Estas palabras y actos muestran la magnitud de los daños que ya han causado las últimas décadas de banalización islamófoba. contra aquellas y aquellos que no enseñen su patita blanca***». La unión nacional que sueñan con construir es «todas y todos juntos contra aquellos que no son de los nuestros. También forman parte de la bestia inmunda. etc. Y es esta división la que es portadora de todos los peligros. algo que poder ver. * Refuerzo de la seguridad y ataques contra las libertades democráticas Algunos. Pone de relieve que la justificada indignación por las víctimas del 11 de septiembre se acompaña de una indiferencia por las víctimas de las guerras emprendidas por Estados Unidos: «¿Cómo es que no nos dan los nombres de los muertos de esta guerra. Y haciéndose eco. como Dupont Aignan.textos años durante un minuto de silencio en Bourgoin-Jallieu en Isère. reclaman «más flexibilidad a las fuerzas del orden» aunque el pasado otoño ya se votó una nueva «ley antiterrorista». La bestia inmunda se encuentra también en la sangrante ausencia de indignación frente a las innumerables víctimas de las guerras imperialistas de estas últimas décadas. sobre todo en un periodo de construcción de «la unión nacional». aparte del de Boston». nunca tendremos el menor fragmento de testimonio sobre sus vidas. Con un cinismo consumado se despliegan todo el día instrumentalizaciones de la situación y del pánico que esta suscita. Thierry Mariani alude a la Patriot Act estadounidense (cuya consecuencia fue un grave ataque contra las libertades individuales con el pretexto de la lucha contra el terrorismo): «Estados Unidos supo reaccionar tras el 11 de septiembre. incluidos aquellos a los que ha matado Estados Unidos. una historia. pero desde entonces no ha habido atentados.

Determinadas reivindicaciones legítimas y urgentes se vuelven ya inaudibles debido al enorme aumento de las medidas de seguridad que tratan de aprovecharse de la situación: por ejemplo. Permite poner en sordina el conjunto de las reivindicaciones que traban el proceso de desregulación generalizada. será mucho más difícil llevar a cabo la lucha contra los controles según el color de la piel y continuarán las humillaciones cotidianas que estos producen en medio de la indiferencia general. es eficaz en un clima de miedo generalizado. * La conminación a justificarse Otra instrumentalización es la permanente conminación que se hace a los musulmanes reales o supuestos a justificarse por unos actos que ellos no han cometido y/o a desmarcarse de los autores del atentado. En algunas ciudades la unidad nacional se ha extendido ya al Frente Nacional que ha participado en las concentraciones de apoyo a Charlie Hebdo. 14 de 83 . A nadie se le ocurrió exigir a los cristianos reales o supuestos una condena cuando el noruego Anders Behring Breivik asesinó a 77 personas en julio de 2011 reivindicándose como islamófobo y nacionalista blanco. Esta «unidad nacional» también es lo que más daño político ha provocado puesto que destruye las raras referencias positivas que pudieran existir antes en términos de posibles alianzas e identidades políticas. De esta lógica se desprende la idea de poner a los musulmanes.textos Instrumentalizar el miedo y la emoción para reforzar unas leyes y medidas liberticidas es la primera manipulación que se pone hoy a prueba para medir las posibilidades en materia de regresión democrática. [La ex ministra francesa de Justicia Rachida] Dati y [el ex primer ministro francés François] Fillon se indignan ya de «la exclusión» de Marine Le Pen de la unidad nacional. Tras esta conminación se encuentra la lógica que plantea que el islam es por esencia incompatible con la República. sino también de los medios de comunicación. Por muy burdo que sea. de los profesores. Este hecho de ser permanentemente acusado es humillante. de los vecinos. reales o supuestos. * La unidad nacional La construcción activa y determinada de la unidad nacional es la segunda instrumentalización importante en curso. bajo vigilancia no solo policial. que el conjunto de los medios de comunicación producen cotidianamente.

rechazar la lógica que «divide a quienes deberían estar unidos y une a quienes deberían estar divididos». 19. Para detener la escalada tenemos que desarrollar todos los marcos y acontecimientos de solidaridad destinados a impedir la invasión de palabras o de actos racistas y. sobre todo. Para detener la escalada tenemos que acabar con la violencia de los dominantes: tenemos que luchar para parar las guerras imperialistas en curso y derogar las leyes racistas. Para detener la escalada tenemos que construir todos los espacios posibles de solidaridad económica y social en nuestros barrios populares. sin embargo está fuera de cuestión olvidar el papel que ha desempeñado este semanario en la construcción del actual clima de islamofobia. 2012. Si el atentado contra Charlie Hebdo es condenable. También está fuera de cuestión olvidar las odas a Bush que acogían sus páginas cuando este impulsaba esta famosa «guerra contra el terrorismo» en Afganistán y después en Iraq. p. un événement de la raison sensible 1787-1799. islamófobos. Los tiempos que se avecinan van a ser difíciles y costosos. Necesitamos más que nunca organizarnos. Estas tomas de postura escritas o dibujadas no son detalles o simples diversiones sin consecuencias: son el origen de múltiples agresiones a mujeres veladas y de muchos actos contra lugares de culto musulmanes. * ¿Ser Charlie? ¿Quién puede ser Charlie? ¿Quién quiere ser Charlie? Por último.textos etc. [2] Sophie Wahnich. 15 de 83 . este semanario ha contribuido enormemente a dividir a las clases populares en un momento en que más que nunca necesitaban unidad y solidaridad. Hachette. No somos más Charlie ayer que hoy. París. con total autonomía respecto a quienes predican la unión nacional como perspectiva. Notas: [1] Por una parte es demasiado pronto para decirlo y por otra el resultado es el mismo. Sobre todo. La révolution française. la consigna «todos somos Charlie» es la ultima instrumentalización desplegada estos días. cerrar filas. Más que nunca tenemos que designar al enemigo para construirnos juntos: el enemigo es todo aquel que nos divide.

2014. Le racisme à l’égard des migrants en Europe. citada en Mathias Delori. Le mythe de l’islamisation. de la t. París. París.mediapart. [7] Raphaël Liogier. [9] Judith Butler. consultado el 9 de enero de 2015 las 18:00 h. Estrasburgo.: “contrôles au faciès” en el original. https://bouamamas. “Hollande «ami d’Israël» reste ferme face à l’Iran”. París. ** N. 16 de 83 . essai sur une obsession collective. La haine de l’Occident. siempre con connotaciones negativas. 171. etc. Le Seuil. [4] Djacoba Liva Tehindrazanarivelo. * N. http://blogs. éditions du Conseil de l’Europe.: Hay un juego de palabras intraducible con la expresión “montrer patte blanche”. islam y delincuencia. Said Bouamama es un sociólogo. p.).. de la t. “Ces morts que nous n’allons pas pleurer”. 2012.. 2009. cuyo origen está en una fábula de La Fontaine de la cabrita que pedía al lobo que enseñara su patita blanca para poder entrar y que actualmente significa “enseñar un signo de reconocimiento convenido. [5] Jean Ziegler. Le pouvoir illégal des élites.fr/blog/math. Albin Michel. [10] Le Parisien. Max Milo. 8-01-2015 Animador del Collectivo Manouchian.textos [3] Thierry Brugvin. Su traducción literal sería “enseñar la pata blanca”. decir la contraseña necesaria para entrar en algún lugar”. que se hacen a propósito del islam (islam y terrorismo. Se refiere a los controles policiales que se hacen en Francia sobre todo a las personas que no son de piel blanca y que los sufren con mucha más frecuencia que aquellas que tienen la piel blanca [8] Véase sobre este aspecto mi último artículo en mi blog. 17-11-2013. “Les dégâts invisibilisés des discriminations inégalité sociales et des discriminations racistes et sexistes”.. [6] Le Monde.com/ *** N.: “Islamalgame” es un neologismo creado para expresar todas las amalgamas. 2008. de la t.wordpress.

en especial aquellos de origen magrebí. 2004.michelcollon.textos militante asociativo y político. Larousse. 2009. Paupérisation. Editions La Découverte. Fuente: http://www. Acaba de publicar Figures de la Révolution Africaine (de Kenyata à Sankara). Said Bouamama fue uno de los participantes de la Marcha por la Igualdad de diciembre de 1983 en la que convergieron hacia París miles de personas que luchaban por acabar con el racismo y las discriminaciones masivas del estado francés hacia una parte de sus ciudadanos. La France: Autopsie d’un mythe national. Le Geai bleu. entre muchas otras obras.info/L-attentat-contre-Charlie-Hebdo-L. También es el autor de Les classes et quartiers populaires.html? lang=fr 17 de 83 . en un contexto generalizado de crímenes racistas y banalización de la extrema derecha. Su especialidad es la inmigración. Éditions du Cygne. 2008 y L’affaire du foulard islamique: production d’un racisme respectable. las discriminaciones y el racismo como procesos de dominación. 2014. ethnicisation et discrimination.

En resumen: el enemigo no es persona y en consecuencia no tiene derechos. el exilio. y a su vez se constituye potencialmente en detonante de otros hechos también lamentables. peligrosos y expansivos. Éste era la negación absoluta del otro ser (hostilidad). la búsqueda de chivos expiatorios para justificarla. era el que carecía de derechos. se expresarán en las cruzadas. a la política y en consecuencia al derecho. privado de todo derecho. 11-S versión parisina Diez ideas claves para la reflexión Keymer Ávila Rebelión Lo ocurrido el 07 de enero (07-E) en París es sin duda alguna y desde toda perspectiva. y las muertes masivas que todo esto genera. asesor para bombardear las zonas rurales de 18 de 83 . En fin. justamente porque dejaba al sujeto en la situación de extranjero. La construcción del enemigo: Zaffaroni (2006) en su explicación sobre el enemigo en el derecho penal explica como en la Roma imperial el hostis era el ”enemigo público”. sin matiz alguno. Esta categoría serviría para varias subclasificaciones entre las que se encontraría la del hostis alienigena considerado como “el núcleo troncal que abarcará a todos los molestos al poder. de extraño. 1. el que estaba fuera de la comunidad. es una categoría bélica. No puede justificarse de ninguna manera un acto similar. respecto al cual se planteaba la guerra. el problema es la guerra que beneficia a unos pocos. Por otra lado. que más que causa es consecuencia. Esta rémora premoderna ha permeado al pensamiento moderno. A continuación sugiero algunas ideas para reflexionar y tratar de comprender en contexto este fenómeno. El problema de fondo no es ni la libertad de expresión ni el Islam. el extranjero. Carl Schmitt. Tanto es así que la pena máxima en muchas sociedades era la expulsión de la comunidad. considerará a la distinción entre amigos y enemigos como la “esencia de lo político”. la idea de “choque de civilizaciones” de un etnocentrista. el hostis. no jurídica (Jakobs sería la carátula “jurídica” de este discurso). indisciplinados o simples extranjeros”. xenófobo y racista miembro del Consejo de Seguridad Nacional de la Casa Blanca. en el genocidio americano y también en la inquisición. la pérdida de la paz. No en vano uno de los más importantes ideólogos del nacionalsocialismo. por insubordinados. condenable y repudiable. el enemigo.textos "Charlie" y la Islamofobia. Este desconocimiento del otro lo heredan de cierta manera las tradiciones judeo-cristianas.

también ha contribuido en las últimas décadas para abonar el terreno para este tipo planteamientos dicotómicos. llamado Huntington. Arabia Saudita y Qatar se encuentran entre sus principales financistas. Osama bin Laden. Es importante problematizar sobre estas realidades y no invisibilizarlas en el análisis. occidente se escandaliza. Siria (2014). a través de la CIA. Son éstos los frankesteins que ahora el Imperio y sus cipayos europeos presentan como los hostis. cometen asesinatos y crímenes atroces contra la población civil y generan miles de refugiados. Egipto (2011). Irak (1991. inicialmente para combatir a la “atea” e “infiel” Unión Soviética. Guantánamo y demás cárceles secretas de la CIA. inadvertida o intencionadamente. Libia (2011) y el asesinato de Gadafi (celebrado a carcajadas por Hillary Clinton). 3. De aquellas aguas provienen los actuales lodos. Hay algunos sectores de izquierda que. en sus críticas no incluyen la condena a las prácticas de estos grupos. Ahora que el horror cotidiano que se vive en esta parte del mundo toca directamente al corazón de Europa. golpes de Estado. Al Qaeda. en el escenario geopolítico internacional. El Estado Islámico no es más que el resultado de la independencia de los mercenarios amamantados por las políticas norteamericanas sobre el Medio Oriente. pero en su caso. 4. promoción de guerras civiles. matanzas y bombardeos en Afganistán (2001).2006). El cuestionamiento a su origen y a las políticas “anti” terroristas de EEUU y Europa en modo alguno debe entenderse como una apología al islamismo extremo como opción ante el imperialismo. En modo alguno representan al Islam. han promovido y financiado los radicalismos islámicos. son fundamentales para la legitimación de políticas bélicas. Hussein. 2. todos fueron sus aliados. En este proceso de construcción de enemigos los estereotipos difundidos por las empresas de comunicación y del espectáculo. luego para mantener y expandir sus intereses geopolíticos sobre el Medio Oriente y su petróleo. Aplican también la doctrina binaria amigoenemigo. El amamantamiento de los radicalismos islámicos de los últimos 35 años: Tal como lo afirma Atilio Borón desde 1979 los EEUU. como el enemigo que debe ser exterminado. Los islamismos extremos son una realidad: han hecho y hacen mucho daño. Estas retóricas se han venido posicionando tras el 11 de septiembre de 2001 (11-S).textos Vietnam. junto a la exacerbación de los miedos asociados con los mismos. las invasiones. El 11-S y la cruzada antiterrorista: El 11-S marcó un antes y un después en la 19 de 83 . No son un bloque homogéneo y algunos combaten entre sí por el poder. La segunda etapa del entrenamiento y fortalecimiento de estos grupos vino con Abu Ghraib.

impuesta desde la Casa Blanca. se distribuía por todos los continentes. presencia ostensiva de vigilancia. pertenece a sectores comúnmente marginados y estigmatizados. en ella sus efectos más devastadores pueden ser totalmente invisibilizados por sectores incluidos quienes son los que terminan detentando el poder de las comunicaciones en el mundo actual. económica. se convierte en el enemigo carente de derechos y garantías. legitimación de detenciones arbitrarias. ante el "otro".predominio del manejo de los miedos. especialmente la de sus sistemas penales y sus políticas en materia criminal. Las personas motivadas por las campañas de miedo ceden sus derechos ante políticas de mayores controles. sospecha ante el "distinto". La guerra en un nuevo formato se presenta como algo cotidiano. y de la aplicación de terrorismo de Estado en distintos matices y formas. Estas lógicas legitiman cualquier razón de Estado (en especial la de EEUU). Esta dimensión interna nos afecta a todos. Este enemigo. Ya no se trata con ciudadanos que cometen o pueden cometer delitos. etc…).textos política imperial de EEUU. Esta ideología influye y determina las políticas de los países. obviamente. ahora se combate al enemigo de la sociedad. partido. quién puede ser deshumanizado en muy corto tiempo y por lo tanto. El sustrato de esta guerra antiterrorista es el miedo. En el plano interno las campañas de guerra y las de seguridad ciudadana no se distinguen una de otra. No se inventó el agua tibia a partir de este momento. cuadrados). y -sobre todo. el enemigo puede estar dentro de tu mismo grupo. excesos policiales y militares. En éste las colonias 20 de 83 . pero sí se expandieron en dimensiones inconcebibles las lógicas de dominación: racionalidad bélica. Francia y el Islam: el imperio colonial francés en las primeras décadas del siglo XX llegó a ocupar un 8. militarización de la seguridad ciudadana y de todos los controles. Esta guerra no tiene fronteras ya que el enemigo se encuentra también dentro del propio país que se intenta proteger. o hasta dentro de tu propia casa.7% del área terrestre del mundo (13. Toda esta concepción bélica se traduce en políticas criminales autoritarias. represivas. que van en desmedro de derechos fundamentales (extradiciones express. administrativa y cultural sin precedentes. servicios de inteligencia. discurso conservador y moralizante.0000 de km.0000. normal. Es una estrategia de ocupación política. 5.

En 2014 toma la “delantera europea” en los bombardeos contra Irak. del orden público y del bienestar general en una sociedad democrática” (art. Así se ratifica en los artículos: 19. toda persona estará solamente sujeta a las limitaciones establecidas por la ley con el único fin de asegurar el reconocimiento y el respeto de los derechos y libertades de los demás. “salvaje. 19. y de satisfacer las justas exigencias de la moral. conciencia y religión. El coloniaje francés nunca dejó de lado la imposición cultural. “malo”. la hostilidad o la violencia) del Pacto de Derechos Civiles y 21 de 83 . del terrorismo “oscuro”. bárbaro e incivilizado”. Claro está.3 y 20 (prohibición de propaganda a favor de la guerra.000 desaparecidos). Con estos antecedentes se llega al 2013. ideológica y religiosa. Pero las empresas de comunicación en colaboración con las potencias norteamericanas y europeas. honrando las campañas medievales “civilizatorias” del fundamentalista cristiano Carlomagno. 29). así como con el derecho a la igualdad (arts. la libertad de expresión no es un derecho absoluto que puede emplearse en detrimento de otros derechos. el odio nacional. el laicismo y la ley de la República sería la religión oficial. 6. El financiamiento de grupos armados. a un grupo o a una persona. El slogan de la libertad de expresión: el derecho a la libertad de expresión debe interpretarse armónicamente con el derecho a la libertad de pensamiento. racial o religioso que constituya incitación a la discriminación. En este proceso se gestó buena parte de la doctrina de la Seguridad Nacional que tanto daño hizo en Latinoamérica. a partir de la Revolución Francesa. 30). la invasión y expoliación de estos países por parte de Francia también es terrorismo. A todo lo anterior debe sumarse que también se tienen deberes: “en el ejercicio de sus derechos y en el disfrute de sus libertades. “bueno”. 18. “cristiano” y “civilizador”. Ninguno de estos derechos podrán “interpretarse en el sentido de que confiere derecho alguno al Estado. El caso más emblemático es el de Argelia. fuego y guillotinas. “musulmán”. año en el que Francia inicia el bombardeo a dos de sus antiguas colonias: Mali y la República Centroafricana. país que sufrió ataques sistemáticos en contra de su población civil: violaciones a los DDHH. distinguen el terrorismo “blanco”. 1 y 2 de la Declaración Universal de los Derechos Humanos). que habría de imponerse a sangre. para emprender y desarrollar actividades o realizar actos tendientes a la supresión de cualquiera de los derechos y libertades proclamados en esta Declaración” (art. torturas y desapariciones (se calculan que hubo unos 3.textos Africanas y de Medio Oriente tienen un peso muy importante. Es decir.

se prestaron para reproducir la estigmatización de los musulmanes como terroristas.2 y 17 (prohibición del abuso de derecho) de la Convención Europea de Derechos Humanos. 10. En ese caso el director de la revista declaró que se "prohíbe cualquier declaración racista y antisemita en el diario" y procedió a despedir a Siné. promoviendo la islamofobia. hay que tomar también en cuenta en su totalidad a la Convención internacional sobre la eliminación de todas las formas de discriminación racial. 7. Es importante recordar que no hubo defensa alguna a la libertad de expresión cuando el caricaturista Siné bromeó en las páginas del Charlie Hebdo sobre el hijo de Sarkozy utilizando supuestos argumentos antisemitas. condiciones y restricciones a la libertad de expresión en procura de la protección de los derechos y a la reputación de los demás. Las ideas. La condena rotunda y contundente al atentado contra el Charlie Hedbo no puede acallar las críticas hacia los contenidos de su trabajo. ofender. No se conocen decisiones similares de la revista ante las reiteradas protestas de la comunidad musulmana por los mensajes colonialistas. nunca con balas. racistas y xenófobos contra el Islam divulgados en sus páginas. racial o religioso. Como bien lo señala Santiago Alba “la islamofobia fascista. Los mensajes de los nazis contra los judíos o la tristemente famosa “Radio Televisión Libre de las Mil Colinas” de Ruanda no pueden ampararse en la libertad de expresión. en Europa y en las “colonias”. siguiendo burdamente el libreto del 11-S. degradar.textos Políticos. ni discriminar a ningún grupo étnico. en los que se establecen formalidades. El humor político y contra el poder debe ser un humor elaborado e inteligente. Llama mucho la atención como el slogan de la libertad de expresión es usado a conveniencia: cuando se meten con tus adversarios o enemigos no tiene límites. Por el contrario. La crítica a los contenidos y estilo de Charlie Hebdo no justifica jamás lo sucedido. Charlie y la versión parisina del 11-S: El 11-S en parte se caracterizó por su 22 de 83 . la libertad de expresión no puede ser esgrimida para estigmatizar. tinta y dibujos. es la gran fábrica de islamistas fascistas y una y otro son incompatibles con el derecho y la democracia”. la tinta y los dibujos deben responderse con ideas. mucho menos cuando éstos se encuentran en condición de vulnerabilidad o en riesgo de exclusión. Finalmente. pero cuando se meten contigo o con tus amigos sí los debe tener. En ninguno de estos supuestos se encuentra la revista Charlie Hebdo respecto al mundo islámico. Así entonces.

Dos días después del atentado los dos involucrados mueren “abatidos” por la policía. más minimalista. quien era de origen musulmán y uno de los policías fallecidos en el atentado. Este 07-E es también mediáticamente espectacular. fueron esparciendo evidencias a la ligera. sin embargo. Este es el primer paso para la reedición de la política iniciada hace 14 años con el 11-S. armas de guerra y cocteles molotov en el vehículo utilizado en el atentado. se presenta a Charlie Hebdo como una revista de izquierda. el método empleado no coincide del todo con el de grupos fundamentalistas islámicos. A todo evento era un blanco perfecto: atacar a la “antisistémica” y “ crítica ” revista resultaba mucho mejor que atacar a los sectores de la extrema derecha. caricaturistas. Por otra parte.textos espectacularidad. que priorizan en la destrucción de los objetos físicos que ofenden a dios antes de acabar con sus autores. también resulta “abatido” un tercer sujeto que no había sido 23 de 83 . por atacar un símbolo. por ejemplo: si lo hermanos Kouachi ya estaban reseñados e identificados desde 2005 por los órganos de seguridad francés ¿qué pasó con sus servicios de inteligencia?. periodistas. más sobrio pero no por ello de menor impacto. en su caso financiero. Según algunos analistas. más francés. la revista se encontraba al borde de la quiebra y vendía menos de la mitad de su tiraje. Algunos testigos incluso afirman que los atacantes hasta se equivocaron inicialmente de dirección antes de llegar a la sede de la revista. Esto parece muy poco profesional. hablaban perfectamente el francés. generando la solidaridad automática de todas las empresas de comunicación y de las redes sociales. además. que protegía a la revista que se burlaba y ofendía de su religión y cultura. nadie habla tampoco de Frédéric Boisseau. Las víctimas son cualificadas: intelectuales. todo esto luego de robar una gasolinera. esto último generaría pocas solidaridades e impacto. islamofóbica y racista que desde hace tiempo dejó de ser referencia para muchos sectores. panfletos religiosos. eurocéntrica. A pesar que desde el año 2006 viene utilizando a la islamofobia como estrategia de mercadeo. Quedan muchas preguntas en el aire.0. para algunos es una izquierda desteñida. Pocos hablan de Ahmed. el trabajador de mantenimiento que se encontraba también en el lugar del hecho. su indumentaria tampoco era la más característica. hasta dejaron sus documentos de identidad. En el plano operativo el cruel ataque y la posterior huida dejan muchos cabos sueltos. Servicios de inteligencia argelinos habían advertido a las autoridades francesas de un posible atentado 24 horas antes de que este ocurriese. apuntaron al corazón de la emotividad mediática occidental. Es el 11-S versión 2.

los enemigos. La condena de este atentado por parte de estos sectores no tiene ni tendrá lugar en la agenda mediática de la guerra. 8. el militarismo. Ahora cundirán los discursos nacionalistas y de unidad en contra del mal absoluto. el enemigo puede ser cualquiera. Por otra parte. 9. un policía responsable de la investigación del Charlie Hebdo aparece “suicidado”. Muchos cabos sueltos que recuerdan el montón que también se dejaron en el 11-S. Con esto Francia legitima sus intervenciones militares en países musulmanes (mientras que a la vez apoya al Estado Islámico en Siria). Por el otro. Por un lado. los hostis.textos mencionado antes. pero las consecuencias de tales políticas la padecen los sectores más vulnerables. Con las muertes de estas personas las posibilidades de investigar lo que realmente sucedió se van reduciendo considerablemente. los islamismos extremistas reivindicarán lo sucedido. España. A menos de 24 horas del atentado ya se reportaban los primeros ataques a mezquitas y otros locales musulmanes. ¿Quiénes pierden? Las principales víctimas del extremismo islámico es la comunidad musulmana. de “la civilización contra la barbarie”. Ya lo he señalado: los efectos de estas políticas de miedo afectan todos los ámbitos. para buscar adeptos y ganar músculo. Ahora algunos gobiernos “terroristas” con este ataque legitimarán sus cruzadas “antiterroristas”. Suecia y Gran Bretaña y este atentado les viene como anillo al dedo. Hasta Marine LePen -cuyo padre afirma que el ébola es el remedio para acabar con los migrantes. ¿Quiénes ganan? Los grandes beneficiarios de este atentado son los mismos que los del 11-S. los extremismos y los conservadurismos -de todo tipo-. Alemania. Los migrantes en general y todo el que sufra de melanina en la piel también se verán afectados. la ultraderecha y la islamofobia están en plena expansión en Francia. es decir.ya está pidiendo que en Francia se retome la pena de muerte. con independencia de lo que opinen sus pueblos. lo utilizarán como propaganda a su favor. 24 de 83 . Es la “lucha del bien contra el mal”. que se encarna en el Islam y todo lo que se asemeje a él. Ya los halcones norteamericanos se frotan las manos y se apresuran a emitir sus mensajes en francés.

a menos que parezcan como victimarios. El autor no había visto aún los efectos del 11-S. Yo no soy Charlie. ellos son los que seguirán cobrando más caro las consecuencias del Charlie Hebdo. soy los casi 9. Preveo que las zonas de conflicto social las más intensas en el siglo XXI. soy las más de 3. no serán las Somalias y las Bosnias. soy los 12 muertos del 07-E en París y mucho más: soy las miles de víctimas de los bombardeos franceses y de los grupos extremistas de Mali y la República Centroafricana. Ante ello afirmaba: “Retornaremos a la situación de la Gran Bretaña y la Francia en la primera mitad del siglo XIX.000 de musulmanes franceses que viven en su mayoría en barrios pobres. 10. soy los más de 2. soy los miles de cristianos que mueren diariamente en Siria e Irak. que nunca tienen dolientes en las grandes empresas de comunicación ni logran ser trending topic. con ello creo que podemos retornar más bien a la Edad Media.000 personas que han muerto en lo que va de siglo por las políticas anti migratorias de Europa y EEUU (de las cuales el 66% proviene del Medio Oriente y África). respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.000 palestinos y centenares de niños asesinados en Gaza. Así se deshacen doscientos años de recuperación liberal y esta vez sin posibilidad de repetir el guión. soy los 6. que han acelerado los ritmos. no comparto su estilo eurocéntrico e islamófobo. legal o ilegal. 25 de 83 . sino las Francias y los Estados Unidos. de allí el aumento de la migración Sur-Norte. ¿Las estructuras estatales ya debilitadas van a sobrevivir ese tipo de guerra civil?”. aquella de proletariados como clases peligrosas.000.textos Wallerstein comentaba en 1995 que la cada vez más aguda polarización socioeconómica del mundo va aparejada con una polarización demográfica del mismo. Rebelión ha publicado este artículo con el permiso del autor mediante una licencia de Creative Commons. soy las 40.000 personas fallecidas debido a los ataques de Boko Haram en Nigeria.400 iraquíes que murieron a causa de la ofensiva del Estado Islámico.

así como de su impacto y repercusiones futuras. nuestras instituciones y nuestras conciencias. Ahí están algunas pistas para tal análisis.pt El repugnante crimen cometido contra los periodistas y dibujantes del semanario Charlie Hebdo hace muy difícil un análisis sereno de lo que está implicado en este acto bárbaro. La lucha contra el terrorismo. nuestras casas. en lugar de ser apresados y juzgados. Sin embargo. de su contexto y precedentes. Entramos en un clima de guerra civil de baja intensidad. la tortura y la democracia No se pueden establecer nexos directos entre la tragedia de Charlie Hebdo y la lucha contra el terrorismo que los EUA y sus aliados están ejecutando desde el 11 de septiembre de 2001.boaventuradesousasantos. La libertad de expresión 26 de 83 . Pero es sabido que la extrema agresividad de Occidente ha causado la muerte de muchos millares de civiles inocentes (casi todos musulmanes) y ha sometido a niveles de tortura de una violencia increíble a jóvenes musulmanes contra los cuales las sospechas son meramente especulativas. ¿Quién gana con ella en Europa? Ciertamente no los partidos de izquierda como Podemos en España o Syriza en Grecia. Y también es sabido que muchos jóvenes islámicos radicales declaran que su radicalización nació de la revuelta contra tanta violencia impune. que este hecho no representa aparentemente ninguna contradicción con los valores occidentales. bajo pena de continuar avivando un fuego que mañana puede alcanzar a las escuelas de nuestros hijos. como consta en el reciente informe presentado al Congreso norteamericano. este análisis es urgente.textos "Charlie Hebdo" Una reflexión difícil Boaventura de Sousa Santos www. Ante esto debemos meditar si el camino para frenar la espiral de violencia es continuar con las mismas políticas que la han alimentado como ahora es demasiado patente. deben ser abatidos. que los criminales de este tipo. La respuesta francesa al ataque muestra que la normalidad constitucional democrática está suspendida y que un estado de sitio no declarado está en vigor.

Obviamente que. nos odian. Es la línea dura de la extrema derecha en toda Europa y de la derecha cuando se ve amenazada por elecciones próximas (el caso de Antonis Samarás en Grecia). controlados por familias oligárquicas y por el gran capital. uno de ellos. a lo largo de los años. mostraba un conjunto de mujeres musulmanas embarazadas. La tolerancia y los "valores occidentales" El contexto en que ocurrió el crimen es dominado por dos corrientes de opinión. bien aprovechado por la extrema derecha. las mujeres islámicas no pueden usar el hiyab. pero son diferentes para diferentes grupos de interés. presentadas como esclavas sexuales de Boko Haram que. Aparentemente. y esta situación solo se resuelve liberándonos de ellos. los grandes medios. la mayor comunidad islámica de Europa se fue sintiendo ofendida por esta línea editorial. son los que más claman por la libertad de expresión sin límites para insultar a los gobiernos progresistas y ocultar todo lo bueno que estos gobiernos han hecho por el bienestar de los más pobres. en Francia. ninguna de ellas favorable a la construcción de una Europa inclusiva e intercultural. reflexionar sobre las contradicciones y asimetrías en la vida vivida de los valores que creemos son universales. y la verdad es que la abrumadora mayoría de ellos son impuestos por aquellos que defienden la libertad sin límites siempre y cuando sea "su" libertad. Además de muchos dibujos con el Profeta en poses pornográficas. tienen nuestros pasaportes. Por ejemplo. Charlie Hebdo no reconocía límites para insultar a los musulmanes. pero fue igualmente inmediato su repudio por este crimen bárbaro. Esto significa que los límites existen. Para esta corriente. apuntando a sus barrigas. a las mujeres y al Estado de bienestar social.textos Es un bien precioso pero tiene límites. los enemigos de la civilización europea están entre "nosotros". puede ir preso. Ejemplos de límites son inmensos: si en Inglaterra un manifestante dice que David Cameron tiene sangre en las manos. pedían que no les fuese retirado el apoyo social a la gravidez. en América Latina. La pulsión antiinmigrante es evidente. el 2008. pues. incluso cuando muchos de sus dibujos fueran propaganda racista y alimentasen la onda islamofóbica y antiinmigrante que avasalla a Francia y a Europa en general. Debemos. Las más radical es frontalmente islamofóbica y antiinmigrante. De un golpe se estigmatizaba el Islam. 27 de 83 . el dibujante Maurice Siné fue despedido de Charlie Hebdo por haber escrito una crónica supuestamente antisemita.

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La otra corriente es la de la tolerancia. Estas poblaciones son muy distintas de
nosotros, son una carga, pero tenemos que "aguantarlas", hasta porque son
útiles; empero, solo debemos hacerlo si ellas son moderadas y asimilan
nuestros valores. ¿Pero qué son los "valores occidentales"? Luego de muchos
siglos de atrocidades cometidas en nombre de estos valores dentro y fuera de
Europa –de la violencia colonial a las dos guerras mundiales--, se exige algún
cuidado y mucha reflexión sobre lo que son esos valores y por qué razón,
según los contextos, ora se afirman unos ora se afirman otros.
Por ejemplo, nadie pone hoy en duda el valor de la libertad, pero lo mismo no
puede decirse de los valores de la igualdad y de la fraternidad. Fueron estos
dos valores los que fundaron el Estado social de bienestar que dominó la
Europa democrática después de la segunda guerra mundial. Sin embargo, en
los últimos años, la protección social, que garantizaba niveles más altos de
integración social, comenzó a ser puesta en causa por los políticos
conservadores y hoy es concebida como un lujo inaccesible para los partidos
del llamado "arco de gobernabilidad". La crisis social causada por la erosión de
la protección social y por el aumento del desempleo entre jóvenes, ¿no será
leña en el fuego del radicalismo por parte de los jóvenes que, más allá del
desempleo, sufren la discriminación étnico-religiosa?
El choque de fanatismos, no de civilizaciones
No estamos ante un choque de civilizaciones, incluso porque la cristiana tiene
las mismas raíces que la islámica. Estamos ante un choque de fanatismos,
aunque algunos de ellos no aparezcan como tales por sernos próximos. La
historia muestra cómo muchos de los fanatismos y sus choques estuvieron
relacionados con intereses económicos y políticos que, en realidad, nunca
beneficiaron a los que más sufrieron con tales fanatismos. En Europa y sus
áreas de influencia es el caso de las cruzadas, de la Inquisición, de la
evangelización de las poblaciones colonizadas, de las guerras religiosas y de
Irlanda del Norte. Fuera de Europa, una religión tan pacífica como el budismo
legitimó la masacre de muchos millares de miembros de la minoría tamil de Sri
Lanka; del mismo modo, los fundamentalistas hindús masacraron a las
poblaciones musulmanas de Guyarat en 2003 y el eventual mayor acceso al
poder que han conquistado recientemente con la victoria del Presidente Modi
hace prever lo peor.
Es también en nombre de la religión que Israel continúa imponiendo la limpieza
étnica de Palestina y que el llamado Emirato Islámico masacra poblaciones
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musulmanas en Siria y en Irak. ¿La defensa de la laicidad sin límites en una
Europa intercultural, donde muchas poblaciones no se reconocen como tales,
será después de todo una forma de extremismo? ¿Los diferentes extremismos
se oponen o se articulan? ¿Cuáles son las relaciones entre los yihadistas y los
servicios secretos occidentales? ¿Por qué los yihadistas del Emirato Islámico,
que ahora son terroristas, eran “combatientes de la libertad” cuando luchaban
contra Kadhafi y contra Assad? ¿Cómo se explica que el Emirato Islámico sea
financiado por Arabia Saudita, Catar, Kuwait y Turquía, todos aliados de
Occidente? Una cosa es cierta, por lo menos en la última década: la gran
mayoría de las víctimas de todos los fanatismos (incluyendo el islámico) son
poblaciones musulmanas no fanáticas.
El valor de la vida
La repugnancia total e incondicional que los europeos sienten ante estas
muertes debe hacernos pensar por qué razón no sienten la misma repulsa ante
un número igual o mucho mayor de muertes inocentes como resultado de
conflictos que, en el fondo, ¿tal vez tengan algo que ver con la tragedia de
Charlie Hebdo? En el mismo día, 37 jóvenes fueron muertos en Yemen en un
atentado con bomba. El verano pasado, la invasión israelita causó la muerte de
dos mil palestinos, de los cuales cerca de 1.500 eran civiles y 500 niños. En
México, desde el año 2000 fueron asesinados 102 periodistas por defender la
libertad de expresión y, en noviembre de 2014, 43 jóvenes fueron asesinados
en Ayotzinapa.
Ciertamente que la diferencia en la reacción no puede estar basada en la idea
de que la vida de europeos blancos, de cultura cristiana, vale más que la vida
de europeos de otros colores o de no europeos de culturas basadas en otras
religiones o regiones. ¿Será entonces porque estos últimos están más lejos de
los europeos y estos los conocen menos? ¿Acaso el mandato cristiano de amar
al prójimo permite tales distinciones? ¿Será porque los grandes media y los
líderes políticos de Occidente trivializan el sufrimiento causado a esos otros,
cuando no los demonizan al punto de hacernos pensar que ellos no merecen
otra cosa?
Tomado de www.boaventuradesousasantos.pt

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Hemeroteca

El imperio del consumo
Eduardo Galeano
La explosión del consumo en el mundo actual mete más ruido que todas las
guerras y arma más alboroto que todos los carnavales. Como dice un viejo
proverbio turco, quien bebe a cuenta, se emborracha el doble. La parranda
aturde y nubla la mirada; esta gran borrachera universal parece no tener
límites en el tiempo ni en el espacio. Pero la cultura de consumo suena mucho,
como el tambor, porque está vacía; y a la hora de la verdad, cuando el
estrépito cesa y se acaba la fiesta, el borracho despierta, solo, acompañado
por su sombra y por los platos rotos que debe pagar. La expansión de la
demanda choca con las fronteras que le impone el mismo sistema que la
genera. El sistema necesita mercados cada vez más abiertos y más amplios,
como los pulmones necesitan el aire, y a la vez necesita que anden por los
suelos, como andan, los precios de las materias primas y de la fuerza humana
de trabajo. El sistema habla en nombre de todos, a todos dirige sus imperiosas
órdenes de consumo, entre todos difunde la fiebre compradora; pero ni modo:
para casi todos esta aventura comienza y termina en la pantalla del televisor.
La mayoría, que se endeuda para tener cosas, termina teniendo nada más que
deudas para pagar deudas que generan nuevas deudas, y acaba consumiendo
fantasías que a veces materializa delinquiendo.
El derecho al derroche, privilegio de pocos, dice ser la libertad de todos. Dime
cuánto consumes y te diré cuánto vales. Esta civilización no deja dormir a las
flores, ni a las gallinas, ni a la gente. En los invernaderos, las flores están
sometidas a luz continua, para que crezcan más rápido. En las fábricas de
huevos, las gallinas también tienen prohibida la noche. Y la gente está
condenada al insomnio, por la ansiedad de comprar y la angustia de pagar.
Este modo de vida no es muy bueno para la gente, pero es muy bueno para la
industria farmacéutica. EEUU consume la mitad de los sedantes, ansiolíticos y
demás drogas químicas que se venden legalmente en el mundo, y más de la
mitad de las drogas prohibidas que se venden ilegalmente, lo que no es moco
de pavo si se tiene en cuenta que EEUU apenas suma el cinco por ciento de la
población mundial.
«Gente infeliz, la que vive comparándose», lamenta una mujer en el barrio del
Buceo, en Montevideo. El dolor de ya no ser, que otrora cantara el tango, ha
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textos

dejado paso a la vergüenza de no tener. Un hombre pobre es un pobre hombre.
«Cuando no tenés nada, pensás que no valés nada», dice un muchacho en el
barrio Villa Fiorito, de Buenos Aires. Y otro comprueba, en la ciudad dominicana
de San Francisco de Macorís: «Mis hermanos trabajan para las marcas. Viven
comprando etiquetas, y viven sudando la gota gorda para pagar las cuotas».
Invisible violencia del mercado: la diversidad es enemiga de la rentabilidad, y
la uniformidad manda. La producción en serie, en escala gigantesca, impone en
todas partes sus obligatorias pautas de consumo. Esta dictadura de la
uniformización obligatoria es más devastadora que cualquier dictadura del
partido único: impone, en el mundo entero, un modo de vida que reproduce a
los seres humanos como fotocopias del consumidor ejemplar.
El consumidor ejemplar es el hombre quieto. Esta civilización, que confunde la
cantidad con la calidad, confunde la gordura con la buena alimentación. Según
la revista científica The Lancet, en la última década la «obesidad grave» ha
crecido casi un 30% entre la población joven de los países más desarrollados.
Entre los niños norteamericanos, la obesidad aumentó en un 40% en los
últimos 16 años, según la investigación reciente del Centro de Ciencias de la
Salud de la Universidad de Colorado. El país que inventó las comidas y bebidas
light, la diet food y los alimentos fat free, tiene la mayor cantidad de gordos del
mundo. El consumidor ejemplar sólo se baja del automóvil para trabajar y para
mirar televisión. Sentado ante la pantalla chica, pasa cuatro horas diarias
devorando comida de plástico.
Triunfa la basura disfrazada de comida: esta industria está conquistando los
paladares del mundo y está haciendo trizas las tradiciones de la cocina local.
Las costumbres del buen comer, que vienen de lejos, tienen, en algunos
países, miles de años de refinamiento y diversidad, y son un patrimonio
colectivo que de alguna manera está en los fogones de todos y no sólo en la
mesa de los ricos. Esas tradiciones, esas señas de identidad cultural, esas
fiestas de la vida, están siendo apabulladas, de manera fulminante, por la
imposición del saber químico y único: la globalización de la hamburguesa, la
dictadura de la fast food. La plastificación de la comida en escala mundial, obra
de McDonald’s, Burger King y otras fábricas, viola exitosamente el derecho a la
autodeterminación de la cocina: sagrado derecho, porque en la boca tiene el
alma una de sus puertas.
El campeonato mundial de fútbol del 98 nos confirmó, entre otras cosas, que la
tarjeta MasterCard tonifica los músculos, que la Coca-Cola brinda eterna
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Comprado a plazos. Los agujeros del pecho se llenan atiborrándolos de cosas. Y las cosas no solamente pueden abrazar: también pueden ser símbolos de ascenso social. los niños pobres toman cada vez más Coca-Cola y cada vez menos leche.textos juventud y que el menú de McDonald’s no puede faltar en la barriga de un buen atleta. tanto mejor: las cosas te eligen y te salvan del anonimato multitudinario. En el último cuarto de siglo. Los expertos saben convertir las mercancías en mágicos conjuntos contra la soledad. pero tienen televisor. Las cosas tienen atributos humanos: acarician. otros empleados e McDonald’s. y el tiempo de ocio se va haciendo tiempo de consumo obligatorio. las virtudes de los automóviles último modelo. En 1997. y el televisor tiene la palabra. algunos trabajadores. miembros de eso que la empresa llama la Macfamilia. ese animalito prueba la vocación democrática del progreso: a nadie escucha. El inmenso ejército de McDonald’s dispara hamburguesas a las bocas de los niños y de los adultos en el planeta entero. ayudan. Tiempo libre. niega a sus empleados la libertad de afiliarse a ningún sindicato. La publicidad no informa sobre el producto que vende. que encarna las virtudes del mundo libre. digna de la Guía Guinness. intentaron sindicalizarse en un restaurante de Montreal en Canadá: el restaurante cerró. Pero en el 98. Cuanto más exclusivas. en cualquier lugar. comprenden. los gastos de publicidad se han duplicado en el mundo. Un signo de los tiempos: esta empresa. Las colas ante el McDonald’s de Moscú. tiempo prisionero: las casas muy pobres no tienen cama. Pobres y ricos conocen. pero habla para todos. simbolizaron la victoria de Occidente con tanta elocuencia como el desmoronamiento del Muro de Berlín. llaves que abren las puertas prohibidas. Las masas consumidoras reciben órdenes en un idioma universal: la publicidad ha logrado lo que el esperanto quiso y no pudo. o soñando con hacerlo. los mensajes que el televisor transmite. un derecho legalmente consagrado en los muchos países donde opera. Gracias a ellos. La cultura del consumo ha hecho de la soledad el más lucrativo de los mercados. Cualquiera entiende. acompañan. así. el perfume te besa y el auto es el amigo que nunca falla. o rara 32 de 83 . inaugurado en 1990 con bombos y platillos. McDonald’s viola. en una pequeña ciudad cercana a Vancouver. salvoconductos para atravesar las aduanas de la sociedad de clases. así. lograron esa conquista. y pobres y ricos se enteran de las ventajosas tasas de interés que tal o cual banco ofrece. durante la reciente conquista de los países del Este de Europa. El doble arco de esa M sirvió de estandarte.

Ellos creen que Dios está en todas partes. Eso es lo de menos. y mueren bostezando. ¿cuánta gente se encuentra con las cosas? El mundo entero tiende a convertirse en una gran pantalla de televisión. Su función primordial consiste en compensar frustraciones y alimentar fantasías: ¿En quién quiere usted convertirse comprando esta loción de afeitar? El criminólogo Anthony Platt ha observado que los delitos de la calle no son solamente fruto de la pobreza extrema. prosperidad. ¿se encuentra con el mundo? Y la gente. que hasta hace poco eran espacios de encuentro entre personas. Juntarse. Las ciudades prometen trabajo. que la diferencia es asunto de especialistas. Dijo que las ciudades crecían «porque la gente tiene el gusto de juntarse». incide decisivamente en la apropiación ilegal de las cosas. donde las cosas se miran pero no se tocan. lo primero que descubren los recién llegados es que el trabajo falta y los brazos sobran. los campesinos invaden los suburbios. el siglo XX puso fin a 7. los campesinos se hacen ciudadanos. a fines del paleolítico. Hacinados en tugurios. En América Latina tenemos campos sin nadie y enormes hormigueros urbanos: las mayores ciudades del mundo. 33 de 83 . La obsesión social del éxito.textos vez lo hace. dice Platt.000 años de vida humana centrada en la agricultura desde que aparecieron los primeros cultivos. un porvenir para los hijos. Las mercancías en oferta invaden y privatizan los espacios públicos. También son fruto de la ética individualista. ¿se encuentra con la gente? Si las relaciones humanas han sido reducidas a relaciones entre cosas. La población mundial se urbaniza. pero por experiencia saben que atiende en las grandes urbes. fray Giordano da Rivalto pronunció en Florencia un elogio de las ciudades. ¿quién se encuentra con quién? ¿Se encuentra la esperanza con la realidad? El deseo. y las más injustas. que nada es gratis y que los más caros artículos de lujo son el aire y el silencio. Las estaciones de autobuses y de trenes. Según el historiador Eric Hobsbawm. Ahora. En los campos. Yo siempre he escuchado decir que el dinero no produce la felicidad. se están convirtiendo ahora en espacios de exhibición comercial. encontrarse. en las ciudades. pero cualquier televidente pobre tiene motivos de sobra para creer que el dinero produce algo tan parecido. los esperadores miran pasar la vida. Mientras nacía el siglo XIV. la vida ocurre y llama. Expulsados por la agricultura moderna de exportación y por la erosión de sus tierras.

viaja por el mundo: los maniquíes visten como en Milán o París y las máquinas suenan como en Chicago. las imágenes que dispara la ametralladora de la televisión y las modas y los ídolos que la publicidad lanza. Paradójicamente. Las cosas envejecen en un parpadeo. puesta al servicio de la necesidad de vender. Pero. en peregrinación. o de las ciudades que aún no han merecido estas bendiciones de la felicidad moderna. sin noche y sin día y sin memoria. que sube y baja por las escaleras mecánicas. y existen fuera del espacio. donde la estética del mercado ha diseñado un paisaje alucinante de modelos. Hoy que lo único que permanece es la inseguridad. al shopping center. mientras la minoría compradora se somete al bombardeo de la oferta incesante y extenuante. y para ver y oír no es preciso pagar pasaje. vidriera de todas las vidrieras. Los dueños del mundo usan al mundo como si fuera descartable: una mercancía de vida efímera. Familias enteras emprenden el viaje en la cápsula espacial que recorre el universo del consumo. La mayoría de los devotos contempla. tiende a ser sustituido por la excursión a estos centros urbanos. El dinero vuela a la velocidad de la luz: ayer estaba allá. impone su presencia avasallante. Beatriz Solano ha observado que los habitantes de los barrios suburbanos acuden al center. condena todo al desuso mediático. al pie de las marcas internacionales más famosas. Ellos resisten fuera del tiempo. como antes acudían al centro. reinos de la fugacidad. cultura de lo efímero. y todo trabajador es un desempleado en potencia. sin tregua. posan para la foto. Todo cambia al ritmo vertiginoso de la moda. los shoppings centers.textos El shopping center. fabricadas para no durar. en éxtasis. hoy está aquí. al mercado. como antes posaban al pie de la estatua del prócer en la plaza. ¿a qué otro mundo vamos a mudarnos? ¿Estamos todos obligados a creernos el cuento de que Dios ha 34 de 83 . resultan tan volátiles como el capital que las financia y el trabajo que las genera. La cultura del consumo. marcas y etiquetas. mañana quién sabe. los visitantes vienen a una fiesta donde no son convidados. Los turistas venidos de los pueblos del interior. que se agota como se agotan. o shopping mall. pero pueden ser mirones. ofrecen la más exitosa ilusión de seguridad. sin edad y sin raíz. vestidos con sus mejores galas. las mercancías. a poco de nacer. las cosas que sus bolsillos no pueden pagar. a este templo mayor de las misas del consumo. para ser reemplazadas por otras cosas de vida fugaz. Las multitudes acuden. El gentío. Lavados y planchados y peinados. El tradicional paseo del fin de semana al centro de la ciudad. más allá de las turbulencias de la peligrosa realidad del mundo.

http://www. para garantizar la existencia de la poca naturaleza que nos queda. pero cualquiera que tenga ojos en la cara puede ver que la gran mayoría de la gente consume poco. La injusticia social no es un error que se debe corregir.textos vendido el planeta unas cuantas empresas. porque estando de mal humor decidió privatizar el universo? La sociedad de consumo es una trampa cazabobos.php?id=193644 35 de 83 . Los que tienen la manija simulan ignorarlo. No hay naturaleza capaz de alimentar un shopping center del tamaño del planeta.org/noticia.rebelion. ni un defecto que se debe superar: es una necesidad esencial. poquito y nada necesariamente.

Líbia e da recolonização do Estado africano de Mali. É preciso entender que a cada dia acontece um massacre dessa magnitude no Iraque e em outros países do mundo árabe.A interpretação do massacre da Charlie Hebdo se transformou em um território em disputa. Acredita que houve um fracasso dos serviços secretos franceses? É o que estão tentando esconder. onde está há dois anos e meio esperando uma autorização para deixar o país. no entanto. Julian Assange falou à Carta Maior. Por que os irmãos Kouachi. o diretor do MI5 Andrew Parker propôs uma nova lei antiterrorista que concede mais poderes de vigilância eletrônica aos serviços secretos. Mas a realidade é que o serviço secreto francês tem muitas perguntas para responder sobre o acontecido. foi um fato extremamente triste que aconteceu com uma publicação que representa a grande tradição francesa da caricatura. usando um alvo fácil como a Charlie Hebdo. do Reino Unido e da França. Um importante editor e historiador conservador. deixaram de vigiá-los. A França participou do fornecimento de armas para a Síria. Mark Hastings. Da Embaixada do Equador em Londres. a dicotomia entre multiculturalismo à britânica ou integração secular à francesa. a luta antiterrorista e privacidade são alguns dos eixos do debate. conhecidos por seus laços com 36 de 83 . não hesitou em acusar como corresponsáveis do que aconteceu o fundador do Wikileaks Julian Assange e o ex-agente da CIA Edward Snowden. Os serviços de segurança da França sabiam das atividades dos responsáveis pelo massacre e. Mas agora temos que olhar adiante e pensar o que ocorreu e qual deve ser a reação. Isto estimulou o ataque neste caso.textos ALAI. E isto aconteceu graças aos esforços desestabilizadores dos Estados Unidos. No Reino Unido. A liberdade de expressão e a relação com a minoria muçulmana. América Latina en Movimiento 2015-01-14 Assange: 'O serviço secreto francês tem muitas perguntas para responder' Marcelo Justo Londres . Qual é sua interpretação do massacre da Charlie Hebdo? Como editor.

Não era preciso uma vigilância massiva da internet para evitar este fato: era necessária uma vigilância específica. inclusive com seus próprios aliados. no caso de Paris. é uma das causas do que aconteceu. O que vemos. A verdade é que os terroristas eram amadores bastante incompetentes que bateram o carro. Por exemplo. O argumento para defendê-la é que assim se pode encontrar gente que não se conhecia de antemão. por que os escritórios da Charlie Hebdo não estavam mais protegidos dadas as duras críticas da revista ao Islã? Como os conhecidos jihadistas conseguiram armas semiautomáticas na França? Apresentaram os assassinos como supervilões para ocultar a própria incompetência dos serviços. Deveria haver uma investigação profunda de como foram cometidos esses erros. A vigilância massiva é uma ameaça à democracia e à segurança da população.textos extremistas. Uma percepção bastante ampla é que você e o Wikileaks se opõem à vigilância eletrônica. Hastings não está sozinho. você faz uma clara distinção entre vigilância massiva e vigilância com objetivos definidos. O Wikileaks publicou as caricaturas da Charlie Hebdo utilizadas como pretexto 37 de 83 . não estavam sob vigilância? Cherif Kouachi havia sido condenado por crimes terroristas. Uma das reações mais virulentas na imprensa britânica foi a do historiador e jornalista Max Hastings que acusou você e Edward Snowden de responsabilidade nestes fatos. Há muitas vozes que pedem que fechem ainda mais o certo sobre o Wikileaks. é que os protagonistas foram identificados. A vigilância massiva não é gratuita e. Na verdade. deixaram suas cédulas de identidade à vista e coordenaram seus movimentos por telefone. neste sentido. pois outorga um poder excessivo aos serviços secretos. porque restaram recursos e pessoal para o que teria de ter sido a vigilância específica contra uma ameaça terrorista. Longe de estar enviando mensagens criptografadas. eles se comunicaram centenas de vezes antes e durante os ataques com celulares comuns. Estão em retrocesso por todas as denúncias que houve sobre os excessos de espionagem cometidos pelos governos. O que estão tentando fazer é aproveitar esta situação para recuperar o território perdido. apesar de minha experiência ser que isto não vá acontecer porque estes serviços são corruptos e são assim por serem secretos. Percebe que o Wikileaks está ameaçado pela atual situação? Há um ano que os setores vinculados a este modo de ver as coisas propõem um aumento da vigilância massiva e um corte das liberdades. Há muitas perguntas.

Mas uma das coisas positivas que surgiram nos últimos dias é a defesa da liberdade de expressão.com. o Wikileaks funciona há bastante tempo e desenvolvemos técnicas para lidar com este tipo de ameaças.br/?/Editoria/Internacional/-O-servico-secreto-francestem-muitas-perguntas-para-responder-/6/32630 http://alainet. Esperemos que outras mídias em nível mundial também não se deixem intimidar.textos para o atentado. por mais que estejam tentando aproveitar a situação.org/active/80091 38 de 83 . Digo isto apesar de.Marcelo Justo . Mas. como Arábia Saudita e Turquia.exclusivo para Carta Maior Créditos da foto: Ars Electronica / Flickr 14/01/2015 http://cartamaior. algo que não fizeram vários jornais como o Guardian ou o Times porque têm muito medo. Não vão nos intimidar. estarem presentes figuras que são os piores inimigos da liberdade de expressão. na manifestação de domingo. .

indican que los musulmanes del sur de Asia son más radicales en cuanto a la observancia y puntos de vista religiosos. Investigaciones del Centro de Investigación Pew sobre el mundo musulmán. Los musulmanes son mayoría en 49 países del mundo y constituyen 23 por ciento de la humanidad.textos ALAI. En este cuadro. En el sur de Asia. frente a 56 por ciento en Oriente Medio. A favor de la ejecución de los que renuncian al Islam está 76 por ciento en Asia del Sur. ene (IPS) Es triste ver como un continente que fue cuna de una civilización. 81 por ciento está de acuerdo con el castigo corporal severo para los criminales. El Islam es la segunda religión del mundo. está marchando ciegamente hacia una trampa: la de una guerra santa contra el Islam. La radicalización del conflicto entre Occidente y el Islam va a tener consecuencias terribles. frente a 57 por ciento en Oriente Medio y Norte de África. abarca 1. Es necesario salir de la comprensible oleada del "todos somos Charlie Hebdo" para examinar los hechos y entender que estamos en manos de unos pocos extremistas.600 millones. es claro que la historia de Oriente Medio explica la especificidad de los árabes en el conflicto con Occidente. Por lo tanto. los árabes son sólo 317 millones de los 1. América Latina en Movimiento 2015-01-14 Los asesinatos de Paris: Una trampa mortal para Europa Roberto Savio Roma. colocándonos a su mismo nivel. Casi dos tercios de los musulmanes (62 por ciento) viven en la región Asia-Pacífico. Para eso. He aquí las cuatro principales razones. 39 de 83 .600 millones de personas. bastaron tres terroristas musulmanes y un ataque asesino al semanario parisino Charlie Hebdo.

infraestructuras y gestión local modernas. estas se convirtieron en 40 de 83 . y Mark Sykes. los países árabes no tenían un sistema político. Tercero. los países árabes actuales nacieron como resultado de un reparto entre Francia y Gran Bretaña sin considerar las realidades étnicas. únicamente tres libios tenían grado universitario. hubo una falta total de participación ciudadana en un sistema político que estaba fuera de sintonía con el proceso democrático que estaba en curso en Europa. Por lo tanto. por Francia. mediante un tratado secreto que contó con el apoyo del Imperio Ruso y el reino de Italia. Algunos de esos países. se exigió mano dura. Para dirigir estos estados artificiales. estos países quedaron congelados en la época feudal. por Gran Bretaña. como Egipto. Cuando Italia abandonó Libia (sin saber que tenía petróleo). las potencias europeas nunca hicieron inversiones en el desarrollo industrial o en un verdadero desarrollo. Así. Fueron creadas grandes redes de escuelas religiosas y hospitales. Jordania. La explotación del petróleo estaba en manos de empresas extranjeras y solo después de la Segunda Guerra Mundial (1939-1945) y el consiguiente proceso de descolonización. también fue creado por las potencias europeas. Vale la pena recordar que el problema de los 30 millones de kurdos divididos entre cuatro países. tenían una identidad histórica. todos los países árabes son artificiales. Cuarto.textos Primero. el petróleo quedó en manos locales. Cuando las potencias coloniales se retiraron. la piedad musulmana asumió la tarea de dar aquello que el Estado negaba. mientras no la tenían los otros. en los estados que no proporcionaron educación y salud a sus ciudadanos. En mayo de 1916. Iraq. como Arabia Saudita. acordaron como repartirse el Imperio Otomano al final de la Primera Guerra Mundial (19141918). Con la bendición europea. religiosas o históricas. desde el principio. Segundo: las potencias coloniales instalaron reyes y jeques en los países que crearon. o incluso los Emiratos Árabes Unidos. François Georges-Picot. Cuando las elecciones fueron finalmente autorizadas.

que produjo una débil protesta de Occidente y ninguna acción real. El apoyo ciego a Israel de Occidente. como observa en su conclusión el informe de Pew. Por tomar el ejemplo de dos países importantes.textos la base de la legitimidad y el voto para los partidos musulmanes. Argelia y Egipto. donde los partidos islamistas ganaron. entre las cuales la división entre suníes y chiíes es solo la mayor. 41 de 83 . se mantiene vivo debido a la dominación israelí del pueblo palestino. El bombardeo de Gaza en julio y agosto. donde las dos comunidades vivían lado a lado. La intervención occidental continúa en Líbano. Hay que recordar que el Islam tiene varias prácticas internas. En Indonesia solo 26 por ciento se identifica como sunita. es por supuesto superficial y omite muchas otras cuestiones. es visto por los árabes como una humillación permanente y la expansión de los asentamientos continúa eliminando la posibilidad de un Estado palestino viable. No debemos olvidar que este trasfondo histórico. fuera de la zona árabe esto tiende a desaparecer. mientras 56 por ciento se califica de "tan solo musulmán". especialmente de Estados Unidos. la gran mayoría de los suníes reconocían a los chiíes como otro musulmán. es la prueba clara para el mundo árabe que la intención es mantenerlos sometidos. Mientras que entre los árabes al menos 40 por ciento de los suníes no reconoce a un chií como otro musulmán. son percibidos por los 1. Pero este proceso histórico abreviado es útil para la comprensión de cómo la ira y la frustración cunde ahora por todo Oriente Medio y la forma que asume la atracción hacia el movimiento extremista Estado Islámico (EI) en los sectores pobres. Esta síntesis de tantas décadas en pocas líneas. Iraq y Siria y aviones teledirigidos que bombardean por doquier. aliándose solo con corruptos y legitimando gobernantes indeseables. aunque remoto para los jóvenes.600 millones de musulmanes como un Occidente históricamente comprometido en mantener doblegado al Islam. En el mundo árabe solo Iraq y Líbano. los golpes militares con la connivencia de Occidente pasaron a ser el único recurso para detenerlos.

En casi todos los casos ese joven tenía alguna cuenta con la justicia. el partido derechista antinmigrantes. En Italia. explica el conflicto interno en curso en la región. con esto encontraría una justificación a su vida y se convertiría en un mártir en otro mundo. impuso con éxito una política de polarización en Iraq. El último número de la revista The New Yorker publicó un duro artículo. y que no encuentra un trabajo. tienen el mismo perfil: un joven nacido en el país. La reacción a todo esto ha sido una nueva campaña en Occidente contra el Islam. Al Qaeda en Mesopotamia. que no era religioso durante su adolescencia. que de alguna manera es un solitario a la deriva. 42 de 83 . sean la inmensa mayoría en Irán. la Liga Norte. como la definió el presidente francés. que define al Islam no como una religión sino como una ideología. Ahora el EI. que habían sufrido represalias por parte de los chiíes. Los terroristas que han atacado a Occidente.textos El hecho de que los chiíes. En su opinión. El hecho es que cientos de árabes mueren cotidianamente debido al conflicto interno. que causó una limpieza étnica de un millón de sunitas de Bagdad. atacando a los chiíes. condenó públicamente al papa Francisco por invitar al Islam a un diálogo. Solo en los últimos años se convirtió en un practicante que aceptó los llamamientos del EI para matar infieles. que no proviene de países árabes. en Londres o en París. que representan solo 13 por ciento de los musulmanes. y el comentarista conservador Giuliano Ferrara dijo por televisión que "nos encontramos en una guerra santa". François Hollande. en Ottawa. La reacción global europea y estadounidense ha sido denunciar los asesinatos de París como el resultado de una "ideología mortal". entonces encabezada por el jordano Abu Musab alZarqawi (1966–2006). convulsionada por los dos liderazgos. el califato radical que al igual que Occidente está desafiando a todo el mundo árabe. mientras en Arabia Saudita lidera la corriente suní. ha atraído a muchos suníes de Iraq.

No obstante. radicalizar el choque entre las dos religiones más grandes del mundo no es un asunto menor. con su declive demográfico. un noruego que quería mantener su país a salvo de la penetración musulmana. necesita una inmigración de al menos 20 millones de personas para 2050. y parecen a punto de ganar las próximas elecciones en Francia. estamos cayendo en una trampa mortal. sea este musulmán o no. 43 de 83 . como Tariq Ramadan señaló en The Guardian el 10 de enero. al hacer exactamente lo que quiere el islamismo radical. Informes de la Organización de las Naciones Unidas también demuestran que Europa. en 2008 el Hebdo despidió a un dibujante que hizo una broma sobre un vínculo judío del hijo del presidente Sarkozy. Debemos luchar contra el terrorismo. Sin embargo. asesinó 91 de sus conciudadanos en 2011. Pero ahora todos somos Charlie. han condicionado en Europa a los gobiernos de Dinamarca. ¿qué estamos logrando? Los partidos de derecha xenófoba. Hay que recordar que Anders Behring Breivik. hay que añadir que muy pocos alguna vez han leído Charlie Hebdo y conocen su nivel de provocación. Declarar una guerra santa contra el Islam. Charlie Hebdo es una voz en defensa de la superioridad y la supremacía cultural de Francia en el mundo. Gran Bretaña. que obtuvo vendiendo provocaciones. si quiere que sobreviva su modelo de bienestar social y ser competitiva en el mundo. Holanda y Suecia. Exactamente lo contrario de la visión de un mundo basado en el respeto y la cooperación entre las diferentes culturas y religiones. Sin embargo. Sobre todo porque. equivaldría a empujar a la inmensa mayoría de los musulmanes hacia la radicalización. Contaba con un pequeño número de lectores. Aunque por supuesto que lo que pasó en París fue un crimen atroz y la libre expresión de opiniones es esencial para la democracia.textos Estudios realizados en toda Europa indican que la inmensa mayoría de los inmigrantes se han integrado con éxito en la economía. como todo el mundo está diciendo.

Las pérdidas de vidas el 11 de septiembre de 2001 en Nueva York han sido minúsculas en comparación con lo que está pasando en el mundo árabe. En lugar de adoptar una estrategia de aislamiento. 50. sin darnos cuenta de que estamos participando en un terrible conflicto a escala mundial? Roberto Savio es co-fundador y ex Director General de Inter Press Service (IPS). un servicio que proporciona “información que los mercados eliminan”.other-news. sino la interpretación fundamentalista del sunismo.org/active/80087 44 de 83 . Siria.info/noticias/ En inglés: http://www. Ellos sueñan con una lucha mundial para imponer el Islam como la única religión. ¿Cómo podemos caer ciegamente en una trampa. Y no cualquier Islam.info/. http://alainet. donde en un solo país. Other News . nos estamos comprometiendo con una política de enfrentamiento. En los últimos años también fundó Other News. es muy bienvenido por los musulmanes radicales.other-net.textos El hecho de que los partidos europeos de extrema derecha cosechen los beneficios de esta radicalización. En español: http://www.000 personas perdieron la vida en 2014.

de un zarpazo. puso en las manos de los traidores. aún resguardaba pequeñas y sólidas conquistas sociales. después del año 2009. Era y es una especie de bestia agazapada vestida con traje de camaleón pasivo a la espera del momento propicio para cambiar de piel y convertirse en el monstruo inaudito que grotescamente. para que Hernán Cortés derrotara al pueblo azteca presidido por Moctezuma. Y así volvió a actualizarse en el país. las migajas transitorias de un falso poder político. como una fiera herida. o al menos del modo en que hoy podemos calificarlas. derrumbó la atalaya de un proyecto nuevo y original para el cambio necesario del rumbo histórico de la nación. entrañas y pensamiento. de pronto. acompañadas por judaicas monedas de plata y privilegios empresariales. después de asaltar violentamente las riendas del gobierno que presidía Manuel Zelaya Rosales se transformó. entregaron la nación a una nueva clase emergente. a cambio de la entrega de las llaves del viejo estado liberal beneficiario que con todos sus defectos. renegada y traidora de su pueblo originario. quien sirvió. fueron los acicates de la ignominia política y moral nunca antes vista. nacida de la coyuntura histórica. asaltante de la estructura administrativa del Estado. La ingenuidad y las ambiciones desmedidas de políticos abyectos.textos ALAI. precisamente del 28 de junio. hambriento y desquiciado que con voraz apetito insaciable copó todo el estamento gubernamental posible. en un grupo feroz. Una élite convertida en un grupo fáctico-mediático-financiero-militar. Este grupo de asquerosas manos. dio un paso cualitativo en del proceso dialéctico histórico de la negación de la negación. América Latina en Movimiento 2015-01-14 Honduras La mafia malinchista neoliberal de Honduras Galel Cárdenas Honduras. que traía en la frente los tres seises de la política maldición demoníaca en que hoy nos encontramos. en la noche de la conquista española. El papel de la Malinche consistió en poner al servicio de los españoles todo su conocimiento (incluso el lingüístico porque ella era políglota de los pueblos 45 de 83 . la figura histórica de la Malinche.

su dignidad y es precisamente el grupo fáctico. hoy en el poder absoluto casi.textos mesoamericanos) étnico-cultural sobre las costumbres. introdujeron con sucursales en América Central.40s. a fin de configurar un sub estado que administra paralelamente enormes cantidades de dinero. Aupados y apoyados por el gobierno norteamericano. la clica perteneciente al Partido del gobierno actual en menos de cinco años ha copado totalmente las estructuras del estado y ha transformado tales instancias adecuándolas al modelo neoliberal que exige el imperio. que se han repartido la nación como si fuera un vulgar pastel de piñata barata en una reunión social determinada. etc. el malichismo ha sido una conducta inmoral (que se actualiza a lo largo y ancho de Latinoamérica en el seno de las corrientes más reaccionarias y conservadoras del capitalismo vernáculo) que los grupos de poder actual utilizan para consolidarse como la fuerza económica y política. los caracteres históricos inmorales que pertenecen al susodicho malinchismo. quien los ha convertido en un tridente dictatorial sin paralelo alguno en la historia más reciente de Honduras. Los tres poderes del Estado han sido subsumidos de manera gradual por el presidente Juan Orlando Hernández. perfiles y cualidades. malinchista y neoliberal. mediante el narcotráfico. hoy amoldada a un modelo correspondiente con la clica que los forajidos prisioneros de América del Norte en nuestros países. proclive a la configuración de una mafia de individuos y empresas políticas. visiones de mundo indígena. Esta dictadura disfrazada. en la que impera la decisión 46 de 83 . El malinchismo tiene como fundamento traicionar con vileza su historia. este grupo político se ha organizado en debida forma como una mafia —al más puro reflejo de aquellas delincuencias ítalo norteamericanas de los años 30s. el secuestro y el asesinato por encargo (en la región centroamericana se le conoce como sicariato). tradiciones. 50s y subsiguientes —. financieras. de pura raigambre inhumana. A partir de entonces.. Con estos caracteres. La frase “voy a hacer lo que tenga que hacer”. estrategias de la guerra. la extorsión. mediático y económico perteneciente al Partido Nacional (cachureco) quien detenta. pero a su conveniencia de grupo mafioso. su pueblo. a fin de que los invasores europeos vencieran el poderío precolombino contemporáneo más connotado. maquillada y encubierta. es una frase perteneciente a un grupo delincuencial. expoliadora hasta la saciedad.

es respaldada paso a paso por la supervisión imperial. la burla. ha manejado como políticas de un gobierno que ha atacado a la clase obrera. quien en su momento coadyuvó en la realización de los movimientos ajedrecistas humanos. Lisa Kubiske. la compra venta. Todo este andamiaje ha sido concebido y puesto en práctica silenciosamente bajo el lema gobernaremos 50 años. del grupo mediático (medios televisivos. la clase media. países. la represión. aventurero y desquiciado que grupo político junto a personajes protagónicos hayan elucubrado y concretado en esta corta y trágica historia de apenas seis años de existencia. financieros. con el fin de lograr el objetivo más desorbitado. configuró un grupo conservador. inmoral. y hasta los trabajadores de la economía informal. apátrida. arribado al poder mediante el más descarado y sucio fraude electoral.textos despótica. profundizar. radiales. El cinismo. Asumen el concepto de territorialidad delictiva y operan en calidad de piratas que van asaltando puertos. etc. utilizando para tal fin agresivas medidas de des estructuración del código laboral. concebido durante en el lapso del gobierno de Manuel Zelaya Rosales. capaz de asesinar. Toda mafia tiene una jerarquía escalonada y su conducción es clandestina. la Cía y teniendo como voceros a los sucedáneos embajadores imperiales. del grupo político (Partido Nacional). cerrada. del grupo militar (cúpula del estado mayor de las Fuerzas Armadas y las nuevas policías). ultraderechista. sus decisiones son siempre tomadas para expandir. los colegios magisteriales y sus estatutos. del grupo fáctico (élite empresarial golpista). masacrar. conspiró fuertemente durante dos años consecutivos asesorados por el Departamento de Estado norteamericano. dispuestos muy particularmente en el Tribunal Supremo Electoral. la mafia política económica y militar. Es por ello que el presidente actual del país. militares. los sindicatos. los contratos colectivos. irracional. y especialmente todo aquello que haya significado “estado liberal beneficiario”. los campesinos. eliminar o aliarse a otras parecidas que tengan el mismo rango de importancia. ciudades. cuyo solo slogan publicitario constituye el anuncio de una dictadura duradera de medio siglo. forman parte de la pléyade que el corifeo presidente actual de la nación. Prosiguiendo un muy bien elaborado plan de largo alcance y plazo. e institucionales de toda naturaleza posible. El estado ha sido convertido en un esqueleto jurídico propicio a los intereses foráneos transnacionales y a los beneficios del grupo financiero (bancos Ficohsa y demás adláteres). 47 de 83 . la desfachatez. escritos). fue respaldado por la embajadora de Norte América. el descaro.

porque además de despojar al país de la primordial soberanía. que de ser declarada fuerza militar constitucional arrebatará a las fuerzas armadas esa potestad exclusiva. los jueces y el poder judicial practican el prevaricato oficial sistematizado. tiene debidamente programado. profesional. ha sometido al pueblo mediante leyes injustas e inhumanas. campesino. JOH. armamentística o simplemente financiera. el recurso docente y estudiantil de la educación ha sido perseguido con una saña propia del más ingrato de los enemigos. a los obreros se les ha arrebatado el código laboral y todas aquellas conquistas consignadas en los contratos colectivos. se está sustituyendo a la policía nacional por la policía militar. la retención del poder hasta donde las fuerzas políticas opositoras lo permitan. Salido de las casillas de la imprudencia social. La frase /haré lo que tenga que hacer /deviene de la política imperial norteamericana que hace lo que debe hacer para mantener en el mundo una férrea y sangrienta//intervención en todos aquellos países que forman parte de su necesidad petrolera. etc. a una hecatombe integral. pues los hospitales no suplen medicamentos a los enfermos. cumple más que a cabalidad todas las instrucciones titiriteras. El actual presidente nacional.textos perseguir y destruir toda oposición que enarbole ideas políticas contrarias a su proyecto que últimamente ha sido publicitado como retención del poder en 50 años. El imperio que ha perdido de su completa hegemonía en Centroamérica a dos países. las finanzas públicas están siendo trasladadas a la mafia banquera. succionadores de procesos de dignidad que se había alcanzado con el estado liberal beneficiario referido a la dignificación del trabajo obrero. junto a este grupo mafioso y asaltante de la institucionalidad estatal. los campesinos no optan a la tierra y los que la poseen son despojados de ellas para devolverlas a sus antiguos terratenientes. pero. a la vez. ha convertido el nepotismo en un sistema de gobierno de ultra confianza política. funesto y criminal. existe una alta tasa de desempleo que se ha maquillado. el continuismo y la dictadura constituyen el eje transversal de ese géiser del mal que han instaurado en contra de un pueblo que resiste. lucha y se desangra en contra de este proyecto malhadado. la presidencia y su función ejecutiva ha concentrado el poder total del país. La re elección. se estén entregando territorios amplísimos en calidad de infraestructura de las ciudades modelos que tienen sus propias leyes ajenas a la jurisprudencia nacional. enmascarado y manipulado 48 de 83 . va introduciendo otros elementos distractores. magisterial.

Cada día que pasa se aseguran más las tuercas. Solamente por ello se atreven a des soberanizar la patria. Esta breve descripción se enriquece sobremanera con la magnífica carta — misma que se adjunta al final de este documento— que le ha enviado el Presidente Manuel Zelaya Rosales al secretario de las Naciones Ban Ki-Moon. la mafia malinchista neoliberal deberá rendir cuentas a una justicia popular y toda su 49 de 83 . sogas. no quede nada por resarcir. los campesinos y de las clases más deprimidas. al que tienen por pasivo. Esta mafia malinchista y neoliberal prosigue apuntalando un sistema político grupal. en otros momentos desmemoriado y vano. por cuyas venas no es la sangre que circula sino el acomodo y la desidia. La historia es sumamente ejemplar. emitiendo leyes antipopulares. La empresa privada nacional. Esta empresa capitalista neoliberal ha cobrado su inversión en el golpe de estado a un precio irracional porque ha recibido gratuitamente toda la riqueza guardada en el seno de la república cuyo monto es ilimitado. hierros. a ratos idiota. en donde pone al descubierto la desastrosa y dictatorial gestión política y administrativa de JOH. Su política mafiosa consiste en tomarlo todo para que al perder su poder ahora omnímodo. para luego entregar recursos estatales y naturales a una empresa privada coludida con el imperio en todas las maneras imaginables. con ello ha despojado a los nuevos trabajadores de pago de jubilaciones y del seguro social. antipatriotas y ejecutando disposiciones que cada día más envilecen al pueblo hondureño. y más temprano que tarde. ligada a las transnacionales. a desmontar toda posible conquista social de los obreros. indiferente. nada vuela a las manos del dueño legítimo original. ha servido de sustento vital a los tres últimos regímenes más corruptos. con pretensiones continuistas ya enunciadas en este mismo trabajo. retomar y re establecer. en el breve período de un año de gobierno. que ha sustituido al empleo de tiempo completo y medio. para que el día de mañana cuando inevitablemente recupere lo perdido. con la única finalidad de despojar de una vez y para siempre al pueblo de todo cuanto posee. saqueadores y pusilánimes que haya conocido nuestra historia reciente. tornillos. masoquista. Saben perfectamente que en su momento caerán como simples y vulgares delincuentes que serán juzgados por tribunales populares y que todo aquello mal habido habrá de volver a sus antiguos propietarios. clavos.textos mediante la creación del empleo horario.

pillaje.textos burbuja iridiscente se desinflará como una pompa de jabón común. condenado en forma unánime por la Organización de Naciones Unidas. Las víctimas de asesinatos. la lealtad. Honduras es hoy un Estado militarizado. la honradez. situación que ha sido constatada y expuesta en el Informe Preliminar de la Misión de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) en su visita “in loco” a 50 de 83 . Señor BAN KI-MOON Secretario General Organización de las Naciones Unidas Distinguido Señor Secretario: Es propicia su visita para expresarle nuestras mejores muestras de agradecimiento e informar a Usted. Desde el golpe de Estado. cuando las banderas flameantes tengan el color de la sangre acribillada. Será el día del refundación nacional. el día de la derrota del proyecto imperial. todavía seguimos demandando la aplicación de justicia que no llega. Todo ello sucederá un día del cual poseemos su certeza. de la criminalidad organizada. habrá de ser el día de la liberación nacional. el aumento de la violencia de Estado. la mayoría de nuestra población se debate entre la miseria y la extrema pobreza. de las masacres en contra de niños y jóvenes. Coordinador General del Partido LIBRE Tegucigalpa. Caerá como una torre de soberbia. MDC 13 de Enero de 2014. CARTA DE MANUEL ZELAYA ROSALES AL SECRETARIO DE LAS NACIONES UNIDAS Del Escritorio del Ex Presidente JOSÉ MANUEL ZELAYA ROSALES. de las ejecuciones extrajudiciales. de los constantes crímenes de escuadrones de la muerte y grupos paramilitares. despojo. acicateada por la honestidad. usurpación no es pétrea hasta el fin de los confines. todos a la orden del día en la más brutal violación de los derechos humanos. los valores de la patria liberada. porque su política de saqueo. que desde el 28 de junio de 2009 en nuestro país se vive la más absoluta impunidad frente a quienes asestaron el GOLPE DE ESTADO MILITAR. violaciones a los derechos humanos y torturas desde el golpe de Estado a la fecha. La mafia malinchista neoliberal no será eterna. la cuenta que corresponde sanar en esta herida nocturna y tremebunda.

creando una Policía Militar paralela. aumentos desconsiderados de impuestos para los más POBRES y más deuda pública. La clase trabajadora subsiste con bajos salarios. imponiendo un sistema de terror militar con sus políticas de seguridad donde ya prácticamente desaparecieron fundamentales derechos civiles y nos amenaza con desaparecer la Policía Nacional Preventiva. El chantaje. la represión militar contra los diputados que conformamos la oposición en el Congreso Nacional y el estado de coacción que vive el pueblo hondureño. Miles de trabajadores de las empresas e instituciones del Estado que se están privatizando han sido suspendidos y despedidos de forma arbitraria. especialmente en el sector norte del país. El pueblo hondureño soporta indignado la devaluación de su moneda. debido a la pérdida de confianza de la comunidad internacional por los altos niveles de violencia. reprime las demandas sociales. y en forma autoritaria. Por quinto año consecutivo a partir del año 2010 se le ha negado al pueblo el acceso a los fondos de la Cuenta del Milenio de los Estados Unidos de Norteamérica. mientras otros son perseguidos de manera inmisericorde como los maestros. se ha negado constantemente al diálogo nacional con la oposición. de parte del 51 de 83 . El informe anual de “Human Rights Watch” (World Report. las declaraciones públicas y las cadenas de prensa amenazando a la oposición de estar asociada con el crimen organizado constituyen formas cotidianas de trato a sus oponentes. las sistemáticas violaciones a los derechos humanos y la corrupción en que se encuentra la administración de HONDURAS. Juan Orlando Hernández. el alto costo de la vida y la progresiva devaluación de la moneda.textos Honduras al final del año 2014. como fraudulenta. diputado a favor del golpe en 2009. y se han congelado todos los aumentos y beneficios. a pesar de la inflación. limita con su control mediático y propaganda exagerada el debate abierto y tolerante sobre las ideas. la persecución. y actual Presidente de la República. los obreros. los campesinos son asesinados. Se ha perdido totalmente la honestidad en el manejo de los fondos públicos y se ha legalizado la secretividad del quehacer público modificando de manera arbitraria la Ley de Trasparencia y Acceso a la Información Pública aprobada durante mi administración. más de nueve ajustes fiscales. 2014) evidencia también la crisis y de igual manera más de cien congresistas norteamericanos se pronunciaron en 2014 a través de una carta pública en protesta por las violaciones a los derechos humanos.

con el único fin de permitir el continuismo presidencial. el DIALOGO. un grupo fuerte de diputados del Gobierno han propuesto oficialmente reformas a la Constitución por la vía de la Corte de Justicia. Señor Secretario. son algunas de sus acciones. José Manuel Zelaya Rosales Presidente Constitucional 2006-2010 http://alainet. NO aceptamos el espacio de violencia y confrontación promovida por el Presidente de manera autoritaria y sin legitimidad. En esta oportuna ocasión apelamos a su elevada y alta investidura para que atendiendo la razón de ser de las Naciones Unidas.org/active/80086 52 de 83 . Señor Secretario. su visita a nuestro país es una gran oportunidad. para que sin intermediarios. se percate del brutal sometimiento en que se encuentra el pueblo hondureño. Ley contra las “conspiraciones” y leyes de militarización acelerada del Estado. Ley Antiterrorista. Sin respetar el procedimiento ya establecido en la Constitución: la Consulta Popular (Plebiscito o Referéndum). destitución de forma ilegal y sin ningún procedimiento preestablecido a jueces y magistrados que se pronunciaron en contra del golpe de Estado. destitución arbitraria de cuatro magistrados de la Sala Constitucional por oponerse al fraude que montó en las pasadas elecciones. la JUSTICIA y la PAZ. así como de la constante negación de los derechos que nos asisten como oposición democrática y pacífica.textos Presidente Hernández en su retorcida personalidad. como la de Escuchas e Intervención de las Comunicaciones privadas de los ciudadanos. NO hemos perdido la esperanza de encontrar soluciones para HONDURAS. y nombramiento de forma ilegal y arbitraria de los magistrados del Tribunal Supremo Electoral. propias de un tirano. ya que apenas ha obtenido el 34% del electorado nacional. Leyes limitativas de la libertad individual y colectiva. el Fiscal General y el Fiscal General Adjunto. y negando al pueblo sus derechos políticos. abogue por la RECONCILIACIÓN. propósitos HOY desconocidos por el Estado hondureño y ausentes en la agenda de quien NOS Gobierna.

As imagens de vídeo de um atirador disparando e matando um policial já ferido. que em tais circunstâncias dirige toda a sua energia para a manipulação emocional e a desorientação política do público. que ficou horrorizado com a morte violenta de 12 pessoas no centro de Paris. Ele serve aos interesses do Estado. mesmo sob pressão política maciça dos Estados Unidos. o Estado e a mídia estão tentando explorar o medo e a confusão do público. Na sequência imediata do ataque. a bancarrota política e o caráter reacionário do terrorismo são expostos. Agora. que combina supressão de informação com meias-verdades e mentiras descaradas. enquanto o presidente François Hollande tenta transformar a França no principal aliado dos Estados Unidos na “guerra ao terror”. vistas por milhões. a oposição popular na França foi tão grande que o governo do presidente Jacques Chirac foi obrigado a se opor à guerra. A mídia capitalista. que utiliza a oportunidade dada pelos terroristas para aumentar seu autoritarismo e militarismo.textos ALAI. mas também aos seus sentimentos idealistas e democráticos. deram ao evento de quarta-feira uma atualidade extraordinária. desenvolve uma narrativa calculada para apelar aos instintos mais básicos do grande público. quando o governo Bush invadiu o Iraque. Em 2003. Nesta tentativa Hollande pode se apoiar na mídia. a alegação está sendo feita de que o ataque à revista Charlie Hebdo foi um assalto à liberdade de imprensa e ao direito inalienável dos jornalistas de se expressar em uma sociedade 53 de 83 . 12 anos depois. Em toda a Europa e nos Estados Unidos. o ataque reforça sua posição. América Latina en Movimiento 2015-01-14 A hipocrisia da “liberdade de expressão” depois do ataque no Charlie Hebdo David North O ataque contra o escritório editorial do Charlie Hebdo chocou o público. Mais uma vez.

ao escritório da Al Jazeera em Bagdá. Os públicos norte-americano e internacional puderam ver as imagens do assassinato a sangue frio dos dois jornalistas e de um grupo de iraquianos — filmado de um dos helicópteros — como resultado de um dos vazamentos do WikiLeaks do material secreto obtido do cabo norte-americano Bradley Chelsea Manning. Em meio a esta orgia de hipocrisia democrática. Nada é escrito ou dito sobre o assassinato. O ataque ao Charlie Hebdo. que deixou três jornalistas mortos e quatro feridos. nenhuma referência é feita ao fato de os militares norte-americanos. tem sido submetido a insistente perseguição. África do Norte e Central — é uma necessidade inevitável. que não podem tolerar as “liberdades” ocidentais. é apresentado como outro ultraje cometido pelos muçulmanos. E como os Estados Unidos e a Europa agiram para proteger o exercício de liberdade de expressão do WikiLeaks? Julian Assange. Assange está sendo perseguido em alegações fraudulentas de “estupro” 54 de 83 . Ambos foram deliberadamente atacados por um helicóptero Apache enquanto trabalhavam em Bagdá oriental. Ásia Central. com alguns pedindo até seu assassinato. Disso se conclui que a “guerra ao terror” — isto é. com um míssil ar-terra. Importantes figuras políticas e midiáticas dos Estados Unidos e do Canadá o denunciaram como “terrorista” e exigiram sua prisão. o ataque imperialista ao Oriente Médio. em 2003. A morte dos cartunistas e editores do Charlie Hebdo está sendo proclamada como um assalto aos princípios da liberdade de expressão. Na atual narrativa de “liberdade de expressão sob ataque”.textos democrática sem correr o risco de perder a liberdade ou temer por suas vidas. o fundador e editor dos WikiLeaks. assim. serem os responsáveis pela morte de 15 jornalistas. que são supostamente tão queridos na Europa e nos Estados Unidos. no curso de suas guerras no Oriente Médio. o fotógrafo Namir NoorEldeen e o motorista Saeed Chmagh. de dois jornalistas da Reuters que trabalhavam em Bagdá. não há espaço para qualquer menção ao ataque. em julho de 2007.

Todos os grandes satiristas aos quais Schama se refere eram representantes do Iluminismo democrático. É assim que as grandes “democracias” capitalistas da América do Norte e da Europa demonstraram seu compromisso com a liberdade de expressão e a segurança dos jornalistas! A narrativa desonesta e hipócrita criada pelo Estado e pela mídia requer que os cartunistas e jornalistas do Charlie Hebdo sejam tratados como mártires da liberdade de expressão e representantes de uma reverenciada tradição de jornalismo atrevido e iconoclasta. cínico e degradante do Charlie Hebdo não significa concordar com as mortes de seu pessoal. “se tornou o oxigênio da política. trazendo saudáveis gargalhadas de desprezo às cafeterias e tavernas. Falar dura e honestamente sobre o caráter sórdido. Numa coluna publicada quarta-feira no Financial Times. Mas quando o slogan “Eu sou Charlie” é adotado e pesadamente promovido pela 55 de 83 . escreveu Schama.textos criadas pelos serviços de inteligência norte-americano e sueco. Ele foi forçado a buscar esconderijo na embaixada do Equador em Londres. que vai prendê-lo se Assange deixar o local. servindo uma pena de 35 anos por traição. Ele relembrou os grandes satiristas europeus entre os séculos 16 e 19. estiveram o brutal Duque de Alba. Schama lembrou. Em seu implacável e degradante retrato dos muçulmanos. o historiador liberal Simon Schama colocou o Charlie Hebdo na gloriosa tradição da irreverência jornalística que é “o sangue da liberdade”. onde as caricaturas circulavam todo dia e toda semana”. o primeiro-ministro britânico William Pitt. que submeteram os grandes e poderosos a seu profundo desprezo. o Charlie Hebdo goza os pobres e os impotentes. que nos anos 1500 mergulhou a luta dos holandeses por liberdade em sangue. “A sátira”. e o príncipe de Gales. Louis 14. Schama coloca o Charlie Hebdo em uma tradição à qual ele não pertence. ele está na prisão. que dirigiam seu desprezo contra os poderosos e corruptos defensores dos privilégios da aristocracia. Dentre seus alvos. o rei sol francês. Quanto a Chelsea Manning. que está sob constante guarda da polícia britânica.

a religião muçulmana e suas tradições. facilitaram o crescimento dos movimentos chauvinistas de extrema-direita na França. cinicamente provocativas. na tentativa da revista de denegrir. 175-76] É preciso apenas ler as palavras acima para ver o abismo intelectual e moral que separa o marxismo da sopa doentia de cinismo da ex-querda política que encontra expressão no Charlie Hebdo. do qual a auréola é a religião”. assim. A crítica da religião é. de forma pueril e muitas vezes obscena. mas não somos — e não temos nada em comum — com o Charlie”. La-Libre-Parole-antisemitische-Karikatur Além do fato de que o governo francês busca desesperadamente apoio para sua agenda crescentemente militar na África e no Oriente Médio. Não há nada revelador. “Abolir a religião como a felicidade ilusória do povo é exigir sua felicidade real. o coração de um mundo sem coração. mas entendida e criticada. A exigência por abandonar as ilusões sobre as condições atuais é a exigência por acabar com o estado de coisas que exige ilusões. aqueles que não foram convencidos pela propaganda do Estado e da mídia ficam obrigados a responder: “Nós nos opomos ao ataque violento contra a revista. o embrião da crítica de um vale de lágrimas. A religião não deve ser ridicularizada. É o ópio do povo”. Os marxistas não são estranhos à luta para superar a influência da religião sobre as massas. a França é um 56 de 83 . que seus cartuns são todos “de brincadeira” e não têm consequências políticas. A religião é o suspiro de uma criatura oprimida. assim como é o espírito em condições inóspitas. Volume 3 (New York. pp. Mas eles conduzem a luta com o entendimento de que a fé religiosa é sustentada pelas condições de adversidade da vida e pelo desespero. É absurdo alegar. como defesa editorial do Charlie Hebdo.textos mídia como slogan para as manifestações. As caricaturas anti-islã que apareceram em tantas capas do Charlie Hebdo. [Contribution to Critique of Hegel’s Philosophy of Law. in Marx and Engels Collected Works. 1975). o que dizer edificante. como Karl Marx entendeu e criticou: “A angústia religiosa é… a expressão de angústia real e também um protesto contra a angústia real.

O World Socialist Web Site. o grande novelista e autor de J’Accuse. Mas recusamos nos juntar àqueles que definem a revista como mártir da causa da democracia e da liberdade de expressão — e alertamos nossos leitores para a agenda reacionária que motiva esta campanha desonesta e hipócrita. . As caricaturas serviram para inflamar a opinião pública. o Charlie Hebdo facilitou o crescimento de uma forma politizada de sentimento anti-islâmico que tem uma inquietante semelhança com o politizado antissemitismo que emergiu no movimento de massas da França nos anos 1890. fez um uso altamente eficaz de cartuns que usavam temas antissemitas. David North é o presidente nacional do Partido da Igualdade Socialista nos Estados Unidos (SEP).oOo. Neste contexto político. incitando multidões contra Dreyfus e seus defensores.org/active/80083 57 de 83 . Ao fortalecer o ódio popular contra os judeus. que irrompeu em 1894 depois que um oficial judeu foi acusado e falsamente condenado por espionagem em nome da Alemanha. como Emile Zola. com base em seus antigos princípios políticos. La Libre Parole. Charlie Hebdo relembra as publicações racistas que tiveram um papel significativo na agitação antissemita que dominou a França durante o famoso Caso Dreyfus.com.textos país onde a influência da Frente Nacional neo-fascista está crescendo rapidamente. No uso cruel e vulgar de caricaturas que promovem uma imagem sinistra e esteriotipada dos muçulmanos. Também é o presidente do Conselho Editorial Internacional do World Socialist Web Site. se opõe e inequivocadamente condena o assalto terrorista contra Charlie Hebdo.br/jornal/a-hipocrisia-da-liberdade-de-expressao-depoisdo-ataque-no-charlie-hebdo-por-david-north/ http://alainet.sul21. 14/jan/2015 http://www. publicado pelo infame Edoard Adolfe Drumont.

responsável pela Segurança Nacional dos EUA na gestão Jimmy Carter. a médio prazo. um golpe de Estado levou ao poder afegãos pró-soviéticos. foi transferido para Cabul. amigo íntimo de um saudita do ramo da construção: Muhammad Bin Laden. o jovem Osama. Assim.textos ALAI. viu na ocupação soviética excelente oportunidade de colocar em prática seu mirabolante plano para rechaçá-la e instalar um governo pró-EUA: incrementar o fanatismo religioso contra os “comunistas ateus”. ele propôs ao amigo que seu filho trabalhasse para a CIA. Zbigniew Brzezinsky. Após o Afeganistão ser invadido pelos russos. George Bush pai era. Através de sua ONG. desde os anos 60. Havia alternativas. laicos. 58 de 83 . A Arábia Saudita. como grupos nacionalistas afegãos. no Afeganistão.. Agentes da CIA passaram a incentivar a jihad (guerra santa) contra os soviéticos. foram incorporados à Aliança Islâmica – berço do Taliban e. que reagia indignada aos propósitos da infiel modernização soviética. que se opunham a Moscou. América Latina en Movimiento 2015-01-14 O fio da Meada Frei Betto O ataque terrorista ao jornal “Charlie Hebdo” não foi apenas um gesto tresloucado de dois jovens franceses de fé muçulmana. na Arábia Saudita.. como permitir às meninas acesso à escola. Porém. do Estado Islâmico. a Casa Branca preferiu chocar o ovo da serpente e patrocinar os grupos fundamentalistas reunidos na Aliança Islâmica do Mujahedin (combatente) Afegão. lograriam expulsar os “comunistas ateus” e levar ao poder um governo aliado dos EUA. Ele se origina em um dos últimos capítulos da Guerra Fria: a ocupação do Afeganistão pelos soviéticos (1979-1989). de 23 anos. entusiasmado com a jihad financiada pelos EUA. Logo. A CIA desembolsou mais US$ 20 bilhões. disfarçado de monitor da ONG Blessed Relief. aliada da Casa Branca. atraiu 4 mil voluntários sauditas que. Em 1979. pai de Osama. se dispôs a doar US$ 20 bilhões para a cruzada da Aliança Islâmica treinar seus fanáticos guerrilheiros e armá-los inclusive com mísseis anti-helicópteros.

O gênio escapou da garrafa: os sunitas formaram o Estado Islâmico. .br/node/30991 http://alainet.com. 14/01/2015 http://www. O rei Fahd ainda tentou cooptar o jovem rebelde Osama Bin Laden. então. já não se readaptaram à vida civil. Ao terminar a guerra. O EI agora domina parte da Síria e do Iraque e oferece ao mercado petróleo bem mais barato. da islamofobia à “guerra infinita”. haviam sido transformados em “máquinas de matar”. para decepção dos EUA. Sem formação política. que preferiam os sunitas. Passam. Diante do terror. Mas ele retornara encantado com a jihad. No ano seguinte. entre outros livros. foi expulso da Arábia Saudita. os 4 mil voluntários sauditas. enquanto o Ocidente acreditar que a paz resultará da imposição das armas. Os atos terroristas contra o “Charlie Hebdo” e o supermercado judaico resultaram da política equivocada dos EUA e da Europa Ocidental no Oriente Médio. E continuará a sê-lo. e não como fruto da justiça e do reconhecimento de que a diversidade de ideias e crenças é um direito .brasildefato. a estimular os sunitas a derrubarem os xiitas. Nomeou-o conselheiro real.e merece respeito. Porém. Geoge W.textos A queda do Muro de Berlim e o esfacelamento da União Soviética apressaram a saída das tropas de Moscou do Afeganistão. também influentes na Síria. Bush invadiu o Iraque sob pretexto de armas de destruição em massa e alinhamento com Bin Laden. O terror é imprevisível. E em 1996 declarou a jihad contra os EUA. angariando uma fortuna. autor de “Fome de Deus” (Paralela). todas as atitudes segregadoras. os xiitas tomaram o poder no Iraque. ao retornarem a seu país de origem. obcecado em combater os infiéis. são inúteis. Em 2003.Frei Betto é escritor.org/active/80081 59 de 83 .

Los líderes políticos y la gran prensa han hablado de “unión sagrada”. (frase comodín de las clases dirigentes). Las manifestaciones político-partidarias de cualquier signo e inclusive las sindicales han sido siempre por lo menos diez o veinte veces menos numerosas. a favor y en contra de la enseñanza privada. Pero también se han levantado voces críticas. escribe: «Charlie Hebdo estaba bien sólo cuando estaba vivo. contra el terrorismo. También desfilaron muchos musulmanes para demostrar la falsedad de la amalgama musulmán igual terrorista. Por ejemplo Bruno Bertez. Aunque hay que precisar que el número de manifestantes representó menos del diez por ciento del cuerpo electoral francés. Salvo una manifestación en 1995 y otra en 2006 en París por reivindicaciones sociales que reunieron unas 700.textos ALAI. pero ahora que están muertos aparecen todos. Y por otro lado porque se encontraron en la calle gente que nunca manifestó antes y si lo hizo fue separadamente por causas antagónicas: a favor y en contra del matrimonio para todos. etc. América Latina en Movimiento 2015-01-14 Charlie Hebdo ¿Unión sagrada? Alejandro Teitelbaum El último domingo manifestaron en Paris un millón y medio de personas y en toda Francia casi cuatro millones. Están todos los que. El carácter multitudinario se explica por un lado por la necesidad de mucha gente de expresar pública y colectivamente su repudio e inquietud por un hecho de una barbarie extrema y por el otro porque las motivaciones de los participantes han sido heterogéneas y difusas: en defensa de la libertad de expresión. etc. periodista.000 personas y otra contra la candidatura de Le Pen en 2002 (un millón de personas) que estaba presente en el segundo turno de las elecciones presidenciales después de haber eliminado en el primer turno al candidato socialista. de los “valores de la República”. a mi parecer. Si Charlie hubiera sido apoyado por una opinión pública valiente. seguramente 60 de 83 . han contribuido al triste destino de Charlie Hebdo. La manifestación popular de lejos más numerosa desde el fin de la segunda guerra mundial. de la libertad en abstracto.

por su parte se refiere a los «Que vienen ahora a lloriquear sobre la libertad de prensa cuando Charlie Hebdo estaba a punto de ir a la quiebra” (Tiraba 50000 ejemplares cuando los semanarios “people” tiran desde 150000 hasta 2 o 3 millones de ejemplares). una multitud tan numerosa haya ganado la calle para manifestar su rechazo a un crimen abominable. El profesor Juan Ortiz. Coralie Delaume. Junker. Comenzando por Netanyahu. Y se interroga : « ¿Y después ? Cuando habremos terminado de congratularnos. Los franceses están siempre más dispuestos a agitar pequeños afiches. Pero lo que es rigurosamente exacto es que -como escribe Ortiz y lo piensa y lo dice mucha gente. se apropió escandalosamente de la reacción popular. que encabeza un gobierno autor de reiterados crímenes de guerra y crímenes contra la humanidad contra el pueblo palestino. ensayista de tendencia izquierdista. instrumentalizando el dolor y la emoción”. no es justa una visión tan negativa de la manifestación.el Gobierno francés. canciller de Alemania.textos todavía estarían vivos. presidente de la Comisión Europea y otros. pues es algo de signo positivo que. lo que no les cuesta nada. Porque las manifestaciones comenzaron inmediatamente después del atentado. Pensamos que. comenta : « No creía lograr ir a manifestar junto a esos « responsables » que continúan creyéndose « tipos bien » siendo que han fabricado un mundo abominable ». 61 de 83 . al contrario de los que opinan gente como Bertez y Ortiz. aunque de manera confusa y heterogénea. buscando rédito político. que a luchar por las verdaderas libertades ». Y siguiendo por Merkel. Con el agravante de que el Gobierno invitó a participar a una pandilla de gobernantes extranjeros totalmente impresentable. representado por la Troika. que mientras desfilan en Paris por la libertad de expresión están llevando a cabo una feroz campaña de intimidación contra el pueblo griego para que no se exprese libremente votando el 25 de enero contra la expoliación de que son víctimas por parte de los Bancos europeos y el capital financiero internacional. Y continúa Ortiz: “manifiestamente el jefe de Estado y el Primer Ministro hacen un OPA (oferta pública de compra) sobre la manifestación. de manera espontánea o convocadas por organizaciones sociales y posteriormente el Gobierno confiscó la iniciativa provocando reacciones de indignación de organizaciones defensoras de los derechos humanos y antirracistas.

para prevenir y reprimir las acciones terroristas. La prueba más reciente de ello es la masacre de Charlie Hebdo. Lucha antiterrorista y respeto de los derechos humanos. tras informes de Dinamarca. Publicación del Centre Europe Tiers Monde (CETIM). (Véase al respecto un estudio detallado sobre el tema: Alejandro Teitelbaum y Melik Özden. En efecto. Secretario General de la FIP (Comunicado de Prensa de la FIP. olvidando los frecuentes lazos de sus servicios a través de los años con los grupos terroristas para promover.textos maravillándonos de la nobleza de nuestro corazón y de la elevación de nuestros sentimientos ¿qué haremos?”. Y que sus Gobiernos han practicado y continúan practicando el terrorismo de Estado. http://www. afirmó Aidan White. que reciben con cuentagotas de las potencias occidentales armas menos potentes y menos sofisticadas.ifjeurope. El llamado “Estado islámico” que masacra y degüella sistemáticamente.ch/es/documents/bro9-terr-A4-es. Y también esos dirigentes parecen no recordar que utilizan los mecanismos antiterroristas para espiar y reprimir a los movimientos sociales e incluso a los periodistas. Las pandillas gobernantes han denunciado el terrorismo.asp?Index=3862&Language=EN ) Los gobernantes que desfilaron en Paris no siempre hacen prueba. proveer la logística y cometer actos terroristas. Alemania y Holanda sobre persecución a colegas. en junio de 2006 la Federación Internacional de Periodistas (FIP) hizo un llamado a la Unión Europea para que investigase el espionaje sistemático a periodistas por parte de funcionarios de seguridad en toda la Unión Europea.pdf ). ”Ha quedado claro que no existen suficientes medidas para proteger la legitimidad del periodismo y defenderlo de la vigilancia de fuerzas de seguridad y autoridades policiales de la Unión Europea”.org/default. de la misma eficacia con que utilizan los mecanismos antiterroristas para espiar y reprimir a los movimientos sociales. 2007 http://cetim. 62 de 83 . Ginebra. el uso de informantes pagados en los medios de comunicación e intercepción de líneas telefónicas. está mejor armado (¿quién los provee?) que quienes lo combaten.

info 63 de 83 . Stephane Charbonnier. autores de la masacre. De estos aspectos fundamentales los grandes medios de comunicación -salvo excepciones. Pero todavía no apareció nadie en el Gobierno francés que asuma la responsabilidad ni que dé explicaciones por esta increíble falla en la protección de los colaboradores de Charlie Hebdo. Señalan algunos medios que la desaparición del auto policial que custodiaba las oficinas del Charlie Hebdo. Particularmente su Director. Lo que es seguro es que con el pretexto de la lucha antiterrorista van a reforzar el control social.textos Hace años que se sabe que Charlie Hebdo está en la mira de grupos terroristas y ya había sido objeto de un atentado incendiario en 2011. El Gobierno francés le había asignado a Charb un custodio personal (que murió asesinado junto con él) y en la puerta de Charlie Hebdo estaba estacionado en forma permanente un auto de la policía. Pero ocurre que dicho auto policial redujo después su presencia a sólo una vez por semana (los días de reunión del Comité de redacción) y hace pocos meses desapareció del todo.hablan poco o nada y se dedican a ensalzar la “unión sagrada” de todo el pueblo francés y a distraer a sus lectores y espectadores con el relato de detalles secundarios repetidos hasta la saciedad. figuraba desde 2013 junto con otras ocho personas de distintas partes del mundo como objetivo prioritario de Al Qaeda. coincidió aproximadamente con el cese de la vigilancia sobre los hermanos Kouachi. 13 de enero de 2015 Fuente: Argenpress http://www.argenpress. en Francia y en toda Europa. Martes. como hicieron después del 11 de setiembre. conocido como Charb. Ya apareció la foto de Charb cruzada por una banda roja en la lista de Al Qaeda con las nueve fotos de las personas que tiene prioritariamente en la mira.

org/active/80070 64 de 83 .textos Foto: Telesur http://alainet.

y el racismo en todas sus variantes (1).Sembrar la división y el odio. y comprobar que ha servido y sirve objetivamente a generar la destrucción y el caos que el imperio necesita para su expansión. China y demás países socialistas. culturales y nacionales. Siempre el terrorismo servirá a los objetivos políticos del imperio. la exagerada mediatización y la repercusión global de esos actos abominables en los países occidentales. 65 de 83 . lingüísticas. Es la forma de arruinarlos. cuya sustancia probablemente será incorporada en los proyectos que ya están siendo contemplados en la Unión Europea.) y sus aliados de la OTAN estaban incubando. con la “Ley Patriota” (Patriot Act).. o cuando se vuelve contra sus patrocinados políticos en EE. como se vio en EE. Libia. Es en ese contexto que debemos situar el terrorismo. y esto es así cuando asesina a inocentes en Irak. Siria. debilitarlos y dividirlos para avasallarlos. Esa política fue aplicada durante la Guerra Fría contra la Unión Soviética (URSS). esclavizarlos o borrarlos del mapa en beneficio de los intereses de los colonizadores e imperialistas. las disputas religiosas. América Latina en Movimiento 2015-01-14 ¿Desde cuándo Estados Unidos y la OTAN patrocinan el terrorismo? Alberto Rabilotta Montreal. terminan casi siempre justificando políticas y sociales antidemocráticas y represivas.textos ALAI. y desde entonces afectan a todos los países y regiones del mundo que rechazan la hegemonía imperial. y no desapareció con el derrumbe de la URSS y del campo socialista europeo.UU. porque el simplismo de la explicación. al capitalismo que hoy día llamamos neoliberalismo. En realidad la guerra ideológica y las prácticas subversivas de los tiempos de la Guerra Fría fueron adaptadas hace más de cuatro décadas a los objetivos hegemónicos que el imperialismo de Estados Unidos (EE. como los recientes atentados en Francia. en Londres o Paris..UU. es una muy vieja y efectiva receta para dominar y explotar a los pueblos. Paquistán o Yemen. sea por fanatismo religioso o la ideología neonazi.UU.

y para mi gran sorpresa. un colega canadiense me hizo saber que una muy discreta reunión de los responsables de la política de información del sistema de radios de onda corta de la OTAN (Radio Europa Libre/Radio Libertad –REL/RL-. Fui al lugar de la reunión sin mucha confianza de que me acreditarían como periodista. un nuevo orden económico mundial. La Voz de las Américas –VOA-. pero en realidad también contra todos los países que en esa época reclamaban una real independencia. Y lo haré apoyándome en la memoria. me aceptaron porque tenía una credencial de “corresponsal” del diario mexicano Excélsior. cuando comenzaba a colaborar con Prensa Latina y escribía algunas notas para medios mexicanos –El Día y Excélsior-. en particular de la VOA y de REL/RL. pero ahora es posible afirmar que lo dicho y planeado en esa reunión amplió a escala global y a todos los terrenos posibles la lucha ideológica característica de la confrontación bipolar de la Guerra Fría. en los cuales fue publicado íntegramente el despacho original. sino resumiendo una de mis primeras experiencias periodísticas importantes a comienzos de los años 70.textos Cuando digo esto no estoy asumiendo una teoría conspirativa. La tal reunión fue en realidad una larga sucesión de presentaciones de los responsables de la línea informativa y editorial de esas radios. porque los archivos de papel me abandonaron hace tiempo y no tengo los medios para ir a las hemerotecas de los diarios Pravda en Moscú o Granma en La Habana. etcétera) tendría lugar en un hotel de Montreal. En esa reunión se presentaría “un nuevo plan” de lucha ideológica contra la URSS y demás países socialistas. y de la cual solo escribí una vez. Una discreta reunión en Montreal del aparato de propaganda de la OTAN En 1972. el fin del racismo y la discriminación racial en todas sus formas. ¿Cómo utilizar las religiones y los nacionalismos como armas? 66 de 83 . en pocas palabras. pero que desde entonces ha sido una importante guía para mi entendimiento y análisis de la propaganda y los objetivos políticos del imperialismo. que (usando un lenguaje actual) formularon cómo construir la narrativa y la credibilidad de la propaganda contra la URSS y el comunismo. Que asumían posiciones antiimperialistas y eran vistos como aliados de la URSS. pero después de una negativa.

desde la ortodoxa cristiana hasta la musulmana. “Choque de civilizaciones” y neoliberalismo La semilla del “choque de civilizaciones” (2) plantada por esa propaganda de la OTAN y adoptada sin reservas por los cada vez más concentrados medios de prensa de los países capitalistas.textos La nueva ofensiva ideológica del imperio. no se resumía a la Guerra Fría entre Moscú y Washington. los sionistas judíos (los refúsenik) rusos que querían emigrar a Israel y los católicos conservadores en los países bálticos. según los ideólogos del aparato propagandístico de la OTAN en esa reunión de Montreal. y con el derrumbe de la URSS y del campo socialista europeo fue usada extensamente en los Balcanes para la partición de la (ex ) Yugoslavia. en Daguestán y otras regiones de la ex URSS. bajo regímenes políticos diferentes. Estado oficialmente ateo. pero también su principal debilidad a los ojos de la dirigencia imperialista. y el contenido de su propaganda. incluyendo recientemente el caso de Ucrania. Lo que en realidad se buscaba en esas sociedades socialistas secularizadas era alimentar –para luego financiar y organizar. en Polonia y otros más. lo que presuponía crear situaciones de confrontación civil. y crear reivindicaciones o contradicciones en las sociedades y regiones con nacionalismos susceptibles de separatismo. policial y hasta militar. la URSS era en realidad un Estado socialista multinacional y multicultural donde convivían muchas nacionalidades y religiones. y que en el Oriente Medio y en Asia predominaban -a comienzos de los años 70. justificó la creación de Al-Qaeda para luchar contra los soviéticos y afganos progresistas en Afganistán. entre otras más.y como consecuencia de la descolonización y de la consolidación del movimiento de los Países No-Alineados. Estados seculares en los cuales convivían. como decían en Moscú. y seguidamente para fomentar los ataques terroristas y el conflicto en Chechenia. hay que recordar que la confrontación creada por las ambiciones imperialistas de EE. Esta era la fuerza aparente del internacionalismo proletario.UU.el “renacimiento” de las creencias y prácticas religiosas radicales que entrasen en franca contradicción con la sociedad y el poder político. las más diversas 67 de 83 . pasando por la judía y la católica. Empero. debía alcanzar y echar raíces en los sectores de la población a la cual iba a ser dirigida: los musulmanes y los nacionalistas radicales en ciertas regiones de la URSS y otros países socialistas.

y batallando en la UNESCO para establecer un “Nuevo Orden Mundial de la Información y Comunicación”. anulada el 16 de diciembre de 1991. a distancia y con documentos a la mano. a la preparación de la expansión imperialista del sistema neoliberal que ya estaba siendo “cocinado”. asesor de política exterior del presidente Demócrata James Carter. Y en la coyuntura histórica en que los países No-Alineados con el apoyo del campo socialista exigieron la creación de un “Nuevo Orden Económico Mundial” que pusiera fin a los desiguales “términos de intercambio” y poder así acceder al desarrollo socioeconómico. crea la Comisión Trilateral (4). y sus aliados en Europa y Japón lanzan desde los círculos de poder la narrativa para justificar económica y políticamente el desmantelamiento del Estado benefactor (la intervención de Estado en la economía apara garantizar cierto desarrollo socioeconómico). ni tampoco que Samuel Huntington. Pero ahora. asegurando la continuidad en el paso de la confrontación entre un sistema capitalista-imperialista y un sistema socialista. “intelectual orgánico” del imperialismo y autor del infame libro “Choque de civilizaciones”. con la asistencia de Zbigniew Brzezinsky. se estaba en un momento de auge en la lucha para eliminar todas las formas de discriminación racial. incluyendo el Apartheid sudafricano y el sionismo. iniciativas que el imperialismo y sus aliados lograron derrotar. En otras palabras. No es pura coincidencia que haya sido en 1973 que David Rockefeller. con el objetivo (finalmente realizado en las últimas dos décadas) de poner el Estado al servicio exclusivo de los capitalistas y poder retornar así al liberalismo del siglo 19 y a las viejas prácticas imperialistas y colonialistas (3). en particular “The Crisis of 68 de 83 . por la Resolución 4866 de la ONU. lo que se concretó en la votación de la Resolución 3379 de la Asamblea General de la ONU en noviembre de 1975.UU. estuviera ya en el paisaje. nacionalidades y religiones.textos culturas. ocho días después de la disolución de la URSS. Los documentos de la Comisión Trilateral. Desde cierta perspectiva fue el momento propicio para que el imperialismo y sus aliados de la OTAN ampliaran el contexto y la cobertura geográfica de la Guerra Fría. que sirvió para vehicular a los más altos niveles la nueva ofensiva ideológica del imperio y de la OTAN. podemos entender ese fue también el momento en que en EE.

Políticas similares fueron seguidas desde entonces en decenas de países de Asia. fue aplicado de manera sistemática tanto por el aparato de propaganda de EE.UU. Nada nuevo o sorprendente si recordamos que desde finales de la segunda Guerra Mundial. de 1975. Todo esto también explica la continuidad. mediante la “Operación Gladio”. muchas veces con la asistencia y financiamiento de Arabia Saudita. 69 de 83 . y ahora de Rusia. como estamos viendo. de destruir los Estados y las sociedades que defendían su soberanía nacional.UU. Los fanáticos y extremistas convertidos en “luchadores por la libertad” Y si bien fue en 1979 el primer caso documentado en el cual EE. incluyendo la liquidación de la democracia liberal con algún contenido real en las sociedades de los países del campo occidental. y la OTAN conservaron los contactos y lazos con las fuerzas ultranacionalistas que apoyaron o participaron en los diversos regímenes nazi-fascistas europeos. China y otros países en desarrollo o emergentes que pueden constituir la principal barrera a la hegemonía neoliberal. desde entonces y hasta ahora.UU. y sus aliados crearon. para luchar en Afganistán contra los soviéticos y los afganos progresistas. del Oriente Medio y de África. efectuase operaciones ilegales con narcotraficantes en América latina para armar y financiar a los “combatientes por la libertad” que luchaban contra los sandinistas en Nicaragua. y que ahora sirven en los países bálticos y en Ucrania –donde controlan el aparato de seguridad del Estado-. para comprobar fuera de toda interpretación conspirativa que fue entonces y bastante públicamente que se sentaron las líneas de la ofensiva política e ideológica del imperialismo para establecer la hegemonía en su fase neoliberal. la corrupción y la violencia en la región.textos Democracy”. deberían ser leídos a la luz de los hechos actuales y recientes. de la ofensiva ideológica y de las políticas destinadas a minar las sociedades y destruir los Estados de la URSS y del resto de los países socialistas. para la política de enfrentamiento con Rusia. lo que confirma que el diabólico plan de “dividir para reinar”. y el apoyo de Israel (como en el caso IránContras). EE. no pasó mucho tiempos antes de que EE. política que llevó a la creación de los “carteles” de narcotráfico y a la expansión de la criminalidad. y la OTAN como por sus agencias de subversión y espionaje.UU. entrenaron y convirtieron en “luchadores por la libertad” a los extremistas islamistas.

Líbano. subsecretaria de Estado de Washington. musulmanes. y sin duda fue mucho más costosa la partición del Estado multinacional de Yugoslavia. que se paseaban por Europa como “combatientes de la libertad”? ¿O de los extremistas islámicos recibidos por las autoridades políticas europeas y estadounidenses. de hecho. Chechenia y otros lugares. Mucho más productiva y útil es una nueva mentalidad o conciencia global que ve los peligros que enfrentamos desde el punto de vista de la raza humana en su conjunto. gobernando el Oriente Medio o una Indonesia rica en recursos. dijo públicamente (6) que se habían “invertido” cinco mil millones de dólares para el ”cambio de régimen” en Ucrania. manteniendo al resto a distancia y aumentando las desavenencias entre los pueblos para prolongar nuestro dominio. Esto es. marxistas.textos André Vltchek enfatiza que “para el imperio. el descenso de la alfabetización y la 70 de 83 . étnicos y religiosos en Bosnia. en Europa y EE. lo que Huntington sostiene. debamos conservar nuestra civilización. infiltrado con cuadros radicales y anticomunistas. permitiendo a EE. cuya lectura o relectura es aconsejada. nacionalistas. El islam tenía que ser dividido. ¿Si se acostumbraran a utilizar esos recursos naturales para mejorar las vidas de sus pueblos. Ruanda. Estos peligros incluyen el empobrecimiento de la mayoría de la población del planeta. me parece irresponsable sugerir que nosotros. el nacimiento de virulentos sentimientos tribales. con muchos ejemplos más en África que quedarán en el tintero? “Al fundamentalismo no se le vence con las armas” En 1997 el gran intelectual Edward Said dio una charla (7) sobre el “choque de civilizaciones”. Victoria Nuland.UU. que quedaría entonces para el imperio y sus empresas? Eso tenía que ser frenado por todos los medios. lo que Huntington llama Occidente. y resulta bastante fácil entender por qué este ensayo fue publicado por Foreign Affairs y por qué tantos responsables políticos se han sentido atraídos por él. ¿Y qué decir del financiamiento o apoyo de los países de la OTAN a los extremistas y terroristas islámicos en Chechenia y Daguestán. y de la cual me permito reproducir un largo párrafo: “A la vista de la deprimente realidad que nos rodea y de la presencia de conflictos interculturales e interétnicos. era algo claramente inaceptable.UU ampliar la mentalidad de la Guerra Fría a una época distinta y a un nuevo público. financiados y entrenados por esos gobiernos para derrocar a los gobiernos en Libia y Siria. la existencia y popularidad de dirigentes progresistas. y con aquellos que no les interesa en lo más mínimo el bienestar de su propio pueblo” (5).

El papel del racismo en la ofensiva imperialista.textos aparición de un nuevo analfabetismo basado en los medios de comunicación electrónicos. por ejemplo. y usa las armas en vez de argumentos razonables. Foreing Affairs. Alberto Rabilotta http://alainet. una cultura. un género. de solidaridad y de esperanza. por el contrario. islámico o sionista) son un retorno de un dios (o un politeísmo como diría M. y que constituía el trasfondo de la política que desde entonces había estado siguiendo el imperialismo y sus 71 de 83 . Nuestro bien más preciado para hacer frente a esta terrible transformación de la historia no es la aparición de un sentimiento de enfrentamiento. como el de G. 1993). .org/active/72395&lang=es 2. una economía. con los creyentes del Islam a partir del Corán ). Fotos: RT Notas 1. o la fragmentación y la amenaza de desaparición de los grandes relatos sobre la liberación y la tolerancia. lo cual representa todo lo contrario a lo que promueve Huntington”.Alberto Rabilotta es periodista argentino . Se utiliza la violencia irracional islamita para justificar y aumentar la violencia irracional del neoliberalismo político-económico. una raza. leyendo a Samuel Huntington (¿Choque de civilizaciones?.canadiense. de comprensión.. Al fundamentalismo no se le vence con las armas (y no olvidar que fue la CIA la que enseñó al fundamentalismo islamita en Afganistán a usar las armas contra la Unión Soviética. tal como la practicó Karl Marx”. comprensibles para el otro interlocutor (nadie como el fundamentalismo estadunidense utiliza las armas en vez de argumentos: pretende imponer la democracia con guerras en vez de argumentar desde la tradición del otro. y ahora cosechamos las consecuencias sobre cuyo origen nadie habla). se me hizo claro que ese menjunje de prejuicios cargados de odios reflejaba bastante bien lo que había escuchado en esa reunión de las radios de la OTAN en Montreal. Weber) que justifica y absolutiza una política. debe comenzar una crítica de la teología como momento de una crítica de la política liberal y de la economía capitalista.Años más tarde. Pero esto último no entra en el horizonte de los intereses del imperio. sino de comunidad. Bush. La izquierda honesta. etcétera. sino con argumentos razonables y con una praxis honesta (como enseñaba Bartolomé de las Casas respecto de la conquista).. Y cerremos este artículo con una reciente (6) e importante reflexión del filósofo Enrique Dussel: “los fundamentalismos (cristiano. la televisión y las nuevas autopistas de la información global.

htm 7.jornada.info/article37599.org/active/80069 72 de 83 .Enrique Dussel. Kari Polanyi Levitt.Samir Amin. « Capitalisme transnational ou Impérialisme collectif ?».. The Powell Memo de 1971.Edward Said..unam. 3.libreriamundoarabe. El Mito del Choque de Civilizaciones. 22 janvier 2011.pdf . http://www.htm 8. Samuel Huntington y Joji Watanuki.Victoria Nuland.org/download/doc/crisis_of_democracy. http://reclaimdemocracy.trilateral.karipolanyilevitt. http://www.Empire Manufactures Muslim Monsters. http://www. “La crítica de la teología se torna en la crítica de la política”.com/wp-content/uploads/2014/01/Kari-PolanyiLevitt-intro-IJPE-FINAL. 6. Michel Crozier...10/MitoChoqueCivilizaciones.com/Boletines/N%BA79%20Feb. 13 de diciembre de 2013: http://www..The Crisis of Democracy. charla en la Universidad Columbia de Nueva York en 1997 http://www..informationclearinghouse.org/2015/01/empire-manufactures-muslim-monsters/ Novelista y cineasta. « The Power of Ideas ». Recientemente publicó un libro con Noam Chomsky: On Western Terrorism: From Hiroshima to Drone Warfare.pdf 5. por André Vltchek http://dissidentvoice.textos aliados. Pambazuka News. Vltchek ha cubierto guerras y conflictos en docenas de países.mx/2015/01/10/opinion/018a1mun http://alainet.org/powell_memo_lewis/ 4.

ambos “enemigos” de los intereses estadounidenses. el insulto y la ofensa muy por encima de una “libertad de expresión” por cierto irrenunciable) es no solo 73 de 83 . por tanto. país ajeno a la influencia del Fondo Monetario Internacional y al control de inversiones o monetario desde la Reserva Federal de EU. que el atentado en París contra la satírica burlesca y antiislamista revista Charlie Hebdo (la inmoralidad. los asesinatos. rige como estrategia imperial de reciente creación justificada como ardid de “bandera falsa” no obstante el declarado síndrome de decadencia imperial. Entretanto.textos ALAI. Eso ocurre contra Siria. La mejor prueba es la reciente sustracción del petróleo de los territorios invadidos a sangre y fuego con pretextos religiosos. y la violencia en inculcación generalizada del miedo. y luego a través del ejército de mercenarios “entrenado y abastecido” por EU y Arabia Saudita. Amén el derrocamiento de gobiernos no afines. Irán se cuece aparte por su ofensiva más de propaganda pero sobre todo por su arsenal nuclear. con la participación del “socio” Al Qaeda primero. de “crímenes de lesa humanidad”. el fundamentalismo (religioso o político. La geopolítica de ataque al terrorismo que se impone como política exterior desde el 11/S por la familia Bush de Estados Unidos. cada vez se impone —en Francia y en el mundo— la versión sustentada en evidencias. O el reinado de los intereses de las empresas de EU. racista y xenofóbico) deviene en violencia. Para dominio y control global. resulta discriminatorio. La estrategia del terrorismo se lleva a cabo con fines de control y dominio regional. de territorios de reserva energética. razón por la cual se intentará por todos los medios de derrocar al “incómodo” Bashar al-Asad. América Latina en Movimiento 2015-01-14 Alto a la islamofobia y al NOM Salvador González Briceño Llevado al extremo y en cualquiera de sus formas. que luego corre hacia el mercado negro con la finalidad de contener los precios del petróleo para tratar de derribar aquellas economías como la rusa y la venezolana. los “crímenes de guerra” llamados “daños colaterales” y.

org/active/80009&lang=es) Más aún. Correo: sgonzalez@reportemexico. No hacerlo es permitir la desestabilización violenta de los ciudadanos europeos de inicio. Es el resultado de un guion hollywoodense orquestado desde la elite nazisionita internacional.mx http://alainet. No únicamente en países siempre víctimas de África. no le importa que los muertos estén de este lado del “charco”. que utiliza todos sus instrumentos de inteligencia y guerra en resguardo de su “seguridad nacional” y supremacía para orquestar este tipo de acciones de “falsa bandera”. la CIA y la OTAN. Hasta eso pretende llegar el terrorismo. el fundamentalismo que se basa en acciones tipo bandera falsa como el recién atentado al Charlie Hedbo.textos de bandera falsa sino una “gran mentira” terrorista (solo los muertos son reales. Con brotes de violencia en el viejo Continente. aún a costa de sus propios ciudadanos. Que florezca el terrorismo en pleno centro de la Unión Europea. como el de EU. al mismo tiempo que se ejercita en desestabilizar países enteros golpeando directamente a la población. para justificar la islamofobia como tesis central de la geopolítica fundamentalista del imperio y soporte de la tesis del “choque de civilizaciones” de Huntington. como en todas las grandes urbes.elpuntocritico. El Gran Hermano en acción. decíamos.html o http://alainet. Luego entonces. la marcha de los presidentes en París contra el terrorismo tanto pone en evidencia el cinismo de los gobiernos participantes como describe la mismísima política de EU para con Europa. Pronto veremos que entre las políticas imperiales brotará cínicamente el uso de ejércitos. Asia o Latinoamérica. Sí. A EU como imperio. mediante organismos como el Mossad.com/reporte-global-salvadorgonzalez-briceno.org/active/80067 74 de 83 .com. contener la osadía fundamentalista de EU no depende solo de los franceses. Ver: http://www. Involucrarla a como dé lugar contra los neoenemigos (Rusia y China) en una suerte de “neoguerra fría”. para así entrometer a los aliados en su lucha contra sus “enemigos”. para el control directo del ciudadano. así como el avance del pretendido Nuevo Orden Mundial (NOM). cuanto de los ciudadanos del mundo.

Ela existe há décadas e. porém. Assim. pois têm sido um bastião da memória nas lutas populares. marcado pela violência e ameaçado pelas redes de traficantes de drogas que o atravessam. As escuelas normales no México têm uma longa tradição de luta. os cidadãos de Guerrero criaram as polícias comunitárias. onde não há Estado.textos CHAVES PARA ENTENDER AYOTZINAPA Disciplinar por meio de massacres Neste ano. Em Guerrero. como outras escolas mexicanas do mesmo tipo. cheio de desigualdades. em língua nauatle. Atuam ainda de maneira articulada. 75 de 83 . As canas. reduzindo progressivamente os recursos a elas destinados. E mais: os habitantes demonstram possuir a força que move um surpreendente espírito de resistência. consideram que a segurança proveniente da polícia municipal ou estadual é nula. é consequência da Revolução Mexicana. cientes de que em sua resistência reside a continuidade da formação das crianças que moram em áreas rurais. tejocotes. “o lugar das tartarugas”. velas. está situada a Escuela Normal Rural Isidro Burgos. Acapulco. perto da cidade de Iguala. muito a seu pesar. incensos. em situação de precariedade. num pequeno povoado chamado Ayotzinapa. entre suas principais cidades. Guerrero. que procurou difundir o ensino básico entre os setores camponeses. reconhecidos pela beleza de seu artesanato ou pela abundância na produção de manga. Ele tem. Na escola normal estudam jovens rapazes mobilizados pelo entusiasmo de um dia se dedicar ao ensino de crianças que moram longe da cidade. que significa. onde artistas moram em propriedades de luxo. membros de comunidades rurais e familiares que. as cerimônias e altares do Dia dos Mortos não foram destinados a personalidades da arte popular. caveirinhas de açúcar e flores de cempaxúchitl foram oferecidos aos estudantes desaparecidos que hoje contam a história de um México que se revela por Victoria Darling Guerrero é um estado pobre. não é só Acapulco: existem também outros municípios. Como experiência pioneira na América Latina. laranjas. formadas por civis auto-organizados. pelas quais o Estado mostrou tanto desinteresse nos últimos anos. Vizinhos. historicamente condenados ao analfabetismo. há justiça popular.

Os estudantes iam à cidade de Iguala de ônibus com o propósito de coletar dinheiro para poderem se trasladar depois à Cidade do México e chegar lá no dia 2 de outubro. 25 tiveram ferimentos e 43 estão. Seis estudantes foram assassinados. o Estado atuou mostrando seu caráter mais disciplinador. emitiu-se uma ordem de prisão e o casal foi detido na Cidade do México. Pouco tempo depois. foi preso e prestou depoimento com outros três traficantes. a esposa do prefeito de Iguala foi identificada como financiadora do grupo de traficantes. reunida na Praça das Três Culturas. o governador do estado ligou para o prefeito Abarca. No dia 26 de setembro. em coletiva de imprensa. data em que se celebra o aniversário do Massacre de Tlatelolco de 1968. está ligado a acusações de corrupção. afirmou que. foram achados no depósito de lixo municipal de Cocula. José Luis Abarca. Sidronio Casarrubias. Dias após o desaparecimento. entregou seu relatório de atividades. a manifestação era contra o governo autoritário e por respeito aos direitos humanos. Isso significa que houve ordem prévia e que ela veio do poder público. Os 43 estudantes agora desaparecidos foram capturados pela polícia municipal de Iguala no meio do tiroteio e – dizem – entregues aos traficantes do cartel Guerreros Unidos. Julio César Fuentes Mondragón. que. Hoje. segundo fontes do Estado. Jesús Murillo Karam. como então. Tanto os estudantes da Praça das Três Culturas de 1968 como os normalistas de Ayotzinapa em 2014 foram baleados por homens uniformizados. próximo a 76 de 83 . sem prévio aviso. foi torturado até os limites da dor. o procurador-geral da República. sabendo quem eram. dia 26 de setembro de 2014. e seu rosto. um grupo de estudantes da escola normal de Ayotzinapa foi violentamente reprimido. sem prestar depoimento. pois passou de um humilde vendedor de chapéus para joalheiro de uma importante cadeia. Dispararam contra eles à vontade. seu marido e atual prefeito do município. seus olhos e unhas foram arrancados. María de los Ángeles Pineda de Abarca.textos A realidade é que. presidenta do DIF (Sistema Nacional de Defensa Integral de la Familia). repressão militar que o governo do então presidente Díaz Ordaz realizou contra uma enorme multidão de estudantes de ensino médio e universitário. suposto líder do cartel Guerreros Unidos. esfolado. até hoje. augurando sua próxima candidatura à Prefeitura de Iguala. Com o passar dos dias. Naquela ocasião. Entretanto. Em seguida. um dos jovens normalistas. fugiu com a esposa. desaparecidos.

os estudantes continuariam sendo oficialmente considerados “desaparecidos”. organização simpatizante do Exército Zapatista de Libertação Nacional. os jovens denunciam sua verdade. porque é revoltante e inadmissível que o Estado possa declarar. Com a certeza de que #fueelEstado. A cada dia. vivos os queremos”. a sociedade mexicana está se movimentando. nas redes sociais e nas mobilizações sociais. De acordo com os depoimentos dos detidos. enquanto não existirem provas concretas. depois desmembrados. que as 24 amostras analisadas não correspondem ao DNA dos estudantes normalistas. no dia 11 de novembro de 2014. a versão que o Estado deu sobre o destino dos estudantes é questionada e exige-se a renúncia do presidente. Até hoje. no entanto. mais uma vez. que atingiram a cifra de 25 mil manifestantes. foram realizadas na Cidade do México ao menos cinco marchas multitudinárias. soube-se por meio de uma pesquisa independente desenvolvida pela Equipe Argentina de Antropologia Forense. os 43 estudantes teriam sido queimados vivos entre madeiras e plásticos. “vivos foram levados.textos Iguala. Em virtude do acúmulo de notícias que vão gerando cada vez mais comoção. seus restos guardados em sacos de lixo e jogados no rio. em 2006. Victoria Darling Darling é doutora em Ciências Políticas e Sociais pela Universidad Nacional 77 de 83 . envolvido ainda em denúncias de irregularidade durante as eleições. A frase #yamecansédelmiedo levanta os estudantes da América Latina e convida a não esquecer os estudantes desaparecidos. Sob o lema “Ayotzinapa vive. impunemente. sacos com restos humanos. que em uma democracia existam “desaparecidos”. nem o procurador da República nem o presidente Enrique Peña Nieto assumiram a responsabilidade do Estado nos fatos. Poucos dias depois das declarações públicas do procurador. O certo é que os familiares dos estudantes asseguram que. o Estado morreu!”. Os lemas das manifestações foram mudando– de #yamecansédelmiedo (já me cansei do medo) a #fueelEstado (foi o Estado). O procurador afirmou que os restos encontrados seriam enviados à Áustria para serem analisados em laboratório. em 2012. A busca dos 43 continua. e na repressão a camponeses da Frente de los Pueblos en Defensa de la Tierra.

estudantes. zapatista 78 de 83 . peña. Nieto. Ilustração: Alex Torres 01 de Dezembro de 2014 Palavras chave: México.textos Autónoma de México e professora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). massacre. 43. Guerrero. drogas. Ayotzinapa. tráfico.

assim como os mecanismos de abastecimento de ferro. desde o início dos anos 2000.textos DAS DROGAS AO MINÉRIO DE FERRO Um porto nas mãos de um cartel O comércio do aço não vem de imediato à mente quando se evocam organizações criminosas. jornalista especializado em criminalidade: “Os Cavaleiros Templários conhecem bem a região. a “guerra às drogas” lançada pelo expresidente Felipe Calderón (2006-2012) forçou os cartéis a diversificar suas atividades.. o cartel dispunha de anos de experiência”. a “guerra às drogas” lançada pelo expresidente Felipe Calderón (2006-2012)1 forçou os cartéis a diversificar suas atividades. Em novembro de 2013. os Cavaleiros Templários utilizaram o porto de Lázaro Cárdenas como centro de importação de produtos químicos chineses destinados à produção de metanfetamina. uma operação conjunta do Exército e da Polícia Federal tentou expulsá-los dali.. por Ladan Cher "Bem-vinda a Lázaro Cárdenas. No entanto. cujo processo é no conjunto similar àquilo que eles tinham feito para os produtos químicos. o porto abre para as mercadorias locais diversas vias marítimas do Pacífico.” Impossível evitar os cartazes colocados nas portas dessa cidadezinha situada no sul de Michoacán. Durante anos. um porto seguro. e diversos projetos de expansão estão sendo estudados. porém. 79 de 83 . No entanto. No entanto. Rodeado de abundantes recursos de ferro. um cartel que grassa em Michoacán. Desde então. as autoridades gritam vitória. nesse domínio. já os habitantes de Lázaro Cárdenas se mostram mais prudentes. Simples adaptação de seu business model. Ora. a de ver a região libertada da ameaça que a assombra há anos: a insegurança.. O comércio do aço não vem de imediato à mente quando se evocam organizações criminosas. sobretudo para a China. transmite menos uma descrição que uma esperança. estado da costa oeste do México. mas a destruição de parte dos laboratórios onde fabricavam a substância os sensibilizou para os atrativos do minério de ferro. o porto caiu nas mãos dos Cavaleiros Templários. A cidade de Lázaro Cárdenas (nome do presidente que nacionalizou o petróleo em 1938) possui as mais importantes instalações da costa ocidental mexicana. resume Carlos Torres. A mensagem..

analisa Torres. que foi detido em abril por sua implicação em diversos casos de sequestro e chantagem. a Marinha e a Polícia Federal afastaram o conjunto das autoridades portuárias e suspenderam todas as atividades mineradoras da região. quase metade das minas da região de Michoacán tinha passado para o controle dos Cavaleiros Templários no momento do apogeu de seu império do aço. o Exército. ou morrer”. mas isso não resolvia o problema na fonte”. Em certos casos. Ela foi organizada em 4 de novembro de 2013. Segundo ele. atual governador de Michoacán. Em alguns dias. “Mesmo a polícia não era confiável”. ex-prefeito de Lázaro Cárdenas. a corrupção na cúpula havia tornado as autoridades locais totalmente impotentes: “Uma operação militar era a única solução”. confessa o governador Jara Guerrero. Os tentáculos de sua rede se estendiam das alfândegas ao escritório de Arquimides Oseguera. os próprios narcotraficantes conduziam as operações de extração.textos A tomada de controle do porto constituiu apenas uma das etapas da estratégia dos Cavaleiros Templários para se ancorar no setor mineiro. se gabava de ter tido muitos clientes chineses que revendiam o minério mexicano no país deles (concedendo a si mesmos. amplos lucros). Desde então. em 2013. Não contente em ter se apoderado das minas e construído circuitos de comercialização regulares. desde a extração das minas nas montanhas que rodeiam Lázaro Cárdenas até sua expedição por barco. de passagem. explica um funcionário do porto – a célebre “oferta que não se pode recusar” do filme O poderoso chefão. Servando Gómez Martínez. o porto 80 de 83 . sugerindo que a multiplicação dos banhos de sangue não afetava o poder das gangues nem sua proximidade com o poder político. Os Cavaleiros Templários prosperavam sob os olhares das forças da ordem locais: “A polícia atacava os caminhões do cartel com armas de fogo. Segundo Salvador Jara Guerrero (Partido Revolucionário Institucional. PRI). diplomacia e corrupção. passando pelo transporte entre minas e o embarcadouro. Por meio de um coquetel eficaz de intimidação. Durante uma entrevista filmada com a rede de informação britânica Channel 4. o cartel se infiltrou em todos os estágios do aparelho estatal local de modo a obter as autorizações administrativas necessárias à sua atividade. eles garantiram para si o apoio de funcionários públicos em condições de cobrir cada uma de suas operações. “O sistema de suborno funcionava ainda melhor pelo fato de que cada um compreendia os termos da proposta: aceitar o dinheiro e colaborar. o líder (hoje foragido) do cartel.

a nova “segurança” da cidade seria apenas ilusória: “Infelizmente. “Tornamos seguro um ambiente no qual o comércio legal pode ser retomado sem sofrer ameaças do crime organizado”. as exportações para a China explodiram. que o governo exagera os progressos. Não conseguiu fazer decolar a atividade econômica onde o governo mexicano tinha fracassado com seus métodos comerciais “tradicionais”? Em entrevista à rede britânica Channel 4. felicita-se Jorge Luis Cruz Ballado. o cartel vai voltar assim que o Exército der as costas”. Os Cavaleiros Templários não teriam desaparecido. se vê mais como um benfeitor do que como um assassino. Inúmeros moradores estimam. passando de 1. Se o governo não investir nos programas sociais.textos se encontra sob controle militar. mas como um hábil homem de negócios. Silvestre Sandoval. que se apresenta como um Robin Hood. Sob sua égide. Servando Gómez. Lutar contra a insegurança física implicaria lutar também contra a insegurança social? O raciocínio não parece ter convencido as autoridades. Antes de esclarecer: “Mas. os cartéis devem 81 de 83 . Por meio de sua chegada ao setor legal da exploração mineral. elogiar esse impulso para o crescimento? O cartel seria totalmente favorável a isso. mas estariam pacientemente esperando a partida do Exército. as pessoas recomeçam a sair na rua à noite. ele percorre os vilarejos apertando as mãos dos cidadãos e distribuindo dinheiro. ex-general à frente das operações. que trabalha no porto há cerca de dez anos. os cartéis não somem assim tão facilmente.2 Gómez coloca em destaque sua frota e seu portfólio de clientes estrangeiros para se apresentar não como um criminoso. Seu chefe. no entanto. “Eles ganharam muito dinheiro e engendraram uma forma de desenvolvimento econômico na região de Michoacán criando empregos no setor mineiro”. Segundo ele. interessar-se pelas minas é uma operação lucrativa. para prosperar. portanto.5 milhão para 4 milhões de toneladas entre 2012 e 2013 (um progresso ironicamente afinado com a promessa do presidente Enrique Peña Nieto de reduzir o desequilíbrio da balança comercial entre os dois países). Para os Cavaleiros Templários. Pedro Tapia tem uma loja de bicicletas há mais de cinquenta anos. Deveríamos. admite Carlos Vilalta. Apelidado “La Tuta” (“o professor”). o cartel quis reforçar sua imagem de bom pai de família. criminologista do Centro de Pesquisas e de Ensino Econômicos. Elas ficam nos bares até tarde”. aprova: “Hoje.

Ilustração: Reuters 1 Ler Jean-François Boyer. 7 mar. 2 Guillermo Galdos. 2014. “Knights Templar link to Mexico iron ore arrests” [Cavaleiros Templários ligados às prisões por causa do minério de ferro do México]. Tal Estado é hoje largamente incapaz de desempenhar seu papel na luta contra os comércios ilícitos. “Mexico recule devant les cartels” [O México recua diante dos cartéis]. 01 de Dezembro de 2014 82 de 83 . La Tuta justifica a ação de seu cartel: “Alguém tem de cuidar de regulamentar o comércio da droga”. No vídeo de agosto de 2013. jul. esse sistema se torna autodestrutivo. Londres. Channel 4. Le Monde Diplomatique. O cartel é ao mesmo tempo um predador e um parasita que acaba por sabotar o Estado”. A longo prazo.textos infringir leis e corromper os poderes públicos. Outros se propõem a substituí-lo. 2012. Ladan Cher Ladan Cher é jornalista.

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