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Módulo Materiaiis

Disciplin
na Ensaioos de Matteriais
Tópico 22.2

ENSAIOS
MECÂNICOS
H i
Henrique

Módulo Materiaiis
Disciplin
na Ensaioos de Matteriais
Tópico 22.2

REFERÊNCIAS
•ASM Handbook Volume 8;
•ASTM E8 – Tension Testing of Metallic
M t i l
Materials;
•AWS B4 – Standard Test Methods for
mechanical Testing
g of welds;;
•ASTM E9 – Compression Testing;
•ASTM E10 – Brinell Hardness;
•ASTM E18 – Rockwell Hardness;
•ASTM E21 – Tração a quente;
•ASTM E 23 – Charpy V;
•ASTM E83 – verificação de extensômetro;
•ASTM E110 – portable hardness;
•ASTM E140 – conversão de durezas;
•ASTM E190 – dobramento soldas;
•ASTM E290 – dobramento;
•ASTM E384 – dureza Vickers;
•ASTM E399 - KIC

•ASTM A370 – Mechanical testing of Steel Products;
•ASTM
S
E9 – Compression
C
Testing;
•ASTM
ASTM G129 – Standard Practice for Slow Strain Rate
Testing to Evaluate the Susceptibility of Metallic
Materials to Environmentally Assisted Cracking;

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Tópico 22.2

•ASTM E1823 – Standard Terminology Relating to
Fatigue
g and Fracture Testing;
g;
•EN 15653 - Metallic Materials - Method of test for the
determination of quasistatic fracture toughness of
welds (CTOD);
•ASTM E111 – Standard Test Method for Young's
Modulus;
•ASTM E132 – Standard Test Method for Poisson's
Ratio at Room Temperature

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.Portable Hardness Testing g by y the Ultrasonic Contact Impedance Method. Souza . •Ensaios mecânicos de Materiais Metálicos Fundamentos teóricos e práticos – Sérgio A.2 •ASTM E208 .Drop-Weight Test to Determine NilDuctility Transition Temperature of Ferritic Steels ASTM A 1038 .REFERÊNCIAS •ASTM E 1820 . OBS: a norma ASTM E 1290 foi descontinuada em 2013.Standard Test Method for M Measurement t off Fracture F t Toughness T h (CTOD. (CTOD J integral).

Os esforços supracitados podem ser: tração compressão. tração. compressão cisalhamento. .PROPRIEDADES MECÂNICAS Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Definição: Propriedade mecânica dos materiais definem o comportamento do material (resposta) quando sujeito a cargas externas ser capaz de d resistir i i ou transmitir esses esforços sem se fraturar ou deformar de forma incontrolada. cisalhamento flexão e torção.

2 Resposta do material a um estímulo externo REQUERIDAS EM SERVIÇO • Resistência Mecânica • Tenacidade • Resistência à Corrosão • Resistência ao Calor • Resistência ao Desgaste • Resistência à Fadiga REQUERIDAS EM FABRICAÇÃO • Temperabilidade • Soldabilidade • Usinabilidade .PROPRIEDADES DOS MATERIAIS Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

)) Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.). flexão. de sua finalidade e das propriedades que se deseja medir.. flexão torção flexão. torção. projetos. forma e local de retirada de corpos de prova (representatividade). cisalhamento. .quantidade e tamanho das amostras. •Normalmente para cada tipo de produto existem especificações (normas) onde estão definidos ensaios e requisitos. •Resultados .NOÇÕES PRELIMINARES •Ensaio Mecânicos são geralmente destrutivos pois promovem a ruptura ou a inutilização do material (exemplo tração. •Fatores Fatores importantes . fadiga fadiga.2 •Em geral os ensaios mecânicos são realizados pela aplicação em uma amostra do material de esforços mecânicos (tração.. impacto impacto. resultados comparativos/qualitativos (não utilizados em projeto). •O tipo de ensaio que deve ser realizado é função do produto que está sendo testado ou qualificado.. compressão . dobramento..Cálculo de tensões de trabalho.

Fornece requisitos q p para equipamentos. tratamento térmico. ASTM A370 •Normas mais utilizadas . . utilização composição química química. AFNOR. DIN. AWS. JIS. q p . ASTM A36 •Métodos de ensaio e de análise. ASME.NOÇÕES PRELIMINARES Normas Técnicas •Especificação de material Valores mínimos ou faixas de propriedades que devem ser atendidas em função da utilização. SAE. tamanho e forma dos corpos de prova e tipo e forma de apresentar resultados. marcação. Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Pela especificação pode-se pode se verificar os ensaios exigidos exigidos. ISO.ABNT. microestrutura. Procedimento para efetuar um ensaio mecânico garantindo resultados reprodutíveis. ASTM. identificação.

Exemplo 2 Exemplo 3 .2 • COMPOSIÇÃO QUÍMICA (tipo de liga) • TIPO DE PROCESSAMENTO (fundido.Exemplo 1 . laminado) • CICLOS TÉRMICOS É (temperado. BASICAMENTE: Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. forjado. envelhecido) .PROPRIEDADES DOS MATERIAIS AS PROPRIEDADES DE SERVIÇO OU DE FABRICAÇÃO DE UM MATERIAL ESTÃO RELACIONADAS ÀS SUAS CARACTERÍTICAS METALÚRGICAS.

Uma célula de carga mede a força aplicada e a d f deformação ã d do corpo d de prova é d determinada t i d pelo l deslocamento do barramento. .ENSAIO DE TRAÇÃO Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Consiste C i t em se tracionar t i um corpo de d prova na direção de seu eixo longitudinal com velocidade constante até a ruptura. ruptura através do deslocamento de um barramento (fuso sem fim ou mecanismo hidráulico). ou diretamente medida pela utilização de um extensômetro extensômetro.

Ksi Deformação . adota-se a relação Lo=5.2 Adimensional (%) Corpos d C de prova tí típicos i empregados d em ensaios i d de ttração.ENSAIO DE TRAÇÃO Tensão .Força /Área () Kgf/mm2. t i l exceto em casos especiais.L / L0 () Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.So o que torna Lo=5d para corpos de prova de seção circular. ã P Por acordo d iinternacional.65. . MPa.

do barramento Esquema de um ensaio de tração.. com velocidade constante.Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. Neste caso o corpo de prova é tracionado pelo deslocamento de um barramento acionado pela rotação de parafusos sem-fim .2 ENSAIO DE TRAÇÃO A Célula de carga mede a resistência q que e o corpo de prova oferece ao movimento.

.2 ENSAIO DE TRAÇÃO Curva típica resultante de um ensaio de tração (tensão/deformação) e etapas do comportamento de um material dúctil durante o ensaio.Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

Curva 2 .2% para aços) Curva 1 aços).2 E=/ •Tensão Limite de Escoamento (y) (LE) . ou módulo young (E) Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.Coeficiente de proporcionalidade dentro do regime elástico é o módulo de elasticidade. deslocada deste.transição do comportamento elástico para o comportamento plástico.ENSAIO DE TRAÇÃO Propriedades •Módulo de Elasticidade . pelo valor de uma deformação estabelecida (0. Limite de Escoamento convencional é a tensão determinada pela interseção da curva  x  com uma linha paralela ao trecho elástico. •Descontinuidade no Limite de Escoamento Muitos materiais não apresentam transição gradual do comportamento elástico para o plástico exibindo uma curva tensão – deformação.

Propagação das bandas de Luders .2 ENSAIO DE TRAÇÃO Curva  x  apresentando limites de escoamento superior e inferior.Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

cuja redução de área na fratura seja superior a 30%. materiais.2 DUCTILIDADE A ductilidade é medida pelo alongamento na fratura. Na prática podem ser considerados dúcteis.  e pela redução de área Ra na fratura. dividida pela área inicial. .  = (Lf –Lo) Lo) / Lo Ra = (Ao – Af) / Ao Um material completamente dúctil teria redução de área na fratura de 100%. Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.ENSAIO DE TRAÇÃO TENSÃO LIMITE DE RESISTÊNCIA À TRAÇÃO (T) (LR) É a carga máxima registrada no ensaio de tração. f calculados pelas expressões abaixo e usualmente fornecida em termos percentuais.

2 Curva Tensão x Deformação Verdadeira S=(+1) v = ln (  + 1 ) Comparação entre as curvas tensão x deformação de engenharia e tensão x deformação verdadeira .ENSAIO DE TRAÇÃO Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

. AWS. .2 •Normas .Utilizado para avaliação da resistência mecânica da junta soldada e metal de solda solda. (exemplo) Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.ENSAIO DE TRAÇÃO Juntas Soldadas •Qualificação de Procedimentos .ASME IX..

2 ENSAIO DE TRAÇÃO Resistência pode variar com orientação .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

03 0.04 0.ENSAIO DE TRAÇÃO Endurecimento por deformação 1000 Ten nsão.02 0. mm/mm 0.2 800 600 400 200 0 0.06 0.05 Deformação.07 . MPa Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. ç .01 0.

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 ENSAIO DE TRAÇÃO Ç .

2 Torção Frágil tensões normais Dúctil tensões cisalhantes Efeito do tipo de carregamento na forma de falha .TORÇÃO Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

2 COMPRESSÃO Frágil tensões cisalhantes Dúctil tensões cisalhantes Efeito do tipo de carregamento na forma de falha .COMPRESSÃO Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

Segunda Guerra Mundial .2 ENSAIO CHARPY Fratura frágil ocorrida no navio tanque T T-2 2 SS .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

2 ENSAIO CHARPY .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

O ensaio Charpy é padronizado pela norma ASTM E23 ASTM E23 Neste ensaio o corpo de prova contém um entalhe e recebe o impacto de um martelo martelo. A diferença de energia potencial do pêndulo é a energia i absorvida b id . o pêndulo cede energia.2 A ocorrência de fratura frágil por clivagem é favorecida pela presença de um entalhe (concentrador de tensões). d f ã b i pela temperatura baixa e pela (maior velocidade de carregamento elevada. alcançando uma altura de fim de curso inferior à inicial. pelo estado triaxial de tensões i restrição i ã à deformação). que é convertida em energia cinética. é Ao deformar f e fraturar f o corpo de prova.ENSAIO CHARPY Fratura Frágil g Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. O martelo possui inicialmente uma energia potencial.

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. correspondente à variação da altura . O corpo de prova absorve na sua deformação na fratura a diferença de energia potencial do pêndulo.2 ENSAIO CHARPY Esquema de ensaio de impacto Charpy.

2 ENSAIO CHARPY .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

2 Comportamento Co po ta e to Dependente epe de te do ttipo po de material ate a .ENSAIO CHARPY Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 ENSAIO CHARPY % fratura dúctil conforme ASTM E 23 .

2 ENSAIO CHARPY .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 ENSAIO CHARPY Determinação da expansão ate a (mm) ( ) lateral ASTM E23 .

2 ENSAIO CHARPY .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

inicialmente adotado 20 Lbf-ft NDT (nil ductil temperature) – completamente frágil .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 ENSAIO CHARPY Critérios para definição da temperatura de transição FTP (fracture transition plastic) – completamente dúctil FATT (Fracture Appearance Transition Temperature) – 50% frágil T3 – (T1 + T5)/2 T4 – energia de impacto especificada em projeto .

2 ENSAIO CHARPY .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

Utilizado para avaliação da tenacidade da junta soldada e metal de solda solda..2 •Normas .. (exemplo) Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. .ENSAIO CHARPY Juntas Soldadas •Qualificação de Procedimentos . PETROBRAS.AWS.

bem como a determinação ç da influência de tratamentos térmicos em materiais. i i .ENSAIO CHARPY Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. que são os materiais mais utilizados. g . • “adequado” para obtenção de tenacidade ao entalhe em aços estruturais de baixa resistência. • larga utilização no desenvolvimento de materiais e novas ligas. • grande utilização no controle de qualidade e aceitação dos materiais.2 Vantagens g do ensaio de impacto p : • simplicidade e custo baixo.

• dificuldades no posicionamento do entalhe na posição de interesse levam a um grande espalhamento dos resultados. Como as tensões atuantes t t na fratura f t não ã são ã determinadas.2 Desvantagens g do ensaio de impacto p : •resultados de difícil utilização em projetos. do que uma trinca real. severo em relação à •oo entalhe usinado é muito menos severo. • não existe correlação imediata entre os resultados do ensaio e tamanhos admissíveis de defeitos. d t i d a aplicação li ã dos d resultados do ensaio Charpy depende de experiência prévia sobre o comportamento do material e componente. . •o estado t d triaxial t i i l de d tensões t õ é pequeno devido d id as reduzidas d id dimensões do corpo de prova em relação à estrutura real.ENSAIO CHARPY Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. concentração de tensões.

ENSAIO CHARPY

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na Ensaioos de Matteriais
Tópico 22.2

Efeito da espessura e do estado de tensões na tenacidade

ENSAIO CHARPY

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Tópico 22.2

Efeito da espessura e do estado de tensões na tenacidade

AWS D1.1. Observe as notas desta tabela!

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ENSAIO KIC, J Integral e CTOD

2 ENSAIO KIC. J Integral e CTOD .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

J Integral e CTOD .2 ENSAIO KIC.Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

J Integral e CTOD .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 ENSAIO KIC.

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. J Integral e CTOD .2 ENSAIO KIC.

13 31 75 ±0.13 15.75 ±0 25 6.224 ±0.ENSAIO KIC. J Integral e CTOD 25.25 31.35 ±0.26 ±0.13 Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.40 ±0.2 ão eç Dir d a eL na mi o çã .13 8.

os tratamentos térmicos ou mecânicos realizados e a resistência ao desgaste. Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. . por choque e por penetração.DUREZA Os conceitos de dureza e maciez possuem interpretação diferentes em função da atividade desenvolvida pelo usuário. fornece informações sobre a resistência mecânica. a dureza é a resistência oferecida à deformação plástica e é medida principalmente pela resistência à penetração de um material em outro. Esta propriedade é facilmente determinada. Existem três tipos principais de ensaios de dureza: por risco.2 No caso dos metais.

DUREZA Medidas de Dureza por Penetração DUREZA BRINELL (ASTM E10) Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 HB = 2Q/D ( D . D – é o diâmetro da impressão. Relação ç entre carga g e diâmetro da esfera Q/D2 = 30 . D2 – d2 ) Onde D – é o diâmetro da esfera de aço.

satisfatória). .2mm (d1-d2) 0 2mm a impressão é considerada “ovalizada” ovalizada (não (não-satisfatória). HBbarra Se a diferença entre os diâmetros (d1 d2) for maior que 0.DUREZA Medidas de Dureza por Penetração Dureza Poldi e Brinellito Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 HBpeça = (Dbarra/Dpeça)2 .

2 DUREZA Kingg .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 DUREZA Escleroscópica (Leeb) Impedância ultrassônica .

DUREZA DUREZA VICKERS Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Pirâmide de base quadrada de 136º Formação de impressão Vickers.8544 Q / L2 . Determina-se a média das diagonais da impressão. HV = 2Q sen(136º/2) / L2 = 1.

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 DUREZA DUREZA VICKERS .

oq que diminui a utilização ç deste de um p ensaio. a carga é mantida durante um tempo de 18 segundos segundos. possibilitando a determinação da dureza de fases específicas .DUREZA DUREZA VICKERS Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Como todas as impressões são semelhantes (pirâmides com faces de mesmo ângulo) ângulo). p . Para a determinação precisa das diagonais L1 e L2 há necessidade preparo p adequado q da superfície. como no caso da esfera da dureza Brinell. não há necessidade de se padronizar a carga em relação ao penetrador. onde cargas muito pequenas (de 1 kgf até 10 gramas) produzem impressões microscópicas. e além disso. Uma grande aplicação da dureza Vickers é no ensaio de microdureza. as impressões são muito menores.

Inicialmente é aplicada uma pré-carga de 10 kgf. descontada a componente elástica. Que é depois retirada mantendo-se a pré-carga. São usados dois tipos de penetradores: os esférico (esfera de aço temperado) e o cônico (cone de diamante.DUREZA DUREZA ROCKWELL Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. em seguida a carga principal.2 O ensaio de dureza Rockwell se baseia na profundidade da penetração. A dureza Rockwell é obtida através de várias combinações entre carga e penetradores.. sendo os valores alcançados independentes. . com ângulo de 120º e ponta ligeiramente arredondada). A diferença na penetração entre a aplicação da carga total e após a retirada da carga principal é a medida da dureza Rockwell.

59 mm de diâmetro). penetrador de diamante) e B (100 kgf. esfera de 1. HRc ou HRb. exemplo A dureza Rockwell é amplamente utilizada.DUREZA DUREZA ROCKWELL Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. Para caracterizar as condições de ensaio. devido à rapidez da sua determinação e leitura direta no mostrador da máquina de ensaio. HRb por exemplo.2 As combinações mais comuns correspondem às escalas C (carga principal 150 kgf. diminuindo a possibilidade de erros de operação . A dureza Rockwell superficial é medida usando-se pré-carga e carga principal menores. devem sempre ser mencionada as escalas utilizadas utilizadas.

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 DUREZA DUREZA ROCKWELL .

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 DUREZA Relação Dureza x Resistência Mecânica .

API 6A. PETROBRAS..Utilizado para avaliação da dureza /resistência da junta soldada e metal de solda. .. (exemplo) Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 •Normas .DUREZA Juntas Soldadas •Qualificação de Procedimentos .

ENSAIO DE DOBRAMENTO Fornece o ece u uma a indicação d cação qua qualitativa tat a da duct ductilidade dade do material Não determina valores numéricos Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Amplamente utilizado em função da simplicidade .

AWS. . (exemplo) Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.ASME IX.ENSAIO DE DOBRAMENTO Juntas Soldadas •Qualificação de Procedimentos e soldadores .Utilizado para avaliação da ductilidade da junta.2 •Normas .

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 ENSAIO DE DOBRAMENTO .

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 ENSAIO DE FRATURA .

2 NICK-BREAK .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 NICK-BREAK .

2 TRAÇÃO Ç Fish eyes NICK-BREAK .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

2 OUTROS •Achatamento reverso •Achatamento •Crush test •Dobramento •Flaring •Flangeamento Explosão •Explosão •DWT •Ensaio de retenção de trinca de Robertson (crack arrest test) .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 FADIGA .

iniciando com uma pequena trinca que cresce sob a ação de uma tensão utua te flutuante .Fadiga Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Definição • Fadiga g .Fenômeno q que provoca p a ruptura p de componentes mecânicos sob a ação de tensões cíclicas (flutuantes) inferiores a tensão limite de resistência do material. A ffratura por ffadiga di ocorre dde fforma progressiva.

2 • • • • • Aparência frágil Livre de deformação macroscópica na fratura Normal a direção da tensão principal Possui uma região de propagação (lisa) e uma região de fratura final (normalmente dúctil).Fratura Por Fadiga Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. seu progresso é normalmente indicado por anéis que partem do ponto de início da trinca ocorre geralmente a partir de um ponto de concentração de tensão (mecânico ou metalúrgico) .

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22./ mín.2 Ciclos de Tensão R= máx. .

2 S Baixo ciclo – menos que 104 ciclos S limite à fadiga ~= 1/2 tensão máx. Alto ciclo – 104 ou mais ciclos N .Curva S-N Para muitos aços. o limite de fadiga se situa entre 35 e 65% do LR Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

Nucleação e Crescimento de Trincas d F de Fadiga di Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 • • • • Iniciação da Trinca Crescimento em bandas de deslizamento (tensão cisalhante) Crescimento da trinca nos planos de alta tensão de tração Ruptura p final estática .

2 Concentradores de Tensão Geométricos Metalúrgicos • • • • • • • • • Entalhes E t lh mudanças de seção rasgos de chaveta filetes de rosca juntas soldadas porosidade inclusões superaquecimento descarbonetação Condições Superficiais • • • • Rugosidade Presença de Concentradores de Tensão V i õ dde propriedades Variações i d d na superfície fí i Tensão residual na superfície .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

2 Concentração de Tensões Resistência à Fadiga Fadiga x Resistência Mecânica .Características da Soldagem g Associadas à Fadiga g Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

2 • Push – Pull • Flexão rotativa • Flexão alternada .Ensaios de fadiga g Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 .

2 .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

com têmpera p superficial e reparos por solda não registrados .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Aço baixa liga. fundido. Mn-Mo.

2 FLUÊNCIA .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

2 •Fadiga em altas temperaturas •Instabilidades Metalúrgicas em Alta Temperatura •Efeitos do Meio .O TRABALHO EM ALTA TEMPERATURA •Fluência Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

Fluência Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.5Tf °K e Tensão < L.E Ensaio de Fluência Carga constante Temperatura constante e são crescente c esce te Tensão Registra-se deformação com o tempo .2 Definição: Processo de deformação plástica dependente do tempo p Função da Temperatura e Tensão aplicada Normalmente T > 0.

Taxa de Deformação decrescente •Estágio 2 .Fluência Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Curva Deformação X Tempo •Estágio Estágio 1 .Taxa de deformação constante (mínima) •Estágio 3 .Taxa crescente •Ruptura .

f = f (potencial ( t i l d da T Tensão) ã ) Fluência por difusão fluxo de átomos tensões baixas e tempos longos grande interesse industrial Escorregamento g de contornos movimentação de um grão em relação ao outro envolve difusão pelos contornos mais importante no estágio 3 atua em conjunto com outros mecanismos .2 Mecanismos de Fluência Deslizamento de discordâncias movimento de discordâncias (deslizamento cruzado) Taxa de Def Def.= = f( exp.Fluência Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. exp T) Fluência por discordâncias deslizamento e escalagem de discordâncias T Taxa de d D Def.

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Fluência Trincas intergranulares formadas sob condições de fluência Mapa de mecanismo .

Baixas tensões e altas temperaturas Transgranular .Altas tensões e baixas temperaturas .Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Fluência Formação de poros e/ou cavidades nos contornos e no interior dos grãos Intergranular .

Fluência Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.000 horas de operação oscilações das condições esperadas descontinuidades no processo de fluência mudança de mecanismos de deformação •Dificuldade de realização de ensaios nas condições de operação .2 Extrapolação de Resultados •Condições de serviço projeto para 100.

Fluência Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Extrapolação apo ação de Resultados esu ados Larson Miller T (C+log tr) = L Tempo de ruptura  = a tr m Log g x log g tr API 530 .

2 ti/tr =%V Metalografia Medidas de propriedades físicas .Fluência Previsão de Vida Remanescente A vida total despendida é o somatório das parcelas nas diferentes condições de serviço Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Estas modificações provocam modificações nas propriedades mecânicas e químicas dos materiais e podem contribuir para a redução da vida dos componentes que trabalham em alta temperatura. As principais modificações estruturais que ocorrem durante o serviço em alta temperatura são resultado de: •transição de fratura transgranular para intergranular •recristalização •envelhecimento envelhecimento e superenvelhecimento •precipitação ou decomposição de segundas fases •formação de fases intermetálicas •transformações de ordem e desordem . o tempo e a temperatura podem modificar a estrutura metalúrgica g dos componentes p tanto em serviço ç como durante ensaio.Estabilidade Estrutural A tensão.

2 Estabilidade Estrutural A . traços da estrutura original perlítica – 70% da vida p consumida. D – Completa esferoidização dos carbonetos. (Toft e Marsden) . E – Carbonetos dispersos.Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.Material novo. F – Completo coalescimento. perda completa do aspecto perlítico – 90% da vida consumida. B – Início do coalescimento de carbonetos (vida consumida 15%. C – Estágio g intermediário de coalescimento – 30% de vida consumida. Válida para aços ao carbono. C-Mo e Cr-Mo. Evolução microestrutural com o serviço em alta temperatura. mas ainda mantendo o aspecto perlítico – 50% de vida consumida.

2 colapso através de fratura pelos contornos de grão  ‘primário cúbico úbi e  ‘ secundário finamente disperso  ‘primário alinhado  ‘primário arredondado e  ‘ secundário iniciando crescimento início da formação de vazios não necessita regeneração Tempo p de carregamento .Estabilidade Estrutural E tá i d Estágios de evolução l ã microestrutural i t t l com o ttempo  ‘primário iniciando alinhamento Taxa de d desgaste t  ‘primário alinhado  ‘primário coalescido e  ‘ secundário dissolvido Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.

O controle do meio de serviço ou a proteção dos materiais. componentes Na verdade a principal fonte de falhas a temperaturas elevadas e responsável pela substituição prematura de componentes é a degradação dos materiais pelo meio. é fundamental para p p uma boa p performance em alta temperatura.2 O fator crítico na performance de componentes metálicos em alta temperatura é a interação do meio com a superfície dos componentes. através de revestimentos ou da formação de camadas de óxidos protetoras.Efeitos do Meio Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22. ..

Efeitos do Meio
tubo de caldeira na superfície exposta aos gases de combustão

Módulo Materiaiis
Disciplin
na Ensaioos de Matteriais
Tópico 22.2

diferentes
tipos de
óxidos

estrutura
t t
ferítico-perlítica
do aço de
baixo carbono

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Disciplin
na Ensaioos de Matteriais
Tópico 22.2

Módulo Materiaiis
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na Ensaioos de Matteriais
Tópico 22.2

Módulo Materiaiis Disciplin na Ensaioos de Matteriais Tópico 22.2 Obrigado! cfontes@tecmetal.com.br .