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APROVACAOAPOSTILAS

NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO
TRF 1ª REGIÃO
Art. 7o A investidura em
público ocorrerá com a posse.

NOÇÕES DE DIREITO
ADMINISTRATIVO

cargo

Art. 8o São formas de provimento de
cargo público:
I - nomeação;
II - promoção;
III - (Revogado pela Lei nº 9.527, de
10.12.97)
IV (Revogado pela Lei nº 9.527, de
10.12.97)
V - readaptação;
VI - reversão;
VII - aproveitamento;
VIII - reintegração;
IX - recondução.

LEI Nº 8.112/90: DO PROVIMENTO.

Título II
Do Provimento, Vacância,
Remoção, Redistribuição e
Substituição
Capítulo I
Do Provimento
Seção I
Disposições Gerais
Art. 5o São requisitos básicos para
investidura em cargo público:
I - a nacionalidade brasileira;
II - o gozo dos direitos políticos;
III - a quitação com as obrigações
militares e eleitorais;
IV - o nível de escolaridade exigido
para o exercício do cargo;
V - a idade mínima de dezoito anos;
VI - aptidão física e mental.
§ 1o As atribuições do cargo podem
justificar a exigência de outros requisitos
estabelecidos em lei.
§ 2o Às pessoas portadoras de
deficiência é assegurado o direito de se
inscrever em concurso público para
provimento de cargo cujas atribuições
sejam compatíveis com a deficiência de
que são portadoras; para tais pessoas
serão reservadas até 20% (vinte por
cento) das vagas oferecidas no
concurso.
§ 3o As universidades e instituições
de pesquisa científica e tecnológica
federais poderão prover seus cargos
com professores, técnicos e cientistas
estrangeiros, de acordo com as normas
e os procedimentos desta Lei.

Seção II
Da Nomeação
Art. 9o A nomeação far-se-á:
I - em caráter efetivo, quando se
tratar de cargo isolado de provimento
efetivo ou de carreira;
II - em comissão, inclusive na
condição de interino, para cargos de
confiança vagos.
Parágrafo único. O
servidor
ocupante de cargo em comissão ou de
natureza especial poderá ser nomeado
para ter exercício, interinamente, em
outro cargo de confiança, sem prejuízo
das atribuições do que atualmente
ocupa, hipótese em que deverá optar
pela remuneração de um deles durante
o período da interinidade.
Art. 10. A nomeação para cargo de
carreira ou cargo isolado de provimento
efetivo depende de prévia habilitação
em concurso público de provas ou de
provas e títulos, obedecidos a ordem de
classificação e o prazo de sua validade.
Parágrafo único. Os
demais
requisitos para o ingresso e o
desenvolvimento
do
servidor
na
carreira, mediante promoção, serão
estabelecidos pela lei que fixar as
diretrizes do sistema de carreira na

Art. 6o O provimento dos cargos
públicos far-se-á mediante ato da
autoridade competente de cada Poder.

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TRF 1ª REGIÃO
Administração Pública Federal e seus
regulamentos.

incisos I, III e V do art. 81, ou afastado
nas hipóteses dos incisos I, IV, VI, VIII,
alíneas "a", "b", "d", "e" e "f", IX e X do
art. 102, o prazo será contado do
término do impedimento.
§ 3o A posse poderá dar-se mediante
procuração específica.
§ 4o Só haverá posse nos casos de
provimento de cargo por nomeação.
§ 5o No ato da posse, o servidor
apresentará declaração de bens e
valores que constituem seu patrimônio e
declaração quanto ao exercício ou não
de outro cargo, emprego ou função
pública.
§ 6o Será tornado sem efeito o ato
de provimento se a posse não ocorrer
no prazo previsto no § 1o deste artigo.

Seção III
Do Concurso Público
Art. 11. O concurso será de provas
ou de provas e títulos, podendo ser
realizado em duas etapas, conforme
dispuserem a lei e o regulamento do
respectivo
plano
de
carreira,
condicionada a inscrição do candidato
ao pagamento do valor fixado no edital,
quando indispensável ao seu custeio, e
ressalvadas as hipóteses de isenção
nele expressamente previstas.
Art. 12. O concurso público terá
validade de até 2 (dois ) anos, podendo
ser prorrogado uma única vez, por igual
período.
§ 1o O prazo de validade do
concurso e as condições de sua
realização serão fixados em edital, que
será publicado no Diário Oficial da
União e em jornal diário de grande
circulação.
§ 2o Não se abrirá novo concurso
enquanto houver candidato aprovado
em concurso anterior com prazo de
validade não expirado.

Art. 14. A posse em cargo público
dependerá de prévia inspeção médica
oficial.
Parágrafo único. Só
poderá
ser
empossado aquele que for julgado apto
física e mentalmente para o exercício do
cargo.
Art. 15. Exercício
é
o
efetivo
desempenho das atribuições do cargo
público ou da função de confiança.
§ 1o É de quinze dias o prazo para o
servidor empossado em cargo público
entrar em exercício, contados da data
da posse.
§ 2o O servidor será exonerado do
cargo ou será tornado sem efeito o ato
de sua designação para função de
confiança, se não entrar em exercício
nos prazos previstos neste artigo,
observado o disposto no art. 18.
§ 3o À autoridade competente do
órgão ou entidade para onde for
nomeado ou designado o servidor
compete dar-lhe exercício.
§ 4o O início do exercício de função
de confiança coincidirá com a data de
publicação do ato de designação, salvo
quando o servidor estiver em licença ou
afastado por qualquer outro motivo
legal, hipótese em que recairá no

Seção IV
Da Posse e do Exercício
Art. 13. A posse dar-se-á pela
assinatura do respectivo termo, no qual
deverão constar as atribuições, os
deveres, as responsabilidades e os
direitos inerentes ao cargo ocupado,
que não poderão ser alterados
unilateralmente, por qualquer das
partes, ressalvados os atos de ofício
previstos em lei.
§ 1o A posse ocorrerá no prazo de
trinta dias contados da publicação do
ato de provimento.
§ 2o Em se tratando de servidor, que
esteja na data de publicação do ato de
provimento, em licença prevista nos

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primeiro dia útil após o término do
impedimento, que não poderá exceder a
trinta dias da publicação.

dedicação ao serviço, observado o
disposto no art. 120, podendo ser
convocado
sempre
que
houver
interesse da Administração.
§ 2o O disposto neste artigo não se
aplica
a
duração
de
trabalho
estabelecida em leis especiais.

Art. 16. O início, a suspensão, a
interrupção e o reinício do exercício
serão registrados no assentamento
individual do servidor.
Parágrafo único. Ao entrar em
exercício, o servidor apresentará ao
órgão competente os
elementos
necessários ao seu assentamento
individual.

Art. 20. Ao entrar em exercício, o
servidor nomeado para cargo de
provimento efetivo ficará sujeito a
estágio probatório por período de 24
(vinte e quatro) meses, durante o qual a
sua aptidão e capacidade serão objeto
de avaliação para o desempenho do
cargo, observados os seguinte fatores:
I - assiduidade;
II - disciplina;
III - capacidade de iniciativa;
IV - produtividade;
V- responsabilidade.
§ 1o 4 (quatro) meses antes de findo
o período do estágio probatório, será
submetida
à
homologação
da
autoridade competente a avaliação do
desempenho do servidor, realizada por
comissão
constituída
para
essa
finalidade, de acordo com o que
dispuser a lei ou o regulamento da
respectiva carreira ou cargo, sem
prejuízo da continuidade de apuração
dos fatores enumerados nos incisos I a
V do caput deste artigo. (Redação dada
pela Lei nº 11.784, de 2008
§ 2o O servidor não aprovado no
estágio probatório será exonerado ou,
se estável, reconduzido ao cargo
anteriormente ocupado, observado o
disposto no parágrafo único do art. 29.
servidor
em
estágio
§ 3o O
probatório poderá exercer quaisquer
cargos de provimento em comissão ou
funções de direção,
chefia
ou
assessoramento no órgão ou entidade
de lotação, e somente poderá ser
cedido a outro órgão ou entidade para
ocupar cargos de Natureza Especial,
cargos de provimento em comissão do
Grupo-Direção
e
Assessoramento

Art. 17. A promoção não interrompe
o tempo de exercício, que é contado no
novo posicionamento na carreira a partir
da data de publicação do ato que
promover o servidor.
Art. 18. O servidor que deva ter
exercício em outro município em razão
de ter sido removido, redistribuído,
requisitado, cedido ou posto em
exercício provisório terá, no mínimo, dez
e, no máximo, trinta dias de prazo,
contados da publicação do ato, para a
retomada do efetivo desempenho das
atribuições do cargo, incluído nesse
prazo o tempo necessário para o
deslocamento para a nova sede.
§ 1o Na hipótese de o servidor
encontrar-se em licença ou afastado
legalmente, o prazo a que se refere este
artigo será contado a partir do término
do impedimento.
§ 2o É facultado ao servidor declinar
dos prazos estabelecidos no caput.
Art. 19. Os servidores cumprirão
jornada de trabalho fixada em razão das
atribuições pertinentes aos respectivos
cargos, respeitada a duração máxima
do trabalho semanal de quarenta horas
e observados os limites mínimo e
máximo de seis horas e oito horas
diárias, respectivamente.
§ 1o O ocupante de cargo em
comissão ou função de confiança
submete-se a regime de integral

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capacidade física ou mental verificada
em inspeção médica.
§ 1o Se julgado incapaz para o
serviço público, o readaptando será
aposentado.
§ 2o A readaptação será efetivada
em cargo de atribuições afins,
respeitada a habilitação exigida, nível
de escolaridade e equivalência de
vencimentos e, na hipótese de
inexistência de cargo vago, o servidor
exercerá
suas
atribuições
como
excedente, até a ocorrência de vaga.

Superiores - DAS, de níveis 6, 5 e 4, ou
equivalentes.
servidor
em
estágio
§ 4o Ao
probatório
somente
poderão
ser
concedidas
as
licenças
e
os
afastamentos previstos nos arts. 81,
incisos I a IV, 94, 95 e 96, bem assim
afastamento para participar de curso de
formação decorrente de aprovação em
concurso para outro cargo na
Administração Pública Federal.
§ 5o O estágio probatório ficará
suspenso durante as licenças e os
afastamentos previstos nos arts. 83, 84,
§ 1o, 86 e 96, bem assim na hipótese de
participação em curso de formação, e
será retomado a partir do término do
impedimento.

Seção VIII
Da Reversão
(Regulamento Dec. nº 3.644, de
30.11.2000)

Seção V
Da Estabilidade

Art. 25. Reversão é o retorno à
atividade de servidor aposentado:
I - por invalidez, quando junta médica
oficial
declarar insubsistentes
os
motivos da aposentadoria; ou
II - no interesse da administração,
desde que:
a) tenha solicitado a reversão;
b) a aposentadoria tenha sido
voluntária;
c) estável quando na atividade;
d) a aposentadoria tenha ocorrido
nos cinco anos anteriores à solicitação;
e) haja cargo vago.
§ 1o A reversão far-se-á no mesmo
cargo ou no cargo resultante de sua
transformação.
§ 2o O tempo em que o servidor
estiver em exercício será considerado
para concessão da aposentadoria.
caso
do
inciso
I,
§ 3o No
encontrando-se provido o cargo, o
servidor exercerá suas atribuições como
excedente, até a ocorrência de vaga.
§ 4o O servidor que retornar à
atividade por interesse da administração
perceberá,
em
substituição
aos
proventos
da
aposentadoria,
a
remuneração do cargo que voltar a
exercer, inclusive com as vantagens de

Art. 21. O servidor habilitado em
concurso público e empossado em
cargo de provimento efetivo adquirirá
estabilidade no serviço público ao
completar 2 (dois) anos de efetivo
exercício. (prazo 3 anos - vide EMC nº
19)
. 22. O servidor estável só perderá o
cargo em virtude de sentença judicial
transitada em julgado ou de processo
administrativo disciplinar no qual lhe
seja assegurada ampla defesa.
Seção VI
Da Transferência
Art. 23. (Revogado pela Lei nº 9.527,
de 10.12.97)
Seção VII
Da Readaptação
Art. 24. Readaptação é a investidura
do servidor em cargo de atribuições e
responsabilidades compatíveis com a
limitação que tenha sofrido em sua

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salvo doença comprovada por junta médica oficial. Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e decorrerá de: I . 37. § 2o Encontrando-se provido o cargo. § 5o O servidor de que trata o inciso II somente terá os proventos calculados com base nas regras atuais se permanecer pelo menos cinco anos no cargo. 30 e 31.2001) Art.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO natureza pessoal que percebia anteriormente à aposentadoria. Não poderá reverter o aposentado que já tiver completado 70 (setenta) anos de idade. 32. Seção X Da Recondução DA VACÂNCIA. 31. o servidor ficará em disponibilidade. A vacância do cargo público decorrerá de: I .promoção. A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado.inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo. (Revogado pela Medida Provisória nº 2. 29. 05 . de 4. II .9. até o seu adequado aproveitamento em outro órgão ou entidade. Seção XI Da Disponibilidade e do Aproveitamento Art. será aproveitado em outro.reintegração do anterior ocupante. Na hipótese prevista no § 3o do art. Parágrafo único. 27. ou. ou no cargo resultante de sua transformação. posto em disponibilidade.225-45.demissão.SIPEC. Parágrafo único. quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial. II . Art. ainda. 30. observado o disposto nos arts. Poder Executivo § 6o O regulamentará o disposto neste artigo. Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se o servidor não entrar em exercício no prazo legal. III . Encontrando-se provido o cargo de origem. 26 . § 1o Na hipótese de o cargo ter sido extinto. sem direito à indenização ou aproveitado em outro cargo. Art. observado o disposto no art. Seção IX Da Reintegração Art. com ressarcimento de todas as vantagens. 33. 30. O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente ocupado. O órgão Central do Sistema de Pessoal Civil determinará o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública Federal. Art.exoneração. Art. o servidor Capítulo II Da Vacância Art. o seu eventual ocupante será reconduzido ao cargo de origem. 28. o servidor posto em disponibilidade poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal .

A exoneração de cargo em comissão e a dispensa de função de confiança dar-se-á: (Redação dada pela Lei nº 9. O servidor perderá: 06 . Art.(Revogado pela Lei nº 9. de 2.readaptação. no âmbito dos respectivos Poderes.527. Vencimento é a retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público. 35. de 10. 34. (Revogado pela Lei nº 11. de 10. Art. § 5o Nenhum servidor receberá remuneração inferior ao salário mínimo. A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do servidor. Remuneração é o vencimento do cargo efetivo.(Revogado pela Lei nº 9. a título de remuneração. com valor fixado em lei.a juízo da autoridade competente.784.97) c) . 43.aposentadoria. 42. por membros do Congresso Nacional e Ministros do Supremo Tribunal Federal.527. ou de ofício.624. § 3o O vencimento do cargo efetivo. Parágrafo único (Revogado pela Lei nº 9. § 4o É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder. pelos Ministros de Estado.527. 62. A exoneração de ofício dar-se-á: I . 44. de 10. IX .(Revogado pela Lei nº 9. tendo tomado posse.12.97) II .97) VI .12.12. de 10.527.527.4.97) Art. 41.12. mensalmente.(Revogado pela Lei nº 9.(Revogado pela Lei nº 9. importância superior à soma dos valores percebidos como remuneração.97) a) .97) I . em espécie. de 10.12. acrescido das vantagens pecuniárias permanentes estabelecidas em lei. a qualquer título. é irredutível. Parágrafo único.12. Parágrafo único. Art. de 10.527.(Revogado pela Lei nº 9. Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 9.97) d) .97) b) .(Revogado pela Lei nº 9.falecimento. Art. Excluem-se do teto de remuneração as vantagens previstas nos incisos II a VII do art.quando não satisfeitas as condições do estágio probatório.12.527. o servidor não entrar em exercício no prazo estabelecido.98) DOS DIREITOS E VANTAGENS.a pedido do próprio servidor. II .527.12. ou entre servidores dos três Poderes. § 1o A remuneração do servidor investido em função ou cargo em comissão será paga na forma prevista no art. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.posse em outro cargo inacumulável. 40. § 2o O servidor investido em cargo em comissão de órgão ou entidade diversa da de sua lotação receberá a remuneração de acordo com o estabelecido no § 1o do art. Nenhum servidor poderá perceber. de 10. II . 93.527. VII .12. de 2008) Art.12. de 10. Título III Dos Direitos e Vantagens Capítulo I Do Vencimento e da Remuneração Art.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO IV .97) V .(Revogado pela Lei nº 9.97) I .527. acrescido das vantagens de caráter permanente. VIII . 61. de 10.quando. de 10.

nos casos e condições indicados em lei. Mediante autorização do servidor. na forma definida em regulamento.a parcela de remuneração diária.adicionais. Seção I Das Indenizações Art. ou mandado judicial. atualizadas até 30 de junho de 1994. § 2o As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento ou provento. 47. 51. serão eles atualizados até a data da reposição. podendo ser parceladas. Salvo por imposição legal. Art. 97. que for demitido. ressalvadas as concessões de que trata o art. 49. para efeito de concessão de quaisquer outros acréscimos pecuniários ulteriores. poderão ser pagas ao servidor as seguintes vantagens: I . Capítulo II Das Vantagens Art. hipótese de valores § 3o Na recebidos em decorrência de cumprimento a decisão liminar. Além do vencimento. O vencimento. ser revogada ou rescindida. até o mês subseqüente ao da ocorrência. 45. 46. III . II . nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO I . Parágrafo único. sob o mesmo título ou idêntico fundamento. Parágrafo único. sendo assim consideradas como efetivo exercício. aposentado ou ao pensionista. salvo na hipótese de compensação de horário. A não quitação do débito no prazo previsto implicará sua inscrição em dívida ativa.indenizações. 50. As reposições e indenizações ao erário. serão previamente comunicadas ao servidor ativo. no prazo máximo de trinta dias. § 2o Quando o pagamento indevido houver ocorrido no mês anterior ao do processamento da folha. a tutela antecipada ou a sentença que venha a Art. As faltas justificadas decorrentes de caso fortuito ou de força maior poderão ser compensadas a critério da chefia imediata. Art. Art. em uma única parcela.a remuneração do dia em que faltar ao serviço. II . sem motivo justificado. provento ou pensão. exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial. exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada. 07 . a pedido do interessado § 1o O valor de cada parcela não poderá ser inferior ao correspondente a dez por cento da remuneração.ajuda de custo. proporcional aos atrasos. a reposição será feita imediatamente. Constituem indenizações ao servidor: I . a remuneração e o provento não serão objeto de arresto. Art. a ser estabelecida pela chefia imediata Parágrafo único. poderá haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros. terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito.diárias. As vantagens pecuniárias não serão computadas. II .gratificações. O servidor em débito com o erário. para pagamento. 48. seqüestro ou penhora. nem acumuladas. a critério da administração e com reposição de custos. ausências justificadas. e saídas antecipadas. indenizações não se § 1o As incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito.

a qualquer tempo. 08 . for nomeado para cargo em comissão. contado do óbito.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO III . não podendo exceder a importância correspondente a 3 (três) meses. cuja jurisdição e competência dos órgãos. a ajuda de custo será paga pelo órgão cessionário. no caso de o cônjuge ou companheiro que detenha também a condição de servidor. serão estabelecidos em regulamento. 93. vier a ter exercício na mesma sede. a serviço. 55. Art. conforme se dispuser em regulamento. o servidor não fará jus a diárias. A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do servidor. constituídas por municípios limítrofes e regularmente instituídas. Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se afastar do cargo. dentro do prazo de 1 (um) ano. não se apresentar na nova sede no prazo de 30 (trinta) dias. 57. compreendendo passagem. casos em que o § 2o Nos deslocamento da sede constituir exigência permanente do cargo. sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite fora da sede. 54. Art.transporte. Será concedida ajuda de custo àquele que. hipóteses em que as diárias pagas serão sempre as fixadas para os afastamentos dentro do território nacional. IV . O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo quando. afastar-se da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto do território nacional ou para o exterior. aglomeração urbana ou microrregião. Art. alimentação e locomoção urbana. Subseção I Da Ajuda de Custo Subseção II Das Diárias Art. as despesas extraordinárias cobertas por diárias. no interesse do serviço. Os valores das indenizações estabelecidas nos incisos I a III do art. por conta da § 1o Correm administração as despesas de transporte do servidor e de sua família. assim como as condições para a sua concessão. por meio diverso. com mudança de domicílio em caráter permanente. Art. Art. Parágrafo único. fará jus a passagens e diárias destinadas a indenizar as parcelas de despesas extraordinária com pousada. Art. passar a ter exercício em nova sede. com mudança de domicílio. ou reassumi-lo. ou em áreas de controle integrado mantidas com países limítrofes. 56. conforme dispuser em regulamento. § 2o À família do servidor que falecer na nova sede são assegurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem. No afastamento previsto no inciso I do art. injustificadamente. não sendo servidor da União. § 3o Também não fará jus a diárias o servidor que se deslocar dentro da mesma região metropolitana. vedado o duplo pagamento de indenização. quando cabível. em virtude de mandato eletivo. salvo se houver pernoite fora da sede. § 1o A diária será concedida por dia de afastamento.auxílio-moradia. bagagem e bens pessoais. A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas de instalação do servidor que. 52. entidades e servidores brasileiros considera-se estendida. 51. 53. ou quando a União custear. 58. O servidor que.

O servidor que receber diárias e não se afastar da sede. IV nenhuma outra pessoa que resida com o servidor receba auxílio-moradia. 60-B desta Lei. O auxílio-moradia consiste no ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira. Conceder-se-á auxíliomoradia ao servidor se atendidos os seguintes requisitos: I . no prazo de um mês após a comprovação da despesa pelo servidor.o servidor ou seu cônjuge ou companheiro não seja ou tenha sido proprietário. e VIII . além do disposto no caput deste artigo. cessionário ou promitente cessionário de imóvel no Município aonde for exercer o cargo. níveis 4.DAS. VI . de Natureza Especial. nos doze meses que antecederem a sua nomeação.o Município no qual assuma o cargo em comissão ou função de confiança não se enquadre nas hipóteses do art. 60-B. o pagamento somente será retomado se observados. IX . 60-A. 59. construção. 60. incluída a hipótese de lote edificado sem averbação de Art. 60-C. Subseção III Da Indenização de Transporte Art. no prazo previsto no caput.o deslocamento não tenha sido por força de alteração de lotação ou nomeação para cargo efetivo. Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor que realizar despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos. 09 . de Ministro de Estado ou equivalentes. Parágrafo único. fica obrigado a restituílas integralmente. Parágrafo único. 5 e 6. restituirá as diárias recebidas em excesso. não se aplicando. Transcorrido o prazo de 8 (oito) anos dentro de cada período de 12 (doze) anos. III . 60-B. Parágrafo único. Art. no caso. o parágrafo único do citado art. conforme se dispuser em regulamento. Na hipótese de o servidor retornar à sede em prazo menor do que o previsto para o seu afastamento. 58. V . no prazo de 5 (cinco) dias.o servidor tenha se mudado do local de residência para ocupar cargo em comissão ou função de confiança do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores . II .APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO Art. Para fins do inciso VII. não será considerado o prazo no qual o servidor estava ocupando outro cargo em comissão relacionado no inciso V. por força das atribuições próprias do cargo. promitente comprador. aonde for exercer o cargo em comissão ou função de confiança. em relação ao local de residência ou domicílio do servidor. os requisitos do caput do art.não exista imóvel funcional disponível para uso pelo servidor. § 3o.o deslocamento tenha ocorrido após 30 de junho de 2006. O auxílio-moradia não será concedido por prazo superior a 8 (oito) anos dentro de cada período de 12 (doze) anos. Subseção IV Do Auxílio-Moradia Art. desconsiderando-se prazo inferior a sessenta dias dentro desse período.o cônjuge ou companheiro do servidor não ocupe imóvel funcional. nos últimos doze meses. por qualquer motivo. VII .o servidor não tenha sido domiciliado ou tenha residido no Município.

III (Revogado pela Medida Provisória nº 2. o auxílio-moradia continuará sendo pago por um mês. O valor mensal do auxíliomoradia é limitado a 25% (vinte e cinco por cento) do valor do cargo em comissão. 62-A. Seção II Das Gratificações e Adicionais Art. Parágrafo único. colocação de imóvel funcional à disposição do servidor ou aquisição de imóvel. Parágrafo único.911. 60-E. Além do vencimento e das vantagens previstas nesta Lei. . Da Retribuição pelo Exercício de Função de Direção. A VPNI de que trata o caput deste artigo somente estará sujeita às revisões gerais de remuneração dos servidores públicos federais.800. O servidor exonerado perceberá sua gratificação natalina. cargo de provimento em comissão ou de Natureza Especial a que se referem os arts. 62.gratificação por encargo de curso ou concurso. função comissionada ou cargo de Ministro de Estado ocupado. Fica transformada em Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada . de 2 de abril de 1998. A gratificação natalina corresponde a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que o servidor fizer jus no mês de dezembro.gratificação natalina. A gratificação será paga até o dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada ano.adicional de férias.225-45.adicional pela prestação de serviço extraordinário. V . relativos ao local ou à natureza do trabalho. fica garantido a todos os que preencherem os requisitos o ressarcimento até o valor de R$ 1.outros. gratificações e adicionais: I .9. A fração igual ou superior a 15 (quinze) dias será considerada como mês integral. 63. 3o da Lei no 9.2001) IV . Parágrafo único. 10 .APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO Art. chefia ou assessoramento. VII . Art. Ao servidor ocupante de cargo efetivo investido em função de direção. § 2o Independentemente do valor do cargo em comissão ou função comissionada. cargo de provimento em comissão ou de Natureza Especial é devida retribuição pelo seu exercício. de 11 de julho de 1994. 3o e 10 da Lei no 8. Chefia e Assessoramento Art. exoneração. Lei específica estabelecerá a remuneração dos cargos em comissão de que trata o inciso II do art.adicional noturno.adicional pelo exercício de atividades insalubres. perigosas ou penosas. VIII . (VETADO) Art. Parágrafo único. de 4. 9o. chefia e assessoramento.624. II . Art.00 (mil e oitocentos reais).VPNI a incorporação da retribuição pelo exercício de função de direção. 61. serão deferidos aos servidores as seguintes retribuições. por mês de exercício no respectivo ano. 60-D. 64. 65. Art. § 1o O valor do auxílio-moradia não poderá superar 25% (vinte e cinco por cento) da remuneração de Ministro de Estado. VI . No caso de falecimento. e o art. Subseção II Da Gratificação Natalina Art. chefia ou assessoramento.retribuição pelo exercício de função de direção.

Art. 71.1999) Parágrafo único. serão observadas as situações estabelecidas em legislação específica. § 2o O direito ao adicional de insalubridade ou periculosidade cessa com a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua concessão. 73. O serviço noturno. respeitadas as situações constituídas até 8. A servidora gestante ou lactante será afastada. 66. artigo. nos termos. de insalubridade e de periculosidade. exercendo suas atividades em local salubre e em serviço não penoso e não perigoso. 69. Art. 72. Subseção IV Dos Adicionais de Insalubridade. Na concessão dos adicionais de atividades penosas. 75.3. 67. A gratificação natalina não será considerada para cálculo de qualquer vantagem pecuniária. enquanto durar a gestação e a lactação. respeitado o limite máximo de 2 (duas) horas por jornada.1999) Art. Art. § 1o O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles. Subseção III Do Adicional por Tempo de Serviço Art.225-45. 74.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO proporcionalmente aos meses de exercício. Haverá permanente controle da atividade de servidores em operações ou locais considerados penosos. de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo previsto na legislação própria. Parágrafo único. Os servidores que trabalhem com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas. Art. Os servidores a que se refere este artigo serão submetidos a exames médicos a cada 6 (seis) meses. Periculosidade ou Atividades Penosas Art. insalubres ou perigosos. respeitadas as situações constituídas até 8.225-45. Subseção V Do Adicional por Serviço Extraordinário Art. das operações e locais previstos neste Subseção VI Do Adicional Noturno Art. Os locais de trabalho e os servidores que operam com Raios X ou substâncias radioativas serão mantidos sob controle permanente. Somente será permitido serviço extraordinário para atender a situações excepcionais e temporárias. de 2001. O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal de trabalho. de 2001. prestado em horário compreendido entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e 5 11 . calculada sobre a remuneração do mês da exoneração. condições e limites fixados em regulamento. 68. Art. O adicional de atividade penosa será devido aos servidores em exercício em zonas de fronteira ou em localidades cujas condições de vida o justifiquem. 70. (Revogado pela Medida Provisória nº 2.3. radioativas ou com risco de vida. Parágrafo único. (Revogado pela Medida Provisória nº 2. fazem jus a um adicional sobre o vencimento do cargo efetivo.

76-A.2% (um inteiro e dois décimos por cento). supervisão. III . terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cento). 76. para elaboração de questões de provas ou para julgamento de recursos intentados por candidatos. para correção de provas discursivas. b) 1. quando tais atividades não estiverem 12 .o valor da gratificação será calculado em horas. de desenvolvimento ou de treinamento regularmente instituído no âmbito da administração pública federal. incluídas entre as suas atribuições permanentes. fiscalizar ou avaliar provas de exame vestibular ou de concurso público ou supervisionar essas atividades. II . 98 desta Lei.a retribuição não poderá ser superior ao equivalente a 120 (cento e vinte) horas de trabalho anuais. em se tratando de atividades previstas nos incisos I e II do caput deste artigo. será pago ao servidor. coordenação. chefia ou assessoramento. o acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre a remuneração prevista no art. a respectiva vantagem será considerada no cálculo do adicional de que trata este artigo. para análise curricular. computando-se cada hora como cinqüenta e dois minutos e trinta segundos.participar de banca examinadora ou de comissão para exames orais. § 3o A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso não se incorpora ao vencimento ou salário do servidor para Subseção VII Do Adicional de Férias Art. Parágrafo único. por ocasião das férias.2% (dois inteiros e dois décimos por cento).participar da logística de preparação e de realização de concurso público envolvendo atividades de planejamento. ou ocupar cargo em comissão. II . Independentemente de solicitação. um adicional correspondente a 1/3 (um terço) da remuneração do período das férias.atuar como instrutor em curso de formação. execução e avaliação de resultado.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO (cinco) horas do dia seguinte. A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso é devida ao servidor que. § 1o Os critérios de concessão e os limites da gratificação de que trata este artigo serão fixados em regulamento. em se tratando de atividade prevista nos incisos III e IV do caput deste artigo. devidamente justificada e previamente aprovada pela autoridade máxima do órgão ou entidade. Parágrafo único. incidentes sobre o maior vencimento básico da administração pública federal: a) 2.o valor máximo da hora trabalhada corresponderá aos seguintes percentuais.participar da aplicação. Subseção VIII Da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso Art. na forma do § 4o do art. IV . em caráter eventual: I . § 2o A Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso somente será paga se as atividades referidas nos incisos do caput deste artigo forem exercidas sem prejuízo das atribuições do cargo de que o servidor for titular. III . No caso de o servidor exercer função de direção. observadas a natureza e a complexidade da atividade exercida. que poderá autorizar o acréscimo de até 120 (cento e vinte) horas de trabalho anuais. ressalvada situação de excepcionalidade. Em se tratando de serviço extraordinário. observados os seguintes parâmetros: I . devendo ser objeto de compensação de carga horária quando desempenhadas durante a jornada de trabalho. 73.

527. até o máximo de dois períodos. (Revogado pela Lei nº 9. ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade. O servidor que opera direta e permanentemente com Raios X ou substâncias radioativas gozará 20 (vinte) dias consecutivos de férias. III . inclusive para fins de cálculo dos proventos da aposentadoria e das pensões.12. 7o da Art. 80.527.para tratar de interesses particulares. Parágrafo único.97) § 3o O servidor exonerado do cargo efetivo.para capacitação. VII .por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro. As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública.97) Capítulo III Das Férias Art. § 5o Em caso de parcelamento. 77. ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica. ou fração superior a quatorze dias § 4o A indenização será calculada com base na remuneração do mês em que for publicado o ato exoneratório. ou em comissão.por motivo de doença em pessoa da família.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO Constituição Federal quando utilização do primeiro período.12. 79.12.para atividade política. V . o primeiro período § 1o Para aquisitivo de férias serão exigidos 12 (doze) meses de exercício. serviço militar ou eleitoral. de 10. observado o disposto no art. o servidor receberá o valor adicional previsto no inciso XVII do art. 78. de 10. O pagamento da remuneração das férias será efetuado até 2 (dois) dias antes do início do respectivo período. Parágrafo único. proibida em qualquer hipótese a acumulação. II . § 1°. O servidor fará jus a trinta dias de férias. Conceder-se-á ao servidor licença: I . (Revogado pela Lei nº 9. no caso de necessidade do serviço.97) § 2°. § 2o É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço. observado o disposto no art. 77. O restante do período interrompido será gozado de uma só vez. VI . § 1o A licença prevista no inciso I do caput deste artigo bem como cada uma de suas prorrogações serão precedidas de exame por perícia médica oficial. comoção interna. e no interesse da administração pública Art.527. por semestre de atividade profissional. (Revogado pela Lei nº 9. da Art. perceberá indenização relativa ao período das férias a que tiver direito e ao incompleto. na proporção de um doze avos por mês de efetivo exercício. desde que assim requeridas pelo servidor. de 10. Capítulo IV Das Licenças Seção I Disposições Gerais Art. convocação para júri. 13 . que podem ser acumuladas.para desempenho de mandato classista. 204 desta Lei. férias poderão ser § 3o As parceladas em até três etapas. IV .para o serviço militar. 81. qualquer efeito e não poderá ser utilizada como base de cálculo para quaisquer outras vantagens. observando-se o disposto no § 1o deste artigo.

APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO § 2o (Revogado pela Lei nº 9. como candidato a cargo eletivo. Seção V Da Licença para Atividade Política Art. na forma do disposto no inciso II do art. civil ou militar.na forma e condições previstas na legislação específica. durante o período que mediar entre a sua escolha em convenção partidária. Concluído o serviço militar. § 3o O início do interstício de 12 (doze) meses será contado a partir da data do deferimento da primeira licença concedida. 82. Seção IV Da Licença para o Serviço Militar Art. poderá ser concedida a cada período de doze meses nas seguintes condições: I . Art. dos pais. dos filhos. 85.por até 90 (noventa) dias. para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo. e II . § 1o A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração. do Distrito Federal e dos Municípios. desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo. Seção II Da Licença por Motivo de Doença em Pessoa da Família Art. § 2o No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor público. e a véspera 14 . concedidas em um mesmo período de 12 (doze) meses. o servidor terá até 30 (trinta) dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo. ou dependente que viva a suas expensas e conste do seu assentamento funcional.97) § 3o É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença prevista no inciso I deste artigo. dos Estados. poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta. Parágrafo único. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro. Seção III Da Licença por Motivo de Afastamento do Cônjuge Art.12. 44. § 2o A licença de que trata o caput. A soma das licenças § 4o remuneradas e das licenças não remuneradas. 84. § 1o A licença somente será deferida se a assistência direta do servidor for indispensável e não puder ser prestada simultaneamente com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário. O servidor terá direito a licença. de qualquer dos Poderes da União. A licença concedida dentro de 60 (sessenta) dias do término de outra da mesma espécie será considerada como prorrogação. 83. Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional.527. sem remuneração. consecutivos ou não. incluídas as prorrogações. sem remuneração. incluídas as respectivas prorrogações. do padrasto ou madrasta e enteado. observado o disposto no § 3o.por até 60 (sessenta) dias. 86. consecutivos ou não. mantida a remuneração do servidor. autárquica ou fundacional. mediante comprovação por perícia médica oficial. de 10. Ao servidor convocado para o serviço militar será concedida licença. não poderá ultrapassar os limites estabelecidos nos incisos I e II do § 2o.

a pedido do servidor ou no interesse do serviço. para participar de curso de capacitação profissional.para entidades com mais de 30. II .art2 Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 9. Seção VII Da Licença para Tratar de Interesses Particulares Art. desde que cadastradas no Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado.12. dois servidores. 91.para entidades com até 5. Seção VI Da Licença para Capacitação Art. § 2° A licença terá duração igual à do mandato. 88. associação de classe de âmbito nacional. Art. (Revogado pela Lei nº 9.para entidades com 5. somente pelo período de três meses. III .gov. de 10. afastar-se do exercício do cargo efetivo.001 a 30. por até três meses. 102 desta Lei.br/ccivil_03/MPV/222 5-45. http://www.12. podendo ser prorrogada.97) http://www. § 2o A partir do registro da candidatura e até o décimo dia seguinte ao da eleição.000 associados. para participar de gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores públicos para prestar serviços a seus membros.planalto. no caso de reeleição. 92. 89. chefia. particulares pelo prazo de até três anos consecutivos. licenças para o trato de assuntos 15 .htm .527.527. (VETADO).APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral.000 associados. poderão ser concedidas ao servidor ocupante de cargo efetivo. 90. um servidor. com a respectiva remuneração. Após cada qüinqüênio de efetivo exercício. § 1o O servidor candidato a cargo eletivo na localidade onde desempenha suas funções e que exerça cargo de direção. sindicato representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão ou.gov. três servidores.000 associados. desde que não esteja em estágio probatório. http://www. o servidor poderá.gov.htm . Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis.97) Art. o servidor fará jus à licença.planalto.art92 Art. A critério da Administração. § 1o Somente poderão ser licenciados servidores eleitos para cargos de direção ou representação nas referidas entidades. de 10. ainda. arrecadação ou fiscalização. assegurados os vencimentos do cargo efetivo. a partir do dia imediato ao do registro de sua candidatura perante a Justiça Eleitoral. até o décimo dia seguinte ao do pleito.br/ccivil_03/MPV/222 5-45. federação. conforme disposto em regulamento e observados os seguintes limites: I .htm . Parágrafo único. assessoramento. 87.art2 Seção VIII Da Licença para o Desempenho de Mandato Classista Art. e por uma única vez. dele será afastado. sem remuneração.br/ccivil_03/Leis/L952 7. A licença poderá ser interrompida.planalto. É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração para o desempenho de mandato em confederação. no interesse da Administração. a qualquer tempo. observado o disposto na alínea c do inciso VIII do art.

que receba recursos Seção II Do Afastamento para Exercício de Mandato Eletivo Art. § 3o A cessão far-se-á mediante Portaria publicada no Diário Oficial da União. Ao servidor investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições: I . 94. 16 .APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO Capítulo V Dos Afastamentos Seção I Do Afastamento para Servir a Outro Órgão ou Entidade de Tesouro Nacional para o custeio total ou parcial da sua folha de pagamento de pessoal. ou do Distrito Federal e dos Municípios. o ônus da remuneração será do órgão ou entidade cessionária. § 4o Mediante autorização expressa do Presidente da República. III .em casos previstos em leis específicas. § 1o Na hipótese do inciso I. para fim determinado e a prazo certo. nas seguintes hipóteses: I . mantido o ônus para o cedente nos demais casos.investido no mandato de vereador: a) havendo compatibilidade de horário. independentemente da observância do constante no inciso I e nos §§ 1º e 2º deste artigo.para exercício de cargo em comissão ou função de confiança. § 6º As cessões de empregados de empresa pública ou de sociedade de economia mista. do Distrito Federal ou dos Municípios. O servidor poderá ser cedido para ter exercício em outro órgão ou entidade dos Poderes da União. em se tratando de empregado ou servidor por ela requisitado. independem das disposições contidas nos incisos I e II e §§ 1º e 2º deste artigo. sendo a cessão para órgãos ou entidades dos Estados. será afastado do cargo. ficando o exercício do empregado cedido condicionado a autorização específica do Ministério do Planejamento. § 2º Na hipótese de o servidor cedido a empresa pública ou sociedade de economia mista. exceto nos casos de ocupação de cargo em comissão ou função gratificada. Art. sendolhe facultado optar pela sua remuneração. o servidor do Poder Executivo poderá ter exercício em outro órgão da Administração Federal direta que não tenha quadro próprio de pessoal. § 5º Aplica-se à União. perceberá as vantagens de seu cargo. § 1o No caso de afastamento do cargo. poderá determinar a lotação ou o exercício de empregado ou servidor. optar pela remuneração do cargo efetivo ou pela remuneração do cargo efetivo acrescida de percentual da retribuição do cargo em comissão. a entidade cessionária efetuará o reembolso das despesas realizadas pelo órgão ou entidade de origem. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. dos Estados.tratando-se de mandato federal. Orçamento e Gestão. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. o servidor contribuirá para a seguridade social como se em exercício estivesse.investido no mandato de Prefeito. nos termos das respectivas normas. com a finalidade de promover a composição da força de trabalho dos órgãos e entidades da Administração Pública Federal. 93. Orçamento e Gestão. as disposições dos §§ 1º e 2º deste artigo. estadual ou distrital. II . ficará afastado do cargo. será afastado do cargo. b) não havendo compatibilidade de horário. II . § 7° O Ministério do Planejamento.

nos quatro anos anteriores à data da solicitação de afastamento. O servidor não poderá ausentar-se do País para estudo ou missão oficial. incluído o período de estágio probatório. no interesse da Administração. os programas de capacitação e os critérios para participação em programas de pós-graduação no País. afastar-se do exercício do cargo efetivo. com ou sem afastamento do servidor. § 5o Caso o servidor venha a solicitar exoneração do cargo ou aposentadoria. em conformidade com a legislação vigente. para participar em programa de pósgraduação stricto sensu em instituição de ensino superior no País. e finda a missão ou estudo. será permitida nova ausência. 95. sem autorização do Presidente da República.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO § 2o O servidor investido em mandato eletivo ou classista não poderá ser removido ou redistribuído de ofício para localidade diversa daquela onde exerce o mandato. § 1o Ato do dirigente máximo do órgão ou entidade definirá. e desde que a participação não possa ocorrer simultaneamente com o exercício do 17 . ressalvada a hipótese de ressarcimento da despesa havida com seu afastamento. com a respectiva remuneração. § 2o Ao servidor beneficiado pelo disposto neste artigo não será concedida exoneração ou licença para tratar de interesse particular antes de decorrido período igual ao do afastamento. O servidor poderá. inclusive no que se refere à remuneração do servidor. somente decorrido igual período. O afastamento de servidor para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere dar-se-á com perda total da remuneração. Os afastamentos para § 2o realização de programas de mestrado e doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos efetivos no respectivo órgão ou entidade há pelo menos 3 (três) anos para mestrado e 4 (quatro) anos para doutorado. Seção III Do Afastamento para Estudo ou Missão no Exterior Art. e que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares ou com fundamento neste artigo. incluído o período de estágio probatório. Do Afastamento para Participação em Programa de PósGraduação Stricto Sensu no País Art. § 3o O disposto neste artigo não se aplica aos servidores da carreira diplomática. Os afastamentos para § 3o realização de programas de pósdoutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos efetivo no respectivo órgão ou entidade há pelo menos quatro anos. Presidente dos Órgãos do Poder Legislativo e Presidente do Supremo Tribunal Federal. 96. Art. serão disciplinadas em regulamento. § 4o As hipóteses. § 1o A ausência não excederá a 4 (quatro) anos. 96-A. 2o e 3o deste artigo terão que permanecer no exercício de suas funções após o seu retorno por um período igual ao do afastamento concedido. que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares para gozo de licença capacitação ou com fundamento neste artigo nos 2 (dois) anos anteriores à data da solicitação de afastamento. cargo ou mediante compensação de horário. condições e formas para a autorização de que trata este artigo. § 4o Os servidores beneficiados pelos afastamentos previstos nos §§ 1o. que serão avaliados por um comitê constituído para este fim.

filhos. Parágrafo único.planalto. 99.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO § 2o Também será concedido horário especial ao servidor portador de deficiência. 47 da Lei n o 8. porém. aplicase o disposto no § 5o deste artigo. menor sob guarda ou tutela e irmãos. considerado o ano como de trezentos e sessenta e cinco dias. independentemente de compensação de horário. (Revogado pela Lei nº 9. inclusive o prestado às Forças Armadas. vinculado à compensação de horário a ser efetivada no prazo de até 1 (um) ano.gov. de 10. O disposto neste artigo estende-se ao cônjuge ou companheiro. de 11 de dezembro de 1990. o disposto nos §§ 1o a 6o deste artigo. autorizado nos termos do art. pais.97) 18 . que serão convertidos em anos. matrícula em instituição de ensino congênere. ao servidor que desempenhe atividade prevista nos incisos I e II do caput do art. sem prejuízo do exercício do cargo. com autorização judicial. para doação de sangue.112. deverá ressarcir o órgão ou entidade. § 3o As disposições do parágrafo anterior são extensivas ao servidor que tenha cônjuge. respeitada a duração semanal do trabalho. III . Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da administração é assegurada.por 8 (oito) dias consecutivos em razão de : a) casamento.art318 § 6o Caso o servidor não obtenha o título ou grau que justificou seu afastamento no período previsto. filho ou dependente portador de deficiência física. companheiro. 76-A desta Lei. Art. na localidade da nova residência ou na mais próxima. 44. aos filhos. a critério do dirigente máximo do órgão ou entidade. ou enteados do servidor que vivam na sua companhia. b) falecimento do cônjuge. dos gastos com seu aperfeiçoamento. compensação de horário na forma do inciso II do art. http://www. Capítulo VI Das Concessões Art.527. bem como aos menores sob sua guarda. 98. neste caso. § 4o Será igualmente concedido horário especial. poderá o servidor ausentar-se do serviço: I . independentemente de vaga. § 7o Aplica-se à participação em programa de pós-graduação no Exterior. Sem qualquer prejuízo. § 1o Para efeito do disposto neste artigo. enteados.12. 97.por 1 (um) dia. II . Parágrafo único.por 2 (dois) dias.htm . quando comprovada a incompatibilidade entre o horário escolar e o da repartição. É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público federal. 101. Art. em qualquer época. quando comprovada a necessidade por junta médica oficial. madrasta ou padrasto. na forma do art. será exigida a compensação de horário no órgão ou entidade que tiver exercício. 95 desta Lei.br/ccivil_03/_Ato2007 -2010/2009/Lei/L11907. Será concedido horário especial ao servidor estudante. salvo na hipótese comprovada de força maior ou de caso fortuito. para se alistar como eleitor. A apuração do tempo de serviço será feita em dias. 100. Art. exigindose. Capítulo VII Do Tempo de Serviço Art. antes de cumprido o período de permanência previsto no § 4o deste artigo.

Distrito Federal e Município. VII .o tempo de serviço relativo a tiro de guerra.missão ou estudo no exterior. Municípios e Distrito Federal. anterior ao ingresso no serviço público federal. sociedade de economia mista e empresa pública. IV . estadual. municipal ou distrital. em cargo de provimento efetivo. em órgão ou entidade dos Poderes da União. 19 . 102. conforme dispuser o regulamento. em qualquer parte do território nacional. com remuneração. IV . V .desempenho de mandato eletivo federal. municipal ou do Distrito Federal. vinculada à Previdência Social.licença: a) à gestante. vedada a contagem § 3o É cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função de órgão ou entidades dos Poderes da União. e) para capacitação.o tempo de serviço público prestado aos Estados. fundação pública. Contar-se-á apenas para efeito de aposentadoria e disponibilidade: I . III . cumulativo ao longo do tempo de serviço público prestado à União. II . V . VII . c) para o desempenho de mandato classista ou participação de gerência ou administração em sociedade cooperativa constituída por servidores para prestar serviços a seus membros. 97. até o limite de vinte e quatro meses.participação em programa de treinamento regularmente instituído ou em programa de pós-graduação stricto sensu no País. quando autorizado o afastamento.férias. dos Estados. VI . são considerados como de efetivo exercício os afastamentos em virtude de: I .a licença para tratamento de saúde de pessoal da família do servidor. VI . f) por convocação para o serviço militar. à adotante e à paternidade.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO Art. 102 § 1o O tempo em que o servidor esteve aposentado será contado apenas para nova aposentadoria. conforme dispuser o regulamento. 103. 18. que exceder a 30 (trinta) dias em período de 12 (doze) meses. II . no País ou no exterior. conforme disposto em lei específica. estadual. III .exercício de cargo em comissão ou equivalente. b) para tratamento da própria saúde. no caso do art.participação em competição desportiva nacional ou convocação para integrar representação desportiva nacional.exercício de cargo ou função de governo ou administração. XI . Além das ausências ao serviço previstas no art. d) por motivo de acidente em serviço ou doença profissional. conforme dispuser o regulamento. autarquia. § 2o Será contado em dobro o tempo de serviço prestado às Forças Armadas em operações de guerra. Art. 86.a licença para atividade política. VIII . exceto para efeito de promoção por merecimento.o tempo correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal.afastamento para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere.júri e outros serviços obrigatórios por lei.o tempo de serviço em atividade privada. X . Municípios e Distrito Federal. § 2o. IX . Estado. exceto para promoção por merecimento.o tempo de licença para tratamento da própria saúde que exceder o prazo a que se refere a alínea "b" do inciso VIII do art.deslocamento para a nova sede de que trata o art. por nomeação do Presidente da República.

na repartição. 107. Art. ao servidor ou a procurador por ele constituído. pelo interessado. 110. 109. São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos neste Capítulo. A administração deverá rever seus atos. 111. salvo motivo de força maior. Art. 108. Art. § 2o O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente. O direito de requerer prescreve: I . sucessivamente. às demais autoridades. e. quando cabíveis. em defesa de direito ou interesse legítimo. Art. os DO REGIME DISCIPLINAR. 104. a contar da publicação ou da ciência. nos demais casos. II . O pedido de reconsideração e o recurso.em 5 (cinco) anos. II . O prazo para interposição de pedido de reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias.das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. Art.em 120 (cento e vinte) dias. Parágrafo único. não podendo ser relevada pela administração. 112. O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo. a juízo da autoridade competente. Parágrafo único. Art. salvo quando outro prazo for fixado em lei. O prazo de prescrição será contado da data da publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado. Art. Art. ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho. Em caso de provimento do pedido de reconsideração ou do recurso. não podendo ser renovado. Art. Para o exercício do direito de petição. Título IV Do Regime Disciplinar Capítulo I Dos Deveres 20 . em escala ascendente. O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente. quanto aos atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade. 113. 114. 115. Caberá recurso: I . Art. A prescrição é de ordem pública. é assegurada vista do processo ou documento. 105. da decisão recorrida. Parágrafo único. É assegurado ao servidor o direito de requerer aos Poderes Públicos. interrompem a prescrição. 106. Art.do indeferimento do pedido de reconsideração. O requerimento e o pedido de reconsideração de que tratam os artigos anteriores deverão ser despachados no prazo de 5 (cinco) dias e decididos dentro de 30 (trinta) dias. quando eivados de ilegalidade.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO Capítulo VIII Do Direito de Petição efeitos da decisão retroagirão à data do ato impugnado. Art. a qualquer tempo. § 1o O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão. quando o ato não for publicado. Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão.

VI . X . ou a partido político. junto a repartições públicas. V . 117. omissão ou abuso de poder. VIII . emprego ou pensão de estado estrangeiro.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO II .manter conduta compatível com a moralidade administrativa.atuar. Ao servidor é proibido: I . XI . Capítulo II Das Proibições Art. V .valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem. II . cônjuge. cotista ou comanditário. III . fora dos casos previstos em lei. IX .cumprir as ordens superiores. Art. prestando as informações requeridas. presente ou vantagem de qualquer espécie. como procurador ou intermediário. companheiro ou parente até o segundo grau civil. e de cônjuge ou companheiro.proceder de forma desidiosa. sem prévia anuência da autoridade competente. em detrimento da dignidade da função pública. X . III .coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical. assegurando-se ao representando ampla defesa. A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada.ser assíduo e pontual ao serviço. São deveres do servidor: I .recusar fé a documentos públicos.exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo.zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público.atender com presteza: a) ao público em geral. XIV .promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição.opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço. em razão de suas atribuições. IX . XI .aceitar comissão.observar as normas legais e regulamentares.cometer a pessoa estranha à repartição. XV . 116. o desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade ou de seu subordinado. IV . 21 .manter sob sua chefia imediata. VII .ser leal às instituições a que servir. XVI . personificada ou não personificada. ressalvadas as protegidas por sigilo.representar contra ilegalidade. exceto na qualidade de acionista. qualquer documento ou objeto da repartição.participar de gerência ou administração de sociedade privada. VIII . VI . Parágrafo único. salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau. sem prévia autorização do chefe imediato. XII . XIII . comissão. exceto quando manifestamente ilegais.retirar.levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo.tratar com urbanidade as pessoas. VII .guardar sigilo sobre assunto da repartição. c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.ausentar-se do serviço durante o expediente. exercer o comércio. em cargo ou função de confiança.utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares. b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal.praticar usura sob qualquer de suas formas. IV .receber propina. XII .

na forma do art. O servidor responde civil. § 2o A acumulação de cargos. 120. participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros. em ação regressiva. Capítulo III Da Acumulação Art. O servidor vinculado ao regime desta Lei. do Distrito Federal. exceto em situações de emergência e transitórias. 22 . 118. nem ser remunerado pela participação em órgão de deliberação coletiva.cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa. que resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho.recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado. § 2o Tratando-se de dano causado a terceiros. acumulação § 3o Considera-se proibida a percepção de vencimento de cargo ou emprego público efetivo com proventos da inatividade. suas subsidiárias e controladas. Art. 9o. salvo quando os cargos de que decorram essas remunerações forem acumuláveis na atividade. a respeito. responderá o servidor perante a Fazenda Pública. A vedação de que trata o inciso X do caput deste artigo não se aplica nos seguintes casos: I . empregos e funções em autarquias. sociedades de economia mista da União. 46. que acumular licitamente dois cargos efetivos. observada a legislação sobre conflito de interesses. exceto no caso previsto no parágrafo único do art. XVIII . é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial. 121. 91 desta Lei. penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições. observado o que. O disposto neste artigo não se aplica à remuneração devida pela participação em conselhos de administração e fiscal das empresas públicas e sociedades de economia mista. Capítulo IV Das Responsabilidades Art. ficará afastado de ambos os cargos efetivos. O servidor não poderá exercer mais de um cargo em comissão. direta ou indiretamente.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO XVII . de acumular § 1o A proibição estende-se a cargos. Parágrafo único. fundações públicas. doloso ou culposo. empresas públicas.gozo de licença para o trato de interesses particulares. direta ou indiretamente. fica condicionada à comprovação da compatibilidade de horários. quando investido em cargo de provimento em comissão.participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha. declarada pelas autoridades máximas dos órgãos ou entidades envolvidos. ainda que lícita. Art. bem como quaisquer empresas ou entidades em que a União. XIX . A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo. dos Estados. e II . detenha participação no capital social. dispuser legislação específica. 122. § 1o A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na forma prevista no art. Art. dos Territórios e dos Municípios. salvo na hipótese em que houver compatibilidade de horário e local com o exercício de um deles. Parágrafo único. 119. Ressalvados os casos previstos na Constituição.

A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição criminal que negue a existência do fato ou sua autoria. nesse período. 23 . O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos. 127. que não justifique imposição de penalidade mais grave. 126. sendo independentes entre si. injustificadamente. § 1o Será punido com suspensão de até 15 (quinze) dias o servidor que. a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa. as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes funcionais. nos casos de violação de proibição constante do art. ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço. Art. 117.crime contra a administração pública. Parágrafo único. 129.advertência.abandono de cargo. As sanções civis. Art. e de inobservância de dever funcional previsto em lei. As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados. praticado nova infração disciplinar. Art. Parágrafo único. regulamentação ou norma interna. O ato de imposição da penalidade mencionará sempre o fundamento legal e a causa da sanção disciplinar. III . os danos que dela provierem para o serviço público. A suspensão será aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão. VI . § 2o Quando houver conveniência para o serviço. Art. até o limite do valor da herança recebida. III . penais e administrativas poderão cumular-se. 123. A responsabilidade civiladministrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou função. 128. II . na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração. Art. Art. Art. 130. respectivamente. 131.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO § 3o A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada. incisos I a VIII e XIX.destituição de função comissionada.destituição de cargo em comissão. A advertência será aplicada por escrito. Art. V .cassação de aposentadoria ou disponibilidade. IV .demissão. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor. cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a determinação. A demissão será aplicada nos seguintes casos: I . 125. se o servidor não houver.suspensão. após o decurso de 3 (três) e 5 (cinco) anos de efetivo exercício. não podendo exceder de 90 (noventa) dias. 124. Art. nessa qualidade. 132.inassiduidade habitual. Capítulo V Das Penalidades Art. São penalidades disciplinares: I . Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza e a gravidade da infração cometida. recusar-se a ser submetido a inspeção médica determinada pela autoridade competente. II .

até três dias após a publicação do ato que a constituiu.aplicação irregular de dinheiros públicos. admitida a sua prorrogação Art. contados da data de publicação do ato que constituir a comissão. na repartição. em serviço. contados da data da ciência e. 133. salvo em legítima defesa própria ou de outrem. X . e a materialidade pela descrição dos cargos. § 5o A opção pelo servidor até o último dia de prazo para defesa configurará sua boa-fé.corrupção.insubordinação grave em serviço. em que resumirá as peças principais dos autos. adotará procedimento sumário para a sua apuração e regularização imediata. quando for o caso. III . observado o disposto nos arts. apresentar defesa escrita.ofensa física. indicará o respectivo dispositivo legal e remeterá o processo à autoridade instauradora. ou por intermédio de sua chefia imediata. a servidor ou a particular. I I . 143 notificará o servidor. com a publicação do ato que constituir a comissão. assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. o disposto no § 3o do art. comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. a ser composta por dois servidores estáveis. VIII .instrução sumária. VII .revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo. aplicando-se. a autoridade a que se refere o art. XI . para julgamento. e simultaneamente indicar a autoria e a materialidade da transgressão objeto da apuração. § 6o Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé.acumulação ilegal de cargos. defesa e relatório. dos órgãos ou entidades de vinculação. XII . hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação serão comunicados.improbidade administrativa. a § 3o Apresentada a defesa. XIII . a autoridade julgadora proferirá a sua decisão. § 4o No prazo de cinco dias. por intermédio de sua chefia imediata. § 1o A indicação da autoria de que trata o inciso I dar-se-á pelo nome e matrícula do servidor. § 7o O prazo para a conclusão do processo administrativo disciplinar submetido ao rito sumário não excederá trinta dias. empregos ou funções públicas em situação de acumulação ilegal. 163 e 164. ingresso. que compreende indiciação. para.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO IV . para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias.instauração. § 2o A comissão lavrará. cujo processo administrativo disciplinar se desenvolverá nas seguintes fases: I . bem como promoverá a citação pessoal do servidor indiciado. empregos ou funções públicas. empregos ou funções públicas em regime de acumulação ilegal. hipótese em que se converterá automaticamente em pedido de exoneração do outro cargo. V . opinará sobre a licitude da acumulação em exame. destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos cargos. no prazo de cinco dias.lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional. contados do recebimento do processo. termo de indiciação em que serão transcritas as informações de que trata o parágrafo anterior. 117.transgressão dos incisos IX a XVI do art. Detectada a qualquer tempo a acumulação ilegal de cargos. aplicar-se-á a pena de demissão. na hipótese de omissão.incontinência pública e conduta escandalosa. do horário de trabalho e do correspondente regime jurídico. IX .julgamento. VI . 167. empregos ou funções públicas. das datas de 24 .

Art. Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do inativo que houver praticado. falta punível com a demissão. indicará o respectivo dispositivo legal. pela indicação precisa do período de ausência intencional do servidor ao serviço superior a trinta dias. Art. A demissão ou a destituição de cargo em comissão. observando-se.após a apresentação da defesa a comissão elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. pela indicação dos dias de falta ao serviço sem causa justificada. incisos I. b) no caso de inassiduidade habitual. Parágrafo único.gov. 135. Constatada a hipótese de que trata este artigo. por sessenta dias. sem causa justificada. § 8o O procedimento sumário regese pelas disposições deste artigo. IV. subsidiariamente. As penalidades disciplinares serão aplicadas: I . Art. II . sem prejuízo da ação penal cabível. A demissão ou a destituição de cargo em comissão. 136. http://www.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO por até quinze dias. Parágrafo único. VIII. ou entidade. também será adotado o procedimento sumário a que se refere o art. no que lhe for aplicável. Art. quando as circunstâncias o exigirem. por período igual ou superior a sessenta dias interpoladamente. pelo prazo de 5 (cinco) anos. X e XI do art. em que resumirá as peças principais dos autos. II . VIII. 133. 35 será convertida em destituição de cargo em comissão. 141. 117. Configura abandono de cargo a ausência intencional do servidor ao serviço por mais de trinta dias consecutivos. Entende-se por inassiduidade habitual a falta ao serviço. 140. A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão. na atividade. 138. Na apuração de abandono de cargo ou inassiduidade habitual. implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. 132. Art.pelo Presidente da República. órgão.htm . interpoladamente. observando-se especialmente que: I . 134. 132.br/ccivil_03/Leis/L952 7. por infringência do art. as disposições dos Títulos IV e V desta Lei. incompatibiliza o ex-servidor para nova investidura em cargo público federal. 25 . Art. a exoneração efetuada nos termos do art. quando se tratar de demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade de servidor vinculado ao respectivo Poder. Art. incisos IX e XI. durante o período de doze meses. 139. durante o período de doze meses. X e XI.a indicação da materialidade darse-á: a) na hipótese de abandono de cargo. nos casos dos incisos IV. 137. na hipótese de abandono de cargo. sobre a intencionalidade da ausência ao serviço superior a trinta dias e remeterá o processo à autoridade instauradora para julgamento. Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão por infringência do art. opinará. pelos Presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República.art140 Art.pelas autoridades administrativas de hierarquia imediatamente inferior àquelas mencionadas no inciso anterior quando se tratar de suspensão superior a 30 (trinta) dias.planalto.

As denúncias sobre irregularidades serão objeto de apuração. 142.204. Art. órgão ou entidade. A ação disciplinar prescreverá: I . III . de 2005) § 3o A apuração de que trata o caput.204. pelos presidentes das Casas do Poder Legislativo e dos Tribunais Federais e pelo Procurador-Geral da República. a denúncia será arquivada. DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. até a decisão final proferida por autoridade competente. II . Art. o curso da § 4o Interrompido prescrição. podendo ser prorrogado Título V Do Processo Administrativo Disciplinar Capítulo I Disposições Gerais 26 . Parágrafo único. § 1o(Revogado pela Lei nº 11. 144. cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão. o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção.aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias. por solicitação da autoridade a que se refere. Da sindicância poderá resultar: I .pelo chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos ou regulamentos. quando se tratar de destituição de cargo em comissão. preservadas as competências para o julgamento que se seguir à apuração. II . no âmbito do respectivo Poder. quanto á advertência. § 1o O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido. delegada em caráter permanente ou temporário pelo Presidente da República. IV . por falta de objeto. Art.em 180 (cento e oitenta) dias. nos casos de advertência ou de suspensão de até 30 (trinta) dias. prazos de prescrição § 2o Os previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime. Parágrafo único.pela autoridade que houver feito a nomeação. confirmada a autenticidade. § 3o A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição. Art. quanto à suspensão. III .arquivamento do processo. mediante competência específica para tal finalidade. poderá ser promovida por autoridade de órgão ou entidade diverso daquele em que tenha ocorrido a irregularidade. 143. assegurada ao acusado ampla defesa. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal.instauração de processo disciplinar. O prazo para conclusão da sindicância não excederá 30 (trinta) dias. mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar. de 2005) § 2o(Revogado pela Lei nº 11.em 2 (dois) anos. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata. desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito. 145.em 5 (cinco) anos. quanto às infrações puníveis com demissão.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO III .

será obrigatória a instauração de processo disciplinar. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo. de demissão. ficando seus membros dispensados do ponto. Art. Seção I Do Inquérito Art. O processo disciplinar será conduzido por comissão composta de três servidores estáveis designados pela autoridade competente. a comissão dedicará tempo integral aos seus trabalhos. o seu presidente. § 2o As reuniões da comissão serão registradas em atas que deverão detalhar as deliberações adotadas. O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes fases: I . O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições. Capítulo II Do Afastamento Preventivo Art. Parágrafo único. § 1o Sempre que necessário. pelo prazo de até 60 (sessenta) dias. companheiro ou parente do acusado.julgamento. dentre eles. A Comissão exercerá suas atividades com independência e imparcialidade. As reuniões e as audiências das comissões terão caráter reservado. observado o disposto no § 3o do art. sem prejuízo da remuneração. O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do contraditório. da Art. quando as circunstâncias o exigirem. ainda que não concluído o processo. O prazo para a conclusão do processo disciplinar não excederá 60 (sessenta) dias. contados da data de publicação do ato que constituir a comissão. Art. assegurado o sigilo necessário à elucidação do fato ou exigido pelo interesse da administração. 150. ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do cargo. 147. 152. 146.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO por igual período. ou destituição de cargo em comissão. Art.inquérito administrativo. 149. consangüíneo ou afim. cônjuge. Parágrafo único.instauração. que indicará. Art. ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido. 153. III . Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias. admitida a sua prorrogação por igual prazo. até a entrega do relatório final. autoridade superior. § 2o Não poderá participar de comissão de sindicância ou de inquérito. 143. 148. 151. Capítulo III Do Processo Disciplinar Art. podendo a indicação recair em um de seus membros. em linha reta ou colateral. defesa e relatório. 27 . até o terceiro grau. com a publicação do ato que constituir a comissão. II . que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo nível. findo o qual cessarão os seus efeitos. a critério Comissão terá como § 1o A secretário servidor designado pelo seu presidente. cassação de aposentadoria ou disponibilidade. que compreende instrução. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade.

Art. bem como à inquirição das testemunhas. com a especificação dos 28 . Parágrafo único. Parágrafo único. observados os procedimentos previstos nos arts. § 1o O presidente da comissão poderá denegar pedidos considerados impertinentes. 156. § 1o No caso de mais de um acusado. Se a testemunha for servidor público. ou de nenhum interesse para o esclarecimento dos fatos. As testemunhas serão intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da comissão. 158. quando a comprovação do fato independer de conhecimento especial de perito. objetivando a coleta de prova. 157. Concluída a inquirição das testemunhas. com a utilização dos meios e recursos admitidos em direito. sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e respostas. facultando-selhe. quando se tratar de prova pericial. arrolar e reinquirir testemunhas. O depoimento será prestado oralmente e reduzido a termo. da qual participe pelo menos um médico psiquiatra. O incidente de sanidade mental será processado em auto apartado e apenso ao processo principal. por intermédio do presidente da comissão. § 2o Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infirmem. será promovida a acareação entre eles. será formulada a indiciação do servidor. 161. 154. independentemente da imediata instauração do processo disciplinar. a autoridade competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público. meramente protelatórios.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO assegurada ao acusado ampla defesa. Na fase do inquérito. comunicada ao chefe da repartição onde serve. porém. Na hipótese de o relatório da sindicância concluir que a infração está capitulada como ilícito penal. não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito. 157 e 158. Art. reinquiri-las. § 2o Será indeferido o pedido de prova pericial. quando necessário. como peça informativa da instrução. acareações. 159. § 1o As testemunhas serão inquiridas separadamente. recorrendo. Os autos da sindicância integrarão o processo disciplinar. Art. Art. Art. e sempre que divergirem em suas declarações sobre fatos ou circunstâncias. com o ciente do interessado. a comissão promoverá o interrogatório do acusado. Parágrafo único. É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o processo pessoalmente ou por intermédio de procurador. produzir provas e contraprovas e formular quesitos. Art. 160. a comissão promoverá a tomada de depoimentos. Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do acusado. cada um deles será ouvido separadamente. 155. proceder-se-á à acareação entre os depoentes. a expedição do mandado será imediatamente Art. de modo a permitir a completa elucidação dos fatos. Art. a comissão proporá à autoridade competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial. devendo a segunda via. § 2o O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório. após a expedição do laudo pericial. investigações e diligências cabíveis. Tipificada a infração disciplinar. ser anexado aos autos. a técnicos e peritos.

§ 3o O prazo de defesa poderá ser prorrogado pelo dobro. O indiciado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão o lugar onde poderá ser encontrado. no prazo de 10 (dez) dias. relatório será sempre § 1o O conclusivo quanto à inocência ou à responsabilidade do servidor. o prazo para defesa será de 15 (quinze) dias a partir da última publicação do edital. Art. 163. o prazo para defesa contar-se-á da data declarada. com a assinatura de (2) duas testemunhas. Art. publicado no Diário Oficial da União e em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio conhecido. Art. onde resumirá as peças principais dos autos e mencionará as provas em que se baseou para formar a sua convicção. para apresentar defesa. não apresentar defesa no prazo legal. a autoridade instauradora do processo determinará o seu arquivamento. com o relatório da comissão. § 4o Reconhecida pela comissão a inocência do servidor. § 1o Se a penalidade a ser aplicada exceder a alçada da autoridade instauradora do processo. 167. nos autos do processo e devolverá o prazo para a defesa. 141. Parágrafo único. Art. contados do recebimento do processo. a comissão indicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido. § 2o Para defender o indiciado revel. Seção II Do Julgamento Art. dois ou mais § 2o Havendo indiciados. nível. assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. o prazo será comum e de 20 (vinte) dias.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO fatos a ele imputados e das respectivas provas. em termo próprio. regularmente citado. Na hipótese deste artigo. será citado por edital. 166. Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido. a comissão elaborará relatório minucioso. o julgamento caberá às autoridades de que trata o inciso I do art. Considerar-se-á revel o indiciado que. 162. o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da pena mais grave. será remetido à autoridade que determinou a sua instauração. § 1o A revelia será declarada. 165. salvo se flagrantemente contrária à prova dos autos. a autoridade julgadora proferirá a sua decisão. bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes. Art. a autoridade instauradora do processo designará um servidor como defensor dativo. que deverá ser ocupante de cargo efetivo superior ou de mesmo 29 . 164. este será encaminhado à autoridade competente. O processo disciplinar. No prazo de 20 (vinte) dias. para diligências reputadas indispensáveis. que decidirá em igual prazo. § 3o Se a penalidade prevista for a demissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade. § 2o Reconhecida a responsabilidade do servidor. § 4o No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia da citação. ou ter nível de escolaridade igual ou superior ao do indiciado. § 2o Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções. por termo. § 1o O indiciado será citado por mandado expedido pelo presidente da comissão para apresentar defesa escrita. para julgamento. pelo membro da comissão que fez a citação. Apreciada a defesa.

Parágrafo único. 169. agravar a penalidade proposta. o processo disciplinar será remetido ao Ministério Público para instauração da ação penal. II . Seção III Da Revisão do Processo Art. Art. no mesmo ato. Art. § 1o O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo. 142. Deferida a petição. ainda não apreciados no processo originário. a pedido ou de ofício. abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade. 172. O processo disciplinar poderá ser revisto. Art. total ou parcial. Art.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO Art. Art. quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada. denunciado ou indiciado. Ocorrida a exoneração de que trata o parágrafo único. Serão assegurados transporte e diárias: I . Quando o relatório da comissão contrariar as provas dos autos. 173. salvo quando contrário às provas dos autos. se autorizar a revisão. que. O julgamento acatará o relatório da comissão. encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade onde se originou o processo disciplinar. 176.ao servidor convocado para prestar depoimento fora da sede de sua repartição. na forma do art. 174. acaso aplicada. o ato será convertido em demissão. a autoridade que determinou a instauração do processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade. 168. a autoridade julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos individuais do servidor. O requerimento de revisão do processo será dirigido ao Ministro de Estado ou autoridade equivalente. § 2o. Verificada a ocorrência de vício insanável. após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade. na condição de testemunha. 34. quando obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de missão essencial ao esclarecimento dos fatos. Art. a qualquer tempo. Art. a constituição de outra comissão para instauração de novo processo. ausência ou desaparecimento do servidor. 171. e ordenará. se for o caso. motivadamente. a autoridade competente providenciará a constituição de comissão. 30 . Art. § 2o No caso de incapacidade mental do servidor. No processo revisional. inciso I do art. ou aposentado voluntariamente. qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do processo. a autoridade julgadora poderá. a revisão será requerida pelo respectivo curador. 175. 177. 170. § 1o Em caso de falecimento. que requer elementos novos. Quando a infração estiver capitulada como crime.aos membros da comissão e ao secretário. Parágrafo único. A simples alegação de injustiça da penalidade não constitui fundamento para a revisão. será responsabilizada na forma do Capítulo IV do Título IV. Extinta a punibilidade pela prescrição. O servidor que responder a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido. ficando trasladado na repartição. Parágrafo único. o ônus da prova cabe ao requerente. § 2o A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que trata o art. 149.

resguardar. no curso do qual a autoridade julgadora poderá determinar diligências. INVALIDAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. Parágrafo único. ser regido pelo Direito Público. modificar ou extinguir direitos e obrigações. Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora. é. ou seja. no que couber. restabelecendo-se todos os direitos do servidor. Os atos administrativos podem ser praticados pelo Estado ou por alguém que esteja em nome dele. as normas e procedimentos próprios da comissão do processo disciplinar.: um funcionário do Executivo datilografando algum documento). que será convertida em exoneração. se é ato regido pelo Direito Privado. A revisão correrá em apenso ao processo originário. modificar ou 31 . CLASSIFICAÇÃO E ESPÉCIES. Art. Art. o requerente pedirá dia e hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar. Art. Ato administrativo é toda manifestação lícita e unilateral de vontade da Administração ou de quem lhe faça as vezes. Art. O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade. Art. 179. Atos da Administração que não são Atos Administrativos: 1) Atos atípicos praticados pelo Poder Executivo: são as hipóteses em que o Poder Executivo exerce atos legislativos ou judiciais. Ato jurídico é todo ato lícito que possui por finalidade imediata adquirir. Este último é ato praticado por órgão vinculado à estrutura do Poder Executivo. 180. Tais atos são regidos pelo Direito Público. Na petição inicial. REQUISITOS. transferir. 4) Atos políticos ou de governo praticados pelo Poder Executivo. Julgada procedente a revisão. equiparandose ao particular. Da revisão do processo não poderá resultar agravamento de penalidade. Parágrafo único. que agindo nesta qualidade tenha por fim imediato adquirir. 178. transferir. tão somente. 182. será declarada sem efeito a penalidade aplicada. deverá. 181. Deve-se diferenciar o conceito de ato administrativo do conceito de ato da Administração. O prazo para julgamento será de 20 (vinte) dias. sempre. Nem todo ato praticado pela Administração será ato administrativo. exceto em relação à destituição do cargo em comissão. é ato infralegal. 2) Atos materiais praticados pelo Poder Executivo: são atos não jurídicos que não produzem conseqüências jurídicas (p. nos termos do art. Logo. um ato da Administração. há circunstâncias em que a Administração se afasta das prerrogativas que possui. podese concluir que os atos administrativos não são definidos pela condição da pessoa que os realiza. EFEITOS DECORRENTES. A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a conclusão dos trabalhos. então.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO extinguir direitos. 141. REVOGAÇÃO E ANULAÇÃO. ex. ATRIBUTOS. ATOS ADMINISTRATIVOS: CONCEITOS. 3) Atos regidos pelo Direito Privado e praticados pelo Poder Executivo: para que o ato seja administrativo. contados do recebimento do processo. Parágrafo único. Ato administrativo é espécie de ato jurídico.

c) Motivo: este requisito integra os requisitos dos atos administrativos tendo em vista a defesa de interesses coletivos. se o ato praticado não tiver essa finalidade. contudo. Alguns autores utilizam-se da expressão “objeto” como sinônimos de conteúdo. Há certas condições para que o ato exista e há certas condições para que o ato seja válido. O ato administrativo é. 32 . O que é declarado no ato será o seu conteúdo. com o apontamento de outros requisitos. qualitativos ou compensativos: Representam trocas entre elementos ativos. objeto de contabilização através de conta patrimonial ou conta de resultado.  mistos: Envolvem um fato permutativo e um modificativo. modernamente pode-se afirmar existirem nas organizações os seguintes fatos:  Fato administrativo  Fato contábil  Fato patrimonial (contexto econômico)  Fato jurídico  Fato social (contexto sociológico) Existe. independente da Contabilidade. ocorrerá abuso de poder. os atos devem São as condições necessárias para a existência válida do ato. a Administração como uma ciência ou prática autônoma. Por isso existe a teoria dos motivos determinantes. REQUISITOS DO ATO ADMINISTRATIVO Forma: É a maneira pela qual um ato é revelado para o mundo jurídico. FATO ADMINISTRATIVO é aquele que provoca modificação no Patrimônio da entidade. Do ponto de vista da doutrina tradicional. que o ato declara. Então o conteúdo é necessário para a existência do ato. DO ATO Conteúdo: É aquilo que o ato afirma. Mesmo o conceito tendo relação direta com a Teoria Contábil. é o modo pelo qual o ato ganha “vida” jurídica. quando não havia ainda se desenvolvido nas empresas e nas escolas. sendo. Os requisitos necessários para a existência do ato administrativo são chamados de elementos e os requisitos necessários para a validade do ato administrativo são chamados de pressupostos. uma abordagem mais ampla. d) Finalidade: o ato administrativo somente visa a uma finalidade. passivos ou ambos.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO Atos Administrativos que não são Atos da Administração São todos os atos administrativos praticados em caráter atípico pelo Poder Legislativo ou pelo Poder Judiciário. por excelência. e) Forma: somente a prevista em lei. simultaneamente. por isso. uma manifestação de vontade do Estado. É nesse sentido que “objeto” vem descrito nos cinco requisitos utilizados pela doutrinal tradicional. no entanto. ELEMENTOS ADMINISTRATIVO Os fatos administrativos podem ser:  permutativos. que é a pública. os requisitos dos atos administrativos são cinco: a) Competência: agente capaz. b) Objeto lícito: pois são atos infralegais. podendo ou não alterar o Patrimônio Líquido.  modificativos ou quantitativos: Provocam variações no Patrimônio Líquido. O termo "Fato Administrativo" provém da literatura contábil do início do século XX. sem provocar variações no Patrimônio Líquido. Normalmente.

Os atos de gestão (praticados sob o regime de direito privado. ou seja. Exigibilidade ou Coercibilidade: É o poder que possuem os atos administrativos de serem exigidos quanto ao seu cumprimento sob ameaça de sanção. nascem no mesmo momento. Exemplos de atos de império: a desapropriação e a interdição de atividades. É a prerrogativa que a Administração possui para impor. Para os autores que consideram o ato administrativo de forma ampla(qualquer ato que seja da administração como sendo administrativo).Quanto à natureza do ato 33 . são as qualidades que permitem diferenciar os atos administrativos dos outros atos jurídicos. ATO Atributos são prerrogativas que existem por conta dos interesses que a Administração representa. Imperatividade: Poder que os atos administrativos possuem de gerar unilateralmente obrigações aos administrados. Isso não quer dizer que não se possa contrariar os atos administrativos. 1. CLASSIFICAÇÃO 1. 3. apito do guarda. No entanto. b) quando estiver tacitamente prevista em lei (nesse caso deverá haver a soma dos requisitos de situação de urgência e inexistência de meio judicial idôneo capaz de. 4. A imperatividade e a exigibilidade.). é possível que o ato administrativo seja praticado por meio de sinais ou de comandos verbais nos casos de urgência e de transitoriedade (p. desapropriação etc. farol. não se 2. o ônus da prova é que passa a ser de quem alega. a tempo. não existe em todos os atos (p. A auto-executoriedade é um atributo de alguns atos administrativos. os atos de gestão são atos administrativos. 2. ex. exigir determinado comportamento de terceiros. ou seja. Ex: contratos de locação em que a Administração é locatária) não são atos administrativos. a imperatividade é pressuposto lógico da exigibilidade.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO ser praticados por meio de formas escritas.: placas de trânsito. mas são atos da Administração. Presunção de Legitimidade: É a presunção de que os atos administrativos devem ser considerados válidos até que se demonstre o contrário. Poderá ocorrer em dois casos: a) quando a lei expressamente prever. a bem da continuidade da prestação dos serviços públicos. por exemplo. ATRIBUTOS ADMINISTRATIVO DO poderá exigir obrigação que não tenha sido criada.Quanto à supremacia do poder público: Atos de império: Atos onde o poder público age de forma imperativa sobre os administrados.). impondo-lhes obrigações. Excepcionalmente o legislador poderá diferenciar o momento temporal do nascimento da imperatividade e o da exigibilidade. independente da concordância destes. etc. Auto-executoriedade: É o poder que possuem os atos administrativos de serem executados materialmente pela própria administração independentemente de recurso ao Poder Judiciário. evitar a lesão). Atos de expediente: São aqueles destinados a dar andamento aos processos e papéis que tramitam no interior das repartições. no entanto. ex: procedimento tributário. em regra.

como cumprir um período de suspensão. Cabe ao administrador apenas a verificação da existência de todos os elementos expressos em lei para a prática do ato. Declaratório: simplesmente afirma ou declara uma situação já existente. finalidade. Atos complexos: Resultam da manifestação de vontade de mais de um órgão público. Também é dito enunciativo. 4. transfere ou extingue a situação existente. não atingindo terceiros. caso contrário. Não cria. os motivos e o conteúdo ou objeto do ato. o administrador é obrigado a praticar o ato administrativo. não retirando direitos ou obrigações. como as circulares e pareceres. ele estará proibido da prática do ato. Extintivo: pode também ser chamado desconstitutivo. 7. Externos: tem como destinatárias pessoas além da Administração Pública. que é o ato que põe termo a um direito ou dever existentes. Modificativo: altera a situação já existente. Atos-condição: São os que permitem que o administrado escolha se irá submeter-se à regulamentação do poder público. apenas a reconhece. de sujeito determinado. Atos compostos: São os praticados por um órgão. pronto para produzir seus efeitos ou estar pendente de evento futuro. ou impondo uma obrigação.Quanto à abrangência dos efeitos Internos: destinados a produzir seus efeitos no âmbito interno da Administração Pública. Pode estar perfeito. É o caso da expedição de uma certidão de tempo de serviço. Cite-se a demissão do servidor público. forma. seja de fato ou de direito. portanto.Quanto à formação Atos simples: Resultam da manifestação de vontade de apenas um órgão público. e. São exemplos a fixação do horário de atendimento e a ocupação de bem privado pela Administração Pública. devendo pautar suas escolhas de acordo com as razões de oportunidade e conveniência. ou seja. 5. A discricionariedade é sempre concedida por lei e deve sempre estar em acordo com o princípio da finalidade pública.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO Atos-regra: Traçam regras gerais (regulamentos). O poder judiciário não pode avaliar as razões de conveniência e oportunidade (mérito). porém necessitam da aprovação de outro órgão. Atos discricionários: O administrador pode decidir sobre o motivo e sobre o objeto do ato. não existindo possibilidade de apreciação por parte do administrador quanto à oportunidade ou à conveniência. 3. motivo e objeto. como permissão de uso de bem público. necessitam de publicidade para que produzam adequadamente seus efeitos. 34 . 6. sem que seja extinta.Quanto ao regramento Atos vinculados: Possui todos seus elementos determinados em lei.Quanto aos efeitos Constitutivo: gera uma nova situação jurídica aos destinatários. A alteração do horário de atendimento da repartição é exemplo desse tipo de ato.Quanto à validade Válido: é o que atende a todos os requisitos legais: competência. Pode ser outorgado um novo direito. Caso todos os elementos estejam presentes. somente surte efeitos caso determinada condição se cumpra. Atos subjetivos: Referem-se a situações concretas. apenas a legalidade.

Perfeição não se confunde com validade. um defeito que não pode ser corrigido. ex tunc. ou outro requisito apontado pela lei. ou individualidade e concreção (decreto de nomeação de um servidor) b) Atos ordinatórios: São os que visam a disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta funcional de seus agentes. estando apto a produzir seus efeitos. mas já completou seu ciclo de formação. nada mais havendo para realizar. manifestação de vontade da Administração Pública. podemos agrupar os atos administrativos em 5 cinco tipos: a) Atos normativos: São aqueles que contém um comando geral do Executivo visando o cumprimento de uma lei. Logo. isto é. Inexistente: é aquele que apenas aparenta ser um ato administrativo. deverão ser respeitados os direitos de terceiros de boa-fé que tenham sido atingidos pelo ato nulo. a homologação. Porém. nas condições impostas ou consentidas pelo Poder Público. Atente-se que nem todos os defeitos são sanáveis. Não produz qualquer efeito entre as partes. Pendente: para produzir seus efeitos. que podem ser sanados. por exemplo. do segundo. No entanto. se mantido o defeito. Exemplifique-se com a exoneração ou a concessão de licença para doar sangue.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO Nulo: é o que nasce com vício insanável. Cite-se a nomeação de um candidato que não tenha nível superior para um cargo que o exija. estando apenas aguardando o implemento desse acessório. se corrigido. Ressalte-se que. Por outro lado. Esta é a adequação do ato à lei. não obrigam aos particulares. publicação. entre as partes. porém. como o casamento. Termo é evento futuro e certo. c) Atos negociais: São todos aqueles que contêm uma declaração de vontade da Administração apta a concretizar determinado negócio jurídico ou a deferir certa faculdade ao particular. por isso não se confunde com o imperfeito. ESPÉCIES ADMINISTRATIVO DE ATO Segundo Hely Lopes Meirelles. A partir do reconhecimento do erro. faltando. ele deve ser observado até que haja decisão. Condição é evento futuro e incerto. a perfeição refere-se às etapas de sua formação. seja judicial. Emanam do poder hierárquico. não está apto a produzir seus efeitos. portanto. podem ser expedidos por chefes de serviços aos seus subordinados. a ordem para matar alguém. o ato será nulo. as ações legais eventualmente praticadas por ele durante o período em que atuou permanecerão válidas. sujeita-se a condição ou termo. mas sim aqueles expressamente previstos em lei e analisados no item seguinte. poderá ser "salvo" e passar a válido. Podem apresentar-se com a característica de generalidade e abstração (decreto geral que regulamenta uma lei). São produzidos por alguém que se faz passar por agente público. Exemplo do primeiro caso é a multa emitida por falso policial. Anulável: é o ato que contém defeitos. Consumado: é o ato que já produziu todos os seus efeitos. Imperfeito: não completou seu processo de formação. como uma data específica. 8. ou seja. seja administrativa. declarando sua nulidade. sem sê-lo.Quanto à exequibilidade Perfeito: é aquele que completou seu processo de formação. ou que contém um objeto juridicamente impossível. 35 . em face dos atributos dos atos administrativos. o ato é anulado desde sua origem. que terá efeito retroativo. convalidados.

deve-se atender a três perspectivas: É necessário que a pessoa jurídica que pratica o ato tenha competência. Competência: É o dever-poder atribuído a um agente público para a prática de atos administrativos. PRESSUPOSTOS ADMINISTRATIVO DO 3. erro ou coação.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO d) Atos enunciativos: São todos aqueles em a Administração se limita a certificar ou a atestar um fato. vinculados quanto ao motivo e ao conteúdo. É necessário que o agente. e) Atos punitivos: São aqueles que contêm uma sanção imposta pela lei e aplicada pela Administração. a pessoa física. ou seja. Não são todos os atos. ATO 1. O sujeito competente pratica atos válidos. se for considerado inexistente. processos e arquivos públicos. tendo em vista que o sentido da vontade já foi dado por lei. O superior demite o funcionário. visando punir as infrações administrativas ou conduta irregulares de servidores ou de particulares perante a Administração. visto que este é o fato e a motivação é a exposição escrita do motivo. 2. O motivo da demissão está no fato de “A” ter faltado mais de trinta dias. no entanto. Nos atos vinculados. Sendo comprovado que o funcionário não faltou os trinta dias. Uma vez alegado um motivo ao ato. ou seja. os vícios de consentimento são irrelevantes. a demissão é inválida e não poderá o superior alegar que o motivo foi a ofensa. Essa teoria afirma que os motivos alegados para a prática de um ato administrativo ficam a ele vinculados de tal modo que a prática de um ato administrativo mediante a alegação de motivos falsos ou inexistentes determina a sua invalidade.: está disposto que funcionário público que faltar mais de 30 dias será demitido. sendo que sua falta acarretará a invalidade do ato. constantes de registros. se verificados. ele poderá ser anulado. Há casos em que a motivação é obrigatória e nesses casos ela será uma formalidade do ato administrativo. Não se pode confundir motivo com outras figuras semelhantes: motivação: é a justificação escrita. não se poderá alegar outro motivo. por isso.: um funcionário público ofende com palavras de baixo calão um superior. feita pela autoridade que praticou o ato e em que se apresentam as razões de fato e de direito que ensejaram a prática do ato. Ex. a manifestação de vontade para validar o ato administrativo. O motivo determina a validade dos atos administrativos por força da Teoria dos Motivos Determinantes. É necessário que o órgão que pratica o ato seja competente. ou seja. 36 . ocorrendo a invalidade do ato. mas utiliza como motivação o fato de ter o mesmo faltado mais de trinta dias. Ex. visto que o primeiro que foi alegado fica vinculado ao ato por força da Teoria dos Motivos Determinantes. Para se configurar a competência. sendo sempre. implicam a invalidade do ato. seja competente. Somente nos atos administrativos discricionários os vícios do consentimento são relevantes. O funcionário “A” falta mais de trinta dias e é demitido. os atos administrativos irão acontecer após um fato da realidade. que têm a vontade como pressuposto para validade. Vontade: É o “querer” que constitui o ato administrativo. Motivo: É o acontecimento da realidade que autoriza ou determina a prática de um ato administrativo. Difere do motivo. Se um ato administrativo for praticado com dolo. ou emitir uma opinião sobre determinado assunto.

entendem que todos os atos administrativos. deverá narrar os fatos que a levaram a praticar o ato. este será considerado o motivo legal do ato e. deverão obrigatoriamente ser motivados. a autoridade estará sendo arbitrária. Existem exceções em que o ato administrativo pode validamente ser praticado sem motivação: Administrativo e sim da Teoria Geral do Direito. e o ato guardará um vício chamado de “abuso de autoridade”. propicia a prática do ato administrativo. não existe divergência. entretanto. Não havendo essa observância. A autoridade deverá escolher um fato que guarde pertinência lógica com o conteúdo e com a finalidade jurídica do ato. obrigatoriamente. ainda que a lei nada tenha expressado. ela irá ocorrer nos casos em que a lei nada estabelece. indo além da sua liberdade discricionária. seria o nexo de pertinência lógica que. Nos casos em que o motivo legal não está descrito na norma. Esse princípio decorre do Princípio da Legalidade. o motivo que enseja a sua prática é induvidoso em todos os seus aspectos. A Teoria dos Motivos Determinantes se aplica a todos os atos administrativos. Motivo legal do ato: é o fato abstratamente descrito na hipótese da norma jurídica e que. entretanto terá limites para isso. o ato será inválido. sem exceção. Assim. Quando a lei dispõe expressamente os casos em que a motivação é obrigatória. a causa seria um pressuposto diverso do motivo. ou seja. Esse entendimento baseia-se no Princípio da Motivação (princípio implícito na CF/88). por meio da motivação. então o prefeito poderá escolher o motivo legal para a demissão). é a descrição do fato feita na norma jurídica que leva à prática do fato concreto (motivo). permitindo o seu conhecimento -de plano por qualquer interessado. ex. quando se concretiza na realidade. ou seja. por suas circunstâncias intrínsecas. independentemente de serem vinculados ou discricionários. a lei deu competência discricionária para que o sujeito escolha o motivo legal (p. quando na motivação a autoridade descrever o motivo. entretanto.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO Existe. Alguns autores entendem que a motivação será obrigatória em todos os casos de atos administrativos vinculados. Há autores. uma polêmica doutrinária sobre quando se deverá determinar a obrigatoriedade da motivação. neste caso a lei não descreveu o motivo legal. Alguns autores. Causa do ato administrativo: há autores que entendem que “causa” seria sinônimo de “motivo”. valendo inclusive para os atos que não tenham motivo legal. Esse limite está dentro do campo da razoabilidade. deve existir entre o motivo. Nem sempre os atos administrativos possuem motivo legal. Causa. O sujeito poderá escolher o motivo legal. do Princípio do Estado de Direito e do princípio que afirma que todos os atos que trazem lesão de direitos deverão ser apreciados pelo Poder Judiciário. Deve-se observar que qualquer competência discricionária tem um limite para a ação.  quando em um ato. sendo inexistente.: a lei dispõe que compete ao prefeito demitir funcionários. Nos casos em que não houver motivo legal. o conteúdo e a finalidade do ato  quando o ato administrativo não for praticado de forma escrita. então. no entanto. a autoridade. e outros entendem que será obrigatória em todos os casos de atos administrativos discricionários. que chamam de causa um outro pressuposto dos atos administrativos. Não é uma característica unicamente do Direito 37 .

A competência pode vir primariamente fundada na lei (Art. A competência é improrrogável. Em cada caso. Formalidade: É a maneira específica pela qual um ato administrativo deve ser praticado para que se tenha por válido. esse nexo de pertinência lógica entre o conteúdo e a finalidade deve existir no motivo. nasce uma presunção de desvio de poder. entretanto. que é a satisfação do interesse público. esse interesse pode variar de acordo com a situação (p.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO administrativo. diferentemente da esfera jurisdicional onde se admite a prorrogação da competência. Essa idéia de causa é correta. não pelo motivo e sim porque o fato existente não tem pertinência lógica. arts. quando o ato não tiver motivo legal. normalmente para outro de 4. consoante arts. II e 84. através de atos administrativos organizacionais. VI da CF). haver exceções. isto é. Se não houver esse nexo. COMPETÊNCIA É o poder que a lei outorga ao agente público para desempenho de suas lembra a funções. Competência capacidade do direito privado. órgãos e agentes. Porém. 51 inciso IV e 52 (competência do Congresso Nacional. Normalmente no desvio de poder há móvel ilícito. A CF também pode ser fonte de competência. 48. A norma jurídica prevê que os atos administrativos devem ser praticados visando a um fim. em alguns atos. embora os atos administrativos sempre tenham por objeto a satisfação do interesse público. podendo. Se a autoridade administrativa praticar um ato fora da finalidade genérica ou fora da finalidade específica.: os fatos da realidade podem determinar que alguém seja punido. Todo ato administrativo tem uma forma. na esfera administrativa a incompetência não se transmuda em competência. estará praticando um ato viciado que é chamado “desvio de poder ou desvio de finalidade”. mas não precisa ser analisada como pressuposto distinto. ou de forma secundária. o sujeito deve atuar dentro da esfera que a lei traçou. A finalidade é relevante para o ato administrativo. 49. Quando se tem no ato discricionário um móvel ilícito. Deve ser colocada dentro do motivo. Competência é o conjunto de atribuições das pessoas jurídicas. ex. A causa será importante nos casos em que a lei não descrever o fato que vai desencadear o ato administrativo. A competência pode ser objeto de delegação (transferência de funções de um sujeito. não se transfere a outro órgão por acordo entre as partes. fixada por lei deve ser rigidamente observada. Se não houver o nexo de pertinência lógica. a lei prevê que deve ser praticada uma forma específica. com um plus. haverá uma resposta para o ato. visto que. 84 a 87 (competência do Presidente da República e dos Ministros de Estado no Executivo). ou seja. § 1º. 61. A competência é inderrogável. o motivo não é idôneo e o fato escolhido não pode autorizar a prática do ato administrativo. então o interesse público é essa punição). Câmara dos Deputados e Senado Federal). haverá uma espécie específica de ato administrativo para cada situação da realidade. cada situação. 38 . se o motivo autoriza a prática do ato administrativo. 5. fixadas na lei. entretanto. além das condições normas necessárias à capacidade. a não ser por alteração legal. Todo ato administrativo é criado para alcançar um mesmo fim. Finalidade do ato administrativo: É a razão jurídica pela qual um ato administrativo foi abstratamente criado pela ordem jurídica. o ato será inválido.

A regra é a possibilidade de delegação e avocação e a exceção é a impossibilidade de delegação e avocação que só ocorre quando a competência é outorgada com exclusividade a um determinado órgão. porém são contrários ao direito. Ocorrerá por Atos válidos: estão perfeitamente em consonância com o ordenamento 39 . A anulação pode acontecer por via judicial ou por via administrativa. confere ao administrador a liberdade para fazer um juízo de conveniência e oportunidade. pois o judiciário não poderá intervir no juízo de valor e oportunidade da Administração Pública. o administrador não tem liberdade para decidir quanto à atuação. salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos". daí a indisponibilidade do interesse. Atos Irregulares: possuem vícios de uniformização simples que são irrelevantes. Imprescritibilidade: ela não se extingue pelo seu não uso. não podendo haver juízo de valores. 11 da Lei 9. ANULAÇÃO EFEITOS É a retirada do ato administrativo em decorrência de sua invalidade. pode ser corrigido (sujeito a convalidação). posto que ela decorre da lei. DISCRICIONARIEDADE O ato discricionário é aquele que. Exercício Obrigatório: quando invocado o agente competente tem o dever de atuar. editado debaixo da lei.784/99 (Lei do procedimento administrativo federal). ser responsabilizado.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO jurídico. "a competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria. atua em nome e no interesse do povo. a competência jamais se transfere integralmente. funções originariamente conferidas ao primeiro – ver art. podendo inclusive se omisso. ou seja. São características da competência: Irrenunciabilidade: o administrador exerce função pública. 84 parágrafo único da CF) ou avocação (órgão superior atrai para si a competência para cumprir determinado ato atribuído a outro inferior) consoante art. Ver artigos 12 e 13 e 15 da mesma lei. Atos nulos: contam com vícios mais graves que não admitem correção. só justificáveis ante os pressupostos que a lei estabelecer. A lei previamente estabelece um único comportamento possível a ser tomado pelo administrador no fato concreto. plano hierarquicamente inferior. portanto. Tanto o ato vinculado quanto o ato discricionário só poderão ser reapreciados pelo Judiciário no tocante à sua legalidade. Para José dos Santos Carvalho Filho tanto a delegação quanto a avocação devem ser consideradas como figuras excepcionais. Atos inexistentes: aparentemente tem manifestação de vontade da administração. Imodificabilidade: a simples vontade do agente não a torna modificável nem transacionável. VINCULAÇÃO No ato vinculado. Atos anuláveis: são aqueles que têm vício sanável e que. Intransferibilidade: em que pese na delegação serem transferidas parcelas das atribuições. o administrador não poderá analisar a conveniência e a oportunidade do ato. A diferença entre o ato vinculado e o ato discricionário está no grau de liberdade conferido ao administrador. preenchendo todos os seus requisitos.

verificado que um determinado ato é anulável. com efeitos retroativos. ele é transformado em outro. a Administração tem o poder de rever os seus atos sempre que eles forem ilegais ou inconvenientes. Os obstáculos ao dever de convalidar são: REVOGAÇÃO É a retirada do ato administrativo em decorrência da sua inconveniência ou inoportunidade em face dos interesses públicos. pode ser realizada de ofício ou por provocação de terceiros. transformando-o em válido desde o momento em que foi praticado. de modo a torná-lo válido desde o seu nascimento. c) saneamento: é a convalidação feita por ato de terceiro. judicial ou administrativa. ou seja. É possível. ele deverá ser sanado. Se a lei estabelecer um prazo para a anulação administrativa. na medida em que o decurso de prazo impedir a anulação. utilizam a expressão sanatória. Conversão é o ato administrativo que. que existam obstáculos ao dever de convalidar. sustentando que os atos administrativos somente podem ser nulos. A anulação de um ato não pode prejudicar terceiro de boa-fé. a) Impugnação do ato: se houve a impugnação. de diferente categoria tipológica. Os únicos atos que se ajustariam à convalidação seriam os atos anuláveis. b) Decurso de tempo: o decurso de tempo pode gerar um obstáculo ao dever de convalidar. feita nem por quem praticou o ato nem por autoridade superior. ou seja. com efeitos retroativos. Ocorrerá por via administrativa quando a própria Administração expede um ato anulando o antecedente. b) confirmação: é a convalidação feita por autoridade superior àquela que praticou o ato. é um ato posterior que sana um vício de um ato anterior. desde o seu nascimento. ou seja. visto que o decurso de tempo o estabilizará – o ato não poderá ser anulado e não haverá necessidade de sua convalidação. tendo por base o princípio da estabilidade das relações jurídicas. Alguns autores. CONVALIDAÇÃO É o ato administrativo que. ou seja. a Administração convalidará ou não o ato de acordo com a conveniência. para regularizar a situação. Há alguns autores que não aceitam a convalidação dos atos. o ato não poderá ser convalidado. Quando a anulação é feita por via administrativa. O dever de convalidar o ato só se afirma se ainda não houve sua impugnação. Outros autores. sana vício de ato antecedente. a convalidação será discricionária. entendem que a convalidação deverá ser obrigatória. A revogação somente poderá ser feita por via administrativa. não há que se falar mais em convalidação. Somente se revoga ato válido que foi praticado dentro da Lei.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO via judicial quando alguém solicita ao Judiciário a anulação do ato. sana vício de ato antecedente. Alguns autores entendem que. se houver como sanar o vício de um ato. Existem três formas de convalidação: Não se deve confundir a convalidação com a conversão do ato administrativo. não havendo outra alternativa senão anular o ato. transformando-o em ato distinto. visto que. entretanto. a) ratificação: é a convalidação feita pela própria autoridade que praticou o ato. ao se referirem à conversão. utilizando-se do princípio da autotutela. não é 40 . Há um ato viciado e.

41 . transformando-se em ato válido. que não precisa de autorização legislativa. O ato nulo. poderá ser convertido. para que seja um ato válido – conversão). embora não possa ser convalidado.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO de diferente tipologia (p. ex: concessão de uso sem prévia autorização legislativa. a concessão é transformada em permissão de uso.

716 (aprox.APROVACAOAPOSTILAS NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO TRF 1ª REGIÃO Nome do arquivo: Diretório: Modelo: @BCL@8409B5F2 C:\Windows\system32 C:\Users\Antonio\AppData\Roaming\Microsoft\Modelos\Nor mal.dotm Título: Assunto: Autor: Usuário Palavras-chave: Comentários: Data de criação: 31/01/2011 14:43:00 Número de alterações: 17 Última gravação: 04/02/2011 21:49:00 Salvo por: Antonio Tempo total de edição: 148 Minutos Última impressão: 04/02/2011 21:49:00 Como a última impressão Número de páginas: 41 Número de palavras: 18.072 (aprox.) Número de caracteres: 101.) 42 .