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10 | 04 | 2008 09.32H

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Uma grave característica dos elefantes, sobretudo | Dois minutos albinos, é a sua reprodução. Vemos isso quando os enormes paquidermes brancos do novo aeroporto | Páscoa de Lisboa e do TGV, que nos assombram há anos e PUBLICIDADE só por si servirão para desequilibrar as contas portuguesas durante décadas com magros proveitos, deram agora à luz o seu mais recente rebento, a terceira travessia do Tejo. Ninguém parece saber controlar-lhe a fertilidade. O seu problema principal nem é a dimensão, terrivelmente esmagadora, ou a justificação económica, bastante deficiente. Comparados com os antecessores, como o Complexo de Sines, Alqueva ou estádios do Euro 2004, estes agora até parecem modestos e razoáveis. A coisa mais indecente deste processo de reprodução de mastodontes é a enorme confusão de estudos, apreciações, recuos e dúvidas que os envolve. Apesar de tudo, isto antes não acontecia. Vimos especialistas conceituados, laboratórios e técnicos imparciais aprovar tudo e o seu contrário. As conclusões mais sólidas foram contestadas e as decisões mais firmes invertidas. Toda a gente se acha com direito a opinar, precisamente porque quem sabe e deve não o faz com a qualidade exigida. Isso, independentemente do resultado, chega para envergonhar os responsáveis. É incrível que os estudos para justificar as obras sejam feitos, ou influenciados, pelas entidades que deles vão beneficiar. A TAP quer um aeroporto novinho e grande. Olha que novidade! Eu também queria uma vivenda nova com piscina. A diferença entre mim e a TAP é que eu não posso convencer o país a pagar-me a moradia.
JOÃO CÉSAR DAS NEVES | NAOHAALMOCOSGRATIS@FCEE.UCP.PT

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Caro João César das Neves, este seu artigo de opinião peca por excesso. Não se pode pedir que o Estado faça mais pela condição económica do país e ao mesmo tempo impedir-lhe as acções de investimento, fomentar-lhe o imobilismo. O Euro 2004 e os estádios criaram riqueza, postos de trabalho e visibilidade. São equipamentos que podem ser aproveitados para muitos eventos para além do futebol. Porque não sugerir soluções para o seu melhor aproveitamento em eventos variados como espectáculos artísticos, acções culturais e outras modalidades desportivas, incluindo “desporto para todos”, em particular nos estádios fora de Lisboa e Porto? A barragem de Alqueva é um projecto muito antigo e para além da produção hidroeléctrica (a energia está cada vez mais cara) e a irrigação para a agricultura e pecuária (o preço dos alimentos está a aumentar), tem também valências na área turística que como sabe é uma das opções mais viáveis em muitas regiões de um pequeno país periférico e ensolarado como o nosso. Estes dois investimentos tiveram em conta um outro factor – a descentralização. O país fora de Lisboa e Porto – Coimbra, Braga, Leiria, Alentejo, etc. – também precisa de estímulos e infra-estruturas. Por fim, um TGV e uma nova ponte, como estruturas complementares a um novo e mais moderno aeroporto para Lisboa, capaz de acompanhar o crescimento da maior metrópole do país e o tráfego aéreo – é imprescindível. Vamos esperar que algum benemérito nos expanda a capacidade aeroportuária? Vamos esperar que os Espanhóis façam uma rede de TGV a acabar na fronteira e do lado de cá pomos linhas com comboios a vapor? Vamos esperar que o tráfego na ponte Vasco da Gama sature essa via? Estes custos têm de ser suportados por todos nós, porque são investimentos para todos e que mais ninguém os faria em tempo útil e a pensar na comunidade. O desenvolvimento e o progresso assentam na ciência e na tecnologia, na indústria, no empreendedorismo e os Estados, enquanto existirem, também têm o seu papel neste esforço conjunto. São estas as bases do bem-estar e das soluções para os problemas da humanidade. A menos que por uma arte qualquer que desconheço e baseado em pressupostos que na prática nunca se cumpriram, se queira por um lado crescimento, desenvolvimento e qualidade de vida, e por outro, que esses mesmos crescimento, desenvolvimento e qualidade de vida ocorram espontaneamente, num país pequeno e periférico como o nosso, que não tem nada a mais do que qualquer um dos outros. A auto proclamada ciência económica é um campo fértil de exercício especulativo sem fundamentos sólidos, sem coerência, e de aplicabilidade muito limitada ou duvidosa. Muitos académicos de todas as áreas, incluindo das próprias ciências sociais, têm criticado a validade e o rigor científico por detrás da teoria económica, as suas contradições e a sua falta objectividade. Sugiro humildemente que reflicta um pouco sobre isso. Incluo um trecho tirado de um livro e um sítio de Internet para um texto de opinião, como aliás são muitos dos seus, e que poderão consubstanciar em parte o que aqui tentei descrever no final: “The progress of economic science has been seriously damaged. You can’t believe anything that comes out of [it]. Not a word. It is all nonsense, which future generations of economists are going to have to do all over again. Most of what appears in the best journals of economics is unscientific rubbish. I find this unspeakably sad. All my friends, my dear, dear friends in economics, have been wasting their time. [...] They are vigorous, difficult, demanding activities, like hard chess problems. But they are worthless as science. The physicist Richard Feynman called such activities Cargo Cult Science. [...] By “cargo cult” he meant that they looked like science, had all that hard math and statistics, plenty of long words; but actual science, actual inquiry into the world, was not going on. I am afraid that my science of economics has come to the same point.” - Deirdre McCloskey, The Secret Sins of Economics (2002). http://www.sbs.utexas.edu/resource/onlinetext/Defi nitions/economicsNOTscience.htm João Castro (Coimbra)
JOÃO CASTRO | 12.04.2008 | 14.07H

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O autor mistura estádios com o complexo industrial de Sines e com a barragem do Alqueva. Este género de conversa de caserna, sem referência nem trabalho próprio de literatura científica, não é dum economista, para mai professor, é antes dum vulgar "atira bocas." Mais valia que ensinasse a Curva da Oferta e da Procura com o exemplo do i-pod e não com o exemplo do carapau na praça, como o faz na Católica. è que o i-pod é mais caro mas a sua procura aumenta, exactamente o contrário do que este antiquado e ultrapassado professor ensina. O i-pod faz isso por causa do efeito de rede, que este senhor desdenha ou desconhece. Mais valia então ver as asneiras próprias e deixar os comentários baseados numa mão cheia de vento. Assim soa apenas a desdém por quem o não quis, ou não precisou, de o consultar.
MMARTINS-SINTRA | 11.04.2008 | 12.25H

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Fernando da Costa tem razão. Presos por ter cão e presos por não ter!! É isso mesmo. No diario de notícias de hoje p. exemplo noticia-se que a Quercus fez duas queixas em Bruxelas por causa do TGV e da TTT (terceira travessia do Tejo) por causa da falta do estudo do impacto ambienta e diz-se mais: isto vai provocar o atraso no financiamento dos dois empreendimentos por parte da UE. Aconteceu com a barragem do Sabor, que só agora avança, com a ponte Vasco da Gama que só avançou por causa da EXPO, etc. Lamentávelmente as organizações ambientais, pese embora as "boas" intençºoes, acabam por ser um factor de desequilíbrio na continuidade e nos custos das obras se assim se pode dizer. Mais tarde ou mais cedo avançam mas custam mais dinheiro e dores de cabeça. Gosto muito de elefantes, são animais sábios, não gosto das conotações que lhes atribuem. O Prof Cesar das Neves é um homem inteligente e este tipo de artigo não lhe é comum.
ANABCOUTEIRO | 11.04.2008 | 08.23H

Isto é preso por ter cão e preso por não ter! Se o Governo decidisse sem consultar ninguém, ou consultando apenas as grandes empresas internacionais (Goldman Sachs, por exemplo...), caia-lhes toda a gente em cima porque são as negociatas do costume e por causa do autoritarismo e do autismo do Nosso Senhor Sócrates. Se o Nosso Senhor Sócrates ouve múltiplas entidades, que se consideram todas elas autoridade na matéria, se ouve os interessados (parece-me elementar - só a má vontade pode pensar que se faria um aeroporto, em qualquer país do mundo, sem se consultar a companhia de bandeira!!!!), se se pondera os múltiplos factores envolvidos, então é uma ...confusão! Ora estes processos, justamente pela sua importância, têm que ser discutidos. Devem sê-lo! Antes, discutia-se muito, faziam-se muitos estudos e não se fazia nada. Mas a verdade é que este Governo, no prazo de uma legislatura, resolve 3 grandes questões estruturais que andam à décadas (aeroporto) para serem resolvidas! Nova travessia, aeroporto, TGV! Mas quando o cronista diz que "apesar de tudo, isto dantes não acontecia" eu concordo! Quando foi lançada e construida a Ponte 25 de Abril (Salazar à altura) não me lembro de discussões sobre a sua localização, sobre se ficava bonita, se custava muito dinheiro, se ofendia as avezinhas, se acabava com o transporte fluvial... E para os saudosistas do nome Salazar na ponte 25 de Abril, sugiro o nome Sócrates para a nova ponte!!
FERNANDO DA COSTA - LISBOA | 10.04.2008 | 13.28H

Concordo. O estudo que falta ser feito (se é que é possível afirmar tal coisa) é o da real necessidade de tais obras. Há pouco tempo viajei no Alfa pendular. Nos troços de via em que pode circular mais livremente, atinge com facilidade os 220km/h. Porque é que não se melhora a via, para que possa circular a uma velocidade média superior em toda ela? Provavelmente porque o mito do TGV é mais forte... e mais dispendioso. Pois...
JOÃO SERRA, LISBOA | 10.04.2008 | 11.00H

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