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DOMÍNIO

SUBDOMÍNIO

ECOSSISTEMAS
UNIDADE 1

Prof. Helena Carreiro 2014-2015

Interações seres vivos-ambiente

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Prof. Helena Carreiro 2014-2015

Interações seres vivos-ambiente

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METAS DE APRENDIZAGEM




5.1. Descrever a influência de cinco fatores abióticos (luz,
água, solo, temperatura, vento) nos ecossistemas.
5.2. Apresentar exemplos de adaptações dos seres vivos
aos fatores abióticos estudados.
5.3. Testar variáveis que permitam estudar, em laboratório,
a influência dos fatores abióticos nos ecossistemas.
5.4. Concluir acerca do modo como as diferentes variáveis
do meio influenciam os ecossistemas.
5.5. Prever a influência dos fatores abióticos na dinâmica
dos ecossistemas da região onde a escola se localiza.
5.6. Relacionar as alterações do meio com a evolução ou a
extinção de espécies.
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Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 Fatores Abióticos  Biótopo de um Ecossistema. é determinado por um conjunto de fatores Abióticos : • Luz • Temperatura • Humidade • Pluviosidade Fatores Climáticos •Vento • Água • Solo Prof. Helena Carreiro 2014-2015 Substrato Interações seres vivos-ambiente 4 .

O ponto ótimo corresponde à intensidade do fator abiótico para o qual o número de indivíduos atinge o máximo. .

Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 A intensidade da luz. . os valores de temperatura ou as quantidades de água podem desviar-se muito de um ponto ótimo. passando a funcionar como fator limitante.

Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 7 .Prof.

Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 8 .Os Fatores Abióticos influenciam sobretudo: Plantas: Ex’s Distribuição Desenvolvimento Germinação Morfologia Animais: Ex’s Período de Atividade e Comportamento Distribuição Geográfica Características Morfológicas Ciclos Reprodutivos Migração Prof.

Helena Carreiro 2014-2015 Desenvolvimento Interações seres vivos-ambiente 9 . Fotoperíodo – O período de luz em cada 24 horas. os seres vivos a alterar os seus comportamentos. Nas Plantas: Fotossíntese Função Vital Floração Germinação das sementes Prof.Luz A variação da duração do dia estimula. frequentemente.

13/14 .Noite Dia Trevo Crisântemo Trevo Crisântemo Dia Noite O fotoperíodo também determina. em certas espécies. da maturação dos frutos e da germinação das sementes. do crescimento. a altura da floração.

As Plantas reagem à luz. Prof. Fototropismo negativo . realizando movimentos que são designados de Fototropismo Fototropismo Positivo – procura da luz Caule Folhas Fototropismo Negativo – afastamento da luz Raiz Fototropismo positivo . Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 11 .parte da planta cresce em direção à Luz.parte da planta cresce em direção oposta à Luz.

Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 12 .Atividade Experimental Após 3 semanas Prof.

Migração Andorinha – do .Mar Ciclo reprodutivo Prof.Luz Nos Animais: Fotoperíodo influencia algumas espécies a nível de : Passa a maior parte da vida à luz do dia. Helena Carreiro 2014-2015 A época reprodutiva das aves silvestres é controlada por fatores ambientais como a luminosidade Interações seres vivos-ambiente 13 .

Na primavera. . com o fotoperíodo a aumentar. os dias mais curtos funcionam como um mecanismo de disparo que alerta os animais para o início das suas migrações ou os prepara para a hibernação. muitos animais iniciam os seus rituais de acasalamento e a sua reprodução.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 Adaptações dos animais – No inverno.

Prof.Luz Cor da pelagem De modo a passarem despercebidos aos predadores a cor da pelagem muda. consoante a duração de horas diárias da estação. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 15 .

. pigmentos produzidos pela epiderme e que são responsáveis pelo escurecimento da pele e pelagem dos mamíferos ou da plumagem das aves.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 A exposição de alguns animais à luz induz a produção de melaninas.

está associada à diminuição da produção de pigmentos e aos tons mais claros do revestimento destes animais.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 A redução do fotoperíodo. . durante o inverno.

Luz Diurna Chimpanzé Atividade Animal Esquilo Noturna Guaxini Coruja Crepuscular (pôr do sol) Cobra lisa bordalesa Prof. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente Morcego 18 .

Actividade % Luz Quais os períodos de maior atividade do rato e da águia? Prof. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 19 .

assim. Estes organismos dizem-se lucífilos. . Ao contrário.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 A luz exerce um efeito de atração sobre muitos seres vivos que. há seres vivos que não suportam a luminosidade e fogem dela. Estes denominam-se lucífugos. se movimentam na sua direção.

Luz Distribuição Prof. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 21 .

À noite.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 Durante o dia. sobe na coluna de água. para águas superficiais. o zooplâncton concentra-se a profundidades superiores a 200 m. Alforreca Fitoplâncton Cavala Tubarão Lula Zooplâncton Peixe-lanterna . onde está o fitoplâncton que lhe serve de alimento.

A quantidade e distribuição dos seres vivos no ambiente é muito condicionada pela quantidade de luz e pela consequente disponibilidade de alimento. como sucede nos oceanos. Alforreca Fitoplâncton Cavala Tubarão Lula Zooplâncton Peixe-lanterna .

Temperatura O Sol é a principal fonte de calor dos seres vivos. Nas Plantas: A Temperatura influencia por exemplo: Germinação da sementes Distribuição geográfica Formação de frutos Desenvolvimento Prof. Helena Carreiro 2014-2015 Folhagem Interações seres vivos-ambiente 24 .

Prejuízos devido a grandes variações térmicas. Helena Carreiro 2014-2015 Vagas de frio (geadas) Interações seres vivos-ambiente 25 .Temperatura Um dos grandes efeitos da ação da temperatura nas plantas reflete-se na Agricultura. Vagas de calor Prof. quando estas ocorrem principalmente fora da época.

Temperatura Grande parte das plantas resiste ao frio. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 26 . pois entra num estado de dormência: adaptação das plantas às baixas temperaturas Prof.

Helena Carreiro 2014-2015 Anfíbios Répteis Interações seres vivos-ambiente Invertebrados 27 .Temperatura Nos Animais: Na maioria dos animais a temperatura corporal varia com a temperatura do ambiente onde se encontram .POIQUILOTÉRMICOS Animais de temperatura variável Peixes Prof.

Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente Mamíferos 28 .Temperatura Existem animais que têm a capacidade de regular a sua temperatura interna – HOMEOTÉRMICOS Animais de temperatura constante Prof.

Temperatura Animais de temperatura constante Aves Prof. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 29 .

Temperatura A Influência da temperatura nos animais pode ser observada a nível de: Adaptações morfológicas Permitem sobreviver às variações de temperatura no seu meio. Ambientes de baixas temperaturas Prof. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 30 .

Helena Carreiro 2014-2015 Ambientes de temperaturas altas Interações seres vivos-ambiente 31 .Temperatura Adaptações morfológicas Prof.

Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 32 . Quando a temperatura ambiental baixa para determinados valores. Raposa-do-ártico Urso Esquilo Prof.Temperatura As alterações de temperatura podem levar os animas a: Hibernar Diminuição da atividade do organismo do animal nos meses mais frios.

Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 33 . Sapo-parteiroibérico Prof.Temperatura Estivação Redução da atividade do organismo para o mínimo . Caracóis Nos períodos mais quentes e secos.

Migração Cegonha Prof.Temperatura Certas espécies deslocam-se no inverno para regiões com climas mais quentes a fim de sobreviverem às baixas temperaturas e à falta de alimento. Helena Carreiro 2014-2015 Andorinha Interações seres vivos-ambiente 34 .

Helena Carreiro 2014-2015 Inverno Interações seres vivos-ambiente 35 .Temperatura Rota de migração da Andorinha Primavera Prof.

Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 36 .Temperatura Migração do Cuco Cuculus canorus Prof.

A raposa-ártica vive num ambiente com temperaturas muito baixas.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 O feneco habita regiões com temperaturas muito elevadas. como alguns desertos. .

focinho compacto e pelagem comprida e densa. . A raposa-ártica tem orelhas curtas.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 O feneco tem orelhas grandes. focinho comprido e pelagem curta.

Os bolbos do narcisotrombeta formam novas plantas com a chegada da primavera. . o pilriteiro perde as folhas. No inverno. o selo-desalomão fica reduzido a um rizoma enterrado no solo. No inverno.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 O endro passa o inverno na forma de semente.

as perdas de calor.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 Adaptações dos animais – Pelagens densas e compridas e camadas espessas de gordura ajudam a conservar calor. reduzindo. Um corpo compacto. 7/9 . que aumentam a área corporal exposta ao ambiente. ajudam a perder calor. assim. ajuda a diminuir a superfície corporal exposta ao ambiente. com orelhas e focinho curtos. As pelagens curtas e extremidades amplas.

ou durante o verão. a estivação. Hibernação e estivação – Redução das atividades vitais para valores mínimos. a hibernação. 8/9 .Migração – Deslocação dos animais. num sono letárgico durante o inverno. para outras regiões onde as temperaturas lhes são mais favoráveis. em certas alturas do ano.

9/9 .Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 Adaptações das plantas – No inverno. na forma de sementes. as árvores e arbustos de folha caduca perdem as folhas e reduzem a sua atividade ao mínimo. Outras conseguem sobreviver apenas com as raízes ou caules ou. ainda.

Quanto à necessidade de água. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 43 . os seres vivos classificam-se em: Hidrófilos Higrófilos Mesófilos Xerófilos Prof.Humidade É a quantidade de água que existe na atmosfera e/ou no solo.

as espécies xerófilas adaptaram-se a ambientes com reduzida e irregular disponibilidade de água.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 hidrófilas higrófilas mesófilas xerófilas Afinidade para a água As espécies com grande afinidade para a água denominamse hidrófilas. .

Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 45 .Hidrófilos Seres vivos que habitam permanentemente na água. Nenúfares Peixes Golfinhos Prof.

Ex: -Anfíbios ( Rãs.Higrófilos Seres vivos que vivem em locais muito húmidos. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 46 . osgas) -Plantas (Arroz. musgos) -Insectos (Bicho da conta) -Minhocas Prof. Salamandras.

etc.Mesófilos Seres vivos que têm uma necessidade moderada de água. Prof. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 47 . pinheiro. vaca. Maioria dos seres vivos Ex: Homem.

Xerófilos Seres vivos que habitam locais onde existe pouca água e baixa humidade. Têm adaptações próprias para sobreviver nestes ambientes. Dromedário Cato Prof. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 48 .

de uma só vez.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 Quando a água e a comida estão disponíveis. 150 litros de água. recupera o seu peso em dois ou três dias e consegue beber. O dromedário pode viajar pelo deserto escaldante durante oito dias sem beber nem comer. . Obtém da gordura armazenada na sua bossa a água de que necessita para sobreviver.

as plantas podem apresentar caules carnudos. folhas reduzidas a espinhos. que armazenam água. e raízes extensas e pouco profundas.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 Adaptações das plantas – Nos ambientes secos. que permitem captar água numa grande área superficial. que evitam perdas por transpiração. .

.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 Algumas adaptações das plantas das dunas à falta de água Tem as folhas carnudas para armazenar água. que impermeabiliza e impede perdas excessivas de água. Tem folhas finas para perder menos água por evaporação Tem folhas enroladas para perder menos água por evaporação Funcho-marítimo Madorneira Cardo-marítimo Polígono-da-praia Folhas revestidas por pilosidades para evitar perdas de água e proteger do sol. Luzerna-das-praias As folhas são revestidas por uma camada serosa.

De que modo é que se poderá dizer que a humidade e a pluviosidade estão interrelacionadas? Prof. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 52 .

Pluviosidade É a quantidade de chuva que cai numa região num dado período de tempo. durante todo o ano. Floresta Tropical húmida Prof. Interações seres vivos-ambiente Possibilita uma grande diversidade e quantidade de seres vivos 53 . Helena Carreiro 2014-2015 Elevados índices de precipitação.

Pluviosidade
Deserto

Índices de
precipitação
reduzidos durante
todo o ano.

Baixa diversidade de seres vivos.
Os que existem têm adaptações
especiais para a sua
sobrevivência.
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Água

A água é um fator abiótico essencial
à vida, que se interrelaciona com os
diferentes fatores.

Cerca de 90% dos seres vivos do
nosso Planeta desenvolve-se na
água, essencialmente nos
oceanos.

A água condiciona a existência
dos seres vivos através da sua
concentração de sais
dissolvidos – Salinidade.
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SALINIDADE

(do latim: salinitas) é uma medida
da quantidade de sais existentes
em massas de águas naturais,
como sejam um oceano, um lago,
um estuário ou um aquífero.

DOCE

ÁGUA

SALGADA
SALOBRA

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Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 57 . com uma salinidade próxima de zero (pode ter uma salinidade entre 0 e 0.5) LAGO RIO LENÇOL SUBTERRÂNEO Prof. lagos e a maioria dos lençóis subterrâneos.DIFERENTES SALINIDADES  Água doce: a água dos rios.

que podem desidratar uma pessoa. Prof. Essa água não é potável. devido à alta concentração de sais. com salinidade 10 vezes superior à de qualquer outro oceano. localizado no Oriente Médio (Ásia ocidental). Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 58 . A salinidade da água do mar não é uniforme ao redor do globo. no Mar Báltico. A água menos salina do planeta é a do Golfo da Finlândia. O mar mais salino é o Mar Morto.DIFERENTES SALINIDADES Água salgada: a água do mar (que tem geralmente uma salinidade próxima de 35 gramas de sais dissolvidos por litro).

Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 59 .5 e 30) ESTUÁRIO DO TEJO Prof.DIFERENTES SALINIDADES Água salobra: como a dos estuários. que tem uma salinidade intermédia (entre 0.

Diagrama da composição do solo Prof.Solo O solo é fundamental para a sobrevivência de seres vivos terrestres. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 60 . A composição química e o teor em água são os fatores que maior influência exercem sobre os seres vivos que dependem do solo para a sua sobrevivência.

Solo Camada superficial da crosta terrestre. por um lado. pela alteração das rochas e. Prof. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 61 . pela decomposição dos seres vivos. por outro. formada a partir dos detritos originados.

.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 O tipo de solo condiciona fortemente a existência e o modo de vida dos seres vivos uma vez que é nele que se deslocam ou vivem.

Composição do solo  Um solo rico em argila ou em matéria orgânica. A composição do solo influencia a vida que nele se desenvolve Prof. Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 63 . retém mais água que um solo arenoso.

os ratos. com garras fortes ou cascos.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 Adaptações dos animais – Patas largas e almofadadas. na areia ou no gelo. as toupeiras. os lagartos e as cobras escavam galerias ou procuram tocas no solo para procriarem e protegerem as suas crias. Animais como os coelhos. . permitem a deslocação na rocha.

a par de fungos e bactérias. bichos-de-conta. lesmas. insetos e aranhas. . transformam os restos orgânicos em sais minerais. As minhocas.Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 A humidade e a temperatura do solo permitem a sobrevivência de caracóis. tornando o solo numa verdadeira central de reciclagem.

Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 Caracol Lesma Bichos-de-conta Minhoca Fungos Larva Ácaros Protistas Bactérias .

em processo de decomposição. originam o húmus. .Adaptado de CienTic – Porto Editora 2014 Húmus Os restos de animais e de plantas constituem detritos orgânicos que.

Helena Carreiro 2014-2015 Interações seres vivos-ambiente 68 .FIM Prof.