Prezados, essa foi a questão prática cobrada no EXAME

UNIFICADO IX da OAB, gostaria de resolvê-la p
asso a passo com vocês.
Vamos ao caso:
Gisele foi denunciada, com recebimento ocorrido em 31/10/2010,
pela prática do delito de lesão corporal leve, com a presença da
circunstância agravante, de ter o crime sido cometido contra mulher
grávida. Isso porque, segundo narrou a inicial acusatória, Gisele, no
dia 01/04/2009, então com 19 anos, objetivando provocar lesão
corporal leve em Amanda, deu um chute nas costas de Carolina, por
confundi-la com aquela, ocasião em que Carolina (que estava
grávida) caiu de joelhos no chão, lesionando-se.
A vítima, muito atordoada com o acontecido, ficou por um tempo sem
saber o que fazer, mas foi convencida por Amanda (sua amiga e
pessoa a quem Gisele realmente queria lesionar) a noticiar o fato na
delegacia. Sendo assim, tão logo voltou de um intercâmbio, mais
precisamente no dia 18/10/2009, Carolina compareceu à delegacia e
noticiou o fato, representando contra Gisele. Por orientação do
delegado, Carolina foi instruída a fazer exame de corpo de delito, o
que não ocorreu, porque os ferimentos, muito leves, já haviam
sarado. O Ministério Público, na denúncia, arrolou Amanda como
testemunha.
Em seu depoimento, feito em sede judicial, Amanda disse que não viu
Gisele bater em Carolina e nem viu os ferimentos, mas disse que
poderia afirmar com convicção que os fatos noticiados realmente
ocorreram, pois estava na casa da vítima quando esta chegou
chorando muito e narrando a história. Não foi ouvida mais nenhuma
testemunha e Gisele, em seu interrogatório, exerceu o direito ao
silêncio. Cumpre destacar que a primeira e única audiência ocorreu
apenas em 20/03/2012, mas que, anteriormente, três outras
audiências foram marcadas; apenas não se realizaram porque, na
primeira, o magistrado não pôde comparecer, na segunda o
Ministério Público não compareceu e a terceira não se realizou
porque, no dia marcado, foi dado ponto facultativo pelo governador
do Estado, razão pela qual todas as audiências foram redesignadas.
Assim, somente na quarta data agendada é que a audiência
efetivamente aconteceu. Também merece destaque o fato de que na
referida audiência o parquet não ofereceu proposta de suspensão
condicional do processo, pois, conforme documentos comprobatórios

juntados aos autos, em 30/03/2009, Gisele, em processo criminal
onde se apuravam outros fatos, aceitou o benefício proposto.
Assim, segundo o promotor de justiça, afigurava-se impossível
formulação de nova proposta de suspensão condicional do processo,
ou de qualquer outro benefício anterior não destacado, e, além disso,
tal dado deveria figurar na condenação ora pleiteada para Gisele
como outra circunstância agravante, qual seja, reincidência.
Nesse sentido, considere que o magistrado encerrou a audiência e
abriu prazo, intimando as partes, para o oferecimento da peça
processual cabível.
Como advogado de Gisele, levando em conta tão somente os dados
contidos no enunciado, elabore a peça cabível.
OBS – depois da primeira leitura, considerando que alguma
informação importante possa ter passado despercebida, é
recomendável que se faça uma segunda leitura e nesse momento se
destaque no texto os elementos que auxiliarão na resolução da
questão.
O destacamento feito sobre os pontos cruciais do problema
possibilitam o candidato não só na identificação da peça como na
completa formação do esqueleto do problema, na verdade são 9
pontos que te ajuda a fechar a peça. Vamos, portanto à elaboração
desse esqueleto:
1.

CLIENTE: esse ponto fica claro na leitura e mais ainda no fim do

problema quanto sugere que “Como advogado de Gisele”. Logo, é ela
nossa cliente hipotética.
2. CRIME/PENA: depois de verificada a cliente, deve-se verificar o
que esta sendo imputado a ela. No caso, nossa cliente Gisele, teria
praticado o crime de lesão corporal leve com a agravante de que
estava a vítima grávida
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano.
Art. 61 - São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não
constituem ou qualificam o crime:
h) contra criança, maior de 60 (sessenta) anos, enfermo ou mulher
grávida
3.

AÇÃO PENAL: depois de identificado o crime e sua respectiva

pena, a próxima tarefa é descobrir a natureza da ação penal. No
nosso problema, ainda que o Código Penal tenha se calado o que
poderia presumir tratar-se de uma ação penal pública

incondicionada, nossa interpretação deve ser sistemática
conteúdo da lei 9099/95, mas especificamente nos seu artigo:

ao

Art. 88. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial,
dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de
lesões corporais leves e lesões culposas.
Portanto, já sabemos que o crime em questão se apresenta
como de ação penal pública condicionada à representação.
4.

RITO PROCESSUAL/PROCEDIMENTO: nesse ponto, o

primeiro passo é identificar se o crime figura dentre aqueles em que
a lei determina um procedimento especial ou não, como já vimos que
no caso trata-se de mera lesão corporal, vale então, invocar a regra
do CPP, vista no artigo 394, §1º, inciso III, que diz:
Art. 394. O procedimento será comum ou especial.
§ 1o O procedimento comum será ordinário, sumário ou sumaríssimo:
III - sumaríssimo, para as infrações penais de menor potencial
ofensivo, na forma da lei.
Interpretando sistematicamente com o artigo 61 da lei 9099/95, que
estabelece:
Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo,
para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que
a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou
não com multa.
Portanto, é de fácil conclusão que o procedimento em questão é o
sumaríssimo. Já adiantando inclusive a própria competência.
5.

MOMENTO PROCESSUAL: para identificarmos qual o
momento processual que se encontra o processo, devemos prestar
atenção em alguns detalhes que aparecem no problema como:

Gisele foi denunciada, com recebimento ocorrido em
31/10/2010 – por esse trecho já sabemos que se trata de um
momento dentro do andamento processual, simplesmente por
verificar que a denúncia já foi recebida, excluindo assim, do quadro
de possibilidades, todas as peças utilizáveis antes do início do
processo;

Nesse sentido, considere que o magistrado encerrou a
audiência e abriu prazo, intimando as partes, para o
oferecimento da peça processual cabível. – nesse ponto, fica
claro que estamos no momento processo entre o fim de uma
audiência de instrução e antes da prolação da sentença. Agora,
depois de identificado o momento processual, próximo passo é
identificar qual peça é própria para este momento.

tem competência para a conciliação.. vimos que várias datas foram lançadas no corpo do problema. Sabemos que a regra na forma do artigo 403 do CPP. intimando as partes. PEÇA: depois de identificado o momento processual. chegamos então no momento mais críticos na realização e confecção de uma peça processual. 60. Portanto. assim como a vítima. sabendo dessa questão legal. provido por juízes togados ou togados e leigos. Contudo. Bem. é que sejam os memoriais apresentados em audiência e de forma oral. há uma questão que o candidato deve ficar atento para que não erre na escolha da peça. vejamos quais teses foram exigidas dos candidatos: 8. §5 ambos do CPP 7. que é justamente a hora de se passar a verificar quais serão as teses à serem abordadas. Art. há exceção na própria lei que no §3º do mesmo artigo possibilita que tal peça seja apresentada por escrito. fica fácil a identificação de que a peça exigida cuida justamente dos memoriais descritivos do artigo 403. fica fácil dizer que é competente o: Juizado Especial Criminal da Comarca de . que no caso esta entre o fim da audiência de instrução e julgamento e a prolação da sentença. O Juizado Especial Criminal. conjugando tais informações com as disposições da lei 9099/95.6. respeitadas as regras de conexão e continência. §3º c/c 394. TESES: Primeiro passo é diferenciar e destacar as teses de caráter preliminar (nulidade e ou causas de extinção da punibilidade) daquelas de mérito: Preliminarmente – em sede de preliminar. para o oferecimento da peça processual cabível. geralmente quando isso ocorre é porque um dos pontos a ser abordado é uma causa de . e. que pelo crime é o sumaríssimo. aliado a informação dada pelo problema de que o magistrado encerrou a audiência e abriu prazo.. COMPETÊNCIA: Considerando que a cliente já foi identificada e conforme vimos não possuía nenhuma prerrogativa ou foro privilegiado que pudesse alterar a competência de julgamento. depois de identificado o rito processual. o julgamento e a execução das infrações penais de menor potencial ofensivo. Portanto.

o que enseja pedido de declaração de nulidade “ab initio”. o que na forma do artigo 38 do CPP e 103 do CP. 3. requerer seja reconhecida a causa extintiva da punibilidade pela decadência. Desta forma verifica-se ainda outra irregularidade. 2.extinção de punibilidade. pois deveria ter sido formulada para ela proposta de transação penal. III. deve o candidato. obriga a vítima a exercer esse direito no prazo limite de seis meses. como no problema ele não observou tal procedimento. foi dito que o direito de representação só foi exercido no dia 18/10/2009. inciso IV do CPP. portanto. do prazo decadencial. mas não sendo mais possível a realização do exame por conta do tempo já passado. “b” c/c o artigo 158 ambos do CPP. considerando ser um crime. outra questão informada no problema refere-se a não realização do exame pericial. considerando apenas o fato de que não foi possível a realização do exame pericial. referindo-se mais uma vez a inobservância de procedimento legal. ou seja. Essas. fora. Seguindo ainda nas preliminares. apresentando-se como última tese a ser sustentar em nível de preliminar. deixar vestígios. inciso IV do CP. ou então uma situação de sucessão de leis no tempo. 1. em sede de preliminar. Ainda no problema. Desta forma. Requerendo assim a nulidade processual “ab initio”. não falando nada sobre a transação. foram as questões preliminares. 4. inciso IV do CPP. que conforme já apontamos de ação penal pública condicionada a representação. e ainda que seja aplicada a regra do artigo 28 do CPP. aduzir a nulidade do artigo 564. ou seja. Ainda em sede de preliminar. tendo o parquet dito que ela já havia aceitado benefício da suspensão condicional em processo anterior. vale alegar a nulidade processual vista no artigo 564. na forma do artigo 107. outra questão que chama atenção no problema é o fato de que não foi feita a proposta de transação penal na forma do artigo 76 da lei 9099/95. mais um vez. Desta forma. pois bem. É sabido que nesses casos deve o juiz na forma prevista no artigo 395 inciso III rejeitar a peça acusatória. contudo viuse que assim que feita a representação o delegado fez o encaminhamento. portanto. Ainda que fraca essa tese. deve-se então. Por fim. desde o início. Sendo assim verifica-se a nulidade do artigo 564. requerendo a declaração da nulidade “ab initio”. mas por se tratar de prova da OAB é melhor pecar pelo excesso do que pela omissão. . Analisando o problema nos foi dito que nossa cliente praticou o crime no dia 01/04/2009. que determina a realização de exame pericial (direto/indireto) sempre que o crime for não transeunte. temos agora a questão da justa causa suficiente para ensejar o início da ação penal.

seguindo a mesma ordem de apresentação da vista na petição deve-se requerer ao juiz que: . requerendo de imediato a aplicação da 1ª parte do §2º do artigo 44 do CP. ensejando assim tese de inexistência de crime. interessante argumentar também no sentido de que não haja fixação de indenização. Noutro ponto. IV do CPP. onde estabelece que diante do erro sobre pessoa devem ser consideradas as características da vítima pretendida e não da efetivamente agredida. não deve. deve-se dar o tratamento visto no artigo 20. 2. c. E ainda. e. 1. d. Caso o juiz não fique completamente convencido. substituindo e pena privativa por uma multa. mas por um erro de percepção acabou agredindo Carolina. b. ou se houver seja efetivamente no mínimo que se provar merecido como determina o artigo 387. mas sim. caso sobrevenha condenação requer seja então aplicada a pena mínimo do crime de lesão corporal que é de três meses. PEDIDOS Quanto aos pedidos. Principais de mérito: a. pedir então com base no princípio do in dubio pro reu seja a ré absolvida por não haver prova suficiente para sustentar um decreto condenatório. Argumentação: Não há qualquer prova da existência do crime. todavia. pois pretendia agredir Amanda. Considerando a questão posta.Mérito Já no mérito. posto que na verdade ela incorreu em erro acidental sobre a pessoa. §3º do CP. tendo em vista que conforme se verificou não houve sentença condenatória em relação ao outro processo. deve ser rebatida pretensão do ministério público de que não seja reconhecida a reincidência contra a ré. temos que organizar às teses em principais de mérito e subsidiárias de mérito. ser imputada a nossa cliente a agravante pretendia. Caso o juiz entenda que houve o crime. Nesse caso ainda que Carolina estivesse grávida. 9. suspensão condicional do processo. Subsidiárias de mérito: a. que não possui condão de macular os antecedentes e muito menos gerar reincidência.

caso entenda o magistrado pela existência do crime. caso persista o magistrado em reconhecer autoria e materialidade. requerer então o reconhecimento e declaração das nulidades “ab initio” apontadas: primeiro em relação a não realização de exame pericial. na forma do artigo 20. mas sim. como estamos falando de OAB. caso nenhuma delas seja reconhecida e declarada. 3. negar a existência do crime e de uma hora pra outra se passar a trabalhar com a hipótese de erro sobre a pessoa. de forma que seja plicada regra do artigo 28 do CPP. Superadas as questões preliminares. ter rejeitado de imediato a peça acusatória o que não fez. devendo então. ou mesmo indenização. Entretanto. peque pelo excesso e não pela omissão Prezados. que não se considere então a agravante sustentada pelo parquet.1. devendo ser absolvida na forma do artigo 386. e segundo pela inobservância do procedimento da lei 9099/95 visto pelos artigos 74 a76. seja então declarada a nulidade “ab initio” pois deveria o magistrado na forma do artigo 395. inciso III do CPP. Ademais. no caso de condenação. vejam não é a petição propriamente dita. pedir a absolvição da ré haja vista não haver prova suficiente de que tenha sido ela a autora. Outrossim. uma “lista” das informações necessárias para a confecção da peça prática profissional. Mas. Mais uma vez. inciso IV do CPP. e por fim. posto que se estaria diante de um clássico caso erro de tipo acidental quanto a pessoa. o magistrado declarar a extinção de punibilidade na forma do artigo 107. Ademais não se deve tomar a ré como reincidente. requerer a absolvição da ré pela completa falta de prova da existência do crime na forma do artigo 386. pedindo inclusive a substituição dessa pena por uma multa na forma do artigo 44. 2. caso não reconheça a preliminar anterior. inciso IV do CP. esse seria o esboço da petição. E por fim. haja vista que contra ela não paira qualquer decreto condenatório. pedir que seja a pena fixada no mínimo legal. §2º do CP. . gerando assim a nulidade do artigo 564. inciso I do CPP. e portanto. inciso IV ou VII (vamos aguardar o gabarito oficial) do CPP. dever-se-ia considerar as qualidades da vítima pretendida. Seja declarada a extinção de punibilidade em razão do não oferecimento de representação no prazo legal. como por exemplo. Todavia. que só quer saber se o candidato esta por dentro das teses alegue tudo que for possível. bater novamente na questão da indenização OBS – em um caso real seria contraditório sustentar numa mesma petição teses como as que agora são colocadas para vocês. §3º do CP.

já de posse de veículo automotor furtado de concessionária. extremamente embriagado. o socorro é eficiente e Junior consegue recuperar-se das graves lesões sofridas. com base apenas nas informações dadas. um praticado pelo Raimundo que foi o furto artigo 155 do CPP. Lá chegando. que seria levado para o comprador.75) B) Qual o delito praticado por Henrique? (Valor: 0. enquadramento perfeito na conduta típica do artigo 349 CP. justificadamente. todas na altura do abdômen. Como Henrique aceita ajudá-lo. percebe que não tem onde guardá-lo antes de vendêlo para a pessoa que o encomendara. Assim.65) . A discussão tornase acalorada e. Todavia. e por ter ficado claro que o dolo de Henrique. Nota-se na conduta mesmo. era de ajudar seu amigo forma a garantir a impunidade do crime. recebeu ajuda do seu amigo Henrique. aos itens a seguir. responda. pede-lhe que ceda a garagem de sua casa para que possa guardar o veículo. ou seja.Sigamos agora com a análise das questões: QUESTÃO 1 Raimundo. Wilson desfere quinze facadas em Junior. fundamentadamente. Raimundo parte com o veículo. Henrique. desesperado.50) Respostas: A) – não se verifica no caso a figura do concurso de agentes. Raimundo estaciona o carro na casa do amigo. discute com seu amigo Junior na calçada de um bar já vazio pelo avançado da hora. resolve ligar para um grande amigo seu. A) É cabível responsabilizar Wilson por tentativa de homicídio? (Valor: 0. ao ver o amigo gritando de dor e esvaindo-se em sangue. pega um taxi para levar Junior ao hospital. Considerando as informações contidas no texto responda. Analise o caso narrado e. e após contar toda sua empreitada. cada um imputável ao seu autor. o que há de fato são dois crimes. de de de do do QUESTÃO 2 Wilson. ao menos por aquela noite. que refere-se justamente ao crime de favorecimento real. este que por sua vez praticou o crime favorecimento real do artigo 349 do CP. aos itens a seguir. depois conhecer a prática do crime de furto. A) Raimundo e Henrique agiram em concurso de agentes? (Valor: 0. B) justamente por não ter havido coparticipação nem crime receptação. Ao raiar do dia. Wilson. com intenção de matar. onde depois de já tê-lo consumado.

A) O magistrado deveria pronunciar Mário. impronunciá-lo ou absolvê-lo sumariamente? (Valor: 0. se esta diante de claro caso de arrependimento eficaz nos exatos termos do artigo 15 do CP. só responde pelos atos já praticados.60) Respostas: A) Diante do resultado da perícia resta inequívoca a completa ineficiência do meio de empregado configurando-se assim a clássica figura do crime impossível vista no artigo 17 do CP. responda justificadamente. Wilson responderia pelo crime de homicídio consumado. Com base apenas nos fatos apresentados. §1. o prazo de interposição e a quem deveria ser endereçado? (Valor: 0. o Ministério Público pugnou pela pronúncia de Mário nos exatos termos da denúncia. arguindo que o magistrado não estava adstrito ao laudo.60) Respostas: A) não. ficando comprovado que. que conforme narrado. B) no case de pronúncia. qual seria a responsabilidade jurídico-penal de Wilson? (Valor: 0. considerando que o Wilson não só desistiu da execução como ainda providenciou socorro que foi preponderante para salva a vida de Junior. o recurso cabível é o Recurso em Sentido Estrito com base no artigo 581.B) Caso Junior. significa que o arrependimento não foi eficaz. que é categórico em dizer que aquele desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza. uma amostra da referida substância foi recolhida para análise e enviada ao Instituto de Criminalística. Obrigando assim ao magistrado que com base no artigo 415. III do CPP. QUESTÃO 3 Mário está sendo processado por tentativa de homicídio uma vez que injetou substância venenosa em Luciano. seria grave na forma do artigo 129. qual seria o recurso cabível.65) B) Caso Mário fosse pronunciado. inciso IV do CPP. pelas condições de armazenamento e acondicionamento. Desta forma. no prazo de 5 dias. a substância não fora hábil para produzir os efeitos a que estava destinada. inciso II do CP B) sobrevindo o resultado morte. só deverá responder pelo crime de lesão corporal. haja vista que a figura do crime impossível. ainda que tenha existido uma conduta positiva ela não constitui infração penal. Mesmo assim. Podendo. Dessa forma. alíneas “b”. não se recuperasse das lesões e viesse a falecer no dia seguinte aos fatos. No curso do processo. ser beneficiado pela atenuante genérica do artigo 65. todavia. . mesmo tendo sido socorrido. pois no casso narrado. como o próprio nome diz. inciso III. com o objetivo de matá-lo. sujeito ainda a causa especial de diminuição de pena vista no §1º do artigo 121.

e por consequência o devido processo legal.. Notem que em nenhum momento falouse em razões. veja que a pergunta foi apenas sobre o prazo de interposição do recurso e o seu prazo. que é taxativa em dizer que tal atração gerada pela continência não fere o princípio do juiz natural nem tampouco o contraditório e ampla defesa. arguiu. Quando a isso. fundamentadamente.75) B) Laura possui direito ao duplo grau de jurisdição? (Valor: 0.e o endereçado será para o juiz a quo. Promotor de Justiça estadual. a prática da conduta descrita no Art. que estaria ocorrendo supressão de instância. e para que isso não ocorra deve ficar atendo a pergunta. impetrou habeas corpus ao argumento de que estariam sendo violados os princípios do juiz natural. caso fosse um recurso na segunda fase do júri o endereçamento seria diferente... excelentíssimo senhor doutor juiz direito da . deveria ser para o juiz presidente do tribunal popular do júri. havendo concursos entre jurisdições diversas deverá prevalecer aquela de maior graduação. Noutro quadro. Na mesma inicial acusatória. por isso mesmo o endereçamento é para o juiz de direito da vara criminal do júri. foi denunciada diretamente no Tribunal de Justiça do Estado “X”. Nesse sentido. 317 do CP (corrupção passiva). do contraditório e da ampla defesa. A) Os argumentos da defesa de Laura procedem? (Valor: 0. o mesmo que proferiu a decisão. 333 do CP (corrupção ativa). responda. então. o Procurador Geral de Justiça imputou a Lucas. que possuir foro especial pela função exercida atrairá também a ré Laura para que juntos respondam no tribunal de justiça competente. empresária do ramo de festas e eventos. o que não se poderia permitir.50) Respostas: A) os argumentos da defesa não merecem prosperar posto que realmente. ainda.. . pela prática do delito descrito no Art. ou seja.. Outro ponto é saber distinguir e identificar que quando se fala em pronúncia fala-se em uma das decisões proferidas na primeira fase do júri. A defesa de Laura. inciso III do CPP. há inclusive um sumula do STF. qual seja a 704. que determina justamente que nesses casos. considerando apenas os dados fornecidos.vara criminal do Júri da comarca de. QUESTÃO 4 Laura. deve-se aplicar a regra do artigo 78. No caso como um dos réu é promotor de justiça. aos itens a seguir. OBS – alguns alunos poderiam se confundir nessa questão. diante da regra continência existente entre os crimes e os réus. estas que por sua vez são julgadas pelo tribunal. do devido processo legal.

pois aquele que analisaria. já esta julgado o processo de forma originária. lançar mão dos recursos disponíveis e cabíveis para atacar acórdão se este for o caso.B) O direito de Laura ao duplo grau de jurisdição resta prejudicado. poderá a seu modo e a contento do que manda a lei. Não significa dizer que ela não terá direito a recurso. ou melhor. Prova da OAB – X Exame Unificado Prova corrigida e comentada 16/06/2013 2ª Fase PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL Leia com atenção o caso concreto a seguir: . que exerceria o duplo grau de jurisdição. no caso de dúvida ou mesmo de inconformismo com as correções feitas. postem seus comentários. Meus amigos. muito pelo contrário.

terceiro de boa-fé arrolado como testemunha. na cidade de Cuiabá – MT. as testemunhas arroladas afirmaram que a ré estava. Em 30 de outubro de 2010. que se identificou como sendo filho desta. Jane. em suas declarações. no dia 27 de outubro de 2010. que estava guardado em local não revelado. acompanhada de Gabriel. subtraiu veículo automotor de propriedade de Gabriela. acolhendo os conselhos maternos. A condenação transitou definitivamente em julgado. a reincidência específica. deixandoo aberto e com a chave na ignição. vítima de enfarte sofrido logo após os fatos. já que o veículo era essencial à sua subsistência.Jane. os maus antecedentes e as consequências do crime. exatamente quando esta tentava cruzar a fronteira para negociar a venda do bem. a vítima chamou a polícia e esta empreendeu perseguição ininterrupta. e a ré iniciou o cumprimento da pena em 10 de novembro de 2012. No curso do processo. Tal subtração ocorreu no momento em que a vítima saltou do carro para buscar um pertence que havia esquecido em casa. a morte da vítima e os danos decorrentes da subtração de bem essencial à sua subsistência. você. tendo sido levada em consideração a confissão. no dia 18 de outubro de 2010. a denúncia foi recebida. Ao cabo da instrução criminal. recebe em seu escritório a mãe de Jane. com o intuito de revendê-lo no Paraguai. Imediatamente. A ré confessou o crime em seu interrogatório. único parente vivo da vítima. a ré foi condenada a cinco anos de reclusão no regime inicial fechado para cumprimento da pena privativa de liberdade. bem como que Gabriela havia morrido no dia seguinte à subtração. aproveitou-se e subtraiu o bem. lhe telefonou. indicando o local onde o veículo estava . quais sejam. o qual. negociando a venda do bem no país vizinho e que havia um comprador. Também ficou apurado que Jane possuía maus antecedentes e reincidente específica nesse tipo de crime. tendo prendido Jane em flagrante somente no dia seguinte. ao ver tal situação. No dia 5 de março de 2013. ratificou os fatos. Ele informou que. Jane. realmente. já na condição de advogado(a) de Jane.

são 9 os pontos que formam o esqueleto: 1. (Valor: 5. MOMENTO PROCESSUAL. CLIENTE: Esse ponto fica claro na leitura do problema quando diz: “você na qualidade de advogado(a) de Jane”. TESES. foi ao local e pegou o veículo de volta. 3. é ela nossa cliente hipotética. AÇÃO PENAL. 5. CRIME/PENA. O destacamento feito sobre os pontos cruciais possibilitam ao candidato não só na identificação da peça correta. sustentando. 4. dados que são imprescindíveis para a boa confecção da peça podem ser deixados de lado ou mesmo ignorados. excluindo a possibilidade de impetração de Habeas Corpus. 2. redija a peça cabível. O filho da vítima. o candidato deve ler o problema pelo menos duas vezes antes de começar a fazer o esqueleto da peça. CLIENTE. sem nenhum embaraço. informou que no mesmo dia do telefonema. Sabemos que muitas informações são lançadas no problema apenas para dar contexto à história ou até para confundir o candidato. 9. Até por conta do nervosismo do momento. 8. 7. portanto à elaboração desse esqueleto: 1. RITO PROCESSUAL/PROCEDIMENTO. Logo. as teses jurídicas pertinentes. para tanto. de tão necessárias para a resolução do problema. Vamos. 6. Enquanto que outras.escondido. bem como que tal veículo estava em seu poder desde então. . PETIÇÃO. PEDIDOS. como ainda a completa formação do esqueleto do problema. Como sabemos. devem ser destacadas a fim de facilitar a elucidação do problema. nunca mencionado no processo. COMPETÊNCIA.0) Como sempre costumamos dizer. Com base somente nas informações de que dispõe e nas que podem ser inferidas pelo caso concreto acima.

AÇÃO PENAL: Esse item do esqueleto.reclusão. por qualquer meio. 155 . Furto Art. Na verdade. o candidato deveria. 4. Portanto. § 5º . RITO PROCESSUAL/PROCEDIMENTO: Assim como no item anterior.2. acaba se tornando inviável. podemos dizer que Jane foi condenada pelo crime de furto qualificado (artigo 155. reduzido à impossibilidade de resistência). OBS. § 5º. a vítima nem estava no local. o crime e a pena que devemos considerar são os vistos justamente na sentença. para si ou para outrem. Diante disso. qual teria sido a base da condenação. mas lendo o problema não verificamos que Jane tenha praticado as elementares do crime de roubo (mediante grave ameaça ou violência a pessoa. O que torna mais importante a releitura do problema! Considerando os fatos vistos no problema. ou depois de havê-la. pública incondicionada. se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior. contudo.Subtrair.o candidato até poderia confundir com o crime de roubo. o que se poderia fazer é apenas um a verificação da legalidade e regularidade do procedimento aplicado. de um a quatro anos. mas ocorre que o problema não fez qualquer referência a isso. 3. qual seja. devemos considerar que a ação penal tenha sido a correta. do Código Penal). considerando as informações constantes no problema. a indicação do crime específico pelo qual ela teria sido condenada. Não verificamos. CRIME/PENA: No caso em questão como já há um decreto condenatório transitado e julgado. lhe sendo atribuída pena de 05 anos de reclusão no regime inicial fechado. e multa.A pena é de reclusão de três a oito anos. coisa alheia móvel: Pena . a não ser é claro que pudéssemos verificar alguma nulidade ou coisa do gênero. contrapondo com os fatos novos que foram . apenas com base nos fatos narrados.

só nos cabe dizer que o momento processual é aquele visto na fase de cumprimento de pena. identificando as informações constantes no problema. Habeas Corpus ou então Revisão Criminal. Todavia. mas sim. fica mais fácil a tarefa de se identificar qual peça deve ser feita. Revisão Criminal ou até mesmo um Habeas Corpus. que no caso é a execução de pena. uma guia de execução penal. mas este o próprio problema descartou. não há nada referente ao cumprimento de pena ou coisa do tipo que pudesse indicar o cabimento de um agravo. Por outro lado.descobertos. devemos apenas considerar que o rito assim como o procedimento tenham sido o correto. mais ainda. O fato de identificarmos que o processo esta na fase de cumprimento de pena. e a ré iniciou o cumprimento da pena em 10 de novembro de 2012. o rol das possíveis peças fica reduzido. isto é. sabemos que na verdade não há mais processo penal propriamente dito. 6. 5. por se tratar de momento de execução de pena. devemos considerar o que diz o problema: A condenação transitou definitivamente em julgado. um guia referente ao cumprimento da pena. PEÇA: Depois de identificado o momento processual. Mas agora. porque sabemos que após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Pois bem. depois do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. reduz drasticamente o numero de peças que poderiam ser cobradas. o que poderia ser cobrado em sede de OAB seria: Agravo em execução. analisando que os fatos dão a . mas como isso também não foi informado. Portanto. MOMENTO PROCESSUAL: Para identificarmos qual o momento processual. podendo-se cogitar a hipótese de um Agravo em execução. No caso.

624. pois o problema informou a cidade e o Estado onde tudo teria ocorrido: “na cidade de Cuiabá/MT”. Dizendo a lei nesse sentido: Art. Devendo ser feito da seguinte forma: Excelentíssimo(a) Senhor(a) doutor(a) Desembargador(a) presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso A base legal que determina a competência é a seguinte: Art. é de fato o que a lei classifica como sendo circunstâncias novas que permitem a diminuição da pena. uma vez que o fato do filho da vítima surgir com uma nova versão sobre como os fatos se desenrolaram após o crime.entender que fatos novos surgiram após o trânsito em julgado da sentença. encontra-se base no artigo 621 do Código de Processo Penal. bastaria ao candidato verificar os artigos seguintes. COMPETÊNCIA: Considerando que a peça cabível já foi identificada.quando. onde facilmente constataria que a competência de julgamento é do Tribunal de Justiça do Estado de onde foi proferida decisão. o endereçamento deve ser feito ao desembargador presidente. Sendo assim. fica fácil a verificação de que a peça correta é mesmo a Revisão Criminal. após a sentença. O cabimento dessa ação de desconstituição de coisa julgada. As revisões criminais serão processadas e julgadas: . A revisão dos processos findos será admitida: I . 621. III . se descobrirem novas provas de inocência do condenado ou de circunstância que determine ou autorize diminuição especial da pena. que no juízo cível equipara-se a uma ação rescisória. mais especificamente no inciso III. No caso do problema o candidato deveria ficar a atento.quando a sentença condenatória for contrária ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos. 7.

Digo isso. chegamos de fato no momento mais crítico no processo de confecção de uma peça pratico processual. reparado o dano ou restituída a coisa. verifica-se que a então ré e agora requerente/revisionanda.Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. porque na maioria das vezes em que se trabalha com a Revisão Criminal. nos demais casos. por ato voluntário do agente. a pena será reduzida de um a dois terços. haja vista que o crime foi confessado. pode chegar até os dois terços. que é justamente a hora de se identificar quais serão as teses à serem abordadas. e tendo o carro sido devolvido três dias antes (27/10/2013). que considerando o texto do próprio artigo 16. Tribunais de Justiça ou de Alçada. Um primeiro cuidado é não pedir no automático que a decisão condenatória seja revisada para absolver a nossa ciente. TESES: Bem. ou melhor. deveria ter sido beneficiada pela benesse do artigo 16 do Código Penal. dizendo: Arrependimento posterior Art.Subsidiárias de mérito: . depois feita toda a verificação dos outros elementos. que por sua vez ocorreu no dia 30 de outubro de 2010. que se esperaria que fosse reduzido da pena aplicada na sentença. foi devolvido até o recebimento da denúncia. 1ª . 2ª . 8. iii) e tudo feito por ato voluntário. 16 . no caso o carro. que alberga a figura do arrependimento posterior. até o recebimento da denúncia ou da queixa. o pedido que comumente é visto é justamente o de se absolver o revisionando. a sustentação do merecimento de tal revisão depende da apresentação de que: i) não houve violência ou grave ameaça. Depois de feita a apresentação do merecimento da medida.II .pelo Tribunal Federal de Recursos.Principal de mérito: Considerando as informações fornecidas pelo filho da vítima. Portanto. o candidato deveria abordar o quantum que se pretenderia. ii) a coisa.

Sendo assim. caso a medida pretendida venha a ser acatada pelo tribunal. Seja a ação revisional julgada procedente.  E ainda. por mais questionável possa ser esse pedido. 9. Todavia. seguindo a mesma ordem de apresentação da vista na petição deve-se requerer ao Tribunal que: 1. dada a não caracterização de um erro evidente por parte do Estado.  Por fim. no quantum pretendido (2/3). em se tratando de OAB. e por . O tribunal. 630. que poderá ser o aberto ou mesmo o semi-aberto. O fundamento de tal pleito esta no artigo 630. mesmo assim. Como consequência do pedido feito anteriormente. tudo deve ser alegado. de forma subsidiária. é legitima a argumentação no sentido de defender o merecimento da revisionanda de estar recebendo uma justa indenização pelo erro visto na decisão. Considerando que o pedido revisional versa especificamente sobre o quantum de pena arbitrado na sentença e o merecimento da revisionanda de receber a redução pelo arrependimento posterior. vale frisar que o pedido de indenização só é cabível quando tiver ocorrido erro judiciário. a fim de se modificar a pena imposta na sentença reconhecendo para tanto a benesse do arrependimento posterior. seja então concedido à requerente o direito de progredir. PEDIDOS Quanto aos pedidos. por certo ela poderá requerer a modificação do regime inicial estabelecido. se o interessado o requerer. caso se mantenha o regime inicial que foi o fechado. que diz: Art. e mais. surge outra tese a ser sustentada. não deve ser esquecido que ela já se encontra cumprindo a pena imposta desde 10/11/2012. sendo a redução arbitrada no quantum máximo de 2/3. poderá reconhecer o direito a uma justa indenização pelos prejuízos sofridos.

pugna pela interrupção da contagem do prazo para efeitos de concessão do benefício do livramento condicional. §2º. responda à seguinte questão. Sigamos agora com a análise das questões: QUESTÃO 1 O Ministério Público. do CP. seja ainda determinada a condenação do Estado a fim de ser pago à revisionanda uma justa e devida indenização.210/84. lhe sendo fixado o aberto conforme artigo 33. I. mas sim. Prezados. seja então determinada a progressão da revisionanda a um regime menos gravoso conforme artigo 112 da Lei nº7210/84. pois o que valerá realmente é o gabarito da FGV . de forma bem simples. com base nos princípios do processo penal e no entendimento mais recente dos Tribunais Superiores. 7.25) A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não pontua. 83. Respostas: A pretensão do parquet de se requerer a interrupção da contagem do prazo de um reeducando. Todavia. não se desesperam se alguma coisa estiver diferente. Percebam que essa não é a petição propriamente dita. alínea “c” do Código Penal. isso é apenas um exemplo. de forma fundamentada: O Ministério Público está com a razão? (Valor: 1. fundamentando seu pleito em interpretação sistemática do Art. Outrossim. ambos da Lei n. seja igualmente modificado o regime de cumprimento de pena. Levando em conta apenas os dados contidos no enunciado. Considerando ainda o claro e evidente erro judiciário. tomando conhecimento da prática de falta grave no curso de execução penal. esse é o esboço da petição. não estando a redução no quantum pretendido. uma “lista” com as informações necessárias para a confecção da peça prática profissional pedida no problema.consequência. visando assim frustrar a obtenção do livramento condicional. viola de fato . e dos artigos 112 e 118.

mas o fato é que Maria é pessoa conhecida na localidade onde mora por ter má-índole. nunca houve prova de qualquer das histórias contadas. mora no Bairro Paciência. Para tanto. Maria resolve quebrar a janela da residência desta. Nesse sentido. tendo por base apenas as informações descritas no enunciado. Ocorre que Josefa.Súmula nº 441 . o que como consequência aponta ainda a violação do princípio da legalidade. na cidade Esperança.25) A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não pontua. com raiva de sua vizinha Josefa. Josefa falece instantaneamente. após olhar em volta para ter certeza de que ninguém a observava. mulher solteira de 40 anos. atinge também sua nuca. Tendo se socorrido deste artifício por não haver na lei previsão legal para a interrupção pretendida. Maria arremessa com força. alguns até chegavam a afirmar que ela tinha “cara de quem cometeu crime”. espera chegar a hora em que sabia que Josefa não estaria em casa e. não havia saído de casa e o tijolo após quebrar a vidraça. A começar pela interpretação sistemática aplicada ou por ele invocada. Certo dia. que na verdade revela-se como sendo uma interpretação in malam partem. Não bastasse a ausência de lei para o pedido do MP. Portando o Ministério Público não tem razão.premissas basilares do direito penal e processual penal. Maria sempre foi alvo de comentários maldosos por parte dos vizinhos. QUESTÃO 2 Maria. responda justificadamente: É correto afirmar que Maria deve responder por homicídio doloso consumado? (Valor: 1. um enorme tijolo. Por conta de seu comportamento. naquele dia. Resposta: . na direção da casa da vizinha.A falta grave não interrompe o prazo para obtenção de livramento condicional. Não obstante tais comentários. ainda se verifica que tal pedido vai de encontro a posição já solidificada pelo superior tribunal de justiça. na súmula 441 que diz: STJ . já que sempre arruma brigas e inimizades.

resolve viajar para Foz do Iguaçu (PR). fundamentadamente. José afirma que seu objetivo era transportar a droga até a cidade de Porto Vera Cruz (RS). no caso. por não ter sido pretendido. exatamente como prever o artigo 74 do Código Penal. e no que tange ao resultado morte.75) . José foi preso em flagrante pela Polícia Militar em virtude do transporte das substâncias entorpecentes. sobrevém resultado diverso do pretendido. mas apenas a título de culpa. o agente responde por culpa. 70 deste Código. Sendo assim. poderá responder pelo este. responda. e considerando haver previsão de culpa para o homicídio. Atento somente ao que foi narrado na hipótese acima. conhecido em seu bairro por vender entorpecentes. responderá dolosamente pelo crime do artigo 163 do Código Penal. Você é contratado para efetuar um pedido de liberdade provisória e o que mais entender de Direito em favor de José. Na lavratura do flagrante. quando. Em sua bagagem. a afirmação feita esta incorreta porque Maria deverá responder a título de dolo apenas pelo resultado pretendido que fora tão somente o dano. ou seja. Art. aos itens a seguir: A) O órgão competente para julgamento é a Justiça Estadual ou a Justiça Federal? Justifique. José transporta 500g de cocaína e 50 ampolas de cloreto de etila. se o fato é previsto como crime culposo. A análise sobre a imputação deve repousar sobre o dolo do agente. tendo sido sua morte resultado diverso do pretendido. 74 .Fora dos casos do artigo anterior. Maria visava tão somente o resultado dano ao patrimônio de Josefa. inclusive. a passagem de avião que já havia comprado. mencionando. se ocorre também o resultado pretendido. por acidente ou erro na execução do crime. QUESTÃO 3 José.É incorreta tal afirmação. aplica-se a regra do art. (Valor: 0. Em Foz do Iguaçu.

que estabelece como competente a justiça estadual. pouco importa o local onde José desejava efetivamente comercializar os entorpecentes. QUESTÃO 4 Erika e Ana Paula. ao chegarem. Erika. que estabelece que todo crime praticado a bordo de aeronaves será da competência da Justiça Federal. nos exatos termos do artigo 71 do Código de Processo Penal que assim diz: Art. (Valor: 0. além delas. As jovens chegam bastante cedo e. compete a justiça dos estados o processo e o julgamento dos crimes relativos a entorpecentes. a competência será da Justiça Federal. bastante deserta e isolada. há somente um salva-vidas na praia. B) Considerando que o crime de tráfico de drogas é uma infração permanente. sem saber nadar. a competência firmar-se-á pela prevenção. então. decide puxar assunto com o salva-vidas. que estava bastante calmo naquele dia. Ocorre que. Durante a conversa.B) Se José objetivasse apenas traficar drogas em Foz do Iguaçu. percebem que. tão isolada que não há qualquer estabelecimento comercial no local e nem mesmo sinal de telefonia celular. Wilson.Salvo ocorrência de tráfico com o exterior. de difícil acesso (feito através de uma trilha). nesse intervalo de . Dizendo a sumula: STF Súmula nº 522 . Tratando-se de infração continuada ou permanente. Erika e Wilson percebem que têm vários interesses em comum e ficam encantados um pelo outro.50) A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não pontua. praticada em território de duas ou mais jurisdições. quando. Ana Paula decide dar um mergulho no mar. o caso em tela obriga a aplicação da súmula 522 do STF. jovens universitárias. pois o achou muito bonito. por sua vez. 71. resolvem passar o dia em uma praia paradisíaca. No caso em tela a competência firmar-se-á pela prevenção. Respostas: A) Como exceção da norma constitucional vista no artigo 109 inciso IX. o órgão competente seria o mesmo do respondido no item A? Justifique.

portanto. B) A imputação feita em relação a Erika. responder pelo mesmo crime do artigo 121 do Código Penal. essa mesma correção disponível em vídeo. que era perfeitamente possível. Wilson não poderia ter se furtado ao seu dever legal de agir. (Valor: 1.tempo. §2º. Instigado por Erika. Ana Paula. Meus amigos. na modalidade de concurso vista no artigo 29 do Código Penal. indique a responsabilidade jurídico-penal de Erika e Wilson. Devendo. acaba morrendo afogada. deverá responder pela prática do crime previsto no artigo 121. Ao ver que Ana Paula se afogava. na forma do 13. também estará . momento este em que assumiu o risco pelo resultado morte. na qualidade de participe. Wilson decide não efetuar o salvamento. não origina-se de um dever legal. salvar a vítima.25) A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não pontua. atento apenas ao caso narrado e respondendo de forma fundamentada. então. Contudo. Nesse sentido. Respostas: A) Primeiramente é certo dizer que ambos deverão responder pela prática de homicídio doloso consumado. Como não o fez. mas sim no fato de ter instigado Wilson a não salvar Ana Paula. todos do código Penal. por ser salva-vidas. Wilson percebe que Ana Paula está se afogando. a imputação feita em relação a Wilson decorre do seu status de garantidor. isto é.

Jerusa decide ultrapassar o carro à sua frente. vem a atingir Diogo.Questões Corrigidas e Comentadas da Prova da OAB – XI Exame Unificado FGV 2ª Fase (aplicada em 06/10/2013) Jerusa. entretanto. mas respeitando os limites de velocidade. em alta velocidade. o qual estava abaixo da velocidade permitida. Em uma via de mão dupla. atrasada para importante compromisso profissional. dirige seu carro bastante preocupada. Para realizar a referida manobra. no momento da ultrapassagem. conduzia sua moto no . Jerusa não liga a respectiva seta luminosa sinalizadora do veículo e. motociclista que.

após o curso das investigações. o Ministério Público decide oferecer denúncia contra Jerusa. e claro. aqueles pontos tidos como “chaves” sejam destacados. elabore o recurso cabível e date-o com o último dia do prazo para a interposição. Atento ao caso apresentado e tendo como base apenas os elementos fornecidos. 121 c/c Art. Finda a instrução probatória. além de não atentar para o trânsito em sentido contrário. o juiz competente. decidiu pronunciar Jerusa pelo crime apontado na inicial acusatória. em decisão devidamente fundamentada. O advogado de Jerusa é intimado da referida decisão em 02 de agosto de 2013 (sexta-feira). O cuidado que o candidato deveria ter nesse caso estava muito mais ligado ao conhecimento sobre o procedimento do júri. imputando-lhe a prática do delito de homicídio doloso simples. ambos do CP). Instaurado o respectivo inquérito policial. Diogo falece em razão dos ferimentos sofridos pela colisão. A denúncia foi recebida pelo juiz competente e todos os atos processuais exigidos em lei foram regularmente praticados. do que propriamente se preocupar com pegadinhas e ou teses ocultas como nos exames anteriores. importante que enquanto se ler o enunciado do problema. os requisitos e peculiaridades do recurso adequado. Não obstante a presteza no socorro que veio após o chamado da própria Jerusa e das demais testemunhas. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não pontua OBS: O problema posto traz um caso simples e até de fácil resolução. Argumentou o ilustre membro do Parquet a imprevisão de Jerusa acerca do resultado que poderia causar ao não ligar a seta do veículo para realizar a ultrapassagem. na modalidade dolo eventual (Art. Como sempre chamamos a atenção. I parte final.sentido oposto da via. 18. pois isso tornará mais fácil e rápida a colheita dos dados .

4. e como não houve. na modalidade dolo eventual (Art. Portanto. RITO PROCESSUAL/PROCEDIMENTO: Esse era um dos pontos cruciais para o acerto da questão. Homicídio simples Art 121. ambos do CP). AÇÃO PENAL: Depois identificado exatamente qual o crime que esta sendo imputado a Jerusa (artigo 121 do CP). CLIENTE: JERUSA 2. já sabemos que o crime em questão é de ação penal pública incondicionada. I parte final. sabe-se que a regra exclamada no artigo 100 do Código Penal. Não há dúvida nesse ponto. Matar alguém: Pena . 18. Sobre isso. é que seja de ação penal pública incondicionada. em relação ao homicídio. 121 c/c Art. que pode assim gerar uma tese de preliminar de nulidade. CRIME/PENA: conforme se viu no problema: homicídio doloso simples. e claro do próprio recurso. qualquer observação legislativa em sentido contrário. Pois bem. aplicar-se-á portanto a regra. a importância velada em destacá-los. . importante observar a natureza da ação penal. OBS – por mais óbvio que esses primeiros itens do esqueleto possam parecer.reclusão. vejamos os pontos do esqueleto do problema apresentado pela FGV 1. é que essa análise possibilita a descoberta de irregularidades praticadas.para elaboração do esqueleto da peça. 3. de seis a vinte anos.

a tarefa seguinte é . quando se viu que a cliente havia sido pronunciada. Conforme se observa. “d”) o crime de homicídio é julgado perante a instituição do júri. procedimento e o momento processual. para se responder esse item o candidato deveria conhecer o procedimento do júri. decidiu pronunciar Jerusa pelo crime apontado na inicial acusatória. onde cada uma possui suas peculiaridades. Finda a instrução probatória. 5º. primeiro. com necessidade/possibilidade de se recorrer da decisão que pronunciou Jerusa. PEÇA: Depois de identificado o crime imputado. inciso XXXVII. Até pelo fato de ser especial. surgirá uma tese preliminar de nulidade. sendo dividido em duas fases. MOMENTO PROCESSUAL: Novamente. o problema forneceu vários dados que possibilitam a conclusão de que o momento processual é o fim da primeira fase do procedimento do júri. saber que conforme mandamento constitucional (art. posto que verificada qualquer irregularidade quanto ao procedimento. 5. o juiz competente. Portanto. Visto isso. em decisão devidamente fundamentada. O problema disse: A denúncia foi recebida pelo juiz competente e todos os atos processuais exigidos em lei foram regularmente praticados. e que essa decisão ainda esta em fase de ser recorrida. é que a atenção do candidato deveria ser redobrada em sua análise. 6. o momento processual é o fim da primeira fase do júri. deveria saber ainda que o procedimento do Júri é tido como especial. O rito processual a ser seguido no caso do problema esta previsto no Código de Processo Penal nos artigos 406 ao 497.O candidato deveria.

Caberá recurso. Para isso. menção a possibilidade do juiz a quo se retratar de sua decisão. 1ª Peça: . 581. uma de interposição que é dirigida ao juiz a quo. o candidato deveria saber que o mesmo é feito em duas peças. o recurso. no sentido estrito. Outro detalhe. posto que esse difere inclusive dos endereçamentos habituais como para o juiz criminal. que diz: Art. além do requisito padrão que “seja o recurso recebido e processado”.identificar a peça. se deveria tomar o cuidado com o endereçamento dado. No caso. isto é. bastaria ao candidato conhecer o artigo 581. qual o recurso que deverá ser utilizado para atacar a decisão de pronúncia. e a petição contendo as razões do recurso que é dirigida ao juízo ad quem. não basta identificar a peça. Na primeira petição (interposição). mas no caso sabe-se que é o da primeira fase. inciso IV do Código de Processo Penal. e por isso é para o Juiz Criminal da Vara do Júri. despacho ou sentença: IV – que pronunciar o réu Contudo. deveria ainda ser feito a especificidade do recurso. identificado que o recurso adequado é o Recurso Em Sentido Estrito. ou melhor. e ainda daquele feito na segunda fase do júri onde é dirigido o juiz presidente. se suas características não forem empregadas corretamente. da decisão.

aqui é feito pedido de conhecimento do recurso e claro seu provimento. Lembrando é claro que se na peça de interposição é feito pedido de recebimento e processamento. segue o padrão das demais peças recursais.Já a segunda peça (razões recursais). 2ª Peça: .

Sendo complementado pelo Código de Processo Penal que assim dispõe: Art. salvo a competência privativa do Tribunal do Júri. TESES: Primeiro passo é diferenciar e destacar as teses de caráter preliminar (nulidade e ou causas de extinção da punibilidade) daquelas de mérito: De maneira surpreendente. 123. consumados ou tentados. d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. 74.. Feito tudo isso. c) a soberania dos veredictos. § 1º Compete ao Tribunal do Júri o julgamento dos crimes previstos nos arts. parágrafo único. 122. b) o sigilo das votações. considerando as provas passadas é algo que soa com muita estranheza nesse exame.é reconhecida a instituição do júri. Portanto. a FGV não cobrou nenhuma tese preliminar..7. . COMPETÊNCIA: A competência conforme inclusive já falamos. Artigo 5º. assegurados: a) a plenitude de defesa. 126 e 127 do Código Penal. vejamos quais teses foram exigidas dos candidatos: 8. 121. XXXVIII . que. A competência pela natureza da infração será regulada pelas leis de organização judiciária. com a organização que lhe der a lei. chegamos no momento de se verificar quais teses serão abordadas. §§ 1o e 2o. seguindo mandamento constitucional. 125. 124.

acabou aceitando sua produção mediante conduta praticada. é competente para julgamento dos crimes dolosos contra a vida e não os culposos. o candidato deveria trabalhar com a tese de desclassificação de homicídio doloso (artigo 121 do código Penal). a defesa da desclassificação poderia ser mais bem trabalhada. Dever-se-ia fazer contraponto a essa tese. considerando a desclassificação pretendida. O argumento central do problema consistia em rebater a arguição do MP. motivo pelo qual deveria o candidato fundamentar que fosse o processo . mas tudo não passara de culpa. teria ela feito previsão do resultado morte e embora não o desejasse. O candidato deveria ressaltar que Jerusa agiu apenas com culpa. passando a imputação feita apenas para o crime de homicídio culposo. haja vista que o candidato dispunha de tempo e espaço. ainda que uma culpa consciente. OBS – Considerando que essa foi à única tese principal de mérito. 2ª tese – Como consequência da primeira tese de mérito. que ainda não é o visto do Código Penal. que disse que houve dolo eventual por parte de Jerusa.Mérito – 1ª tese No mérito. mas sim o do Código de trânsito Brasileiro. bastaria fundamentar tal pedido no 419 do Código de Processo Penal. que conforme já se viu. isto é. para o crime de homicídio culposo visto no Código de Transito Brasileiro no seu artigo 302. o procedimento do júri passaria a ser incompetente para julgar e processar um crime culposo. para se requerer a desclassificação do delito. o que impede completamente que o crime em questão seja julgado perante o júri. Desse modo.

O prazo do Recurso Em Sentido Estrito é de 5 dias para interposição e 2 para apresentação das razões. 798. a contagem do prazo deve ter início no dia 05/08/2013 – segunda-feira. que fará com que termine no . incluindo-se. deve-se requerer à câmara que: 1. § 1o Não se computará no prazo o dia do começo. para desclassificar o crime imputado na forma vista no artigo 419 do Código de Processo Penal. determinado de imediato sua remessa ao juiz competente. porém. PEDIDOS Quanto aos pedidos. e claro sem esquecer os requisitos recursais. aplica-se a norma do artigo 798 que diz o seguinte: Art. Considerando que o dia seguinte ao da intimação (03/08/2013 – sábado) não é tido como útil para fins recursais. Sobre isso o problema disse: O advogado de Jerusa é intimado da referida decisão em 02 de agosto de 2013 (sexta-feira). reformando a respeitável decisão que pronunciou a recorrente. não se interrompendo por férias. o do vencimento. domingo ou dia feriado. Todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios. deve-se considerar então o primeiro prazo. Logo. Seja conhecido e provido o presente Recurso Em Sentido Estrito.remetido para o juízo com competência para o julgamento do crime de homicídio culposo praticado na direção de veiculo autônomo. Como no caso tudo deve ser feito em um único momento. conforme artigo 302 do CTB 9. seguindo a mesma ordem apresentada na petição. OBS – Apenas não esquecendo de datar a petição.

115 da LEP. a qual. interpôs recurso alegando. esse seria o esboço da petição. resolveu lhe dar provimento. O Ministério Público. devidamente contra-arrazoado. . o dia certo para consta como data do recurso. O recurso. de forma unânime. foi submetido a julgamento pela Corte Estadual. o que deveria perdurar por todo o tempo da pena a ser cumprida no regime menos gravoso. inconformado. Sendo este último. Prezados. a prestação de serviços à comunidade. A referida Corte fixou como condição especial ao cumprimento de pena no regime aberto. estimulando o descumprimento das penas alternativas ao cárcere. em síntese. uma “lista” das informações necessárias para a confecção da peça prática profissional.dia 09/08/2013 – sexta-feira. Sigamos agora com a análise das questões: Questões 1ª QUESTÃO O Juiz da Vara de Execuções Penais da Comarca “Y” converteu a medida restritiva de direitos (que fora imposta em substituição à pena privativa de liberdade) em cumprimento de pena privativa de liberdade imposta no regime inicial aberto. sem fixar quaisquer outras condições. mas sim. vejam não é a petição propriamente dita. que a decisão do referido Juiz da Vara de Execuções Penais acarretava o abrandamento da pena. com base no Art. portanto.

A) Qual foi o recurso interposto pelo Ministério Público contra a decisão do Juiz da Vara de Execuções Penais? (Valor: 0. No que tange a segunda indagação. Para responder a primeira indagação feita o candidato deveria apenas saber que o recurso utilizado tanto pela defesa como pelo Ministério Público na fase de cumprimento de pena é o Agravo em Execução. para indicar a súmula correta. violando inclusive o princípio do non bis in idem. pois vai de encontro ao que se viu disciplinado na súmula 493 do Superior Tribunal de justiça que assim diz: É inadmissível a fixação de pena substitutiva (art. responda fundamentadamente. duas qualidades de penas para uma única execução.Atento ao caso narrado e considerando apenas os dados contidos no enunciado. ou seja.210/84 – Lei de Execuções Penais B) É incorreta. aos itens a seguir. 44 do CP) como condição especial ao regime aberto. o próprio problema já deixou claro que o que se quer saber é o entendimento jurisprudencial já sumulado sobre o assunto. OBS – Questão de fácil resolução. ou seja. servem como substitutos legais para as penas privativas de liberdade e não como complemento para torna-las mais graves. 2ª QUESTÃO . o candidato deveria estar o seu Código de Súmulas atualizado. As penas restritivas de direito do artigo 44 do Código Penal.75) RESPOSTAS A) Agravo em Execução de acordo com o artigo 197 da Lei 7.50) B) Está correta a decisão da Corte Estadual. No caso. o juiz cumulou privativa de liberdade com restritiva de direitos. levandose em conta entendimento jurisprudencial sumulado? (Valor: 0.

O tribunal. na sentença. por sua vez. negou provimento aos dois pedidos da defesa e. quando o tribunal além de indeferir provimento ao recurso da defesa. A pena fixada pelo magistrado foi de dois anos de reclusão em regime aberto. no que for aplicável. não fixou nenhuma condição. porém. pleiteando a absolvição de Daniel com base na tese de negativa de autoria e. qual seja a 7. Sendo assim. 386 e 387. alínea “a” da Constituição. no acórdão. significa dizer que a situação do acusado só poderia mudar para melhor e não para pior. A) Qual o recurso cabível contra a decisão do Tribunal de Justiça? (Valor: 0. no julgamento da apelação. o referido magistrado concedeu-lhe o beneficio da suspensão condicional da execução da pena. Somente a defesa interpôs recurso de apelação. Todavia. atento às particularidades do caso concreto. O Tribunal de Justiça. ser agravada .Daniel foi denunciado. sendo certo que. inciso III. de forma unânime. B) considerando que apenas a defesa recorreu. ele o fez de forma a piorar a situação do recorrente.70) RESPOSTAS A) considerando que a decisão do tribunal afronta texto de lei federal. câmara ou turma atenderá nas suas decisões ao disposto nos arts. ainda complementa a decisão do juiz a quo criando condições para a suspensão da pena. não podendo. 383. processado e condenado pela prática do delito de roubo simples em sua modalidade tentada. haja vista o fato de que o magistrado a quo deixou de fazê-lo na sentença condenatória. fundamentadamente. Nesse sentido. subsidiariamente.2010/84. responda. aos itens a seguir.55) B) Qual deve ser a principal linha de argumentação no recurso? (Valor: 0. 617. a substituição do beneficio concedido por uma pena restritiva de direitos. fixou as condições do sursis. Fato esse que viola diretamente o princípio da non reformatio in pejus esculpido no artigo 617 do Código de Processo Penal que diz: Art. o recurso adequado a ser lançado é o Recurso Especial com lastro no artigo 105. atento apenas às informações contidas no texto.

pois deveria saber o cabimento do recurso especial e além disso ficar atendo para a impossibilidade do tribunal agravar a situação do recorrente. tendo por base apenas as informações contidas no enunciado. deve considerar Ricardo portador de bons ou maus antecedentes? (Valor: 0. tendo transitado definitivamente em julgado no dia 07/04/2011. deve considerar Ricardo portador de bons ou maus antecedentes? Na hipótese. Nesse sentido. sendo certo que o trânsito em julgado definitivo de referida sentença apenas ocorreu em 15/05/2010. incide a circunstância agravante da reincidência ou Ricardo ainda pode ser considerado réu primário? (Valor: 0. até aqui. na sentença relativa ao crime de extorsão. um delito de estelionato. 3ª QUESTÃO Ricardo cometeu um delito de roubo no dia 10/11/2007. incide a circunstância agravante da reincidência ou Ricardo ainda pode ser considerado réu primário? (Valor: 0. Tal sentença apenas transitou em julgado no dia 27/07/2013. um delito de extorsão. Ricardo deve ser considerado portador de .25) B) O juiz. responda aos itens a seguir. deve considerar Ricardo portador de bons ou maus antecedentes? Na hipótese. na sentença relativa ao crime de estelionato. A) O juiz. tendo sido condenado em 25/05/2011. foi a questão que exigia do candidato um pouco mais de trato com a matéria. na sentença relativa ao crime de roubo.50) C) O juiz. pelo qual foi condenado no dia 29/08/2009. OBS – Essa. quando dele é o único. Ricardo também cometeu.a pena. Ricardo também praticou. no dia 10/09/2009.50) RESPOSTAS A) Por força do princípio constitucional da não culpabilidade. no dia 12/03/2010. quando somente o réu houver apelado da sentença. A sentença condenatória relativa ao delito de extorsão foi prolatada em 18/10/2010.

por ter sido o crime de extorsão praticado (10/09/2009) antes do transito em julgado do crime de roubo (15/05/2010). tendo em vista que quando das práticas dos crimes. isso não pode macular seus antecedentes. Enquanto que os antecedentes considera a data da sentença. Ricardo já sustentava duas condenações definitivas: 15/05/2010 – roubo. B) Considerando que quando Ricardo foi condenado pelo crime de extorsão (07/04/2011) ele já sustentava a condenação transitada em julgado pelo crime de roubo (15/05/2010). por esse motivo. conforme estabelece a regra do artigo 63 do Código Penal. se quando da prática do delito o autor já possui sentença penal transitada em julgado. não se pode dizer que ele é detentor de bons antecedentes. Mesmo assim não se imporá a Ricardo a agravante da reincidência. 4ª QUESTÃO .bons antecedentes. Deveria saber primordialmente que a reincidência leva em consideração a data do fato. pelo fato de simplesmente responder por essa nova prática. o que implicará num agravamento das circunstancias judiciais. OBS: Essa foi de fato a questão mais elaborada da prova. C) Considerando que quando foi condenado pelo crime de estelionato (25/05/2011). ou seja. levando em conta se já há ou não condenações definitivas. não se poderá incidir tal agravante na dosimetria de Ricardo. o mesmo não havia contra si nenhuma sentença penal condenatória transitada em julgado. 07/04/2011extorsão. ele será considerado como portador de maus antecedentes. no que tange a questão da agravante da reincidência. Isso porque. Para respondê-la o candidato deveria estar por dentro dos detalhes referentes à dosimetria de pena e principalmente na verificação da reincidência e sua distinção dos maus antecedentes. sem condenação definitiva. Agora. ainda que antes do trânsito em julgado da primeira sentença (15/05/2010) tenha ele praticado novo crime.

justificadamente. e tampouco na hora de se responder as questões. entretanto. sem violência ou grave ameaça. tendo como base apenas as informações contidas no enunciado. o que totalizou a quantia de R$10. a inicial acusatória. foi oferecida suspensão condicional do processo e foi apresentada resposta à acusação. 155. tendo em vista a atipicidade da conduta firmada frente ao princípio da insignificância. . Estando nesta última a resposta da questão. (Valor: 0. que no dia 18/10/2012 Lucile subtraiu. que divide o núcleo da tipicidade. Desta vez chamou atenção pela facilidade das questões. inciso III do Código de Processo Penal. do CP.O Ministério Público ofereceu denúncia contra Lucile. Muito embora para respondê-la corretamente o candidato deveria estar atualizado frente a teoria constitucionalidade do delito. B) É atípica a conduta por faltar na estrutura do delito o requisito da tipicidade material OBS: Mais uma questão que podemos considerar fácil. em tipicidade formal e material.65) B) Qual é o elemento ausente que justifica a alegada atipicidade? (Valor: 0. Narrou. pois não se viu dificuldade na elaboração da peça.60) RESPOSTAS A) Absolver sumariamente Lucile na forma do artigo 397. imputando-lhe a prática da conduta descrita no Art. dê o correto fundamento legal. Como sempre a FGV nos surpreende. aos itens a seguir. dois litros de leite e uma sacola de verduras. A) O que o magistrado deve fazer? Após indicar a solução. Todas as exigências legais foram satisfeitas: a denúncia foi recebida. entende que a fato é atípico. responda. Nesse sentido. O magistrado. contido no fato típico. caput. após convencer-se pelas razões invocadas na referida resposta à acusação. de um grande estabelecimento comercial do ramo de venda de alimentos.00 (dez reais).

Espero que todos tenha ido muito bem. agora é só aguardar o resultado final para enfim comemorar a tão sonhada aprovação. OAB – XII Exame Unificado FGV . Estou na torcida por todos!!!! Questões Corrigidas e Comentadas da Prova de Penal 2ª Fase.

2ª Fase (aplicada em 09/02/2014) Peça Rita. 155. as investigações seguiram normalmente. § 4º. senhora de 60 anos. foi presa em flagrante no dia 10/11/2011 (quinta-feira) ao sair da filial de uma grande rede de farmácias após ter furtado cinco tintas de cabelo. inciso I. O Ministério Público. O processo teve seu curso regular e. Para subtrair os itens. Instaurado inquérito policial. realizada no dia 18/10/2012 (quinta-feira). resolveu denunciar Rita pela prática da conduta descrita no Art. provas da materialidade e justa causa. durante todo o tempo. A denúncia foi regularmente recebida pelo juízo da 41ª Vara Criminal da Comarca da Capital do Estado ‘X’ e a ré foi citada para responder à acusação. do CP (furto qualificado pelo rompimento de obstáculo).95 (quarenta e nove reais e noventa e cinco centavos). por entender haver indícios suficientes de autoria. O valor total dos itens furtados perfazia a quantia de R$49. a ré ficou em liberdade. então. o que foi devidamente feito. Rita arrebentou a fechadura do armário onde estavam os referidos produtos. Na audiência de instrução e julgamento. conforme imagens gravadas pelas câmeras de segurança do estabelecimento. o Ministério Público apresentou certidão cartorária apta a atestar que no dia 15/05/2012 (terça-feira) ocorrera o trânsito em julgado definitivo de sentença que condenava Rita pela prática do .

levando em conta a data do trânsito em julgado definitivo da sentença de estelionato. ao argumento de que o trânsito em julgado de outra sentença condenatória configurava maus antecedentes. Por entender que a ré não atendia aos requisitos legais. bem como a data do cometimento do furto (ora objeto de julgamento). Finda a instrução criminal. o magistrado proferiu sentença em audiência. personagem do problema. A ré. apresentando um caso de atipicidade material onde se deve requerer a absolvição de Rita. Na verdade. em seu interrogatório. exerceu o direito ao silêncio. o magistrado fixou a pena definitiva em 4 (quatro) anos de reclusão no regime inicial semiaberto e 80 (oitenta) dias-multa. Atento ao caso narrado e levando em conta tão somente as informações contidas no texto. Ao final. OBS: O problema aparentemente é muito simples.delito de estelionato. o magistrado não substituiu a pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos. na segunda fase da dosimetria da pena o magistrado também entendeu ser cabível a incidência da agravante da reincidência. elabore o recurso cabível. O advogado da ré deseja recorrer da decisão. As alegações finais foram orais. assegurou-se à ré o direito de recorrer em liberdade. não verificando a incidência de nenhuma causa de aumento ou de diminuição. o cuidado que candidato deveria ter esta muito . o magistrado entendeu por bem elevar a pena-base em patamar acima do mínimo. O valor do dia-multa foi fixado no patamar mínimo legal. acusação e defesa manifestaram-se. Na dosimetria da pena.

e tendo em vista que isso foi seguido sem problemas. não custa dizer que o processo já possui sentença. e multa. Mas isso nós veremos com calma na elaboração do esqueleto de petição. Furto qualificado § 4º – A pena é de reclusão de dois a oito anos. Vamos lá! 1. de um a quatro anos. CLIENTE: RITA 2. Muito embora isso esteja de forma clara. 3.mais ligado a os outros ponto além da absolvição. RITO PROCESSUAL/PROCEDIMENTO: Na verdade por se tratar de um crime de furto. para si ou para outrem. e multa. cujo procedimento é o comum ordinário. MOMENTO PROCESSUAL: Esse ponto é importante para identificação da peça processual. Isso esta certo uma vez que o crime em questão é de ação penal pública incondicionada. coisa alheia móvel: Pena – reclusão. 155 – Subtrair. 4. CRIME/PENA: conforme se viu no problema: Art. Segundo o problema: . AÇÃO PENAL: Sobre a ação penal não há qualquer tipo de problema. 5. haja vista que corretamente se viu que foi o MP quem denunciou. inciso I. não há o que considerar sobre o rito e o procedimento. se o crime é cometido: I – com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa. Art. 155. § 4º. do CP (furto qualificado pelo rompimento de obstáculo).

o magistrado proferiu sentença em audiência.“Finda a instrução criminal. fica fácil identificar que a peça adequada ao caso é uma APELAÇÃO. inciso I do Código de Processo Penal. o candidato deveria lembrar que a Apelação deve ser interposta em duas peças. uma de interposição que é dirigida ao juiz a quo. o que indica possibilidade de recurso. o momento processual é o fim da instrução com sentença proferida sem transito em julgado.” Portanto. Por se tratar de um recurso que é recebido por um juízo e julgado por outro. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: I – das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular. que diz: Art. conforme artigo 593. 593. 1ª Peça: . 6. e a petição contendo as razões do recurso que é dirigida ao juízo ad quem. PEÇA: Conforme acusa o momento processual (sentença não transitada em julgado).

2ª Peça: .

o Estado não foi informado. ou seja. TESES: . por isso deveria o candidato repetir a mesma alusão feita pelo examinador. Excelentíssimo(a) Senhor(a) Doutor(a) Juiz(íza) de direito da 41ª Vara Criminal da Capital de ‘X’ 8. Agora.7. COMPETÊNCIA: Aqui o cuidado era para não inserir dado que pudesse ser interpretado como identificador de peça. ‘X’. O problema só informou a vara criminal competente (41ª) e disse ser da Capital.

inciso II do CPP). o próximo passo é identificar as teses. verifica-se que poderia sim ter sido cobrada tese preliminar de nulidade processual porque deveria o juiz da causa ter rejeitado a peça acusatória. Sempre lembrando de organizar primeiro as preliminares. Além dessa. a FGV neste novo exame não cobrou tese preliminar. Assim como fez na última prova. a observação que faço é porque imagino que muitos fizeram tal tese. No Mérito 1ª tese – Atipicidade da Conduta . havendo informações suficientes no problema para essa verificação. Se a ideologia é demonstrar o conhecimento exigindo do candidato que faça tudo. O cerne do problema é a atipicidade material da conduta de Rita. Vejam. Às vezes são os pontos que faltarão para a aprovação de alguém.Identificada a peça e o foro competente. que geraria a mesma nulidade. qual seja. Penso que se era possível tal pedido. ele deve sim ser valorado. e por não aparecer no gabarito da FGV. deveria o juiz da causa ter rejeitado a peça acusatória ao invés de tê-la recebido. Pois bem. Não obstante não tenha ela cobrado tal tese. e considerando que a atipicidade de conduta gera a inexistência do interesse processual do MP. poderia inclusive o candidato trabalhar com a ideia de falta de justa causa.395. (art. não será valorada. aquela vista no artigo 564. IV do CPP. pela leitura que se faz do problema.

o que não é o caso! Teses Subsidiárias de Mérito 1ª tese – Causa especial de redução de pena Trabalhando com a hipótese da primeira tese não ser acolhida deveria então o candidato lançar mão da tese subsidiária. Reforçando a defesa da atipicidade. d) inexpressividade da lesão jurídica provocada do Indicando que o correto e justo no caso seria a personagem Rita ser absolvida na forma do artigo 386. A tese principal de mérito é a absolvição de Rita pela ausência de tipicidade material. O candidato deveria fundamentar discorrendo sobre o princípio da insignificância e como isso retira do injusto penal a tipicidade material que é elemento obrigatório para a existência de uma infração penal. c) reduzido grau de reprovabilidade comportamento do agente. inciso III do CPP. ressaltando que pela conduta de Rita se pode auferir os vetores permissivos de aplicação da insignificância. . O cuidado que devemos ressaltar é que não se poderia fundamentar o pedido de absolvição de Rita com base no artigo 397 do CPP. que segundo o STF são: a) mínima ofensividade da conduta do agente. Teoria Constitucionalista do Delito (professor – Luiz Flávio Gomes). b) nenhuma periculosidade social da ação. por isso não é segredo. por considerar que o fato e si não constitui infração penal.Já estamos falando dessa tese desde o início da correção. haja vista que este refere-se à absolvição sumária que é possível após o recebimento da denúncia.

e é de pequeno valor a coisa furtada. e que o trânsito em julgado pelo estelionato ocorrera em 15/05/2012. o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção. . considerando que a personagem furtou apenas cinco embalagens de tinta para cabelo. O que segundo artigo 63 do CP. Rita. não se pode considerar a reincidência. diminuí-la de um a dois terços. Talvez aqui pudesse haver confusão com o fato da norma fazer referência à primariedade do agente. Ocorre que no caso. O problema informou que o furto fora praticado em 10/11/2011. fica evidente o merecimento dela de ser agraciada pela benesse contida no § 2º do mesmo artigo 155 do CP. isto é. quando da prática do furto ainda não havia sentença transitada em julgado no processo do crime de estelionato. que diz: § 2º – Se o criminoso é primário. portanto. conflitando com o fato de que: “o Ministério Público apresentou certidão cartorária apta a atestar que no dia 15/05/2012 (terça-feira) ocorrera o trânsito em julgado definitivo de sentença que condenava Rita pela prática do delito de estelionato. embora não possua bons antecedentes não pode ser considerada reincidente. ou aplicar somente a pena de multa.95 (quarenta e nove reais e noventa e cinco centavos).No caso.” O candidato deveria apenas considerar as datas informadas para constatar se Rita era ou não reincidente. verifica-se que a sentença condenou Rita pelo crime de furto. devendo sim ser tratada como primária. onde todas somadas revelam valor de R$ 49.

o que impede a majoração. tendo em vista que o furto foi praticado antes do trânsito em julgado do crime de estelionato.Reincidência Art. depois de transitar em julgado a sentença que. e outra. Contudo. Outro ponto a ser impugnado neste momento refere-se ao fato de ter o magistrado considerado Rita reincidente para elevar sua pena provisória. Mas além dessa última não ter ocorrido. 63 – Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime. O que é perfeitamente possível. como reincidência. Na fixação da pena base viu-se que o magistrado à considerou portadora de maus antecedentes. 2ª tese – Bis in idem na fixação da pena provisória Seguindo com as teses subsidiárias. informando que a condenação pelo crime de estelionato fora utilizada duas vezes na dosimetria: uma na fixação da pena base a título de maus antecedentes. no País ou no estrangeiro. pelas razões que já vimos na tese anterior. da pena provisória. o fato da condenação do estelionato ter sido usada duas vezes já apresenta claro bis in idem. por esse motivo. o tenha condenado por crime anterior. No problema viu-se que o juiz fixou o . ela não pode ser considerada reincidente. 3ª tese – Fixação do Regime Aberto Outra tese refere-se ao regime de cumprimento de pena. Por esse motivo deveria o candidato discorrer no sentido de justificar o excesso de aplicação de pena. na segunda.

e que preenche todos os requisitos do artigo 44 do CP: Art. O candidato aqui deveria trabalhar para demonstrar que Rita é sim merecedora da conversão. quando na verdade isso era um direito. o candidato deveria fazer nova referência ao erro do juiz ao considerar a recorrente reincidente. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade. Contudo. Aproveitando o que já dissemos sobre isso. por não ser ela reincidente. § 3º do CP. quando: . § 2º. foi a não conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito. e por esse motivo não ter dado a ela o regime aberto de cumprimento de pena. também devido a falsa reincidência. conforme artigo 33. 4ª tese – Conversão da pena privativa para restritivas de direitos Outro direito que foi suprimido da personagem.cumprimento de pena no regime de semiliberdade. 44. quando na verdade deveria ter fixado no aberto. para requerer que o regime fixado fosse o aberto. alínea “c”. O juiz até poderia considerar. os maus antecedentes de Rita na hora de fixar seu regime de cumprimento de pena. o candidato deveria fundamentar segundo artigo 33. Mais uma vez é uma tese que se fundamenta no erro de verificação da reincidência. por ser a pena inferior a 4 anos (considerando tese anterior de bis in idem) e ainda por ser essa medida a mais adequada ao caso.

a conduta social e a personalidade do condenado. PEDIDOS Quanto aos pedidos. III – a culpabilidade. considerando que estes são próprios da segunda peça do recurso (razões). § 4º. II – o réu não for reincidente em crime doloso. Outrossim. seja estabelecido o regime aberto para o cumprimento da pena tendo em vista que todos os . haja vista tratase de bis in idem. do CP. OBS – Essas são as teses cobradas pela FGV. no caso de ser mantida a condenação. bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. tendo em vista que a recorrente faz jus. inciso I. para absolvê-la na forma do artigo 386. por ter sido sua conduta materialmente atípica por força do princípio da insignificância. 9. do CP. se o crime for culposo. inciso III do Código de Processo Penal. Seja ainda desconsiderada a majoração feita na pena provisória. os antecedentes. lembrar que devem ser feitos para a câmara requerendo que: Seja a presente Apelação conhecida e provida. seja então a pena diminuída em razão da causa especial de diminuição de pena vista no artigo 155. § 2º. Todavia. qualquer que seja a pena aplicada. reformando no mérito a respeitável decisão que condenou a recorrente pelo crime de furto qualificado na forma do artigo 155. o que não se espera.I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou.

atento(a) apenas às informações contidas no enunciado. a inicial acusatória. Narra. seja ainda convertida pena privativa de liberdade em restritiva de direito na forma estabelecida no artigo 44 do Código Penal. contra o Banco ABC S/A. ordenou a citação da ré. era para deixar a petição sem data e sem menção ao local. OBS – Nesse exame a FGV não pediu para que o recurso fosse datado. Tal magistrado. alínea “c”. Nesse sentido. foram preenchidos pela recorrente. a gerência da loja. Como a conta corrente de Carolina pertencia à agência bancária que ficava na cidade vizinha “Z”.requisitos vistos no artigo art. após o recebimento da inicial acusatória. Levando em conta que a compra originária da emissão do cheque sem fundos ocorreu na cidade “Y”.33. objetivando maior rapidez no recebimento. ocasião em que o título foi devolvido. Questões 1ª QUESTÃO Carolina foi denunciada pela prática do delito de estelionato mediante emissão de cheque sem suficiente provisão de fundos. Logo. o ministério público local fez o referido oferecimento da denúncia. a qual foi recebida pelo juízo da 1ª Vara Criminal da comarca. resolveu lá apresentar o cheque. que Carolina emitiu o cheque número 000. quando efetuou compra no estabelecimento “X”. § 2º. Por fim. responda de maneira . bem como a intimação para apresentar resposta à acusação. que fica na cidade de “Y”.

Já cansando da impunidade. que dizem respectivamente. RESPOSTA O candidato deveria conhecer as súmulas 521 do STF e 244 do STJ. é o do local onde se deu a recusa do pagamento pelo sacado STJ Súmula nº 244 – Competência – Cheque Sem Fundos – Estelionato – Processo e Julgamento Compete ao foro do local da recusa processar e julgar o crime de estelionato mediante cheque sem provisão de fundos. se poderia aguir a incompetência de uma em favor da outra. sob a modalidade da emissão dolosa de cheque sem provisão de fundos. o que pode ser arguido em favor de Carolina. 2ª QUESTÃO Ricardo é delinquente conhecido em sua localidade. decide que irá . e levando em conta o entendimento dos Tribunais Superiores. STF Súmula nº 521 – Competência – Processo e Julgamento – Estelionato – Cheque Sem Fundos O foro competente para o processo e julgamento dos crimes de estelionato. policial e irmão de uma das vítimas de Ricardo. Considerando que o enunciado pede para arguir algo em favor Carolina. considerando as súmulas e as cidades envolvidas. famoso por praticar delitos contra o patrimônio sem deixar rastros que pudessem incriminá-lo.25) OBS – mais uma vez a jurisprudência é questão preponderante no exame de ordem. (Valor: 1.fundamentada. Wilson.

percebendo o melhor momento. tão logo o recebe. contentes pelo sucesso do flagrante. Nesse sentido. atento tão somente às informações contidas no enunciado. Ricardo aceita. com isso.80 ) B) Qual é a melhor tese defensiva aplicável à situação de Ricardo relativamente à sua responsabilidade jurídico-penal? (Valor: 0.45 ) . entra na casa lotérica e anuncia o assalto. espera o sinal e. No dia marcado por ambos. decidido que havia chegada a hora. O plano era o seguinte: Wilson se faria passar por um cliente da casa lotérica e. ocasião em que o ajudaria a render as pessoas presentes. pergunta se Ricardo poderia ajudá-lo na próxima empreitada. ganhar a confiança deste.empenhar todos os seus esforços na busca de uma maneira para prender. Levado à delegacia. responda justificadamente: A) Qual a espécie de flagrante sofrido por Ricardo? (Valor: 0. Ricardo. daria um sinal para que Ricardo entrasse no referido estabelecimento e anunciasse o assalto. durante meses. em flagrante. seguindo o roteiro traçado por Wilson. Certo dia. Wilson diz que elaborou um plano perfeito para assaltar uma casa lotérica e que bastaria ao amigo seguir as instruções. Ricardo acaba sendo preso em flagrante. sob os aplausos da comunidade e dos demais policiais. é surpreendido ao constatar que tanto Wilson quanto todos os “clientes” presentes na casa lotérica eram policiais disfarçados. Assim. o facínora. Confiante nas suas próprias habilidades e empolgado com as ideias dadas por Wilson. se faz passar por amigo de Ricardo e. o delegado de plantão imputa a Ricardo a prática do delito de roubo na modalidade tentada. Todavia.

Isso é possível segundo artigo 17 do Código Penal que diz: Art. acertar nenhuma. que continua a esquivar-se dos golpes. solta Paola que sai correndo sem ter sofrido sequer um arranhão. No momento. Félix aproveitando-se do fato de que conseguiu segurar Paola pela manga da camisa. já quase atingindo o corpo da vítima com a faca. Ainda na tentativa de atingir a vítima. que Félix movimenta seu braço para dar o golpe derradeiro. então. B) considerando os fatos narrados e considerando que o bem jurídico patrimônio nunca esteve em risco.RESPOSTAS A) trata-se de flagrante preparado/provocado/crime de ensaio/delito putativo por obra do agente provocador. apesar do susto. que diz: “não há crime quando a preparação do flagrante pela policia torna impossível a sua consumação” 3ª QUESTÃO Félix. em seguida. 17 – Não se pune a tentativa quando. objetivando matar Paola. . sem. tenta desferir-lhe diversas facadas. a melhor tese defensiva a ser aplicada em favor do Ricardo é de crime impossível. E ainda em razão da Súmula 145 do STF. por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta impropriedade do objeto. no entanto. o que torna a prisão ilegal devendo ser imediatamente relaxada. ele opta por não continuar e. é impossível consumar-se o crime. empunha a arma.

voluntariamente. bem como a mera indicação de artigo legal ou a resposta que apresente teses contraditórias. e os experts atestam a cura do internado. É realizada uma rigorosa perícia. consequentemente. 15 – O agente que. OBS – notem que a questão pergunta foi apenas sobre o crime de homicídio 4ª QUESTÃO Marcos.25) Obs. o advogado de Marcos requer ao juízo de execução que seja realizado o exame de cessação de periculosidade. 26 do CP. Após o regular andamento do feito.Nesse sentido. Após o cumprimento do período supramencionado. exatamente como diz a primeira parte do artigo 15 do código Penal: Art. O .: A resposta que contenha apenas as expressões “sim” ou “não” não será pontuada. poderá Félix ser responsabilizado por tentativa de homicídio? Justifique. por sua desinternação. só responde pelos atos já praticados. RESPOSTAS Félix não deverá responder por tentativa de homicídio. jovem inimputável conforme o Art. tendo em vista que de forma consciente desistiu voluntariamente de seguir com a execução do crime de homicídio. o magistrado entendeu por bem aplicar medida de segurança consistente em internação em hospital psiquiátrico por período mínimo de 03 (três) anos. requerimento que foi deferido. desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza. opinando. com base apenas nos dados fornecidos. (Valor: 1. foi denunciado pela prática de determinado crime.

responda.75) B) Qual o prazo para interposição desse recurso? (Valor: 0. aos itens a seguir. haja vista que a norma contida no artigo 179 da lei nº7. A) Qual o recurso cabível da sentença proferida pelo magistrado determinando a desinternação de Marcos? (Valor: 0. determina a expedição da ordem de desinternação. baseando-se no exame pericial realizado por médicos psiquiatras. o recurso cabível é o agravo em execução conforme 197 da lei de execuções penais. exara sentença determinando a desinternação de Marcos.25) RESPOSTAS A) pelo fato do momento processual cuidar da execução da medida de segurança. .210/84. C) O recurso nesse caso deverá sim ter efeito suspensivo. devidamente intimado da sentença proferida pelo juízo da execução. fundamentadamente. assim como seria caso tratar-se de pena. B) o prazo para esse recurso é de 5 dias conforme súmula 700 do STF: STF Súmula nº 700 – Prazo para Interposição de Agravo – Execução Penal É de cinco dias o prazo para interposição de agravo contra decisão do juiz da execução penal. O Parquet. A partir do caso apresentado. interpõe o recurso cabível na espécie.25) C) A interposição desse recurso suspende ou não a eficácia da sentença proferida pelo magistrado? (Valor: 0.magistrado então.

Questões Corrigidas e Comentadas da Prova da OAB – XIII Exame Unificado FGV 2ª Fase (aplicada em 01/06/2014) Diogo está sendo regularmente processado pela prática dos crimes de violação de domicílio (artigo 150. do CP) em concurso material com o crime de .

dois relógios de ouro. o Ministério Público exibiu cópia de sentença prolatada cerca de uma semana antes (ainda sem trânsito em julgado definitivo. dois aparelhos de telefone celular. § 4º.000. a saber: três anéis de ouro. Na audiência de instrução e julgamento. foram ouvidas duas testemunhas de acusação que.00 (nove mil reais). cerca de vinte minutos após. levando uma mochila cheia. do CP). realizada em 29/08/2013 (quinta-feira). segundo narrou a inicial acusatória. do crime de . após ingressar clandestinamente na residência. então. A defesa. onde se condenou o réu pela prática. cada uma a seu turno. Nas imagens exibidas em audiência ficou constatado (dada a nitidez das mesmas) que fora Diogo quem realmente pulou o muro da residência e realizou a subtração dos bens. Em alegações finais orais.furto qualificado pela escalada (artigo 155. por sua vez. no dia 10/11/2012 (sábado). em 25/12/2012 (terça-feira). Diogo pulou o muro de cerca de três metros que guarnecia a casa da vítima e. Também na audiência de instrução e julgamento foi exibido um DVD contendo as imagens gravadas pelas câmeras de segurança presentes na casa da vítima. portanto). subtraiu diversos pertences e valores. totalizando R$9. Em seu interrogatório o réu exerceu o direito ao silêncio. Isso porque. disseram ter visto Diogo pular o muro da residência da vítima e dali sair. mas essa se manifestou no sentido de que nada havia a impugnar. II. não apresentou testemunhas. um notebook e quinhentos reais em espécie. sendo certo que à defesa foi assegurado o acesso ao conteúdo do DVD.

fez incidir a circunstância agravante da reincidência. limitouse a falar do princípio do estado de inocência. de maneira fundamentada. haja vista o fato de não preencher os requisitos para tanto. vamos começar identificando os elementos estruturais obrigatórios para a elaboração da peça prática. A defesa. as teses defensivas pertinentes. o magistrado. bem como que eventual silêncio do réu não poderia importar-lhe em prejuízo. na sentença. 1º CLIENTE – Diogo 2º CRIME(S) – . O recurso deve ser datado com o último dia cabível para a interposição. O Juiz. pois considerou que a condenação de Diogo pelo crime de estelionato o faria reincidente. Por fim. respeitando as formalidades legais e desenvolvendo. A sentença foi lida em audiência.0) Como sempre fazemos. deve apresentar o recurso cabível à impugnação da decisão. atento(a) tão somente às informações descritas no texto. deixou claro que Diogo não fazia jus a nenhum outro benefício legal. Além disso. então. Para a dosimetria da pena o magistrado ponderou o fato de que nenhum dos bens subtraídos fora recuperado. O total da condenação foi de 4 anos e 40 dias de reclusão em regime inicial semi-aberto e multa à proporção de um trigésimo do salário mínimo. O advogado(a) de Diogo. (Valor: 5.estelionato. em alegações finais. proferiu sentença em audiência condenando Diogo pela prática do crime de violação de domicílio em concurso material com o crime de furto qualificado pela escalada.

ou multa. ou mediante fraude. escalada ou destreza. pratica dois ou mais crimes. OBS: No caso. e multa. então. aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido. e multa. vale lembrar que foi alegado concurso material entre os crimes imputados. mas que no contesto referia-se a outro processo. mediante mais de uma ação ou omissão. clandestina ou astuciosamente. 155 .O problema informou que Diogo estava sendo processado pela prática dos crimes de violação de domicílio e de furto qualificado.Entrar ou permanecer. em casa alheia ou em suas dependências: Pena . proferiu sentença em audiência condenando Diogo pela prática do crime de violação de domicílio em concurso material com o crime de furto qualificado pela escalada. ou contra a vontade expressa ou tácita de quem de direito.reclusão. de um a três meses.A pena é de reclusão de dois a oito anos.detenção. Furto Art.Quando o agente. Concurso material Art. 69 . No caso de aplicação cumulativa de . O candidato deveria ficar atento ao fim da questão que dizia: “O Juiz. 150 . se o crime é cometido: II .com abuso de confiança. idênticos ou não. coisa alheia móvel: Pena . Informou também uma condenação pelo crime de estelionato.” Violação de domicílio Art.Subtrair. para si ou para outrem. Furto qualificado § 4º . de um a quatro anos.

MOMENTO PROCESSUAL: Para se responder esse item o candidato deveria ficar atento com que o problema forneceu: “Na audiência de instrução e julgamento. caso contrário se terá uma tese de nulidade a ser alegada.(. A necessidade de se fazer tal verificação é para saber se a regra do artigo 100 do CP foi observada. a necessidade de se fazer tal verificação é para se ter certeza que o procedimento correto foi seguido. RITO PROCESSUAL/PROCEDIMENTO: O problema não forneceu nenhum dado que fosse suficiente para alterar o rito processual comum. então..)O Juiz. executa-se primeiro aquela.. Desse modo.. 3..) (. 4. Mais uma vez. proferiu sentença em audiência condenando Diogo pela prática do crime de violação de domicílio em concurso material com o crime de furto qualificado pela escalada. não se verifica no caso qualquer necessidade de se aplicar procedimento especial. 5. fica fácil a tarefa de buscar a espécie de ação penal.) . AÇÃO PENAL: Superada a identificação dos crimes que foram imputados à Diogo. o procedimento correto era o comum ordinário.. (. realizada em 29/08/2013 (quinta-feira).. caso contrário se descobriria uma tese de nulidade a ser arguida na elaboração da peça. No caso.penas de reclusão e de detenção.

inciso I do CPP. na sentença.0)”.” O que se pôde retirar do problema foi que no dia 29/08/2013. o momento processual visto no caso é justamente o de sentença condenatória definitiva. depende da Já sabendo os crimes imputados. o procedimento seguido e principalmente o momento processual. Portanto. No caso. deixou claro que Diogo não fazia jus a nenhum outro benefício legal.Por fim. porém ainda.das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular. Art. como também para formalidades do próprio recurso. Bastava o candidato ficar atento. Quando recurso é cobrado o candidato deve ficar atendo não só para as teses. não transitada em julgado. PEÇA: Este sexto item verificação feita anteriormente. haja vista o fato de não preencher os requisitos para tanto. 593. Caberá apelação no prazo de 5 (cinco) dias: I . A sentença foi lida em audiência. é fácil a identificação da peça. o magistrado. (Valor: 5. haja vista que se . foi realizada audiência de instrução e julgamento que ao seu fim foi proferida sentença condenatória que foi lida em audiência. O próprio problema já disse no seu último parágrafo que se tratava de recurso: “O recurso deve ser datado com o último dia cabível para a interposição. a peça exigida é um recurso de apelação conforme artigo 593. 6.

. no caso Tribunal de Justiça. Seguindo o pressuposto procedimental a apelação é recurso que deve ser feito em duas petições: uma é a interposição que é dirigida ao juízo a quo. 7. Estado do.. obrigava o candidato ficar atento na hora de endereçar as petições (interposição/razões). . TESES: Enfim as teses.isso não for feito corre-se o risco do recurso nem ser conhecido.Vara Criminal da Comarca de .. A competência quanto ao recurso que deveria ser feito. como são dirigidas ao tribunal superior correspondente. e a outra as razões recursais que são dirigidas ao juízo ad quem. deveria apenas conter os cumprimentos de estilo: Egrégio Tribunal de Justiça Colenda Câmara Criminal Douta Procuradoria de Justiça 8. A primeira peça – interposição – deveria ter sido dirigida ao juízo que proferiu a decisão. COMPETÊNCIA: A questão da competência não foi vista de forma a complicar a resolução do problema. Como o problema não informou cidade nem estado. bastava fazer o endereçamento genérico: Excelentíssimo(a) Senhor(a) Doutor(a) Juiz(íza) de Direito da .... Já as razões.

A invasão de domicílio feita por meio de escalada foi elementar para se qualificar o crime de furto. Diogo deve ser apenado tão somente pelo crime do artigo 155. § 4º. De igual modo não há que se falar em concurso de crimes. posto que a figura da violação de domicílio no caso foi absorvida pelo crime de furto qualificado. uma outra surge imediatamente como consequência que é sobre a fixação do regime. para se evitar bis in idem. é presumível. superior a quatro anos. as possíveis teses a serem alegadas caso seriam essas: OBS: não houve tese preliminar! Mérito – 1ª tese – Defender que a condenação pelo crime de violação de domicílio não deveria se sustentar. O problema disse que a condenação foi de 4 anos e 40 dias. Desse modo. Embora não tenha o problema fornecido informações sobre a dosimetria feita para cada um dos crimes. portanto. que retirando a condenação pelo crime de violação de domicílio. tendo sido o regime semi-aberto. alínea “c” do CP que diz: . dada a proximidade. inciso II do CP.Considerando as informações constantes no problema. § 2º. o que permite a alteração do regime para o aberto na forma do artigo 33. OBS – O candidato deveria ficar atendo para o fato que julgando essa tese procedente. que a pena ficará em patamar inferior a quatro anos.

c) o condenado não reincidente. o tenha condenado por crime anterior. 2ª tese – Ainda sobre a questão do quantum de pena. onde se condenou o réu pela prática.” Para poder utilizar a condenação pelo crime de estelionato para fins de reincidência na segunda fase da dosimetria. No caso. Considerando agora tão somente a condenação pelo crime de furto qualificado. cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos. é preciso apontar para o erro praticado pelo magistrado que durante a dosimetria considerou Diogo reincidente. depois de transitar em julgado a sentença que. portanto). o que se viu foi que ela havia sido proferida cerca de uma semana antes da condenação pelo furto. O problema disse: “Em alegações finais orais. Reincidência Art. do crime de estelionato. desde o início. há ainda outro ponto que deve ser abordado. A regra sobre a reincidência é clara. em 25/12/2012 (terça-feira).Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime. ela deveria ter transitado em julgado antes que Diogo viesse a praticar o crime de furto. 63 . o Ministério Público exibiu cópia de sentença prolatada cerca de uma semana antes (ainda sem trânsito em julgado definitivo. cumpri-la em regime aberto. poderá. e sequer havia transitado . no País ou no estrangeiro. Artigo 63 do CP.

se deveria requer ao tribunal que refizesse a dosimetria retirando o aumento de pena em razão da reincidência. 3ª tese – Como consequência das duas teses anteriores que fizeram com que a pena ficasse abaixo de quatro anos. deve-se requerer que: . não se precisou fazer pedido de manutenção de liberdade. Novamente por não ter seu trânsito em julgado considera-se que é um processo que ainda esta tramitando. PEDIDOS: Quanto aos pedidos.Utilização de Inquéritos Policiais e Ações Penais em Curso para Agravar a Pena-Base É vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base. Desse modo. o que impede sua utilização para fins de reincidência. OBS: Como o problema não informou se Diogo esta preso ou solto. e claro sem esquecer os requisitos recursais. Segundo súmula do STJ 444: STJ Súmula nº 444 Vedação . 9. De igual modo. logo não poderia sequer ser utilizada na primeira fase como forma de elevar a pena base. Surge ainda a possibilidade de se requerer a substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direito. também não se viu necessidade de se estabelecer a fixação do valor indenizatório no mínimo. seguindo a mesma ordem apresentada na petição. haja vista que o recorrente preenche todos os requisitos do artigo 44 do CP.em julgado.

.0)” . Com as reduções esperadas. seja feita a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito. OBS – Caso o candidato estivesse em dúvida sobre a peça. Como consequência das diminuições sobre a condenação. o problema já havia dito que se tratava de recurso e que havia uma peça de interposição: “O recurso deve ser datado com o último dia cabível para a interposição. segundo artigo 33.Na petição de interposição do recurso dirigida ao juízo a quo: Requerer seja a presente apelação recebida e processada (. No tocando a dosimetria feita. § 4º. inciso II do CP. reformando a respeitável decisão do juiz de primeiro grau. alínea “c” do CP.. DATA O problema pediu para que o recurso fosse datado com o último dia de prazo para a interposição.) Na petição contendo requerer à câmara que: as razões deve-se Seja conhecido e provido o presente Recurso de Apelação. § 2º. seja fixado regime aberto para o cumprimento da pena. haja vista estarem satisfeitos todos os requisitos do artigo 44 do CP. seja desconsiderado acréscimo referente a agravante da reincidência. fosse excluída a condenação pelo crime de violação de domicílio haja vista ter sido ele absorvido pela figura do artigo 155. para. (Valor: 5.

Ele fica bastante nervoso.” Desse modo. o candidato deveria levar em consideração que tudo ocorreu na Audiência de Instrução e Julgamento: “realizada em 29/08/2013 (quinta-feira). retornando para casa após ir a uma festa com sua esposa. é parado em uma blitz de rotina. para se datar essa peça. a contagem iniciaria no dia 30 (quinta-feira) e seguiria: 31(sexta-feira). multas vencidas e vistoria não realizada) e. e segundo porque o candidato deveria ficar atendo para o fato que o mês de agosto possui 31 dias. Essa questão da data poderia até ter confundido muita gente. pois sabe que seu carro está com a documentação totalmente irregular (IPVA atrasado.798 do CPP). 01/09/13 (domingo). o veículo será . muito provavelmente. Questões QUESTÃO 1 Gustavo. e considerando que a contagem do prazo exclui o início e inclui o último (art. A data do recurso deveria ser 03/09/2013.Bem. e terminaria em 03/09/2013 (terça-feira). primeiro porque era de 2013. considerando que a interposição do recurso de apelação possui prazo máximo de cinco dias. 02/09/13 (segunda-feira).

O problema disse que Gustavo estava apenas conversando com sua esposa sobre sua intenção de subornar o policial.70) B) Caso o policial responsável por fiscalizar os documentos. forma-se uma fila de motoristas. é que exatamente atrás dele estava um policial que tudo escutara e. O que você acha? Será que dá?”. na fila. entretanto. Vou oferecer cem reais pra ele liberara gente. ele pergunta: “O que eu fiz?”. então. aos itens a seguir. ele (Gustavo) responderia por corrupção ativa? (Valor: 0.55) COMENTÁRIOS “A” . em nenhum momento disse que ele efetivamente praticara qualquer dos verbos contidos no artigo . por medo. em pé. A) É correto afirmar que Gustavo deve responder por tentativa de corrupção ativa? (Valor: 0. responda justificadamente. aguardando sua vez para exibir a documentação. solicitasse quantia em dinheiro para liberá-lo e.rebocado para o depósito. tão logo acaba de proferir as palavras à sua esposa. Gustavo é preso em flagrante. Gustavo. fala baixinho à sua esposa: “Vou ver se tem jogo. Gustavo. principalmente para não confundir nenhum dos crimes assemelhados. Atento(a) ao caso narrado e tendo como base apenas as informações descritas no enunciado. No entanto. Como havia diversos outros carros parados na fiscalização. o policial solicita que Gustavo saia do carro e exiba os documentos. momento em que o policial que efetuava o flagrante responde: “Tentativa de corrupção ativa!”. pagasse tal quantia. Atordoado. O que Gustavo não sabia.O candidato deveria ficar atento para os dados relatados. observando a situação irregular de Gustavo. Após determinar a parada do veículo.

cuja a tentativa só se verifica em raras exceções. como vítima. fica claro que o pagamento feito em forma de suborno deve partir do particular para o funcionário público e não o contrário. mas tão somente de exaurimento . o pagamento feito por Gustavo nesse caso não serve com elementar da corrupção ativa. por ter sido o policial quem exigiu o suborno. Primeiro. Ademais. Segundo. posto que se o Gustavo fizesse a oferta o crime já estaria consumado.333 do CP. não se pode falar em corrupção ativa por parte de Gustavo que nesse caso foi vítima do crime do artigo 317 do CP. No caso relatado. O fato do policial ter ouvido a conversa do casal. outro detalhe que deveria ter sido visto. omitir ou retardar ato de ofício: Pena – reclusão. o crime sequer chegou na fase executória. uma vez que a pergunta versa sobre a tentativa.Pela redação do artigo 333 do CP. Corrupção ativa Art. para determiná-lo a praticar.Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público. COMENTÁRIOS “B” . não satisfaz a necessidade de adequação típica. não se pode dizer que houve tentativa. e multa. pouco importando no caso o resultado. o iter criminis. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. 333 . isto é. Sabe-se que trata-se de um crime formal. A pergunta B altera o cenário da questão fazendo com que o policial passe a exigir o suborno. Significa dizer que o crime na verdade não ocorreu porque na linha lógica de desdobramento do crime.

Solicitar ou receber. vantagem indevida. auxiliar de serviços gerais de uma multinacional. o desejo de ter aquele objeto fica incontrolável. Apenas nesse momento é que os seguranças da portaria . adquirida por meio de um amigo chaveiro. frente a completa atipicidade da conduta não deveria responder pelo crime perguntado. passa a observar uma escultura colocada na mesa de seu chefe. Após subtrair o objeto e sair do edifício onde fica localizada a empresa. para si ou para outrem. colocando-a em sua bolsa. de praticar o crime do artigo 333 do CP. 317 . nos dias de limpeza. Corrupção passiva Art. Antônio caminha tranquilamente cerca de 400 metros.do crime de corrupção passiva praticado pelo policial. dolo. ou aceitar promessa de tal vantagem: OBS: questão cobrando do candidato conhecimento sobre tipicidade. e subtrai a escultura pretendida. direta ou indiretamente. que nada sabia sobre suas intenções. razão pela qual ele decide subtraí-lo. utiliza-se de uma chave adaptável a qualquer fechadura. Antônio ingressa na sala do chefe. tema recorrente nas provas. mas em razão dela. Com o tempo. Como Antônio não tem acesso livre à sala onde a escultura fica exposta. Desse modo a resposta deveria ser no sentido de que Gustavo não teve intenção. QUESTÃO 2 Antônio. após o expediente de trabalho. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. Com ela. motivo pelo qual.

suspeitam do ocorrido. Eles acham estranha a saída
de Antônio do local após o expediente (já que não
era comum a realização de horas extras), razão pela
qual acionam policiais militares que estavam
próximos do local, apontando Antônio como
suspeito. Os policiais conseguem alcançá-lo e
decidem revistá-lo, encontrando a escultura da sala
do chefe na sua bolsa. Preso em flagrante, Antônio
é conduzido até a Delegacia de Polícia.
Antônio, então, é denunciado e regularmente
processado. Ocorre que, durante a instrução
processual, verifica-se que a escultura subtraída,
apesar de bela, foi construída com material barato,
avaliada em R$ 250,00 (duzentos e cinquenta
reais), sendo, portanto, de pequeno valor. A FAC
(folha de antecedentes criminais) aponta que
Antônio é réu primário.
Ao final da instrução, em que foram respeitadas
todas as exigências legais, o juiz, em decisão
fundamentada, condena Antônio a 2 (dois) anos de
reclusão pela prática do crime de furto qualificado
pela utilização de chave falsa, consumado, com
base no artigo 155, § 4º, III, do CP.
Nesse sentido, levando em conta apenas os dados
contidos no enunciado, responda aos itens a seguir.
A) É correto afirmar que o crime de furto
praticado por Antônio atingiu a consumação?
Justifique. (Valor: 0,40)
B) Considerando que Antônio não preenche os
requisitos elencados pelo STF e STJ para
aplicação do princípio da insignificância, qual
seria a principal tese defensiva a ser utilizada
em sede de apelação? Justifique. (Valor: 0,85)
COMENTÁRIOS “A” - Para responder essa questão
não bastava o candidato possuir e poder usar o

código na hora da prova, se ele não soubesse falar
acerca do momento consumativo do crime de furto.
Justamente por isso que a questão se torna
controvertida. Segundo padrão de resposta
divulgado pela FGV ela considerou como correta as
respostas que indicavam a consumação do delito.
Isso porque segundo posicionamento dos tribunais
não há atualmente a necessidade do furtador ter a
coisa subtraída em sua posse tranquila para que o
furto se consume. Basta haver a subtração que o
crime esta consumado. A doutrina por outro lado é
bem divida.
Entretanto, essa pergunta deveria ser anulada ou
pelo menos o seu padrão de resposta ser
reconsiderado, posto que foge aos princípios da
própria OAB. Se se trata de uma prova que tem o
objetivo medir o conhecimento daquele que
exercerá a advocacia na área escolhida, como o
enunciado não pediu, como costuma fazer,
posicionamento da jurisprudência nem tampouco o
majoritário na doutrina, é razoável que também
aceite a resposta do candidato que defendeu a
tentativa do furto. Até porque pela forma que foi
perguntado, não se exigindo posicionamento
majoritário, tanto as respostas de sim pela
consumação como as negativas, a depender das
fundamentações, devem ser consideradas corretas.
Importante lembrar que a prova é da OAB e não da
magistratura, polícia ou MP, por isso que a resposta
mais coerente seria pela tentativa.
COMENTÁRIOS “B” - No caso, o candidato
deveria trabalhar com a tese do furto de pequeno
valor mesmo nas hipóteses de qualificação, é o que
a doutrina classifica como furto qualificado

privilegiado. O objetivo óbvio não será a absolvição,
mas tão somente a considerável redução de pena.
Furto
Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa
alheia móvel:
Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
§ 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno
valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena
de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a
dois terços, ou aplicar somente a pena de multa.
OBS: A pergunta “B” reforça nossa tese de que na
primeira pergunta a resposta pela tentativa
também deve ser aceita. Na “B” o objetivo era
justamente demonstrar como que um advogado de
defesa trabalharia uma tese secundária frente a
impossibilidade
da
atipicidade
material.
O
raciocínio e resposta exigidos nessa pergunta são
compatíveis com o exercício da advocacia. Então,
por que não se exigir o mesmo na pergunta “A”?

QUESTÃO 3
Jeremias foi preso em flagrante, no Aeroporto
Internacional de Arroizinhos, quando tentava viajar
para Madri, Espanha, transportando três tabletes
de cocaína. Quando já havia embarcado na
aeronave, foi "convidado" por Agentes da Polícia
Federal a se retirar do avião e acompanhá-los até o
local onde se encontravam as bagagens. Lá
chegando,
foi
solicitado
a
Jeremias
que
reconhecesse e abrisse sua bagagem, na qual foram
encontrados, dentro da
capa que acondicionava suas pranchas de surf, três
tabletes de cocaína. Por essa razão, Jeremias foi
processado e, ao final, condenado pela Justiça

COMENTÁRIOS: A resposta nesse caso é simples.Federal de Arroizinhos por tráfico internacional de entorpecentes. Outrossim. tendo em vista que Jeremias preenchia os demais requisitos previstos na legislação. Responda de forma fundamentada. conforme solicitado.25) A mera indicação da Súmula não pontua. de acordo com a jurisprudência sumulada dos Tribunais Superiores: Qual Justiça é competente para processar e julgar o pedido de Jeremias? (Valor: 1. era preciso ainda. Após o trânsito em julgado da sentença condenatória. Exigência que não se viu na questão anterior. Nessa esteira se deveria fazer menção à súmula 192 do STJ que diz: “Compete ao Juízo das Execuções Penais do Estado a execução das penas impostas a sentencia dos . Transcorrido o prazo legal e. fundamentar segundo posicionamento já sumulado. seu advogado deseja requerer a mudança para regime prisional menos severo. nesse caso. Ocorre que o assunto versa sobre a execução penal. A questão até tentou confundir o candidato fazendo parecer haver um conflito entre as justiças federal e estadual. independente do crime pelo qual o agente tenha sido condenado o que determinará a competência de sua execução será do local (Estado) onde esta cumprindo sua pena. já que em Arroizinhos não há estabelecimento prisional federal. OBS: a própria questão já deixou claro que a resposta estaria no posicionamento sumulado. foi expedido o mandado de prisão e Jeremias foi recolhido ao estabelecimento prisional sujeito à administração estadual.

por preencher os requisitos do artigo 33.072/90. Militar ou Eleitoral. § 4º.343/2006.” Desse modo. § 4º. é possível a conversão da pena privativa de liberdade em pena restritiva de direitos? (Valor: 0. da Lei nº 8. previsto na Lei nº 11. § 1º. COMENTÁRIOS “A” – A resposta aqui deve ser positiva posto que a abstração utilizada para . da lei 11. À luz da jurisprudência do STF. § 4º. Após a instrução probatória. O advogado de Pedro é intimado da sentença. quando recolhidos a estabelecimentos sujeitos à administração estadual. vedando a conversão da pena privativa de liberdade em pena restritiva de direitos. merecia a redução máxima da pena. Na sentença penal condenatória. artigo 33. e considerando tais razões. com base no próprio artigo 33.072/90? (Valor: 0. § 1º. diferentemente do que se viu na questão 2. da lei 11.60) B) Com relação ao tráfico-privilegiado. assim determina. QUESTÃO 4 Pedro foi preso em flagrante por tráfico de drogas.343/06. fixou o regime inicialmente fechado ao argumento de que o artigo 2º.pela Justiça Federal. A) Cabe ao advogado de defesa a impugnação da fixação do regime inicial fechado. da lei 8. a justiça indagada seria a Estadual. posicionamento jurisprudencial. fixado exclusivamente com base no artigo 2º.343/2006. o juiz ficou convencido de que o réu.65) OBS: Mais uma vez a FGV foi categórica em exigir nessa questão. responda aos itens a seguir.

estabelecer o regime inicial fechado nesses casos já foi considerada inconstitucional pelo supremo quando julgava um HC. desde que observados os requisitos necessários para a conversão. COMENTÁRIOS “B” – A resposta aqui também deveria ser positiva posto que há muito tempo que o Supremo já estabeleceu como possível a conversão das penas privativas de liberdade em restritivas de direitos mesmo em se tratando de tráfico de drogas. #tamojunto #força #fé Gostariam de ver essa correção em vídeo? . O que se ponderou foi que a fixação do regime inicial de cumprimento de pena deve estar pautado na real situação do condenado.