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Farmacoeconomia: perspectiva
emergen te no processo de tomada de decisão
Pharmacoecon om i c s : re sultant perspective
of decisions proce s s

Si lvia Regina Secoli 1
Kátia Grillo Padilha 1
Júlio Litvoc 2
Say u ri Tanaka Maeda 1

1 E s cola de Enfermagem
da Un iversidade
de São Pa u l o, USP.
Av. Dr. Enéas de Ca rvalho
Aguiar 419, Cerqu ei ra César,
05422-970, São Paulo SP.
s eco l i s i @ u s p. br
2 Fac u l d ade de Medicina
da Un iversidade
de São Pa u l o, USP.

Ab s tract Pharmacoeconomics is a new discipl i n e , wh i ch appe a red at the end of the twen ti et h
cen tu ry, during the ei ghties, and wh i ch has be en
devel oping co n s i d eralibly since then , especially in
the field of s ys tem health. Its most wi d e s pread investigation fo rm has been the economic eva l u ation of d rug thera py, using met h ods from healthrelated eco n o m i cs. Pharmacoeconomics identifies, m e a su res, and compares co s t s , outcomes
(clinical, economic, h u m a n i s tic) of programes or
specific therapies and determines the best alternative to be used considering the resources invested. Thus, the aim of this article has been approaching the guiding principles of pharmacoeconomics, d e scri bing the types of analysis and also
considering how this disci pline could be appl i ed
to different segments of society. The pharm acoeconomics, m ay be, an important instrument
in taking decisions, because it introduces economic ra ti o n a l i ty among professionals in the healthc a re servi ce s , wh i ch the obje ctive of compl em en ting their clinic. However, the co rre ct use of wo rds
and expre s s i o n s , and a proper knowledge of
methodology are essential prerequisites for both, a
correct use and interpret a tion of the investi gations.
Key word s Ph a rm a coe co n o m i cs , Economic eva luation, Cost-effectiveness analysis

Re su m o A farmacoeconomia, uma disciplina
nova, surgida no cenário internacional na década
de 1980, tem cre scido de forma expre s s iva, especialmen te no âmbi to dos sistemas de saúde. Sua
fo rma de investi gação mais difundida é a ava l i ação econômica da terapia medicamen to s a , em
que são usados métodos oriundos da economia da
saúde. A farmacoeconomia identifica, calcula e
compara custos (recursos co n sumidos), riscos e
benefícios (clínicos, econômicos, humanísticos) de
pro gramas ou terapias específicas, e determina
quais são as alternativas que produzem os melhores resultados em face dos re c u rsos inve s tidos. O
presen te artigo aborda os princípios norte a d o re s
da farm a coe conomia; descreve os ti pos de análise
e discorre sobre as aplicações da disciplina nos diferen tes segmentos da so ci edade. A farm a coeconomia pode constituir-se num importante instrumento de auxilio à tomada de decisões, pois introduz nos serviços de saúde, entre os profissionais, a ra cionalidade eco n ô m i c a , como o intuito
de complementar a cl í n i c a . A utilização correta
dos termos e o conhecimen to da metodologia são,
po r é m , pr é - requisitos indispen s á veis pa ra aplicar,
e interpretar corretamen te , os re sultados das investigações.
Pa l avra s - ch ave Fa rm acoeconomia, Ava l i a ç ã o
econômica, Análise custo-efetividade

a utilização desses novos artefatos terapêuticos nem s em pre tem seus ben efícios bem estabel ec i dos qu a n to aos re su l t ados para a mel h oria da saúde da pop u l a ç ã o. 1992. rec u rsos humanos qu a l i f i c ados para operar e interpretar as novas tec n o l ogias (Ma rques. um aspecto que merece re ssalva são os interesses econ ô m i cos das empresas provedoras da tecnologia. que podem ser ex p l i c adas pela redução das doenças infectocontagiosas e o aumen to das doenças crônico . preocupando usuários. 1999). em gra n de parte. com previsão para 72 anos em 2020 (Ba rreto & Ca rm o.degen erativas e suas seqüelas. aumen to das doenças crônico-degenerativas e a el evação do con sumo de med i c a m en tos são alguns dos elem en tos qu e .3% do PIB (Raimundo. o que tem gerado controv é rsias na arte de cuidar.2% do PIB em 1960. No Bra s i l . O maior número de a po s en t ados em relação aos con tribu i n te s . que passou dos 34 anos em 1900. elevou sen s ivelmente seus custos. 1997). pois en qu a n toas pri m ei ras demandam predom i n a n temen te medidas preventivas. apre s en t a n do percentuais entre 2% e 9% do PIB na década de 1990 (Médici. 1992. seg u ra m ente. os gastos repre s en t avam 5. governos e sociedade (Folland et al. e s tresse. 1994. por é m . re su l t a n do no aumen to da ex pectativa de vida.degen erativas. No Brasil. Segundo Médici (1994). No con ju n to dos fatores relacionados ao a u m en to dos custos com saúde evidenciam-se. também. Neste senti do. Nos Estados Un idos.. 1994. 7. envo lven do tec n o l ogia médica de alto custo. particularmen te qu a n to aos aspectos éti cos e econ ô m i cos (Secoli & Zanini. 1996. pois incorporo u . a l i m en t a ç ã o.. Tais modificações geraram aumento da demanda por assistência médica de s ti n ada à população com mais de 60 anos (Ma rques. que despertam n ece s s i d ades cre s cen tes en tre prof i s s i onais e na pop u l a ç ã o. den tre os quais se de s t acam o envelhecimen to pop u l acional. 1994). Ba rreto & Ca rmo. 2002). seden t a rism o. sugerindo que mais de 30% do PIB será em pregado em serviços de saúde (Bu rn er et al. 1996). p a ra 66 anos na década de 1990. A elevação dos ga s tos com saúde pode ser ex p l i c ada por vários fatore s . Drummond et al. 1999). Entretanto. ou seja. Men de s . que estão. entre outros) decorren tes do processo de m odernização dessas soc i ed ade s . 1998). bem como o incremen to da indústria farmac ê utica. na década de 1970. expressa por exames diagnósti cos e com p l emen t a res e equ i p a m en tos sof i s ti c ados. 1999). Na Am é rica Latina os ga s tos com saúde foram men ore s . A importância dos estudos nessa área prov é m . rel ac i on adas a fatores de ri s co ( t a b a gi s m o. a transição do perfil dem ográfico é causada pela qu eda da taxa de fec u n d i d ade e diminuição da mort a l i d ade. uma vez que o custo da atenção médica na faixa et á ria de 56 a 65 anos representa cerca de vinte ve zes mais que no grupo de 0 a 17 anos (Men de s .. . além do capital inve s ti do (equ i p a m en to s ) . as tra n s formações nas estrutu ras de morbi m ort a l id ade da população e a introdução de novas tecnologias médicas (Médici. Esta última. as outras ex i gem assistência secundária ou terc i á ria. Médici. 1994). não de justific a tivas ac adêmicas ou políticas. Um estudo brasilei ro m o s trou que a assistência médica para o gru po et á rio com mais de 60 anos ch ega a custar 90% a mais do que a rel a tiva à população de 15 a 59 anos (Asaspe/MG. no sentido de elevar o consumo e tornar mais com p l exa e on erosa a prestação de . 1992. nos países desenvo lvi dos os ga s tos com saúde passaram de 2% a 3% do Produto In terno Bruto (PIB) no final dos anos 40. como estra t é gia para mel h orar a eficiência dos ga s tos no sistema de saúde (Bootman et al. Boo tman et al. em 1993 algo em torno de 15% do PI B ou o equ ivalen te a 935 bilhões de dólares com projeções preoc u p a n tespara o ano de 2030. Ob s erva-se que nos países de s envo lvi dos a transição demográfica que levou ao aumento do número de idosos foi acompanhada pela transição ep i demiológica. Estas mu d a nças ep i demiológicas afetaram sen s ivel m ente o panorama dos gastos com o setor da saúde. prom ovendo elevação das doenças crônico . mas da constatação de que os ga s tos com saúde vêm cre s cendo em ritmo acelerado em âmbi to mundial. para aprox i m ad a m en te 6% a 10% do PIB. contribuíram para ocorrência da expansão da uti l i z ação e ga s tos dos serviços do sistema de saúde . as transformações nos padrões de morbi m ortalidade das sociedades con temporâneas. Essas mudanças tra zem implicações econ ômicas. sendo que 44 bilhões foram gastos na saúde. 1998). 1994). em 2001. o PIB foi de 600 bilhões de dólares. Médici. 1997)..288 In trodução A farmacoecon omia é uma disciplina nova cujo corpo de conhecimen tos está pautado na econ omia da saúde – espec i a l i d ade su r gida nos países desenvolvidos no período pós-guerra. proporcionou mel h oria da qualidade dos serviços de saúde.

. 1999). em que os recursos são geralmen te insu f i c i en tes e limitados. com a finalidade de identificar entre duas ou mais altern a tivas. por i s s o. Nos Estados Un i do s . e a decisão de com o utilizá-los é quase sem pre cen tra l i z ad a .. cen á ri o que tem favorecido um ambiente fértil para realização de estudos de avaliação econômica. Em muitos países desenvolvidos é utilizada como medida de contro l e de ga s tos com saúde. 1992. A ausência de avaliações sistem á ticas impossibilita a iden tificação clara das alternativas terap ê uticas dispon í vei s . i n f lu enc i ados pelos aspectos políticos. port a n to. en tre outras. Os ga s tos com pre s c rição de medicamen tos têm crescido 12% ao a n o. 1995). por con s ti tu i r-se uma categoria em que mel h or se con h ecem os custos e seus resultados (Drummond. 1995). Os . eqüidade e qu a l i d ade no atend i m en to da população (Secoli & Za n i n i . que não podem ser obtidas de modo simultâneo com os recursos financei ro s ex i s tentes. Diante de s te cen á rio é explícita a necessidade de se adotar. a qu ela mais adequ ada a um grupo de indivíduos. A econ omia analisa os custo s . cálculos de ad m i n i s tradores apon t a ra m que estes agen tes representaram 35% da con t a hospitalar. s en do re s ponsáveis pelos impactos em indicadores como morbi m ort a l i d ade da pop u l a ç ã o. 1996). 1992. 1999). 1997). Medicamen tos são agentes primários no con tex to das modalidades terapêuticas e. 1999). ad m i n i s tradores ou políticos (Del Nero. 1995). que têm usos alternativos. a utilização de re c u rsos produ tivo s limitados. 2000). Para Samuel s on (1976). Esta definição aplica-se perfei t a m en te ao setor da saúde. Sacristán Del Ca s ti l h o. e estratégia com p l em entar na escolha de novas opções tera p ê uticas. a de adoção de estra t é gias de con tenção de custos e de avaliação de re su ltados das ações de saúde repre s enta um foco de atenção import a n teem todo o mu n do. entre indiv í duos e grupos da sociedad e. No Brasil. 1997. gera l m en te . An a l i s a n do-se o con cei to. considerados insumos indispen s á veis às ações de saúde. A econ omia da saúde . atual ou futu ro. 1994. no sentido de garantir a viabilidade das i n s ti tu i ç õ e s . que gi ram em torno de 50% (Galv ã o. do sistema de saúde. instituição e sociedade (Follador. Vel á s quez. para produzir bens e distribuí-los como consu m o. 1998). 1996) e em Portugal com aprox i m adamen te 20% dos gastos públ i cos em 1992 (Ramos & Am a ral. Assim sen do. busca conciliar nece s s i d ades de ordem técnica. espec i a l m en te pelo estreito vínculo qu e ex i s te en tre el a s . ben efícios e a melhor manei ra de distri buir os rec u rs o s . Os países em de s envo lvi m en to começam a interessar-se pel a avaliação econômica. No con tex to das avaliações econômicas das tecnologias sanitárias. A questão cen tral da econ omia é en con trar soluções soc i a l m en te aceitáveis ante as infinitas n ece s s i d ades dos indiv í duos e a capac i d ade lim i t ada da socied ade em re s pon der a essas demandas. Fo lland et al. porque a carência de rec u rsos ex i ge que sejam alcançados mel h ores resu l t ados com o po u co que po s su em (Lew et al. em qu e são re a l i z adas escolhas quando ex i s tem distintas op ç õ e s . uti l iz a n do-se de metodo l ogias que podem ser aplic adas em situações em que são nece s s á rias decisões e há escassez ou limitação de recursos. perden do apenas para as diárias. justi f i c a n do que estas custam caro demais em relação aos re sultados obtidos. pode-se con s i derar a econ omia uma ciência de el ei ç ã o. 1999). A aplicação da economia na prática clínica objetiva apontar que o uso de rec u rsos pode ser mais ef i c i en te . 1995. repre s entando mais do que o dobro do aumen to de 5% relativos aos ga s tos nacionais com saúde (Sa n tel . Assim. os processos decisórios são. com ou sem o uso do dinheiro.. E s tes últimos podem relacion a r-se por meio de instrumen to s uti l i z ados em avaliação econ ô m i c a . 2000). re su l t ado s cl í n i cos e custos de intervenções tera p ê uticas.289 cuidados à saúde (Médici. administrativos. torn a n do difícil a tom ad a de dec i s õ e s . utilizandose de instrumen tos de avaliação. com a produção de ben efícios e serviços (Dru m m ond et al. no ano de 1997.. i n clusive na área de med i c a m en tos (Villar. Santel . os med i c a m en tos participaram com cerca de 8% no gasto nac i onal com atenção à saúde no ano de 1993 (Boo tm a n et al. A tônica da discussão em relação ao uso da tecn o l ogia na saúde tem privi l egiado aspectos rel ac i on ados à avaliação da efetividade e dos custos. a economia é o estudo de como os homens e a sociedade escol h em . E n tret a n to. a avaliação de med i c am en tos é con s i derada um dos ei xos cen trais da econ omia da saúde. o utro tipo de impacto tem preocupado a sociedade como um todo: o econ ô m i co (Bermudez. uma abord a gem econômica para as questões rel ac i on adas à saúde. Mendes. nas figuras dos profissionais da saúde. Os países de s envo lvi dos têm ado t ado a avaliação econômica das intervenções de saúde. assegurando a univers a l i d ade. econ ô m i cos e cl í n i co s .

Apesar disto. baseada na eficácia ou efetividade.. todas as áreas rel acion adas a med ic a m en tos são vi n c u l adas a questões econômicas (Sac ristán Del Ca s ti l h o. qu a l qu er método que tra ga informações sobre c u s tos e efeitos de um medicamen to pode ser utilizado como base para a realização de uma avaliação farmacoeconômica (Sacristán Del Ca s ti l h o. A In ternati onal Society for Pharmacoecon omics and Outcomes Re s e a rch – ISPOR def ine farmacoecon omia como o c a mpo de estudo que avalia o comportamen to de indiv í duos. de l on ga duração. No final da década de 1970. Alguns EFs visam iden tificar e qu a n tificar os custos diretos e indiretos rel ac i on ados a doenças crônicas ou incapac i t a n te s . cálculo e com p a ração de custos (rec u rs o s con su m i do s ) . nos formu l á rios nac i on a i s . 1995. 1995).efetivi d ade na área de farmácia. Rowland e McGhan. Entretanto. em- presas e mercados com relação ao uso de produtos. em que se inclui o cálculo de custo s .290 m ed i c a m en tos são. Por utilizar term i n o l ogia técnica específica. por esta razão. . geralmen te . Po s teri orm en te . serviços ou terapias e a determinação das altern a tivas que produzam os mel h ores re sultados em face dos rec u rsos investidos (Kozma et al. 1993. o termo en gl oba todos os aspectos econ ô m i cos dos medicamentos: o seu impacto na soc i ed ade . Velásquez. e que freqüen tem en te en foca os custos e as co n seqüências desta utilização (Pashos et al. pessoal. Desta form a . 1999). Ne s te con cei to amplo. c a ro s . também. os EFs abra n gem a iden ti f i c ação. qu a s e . . 1996). e a avaliação farmacoeconômica. a con dução dos EFs demanda a ex posição conceitual de pon tos consensuais relativos a custo s . Sacristán Del Ca s ti l h o. mu i to visados nos cortes govern a m entais e privado s . 1995). 1999). Vel á s quez. o termo farm acoecon om i a su r giu na litera tu ra em 1986 com a publ i c a ç ã o do artigo "Post Marketing Drug Re s e a rch and Development" (Town s en d . i n troduziram os con cei tos de análise custo-ben ef ício e custo . serviços e programas farmacêuticos. hu m a n í s ti cos) de programas. 1987. A Au s trália foi o pri m eiro país a aplicar e elaborar diretrizes para a avaliação econômica de med i c a m en to s . Na definição estabelecida por Townsend (1987) e usu a l m en te difundida. Nesta acep ç ã o. A relação entre medicamentos e econ om i a é estudada pela farmacoeconomia. o termo farmacoeconomia é uti l i z ado. Bootman. . 1999). resu l t ados clín i cos da terapia e satisfação do clien te (Villar. materiais. como Ca n ad á . de forma mais restrita como sinônimo da avaliação econômica de med ic a m en to s . econ ô m i co s . 1999). E s tudos farm acoecon ô m i cos (EFs) re a l i z ados a partir dessas con cepções são com p l exo s . Sac ristán Del Ca s ti l h o. Bootman et a l. 1998). na indústria químico-farmac ê utica. Para atingir esta meta são utilizados métodos de análises que inclu em sistema de custos. In gl a terra . Os resultados dos EFs podem oferecer apoio à tom ada de decisões que envo lvam avaliação e d i rec i on a m en to de inve s ti m en tos baseados numa distri buição mais rac i onal de rec u rsos dispon í veis (Jolicoeur et al. Espanha e Itália iniciaram estu dos nesta áre a .. 1996). decisões nac i on a i s . em um jornal de gra n de circulação en tre os prof i ssionais do ramo: o American Jou rnal of Ho s p ital Ph a rmac ( Boo tman et al. riscos e ben efícios (cl í n i co s . entre ou- . a farmacoecon omia repre s enta a descrição e análise de custo s da terapia medicamen tosa pa ra o sistema de saúde e sociedade. As pec tos con ceituais e metodo l ó gi cos da farmacoecon omia O con cei to su r giu em países de s envo lvi do s . O pri m ei ro trabalho de análise econômica de med i c a m entos foi publicado em 1979 (Bootman et al.. 1979). ju stamen te por repre s en t a rem um dos itens que mais en c a recem os custos dos serviços de saúde e serem uma forma de ga s to com possibilidade de influência técnica sem prejuízos da opinião e interesse públ i co. as análises con s i deram o custo e re su l t ados na escolha en tre altern a tivas terapêuticas (Sacristán Del Ca s ti l h o. Velásquez. Desse modo. da Un ivers i d ade deMi n n e s o t a . 1995. 1992. o utros países. qu e foi utilizada intuitivamen te dura n te muitos anos. que apres entam import a n tes repercussões econômicas na soc i ed ade . eficácia. Boo tman et al. 1995. o que significa dizer qu e . envo lvem vários segmentos da s oc i edade e os re su l t ados visam auxiliar. a qual repre s enta uma área da econ omia da saúde. 1995. devi do ao agrava m ento da crise financeira do setor da saúde e dos custos com med i c a m en tos (Secoli & Za n i n i . emergindo como disciplina no final da d é c ada de 1980. nas farmácias. O c u sto repre s enta o va l or de todos os insumos (tra b a l h o. baseada na eficiência. . ou tcom e s. 1996). Na avaliação econômica global de um med i c a m en to distingue-se a avaliação cl í n i c a . efetividade e eficiência.

re sultam do processo de adoecimen to. . da dor. Os ou tcomes podem ser mu l ti d i m en s i onais. 1992). qu a n do o medicamento é uti l i z ado na pr á tica clínica diári a . en tre outros. Cu s tos direto s são aqu eles rel ac i on ados diret a m en te aos serviços de saúde. As em presas financiadoras de serviços de saúde têm focado suas decisões nos ou tcom es aferi do s em unidades mon et á ri a s . podendo ser ex pressos em u n i d ades mon et á ri a s . Sac ristán Del Ca s ti- . tem po ga s to em vi a gens para receber cuidado médico e morte prem a tu ra decorren te da doença (Bom b a rd i er & Ei s en ber g. Sac ristán Del Ca s ti l h o. 1989.ben ef i c i o. . Ti pos de análise farm a coecon ô m i c a São qu a tro os tipos de análises recom en d ados pela farmacoeconomia: minimização de custos. 1989. Boo tman et al. ocorre nos ensaios cl í n i co s em que há seleção dos pac i en tes med i a n te estabel ec i m en to de cri t é rios de inclusão e exclu s ã o. Os intangíveis são custos de difícil men suração monetária. c u s to .. depen den do da pers pectiva da análise. 1990. por exem p l o. Trata-se.291 tros) utilizados na produção e distribuição de bens ou serviço (Finkler. da tri s te z a . Na terapia med i c a m en tosa. Ugá. de uma área de con h ecimen to em que são comparadas as eficiências das estra t é gias usadas na saúde (Jo l i coeur et al. 1985). ou seja. usu a l m en te são ado t ados os outcomes rel acionados à mort a l i d ade. corre s ponden do aos cuidados médicos e não médicos (Bom b a rdier & Eisenberg. ou tcom e do medicamento qu a n do uti l i z adoem condições ide a i s . ainda necessitam de sign i f ic ado econ ô m i co. 1996). Esta classificação perm i te a con sti tuição do custo total de um produto. Os custos diretos rel a tivos aos cuidados médicos con templam produtos e serviços de s envolvi dos para preven i r. São classificados em d i reto. 1996).. Na a n ál ise minimização de custo (AMC) – a forma mais simples de avaliação econômica –. Por exemplo. re su l t ado s . en tre outro s . 1989. da redução da qu a l i d ade de vida (Bombardier & Eisenberg. detectar e/ou tratar uma doen ç a . adesão do pac i en te . segundo os rec u rsos inve s ti do s . nas condições habi tuais re a i s . mas não envolvem os serviços médico s . impactos ou con s eqüências de intervenções na saúde. h a bi tualmente. A con dução das análises farm acoecon ô m icas segue o modelo de análise econômica proposta inicialmente por Bombardier & Eisenberg (1985) e depois adotada por outros. custo . 1996. Lew et al. A efetividade é en tendida como a medida dos ou tcom e s. 1996). os prof i s s i onais de saúde preocupam-se com os outcomes cl í n i cos dos tra t a m en tos. programa ou serviço. Jo l i coeur et al. As inve s tigações de ou tcomes são realizadas no intu i to de iden tificar. 1995. 1986. perspectiva e tipo de análise (Guyatt et al. Eisenber g. 1992. controle rigoroso da evolução clínica do pac i en te e vigilância ri gorosa do cumpri m ento do plano terapêuti co. . 1995). con s eqüências. Eles repre s entam dias de trabalho perd ido s .efetivi d ade e custoutilidade . Ele repre s enta o el emen to comum dos métodos da farmacoeconomia. por exem p l o. Por outro lado. situação qu e . 1989. 1992. c ada vez mais parti c i p a tivos do processo de decisão em relação à saúde . Villar.. Sacristán Del Ca s tilho. Bootman et al. Assim sendo. 1996). 1985. port a n to. Lew et al. . s om en te os custos são su bm eti dos a com p arações. qu a l i d ade de vida. mostram-se interessados nos ou tcomes hum an í sticos (Det s ky & Naglie. 1982. que implicam dispêndios imed i a to s . Boo tman et al. 1989.. 1996).. . pois as eficácias ou efetividades das alternativas com p a r á veis são iguais (Eisenberg. em que são consideradas as seguintes dimensões: custo. de identificação obj etiva. incapacidade de realizar as ativi d ades profissionais. Embora muito importantes para os pac i en tes. residência temporári a . Jolicoeur et al. medir e avaliar os re sultados finais dos serviços de saúde . razão de cura. 1995). 1995. Eisenberg. Bom b a rd i er & Ei s en ber g. São os custos do sofrimen to. Eficiência repre s enta a relação entre os rec u rsos financei ros (custos) e os ou tcomes uti l izados em determinada intervenção. 1995. 1985. clínicas e hu m a n í s ticas. Villar. De s t ac a . 1989.s e que a efetividade é freq ü en tem en te men or qu e a eficácia (Jo l i coeur et al. Villar. entre altern a tivas terapêuticas. 1985. e qual destas produzem os melhores outcom e s. a farmacoecon omia busca determinar. . 1992. transporte. Eficácia diz re s pei to aos ben efícios. que en gl oba os rec u rsos con s i derados releva n tes na aplicação do tratamento. Ou tcome é um termo cl á s s i co que traduz resultado s . os pacientes. os h on or á rios prof i s s i on a i s . qual é a mais ef iciente. i n d i reto e intangível (Eisenberg. Eisenberg. Lew et al. Os custos diretos não m é d i cos são decorren tes da doença. c u s to de alimen t a ç ã o. Os custos indiretos são rel ac i onados à perda da capacidade produtiva do indivíduo ante o processo de adoec i m en to ou mortalidade precoce. 1995.

. 1996. Udvarhelyi et al.efetivo para situações em que a ef i c ácia das opções foi sem elhante. 1997). ou seja. MacKei gan & Boo tman. Boo tman et a l. Segundo Lee & Sánchez (1991). 1987. 1989. 1997. MacKeigan & Bootman. 1988. 1997. porém. acompanhá-la. Dru m m on d et al. especialmen te em relação às con clusões ex traídas. morte.efetivi d ade (ACE) os custos (esperados ou re a l i z ados) são con f ron t ado s com seus outcomes (esperados ou re a l i z ados). 1999). neste caso. por exem p l o. que se refere à satisfação obtida pelo p ac i en te ante o impacto de uma intervenção de s a ú de . 1992. Boo tman et al. E s te tipo de análise é útil na com p aração de doses e vias de ad m i n i s tração diferente do equ iva l en te gen é ri co para os quais os efeitos são absolut a m en te sem el h a n tes. No dia-a-dia são comu m en te ob s ervados equ í vocos no em prego dessa term i n o l ogia pelos prof i s s i onais da saúde. Sac ristán Del Ca s ti l h o. 1989.292 lho. 1997. 1992. Udvarhelyi et al. a ACE acrescida do pon to de vista do pac i en te. Bootman et al.. As pectos de ordem cultu ral e ep i demiológica que intervêm na decisão devem. pois foi amplamen te uti l i z ada no setor públ i co como estra t é gia de avaliação de viabilidade econômica de proj etos sociais. Drummond. 1996). 1995. 1997). 1988. e o denom i n ador. é a que po s sui a mais lon ga história no con tex to das avaliações econ ô m icas. 1999). Siegel et al. mas c u l tu ra l m en te indesej á vel. . Bootman et al. s em levar em conta os custo s . Bootman et al. Sacristán Del Casti l h o. Vel á s qu e z .efetividade tem causado problemas na con s trução dos estu do s . 1992. en tre outro s . 1987. 1995). por mortes evi t ad a s .. 1996.. . A realização da AC E pre s supõe a existência de um bom sistema de i n formações para apuração dos dado s . com ri sco de com prometimento dos resultados. 1988. D ru m m ond et al. Ug á . 1995.. 1995. Jo l i coeur et al. caso e s tes não sejam fided i gn o s . Os re su l t ados da ACB são ex pressos como proporção (qu ocien te custo/ benefício) ou com o valor do lu c ro líqu i do (ben efício menos o custo) (Eisenber g. tais como custo por anos de vida ganhos. Jolicoeur et al. Considerado o tipo mais com p l exo de análise. 1996. em u n i d ades monetárias. sofrimen to.. s en do os custos med i dos em unidades mon et árias. . Udvarhelyi et al. Na a n ál ise custo . 1987. Dru m m ond et al. As medidas de efetividade são expressas em termos do custo por unidades clínicas de sucesso. Eisenberg. é. os re su l t ados são expressos como o quocien te custo/AVAQ (Gagnon & Osterhauns. outros (37%) aplicaram o con ceito custo . perm i ti n do mel h orar os efeitos do tra t a m en to em troca da aplicação de recursos adicionais. Port a n to. pois o que se obs erva na prática clínica é que uma estratégia pode ser tec n i c a m en te vi á vel e econ om i c a m ente acei t á vel qu a n do comparada a outras. Som en te 6% do s a rti gos uti l i z a ram corret a m en te o termo. 1992. nas situações em que o benefício ex tra de uma opção com pen s ava o custo ad i c i on a l . em unidades clínicas. E n tret a n to. e a efetivi d ade. Si egel et al.. .. Ei s enber g. 1992. A análise custo-utilidade (AC U ) mede a qu a n ti d ade e qu a l i d ade de vida em prega n do o con cei to de uti l i d ade desenvolvi do por econ omistas. dificilmen te será adotada (Drummond et al. i n dependen tem en te da eficácia das altern a tivas com p arad a s . E s te ti po de análise ex i ge a qu a n tificação e a ass ociação de custos e ou tcomes de intervenções. . Este tipo de análise deve ser visualizado como um instru m en to auxiliar do processo dec isóri o. Vi llar. 55% dos artigos analisados em pregaram custo-efetivid ade como sinônimo de mais bara to. Velásquez. 1992. exclusivamen te em unidades monetárias.. por dias sem dor. 1995. quando comparados em unidades mon et á rias (Ugá. O objetivo da ACE é avaliar o impacto de distintas alternativas de intervenção à saúde. Den tre as análises.. 1995).. Na ACU. A ACE representa o tipo de análise mais uti l i z ada na farm acoecon om i a . 1989. Sacristán Del Casti l h o. . objetivamen te . D ru m m ond et al.. alguns (2%) referiram-se ao termo como sinônimo de mais ef i c a z . a efetivi d ade (custo / efetivi d ade) (Gagn on & Osterhaus. Entretanto. 1996. que considera o aspecto econ ô m i co de uma interven ç ã o. tom a n do-se como referência a unidade mon etária. são cada vez menos uti l i z adas devido à dificuldade de tra n s formar dimensões intangíveis como. Mac Kei gan & Bootman. a utilização incorreta do termo c u s to . A análise custo-benefício (AC B ) expressa c u s tos e ou tcomes reais e potenciais (indivi du a l ou coletivo) da implem entação de um programa.. A va n t a gem da ACB é perm i tir que tra t a m en tos e ou tcomes s ejam med i dos e com p a rado s . 1995. 1990. s el ec i on a ndo-se o de men or custo. Os re su l t ados da ACE são expressos por um qu ociente em que o numerador é o custo. 1997. 1994. porque po s s i bilita o uso na pr á tica co tidiana das mesmas unidades utilizadas nos ensaios clínicos. a ACE é sem pre com p a ra tiva e se de stina à escolha da mel h or estra t é gia para se ati n- gir um mesmo objetivo (Detsky & Naglie. Jo l i coeur et al.

hospitais e setores de assistência médica su p l em en t a r. Drummond. 1995. Jo l i coeur et al. 1995. Os re sultado s dos EFs podem servir para negociação de preços com ambulatórios. qu a l i d ade e econ om i a . de forma que um determinado medicam en to. Jolicoeur et al. Sac ristán et al. 1995. função física. qu a n do com p a rado a outra altern a tiva. d ivide-se a diferença dos custos das op ç õ e s pela diferença dos outcomes das mesmas. Os re su l t ados proven i en tes das ACE e ACU s ã o. É uma análise uti l i z ada para asseg u rar a solidez das conclusões do estudo... percentuais) necessários para realizar uma avaliação farm acoeconômica. social.293 A medida de utilidade mais utilizada nos e s tu dos de ACU é a de Anos de Vida Aju s t ados por Qualidade (AVAQ ) . Sacristán et al. A a n ál ise increm ental perm i te rel ac i onar os c u s tos e ou tcomes de cada altern a tiva inve s tigada para com p a ração da eficiência. .. 1996. Os instrumen tos genéri cos mais utilizados para avaliar o perfil de saúde são o Si ckness Impact Profile.5 AVAQ/QALY (Llach. . Boo tman et al. a autorização da comercialização de novos medicamen tos esta condicionada à apre s entação de resu l t ados farm acoeconômicos. Nos sistemas de saúde de cobertura universal existem listas de med i c a m en tos qu e . definição de estratégias de m a rketing na indústria farm ac ê utica. D ru m m on d . 1994. Por isso. o No t ti n gham Health Prof i l e . Os instrumen tos genéri co s gera l m en te englobam várias dimensões da QVRS (por exem p l o. Aplicação dos estudo s farm a coecon ô m i co s Os dados oriu n dos dos EFs têm ampla po s s i bilidade de utilização na socied ade e com preendem : a utorização da com ercialização de med icamen to s . Sac ristán et al. dentro de critérios plausíveis. os custos mais import a n tes ou informações rel a tivas à efetividade . Para fixação do preço de medicamentos. o SF. 1994. Nesta análise são inclu í dos. 1994. 1994. 1994. são incorporados re sultados de EFs. s t atus econ ômico) e podem ser aplicados à população de p ac i en tes em gera l . submeti dos à análise do ti po incremental e sen s i bi l i d ade . Pa ra realizála.5 ano de vida com perfeita saúde. 1999). Bootman et al. a qu a l i d ade de vida rel ac i on ada à saúde é aferi d a por meio da aplicação de instru m en tos gen é ricos e específicos. Sa n ch e z . fixação de preços. muitas ve ze s . 1989. Vi ll a r. as quais são con s i deradas fortes se as modificações re a l i z adas nas va ri á veis sel ec i on adas não produ z i rem mudança nos re sultados originais (Drumm on d . 1987. é aconsel h á vel sel ec i onar variáveis do estu do. também den om i n ada q u al i ty-adjusted life-year (QALY). Esta análise po s s i bilita mostrar ao inve s ti gador qual o custo adicional para se obter uma unidade ex tra de efetivi d ade . A esperança de vida é medida em anos. índice qu e com bina mort a l i d ade e qu a l i d ade de vida rel ac i on ada à saúde (QV R S ) . 1995). são totalmen te financiadas com o. A normati z ação feita pelas autoridades sanitárias parte do pressu po s to que a com ercialização de um novo med i c a m en to deve estar baseada em critérios de seg u ra n ç a . no sen ti do de con f ron t a r os números e validar as con clusões do estu do. 1994. su porte nas decisões sobre investigação e desenvolvimento na indústria farmacêutica. sejam modificados os valores e recalculados indicadores como custo/efetividade. ainda. . 1999). Por exem p l o. 1996). cogn i tiva. para qu e . . A análise de sensibilidade visa testar até que pon to as oscilações nas va ri á veis rel evantes do estu do podem afetar as con clusões. possa apre s entar um men or preço depen den do das suas vantagens tera p ê uticas. Esta estra t é gia é uti l i z ada para negociação de preços com as autori d ades sanitárias. qu a n do uma opção é comp a rada com a anteri or..3 6 . na pr ática. 1994. incorporação de med i c a m en tos em guias farm aco ter á p i cos e suporte na tom ada de decisões cl í n icas (Gagn on & Osterh a u s . com a finalidade de situar o va l or tera p ê uti co do med i c a m en to justi f i c a n do o seu pre ç o no merc ado. 1996. Velásquez. en tre outros (Llach. Villar. 1996). Em países com Au s trália e Ca n ad á . bem-estar gera l .. de custo mais el evado e m a i or efetivi d ade (Ei s en ber g. 1992. Os EFs podem auxiliar na decisão qu a n to ao grau de financ i am ento públ i co de medicamentos (total ou parcial) e quais serão estes agen te s . Villar. eficácia. . financiamen to públ i co de med i c a m en to s . um ano de vida com hemiparesia pode ser equ ivalen te a 0. pois ocorre um certo grau de incerteza nas suposições e estimativas feitas pelo pesquisador (Eisenberg. de custo ou de ou tcome. Velásquez. Sacristán Del Ca s tilho. cada vez mais. Boo tman et al. 1992. 1995). Este tipo de análise parte do pressu po s to que. 1989. psicológica. Bootman et al. n em sempre é po s s í vel conhecer todos os va l ores (mon etários. gera l m en te . ou a gru pos espec í f i co s . ou 0. 1995.

em que ex i s te a nece s s i d ade de encontrar um balanço vi á vel en tre custos e efetivi d ade na prestação de cuidado s . Por isso. Os EFs aju d a m na definição de estratégias de m a rketi n g. para haver maior cred i bilidade nesses estu do s .294 por exem p l o. A de s pei to da ampla aplicabi l i d ade dos EFs. considerando-se que ex i s tem outros el em en tos – cl í n i co. profissionais envolvidos na assistência e a soc i ed ade como um todo. 1997). a farmacoeconomia vem se firm a n do como ciência e ganhando espaço na literatura internacional com inúmeros trabalhos. O su porte nas decisões farm aco terápicas pode ser em rel a ç ã o à inclusão do med i c a m en to no guia. os medicamentos imu n o s su pre ss ores para pac i en tes transplantado s . também. Tod avia. a amostra da pe s quisa é com posta de pac i en tes sel ec i on ado s . é fundamental a autonomia e idon ei d ade do pe s qu i s ador no desenho e condução do EFs. eles vêm gera n do polêmica. Con clu s ã o A farm acoecon omia repre s enta um valioso instrumento de apoio para tomada de decisões. Parte con s i der á vel das inve s tigações são financiadas por indústri a s farmacêuticas. A metodologia é objeto de críticas. e s pec i a l m en tena áre a hospitalar. no intu i to de ga ra n tir a verac i d ade das con clusões ex traídas do estu do Colabora dore s KG Padilha e J Litvoc participaram igualmen te de todas as etapas da el a boração do tex to. Estas comissões são re s pon s á veis pela el a boração e manutenção atu a l i z adade guias de medicamen to s . incremen t a n doa qu a l i d ade da assistência prestada e rac i on a l i z a n doos recursos. na dec isão de i n corporar med i c a m en tos nos guias farmacoter á p i co s. e à norm a tização da utilização de med i c a m entos caro s . A indústria farmacêutica é um dos setore s da soc i ed ade que mais tem incorporado os EFs como suporte nas decisões de inve s tigar e desenvo lver novos med i c a m en to s . Outra finalidade desses EFs é auxiliar as Comissões de farmácia e tera p ê utica ex i s ten te s nos serviços públ i cos e hospitais. e s te s devem ser valorizados. mas. . desta forma gera n do dados que não ref l etem a prática clínica re a l . haven do possibilidade de que os re su l t ados sejam erron e a m en te interpret ado s . das empresas provedoras de serviços ou de sistemas de s a ú de . Assim sen do. beneficiar pacien te s . na inclusão de medicamen tos em formulários e recomendações tera p ê uticas. no cenário da saúde. Portanto. os EFs apre s entam pon tos con trovertidos. en tre outros. auxiliam na modificação de pre ç o s . à seleção de uma determinada terapia para um pac i en te . Mesmo assim. a introdução dos EFs. Uma análise crítica a re s peito desses estudos apon tou que os re sultados são quase sem pre a favor do produto perten cen te à indústria que financia o projeto . e ST Maeda par ti c i pou da discussão sobre os aspectos con cei tuais e da redação final do tex to. perm i ti n doaos prof i s s i onais conciliar nece s s i d ades terapêuticas com possibilidades de custeio individual. que envolvem avaliação e direcionamen to de investimentos baseados numa distribuição mais rac i onal de rec u rsos. tem permitido incorporar um novo critério – o econ ô m i co – na esco l h a de altern a tivas tera p ê uticas. A aplicação clínica dos EFs pode. os métodos analíticos não são padronizados e ainda existem problemas metodo l ó gi cos para estimar os custos indireto s (Schu l enberg. é ti co e gerencial – que podem influ enciar na dec i s ã o.

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