UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO

CAMPUS MEMORIAL
DEPTO DE ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

RICARDO PATRESI QUINTINO

AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO TREINAMENTO PARA OPERADOR DE
CALDEIRAS NA PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO

SÃO PAULO
2014
1

RICARDO PATRESI QUINTINO

AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO TREINAMENTO PARA OPERADOR DE
CALDEIRAS NA PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO

Monografia apresentada à Universidade
Nove de Julho - UNINOVE, como requisito
parcial para a obtenção do grau de
Especialista

em

Engenharia

de

Segurança do Trabalho

Professor

NILTON

FRANCISCO

REJOWSKI - Orientador

SÃO PAULO
2014

2

Quintino, Ricardo Patresi
Avaliação da eficácia do treinamento para operador de caldeiras
na prevenção de acidentes do trabalho. / Ricardo Patresi
Quintino. 2014.
47 f.
Monografia (Especialização Latu Sensu), Uninove, 2014.
Orientador: Professor Nilton Francisco Rejowski
1. Segurança do Trabalho. 2. Treinamento

3

RICARDO PATRESI QUINTINO

AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DO TREINAMENTO PARA OPERADOR DE
CALDEIRAS NA PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO

Monografia apresentada à Universidade
Nove de Julho - UNINOVE, como requisito
parcial para a obtenção do grau de
Especialista

em

Engenharia

de

Segurança do Trabalho

São Paulo, 01 de agosto de 2014

Professor NILTON FRANCISCO REJOWSKI - Orientador

4

Dedico este trabalho à minha esposa Eliete. 5 . minha filha Maria Eduarda e a todas as pessoas que contribuiram para meu aprendizado de vida.

foi porque me apoiei nos ombros de gigantes" (Isaac Newton) 6 ."Se enxerguei mais longe.

RESUMO Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de comprovar a eficácia da aplicação do treinamento de formação e reciclagem de operadores de caldeira conforme currículo mínimo estabelecido no Anexo I da Norma Regulamentadora 13. b) pequisa para compreender o comportamento do empresário quando abordados temas relacionados a capacitação do trabalhador visando melhoria nos quesitos de segurança laboral. confrontando os resultados da pesquisa realizada com a teoria apontada anteriormente. 7 . d) estudo dos requisitos legais e os aspectos técnicos a se considerar no currículo do curso. além da capacitação teórica e prática do profissional habilitado para dissertar sobre o tema. e) resultado de pesquisa qualitativa sobre o comportamento das corporações no mercado quando avaliados sob o ponto de vista de aplicação de treinamentos e avaliação da eficácia dos mesmos. c) dados para compreender o comportamento da mão-de-obra na atualidade. falhas humanas e prevenção de acidentes. No decorrer desta monografia são apresentadas: a) teorias e estudos que apoiam a aplicação de treinamentos de capacitação como elemento de minimização de erros. Segurança do Trabalho. Norma Regulamentadora 13. Palavras-chave: Treinamento.

d) study of the legal and technical aspects to consider in the course curriculum. Safety. Keywords: Training. b) search to understand the behavior of the entrepreneur when addressed issues related to worker training for improvement in the categories of job security. beyond the theoretical and practical training of a qualified professional to lecture on the subject. c) data to understand the behavior of the hand labor today. Norm 13.ABSTRACT This work was developed with the objective of proving the effectiveness of the implementation of training and refresher training of boiler operators minimum curriculum as set out in Annex I of the Norm 13 Throughout this monograph are presented: a) theories and studies that support the implementation of capacity building trainings as part of minimizing errors. e) results of qualitative research on the behavior of corporations in the market when evaluated under viewpoint of application of training and evaluation of the effectiveness of collating the results of the survey to the theory highlighted earlier. human error and accident prevention. 8 .

LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1: Modelo Conceitual de Impacto do Treinamento 17 9 .

SUMÁRIO INTRODUÇÃO 12 CAPÍTULO 1 13 TREINAMENTO SOB UMA ÓTICA PROFISSIONAL 14 NECESSIDADE DA REALIZAÇÃO DE TREINAMENTOS 15 OBJETIVOS DO TREINAMENTO 16 EFEITOS DO TREINAMENTO 17 CAPÍTULO 2 19 A EVOLUÇÃO DA POSTURA DO EMPRESÁRIO EM RELAÇÃO AOS TRABALHADORES 20 O COMPORTAMENTO DA MÃO-DE-OBRA OPERACIONAL NO BRASIL 22 CAPÍTULO 3 25 CONSTITUIÇÃO FEDERAL E A CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO 26 DO CURSO DE FORMAÇÃO DE OPERADOR DE CALDEIRA 27 DO CURRÍCULO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE OPERADOR DE CALDEIRA 28 Das Noções de Grandezas Físicas e Unidades 28 Das Caldeiras – Considerações Gerais 29 Da Operação de Caldeiras 30 Do Tratamento de Água e Manutenção de Caldeira 31 Da Prevenção Contra Explosões e Outros Riscos 32 Da Legislação e Normalização 33 ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL HABILITADO 33 UM BREVE RELATO SOBRE O PROFISSIONAL HABILITADO E O 35 CURRÍCULO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE OPERADORES DE 10 .

CALDEIRAS CAPÍTULO 4 37 JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TIPO DE PESQUISA 39 ELEMENTOS DA PESQUISA 39 EXECUÇÃO DA PESQUISA 41 CONCLUSÃO FINAL SOBRE A EFICÁCIA DO TREINAMENTO PARA OPERADOR DE CALDEIRAS 44 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 47 11 .

além de explorar o currículo do curso de formação de operadores de caldeira e o profissional habilitado para dissertar sobre o tema. Porém a vida cotidiana das empresas apontam um histórico diferente do discursado. É muito comum empregados sem a formação básica e capacitação teórica alguma atuarem na operação de caldeiras dentro de empresas dos mais diversos portes. Estes conseguem apontar inúmeros aspectos positivos sobre o tema. É desejado concluir positivamente sobre a eficácia dos treinamentos para operador de caldeiras na prevenção de caldeiras. 12 .INTRODUÇÃO É muito comum observarmos o posicionamento de gerentes. dificultando muito o mensuramento da relação CUSTO X BENEFÍCIO do investimento. mas não faça o que eu faço!”. É um tanto interessante a facilidade que encontramos em enquadrar o discurso destes dirigentes de empresas no jargão popular que diz: “Faça o que eu digo. Pior que o discurso e a postura adotadas quando discutem sobre a aplicação dos treinamentos é o conhecimento real que possuem sobre os benefícios obtidos na capacitação de sua mão-de-obra. Digo somente benefícios pois para o empresário brasileiro os custos ficam muito explícitos aos seus olhos. de modo a trazer o máximo de respaldo teórico sobre treinamentos. Sendo assim o tema despertou interesse de estudo no autor desta monografia. diretores e proprietários de empresas favorável a realização de treinamentos de capacitação em seus funcionários. baseado no confrontamento do resultado de pesquisa sobre os diversos comportamentos dos envolvidos no processo de treinamento e as teorias a serem apresentadas nos três primeiros capítulos deste trabalho. que traga compreenção dos comportamentos do empresário a assuntos relacionados ao tema de segurança do trabalho nas atividades laborais e do comportamento da mão-deobra nacional.

13 . a defesa da necessidade da realização de treinamentos. os objetivos a os efeitos dos treinamentos sobre os treinandos.CAPÍTULO 1 Este capítulo apresentará os conceitos sobre treinamento.

43. planejada. habilidades. atitudes. v. regras. ficar condicionado a determinada prática assim que se deparar com as condições de trabalho a que foi contratado e capacitado. bem como conceitos que resultaram num melhor desempenho no trabalho”. p.23. 43) treinamento é definido como “a aquisição sistemática de conhecimentos. em determinada organização”. sendo definida como “a educação.TREINAMENTO SOB UMA ÓTICA PROFISSIONAL Sob o entendimento do autor desta monografia. 2005. que permite o desenvolvimento de habilidades cognitivas.29) treinamento constitui-se de uma das três etapas da Educação Profissional. por sua vez. Para Goldstein (GOLDSTEIN apud PILATI & ABBAD. Para o professor Idalberto Chiavenato (2006. os acadêmicos defendem o conceito de treinamento de capacitação sob a ótica de que o indivíduo contratado a exercer determinada função dentro de uma empresa deve ser tratado como se não possuísse conhecimento algum sobre a atividade laboral e tão pouco a prática necessária para execução dos trabalhos. Para Borges-Andrade (BORGES-ANDRADE apud PILATI & ABBAD. já define como “uma ação organizacional voltada. Portanto este indivíduo tomará o conhecimento de suas atividades laborais através de etapas claras envolvendo a participação de treinamentos específicos. intelectuais ou atitudinais que preparam os indivíduos para desempenhar funções atuais ou futuras”. motoras. p. acostumar para alguma tarefa ou atividade”. p. Quais são as teorias postas por estudiosos que confirmam esta afirmação? Na Grande Enciclopédia Larousse Cultural (1998. institucionalizada ou não. habituar. por fim. 14 . p. assimilação da informação e. 2005. que visa adaptar a pessoa para o exercício de determinada função ou para a execução de tarefa específica. 5748) a definição de treinamento é o “ato de adestrar.

43) apresentam uma definição mais genérica onde a definição de treinamento seria “ação tecnológica.J.Ronaldo Pilati e Gardênia Abbad (2005. Países desenvolvidos estimulam a criatividade na aquisição e aplicação da tecnologia. a valorização da arte. ao longo do tempo. a educação desenvolve a capacidade de agir ajustada aos valores morais. Boog (1999) também afirma “É fundamental estabelecer pré-requisitos voltados à formação no momento de contratar novos colaboradores. Igualmente e com maior razão. Sob ótica sociológica é possível afirmar que através da educação os problemas ocupacionais serão resolvidos. NECESSIDADE DA REALIZAÇÃO DE TREINAMENTOS No que refere-se a questões de segurança e saúde no trabalho os dispostos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).. contextualizada e calcada em conhecimentos adquiridos de diversas áreas. regulamentados pelas Portarias do Ministério do Trabalho e pelas Normas Regulamentadoras. controlada pela organização. com a finalidade de melhoria do desempenho nas atividades. 15 . resultará em diminuição das necessidades de treinamento e desenvolvimentos internos. a compreensão pessoal. estabelecem as diretrizes legais para aplicação dos treinamentos de capacitação e de reciclagem. Tal afirmação se dá através da proposta de Aldemar Pasini Moreira de Souza S. receptividade as novas idéias. estabelecer visão de futuro. em sua publicação Temas de Vida Social (1992). foco em resultados. E que tenha disponibilidade para aprender e ensinar. no qual afirma no artigo Educação e Desenvolvimento “Pela educação dá-se também o desenvolvimento das capacidades de sentir. o aprimoramento do bom gosto. preparando-o adequadamente para o exercício de um cargo. capacitação do profissional em novas tecnologias e prepará-lo para novas funções”. o que. Pode ser aplicado a todos os níveis e setores da empresa”. flexibilidade. Segundo Boog (1999) “o treinamento é a educação profissional que visa adaptar o homem ao trabalho em determinada empresa. e ter motivação. p.

a longo prazo poderá distânciar a cultura implantada no treinando da cultura da empresa. 256) que diz “em geral. é necessário definir as premissas para sua aplicação. quando não são bem instruídos e treinados no uso do EPI. que já estão acostumados e sabem como evitar o perigo. sem uma conscientização sobre sua importância. (2005. Trabalhando sob a mesma linha de raciocínio considera-se que a aplicação de treinamento aos trabalhadores proporcionará uma mudança cultural da equipe. 116). com visão e não à base de casuísmos. situações emocionais. 16 . não surtirá os resultados propostos. 2527) ”os equipamentos de proteção individual (EPI) têm função de proteger e reduzir as lesões ou danos que venham provocar os locais de trabalho ao trabalhador. Todo treinamento tem que ter um objetivo muito bem definido e claro. pois será o pensamento criativo. resolvendo seus problemas com racionalidade. sendo que esses equipamentos tendem a ser fornecidos pelo empregador. perspectivas míopes e imediatistas. OBJETIVOS DO TREINAMENTO Uma vez que o treinamento é um processo que envolve custos para a empresa. Pelo contrário. p. com os elementos de pesquisa obtidos. não resolvendo o problema”. os trabalhadores. que os EPIs são incômodos e limitam os movimentos”. Diríamos até que este crescimento sociológico demanda o biológico. modificando a percepção que estes tem sobre a necessidade do uso do Equipamentos de Proteção Individual (EPI). O conceito anterior é reafirmado por Lacombe. Sendo assim.revertendo para uso do povo os avanços obtidos. p. modo de usar. torna-se possível afirmar sobre a necessidade da aplicação de treinamentos de capacitação e reciclagem nos indivíduos antes do início das atividades laborais para capacitar o trabalhador e em periodicidade programada para reciclar o conhecimento do trabalhador. Segundo Ayres e Corrêa (2001. alegam que os riscos a que se expõem são pequenos. caso contrário sua execução não trará benefícios à instituição. A entrega desses. o bom senso e o correto agir que afinal resolverão os problemas de saúde e do trabalho” (pág.

com várias finalidades. entre as quais criar um clima mais satisfatório entre empregados. retenção. p. cit.34) os principais objetivos do treinamento são: 1. mas também para outras funções para as quais a pessoa pode ser considerada. Ronaldo Pilati e Gardênia Abbad (op.” EFEITOS DO TREINAMENTO Quanto ao efeito do treinamento sobre o treinando. sendo que estes estão interrelacionados dentro de uma hierarquia.. generalização. cit. 17 . p. 2. transferência e impacto. no qual ele adquire o conhecimento ou habilidade transferida pelo treinamento.44) estabelecem cinco conceitos. Preparar o pessoal para execução imediata das diversas tarefas peculiares à organização por meio da transmissão de informações e desenvolvimento de habilidades. Proporcionar oportunidades para o contínuo desenvolvimento pessoal. Os dois primeiros ligados diretamente ao treinamento e os três últimos ligados a vivência laboral do treinamento.. FIGURA 1: MODELO CONCEITUAL DE IMPACTO DO TREINAMENTO A Aquisição é o conceito básico do efeito do treinamento sobre o treinando. não apenas em seus cargos atuais.Para Chiavenato (op. aumentar-lhes a motivação e torná-los mais receptivos às técnicas de supervisão e gerência. Mudar a atitude das pessoas. 3. Os conceitos são: aquisição.

em análise na sua capacidade de utilizar as habilidades adquiridas nas diversas situações que se apresentam no local de trabalho. O conceito de Transferência mensura em médio prazo a aplicação dos conceitos de retenção e generalização. onde o treinando deverá ser submetido a situações práticas reais para que possa aplicar os conhecimentos adquiridos. 18 . E por último o conceito de Impacto.O segundo conceito denominado de Retenção é a capacidade do treinando em reter as habilidades e conhecimentos adquiridos durante o treinamento. A Generalização consiste na avaliação imediata da mudança do comportamento do treinando. Analisando os conceitos do efeito do treinamento sobre os trabalhadores é possível compreender que uma melhoria significativa na forma de executar os trabalhos e a qualidade da atividade laboral somente será alcançada a longo prazo. que é o acompanhamento de mais longo prazo do desempenho geral do treinando e sua interface com as diversas interferências na aplicação das habilidades e conhecimento adquiridos.

CAPÍTULO 2 Este capítulo visa compreender e demonstrar o surgimento e a evolução da cultura prevencionista do empresário. Outro aspecto a ser discutivo é o comportamento da mão-de-obra atual perante o cenário atual do mercado nacional. 19 .

décimo terceiro salário. ORIGEM DOS SINDICATOS E PRINCIPAIS INVENÇÕES TÉCNICAS. A VIDA NAS FÁBRICAS.HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL. O mercado consumidor inglês também pode ser destacado como importante fator que contribuiu para o pioneirismo inglês. férias. na Inglaterra. na Idade Moderna tudo mudou. PASSAGEM DA MANUFATURA PARA A MAQUINOFATURA. PIONEIRISMO INGLÊS. As fábricas do início da Revolução Industrial não apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. por exemplo. menores custos e produção acelerada. com a mecanização dos sistemas de produção. a Revolução Industrial teve início no século XVIII. comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados. abafados e sujos. ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de precariedade. Conforme apresentado no portal SUA PESQUISA.A EVOLUÇÃO DA POSTURA DO EMPRESÁRIO EM RELAÇÃO AOS TRABALHADORES Para compreender o posicionamento do empresário quanto às questões relativas a preparação e cuidados com o trabalhador. A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas. INVENÇÕES DE MÁQUINAS. As condições das fábricas eram precárias. buscou alternativas para melhorar a produção de mercadorias.COM em artigo publicado com o título REVOLUÇÃO INDUSTRIAL . Os salários recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e chegava-se a empregar o trabalho infantil e feminino. Os empregados chegavam a trabalhar até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões. 20 . Eram ambientes com péssima iluminação. Quando desempregados. torna-se necessário conhecer como se constituiu o movimento de industrialização mundial. ávida por maiores lucros. Enquanto na idade média o artesanato era a forma de produzir mais utilizada. auxílio doença. descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefício. Não havia direitos trabalhistas como. A burguesia industrial.

conquistando diversos direitos políticos para os trabalhadores. Os empregados das fábricas formaram as trade unions (espécie de sindicatos) com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos empregados. Cita ainda no artigo Problemas Sociais Numa Civilização Industrial “À ciência social compete abrir caminhos para encontrar as soluções de cooperação entre os homens e dar-lhes os processos de unir as condições exigidas pelo desenvolvimento da técnica industrial e as relações de entendimento mútuo dentro de aspirações de vida em comunidade” (pág. por exemplo.J. É interessante como esta cultura industrial implantada nos tempos da Revolução Industrial foram perpetuados ao longo dos tempos. Houve também movimentos mais violentos como. Obviamente as condições de trabalho são muito melhores às aquelas apontadas em tempos passados. 51). Desde o surgimento da indústria e a sua evolução até os tempos atuais é possivel evidenciar o grande desenvolvimento tecnológico das fábricas e dos seus produtos. pois optou pela via política. 41). conquistando presença no governo. posteriormente. os trabalhadores se organizaram para lutar por melhores condições de trabalho. Mas é importante citar que estas melhorias é o resultado do amadurecimento dos movimentos organizados pelos trabalhadores daquela época.. em sua publicação Temas de Vida Social (1992).Em muitas regiões da Europa. Também conhecidos como "quebradores de máquinas". no qual afirma no artigo A Organização Burocrática na Indústria “O industrial é o homem que pensa em termos de organização e por isso mesmo se preocupa mais em atender as atividades do que aos indivíduos que as realizam” (pág. 21 . O cartismo foi mais brando na forma de atuação. Diretores ou Empresários – os com os indivíduos que trabalham na indústria. Em contrapartida verifica-se a perpetuação de um descaso natural por parte da burguesia – atualmente figurada como Acionistas. o ludismo. os ludistas invadiam fábricas e destruíam seus equipamentos numa forma de protesto e revolta com relação a vida dos empregados. Esta conclusão é respaldada por Aldemar Pasini Moreira de Souza S. constituindo-se em sindicatos e.

ou seja. as vagas são preenchidas por jovens que acabaram de ingressar no mercado de trabalho. Em geral. Eles ainda estão passando pela fase de escolha daquilo que realmente querem fazer na carreira – e estão em fase de formação. “Empreendedores de pequeno e médio portes sabem que atrair e reter talentos é uma tarefa difícil. presidente da Associação Brasileira de Franchising.O COMPORTAMENTO DA MÃO-DE-OBRA OPERACIONAL NO BRASIL Para compreender como o mercado entende a aplicação de treinamentos de capacitação e reciclagem. O resultado disso é percebido pelo cliente. Mesmo diante deste cenário reforçam que a capacitação da mão-de-obra é necessária para manter a padronização e agradar os clientes. Por esse motivo não há tempo hábil para capacitar os colaboradores aos moldes da empresa. A compreensão obtida através da matéria “A importância de capacitar os profissionais das franquias” redigida pela Maria Cristina Franco e publicada no portal Pequenas Empresas. apesar de muito necessária. Grandes Negócios. foram estudados artigos publicados no setor de franchising. Esta escolha se dá uma vez que este segmento está estruturado no uso de marcas renomadas e transferência de know how. e da matéria “Capacitação no franchising: a importância do treinamento no sucesso da franquia” redigida pelo consultor Alan Roque para o portal Guia do Franchising. Para tentar 22 . Nota-se que a compreensão dos artigos sobre qualificação da mão-de-obra é dirigida especificamente para a percepção da empresa sob a ótica dos consumidores. Treinar esses profissionais – e também os mais experientes – é uma tarefa demorada e nem tão simples. A dinâmica do mercado acaba impondo um ritmo impeditivo para a dedicação à capacitação dos colaboradores. transferência de conhecimento através de treinamentos de capacitação e reciclagem. que está cada vez mais exigente. é que a mão-de-obra qualificada é escaça e a rotatividade de funcionários nas organizações de pequeno e médio porte é muito alta.

a ABF (Associação Brasileira de Franchising) tem dado prioridade à capacitação nos últimos anos.quebrar esse círculo vicioso. estão em sua sétima ou oitava loja. a capacitação torna-se ferramenta muito importante em um cenário onde a busca por vantagens competitivas é constante. no varejo. constatou-se que 99% das empresas brasileiras são micro e pequenas empresas (MPE’s). através de suas políticas de RH. Portanto apenas 1% das empresas possuem porte grande e. então.” T r ec ho ex tr a íd o da ma t ér ia “A i mp o rt ân ci a de cap a cit a r os p ro f i ss io n ai s d as f r a n q u i a s ” p or Mar i a Cr i s ti n a F r a nc o p u b lic a d a na R ev is t a D i gi t al P eq ue n as E m pr es a . “Em geral.” Trecho extraído da matéria “Capacitação no Franchising: a Importância do Treinamento no Sucesso da Franquia” por Alan Roque publicada no portal Guia do Franchising Para compreender o impacto da desqualificação e alta rotatividade de mão-de-obra nas empresas de pequeno e médio porte é necessário compreender o quanto representam no mercado nacional. no entanto.” Trecho extraído da matéria “Capacitação no Franchising: a Importância do Treinamento no Sucesso da Franquia” por Alan Roque publicada no portal Guia do Franchising “Atualmente temos escassez de mão de obra qualificada no Brasil e uma dinâmica de remuneração que varia de acordo com o segmento. possuem 23 . Não é raro encontrar pessoas que de repente trabalham em um shopping há cinco ou seis anos. Em estudo aos números publicados pelo SEBRAE. há uma rotatividade de pessoal muito agressiva. G r a n des N e góc i os .

no Brasil existem 6.métodos que os distanciam dos problemas enfrentados pelas micro e pequenas empresas. Desse total 99% são micro e pequenas empresas (MPEs).3 milhões de empresas.” 24 . Os pequenos negócios (formais e informais) respondem por mais de dois terços das ocupações do setor privado. “Segundo o Sebrae Nacional.

comentando os aspectos técnicos e legais para sua aplicação correta.CAPÍTULO 3 Este capítulo irá apresentar os requisitos de treinamento estabelecidos pela Norma Regulamentadora 13 para se operar uma caldeira. 25 .

de 22. e demais instalações ou equipamentos necessários à execução segura das tarefas de cada empregado. fornos e recipientes sob pressão. torna-se interessante para o nosso estudo a Seção XII – Das Caldeiras. A CONSTITUIÇÃO FEDERAL E A CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO A regulamentação dos direitos dos trabalhadores está garantido na Constituição Federal Brasileira de 1988.514. equipamentos e recipientes em geral que operam sob pressão deverão dispor de válvula e outros dispositivos de segurança.redução dos riscos inerentes ao trabalho.12. à localização. de 22.1977) 26 . higiene e segurança” e “XXVI .reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho”. (Redação dada pela Lei nº 6.O Ministério do Trabalho expedirá normas complementares quanto à segurança das caldeiras. Abaixo da Constituição Federal foi instituído o DecretoLei 5452 em 01 de maio de 1943 – conhecida com Consolidação das Leis do Trabalho. por meio de normas de saúde.12. Fornos e Recipientes sob Pressão que estabelece nos artigos 187 e 188 o seguinte texto: “Art .1977) Parágrafo único . Da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). baseado no artigo 7º que cita os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais.514. (Redação dada pela Lei nº 6. especialmente quanto ao revestimento interno. Para tanto apresentaremos os aspectos legais que validam a Norma Regulamentadora 13 e posteriormente discorreremos sobre o currículo proposto pela Norma Regulamentadora 13 e as competências técnicas e práticas dos profissionais habilitados.Neste capítulo estudaremos a eficácia de treinamentos dirigidos a operadores de caldeiras. especificamente nos itens XXII e XXVI que dizem: “XXII . 187 . à ventilação dos locais e outros meios de eliminação de gases ou vapores prejudiciais à saúde.As caldeiras. que evitem seja ultrapassada a pressão interna de trabalho compatível com a sua resistência.

1977) § 3º .º 3.12. Já no Anexo I. documentar e operar caldeiras e vasos de pressão de forma segura ao trabalhador.514. sistematicamente.1977)”. a Norma Regulamentadora 13 que estabelece as regras para se instalar.Toda caldeira será acompanhada de "Prontuário". valendo-se do estabelecido nos artigos 187 e 188 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). regulamentou através da Portaria GM n. forem expedidas. inscritos no Ministério do Trabalho. (Incluído pela Lei nº 6.Os projetos de instalação de caldeiras. na própria caldeira.514. detalhes. as indicações das provas efetuadas. de 22.1977) § 1º . em local visível. de conformidade com as instruções que. provas e testes realizados durante a fabricação e a montagem. abrangendo.1 considera que operador de caldeira é o profissional que satisfizer pelo menos uma das seguintes condições: 27 .12. com documentação original do fabricante. desenhos.12.4. por engenheiro ou empresa especializada. características funcionais e a pressão máxima de trabalho permitida (PMTP). (Redação dada pela Lei nº 6. reparos e quaisquer outras ocorrências. o Registro de Segurança. 188 . quando exigido pela autoridade competente. (Incluído pela Lei nº 6. de 22. de 08 de junho de 1978 .12. de 22.As caldeiras serão periodicamente submetidas a inspeções de segurança. no qual serão anotadas. (Incluído pela Lei nº 6. esta última indicada. DO CURSO DE FORMAÇÃO DE OPERADOR DE CALDEIRA O item 13.514. para esse fim.1977) § 2º .4 da Norma Regulamentadora 13 estabelece que toda caldeira a vapor deve estar obrigatoriamente sob operação e controle de operador de caldeira. O Ministério do Trabalho. fornos e recipientes sob pressão deverão ser submetidos à aprovação prévia do órgão regional competente em matéria de segurança do trabalho.e suas alterações. inspeções.Art .3. item A1.514. manter atualizado e apresentar. no mínimo: especificação técnica.214. de 22.O proprietário da caldeira deverá organizar.

ou ter a carga horária das disciplinas estendidas em função das particularidades de cada estabelecimento.2 . podem ser equivalentes ao Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras.1. o que é temperatura 1.1 .2 .° 02. de 08 de maio de 1984 ou na Portaria SSST n. Considera-se que os cursos de formação de operadores existentes nas empresas.3 . b) possuir certificado de Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras previsto na NR 13 aprovada pela Portaria SSMT n.Pressão atmosférica 1.Pressão interna de um vaso 1.Calor e Temperatura 1.º 23. que contemplem totalmente as disciplinas e carga horária previstas neste anexo.Pressão manométrica.1.5 deste Anexo. O currículo proposto é aplicável ao treinamento de operadores a partir do ano de 1995. pressão relativa e pressão absoluta 1.4 .Pressão 1.2.1. DAS NOÇÕES DE GRANDEZAS FÍSICAS E UNIDADES Para este módulo do curso de formação de operadores de caldeira a carga horária mínima é de 04 (quatro) horas e devem ser abordados os seguintes tópicos: 1. DO CURRÍCULO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE OPERADOR DE CALDEIRA O currículo apresentado no ANEXO I item A2 da Norma Regulamentadora 13 é mínimo.2 .2. podendo ser acrescido de outras disciplinas.Noções gerais: o que é calor.Modos de transferência de calor 28 .1 .a) possuir certificado de Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras e comprovação de estágio prático conforme item A1.1 .1. de 27 de dezembro de 1994.Unidades de pressão 1.

em momento algum são apresentadas grandezas físicas ou unidades de medidas.6 .1 . Fica a abordagem destes assuntos reservada ao segundo ano do ensino médio.1.6 .Tabela de vapor saturado Conforme currículo lattes dos cursos de ensino fundamental.2 .Caldeiras flamotubulares 2.2.Caldeiras a combustíveis sólidos 2.2.Calor específico e calor sensível 1.Caldeiras a gás 2.3 .Caldeiras aquotubulares 2. Ora.2. requisito mínimo para formação de operadores de caldeiras.2. apresentados em dois bimestres letivos.Partes de uma caldeira 2. DAS CALDEIRAS – CONSIDERAÇÕES GERAIS Para este módulo do curso de formação de operadores de caldeira a carga horária mínima é de 08 (oito) horas e devem ser abordados os seguintes tópicos: 2.1 .5 . mas não em atividades profissionais.4 . Observe-se que operadores de caldeiras devem possuir pleno domínio sobre as grandezas e unidades de medida.2.2 .2.Caldeiras elétricas 2.Transferência de calor a temperatura constante 1.2.Vapor saturado e vapor superaquecido 1. temperatura e saturação de vapor no aspirante a operador de caldeira em apenas 4 horas? Simples noções destes conceitos capacitam qualquer pessoa que vá usar vapor em atividades domésticas.2.Queimadores 29 .7 .3 .Tipos de caldeiras e suas utilizações 2.2. calor.4 .2.5 .Caldeiras a combustíveis líquidos 2.2. como transferir tal conhecimento e desenvolver a habilidade de lidar com elementos de pressão. uma vez que é o conhecimento necessário para intervensões rápidas na operação de caldeiras.

DA OPERAÇÃO DE CALDEIRAS Para este módulo do curso de formação de operadores de caldeira a carga horária mínima é de 12 (doze) horas e devem ser abordados os seguintes tópicos: 3.de pressão 3.5 .1 .Instrumentos e dispositivos de controle de caldeiras 2.de temperatura 3. de modo a desenvolver comunicação eficaz com outros profissionais envolvidos com equipamentos de geração de vapor.Válvulas e tubulações 2. uma vez que não deseja-se formar projetistas ou mecânicos de manutenção de caldeiras.1 .2 .4 .Dispositivos de segurança 2.3 . causas e providências 3. É realmente importante que o aspirante a operador de caldeira conheça todas as partes do equipamento e saiba como elas funcionam.2.Falhas de operação.3.6 .2.7 .3 .4 .Partida e parada 3.2 .3.do nível de água 3.Sistema de controle de nível 2.3 .2.Roteiro de vistoria diária 30 .5 .8 .3.3 .1 .3.4 .2.2.3.Tiragem de fumaça A carga horária deste módulo apresenta-se adequada.3.de poluentes 3.2 .2.3.Dispositivo de alimentação 2.Visor de nível 2.Dispositivos auxiliares 2.3.de fornecimento de energia 3.Regulagem e controle 3.Indicadores de pressão 2.

escrito em lingua portuguesa. c) Procedimentos para situações de emrgência. saúde e de preservação do meio ambiente.1 da Norma Regulamentadora 13 estabelece que toda caldeira deve possuir Manual de Operação atualizado.3.3. como boa parte das empresas não possuem os procedimentos de operação das caldeiras. Ora. temos a disseminação de conhecimentos aquém do necessário aos operadores de caldeiras.5 .1 .Impurezas da água e suas conseqüências 31 . no mínimo: a) Procedimentos de partidas e paradas. ou ainda. Sendo assim.4. não disponibilizam o material para a execução dos treinamentos para manter em sigilo suas técnicas. O item 13. DO TRATAMENTO DE ÁGUA E MANUTENÇÃO DE CALDEIRAS Para este módulo do curso de formação de operadores de caldeira a carga horária mínima é de 8 (oito) horas e devem ser abordados os seguintes tópicos: 4. b) Procedimentos e parâmetros operacionais de rotina. d) Procedimentos gerais de segurança.6 . qual treinamento terá eficácia comprovada se o aspirante a operador de caldeiras receberá estes conhecimentos a partir de uma máquina genérica selecionada pelo instrutor a seu próprio critério? Como vimos no primeiro capítulo desta monografia.Operação de um sistema de várias caldeiras 3. o treinamento terá efeito a partir do momento que o aspirante a operador de caldeiras adquirir e reter a informação específica ficando este condicionado a utilizá-la em sua vivência laboral.Procedimentos em situações de emergência Este é um dos itens críticos nos treinamentos oferecidos aos aspirantes a operador de caldeiras. em local de fácil acesso aos operadores contendo.

O fluido em questão é responsável pela longevidade do equipamento. quando não terceirizam o setor de tratamento das águas. DA PREVENÇÃO CONTRA EXPLOSÕES E OUTROS RISCOS Para este módulo do curso de formação de operadores de caldeira a carga horária mínima é de 4 (quatro) horas e devem ser abordados os seguintes tópicos: 5.2 . com toda certeza! Mas daí a analisar e fazer os tratamentos químicos necessários nesta água para posteriormente submetê-la aos cíclos do vapor cabem ao Engenheiro Químico. Não distante desta afirmação. Porém há um equívoco na escolha do profissional habilitado selecionado em passar as informações precisas da qualidade da água.Manutenção de caldeiras Este módulo pode ser tratado como um dos mais importantes do curso de formação de operadores de caldeira. pode-se observar que as empresas que possuem caldeiras normalmente contratam consultorias para tratar a água antes do uso nas caldeiras.3 . incrustações e outras anomalias de grande importância.2 . Realmente a seleção de um profissional habilitado que tenha esta especialização torna o conteúdo do módulo mais rico. mas o Engenheiro Mecânico não é especialista em equipamentos de tratamento de vapor? Sim. uma vez que 32 . que o faz com muita propriedade.Riscos gerais de acidentes e riscos à saúde 5.Tratamento de água 4.Riscos de explosão Este módulo trata de assuntos relacionados à especialização de Engenharia de Segurança do Trabalho.1 .4. Oras. evitando corrosões.

Conhecer não somente as normas regulamentadoras. DA LEGISLAÇÃO E NORMALIZAÇÃO Para este módulo do curso de formação de operadores de caldeira a carga horária mínima é de 4 (quatro) horas e devem ser abordados os seguintes tópicos: 6.3. ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL HABILITADO O profissional habilitado a conduzir os trabalhos envolvendo caldeiras é citado pelo item 13.compreende os aspectos construtivos do equipamento. Quanto a compreensão de quem é o 33 . inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão e tubulações. contendo o seguinte texto: “Para efeito desta NR. em conformidade com a regulamentação profissional vigente no País”. portanto. Este conhecimento torna o operador de caldeiras mais cauteloso. acompanhamento de operação e manutenção. considera-se Profissional Habilitado (PH) aquele que tem competência legal para o exercício da profissão de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construção.Norma Regulamentadora 13 Este módulo tem sua importância sob o ponto de vista de conscientização dos aspirantes a operador de caldeiras. quando visto sob a ótica de réu em processos de ordem civil e criminal. mas também os aspectos legais de acidentes ocasionados por má operação do equipamento é o tipo de informação necessária para o trabalhador.Normas Regulamentadoras 6. inclusive quando começa a apresentar insatisfação com o emprego ou com o empregador.2 . é capaz de dimensionar os requisitos de segurança necessários para uma operação segura.1 .2 da Norma Regulamentadora 13. a utilização do vapor no meio industrial e. O Manual Técnico de Caldeiras e Vasos de Pressão foi elaborado pelo Ministério do Trabalho em 2006 para ajudar as partes envolvidas na operação de caldeiras a interpretar a Norma Regulamentadora 13.

569/33 que tenham cursado as disciplinas de “Termodinâmica e suas Aplicações” e “Transferência de Calor” ou equivalentes com denominações distintas. Conforme estabelecido pelo CONFEA/CREA. a responsabilidade e a assinatura pelos serviços especializados será sempre do PH. sendo eles: 1. O PH pode ser consultor autônomo. mas não sabe quais cursos estão disponíveis na praça e quais são adequados e de boa qualidade. indicando responsável técnico legalmente habilitado. Por Exemplo: O proprietário necessita fornecer o curso de segurança para os operadores. Entretanto. 3. A Habilitação referenciada nos § 2º. relatórios e pareceres somente terão valor legal quando assinados por PH. O registro nos conselhos regionais de profissionais é a única comprovação necessária a ser exigida do PH. são entidades independentes. eletrônica. Na elaboração da NR-13. empregado de empresa prestadora de serviço ou empregado da empresa proprietária do equipamento. 9. que estude suas habilidades para inspeção de caldeiras e vasos de pressão. responsabilizando-se por elas. do CONFEA. técnico especializado. 4. em algumas situações. 34 . 5. e acompanhamento de operação e manutenção devem de ser exercidas por engenheiros dotados das respectivas atribuições (em construção civil. 4º e 5º é a requerida ao PH para os serviços de inspeção. O PH. pode delegar a execução de uma determinada atividade para um preposto. Engenheiros de outras modalidades não citadas anteriormente devem requerer ao respectivo conselho regional. no exercício das atividades descritas no item 13. 28 do Decreto Federal nº 23.2. O PH tomará essas decisões. da competência e esclarecimento de dúvidas referentes à regulamentação profissional. não possuem mais validade. disponibiliza orientação contendo 12 (doze) itens orientativos. O art. caso haja interesse pessoal. 11.1. química. 6. de 29 de junho de 1973.Profissional Habilitado para conduzir os trabalhos envolvendo caldeiras. em função de seu currículo escolar. a decisão Normativa nº 29/88 do CONFEA e a decisão Normativa nº 45/92 do CONFEA estabelecem como habilitados os profissionais da área de Engenharia Mecânica e de Engenharia Naval bem como os engenheiros civis com atribuições do art.2. De acordo com o item 13. 2. A Resolução nº 218. as atividades de projeto de construção. e assim por diante). independentemente do número de anos transcorridos desde sua formatura. 10. Os comprovantes de inscrição emitidos anteriormente para esse fim pelas DRT/MTE. Laudos. previa-se que o PH atuasse como a referência técnica para o proprietário da caldeira. Arquitetura e Agronomia (CONFEA) e o Conselho Federal de Química (CFQ) são responsáveis pela definição. às empresas prestadoras de serviço que se propõem a executar as atividades prescritas neste subitem são obrigadas a se registrar no respectivo conselho regional.1. 12. Atualmente. Quase sempre o proprietário carece de conhecimentos técnicos necessários para as tomadas de decisão necessárias à segurança da caldeira. 188 da CLT foi escrito quando os conselhos profissionais faziam parte da estrutura do MTE. 8. tais como o Conselho Federal de Engenharia. nas suas respectivas áreas. Conselhos federais. O PH poderá avaliar a qualidade dos cursos oferecidos com muito mais facilidade que o proprietário da caldeira. 7.

como profissionais habilitados para conduzir trabalhos envolvendo caldeiras. Naquele momento foi apresentada defesa de que o Engenheiro Químico possui maior propriedade para dissertar sobre a qualidade da água e seus tratamentos. que envolve o tratamento da água utilizada nas caldeiras. apresentando motivos para revisar a redação do Anexo I da Norma Regulamentadora 13. UM BREVE RELATO SOBRE O PROFISSIONAL HABILITADO E O CURRÍCULO DO CURSO DE FORMAÇÃO DE OPERADORES DE CALDEIRAS Com a apresentação feita neste capítulo tenta-se tornar óbvio que o profissional habilitado mais indicado para trabalhos envolvendo caldeiras é o Engenheiro Mecânico e o Engenheiro Naval. Outro aspecto é apontar no texto da norma de forma mais clara sobre a necessidade de treinar os aspirantes a operador de caldeiras sobre os manuais dos próprios equipamentos. Engenheiro Naval e. tal afirmação reforça a citação feita sobre o item do currículo do curso de formação de operadores de caldeira. na aplicação do módulo envolvendo o aprendizado de grandezas e unidades de medidas. em alguns casos específicos. A revisão proposta tende a chamar a atenção do Ministério do Trabalho de que existe a necessidade de uma tratativa diferenciada e com carga horária ampliada. o Engenheiro Civil. Porém tenta-se ressaltar que existem deficiências graves no treinamento envolvendo alguns módulos. apesar de conhecido o Engenheiro Mecânico. o item 1 do Manual Técnico de Caldeiras apresenta a possibilidade de consulta da regulamentação profissional ao Conselho Regional de Química. 35 . Ora.Nota-se que. cabendo a sua reconstituição – quando cabível – antes de efetuar o treinamento.

36 . na inviabilidade de unir estes três profissionais. o instrutor deve respaldar-se em materiais técnicos disponibilizados pela FUNDACENTRO.Também é cabível citar a presença de profissionais da área química e de segurança do trabalho nos módulos pertinentes. Pode-se sugerir que. como forma de nivelar o conhecimento em nível nacional.

37 . 2 e 3. bem como a intervenção de agentes externos para melhorar os indicadores de acidentes do trabalho envolvendo caldeiras.CAPÍTULO 4 Este capítulo irá confrontar o resultado dos estudos apresentados nos capítulos 1. a fim de afirmar sobre a eficácia dos treinamentos sob as diferentes óticas observadas.

Por fim falou-se sobre o currículo do curso de segurança para operadores de caldeiras e sobre Regulamentadora 13. 38 . O resultado deste estudo possibilitou compreender que desde o início da Era Industrial até os tempos atuais o empresário. Ora. quanto na indicação do profissional habilitado conforme a etapa do curso ministrado. capítulo estabelecidos apresentou-se os pela Norma argumentos que respaldavam a necessidade de melhorias tanto no currículo. antes mesmo de iniciar as suas atividades laborais em uma empresa. A segunda vertente foi compreender o comportamento do empresário – e empregador – quanto à execução dos treinamentos. se capacitar o funcionário é algo de tamanha importância porque não fazê-lo? Mais uma vez foram apresentados elementos que explicassem o posicionamento do empresário sobre investir no processo de capacitação em sua empresa. A primeira vertente tentou elucidar o leitor sobre as teorias que defendem o treinamento como um elemento fundamental para o trabalhador. o profissional Neste habilitado. A proposta ficou estruturada em compreender três vertentes descritas em cada um dos capítulos. mantêm seu foco nas atividades às pessoas.O autor desta monografia buscou elementos teóricos que pudessem respaldar a sua proposta que propõe avaliar a eficácia do treinamento para operador de caldeiras na prevenção de acidentes no trabalho. Os especialistas tem combatido a desmotivação dos empresários. por concepção. Um elemento que figura nesta etapa do estudo é o comportamento da mão-de-obra nacional em relação às pequenas e médias empresas. A desqualificação da mão-deobra disponível e a alta rotatividade se apresentam como motivos adicionais para desmotivar o empresário a fornecer os treinamentos de capacitação. tentando mostrar-lhes que esta característica da mão-de-obra moderna é uma condição nacional e que este deve manter o foco em buscar melhorias para seu empreendimento.

Através desta amostragem pode-se compreender o comportamento de um universo de empresas muito grande. ELEMENTOS DA PESQUISA Para realizar uma pesquisa com dados relevantes ao estudo. da estrutura dos treinamentos e da abordagem dada ao currículo estabelecido pela NR-13.Baseado em resultados de uma pesquisa qualitativa realizada junto a empresas de consultoria e treinamento em NR-13. por sua vez possui maior qualidade das informações. que também são seus clientes. apesar de apresentar menor quantidade de dados. valendo-se dos conhecimentos e do relacionamento estabelecido por algumas empresas de consultoria juntamente aos proprietários de caldeiras. O tipo de pesquisa selecionada é a qualitativa. foi elaborado um questionário a ser preenchido em entrevista com os proprietários dos escritórios de consultoria. podendo esta 39 . uma vez que seria necessário conhecer uma fração grande do universo de empresas que possuem caldeiras em seus processos produtivos. Portanto. Sendo assim dá-se o prosseguimento desta monografia demonstrando as etapas vencidas para possibilitar a tão desejada conclusão. pode-se obter um levantamento de dados que. Descartou-se a execução de uma pesquisa quantitativa por tornar-se inviável a coleta de dados em grande volume. JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA DO TIPO DE PESQUISA Neste momento da monografia apresenta-se os dados sobre o comportamento do empresário e dos empregados. O objetivo foi obter os dados já disponíveis na consultoria. Mesmo que conhecendo esse grupo de empresas o processo de entrevista para a coleta de dados seria muito demorado. buscaremos as informações necessárias para compreender qual é a condição ideal para que o treinamento dos operadores de caldeira seja realmente eficáz.

Os tópicos de questionamento são os descritos a seguir.A b) Quantidade de Funcionários: _________ c) Turnos de trabalho da caldeira: [ ]1 [ ]2 [ ]3 d) Operadores de Caldeira formados: ________ e) Total de acidentes do trabalho em caldeiras: ________ SOBRE OS TREINANDOS Para conhecer as características dos funcionários da empresa envolvidos na operação da caldeira são realizados os seguintes questionamentos: a) Quantidade de Operadores de Caldeira Não-Formados: _________ b) Quantidade por Grau de Escolaridade: [ ] Primário Incompleto [ ] Médio Completo [ ] Primário Completo [ ] Superior Incompleto [ ] Médio Incompleto [ ] Superior Completo c) Quantidade de Operadores de Caldeira Formados: _________ d) Quantidade por Grau de Escolaridade: [ ] Primário Incompleto [ ] Médio Completo [ ] Primário Completo [ ] Superior Incompleto [ ] Médio Incompleto [ ] Superior Completo e) Cargo ocupado na empresa (que consta no registro do funcionário) [ ] Mecânico de Manutenção/Predial [ ] Eletricista de Manutenção/Predial [ ] Encarregado de Manutenção [ ] Operador de Caldeira [ ] Outros: ________________________________ 40 .realizar uma consulta ao seu cliente quando da falta das informações complementares. SOBRE O EMPRESÁRIO Para conhecer as características do empresário são realizados os seguintes questionamentos: a) Tipo de Empresa: [ ] EIRELI / ME / EPP [ ] Ltda [ ] S.

são realizados os seguintes questionamentos: a) Porque a empresa resolveu fazer o treinamento: _______________________ b) O que a empresa espera após a execução do treinamento: _____________ SOBRE O CURRÍCULO E SOBRE O PROFISSIONAL HABILITADO Para compreender qualificar o profissional que ministra os treinamentos. e consequentemente para podermos avaliar a eficácia do treinamento. sem apresentação de motivos justificados. para que fosse possível obter dados para concluir esta monografia. Porém a solicitação para participação nesta pesquisa não foi atendida.SOBRE A ABORDAGEM DO TREINAMENTO Para compreender os objetivos do treinamento. O perfil da empresa que este grupo pertence possui características prevencionistas e de valorização do conhecimento de seus colaboradores. cujo foco foi a formação de operadores de caldeira em um grupo de 06 (seis) treinandos sob sua supervisão. que participassem desta pesquisa para complementação desta monografia. Portanto. o autor aplicou a pesquisa em uma empresa localizada na cidade de São Bernardo do Campo. são realizados os seguintes questionamentos: a) Qual a formação do PH: _______________________ a. qual experiência e formação do instrutor: _____________________ c) Qual é a experiência do PH com caldeiras: ______________________________ d) Qual é a referência teórica utilizada para elaborar o conteúdo do treinamento?: __ e) O que o PH espera que os treinandos saibam após a execução do treinamento: _ EXECUÇÃO DA PESQUISA Foi solicitado a 02 (duas) empresas de consultoria especializadas em treinamentos em SEGURANÇA DO TRABALHO.1) Possui especialização: _______________________ b) É o próprio PH que ministra os treinamentos?: [ ] SIM [ ] NÃO b1) Caso NÃO. 41 . na qual executou um treinamento no período compreendido entre 21/07/2014 e 25/07/2014.

A nova consideração adotada a partir do perfil prevencionista da empresa foi constatar que a aplicação de treinamento associado a difusão de uma cultura laborativa segura são eficázes para redução dos acidentes do trabalho com caldeiras. ou não. O entrevistado foi o engenheiro responsável pelo setor de manutenção predial desta empresa. porém com mudança do foco. do treinamento como forma de prevenção de acidentes.A b) Quantidade de Funcionários: 4. podendo estas estarem extrapoladas . Esta forma de encarar o treinamento de formação de operadores de caldeira como forma de prevenção de acidentes do trabalho elenca as melhores práticas prevencionistas. A empresa está localizada na cidade de São Bernardo do Campo (SP). Mas ainda considerando a existencia de exageros nas atividades prevencionistas. pode-se constatar a eficácia.000 c) Turnos de trabalho da caldeira: [ ] 1 [ ] 2 [X] 3 d) Operadores de Caldeira formados: 11 e) Total de acidentes do trabalho em caldeiras: 0 SOBRE OS TREINANDOS Para conhecer as características dos funcionários da empresa envolvidos na operação da caldeira são realizados os seguintes questionamentos: a) Quantidade de Operadores de Caldeira Não-Formados: 07 b) Quantidade por Grau de Escolaridade: [ ] Primário Incompleto [ ] Nível Técnico [ ] Primário Completo [05] Superior Incompleto [ ] Médio Incompleto [01] Superior Completo [ ] Médio Completo 42 .Portanto a pesquisa em questão foi realizada.gerando custos mais altos que os necessários. Os itens relatados por ele são demonstrados a seguir: SOBRE O EMPRESÁRIO Para conhecer as características do empresário são realizados os seguintes questionamentos: a) Tipo de Empresa: [ ] EIRELI / ME / EPP [ ] Ltda [X] S.

c) Quantidade de Operadores de Caldeira Formados: 11 d) Quantidade por Grau de Escolaridade: [ ] Primário Incompleto [04] Nível Técnico [ ] Primário Completo [05] Superior Incompleto [ ] Médio Incompleto [02] Superior Completo [ ] Médio Completo e) Cargo ocupado na empresa (que consta no registro do funcionário) [ ] Mecânico de Manutenção/Predial [ ] Eletricista de Manutenção/Predial [ ] Encarregado de Manutenção [ ] Operador de Caldeira [12] Outros: Técnico de Manutenção [02] Outros: Analista de Manutenção [01] Outros: Engenheiro de Manutenção [03] Outros: Auxiliar de Manutenção [ ] Outros: ________________________________ SOBRE A ABORDAGEM DO TREINAMENTO Para compreender os objetivos do treinamento. 43 . e consequentemente para podermos avaliar a eficácia do treinamento. são realizados os seguintes questionamentos: a) Porque a empresa resolveu fazer o treinamento: ATENDIMENTO DE LEGISLAÇÃO E APRIMORAMENTO DE CONHECIMENTO. b) O que a empresa espera após a execução do treinamento: CAPACIDADE DE RESOLVER PROBLEMAS TÉCNICOS COTIDIANOS E FAZER CUMPRIR OS REQUISITOS DA LEI.

Porém em momento algum desta monografia fundamentou-se a percepção das melhorias reais propostas exclusivamente pela aplicação de tais treinamentos por qualquer pesquisador. De certo existe uma fundamentação técnica para o estabelecimento dos critérios do currículo dos treinamentos. TRAB. CONCLUSÃO FINAL SOBRE A EFICÁCIA DO TREINAMENTO PARA OPERADOR DE CALDEIRAS Em todas as argumentações apresentadas na monografia presente fica claro o consenso sobre a realização de treinamentos nos funcionários antes do exercício das atividades laborais. associação de empresas ou entidades de classe. e) O que o PH espera que os treinandos saibam após a execução do treinamento: CONSIGAM LIDAR COM VELOCIDADE COM PRESSÃO. TEMPERATURA E VAPOR PARA PRESERVAREM O EQUIPAMENTO E A SEGURANÇA DOS COLABORADORES. são realizados os seguintes questionamentos: a) Qual a formação do PH: ENGENHEIRO DE PRODUÇÃO. carga horária e profissional habilitado. APOSTILA SILVA TELLES. qual experiência e formação do instrutor: _____________________ c) Qual é a experiência do PH com caldeiras: REFORMA E MANUTENÇÃO DE CALDEIRAS d) Qual é a referência teórica utilizada para elaborar o conteúdo do treinamento?: NORMA REGULAMENTADORA 13. Cabe a discussão apenas em como realizá-lo de forma eficáz mediante alta rotatividade da mão-de-obra nas empresas.SOBRE O CURRÍCULO E SOBRE O PROFISSIONAL HABILITADO Para compreender qualificar o profissional que ministra os treinamentos. SEG. 44 .1) Possui especialização: PÓS-GRADUAÇÃO LATU SENSUS EM ENG. MECÂNICO a. ASME SEÇÃO I. APOSTILA SENAI. b) É o próprio PH que ministra os treinamentos?: [X] SIM [ ] NÃO b1) Caso NÃO.

b) Em decorrência da maior qualificação dos profissionais envolvidos. d) É possível notar que a qualificação do profissional tão importante quanto a capacitação destes mesmos funcionários. melhor é o desempenho em suas atividades. baseando-se nos dados práticos da pesquisa foi possível realizar algumas constatações que levam o autor desta monografia a concluir que: a) Quanto maior a qualificação dos profissionais envolvidos na operação das caldeiras. f) O grupo de profissionais pertencentes a esta empresa não interessa-se na mudança de emprego. Através dela é possível eliminar os riscos oriundos do ATO INSEGURO. e) O modelo empresarial recria o conceito sobre a gestão de recursos humanos. Por vezes o conteúdo apresentado pode passar por uma simples reciclagem do conhecimento destes profissionais ou uma nova forma de enxergar o assunto.Por fim. Trata-se de profissionais que conhecem tecnicamente o assunto. o responsável pelo treinamento de capacitação deve enriquecer o conteúdo teórico e prático de sua apresentação. Faz-nos compreender que existe o interesse em pertencer a este grupo de empregados 45 . Não há ocorrência de acidentes nesta empresa envolvendo caldeiras. alterando o padrão de manter o foco na atividade para um novo padrão com foco nas pessoas para obter ganho em produtividade. c) A qualificação dos profissionais possibilita o entendimento da coexistência das atividades operacionais. Suas intevenções são baseadas mais na teoria do que na possibilidade de erro e acerto. Suas ações são mais rápidas e suas intervenções requerem menos retrabalho. mesmo trabalhando em jornada de turnos. A empresa analisada pertence ao segmento automotivo e apresenta ao mercado produto com excelência de qualidade na linha de caminhões pesados. técnicas e de segurança quando tratada a operação da caldeira.

Outra constatação é realizar a manutenção do conhecimento dos profissionais da empresa. além de possibilitar a redução dos riscos ocupacionais. sempre entrevistando e avaliando o conteúdo dos treinamentos de forma a obter constante atualização e melhoria de performance dos trabalhadores. 46 . O treinamento realizado de um modo muito simples e sussinto não é capaz de otimizar os processos e as intervenções profissionais. Portanto. Esta mudança servirá como um meio de retenção de mão-de-obra.pelas condições de trabalho. esta vivência na empresa estudada possibilitou evidenciar a necessidade de mudança do posicionamento do empreendedor quanto a investir na capacitação de sua equipe. ganho de produtividade e melhoria na qualidade do produto final. pelo plano de carreira e pela percepção de investimento nas pessoas.

Acesso em 24 jun. a vida nas fábricas. Capacitação no franchising: a importância do treinamento no sucesso da franquia. Disponível em < http://revistapegn.br/dspace/bitstream/handle/1884/34387/SILVIO%20EDUARD O%20DIAS%20DA%20SILVA. 2014. Importância do treinamento em segurança e saúde do trabalho para o trabalhador portuário. Alan. Acesso em 24 jun. origem dos sindicatos e principais invenções técnicas. Maria Cristina. 22p.c3sl. Disponível em < http://www.com. SEBRAE NACIONAL.html>. ROQUE. 30 de abril de 2014.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. FRANCO.pdf?sequence=1>. Revista Pequenas Empresas. 14:00. passagem da manufatura para a maquinofatura. 2014. Grandes Negócios. 2014. pioneirismo inglês. 08:35.História da revolução industrial.com.sebraesp. 47 . Da SILVA. Disponível em < http://dspace.COM.suapesquisa. Norma Regulamentadora 13. invenções de máquinas. 2014. 14:48. 15:09.com/Colunistas/Maria-CristinaFranco/noticia/2013/09/importancia-de-capacitar-os-profissionais-dasfranquias. Silvio Eduardo Dias. Acesso em 24 jun. Brasil.br/capacitacao-no- franchising-a-importancia-do-treinamento-no-sucesso-da-franquia/>. A importância de capacitar os profissionais das franquias.globo. Disponível < http://www. Acesso em 24 jun. MPEs em números.ufpr.php/234-uncategorised/institucional/pesquisas-sobre-micro-epequenas-empresas-paulistas/micro-e-pequenas-empresas-em-numeros>.br/index. 2014.com/industrial/>. 14:31. Disponível em <http://www. Revolução industrial . Acesso em 25 jun. Portal SUA PESQUISA.guiadofranchising.

planalto.asp?idEmenta=266>.org. de 29 jun 1973. Presidência da República.br/ementas/visualiza. CONSTITUIÇÃO FEDERAL.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452. Resolução nº 218. 2014. Consolidação das Leis do Trabalho. Disponível em < normativos. 48 . Acesso em 25 jun. Disponível em < www. Presidência da República.htm>.Do BRASIL.gov. Do BRASIL. CONFEA. Disponível em < www. Acesso em 25 jun.gov. Acesso em 25 jun. 2014. 09:23.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.planalto. 08:57. 2014. 08:50.htm>.confea.