Instituto Superior de Engenharia do Porto

Departamento de física

Termodinâmica Aplicada
Engenheira Cristina Ribeiro

Atividade experimental:

Determinação da capacidade térmica mássica de
um sólido pelo método das misturas

Licenciatura em Engenharia de Instrumentação e Metrologia

Instituto Superior de Engenharia do Porto

Termodinâmica Aplicada EIM

Realizado a: 3 de Outubro de 2014
Realizado por:
Sara Belchior (nº1091265)
Íris Ferreira (nº1131182)
Marta Duarte (nº1130455)

2

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Índice
Introdução

3

Objectivos..........................................................................................................................................3

Fundamentos teóricos
Fase Experimental
Material

3

4

4

Procedimento Experimental

5

Resultados Obtidos 6
Determinação da constante do calorímetro……………………………………………………...6
Determinação da capacidade térmica mássica do sólido………………………………………6
Determinação da massa volúmica do sólido…………………………………………………….7
Cálculo do erro relativo……………………………………………………………………………..7
Análise Crítica
7
Conclusão

8

Bibliografia

8

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Introdução
A capacidade térmica mássica é uma grandeza física que resulta do quociente
entre o calor fornecido por unidade de massa de uma substância e a sua variação de
temperatura, isto é, corresponde à energia que é necessário fornecer à unidade de massa
da substância para que esta experimente a variação de temperatura, todos estes
conceitos serão aprofundados e analisados neste relatório.

Objectivos

Determinar a capacidade térmica mássica de um objeto metálico pelo método das
misturas;

Comparação do valor obtido com valores tabelados.

Fundamentos teóricos
Como futuros engenheiros, é importante que entendamos os mecanismos
físicos presentes nos diferentes modos da transferência de calor. Começaremos
por definir este conceito.
Calor, cuja unidade do Sistema Internacional (SI) é o joule (J), é a energia em
trânsito devido a uma diferença de temperatura. Quando existe um gradiente de
temperatura num meio estacionário (que pode ser um sólido ou um fluído), o modo
transferência de calor que vai ocorrer através desse meio denomina-se condução.
A condução é, portanto, uma transferência de energia de partículas mais
energéticas para as menos, através de interações entre elas (atividade a nível
atómico e molecular). É importante referir, que temperaturas mais altas estão
associadas a energias moleculares superiores. Uma vez que as moléculas colidem
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constantemente, havendo, assim, passagem de energia das moléculas mais
energéticas para as menos, diz que que a condução ocorre no sentido da
diminuição da temperatura.
A quantidade de energia que se fornece a materiais diferentes, com o objetivo
de lhes provocar, por exemplo, uma elevação de temperatura igual, depende da
constituição dos mesmos. Por este motivo há materiais que aquecem e arrefecem
mais ou menos do que outros, quando se lhes fornece a mesma quantidade de
energia no mesmo intervalo de tempo. Assim, aparece o conceito: capacidade
térmica mássica ( c ), que se define como a quantidade de energia necessária a
fornecer a 1kg de qualquer matérias, de modo a que a temperatura se eleve 1ºC.
Se o valor de c for elevado, a quantidade de energia envolvida no seu
aquecimento e arrefecimento é também elevado, se for baixo a quantidade de
energia necessária para que os mesmos fenómenos aconteçam também é baixa.
A capacidade térmica mássica pode-se obter através da expressão matemática:




qQ= quantidade de calor
c=capacidade térmica mássica
m=massa do material
dT=variação de temperatura no material

Assim:

Para determinamos a capacidade térmica mássica de um material usou-se o
método das misturas que é um dos mais simples, baseado no princípio da
igualdade das trocas de calor.
Quando há trocas de calor entre vários corpos isolados termicamente do meio
exterior, a quantidade de calor cedida pelos corpos que arrefecem é igual à
quantidade de calor recebida pelos corpos que aquecem. Após se atingir o
equilíbrio térmico entre os corpos, deixa de haver trocas de calor.
Para utilizar este método usou-se o calorímetro, que não é mais do que um
recipiente isolador construído de forma a não haver trocas de calor entre o meio e o
meio exterior. Nesse instrumento de estudo, são colocados dois acessórios: um
termômetro e um agitador. Este último é muito utilizado quando se realiza estudos
térmicos com líquidos como a água. Ele serve para agitar o sistema e fazer com
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que ele alcance o equilíbrio térmico mais rapidamente. Ao colocar dois corpos com
diferentes temperaturas no interior de um calorímetro, acontecerão trocas de calor
entre os mesmos até que o equilíbrio seja atingido. Dentro de um calorímetro
o calor cedido por um corpo é igual ao calor recebido pelo outro corpo. Através
desta igualdade, podemos determinar a capacidade térmica mássica.
Nota: não há nenhum sistema completamente isolado mas, tendo em conta que as
perdas de energia no calorímetro são muito baixas, são desprezadas assumindo-se
que o sistema é isolado.

Material
• Calorímetro
• Estufa
• Ebulidor
• Fogão elétrico
• Termómetros (2 de 100ºC e 1 de 50ºC)
• Proveta de 100 ml
• Esguicho
• Corpo metálico

Esquema de Montagem

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Figura1- Esquema de montagem

A.
B.
C.
D.
E.
F.
G.

Agitador;
Termómetro;
Vaso interior;
Vaso exterior;
Corpo metálico;
Estufa;
Ebulidor.

Procedimento experimental
1. Começou-se por aquecer o corpo metálico a, aproximadamente, 98ºC
dentro da estufa;
2. Introduziu-se no calorímetro 150 ml de água (M1) e esperou-se 10
minutos para medir a temperatura inicial do calorímetro e da massa de
água;
3. Aqueceu-se 200 ml de água (M2) à temperatura de, aproximadamente,
70ºC e juntou-se no calorímetro;
4. Quando o termómetro atingiu a temperatura máxima, estabeleceu-se o
equilíbrio térmico e anota-se esse valor;
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5. Depois de limpar o calorímetro, introduziu-se 150ml de água no
calorímetro e leu-se a temperatura inicial do mesmo;
6. Aproximou-se o calorímetro da estufa e com o máximo cuidado
introduziu-se o corpo metálico na água que se encontrava no
calorímetro;
7. Agitou-se, a
um
ritmo
M1
150 ml=150 g
constante, a
M2
200 ml=200 g
água
no
ϴ1
26,6°C
calorímetro e
ϴ2
71, 3°C
leu-se
a
ϴ3
49, 6°C
temperatura
final de equilíbrio térmico;
8. Depois de se limpar o calorímetro, medir a massa do corpo metálico.

Resultados Obtidos
-Determinação da constante do calorímetro (E)

Tabela 1- Leituras efetuadas para o cálculo de E

E=

M 2 ( ϴ 2−ϴ 3 )−M 1(ϴ 3−ϴ 1)
200 × ( 71,3−49,6 )−150 ×(49,6−26,6)
=
=38,70 g
(ϴ 3−ϴ 1)
(49,6−26,6)

-Determinação da capacidade térmica mássica do sólido (C)
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m
M1
ϴ0
ϴ1
ϴf

34,59 g
150 ml=150 g
27,3°C
99,0°C
29,1°C

Tabela 2-Leituras efetuadas para o cálculo de C

C=

( M 1+ E ) ( ϴf −ϴ 0 ) c '
(150+38,70)×(29,1−27,3)× 4,186
=
=0,588 J. g-1. °C-1
34,59×( 99,0−29,1)
m(ϴ 1− ϴf )

-Determinação da massa volúmica do sólido (ρ)

m
d(diâmetro)
h(altura)

34,59 g
1,28 cm
3,21 cm

Tabela 3-Leituras efetuadas para o cálculo de ρ

ρ=

34,59
m
m
=
=
= 8, 38 g.cm-3
2
v
Ab ×h
π ×0,64 × 3,21

-Cálculo do erro relativo (E)
E=

Vexperimental−Vte ó rico
0,588−0,390
×100=
×100= 50, 77%
Vte ó rico
0,390

Análise Crítica
a) Discussão de resultados
Segundo o valor da capacidade térmica mássica obtido ( 0,588 J. g-1. °C-1 ) e a
posterior informação de que o material utilizado para o estudo foi o cobre, podemos
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concluir que ocorreram erros durante o procedimento experimental, uma vez que o
resultado é demasiado elevado relativamente ao valor da tabelado ( 0,390 J. g-1. °C-).
O erro absoluto desta medição é de 0,198, sendo, consequentemente, o erro
relativo igual a 50,77% (cálculos anteriormente apresentados).

b) Questões propostas:
1) Diga justificando se é verdadeira ou falsa a seguinte afirmação:“A capacidade
térmica mássica caracteriza o corpo e não a substância que o constitui”.
A afirmação é falsa, uma vez que cada substância tem um valor característico de
capacidade térmica mássica, considerando que o corpo é constituído por diferentes
substâncias, o seu valor de capacidade térmica mássica vai ser obtido tendo em conta as
substâncias que o constituem, Em suma a capacidade térmica mássica é uma
característica da substância e não depende da quantidade ou massa do corpo em causa.
2) Será possíveis dois corpos de materiais diferentes terem a mesma capacidade
térmica? Justifique.
A afirmação é verdadeira, pois apesar dos dois corpos serem constituídos por diferentes
substâncias (cada uma com o seu valor característico de capacidade térmica), não
impede a possibilidade de haver a coincidência de terem a mesma capacidade térmica.

Conclusão
Com esta experiencia laboratorial, apesar dos resultados não serem os esperados,
conseguimos analisar e comprovar toda a teoria anteriormente referida nos fundamentos
teóricos.
Segundo o valor obtido experimentalmente o material do sólido analisado seria
constituído por ferro, contudo, o sólido é feito de cobre. Não conseguimos apurar o porque
de um erro tão elevado, podendo a causa do mesmo poder ter ocorrido durante o
procedimento experimental, como por exemplo o calorímetro mal fechado, levando assim
a perdas de energia, erros nas medições efectuadas, fugas de água, etc... Como tal,
preferíamos, se houvesse oportunidade, de repetir esta experiencia, num momento
oportuno, para que se dissipem as duvidas sobre a causa do erro e para que o resultados
seja mais satisfatório.
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Bibliografia
• Guião laboratorial
Web-grafia:
• http://noticiasnalixa.do.sapo.pt/ficheiros/actividade_1_3.pdf
• http://www.mundoeducacao.com/fisica/calorimetro.htm

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