UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA - UFV

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS
CIV 313- TRANSPORTES

Transporte a pé

Nomes:
Diego
de
Oliveira
59071
Gabriel
Aguiar
Vilela
61770
Guilherme
Lovatti
61733
Kássia
Mara
Cota
Santos
61776
Thamires
Pacheco
Silva
61803
Professor:
Antônio Carlos Valle de Souza

Os deveres e direitos do pedestre 4. Ações favoráveis ao pedestre 9. Conclusão . Projetos de infra-estrutura 5. Pedestres e seus meios de circulação 3. Introdução 2.2Medidas de melhoria das calçadas e passeios 5. 13 de Outubro de 2010 Índice 1.1.1. Medidas de Engenharia de tráfego 5.2 Medidas de tratamento de interseções e áreas da travessia 6. Problemas relativos ao transporte a pé 7.1 Acidentes envolvendo pedestres 8.1 Calçadas 5.1 Qualidade das calçadas 5. Acessibilidade para os deficientes físicos 7.Viçosa.

Sendo seu uso freqüente na conexão dos variados tipos de transporte. o homem vencia longas distâncias carregando seus bens e artefatos sobre os ombros ou arrastando-os. .1. Com o desenvolvimento de outros meios de locomoção. onde são maiores as deficiências de transporte motorizado e o perfil de renda é menor. como nas regiões mais distantes. é importante para o planejamento de áreas urbanas. Apesar disso. Os primeiros conflitos entre o homem e o veículo surgiram com a formação das primeiras cidades. dando início a expansão da humanidade. Estas tinham sua forma e localização determinadas pelas distâncias de caminhada. Introdução Os primeiros hominídeos começaram a caminhar eretos e sobre os dois pés há pelo menos 3. a demora para a condução passar e a viagem demorada. o transporte a pé ficou restrito a pequenos deslocamentos. continua sendo o mais essencial e indispensável de todos os tipos de transporte. Elas buscam alternativas para enfrentar a condução cara. A locomoção a pé acontece tanto nos locais de maior densidade caso da área central. Como nos primórdios da urbanização a caminhada ainda era o modo de transporte predominante. Estudo divulgado pela revista "PLOS ONE". e reconhecer que as pessoas caminham com diferentes propósitos. o ponto de ônibus ou estação distantes. Com as próprias pernas o homem começou a explorar novos territórios em busca de comida e abrigo. A categoria pedestre engloba crianças. A maior parte das pessoas que andam a pé tem poder aquisitivo mais baixo. Utilizando sua própria força motriz (corpo). Portanto se torna indispensável um estudo adequado para melhorar as condições de infra-estrutura para os pedestres.6 milhões de anos. adultos e idosos com suas diferenças em agilidade e percepção. Compreender o significado do termo “pedestre”. como também com suas limitações físicas que incluem deficiências de locomoção e de visão. daí justifica-se o conflito com a chegada dos novos meios de transporte. desconfortável ou lotada.

Calçada: parte da via. por exemplo. as faixas de serviço. é necessária a separação física dos espaços de circulação. compreendendo a pista.estrutura por onde transitam os pedestres. excepcionalmente. Porém. por questões de limitação espacial e incompatibilidade dos tráfegos de veículos e pedestres. A definição dos espaços de circulação refere-se às características de circulação de cada modo de transporte e as conseqüentes necessidades de segregação e interação. neste último caso. a calçada. os refúgios de auxílio em travessias e os canteiros das avenidas. de ciclistas. ainda que eventualmente. à implantação de mobiliário urbano. destinada à circulação exclusiva de pedestres e. livre de interferências. ilha e canteiro central. . sinalização. como. Via: define via como sendo a superfície por onde transitam veículos. Foco de pedestre: indicação luminosa de permissão ou impedimento de locomoção na faixa apropriada. separado por pintura ou elemento físico separador. Passeio: parte da calçada ou da pista de rolamento. existem outros locais que compõem a infra. normalmente segregada e em nível diferente. vegetação e outros fins. além da calçada. reservada ao trânsito de pedestres e. um espaço tipicamente alocado entre edifícios e a pista de rolamento dos veículos.2. Pedestres e seus meios de circulação Nas áreas urbanas. A solução adotada para circulação de pessoas caminhando foi a criação da calçada. não destinada à circulação de veículos. o acostamento. quando possível. pessoas e animais.

sendo que nas vias rurais deverá ser em sentido contrário ao deslocamento de veículos. podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins. Deveres e direitos do pedestre O Art. quando não houver passeios. Os parágrafos 2 o e 3o desse artigo estabelecem que nas áreas urbanas. obedecer às indicações das luzes. O Art. desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres”. 69 estabelece que “Para cruzar a pista de rolamento o pedestre tomará precauções de segurança. e nas áreas rurais. II .3. utilizando sempre as faixas ou passagens a ele destinadas sempre que estas existirem numa distância de até cinqüenta metros dele. b) onde não houver foco de pedestres. observadas as seguintes disposições: I . a visibilidade. O parágrafo 6°. o cruzamento da via deverá ser feito em sentido perpendicular ao seu eixo. quando não houver acostamento.onde não houver faixa ou passagem. levando em conta. . e em ambos os casos quando não houver proibição para isso ou a segurança ficar comprometida. 68 diz “ É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para circulação. a distância e a velocidade dos veículos. sempre que houver obstrução da calçada ou de passagens especiais a eles destinadas. principalmente.para atravessar uma passagem sinalizada para pedestres ou delimitada por marcas sobre a pista: a) onde houver foco de pedestres. aguardar que o semáforo ou o agente de trânsito interrompa o fluxo de veículos. a circulação de pedestres será feita em fila única pelos bordos da pista de rolamento com prioridade sobre os veículos. determina que o órgão ou entidade com circunscrição sobre a via deverá assegurar a devida sinalização e proteção para a circulação de pedestres.

desobedecer à sinalização de trânsito específica. IV .nas interseções e em suas proximidades. b) uma vez iniciada a travessia de uma pista. no passado. salvo onde exista permissão. já que seus erros normalmente são punidos na própria carne. passarela. onde não existam faixas de travessia. VI . observadas as seguintes normas: a) não deverão adentrar na pista sem antes se certificar de que podem fazê-lo sem obstruir o trânsito de veículos.andar fora da faixa própria. acostumaram-se tanto a andar pelo meio da rua que. . Uma grande parte das infrações.utilizar-se da via em agrupamentos capazes de perturbar o trânsito. andam pela pista de rolamento. 254 estabelece que é proibido ao pedestre: “ I .III . ou para a prática de qualquer folguedo. os pedestres não deverão aumentar o seu percurso. porém. passagem aérea ou subterrânea. pontes.atravessar a via dentro das áreas de cruzamento. O pedestre infrator age assim por ignorância dos reais riscos que corre. ou túneis. II . é cometida conscientemente. Comentários da ABRASPE: Os pedestres também desrespeitam a sinalização. A Prefeitura propôs. V . O Art. multa para pedestre. mas não a implantou. salvo em casos especiais e com a devida licença das autoridades competentes. exceto para cruzálas onde for permitido. desfiles e similares. demorar-se ou para sobre ela sem necessidade.cruzar pistas de rolamento nos viadutos. Na periferia. os pedestres devem atravessar a via em continuação da calçada. mesmo onde existem calçadas. III .permanecer ou andar nas pistas de rolamento. pulando grades e correntes e realizando a travessia onde e do jeito que bem entendem. salvo quando houver sinalização para esse fim. esporte.

Rotas de pedestres: Calçadas. Medidas de engenharia de tráfego As principais medidas de engenharia de tráfego a serem adotadas para proporcionar continuidade e segurança em caminhadas. Medidas de segregação temporal: Semáforos com tempo para pedestre. Semáforos acionados por pedestres. Ruas exclusivas para pedestres. As ações de engenharia de tráfego expostas determinam as intervenções de infra-estrutura urbana para melhoria das condições de circulação de pedestres: tratamento das calçadas. . Prolongamento das calçadas nas áreas de travessia. Travessias supervisionadas por agentes de trânsito. Medidas de segregação espacial: Túneis. Rede de calçadas. Tratamento geral de cruzamentos Ilhas de refúgio para pedestres. Passarelas. passeios. Rotas com uso compartilhado para pedestres e ciclistas. Faixas de pedestres em áreas de travessia.4. interseções e áreas de travessia. Estas medidas devem ser acompanhadas de uma disposição adequada do mobiliário urbano.

devido à topografia do terreno. com altura máxima de 17. Caso a rua tenha inclinação superior a 12%.  AS DECLIVIDADES OU INCLINAÇÕES DOS PASSEIOS A declividade normal no sentido transversal (da parede ou muro para a rua) deve ser de 3% e a longitudinal (no sentido do trânsito de pedestres) deve ser. e canteiro central.1 Calçadas  A LARGURA MÍNIMA DAS CALÇADAS Em vias arteriais: 3. é muito elevada para o deficiente que usa cadeira de rodas. Contudo. com largura mínima de 2. Projetos de infra-estrutura 5. no máximo. cujo limite seria de 8%.5 cm cada um.5. Em vias principais: 3. no mínimo. apesar de não criar problema para o pedestre. deverão ser construídos degraus. Em vias locais: 2. no mínimo. no sentido longitudinal. se a .0 metros de cada lado da via. no mínimo.5 metros de cada lado da via. de 12%. Quanto ao máximo de 12%.0 metros.5 metros de cada lado da via.

Considerando aprovados os seguintes materiais: concreto. mosaico e ladrilho hidráulico.  TRAJETO DO ESCOAMENTO DAS ÁGUAS PLUVIAIS? As águas das chuvas provenientes de telhados.deve atender às dimensões mínimas na faixa livre.os pedestres devem conseguir andar a uma velocidade constante. 5. quintais e de marquises devem ser escoadas por baixo do passeio até as sarjetas que as despejam nos bueiros. Outros materiais poderão ser autorizados desde que ofereçam condições seguras para o trânsito de pedestres.topografia do terreno exige ruas muito inclinadas. .1 Qualidade das calçadas A calçada ideal deve oferecer:  Acessibilidade . sem sujá-la ou inundá-la. não podendo resultar em superfície escorregadia ou derrapante.assegurar a completa mobilidade dos usuários.  Largura adequada . sempre que a rua disponha de guia (meio fio) e sarjeta. muito menos escoando-se sobre as cabeças ou pernas dos pedestres. Em outras palavras.  QUANDO DEVEM SER CONSTRUÍDAS AS CALÇADAS E QUEM SÃO OS RESPONSÁVEIS POR SUA CONSTRUÇÃO E CONSERVAÇÃO? Os passeios devem ser construídos e conservados obrigatoriamente pelos proprietários do imóvel em frente.  Fluidez .  OS TIPOS DE PISO EXIGIDOS O material empregado deve ser durável.1. não há outra solução. essas águas devem ser coletadas em calhas e condutores que passam por baixo da calçada.

2 Medidas de melhoria das calçadas e passeios O bom estado de conservação das calçadas tem duas funções principais: manter o tráfego de pedestres segregado dos automóveis. existe um ponto de conflito ocasionado pelo acesso de automóveis às edificações. 5. quase horizontal. tendo em vista que. conforme a recomendação da NBR 9050 (ABNT. com a calçada em condições adequadas. Espaço de socialização .1. Embora a calçada seja a parte da via destinada à circulação de pedestres. não é preciso que se use a pista de rolamento como desvio. 2004). desde que o desnível entre a calçada e a pista de rolamento tenha cerca de 15 cm. McMAHON et al. Não devem existir obstáculos dentro do espaço livre ocupado pelos pedestres. Desenho da paisagem . (2002) recomenda que as rampas de acesso para veículos sejam semelhantes às designadas para o auxilio de portadores de necessidades especiais de locomoção.não oferecer aos pedestres nenhum perigo de queda ou tropeço. mesmo quando molhado.    Continuidade .piso liso e antiderrapante. com declividade transversal para escoamento de águas pluviais de não mais de 3%.propiciar climas agradáveis que contribui para o conforto visual do usuário. como mostra a figura a seguir: Rampa de acesso para automóveis .deve oferecer espaços de encontro entre as pessoas para a interação social na área pública. já que o ambiente preservado torna-se convidativo. e tornar mais usuários adeptos do ato de caminhar. Segurança .

2 Medidas travessia de tratamento de interseções e áreas de Com o intuito de proporcionar continuidade e segurança ao deslocamento dos pedestres. 2000) e a dificuldade de utilização pelos usuários.Dentre os portadores de necessidades especiais de locomoção. Alguns autores questionam a utilização de passarelas e passagens subterrâneas como medida auxiliar em travessias de pedestres. exposição à assaltos. Para estes. acrofobia e claustrofobia (ABRASPE. recomenda-se que as travessias de pedestres sejam em nível favorecidas por rampa de acesso à pista de rolagem. é importante a implantação de superfícies táteis ao longo do meio fio. e devem levar em consideração aspectos que justifiquem a implantação de dispositivos auxiliares em prol da segurança na utilização da via por motoristas e pedestres. aumento de percurso (DENATRAN. 2002). A Tabela 5. interseções e áreas de travessia são os alvos de maiores preocupações entre estudos relacionados aos deslocamentos não motorizados. pode-se citar os elevados custos financeiros de implantação (DAROS. Em geral. 2000).2 mostra uma comparação entre vantagens e desvantagens entre a implantação de passarelas ou passagens subterrâneas. Dentre os pontos negativos. 2003). em áreas adjacentes aos locais mais freqüentados por estes usuários. 5. As recomendações para o tratamento dos pontos de conflitos entre veículos e pedestres têm relação com as características dos locais onde serão implantadas. principalmente nas proximidades dos pontos de parada e estações de transporte coletivo (MIU. 2001). os portadores de deficiência visual requerem atenção no que se refere à concepção de calçadas. . próximas aos cruzamentos das vias. por motivos como desvio de rota (GOLD.

-Custo elevado quando da necessidade de remoção das interferências subterrâneas. -Mais atrativa para o usuário. -Impacto visual na paisagem. -Necessidade de . -Maior segurança contra assaltos. quando existem interferências subterrâneas. -Menor custo. -Menor interferência com infra-estruturas subterrâneas. -Percurso reduzido de rampas. -Maior percurso para os pedestres.Passarela Passagem subterrânea Comparação entre passarelas e passagens subterrâneas: Passarela Vantagen s Desvanta gens -Facilidade de implantação. -Possibilidade de aproveitamento da topografia. por necessitar de longas rampas. -Ocupação de espaços em calçadas e algumas vezes dos Passagem Subterrânea -Menor impacto visual. -Possibilidade de aproveitamento da topografia.

lotes. é recomendável prolongar a calçada nas zonas de cruzamento. Exige limpeza e manutenção Em locais com pista larga e áreas de estacionamento paralelas ao meio-fio. Acessibilidade para deficientes físicos . 1996). quando da realização da travessia. melhorando a condição de visibilidade do pedestre e diminuindo seu tempo de permanência na pista de rolagem (OGDEN. assaltos. 6. -Exige limpeza e manutenção -Dificuldade para solução de drenagem. necessitando de policiamento para evitar desapropriação.

uma vez que eles utilizam as irregularidades do solo como referência em seus deslocamentos. a fim de facilitar o deslocamento de todos os pedestres e. que obriga a que todas as travessias de pedestres sinalizadas possuam rebaixamento de guias. utilização de placas de concreto sobre base de grama e juntas de dilatação largas (a ABNT [55] recomenda 1. telefones públicos. por exemplo). com área equivalente à projeção do maior perímetro do equipamento.é recomendável que as caixas de controladores semafóricos.  Piso elevado em equipamentos urbanos . a presença de vegetação agressiva. Em São Paulo foi publicado em 22/12/84 a Lei Municipal no 9. No novo modelo de telefone público utilizado pela Telesp (concessionária de . por exemplo:  As barreiras arquitetônicas devem ser eliminadas dos passeios. irregularidades como desníveis. problemas de manutenção (pavimento rachado.vários elementos podem interferir no deslocamento dos deficientes físicos (e demais pedestres) e devem ser evitados ou tratados.esta é uma providência de grande importância para o conforto e segurança dos que se locomovem por meio de muletas e cadeiras de rodas. Como exemplos de barreiras arquitetônicas mais comuns temos: o acabamento dos pisos dos passeios (inclinação excessiva. raízes expostas) e construtivos (inclinação excessiva. presença de vegetação). bancas de jornal.caixas de correio. que invada a área de deslocamento.5 cm. é necessário que se construa um piso específico para o primeiro caso (piso “Braile”. também facilita a circulação de pessoas com carrinhos de feira ou de bebê. dos deficientes físicos. principalmente.Há também uma preocupação progressiva com as questões de acessibilidade de pessoas com deficiência física aos espaços. que tem menor agilidade. Algumas ações podem ser tomadas a fim de melhorar os deslocamentos dessas pessoas. o mobiliário urbano (telefones públicos.803.  Passeio . caixas de controladores semafóricos etc) e a ausência de guias rebaixadas junto aos pontos de travessia. Para diferenciar as guias rebaixadas destinadas as travessias das de acesso a imóveis. para evitar que deficientes visuais se choquem contra os mesmos. piso escorregadio). além disso. como por exemplo. no máximo). sejam eles de uso público ou não. formando um degrau.  Guias rebaixadas nas travessias . canaletas para drenagem. caixas de correio e outros componentes do mobiliário urbano tenham o piso elevado.

para o transporte Falta de infra-estrutura de deficientes.85m) com muletas tipo canadense (0.90m) com cão guia (0.telefonia para o Estado de São Paulo) foi incorporado esse detalhe construtivo. As grelhas de proteção devem ter suas aberturas sempre perpendiculares ao movimento de travessia das cadeiras de rodas.80m) . Rebaixamento de calçada. para diferentes usuários.não devem constituir ameaça ao trânsito de deficientes.  Bueiros e bocas de lobo .75m) com andador (0. principalmente aquelas pessoas com dificuldade de mobilidade:      Pessoa Pessoa Pessoa Pessoa Pessoa com uma bengala (0.90m) em cadeira de rodas (0. Mobilidade Reduzida A Norma Brasileira de Acessibilidade prevê dimensões mínimas de circulação e deslocamento nas calçadas.

falta de facilidades como passarelas. O que atesta a falta de investimento público em infra-estrutura e educação no transporte a pé. relacionados com a forma como as áreas destinadas à circulação de pedestres são executadas. Poluição visual e ambiental. postes. Um agravante ainda para a problemática é a falta de educação no transito tanto dos pedestres.7. ainda que exista uma legislação que obrigue a construção de acessos para o deficiente físico às edificações públicas. Presença de atividades informais junto a passeios estreitos. bancas de jornal. Problemas relativos ao transporte a pé Os problemas de infra-estrutura ofertada aos pedestres estão expostos através dos erros de construção. e que restringe acessibilidade e mobilidade dos portadores de necessidades especiais de locomoção. quanto dos condutores. falta de sinalização. com buracos. E. a mesma legislação é permissiva quando se trata do trajeto do deficiente na via. desníveis. Além das calçadas estreitas. mais do que a de outros pedestres é a educação da população para o uso do . degraus. faixas de pedestres. Outro fato não citado. e congestionamento das áreas destinadas a estacionamentos. Em resumo. Apropriação crescente do espaço público para satisfazer as demandas por estacionamentos e fluxo veicular. Ausência de áreas adequadas à circulação de pedestres no tocante à infra-estrutura ofertada e segurança pública. lixeira. As maiores reclamações de quem usa o mais simples e barato meio de locomoção são os "obstáculos" que aparecem pelo caminho: bancas de camelôs. o estacionamento de veículos nas calçadas. etc. As cidades brasileiras não apresentam uma infra-estrutura que possibilite percursos confortáveis e seguros para ciclistas e pedestres. causada pelo fluxo de carros. da falta de manutenção dos locais já existentes e do acúmulo dos fatores de impedância sobre as áreas de circulação. Falta de desenho urbano voltado às necessidades de mobilidade e acessibilidade de portadores de necessidades especiais de locomoção. temos como agravantes para a problemática do transporte a pé:       Insegurança viária quanto a atropelamentos. dificultando e desestimulando estas modalidades de locomoção.

OMS (2004) considera os acidentes de trânsito como a principal causa de mortes violentas no mundo (1.espaço público. 7. Local dos acidentes: . A maior incidência isolada de casos de lesões decorrentes de atropelamentos ocorre na faixa de 5 a 9 anos. A faixa etária de 0 a 19 anos é predominante nas internações por atropelamento.7% dos casos) dos pacientes se ferem entre 0 e 24 anos. superando assassinatos (520 mil vítimas) e guerras ou conflitos (310 mil). 2003).1 Acidentes envolvendo pedestres O acidente tem especial relevância entre as externalidades negativas produzidas pelo trânsito (IPEA.26 milhões de vítimas por ano). tendo a maioria (55. ciclistas e motociclistas. encontram-se as ocupações indevidas das poucas rampas existentes para auxílio nos deslocamentos destas pessoas e o estacionamento irregular de veículos junto às mesmas. Neste contexto. Estudos apontam que 90% dessas mortes ocorreram em países em desenvolvimento e envolvem pedestres. A Organização Mundial de Saúde.

Incremento na demanda de usuários de modos públicos e não motorizados de transporte. Estudo dos impactos provenientes das formas de utilização do solo. Características físicas e socioeconômicas dos usuários.  O DETR (2000) considera que conceber o espaço urbano através da provisão de condições de caminhada traz benefícios como:     Melhoria da saúde e da segurança da população. As ações a serem adotadas na provisão de acessibilidade e mobilidade de pedestres devem estar suportadas em diagnósticos que comprovem a necessidade de intervenção. Avaliação das demandas de viagens e do desempenho dos meios de transportes disponíveis. Ações favoráveis ao pedestre A adoção de medidas favoráveis aos pedestres deve originar-se da integração entre planejamento. Melhoria das condições de acessibilidade. bem como resgate do convívio em sociedade. Revitalização de áreas degradadas e ocupação de espaços ociosos. Avaliação das condições da infra-estrutura ofertada. .  Ao longo da via: 83% Em cruzamentos: 17% Causas mais comuns dos acidentes:  Imprudência dos pedestres  Desrespeito dos motoristas 8. tais como:     Identificação das áreas de interesse. melhoria da infra-estrutura urbana e aplicação de programas educacionais.

mesmo que as conseqüências sejam altamente desfavoráveis.adequar-se e locomover-se em qualquer situação. já que a adaptabilidade da movimentação do corpo humano pode. Conclusão Andar a pé. não é tratado no mesmo plano de prioridade de atendimento com que são contemplados os demais modais.a princípio. prescindindo. seja ele adequado ou não. apesar de ser definitivamente reconhecido no meio técnico especializado como um meio de transporte. acaba de ser tolerada em qualquer tipo de ambiente urbano.9. portanto de qualquer meio tecnológico. Por ser uma forma de deslocamento que usa o próprio corpo humano. .