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A Engenharia de Automação

Automação Semestre 02/2014
Engenharia de Controle e Automação

FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO

Sistemas Dinâmicos
 Classe dos Sistemas Dinâmicos:
 Tempo “time-driven” Descritos por equações diferenciais na variável
tempo. Contínuos no tempo.
Ex.: fenômenos térmicos, químicos, ...
Sinais analógicos.

Eventos “event-driven” Descritos por Álgebra de Boole, Álgebra
Dióide, Autômatos finitos, redes de Petri e programas
computacionais. Eventos discretos.
Ex.: sistemas on-off, sim-não,...
Sinais digitais.

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Sistemas dinâmicos convencionais tempo  Para classificar esses sistemas é necessário observar os seus sinais:  Contínuo em amplitude e no tempo  Contínuo em amplitude e discreto no tempo  Discreto em amplitude e contínuo no tempo  Discreto em amplitude e no tempo FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO .

 As alterações dos valores são rápidas que podem ser consideradas como instantâneas  Eventos instantâneos externos constituem sinais de entrada que causam eventos discretos internos e de saída FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO .Sistemas dinâmicos – eventos discretos  São sistemas cuja a evolução decorre unicamente de eventos instantâneos. 1-2-3. verde-vermelho... repetitivos ou esporádicos.... avançarecua.  Os sinais são do tipo on-off..

que possibilita ao controlador. que é medida através de um sensor (termômetro). FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO . É considerado então um controle descontínuo. Figura 1. As condições externas que podem influenciar na temperatura da água.diagrama de blocos do sistema térmico. chamadas de distúrbios.O Controle Nesse processo (aquário). Este controle do aquário não possui precisão. A temperatura do ambiente externo influencia diretamente no controle. fazer uma comparação com um valor pré-ajustado (ponto de ajuste) e tomar a decisão de ligar ou desligar o atuador (resistor elétrico).2. o atuador (resistor) permanece em dois estados bem definidos (nenhuma corrente = desligado e máxima corrente = ligado). Figura 1.1– Controle de temperatura elementar. temos a necessidade de controlar a temperatura. mantendo a temperatura dentro de um limite considerado aceitável. Esse tipo de controle chamamos de Liga/Desliga. determinando uma condição diferente de atuação no processo.

Figura 1. Esse tipo de controle chamamos de malha fechada. temos a necessidade de controlar a temperatura. As condições externas que podem influenciar na temperatura da água.Elementos básicos de um controle realimentado. Figura 1. mantendo a temperatura dentro de um limite considerado aceitável. Este controle do aquário possui maior precisão.4. o atuador (resistor) trabalha em uma faixa de sinal analógico. FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO . que é medida através de um sensor (termômetro) com sinal analógico. chamadas de distúrbios. É considerado então um controle contínuo.3– Controle realimentado automático.O Controle Nesse processo de aquecimento. que possibilita ao controlador. fazer uma comparação com um valor pré-ajustado (ponto de ajuste) e tomar a decisão de abrir ou fechar o atuador (válvula proporcional).

 CLPs: Controladores Lógicos Programáveis  PLCs: Programmable Logic Controller  CAPs: Controladores de Automação Programáveis  PACs: Programmable Automation Controller FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO . são de extraordinária importância os controladores lógicos/automação programáveis (CLPs/CAPs – PLCs/PACs). que tornam a automação industrial uma realidade.Automação  Definição: Sistema automático pelo qual os mecanismos controlam seu próprio funcionamento.  Possui a vantagem de utilizar sistemas que envolvam diretamente a informação e a possibilidade da expansão utilizando recursos de fácil acesso . quase sem a interferência do homem. neste contexto.

-Nos PACs a instrução de PID é para controle avançado (PIDE) -Todos os PACs utilizam a unidade de medida de memória em bytes. SFC. -Programa baseado em tags. Gestão e Controle de Drives e Motion e DCS (controle de processo). Exemplo: CPU 5/05 com 64kw. -A CPU nos PLCs modulares deve ser sempre no slot 0. -Pode ter programação de lógica on-line mas não cria endereços de memória on-line... Motores.. -Tem opção de RIUP conforme o modelo do PAC. o usuário nomeia as variáveis. Batch. Exemplo: Aux_Auto. -Alguns PLCs gerenciam I/Os remotos em redes..Automação CLPs ou PLCs -Linguagens: 1 ou 2 (LD e/ou ST). Exemplo: PLC5.. . -Nos PLCs a instrução de PID é para controle básico. -Programa baseado em endereços de memória prédefinidos pelo fabricante..) e criação de estrutura de vetores e matrizes. . CNC. -Disciplinas de controle: Safety. Temp_caixa. -No software de programação de todos os PACs é possível a criação de blocos de controle (AddOns) e estrutura de variáveis (Tanques. . (Controlador da bancada 1 do LAB) FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO . -Todos os PACs gerenciam I/Os remotos em redes. FB e ST. Exemplo: CPU do CMX L32E 750kbytes. -A CPU nos PACs modulares podem ser instalado em qualquer slot do rack ou chassi. -Disciplinas de controle: Intertravamento. SLC500 e MicroLogix: B3:0/0 N7:0 . -No software de programação da maioria dos PLCs não é possível a criação de blocos de controle (Add-Ons) e nem estrutura de variáveis (Tanques. CAPs ou PACs -Linguagens: mínimo 4: LD.. Intertravamento. Motores. -Programação de lógica e banco de dados on-line. ou seja.) e nem criação de estrutura de vetores e matrizes. -A maioria dos PLCs utilizam a unidade de medida de memória em words. -Não tem RIUP (Remove Insert Under Power)..

executa o programa. -Nos PLCs somente pode existir uma CPU no rack ou chassi. (pipeline).Automação CLPs ou PLCs – continuação: CAPs ou PACs – continuação: -Os PLCs tem scan de processamento básico como: leitura do estado das entradas. rotinas periódicas. FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO . rotinas por evento. -Nos PACs podem existir mais de uma CPU no rack ou chassi. escrita nas saídas e executa comunicação. -Os PACs tem scan de processamento conforme a prioridade e tempo de execução das rotinas contínuas. prioridade de leitura e escrita das entradas e saídas.

Automação  Além da redução de custos de instalação. A fiação é necessária apenas para a alimentação e as entradas e saídas. FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO . não há nenhuma chance de ocorrer um erro de fiação lógica. Com toda a lógica existente na memória do Controlador. este pode ser facilmente transferido e descarregado (download) para outros Controladores. minimiza a depuração e aumenta a confiabilidade. PLCs ou PACs proporcionam valor acrescentado muitos benefícios:  Confiabilidade. Isso reduz o tempo de programação. Uma vez que um programa foi escrito e depurado.

FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO . Os usuários finais podem modificar o programa no campo. ou. Alterações do programa podem ser feitas com poucas intervenções do programador.Automação  Flexibilidade. OEMs (fabricantes originais de equipamentos) podem facilmente implementar atualizações do sistema através do envio de um novo programa em vez de uma pessoa de serviço. os OEMs podem impedir que os clientes finais possam alterar o programa (um recurso de segurança importante). inversamente.

desde uma disciplina de controle simples como uma ação repetitiva de manipulação até a manipulação de dados complexos. outros Controladores ou a facilidade na coleta de dados pelos computadores e a troca de informações.Automação  Funções avançadas. A padronização dos Controladores abrem muitas portas para “designers”. Comunicando-se com interfaces de operação. Controladores podem executar uma grande variedade de disciplinas de controle. e também simplifica o trabalho para a equipe de manutenção do sistema. FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO .  Comunicações.

Por causa de alguns processadores de máquinas automatizadas que processam milhares de dados .  Diagnóstico. A capacidade de resolução de problemas de dispositivos de programação e os internos ao processador possibilita obter um diagnóstico no Controlador e permite que os usuários possam facilmente encontrar e corrigir problemas de software e hardware. FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO .Automação  Velocidade.e objetos que passam por uma fração de segundo na frente de um sensor – são aplicações de automação que requerem muitas vezes que o Controlador tenha a capacidade de ter uma resposta rápida.

linhas de pintura e tratamento de água. Virtualmente qualquer aplicação que requer controle elétrico pode-se usar um Controlador. Wastewater treatment facility Controladores são aplicados em uma grande variedade de indústrias. sistemas de segurança. Packaging FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO . envasamento e embalagem. produtos farmacêuticos e metais. montagem automatizada. Processos utilizando Controladores incluem: acondicionamento.Automação Não importa qual seja a aplicação. incluindo alimentos e bebidas. plásticos. automotivo. o uso de Controladores ajuda a aumentar a competitividade. manuseio de materiais. geração de energia. papel e celulose. climatização / construção de sistemas de controle. químico. usinagem.

Automação  Principais objetivos da Automação:  Reduzir custos de produção  Maior nível de qualidade  Controle por especificações numéricas de tolerância  Maior flexibilidade de modelos de manufatura para o mercado  Maior segurança coletiva para os operários  Menores perdas materiais e de energia  Mais disponibilidade e qualidade da informação sobre o processo  Melhor planejamento e controle da produção FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO .

A pirâmide a seguir mostra diferentes níveis de automação encontrados em uma planta industrial. No topo da pirâmide . conversores de freqüência ou sistemas de partida suave sobre máquinas e motores e outros processos produtivos. a característica marcante é a informação ligada ao setor corporativo da empresa com sistemas de gestão “Business Intelligence”.Arquitetura da Automação Industrial  A pirâmide da Automação Industrial:  A automação industrial exige a realização de muitas funções. atuando via inversores de freqüência.  Na base da pirâmide está freqüentemente envolvido o Controlador Programável. FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO .

Softwares para gestão de vendas e financeira. e as Interfaces Homem-Máquina (IHM) Nível 1: É o nível das máquinas. Nível 4: Nível da programação e planejamento da produção. Nível 2: Controladores digitais. FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO . Constituído por banco de dados. Nível 3: Controle do processo produtivo da planta. relatórios e estatísticas de processo. realizando o controle e a logística dos suprimentos. dinâmicos e lógicos. algoritmos de otimização da operação produtiva. com informação sobre índices de qualidade da produção. Decisão e gerenciamento de todo o sistema. e de algum tipo de supervisão associada ao processo. dispositivos e componentes (chão-de-fábrica). Aqui se encontram concentradores de informações sobre o Nível 1. índices de produtividade.Arquitetura da Automação Industrial      Nível 5: Administração dos recursos da empresa.

contagem. seqüenciamento. FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO . Utiliza uma memória programável para armazenar instruções e executar funções específicas: energização/desenergização. temporização. operações matemáticas e manipulação de dados.  De início o Controlador Lógico Programável (CLP ou PLC) é um dispositivo digital que controla máquinas e processos.Arquitetura da Automação Industrial  Computadores para Automação.

Arquitetura da Automação Industrial  Computadores para Automação.  O desenvolvimento dos CLPs começou em 1968 em resposta a uma necessidade constatada pela General Motors. FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO .

Para reduzir este alto custo. com a flexibilidade de um computador. Também era preciso que suportasse o ar poluído. isto ocorria sempre que se mudava um modelo de carro ou se introduziam modificações na linha de montagem. a GM consumia dias ou semanas para se alterar um sistema de controle baseado em relés. a vibração. a GM especificou um sistema de estado sólido.Arquitetura da Automação Industrial  Computadores para Automação. que pudesse ser programado e mantido pelos engenheiros e técnicos nas fábricas. o ruído elétrico e os extremos de umidade e temperatura encontrados num ambiente industrial FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO .  Origem: (1968/69) Naquela época.

FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO .Arquitetura da Automação Industrial  Sistemas de Controle tradicionais com relés e contatoras.

Arquitetura da Automação Industrial  Computadores para Automação. FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO .

Permitir tanto o controle lógico quanto o controle dinâmico (P+I+D). Linguagens amigáveis para o projetista de automação de eventos discretos.  Os Controladores (controladores Industriais) se caracterizam por:      Robustez adequada aos ambientes industriais. FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO . Programação por meio de computadores pessoais.Arquitetura da Automação Industrial  Computadores para Automação. Incluir modelos capazes de conexões em grandes redes de dados.

Arquitetura da Automação Industrial  Computadores para Automação. modificação que. via de regra cansativo. FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO . 2 e 3 da pirâmide de automação. por qualquer motivo. Com o Controlador basta modificar o programa mantendo o hardware. Para efetuar uma modificação da lógica dos comandos. demorado e dispendioso. implicava uma reforma total dos armários elétricos. era necessário um rearranjo na montagem. às vezes. do ponto de vista físico com Controlador Industrial.  As figuras representam os níveis 1.  O Controlador Industrial vem substituir circuitos de relés que integravam o antigo painel industrial.

Arquitetura da Automação Industrial  Computadores para Automação. 2 e 3 da pirâmide de automação. do ponto de vista como diagrama de blocos FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO .  As figuras representam os níveis 1.

uma ou mais IHM com tela até 15” M. um PC para supervisão para até 15 telas.Arquitetura da Automação Industrial  Níveis de Complexidade da Automação:  Pequena – até 200 I/Os. um PC para supervisão para até 25 telas. ou C. uma IHM com tela até 10” M. ou C... uma IHM com tela até 6” M. mais de uma rede de dados do mesmo protocolo ou de diferentes protocolos.  Grande – mais de 1000 I/Os.  Média – até 1000 I/Os.. FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO . pequenas redes de dados (10 nós). um ou mais PCs para supervisão com mais de 25 telas com arquitetura servidor/cliente podendo ter redundância de servidores. ou C. médias redes de dados (60 nós).

Arquitetura da Automação Industrial Uso atual dos CLPs ou PLCs Aplicações pequenas Uso atual dos CAPs ou PACs Grandes aplicações Aplicações Compactas Conectividade Simples Eixos coordenados Mecanica ligada a máquina Eixos com servo drives Máquinas stand alone Alimentadores de robos Grande capacidade de controle Baixo custo Conectividade avançaca Controle elétrico e mecânico Apenas controle Capacidade de trocar informação Baixos custos de engenharia com outros sistemas Baixa Arquitetura de Componentes Integration Continuum Alta Arquitetura Integrada FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO .

Perguntas? FENG – ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO .