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Disciplina

OP Gêneros Textuais em Língua Inglesa
Coordenador da Disciplina

Profª. Maria Cristina Fonseca
5ª Edição

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transmitida e gravada por qualquer meio eletrônico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, dos autores.
Créditos desta disciplina
Realização

Autor
Prof.ª Maria Cristina Fonseca

Sumário
Aula 01: O Marxismo, O Sócio-Interacionismo e Gêneros Discursivos .............................................. 01
Tópico 01: Marxismo ............................................................................................................................. 01
Tópico 02: O Sócio-Interacionismo ....................................................................................................... 05
Tópico 03: Gêneros Discursivos ............................................................................................................ 08
Aula 02: O que são Gêneros Discursivos? .............................................................................................. 11
Tópico 01: Gêneros e sua Pertinência no Ensino e na Linguística Aplicada. ........................................ 11
Tópico 02: Pertinência de Ensinar Gêneros Discursivos ....................................................................... 18
Tópico 03: Gêneros Textuais e Ensino de Línguas ................................................................................ 21
Aula 03: Os Gêneros Escolares ................................................................................................................ 22
Tópico 01: Os Gêneros Escolares .......................................................................................................... 22
Aula 04: Os Gêneros Textuais e a Sequência Didática .......................................................................... 24
Tópico 01: A Sequência Didática........................................................................................................... 24
Tópico 02: Preparação da Sequência Didática ....................................................................................... 28
Tópico 03: Revisão................................................................................................................................. 32

OP GÊNEROS TEXTUAIS EM LÍNGUA INGLESA
AULA 01: O MARXISMO, O SÓCIO-INTERACIONISMO E GÊNEROS DISCURSIVOS
TÓPICO 01: MARXISMO

VAMOS

COMEÇAR ESTA DISCIPLINA
SENTENÇA QUE FAZ PARTE DOS PCNS:

DISCUTINDO

UMA

Os PCNs têm como objetivo tentar atender a necessidade de se construir
uma escola voltada para a formação de cidadãos.

FÓRUM: PRIMEIRA PARTE
VERSÃO TEXTUAL

O dicionário de Antônio Houaiss define cidadão como:
1 habitante da cidade.
2 indivíduo que, como membro de um Estado, usufrui de direitos civis
e políticos garantidos pelo mesmo Estado e desempenha os deveres
que, nesta condição, lhe são atribuídos.
2.1 aquele que goza de direitos constitucionais e respeita as liberdades
democráticas .

A citizen is a "member of a city." Citizenship, in other words, provides
us a consciousness of membership. Today, of course, we would extend
membership beyond any particular city to the global community. I think of
global citizenship, for of all, as an awareness of belonging to this
generation. In our global, pluralistic world, to see oneself as a member of
this generation is no small undertaking.
Different communities may have different answers for this question,
but at the very least it means that every one's voice is heard or represented
in conversations that affect them.
To be a citizen is to be recognized and represented in one's home,
one's neighborhood, one's workplace, one's associations, and one's
government. This does not mean one person one vote. It does mean that
individuals and groups are not silenced, but have the means of publicizing
their concerns. In some situations, this is unlikely or impossible, at least
for now. Still, if we all belong to the same generation, then we all share
each other's challenges, just as our children and grandchildren will share
the consequences of our actions.
Hoje em linguística aplicada se fala do 'glocal',aquilo que pertence ao
local e ao global.

FÓRUM: SEGUNDA PARTE
É possível ser cidadão local e global? Como

PARA SER CIDADÃO E EXERCER A CIDADANIA É NECESSÁRIO CONHECER E
ENTENDER A SUA REALIDADE PARA SABER INTERVIR NELA.
1

http://www.advogado.adv.br/estudantesdireito/fadipa/marcossilviodesantana/cidada

[2]

Fonte

FÓRUM: TERCEIRA PARTE
Agora responda as perguntas:
1.Como se forma um cidadão?
2.Qual é o papel da escola nessa empreitada?
3.Qual o papel da língua inglesa na formação da cidadania?
Para se formar um cidadão é necessário ensinar os alunos
primeiramente a entender a realidade que os cerca. É esse entendimento que
dá a pessoa a noção dos direitos que deve reivindicar na sua vida social, além
de como agir nas diferentes situações da vida de cada dia.
Formar um cidadão vai além de ensinar os deveres cívicos, como votar,
por exemplo. Como membro de uma cidade, de um estado e até do mundo, é
imprescindível que o aluno entenda como a sociedade se organiza, como se
dão as relações sociais de produção das riquezas de uma sociedade assim
como as formas organizativas do trabalho que produzem essas riquezas.
Marx e Engels, dois filósofos alemães, ao estudarem como se dava as
relações humanas, observaram que as sociedades humanas viabilizam suas
relações sociais através de como as riquezas são produzidas e distribuídas
aos integrantes dessa sociedade. Essas condições de trabalho acabam por
gerar a cultura, a política, os costumes e até a moral das sociedades que estão
sob determinadas condições socioeconômicas.
Um exemplo disso no Brasil seria o fim da escravidão no Brasil. O
governo de D. Pedro II vai terminando com a escravidão por conta da
pressão da Inglaterra, que no auge da Revolução Industrial, produzia muitos
produtos que queria vender. Escravo não tem salário e, portanto, não pode
comprar. O fim da escravidão daria salário, ou seja, poder de compra a uma
enorme classe trabalhadora. Em outras palavras, o que termina com a
escravidão no Brasil é a Revolução Industrial na Inglaterra que pressiona o
governo brasileiro a dar salário a população trabalhadora. Obviamente a elite
brasileira da época, que tinha escravos, não gostou das medidas, o que levou
o governo imperial brasileiro a sancionar várias leis no final do império que
2

visavam mostrar a Inglaterra que o governo brasileiro tomava medidas para
terminar com a escravidão. Essas medidas eram ineficazes e perversas na
prática, como a lei do Sexagenário – poucos escravos chegavam aos 60 anos
e quem contrataria um homem de mais 60 anos para pagar salário? A lei do
Ventre Livre – uma mãe escrava dá à luz a um filho livre. Quem vai sustentálo se ela não tem salário? Até que em 1888, a Princesa Isabel assina a
Abolição da Escravatura. O governo imperial perde o apoio da elite e no ano
seguinte, 1889, apenas um ano depois da assinatura da lei, é proclamada a
república no Brasil, e a família real portuguesa é obrigada a deixar o Brasil. E
aqui poderíamos falar mais um pouco que é somente nessa data que o Brasil
deixa de ser comandado por Portugal/portugueses de fato.
Essa incursão pela história é para exemplificar como as transformações
sociais são resultado de transformações econômicas. Marx também observou
que à medida que os homens tomam consciência dos problemas e
contradições do sistema econômico e suas manifestações na vida dos
trabalhadores, os homens podem refletir e lutar por novas formas de
ordenação social e econômica.
Ordenação social é a organização da nossa sociedade: costumes, cultura,
escola, divisão de trabalho, etc. As crianças aprendem como funciona a
sociedade em que vivem através do que lhes é passado pela família e pela
escola, principalmente.
Essa transferência é feita de forma consciente, como hábitos de higiene,
polidez, etc. e inconsciente, como os preconceitos, os valores, etc. São nesses
dois núcleos, onde as crianças passam a maior parte da sua infância e
adolescência, os responsáveis pela passagem da ideologia que permite que as
ideias permaneçam sem discussão por muitos séculos.
De acordo com a perspectiva marxista, a ideologia diz respeito às
crenças socialmente determinadas que servem para estabilizar a ordem
social em benefício de quem estar no poder. A escola é o lugar por excelência
onde as ideologias são passadas na forma de saberes que os alunos devem
deter, é na escola que se dá a perpetuação das ideologias.

MULTIMÍDIA:

Mas a escola é também um lugar privilegiado para buscar o
conhecimento, para discutir pontos de vista diferentes e para refletir sobre
os problemas que afligem uma comunidade, uma sociedade.

3

http://www.youtube.com/watch?v=44znemWO3ik&feature=related
[3]

FÓRUM: QUARTA PARTE
Assista o vídeo do link abaixo e escreva no Fórum quais as ideias de
Paulo Freire que você achou mais interessantes e porquê. Veja se os seus
colegas compartilham as mesmas ideias que você.
http://www.youtube.com/watch?
v=EbnjKDeZW40&feature=endscreen&NR=1 [4]

FONTES DAS IMAGENS
1. http://www.adobe.com/go/getflashplayer
2. http://www.advogado.adv.br/estudantesdireito/fadipa/marcossilviodes
antana/cidadania.htm
3. http://www.youtube.com/watch?v=44znemWO3ik&feature=related
4. http://www.youtube.com/watch?
v=EbnjKDeZW40&feature=endscreen&NR=1
Responsável: Professora Luana Freitas
Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual

4

OP GÊNEROS TEXTUAIS EM LÍNGUA INGLESA
AULA 01: O MARXISMO, O SÓCIO-INTERACIONISMO E GÊNEROS DISCURSIVOS
TÓPICO 02: O SÓCIO-INTERACIONISMO

No tópico anterior vimos que a ideologia é passada na linguagem.
Nesta aula vamos ver como isso acontece.
Para tanto vamos retomar os estudos de Vygotsky que vocês devem ter
lido a respeito em outras disciplinas. Vygotsky estuda os processos
psicológicos humanos a partir da interação entre corpo e mente, ser
biológico e ser social, ou seja, um novo comportamento no ser humano é o
resultado da interação entre os dois elementos: físico e sóciocultural, num
processo de transformação.
Isto significa que as características tipicamente humanas não estão
presentes no nascimento do indivíduo, elas são o resultado da interação
dialética entre o homem e seu meio sociocultural. Isto significa que mesmo
tempo em que o homem transforma o seu meio para atender suas
necessidades, é modificado por este e transforma-se a si mesmo.
DIALÉTICA

Segundo o dicionário Houaiss, é um termo da filosofia
(hegelianismo); lei que caracteriza a realidade como um movimento
incessante e contraditório, condensável em três momentos sucessivos
(tese, antítese e síntese) que se manifestam simultaneamente em todos
os pensamentos humanos e em todos os fenômenos do mundo material,
Essas ideias vêm da postulação que o cérebro humano, que é plástico,
isto é, pode ser moldado, possui limites e possibilidades para seu
desenvolvimento, contudo, suas funções não são fixas e imutáveis. Essa
maleabilidade permite que a estrutura e os modos de funcionamento sejam
moldados ao longo da história do desenvolvimento sócio-histórico e cultural
do indivíduo.
Essa premissa transforma o homem de ser biológico em ser sóciohistórico, em um processo em que a cultura é parte essencial da constituição
da natureza humana.
VYGOTSKY

Arquivo disponível em http://www.crmariocovas.sp.gov.br/dea_a.php?
t=002 [2]
As transformações influenciam o comportamento do ser humano e são
passadas às gerações posteriores. Vygotsky fala que as funções psicológicas
superiores dos seres humanos surgem da interação dos fatores biológicos,
Fonte [1]

parte física do homem, com fatores culturais, que se modificam e evoluem
através da história humana. Em outras palavras, as funções psicológicas
estão fortemente embasadas na forma culturalmente constituída de enxergar
a realidade.
5

Vygotsky explica que a interação entre o meio sócio-histórico e cultural e
o indivíduo se dá através da mediação, ou seja, a relação entre o homem e o
meio em que está inserido não é direta, se dá através de instrumentos que se
transformam em sistemas simbólicos. A relação entre o homem é o meio é
então uma relação mediada. Essa mediação se dá através de instrumentos e
signos, ou seja, palavras.
Vygotsky postula que é o trabalho o responsável pela formação da
sociedade humana, pois a ação transformadora do homem sobre a natureza
(trabalho) cria a cultura e a história humana. O trabalho como atividade
coletiva leva às relações sociais e à utilização de instrumentos para o
trabalho.
O instrumento carrega consigo a função para o qual foi criado e o modo
de utilização, sendo o instrumento, portanto, um objeto social e mediador
entre o homem e o mundo.
As palavras têm também a função de intermediar o homem e o mundo
através da sua capacidade de representação da realidade, sendo capaz de
referir-se a elementos ausentes do espaço e tempo presentes. Através da
memória, os signos conseguem passar toda a herança histórico-cultural da
humanidade.
Com a aquisição da linguagem o homem deixa de precisar de marcas
externas e passa a usar signos internos que são as representações mentais
que substituem os objetos do mundo real. Podemos dizer que os signos
internalizados simbolizam instrumentos, eventos e até noções abstratas,
como valores e preconceitos, que são passadas de geração em geração. Como
as palavras são compartilhadas pelos membros de um mesmo grupo social,
elas permitem a interação entre estes indivíduos.
Em consequência, é o grupo social ao qual o indivíduo pertence que lhe
fornece formas de perceber e organizar o mundo. A interpretação do mundo
que cerca o indivíduo é fornecida pelo grupo social primordialmente através
da língua. Essa língua do indivíduo, depois de adquirida, passa a oferecer a
mesma forma de perceber a realidade dos demais integrantes do seu grupo
social.

FÓRUM 1
Obviamente os estudos de Vygotsky eram relativos à aquisição da
língua materna, pelo indivíduo. Comente com seus colegas:
1. Como você imagina que deva ser o processo de aquisição/aprendizagem
de uma língua estrangeira. Em outras palavras, como deve ser o processo
da internalização de uma língua estrangeira dentro de uma sala de aula,
em apenas 2 aulas por semana, fora do país onde é falada?
2. Como se pode promover que a língua estrangeira ensinada fora do seu
meio sócio-histórico cultural guarde os sentidos que ela possui onde é
usada na vida diária de seus falantes nativos em seus usos diversos?

6

OLHANDO DE PERTO:
e você quiser se aprofundar nos estudos vygotskyanos, visite os
endereços abaixo. Eles são, na verdade, uma aula da Profa da Faculdade
de Educação da USP, Marta Kohl de Oliveira sobre o trabalho de Vygotsky.
Parte 1 https://www.youtube.com/watch?v=KHicJQVdFzA
Parte 2 https://www.youtube.com/watch?v=UGWP5Bq-JYk
Parte 3 https://www.youtube.com/watch?v=CrMJXZjfWJg
Parte 4 https://www.youtube.com/watch?v=NLwY6EkwvRI
Parte 5 https://www.youtube.com/watch?v=IKg9dKXcwsE
Parte 6 https://www.youtube.com/watch?v=d1ykcyeFpSg

FONTES DAS IMAGENS
1. http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica/levvygotsky-teorico-423354.shtml
2. http://www.crmariocovas.sp.gov.br/dea_a.php?t=002
Responsável: Professora Luana Freitas
Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual

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OP GÊNEROS TEXTUAIS EM LÍNGUA INGLESA
AULA 01: O MARXISMO, O SOCIOINTERACIONISMO E GÊNEROS DISCURSIVOS
TÓPICO 03: GÊNEROS DISCURSIVOS

No tópico anterior vimos que de acordo com o sóciointeracionismo, as
línguas são aprendidas através da interação do indivíduo com o grupo.
Vimos que na espécie humana a atividade é mediada por interações verbais,
conhecido como o agir comunicativo (Habermas, 1987).
As palavras, ou seja, a língua, vista de uma forma mais ampla remete a
três mundos:
VERSÃO TEXTUAL

BANNER 01: mundo objetivo (os objetos);
BANNER 02: mundo social: as
convencionadas de organizar as atividades;

formas

socialmente

BANNER 03: mundo subjetivo: valores como coragem,
habilidade, eficiência, etc; e conhecimento acumulado.

Sendo assim, as palavras são formas compartilhadas de correspondência
sonora e representações de entidades nos três mundos acima citados.
Podemos dizer que essas formas compartilhadas, os sentidos das
palavras, dão origem a textos e discursos, pois tratam dos diferentes usos da
língua em uso em atividades diferentes, essa gama de usos da língua em
situações diferentes chamamos de gênero.
Podemos ver que há um vínculo intrínseco entre como as pessoas usam
a língua e as suas atividades. A noção de trabalho aqui corresponde a
qualquer atividade, inclusive brincar, estudar ou entreter-se, já que a função
da língua é permitir a interação para atingir um objetivo, seja pessoal ou do
grupo. Esse objetivo é o que Vygotsky chamou de trabalho. Os enunciados
proferidos pelos indivíduos estão relacionados à função que ocupam no
processo de interação do indivíduo e seu grupo.
Bakhtin observou que a utilização da linguagem em forma de
enunciados estáveis está ligada às esferas de atividades desses indivíduos, ou
seja, os homens agem em situações determinadas (as atividades) como na
escola, no trabalho, na igreja, no médico, nas relações de amizade, etc. Em
cada uma dessas situações produz-se enunciados específicos para a
finalidade daquela situação, daquela esfera. Em outras palavras, os tipos de
enunciados que aparecem nestas esferas são de um determinado tipo e não
de outro. Estes enunciados são relativamente estáveis, mas podem mudar em
função de alterações nas esferas de atividades. Por exemplo, escrever cartas
faz parte da atividade humana. Aprendemos que quando queremos nos
comunicar com alguém que está longe, podemos enviar por escrito o que
desejamos relatar. Aprendemos a forma que uma carta deve ter. A tecnologia
mudou o hábito de escrever cartas, hoje a maioria das pessoas escreve
8

e-mails, ou, dependendo da circunstância 'posta' no facebook, ou outro site
de relacionamento.
A necessidade de comunicação entre pessoas que estão distantes fez que
surgisse o gênero carta, um gênero relativamente estável, que tem dado
origem a outros gêneros com a mesma função básica, por isso Bakhtin
chamou de relativamente estável. Observamos, contudo, que a carta deu
origem a outros gêneros à medida que a tecnologia mudou a forma dos
homens se relacionar, oferecendo outras formas mais rápidas de
comunicação.
Vemos que a historicidade está presente nos gêneros, pois eles refletem
a forma de relação entre as esferas de atividade e dentro dela. Podemos
afirmar que os gêneros estão em contínua mudança e través dele podemos
apreender a realidade onde circulam. Novos modos de ver e conceptualizar a
realidade implicam no aparecimento de novos gêneros e a alteração dos já
existentes.

FIORIN (2006:69) DISCUTINDO BAKHTIN ACRESCENTA:
VERSÃO TEXTUAL

Novos gêneros ocasionam novas formas de ver a realidade. A
aprendizagem dos modos sociais de fazer leva, concomitantemente, ao
aprendizado dos modos sociais de dizer, os gêneros. Mesmo que
alguém fale bem uma língua, sentirá dificuldade de participar de
determinada esfera de comunicação se não tiver controle do(s) gênero
(s) que requer.

É por isso que há pessoas que conversam brilhantemente com os
amigos, mas têm dificuldade de participar de uma entrevista de emprego,
por exemplo, ou ainda, escrever um artigo para um jornal.
Fiorin conclui que a falta de domínio do gênero é falta de vivência de
determinadas atividades de certa esfera de atividade.
Vamos refletir sobre qual a contribuição que a noção de gênero traz para
o ensino de língua estrangeira.

FÓRUM
Discuta com seus colegas como seria uma aula baseada em um gênero
do discurso. No que ela seria diferente de uma aula tradicional?
Em vista do que foi apresentado nesta aula nos seus três tópicos,
responda e discuta com seus colegas:
1. Como deve ser a formação do cidadão e a educação para a cidadania?
2. O professor de inglês é um educador?
3. Qual a relação entre cidadania e o ensino de gêneros do discurso em
língua estrangeira?

9

PORTFÓLIO AULA 1
Nos links abaixo você encontrará cenas do filme Orgulho e
Preconceito de Jane Austin.
Assista e responda:
http://www.youtube.com/watch?v=6Cj0kkGxfsI [3]
http://www.youtube.com/watch?v=6Cj0kkGxfsI [4]
1. Qual o gênero usado para comunicação entre pessoas que não estão
no mesmo local?
2. Se essa história se passasse hoje, qual seria o gênero discursivo
para comunicação? Justifique suas respostas.

FONTES DAS IMAGENS
1.
2.
3.
4.

http://www.adobe.com/go/getflashplayer
http://www.adobe.com/go/getflashplayer
http://www.youtube.com/watch?v=6Cj0kkGxfsI
http://www.youtube.com/watch?v=jymkC664tXs&feature=related

Responsável: Professora Luana Freitas
Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual

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OP GÊNEROS TEXTUAIS EM LÍNGUA INGLESA
AULA 02: O QUE SÃO GÊNEROS DISCURSIVOS?
TÓPICO 01: GÊNEROS E SUA PERTINÊNCIA NO ENSINO E NA LINGUÍSTICA APLICADA.

Na aula passada vimos que os homens se organizam a partir do
trabalho e que esse tende a ser compartilhado. A relação entre o homem e
o mundo é mediada através de instrumentos, como a enxada que permite
ao homem arar a terra, e através da língua (palavras) que possibilita a
comunicação entre os homens. Estudamos também que os homens estão
organizados de acordo com as esferas de atividade e que a língua usada
nestas esferas acaba tendo regularidades na forma, no sentido, na função e
também nos usos linguísticos: os gêneros discursivos.
Nessa aula vamos conhecer um pouco mais sobre os gêneros e sua
pertinência no Ensino e na Linguística Aplicada.
A noção de gêneros discursivos remonta a Grécia antiga através da ideia
de textos que têm propriedades comuns. O conceito de gênero é muito
conhecido na literatura com a divisão de poesia, prosa e drama. Contudo, é
Bakhtin e Voloshinov (1979) que vai ampliar a noção de gênero ao estudá-lo
desde a perspectiva marxista, em que a história, o trabalho e as esferas
sociais vão marcar a produção de textos feitos pelo homem.
Assim, a definição de gêneros discursivos (também chamados de
gêneros textuais) como fenômenos históricos profundamente vinculados à
vida cultural e social, fruto do trabalho coletivo, porque permitem a
ordenação e a estabilização das atividades comunicativas diárias, é uma
noção mais recente.
Bakhtin salienta que os gêneros materializam-se na forma de textos
orais ou escritos que visam atender as necessidades comunicativas das
atividades socioculturais. Nas sociedades anteriores, a cultura era
essencialmente oral e os gêneros desenvolveram-se nessa linha. Após a
invenção da escrita no século VII A.C. multiplicam-se os gêneros escritos.
Mas será a partir do século XV, com a invenção da imprensa que haverá um
enorme crescimento dos gêneros escritos.
Como vínculo intrínseco existente entre a utilização da linguagem e as
atividade humanas (FIORIN, 2008), os gêneros discursivos costumam
circular dentro de determinadas esfera:
IGREJA

Igreja: na igreja com o discurso religioso;
JORNAIS:

Jornais: nos jornais com o discurso jornalístico;
TRIBUNAIS:

Tribunais: nos tribunais com o discurso jurídico;
OUTROS:

11

Outros: além de outros como entre os políticos, professores, no
esporte, no trabalho e, também, em casa com a família e com os amigos.
Os gêneros discursivos não são marcados apenas pelo enunciador e
enunciatário, (a quem se destina o enunciado) o veículo que carrega este
discurso também deixa suas marcas nele. Como podemos observar no
florescimento da cultura eletrônica que vivemos hoje, desde o telefone, TV,
gravador, até o computador pessoal, e as variações destes em virtude da
internet e dos avanços tecnológicos, como os notebooks, celulares,
smartfones, tablets e outros.
A cultura eletrônica fez com que houvesse uma explosão de novos
gêneros orais e escritos. Isto mostra que os gêneros discursivos surgem,
situam-se e integram-se nas culturas em que se desenvolvem,
caracterizando-se principalmente por suas funções comunicativas e
institucionais manifestadas através das construções linguísticas e estruturais
que lhe dão forma.
Obviamente não são as inovações tecnológicas que criam novos gêneros,
mas sim os gêneros discursivos que se amoldam ou se desdobram para
atender as necessidades comunicativas criadas pelas atividades humanas.
Podemos observar que os novos gêneros são transmutações (BAKHTIN,
1997) de outros gêneros discursivos já existentes: cartas eletrônicas
(e-mails); bate-papo eletrônico (chats), etc.
Marcuschi (2003) salienta que os novos gêneros discursivos
estabelecem uma nova relação com os usos da linguagem e a forma. Ele
argumenta que os gêneros emergentes do último século apresentam certo
hibridismo entre a oralidade e a escrita.
A fim de determinar a que gênero discursivo um texto pertence,
devemos levar em conta os aspectos sócio comunicativos, funcionais, e, às
vezes, também a forma deste, e não somente os aspectos linguísticos e
estruturais, que apenas lhe dão suporte.
Isto significa que quando dominamos um gênero discursivo, não
dominamos uma forma linguística apenas, mas sabemos produzir um texto
com objetivos específicos em situações socioculturais especiais. Bronckart
(1999) afirma que a apropriação dos gêneros é um mecanismo fundamental
de socialização, de inserção prática em atividades comunicativas humanas.
A falta de domínio de um gênero significa a falta de vivência de
determinadas atividades de determinada esfera social. Como falamos e
escrevemos sempre por gêneros, aprender a falar ou a escrever é, antes de
mais nada, aprender gêneros.
A fim de que as pessoas possam aprender novos modos de ver a
realidade e participar de outras esferas socioculturais, além daquela em que
já circulam, é necessária a aprendizagem dos outros gêneros.

12

Beaugrande (apud MARCHUSCI, 2008) define gênero discursivo como
um evento comunicativo no qual convergem ações linguísticas, cognitivas e
sociais. Isto significa que um gênero discursivo não é uma simples sequência
de palavras ou frases, escritas ou faladas, mas um evento que engloba um
texto, o contexto em que aparece, quem fala, para quem fala e a função social
que deve cumprir.
O gênero discursivo pode tomar muitas formas e ser acompanhado por
artefatos não linguísticos, como música e imagem, por isso é multimodal.
Como a produção de um gênero discursivo leva em consideração fatores
externos e internos de quem enuncia, podemos dizer que um gênero
discursivo é um sistema atualizado de escolhas a partir de diversos sistemas,
sendo a língua o sistema mais importante.

LET'S HAVE A LOOK AT SOME EXAMPLES:
Click to learn more on the plates

A stop sign can an example of a genre: traffic signs. Although it has
just one word, it conveys meaning.

A sign can have more than one word and still be a text. Signs are a
king of discursive genre.

LOOKING CLOSELY
If you're interested in learning more about traffic signs in English, you
can
visit
the
site

13

below:http://webarchive.nationalarchives.gov.uk/20121015000000/http://w
[1]

Reconhecer um gênero e entendê-lo tanto para compreensão quanto
para produção requer saber as condições de produção de tal gênero, a que
público se destina e qual a função cumpre. Para se deter este conhecimento é
necessário ter conhecimentos de várias áreas do saber, como geografia,
história, sociologia, até da linguagem.
Quando queremos reconhecer gêneros discursivos devemos ler o texto e
indagar quem fala, de onde fala, para quem fala, e qual o objetivo/função do
texto.

14

LOOKING CLOSELY
Apresentamos abaixo uma lista de perguntas adaptadas de Daniel
Chandler
(disponível
em
http://users.aber.ac.uk/dgc/Documents/intgenre/chandler_genre_theory.pdf
[2] (Visite a aula online para realizar download deste arquivo.) acesso em
17/1/2012) que servem para tentar localizar origem e função de um texto,
exemplo de um gênero do discurso.

FIRST APPROACH
1. Where does this text come from?
2. In what context do you believe it would be found?
3. Do you believe the context influences your interpretation of
the text?
4. What is the basic message of the text?
5. How typical of the genre this text is?
6. Which conventions of the genre can you observe in this text?
7. What familiar motifs or images are used?
8. What purposes does this text serve?
9. What genre does it come from?
10. What ideological assumptions and values seem to be
embedded in the text?

MODE OF ADDRESS
1. What audience was the text meant to address?
2. What sort of people does the text assume you are?
3. What assumptions seem to be made about your social class,
age and gender?
4. What knowledge does the text assume you have?
5. What responses does the text expect you to have?
6. Does this text have intertextual references to other genres?

Let's try to answer the questions above using the text below.

Tuesday, January 17, 2012

REAL ESTATE
15

LENOX HILL TWO-BEDROOM

$1,750,000
Manhattan: 170 East 77th Street (Between Third And Lexington Avenues),
#2b
A Two-Bedroom Two-Bath Condo With A Sunken Living Room, New
Casement Windows And A Combination Washer/Dryer In A Prewar
Doorman Building.Kate Meckler, Sotheby's International Realty (212)
606-7655; Sothebyshomes.Com.

VERSÃO TEXTUAL

1. Where does this text come from?
2. In what context do you believe it would be found?
3. Do you believe the context influences your interpretation of the
text?
4. What is the basic message of the text?
5. How typical of the genre this text is?
6. Which conventions of the genre can you observe in this text?

7. What familiar motifs or images are used? The advertisement
was
taken
from
http://www.nytimes.com/slideshow/2012/01/15/realestate/20120115_OTMNYC.html
ref=realestate#2 [4]where you can find a series of pictures taken from
the apartment.
8. What purposes does this text serve?
9. What genre does it come from?
10. What ideological assumptions and values seem to be
embedded in the text?

MODE OF ADDRESS
VERSÃO TEXTUAL

1. What audience was the text meant to address?
2. What sort of people does the text assume you are?
3. What assumptions seem to be made about your social class, age
and gender?
4. What knowledge does the text assume you have?
5. What responses does the text expect you to have?

16

6. Does this text have intertextual (use types texts typical of other
genres) references to other genres?

FÓRUM 1
Baseado no que vimos até agora, discuta com seus colegas quais
seriam as vantagens e as desvantagens de se estudar gêneros discursivos
na língua estrangeira, em particular na língua inglesa?

FONTES DAS IMAGENS
1. http://webarchive.nationalarchives.gov.uk/20121015000000/http://ww
w.direct.gov.uk/en/TravelAndTransport/Knowyourtrafficsigns/DG_192200
2. http://users.aber.ac.uk/dgc/Documents/intgenre/chandler_genre_theo
ry.pdf
3. http://www.adobe.com/go/getflashplayer
4. http://www.nytimes.com/slideshow/2012/01/15/realestate/20120115_
OTMNYC.html?ref=realestate#2
5. http://www.adobe.com/go/getflashplayer
Responsável: Professora Luana Freitas
Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual

17

OP GÊNEROS TEXTUAIS EM LÍNGUA INGLESA
AULA 02: O QUE SÃO GÊNEROS DISCURSIVOS?
TÓPICO 02: PERTINÊNCIA DE ENSINAR GÊNEROS DISCURSIVOS

Neste tópico discutiremos qual a pertinência de ensinar gêneros
discursivos aos alunos no curso de língua estrangeira, especificamente língua
inglesa.
Hoje em dia se fala e se ouve muito em método comunicativo. Este
termo pressupõe que ensinemos aos alunos a se comunicar o que implica no
desenvolvimento da competência comunicativa dos alunos. Isto significa que
devemos favorecer o estudo de textos orais e escritos para compreensão
auditiva e leitora, sua análise crítica e linguística e a subsequente produção
de textos orais e escritos. Cabe alertar desde já que a produção destes textos
não necessita ser exatamente o mesmo analisado, mas outros que entram no
jogo discursivo de cada esfera de ação do homem.
Muitos dirão que já ensinam isso; para refletir sobre a questão sobre o
que geralmente fazemos em sala de aula analisaremos à luz das teorias de
ensino de línguas.
Os métodos assim como as abordagens de ensino de línguas têm como
parte da sua concepção a forma como essas teorias concebem a linguagem.
1 - MODELO QUE VÊ A LÍNGUA SÓ COMO ESTRUTURA
2 - O ENSINO POR FUNÇÕES DA LINGUAGEM DÁ ÊNFASE AOS ATOS DE FALA
3 - ABORDAGENS QUE FAZEM O USO DE TIPOS TEXTUAIS
4 - O ENSINO ATRAVÉS DE TEMAS QUE TEM O FOCO EM IDEIAS
5 - O ENSINO ATRAVÉS DE GÊNEROS DISCURSIVOS TRABALHA COM TEXTOS
AUTÊNTICOS
1 - MODELO QUE VÊ A LÍNGUA SÓ COMO ESTRUTURA

O ensino que se pauta pela gramática, ou seja, mesmo que se use um
texto (oral ou escrito), por exemplo um diálogo, este tem a função de focar as
estrutura da língua (ex.: tempo verbal, preposição, etc.). As tarefas que se
seguem nesse modelo de aula/abordagem são repletas de exercícios fechados
e controlados cujo objetivo é a memorização de um componente
gramatical/estrutural.
O problema desse modelo é que não há espaço para situações
comunicativas, nem para a criatividade verbal. Assim, o sujeito apenas
repete uma estrutura isolada, sem muitas vezes saber para que se usa a
estrutura em estudo.
2. O ENSINO POR FUNÇÕES DA LINGUAGEM DÁ ÊNFASE AOS ATOS DE FALA

O ensino por funções da linguagem dá ênfase aos atos de fala através de
situações onde estas funções comunicativas são usadas. Geralmente, o foco
está em apresentar um rol de funções (ex.: cumprimentar, pedir
informações, falar das atividades diárias, etc.) que o aluno deve memorizar.

18

A desvantagem dessa abordagem é que ela dá ênfase às funções sem
discutir o agir comunicativo. Além disso, essas funções não são escolhidas a
partir da discussão das necessidades do grupo.
Elas geralmente acompanham a progressão estrutural da ordem que se
convencionou ser a ideal para se ensinar gramática na língua estrangeira
(doravante LE).
As funções costumam aparecer na ordem gramatical dos métodos
estruturalistas, e apresenta-se ao aluno apenas as funções, ou as
cristalizações da língua que permite ensinar o ponto gramatical desejado.
3 - ABORDAGENS QUE FAZEM O USO DE TIPOS TEXTUAIS

Algumas abordagens já fazem o uso de tipos textuais, contudo focalizam
apenas na natureza linguística do texto (narração, descrição, argumentação,
etc.) para subsequente produção do aluno. Além disso, muitos destes
materiais têm como objetivo o ensino de estratégias cognitivas isoladas
(skimming, scanning, inferência, etc) para a compreensão leitora e auditiva.
Estes textos geralmente não são autênticos e geralmente se detém no
tipo textual em evidência naquela lição e contém apenas as estruturas
gramaticais que se julga compreensíveis aos alunos. Uma discussão crítica
geralmente é inexistente ou mínima.
4. ENSINO ATRAVÉS DE TEMAS QUE TEM O FOCO EM IDEIAS

Existe ainda o ensino através de temas que tem o foco em ideias que são
passadas frequentemente através de textos (orais ou escritos). Estes textos
geralmente têm como meta o ensino de vocabulário relativo ao tema, assim
como as estruturas gramaticais. Apresentam também exercícios de
compreensão escrita e auditiva que visam o ensino de aspecto linguísticodiscursivo, como ensino de operadores discursivos, coesão e coerência,
estruturas gramaticais, etc.
5. O ENSINO ATRAVÉS DE GÊNEROS DISCURSIVOS TRABALHA COM TEXTOS
AUTÊNTICOS

O ensino através de gêneros discursivos trabalha com textos autênticos,
pois parte das condições de produção dos textos como representante de um
gênero discursivo com uma determinada função sócio-histórica. Como
entende os textos como um exemplo de um determinado gênero discursivo
visando um agir comunicativo, procura nele sua função dentro da esfera de
atividade onde é usado, assim como o produtor e a audiência presumida
daquele texto/discurso.
A compreensão auditiva e leitora utiliza as estratégias cognitivas para
obter uma compreensão crítica, interpretação e reflexão por parte dos
alunos. O estudo das estruturas gramático-discursivas visa habilitar o
aprendiz a perceber que função aquelas estruturas têm em determinado
gênero discursivo, e que efeitos de sentido elas pretendem.
Esse modelo também estuda as marcas ideológicas que os discursos
deixam daqueles que o produzem, da mesma forma como apontam as ações
que são esperadas da audiência para a qual são produzidos.

19

O ensino através de gêneros discursivos visa à produção do aprendiz não
para aprender a produzir um determinado texto, ou estrutura gramatical
como um fim em si mesmo, mas para desenvolver e conquistar um agir
comunicativo novo, que permita que ele circule com mais facilidade na sua
própria esfera de atividade, mas que também permita que ele fique
capacitado a circular em outras esferas.
O objetivo de se ensinar através de gêneros discursivos é dar
ferramentas linguísticas para que os alunos possam avaliar e transformar de
forma independente as condições de vida nas quais estão inseridos.
Retomando a pergunta feita no fim do Tópico 1 da Aula 2, acreditamos,
juntamente com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) que a Língua
Estrangeira pode atuar na formação do aluno cidadão apresentando-lhe
gêneros discursivos de outras culturas que permitem não só aprender a
circular naquelas esferas em outro idioma, mas também conhecer outras
realidades e poder analisar o que lhe pode ser útil, pelo exemplo ou pelo
contraexemplo. Enfim, conhecer o outro para conhecer a si mesmo.

FONTES DAS IMAGENS
Responsável: Professora Luana Freitas
Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual

20

OP GÊNEROS TEXTUAIS EM LÍNGUA INGLESA
AULA 02: O QUE SÃO GÊNEROS DISCURSIVOS?
TÓPICO 03: GÊNEROS TEXTUAIS E ENSINO DE LÍNGUAS

Nesta aula vamos ler e discutir o que outros pesquisadores argumentam
a favor do ensino de gênero na escola. Para tanto, indicamos o link abaixo
para obtenção do artigo 'Gêneros Textuais e Ensino de Línguas: Reflexões
sobre Aprendizagem e Desenvolvimento' de autoria de Abuêndia Padilha
Pinto da Universidade Federal de Pernambuco.
http://www.gelne.ufc.br/revista_ano4_no1_20.pdf (Visite a aula online
para realizar download deste arquivo.)

FÓRUM
Discuta com seus colegas quais as principais ideias apresentadas no
artigo 'Gêneros Textuais e Ensino de Línguas: Reflexões sobre
Aprendizagem e Desenvolvimento' de autoria de Abuêndia Padilha Pinto
da Universidade Federal de Pernambuco.
Apresente 3 argumentos defendendo o ensino da língua inglesa
através de gêneros discursivos nos Ensino Médio e Fundamental.
Observações Importantes:
1. Você não tem que concordar com o que é dado como diretriz nos PCNs,
nem com a defesa do ensino de gêneros discursivos no EM e EF. Este é o
momento de expor suas opiniões para que possamos discutir as vantagens,
desvantagens e as dificuldades que esta proposta traz.
2. A sua nota será dada pela sua participação mostrando ter lido o material
todo disponibilizado até esse momento e refletido sobre ele, e não pelo
fato de você concordar ou não com a proposta dos PCNs.
3. No caso de dúvidas durante a leitura do artigo, o Fórum é espaço para
perguntar aos colegas e ao tutor. O Fórum é a nossa sala de aula virtual.
Use esse espaço.

PORTFÓLIO
Escreva um resumo do artigo Gêneros Textuais e Ensino de Línguas:
Reflexões sobre Aprendizagem e Desenvolvimento' de autoria de Abuêndia
Padilha Pinto da Universidade Federal de Pernambuco com no máximo
1.200 palavras.

FONTES DAS IMAGENS
Responsável: Professora Luana Freitas
Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual

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OP GÊNEROS TEXTUAIS EM LÍNGUA INGLESA
AULA 03: OS GÊNEROS ESCOLARES
TÓPICO 01: OS GÊNEROS ESCOLARES

Nessa aula vamos discutir um artigo 'Os Gêneros Escolares' de Bernard
Schnewly e Joaquim Dolz da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação
da Universidade de Genebra. O artigo este disponível em:
http://educa.fcc.org.br/pdf/rbedu/n11/n11a02.pdf [1] (Visite a aula online
para realizar download deste arquivo.)
A discussão deste artigo se dará no Fórum e haverá dois momentos
distintos. No primeiro, vamos dar ênfase nas partes do artigo mencionadas
abaixo. No segundo momento, tentaremos chegar a uma conclusão como
podemos aplicar a proposta dos autores (que é para ensino de língua
materna) no ensino de língua inglesa, tendo em mente todas as dificuldades
encontradas nas nossas diferentes realidades, a saber:

MOMENTO 1
Primeira parte da leitura, até o subtítulo: Os Gêneros na Escola.
Segunda parte da leitura, até o subtítulo: Em direção a uma revisão
dos gêneros escolares.
Terceira parte da leitura, o subtítulo: O debate: lugar de manipulação
ou instrumento coletivo de reflexão.
Quarta parte da leitura, até o fim do artigo.

MOMENTO 2
Apresente quais as adaptações que seriam necessárias para que esta
proposta tivesse êxito na sua escola, ou em uma escola da sua região.

PARADA OBRIGATÓRIA:
Observações Importantes:
1. Você não tem que concordar com o que é dado como diretriz nos PCNs,
nem com a defesa do ensino de gêneros discursivos no EM e EF. Este é o
momento de expor suas opiniões para que possamos discutir as vantagens,
desvantagens e as dificuldades que esta proposta traz.
2. A sua nota será dada pela sua participação mostrando ter lido o material
todo disponibilizado até esse momento e refletido sobre ele, e não pelo
fato de você concordar ou não com a proposta dos PCNs.
3. No caso de dúvidas durante a leitura do artigo, o Fórum é o espaço para
perguntar aos colegas e ao tutor. O Fórum é a nossa sala de aula virtual.
Use esse espaço.

FÓRUM
Discussão do artigo 'Os Gêneros Escolares', conforme instrução na
aula.
22

PORTFÓLIO
Tendo em mente a discussão ocorrida nesta aula, escolha um texto de
um gênero discursivo de sua escolha, e defenda porque você acha que seria
pertinente a uma turma do 3º ano do EM. Argumente usando as ideias
apresentadas no artigo e na aula. Não se esqueça de juntar o texto no
portfólio.

FONTES DAS IMAGENS
1. http://educa.fcc.org.br/pdf/rbedu/n11/n11a02.pdf
Responsável: Professora Luana Freitas
Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual

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OP GÊNEROS TEXTUAIS EM LÍNGUA INGLESA
AULA 04: OS GÊNEROS TEXTUAIS E A SEQUÊNCIA DIDÁTICA
TÓPICO 01: A SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Nas aulas passadas falamos sobre a importância dos gêneros
discursivos orais e escritos na nossa vida do dia a dia e a pertinência de
ensiná-los em sala de aula como forma de aprender a participar da vida em
sociedade. Vimos que as práticas de linguagem têm como objetivo levar
aos alunos exercício das práticas sociais. Discutimos também, que uma vez
que a linguagem é responsável pela mediação entre a realidade (as práticas
sociais) e o aluno (sujeito), discutir essas práticas e a língua utilizada nelas
passa a fazer parte do ensino de línguas, e em especial no caso da língua
inglesa pela dimensão e oportunidades que essa língua pode gerar . Dolz e
Schneuwly (2010) têm como hipótese que trabalhar em sala de aula com os
aprendizes os gêneros discursivos (textuais) na forma como estes se
materializam nas práticas sociais pode proporcionar a oportunidade de
inserir nossos alunos na vida social, na cidadania.
Os gêneros permitem que os indivíduos se comuniquem, e aqui
comunicar é agir, nas várias esferas da sociedade. Por isso que as práticas da
linguagem implicam dimensões tanto sociais quanto cognitivas e linguísticas
do funcionamento da linguagem, o que significa dizer que a interpretação
que os sujeitos fazem de uma situação de comunicação está ligada à
identidade social das pessoas envolvidas (as atividades do dia a dia que
conhecem ou reconhecem) e a maneira como elas veem os possíveis usos da
linguagem (as pessoas participam das atividades do dia a dia à medida que
entendem as situações em que estão inseridas e se sentem aptas a produzir
os textos, sejam orais ou escritos, de forma que quem as ouça ou leia, as
percebam como pertencentes a essa esfera social.).
Em outras palavras, os gêneros discursivos são a dimensão linguística
das situações reais em nossa sociedade. Trazê-las para a sala de aula é
proporcionar aos aprendizes a oportunidade de aprender a compreender
essas situações, refletir e produzir textos a partir dos textos orais e escritos a
que estão/estarão expostos nas suas vidas em sociedade.
O trabalho com gêneros variados durante a vida escolar dos aprendizes
deve dar a eles uma formação linguística (aprender como a língua veicula
significados ideológicos) e cognitiva (aprender a refletir e se expressar
corretamente) que os habilite a participar com segurança de atividades em
que os gêneros aprendidos permeiam, além de permitir a circulação em
outras esferas, uma vez que os gêneros têm partes comuns.
Nessa aula vamos apresentar uma forma de se transformar um texto,
exemplo de um gênero discursivo, em material para sala de aula, em um
modelo didático de gênero (DOLZ&SHNEUWLY, 2010).
Um modelo didático tem como objetivo prático possibilitar as
intervenções do professor na orientação dos alunos através de módulos. Isto
significa que um gênero é transformado em uma atividade escolar. Essa
24

atividade permite uma progressão, ou seja, ela pode ser simplesmente a
sensibilização a um gênero discursivo (atividade de leitura, compreensão e
reflexão) até um aprofundamento mais ambicioso que culmine com a
produção de um texto do mesmo gênero lido/ouvido ou de outro gênero que
circule no mesmo espaço.
Isto mostra que para se elaborar uma atividade com gêneros discursivos
devemos ter em mente os objetivos que pretendemos alcançar com aquele
texto, além de se conhecer a maturidade e o nível linguístico do grupo com o
qual queremos trabalhar um determinado texto, exemplo de um gênero
discursivo.
A forma que trabalharemos será através de uma progressão de
atividades
chamada
de
Sequência
Didática
(DOLZ,
NOVERRAZ,SHNEUWLY, 2010).
Os autores que citamos acima definem uma sequência didática
(doravante SD) como um conjunto de atividades escolares organizadas de
forma sistemática em torno de um gênero discursivo oral ou escrito.
A Sequência Didática é composta de módulos de ensino, organizados de
tal forma que possamos trabalhar determinada prática de linguagem em
quantas partes forem necessárias para que os nossos alunos se apropriem
daquele agir comunicativo.
A estrutura básica de uma SD (sequência didática) é:
1 - APRESENTAÇÃO DA SITUAÇÃO
2 - CONTEÚDO
3 - A PRIMEIRA PRODUÇÃO- DIAGNOZING
4 - OS MÓDULOS
1. APRESENTAÇÃO DA SITUAÇÃO

Momento em que a turma constrói uma representação de uma atividade
social de comunicação que necessite de uma atividade de linguagem que
deverá ser executada pelos alunos.
Esta parte é crucial porque a escolha de um gênero discursivo adequado
às necessidades dos alunos, assim como com as suas habilidades linguísticas
e cognitivas, pode garantir a motivação do grupo durante toda execução dos
módulos da SD, (sequência didática) até a produção final.
Esta produção final deve ter um destinatário real que não seja o
professor, ou a avaliação do professor. O texto final, seja escrito ou oral,
deverá ter uma audiência certa, que pode ser a própria classe, como outras
classes, os pais, blog na internet, etc.
2. CONTEÚDO

Na apresentação da situação, faz-se necessário que os alunos percebam
a importância dos conteúdos, não somente linguísticos, com os quais vão
trabalhar. Em outras palavras, é necessário que os alunos discutam os
assuntos envolvidos no tópico do gênero discursivo em estudo, a fim de
conseguirem material sobre o que falar para poderem refletir e/ou produzir
textos orais ou escritos.
25

3. A PRIMEIRA PRODUÇÃO- DIAGNOZING

A produção inicial mostra ao professor as capacidades de que os alunos
já dispõem e as que faltam para poderem terminar a SD, (sequência didática)
com êxito. A partir desse diagnóstico, o professor poderá avaliar se os
módulos, as atividades que planejou para esse projeto são suficientes, se
atendem as reais necessidades dos alunos, ou se será necessário a inclusão de
outros módulos que deem conta de atender a real necessidade dos alunos. Da
mesma forma, esta primeira produção pode conscientizar também os alunos
dos problemas de suas produções. Ao se apresentar a eles um texto
exemplificando como a produção final deverá ser, por exemplo, pode ficar
mais claro para eles perceberem quais as etapas que deverão percorrer para
chegar à produção final com êxito, podendo levar a uma maior motivação do
grupo.
4. OS MÓDULOS

Nos módulos, o professor terá a oportunidade de trabalhar os problemas
diagnosticados ou já esperados. Nesse momento, há uma decomposição do
texto a ser produzido em partes que possibilita ao professor trabalhar os
vários níveis de um texto, como: leitura e interpretação, aprendizagem do
vocabulário, da sintaxe, da pronúncia, da pragmática, e outras partes que se
fizerem necessária para a assimilação deste gênero sendo trabalhado.
Vale a pesa ressaltar que o professor deverá desenvolver com os alunos
não somente a parte linguística (como falar ou escrever), mas também os
demais conteúdos (o que falar ou escrever) que possibilitem aos aprendizes
falar ou escrever sobre um determinado assunto.
A modularidade permite ao professor interferir na progressão desta, ou
seja, ao detectar que o conteúdo de um módulo não foi devidamente
incorporado pelos alunos, ou professor poderá permanecer nesse mesmo
módulo, oferecendo outras atividades que ajudem os alunos passarem ao
módulo seguinte com segurança.
Podemos dizer que a progressão através dos módulos pode tomar a
forma de uma espiral, permitindo retomar aos módulos anteriores, se assim
se fizer necessário.

26

Cada módulo poderá ter diversos exercícios que visem apresentação,
prática e produção de uma parte do texto que se esteja enfocando nesse
módulo determinado.
Dependendo do objetivo final da SD, (sequência didática) ela pode levar
todo um bimestre ou até o semestre. Dessa forma o professor terá a
oportunidade de trabalhar diversos níveis linguísticos, sociais e cognitivos de
um gênero.

FONTES DAS IMAGENS
Responsável: Professora Luana Freitas
Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual

27

OP GÊNEROS TEXTUAIS EM LÍNGUA INGLESA
AULA 04: OS GÊNEROS TEXTUAIS E A SEQUÊNCIA DIDÁTICA
TÓPICO 02: PREPARAÇÃO DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Nessa parte da aula vocês são convidados a prepararem uma SD
(sequência didática) para estudarem o gênero review.
Imaginem que vocês estão preparando uma SD para alunos de 1º. Ano
do Ensino Médio. O objetivo final é apenas leitura, compreensão e
interpretação.
VERSÃO TEXTUAL

• Montem uma SD em módulos.
• Dê objetivos específicos a cada módulo.
• Cada módulo deve ter atividades, exercícios, escritos ou orais,
que ajudem os seus alunos a atingir com êxito o objetivo final.
• Atribua a quantidade de aulas que você achar necessário para
cada módulo. Lembre-se que um módulo pode levar uma aula, ou 2 ou
mais, depende do seu objetivo.
• Não se esqueça que a SD é a somatória dos módulos.

Abaixo vocês encontram a review com a qual iremos trabalhar.

FÓRUM
Como parte da atividade de Portfólio desta você deverá postar a sua
SD.
Após a postagem, o tutor apresentará um modelo de SD para se
trabalhar film review. Vocês deverão ler o material e comparar com o que
vocês escreveram. A segunda parte da atividade de Portfólio é apresentar
sua SD revista.
Observe que vocês não deverão copiar a SD dada como exemplo, mas
sim observarem o que está diferente da sua e tentar entender o porquê de
uma forma ou de outra. Durante esta atividade, novamente, o Fórum é o
espaço para discutir e tirar dúvidas.
Tentem entender as motivações da autora da SD dada, assim como
perceber quais são suas crenças, hipóteses e percepção dela de como se
monta uma SD.
Podem haver partes importantes e boas na sua produção de SD que
não necessitem ser alteradas. Não saia apagando tudo o que você fez.
Tente entender o que é diferente e porquê, e só então reflita se a sua
SD necessita de alterações e quais são elas.
Discuta as suas dúvidas com o seu tutor e colegas no Fórum.
28

Lembrem-se que a dúvida de um pode ser a do outro.
Não se acanhem!!!!
Como parte da atividade de Portfólio desta você deverá postar a sua SD.
Após a postagem, o tutor apresentará um modelo de SD para se
trabalhar film review. Vocês deverão ler o material e comparar com o que
vocês escreveram. A segunda parte da atividade de Portfólio é apresentar sua
SD revista.
Observe que vocês não deverão copiar a SD dada como exemplo, mas
sim observarem o que está diferente da sua e tentar entender o porquê de
uma forma ou de outra. Durante esta atividade, novamente, o Fórum é o
espaço para discutir e tirar dúvidas.
Tentem entender as motivações da autora da SD dada e entender quais
são suas crenças, hipóteses e percepção de como se monta uma SD. Pode
haver partes importantes e boas na sua produção de SD que não devam ser
alteradas e sim incorporadas.

PARADA OBRIGATÓRIA
Mais um aviso: aproveitem esse espaço para se apropriarem de como
se constrói uma SD, pois usaremos este conhecimento nas duas aulas
finais de Elaboração de Material, quando aprofundaremos nossos
conhecimentos sobre a confecção de uma SD.
That's the text we're going to work with. Have fun!!!

EXAMPLE

Philip Frencho
The Observer, Sunday 22 January 2012

29

Leonardo DiCaprio (above right) as J Edgar Hoover, with Armie
Hammer as his deputy Clyde Tolson, in Clint Eastwood's biopic of the
FBI director. Photograph: Courtesy of Warner Bros.
Warner Brothers helped create the heroic myth of the FBI and its
founder, J EdgarHoover, in the 1930s when the studio was persuaded to
balance its gangster movies with pictures that made heroes of FBI agents
battling the underworld, Nazi agents and communist subversives. The
keystone of the edifice came in 1959 when James Stewart starred in The
FBI Story, which depicted the bureau as the embodiment of Americanism.
Warners gave and Warners taketh away, and since Hoover's death in 1972,
which occurred a month before the Watergate break-in, the studio has
contributed to the dismantling of Hoover and everything he stood for,
starting with All the President's Men and culminating in Clint Eastwood's
J. Edgar.
J Edgar
Production year:2011
Country: USA
Cert (UK): 15
Runtime: 137 mins
Directors: Clint Eastwood
Cast: Armie Hammer, Dame Judi Dench, Ed Westwick, Josh Hamilton,
Josh Lucas, Judi Dench, Lea Thompson, Leonardo DiCaprio, Naomi Watts
More on this film
In Scorsese's The Aviator, Leonardo DiCaprio created a flattering
portrait of another American hero, Howard Hughes. In J. Edgar, he
portrays Hoover as a deranged control freak, raised by an overbearing
mother to have an inflated sense of destiny. This resulted in the creation of
a world-famous national police force that was part of a virtual police state
dominated by Hoover. He was a dedicated public servant convinced that
the ends justified the means, and he stayed in power from the 1920s until
his death by using his secret files to blackmail every American president
from Roosevelt (he had the goods on Eleanor's sex life) to his close friend,
Richard Nixon. According to this film, Nixon's first passionate reaction to
J Edgar's death was to call him a "cocksucker".

30

Scripted by Dustin Lance Black (who won a scriptwriting Oscar for his
film about gay activist Harvey Milk), the film tells the story fragmentarily
and out of chronological order, partly through Hoover dictating his own
self-aggrandising memoirs. It doesn't ignore the man's vanity,
vindictiveness and phobias. Nor does it skip over the crucial relationship
with Clyde Tolson, his handsome, cultivated, inseparable assistant and
long-time companion. Indeed, the movie might well have been called
"Eddie and Clyde". But it stops short of suggesting a physically
consummated affair.
It does, however, miss out some important areas (there's nothing on
Truman or the House Un-American Activities Committee) and is
misleading on his alliance with Joe McCarthy. It's enjoyable, too evenly
paced, and much inferior to Larry Cohen's 1977 The Private Files of J.
Edgar Hoover, a lively act of revenge starring Broderick Crawford as the
pathetic, paranoid puritan.
• © 2012 Guardian News and Media Limited or its affiliated companies. All rights reserved.

FONTES DAS IMAGENS
1. http://www.adobe.com/go/getflashplayer
Responsável: Professora Luana Freitas
Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual

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OP GÊNEROS TEXTUAIS EM LÍNGUA INGLESA
AULA 04: OS GÊNEROS TEXTUAIS E A SEQUÊNCIA DIDÁTICA
TÓPICO 03: REVISÃO

Nós começamos esta disciplina falando sobre cidadania e o papel de
educador do professor de língua estrangeira, aqui o professor de língua
inglesa.
No caso do professor de inglês, torna-se ainda mais importante a
conscientização deste profissional sobre as ideologias que são veiculadas nos
manuais de ensino de língua inglesa, produzidos em países onde essa língua
é a primeira língua, geralmente nos EUA e Inglaterra, com a qual não nos
damos conta e passamos a perpetuar as ideias lá contidas.
As ideologias são passadas em forma de textos e fotos, onde vemos casas
enormes e confortáveis, famílias tradicionais de pai, mãe e três filhos, escolas
limpas e estruturadas, ruas asfaltadas, todos empregados e com acesso a
bens de consumo, etc. Essas imagens e histórias nos livros são reforçadas
pelos filmes americanos, principalmente, que invadem nossas televisões, e
mostram as maravilhas do Tio Sam.
Essas ideias em forma de aulas inocentes fazem com que, em
contrapartida, nós nos enxerguemos como um amontoado de problemas, de
difícil solução. Os brasileiros costumam achar que tudo vem de outros
países, especialmente dos EUA e do Reino Unido é bom. Somos levados a
crer que eles são o paraíso, livres de problemas, e que tudo lá é melhor do
que aqui. Essa desvalorização indireta do que é nosso leva a baixa autoestima
dos brasileiros em geral.
Uma das funções do professor de língua inglesa é estar alerta a essas
armadilhas e conscientizar os alunos sobre elas, os ajudando a perceber suas
camuflagens.
Não são somente os textos estrangeiros que estão cheios de ideologia. Os
textos que circulam em diversas esferas de circulação no Brasil também
estão, a mídia televisiva e escrita é uma delas. O ensino através de gêneros
discursivos permite a discussão dos enunciados e podem levar a
conscientização dos direitos dos cidadãos, construindo assim cidadania, e
permitindo que os sujeitos, nossos alunos, aprendam a ter acesso, ou
reivindicar o acesso a uma vida digna. O enfoque na leitura, como
recomendam os PCNs do EF e EM, permite este trabalho.

PORTFÓLIO:
Nessa aula vocês lerão e discutirão o artigo Clique Aqui. [1]
Entrega de um essay com cerca de 400 palavras como atividade de
Portfólio.
Neste texto vocês deverão argumentar sobre as diferenças,
semelhanças, vantagens e desvantagens entre as SDs propostas no artigo

32

de Ana Paula Domingos Baladeli e Aparecida de Jesus Ferreira e na SD de
Lília Santos Abreu-Tardelli.
Observem não somente as questões linguísticas, mas a proposta como
um todo, tendo em vista o professor de inglês como educador.
O texto poderá ser tanto em língua inglesa ou portuguesa.

FONTES DAS IMAGENS
1. http://www.academia.edu/
472682/Forma%C3%A7%C3%A3
o_de_Professores_de_L%C3%ADnguas
_G%C3%
AAneros_Textuais_em_Pr%C3%A1tica
s_Sociais._Language_Teacher_Education
_Textual_Genres_in_Social_Practice._2008
Responsável: Professora Luana Freitas
Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual

33