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SUBPERSONALIDADES

James Vargiu
Quem sou eu?
Eu sou Jorge, eu sou Pedro, eu sou Judite. Qualquer que seja meu
nome, eu sei que sou uma pessoa – eu sinto que “Eu sou eu” ainda que
seja difícil expressar o que isso significa. Quando você me pede que eu
me descreva, quando você me exige a resposta da pergunta “Quem sou
eu?” eu vacilo. Eu escreveria “Eu sou Jorge”, mas isso não diz nada.
Posso escrever “Eu sou professor”, porque essa é minha profissão, mas
isso tão pouco responderia à pergunta. Posso escrever “eu sou
bondoso” e depois “eu sou mesquinho” (às vezes), “eu sou corajoso”,
“eu sou tímido”, “eu sou pai”, “eu sou leal”. A lista poderá se estender
por páginas: qualidades, papéis sociais, atitudes, hábitos peculiares,
fraquezas típicas. A lista é interminável. E quando dou mais respostas,
aumentando complexidade sobre complexidade (de tal forma que possa
parecer que o encadeamento do eu se faça em pedaços), meu SENSO
DE IDENTIDADE, a consciência de que “eu sou eu” TAMBEM tornase mais forte. Veja que sou uma pessoa – a MESMA pessoa – o que sou
composta de muitos aspectos, todos ao mesmo tempo.
O EU INTERIOR E OS MUITOS “EUS”
Frequentemente não prestamos atenção ao nosso senso de
“identidade”, da mesma forma como não prestamos verdadeira atenção
às nossas complexidades interiores. Mas nosso senso de identidade não
é um meio conceito técnico. É uma realidade existencial que podemos
A identidade pode
ser experienciada

experienciar diretamente. A INTENSIDADE dessa experiência, sua
carga energética, varia de pessoa para pessoa e mesmo na própria
pessoa de tempo em tempo. Por exemplo, nosso senso de “identidade”
parece

dissolver-se

toda

noite

quando

dormimos

e

então

misteriosamente reaparece quando nos levantamos de manhã. Diminui
quando nos ocupamos numa atividade ou é dolorosamente alimentado
quando sentimos vergonha. Quando estamos em vias de ter a decisão

nosso senso de identidade pode estar especialmente forte, da mesma
forma quando assumimos uma grande responsabilidade.
Mas apesar dessas variações, damos por garantido, na pratica, que
realmente há um “eu” e que é o mesmo “eu” (Jorge ou Judite) que se
levanta pela manhã que se deitou à noite. O fato de nosso senso de
identidade pessoal permanecer, intacto ao longo do percurso, sem levar
em conta nossas ações ou as ações dos outros, é que gera o senso de
CONTINUIDADE na nossa existência. Nossa “identidade” é muito
importante para cada um de nós, literalmente tão preciosa quanto à
própria vida. Apesar de geralmente não nos preocuparmos com ela,
resistimos às pessoas e forças que poderiam diminuí-la ou tomá-la de
nos; uma séria ameaça a ela mobilizará instantaneamente nosso instinto
de sobrevivência. Algumas pessoas argumentaram que mesmo o medo
da morte em si não é basicamente medo do sofrimento ou solidão ou
até do desconhecido, mas o cerne desse medo é que esse sendo básico
de identidade pessoal se apague.
Portanto não é surpresa que algumas pessoas tenham grande
Resistência
diversidade

à

resistência em ver sua personalidade diferente de uma unidade
monolítica coerente. Alguma coisa dentro delas resiste à consciência de
que sua personalidade é composta de muitas partes diferentes – como
se admitir tal divisão pudesse causar a desestruturação da própria
identidade.
Mais frequentemente, uma vez que tomemos consciência da
diversidade de elementos em nossa personalidade os aceitamos em
principio, mas continuamos a rejeitá-las operacionalmente, na prática.
Enquanto vivemos nossa vida continuamos a pensar sobre nós mesmos
e sobre os outros como se fôssemos “todos uma mesma coisa” como se
já fôssemos inteiros. Raramente pensamos em nós mesmos e nos
outros – como feitos diferentes partes. De alguma forma sabemos disso
na teoria, mas na prática o esquecemos. Se estamos conversando com
alguém que esteja sendo antipático dizemos: “Ele é antipático”, e

podemos ficar com raiva dele. Se uma hora mais tarde ele se torna
alegre e brincalhão, dizemos: “É, ele mudou, parece outra pessoa”.
Mas claro que se paramos e pensarmos sobre isso, percebemos
que não é assim tão simples. Não é que NÓS tenhamos mudado, é que
expressamos diferentes ASPECTOS de nós mesmos a cada hora. Desta
forma o aspecto que estamos expressando agora não é o mesmo que
estava presente há uma hora atrás. Muito simples: interpretamos papéis
diferentes em circunstâncias diferentes, como todos sabemos. Mas o
que frequentemente não sabemos – e não pensamos em perguntar – É
QUEM ESCOLHE OS PAPÉIS QUE INTERPRETAMOS?
SUBPERSONALIDADES
Frequentemente não somos nós que escolhemos nossos papéis,
mas um ou outro dos muitos dos muitos ASPECTOS DISTINTOS ou
Os papéis como
expressão de
subpersonalidade

formações psicológicas da nossa personalidade. Deste modo essas
formações

podem

ser

consideradas

verdadeiras

SUBPERSONALIDADES.
Há em cada um de nós uma diversidade dessas subpersonalidades
semi-autônomas lutando para se expressarem. Quando alguma delas
consegue

o

seu

intento

nós

então

representamos

o

papel

correspondente. Mas durante esse tempo as outras subpersonalidades
são suprimidas. Mesmo assim elas ainda estão bastante presentes – o
mesmo que possamos não ter consciência delas – é possível que criem
bastante conflito interior. Podem ter também algumas qualidades muito
bonitas e úteis que podemos precisar e com as quais não estejamos em
contato. Desta forma um dos caminhos mais fáceis e básicos para
facilitar

nosso

crescimento

é

chegar

a

conhecer

nossas

subpersonalidades. À medida que as compreendemos melhor podemos
regular e direcionar sua expressão de acordo com nossas ajudantes e
aliadas e as tornando cada vez mais próximas umas das outras, para
uma maior harmonia e integração.

Um número cada vez maior de pessoas tem descoberto que
reconhecendo a diversidade de subpersonalidades que há em nós,
aprendendo a direcioná-las e a lidar com elas operacionalmente, NO
MOMENTO, aumenta em vez de diminuir o senso de “eu” – de
identidade pessoal e unidade.
Unidade e Diversidade, Unidade e Variedade, são o paradoxo
central de todos os pensamentos através dos tempos. Tem-se intuído
que uma unidade essencial sustenta o miríade de diversidade da vida
manifesta. Filósofos, líderes religiosos, cientistas de todos os tempos
têm lidado com esse paradoxo. Acabamos por aceitá-lo como um dos
mistérios centrais da natureza e do universo. Mas o aspecto PESSOAL
desse paradoxo é ainda bastante negligenciado.
Um exemplo bem extremo desse paradoxo é o caso muito
O fenômeno da
identificação

conhecido de alguns autores que se identificam tanto com seus papeis
que “se esquecem de si próprios” e realmente se experienciam como
personagem que estão representando. Se, naquela hora, tal ator se
perguntasse; “Quem sou eu?”, ele responderia: “Eu sou Hamlet”, “Eu
sou Otelo”. Contudo, depois da peça, ele não teria dúvida alguma de
que o “eu” que disse: “Eu sou Hamlet”, é o mesmo que diria, antes e
depois, “eu sou um ator”. Mas se, mais tarde, ele deixasse o palco e se
envolvesse talvez em negócios ele iria então provavelmente responder,
“Eu sou um homem de negócios”, entretanto estaria certo de ser “a
mesma pessoa” que se experienciou como ator.
Do mesmo modo cada um de nós é Um e Vários, temos Unidade
e Diversidade na nossa vida interior. É uma realidade psicológica:
explorar nossa diversidade interior e trabalhar sistematicamente para
harmonizar a multiplicidade de elementos de nossa personalidade, leva
a um senso de identidade e unidade mais forte e a uma maior
efetividade no mudo exterior.

EXPLORANDO A COMPLEXIDADE PSICOLÓGICA
“Há momentos”, disse Somerset Mangham, “em que olho para
várias partes do meu caráter com perplexidade. Reconheço que sou
feito de várias pessoas e que a pessoa que tem a dominância no
momento, inevitavelmente dará lugar a uma outra”.
Muitos autores têm mostrado que em nossa personalidade existe
uma multiplicidade de personagens – de subpersonalidades – cada um
tentando realizar suas próprias metas, cooperando algumas vezes, mas
mais frequentemente se isolando ou entrando em conflito. De acordo
com Herry A. Murray, “uma personalidade é um congresso cheio de
oradores e grupos de pressão, de crianças, demagogos, Maqiavéis...
Cesares e Cristos”. No Oriente como no Ocidente a complexidade
interior é vocal como esclarece a discípula budista Alexandra DavidNeil: “uma pessoa é uma assembléia... onde as discussões nunca
cessam... Frequentemente vários membros da assembléia se levantam
ao mesmo tempo e propõem coisas diferentes... Pode acontecer que
essas diferenças de opinião... provoquem uma discussão... e os colegas
Multiplicidade
interior

podem chegar a socos”. O filosofo Keyserling vai ainda mais além:
“cada tendência fundamental da personalidade é realmente uma
entidade autônoma e a combinação delas, suas condições e
transmutações, produzem... uma fauna interior, um reino animal cuja
riqueza é comparável ao reino exterior. Pode realmente ser dito que em
cada um de nós podem ser encontrados, desenvolvidos e ativos em
várias proporções, todos os instintos, paixões, vícios e virtudes, todas
as tendências e aspirações, todas as faculdades e dons da espécie
humana”?
Durante os últimos cem anos essa complexidade interior tem sido
o maior tema da psicologia. Desde os tempos de Wiliam James,
psicólogos têm reconhecido a importância das divisões na nossa psique
e das formações psicológicas correspondentes que resultam delas. Tem
havido crescentes tentativas para examinar cientificamente, e
descrever, as divisões interiores do homem. Recentemente têm sido

A Gestalt Terapia trouxe á luz uma outra constelação comum: “O dominador” e “O dominado” – geralmente em conflito entre si. Cada uma delas desenvolveu técnicas poderosas e efetivas para lidar com os conflitos típicos entre aquelas subpersonalidades. A análise Transacional enfatiza uma subdivisão comum da personalidade e a constelação correspondente de subpersonalidade – Pai. Esta é a base da similaridade entre os indivíduos que sustenta a empatia – a compreensão direta de outra pessoa através de identificação com aquela parte de nós mesmos que lhe é semelhante – e que gera o sistema de fraternidade entre os homens. implicitamente.* Há ainda o caso de um experiente terapeuta em Gestalt que descreveu um cliente como tendo “três Dominadores e nenhum Dominado” – e que trabalhou com ele de acordo com isso. TODOS OS VÍCIOS E VIRTUDES. ____________________________________________ * Nota para profissionais: Ambas abordagens reconhecem um TIPO especifico de subdivisão com suas subpersonalidades específicas. Entre elas estão abordagens como Análise Transacional de Berne A Gestalt Terapia de Pearls e Ego Terapia de Shapiro. Ele disse que EM CADA UM DE NÒS PODEM SER ENCONTRADOS TODOS OS INSTINTOS. deve eventualmente render-se à SINGULARIDADE de cada pessoa. A singularidade e similaridade das pessoas são um aspecto do paradoxo da unidade-e-diversidade. . Adulto e Criança. TODAS AS TENDÊNCIAS DA ESPÉCIE HUMANA. é que quando um terapeuta usa qualquer sistema que enfatiza certas subpersonalidades de preferência a outras. Isto está implícito na citação anterior de Keyserling.desenvolvidas muitas teorias da personalidade e terapias que reconhecem essas divisões e trabalham para saná-las. cada abordagem é de grande utilidade. O que ele estava chamando a atenção. Portanto.

Tendo À nossa disposição um instrumento psicológico poderosos para lidar com ela. mais ou menos desenvolvidas. Porque. subdivisões e interações daquela personalidade. È. Mas quanto mais efetiva e poderosa for uma abordagem. Enquanto tal intervenção é frequentemente útil e ás vezes. se procurarmos bem por uma subpersonalidade específica. interagirem. mais importante se torna considerar suas aplicações à luz da situação existencial única da pessoa como um todo. podemos ter perdido outros aspectos que seriam mais cruciais no momento e mais de acordo com o próximo passo natural de desenvolvimento do sujeito. portanto. há algumas constelações de subpersonalidades básicas que são comuns à maioria de nós. em todas as pessoas. Desta forma. podemos nos render à tentação de usá-la antes de considerar o que mais há na constelação dos elementos única em cada indivíduo. provavelmente a encontraremos. da maior importância. como dissemos. na prática. ritmo único e resultados únicos.Mas Keyserling também disse que essas qualidades comuns são desenvolvidas e agem EM DIFERENTES PROPORÇÕES em cada pessoa. combinarem e harmonizarem seguindo o mesmo padrão básico – para cada pessoa humana o desenvolvimento e combinação dessas qualidades e a ORDEM em que essas combinações ocorrem se dão de acordo com um único e maravilhoso processo – um processo que tem requisitos únicos. Desta forma. há certas constelações de subpersonalidades que provavelmente estarão presentes. trata-se de nos esforçarmos para reconhecer a singularidade das formações. ENTÃO. Essa diferença de proporção é fundamental à SINGULARIDADE de cada indivíduo. podemos aplicar qualquer modelo e técnica que melhor se adapte à situação . mais efetivo considerar primeiro a personalidade do cliente – ou a nossa própria – sem qualquer EXPECTATIVA de encontrara as subpersonalidades que se encaixarão num sistema prévio. Apesar das mesmas qualidades básicas serem encontradas em cada um de nós – e se desenvolverem. Em vez disso. As abordagens de crescimento que as focalizam são altamente efetivas.

O Místico. para nomeiar alguns. O Experimentador. O Astro. O Fanático Religioso. Vemos essa multiplicidade de subpersonalidade na vida de grandes homens: Tolstoy. O Cético. O ELENCO DE PERSONAGENS Voltando nossa atenção para elas encontramos muitas subpersonalidades em cada um de nós. Em literatura encontramos o mesmo ponto: os Seis Personagens à Procura de Um Autor de Pirandelo. Algumas são típicas. A Criança Assustada. É desnecessário dizer que essa precaução se aplica mais ainda do próprio conceito de subpersonalidade. As subpersonalidades existem em níveis diferentes de organização. outras são praticamente únicas. Por outro lado o conceito de subpersonalidade é uma abordagem que pode ser somada e integrada – sem de forma alguma substituir – outras abordagens que lidam com tipos específicos de subpersonalidades. Michelangelo. A Deusa Má. Estudantes e clientes têm identificado centenas delas: A Bruxa. Santo Agostinho fez uma descrição profunda da luta – e da sua resolução – entre suas duas subpersonalidades pincipais: o “homem animal” e o “homem espiritual”. Goethe. O Covarde. Mas por outro lado é SOMENTE UM dos vários modos possíveis de olhar a personalidade. complexidade e refinamento. mesmo que certos padrões sejam bastante comuns. o elenco quer se integrar. O Materialista. O envenenador. São Paulo. O Esforçado. Quixote.existencial específica daquela pessoa – modificando-as quando necessário. o Lobo da Estepe de Hesse e o seu Teatro Mágico pessoal. Em cada uma das pessoas elas exibem uma tendência crescente para uma maior organização e interação. O Pilar da Força. O D. O Idealista. o Médico e o Monstro de Stevenson. Nenhum grupo ou combinação específicos de subpersonalidades pode ser considerado central para qualquer pessoa. o Bobo. . O Ganancioso. O Ouvinte Sensível.

independente. Logo depois do seu quadragésimo aniversário.) em torno de uma nova identidade de pessoa forte. Mesmo assim. mas no INCLUIR.Antes. A solução não está no renegar. divorciou-se e tornou-se. o que a angustiava e afligia muito. Tinha centralizado sua vida em agradar primeiro ao pai. em suas palavras. resultando numa personalidade inteira. Através desse processo uma subpersonalidade nova. Mas agora ela tinha dificuldades em relacionar-se com seus filhos adolescentes. mas forma uma identidade mais ampla que pudesse incluir aspectos de ambas.. Sua pergunta era: deveria ser o “velho self” ou o “novo self” ? Esta pessoa tinha começado a integrar muitas partes dela mesma que tinha previamente renegado (necessidade de independência. Não experimentava qualquer sentimento de amor ou cuidado com eles. depois a seu marido e finalmente a seus três filhos. fazendo todas as “coisas certas”. inteligente. uma “nova pessoa”. tais como sensibilidade emocional e habilidade para dar e receber amor. etc. muito mais evoluída foi formada – incluindo os .. competição. integrada. Integração através da inclusão Subseqüentemente ela pode ver que ela não precisava escolher entre elas. esposa e mãe”. ambição. o “velho self” continha qualidades muito importantes e valiosas. o foco do trabalho com as subpersonalidades está no processo natural particular através do qual as subpersonalidades de cada indivíduo se desenvolvem e entram em harmonia com outras subpersonalidades. Aqui está um relato de interação entre duas subpersonalidades opostas: Uma cliente de quarenta e poucos anos. Começou a trabalhar. Por um período ela ficou deprimida e por algumas semanas “voltou ao velho eu” e foi capaz de sentir amor e proximidade pelos filhos. há muito tempo tinha se identificado como sendo uma boa filha. entretanto. ela descobriu o movimento de libertação da mulher. Na sua essência a abordagem usada aqui consiste na FUSÃO de duas subpersonalidades opostas. bom intelecto.

mas também pena de si por ser tão pouco recompensada. O seguinte relato escrito por uma mulher de 23 anos com experiência no trabalho de subpersonalidade. a Mártir. Seu medo básico é que tudo não corra harmoniosa e facilmente e que ELE perca o controle. Ela é que sente a violência da chicotada da consciência do Ditador. Eles parecem estar relacionados entre si por uma contínua quebra de CONFIANÇA. A Mártir teme o Ditador. Esse é geralmente um empreendimento importante que pode demandar considerável tempo e esforço. . A Prostituta é uma reação à incapacidade da Mártir. meus amores. muitas estão inter-relacionadas sem serem opostas umas as outras. especialmente da causa de seu sofrimento. A Prostituta não confia na Mártir e a Dependente é o máximo da falta de confiança. é violenta e cruel e sempre atinge o seu alvo. Ela se sente culpada por não ter sido boa o bastante. Mas as subpersonalidades não aparecem somente em pares Combinações diferentes opostos. só da necessidade de vingança. Ela chicoteia de volta.aspectos desejáveis de ambas as subpersonalidades. minhas relações com as pessoas. A Mártir reage à força do Ditador. minha meditação. Ele deve ser precedido de um desenvolvimento mais profundo de cada subpersonalidade e por soluções intermediárias temporárias. O Ditador origina-se de uma falta de confiança básica em mim mesma e na vida. no meu trabalho. Vou colocar de lado minhas subpersonalidades sadias e por hora focalizarei quatro das minhas subpersonalidades realmente problemáticas: o Ditador. Provoca sordidamente e humilha as pessoas à sua volta. lida com uma seqüência de quatro subpersonalidades inter-relacionadas. Discutiremos isso mais detalhadamente durante os estágios da harmonização das subpersonalidades. a Prostituta e a Dependente. O Ditador dá as regras e espera perfeição em tudo: no meu horário diário.

grande força de vontade que em vez de me fortalecer como totalidade. Tudo na vida parece muito difícil de ser conduzido. O que fazemos com elas? À medida que gradualmente as reconhecemos e as colocamos em harmonia elas.seu próprio meio de expressão. Posso ver a cadeia se estendendo do Ditador para os outros e vejo que o Ditador FAZ MAU USO do seu poder. A Dependente se desespera pela situação caótica. Parece não haver saída para a confusão e ela tenta escapar principalmente através de banhos mornos. Ele é forte. e outros elementos psicológicos. não haveria necessidade da Mártir. É uma subpersonalidade infantil. Se a energia do Ditador pudesse ser redirecionada para servir ao todo a partir do meu próprio centro. pegajosa.A Dependente é um estágio atingido só ocasionalmente e é pura miséria. com poder para planejar e executar. Vejo o Ditador como uma fonte potencial de energia que poderia ser útil tanto em minha vida diária como no meu desenvolvimento em longo prazo. tornam-se organizadas e sintonizadas em torno de UM . COMO ELAS SE AGLUTINAM Uma subpersonalidade é síntese de modelos habituais. Mas PARA HAVER UMA SÍNTESE É NECESSÁRIO UM CENTRO EM TORNO DO QUAL A SÍNTESE OCORRA. focaliza rigidamente nos planos e esquemas parciais de ação. complexos. realizado. È esse centro que atrai e sintoniza vários elementos da personalidade para criar o que pode ser considerado como seu próprio “corpo” . da Prostituta ou da Dependente aparecerem. especialmente propensa a ser vencida pela emoção e que não pode suportar a confusão em redor de si. Há em cada um de nós um grande número dessas subpersonalidades. por sua vez. temperada pelo amor daquela subpersonalidade. Numa subpersonalidade esse centro é uma motivação interior ou anseio que luta por ser expresso. traços.

ela leva à harmonia. Mas muitas vezes nenhuma delas se rende e chegam a um impasse. o centro pessoal de identidade. Gradualmente tudo se torna acessível a você. Esse centro de ordem superior é o que temos chamado de “eu”. Mas à medida que a integração das subpersonalidades prossegue. È então possível achar um meio de expressão onde todas as subpersonalidades envolvidas obtenham o que precisam. Até então éramos controlados por qualquer subpersonalidade com a qual estivéssemos identificados no momento e. À medida que nos movemos para essa meta nos tornamos. Temos uma maior liberdade de expressão: tudo que há em nós poderá ser manifestado e realizado. seu valor na vida diária e práticas técnicas para sua experiência.CENTRO DE MAIOR COMPLEXIDADE. que subpersonalidade queremos expressar. Mas à medida que a Do conflito à cooperação integração procede. torna-se disponível para nós. Nesse meio tempo os leitores podem consultar The Act off Will de Roberto Assagioli. qualquer aspecto. Em tal situação conflituosa cada subpersonalidade quer nos controlar e expressar-se. Elas então aprenderão a cooperar entre si e com você. Então a energia é desperdiçada – e há muito conflito e dor. portanto limitados por suas qualidades particulares boas ou más. desenvolvimento e identificação com ele serão o tópico central do próximo walsbook. cada vez mais. Antes dessa integração podemos ser limitados não só por uma subpersonalidade particular como também pelos conflitos que muitas vezes aparecem entre duas ou mais delas. a qualquer momento. ________________________________ * A natureza desse centro. Viking Press. 211 – 217 . pg. Esta Liberdade crescente síntese de maior complexidade torna-se a PERSONALIDADE INTEGRADA – o meio de expressão efetivo e harmonioso do ser humano que desenvolveu seu próprio potencial. *Ele é para as muitas subpersonalidades como o centro de uma única subpersonalidade é para os muitos elementos que a compõem. capazes de escolher. 1973.

Poderemos então ter um bom homem de negócios ou um místico eficiente – ou mesmo uma subpersonalidade completamente nova com todas as boas qualidades de ambos*. sendo tão diferente um do outro. Como todos sabemos. digamos que uma pessoa tenha uma subpersonalidade chamada “o místico”. a pessoa terá acesso às qualidades e à força de ambos. composta de uma qualidade visionária e de bondade. Continuam atrapalhando um ao outro. Estarão prontos para cooperar. Isso é muitas vezes razoavelmente fácil de se conseguir e apesar de estar bastante dentro de uma natureza de concessão é o maior passo para a integração. Eles não se entendem e não gostam um do outro e cada um quer ser completamente do seu modo. se. Por exemplo. a crítica é freqüentemente difícil de aceitar porque a TOMAMOS PESSOALMENTE. Mas uma vez que pensemos . Finalmente se unirão numa subpersonalidade mais evoluída. Então digamos que ela tenha um eficiente “homem de negócios” composto de aspectos tais como agudeza. Inicialmente o místico é o homem de negócios. estarão provavelmente em conflito. etc. Mas. por exemplo.Por exemplo. se tentarmos fazer uma crítica construtiva a alguém podemos cair em toda sorte de mal-entendidos. eles puderem ser persuadidos a um tipo de “partição do tempo” onde cada um permita ao outro liberdade de se expressar por um período de tempo. ________________________________ * Reconhecer subpersonalidades é também muito útil em nossas interações com os outros. força de vontade. Mas com o tempo o Místico e o Homem de negócios reconhecerão e apreciarão as boas qualidades de cada um. È verdade que por um tempo a pessoa se permitirá ser boa só quando identificada com o místico e ser eficiente quando identificada com o homem de negócios. mudando sua identificação de um para o outro e o conflito será amplamente resolvido. sem nunca deixar que o outro se expresse livre e completamente.

A pessoa nunca tem que dizer “você é mau”. ou mesmo “você está fazendo uma coisa má”. Dessa forma afastam o maior obstáculo para a verdadeira comunicação – A ACUSAÇÃO.e falemos em termos de subpersonalidade o processo é bem mais fácil. torna-se da responsabilidade da pessoa fazer alguma coisa em relação a isso. você concorda? Quando colocamos as coisas dessa forma tiramos qualquer implicação de que “você é mau”. A comunicação deste modo só é mais fácil como mais efetiva. mas nossas subpersonalidades que temos que colocar em harmonia. claro. mas se você quiser pode fazer alguma coisa em relação a isso”. Não é você nem eu. e. porque ELE CORRESPONDE A O QUE ESTÀ VERDADEIRAMENTE ACONTECENDO. À medida que a pessoa aprende a lidar com o conceito. Mas NÃO SOMOS ELES. O fato é que uma subpersonalidade pode estar fora de controle. nosso animal de estimação e nosso carro. . Melhor.. As pessoas podem usar o conceito de subpersonalidade muito efetivamente quando lidam com problemas nos relacionamentos interpessoais – especialmente entre casais. – São esses personagens que se causam problemas mutuamente. quando muitos deles poderiam nutrir e ajudar uns aos outros. E podemos nos ajudar um ao outro porque você e eu somos bons. ele tem o potencial desintoxicar os relacionamentos e quebrar o circulo interminável de acusação e culpa. Precisamos nos assegurar de que eles não causem problemas a nós mesmos ou aos outros. Somos responsáveis por nossas subpersonalidades da mesma forma que somos responsáveis por nossos filhos.. “Eu acho que o seu mátir está tentando me fazer sentir culpada. dizendo virtualmente “ você viu essa sua parte ? Eu sei que não é VOCÊ. estamos realmente falando francamente.

Reconhecimento e aceitação RECONHECIMENTO E ACEITAÇÃO são claramente prérequisitos necessários para a coordenação e integração. Depois considerarei cada fase com alguns detalhes . ACEITAÇÃO. Integração Já consideramos a fase de integração na qual as subpersonalidades interagindo entre si estabelecem relacionamentos cada vez mais harmoniosos e geralmente se combinam. E para que sejam resolvidos requerem algumas mudanças interiores nas pessoas do grupo. Tendo uma influência sobre as subpersonalidades está envolvida com a integração do individuo com os outros e com o mundo. Mas para que ocorra a integração deve haver também mudanças Coordenação NO INTERIOR da subpersonalidade. A SÍNTESE (como uso o termo aqui num sentido específico. Nas páginas seguintes está o trabalho de uma cliente que dará um sentido prático para essas cinco fases da harmonização das subpersonalidades. para que ocorra a integração da personalidade. e é medida pelo Self Transpessoal. Antes do grupo se tornar bem integrado e funcionar como uma unidade é provável que apareçam problemas interpessoais que precisam ser resolvidos. Finalmente esse processo resulta num todo. INTEGRAÇÃO E SÍNTESE. Imagine certo numero de pessoas que se juntam e formam um grupo. e é essencialmente INTERpessoal e TRANSpessoal. deve haver um refinamento e harmonização internos a cada subpersonalidade envolvida. numa PERSONALIDADE INTEGRADA.O processo de colocar em harmonia nossas subpersonalidades consiste de cinco fazes: RECONHECIMENTO. COORDENAÇÃO. Este processo é chamado de COORDENAÇÃO. A aceitação pode ser a aceitação de uma subpersonalidade pela pessoa ou a aceitação de uma subpersonalidade por outra subpersonalidade. Acontece o mesmo com as pessoas. para Síntese indicar a última fase do processo de harmonização) primariamente diz respeito á personalidade como um todo. Similarmente.

COMO ACONTECE O trabalho da cliente é centrado numa “IMAGINAÇÃO DIRIGIDA”. que se imagine em algum lugar neutro (uma campina. por exemplo) e que prossiga na sua imaginação. com o inconsciente dado pelas imagens. relaxado e de olhos fechados. por exemplo. um velho sábio. experienciando o que ocorrer e relatando sua experiência e sentimentos para o terapeuta.17. _________________________________________ * Muitos artigos foram escritos sobre a Imaginação Dirigida e outras técnicas de Imagem Mentais. A técnica pode ser usada para abrir um canal para o supraconsciente e deixar fluir energias supraconscientes.e darei algumas técnicas e linhas diretivas específicas para facilitar o processo através das fases. que o cliente pode então utilizar em sua vida normal*. o encoraja e ajuda a avançar e a encarar e resolver áreas problemáticas. através da comunicação de duas vias. 16. metas e crescimento desejado pelo cliente. A pessoa pode então chegar a um melhor entendimento do que está se passando e por que. Pode se dizer ao cliente. O terapeuta por sua vez. um pioneiro em imagens mentais e outros serão publicados nos “CADERNOS De PSICOSSÍNTESE”. . e pode se tornar um mapa do caminho ou “MODELO IDEAL” 13 a nível simbólico. o sol ou outras de alto valor simbólico frequentemente surgem durante este processo e podem ser confrontadas ou utilizadas apropriadamente. Essa última parte pode ser considerada como uma viagem no FUTURO. geralmente em um nível simbólico. “O sonho Acordado Dirigido” de Robert Desoille. Com a assistência de um terapeuta experimentando é freqüentemente possível remontar às causas de tal situação que – tem suas raízes no PASSADO. uma fonte. 12 A imagem inicial de uma visualização dirigida frequentemente reflete uma situação PRESENTE do cliente. Imagens como um dragão. uma espada. A imaginação dirigida é uma maneira de estabelecer uma comunicação de duas vias com o inconsciente. sugerir as mudanças que pareçam mais adequadas para melhorar a situação de acordo com os valores. 14. 15. e. Faz também aparecer material inconsciente em forma simbólica e pode permitir uma liberação catártica e alivio substancial em áreas de conflito.

alguma coisa experienciada como ansiedade. e ela. sendo teatral para tentar compensar sua depressão.. . sentindo que ela nunca poderia dar uma verdadeira contribuição. seu marido aflito. dizia ela. o “Desconfiado” e o “Idealista”. Era extremamente crítica de si mesma. incapaz de ver valor ou utilidade em qualquer coisa que ela já tivesse feito. Durante a visualização dirigida Sharon pode trabalhar uma RESOLUÇÃO SIMBÓLICA do conflito de subpersonalidades que estava por detrás da sua auto-crítica severa.. Ela falou de sentimentos sutis encobertos de serem identificados na sua vida diária – de aversão e uma espécie de hostilidade. Essa resolução sim_________________________________________ ** Essa sessão foi conduzida por minha esposa e eu. com feições delicadas. ter uma expressão mais criativa e plena de si mesma. confusão mental – e mesmo desespero. Mas.A cliente ** era uma mulher de 23 anos que veio para a sua primeira sessão dizendo que queria desesperadamente crescer. ela dizia se sentir muito bloqueada por alguma coisa dentro dela. amigos que a amava e apreciavam. Quando explorou seus sentimentos durante a sessão. O problema que parecia preocupá-la mais profundamente era a dor de querer contribuir com alguma coisa de valor para o mundo. com uma cliente que será chamada de Sharon para os propósitos desta história. distinções na faculdade. Decidimos explorar a aversão e a hostilidade e usar esses sentimentos como o ponto de partida para a imaginação dirigida. sem querer estar com ninguém e. Mas sua visão crítica de si mesma destruía seus esforços e a mantinha afastada de tudo que estava ao seu alcance. até uma pasta respeitável de poesias e contos que ela tinha escrito nos raros momentos que se permitia tentar”. Ela as chamou de “bruxa”. E cada vez mais ela se achava deprimida. um bom casamento. Como resultado desse trabalho três subpersonalidades centrais emergiram. Em relação às pessoas. Era uma pessoa adorável.. incidentalmente. queria muito fazer alguma coisa em relação à sua situação. Seus amigos estavam preocupados. tentamos ver o que estava por detrás da ansiedade.. disse. Mesmo assim ela era uma pessoa que poderia ser chamada de “bem sucedida pela maioria das pessoas. tinha começado a se sentir irreal e insatisfeita. uma aura geral de sensibilidade e inteligência e inegável boa vontade.

deixe seguir uma imagem para esses sentimentos e me diga qual é. T: Fale mais sobre ela. Diga-me quando você os contactar. Você verá como a imaginação dirigida inclui. (pausa). muito feia e toda retorcida por dentro. Segue a transcrição. num nível simbólico. Continue os sentindo. para sua facilidade. .bólica serviu como um “mapa” ou linha de orientação para que ela trabalhasse com as subpersonalidades na sua vida diária. S: Pronto T: Ótimo. É uma velha bruxa. Na transcrição. coordenação. agora deixe-se experienciar novamente seus sentimentos de raiva e desgosto. relaxe. respire fundo. Em geral é um instrumento poderoso para trazer à luz a dinâmica inferior mais profunda da nossa subpersonalidade. Os comentários que seguem o processo transcrito o consideram em termos de cinco estágios. aceitação... T: Está bem. todas as cinco fases da harmonização das subpersonalidades: reconhecimento. do reconhecimento inicial à síntese. S: É e é uma que já vi antes.. S: Estou confusa. integração e síntese – e ajudou a clarear o senso de direção. Com a ajuda de um terapeuta experimentado a imaginação dirigida é geralmente um meio bastante eficiente para captar o drama psicológico subjacente às nossas subpersonalidades o qual se expressa no nosso comportamento... Mas muito trabalho efetivo e frutífero pode ser feito pela própria pessoa sem o uso da técnica da visualização dirigida.. Uma visualização dirigida é apresentada aqui porque ela representa uma vista panorâmica completa do processo de harmonização das subpersonalidades. A VISUALIZAÇÃO DIRIGIDA DE SHARON Feche os olhos... A imagem aparecerá..... os números ao lado do texto se referem a comentários posteriores.

Talvez eu seja ridícula. a odeio. pois ela é uma parte de mim. Mas também não sou honesta com ela porque a odeio e a acuso também. T: Há alguma coisa que você queria dela? S: Só que seja honesta comigo para que possamos nos entender.. ela está vestida de trapos que fazem muito barulho. você admite que sou parte de você. Quando paramos e admitimos a verdade. ela não é honesta porque me odeia e me acusa.. me sinto ridícula e pretensiosa tentando fingir que ela não é parte de mim. e ela retrucou: “Está certo. mas ainda há problema entre nós. T: Diga isso a ela. T: O que você sente em relação a ela? S: Eu a odeio. (pausa). Mas isso não é incômodo porque ela sabe que não posso me livrar dela. T: O que é que você acha disto? S: Isto me dá raiva.. muito ridículo e pretensioso.. Agora o que ela está fazendo? S: Ela está olhando para mim com todas suas partes torcidas se enroscando.. Sabe que eu estou olhando para ela. (chora) Ela está certa. que eu ficar parada olhando para ela e tentando separá-la de mim – fazendo com que ela não seja parte de mim – é muito. T: De que maneira ela não é honesta com você? S: Bem. S: Eu disse.. Claro que eu a separo de mim.. ela me detesta.S: Bem.. S: Ela me disse para deixar de ser ridícula.. . Ela é feia e torta. T: Deixe-se sentir isso. mas não sei outra forma de afastá-la senão ignorando-ª eu a desprezo. T: Pergunte a ela se ela tem algo a lhe dizer. sentindo raiva dela.. Quero que ela vá embora: Porque ela não vai embora?.. e eu a detesto.... T: Você quer dizer dos dois lados? S: É.

S: Bruxa. Diga a ela que você sente pena dela. T: Diga isso a ela. Ela tem que me lembrar que ela está lá. T: Diga outra vez: “Eu não quero ser desse jeito”. e cínica. Nós duas temos que nos ajudar. Entre realmente nesse sentimento. porque eu realmente não quero ser desse jeito.. T: O que você sente em relação a isso? (5) S: Sinto pena dela. ela diz que precisa de compreensão e ajuda... eu gostaria que você fosse honesta comigo. S: Eu disse. T: Pergunte a ela se ela precisa de alguma coisa de você.assim como admiti que sabia que eu era ridícula fingindo que ela não estava lá – isso é ser honesto.. e a odeio por fingir que eu não estou aqui. isso é muito importante. T: Deixe-se sentir isso. S: Agora sou a parte feia e estou conversando com Sharon... muito debochada... S: (começa a chorar) É tão bom colocar esses sentimentos para fora. Sou cínica. T: O que você precisa e não tem? S: Da ajuda dela.... (7) T: Agora eu gostaria que você se transformasse nela e então me dissesse como se sente... (pausa). . (continua chorando) T: É. T: Que tipo de ajuda? (8) S: Sua ajuda em me compreender e me reconhecer para que eu possa sair dessa deformação em que estou. T: Diga mais. Como é você? S: Sou amarga.. T: De que jeito ela pode lhe ajudar? (6) S: Ela pode ajudar me lembrando quem eu sou e que estamos juntas e que podemos trabalhar juntas. S: Sim.

Esses ideais se tornaram uma fuga para ela. T: Diga à Sharon porque você está magoada. Ela está dizendo: “Desculpe. Forte.. S: Estou magoada porque há tanto tempo você tenta me negar. você tem me rejeitado há tanto tempo. Sharon finalmente me ouviu... como é que você está se sentindo agora? S: Energizada e aliviada. eles são bons – em relação ao mundo – mas ela não está no caminho certo com eles porque estava tentando ser alguma coisa que ainda não estava pronta para ser.. T: Diga outra vez. mas está bem. T: Como é que você se sente a respeito disso? S: Como se ela fosse uma criancinha pretensiosa.S: Eu não quero ser desse jeito. eu vou ajudar você”.. T: E outra vez. S: Eu não quero ser torta desse jeito! (gritos) EU não quero ser deste jeito! EU NÃO QUERO SER DESTE JEITO! PRESTE ATENÇÃO EM MIM! T: Isso. . Ela nunca nem mesmo me aceitou.. indo lá fora e perseguindo seus ideais. S: Eu não quero ser desse jeito. T: Diga isso a ela. S: Eu não quero ser desse jeito! T: Continue dizendo isso.. (pausa). eu não havia percebido.. Deixe o sentimento vir. T: Você entende porque ela rejeitava você? (11) S: Porque ela queria ser pura. T: Como você se sente a respeito disso? (10) S: Ainda me sinto um pouco magoada. T: Como ela não estava pronta? S: Ela tem que começar em casa. no cotidiano... ela estava tentando se forçar a uma imagem de pessoa altamente pura... T: Como se sente sobre esses ideais? (12) S: Bem.

T: O que foi? S: Não sei exatamente. cada passo de uma vez.... mas não acho que ela saiba. não. de sua vontade. algum tipo de sentimento negativo. Nós temos que ir juntas..S: Eu disse a ela que ela tem que voltar atrás e começar justamente de onde ela está. T: Está bem. T: Como vocês podem se ajudar para que dêm um passo de cada vez? (13) S: Ela tem que olhar para mim e ver toda essa distorção e olhar para dentro dela mesma e ver que eu estou aqui. T: Está bem. então. de sentir insegura e só.. T: E você ficou com medo de ficar só exatamente quando Sharon começou a lhe ajudar? S: É. T: Deixe que você sinta. de ficar sozinha. de vontade. olhando para onde ela vai e olhando para ela mesma. no futuro. Alguma coisa nova. Deixe esse sentimento vir. (14) T: Porque não tenta isso agora? (longa pausa). E Sharon sabe? S: Ela disse: “Sim”. porque não sei onde estou indo. e agora me sinto diferente. S: É um medo. mas é difícil”. de seus ideais.. Mas então alguma coisa começou a me incomodar. como você poderá ter a atenção de Sharon quando você necessitar da ajuda dela ou sentir que pode ajudá-la? S: Posso pedir a ela que me dê um pouco da sua energia. E eu tenho que olhar para ela e aceitar os seus ideais e desejo de ser pura e ajudá-la a realizá-los.. S: Eu pedi a ela um pouco de energia positiva. T: Você confia nela? S: Acho que não. ou alguma coisa assim. T: Como ela responde a isso? S: Ela diz: “Você está certa.. diga isso a Sharon.. T: Compreendo.. e ela disse “Está bem”. . dúvida talvez.

Olho em volta dizendo: “Espere um minuto.. T: Como se sente em relação à luz? S: Ela é pequena e está muito longe. espere um minuto! Onde estou?” Tenho que saber onde estou antes que possa ir lá.. para sempre..” E eu disse: “Mas onde?” e ela apontou para frente e disse: “Você vê aquela luz lá embaixo.... num canal. como você se sente em relação a ela ? S: Eu não sei. Hesito. T: Sim. Não tenho nenhum medo dela agora.. S: E tenho medo. (17) T: Bom. Vejo-me em pé com Sharon e ela puxando minha mão... ela é a idealista! Eu não sou ela! Eu TENHO SIDO ela. e a Bruxa. mas não sou ela.... T: Sei. o eu superior.. e tambémobserve a Desconfiança. T: Sintonize com a luz. Ela não é Sharon.. Volte e observe Sharon. e o sentimento é de alegria – meu coração bate mais forte – vou através de um túnel e perto de fim – que ele se abre.. e Sharon só é um deles. observe o que está sentindo. sou? Ela é a Idealista! Nossa! (19) S: (longa pausa).. Não sei o que está acontecendo... S: Eu me imagino lá. como seria estar lá. mas simplesmente não sei. (pausa). e como você se sente quando Sharon diz “Venha comigo” S: Me sinto resistente.. em direção à luz.. estão todos lá. Eu sei onde vou. T: Você disse que se sentiu diferente.agora tem mais alguém.. aquele ponto de luz?” E ele estava bem à frente.é.um tipo de eu mais amplo. É muito brilhante..tem alguém mais aqui.. sinto que não sei onde estou.. (18) S: É. posso vê-la claramente agora. mas tudo converge para ela. T: Compreendo. Como ? (16) S: Eu sou aquela que tem dúvidas reais – Desconfiada.. agora as coisas vão mudar. . “É para lá que vamos”... T: Como assim? S: Não sei onde aquele canal de luz vai dar ou o que ele é.S: Ela disse: “Está bem.. Pegue minha mão...

agora as coisas vão mudar outra vez.(pausa) ainda estamos subindo.. um arco de luz.. T: O que quebra as conecções? S: As outras partes continuam aparecendo e eu continuo escutando a elas... (22) S: Ela diz que todos eles precisam olhar uns para os outros e se juntarem até que formem um só.. Ela as compreende. As conecções se quebram. S: Eles estão subindo comigo. Diga a ela que você fará isso agora e peça a ela que lhe ajude.. Ela está cantarolando. É uma mensagem..chegamos...(longa pausa) estamos chegando ao topo agora. Leve os outros com você para o topo. Ela está em contato com a luz. a todas elas... Sabe que a Bruxa é crítica e destorcida. Faz isso todo o tempo. provavelmente perto do topo e vai guiá-la sempre que for preciso.ela me mostra a imagem de um círculo... Imagina que você esteja no pé de uma montanha com o Idealista. T: Ok. T: A Sharon “Superior” está lá também? S: Está. É silenciosa. Deixe o sol brilhar intensamente... Agora continue e diga-me o que acontece.. para a Desconfiada e para a Idealista..(pausa).T: E como é o “eu superior ?” S: É o que eu quero ser..Tem algum significado. Ela está olhando para a Bruxa... . mas não a compreendo bem. O que é notável é que ela as aceita. escorregam e conversam fazendo muito barulho como um bando de crianças. Apesar de suas faltas. a pretensão e a espiritualidade desesperada. T: Volte-se para ela e pergunte o que fazer. os ideais irreais e a recusa de aceitar suas limitações.. T: Você pode conversar com ela? S: Não. a Bruxa e a Desconfiada.. T: Você pode se comunicar com ela de alguma forma? (20) S: Posso. que a Desconfiada tem medo e não acredita nas coisas e mesmo assim as aceita. (21) T: Está bem. ela não fala por palavras. ela aceita a todas. Ela vê através da Idealista. A Sharon “Superior” está em qualquer parte mais acima.

muito sólida.. que eu estava sendo egoísta. Ela é muito... mas que estão de alguma forma mais conectados com a realidade. Vá em frente e faça isso...(longa pausa). Diga-me o que for acontecendo.. T: Bom. Ela não é toda doçura e luz tão pouco. Estão circulados de luz. .. então não precisa ser tão crítica. maravilhosamente humana. agora volte-se para o sol. T: O que está acontecendo? S: Eles se fundiram e uma coisa nova se formou no anel de luz... S: Estou subindo em direção ao sol.é bonito...é de alguma forma mais humana.... Nada lhe foi tomado. T: E o que ela fez? S: Comecei a pensar em egoísmo....... Abra-se para ela. Deixe-se encher dessa energia. é segura de si mesma...(longa pausa). T: Como você estava sendo egoísta? S: Tendo tanta alegria e recebendo tanto atenção de sua parte. sabe quem ela é..S: Ela as está circulando com um anel de ouro que vibra e os energiza... T: Volte-se para a Sharon “Superior” e pergunte se você está sendo egoísta.(longa pausa). T: Você está olhando para ela ou está sendo ela? (24) S: Estou me tornando ela..o que está acontecendo agora? (25) S: Minha mente tomou a direção. Tem as qualidades das outras três e uma paciência que não se esgota.. T: Que sentimento isso lhe evoca? (23) S: O sentimento é de estar em contato outra vez. T: Sintonize a felicidade... Eles estão se olhando e dando as mãos. estão juntos agora e são um só. Tem ideais superiores. há muita felicidade.. Há um raio de sol que desce e vem até os seus pés.. Você pode sentir o calor lhe envolvendo.sou ela agora. S: Ela disse para estabelecer uma conexão entre o sol e o topo da minha cabeça. Ela é diferente. mais terra a terra... Ela lhe ajudará.. agora volte-se para a “ Sharon Superior” e diga que você quer ir em direção ao sol e se ela lhe ajudaria. T: Ok..

..(pausa).. T: Ótimo. Egoísmo é retê-las depois de tê-las. (28) S: O fluxo está restabelecido e eu estou de volta ao sol... T: Você pode ir para o centro dela? Diga-me o que acontece. (29) T: Deixe a energia fluir em você e para fora de você. T: Tenha consciência do que está a sua volta e diga-me o que é..continue. S: Sou uma luz agora....... T: Vá em frente. não é bem uma explosão. você quer tentar outra vez e ir em direção ao sol? S: Quero. o que eu quero fazer.. e como você pode reparti-la sem primeiro tê-la? S: Está certo. é sorver a luz e então repartila. S: Tentei. aqui não. T: Então vá em frente.. Não.... procure o centro do sol. mas uma força constante de luz de todas as partes..” T: Bom..(longa pausa)...(pausa). brilhando. S: Há uma explosão.agora.como é ele? S: Eu sou um. com todas as coisas. S: Simplesmente desapareço. . mas não consigo deixar de lado o sentimento de que estou tomando muito tempo enquanto posso trabalhar nisso sozinha mais tarde. colocá-la para fora e ajudar.. Deixe-a fluir através de você. T: Porque não fazer agora. irradiando-a em todas as direções. a maneira mais fácil? Não é egoísmo tomar as coisas. T: É. T: Agora deixe-se sentir esse fluxo. que emana e vibra. (27) S: Isso! O que a Sharon Superior faz..S: Ela diz: “Não agora não.. Tente buscar diretamente o ponto central do sol e diga-me o que for acontecendo...

..vamos agora conversar sobre o que aconteceu? *********************************************** Depois da visualização dirigida gastamos um tempo curto conversando....S: Primeiro só há luz e o sol que me rodeia. pedimos a ela que escrevesse seus “insights” para nossa próxima sessão... Mande a energia por toda a montanha. S: (rindo e chorando ao mesmo tempo) sinto-me tão bem.... mantendo uma conecção entre o sol e o todo de sua cabeça. T: Você ainda pode ouvir a vibração? S: Posso. pode abrir os olhos. Vibre mesmo.tão sólida. . Agora mande a energia e o som para todos eles para ajudá-los a se aproximarem.. desce4ndo as encostas. foi um bom trabalho. do topo da montanha. T: Fico feliz.. S: Tudo vibra e o som me atravessa e me envolve. Você verá que há na montanha outras pessoas.. agora em todas as direções.Então.muito gradualmente.. animais e outras partes suas que você não tinha visto ainda. T: Sintonize com ela. Queríamos ajudar Sharon a explorar o significado que o processo simbólico tinha para ela e o que tinha aprendido dele.(longa pausa). Vá gradualmente em direção a terra.. Permaneça em contato com esse som e olhe para a terra. E então há toda a terra e todo um universo e estrelas. Permaneça em contato com o som. com a energia.. Pratique outra vez deixar a energia e o som fluírem para dentro e para fora de você..e pense na montanha. siga o som que vai em direção a terra..... T: Bem. Ouça-a ao seu redor e deixe-a emergir de dentro de você também. Essa vibração põe tudo junto. Tente colocar a melodia de dentro e a de fora na mesma harmonia. Para evitar a imposição de nossa própria interpretação sobre o que aconteceu.. quando quiser.....

Posso ajudá-la a realizá-los. Eu preciso disso. que estejam ligados ao mundo real. Mas isso me deixava sozinha e torta sem qualquer possibilidade de mudança. Descobriu que a Idealista tinha .. sua inveja. você pode me rejeitar. você não está pronta a menos que possa lidar com o aqui e agora. e aceitar seus próprios sentimentos negativos. Vejo agora que se eu deixasse a Idealista tomar o controle e rejeitar a Bruxa. Ela só quer entender aonde vou com suas perguntas e ponderações. Ela diz: “Sou a pessoa em quem você enterrou todos os sentimentos que você não gosta de admitir que tem.seus sentimentos de raiva. Preciso de sua compreensão e ajuda. Mas vejo e aprecio os seus ideais. Sharon continua a escrever. Eles são inúteis a menos que eu possa aceitar primeiro e aprender a lidar com o meu lado negativo e o dos outros.. numa segunda imaginação dirigida além de explorar mais a Desconfiada ela deu mais uma olhada na Idealista. como ele é. Você precisa ajudar a distorcer o que eu tenho e então meu lado bom e prático... Mais tarde..Na sua narrativa Sharon dizia: Vejo agora pela primeira vez que a Bruxa tem sempre tentado me dizer. sentindo-se dominada por eles e vencida antes de ter começado. Fico sentida com que o Idealista fez você fazer de mim. Sharon estava começando a ter uma boa compreensão intelectual de como suas subpersonalidades poderiam começar a trabalhar juntas. O idealista queria você tão pura que nunca tivesse tido maus sentimentos e você fingia que não os tinha. Deve ir um passo de cada vez. Além disso.. Assim que continuávamos ela percebia mais e mais o quanto ela tinha sido bloqueada por seus ideais irrealistas. Vejo o valor da Desconfiada.o que ela teria dito se eu tivesse escutado. Sou realmente uma parte sua. sua impaciência.quando a impaciência pode ser transferida em ação. Ela não deixa que eu faça coisas loucas e impraticáveis. mas quero que sejam úteis. Você não pode realizar nenhum dos seus ideais. nenhum dos ideais se realizariam. Algumas vezes é apropriado estar com raiva. Sou útil no mundo. eu conheço o mundo.

Sharon agora estava disposta a lutar com sua raiva e frustração. que quando sentisse raiva batesse na cama com uma raquete de tênis até que se sentisse melhor. Era crucial para ela começar a contactar sua raiva e ambição. ou que esfregasse o chão ou cortasse lenha. . da Bruxa com a qual também precisaria lidar.uma parte integrante. Gradualmente ela aprendeu a ter consciência desses sentimentos quando ocorriam e ficou surpresa ao descobrir quanto da sua energia eles consumiam. Por tentativa ela foi experienciando essa energia e descobriu que ela poderia ser usada para ajudar a vencer seus sentimentos de inadequação e para alcançar metas realistas. trabalhar escrevendo uma história por seis dias consecutivos até que a tivesse terminado! Através dessa fase do seu trabalho ela veio a apreciar a ambição da Idealista e viu que uma vez que estivesse sob seu controle. a ambição poderia ajudá-la a ser criativa e inovadora e era uma força motivadora poderosa para trabalhar com as limitações de sua personalidade em vez de evitá-las. onde sua energia tinha sido encerrada. poderia ser . Essa situação catártica foi um passo importante. pois foi durante esse período que suas longas e profundas depressões diminuíram gradualmente e desapareceram. tornando-os impraticáveis. Por várias semanas ela fez o Exercício de visão do Dia (uma técnica de Psicossíntese) procurando em cada dia sentimentos de raiva e frustração e vendo como sua ambição tinha afetado suas escolhas e suas ações. Antes de tudo era importante para ela aprender a libertar esses sentimentos inofensivamente.começar a mudar seu modo de vida. a Idealista a tinha convencido de que a única forma de adquirí-las era reprimir e negar suas limitações.apesar de reprimida.e a mais importante . Conscientemente. começou a canalizar essa energia recuperada para vencer obstáculos que antes pareciam insuperáveis .por exemplo. Tornou-se claro também que a raiva que tinha experienciado no início da imaginação dirigida era um elemento central . o que era feito através de várias técnicas de catarse. E. por exemplo.muitas ambições escondidas e que eram essas ambições que exageravam e aumentavam seus ideais.era começar a firmar sua nova compreensão do cotidiano . Sugerimos. que como a ambição. A próxima fase do seu trabalho . Por fim ela compreendeu que a raiva e frustração que tinham sido encerradas na Bruxa representavam também uma energia valiosa. como vimos.

hostil e um estorvo completo. no início do nosso trabalho. que Sharon veio a confiar mais e mais. das suas ações até o significado dessas ações e as causas por detrás delas. no seu caminho para integrar essas três importantes subpersonalidades numa subpersonalidade nova. AS FASES DE HARMONIZAÇÃO Agora vamos olhar a imaginação dirigida de Sharon em termos das cinco fases de harmonização das subpersonalidades.. ajudando-a a ver os passos necessários para tornar suas metas atingíveis. Não é incomum que o reconhecimento de uma subpersonalidade reprimida seja acompanhado primeiramente. qualidade da Bruxa e a discriminação e julgamento cuidadoso da Desconfiada tornaram-na a “trazer para a terra” a visão da Idealista tornando-a realista. Desta forma. por sentimentos negativos recíprocos (“eu a odeio. ela me detesta. Praticamente em todas as situações. e eu a detesto) (2) . Essas serão. Ela estava bem. do que ela diz que QUER até o que ela realmente NECESSITA..voltada para objetivos úteis. os mesmos sentimentos que causaram a sua rejeição e repressão originais. com a ajuda e a compreensão de Sharon.a que ela tinha sido momentaneamente. então. geralmente. realista. Isso abre caminho para a fase da coordenação. quando de pé no topo da montanha. Essa sensação de familiaridade é freqüente e confirma a noção de que as subpersonalidades não são construtos arbitrários. em sofrimento. uma vez que atingimos o cerne descobrimos que sua qualidade básica é boa. A coordenação é o aspecto central do trabalho com subpersonalidade até o seu cerne. A subpersonalidade que estava causando o sentimento de desagrado e raiva em Sharon requereu pouca dificuldade para ser reconhecida e apareceu como “alguma coisa que já vi antes”. desprezível. Vemos que não só é aceitável como útil e muitas vezes . prática. mas formações naturais que se desenvolvem espontaneamente na psique. mas inclusiva e alegre . a Bruxa pode voltar sua energia para acabar com suas distorções e pára trabalhar seu senso prático e honestidade. No fim desse último trabalho. mesmo que uma subpersonalidade apareça inicialmente feia. O “viver num mundo real”. Um reconhecimento total e aceitação da subpersonalidade requer o experienciar e assumir desses sentimentos que poderão então ser transformados em outros mais positivos (“Sinto pena dela”) (5). a Bruxa transformou-se numa voz terrena.

8).. a Bruxa queria. ser aceita e então ajudada. depois de algum tempo muito provavelmente teria voltado a sua atitude anterior de rejeição e condenação. O que faltava para produzir uma mudança permanente na atitude era a compreensão das coisas iniciais que levavam Sharon a rejeitar aquela subpersonalidade ANTES que a rejeição a distorcesse na Bruxa. O circulo viciosa – rejeição levando a distorção. mas está bem”) (10). que ela “deixasse de ser ridícula” porque por ser ridícula Sharon a estava rejeitando. pode-se ficar tentado a terminar a imaginação dirigida. traçar os “porquês” desses desejos e então as necessidades atrás dessas razões. o primeiro passo é estabelecer uma comunicação clara e aberta. Depois disso a Bruxa estava disposta. Depois da reconciliação entre Sharon e a Bruxa. Desta forma.. No caso de Sharon. E a bruxa não gostava da sua distorção tanto quanto Sharon (“não quero ser desse modo”) e queria mudar. mas não poderia fazer isso sem a ajuda de Sharon. A técnica que levou a esta aceitação é importante. Sharon precisava aceitar a personalidade pela distorção na Bruxa e oferecer a sua ajuda (“Desculpe eu não havia percebido.extremamente necessária. a se responsabilizar pelo sentimento que ficou (“ainda me sinto um pouco magoada. prontas para se ajudarem mutuamente. por sua vez. Mesmo assim. Desta forma. Pode-se então focalizar no que os dois lados querem um outro (sempre mantendo contato com os sentimentos envolvidos) e nos desejos expressos. Essa técnica é discutida em detalhes mais adiante. levando mais rejeição – foi quebrando e Sharon e a subpersonalidade ficaram em bons termos. eu vou ajudar você”) (9) . Ela consiste em identificar-se TEMPORARIAMENTE com a subpersonalidade em que se está em conflito – em “tornar-se essa subpersonalidade” (7). se tivéssemos parado aqui. . para sair da sua distorção e crescer (4. Já houve uma boa catarse do sentimento central. Mas o que a Bruxa realmente NECESSITAVA era. inicialmente. que pode ser harmonizada com outras qualidades e que as distorções e conflitos foram grandemente produzidos pelos esforços para expressar e efetivar essa boa qualidade fundamental. primeiramente. Num ponto fundamental é que a distorção da subpersonalidade foi causada pela falta de aceitação de Sharon e não por qualquer qualidade intrínseca à Bruxa. de muita ajuda durante as fases da aceitação e coordenação.

Outra vez poderíamos ficar tentados a parar aqui.*A causa apareceu bem facilmente (“ela queria ser pura”) alguma coisa que ainda não estava pronta para ser” (12) (11) . estava principalmente em _______________________________________________ *A suposição básica aqui – como em todas as tentativas de coordenação – é que. Nesse ponto teria sido possível trabalhar na aceitação e coordenação da desconfiada tal como tínhamos feito com a bruxa. uma hipótese a ser verificada muitas vezes através do acesso ao cerne de cada situação e não uma crença a ser aceita cega e superficialmente. entretanto. Isto se somaria a sua motivação geral e a ajudaria a obter uma percepção mais realística das possibilidades e das metas a longo prazo que o trabalho com a Bruxa a tornou mais livre para alcançar. a ênfase. (Porque não tenta isso agora?) (14) . Mas decidi que seria útil para um crescimento a longo prazo de Sharon. Dessa forma qualquer obstáculo remanescente pode ser trazido à luz. envolvendo uma nova subpersonalidade (“eu sou aquela que tem dúvidas reais – a Desconfiada”) (16). lidando com a Desconfiada. ser bem maior. e. Essa suposição mostrou-se válida em um grande numero de casos práticos pelos terapeutas que a testaram. experienciar sua natureza transpessoal. Encontrar as causas da rejeição de Sharon pela Bruxa levou a uma declaração mais concreta para ajuda e compreensão mútua (13) e para a primeira sugestão de integração (“nós temos que nos juntar”). Mas no trabalho de imaginação mental vale a pena colocar e ajustar em prática. Desta forma. como deve estar claro. que ELA DEVE SER SEMPRE TRATADA COMO UMA SUPOSIÇÃO PROVÁVEL. deseja crescer e desenvolver-se e tem certa quantidade de boa vontade que pode ser trazida à tona. sem qualquer previsão. . Esse foi o caso aqui e o bloqueio que emergiu (15) mostrou. a subpersonalidade é basicamente boa. como estava mais relacionados às suas necessidades imediatas de vida ela estaria mais motivada a seguir por eles. como acentuei antes. A esse respeito a imaginação é fora do comum. mas senti que o material e os insights relacionados à Bruxa eram quase tudo que Sharon poderia manejar efetivamente naquela hora. Mais freqüentemente é necessária uma considerável soma de trabalho para alcançar esse ponto. e “ ela estava tentando ser . É importante lembrar. ou qualquer coisa que pudesse ser sugerida como desejável.

em vez disto. O primeiro foi a DESINDENTIFICAÇÃO e o reconhecimento da subpersonalidade com qual Sharon estava normalmente identificada. a Idealista! Eu não sou ela!) (18) . produzido dois resultados importantes. (“Ela não é Sharon. de natureza transpessoal (a “Sharon Superior”) (19) . Depois veio o influxo espontâneo do supraconsciente na forma de uma formação semelhante a subpersonalidade. (20) Mais uma vez. ela é. acompanhado de forte emoção que libertou Sharon dos desejos e limitações específicos da Idealista. De um lado temos a subpersonalidade com qual Sharon estava normalmente identificada – a que ela se referia inicialmente como Sharon e mais tarde como a “Idealista” – a que “sabia aonde ela ia”. quando Sharon disse que as conecções eram quebradas pelas várias subpersonalidades. porque para muitas pessoas é mais fácil entrar em contato com o supraconsciente pela posição do “observador desidentificado”*. Esse foi um grande passo a frente. O primeiro passo era ajudar Sharon a tomar a posição de OBSERVADOR OBJETIVO (17) . pág. Era o caso aqui. parecia melhor não explorar a dificuldade. Frequentemente seu primeiro efeito é lançar a luz sobre o que quer que esteja no caminho da integração.vencer sua resistência imediata. duvida e hostilidade. an ___________________________________________________ * Veja nota de pé de página. Do outro lado temos a Desconfiada e a Bruxa que reagem com desconfiança. 13 . mas. evitando lidar com suas limitações. Depois do trabalho substancial de COORDENAÇÃO da Bruxa. mais que resolver suas dificuldades – em CONTORNAR o obstáculo. Esses elementos complementaram o quadro que já havia emergido de um conflito básico. mais que removê-lo – e algumas vezes em recolher elementos para uso posterior. para evitar trazer à tona muito material novo de uma só vez... parecia possível tentar uma INTEGRAÇÃO das subpersonalidades presentes. O resultado deste conflito é o bloqueio de progresso e o corte da energia que elas precisam para crescer efetivamente e em harmonia recíproca. por impaciência e ansiedade. mas que quer avançar prematuramente. Então. Ela pode fazer isso sem dificuldade. Isso é de certa forma característico. contornar o obstáculo. Esse elemento do supraconsciente é de grande valia para o processo de integração e essencial para a fase de síntese.

Não é do mesmo nível de vida diária. precisa então se “enraizar” ou se tornando real na vida normal através da prática. É interessante notar que esse bloqueio FOI ABORDADO E RESOLVIDO COM ________________________________________________________ * Essa abordagem será apresentada em detalhes no “Diálogo com o Self Transpessoal a ser publicado nos “CADERNOS DE PSICOSSÍNTESE”“. que Sharon realmente alcançou. então.tes de fazer qualquer interação entre as subpersonalidades. um “Modelo Ideal”. outro bloqueio – relativo a ser egoísta – apareceu (25) . Somente três subpersonalidades estavam envolvidas. ora completamente diferente das anteriores. Não era um conflito ou incompatibilidade entre subpersonalidades. entretanto. um modelo de trabalho que precisa ser feito. sugeria a subida de montanha como um símbolo de integração (21) . claro. como foi dito antes. exercícios apropriados e da mudança gradual dos hábitos e comportamentos da pessoa. Esse é um caso típico de “repressão do sublime” * que aparece freqüentemente em algum ponto quanto à pessoa avança na esfera do supraconsciente. . Além disso. À medida que Sharon avançava em direção ao sol (um símbolo do supraconsciente e do Self Transpessoal) estabelecendo as bases para a fase de síntese. Essa integração levou Sharon a se identificar com a nova subpersonalidade (“Eu ME TORNEI ela”) produziu uma experiência positiva (“É bonito”) (24) e uma conecção muito forte com o supraconsciente (“O sentimento é de estar em contato outra vez”) (23). * Veja artigo “Repressão do Sublime”. Sua natureza. No topo a “Sharon Superior”foi usada como uma fonte interior de orientação*. A integração bem feita não significa. a integração total de sua personalidade. publicado nos: “ CADERNOS DE PSICOSSÍNTESE”. o maior valor do trabalho e imaginação mental é funcionar como um “mapa”. Ela sugeriu espontaneamente que a integração era apropriada (22) e ajudou a fazê-la. mas um obstáculo entre a personalidade a personalidade e a dimensão supraconsciente COLOCADO PELA PERSONALIDADE PARA PARAR SEU PRÓPRIO PROGRESSO.

egoísmo. A pessoa torna-se consciente da situação depois de Minimizando o conflito certo desenvolvimento e. Podemos então evitar muito sofrimento desnecessário. podemos assim minimizar o conflito e assim promover o desenvolvimento delas em harmonia com as outras subpersonalidades. Uma tentativa de trabalhar no apartamento do egoísmo a um nível de sentimento. mas teria sido consideravelmente mais difícil e mais lento. em muitos casos. O prosseguimento levou-a a uma conecção supraconsciente firme (28) que validou experimentalmente o insight conceitual e permitiu que daí em diante ela não fosse retida pelo seu sentimento de que tomar era egoísta. a perda de muitas . RECONHECIMENTO O desenvolvimento inicial de uma nova personalidade e seus primeiros esforços para se expressar ocorrem freqüentemente fora de nossa consciência. poderia ter trazido toda interação ao nível da subpersonalidade novamente (provavelmente uma “egoísta” e “aquela que não quer ser egoísta”). por outro lado. Vamos olhar agora cada estagio da harmonização de subpersonalidades em mais detalhes.PLETAMENTE A NÍVEL MENTAL. Tal reconhecimento retardado torna o processo de harmonização mais difícil de que necessitaria ser. Podemos ver aqui um primeiro indicio da natureza interpessoal e transpessoal do estagio de síntese: “Eu quero sorver a luz e então reparti-la colocá-la para fora a ajudar(27). Egoísmo é retê-las depois de (26) tê-las”) era tudo que Sharon necessitava para vencer sua resistência. Se podemos reconhecer as novas personalidades emergentes mais cedo e compreender seus comportamentos e necessidades.” (29) (30) . – seu cerne era uma distorção CONCEITUAL ou limitação na maneira de Sharon ver o mundo. Sharon poderia ter finalmente alcançado o mesmo insight. etc. O entendimento conceitual (“Não é egoísmo tomar as coisas. Apesar dele ter um aspecto emocional definido – sentimentos de culpa. trazendo um sofrimento e esforço desnecessário. somente quando os esforços chegam a um estado agudo. o que foi então reforçado com a sugestão de colocar isso em prática. através de raciocínio e insight.

tornando-se tão fascinadas em descobrir um elenco numeroso que o trabalho mais frutífero do compreender e integrar as subpersonalidades centrais é negligenciado. com a ênfase no estado de coisas existentes mais do que nas mudanças que queremos que aconteçam. . digamos alguns meses. Se isso é feito durante certo período de tempo. Desta forma. ou procurar por muitas ao mesmo. Para a maioria de nós elas correspondem à nossa experiência interior e em tais casos tudo que temos que fazer para identificá-las é simplesmente procurar por elas. De fato. Quando as pessoas entram em primeiro contato com a idéia de trabalhar com as subpersonalidades geralmente tendem a fazer exatamente isso. Técnicas de Imaginação Mental são especialmente efetivas e muitos sonhos dirigidos lidam primariamente com subpersonalidades e suas interações. reconhecer a maioria das subpersonalidades raramente é um problema. De fato. As subpersonalidades que estão mais escondidas geralmente aparecem no curso de terapia ou podem ser reconhecidas indiretamente através do material que emerge na situação terapêutica. o resultado é simplesmente o AUMENTO DA DIFICULDADE sem melhorar a situação. que é no mínimo.oportunidades e ajudar o prosseguimento de nossas vidas de uma maneira cada vez mais harmoniosa e satisfatória. focar atenção DESNECESSÁRIA em nossas subpersonalidades. um desperdício de energia e pode ser realmente prejudicial. Desta forma o leitor é precavido contra tal atitude. ou remoer sem propósito as que escolhemos para trabalhar. em geral dá menos trabalho Atenção como fonte de energia encontrar novas subpersonalidades do que lidar efetivamente com as que já conhecemos. dá-lhes ENERGIA – como aconteceria no caso de qualquer outra formação psicológica. Geralmente é muito fácil reconhecer muitas das nossas subpersonalidades. Em casos extremos isso pode levar a cristalização do status quo.

sugiro que depois de ter reconhecido algumas personalidades a pessoa se concentre inicialmente em uma ou duas delas – talvez aquelas que pareçam ter maior energia. Em outras palavras. geralmente a própria situação existencial indica quais subpersonalidades necessitam atenção em determinada hora. apesar do nome poder ser útil para distinguir as várias subpersonalidades e para estabelecer um contato mais direto com suas qualidades essenciais. Então. Um simples toque subpersonalidades. que tem muita prática em lidar com suas subpersonalidades podem “manter em mira” talvez meia dúzia delas durante certo período de tempo e algumas delas só de uma maneira periférica. “o brutamontes” será encorajado pelo nome a permanecer um animal. Em geral. sendo comum e um bom senso de humor freqüentemente são as melhores diretrizes. Quando isso não está claro. “o explorador” achará muito difícil terminar sua procura. Enquanto é impossível estabelecer regras gerais. ou uma necessidade mais intensa: aquelas que. é bom que se esteja pronto para mudar o nome de uma subpersonalidade quando aquele nome se tornar um obstáculo para o seu crescimento. parecerem mais centrais ou Flexibilidade e senso comum mais importantes no momento. é de grande valor no trabalho de . Desta forma. Claro que essa escolha não deve ser feita de modo rígido e é sempre importante estar aberto para uma nova subpersonalidade que queira ser ouvida por uma boa razão. ou qualidades emergentes novas que a pessoa queira desenvolver.Mesmo o nomear uma subpersonalidade pode eventualmente Evitando a cristalização contribuir para manter o status quo. e a ”a prostituta” se sentirá mais viva quando for mais prostituta. Como eu disse não é aconselhável trabalhar com muitas subpersonalidades ao mesmo tempo. Pessoas experimentadas. enquanto a pessoa está adquirindo experiência.

distorcida cada vez mais em desavenças com o resto da personalidade. Mas a aceitação é envolvida de outro modo. e não podemos nos beneficiar de suas qualidades úteis. substituem os aspectos negativos gradativamente tornando-a. então. Isso cria um bloqueio para seu crescimento e faz com que ela procure energia indiretamente. como vimos na visualização dirigida de Sharon. Dessa forma. aceitação e coordenação geralmente tornam-se na prática processos complementares que se ajudam mutuamente a avançar com impulso crescente e levam à integração da subpersonalidade na personalidade como um todo. por manipulações e gerando conflito. o que intensificará suas qualidades positivas enquanto transforma as qualidades negativas em outras mais convenientes. Geralmente rejeitamos uma subpersonalidade – ou qualquer outra parte de nós mesmos – que não gostamos porque Aceitação facilita a mudança inconscientemente acreditamos que uma vez que a aceitemos ela permanecerá como é para sempre. mais aceitável. Através do processo de coordenação.ACEITAÇÃO A aceitação de uma subpersonalidade e sua coordenação ocorrem GRADUALMENE e avançam de mãos dadas. A realização apropriada das necessidades da subpersonalidade é uma função da coordenação e torna possível para subpersonalidade desdobrar-se e interagir harmonicamente com outras subpersonalidades. nossa ATITUDE para cada uma delas – como para as pessoas – pode . Quando vemos pela primeira vez novas subpersonalidades. Mas. se rejeitamos uma subpersonalidade a cortamos da linha direta de energia que ela necessita. uma vez que a aceitamos. exatamente o oposto é que é o correto. Em realidade. podemos descobrir suas necessidades reais e realizá-las de forma aceitável para nós. A pessoa deve primeiro ACEITAR a presença dos aspectos negativos para poder mudá-los. suas habilidades e força. Ela então se desenvolve de maneira unilateral. aspectos positivos da subpersonalidade.

. como prejudicial ou inútil. pode-se lidar com ela. tendemos a aceitar uma subpersonalidade que consideremos boa. *Em geral as subpersonalidades que não são consistentes com nossa auto. Quando esta resistência torna-se uma dificuldade maior. etc. Geralmente a pessoa pode manejar a resistência para aceitar uma subpersonalidade em si próprio. Só torna-se consciente dela pode ser suficiente em muitos casos. particularmente afetiva para esse Desidentificação leva à liberdade propósito e para coordenação também. aquelas que não se adaptam são geralmente rejeitadas. e a rejeitar a que vemos como ruim. através de qualquer uma das boas abordagens de psicoterapia ou de crescimento individual indisponíveis. geralmente temos uma resistência marcada em aceitar subpersonalidades que tenham qualidades mais amplas ou uma distinta orientação transpessoal. ajudar o cliente a tornar-se consciente) de “qual parte de nós mesmos” está resistindo àquela subpersonalidade. útil. Mas uma pessoa que tenha pronunciado sentimentos de inferioridade. como no caso de qualquer outra resistência psicológica. Em geral. Uma técnica poderosa. Em cada caso é determinado por vários fatores.Valores e autoimagem varar. a PARTE QUE ESTÁ RESIS ____________________________________________ *A razão para isso e a dinâmica envolvida são trabalhadas mais adequadamente no artigo “A Repressão do Sublime”. de acordo com nosso sistema de valores. publicado nos “CADERNOS DE PSICOSÍNTESE”. Invariavelmente. os dois maiores sendo nossos VALORES e nossa AUTO-IMAGEM.imagem são facilmente aceitas. E muitos de nós sem sentimentos fortes de inferioridade. é tentar tornar-se consciente (ou numa situação de terapia. ou um complexo de inferioridade e que esteja identificada com esses sentimentos pode MAIS FACILEMTNE aceitar uma subpersonalidade “ruim” e ter considerável dificuldade em aceitar uma “boa”.

criando um diálogo entre as duas e expressando as posições e necessidades de cada uma. há uma técnica oposta e complementar: “a de tornar-se” a subpersonalidade que é rejeitada. Com essa técnica a pessoa pode ficar com um conflito entre duas subpersonalidades identificando-se alternativamente com uma e com outra. Deve enfatizar novamente que isso não é uma submissão ao status quo. em Gestalt Terapia. mas uma aceitação da realidade da situação. para a sua aceitação. geralmente em oposição à primeira. ou mais precisamente. Uma vez que a pessoa esteja identificada com ela. Dominado. o que por Compreensão compassiva sua vez pode levar à compreensão compassiva das suas necessidades e das razões para suas atitudes e. Como já mencionei. por si mesma. A pessoa é então libertada de sua influencia e pode tomar a atitude de um observador OBJETIVO imparcial. é necessário “tomar perspectiva”. Isso é feito. Como observador objetivo a pessoa é facilmente capaz de aceitar ambas personalidades. Essa identificação alternada. É precisamente porque a situação foi aceita que ela pode ser modificada e melhorada. o avançar na coordenação delas. geralmente. então. quando lidando com o típico conflito de Dominador. mesmo que inconscientemente. por exemplo.TINDO É OUTRA SUBPERSONALIDADE. Isso é feito através de entendimento das suas necessidades e modos de interação e de encontrar caminhos aceitáveis por onde essas necessidades possam ser satisfeitas e a interação harmonizada e transformada construtivamente. leva geralmente as partes conflitantes a uma compressão cooperativa e algumas vezes até a uma fusão numa formação mais ampla. Essa IDENTIFICAÇÃO TEMPORÁRIA traz uma consciência experiencial imediata da existência da subpersonalidade. DESIDENTIFDICAR-SE dela. a primeira e a que estava resistindo a ela. que subpersonalidade resistente. .

uma atitude egocêntrica (apesar de não necessariamente egoísta). por exemplo. mais tarde o observador objetivo age como aconselhador. como o observador objetivo. depois de um número de alterações terem dado uma compreensão adequada do que está acontecendo em cada lado.Combinar essa técnica de identificação alternada com a técnica de observador objetivo mostrou ser mais efetivo. inicialmente e. De qualquer modo. . Enquanto a identificação com as supersonalidades acarreta um forte envolvimento emocional é. as O lugar do observador soluções dadas pelo observador objetivo não. ver: “Maiores alcances da Gestalt Terapia”: nos “ CADERNOS DE PSICOSSINTESE”. é de muita ajuda quando o impasse é muito doloroso ou prolongado* . melhores e mais aceitáveis para ambas as subpersonalidades do que as que qualquer uma delas poderia sugerir. mantendo-se emocionalmente separado do conflito e evitando tomar partido ou introduzir suas próprias necessidades específicas. Tal solução pode ser de natureza sintética onde os dois lados terão mais ou menos tudo que necessitam. reconciliador e medidor no conflito. Lidar com situações da posição de observador objetivo é prática comum da Psicosíntese e em um número de outras abordagens para o crescimento. olha para a situação e para as possíveis estratégias que poderiam ser usadas para trazer solução para o conflito. A Ego Terapia de Steward Shapiro. ou pode ser um acordo TEMPORÁRIO do tipo que levará a uma solução sintética mais tarde. quase invariavelmente. a pessoa “toma distância” das suas subpersonalidades e. Com essa abordagem combinada. usa a metáfora da “assembléia de acionistas” e do “pre _________________________________ * Para descrição do impasse. de um modo geral. Esse último é essencial para trazer uma resolução quando a identificação alternada não é suficiente para vencer o impasse.

não posso mesmo dar-lhe isso.sidente da assembléia” para indicar as muitas subpersonalidades e o princípio unificador objetivo. você pergunta. isso pode ser considerado um absoluto. Bondade essencial O propósito básico dessa fase de coordenação é descobrir esse anseio necessidade central. Se você encara a demanda de uma subpersonalidade que não pode ser satisfazer diretamente. torná-lo consciente e encontrar modos aceitáveis de satisfazê-lo e realizá-lo. deve sentar-se em uma cadeira. a necessidade básica. ”Vinte e quatro horas por dia. Depois do diálogo ter se desenvolvido por um tempo suficiente. uma terceira cadeira é introduzida com a sugestão de que “esta é a cadeira do observador – como observador. O cerne real – não o que a subpersonalidade quer. COORDENAÇÃO Sempre que vemos profundamente no cerne de uma subpersonalidade.” “quando você quer que a carreguem?”. o Dominado em outra. Uma vez que tenhamos compreensão e habilidade suficiente podemos satisfazê-lo – senão completamente. mas o que ela necessita – é bom. você pode dizer: ”Bem. Um número crescente de Gestalt terapeutas está achando também muito proveitoso introduzir o observador quando trabalhando para resolver um conflito. “Quero ser carregada. veja o que você pode descobrir sobre os outros dois – veja se há uma maneira de você ajudar”. descobrimos que o cerne – que é algum anseio básico Ou necessidade – é bom. Não importa quantas camadas de distorção possam envolvê-la. pelo menos o suficiente para o processo de crescimento. por exemplo. sete dias na . Suponhamos que você descubra em você mesma uma criança de quatro anos que queira ser amada. mas há alguma coisa que eu possa dar em troca?” Geralmente o que a subpersonalidade proporá. Em Análise Transacional o “Adulto” pode ser usando para uma função similar. então. é boa – e se tornou destorcida foi por não poder expressar-se diretamente. será apropriado e útil. Para fins práticos. O Dominador. “Como você quer ser amada?”.

Você pode concordar em alimentá-lo. você a incluirá e ela se tornará parte de você. Antes da coordenação as subpersonalidades trabalham contra você e há conflito. Se são infantis logo desenvolvem além de suas necessidades infantis. Logo desejará fazer coisas que VOCÊ quer fazer. mas há alguma coisa mais que você possa fazer? Você pode dizer: “Entendo que você quer ser carregada todo o tempo. Quando não Favorecendo o crescimento ganham nada. ela crescerá. você vai em direção às necessidades mais e mais básicas. todo o tempo!”E você diz:” Porque você quer isso?”Continuando a pergunta “porque?” tentando entender A RAZÃO POR DETRÁS DO PEDIDO.. Então.semana”. Claro que você não quer que ele faça isso. Quando as subpersonalidades são reprimidas. Um pouco de satisfação vai longe. elas querem tudo. necessito que você me alimente todo o tempo. Assim que você começar alimentá-la. em horas razoáveis. mas finalmente. em direção ao cerne. Ninguém te carregou por muito tempo. não ganham nada. Mas você quer descobrir porque ele faz o que faz. colocá-los sob o seu domínio. Suponhamos que você esteja lidando com uma subpersonalidade de “ditador”. “Pode haver resistência. Depois da coordenação elas começam a trabalhar com você. Se há em você uma subpersonalidade de quatro anos é por que ela não tem sido “alimentada” desde que VOCÊ tinha quatro anos. Você é importante para mim. mas também tenho outras coisas que quero fazer. Isso pode levar a muitas soluções de diferentes profundidades. estou fraco. não posso tomar conta de mim mesmo”. num caso como esse. Pode querer mandar em todos que estejam a vista. se ele concordar em parar de tentar . Primeiro ele Descobrindo as necessidades básicas pode dizer: “ Quero que você faça o que eu digo. gradualmente. Então você faz uma combinação com aquela subpersonalidade e a acalenta. você pode ouvi-lo dizer: ”Porque estou muito faminto. Bem você não poderá fazer isso para ela. Mas só um pouco é frequentemente tudo que NECESSITAM.. O ditador pode querer poder. Vamos tentar por uma semana e vamos ver o que acontece”. Gostaria de carregar você meia hora por dia. começando por você.

com poder tenta forçar os outros a fazer todo tipo de coisas que . e. Vê-se isso muitas e muitas vezes. você poderá endireitar as coisas facilmente. eu nunca quis realmente poder. Finalmente você pode explorar a natureza básica de sua fome. mas que no cerne é só alguém sedento de amor. Assim que ele recebe amor pára de abusar do poder. Você está dizendo outra vez: “Não posso lhe dar o que pede. esse é o ponto que faz diferença. então o amor torna-se possível. Ela necessitava amor. não posso deixar você manipular. Mas sabia como conseguir poder. Sempre que podemos compreender subpersonalidades que parecem negativas. Mas vejo que o seu cerne é bom. Algumas vezes. mas não sabia como pedi-lo diretamente. ele espera. descobrimos .” Então você lhe dá amor. Você pode compreender que a razão porque ele vem agindo desta forma é que está desesperado por amor e não sabe onde mais ir para consegui-lo. Você pode amar alguém que tenha estado sedento de amor. como algumas pessoa. não importa o que ele venha fazendo. uma que você veja que o ditador não é realmente um ditador. Ele pode dizer: “De qualquer modo. o pode lhe levar a descobrir o anseio central que o “anima”. Se você reconhecer que SOB A NECESSIDADE DE PODER HÁ FREQUENTEMENTE UMA NECESSIDADE DE AMOR.controlar você. Claro que para poder responder amavelmente precisamos A compreensão Torna o amor possível COMPREENDER a subpersonalidade profundamente. uma subpersonalidade desse tipo quer poder porque em alguma época foi incapaz de ter amor. eu só queria amor”. Pode dizer essencialmente: “Não posso deixar você mandar em todo mundo. É muito difícil amar um ditador controlador e sem sentimentos. me importo com você e gostaria muito de ajudar. Entretanto. agirão como substitutos do amor. então se voltou para o poder. Ou você pode ajudá-lo a compreender que pode tomar conta dele próprio mais do que ele pensa – ou pode aprender a fazer isso – e oferecer sua ajuda nos momentos em que ele realmente não consiga. mas lhe darei o que você realmente necessita”.

pode ser considerada. conflito. O processo de integração leva de um estado geral de isolamento. mas também o modelo mais simples. suas necessidades. ______________________________ * A harmonização das subpersonalidades é somente um dos vários pontos válidos a partir dos quais a integração da personalidade como um todo. INTEGRAÇÃO Enquanto a coordenação lida com o desenvolvimento e o aprimoramento de subpersonalidades específicas. Mas algumas vezes somos muito cegos. emocional e mental do ser humano. Mas a mesma abordagem pode ser facilmente adaptada para outras situações. dentro das limitações de sua consciência. vamos lidar com a integração em termos de opostos. Isso relaciona-se à velha verdade Socrática de que ninguém escolhe fazer alguma coisa ruim se ele vê claramente que há uma escolha entre coisa ruim e coisa boa.que o seu cerne é positivo. Elas simplesmente farão o que parece melhor no momento. sua fraqueza. a integração diz respeito ao relacionamento de cada subpersonalidade com outras Da competição à cooperação subpersonalidades e ao seu ligar e atividade na personalidade como um todo*. Podemos lidar com a integração da personalidade de outro ponto também muito importante: aquele da coordenação e integração na natureza física. competição e repressão dos elementos mais fracos pelos mais fortes. a um estado de cooperação no qual a efetividade da personalidade é largamente aumentada e seus aspectos emergentes encontram o espaço e as condições que necessitam para desenvolverem-se plenamente**. . As subpersonalidades são geralmente encontradas como pares opostos. Acontece o mesmo com as pessoas. Como isso não é só o mais comum.

Mas seus objetivos são restritos às metas particulares daquela subpersonalidade e a pessoa é capaz de expressar somente uma pequena fração das suas qualidades e talentos: aqueles que a subpersonalidade dominante aceita como seus. um grande número de sobreposições e interconexões. qualquer tentativa de avançar rigidamente de uma fase para a próxima. Na visualização dirigida de Sharon. tem metas bem definidas e é capaz de realizá-las.** Ficará evidente que as várias fases de harmonização das subpersonalidades são DISTINTAS MAS NÃO SEPARADAS e que apesar de geralmente elas se seguirem umas às outras na ordem dada. no trabalho prático. está centrada e flui subpersonalidades através dessa desenvolvem-se subpersonalidade. coordenação e integração. há frequentemente. mas importante. para todos os fins práticos. Para considerar melhor como subpersonalidades opostas podem ser reconciliadas é útil entender primeiramente como tais opostos aparecem. precisamos estar conscientes de como cada uma das cinco fases progride e prontos para tocar naquela que necessita de atenção no momento. relativamente livre de conflitos. As vagarosamente sem outras serem reconhecidas ou aceitas e são grandemente relegadas ao inconsciente. deveria-se evitar. ser normalmente bem ajustada e feliz. uma pessoa pode estar fortemente identificada com uma subpersonalidade mais abrangente e. A energia que tiver . Antes. olhando para o quadro completo. houve várias mudanças de cá pra lá entre aceitação. A certo ponto do desenvolvimento. dessa focalização de energia é que a QUALIDADE dessa energia será limitada pelas qualidades que aquela subpersonalidade age como um FILTRO para aquela energia. acreditar SER aquela subpersonalidade. A maior parte da sua energia. Um efeito sutil. A pessoa fica. Enquanto a sequencia é de valor conceitual definido para compreender o que está acontecendo. por exemplo. portanto. portanto. na prática. Eu disse que a maior parte da energia da pessoa está focalizada e flui através dessa subpersonalidade.

Com o passar do tempo. não conseguirá ser expressa – não encontrará uma saída através daquela subpersonalidade. talvez através da manipulação ou de outras manobras tortuosas. Assim que ela se tornar mais forte. Ela irá procurar. manifestando-se talvez através de fantasias ou afetando seu processo concreto de decisões. No exemplo anterior do homem de negócios-místicos. Inicialmente a pessoa em geral interpreta isso como seu próprio comportamento adquirindo aspectos indesejáveis cada vez maiores. essa segunda subpersonalidade. desenvolve-se. começando mais frequentemente a um nível inconsciente. “alimentada” por essa nova corrente de energia. pelo menos por um período. A subpersonalidade emergente tentará então se expressar indiretamente. É assim que os opostos são geralmente formados. torna-se mais forte e procura expressão. Agora aparece uma situação de conflito. não permitirá sua expressão direta. suponhamos que o homem de negócios fosse à subpersonalidade dominante. ele ficará cada vez mais preocupado. a pessoa tendo consciência do místico pela primeira vez. Enquanto identificado com o homem de negócios. que a própria pessoa é incapaz de controlar. Mas acha o caminho bloqueado pela primeira subpersonalidade que não quer abrir mão de sua posição de controle. provavelmente interpretaria sua sensibilidade e visão como fraqueza e delírio a serem ignorados. ESPECIALMENTE QUALIDADES OPOSTAS.qualidades diferentes. entre as outras subpersonalidades a mais parecida com SUAS qualidades – que dê a ela um caminho de menor resistência – uma que provavelmente seja complementar e frequentemente OPOSTA À SUBPERSONALIDADE DOMINANTE. da subpersonalidade dominante para ela própria. poderá em circunstancias fora do comum – tais como momentos de stress – tomar a pessoa de surpresa e fazer uma mudança temporária na sua identificação. Mas assim que estas tendências tornam-se mais fortes. O conflito anterior entre os dois opostos . Uma vez que a subpersonalidade dominante é muito mais forte que a emergente ela inibirá a outra e.

é menos feliz e está sob maior stress. continuar a afastar as novas tendências. por sua vez. Se a pessoa alcançar uma compreensão do místico e do seu lugar ela poderá criar um espaço para que ele emerja em total consciência. O conflito está agora completamente exposto. Ela agora funciona menos efetivamente. ou outra qualidade positiva. demanda a resolução do conflito. bloqueada e faz pressão para ser libertada. Essa liberação repentina e o aumento correspondente do FLUXO DE ENERGIA são possíveis de serem experienciados como um pico de satisfação. mas tornando-as muito mais difíceis de serem lidadas. Mas agora o místico quer ficar no controle e o homem de negócios é cortado – a energia que flui através dele é. verá que ele possui muitas qualidades bonitas e valiosas e finalmente se identificará com ele. que dura até que a energia guardada seja liberada. Mas a sua existência tornando-se cada vez mais desconfortável. Para a pessoa. A pessoa poderá. por um tempo. por si mesmo ou talvez com a ajuda de um terapeuta. Superficialmente essa nova situação pode parecer a ela como um passo atrás do seu desenvolvimento. O místico pode agora se expressar diretamente e muito da energia que era enclausurada pode ser liberada. é inibidor e uma traição de uma parte dela mesma. Em pouco tempo o homem de negócios e o místico começam a lutar entre si pela liberdade de expressão. adiando a sua vasão.terá alcançado o estágio consciente. estar identificada com qualquer subpersonalidade agora não traz qualquer recompensa. ou pode decidir entender o que está realmente acontecendo. a . Ela acha qualquer identificação cada vez mais difícil de manter e gradualmente torna-se mais IDENTIFICADA COM O CONFLITO do que com quaisquer das subpersonalidade.

atrapalhando a concentração. temos tempo e liberdade para descansar. Por exemplo. como vimos. Quando isso acontece. por sua vez. em realidade uma TRANSIÇÃO para um nível mais elevado de interrogação e representa um passo definitivo para o seu desenvolvimento. que não quer que façamos nada além do trabalho. Alguns dos mais comuns são: DIVISÃO DO TEMPO: Em muitas situações conflitantes cada subpersonalidade. Quando estamos tentando trabalhar. inibindo a expressão dos demais. Mas quando. lutará também. nem ter prazer ou ser efetiva. a pessoa pode nunca estar completamente presente naquilo que está fazendo. Em tais situações. nos seduzindo com fantasias de deitar ao sol. nos aborrecendo com pensamentos ou preocupações sobre trabalho. a integração pode ser efetivada através de diferentes meios.reconciliação das duas subpersonalidades opostas. Então isso é. Dependendo de certos fatores. esforça-se para ter o controle todo o tempo. podemos ter uma Inibição recíproca subpersonalidade que quer trabalhar todo o tempo – o “Trabalhador Compulsivo” – em guerra com uma que quer brincar todo o tempo – vamos chamá-lo o “Boa Vida”. o “Trabalhador Compulsivo”. tornando impossível o relaxamento e divertimento no nosso descanso. finalmente. é geralmente . uma vez que as subpersonalidades envolvidas são reconhecidas e aceitas. o “Boa Vida” se intromete fazendo com que nos sintomas cansados.

Algumas vezes é bem óbvio como o tempo deveria ser dividido: O espaço do Trabalhador Compulsivo está claramente no trabalho. Mas em alguns casos uma mudança na rotina diária pode ser planejada. antes de ser uma verdadeira síntese. A qualidade crescente e efetividade do trabalho fará mais que compensar pela diminuição do tempo. adapta-se a um grande número de situações. contanto que tenha também a sua vez. Portanto. por uma boa parte do tempo. da posição do observador objetivo e fazê-las reconhecer que. levando-a a uma forma mais íntima de cooperação. Por exemplo: períodos definidos de descanso podem precisar ser marcados. Como disse. sem ser perturbada. se a vida atarefada da pessoa não dá lugar para elas. no qual AMBAS SAEM PERDENDO. mas na prática é surpreendentemente efetiva. A divisão do tempo é talvez a abordagem mais simples para a integração e pode parecer completamente simplista. A pessoa pode então Um acordo pode ser valioso sugerir um acordo onde cada subpersonalidade concorda em deixar a outra estar no controle. O maior valor dessa estratégia é que requer somente um mínimo de coordenação.possível iniciar um diálogo com elas. é fácil de ser aplicada e a maioria das subpersonalidades a aceita de boa vontade – bem antes de estarem prontas para aceitar uma solução mais sofisticada. o do Boa Vida é o tempo de descanso. é um acordo TEMPORÁRIO que favorece coordenações posteriores das subpersonalidades envolvidas. . lutar uma contra a outra pelo controle leva a um beco sem saída.

não confia. era sobre os MEIOS para realizar essas metas. Esse foi o caso da Idealista e da Desconfiada no exemplo de Sharon. Mas.COOPERAÇÃO: A compreensão das razões do conflito e das subpersonalidades envolvida frequentemente mostra que através da cooperação ambas as subpersonalidades podem atingir suas metas e cada uma delas pode fazê-lo mais satisfatoriamente do que se estivessem por conta própria. a e num tempo FUSÃO das duas geralmente ocorrer. subpersonalidades pode e frutífera. É possível então uma cooperação particularmente relativamente íntima pequeno. Durante um trabalho posterior tornou-se claro – como a visualização Metas semelhantes tinha indicado – que a Desconfiada realmente dava tanto valor ao transpessoal quanto a Idealista e que tinha o mesmo forte anseio de mover-se naquela direção apesar de não ter uma visão clara de como chegar lá. toma precauções excessivas e não está disposta a avançar com a Idealista. em muitas ocasiões. A Desconfiada é cheia de dúvidas. Era por considerar essa meta tão importante que sentia necessidade de prosseguir com uma precaução igualmente grande para . Geralmente os desejos e metas de uma subpersonalidade parecem bem diferentes dos da outra. quando alcançamos as verdadeiras causas do conflito. Na visualização de Sharon. vemos que a Idealista é motivada por um forte anseio de alcançar a dimensão transpessoal e por causa desse anseio é impaciente. não realista e tem má vontade de aceitar as limitações de Sharon.

Assim que as subpersonalidades perceberam que ambas tinham a mesma meta. a base para cooperação – e. RESPEITAR e DAR VALOR uma à outra e partilharem suas forças enquanto se ajudam mutuamente a vencer suas limitações.não se perder no caminho. Se uma é consideravelmente mais desenvolvida que a . Finalmente ocorre a incorporação das duas. Sharon foi capaz de prosseguir efetivamente. ABSORSÃO E FUSÃO: Assim que duas ou mais subpersonalidades tornam-se mais juntas. A outra polaridade que Sharon encontrou era e ter essas duas subpersonalidades de um lado e a Bruxa do outro. em seguida. enquanto a meta da Bruxa era o desenvolvimento de uma personalidade com os pés-na-terra e uma efetividade na vida diária. Se as duas subpersonalidades estão no mesmo nível de desenvolvimento a incorporação é uma verdadeira FUSÃO que resulta numa subpersonalidade completamente nova. A Idealista e a Desconfiada queriam alcançar o transpessoal. enquanto a vida diária encontra seu verdadeiro significado fundamentalmente numa estrutura mais ampla de consciência e de metas transpessoais. a busca espiritual é perigosa e eventualmente estéril. elas são cada vez mais atraídas uma pela outra. Aqui. Partilhando o entusiasmo e a visão clara de uma e o discernimento e prudência da outra. fusão – veio do insight de Sharon de que sem um desenvolvimento da personalidade. através da coordenação e cooperação. puderam confiar.

E muitas das qualidades negativas das subpersonalidades originais desaparecem ou são grandemente eliminadas.outra ela tomará a menor “dentro de si” ou a ABSORVERÁ Maior efetividade – preservada muito de sua própria identidade original. e . deixando uma avenida aberta para a utilização da energia disponível que fosse saudável a apropriada para cada situação. mas aumentando amplamente sua coordenação. O mesmo foi verdade no caso de Sharon. tenderam a Efeito sinérgico equilibrar os excessos de cada uma. que resultou do efeito sinérgico da fusão. o novo todo torna-se mais que a soma de suas partes. elas são EQUILIBRADAS na nova síntese que a fusão representa. Em outras palavras. sendo opostas. SÍNTESE Essa última fase da harmonização pode ser considerada como a culminação do crescimento individual. Efetividade e amplitude de expressão. Seu entusiasmo irrealista por um lado e sua desconfiança por outra. a integração do homem de negócio e do místico poderia resultar num homem de negócios compreensivo ou num místico prático. Por exemplo. Mas enquanto a integração da personalidade é INTRpessoal. como disse antes. Ela facilita a integração da personalidade através do refinamento e integração da própria personalidade. não só com as qualidades positivas das duas subpersonalidades como também com outras inteiramente novas não disponíveis anteriormente. a síntese é essencialmente INTERpessoal e TRANSpessoal. ou poderia ser uma subpersonalidade completamente nova. tendo efeitos opostos. pois.

é o resultado de uma integração crescente da personalidade com o supraconsciente e o Self Transpessoal. a vida da pessoa e seu relacionamento com as outras. . cooperação harmoniosa. tornam-se cada vez mais caracterizadas por um senso de responsabilidade. cuidado. amor altruísta e objetivos transpessoais. Leva à integração harmoniosa do indivíduo com as outras pessoas. com a humanidade e com o mundo. Como resultado dessa interação.