Acordo dos sindicatos com o ME = Vitória dos Professores?

Temos que continuar a pressionar. Dia 15 é o Dia D. Todos devem estar presentes nos plenários às 8:30h ao abrigo da lei sindical. É um direito legal consagrado na Constituição. Embora veja muitos professores aterrorizados, não há que ter medo. Nós temos connosco a razão e o ME não. Mostremos que estamos unidos e dispostos a fazer-lhes frente. Por uma questão de Justiça! Pela nossa dignidade! Não foi Mário Soares quem disse que temos direito à indignação. Pois bem, INDIGNEMO-NOS!

1. Uma perspectiva da actual situação na escola pública Cuidado com as euforias, esta gente do PS não é de confiança! O problema é que os do PSD, PP,
PCP e BE também não… Se o assunto é avaliação, avaliemos então o espectro político português:

Camaleões…
Ao contrário da ideia que tem vindo a ser passada, não sou da opinião que os professores tenham alcançado qualquer vitória. Quando muito, venceram uma batalha. Tão pouco foi uma derrota para o PS; apenas estão a ‘executar um recuo estratégico’ para tentarem evitar maiores danos e lançarem o contra-ataque. Não querem correr o risco de ficar irremediavelmente fragilizados. Certamente irão afirmar que a avaliação, afinal, sempre avançou. Sempre poderão dizer que são capazes de negociar. Só agora? Porque será? Lembram-se da expressão arrogante e convencida de Sócrates desde que chegou ao poder? Lembram-se da expressão deslumbrada e delambida com que se pavoneou entre os poderosos durante a presidência da EU? Nunca sonhara poder chamar amigo ao Zapatero (penso eu), e ter um estatuto equivalente a Blair, Merckl e Sarkozy, (pensa ele). Agora afirma que a sua maior virtude é a generosidade, como se alguma vez tivesse tido alguma. Alguém acredita que está a mudar? Só se for de cor. As ‘cedências’ e a repentina ‘generosidade’ só têm a ver com um facto indesmentível - AS ELEIÇÕES APROXIMAM-SE. A única OPOSIÇÃO que têm tido, vem dos movimentos de cidadania (populações revoltadas, professores…) que não está sujeita a maiorias parlamentares. Por mais que a oposição institucional bufe e esbraceje, a maioria pode sempre impor a sua vontade. As maiorias absolutas, permitem estas perversidades. Se quem está no poder tem sensatez e princípios, é bom para quem é governado. Caso contrário…

…e camelos:
Não é preciso ter dois dedos de testa para saber quem são e o que querem os líderes dos partidos com representação parlamentar: Pleibóis e esgrouviados no PSD; beijoqueiros de comerciantes e peixeiras em mercados e feiras em vésperas de eleições no PP; dinossauros embalsamados no PCP – querem PODER. Quanto aos que são retratados na ‘ContraInformação’ como fumadores de ganzas do BE, mostraram bem quais são os seus princípios quando não tiveram qualquer pejo em aliarse na Câmara de Lisboa a António Costa, após a vergonha que levou à queda do anterior executivo – querem POLEIRO. Quando a principal preocupação de Menezes, o líder da oposição(?¿), é mudar a Constituição, só pode ser para continuar a suprimir os DIREITOS, LIBERDADES e GARANTIAS do miserável Zé Povinho, que sustenta quem está no poleiro e respectivas clientelas, está tudo dito, Ponto Final! O ponto final é uma ironia a um artigo dum convencido e presunçoso economista e opinion mêiquer, Camilo Lourenço, que não hesitou em atacar os professores, sem ter a mínima ideia do que se passa no sistema educativo e que o cartunista Antero, no blog “Anterozóide” não deixou passar em claro. A minha vénia ao Antero.
Luís Moura (professor e General -sem medo, ao serviço do ME na Escola Secundária c/ 3.º Ciclo do Entroncamento)

As verdadeiras razões por trás da farsa e da mentira O blogue de Henrique Santos acerta em cheio no alvo quando afirma em 02 de Abril: «Está provado
que só alguém independente hierarquicamente do ME pode lidar com eles e liderar a contestação de que o Ramiro fala. Às manobras de divisão que o ME usa eu chamo mesmo de corrupção […]. É preciso chamar os bois pelos nomes. Estes senhores no ME não prestam. São gente sem escrúpulos que usam de tudo, da omissão à mentira, da demagogia à propaganda para atingir os seus objectivos. Se os deixarmos eles subjugarão toda uma classe deixando apenas à superfície os capatazes necessários.[…]» e em17 de Março: Desde a primeira hora que pressenti que as "reformas" deste governo relativamente aos professores tinham um duplo propósito interligado: controlar os professores e estrangular a progressão na carreira. Economicismo e controleirismo. O controlo foi e está a ser feito lançando medidas variadas de divisão dos professores: titulares; conteúdo funcional distinto; salários diferentes; etc. […].A questão da "nova" gestão está evidentemente ligada a tudo o referido anteriormente: um chefe todo poderoso na escola, apenas só "fragilizado" por uma dependência de poderes e caciques locais. Uma hierarquia rígida de cima para baixo.[…] Estes socialistas no governo são uma fraude. E proliferam pela babugem do que há de pior nos seres humanos e nos professores, como não podia deixar de ser: sede de pequenos poderes e de pequenas vinganças sem limitação; incapacidade de construir colectivamente as acções educativas; incompetências que não querem ver questionadas.»

A propósito de citações, não resisto a citar o autor do blog “Capitão M*rda”, cujo lema é “Conciso mas sem siso” e que eu acho que »é conciso e com siso«, a quem presto aqui a minha homenagem: «O
Mariano Gago diz que o percurso académico do Sócrates "devia encher de regozijo" o país...Vocês estão regozijados? Eu até estive para interromper as férias, para me regozijar à fartazana. Mas não deu!».

Encenaram um ataque à Justiça, à Saúde, às Forças de Defesa e Segurança para fazer crer que todos têm que sofrer. Todos? O seu alvo sempre foi a educação. Se conseguirem impedir que 2/3, ou seja, cerca de 90 dos 140 mil professores atinjam o topo da carreira, o problema orçamental está resolvido de vez, claro! Noventa mil, vezes cem, duzentos, trezentos euros… “é..., é…, portanto, é só fazer as contas”, como dizia em tempos idos o antigo 1.º Ministro Guterres. Espalharam aos ventos que todos tinham que fazer sacrifícios. Todos? Então porque é que as estatísticas dizem que os mais ricos estão cada vez mais ricos? O facto de o ME ter assinado contratos com os professores, levou estes a projectar o seu futuro com base nas expectativas que a lei lhes conferia - chegar ao topo da carreira. Constituíram família, assumiram compromissos até ao fim da vida para a compra de habitação, organizaram as suas vidas de modo a assegurarem uma educação decente aos filhos. Tudo isso se desvaneceu. Muitos licenciados, mestres e doutores, alguns com uma ou mais dezenas de anos de serviço, estão agora a fazer contas à vida. Estão certamente angustiados. Como vai ser possível pagar a casa? Como vai ser possível pagar a educação dos filhos quando estes chegarem à universidade? É desesperante! E há quem se admire porque os professores estão indignados. Se é legítimo o Estado alterar as condições dum qualquer contrato, não será igualmente legítimo não pagarmos os impostos que nos sugam? E não será também legítimo alterar todos os contratos que assinámos, por exemplo com as entidades bancárias. Afinal estamos em crise para receber e não estamos em crise para pagar? Será isto constitucional? Até este governo ter chegado ao poder, nada disso esteve alguma vez em causa. C’os diabos, estamos a falar do Estado. Se o sector privado é inumano e explora, tanto quanto pode, os mais desfavorecidos, o Estado tem o dever de o impedir, e, por maioria de razão, um governo de esquerda(?¿). Não tem o direito de fazer o mesmo. Não fora o facto de numerosos professore(a)s serem casado(a)s com economistas, magistrado(a)s, oficiais, médico(a)s, advogado(a)s, engenheiro(a)s, arquitecto(a)s e empresário(a)s, entre outros, então o panorama teria uma dimensão catastrófica. Se os professores representam custos muito elevados para o país, o que é uma verdade, não é por estarem bem pagos, mas porque são 140 mil. Todavia, não se pode ver o assunto apenas como uma despesa, antes deve ser considerado um investimento. Para desviar as atenções, em nome do rigor e da competência, denigrem a imagem de toda uma profissão, produzem o que Ramiro Marques designou por “diarreia legislativa” e tentam fazer crer que para isso é precisa uma avaliação rigorosa. Que grande mentira! Se há coisa que esta avaliação não tem é rigor, nem nunca teve. É injusta, burocrática, complexa e não avalia rigorosamente nada. Apenas serve para justificar o bloqueio da progressão na carreira e o cumprimento do défice. Não é preciso ser génio para resolver, desta forma, o problema do défice. Por outro lado, é preciso serse insensato e insensível. Não é senhor Sócrates e Teixeira dos Santos? A receita é a mesma que a do cavalo do espanhol – quando estava quase habituado a viver sem comer, morreu. De fome, claro! Já não restam dúvidas que o ME recorreu intencionalmente, e continua a recorrer, à propaganda, à ameaça velada, à chantagem e à divisão da classe docente com o propósito de conter o défice. Se nós permitirmos eles não vão parar com o ‘bluf’ e os ataques nossa dignidade. Há muitos professores assustados. Se a razão está connosco, não há que ter medo. É uma lição que o 25 de Abril ensinou.
Luís Moura (professor e General -sem medo, ao serviço do ME na Escola Secundária c/ 3.º Ciclo do Entroncamento)

Os mitos
O mito da avaliação… se a mesma tiver por base o rigor e a competência, venha ela! O mito do estatuto do aluno… se no diploma estiverem contidos os instrumentos adequados para impor a disciplina aos estudantes, o estatuto que avance! O mito da incompetência… a esmagadora maioria dos docentes, presentemente em funções, foram obrigados a investir na melhoria das suas competências científicas e profissionais. Estudaram e concluíram, no mínimo, um curso superior. Trabalharam e fizeram estágio profissional, conforme a lei impõe. Frequentaram acções de formação, conferências, colóquios, painéis, reuniões, para além da experiência acumulada ao longo de 10, 20, 30 anos de carreira. Será que são todos imbecis, não aprenderam nada e apenas querem manter privilégios? O governo que experimente fazer o mesmo aos outros detentores de habilitações superiores. Se o ECD for para a frente, será que continuamos todos a ser colegas? Muitos, sacrificando-se e sacrificando frequentemente as suas famílias, têm dado um generoso contributo para a formação de muitos jovens que irão ser o futuro deste país.
Os professores são na sua esmagadora maioria profissionais altamente qualificados, competentes e dedicados, têm uma formação sólida, são licenciados, muitos possuem mestrados, e alguns, doutoramento (para quê?). Podem, e devem procurar a excelência, no seu próprio interesse. A melhor prova disso é a forma como estão a bater-se, unidos, pela defesa da sua dignidade. Se for necessário, juntaremos mais de 100 mil outra vez, e… AS ELEIÇÕES APROXIMAM-SE. Porque será que os professores são a classe profissional mais revoltada? Porque são, de longe, os mais prejudicados de entre aqueles que não se deixam enrolar na ‘canção do bandido’! Quer-se fazer crer que os professores do século XXI, são os mesmos dos anos oitenta do século passado, quando tudo começou a mudar e o ensino se massificou. Nessa altura as férias duravam 2 meses, é verdade, mas isso acontecia porque o sistema simplesmente não estava estruturado para manter os professores na escola. Por outro lado, não havia gente preparada para a avalanche de alunos que entrou no sistema. Contudo, bem ou mal, foi a única maneira célere de permitir a alfabetização maciça da população (como diz o ditado “quem não tem cão, caça com gato”). Por isso a má imagem que se criou da profissão docente. A alternativa, teria sido continuar tudo na mesma (escolaridade só acessível aos ricos; os pobres só se quisessem estudar para padres). Quando a população escolar aumentou exponencialmente, após 1974, há pouco mais de 30 anos, havia cerca de 40% de analfabetos, lembram-se? Na altura Portugal era uma pocilga(!). Ainda estamos a pagar por isso. A imagem que o mundo desenvolvido tem, ainda hoje, dos portugueses, foi criada pelos nossos emigrantes que, sem terem culpa, foram forçados a fugir do chiqueiro sem qualquer espécie de esperança. A culpa, foi dos imitadores de Mussolini, comandados por Salazar. E ainda hoje há muita gente, inclusivamente excluída e desfavorecida, a defendê-los. O salazarismo manteve-nos ignorantes, feios, porcos e maus. Tentou conservar o poder apostando na ignorância do Zé Povinho por meio da tortura, do assassinato, da opressão, da mentira e da censura. Ainda não chegámos lá, mas casos como o da DREN, das visitas da polícia à sede do sindicato em Castelo Branco e às escolas na véspera da manifestação dos 100 mil, revelam com eloquência para onde estamos a caminhar... quem disse que a História não se repete?

O mito da escola a tempo inteiro… por conseguinte, apesar das dificuldades, o sistema estava no bom caminho. O verdadeiro descalabro começou com Ana Benavente e a anuência do responsável máximo pela tutela, Augusto Santos Silva, que surgem agora como se não tivessem culpas no cartório – a escola passou a ser uma brincadeira para os alunos e um inferno para os professores. Afirmavam que o que importa é a felicidade dos alunos.
Este governo sabe muito bem o que tem estado a preparar. Horários laborais cada vez mais prolongados, como no privado dizem eles. Para isso ser possível, alguém tem que guardar as crianças, e a solução passa por transformar a escola da brincadeira de Ana Benavente na escola infernal de Valter Lemos. Contudo, criaram uma carga curricular absurda, aulas de 90 minutos para crianças de 12 e 13 anos… Claro que os alunos que não têm apoio em casa devem ser acompanhados na escola com aulas de estudo, por exemplo, ou desenvolvendo actividades no âmbito dos clubes e projectos. Mas só esses. Aos outros, devem deixá-los desfrutar da família e dos amigos. Devem conceder-lhes o direito à privacidade e não encerrá-los nas escolas como se fossem carneiros. Já no secundário, considero uma idiotice, estilo ASAE, a obrigatoriedade de assistirem às aulas de substituição. Já têm idade para ter juízo e decidir o que é melhor para eles. Mais uma vez defendo que a escola deve ter professores
Luís Moura (professor e General -sem medo, ao serviço do ME na Escola Secundária c/ 3.º Ciclo do Entroncamento)

disponíveis para apoiar os alunos que desejem ocupar o tempo da aula cujo professor faltou. Estou a imaginar alunos do secundário a serem obrigados a assistir a uma aula de substituição duma disciplina que dominam perfeitamente, quando rentabilizariam muito melhor o tempo na biblioteca, ou em casa, dedicando-se às disciplinas em que têm mais dificuldades. Por outro lado, querem fazer dos docentes ‘pau para toda a obra’. O ME não tem o direito de nos obrigar a ser amas-secas, psicólogos, psiquiatras, auxiliares de acção educativa, nem funcionários burocratas dos serviços de administração escolar.

O mito dos horários dos professores… eles não querem é trabalhar. Pois não! Nestas escolas,
ainda que queiram, nem podem! Apetrechem-nas com condições para os docentes produzirem o seu trabalho (gabinetes, material informático, equipamento de escritório…) e, então sim, imponham-lhes um horário de trabalho de 35 horas semanais. E então sim, avaliem-nos. Mas não queiram ter o direito de lhes exigirem que trabalhem em casa, como acontece presentemente. E sempre que for necessário cumprir mais que as 35 horas, paguem-lhas! Quanto às férias, há muito que elas são exactamente iguais às dos outros funcionários públicos.

O mito da competitividade… a mentira da ‘flexisegurança’, em nome da competitividade, está a
arrastar muitos docentes e grande parte dos funcionários públicos para a precaridade. A sociedade em geral e muitos reformados, caminham para bem mais perto do nível de vida da Roménia do que da Alemanha. A isso não se chama flexisegurança. Eu, chamar-lhe-ia flexinsegurança.

O mito da cedência… o verdadeiro problema dos docentes não é nenhum dos citados anteriormente. O verdadeiro problema chama-se ECD e Novo Modelo de Gestão Escolar! Os seus autores têm que ir embora. Tchauzinho. Adeus. Bai, bai.

Nesta questão os professores não podem ceder um milímetro que seja. Disso depende o seu futuro e o futuro de Portugal. Temos que continuar a pressionar. Dia 15 é o Dia D. Todos devem estar presentes nos plenários ao abrigo da lei sindical. É um direito legal consagrado na Constituição. Embora veja muitos professores aterrorizados, não há que ter medo. Nós temos connosco a razão e o ME não. Mostremos que estamos unidos e dispostos a fazer-lhes frente. Por uma questão de Justiça! Pela nossa dignidade! Não foi Mário Soares quem disse que temos direito à indignação. Pois bem, INDIGNEMO-NOS.
Luís Moura (professor e General -sem medo, ao serviço do ME na Escola Secundária c/ 3.º Ciclo do Entroncamento)

5.

Em conclusão…

A miséria económica e social que está instalada é de tal forma escandalosa, que quem trabalha, não ganha o suficiente para viver com dignidade. Não fossem os pais e avós deste país(?¿), que antes deste ataque conseguiram algumas poupanças, ou alcançaram meios de subsistência decentes e confortáveis, a apoiarem economicamente os filhos e os netos, não sei o que seria deles. É suposto deixarmos aos vindouros, mais do que recebemos. Infelizmente, se as coisas não mudarem radicalmente, a esmagadora maioria dos portugueses, por mais que se sacrifiquem, não vão conseguir cumprir esta obrigação. Em contrapartida, as fortunas que os VERDADEIROS PRIVILEGIADOS, os‘sobas e caciques’ do costume, vão deixar aos seus descendentes não param de crescer. A cegueira e a ganância são tais, que é mais fácil extinguir a espécie humana, que as fortunas que estão a acumular. Infelizmente, o Ter passou a ser mais importante que o Ser. Entretanto, os sindicatos (todos!), também têm grandes culpas no cartório. Ao defenderem os menos qualificados, os incompetentes e os oportunistas estão a dar razão aos opinion mêiquer. É bom que, por uma vez, lutem por princípios deontológicos, não se deixem ir atrás de interesses oportunistas e representem dignamente a profissão docente. Até agora a plataforma sindical aparenta estar a portar-se bem. Se assim for, parabéns ao Mário Nogueira e companhia. Mas as decepções têm sido tantas que estou muito céptico (cetico segundo o acordo ortográfico). Com efeito, apesar de tudo, a profissão docente, está a provar que é uma profissão decente e esse foi o erro de cálculo de Sócrates e Teixeira dos Santos. E Cavaco Silva? Não tem responsabilidades? Sobretudo depois dos 100 mil. Ah, é verdade, estava a dançar o vira em Moçambique, e, por lá não era oportuno comentar essa matéria, (expressão muito em voga entre os detentores do poder). Será que quando regressou, teve a preocupação de dirigir uma palavra aos 100 mil? Só se foi aconselhado por David Justino, outro ME que continuou a cavar na cova aberta por Ana Benavente e Augusto Santos Silva. Lembram-se do que o fez cair? Foi o negócio da informatização dos concursos para colocação de professores. A Tia de Cascais, Maria do Carmo Seabra, foi quem pagou as favas, para não utilizar uma expressão mais forte. As perspectivas são negras! Querem votos? Façamos-lhes como o Zé Povinho. Sabem qual era a forma de cantarmos vitória e obrigar esta gente a reflectir não só no seu futuro, mas também no nosso?. Bastava que os 30 ou 40% de abstenções se transformassem em votos brancos ou nulos. Qual greves, qual quê! Mas para isso é preciso lá ir no dia das eleições. Claro que é mais interessante ir ao Colombo ou à praia. Mas ao prescindirem do DIREITO de votar, os portugueses estão a dizer-lhes que tanto lhes faz. E os políticos aproveitam. Tem sido um ‘fartar vilanagem’. E depois queixam-se de quê? Estou cada vez mais convencido que o voto nulo ou branco é a bomba atómica contra os políticos. Não têm defesa possível. Nunca prescindi do meu direito de votar, mas há muito que o faço em branco. Votemos maciçamente em branco. Votar sim! Mas branco ou nulo! O ataque aos DIREITOS, LIBERDADES e GARANTIAS, tem sido de tal ordem que já muita coisa se perdeu irremediavelmente. Vamos deixar que nos tirem a dignidade? Recusemo-nos a dobrar a espinha perante tais personagens. É uma questão de consciência.

Cuidado com as euforias, esta gente (PS) não é de confiança! O problema é que os outros (PSD,
PP, PCP e BE) também não… Ponto Final!
Luís Moura (professor e General -sem medo, ao serviço do ME na Escola Secundária c/ 3.º Ciclo do Entroncamento)