Cabeamento e Infraestrutura de Redes

Sérgio Luiz Miranda da Silva
Graduado em Redes de Computadores pela UniCarioca no Rio de Janeiro, Especialização em
Análise de Sistemas pela FESP, com Certificações em Infra-estrutura e Telecomunicações pela
ORTRONICS, BICSI e TELEMAR.
Professor do Sistema FIRJAN/SENAI em Telecomunicações, Redes e Informática, Consultor de
Telecomunicações Corporativas, especialista em Redes e Infra-estrutura para convergência. Sua
experiência em Telecomunicações foi adquirida coordenando equipes em BANCOS,
EMPREITEIRAS, OPERADORAS DE TELECOMUNICAÇÕES e INTERENT DATA
CENTERS.
slms.br@uol.com.br
Duração estimada: 15 minutos
Publicado em: 31/01/2005

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Introdução
Este trabalho tem como objetivo principal compartilhar as experiências profissionais em projetos
relacionados a Infra-estrutura de Redes de Computadores e Voz, comentando as normas aplicáveis
e sugerindo procedimentos saudáveis a boa utilização dos recursos de TI empregados em infraestrutura e não tem a pretensão de ser apresentado como um curso de Cabeamento de redes.
Vimos encontrando uma boa concorrência entre as Empreiteiras de Infra-estrutura, porém é sabido
que se utilizando das normas existentes, pouca diferença podemos encontrar nos serviços
propostos, desta forma o maior diferencial encontrado hoje em dia é o fator atendimento,
obediência as normas aplicáveis, garantia estendida (em geral dada por Fabricantes) e o
cumprimento de prazos e preços acordados (planejamento).
Em geral, as empresas não "gostam" de investir em obras de infra-estrutura, a maioria dos recursos
disponibilizados em TI não contemplam a parte de cabeamento. Ledo engano, pois já está mais do
que provado técnico e economicamente que infra-estrutura de redes (cabeamento) é o MENOR
peso do investimento e em contra partida o MAIOR funil de defeitos de uma rede de
Telecomunicações.
Hoje, entretanto temos percebido um aumento do percentual de verba disponibilizadas pelos
CEO's para reestruturação de redes no que se refere a cabeamento e infra-estrutura, desta forma, a
melhor escolha ainda é a otimização dos recursos investidos, aplicando-se as normas adotadas
internacionalmente, tais como ANSI/TIA/EIA 568 B / ANSI/TIA/EIA 569 / ANSI/TIA/EIA 606 /
ANSI/TIA/EIA 607, já que ainda não temos efetivamente uma norma Brasileira que atenda a todas
as características necessárias para a implantação de um projeto físico e lógico na área de redes.
Sugiro ainda que sejam aplicados profissionais especializados para tratamento de cada evento do
projeto, como Civil, lógica e elétrica.

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Shaft ou DG) ou de um PABX.br 3 . são realizadas facilmente através de jumpers com Patch cords. todo o cabeamento a ser utilizado deve ser Cat5e ou superior com terminações em conector modular de 8 vias do tipo 8P8C. Os pontos de dados (ou seja. com uma capacidade de transmissão para atingir ou ser superior a 1 Gbit/s. Uma vez que o referido rack deve concentrar todos os pontos que estão distribuídos no escritório e nas salas de equipamento. vinda diretamente dos pontos do escritório / sala de equipamentos. vamos considerar em projetos de cabeamento. O rack de rede corporativa deve comportar o SERVIDOR da LAN. poderão ser necessárias readequações de cabos dentro dos ambientes corporativos. devem ser distribuídos a partir de um SWITCH.Premissas para instalação em redes corporativas Introdução Neste documento veremos os conceitos para estabelecer as premissas necessárias para a elaboração de projetos e implantação de redes de cabeamento estruturado para prédios comerciais e tomou como base as normas relacionadas a ANSI/TIA/EIA 568-B / 569 A / 606 e 607. devemos assumir que todos os pontos são passíveis de trafegar dados para a rede de dados. neste ponto. qualquer manobra necessária será realizada a partir deste Patch panela. A filosofia na qual está baseada este sistema pressupõe que o mesmo terá flexibilidade suficiente para que sejam instalados ou remanejados pontos dentro do ambiente sem que haja necessidade de passagem de cabos adicionais. uma especificação tecnológica que contemple no mínimo 10 (Dez) anos sem sofrer alterações em infra-estrutura. Os pontos cabeados até um Patch panela (painel de conexões) dentro do rack da rede corporativa. Assim. os ROTEADORES/SWITCHES necessários e o sistema de TELEFONIA. estarão concentrados nos Patch panelas horizontais (malha de cabeamento horizontal).com. também podem ser gerenciados os sistemas de Rede de acesso ( WAN ) e gerência de energia ( no-breack). da LAN ). Este SWITCH deve estar conectado ao SERVIDOR e este por sua vez a rede corporativa. Assim. Premissas Baseando-se nas normas ANSI/TIA/EIA e OSI. porém em alguns casos onde o escopo não for uma rede estruturada. Como não há uma definição da utilização de cada ponto de uma rede. Este Patch panel será chamado de Patch panel de voz. Adicionalmente. sejam eles provenientes da rua (provenientes da facilidade de entrada . instalado dentro do rack e fixada através de abas laterais.teleco. as manobras necessárias tanto para instalação de novos pontos quanto para substituição de outros. nos planos do bastidor padrão 19". www. Também devem estar terminados em Patch panel todos os cabos de telefonia.

www.br 4 .com.teleco.

quantidade.Os caminhos e espaços e o sub-sistema de cabeamento secundário. Administração do cabeamento. Aterramento. ou seja. Área de trabalho. medir ou julgar: Capacidade. O propósito dos códigos. Salas de telecomunicações. Daí veremos a importância de vincular as normas e padrões Internacionais as nossas realidades. que é o cabeamento horizontal (também conhecido como malha horizontal). Padrões são estabelecidos como a base para quantificar. Testes e certificações. extensão. temos que saber reconhecer o que é um código e o que é um padrão de fato. Códigos: Os códigos fazem parte dos códigos de eletricidade. Instalação de entrada (Facilidade de entrada). a infra-estrutura e o cabeamento utilizado para alimentar a malha de cabos que conecta as estações de trabalho (voz e dados). Esses sub-sistema prevê: • Pontos de telecomunicações • Cabos reconhecidos www. como ANSI/TIA/EIA 568 B / 569 A / 606 e 607.Conceitos basicos Ate para entender as Normas aplicadas em infra-estrutura de redes.br 5 .com. Vamos comentar cada uma dessas premissas. porém não asseguram o funcionamento perfeito do sistema. Salas de equipamentos. em geral. Padrões: O propósito de um padrão é assegurar um nível mínimo de desempenho. porém não darei enfase na parte elétrica (Aterramento). Sub-sistema de distribuição secundária Esse sub-sistema consiste em dois (2) elementos básicos . códigos contraincencdio e tantos outros códigos de segurança. comparar. As normas de para um sistema de cabeamento de redes. valor. pois essa área deverá ser tratada por profissionais da área de eletrotécnica. é proteger as pessoas e propriedades de perigos e assegurar a qualidade de uma construção. qualidade e etc.teleco. conteúdo. definem as seguintes premissas: • • • • • • • • • Sub-sistema de distribuição secundária. Sub-sistema de distribuição primária. códigos de edifícios.

9 mm a 11 mm Categoria / desempenho Definição Categoria 3 Até 16 Mhz Categoria 5 Até 100 Mhz Categoria 5e Até 100 Mhz Categoria 6 Até 250 Mhz Categoria 7 Até 600 Mhz Fibras ópticas LB mínima = 160 a 500 Mhz • • • • Conexões para transição de cabos.br 6 . Conectores reconhecidos. Jumpers ou cordões de manobra (ou Patch cords).8 mm ou 4. Conectores metálicos Conectores Ópticos 8P8C (RJ45) Conector SC / ST / FC / ESCON / FDDI / ST Duplex / SC Duplex * utilização de técnica de conectorização T-568-A e T-568-B Técnicas de conectorização de cabos de par-trançado metálico Técnica T-568 A Pino Cor Técnica T-568 B Pino Cor 1 Branco / Verde 1 Branco / Laranja 2 Verde 2 Laranja 3 Branco / Laranja 3 Branco / Verde 4 Azul 4 Azul www. Blocos de conexão cruzada (ou Patch panel).O monomodo ou STP 4-pares / 100 W 2.6 mm 7.Tipos de cabos reconhecidos Diâmetro típico UTP ou ScTP (FTP) 4-pares / 100 W 3.3 mm Cabos com multimodo 2 F.com.6 mm até 6.teleco.

teleco. chamados de Enlace e Canal.br 7 . • Enlace • Canal Sub-sistema de distribuição primária Esse sistema considera a parte que fornece uma conexão entre as salas de equipamentos / salas de telecomunicações e instalações de entrada.5 Branco / Azul 5 Branco / Azul 6 Laranja 6 Verde 7 Branco / Marrom 7 Branco / Marrom 8 Marrom 8 Marrom A norma também prevê uma sub-divisão do sub-sistema secundário. para distinguir sub-sistemas SEM ou COM cordões ou jumpers de manobra (Patch cords) para equipamentos.com. Um sistema primário normalmente fornece: www.

conduítes. • Salas de equipamentos: Áreas onde os sistemas de telecomunicações estão armazenados e conectados ao sistema de cabeamento.5/125 m m e 50/125 m m • Par trançado 100 W • Cabo coaxial 50/75 W (p/CFTV) (*) Topologia em estrela para cabeamento principal e secundário (backbone). como entre pisos/andares (backbone intra-edifício). • Conexões. canal de distribuição.teleco. • Instalações de entrada de serviços de telecomunicações: Uma área ou localização onde os cabos da planta externa entram em um edifício. • Salas de telecomunicações: Áreas ou localizações que contém equipamentos de telecomunicações para conectar o cabeamento secundário ao sistema primário. Área de trabalho As áreas de trabalho são aqueles espaços em uma edificação onde ficam os usuários finais e que interagem com os equipamentos de TI e Telecomunicações. em ambientes parecidos com um campus (backbone inter-edifícios).br 8 .• Conexões dentro de edifícios. Esse sub-sistema prevê: • Caminhos de cabos: Shaft. entre edifícios. penetrações no piso ou fendas. • Meios de transmissão: Os cabos reconhecidos são: • F. As áreas de trabalho contemplam: • • • • • • Telefones (STFC e VoIP) Modems Terminais Impressoras FAX Computadores www.com.O multimodo 62.

PABX.teleco.(*) Nas áreas de trabalho. No-breaks e etc. OBS. fornecendo o ponto de conexão entre os caminhos de distribuição primários e secundários. • É o ambiente que prove a operação dos equipamentos ativos. Salas de telecomunicações As salas de telecomunicações são geralmente considerados espaços reservados para atender determinado piso de um edifício. ao tamanho e a complexidade do equipamento envolvido.com. tais como: Servidores.a malha horizontal não pode passar de 90m) Necessidade dos ocupantes Serviço de telecomunicações utilizados Necessidades futuras (expansão) Sala de equipamentos É uma sala que tem a finalidade de fornecer espaço e de manter um ambiente operacional adequado para grandes equipamentos de comunicação e/ou computadores. Um projeto de uma sala de telecomunicações depende de: • • • • • Tamanho da edificação (considerar uma (1) sala para cada 1000m2 de piso útil atendido) Espaço de piso atendido (lembre-se .br 9 . Elas devem prover: • Contém terminações. interconexões e conexões cruzadas para cabos de distribuição de telecomunicações • Incluem o espaço de trabalho para o pessoal de telecomunicações • São constituídas e dispostas de acordo com requisitos rigorosos devido a natureza. a norma ANSI/TIA/EIA 568 B prevê a seguinte característica de instalação de tomadas de telecomunicações (outlets).: Sugere-se o seguinte padrão de ambiente para refrigeração para salas de equipamentos: • Temperatura = 18º a 24º C • Umidade relativa = 30 a 55 % • Dissipação de cabos = 750 até 5000 BTUs/h/gabinetes • Iluminação uniforme = 500 lux medido a 1m do chão www. ao custo. Mainframes.

• Atenuação: É a perda na potência / energia do sinal. • Comprimento: Determina o comprimento elétrico do cabo.br 10 . E esse resultado é usado como indicador da uniformidade da impediência do cabo. Comprimento = NVP x (atraso pela ida e volta) x C / 2 Onde: C = Velocidade da luz m/s NVP = Velocidade nominal de propagação.Instalação de entrada Esse ponto do sub-sistema deve prover: • Acesso aos provedores de serviço de telecomunicações • Distribuição do backbone (Intra-edifício e inter-edifícios) • Acesso a sistemas de automação predial • Acesso a sistemas de CFTV Sugere-se que toda distribuição e acesso a uma facilidade de entrada devem ser dual (duplicadas) para se obter redundância. melhor o desempenho do cabo. considera também a diferença entre o par mais rápido e o mais curto do cabo. • Propagation delay / delay skew (Atraso na propagação / desvio no atraso): É o atraso necessário para o sinal viajar pelo cabo. • NEXT (Near end crosstalk): A perda NEXT é uma medida de um acoplamento de sinal entre quaisquer dois (2) pares ao longo do comprimento de um cabo. um teste apropriado prove: • Maximizar a longevidade do sistema • Minimizar as paradas e manutenções • Facilita as atualizações do sistema e reconfigurações Os testes requeridos para cabos de cobre são: • Continuidade: Um teste de continuidade determina se os condutores individuais no cabeamento estão corretamente conectados. • Loop de resistência em CC: É a resistência do cabo condutor com a extremidade oposta ao cabeamento em teste. • Perda de retorno: É a relação da tensão refletida e a tensão incidente. quanto menor a perda em dB. Testes e Certificações O procedimento de teste é fator crítico para assegurar a integridade completa e satisfatória de desempenho do sistema de cabeamento. Para a atenuação. www. pelo método de reflexão no domínio do tempo (TDR). expressada como uma fração da velocidade da luz.teleco. enquanto o sinal viaja no cabo. calcula o tempo que um pulso leva para ir até o final e voltar (demora pela ida e volta).com. medida na extremidade próxima. ou seja.

vamos nos ater somente ao código de cores para identificação da infra-estrutura e algumas sugestões dobre controle. de um sinal atenuado sobre um par medido na extremidade mais distante.teleco. Porém é um processo muito complexo. Administração do cabeamento Um sistema de administração efetivo em telecomunicações e TI é crucial para uma operação eficiente e manutenção da infra-estrutura e equipamentos em uma rede.O em geral. desta forma. • Testes de ruído: Ruído externo pode contribuir para a degradação do desempenho sobre qualquer sistema de transmissão (com a exceção da F. As propriedades físicas das emendas de F. tais como: CFTV e CATV . com uma única via de transmissão e requisitam os seguintes testes: • • • • • Loop Impedancia Comprimento Atenuação Ruído Os testes requeridos para cabos de F.com. conectores. • ACR (Attenuation to crosstalk ratio): É a diferença calculada entre a atenuação e as medidas de crosstalk para o cabo de par trançado. adaptadores e switches contribuem para a atenuação total do sistema. www.O). • Teste de comprimento: O comprimento da F.O são: • Atenuação: É a perda de potência óptica medida em dB.br 11 . 50 ou 75 W .• ELFEXT (Equal level far-end crosstalk): É a relação expressa em dB. • Largura de banda óptica: É a medida da capacidade de transporte de informação no sistema de cabeamento e é dependente da qualidade e do comprimento da fibra. O cabo coaxial é um meio de baixa impedancia.O. é medido através de um OTDR (Optical time domain reflectometer). Os testes requeridos para cabos coaxiais são: • O cabeamento coaxial é usado em aplicações BROADBAND (banda larga).

. tais como: • Terra para equipamentos de CA • Condutor de vinculação • Condutor de eletrodo de aterramento • Sistema primário de vinculação para telecomunicações • Condutor de vinculação interconectando o sistema primário de vinculação para telecomunicações • Barramento de aterramento para telecomunicações • Barramento principal de aterramento de telecomunicações Obs.. pois qualquer distúrbio nesses tipo de instalação além de danificar equipamentos e instalações. segurança e etc. é em relação a tubulações metálicas de descida de cabeamento de antenas por exemplo. LAN. A norma ANSI/TIA/EIA 607 sugere alguns segmentos que devem ser descritos em uma infraestrutura.: Não se esquecendo que todo esse aterramento de telecomunicações deve ser vinculado ao aterramento do edifico para não dar diferença de potencial.br 12 . alarmes. MUX entre outros.) Branco Backbone (Primeiro nível) Cinza Backbone (Segundo nível) Azul Cabo secundário (HC) Marrom Backbone (Inter-edifícios) Amarelo Miscelâneas (Auxiliares.. Outro detalhe importante que deve ser lembrado no projeto. www.com.teleco.. assim como eletrocalhas em ambientes de distribuição de malha de piso. colocam em risco a vido dos ocupantes da instalação. que devem ser aterrados sempre.) Vermelho (Pontos reserva (também telefônicos chaveados (KS) usado em sistemas Aterramento e vinculações ao terra A parte de Aterramento e vinculação ao terra deve ser realizada por profissionais capacitados tecnicamente no segmento eletrotécnico.Código de cores (Norma ANSI/TIA/EIA 606) COR Ambiente que identifica Laranja Ponto de demarcação (terminação do escritório central e facilidades de entrada) Verde Conexão de rede (equipamentos de rede e auxiliares) Violeta Equipamentos comuns (PABX.

a operação a taxas de transmissão superiores a 1 Gbit/s.teleco. Nestes racks deverão conter organizadores horizontais. 24 AWG 8P8C macho/macho confeccionado em fábrica e testado/certificado conforme norma ANSI/TIA/EIA 568B (Obs.Patch cords são os cabos de cross-connect utilizados para a interligação entre os diversos equipamentos do sistema de uma rede estruturada. São utilizados para facilitar as manobras necessárias tanto na instalação de novos pontos na rede. podemos nos aventurar em uma especificação modelo para REDES Corporativas: Rack . onde serão realizados as terminações de cabos LAN vindos das estações de trabalho.Redes Corporativas Agora que já vimos um básico sobre infra-estrutura de redes. sendo um (1) para cada Patch panel ou equipamento ativo da rede e organizadores verticais (ARGOLAS). cabos de pares de telefonia e cordões ópticos para conexão SERVIDOR/SWITCH. modulares de 8 vias e 8 posições (RJ45) fêmea na parte frontal separados em conjunto com conexão traseira do tipo IDC 110 • Deverá possibilitar. sendo um (1) a cada 30 cm distribuídas pelo perfilado do rack em ambos os lados. Interconectar a rede de cabeamento estruturado aos diversos equipamentos do sistema através de Patch cords deve prover as seguintes características técnicas obrigatórias: • Patch panel modular de 19" totalmente compatível com cabeamento UTP (Unshilded Twisted Pair) • Cat5e ou Cat6 seguindo as normas ANSI/TIA/EIA 568B em todos os aspectos (características elétricas. com distribuição de pessoas e estações de trabalho em diversos andares. Para escritórios de grande porte. Switches/Roteadores .O rack de rede corporativa deve ser instalado. Este rack deve ter as seguintes especificações. como para substituição de pontos já existentes. E deverão seguir as seguintes especificações Patch cord flexível Cat5e ou Cat6. com a finalidade de concentrar os diversos equipamentos e cabos que possuem ligação entre si.com. quando utilizados em escritórios de pequeno porte. Nestes racks devem ser instalados os Patch panels e os SWITCHS/ROTEADORES. qualquer segmento superior a 12 m causará erro e valores de medição distorcidos).: Devem ser manufaturados.br 13 . www. sem problemas. será definido um Switch/Roteador que melhor atenda as especificações daquela determinada situação. Patch cord (usados tanto para a área do TR "Telecommunication Room" (Sala de telecomunicações) como para área de trabalho "WA" . Para cada tipo de aplicação. deve ser utilizado rack estrutural padrão de 19" instalados em cada andar. mecânicas e outras) • Modelo de 24 portas.O Switch / Roteador tem como finalidade tornar possível a comunicação entre as estações de trabalho (Micros da rede) de uma mesma rede ou de segmentos de redes diferentes. já que o método de teste é reflexão do sinal e desta forma. devido a características elétricas do meio.

br 14 . ATM. token ring e etc. com proteção de trava do conector (As capas devem ser removíveis e em cores variáveis) • Possibilitar a identificação alfanumérica através de etiqueta acoplada a capa do conector 8P8C (RJ45). manufaturados em material plástico colorido.Características técnicas obrigatórias: • Conectores modulares de 8 posições do tipo 8P8C (RJ45) em ambas as extremidades • Condutores de cobre multifilares de 24 AWG. Obs. caixas de piso aparentes (surface mount box). CFTV. A janela deverá ser um acessório separado fisicamente do corpo do conector fêmea. Comprimento: O comprimento dos Patch cords podem variar de 1 m a 6 m dependendo da conexão que irão atender.Tomada modular de 8 posições.e.).com. e deverão ser utilizados de forma a garantir além da performance de funcionamento. alarmes e etc. para proteção contra poeira.teleco. bastando pata tanto que seja manobrado no rack o correspondente Patch cord. www. as duas tomadas 8P8C (RJ45) sejam de Dados ou de Voz (P. Número ímpar: O número ímpar deve ser da tomada com previsão para ser usada em Voz (ramal. Características técnicas obrigatórias: • Conectores IDC com características elétricas e mecânicas mínimas compatíveis com os padrões para Cat5e e Cat6 (testados até 500 Mhz) • Um mesmo módulo deverá permitir sua utilização em espelhos (faceplates). fax. evitando que qualquer dano na janela auto-retrátil inutilize o conector 8P8C (RJ45).: Não são admitidos Patch cords confeccionados em campo devido a falta de certificação do produto. caixas de piso metálicas embutidas ou Patch panels modulares. com características elétricas e mecânicas mínimas compatíveis com os padrões Cat5e ou Cat6 (dependendo do padrão adotado) • Capa de PVC com marcação de comprimento indelével • Deverá necessariamente ser conectorizado. VI) Outlet connector ("tomadinha") .) Número par: O número par deve ser da tomada com previsão para ser usada em Dados (Rede ethernet. testado e certificado em fábrica • Deverá possuir capa para o conector 8P8C (RJ45) para evitar que o cabo UTP faça curva irregular. garantir a arrumação do rack.) EXCESSÕES I: Caso seja necessário. com contatos do tipo IDC na parte traseira e conector 8P8C (RJ45) fêmea na parte frontal para conexão de conectores RJ45 e/ou RJ11 machos. • Testado pelo método PowerSum até 500 Mhz • O módulo deverá possuir opções variadas de cores para escolha da mais adequada • Deverá possuir janela auto-retrátil com um ícone de identificação (Voz ou Dados). nada impedirá que um determinado ponto. modem.

salvo considerações em contrário.: Para a Rede Corporativa. ou seja. Os sinais dos ramais de telefonia (ou linhas diretas / tronco) são encaminhados do Patch panel de Voz para o Patch panel horizontal.com. para os Patch panels horizontais. serão BRANCOS para Dados e VERDES para Voz. 250 . Tipos de cabos: Os cabos UTP devem ser Cat5e ou Cat6. Dimensionamento da instalação Devem ser considerados para efeito de dimensionamento. bitola de 24 AWG e com taxas de transmissão de até 1 Gbit/s ou superior. os cabos da malha horizontal serão na COR AZUL e os Patch cords. as seguintes premissas com relação a quantidade mínima de tomadas nos vários ambientes do prédio.O cabo de telefonia chegará no Shaft de telefonia do andar e será concentrado no Patch panel de Voz do rack da rede corporativa. Esse encaminhamento se for para F.br 15 . engeduto sob o piso ou esteiras inferiores. • • • • • • • Instalação de 03 (três) Outlet/Connector por área de trabalho Instalação de 03 (três) Outlet/Connector na sala de recepção * Instalação de 03 (três) Outlet/Connector em cada sala de reunião Instalação de 02 (dois) Outlet/Connector em cada sala de transito * Instalação de 03 (três) Outlet/Connector em cada sala de Gerência * Instalação de 01 (um) Outlet/Connector por cada impressora Instalação de 01 (um) Outlet/Connector por cada sala de supervisão de no-breack Lógica e Telefonia: LOGICA .500 Mhz. através de cross-connect.Deverão ser empregados 04 (quatro) cabos UTP para dada Outlet/Connector. a distribuição física das estações de trabalho e pontos de rede. respeitando a tabela de distribuição de conexões. com resistência de 100 ohms.teleco. poderá ser eletrocalha. www.Os sinais serão encaminhados do SWITCH. 01 para Voz e 02 para reserva. respeitando a tabela de distribuição de conexões.O deverá ser esteiramento superior e se for cabo metálico.Cabos e Conectores Cabo UTP . TELEFONIA . Infra-estrutura Deve ser prevista em lay-out. em conformidade com a norma ANSI/TIA/EIA 568B. OBS. 4 pares. 01 para Dados. bem como o encaminhamento de eletrocalhas sob o piso elevado. 8 vias.

porém sem formar linhas paralelas com as eletrocalhas de cabos de Telecomunicações para evitar EMI. canaletas e tubos metálicos deverão ser devidamente ATERRADOS. Tipos de meios para passagem de cabos de Telecomunicações e Elétrica Deverão ser utilizados para o encaminhamento de cabos de Telecomunicações (metálico e ótico) e Elétricos. empregando pelo menos 3 dígitos. .teleco.Cada cabo deve possuir identificação por etiquetas plásticas. OBS. Identificação do Patch cord . sealtube e canaletas aparentes. 00n e etc.. OBS.quando for aplicável) • Cabo elétricos: As eletrocalhas serão colocadas no piso (sob o piso elevado) . Identificação Como padrão de identificação para os componentes da rede de cabeamento estruturado devem ser utilizadas as seguintes especificações.Cada cabo deve possuir identificação por etiqueta plástica. devem ser lançados os cabos UTP..Não é obrigatório a numeração de Patch cords. somente com etiquetadoras digitais e o conjunto deve oferecer boa estática/acabamento. salas de reunião. recepção e etc. 002. sendo que essas identificações não podem ser feitas a mão. Devendo corresponder a respectiva numeração das outlet/connector.Cada outlet/connector deverá ser numerada seqüencialmente.com. 00n até a última outlet/connector. 002.como: 001.A identificação das saídas de telecomunicações (outlet/connector) que constituem o Patch panel deverão ser cabo/tomada conectada em suas extremidades. . Identificação de Patch panel . que seguirão através de eletrocalhas metálicas existentes. .. dutos de PVC. www.Encaminhamento de cabos A partir do rack corporativo. Identificação de outlet/connector . As eletrocalhas deverão ser implantadas sem tampo.: Todas as calhas. para evitar acidentes e facilitar a operação da manutenção de redes e devem ser distribuídas da seguinte forma: • Cabos ópticos: As eletrocalhas serão colocadas no teto (esteiramento superior) • Cabos metálicos (telecomunicações): As eletrocalhas serão colocadas no piso (sob o piso elevado .. Identificação de cabos . Identificação de cabos . de tal forma que essa numeração seja seqüencial . . em cada uma de suas extremidades. até a última conexão do último Patch panel.. Devem ser identificados através de etiquetas adesivas.: Os cabos deverão ser amarrados nos racks com VELCRO e em hipótese nenhuma com abraçadeiras plásticas (tensores). em cada uma de suas extremidades. até os locais onde estarão os pontos das estações de trabalho. empregando pelo menos 3 dígitos. Devendo corresponder a respectiva numeração das outlet/connector (tomadas de telecomunicações). eletrocalhas. conforme orientações do lay-out da área.br 16 . como: 001.

sendo que deverá ser contemplado um (01) ORGANIZADOR de cabos para cada passivo do rack (Patch panel). conforme sugestão abaixo: • Documentação de cada rack . com a posição dos racks envolvidos. • Distribuição dos cabos na horizontal: Os cabos devem ser distribuídos horizontalmente pelos equipamentos dentro de GERENCIADORES horizontais. • Subida dos cabos deve ser feita pelo GERENCIADOR de cabos em ARGOLA pelas laterais dos racks. tais como: • Subida dos cabos na vertical: Elétrica devem subir pelo lado ESQUERDO e lógica pelo lado DIREITO (Obedecendo a fonte de alimentação dos equipamentos) sempre que possível padronizar desta forma.Informando sobre o que está conectado em cada porta de um determinado equipamento (por rack) • Documentação das eletrocalhas e outros caminhos . Formato da documentação O As-built deverá conter o diagrama do local (ou planta em CAD). sala de equipamentos.para cabos UTP e FTP) • Amarração dos cabos dentro das Eletrocalhas: Cabos UTP e FTP lançados na forma de chicote com no máximo 15 cabos juntos. caminhos e todas as suas interseções. FTP e cordões ópticos.Informando o caminho que o cabo está percorrendo e suas interseções • Relatório de testes e certificações • Identificação (espelhamento) de DG's e Racks no local.Informando qual equipamento está no rack e onde e como ele está conectado • Documentação de portas . sejam eles abertos ou fechados. • Dentro dos ORGANIZADORES horizontais poderão ser utilizadas abraçadeiras plásticas. observando sempre a curvatura dos cabos e tração imposta na abraçadeiras para não danificar o encapamento do cabo. sala de telecomunicações. algumas considerações se fazem necessárias. amarrados por abraçadeiras de VELCRO com espaçamento de no máximo 30 cm por lance. calhas.com.teleco.Organização dentro dos racks Dentro de racks. • Patch cords: Sempre Patch cords flexíveis. baseadas nas premissas de que devemos facilitar ou operacionalizar os eventos de manutenção. com amarração a cada 15 cm com VELCRO para cabos UTP. devem ser entregues planilhas com informações detalhadas sobra a instalação. Utilizando-se ESTEIRA pode-se realizar a amarração dos cabos com barbante encerado. manufaturados (Não é permitido o uso de Patch cords em cabos rígidos e feitos em campo . www. Além da planta em mídia magnética e papel. podendo ser utilizada abraçadeiras plástica somente para amarração de cabos rígidos de energia elétrica e cabos coaxiais (quando utilizados).br 17 .

A. • Telecommunication Cabling Installation Manual 2 a Edition da BICSI. que ora simples de serem aplicados. www.br 18 . que temos que considerar que um Enlace de Rede nada mais é do que um circuito elétrico ou óptico que considerando as características dos meios de transmissão. Repare. temos que atentar para padrões.teleco. são de muita importância para o bom funcionamento da Rede.com. são imunes a ruídos e distorções ou interrupções caso não estejam instalados de forma segura e se considerando fatores externos. Bibliografia • Telecommunication Distributed Method Manual 9 a Edition da BICSI (Relativo aos documentos da ANSI/TIA/EIA 568 B / 569 A / 606 e 607).Considerações Finais Podemos observar que para se ter uma infra-estrutura sólida e com um nível muito baixo de defeitos. • Manual de procedimentos AT&T GRL-NT-10749 Ver.

enquanto durar a tecnologia implementada. 90 m.Teste seu Entendimento 1) A que se destina uma infra-estrutura de cabeamento estruturado? voz. imagem. 3) Uma infra-estrutura de cabeamento estruturado deve ser projetado para ter uma vida útil de: 1 ano. Lenght. NEXT.com. depende da aplicação. PowerSun. telecomunicações (Voz/Dados/Imagem).teleco. 10 anos.br 19 . informática. www. 122 m. 2) Qual a metragem máxima de um Enlace? 100 m. 70 m. 4) Qual teste deve ser feito no cabeamento estruturado para garantir-mos que não haja conexão cruzada nos pares e desta forma identificar-mos conectores mau feitos? ACR.

teleco.A.5) Porque não podemos utilizar cordões ou jumpers confeccionados em campo? porque não temos como testar o jumper. já que os parâmetros não podem ser checados devido a pouca metragem (menos de 12 metros).br 20 .R. porque são caros e difíceis de confeccionar.com. porque não existem ferramentas para isso. N. www.