CEDERJ – CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTANCIA DO

ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CURSO: Tecnologia em Segurança Pública.
DISCIPLINA: Metodologia da Pesquisa I.
CONTEUDISTAS: Marcos Veríssimo e Vinicius Cruz.
DI: ?

AULA 4
Segurança para quem? Alguns aspectos históricos da (in)Segurança
Pública no Rio de Janeiro

Meta
Apresentar problemáticasrelativas aos dilemas brasileiros dos seus espaços
públicos e privados. Tomar ciência dos arranjos originais através dos quais se
constitui o que, brasileiros em geral e, cariocas em particular, entendem como
“cidadania”.

Objetivos
Esperamos que após o estudo do conteúdo desta aula, você seja capaz de:
1. adotar uma perspectiva de que os conflitos são inerentes à vida social
em geral, e que, por isso, seria uma meta impossível querer extirpá-los;
2. reconhecera hierarquia nas relações sociais e políticas no Brasil, onde
se dará o campo de atuação do tecnólogo em Segurança Pública;
3. Administrar os conflitos em consonância com a diversidade sociocultural
e moral das diferentes “comunidades”, levando em consideração os
direitos adquiridos pela “cidadania”.
1

Introdução
Afinal, o que define aquilo que vem a ser a “Segurança Pública”? Esta noção
parte do Estado ou da sociedade? Quais demandas na atualidade reivindicam
uma nova Segurança Pública, novos direitos e novas concepções de
cidadania? Isso ocorre hoje e sempre ocorreu, ao longo da história de outros
países por meio de revoluções que modificaram as estruturas, leis, novas
doutrinas e comportamentos, havendo mudança em algunsaspectos e
permanência de outros. Mas, e no Brasil? Nesta aula, iremos abordar alguns
aspectos históricos desta formação, tendo como enfoque a cidadania, a cultura,
o conflito e a ordem.
Desde já, cumpre afirmar que quando falamos aqui em “comunidade” (tal qual
aparece no objetivo 3 desta aula),não queremos assim nos referir unicamente a
favelas ou periferias abandonadas. Pensamos em algo mais próximo da ideia
de vizinhança, do bairro. Neste sentido, o Leblon é uma “comunidade” tanto
quanto a Vila Kennedy, por exemplo. Estudos etnográficos recentes dão conta
de que é justamente aí, neste contexto de vizinhança, que uma certa
moralidade (e um acordo sobre o que é certo ou errado) ganham maior
hegemonia, consenso. Em termos práticos, isso significa que patrulhar (e
elaborar patrulhamentos) visando garantir a Segurança Pública no bairro do
Recreio, com seus condomínios fechados e vasto litoral, há de ser algo bem
distinto de fazer a mesma coisa na Cidade de Deus, favela vizinha ali na
mesma chamada“Zona Norte” do Rio de Janeiro.

BOXE DE EXPLICAÇÃO
Zoneamento da cidade do Rio de Janeiro.

2

tendo um alto crescimento populacional. É um dos bairros mais jovens da cidade. localizado na região administrativa da Barra da Tijuca.655 km² e uma população de 82. a norte com Camorim. agrupados em 33 regiões administrativas. Grumari e Guaratiba. Já nos bairros da Região [ou Zona] Sul. tendo cerca de 330 mil habitantes. tendo quase 25% de seus moradores idosos”. Santa Cruz e Barra da Tijuca são outros bairros com populações acima de 200 mil pessoas. como Copacabana. segurança. o mais populoso da capital fluminense é Campo Grande. praias e a prática de esportes aquáticos.705 domicílios. mas não um desenvolvimento similar. sendo conhecido pelo ambientalismo.240 habitantes divididos em 38. organização. a oeste com Barra de Guaratiba. Bangu. Possui uma área territorial de 30. Vargem Pequena e Vargem Grande. Recreio dos Bandeirantes: bairro da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Além de Campo Grande. causando indevidas aglomerações e segregações. há alta concentração de idosos. e em 7 subprefeituras. A Região [ou Zona] Oeste concentra grande parte dos bairros mais populosos do município.“O município do Rio de Janeiro é dividido em 160 bairros. e a sul com o oceano atlântico. Faz divisa a leste com Barra da Tijuca. 3 .

situado na Zona Oeste da cidade.org/wiki/Recreio_dos_Bandeirantes#mediaviewer/Ficheiro:Fo to_recreio.org/wiki/Cidade_de_Deus_%28bairro_do_Rio_de_Janeiro %29#mediaviewer/Ficheiro:Cidade_de_Deus.jpg Cidade de Deus: (também chamada de CDD por seus moradores) é um bairro desmembrado de Jacarepaguá. em 26/05/2014) 4 . Endereço da Imagem: http://pt. Freguesia e Taquara.Prédio residencial no bairro do Recreio dos Bandeirantes.wikipedia.wikipedia. Uma esquina na Cidade de Deus.JPG (Fonte: Wikipédia. oriundo de um conjunto habitacional. Faz limite com os bairros Jacarepaguá. Gardênia Azul. Endereço da Imagem: http://pt.

Sem dúvida que esta é. quando se vive em espaços em que os “cidadãos” revelam pouco ou nenhum respeito às regras de convivência no trânsito (VERÍSSIMO: 2009). contíguos) no que se refere à oferta de serviços públicos e equipamentos de esporte e lazer.1. na implementação de ciclovias. Figura 4. 2013. Contudo. Pensemos. Isto. por exemplo. Foto de Marcos Veríssimo. fator que tem um impacto direto nas políticas de transporte e Segurança Pública. em tese. uma ótima forma de promover a qualidade de vida e a mobilidade do cidadão pelo espaço urbano. a desigualdade entre diferentes lugares (às vezes muito próximos. é algo naturalizado. as consequências podem vir a ser desastrosas. 5 . Ciclovia na cidade de São Gonçalo (Região Metropolitana do Rio de Janeiro) utilizada como estacionamento.Fim do boxe de explicação. em qualquer lugar do mundo. Mas no Rio de Janeiro e sua Região Metropolitana.

solicitar favores e privilégios (WILCKEN: 2010). Nessa época. com toda essa tradição monárquica e escravista. o Príncipe Regente Dom João VI promovia as famosas cerimônias de “beijão-mão”. Desse modo. Em 1922.Pensemos um pouco sobre possíveis razões históricas para este estado de coisas. BOXE DE EXPLICAÇÃO A Corte Portuguesa no Rio de Janeiro Tela do artista Henry L'Évêque (1768-1845). não seria mesmo de se estranhar que as pessoas eventualmente se comportassem de maneira relativamente resistente a regramentos que deveriam ser igualmente seguidos por todos (sem privilégios ou hierarquias). fez com que o Rio de Janeiro permanecesse uma corte (a única da história moderna das Américas) até o ano de 1889. a corte do Reino de Portugal foi transplantada de Lisboa para esta cidade (1808-1821). em razão das consequências da expansão napoleônica na Europa. No século XIX. eventualmente. a opção por um regime de governo monárquico. retrata o Príncipe Regente de Portugal e toda a Família Real embarcando para Brasil no cais de Belém. atualmente na Biblioteca Nacional de Portugal. cujo imperador era o filho do próprio rei português. em que os súditos faziam fila para ter a oportunidade de estar perto do monarca e. com a independência no plano político em relação a Portugal. 6 .

. formou uma grande caravana que desceu em meandros até as docas.jpg “Os efeitos da campanha napoleônica foram muito além de apenas a Europa – houve um embate de impérios. viu-se apanhado entre a Grã-Bretanha e a França. Sua população era um terço africana. com seus ministros.. 2010. Rio de Janeiro: Objetiva. aninhados entre cordilheiras e praias majestosas. lideres religiosos e um sortimento de cortesãos e criados. o comboio abastecido às pressas deixou a Península Ibérica e navegou rumo ao Atlântico. Patrick. milhares de pessoas apinharam-se a bordo da frota real. ladeado por uma escolta britânica. o Rio era a cidade com o maior mercado de escravos das Américas.org/wiki/Transfer %C3%AAncia_da_corte_portuguesa_para_o_Brasil#mediaviewer/Ficheiro:Pr %C3%ADncipe_Regente_de_Portugal_e_toda_a_Fam %C3%ADlia_Real_embarcando_para_Brasil_no_cais_de_Bel%C3%A9m. acontecera o impensável: figuras míticas tinham se materializado de improviso na colônia.) Na época. Ás sete horas da manhã de 29 de novembro de 1807. pp. uma batalha em que Portugal. Ali.Endereço da Imagem: http://pt. as duas superpotências da época. o que era ainda pior. 17-18) FIM DO BOXE 7 . Enquanto as tropas de Napoleão se aproximavam da capital. Para os brasileiros. uma luta pela supremacia do comércio global. (WILCKEN. a Família Real.) Com um dos exércitos franceses avançando para Lisboa. O choque foi recíproco. Império à Deriva: a corte portuguesa no Rio de Janeiro.wikipedia. viver em meio a sua obra colonial.. 1808-1821. os ministros e assessores do regente viramse obrigados a contemplar os efeitos de suas políticas e. um pequeno Estado europeu com vastas possessões imperiais. (. estavam agora entre eles. Seu porto era movimentado pelas idas e vindas dos navios negreiros. Os ícones gravados em suas moedas. (.. em carne e osso”. as pessoas que elas só conheciam sob a forma de estátuas e gravuras.

é como se todos. não raro. nas relações interpessoais. inscrita na visão de mundo de sua população. segundo relatos etnográficos de policiais sobre sua experiência de patrulhamento nas ruas da cidade. mais como reis. Certamente você. do ponto de vista metodológico. em alguma medida. e também o ex-jogador de futebol Pelé. “quem foi rei nunca perde a majestade”. ainda tivessem a realeza como ideal. com os mesmos direitos e deveres. as feições hierarquizadas da sociedade carioca acabaram mesclando ideais pretensamente republicanos com formas cortesãs de se representar a sociedade. a população. não como cidadãos republicanos. 8 . rainhas ou príncipes. ainda reflete tais feitios excludentes e desigualadores. que é profissional da área de Segurança Pública. Xuxa. Estar atento a isso é. oriundas da corte portuguesa e consolidadasno Império. consagrou-se a Rainha dos Baixinhos. Um dos resultados práticos disso é que. em tese. A apresentadora de TV. não a direitos. Tornados cidadãos. só para ficarmos nos exemplos mais célebres. enquanto parte da população da Zona Sul tende a tratá-los como se fossem serviçais. e na forma de as pessoas lidarem com os conflitos no quais se envolvem. Realeza com seus direitos e deveres desigualmente distribuídos. como o subúrbio ou a Baixada Fluminense. na distribuição espacial da população. Majestade que permite acesso. tem medo da polícia e dos policiais (OBERLING: 2011). em outras áreas. indispensável para o tecnólogo em Segurança Pública. Assim é que o cantor Roberto Carlos é Rei. mas no Brasil como um todo. já esbarrou nas ruas com pessoas que se comportam. e o cantor Luiz Gonzaga imortalizou-se como o Rei do Baião. E a geografia da cidade e sua Região Metropolitana. mas a privilégios – que todos parecem querer ter e expressar. é muito comum a mídia “coroar” as pessoas que se destacam com o máximo título de nobreza.Mesmo após proclamada a república. quando necessário. Não só no Rio de Janeiro. E como diz o ditado.

Direção: Carla Camurati.2. a Princesa do Brasil” (1995).gov. Endereço da Imagem: http://portaldoprofessor. envolvendo 9 . Cerimônia do Beija-mão na corte do Rio de Janeiro. em registro feito por um militar de nome desconhecido.Figura 4.youtube.jpg BOXE MULTIMÍDIA. 1. já foram debates entre pensadores no século XVIII e XIX.com/watch?v=wk9ZE7C9P58 FIM DO BIXE MULTIMÍDIA. Ordem e conflito O conflito é negativo? Ele é contrário à ordem? Estes debates. Link: https://www.br/storage/discovirtual/galerias/imagem/ 0000001036/0000017372. veja o filme: “Carlota Joaquina. tão comuns hoje.mec. Se quiser saber mais sobre esta época.

um suposto típico inglês da Era Vitoriana era visto como a “causa final” da evolução humana.dechile. em um documento em latim (Philosophia rationalis sive logica). africanos e orientais representavam estágios inferiores da “família humana”. Importante apontar aí o quanto Comte se põe em sintonia com as ideias do tempo em que viveu. C. destino)”. no singular) eao conhecimento.Tinha então.net/?teleologi. cunhado pelo filosofo alemão Christian von Wolff (1679-1754). Fonte: http://etimologias. desenvolveu sua corrente teórica chamada Positivismo. marcado pelos avanços da ciência e também por uma concepção teleológica da existência humana. Início do Verbete. ou desta perspectiva. O filósofo grego Aristóteles (384-322 a.) enfatizava a ideia de que todos os processos e fenômenos naturais são explicados por sua causa final (propósito. no século XIX (conforme vimos na Aula2). Seria a filosofia que explica o universo em termos de suas causas finais.pensando-a como um movimento do simples ao complexo. FIM DO VERBETE. no que se refere à sociedade (assim.ideologias e saberes neste processo que guarda íntimas relações com o contexto histórico no qual emerge. a ideia de evolução. O pensador Auguste Comte. “A palavra “teleologia” é um neologismo formado a partir do grego “teleos” (finalidade) e “logia” (estudo. como uma dasprincipais doutrinas. ciência). por exemplo. levando os primeiros expoentes da Antropologia. Teleologia. 10 . a postularem que indígenas. em 1728. Deste modo.a Tradução: Marcos Veríssimo.

Figura 4. manteve-se a “ordem” e o “progresso”. Uma força acima do humano. o progresso por fim”. como a Física (vimos. Metafísica: a explicação do mundo começa a levar em consideração os fenômenos naturais. que Comte. Alguns destes princípios eram o “bem” e a “moral”enquanto aglutinadores unem e ordenam os homens na sociedade.Voltemos a Comte. Sua influência foi tão importante. Ou seja.  incontrolável. mas ainda tem seus resquícios de algo  sobrenatural e impalpável. usava o termo “física social” para denominar a Sociologia). Esta forma de pensar a sociedade “caiu bem" no Brasil e serviu como modelo influenciador no processo abolicionista e republicano do país como uma fatal evolução. e o “amor” ficou de fora. que um dos lemas positivistas “O amor por princípio e a ordem por base. Bandeira Nacional Brasileira 11 . O positivismo também foi uma tentativa de transformar (no sentido de domesticar) as relações humanas em leis tão estruturadas. Positiva: o mundo é explicado a partir de leis abstratas e racionais. Sua concepção de evolução humana era baseada em três estágios:  Teológico: a explicação dos fenômenos eradada recorrendo-se a supostas causas sobrenaturais.3.na Aula2. foi sintetizado e marcado em um dos principais símbolos da então nascente República: a bandeira nacional. inicialmente. no processo de construção da imagem deste que se diz ser o símbolo maior da nação.

Durkheim (o qual também citamos na Aula2). Durkheim apresenta que todo fato social é: a) Normal quando geral. a ordem a todo custo em prol de uma harmonia. sendo preciso a construção de novos mecanismos de regulação.(fonte:http://pt. significa ”1. pois afeta a estrutura da sociedade. Todo fato social patológico é considerado uma anomia. desequilibrando-a ao gerar oposições. Externo: são independentes e exteriores ao individuo. 2008:141) 12 . o sociólogo E. que é diferente do normal ou do habitual” (DICIONÁRIO ESCOLAR DA LÍNGUA PORTUGUESA. A anomia representaria um momento onde existe uma transição das normas morais. Coercitivo: existe uma obrigatoriedade externa em como agir em diferentes situações.tendo por base alguns aspectos da ciência.wikipedia. Há uma coação e uma expectativa para que ocorra sempre da mesma forma. Mas. corrobora com algumas ideias do Positivismo apesar de ter algumasdiferenças que não serão tratadas aqui agora.Que é contrário à norma. b) Patológico quando excepcional e põe em risco a coesão social. Ele define o objeto de estudo da Sociologia como o estudo do Fato Social que tem as seguintes características:    Geral: é algo coletivo e não de um individuo. INICIO DO VERBETE O sinônimo de anomia pode ser anômalo que.org/wiki/Ordem_e_Progresso) O Positivismo enfatiza a ordem. segundo o dicionário. Isso nos leva a pensar que a sociedade é um grande ente que se movimenta em determinadas direções de forma total e externa. e como postura política. E.No século XIX. como Durkheim explicava quando algo não dava muito “certo”? No texto “O normal e o patológico”. comum e favorece à integração social.

como por exemplo. a partir de relações entre os indivíduos.wikipedia. a dominação. que seriam como pequenas parcelas da sociedade. INÍCIO DO VERBETE Georg Simmel. produzindo perspectivas diferenciadas que se encontravam dominantes na Ciência em sua época. Tipo 2: relações com pessoas que não se conhecem diretamente. partidos políticos. (1858-1918) nasceu no século XIX em Berlim.org/wiki/Georg_Simmel) FIM DO VERBETE Estas interações entre os indivíduos se dão de três maneiras: Tipo 1: Relações de pessoas que se conhecem diretamente e possuem algum grau de intimidade. (Fonte: http://pt. como ocorre no meio urbano em vias públicas. 13 . o conflito. o segredo e a pobreza. Tipo 3: relações entre pessoas que não se conhecem e possuem certo distanciamento. teve como enfoque a observaçãoda sociedade. mas fazem parte de um mesmo grupo. Simmel. e foi um importante pensador da Sociologia debruçando-se sobre temas básicos como as formas de socialização.FIM DO VERBETE Diferentemente destes dois autores G. como nas relações entre a família ou um grupo religioso.

Na vila onde moram. mais ou menos. Hipótese 2: Pedro pode começar uma nova amizade com Robson. Neste caso. mas vamos nos ater ao que estas apresentam. G. Simmel diz que ele pode ocorrer com o próprio individuo. sempre são acionados algo referente ao particular ou a sua moral. Outras possibilidades aqui são possíveis. Nos casos de conflito. em determinadas vezes. Porém. existem conflitos em grupos como partidos políticos ou corporações. os três formam  um grupo só.Desta forma. Por fim. de forma geral. iremos contar uma situação fictícia: João tem sete anos de idade e é um grande amigo de Pedro. não existe conflito onde impera a indiferença entre um e outro no meio urbano. Simmel acrescenta mais uma e. mantendo sua antiga amizade com João. com oito anos. o tipo 3 de relação em que. chegou uma nova família e um novo menino chamado Robson. o desconhecido. Situações de conflito costumam aproximar os seus iguais. Alguns podem considerar que isto é muito ruim para a união do grupo.Em segundo lugar. pois aquilo irá representar um benefício. todas as seguintes obedecem.para o coletivo. Algumas situações podem ocorrer aqui:  Hipótese 1: João e Pedro podem se unir contra Robson. As relações de poder podem ser mutáveis. Para entender melhor. na maioria das vezes. existe o conflito dele com o outro. o autor nos aponta que. Agora. a partir desta. não sendo um processo totalmente harmonioso. que avalia situações e forma sua personalidade. Hipótese 3: Pedro pode começar uma amizade com Robson e ambos começarem a serem hostis a João.por o considerarem estranho e não conversar com ele ou  até mesmo serem hostis. Estamos falando sobre o tipo 1 de relações. separando14 . ao pensar o conflito. de acordo com um contexto. Além desta relação. como ocorre em discussões entre casais. é melhor que duas pessoas entrem em conflito.ao mesmo modelo. sobre o tipo 2.

mas também observamos isso em relações entre países que entram em guerra enquanto outros os apoiam. Todavia. 122-123:1983) Com esta citação ele resume o que pretende mostrar:  Em primeiro lugar.. Tudo isso afeta diretamente nossas práticas ao exercer os direitos sociais. é um modo de conseguir algum tipo de unidade. onde os conflitos: 1) não devem ser nunca explicitados. O conflito é uma forma de mostrar e levar para a consciência algo que  estava oculto ou “abafado”. podemos nos encaminhar para a conclusão do que o conflito possibilita para Simmel: “O conflito está assim destinado a resolver dualismos divergentes.o conflito faz parte da sociedade inegavelmente. políticos e civis. ora enaltecemos diferenças e não criamos um ponto comum para a resolução de um problema. enfatizamos a ordem visando sanar o conflito... Estas relações são pessoais. Desta forma.] O conflito contém algo de positivo. seus aspectos positivos e negativos estão integrados. são tratados mais pela via repressiva do que pelo diálogo. Ora. mas também de  conflito.os do outro.. a cidadania. pois o conflito abre portas para uma mudança. 2) quando explicitados. mas também cria maiores laços entre seus  iguais. por assim dizer. pois a sociedade é formada por relações entre os indivíduos e. ainda que através da aniquilação de uma das partes conflitantes [. indubitavelmente existem relações de afeto. O conflito é inerente à sociedade. O conflito não é só negativo. nestas relações.” (SIMMEL. 15 . observamos uma grande diferença entre estas autores não é mesmo? Ambos são paradigmas que não necessariamente podem ser tranquilamente entendidos na lógica brasileira.] O próprio conflito resolve a tensão entre contrastes [. Cria a possibilidade de uma nova sociedade. Portanto.

podemos citar movimentos como a “Parada do Orgulho Gay”. é um desafio para as polícias e seus gestores lidar com isso de uma maneira que não seja repressiva. a “Marcha da Maconha”. entre outros. como vimos. em diferentes cidades brasileiras (incluindo todas as capitais de estados) manifestantes têm ido às ruas com suas bandeiras e palavras de ordem.4. e do Rio de Janeiro em particular. Marcha da Maconha no Rio de Janeiro. mesmo quando tiverem de coibir eventuais abusos. colocando suas demandas nos espaços e na opinião públicos. Contudo. tem um modelo bem diferente. maio de 2011. Em cada um destes casos. por um lado. Figura 4. a matriz hierárquica da sociedade parece ser refratária à hipótese da positividade dos conflitos no interior da sociedade. não devemos pensar que isso não pode mudar. quanto Simmel. A vida coletiva é dinâmica. Tanto Comte e Durkheim. em que a longa experiência monárquica confere aos conflitos um caráter necessariamente perturbador da ordem (não igualitária). falam a partir de um modelo de sociedade onde a igualdade de direitos entre os indivíduos é algo mais ou menos consolidada desde as revoluções do século XVIII. Nos últimos anos. por outro. 16 . Fotografia de Marcos Veríssmo. a “Caminhada pela Igualdade Religiosa” e a “Marcha das Vadias”. Como exemplos.No caso do Brasil em geral. Já o Brasil.

pois a causa provavelmente foi a econômica: afetou o bolso dos empresários além de estarmos vivenciando uma especulação generalizada no mercado de consumo interno e imobiliário. cada vez mais. elas tiveram proporções numéricas ainda maiores. em prol de“megaeventos”. entre elas artistas que apoiavam o fim da ditadura militar no Brasil. além de denunciar todas as desocupações que estavam ocorrendo. Além disso.95. bombeiros. neste momento. segundo eles. em diversos Estados do Brasil. foi um momento em que diferentes classes sociais se uniram em prol de algo. FIM DO VERBETE Junto a isto. nos meses de maio. entre outros. Ocorreram também reivindicações de classes de trabalhadores fabris. grupos étnicos.No ano de 2013. em 1968. manifestações tomaram as ruas. Aparentemente esta foi uma das manifestações que não víamos no Brasil desde a Passeata dos Cem Mil. INICIO DO VERBETE Passeata dos cem mil Foi uma importante passeata ocorrida no centro do Rio de Janeiro que congregou cerca de cem mil pessoas. foram sendo agregados. grupos que questionavam a realização da Copa do Mundo de Futebol (2014).75 para R$ 2. Aparentemente. Atividade 1 (atende ao objetivo 1) 17 . como a Copa. junho e julho. A passeata foi liderada pelo movimento estudantil.a princípio tendo como reivindicação o não aumento do preço das passagens de ônibus de R$ 2. contra a ditadura militar. e com o crescimento da adesão da população neste processo.

a liberdade. Antes. propriedade e igualdade perante a lei. segundo Simmel. A suarespostapode apresentar 1) Os aspectos positivos do conflito que são a conscientização de um problema ou a aproximação dos laços sociais de um grupo ou nação. O objetivo é o reforço sobre estas características. por se tratar de mais um tipo de relações humanas. tradicionalmente vivenciados no Rio de Janeiro. entre outras.Elenque pelo menos duas características do conflito. iremos falar sobre o que é cidadania. porém. tal ideal no Ocidente se mostrou inatingível. Cidadania no Brasil Como podemos pensar todos estes movimentos? Como diziam nas ruas. Engloba também o direito de ir e vir. mesmo? Vamos voltar a este ponto mais à frente. Isso por conta das matrizes desigualadoras dos modelos de interação social. FIM DA ATIVIDADE 1 2.O ideal da cidadania é que ela seja plena. “o Gigante acordou”. recorrendo-se a contribuições como a do pensador alemão? 10 linhas para resposta Resposta comentada Vocêdeve apresentar a capacidade de buscar no texto dois tópicos sobre estas características citadas. buscando criar uma nova percepção sobre o tema. manifestar um pensamento e cultura e de “não ser preso a não ser pela autoridade competente e de acordo com as leis [e] de não ser 18 . até o momento. Por que o exemplo brasileiro não pode ser automaticamente explicado. Os dilemas brasileiros não podem ser suficientemente explicados por teorias construídas para dar conta de sociedades idealmente montadas sobre o individualismo e a igualdade. incluindo diversas dimensões. 2) O fato de ser algo comum. A cidadania pode ser desdobrada de três formas:  Direitos Civis: são os direitos básicos como a vida.

sendo suas diferenças orientadas por uma cultura diferente. 19 .  Direitos políticos: trata-se do direito de eleger aquele que irá governar. Por favor deem uma ideia de continuidade nestas extremidades como se elas dessem continuidade. O superior um senhor idoso. É possível que exista o direito civil e que não exista o direito político. o segundo plano (do meio) um senhor de meia idade. Ou seja. salário. à educação.  Direitos sociais: eles garantem a participação na riqueza coletiva obtida pelo país. A ideia central em que se baseiam é a da justiça social” (CARVALHO. muito embora suas formas de se desenvolver e de ser são diferenciadas em cada país. De modo geral: “Os direitos sociais permitem às sociedade politicamente organizadas reduzir os excessos de desigualdade produzidos pelo capitalismo e garantir um mínimo de bem-estar para todos. o direito ao trabalho. é preciso a garantia dos direitos civis. BOXE EXPLICATIVO PEDIDO PARA OS ILUSTRADORES!! Por gentileza.10:2013) Aconstrução destes direitos ocorre ao existir uma identificação com o Estado e a nação. 9:2013). saúde e aposentadoria. Um está embaixo do outro.condenado sem processo legal regular” (CARVALHO. se organizar em partidos e de ser eleito. e o plano mais abaixo um jovem com alargadores e piercieng. Este direito não funciona de maneira independente. elaborem o desenho em três planos horizontais.

uma tentativa de direitos políticos e por fim. seus direitos eram contemplados. Consequentemente ao se identificar você se diferencia do “outro” que não está inserido na sua forma de pensar. e em outros.Isto representa. pois estes estariam em um patamar abaixo de você. ou seja “é melhor ser amigo do rei”. Geertz. mas também o que tira. junto com a República e seus ideais liberais. malandros e heróis” (1997). Issonem sempre decorreu. estes 20 . eram tolhidos. Continuando nossa análise. 1973) FIM DO BOXE EXPLICATIVO A cidadania no Brasil sempre foi marcada por um jogo de poder. As relações paternalistas. dos direitos civis. (Para maiores detalhes ver C. regras. não existe a Cultura. as relações de hierarquia vigentes no Brasil sobre as quaiso antropólogo Roberto Da Matta tão bem descreve em seu livro “Carnavais. Aparentemente contraditórios. em seguida. sentir e agir. mas de acordo com uma identidade com a nação (sua presença ou falta).Cultura é aquilo que nos define por meio de padrões. ainda hoje. Isso significou um poder Executivo forte e paternalista onde figuras carismáticas eram os exponenciais para o governo. em que. possiblidades e proibições o que gera uma identificação com isto. como o poder que latifundiários possuíam em contraposição ao poder público. Assim. significam que o Estado é aquele que dá. mas as Culturas. em poucas palavras.sofremos influências do nosso período do Império (hierarquia). fazendocom que tenhamosuma relação de dependência ou associação sempre com o “de cima”. em determinadas circunstâncias da época. Segundo José Murilo de Carvalho. Logo. apontamos que. no desenvolvimento histórico brasileiro. assim como aspectos econômicos próprios do desenvolvimento do Brasil. ainda hoje presentes. Isto não quer dizer que não exista individualidade ou diferenças e mudanças em sua própria sociedade. isso se deu devido à ordem de direitos adquiridos. tão somente por uma questão de boa vontade dos governantes. os favores serão conseguidos de maneira particular e não pública e regular e “comum para todos”. Primeiro tivemos os direitos sociais. um difícil reconhecimento.

FIM DO BOXE EXPLICATIVO 21 . mas iguais em direitos. fato que os coloca em oposição e conflito permanentes. As regras (formais) são gerais para todos. complementarmente.dois modelos elaborados pelo professor Roberto Kant de Lima (2009) que apresentamos. BOXE EXPLICATIVO Modelo do paralelepípedo No paralelepípedo o topo é igual à base. a seguir. devem ser aplicadas particularizadamente através da interpretação de uma autoridade. Modelo da pirâmide Na pirâmide.A sociedade é composta de indivíduos com interesses diferentes. e locais aplicadas de forma igual para todos. As regras são percebidaslegitimamente. mas como se representam como desiguais em direitos e interesses. mas que devem conviver harmonicamente. a base é maior que o topo. A desigualdade de status ocorre quandoos indivíduos optam por uma escolha de acordo com o que está disponível para todos. operam perfeitamente em nosso arcabouço de significações. A sociedade é formada porsegmentos desiguais.

De modo geral. sobre as relações de hierarquia e os modelos de paralelepípedo e pirâmide comente sobre a frase: “Aos amigos. como o primeiro período da frase aponta. A suarespostadeve apresentar 1) a desigualdade nas formas de tratamento. embora. aos inimigos. FIM DA ATIVIDADE 2 22 . até mesmo nela. nas relações empíricas. sem pressupostos ideais sobre como está na lei. 2) A segunda parte da frase. Atividade 2 (atende ao objetivo 2) Considerando o que vimos até agora. proporciona uma crítica à própria lei que possui o caráter de uma punição e não uma regulação. os favores. 3) Vocêpode responder também que existe maior preponderância do sistema pirâmide no Brasil. eles não se apresentam de maneiras demasiadamente distintas. evidenciadas no modelo de pirâmide. seja possível perceber traços hierárquicos que se perpetuam ao longo do tempo. existe a preponderância do sistema hierárquico quando olhamos para as relações microssociológicas e também a prática. ou acordo entre todos os indivíduos daquela sociedade. convivendo com o modelo pirâmide. Vale lembrar que estes são modelos apenas e que. burlando as regras pela qualidade de pertencer a um “estamento” superior. onde aqueles que se identificam com um segmento superior são protegidos por meio de favores. de certa maneira. a lei” (Nicolau Maquiavel) Espaço para resposta 8 linhas Resposta comentada Vocêdeve apresentar a capacidade cognitiva de associar os conceitos com a frase e interpretá-la trazendo para seu contexto. ao menos como idealmente apresenta o modelo paralelepípedo.

Geralmente se pensa que o conflito é algo “ruim”. Por último.mesmo aos “trancos e barrancos”.3. retornemos ao tema das manifestações: Como será que está sendo este processo político? Suas repressões têm sido um modelo positivista ou democrático? As ações dos manifestantes têm. Portanto. devemos ser capazes de observar o significado social que perpassa no tempo (DAMATTA. aparentemente. sendo necessária uma atuação. 23 . em algum momento. algo que. Ainda observamos que existe uma associação da Segurança Pública com a coercitividade e ainda a crença na idealização de que. em contraposição a um sistema democrático que tenha como fim.há quem pense que devem ser criminalizados. por que precisamos aprender isso? Vamos lá. como um “dilema brasileiro”. observamos como a cidadania não se apresenta ainda de forma plena devido a modelos que convivemos. de alguma maneira. possa existir uma ordem totalmente pacífica entre os seres. portanto. estas características que estão enraizadas no Brasil sendo. Agora. Como observamos. ou são apenas mudanças superficiais? Outra: será que com a carência de reconhecimento dos direitos civis. porém existem outros que simplesmente evocam uma reivindicação por cidadania e. ou que nos tem levado a gerar cada vez mais conflitos no espaço público. de estabelecer algo novo. Uns podem ser contrários à lei. mesmo que reforce a divisão e o sectarismo? Ficam as reflexões. mas também por outro lado. esta ainda seja a forma de expressar. de fato. em nossa prática de vida. ou uma negação e ocultamento destes. como rompem a “ordem”. Para concluir. Por fim. tendo como meta o direito igual para todos. o bem comum. 1997). buscado uma nova mudança. oscilando entre um sistema hierárquico e particularista. nos soa como “natural” pensar desta forma que privilegia a ordem. sempre em contraposição ao “distúrbio”. É importante que tenhamos a percepção de localizar a Geografia e a História. o caráter higienista e controlador de épocas antigas ainda se apresenta.

Como observamos no início e ao longo desta aula. 2 e 3) Como observamos. podemos notar a coexistência de dois modelos. FIM DA ATIVIDADE FINAL Resumo Nesta aula. Espaço para resposta 8 linhas Resposta comentada No próprio ordenamento jurídico brasileiro. devendo ele ser eliminado como algo doente da sociedade. Diga porque esta atitude é contrária a uma perspectiva de Segurança Pública igualitária. no mesmo ordenamento jurídico. articulando-se com a ideia de que o Brasil é uma república de desiguais. 24 . mas de duas matrizes teóricas não só distintas como também excludentes entre si. observando o quanto isto gera um impacto em observar o conflito como algo “ruim”. um igualitário (republicano) e outro hierárquico (monárquico). Esta herança cultural nos apresenta um viés negativo em relação ao conflito. criando aqueles que são “mais cidadãos” que outros.Atividade Final (atende objetivos 1. o dilema brasileiro gira em torno de dois modelos que convivem em conjunto sendo operado de acordo com o contexto. Apresentamos uma perspectiva diferente do conflito e como ela pode servir para administrá-lo ao colocar os aspectos positivos intrínsecos à ele. a despeito dos princípios pretensamente igualitários e republicanos que deveriam. Assim é que temos o preceito constitucional de que todos são iguais perante a lei convivendo. ao longo da história. tais como o direito à prisão especial. Não se trata meramente da oposição Teoria X Prática. com privilégios. fomentar a igualdade entre os cidadãos. apresentamos a influência do positivismo no Brasil. Diga como estes aspectos interferem em um tratamento desigual entre os indivíduos. estar atento a isto é algo de fundamental importância para o trabalho do tecnólogo em Segurança Pública.

São Paulo. SIMMEL. julho/dezembro de 2009. 1808-1821. O capítulo seguinte enfoca o Sistema Judiciário e as modalidades de produção de verdades que ocorrem em seu âmbito. VERÍSSIMO.Zahar. DAMATTA. Rio de Janeiro: Revista Dilemas. Império à Deriva: a corte portuguesa no Rio de Janeiro. que consiste em apresentar como diferentes autores trabalham metodologicamente seus temas. Roberto. Racoo 1997. Civilização brasileira 2013.Informações sobre a próxima aula Na próxima aula. 1973. Rio de Janeiro. KANT DE LIMA. A natureza sociológica do conflito in Moraes Filho Evaristo. de alguma maneira. Cia. São Paulo Ática 1983. Alessandra.2008. 2008. George. Editora Nacional. Carnavais. A interpretação das Culturas. com a problemática geral da Segurança Pública. São Paulo: Companhia das Letras. OBERLING. Clifford. Sensibilidade jurídicas. WILCKEN. saber e poder: bases culturais de alguns aspectos do direito brasileiro em uma perspectiva comparada. Sérgio. Org. Rio de Janeiro. Simmel.. Roberto. Anuário antropológico 25-51. Patrick. número 5-6. 25 . 2009. entre abordagens cujos assuntos dialogam. Niterói: Programa de Pós-Graduação em Antropologia (Dissertação de Mestrado). José Murilo. GEERTZ. Raízes do Brasil. iniciaremos a segunda parte desta nossa proposta para a disciplina de Metodologia da Pesquisa I. Marcos. Ed. 1995. Ensaios de Antropologia e Direito. Rio de Janeiro: Objetiva. ed. Rio de Janeiro: Lumen Júris. Cidadania no Brasil. Referências BUARQUE DE HOLLANDA. CARVALHO.Rio de Janeiro. 2011.Ed. ______ . 2010. malandros e heróis. Os municípios e as políticas públicas de segurança: uma descrição etnográfica. Maconheiro. dependente. DICIONÁRIO ESCOLAR DA LÍNGUA PORTUGUESA. viciado ou traficante? Representações e práticas da Polícia Militar sobre o consumo e o comércio de drogas na cidade do Rio de Janeiro. Volume 2.

Roberto. Rio de Janeiro: Garamond. KANT DE LIMA. Roberto. Oração aos Moços. Ruy. 2011. A marcha mundial da maconha no Rio de Janeiro: ativismo político e hedonismo carnavalesco na cidade pré olímpica. 2005. Conflitos. KANT DE LIMA. AMORIM. Rio de Janeiro: Edições Casa de Ruy Barbosa. PIRES. Lenin.). Niterói: EDUFF. Rio de Janeiro: Lumen Juris.Leituras Recomendadas. Direitos e Moralidades em perspectiva comparada (vol. 1999. Lucía (orgs. 2010. PIRES. Ensaios sobre a igualdade jurídica. II). Regina Lúcia. Lisboa: Second International Conference of Young Urban Researchers. 26 . VERÍSSIMO. EILBAUM. Lucía (orgs. Políticas Públicas de Segurança e Práticas Policiais no Brasil. TEIXEIRA MENDES. Maria Stella.). Lênin e EILBAUM. Marcos. BARBOSA. 2009.