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DESENVOLVIMENTO DE UMA GELADEIRA

VISANDO A MINIMIZAÇÃO DA PERDA DE
ALIMENTOS QUE ESTRAGAM

Leite Junior, P. R. S.
FAT-UERJ, Engenharia de Produção, paulojunior02@hotmail.com.

Pinheiro, V. L.
FAT-UERJ, Engenharia de Produção, victorlelis@uol.com.br.

Oliveira, F. C. P.
FAT-UERJ, Engenharia de Produção.

Gonçalves, D. E. P.
FAT-UERJ, Engenharia de Produção.

Freitas, F. V.
FAT-UERJ, Engenharia de Produção.

Co-Autor
Matias, N. T.
FAT-UERJ, Engenharia de Produção, nelson.matiaz@gmail.com.

Resumo: Os problemas relacionados à dificuldade em perceber o alimento estragado
deve-se a correria do dia-a-dia e a má disposição dos alimentos na geladeira. Alimentos
baratos em mau estado de conservação devem-se ao fato de que esses não possuem boa
qualidade e necessitam de um cuidado maior. Alimentos na porta estragam mais rápido
pelo fato de serem mal refrigerados. Climas quentes ajudam a estragar os alimentos, pois
dificulta a refrigeração.A Forma de organização dos alimentos na geladeira dificultando a
visualização deve-se a má disposição dos alimentos dentro desta. Matérias metálicos
presentes deve-se ao fato de matérias metálicos ao se oxidarem ajuda a estragar os
alimentos rapidamente .Foi desenvolvido uma geladeira que atenuasse as causas
principais de alimentos que estragam

Abstract:The problems related to the difficulty in perceiving the food spoiled due to run
the day-to-day and poor provision of food in the refrigerator. Cheap food in bad
conditions due to the fact that they do not have good quality and need greater care. Food
at the door spoil faster because they are poorly refrigerated. Hot climates help spoil food,
because cooling becomes harder.The form of organization of food in the refrigerator,
making viewing difficult due to poor provision of food within it. Metallic materials
present due to the fact that it can be oxidized to help spoil food quickly. It were
developed a refrigerator. A refrigerator was developed to alleviate the major causes of
foods that spoil
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1 Introdução:

O Projeto visa exercitar o desenvolvimento de produtos e foi parte constituinte da disciplina de
Desenvolvimento de Produtos do curso de Engenharia de Produção da Universidade do Estado
do Rio de Janeiro. Os passos metodológicos adotados procuram estudar os diferentes momentos
de desenvolvimento de um produto.

2.Reconhecimento do Problema

Os refrigeradores atuais não são capazes de reconhecer os alimentos estragados e não possuem
uma forma mais eficiente de evitar que estraguem.

2.1 Delimitação do Problema
Foram analisados alguns aspectos pertinentes a geladeiras comuns e listadas algumas causas:
a. Dificuldade em perceber o alimento estragado
b. Alimentos baratos em mau estado de conservação
c. Alimentos na porta estragam mais rápido
d. Climas quentes ajudam a estragar os alimentos
e. Forma de organização dos alimentos na geladeira dificultando a visualização
f. Matérias metálicos presentes
O desejo de tornar a vida do consumidor mais prática, evitando-se o desperdício de alimentos
foram os grandes motivadores deste projeto.

3. Análise Estrutural

Deve-se modelar funcionalmente o produto, permitindo ao desenvolvedor de produto propor e
descrever um novo projeto, ainda em situação análoga e abstrata. Os modelos funcionais permitem
que o produto seja representado por meio das suas funcionalidades, ou seja, por meio das suas
funções – tanto aquelas realizadas externamente ao produto em sua interação com o ambiente
quanto as funções internas ao produto, realizadas pelas suas partes.” (ROZENFELD, 2006, p.237).
A estrutura do produto foi dividida em 21 partes (Figura 1), e estas partes foram definidas
(Quadro1).

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Figura 1 Estrutura da Geladeira
Subsistemas Função
(A) Compartimento do freezer. Armazenar alimentos.
(B) Prateleiras do freezer. Dividir e organizar os espaços no freezer.
(C) Controle de fluxo de ar do freezer. Controlar e direcionar o fluxo de ar no freezer.
(D) Controle de temperatura Controlar a temperatura e comporta as lâmpadas.
(E) Gaveta de carnes. Armazenar carnes.
(F) Cesto de ovos. Armazenar ovos.
(G) Saídas de ar. Permitir o fluxo de ar pelo refrigerador naquele ponto.
(H) Sensor de temperatura. Medir a temperatura.
(I) Prateleiras removíveis Flexibilizar o espaço interno.
(J) Tampa de vidro temperado. Torna visível o que está no seu interior,
(L) Controle de umidade Controlar a umidade .
(M) Gavetas duplas Armazenar especificamente legumes, frutas, e verduras.
(N) Rodízios e pés niveladores. Dar apoio, equilíbrio e mobilidade.
(O) Prateleiras multiuso pequenas. Armazenar pequenos alimentos no freezer.
(P) Ice Factory. Armazenar os cubos de gelo na porta.
(Q) Puxadores das portas Abrir porta e freezer.
(R) Prateleiras porta-laticínios. Armazenar laticínios.
(S) Prateleiras porta-latas. Armazenar latas.
(T) Prateleiras multiuso pequenas. Armazenar pequenos alimentos no freezer.
(U) Prateleira multiuso ampla. Armazenar alimentos em geral no refrigerador.
(V) Prateleiras e separador de garrafas. Armazenar Garrafas e separá-las.
Quadro 1 –Estrutura da Geladeira

4 Mapa de Materiais e Processos

Segundo Callister (2000, p.3) “Muitas vezes um problema de materiais consiste na seleção do
material correto entre muitos milhares de materiais disponíveis.” Desta forma, resumidamente
foram identificados os materiais e os processos empregados na elaboração do produto estudado
(Quadro 2).

MATERIAL CARACTERÍSTICAS PROCESSO
Ferro Resistências a choques Corrosão
Boa resistência mecânica.
Com tipo anti-corrosivo
Poliuretano Baixa densidade e absorção de umidade Isolante
expandido Peso leve, para não sobrecarregar o peso do aparelho
Resistência ás mudanças de temperatura
Plástico Adaptar-se em distintas formas Formas
Gaxetas Vedar a pressão contra a parede Vedação
Quadro 2 Materiais e Processos
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5 Perfil do Usuário

A geladeira proposta no projeto tem como destino o uso doméstico, tornando mais prático um
item fundamental em qualquer casa, auxiliando também na economia do lar. O produto é
recomendado para maiores de 8 anos, sendo que algumas funções inovadoras necessitam de uma
idade a partir de 12 anos. Mais recomendados para famílias e pessoas com facilidade para utilizar
das tecnologias do produto.

6 Aspectos Técnicos

6.1 Materiais
Além dos materiais comuns às geladeiras existentes no mercado (aço, poliuretano expandido,
plástico e gaxetas) ,o produto deve possuir um LCD que funcionará com um hardware.

6.2 Síntese
Nesta etapa, são definidos todos os aspectos levantados e analisados. Desta forma, tem-se uma
referência para a Geração das Alternativas. Cada item pesquisado será definido de maneira que
oriente o processo criativo e sistêmico para a nova proposta de produto.

6.3 Definição dos Requisitos da necessidade do usuário
Baxter (1998, p.7) diz que “Diversos fatores determinam as diferenças entre o sucesso e o
fracasso no lançamento de novos produtos.” Destacamos alguns deles: forte orientação para o
mercado, planejamento prévio e fatores internos à empresa. (BAXTER,1998, p.7). Apresentamos
os principais requisitos dos usuários a partir da pesquisa realizada no levantamento de dados. São
eles:
 facilidade no armazenamento dos alimentos empacotados;
 diminuição no consumo de energia;
 maior conservação dos alimentos;
 controle sobre a organização do refrigerador.

6.4 Diferenciais do Produto em relação aos similares
A razão do poduto ter diferenciais em relação a seus similares reside no fato de se criar um
atrativo a mais para os consumidores. Segundo Baxter (1998, p 131) analisar as características dos
produtos que concorrem com o novo produto proposto significa examinar os produtos que os
consumidores poderiam comprar no lugar do seu novo produto em busca das mesmas funções.
Assim definimos 2 características diferenciais do produto proposto. São elas:

Display com alerta de validade;
O dispositivo do display será utilizado para registrar os produtos que irão ser colocados no
refrigerador. Esse display irá gravar toda a informação necessária através de um sistema de alerta
sobre a validade do produto. O display também apresentará o conteúdo no interior do
refrigerador, fazendo com que o usuário não tenha a necessidade de abrir o refrigerador sem
saber o que irá pegar. Tudo isso acarretará uma redução de consumo de energia, praticidade e
conforto.

Empacotador a vácuo;
O equipamento será usado de forma que o alimento seja colocado em um saco plástico
específico, e depois inserido próximo ao dispositivo que irá funcionar com um simples toque
sugando todo o ar de dentro do saco e embalando.

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7 Geração de Alternativas

Buscamos alternativas eficientes para melhor atender o escopo original do projeto, detalhamos
somente as partes diferencias do nosso produto. As partes não citadas são comuns para todas as
alternativas e existentes em qualquer produto similar.

7.1 Matriz de Concepção
Tendo já realizado a geração de alternativas, e identificado os principais subsistemas, partimos para
uma concepção do produto utilizando a ferramenta Matriz de Concepção para formarmos diferentes
composições.São elas:

T1 – Maior facilidade de uso e menos gasto de energia;

T2 – Tela maior, maior facilidade de visualização e maior gasto de energia;

T3 - Design chamativo e maior capacidade de armazenamentos de dados;

V1 – Maior durabilidade e maior facilidade de uso;

V2 – Maior rapidez e menor capacidade;

V3 – Maior gasto de energia, maior capacidade;

E1 – Um terço da capacidade é do congelador, menor peso, boa mobilidade;

E2 – Um quarto da capacidade total é do congelador, maior funcionalidade;

E3 – Metade da capacidade total é do congelador e maior peso.

Diversas composições podem possibilitar diferentes formas do produto gerando novas
alternativas (Quadro 3).

Alternativa 1 Alternativa 2 Alternativa 3
T1 T2 T2
V2 V3 V1
E1 E2 E3
Quadro 3 Matriz de Concepção.

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Pode-se então perceber o resultado da forma gerada, a partir da Matriz de Concepção (Quadro 4).

Alternativa 1 Alternativa 2 Alternativa 3

Quadro 4 Diferentes topologias para os sistemas propostos.

8 Seleção da melhor alternativa

8.1 Matriz de Avaliação:
Nesta fase podemos reutilizar algumas ferramentas ou considerarmos alguns conceitos para nos
ajudar a definir qual dentre uma série de conceitos propostos (Quadro 5) reúne as melhores
vantagens levando-se em conta a concorrência e as demandas dos usuários.

Peso Alternativa 1 Alternativa 2 Alternativa 3
Conceitos
(1 a 5) Notas Pontos Notas Pontos Notas Pontos
Capacidade do Freezer 4 4 16 3 12 5 20
Capacidade do Refrigerador 4 4 16 5 20 3 12
Design 5 5 25 3 15 4 20
Embalador 5 4 20 5 25 3 15
Display 5 4 20 5 25 3 15
Consumo de Energia 5 5 25 3 15 4 20
Saídas de Ar para as Portas 4 4 16 3 12 5 20

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Variedade de Compartimentos 4 5 20 4 16 3 12
Total: 158 Total: 140 Total: 134
Quadro 5 Matriz de Avaliação

Os resultados indicam que a alternativa 1 as demandas necessárias para se atingir ao objetivo de
um produto competitivo e que seja de interesse dos futuros usuários.

9 Detalhamento técnico

Apresentamos os sistemas que irão constituir a proposta do produto, mas que segundo Baxter
(1998, p.221) poderá alterar o seu formato final após a apresentação a administração da empresa
desenvolvedora do produto (Quadro 6).
Compressor Tubo de sucção Condensação Armazenamento
Refrigerante: R-134ª Material: Cobre Tubo de processo Sistema Frost-Free e
Voltagem e Forma: Curvo 34º p/ Material: Cobre Wind Flow;
frequência nominal: trás Forma: Reto Gaveta Freezer;
115-127V / 60Hz; Diâmetro: +0.12/-0.08 Diâmetro: +0.12/- Sistema Gelo Fácil
Tipo de Aplicação: [mm]. 0.08. com Abastecedor;
Baixa Pressão de Gaveta Deslizante;
Retorno; Freezer;
Tipo de Motor: Compartimento
RSCR; Extra-Frio;
Torque de Partida: Prateleiras de Vidro
LST - Baixo Torque Deslizantes;
de Partida; Ar Frio;
Referência Comercial: Porta Latas;
1/4 hp] Cesto Porta Ovos;
Carga de óleo: 200 Separador de
[ml]. Garrafas;
Separador de
Embalagens;
Gaveta de Legumes.

Quadro 6 Subssistemas que compõe o produto.

10. Conclusão

Na alternativa selecionada teremos as características que diferenciam o produto dos demais
produtos do mercado e que ainda contribuem para a resolução dos problemas propostos.
Como o Embalador a vácuo que propicia uma melhor condição de armazenamento dos produtos,
o display que contribui para a diminuição do consumo de energia e para a utilização dos
alimentos antes que estraguem, bem como características como as saídas de ar frio para as portas
para minimizar a perecibilidade dos alimentos localizados na mesma.

11 Referências Bibliográficas

BAXTER, Mike. Projeto de Produto: Guia Prático para o design de novos produtos. 2.ed. São
Paulo: Edgard Blücher, 1998.

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CALLISTER, William D. Ciência e engenharia de materiais: uma introdução.5.ed. Rio de
Janeiro: LTC Editora, 2000.

MATIAS, Nelson T. Metas de Qualidade e do Produto: Modelagem Funcional do Produto.
UERJ: notas de aula, 2009.

_______Metodologia de Projetos. FATEA: notas de aula, 2002.

ROZENFELD, Henrique; FORCELLINI, Fernando Antônio; AMARAL, Daniel Capaldo;
et al. Gestão de Desenvolvimento de Produtos: uma referência para a melhoria do
processo. São Paulo: Saraiva. 2008.

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