Projeto de Integração do Rio São Francisco com

Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional
– Projeto Básico Ambiental – PBA –

2255-00-PBA-RL-0001-00

ÍNDICE
1 - Plano de Gestão, Controle Ambiental e Social das Obras ........................

1

1.1 - Introdução.................................................................................................

1

1.2 - Justificativas...............................................................................................

2

1.3 - Objetivos ...................................................................................................

2

1.4 - Metas.........................................................................................................

3

1.5 - Indicadores Ambientais .............................................................................

4

1.6 - Público-alvo ...............................................................................................

4

1.7 - Procedimentos ..........................................................................................

5

1.7.1 - Definição da Estrutura Organizacional .......................................................

5

1.7.2 - Gestão e Controle Ambiental e Social da Obras ........................................

7

1.7.2.1 - Gerência e Demais Níveis Hierárquicos.......................................................

8

1.7.2.2 - Inspeção de Auditoria Ambiental................................................................

10

1.7.2.3 - Grupo de Especialistas Ambientais ..............................................................

11

1.7.2.4 - Grupo de Controle e Implementação da Comunicação Social......................

13

1.8 - Inter-Relação com outros Programas........................................................

13

1.9 - Instituições Envolvidas...............................................................................

14

1.10 - Atendimento a Requisitos Legais.............................................................

14

1.11 - Recursos Necessários ..............................................................................

14

1.12 - Cronograma Físico...................................................................................

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1.13 - Responsabilidade pela Implementação do Programa ..............................

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1.14 - Bibliografia ..............................................................................................

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1.15 - Equipe Técnica ........................................................................................

15

Parte C – Item 1
Ago/2005

-1-

destaca-se a interdependência de instituições públicas e privadas com a sociedade civil organizada.1 . Esse empreendimento necessitará de uma estrutura gerencial que permita a plena implementação de técnicas de controle. serão acompanhadas e controladas pelo Grupo de Inspeção e Auditoria. considerando os diferentes interesses. minimização e controle dos impactos ambientais. manejo e recuperação ambiental.PAC. Parte C – Item 1 Ago/2005 1 . trazendo significativos benefícios para o desenvolvimento humano e para o meio ambiente.INTRODUÇÃO A gestão e o controle ambiental e social das obras pode ser entendida como um conjunto de ações estruturadas. Já o empreendedor. CONTROLE AMBIENTAL E SOCIAL DAS OBRAS 1. executadas de forma satisfatória. além da disposição de condições logísticas adequadas para a implementação e o acompanhamento dos Planos e Programas Ambientais previstos.Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 1 . exigindo com isso uma integração cultural e tecnológica entre os diferentes atores envolvidos. a Gestão e Controle Ambiental e Social das Obras visará a redução dos impactos ambientais e a melhoria das condições de vida das populações do semi-árido. as questões ambientais e sociais relevantes nessa fase serão devidamente tratadas pelos Grupos de Especialistas Ambientais e o de Implantação e Controle da Comunicação Social. um apropriado programa de gestão e controle ambiental é eficazmente implementado quando os recursos naturais são utilizados de forma eficiente e as questões sociais são tratadas de forma responsável. na forma de medidas e procedimentos adequados. No Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional.PLANO DE GESTÃO. Além disso. que visam a eliminação. proteção. contará com um apoio técnico ambiental e institucional junto aos órgãos públicos e a sociedade civil organizada. previstas no Plano Ambiental para Construção . definidas caso a caso. Assim. As ações ambientais relacionadas à obra do Projeto de Integração. provocados pela implantação e operação de Empreendimentos. Essas ações. visam a manutenção e melhoria contínua da qualidade ambiental e de vida dos locais e das pessoas diretamente afetados pelos empreendimentos.

ambientalmente correta. monitorar e compensar os impactos sócioambientais gerados. emitida pela Unidade de Controle e Gestão proporcionará ao projeto a perspectiva da qualidade ambiental necessária ao bom andamento do processo de licenciamento ambiental. A emissão da certificação de conformidade ambiental das obras. 1. que possa manter a memória do empreendimento e permita a visão conjunta de todos os indicadores da auditoria. Essa resposta deve ser rápida.2 . onde os benefícios advindos para a região superarão os impactos de implantação das obras. para a implantação e operação do sistema de canais. Tudo isso de forma ágil. É necessária. demonstrando que o empreendimento possui sustentabilidade socioambiental. o controle da documentação. barragens e outros componentes do Projeto. Parte C – Item 1 Ago/2005 2 . por sua vez estarão mitigados pela implementação dos programas ambientais do Projeto Básico Ambiental. de forma a manter um elevado padrão de qualidade ambiental na implantação e operação do Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. dos registros de ocorrências e das informações repassadas pelo Programa de Comunicação Social.OBJETIVOS A Unidade Executora de Gestão e Controle Ambiental e Social das Obras tem como objetivo geral dotar o empreendimento de mecanismos eficientes que garantam a execução de todas as ações planejadas para controlar. os quais. sejam devidamente aplicadas. minimizar.JUSTIFICATIVAS Os desafios que um empreendimento do porte do Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional apresenta para a implantação de um moderno sistema de gerenciamento ambiental são inúmeros. portanto. devendo estar de acordo com as normas legais e com a viabilidade econômica do empreendimento. preconizadas no EIA/RIMA. a gerência dos bancos de dados. A implantação do Projeto também apresenta incertezas que requerem flexibilidade do sistema de gerenciamento e controle ambiental e social.Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 1.3 . o estabelecimento de canais de informações que permitam uma boa integração da obra com as comunidades e uma eficiente fiscalização. que deve apresentar a capacidade de resposta frente ao inesperado durante o processo de construção. de acordo com as características de um empreendimento que avança linearmente. A viabilização dessa tarefa depende da constituição de uma unidade executora de gestão e controle. a criação de uma estrutura gerencial que permita assegurar que as medidas de reabilitação e proteção ambiental. A estrutura deve permitir a coordenação das atividades.

durante as obras. - implementar. destacam-se: - definir diretrizes gerais. - obtenção de níveis próximos a zero de não-conformidades e danos ao meio ambiente causados por descuidos e desatenção dos técnicos e trabalhadores das obras. - obtenção de níveis próximos a zero de acidentes de trabalho causados por desatenção e descuido dos técnicos e trabalhadores das obras. conjuntamente com as diversas áreas do empreendimento. - definir e implementar procedimentos de acompanhamento e controle das ações ambientais propostas no Plano Ambiental de Construção – PAC visando a padronização do trabalho a ser realizado em todos os trechos. o acatamento de sugestões e a resolução de conflitos. os procedimentos e mecanismos para a coordenação e a articulação adequadas das ações a cargo de cada um dos agentes intervenientes. nas diversas fases do empreendimento. o Programa de Comunicação Social em todas as suas fases. - estabelecer. - atender a todas as demandas em termos de elaboração de procedimentos e mecanismos para a coordenação e articulação adequadas das ações ambientais durante as obras. - definir. Parte C – Item 1 Ago/2005 3 . associadas aos objetivos específicos. conjuntamente com as diversas áreas do empreendimento. em sua totalidade.Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 Dentre seus objetivos específicos. são: - definir 100% das diretrizes ambientais para as obras e os serviços relativos aos Programas. 1. - obtenção de níveis próximos a zero de reclamações da população local com relação ao comportamento dos técnicos e trabalhadores da obra. procedimentos de articulação com os diversos segmentos governamentais e sociais afetados pelas obras e a operação. - criar procedimentos e instrumentos técnico-gerenciais para garantir a implementação das ações propostas no detalhamento dos programas ambientais.METAS As metas para elaboração desse Plano têm uma relação direta com a organização proposta pelo empreendedor para a Unidade Executora de Gestão e Controle Ambiental e Social das Obras do Projeto de Integração. as metas a serem alcançadas. visando estabelecer a base ambiental para as obras e os serviços relativos aos grupos de Programas de Supervisão e Controle de Obras e Programas de Apoio às Obras. garantindo um fluxo de informações.4 . Além disso.

5 . objetivando determinar. crimes e indisciplina nos canteiros e frentes de obra. - os órgãos públicos diretamente envolvidos com a implantação do empreendimento. - obtenção de níveis próximos a zero de registros de contágio e transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.INDICADORES AMBIENTAIS Para o estabelecimento de indicadores ambientais para esse Plano. Os principais indicadores a serem monitorados ao longo do processo de avaliação dos resultados almejados do Programa são: - o número de procedimentos elaborados. - número de não-conformidades e danos ao meio ambiente. - os meios de comunicação (jornais. - as populações afetadas diretamente pelas obras. 1. sobretudo. principalmente durante a implantação do empreendimento. - número de acidentes de trabalho. as condições locais (trabalhadores x ecossistemas x populações afetadas) e a eficiência deste programa. rádios e televisão) municipais.Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 - obtenção de níveis próximos a zero de casos de violência. - Numero de auditorias realizadas. revistas. procurou-se identificar aqueles que fossem representativos e demonstrassem sensibilidade a possíveis mudanças. - número de reclamações das populações locais.PÚBLICO-ALVO O Plano deverá ser executado abrangendo: - o contingente de trabalhadores envolvidos com a construção e montagem do empreendimento.6 . - número de infrações do Código de Conduta. Parte C – Item 1 Ago/2005 4 . 1. estaduais e nacionais. - número de registros de contágio e transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.

7. definidas pelas empreiteiras. avaliando e emitindo pareceres para o Ministério de Integração-MI. 4. a complementação de recursos para o cumprimento adequado dessas programações ou fornecendo apoio técnico. quando necessário. II (Eixo Norte) e do Trecho V (Eixo Leste) do projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional.7 . incluindo os Programas de Supervisão e Controle e os Programas de Apoio às Obras. sobre a evolução dos serviços e das questões ambientais nas frentes de obra e os resultados da implementação dos Programas de Supervisão e Controle de Obras e Programas de Apoio às Obras. Serão implementadas ações no sentido de apoiar o Empreendedor: 1. verificando e exigindo (quando for o caso) a mobilização dos recursos necessários e indicados nas programações executivas. quando assim for requerido. exigindo. 3. no controle ambiental da execução das obras civis. validação técnica e controle dos prazos (em relação ao andamento das obras) dos Planos e Programas Ambientais contemplados no EIA. utilizando o Plano Ambiental da Construção – PAC como ferramenta básica. no apoio ao Ministério de Integração-MI e as suas contratadas. no controle das medidas de educação ambiental a serem seguidas pelas empreiteiras. 7. no desenvolvimento das atividades de acompanhamento. 2. através de relatórios gerenciais. 6. no acompanhamento e controle dos relatórios ambientais das empreiteiras. quando for o caso. bem como no acompanhamento dos Programas Ambientais prioritários para inicio das obras. 5. através do grupo de especialistas ambientais.Definição da Estrutura Organizacional O Programa em questão visa definir a estrutura organizacional que será responsável pela Unidade Executora de Gestão e Controle Ambiental e Social das Obras.1 .Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 1. Parte C – Item 1 Ago/2005 5 . nos Trechos I. na montagem e operação de um Sistema de Informações permanentemente que terá como função básica informar. Acompanhar as programações executivas da Supervisão de Obras.PROCEDIMENTOS 1. detalhados e consolidados no PBA. em relação a interface com os órgãos ambientais federais e estaduais. além de sugerir correções e adequações.

9. através de auditorias. como os diversos níveis de governo (Federal. ONGs. a exemplo de jornais e revistas de grande circulação. - Inspeção e Auditoria Ambiental juntamente com os Especialista Ambientais . visando atingir a maioria dos segmentos da Sociedade Civil através do uso dos meios de comunicação de grande cobertura. a ser feito pela Supervisão de obras e Ambiental. visando informar resultados. inclusive assessorando o Ministério de Integração-MI e as suas contratadas nas definições de ações visando implementar essa divulgação junto ao público leigo e técnico. objetivando com isso garantir a responsabilidade social do Empreendimento. Nesse sentido. 13. páginas eletrônicas na Internet. no acompanhamento. propondo e formulando medidas recomendáveis. na montagem e operação de um sistema de comunicação com as comunidades envolvidas e interessadas no Empreendimento. no apoio ao Ministério de Integração-MI e as suas contratadas quando da articulação com as entidades e atores diretamente envolvidos nos Planos e Programas Ambientais. formular ações e solucionar as questões pertinentes. Os elementos são: - Coordenação Geral e Subcoordenações . deverão ser definidos elementos que farão parte da Estrutura Organizacional proposta. 10 e 13 a serem implementadas durante a Gestão e Controle Ambiental e Social das Obras. agentes financiadores. no sentido de melhor ordenar a ações a serem implementadas durante a gestão e controle ambiental e social das obras. 3. quando devidamente requeridas. 12. sejam complementares e / ou corretivas. 7. e representantes de comunidades diretamente afetadas pelo Empreendimento 10. 5 e 8 a serem implementadas durante a Gestão e Controle Ambiental e Social das Obras. emissoras de TV. do controle ambiental da execução das obras civis.atuará segundo as diretrizes 1. dentre outros. obter sugestões. 4. 9. na montagem e operação de um subprograma de comunicação social voltado para os trabalhadores da obra. na divulgação adequada do Empreendimento. Parte C – Item 1 Ago/2005 6 .Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 8.atuará segundo as diretrizes 6. no apoio ao Ministério de Integração-MI e as suas contratadas visando a promoção e divulgação de informações sobre o Empreendimento. Estadual e Municipal). incluindo-se Ong’s e outras partes interessadas nas obras e nos Planos e Programas Ambientais do Empreendimento. 14. No apoio ao Ministério de Integração-MI e as suas contratadas nas respostas aos questionamentos da Sociedade Civil e órgãos governamentais. a nível nacional. avaliando o alcance dos padrões de qualidade propostos pelos serviços de construção e de Gestão Ambiental. 11. 2.

Dessa forma. apresenta-se a seguir o Organograma da Gestão e Controle Ambiental e Social das Obras para o Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. 11. 13 e 14 a serem implementadas durante a Gestão e Controle Ambiental e Social da Obras.7. IPHAN.Gestão e Controle Ambiental e Social da Obras A estrutura proposta visa dotar o Empreendimento de mecanismos eficientes que garantam a execução de todas as ações planejadas para controlar. 5. 2. 7. Ministério da Saúde. 4. onde observa-se a disposição e o inter-relacionamento dos diversos elementos que compõem a Estrutura Organizacional proposta para o Empreendimento em questão. 10.2 . com destaque para: Parte C – Item 1 Ago/2005 7 . 12. 8 e 14 Obras do Trecho Leste Lotes 9. FUNAI. DNPM.Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 - Controle e implementação da Comunicação Social – atuará segundo as diretrizes 11. 6. Fundação Palmares Gerenciadora do Empreendimento Unidade Executora de Gestão Ambiental e Social da Obra Grupo de Implantação e Controle da Comunicação Social Supervisora de Obras e Ambiental Grupo de Inspeção e Auditoria Ambiental Grupo de Especialistas Ambientais Empresas de Construção e Montagem Obras do Trecho Norte Lotes 1. monitorar e compensar os impactos gerados. Ministério da Integração IBAMA e demais Instituições (OEMA’s. 12 e 13 1. 3. de forma a manter um elevado padrão de qualidade ambiental na implantação do Projeto de Integração do rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional.

através do Grupo de Inspeção e Auditoria Ambiental. - na divulgação adequada do Empreendimento junto ao público leigo e técnico. no que se refere ao fluxo de informações sócio-ambientais visando a elaboração de relatórios gerenciais. - e nas respostas aos questionamentos da Sociedade Civil organizada e órgãos governamentais. através do Grupo de Especialistas Ambientais. diretamente afetada pelas obras.1 . efetivamente. e com a unidade de Supervisão de Obras no sentido de proporcionar apoio técnico. para apoiar o Ministério de Integração-MI nas questões relativas à contratação dos convênios e empresas para implementação dos Planos e Programas ambientais. parte dos Programas de Controle e Monitoramento e parte dos Programas Estratégicos. A seguir. - criação de mecanismos elucidativos com os Órgãos Governamentais e Sociedade Civil organizada. Parte C – Item 1 Ago/2005 8 . além das ações previstas no PAC.7. é definida a estrutura que atuará na Unidade Executora de Gestão e Controle Ambiental e Social da Obras do Projeto de Integração. Essa Coordenação também terá uma interface com a unidade de Gerenciamento do Empreendimento. apoiará o Ministério de Integração-MI nas seguintes situações: - na articulação com as diversas entidades e partes interessadas no empreendimento.Gerência e Demais Níveis Hierárquicos A Gerência e demais níveis hierárquicos funcionarão. Além disso. junto à mídia. incluindo os Programas Compensatórios. 1.2.Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 - definição de procedimentos específicos e mecanismos para a coordenação e articulação das ações dos agentes intervenientes. - geração de instrumentos técnico-gerenciais e procedimentos que garantam a implementação das ações propostas nos Planos Programas Ambientais constantes no PBA. Grupo de Controle e Implementação da Comunicação Social. garantindo com isso um fluxo de informações e a minimização de conflitos. e no controle dos processos ambientais da obra. - na interface com os órgãos ambientais e demais órgãos gestores de políticas públicas. - na promoção e divulgação de informações sobre o Empreendimento. a nível nacional.

no mínimo. Parte C – Item 1 Ago/2005 9 . ciências físicas e naturais com especialização em gestão ambiental. 2. visando produzir informações para as demandas da imprensa.Profissional de nível superior.Será previsto 1 (um) gerente para cada grupo componente da Unidade de Gestão. com a visão de programação de serviços e execução de projetos complexos e multidisciplinares. sempre agindo de forma rápida no sentido de obter respostas por parte dos setores competentes. Esses profissionais. devera receber as reivindicações e demandas das comunidades lindeiras. com habilidades para relacionamento com ONG’s e comunidades. como acompanhamento de obras civis e ambientais. Gerentes Setoriais . acompanhamento e controle das ações dos grupos que fazem parte da Unidade de Gestão Ambiental e Social. espera-se que tenham. Gerente Grupo de Especialistas Ambientais. Ong’s e outras partes interessadas. Comandará uma equipe de gerentes. habilidade para negociação e resolução de conflitos. deverão ter formação em engenharia ou ciências físicas e naturais. Deverá ter. graduado em engenharia. Facilidade de comunicação. informando sobre as soluções ambientais do projeto e sobre o andamento das obras e a implementação dos Planos e Programas Ambientais do Empreendimento. Ouvidoria Sócio-Ambiental .Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 Além disso. A Coordenação e Apoio será composta por: Equipe Chave (Localizada em Brasilia) 1.será composta por 1 (um) profissional com formação em ciências sociais e especialidade em comunicação. e da articulação estratégica de cada grupo com as suas contrapartes. Capacidade comprovada para coordenação e gestão. incluindo a gestão de obras lineares. escrita e falada. Além disso. no mínimo. envolvendo o manejo de regulamentos ambientais. específicos para cada grupo que compõe a Unidade de Gestão e Controle Ambiental e Social. 3. II e V. com extensão em em administração e/ou gestão. num total de 3 (três) profissionais. Gerente Geral . e Grupo de Implantação e Controle da Comunicação Social ). 4. Esse profissional deverá dispor de grande parte do seu tempo junto ao MI e nas atividades de articulação. de 10 anos de experiência em coordenação de projetos de uma forma geral. ambiental. Comunicação institucional – composta por 1(um) profissional com formação em comunicação e experiência em marketing e jornalismo (áreas social. 15 anos de experiência profissional. essa Coordenação ficara encarregada do planejamento. considerando os Trechos I. (Gerente Grupo de Inspeção e Auditoria Ambiental. alem de ser uma pessoa flexível e de iniciativa. Cada profissional será responsável por um único trecho. política e econômica).

quando necessário. impedir que ocorram novos.Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 1. - criar procedimentos para o tratamento das não conformidades ambientais. bem como no acompanhamento dos Programas Ambientais prioritários para inicio das obras. - fazer análises de cronogramas e rotinas de obras. como instrutores. - paralisar serviços. - aprovar medições. - aceitar e receber serviços. de Supervisão ambiental e as das empresas de construção e montagem. Esse grupo tem as seguintes responsabilidades: - fiscalizar e auditar a implementação do Plano Ambiental da Construção (PAC) e das ações para implementação do Programa de Educação Ambiental a serem seguidas pelas empreiteiras.2. pois constitui uma das peças essenciais do processo de gestão ambiental das obras do Projeto de Integração. - acompanhar a implementação do Programa de Treinamento e Capacitação dos Técnicos da Obra.2 . - estabelecer rotinas e procedimentos de uma forma geral. visando readequar métodos construtivos e medidas de proteção.7. do treinamento das equipes de meio ambiente das empresas visando uniformizar os procedimentos ambientais contidos no PAC. tendo em vista que sua responsabilidade será a de inspecionar e controlar os impactos diretos da obra identificados na fase dos estudos ambientais e. - criar mecanismos de interação entre as equipes de Gestão. incluindo os Programas de Supervisão e Controle e os Programas de Liberação das Obras. - emitir relatórios periódicos que serão encaminhados à Gerenciadora.Inspeção de Auditoria Ambiental A Inspeção e Auditoria Ambiental é uma parte da estrutura de grande importância. ao mesmo tempo. todos com base nas diretrizes ambientais definidas no Plano Ambiental para a Construção. A Inspeção e Auditoria Ambiental será composta por: Parte C – Item 1 Ago/2005 10 . gerando penalidades contratuais aplicáveis. inclusive participando. Esse grupo fiscalizará e controlará a implementação dos procedimentos propostos pelas das empresas de construção e montagem. entre outros.

Capacidade comprovada para gestão. pessoal de planejamento e técnicos de SMS.2. envolvendo o manejo de regulamentos ambientais. tendo como responsável o supervisor ambiental. Mínimo de 5 anos de experiência profissional. Supervisor Ambiental – 3 (três) profissionais de nível superior.Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 1. tendo como função básica manter Ministério de Integração-MI permanentemente informado do avanço dos trabalhos e da qualidade ambiental do Projeto. incluindo acompanhamento ambiental de obras lineares. quando solicitado. visando inclusive apoiar o grupo de Comunicação Social.Grupo de Especialistas Ambientais Esse Grupo será responsável pela análise e apoio ao atendimento de questões ambientais normalmente ocorrentes na obra. composto pelos Auditores e de Segurança de cada lote. Habilidade em preparação de registros e relatórios concisos. sendo um para cada Trecho. Capacitado para elaborar diretrizes e procedimentos. Auditoria Ambiental .7. Especialista em sócio econômica – Profissional com experiência mínima de 10 anos em questões sociais referentes às demandas dos trabalhadores da obra e das populações diretamente afetadas pelo empreendimento. 2. quando necessários. e também os gerentes de frente de obras. Destaca-se ainda que o GEA deverá emitir diretrizes para procedimentos.Serão 03 (três) auditores. elaborar notas técnicas e fazer o monitoramento e avaliação. deverá ser previsto um Comitê Ambiental de Implantação das obras. não previstas inicialmente ou mesmo aquelas que foram previstas. Além disso..3 . programação de serviços e execução de projetos complexos e multidisciplinares. Esse grupo será composto por: 1. esse profissional devera ter experiência mínima de dez anos em controle ambiental de obras civis e na implantação de programas ambientais. graduado em engenharia ou gestão ambiental ou em ciências físicas e naturais. mas que poderão necessitar de uma avaliação mais detalhada ou uma apreciação mais significativa. Facilidade de comunicação. A função básica desse Comitê será a de discutir todos os assuntos sócio-ambientais do dia-a-dia das obras e buscar soluções para as não-conformidades ocorridas. um para cada trecho. Com experiência em obras civis lineares e aspectos ambientais correlatos. 1. Parte C – Item 1 Ago/2005 11 . Esse profissional deverá permanecer em grande parte do seu tempo em escritório junto a obra. Basicamente dará apoio à Supervisão de Obras e Ambiental. habilidade para negociação e resolução de conflitos.

para tarefas específicas de ajustes dos programas compensatórios. Especialista em Comunicação. O GEA deverá também disponibilizar. em relação aos aspectos relacionados com engenharia ambiental. biólogos. inclusive apoiando a preparação do treinamento desses profissionais para o adequado desempenho de suas funções. sempre que necessário. quando requisitado pela Supervisão de Obras e Ambiental.responsável pelo assessoramento do Gerente Ambiental e dos Inspetores Ambientais. Engenheiro Ambiental . arquitetos ou engenheiros civis. Geólogo . sobretudo quanto aos aspectos de conservaçao da flora e fauna. será responsável pelo acompanhamento de todos os programaas ambientais que envolvam o meio biótico. 4. Consultor para assuntos indígenas . revisão de procedimentos ou medidas mitigadoras. solos e geotecnia.Profissional com experiência mínima de 10 anos em comunicação social e institucional.responsável pelo atendimento às demandas referentes ao Meio físico do empreendimento com a finalidade de assessora o supervisor ambiental nas avaliações de solos. às demandas por ventura surgidas nas frentes de obra.Profissional com experiência mínima de 10 anos em questões ambientais específicas de obras lineares. terraplenagem detonação de rocha.profissional com experiência em assuntos das populações indígenas da região de implantação do empreendimento. 5. cuja função principal será a de participar dos ajustes de implementação do Programa de desenvolvimentos das comunidades indígenas bem como manter estreito relacionamento com a FUNAI. o apoio de especialistas tais como antropólogos. Avaliar os procedimentos construtivos adequando-os as condições restritivas do plano ambiental de construção. Também atuara como assessor da equipe de inspetores ambientais na implementação dos requisitos de integração comunitária inseridos no código de conduta dos trabalhadores. além de participar do processo de consulta publica na definição dos programas de compensação sócio econômica. além de apoiar. agrônomos. Parte C – Item 1 Ago/2005 12 .Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 2. entre outros. Biólogo . 6. Educação e Relações Públicas . nas atividades de interação com as comunidades. 3. além de supervisionar os programas relativos à recuperação de áreas degradadas e controle de erosão. bem como para a solução de situações não previstas que venham a representar danos ambientais significativos. Esse profissional devera ter experiência mínima de 10 anos em questões de geologia. será responsável pelo acompanhamento da equipe de comunicação social e pelo apoio no acompanhamento da implementação do programam de Educação Ambiental.

7. garantindo um fluxo de informações sobre as atividades da obra e da implementação dos Programas Ambientais contidos no PBA.8 . capacitação e treinamentos para multiplicadores de opinião.Grupo de Controle e Implementação da Comunicação Social Essa unidade terá como objetiva estabelecer articulações com diversos públicos-alvos durante as obras. realização de oficinas. no que se refere a aplicação destes programas diretamente nas obras. 1. sociedade civil organizada e populações lindeiras diretamente afetadas (público externo). estabelecer reuniões e visitas a obra. com experiência em trabalho com grupos e comunidade. definir os procedimentos para o monitoramento e avaliação de atividades da unidade de comunicação. concepção didático-pedagógica dos materiais. caixa de sugestões e centros de comunicação). Além disso. definição de Instrumentos de comunicação (telefone verde. Ressalta-se que as questões de conservação e preservação ambiental no dia-a-dia da obra estão diretamente relacionadas à implementação do Plano Ambiental para a Construção – PAC.4 . visando à adequada inserção regional e local do Empreendimento. II e V. Parte C – Item 1 Ago/2005 13 . Essa unidade deverá desenvolver ainda: planejamento de atividades. sejam eles os trabalhadores (público interno). definição de campanhas de divulgação. veiculação na mídia. flexibilidade e iniciativa.INTER-RELAÇÃO COM OUTROS PROGRAMAS Este Programa tem uma inter-relação direta a implementação dos Programas de Supervisão e Controle de Obras e Programas de Liberação da Faixa de Obra. E desejável que esses profissionais tenha experiência em assessoria de imprensa e elaboração de material de divulgação e releases.Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 1. alem de terem facilidade de relacionamento. com destaque para os programas de Comunicação Social. Comunicadores Sociais . Educação Ambiental e o PAC. inclusive com realização de treinamentos e cursos.2. subdivididos pelos Trechos I. atuará na solução de conflitos emergentes no dia-a-adia da obra e na análise e resolução de sugestões encaminhadas. A estrutura funcional prevista para a unidade de comunicação social é: A unidade de comunicação social será composta por: 1. estratégia de articulação.deverão ser previstos 6 profissionais de Comunicação Social. considerando que nesse Plano a abordagem dos aspectos ambientais será feita de forma direta e os cuidados e ações ambientais previstos para cada aspecto de construção e montagem serão incorporados aos procedimentos técnicos das obras. elaborar.

A sua elaboração é iniciativa do empreendedor.9 . câmaras fotográficas. a Supervisora de Obras. juntamente com as empresas de construção e montagem. GPS.13 . as atividades de obra propriamente ditas e o inicio da operação.11 .12 .ATENDIMENTO A REQUISITOS LEGAIS Não foram identificados requisitos legais diretamente relacionados a este Programa. A estrutura ambiental para gerenciar e controlar as obras do Projeto de Integração. além de uma infra-estrutura adequada em termos de locais de trabalho e meios para desenvolvimento das atividades de campo (transporte. Universidades ou mesmo empresas privadas). proposta neste Programa. através de convênios ou contratação direta.RESPONSABILIDADE PELA IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA A responsabilidade pela implantação deste Programa será do empreendedor e das empresas de Gestão e Supervisão de Obras contratadas para implementá-lo – a Gerenciadora.INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS Este Programa prevê o envolvimento de instituições (ONGs. por entender ser esta a forma adequada de organização e estruturação gerencial para garantir a qualidade de implementação das ações ambientais.RECURSOS NECESSÁRIOS Para o desenvolvimento deste Programa. ficando sob a responsabilidade do Grupo de Inspeção e Auditoria Ambiental das Obras. Parte C – Item 1 Ago/2005 14 . 1. visando a implementação dos planos e programas ambientais previstos no Estudo de Impacto Ambiental (EIA).10 .Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 1. além da empresa que constituirá a Unidade que fará a Gestão e Controle Ambiental e Social das Obras do Projeto de Integração. será necessária uma estrutura gerencial composta por técnicos qualificados e experientes em questões ambientais relativas à empreendimentos da natureza do Projeto de Integração. 1. será totalmente contratada pelo empreendedor. considerando as atividades iniciais de pré-obra.CRONOGRAMA FÍSICO O Programa deverá ser implementado durante todo o período de implantação do empreendimento. 1. 1. notadamente projetos de irrigação e UHE. durante as obras do Projeto de Integração. e as suas formas de controle. etc).

Ecology/DNIT. 1996 - Programa de Plano de Gestão. referente ao EIA / RIMA para o Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste setentrional . 2005. Supervisão e Auditoria Ambiental.15 . - Programa de Gestão e Controle Ambiental para a Construção da Duplicação da Capacidade e Modernização da Rodovia BR – 101.EQUIPE TÉCNICA Este Programa foi elaborado pelo Engº Agrônomo Paulo Roberto Pereira Henrique e o Arquiteto Ruy Sarno.Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – Projeto Básico Ambiental – PBA – 2255-00-PBA-RL-0001-00 1.Brasil (GASBOL) / EIA Consolidado– Petrobras. 1.Ecology/ Ministério de Integração-MI.BIBLIOGRAFIA - Programa de Gestão e Supervisão Ambiental para o Gasoduto Bolívia. Parte C – Item 1 Ago/2005 15 .14 . Dezembro de 2004.