UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ
SETOR DE TECNOLOGIA – CENTRO POLITÉCNICO
DEPARTAMENTO DE ELETRICIDADE
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

JOSÉ LUIZ GRAVENA JR.
LUIZ CARLOS CAVAGNOLI

CÁLCULO DE FLUXO DE POTÊNCIA NA
DISTRIBUIÇÃO COM ROTAÇÃO DE EIXOS

Trabalho de graduação apresentado à
disciplina Projeto de Graduação, sob a
Orientação do Professor Odilon Luís
Tortelli.

Curitiba - PR
Julho - 2011

Sumário
1 INTRODUÇÃO: O SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA. .................................................... 5
1.1 Histórico ................................................................................................................................... 5
1.2 Considerações sobre a estrutura da rede elétrica tradicional ................................................. 7
1.3 Evolução do Sistema................................................................................................................. 8
1.4 Objetivos ................................................................................................................................ 10
1.5 Revisão bibliográfica das técnicas de solução do fluxo de potência. ..................................... 12
1.6 Estrutura da dissertação ........................................................................................................ 17
2 MÉTODOS DE SOLUÇÃO DO FLUXO DE POTÊNCIA ..................................................... 18
2.1 Introdução .............................................................................................................................. 18
2.2 O problema Fluxo de Potência ............................................................................................... 18
2.2.1 Subsistema1 ................................................................................................................. 20
2.3 Método de Newton-Raphson ................................................................................................. 21
2.3.1 Aplicação do Método de Newton .............................................................................. 22
2.3.2 Algoritmo básico para a resolução dos subsistemas 1 e 2 pelo método de
Newton-Raphson ................................................................................................................... 24
SUBSISTEMA 1 .............................................................................................................................. 24
SUBSISTEMA 2 .............................................................................................................................. 25
2.3.3 Considerações finais quanto ao método de Newton-Rapshon ............................ 25
2.4 Método Desacoplado ............................................................................................................. 26
2.4.1 Método de Newton Desacoplado .............................................................................. 26
SUBSISTEMA 1 .............................................................................................................................. 28
SUBSISTEMA 2 .............................................................................................................................. 30
2.4.2 Método de Newton Desacoplado Rápido (NDR) .................................................... 30
2.5 Considerações finais ............................................................................................................... 33
3 NORMALIZAÇÃO COMPLEXA ............................................................................................... 34
3.1 Introdução .............................................................................................................................. 34

.........4 Cálculo do Ângulo de Rotação ou Ângulo de Base .. 42 3..... 44 3.... 48 4.........2 Ângulo Ótimo Orientado a Barra .............................2.2............................................1 Ângulo Ótimo Orientado ao Ramo ..................................................................2.2.................... 54 4................................. 52 4.........................................2 Normalização Complexa por Unidade ..........3 Sistema Teste de 34 barras IEEE (modificado)....... 48 4.........................................................................................1 Sistema teste de 7 barras ................................................4.............................3 Considerações finais ......................... 57 .........................................2 Sistemas Teste ...................................................................................................................4.......2 Rotação de Eixos .................................................................................................. 39 3.. 42 3............................................... 34 3....2 Sistema Teste de 20 barras Copel – Baixa Tensão ...................... 48 4.............................................3...........................................................................................................5 Considerações finais ............................................................... 56 Referencias Bibliograficas .....................................................................................1 Introdução ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 47 4 RESULTADOS ................ 55 5 CONCLUSÃO ...................5 Sistema Teste de 118 barras do IEEE modificado ...................... 48 4......... 51 4................................

Logo após em 1881 tem-se a primeira iluminação elétrica externa da América do Sul em São Paulo. Em 1963 é inaugurada a usina de Furnas. A primeira usina hidroelétrica do Brasil entrou em operação em 1883 em Diamantina/MG. pois com “linhas de transmissão” bem curtas e ainda com poucos pontos de carga. Em 1984 entra em operação a Usina Hidroelétrica de Itaipu Binacional. A década de 1980 foi bastante promissora quanto ao desenvolvimento do sistema elétrico de potência no Brasil. que além de fornecer energia para mineradoras locais também alimentava a iluminação municipal. hoje estação Central do Brasil.1 INTRODUÇÃO: O SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA.1 Histórico A implantação de energia elétrica no Brasil teve inicio em 1879. São Paulo e Rio de Janeiro) conectadas agora com linhas mais longas aos centros de carga. MG e SP. Em 1986 teve início o processo de interligação dos subsistemas brasileiros. 1. estas praticamente faziam o papel da distribuição. caracterizado pela localização da geração muito próxima da carga e falta de diferenciação entre transmissão e distribuição. ainda no Brasil império. inicialmente coma interligação do sistema Sul-Sudeste conduzindo no final da década de 1990 à configuração atual do sistema elétrico brasileiro. A partir dos anos 1930 com o avanço do “Brasil-Indústria” e a necessidade crescente de energia. Este foi o cenário de evolução da energia elétrica no país até os anos 1930. com uma usina termoelétrica a carvão no estado do Rio de Janeiro. permitindo o início da interligação do sistema elétrico de potência no Brasil. localizadas principalmente na região Sudeste do país (Minas Gerais. na época ligando RJ. o Sistema Interligado Nacional (SIN). . para a iluminação da então estação central Dom Pedro II. até hoje a maior geradora energia elétrica do mundo. foi preciso que se buscassem fontes maiores de energia de maior porte.

dos quais 62. tais como as perdas e a manutenção de linhas. Um dado relevante que poderá ser melhorado é. fossem bem utilizados com linhas de transmissão de 2000km e 1000km respectivamente. o prejuízo econômico causado ao país devido a um grande apagão. Com isso pode-se dizer que .Hoje tem-se 96.1% de energia térmica e apenas 3% de pequenas centrais hidroelétricas (PCH) [1].Esta grande potência instalada consegue ser entregue aos quatro cantos do país graças as grandes linhas de transmissão. mas irá diminuir a probabilidade de que eles venham a ocorrer. segundo as contas da União. ligando ao principal centro de consumo do país. como aconteceu em 2001 e custou R$ 44 bilhões. Estas características não podem ser ditas como vantagens ou desvantagens do sistema.6% do sistema nacional interligado. O tamanho destas linhas implica em uma série de variáveis. este sistema é um dos mais complexos do mundo.3% são provindas de energia hidráulica. O processo de evolução não irá acabar com apagões. 26. tendo potencia instalada de 122. elas são apresentadas aqui para expor a evolução do mesmo. devido ao tamanho e a potencia gerada. Este cenário exigiu que os grandes centros geradores como a UHE de Tucuruí com 8300MW e a UHE de Itaipú com 14000MW instalados.3GW. por exemplo. .

portanto.1. Esta configuração disponibiliza dois caminhos distintos entre a fonte de potência e os consumidores. Estes casos são poucos freqüentes e contemplam pequenas distâncias. a mesma subestação com dois transformadores diferentes ou mesmo o mesmo transformador. podendo ser em duas subestações diferentes. que passa a não se interrompido para a maioria dos consumidores quando um segmento da rede é desligado. Pequenos trechos operando de forma radial podem ser encontrados nas redes de transmissão. só pode ser adotado de maneira momentânea (com uma duração máxima da ordem de dezenas de minutos). Já os sistemas de distribuição são basicamente radiais. não apresentam maiores prejuízos à característica malhada dos sistemas de transmissão. caracterizados por ter em um único caminho entre cada consumidor e o alimentador de distribuição. Outra condição de operação do sistema de distribuição. através do fechamento da citada chave de interligação. na ordem de centenas de MVA. uma vez que existe um caminho alternativo para o fluxo de potência. em caso de interrupção. A sua vantagem está na melhoria do serviço de entrega de energia. consiste em se ter à possibilidade de conexão entre dois alimentadores distintos através de uma chave seccionadora. termo adotado para indicar a possibilidade de realização da interligação de dois ramais de um mesmo alimentador. o qual. sem que seja necessário o desligamento deste alimentador.2 Considerações sobre a estrutura da rede elétrica tradicional O sistema elétrico de transmissão é composto por uma rede malhada de linhas. O termo rede malhada de transmissão se deve ao fato de ter mais de um “caminho elétrico” entre dois pontos do sistema. Este sistema por ser mais complexo que o sistema radial em termos de proteção do sistema. resulta na perda total de energia para os consumidores à jusante do defeito. A potência flui da subestação para os consumidores através de um caminho simples. denominada paralelismo. com tensões variando de 69 kV até 764 kV com capacidade de transmissão de grande quantidade de energia. Os sistemas radiais de distribuição podem apresentar uma característica de fracamente malhados. . facilitando o fluxo de potência.

por outro lado. menores perdas. O próximo passo para a melhoria e o aumento da produtividade do sistema passa. exigirá cada vez maior quantidade e qualidade de energia. Antigamente. pois.1. menor será a possibilidade de uma falha total do sistema e menor a chance de uma sobrecarga do mesmo. seja cada vez maior quando se fala em eficiência energética. existiam famílias que tinham uma televisão em casa. além de maior segurança na operação. trará benefícios como: maior quantidade de energia gerada. eletrônica.3 Evolução do Sistema O contínuo crescimento da economia. industrialização e/ou modernização de todos os setores a nossa volta. madeireira. esta diversificação. Embora a qualidade dos produtos encontrados no mercado hoje em dia. se é que tinham. a viabilidade do consumidor/gerador (o consumidor poderá gerar a energia que irá usar) diminuindo as perdas causadas pela transmissão. automobilística. Então hoje. temse também cada vez mais máquinas produzindo estes produtos. dentre outros aspectos da vida moderna. Em um futuro muito próximo não serão apenas uma vantagem. . com a maior utilização de usinas eólicas. quanto maior for o número de geradores. sem dúvida. bem como dos bens industrializados e o consumo cada vez maior de tecnologia. Todos estes benefícios estão logo a nossa frente. Desta forma. além do grande aumento do consumo de energia de consumidores de baixa tensão também existe a mecanização das indústrias que precisaram aumentar seu poder de produção automatizando seu processo para atender a demanda em suas respectivas áreas. mas também uma necessidade gerada pela produção. geradores a diesel/biodiesel e o melhor aproveitamento de pequenas centrais hidroelétricas (PCH’s). Estas mesmas famílias que antes tinham uma geladeira. ou ainda várias famílias que se juntavam para assistir televisão na casa de um dos vizinhos. por exemplo. sejam elas agrícola. pela diversificação das opções de geração. painéis solares. e hoje a grande maioria das casas possui um destes aparelhos por morador. etc. um freezer. hoje tem uma geladeira.

o sistema elétrico do futuro não é em hipótese alguma uma substituição do atual sistema elétrico. fornecem e consomem esta energia.Esta evolução do perfil social traz hoje cada vez mais a necessidade de uma evolução também no atendimento deste consumo de energia. buscando sempre tirar ao máximo benefícios para aqueles que produzem. todo este desenvolvimento do setor elétrico não seria possível se o atual sistema elétrico não estivesse instalado. uma evolução do mesmo. ou seja. aproveitar os grandes campos e planícies neste país geograficamente favorável à geração eólica. É necessário pensar em viabilizar alternativas visando aproveitar os inúmeros pequenos rios com PCH’s. É importante destacar que. e quando é dito evolução no fornecimento de energia elétrica não basta apenas criar mais uma grande hidroelétrica. mas sim. aproveitar o pioneirismo do desenvolvimento de um combustível natural e renovável como o biodiesel e tirar o máximo proveito destas fontes alternativas. .

. pode-se dizer que cada sistema enxerga o outro.4 Objetivos Como descrito anteriormente a evolução natural do sistema elétrico brasileiro mostra uma situação em que tem-se atualmente grandes centros de carga a grandes distâncias dos grandes centros geradores de energia elétrica. Para um melhor aproveitamento de recursos energéticos num futuro não muito distante tem-se a perspectiva de ampliação da geração local. Resumindo. A geração junto à carga irá aumentar a quantidade de energia disponível e diminuir as perdas causadas pela transmissão. maior disponibilidade de fornecimento sendo que apagões seriam menos frequentes e mais isolados. Como ilustrado na figura 1. enquanto a operação da distribuição enxerga a transmissão apenas como um gerador conectado no lugar da subestação de tratamento de energia. consumidores com energia de mais qualidade e mais barata e ainda. conectada no barramento da subestação de distribuição. concessionárias com mais opções de fornecimento. Com relação à interação entre transmissão e distribuição. Com isso todos ganham. diminuindo impactos como os apagões de 1998 e o de 2001 por exemplo. tem-se atualmente a seguinte visão: a operação da transmissão vê o sistema de distribuição não como um todo. apenas como um ponto de entrada ou saída de potência. mas sim como uma carga “fixa”.1.

tendo em vista que os métodos de cálculo empregados para analisar a rede de distribuição não funcionam para a rede de transmissão e vice-verso. interagir de forma mais “amiga”. Para a adequação destes dados será utilizado a normalização complexa dos dados dos sistemas. . possibilitando que o sistema de distribuição seja visto de forma completa pela rede de transmissão.FIGURA 1 Um dos entraves para a operação de um sistema elétrico com tais características é a dificuldade para execução de análises como a de fluxo de potência. O que este trabalho vem contribuir no estudo do emprego de uma técnica que permita que estes dois sistemas possam sim. Neste trabalho será enfocado o sistema de distribuição buscando demonstrar a eficácia da normalização complexa visando uma futura integração computacional para análise conjunta de fluxo de potencia nas rdes de transmissão e distribuição. inclusive quando operar injetando potência na transmissão.

tornava o método pouco utilizável. O método de resolução consiste em dois passos básicos. No final dos anos 60. Em 1967 surge o primeiro trabalho desenvolvido exclusivamente para sistemas de distribuição. que realiza os cálculos das quedas de tensão com as atualizações das correntes ou fluxos de potência. Aliado à baixa capacidade de processamento dos computadores da época. pois necessita de um número excessivo de iterações para encontrar a solução. é considerado muito lento. Por possuir boa características de convergência e ser muito robusto tornou-se o principal método de solução. sem de explorar computacionalmente características típicas de redes de distribuição (redes radiais). Berg ET AL (1967) " Mechanized calculation of unbalanced load flow on radial distribuition circuits. e serviu como base para . Apesar de eficiente. iniciando das barras finais em direção a subestação e a varredura forward. onde são calculados as correntes ou fluxos de potência nas linhas. cujo desenvolvimento considera apenas as características dos sistemas transmissão de energia (sistemas malhados). Desde a formulação inicial na década de 60. W. foi proposto por D." que pode ser considerado como base para o sistema Backward/Forward e para todas as variantes que seguiram após a efetivação do método.5 Revisão bibliográfica das técnicas de solução do fluxo de potência.F. partindo da subestação alimentadora em direção as barras no final do alimentador. O método Backward/Forward Sweep.1. (1967) apresenta a resolução do problema de fluxo de potência pelo método Newton-Raphson. Tinney ET AL. Alguns deles serão destacados a seguir por ordem cronológica: Nos anos 50. varredura backward. vários métodos vêm sido propostos para resolver o problema de fluxo de potência para sistemas de distribuição radiais. R. Esses passos são repetidos até que se obtenha a convergência do algoritmo. Shimohammadi et al. (1976). pois apresenta uma convergência rápida e eficiente. empregava-se o método de Gauss-Siedel para a resolução do fluxo de potência. O Método de Newton passou a ser uma referência no cálculo do fluxo de potência para redes malhadas.

Em 1984 A. Porém. Céspedes apresentou o método Soma de Potências.muitos métodos propostos posteriormente. o setor da distribuição de energia passou a ser estudado de maneira mais intensa. sistemas que apresentam poucas interligações. Este método pode ser aplicado também para sistemas fracamente malhados.Baran e F. H. Outra melhoria importante para a convergência do método é o uso de uma matriz de sensibilidade (Jacobiana) modificada que atende as características radiais dos sistemas de distribuição. R. [5] propõem um método para solução do fluxo de potência na distribuição utilizando o método Desacoplado Rápido pois apresenta uma convergência rápida e eficiente. Wu apresentaram o método baseado no método Newton – Raphson. V. como decorrência do aparecimento de cargas sensíveis com a variação da tensão. Monticeli et al. M. aumento com a modernização da legislação e o da competitividade. Os estudos de FP para distribuição eram realizados com pouca ou nenhuma análise. portanto das equações de fluxo de potência para sistemas de transmissão. o que torna esse método exclusivo para o sistema radiais de energia elétrica. Em 1990. fazendo com que a rede de distribuição assuma parâmetros de uma de alta tensão. onde são convertidos em redes radiais. Essas equações são denominadas pelos autores de “equações de fluxo de ramos” ou então “DistFlow”. enquanto muitos pesquisadores buscavam aperfeiçoar e desenvolver técnicas para resolver o problema de FP voltado para redes de transmissão. O método propõe um novo modelo de equações para o cálculo de fluxo de potência. ou seja. as pesquisas para as redes de distribuição não tiveram tanta ênfase. A. . bem como a necessidade de uma melhora da qualidade da energia fornecida. No final dos anos 80. F. J.E. porém levando em consideração as características dos sistemas de distribuição. diferente. no entanto propõe uma modificação no método para compensar a alta relação de resistência e reatância nas linha r/x encontradas nos sistemas de distribuição. Chiang (1991) apresenta o método de uma maneira mais detalhada onde realiza um estudo dos algoritmos e convergência.D. Em 1989. que provoca dificuldades na convergência para esses sistemas. Garcia. A modificação proposta é a rotação dos eixos das impedâncias.

mostrando que ainda não existia um unanimidade sobre quais propostas seriam mais eficientes para o problema do fluxo de potência para as rede de distribuição. Em 1992 é apresentado por A. E. calcula-se as cargas equivalentes para cada barra de carga.S. (1994) propuseram um método que se baseia na ordenação e orientação da matriz impedância Z junto com o método da Soma das Potências. . Shirmohammadi (1994) apresentam um método para sistemas de distribuição trifásicos desequilibrados. Chen e D. Partindo da barra da subestação. Este procedimento se dá no sentido das barras terminais para as subestações. D.K. Com as novas tensões recalculam-se as perdas e com isto recalculam-se as novas cargas. por S. e também no equacionamento.K. com as potências equivalentes dos nós. Colman. calculam-se as tensões do lado da carga para todas as barras. Basu. a possibilidade de transformar o problema de cálculo em um conjunto de subproblemas que por sua vez podem ser resolvidos através das equações alimentador que relacionam as tensões entre dois nós de um de distribuição. O método Soma de Potências tem. Rajicic et al.baseado no método Backward/Forward. No método proposto em 1992. já que neste método ele utiliza o fluxo de correntes nos ramos. Goswani e S. S. ou seja. Barbosa. onde não são levadas em conta as perdas das linhas. [7] um trabalho onde é realizado a comparação da utilização do fluxo de potência em redes de distribuição utilizando-se o método da rotação de eixos e da soma equivalente de potência. C. porém o método se demonstra eficiente apenas para redes fracamente malhadas. Repetindo o processo até se atingir a convergência. como característica básica. incluindo as perdas e é alocada na posição correspondente a barra (carga equivalente). Cepedes (1990) propôs. o processo de resolução é iniciado a partir da subestação considerando as “cargas equivalentes” da mesma forma que R. et al. Essa potência equivalente é a soma de todas as potências a jusante da barra. também baseados no método Backward/Forward Sweep. A diferença esta na primeira iteração. A cada iteração então são encontradas novas perdas no sistema que são utilizadas no processo do método Soma de Potência.

Ramos apresentaram um método para resolver o problema de fluxo de potência em redes radiais. apontada para aumentar a taxa de convergência. Baldwin s S. A vantagem deste método é a simplicidade de sua formulação. O artigo de T. baseado no trabalho de S. Em 1999 A.F. L. O Trabalho apresentado em 2000 M. com isso consegue diminuir o tempo computacional.Jovanovic e F. D. D.E. Em 2000. Jovanovic e F. Está baseado na idéia intuitiva que quanto mais linear um sistema de equações melhor é sua taxa de convergência. As potências injetadas são calculadas e atualizadas durante o processo iterativo. Utiliza uma matriz jacobiana aproximada. Milicevic (2000) e no método Backward/Forward Sweep. por R. Lewis (2003) apresenta uma revisão dos métodos clássicos e propõe uma nova metodologia. Zimmerman e H. S. Baran e F. Outra . Após a formulação da matriz calcula-se o fluxo de potência através de um processo baseado no backward Sweep. que é formada por NXM. proposto para resolver o sistema de equação resultante.G. Para alcançar esta meta. constante durante o processo iterativo. Milicevic explora a topologia espacial dos sistemas de distribuição para formular o método triangular de fluxo de carga de distribuição. Haque [14] calcula o fluxo de carga para sistemas de distribuição radiais ou fracamente malhados. H. Wu. O sistema de distribuição é convertido primeiro a uma rede equivalente com configuração radial. já que é necessária somente uma inversão da matriz. Foi baseado na formulação proposta de M. As características do sistema original são preservadas injetando potência apropriada nos pontos em que foram abertos os circuitos no sistema equivalente.R.O método proposto por em 1994. O algoritmo apresentado segue uma aproximação diferente.A. Chiang é o método desacoplado rápido para sistemas de distribuição. as equações de fluxo de carga foram escritas em termos de variáveis "alternativas" que conduzem a um conjunto de 3N equações (2N equações lineares e N quadráticas) para uma rede com N+1barras. mas com a diferença de utilizar o fluxo de corrente nos ramos ao invés de utilizar as potências como no método original. Um algoritmo computacional é baseado no método de Newton-Raphson. Utiliza em sua formulação uma matriz triangular T. Exposito e E.

(2004) apresenta uma metodologia baseada no método Backward/Forward Sweep. não somente uma fonte (subestação) de alimentação.contribuição do método apresentado está na inclusão de múltiplas gerações. para cálculo de fluxo de potência de sistemas de distribuição com retorno por terra. ou seja. Ciric et al. . O artigo de R.

tanto para a resolução da rotação dos eixos de resistências e admitâncias como a metodologia de escolha do melhor ângulo de rotação. o método Desacoplado Rápido. . um sistema real da copel com 20 barras em baixa tensão. As conclusões gerais são apresentadas no capítulo 5. objetivando o entendimento de sua variação. O método Desacoplado Rápido é apresentado de maneira resumida. um sistema de 70 barras.6 Estrutura da dissertação No capítulo 2 os métodos de cálculo de fluxo de potência. NewtonRaphson é apresentado de maneira resumida. objetivando o entendimento posterior das modificações a serem introduzidas pela nova metodologia. além de um sistema de fictício 7 barras . No capítulo 3 é apresentada a metodologia proposta no trabalho.1. No capítulo 4 são apresentados os resultados das simulações com a aplicação da metodologia proposta para os sistemas de distribuição radial IEEE de 34 barras e 118 barras.

2 MÉTODOS DE SOLUÇÃO DO FLUXO DE POTÊNCIA

2.1 Introdução
Neste capítulo serão apresentados o problema do fluxo de potência, os
métodos de cálculo e os algoritmos utilizados para a solução do mesmo.

2.2 O problema Fluxo de Potência
As equações de potência nodais para as barras da rede, resultantes da
aplicação da lei de Kirchhoff das correntes. As injeções de potência ativa e reativa
na barra k podem ser expressas por:

(2.1)

(2.2)

onde k= 1, NB; sendo NB o número de barras da rede.
As equações (2.12) e (2.13) indicam a existência de 4 variáveis por barra,
quais sejam, injeção de potência ativa, injeção de potência reativa, modulo e
ângulo da tensão na barra: Vk, θk, Pk e Qk . Essas variáveis nodais podem
configurar como incógnitas ou dados de entrada dependendo da classificação da
barra, definida em três tipos:
1 - Barra tipo PQ – são especificados os valores de Pk e Qk e calculados
os valores de Qk e θk.
2 - Barra tipo PV – são especificados os valores de Pk e Vk e calculados
os valores de Vk e θk.
3 – Barra de Referência - são especificados os valores de Vk e θk e
calculados os valores de Pk e Qk.
Para se obter o estado da rede é necessário conhecer os valores
magnitudes das tensões (V) e os ângulos de fase (θ) destas tensões de todas as

barras do sistema. A partir desses fasores, conhecendo-se também os
parâmetros do sistema de transmissão é possível determinar a distribuição de
fluxo através de todo o sistema [2].
Tem-se, assim, para cada barra, duas equações de potências nodais e
duas variáveis conhecidas. As outras duas variáveis devem ser encontradas
através do método de Newton-Raphson, criando-se assim um problema com 2NB
equações e 2NB incógnitas:

(2.3)

Normalmente um sistema elétrico é composto de NPQ barras do tipo PQ;
NPV barras do tipo PV; e 1 barra do tipo Vθ, tomada como referência para as
tensões. Sendo assim, o sistema possui:
. • 2 (NPQ + NPV + 1) variáveis especificadas
. • 2 (NPQ + NPV + 1) incógnitas

Com isto foi criado um processo matemático que permitir uma resolução
mais rápida do sistema. Esse processo se resume em criar dois subsistemas, um
para cálculo das variáveis de estado de todas as barras do sistema, ou seja,
calcular V e θ para as barras PQ; e θ para as barras PV. Este subsistema é
normalmente chamado de subsistema 1 [2]. O outro subsistema permite calcular
as potências nodais de todas as barras do sistema, ou seja, P e Q da barra Vθ e
Q das barras PV, além da determinação da distribuição dos fluxos de potência
ativa e reativa das perdas do sistema. Este subsistema é normalmente chamado
de subsistema 2 [2], e pode ser obtido diretamente, ou seja, sem a necessidade
de processo iterativo.
A seguir iremos detalhar melhor o processo matemático para resolução
do subsistema 1 que, por envolver soluçai de equações algébricas não lineares,
exige a aplicação de métodos iterativos.

2.2.1 Subsistema1
Conforme já mencionado este subsistema permite obter os valores de V e
θ desconhecidos das barras da rede.
Como para as barras do tipo Vθ, a solução já é conhecida, estas barras
não entram nesta etapa, apenas as barras do tipo PQ e PV são consideradas,
visto que os valores de V e θ são desconhecidos para as barras PQ e os valores
de Q e θ são desconhecidos paras barras do tipo PV.
Tem-se, assim, um sistema determinado:
• (2NPQ + NPV) dados especificados: P e Q das barras PQ; P das barras
PV
• (2NPQ + NPV) incógnitas: V e θ das barras PQ; θ das barras PV
Chamando de

e

os valores conhecidos de P e Q, então o objetivo é

resolver:

(2.4)

As incógnitas do Subsistema 1 podem ser agrupadas no vetor de estado x
tal que:

[ ]

(2.5)

Onde θ é o vetor dos ângulos das tensões das barras PQ e PV e tem dimensão
(NPQ + NPV), e V é o vetor das magnitudes de tensões das barras PQ e tem
dimensão NPQ.
Com o sistema (2.14) reescrito, podemos obter:

(2. Definindo a função vetorial g(x) por: [ Onde NPV) e ] (2.6) Sendo que: • e são os resíduos ou mis matches de potência ativa e reativa da • e são os valores já conhecidos de P e Q.13) de potências nodais.3 Método de Newton-Raphson O método de Newton-Raphson é uma ferramenta numérica bastante utilizada para resoluções de sistemas de equações não-lineares e consiste basicamente num processo no qual iterações lineares dos sistemas são montadas e resolvidas.7) é um vetor de desvios de potência ativa de dimensão (NPQ + é um vetor de desvios de potência reativa de dimensão NPQ. principalmente para redes malhadas como a de sistemas de transmissão. Devido à sua eficiência.12) e (2. . • e são calculados através das equações (2. Com estas características este método ficou sendo um dos principais para soluções de cálculo de fluxo de potência de rede elétricas. barra k. Os valores de valores de obtidos são validos para as barras tipo PQ e PV. já os são validos para as barras do tipo PQ. 2.

para cada iteração v.22. 2. M e L definidas por: (2. tem-se: ( ) ( ) (2.8) Onde: J é a matriz Jacobiana das derivadas de a x.24 e 2.23. 2.3.1 Aplicação do Método de Newton Pelo método iterativo de Newton.24.2.9) Sendo assim é possível perceber que a matriz Jacobiana é composta pelas submatrizes chamadas de H. Com o apresentado acima e realizando manipulações algébricas é possível obter-se o sistema linear do problema de fluxo de potência a ser resolvido a cada iteração v: [ ] [ ] [ ] (2. é o vetor de correção de estado calculado a cada iteração.11) .10) Como para redes de transmissão malhadas a matriz admitância Y é simétrica é possível calcular os elementos de cada submatriz através das equações 2. N. indicadas a seguir: (2.

(2. os desvios de potência estiverem bem próximos de zero.14) A dimensão de cada submatrizes é: Matriz H: [(NPQ + NPV) ×(NPQ + NPV)]. as potências ativas e reativas calculadas para as barras do tipo PQ devem ser iguais ou estar bem próximas das especificadas. O mesmo valendo para os valores das potências ativas das barras tipo PV. V). é obtido através de: [ ] [[ ] ] [ ] (2. para um determinado estado (θ.13) (2. Matriz N: [(NPQ + NPV) NPQ] Matriz M: [NPQ ×(NPQ + NPV)] Matriz L: [NPQ ×NPQ] O vetor de correções de variáveis. para uma determinada iteração. .12) (2. ou seja.15) A solução do processo iterativo ocorre quando.

E ( barras PQ e determinar os respectivos desvios de potência: . respectivamente. Criando assim o vetor: [ 2.3. para as barras k do tipo PQ e PV •| |≤ εQ. 3. ir para o passo 7. e as magnitudes das tensões das barras PQ. Caso Contrário executar o passo seguinte. 2. Calcular ( ] . Testar a convergência: Se max {| |}k=PQ. para as barras k do tipo PQ Onde εP e εQ são as tolerâncias admitidas para os mismatches de potência ativa e reativa.Usualmente são determinadas as seguintes condições de convergência utilizando os desvios de potência: •| |≤ εP. Fazer v=0 (contador de iterações) e escolher valores iniciais dos ângulos das tensões das barras PQ e PV.16) ) para as barras PQ e PV. 4. Calcular a matriz jacobiana [ ]=[ ]x [ ] (2. (2.2 Algoritmo básico para a resolução dos subsistemas 1 e 2 pelo método de Newton-Raphson As etapas para a resolução do problema de fluxo de potência carga pelo método de Newton-Raphson são descritas a seguir. ). SUBSISTEMA 1 1. PV ≤ εP e max {| |}k=PQ ≤ εQ Então o processo iterativo convergiu para a solução ( .17) . ) para as .

entre os principais podemos citar o controle dos valores de . Um dos fatores seria. o método pode não apresentar convergência como no caso de redes radiais. calcular perdas. onde dois fatores contribuem para a não convergência do sistema.E determinar a nova solução: 6. 2. da mesma linha. Fazer (k+1 = k) e voltar ao passo 2.3 Considerações finais quanto ao método de Newton-Rapshon O método de Newton–Raphson aplicado à resolução de fluxo de potência de redes elétricas é hoje a mais difundida e robusta ferramenta usada para obtenção da solução dos valores das tensões complexas das barras do sistema. No entanto sob certas condições.3. Isto principalmente em redes de distribuição com características radiais. como já mencionado anteriormente a relação r/x do sistema de distribuição ser diferente da relação r/x do sistema de transmissão e outra razão seria o condicionamento da matriz Jacobiana. o elemento da diagonal principal é maior que a soma de todos os elementos. fora a diagonal. calcular fluxos de potência ativa e reativa dos elementos da rede. SUBSISTEMA 2 7. Com o passar do tempo este método foi aprimorado com diversos tipos de controle e limites. Em [12] é apresentada análise onde se verifica que no caso de redes em anel (redes malhadas) a matriz Jacobiana apresenta a característica de ser diagonalmente dominante. Em sistemas radiais esta característica não se repete indicando que a convergência do sistema se torna mais difícil. Calcular Pk e Qk para a barra de referência e Qk para as barras tipo e PV. ou seja. ou encontrar uma solução para o sistema nãofactível para a rede elétrica.

subseqüentemente. Utilizando estas simplificações é possível deduzir que: . que as sensibilidades entre [P e θ] e entre [Q e V] são bem maiores que aquelas entre [P e V] e [Q e θ]. se diz que existe um acoplamento forte e quando a sensibilidade é fraca pode-se dizer que existe um desacoplamento. Quando existe uma sensibilidade forte entre duas variáveis. realizando simplificações em algumas grandezas elétricas e obtendo uma notória redução de custo computacional. 2.1 Método de Newton Desacoplado Foram descritas anteriormente. O segundo vai além.4. injeção de potências ativas e reativas bem como a inclusão de taps de transformadores. já que seus valores são substancialmente menores que os de H e L. o método desacoplado rápido foram desenvolvidos com uma variação do método de Newton-Raphson para que o processo de cálculo do fluxo de potência pudesse convergir de maneira mais rápida e para isso forma utilizadas algumas simplificações aproximações O primeiro considera a existência de uma baixa interação entre [P e V] e entre [Q e θ]. Sendo possível observar para estas submatrizes. A seguir iremos descrever resumidamente estes dois métodos. Com estas premissas foi deduzido o método de Newton Desacoplado no qual são desprezadas as submatrizes N e M. E também ocorreram implementações no método de Newton-Raphson para um melhor desempenho devido ao poucos recursos computacionais existentes anteriormente. as quais indicam as sensibilidades entre as potências (ativas e reativas) e as tensões complexas (magnitudes e ângulos de fase).4 Método Desacoplado O método desacoplado e. N. 2. M e L que compõem a matriz Jacobiana (J). entre uma dessas variações está o Método de Newton Desacoplado Rápido (NDR) que será alvo de estudo do próximo capítulo. as submatrizes H.tensão das barras.

Uma maneira de melhorar a característica de convergência do sistema é utilizando o esquema de solução alternado.= . relacionados aos mismatches de potência ativa (meia-iteração ativa).20) constitui a meia-iteração. através da qual é feita a atualização dos ângulos de fase das tensões das barras. Aqui. (2.21) compõe a outra meia-iteração. relacionadas aos mismatches de potência reativa (meia-iteração reativa).19) são chamadas de resolução simultânea.20) = . na qual é feita a atualização das magnitudes das tensões das barras. utilizam-se os valores atualizados dos ângulos de fase.18) = .18) e (2. O sistema (2.19) As equações (2. (2. no qual tem-se: = . (2. pois os mismatches de potências ativa e reativa são calculados com base nos valores de estado da iteração anterior.21) Sendo que o sistema (2. melhorando o . (2.

1 Algoritmo básico para a resolução dos subsistemas 1 e 2 pelo método Desacoplado Seja p e q como os contadores das meias-iterações ativa e reativa. Escolher valores iniciais para as magnitudes (barras PQ) e ângulos de fase (barras PQ e PV) das tensões nodais não fornecidas.4.22) 2 .23) . 3 . Com isso. Esses têm a função de sinalizadores (semáforos) computacionais: sempre que alguma variável de estado é alterada.desempenho do método.Calcular Pk(θp. [ ] (2. o indicador de convergência do outro subproblema é igualado a ”1”. (2. portanto.1. 2. caso contrário ir para o próximo passo.Atribuir os valores iniciais: KP =KQ =1. ir para o passo 13. mesmo que já tenha convergido em uma iteração anterior. para k=PQ. SUBSISTEMA 1 1 . respectivamente e KP e KQ como os indicadores de convergência dos subproblemas ativo e reativo. tem-se o vetor. uma atualização de variáveis de estado a cada meia iteração. Com isso. evita-se afastamento do ponto de solução. Vq )para as barras PQ e PV. respectivamente.Testar a convergência: Se Max{| |} . provocando uma avaliação dos mismatches deste outro subproblema. p =q =0. Calcular os respectivos mismatches de potência Pk. Tem-se.

para k=PQ (2. resolvendo = (2. Incrementar o contador de meias-iterações ativas (p ← p +1). Fazer KP =1. Fazer KP =0. Calcular os respectivos mismatches de potência Qk. Calcular os vetores de correções para V. 12. ir para o próximo passo 9. Fazer KQ =0. voltar para o passo 2 .4. Incrementar o contador de meias-iterações reativas (q ← q +1). o processo convergiu. 6.Testar: se KP =0. ir para o passo 14 . 8.26) ir para o passo 13. Vq) para as barras PQ. Calcular a matriz L. Calcular a matriz H. Fazer KQ =1. se não. se não. voltar para o passo 7 14. 11. Se sim.Testar: se KQ =0. Calcular Qk (θp. resolvendo = (2. Testar a convergência: se Max{| |} . 7. 13. ir para o passo 14 .25) 4.24) e determinar o novo valor (2. o processo convergiu. Se sim.28) 10.27) E determinar o novo valor (2. Calcular os vetores de correções para θ. voltar ao passo 2. se não convergiu.

cuja dimensão é definida de acordo com as dimensões de H e L. dadas por: (2. faz-se em algumas considerações a fim de se chegar a um método de cálculo mais rápido.2 Método de Newton Desacoplado Rápido (NDR) Baseando-se no método desacoplado. A resolução do subsistema 2 (passo 14) igual ao método de Newton-Raphson.33) . Seja a matriz diagonal de magnitude de tensões. H’ e L’.31) (2. Os passos 7 a 12 e 14 correspondem à meia-iteração reativa.4. Neste algoritmo. ou seja: V=[ ] (2. calcular fluxos de potência nos elementos da rede e calcular perdas. Calcular Pk e Qk para a barra de referência e Qk para as barras tipo PV.SUBSISTEMA 2 14. os passos 2 a 6 e 13 correspondem à meia-iteração ativa. 2.30) (2.32) (2.29) De forma que definem-se duas novas matrizes.

As novas matrizes .). respectivamente: { (2.34) (2. de tal forma que é muito próximo de 1. em magnitude. chamadas de B’ e B’’. Aplicando estas aproximações às matrizes H’ e L’ chega-se a duas novas matrizes. •As tensões são próximas da unidade (em p. portanto. independentes das variáveis de estado do sistema (magnitudes e ângulos das tensões nodais).35) Levando em conta as seguintes considerações: • é pequeno. em magnitude. Esta aproximação é válida para sistemas de transmissão de Extra Alta Tensão e Ultra Alta Tensão e também para sistemas de distribuição. já que para estes últimos as aberturas angulares são em geral pequenas. muito maiores que as reatâncias série (linhas e transformadores). na grande parte dos casos. • é. • é.Assim o método desacoplado fica: (2. muito maior que . Isso indica que as reatâncias shunt são. Para Extra Alta Tensão. e para de UAT a relação pode atingir a ordem de 20.37) Vê-se aqui um resultado bastante interessante: as matrizes B’ e B’’ dependem apenas dos parâmetros da rede (impedâncias e suceptâncias dos ramos e elementos shunt).36) { (2. ficando. a é da ordem de 4.u. muito maior que relação .

sendo este o método mais utilizado. As matrizes constantes B’ e B’’ são calculadas logo no passo 1. cujas equações são: (2. com a ressalva de que em B’ não constam as linhas e colunas referentes à barra Vθ. . versão BB. versão XB .1. e em B’’ não constam as linhas e colunas referentes às barras Vθ e PV. 16]. Daí o método ser denominado desacoplado rápido. Essas matrizes são constantes ao longo do processo iterativo (diz-se que o método apresenta "tangente fixa"). O restante do algoritmo não é alterado. 2.1 Versões do Método Desacoplado Rápido Com um estudo mais aprofundado do método desacoplado rápido foram propostas e avaliadas 4 (quatro) versões deste método. versão BX e versão XX [14.39) Estas equações passam a substituir os passos 4 e 9 do algoritmo do método desacoplado.2.38) (2. sendo assim nomeados. diminuindo o tempo computacional e a quantidade de memória antes usada para calcular e inverter H e L a cada iteração.1. A versão BX despreza os valores das resistências para a formação da matriz B’’. A versão BB não despreza os valores das resistências e pode ser disser que é o método desacoplado rápido propriamente dito. A versão XB despreza os valores das resistências para a formação da matriz B’. apenas uma vez para todo o processo iterativo.4. apresentado na seção 3.aproximam-se bastante da matriz susceptância nodal B. Resumidamente a diferença entre os quatro métodos esta em se usar ou não os valores das resistências das linhas e se não for utilizada onde desprezar estes valores.

5 Considerações finais Neste capítulo foi apresentado o problema do fluxo de potência junto com os métodos de resolução: o Newton-Raphson tradicional e os métodos Desacoplados. derivados do método Newton.A versão XX despreza os valores das resistências para a formação tanto da matriz B’ como da matriz B’’ 2. .

temporariamente. maior é o acoplamento P-θ e Q-V e. Quanto mais alto o nível de tensão. sendo assim favorável para a utilização dos métodos desacoplados. maiores são as relações x/r e consequentemente. Utilizando-se deste artifício. A técnica de rotação de eixos utilizada neste trabalho foi apresentada na década de 80 [5] e consiste em mudar. em sua forma simples e convencional. o sistema de referência complexo para a rede de estudo. Neste capítulo. podendo chegar em valores inferiores à unidade. é possível fazer com que a relação x/r do novo sistema se aproxime da relação típica de sistema de alta tensão. característica das redes de alta tensão. Porém. portanto. no sistema de distribuição. 3. será apresentada a técnica de normalização complexa. não podem ser aplicados de maneira satisfatória nos sistemas de distribuição. Assim.2 Rotação de Eixos Como já dito anteriormente. os sistemas de distribuição possuem linhas de transmissão com valores de reatância e resistência séries de ordem .1 Introdução As aproximações usadas durante a apresentação e dedução do Método Desacoplado Rápido aplicam-se bem onde a relação reatância e resistência (x/r) dos ramos são altas. a relação x/r é muito baixa.3 NORMALIZAÇÃO COMPLEXA 3. mais adequadas são as aproximações propostas. fazendo o método convergir de maneira satisfatória. como a dos sistemas de transmissão. os métodos desacoplados apresentados. que é baseada na normalização do módulo e dos ângulos das impedâncias adotando uma base complexa de potência e possibilitando a adequação da relação x/r de forma similar à técnica de rotação de eixos.

Essa característica .u. Essas características dos sistemas de alta tensão implicam em um forte acoplamento entre o fluxo de potência ativa e a abertura angular e entre o fluxo de potência reativa e a diferença de potencial. FIGURA 3.3 ilustra a rotação de eixos complexos aplicada a uma impedância típica de uma rede de distribuição.) é maior em relação ao valor da resistência r (Ω ou p.) e a resistência r (Ω ou p. em relações x/r inferiores à unidade. Resultando no conhecido desacoplamento Pθ-QV.2 ilustram as representações gráficas das impedâncias séries típicas de linhas de transmissão de um sistema de alta tensão e de um sistema de baixa tensão respectivamente. em alguns casos.). onde a reatância x (Ω ou p. Figura 3.1 e 3. A figura 3.equivalentes e que podem chegar..1 – Representação gráfica da impedância típica de Alta Tensão Na figura 3. As figuras 3.2 – Representação típica de impedância de Baixa Tensão Ao contrário da figura anterior.1 é possível observar que o valor da reatância x (Ω ou p.) possuem proporções equivalentes.u.u. a figura 3.2 ilustra a impedância série típica de um sistema de baixa tensão.u.

adotados pelos métodos desacoplados. o ponto correspondente à impedância z torna-se Sendo assim. representada no plano complexo (Real. Neste. aplicando a relação de Euller: ɸ ɸ (3. Na figura 3.3 – Rotação de eixos de uma impedância de Baixa Tensão A rotação de eixos [5] consiste em mudar o sistema de referência complexo da rede em estudo através de uma rotação de eixos real e imaginário.3 existe um outro plano (Realrot. devido à rotação: ɸ (3. rotacionado de um ângulo ɸ em relação ao primeiro. conforme a figura 3. Imagrot). Imag).3: Figura 3.restringe o uso das técnicas de desacoplamento.2) . Seja a impedância z = r + jx.1) de onde.

Sendo assim. para evitar a necessidade de uma aplicação de um processo de “desrotação” aos estados da rede.ɸ ɸ (3. das relações: (3.6) ɸ tem-se. Para que isso aconteça.7) . as mesmas magnitudes e ângulos de tensão em cada barra da rede fictícia. é preciso que se mantenha o mesmo estado de operação da rede original. dependendo do ângulo de rotação ɸ.4) Trabalhando com esse novo sistema de referência. é necessário rotacionar também as injeções de potência ativa e reativa. a relação r/x de cada ramo passa a ser: ɸ ɸ ɸ ɸ (3. No entanto. é possível obter relações x/r que sejam mais favoráveis à aplicação do método desacoplado rápido. após substituir z por ɸ : (3. isto é.5) (3.3) Sendo todos os ramos rotacionados de um mesmo ângulo ɸ.

10) Ou seja. as potências são rotacionadas de maneira idêntica às impedâncias. bem como aos valores de impedância série. as tensões complexas serão as mesmas do sistema original.12) e Desse modo. tem-se: (3. mas de sentido oposto à aplicada as impedâncias. para a potência complexa. após a aplicação da rotação de eixos aos valores especificados de potência ativa e reativa.8) Assim. se for aplicada uma rotação de mesmo ângulo nas correntes.11) ɸ ɸ (3. tem-se uma nova rede fictícia para qual o método desacoplado rápido obtém um bom desempenho e o estado fornecido (tensões complexas) é o . ɸ (3. daí tem-se: ɸ ɸ (3.9) ou ɸ (3.7) que.Podemos observar da equação (3.

2 Normalização Complexa por Unidade A Normalização Complexa por unidade [12] nada mais é do que uma outra maneira de explicar a rotação de eixos descrita na seção anterior. os valores reais da rede. etc. para um barramento determinado. para o sistema e a tensão. Sbase. obtendo então o resultado final. cujas zonas são definidas pelos transformadores existentes. Após a resolução do problema. potência e impedância) se relacionam entre si de tal forma que a escolha de valores base para quaisquer duas delas determina os valores de base para outras duas.14) (3. O Sistema por unidade. como é mais conhecido. ou seja. ou sistema p. sendo conveniente que as relações entre as . Esta técnica é baseada nos conceitos de normalização das grandezas elétricas dos sistemas de energia. 3. corrente. seguida da substituição dos valores das variáveis e constantes (expressas no Sistema Internacional de Unidades) pelas suas relações com os valores de base pré-definidos. haverá uma base de tensão para cada zona existente.13) As quatro grandezas fundamentais (tensão. Em uma rede com vários níveis de tensão.. consiste na definição de valores de base para as grandezas (tensão. (3.u.15) Num sistema de energia. corrente.). definem-se como bases independentes a potência aparente total.mesmo que o da rede original. normalmente. Como podemos observar nas equações a seguir: (3. aplica-se uma rotação inversa às grandezas de interesse. potência. Vbase.

os ângulos de fase não são alterados.17) Logo. os novos valores de impedância em p. os valores bases de corrente e impedância são calculados através das equações (3. é possível concluir que o valor de base de impedância Zbase será também complexo e expresso por: ̇ ɸ ̇ ̇ ɸ (3. a partir das equações (3. terá sua magnitude normalizada e esta dependerá dos valores base adotados de potência e tensão. diferentemente da normalização convencional. Dessa forma.19) é possível verificar que a impedância na representação em p. um diferente valor de magnitude é escolhido para cada nível de tensão do sistema de acordo com as relações de transformação enquanto que o ângulo da tensão de base é nulo. Sendo assim.14) e (3. terão defasagem angular definida pelo .16) e (3. Consequentemente.15).16) As grandezas bases de tensão são definidas da mesma forma que na normalização p. ou seja: ̇ ɸ (3.19) A partir da equação (3. de tal forma que: ̇ (3. convencional.18) (3. sendo assim. as bases para as tensões são reais. Neste trabalho.u.u.u. normalmente. É importante ressaltar que. da mesma forma que na definição convencional por unidade.17). Porém. enquanto a base da potência é complexa. isto é. as grandezas potência e tensão de base são valores reais. somente os módulos das grandezas envolvidas são afetados.bases de zonas adjacentes sejam iguais às relações de transformação dos transformadores que as ligam. será considerado a possibilidade de adoção de uma base de potência complexa (em VA). resultando em valores reais de corrente e impedância.

22) ɸ ɸ (3.u. são definidos por: ɸ ɸ (3. a relação x/r na nova normalização p..20) (3. com sinal contrário. isto é: ɸ ̇ ɸ ̇ ̇ ɸ ɸ (3. que é o mesmo ângulo da potência base. ou seja: ̇ e (3. Assim. complexa é dada por: ɸ ɸ (3.21) onde ɸorig é o ângulo original da impedância série do elemento.23) Portanto. os valores da parte real (resistência) e da parte imaginária (reatância) em p.24) Assim.ângulo de fase da impedância base.u. as injeções de potência ativa e reativa são devidamente normalizadas pela base de potência (VA) complexa. de forma similar.24) .

o ângulo de rotação (ɸ) ou de base (ɸbase) precisa ser ajustado às necessidades do sistema. [18] 3. assim como entre os valores da resistência e reatância do ramo é obtida para o sistema normalizado. as relações x/r representadas pela equação (3. Portanto.27) é possível notar uma nova relação entre o fluxo de potência ativa e potência reativa. 3.1 Ângulo Ótimo Orientado ao Ramo Como citado anteriormente. a solução obtida através da aplicação do cálculo de fluxo de potência para o sistema normalizado com o uso de uma base complexa é a mesma que a solução obtida usando a base real (p. busca-se um valor único e ideal para cada ramo alimentado. (3. já que as bases de tensão são mantidas reais na nova abordagem. É importante observar que.4 Cálculo do Ângulo de Rotação ou Ângulo de Base Os estudos feitos nas seções anteriores demonstraram quão importante é o ângulo de rotação ou ângulo de fase para a aplicação da metodologia que será utilizada neste trabalho Serão apresentados nas próximas seções dois métodos para o cálculo desse ângulo.26) (3. resolvendo assim os problemas sobre a convergência do método desacoplado rápido para o sistema de distribuição que possuem uma baixa relação x/r.u.23). podendo esta relação ser contornada através da escolha/cálculo adequado do ângulo ɸbase.24) podem ser ajustadas pela definição do ângulo de fase da potência de base ɸbase. (3. . que será apresentada a seguir. convencional).ɸ ɸ ɸ ɸ (3.22).4. Tal fato é esperado. Uma solução é realizar uma rotação automática. Sendo assim.26) e (3.27) Observando as equações (3.

determina-se o ângulo “ideal” da rotação para cada trecho. Finalmente. utiliza-se um critério para realizar o cálculo do ângulo de rotação que consiste em minimizar os acoplamentos entre P e V e entre Q e θ. é possível obter. Assim. Inicialmente. conforme proposto em [4] ɸ ( ⁄ ) ɸ (3. são calculados os ângulos das impedâncias de cada trecho k-m da rede de distribuição.O método Desacoplado Rápido para o cálculo de fluxo de carga se baseia em um desacoplamento que desconsidera o efeito dos módulos das tensões nas barras sobre a injeção de potência ativa e o efeito dos ângulos das mesmas na injeção de potência reativa. Assim. um ângulo único para toda rede é determinado a partir da média aritmética simples de todos os ângulos envolvidos.30) onde Nl é o número total de ramos do sistema. definido por (αkm): ⁄ (3. Considerando que se pretende determinar a maior relação x/r possível. cada equação nodal possui seu respectivo ângulo otimizado. A partir deste ângulo são determinados os valores rotacionados de resistência e reatância de cada ramo. tenham valores próximos a zero. o ângulo ɸ deve fazer com que as submatrizes N e M [18]. Com o uso desta técnica. ou seja: . obtidas após a rotação.28) e (3.28) A seguir. ou seja. o objetivo é simplesmente fazer com que a resistência rotacionada do ramo seja igual a zero ( =0). é possível verificar que para cada trecho km da rede de distribuição. Assim. diferentemente de um mesmo ângulo aplicado a toda rede. para cada trecho k-m. (ɸkm) é determinado por: ɸ (3.29) A partir das equações (3. um ângulo de rotação.29). o ângulo de rotação de cada trecho.

Assim. as potências ativa e reativa.31) (ɸ ) (ɸ ) (3.4. A diferença básica deste método está em calcular o ângulo ótimo para rotacionar uma barra k de maneira que as considerações de desacoplamento de um ramo k-m sejam mantidas.34) e 3. tornando o ângulo calculado para k-m ser diferente do ângulo m-k. uma alternativa encontrada para minimizar a influência do conjunto de ramos ligado à barra k é utilizar o critério dos mínimos quadrados. que seria direcionado a barra.32) e Assim. é um processo mais complexo e não apresenta ganhos significativos quando comparado ao método proposto anteriormente. Sendo este ângulo calculado para uma barra.2 Ângulo Ótimo Orientado a Barra Uma outra forma de cálculo do ângulo de rotação. Demonstrando matematicamente: . é preciso que novos cálculos sejam feitos para determinar o valor dos ângulos de todos os ramos conectados a mesma barra.(ɸ ) (ɸ ) (3. injetadas no sistema são igualmente rotacionadas para garantir que o estado obtido para rede fictícia seja o mesmo da rede original.33) (ɸ ) (ɸ ) (3. Então: (ɸ ) (ɸ ) (3.

. Este método duplica o número de admitâncias da rede e provoca a perda da simetria da matriz admitância nodal. A seguir.37) (3.ɸ (3.34) ∑ { ∑ ɸ ɸ ɸ ( ∑ ( ∑ ) } ɸ ( ɸ ( ) ( ) (3.39) onde Nk é o número de barras conectadas à barra k.38) )) (3. além da rede elétrica perder sua representação física.36) ɸ ɸ (3. é mostrado o fluxograma simplificado para a realização da rotação de eixos das impedâncias da rede de distribuição.

4 – Fluxograma para aplicação da Normalização Complexa .Figura 3.

5 Considerações finais Neste capítulo apresentou-se a metodologia utilizada neste trabalho para o estudo dos sistemas que serão comentados nas seções a seguir. . Utilizando-se da Normalização Complexa e seus métodos de cálculo dos ângulos de rotação é possível adequar as relações x/r dos sistemas de distribuição para a utilização dos métodos de Newton e os métodos desacoplados.3.

1 Introdução Neste trabalho. . 4. as simulações foram feitas baseadas no sistema original que possuía: 1 barra de geração. Desacoplado Rápido – XB. Desacoplado Rápido – BX e o Gauss-Seidel. Inicialmente. cálculo do fluxo de potência.1 mostra o diagrama unifilar do sistema de 7 barras. Inicialmente. utilizando o conceito de rotação de eixos e da normalização complexa foram feitas novas simulações para verificar a consistência e adequação do método utilizado quando comparado com as simulações feitas sem a rotação de eixos.2. Nas seções a seguir serão apresentados os sistemas detalhadamente. As simulações foram feitas utilizando os métodos de Newton-Rapson. 70 e 118 barras. Para a realização das simulações. bem como os resultados obtidos. foi utilizada uma rotina para normalização complexa desenvolvida na plataforma Matlab e o toolbox Matpower. 4. foram realizados estudos e simulações utilizando-se 5 sistemas testes. 34.2 Sistemas Teste Os dados de todos os sistemas teste encontram-se em anexo. 20. foram feitas simulações para verificar a convergência dos sistemas em sua configuração original e em seguida. 7 barras de carga e 6 linhas de transmissão. Sendo eles de 7.4 RESULTADOS 4.1 Sistema teste de 7 barras A figura 4.

transformando a topologia em um sistema fracamente malhado. Figura 4. RADIAL RADIAL RADIAL RADIAL ANEL ANEL ANEL ANEL R<X R>X R<X R>X R<X R>X R<X R>X s/ GD s/ GD c/ GD c/ GD s/ GD s/ GD c/ GD c/ GD Tabela 5. modificando-se a relação x/r e incluindo em alguns casos geração distribuída nas barras 6 e 7.1 – Diagrama Unifilar Sistema 7 barras Os 4 primeiros cenários foram baseados na topologia original. foram incluídas 2 linhas de transmissão entre as barras 6-7 e 7-5.1 e os resultados obtidos sem rotação de eixos e com rotação de eixos comparados em termos de número de iterações para convergência são mostrados nas tabelas 4. Já nos outros 4 cenários. algumas mudanças foram adotadas resultando em 8 cenários de operação diferentes baseadas neste mesmo sistema.3..2 e 4. além das mudanças semelhantes as 4 primeiras.Posteriormente. Os diferentes cenários são resumidos na tabela 4.1 – Topologias Sistema 7 Barras .

ou seja: x<r. não apresentaram convergência com nenhum dos 4 métodos tanto no sistema radial quanto no sistema em anel sem geração distribuída. os sistemas só convergiram com o método de Newton e com o método de Gauss-Seidel. Tabela 5. foram como esperados. não convergindo para os métodos desacoplados.2 – Resultados das simulações sem rotação de eixos Os resultados sem rotação. Com a geração distribuída.Tabela 4. Os casos com a relação x/r característicos de um sistema de distribuição.3 – Resultados das simulações com rotação de eixos . baseados nos 4 métodos de cálculo de fluxo de potência.

.2 – Diagrama Unifilar Sistema 20 barras Por se tratar de um sistema típico de baixa tensão. Sendo assim. como esperado. cujo diagrama unifilar está mostrado na figura 5. mostrando assim a eficiência da metodologia da rotação de eixos.2. apresentaram convergência em todos os métodos de cálculo e em todos os cenários utilizados.3. Os métodos que já convergiam.2 e consiste em: 1 barra de geração.2 Sistema Teste de 20 barras Copel – Baixa Tensão Este caso considera um sistema de 20 barras de distribuição em baixa tensão da Copel. 4. não houve a convergência em nenhum dos métodos sem a rotação de ângulos. a relação x/r não é favorável à aplicação dos métodos tradicionais de cálculo de fluxo de potência. conforme a tabela 5. apresentaram convergência em menos iterações e os que não convergiam passaram a convergir. A relação x/r para os ramos deste sistema é aproximadamente 1. Figura 4.Já os resultados com uma rotação de 30°. 19 barras de carga e 19 linhas de transmissão.

Como em outros sistemas de distribuição.6415° Ângulo de Rotação Arbitrado 3 5P 5Q 60° Tabela 4. foi verificado que o sistema que antes não convergia.2.XB Θ° Ângulo Ótimo Orientando ao Ramo 3 4P 4Q 45. o sistema consiste em: 1 barra de geração. foi obtido um ângulo ótimo de aproximadamente 45. dificultando sua convergência. o que dificulta o uso dos métodos desacoplados.4 – Resultados das simulações com rotação 4P 4Q 4P 4Q 5P 5Q 4.6622° Ângulo Ótimo Orientado à Barra 3 4P 4Q 45. após novas simulações. verificou-se que o sistema apresentou convergência.65°. os métodos de Newton tradicional e o DR versão BX convergiram. a relação x/r também é baixa. conforme mostrado na tabela 4.Através dos métodos de cálculo do ângulo ótimo. Com Rotação Método NR NR – BX NR .4. Em seguida. passou a apresentar convergência.3 Sistema Teste de 34 barras IEEE (modificado) Para a topologia do caso de 34 barras do IEEE. Mesmo com essa relação. Este ângulo foi aplicado na normalização dos parâmetros série e injeções de potência e. apresentados no capítulo 3. 33 barras de carga e 33 linhas de transmissão. conforme mostra a tabela abaixo: . Foi adotada uma base de 25MVA para que o sistema ficasse com um carregamento mais crítico e consequentemente. adotou-se um ângulo de 60° para que fossem feitas novas simulações em um ângulo diferente do ângulo ótimo calculado anteriormente e mais uma vez.

antes da rotação o sistema possuía uma relação r/x máxima de 0. 69 barras de carga e 69 linhas de transmissão. portanto. desfavoráveis para a aplicação dos métodos de cálculo. .4108 e mínima de 0.6 – Resultado das simulações com rotação 4P 3Q 4P 3Q 4P 3Q 4.5 – Resultados das simulações sem rotação Observou-se para este caso que.2961° Ângulo de Rotação Arbitrado 2 4P 4Q 90° Tabela 4. Com Rotação Método NR DR – XB DR .4 Sistema Teste de 70 barras Este sistema já é um sistema de distribuição um pouco maior. foram calculados os ângulos ótimos relacionados à barra e ao ramo e aplicado os métodos de Newton tradicional e os Desacoplados Rápidos versões XB e BX. assim como os resultados para um ângulo de rotação escolhido de 60° e aplicados aos mesmos métodos.1749.2. Usando a metodologia proposta de rotação de eixos. cujos resultados estão apresentados abaixo.3246° Ângulo Ótimo Orientado à Barra 2 3P 3Q 78. se comparado aos outros estudados anteriormente e consiste em 1 barra de geração.BX Θ° Ângulo Ótimo Orientando ao Ramo 2 3P 3Q 78.Sem Rotação Newton 4 DR-XB N/C DR-BX 28 P 27 Q Tabela 4.

3034. Antes das modificações realizadas. que o sistema sem a rotação de eixos não apresentou convergência e após os cálculos dos ângulos ótimos de rotação o sistema passou então a convergir. Verificou-se. multiplicou-se os valores da resistência por um fator de 10.5 Sistema Teste de 118 barras do IEEE modificado Neste caso.3316° Ângulo de Rotação Arbitrado 60° 3 5P 5Q 6P 5Q 3 5P 5Q 6P 5Q 3 6P 5Q 7P 6Q Tabela 4. o sistema apresentava uma relação x/r nos ramos máxima de 24. relações favoráveis à aplicação dos .7.Antes da rotação.7 – Resultados das simulações com rotação 4. Após isso. Após esta modificação. como indicado na tabela 4. como indicados nos dados em anexo. Com Rotação Método NR DR – XB DR – BX Θ° Ângulo Ótimo Orientando ao Ramo 56. o sistema apresentava uma relação r/x máxima de 0.2.9630 e mínima de 0. foi estudado um sistema típico de transmissão do IEEE de 118 barras.0956° Ângulo Ótimo Orientado à Barra 56. com alterações na relação x/r das linhas de transmissão originais. Visto que os métodos funcionavam devido as características do sistema. foram feitas as simulações sem rotação de eixos e verificados que os métodos passaram a não convergir.4735 e mínima de 8. o que era esperado. aplicou-se a rotação de eixos e os resultados são mostrados a seguir. tornando a relação x/r pequenas e deixando o sistema com uma característica x/r de um sistema de distribuição.

com diferentes topologias. ou seja.métodos desacoplados. os sistemas que não convergiam passaram a convergir e os que já apresentavam convergência.5722° Ângulo de Rotação Arbitrado 75° Tabela 4.8702° Ângulo Ótimo Orientado à Barra 50. a máxima relação r/x foi de 4.7348 e a mínima de 0.3 Considerações finais Neste capítulo. obtiveram o mesmo resultado com menos esforço computacional. convergindo mais rapidamente. . utilizando-se da metodologia proposta. foram apresentados resultados de simulações feitos em diversos sistemas teste.8 – Resultados das simulações com rotação 4. Observou-se comparando os resultados antes e depois da técnica de rotação de eixos em todos os sistemas estudados que. Já após as alterações. consequentemente. Foram realizadas simulações sem a rotação de eixos e posteriormente com a rotação de eixos para verificar e comparar a convergência dos sistemas. Com Rotação Θ° NR DR – XB DR – BX 4 27P 26Q 9P 9Q 4 19P 18Q 11P 11Q 4 50P 49Q 11P 10Q Método Ângulo Ótimo Orientando ao Ramo 63. com menos iterações nos métodos utilizados.

5 CONCLUSÃO Neste trabalho foi apresentado um breve histórico da evolução do sistema elétrico brasileiro. tradicionalmente associadas à análise de redes de transmissão. foi possível obter resultados confiáveis para os diversos tipos de sistemas estudados. Sendo assim. seguida da apresentação do problema fluxo de potência e de uma revisão dos principais métodos de cálculo do mesmo. Além de apresentar bons resultados para os sistemas teste com topologias de distribuição convencionais. onde as relações x/r são favoráveis à utilização destes métodos. possibilitando assim o emprego de técnicas de cálculo de fluxo de potência baseadas no método de Newton. foi visto também que tal metodologia torna viável a análise de redes de distribuição na presença de geração distribuída. utilizou-se uma metodologia que consiste na aplicação do conceito de normalização complexa às redes de distribuição. bem como na operação em anel da mesma. dificultando assim a aplicação dos métodos de Newton e os Desacoplados que são métodos amplamente utilizados em redes de transmissão. O cálculo de fluxo de potência em redes de distribuição é fortemente limitada devido à sua baixa relação x/r dos ramos do sistema. . Esta metodologia baseia-se na rotação do eixo complexo das impedâncias da rede elétrica a fim de obter uma relação x/r que torne a característica do sistema de distribuição semelhante às verificadas em sistemas de transmissão Utilizando-se da metodologia proposta. para a realização deste trabalho.

92.vol. [4] R. W.1988 . B.3 nº 2. et al. Ariovaldo V.br/aplicacoes/capacidadebrasil/OperacaoCapacidadeBras il. “Cálculo de Fluxo de Carga em Sistemas de Transmissão com Alimentadores Primários de Distribuição. [5] Garcia. Salvador . [3] G. IX Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica. S. 2005. Shirmohammad. pp753-762.” Tese de Mestrado. Bauab. Salvador. “Resolução do Problema do Fluxo de Cargas para Rede de Distribuição Utilizando o Método Desacoplado Rápido com Rotação Automática de Eixos. “A Compensation based Power Flow Method for Weakly Meshed Distribution and Transmission Newtworks”.D.621.Semley. Setembro de 1992 .aneel. H. Monticelli “Fluxo de Carga em Redes de Energia Elétrica” Editora Edgard Blücher Ltda. H. G. 1984.asp consultado em 30/06/2011 [2] A. “Aspectos Práticos Sobre a Utilização de Programas Fluxo de Carga em Sistemas de Distribuição com Configuração Radial”.Referencias Bibliograficas [1]http://www. Universidade Estadual de Campinas . IEEE Transactions on Power Systems. [6] Barbosa. Gomes. X. 18p.V. IX Seminário Nacionalde Distribuição de Energia Elétrica. Anais. 9. Luo. Universidade Estadual de Campinas. A. 2006.Hong. [7] D.gov.” Tese de Mestrado. (Op 27593 ) Bib . S. Julho. “Simulação de Redes de Distribuição de Energia Elétrica Através de Fluxo de Carga Desacoplado Rápido”. Ailson de S. Coelba. Maio.31906081 S471 1984v92. S. et al.

Vol 12. [11]H. Pamplona. S Silva. Monticelli. PAS-86. Alsac. 2009.A. Loddi “Unifed Load Flow Analysis for Emerging Distribution Systems” .Bucareste. Simões Costa. Febbruary 1997 [14] M. A. 6 nº 4. IEEE Transactions on Power Systems. [15] B.F Almeida e F. and Testing”. Tortelli e T. Stott. Zhang e C. Saavedra “Fast Decoupled Load Flow : 95 Hypothesis. O. pp 1449-1460 1967. A S. N.M. Monticelli. “Fast Decoupled Load Flow” IEEE Transmitions and Power Systems vol. Garcia. .Brasz. nº 11. Haque “Load Flow Solution of Distribution Systems with Voltage Dependent Load Models” Eletric Power Systems Research 36 (1996) pg 151156. “Fast Decoupled SteadyStade Solution for Power Networks Modeled at the Bus Section Level”.[8] A. Nº1.. Derivations.IEEE Transactions on Power Systems – Innovative Smart Grid Technologies Europe – Suécia -2010 [13] F. A. pp1561-1570.M.1991. A.SBSE -2010[12] E. IEEE Transactions on Power Systems. [10] E.M Lourenço. vol. B.R. Garcia. vol. H.Souza. [9] A.M.P. M Lourenço. Cheng “ A Modified Newton Method for Radial Distribution System Power Flow Analysis” IEEE Transactions on Power Systems . O. A. “Modeling Zero Impedance Branches in Power System State Estimation”. IEEE Power Tech .1990. S.D. pp1425-1431. “Método da Soma de Potências com Ajuste de Demanda Considerando Múltiplas Medições” Simpósio Brasileiro de Sistemas Elétricos .5 nº 4. L.

Loddi “Cálculo de Fluxo de Potência Unificado em Sistemas de Transmissão e Redes de Distribuição Através do Método de Newton Desacoplado Rápido com Rotação Ótima de Eixos. Stevenson. [17] W. Van Amerongen “A General-Purpose Version of the Fast Decoupled Loadflow”. Universidade Federal do Paraná.” Tese de Mestrado.[16] R. Jr “Elementos de Análise de Sistemas de Potência” Editora McGraw-Hill do Brasil. pp 760-770 1989. D. 2010. IEEE Transmitions and Power Systems vol. . nº 2. M. A. [18] T.LTDA 2ª edição 1976. 4.

6 0.3 5 0.8 0.8kV Tabela 1 – Potências Ativas e Reativas de cada barra Barra P (kW) Q (kVAR) 1 0 0 2 0.ANEXOS Dados dos Sistemas Teste Sistema Teste de 7 barras Sbase = 1MVA Vbase = 13.04 0.4 0.2 3 0.1 6 0.2 Tabela 2 – Valores de Resistência e Reatância LT R(pu) X(pu) 1 para 2 0.5 0.10 2 para 3 0.04 0.1 7 0.3 0.04 0.2 4 0.10 3 para 4 0.8 0.10 .

16 + j0.10 2 para 6 0.06 + j0.18 + j0. isto é.2kW na barra 6 e uma Pg de 0. com um R<X em um sistema radial. foram feitas as seguintes mudanças: (0. incluiu-se uma LT entre as barras: 5-7 com uma impedância de (0.12 + j0.3 para 0.05) 6-7 com uma impedância de (0.04 0.03) Para os cenários em que continha geração distribuída. Para os casos em que R>X.1 + j0.08 4 para 7 0.08) para (0.08 + 0. incluiu-se uma Pg de 0.25) Já para os cenários em anel e com uma relação R>X.03) (0.02) (0.10 0.30 Estes são os dados do cenário original do sistema.04 + j0.10) para (0.08 + j0.10 + j0. incluiu-se uma LT entre as barras: 5-7 com uma impedância de (0.04) .14) 6-7 com uma impedância de (0.02 0. Para os cenários em anel e com uma relação R<X.02 + j0.3 na barra 7.4 para 5 0.

0712 0.4653 1.2275 2.3907 11 3.8391 1.1658 .6547 2.8224 18 4.2817 10 2.0801 0.2631 2.2752 1.4799 1.4653 15 2.7145 1.0715 14 6.4566 3 0 0 4 3.04103 13 2.9637 1.5184 16 4.1841 17 5.8320 4.2630 7 0.4105 4.6779 5 4.0365 8 7.0915 1.3847 6 2.0125 9 1.42133 7.7828 12 0.764 3.5091 2.3038 2 2.Sistema Teste de 20 barras da Copel – BT Sbase = 1kVA Vbase = 127V Tabela 3 – Potências Ativas e Reativas de cada barra Barra P(kW) Q(kVAr) 1 8.

00093249 0.00096954 0.00061742 0.00089927 13 para 14 0.00054089 0.00033881 3 para 4 0.00091197 13 para 17 0.00115047 0.00093249 0.00113749 0.00079862 0.00102985 0.00112515 17 para 18 0.00111245 6 para 7 0.00023096 0.00100719 .00078105 10 para 11 0.19 1.00091197 1 para 13 0.00089571 0.0235 0.00022588 8 para 9 0.00094820 6 para 8 0.00060384 4 para 5 0.00094928 0.00091197 15 para 16 0.0712 0.00091951 0.00109016 0.00078105 2 para 3 0.00052898 3 para 12 0.0365 Tabela 4 – Valores de Resistência e Reatância LT R(pu) X(pu) 1 para 2 0.00034644 0.00091197 13 para 19 0.00106617 14 para 15 0.00093249 0.00091951 0.00093249 0.00092546 5 para 6 0.00087600 19 para 20 0.00079862 0.00089927 9 para 10 0.5243 20 0.

9kV Sistema Teste 118 barras IEEE – Modificado Sbase = 100MVA Vbase = 138kV .Sistemas Teste IEEE Sistema Teste 34 barras IEEE – Modificado Sbase = 25MVA Vbase = 24.

6 22 114 81 .6 2.5 30 18 60 35 19 60 35 20 0 0 21 1 0.2 8 40.66kV Tabela 5 – Potências Ativas e Reativas de cada barra Barra P(kW) Q(kVAR) 1 0 0 2 0 0 3 0 0 4 0 0 5 0 0 6 0 0 7 2.5 15 8 5.5 16 0 0 17 45.4 30 9 75 54 10 30 22 11 28 19 12 145 104 13 145 104 14 8 5.Sistema Teste 70 Barras Sbase = 10MVA Vbase = 12.

4 50 384.5 24 0 0 25 28 20 26 0 0 27 14 10 28 14 10 29 26 18.3 48 0 0 49 79 56.23 5.2 1 43 0 0 44 6 4.3 3.3 45 0 0 46 39.6 31 0 0 32 0 0 33 0 0 34 14 10 35 19.6 30 26 18.22 26.55 39 0 0 40 24 17 41 24 17 42 1.3 47 39.5 .5 14 36 6 4 37 26 18.7 274.55 38 26 18.22 26.

3 53 3.5 52 40.0001 0.35 3.5 28.6 2.5 55 26.0183 .0003 0.2 57 0 0 58 0 0 59 0 0 60 100 72 61 0 0 62 1244 888 63 32 23 64 0 0 65 227 162 66 59 42 67 18 13 68 18 13 69 28 20 70 28 20 Tabela 6 – Valores de Resistência e Reatância LT R(pu) X(pu) 1 para 2 0.7 274.0022 5 para 6 0.0157 0.0009 0.7 54 4.0001 4 para 5 0.51 384.0007 3 para 4 0.0007 2 para 3 0.4 19 56 24 17.0003 0.

2131 0.0145 32 para 33 0.0029 0.0724 33 para 34 0.1168 0.6601 0.4439 0.0308 0.2190 0.0399 0.2482 0.0067 29 para 30 0.0714 25 para 26 0.1081 0.0575 0.2161 0.2153 15 para 16 0.2284 0.1757 .0328 24para 25 0.4672 0.1927 0.6 para 7 0.0386 12 para 13 0.1467 13 para 14 0.0293 9 para 10 0.0976 30 para 31 0.5110 0.5235 0.1227 0.2378 0.2336 0.0676 20 para 21 0.0010 19 para 20 0.2044 0.4056 17 para 18 0.1544 26 para 27 0.2181 16 para 17 0.0027 0.0704 22 para 23 0.1689 11 para 12 0.0772 18 para 19 0.0029 23 para 24 0.2121 14 para 15 0.1211 8 para 9 0.1314 0.0157 10 para 11 0.0087 0.0438 0.0993 0.6514 0.0820 31 para 32 0.0434 21 para 22 0.6426 0.1163 7 para 8 0.0637 27 para 28 0.0357 3 para 29 0.

0399 0.4544 0.1641 59 para 60 0.9197 0.5309 42 para 43 0.4890 0.0731 61 para 62 0.0021 0.0657 0.0553 54 para 55 0.1267 0.3166 0.3523 35 para 36 0.0027 0.1613 .2260 43 para 44 0.1255 9 para 52 0.34 para 35 1.1934 0.0190 0.1808 0.2409 0.0013 41 para 42 0.1300 49 para 50 0.0011 0.0665 60 para 61 0.0295 52 para 53 0.0903 56 para 57 0.0006 0.1773 0.0298 44 para 45 0.4424 50 para 51 0.0894 57 para 58 0.0579 0.1898 0.0976 38 para 39 0.0645 55 para 56 0.0767 39 para 40 0.0857 46 para 47 0.1086 0.0072 45 para 46 0.0256 0.0052 48 para 49 0.0057 0.3330 58 para 59 0.0531 0.0513 0.0674 37 para 38 0.2071 0.0657 0.9920 0.0695 10 para 54 0.3040 4 para 37 0.0679 0.0007 5 para 48 0.1755 0.0190 40 para 41 0.

0009 13 para 69 0.62 para 63 0.3308 12 para 67 0.0905 0.4613 0.0029 0.0460 64 para 65 0.0010 .1525 69 para 70 0.0309 63 para 64 0.0608 0.1255 0.6495 0.0029 0.0381 67 para 68 0.2258 65 para 66 0.4433 0.