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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM ATENDIMENTO EDUCACIONAL
ESPECIALIZADO
MODALIDADE A DISTÂNCIA

APOSTILA

Disciplina:
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO

DOCENTES RESPONSÁVEIS
Celma Regina Borghi Rodriguero
Gizeli Aparecida Ribeiro de Alencar
Márcia Aparecida Marussi Silva
Maria Júlia Lemes Ribeiro

Maringá-PR
2010

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SUMÁRIO

TEXTO 1: Atendimento Educacional Especializado-AEE.

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TEXTO 2: Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da 10
educação inclusiva

TEXTO 3: Decreto 6571/2008.

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TEXTO 4: Resolução 04/2009

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TEXTO 5: Sala de recursos multifuncionais – dialogando com a prática 34
pedagógica.

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ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO-AEE
RIBEIRO, Maria Júlia Lemes
RODRIGUERO, Celma Regina Borghi
ALENCAR, Gizeli Aparecida Ribeiro de
SILVA, Márcia Aparecida Marussi

No percurso realizado pelas pessoas com necessidades educacionais especiais, no
que diz respeito à educação escolar, podem-se encontrar ações de cunho político e
educacional que nortearam as diferentes formas de entendimento de homem e sociedade
presentes no contexto atual. No Brasil, de acordo com Bernardes (2000), o atendimento a
pessoas com deficiência teve início no século XIX e foi marcado por importantes períodos
no desenvolvimento de práticas escolares, como o da institucionalização, o da integração e,
atualmente, o da inclusão escolar.
È importante frisar que, anteriormente, registrou-se um período destacado
mundialmente como de isolamento, caracterizado pela ausência de credibilidade no
potencial de aprendizagem escolar das pessoas com deficiência, de forma que as ações
políticas ocorriam no sentido prestar os cuidados básicos necessários à sobrevivência. Na
área educacional eram realizados estudos e pesquisas que reiteravam a forma de entender e
pensar estas pessoas. Estas idéias deram suporte às ações implementadas no período
subsequênte, o da institucionalização. As pessoas com deficiência eram encaminhadas para
instituições que proviam cuidados básicos a outras populações que também eram alijadas
socialmente, como as que apresentavam transtornos mentais, as drogaditas e outras.
Simultaneamente a essas ações, outros estudos foram sendo empreendidos, objetivando
aprofundar cientificamente conhecimentos acerca da deficiência. Entre os focos de interesse
destacavam-se os aspectos referentes ao desenvolvimento psicomotor e às possibilidades de
apropriação de conhecimento, ou seja, de aprendizagem. Muitos estudos realizados com
institucionalizados possibilitaram grande avanço no conhecimento do potencial de
escolaridade formal. Com esta proposta, foram criadas instituições especializadas no
atendimento das diferentes deficiências. No Brasil, são encontrados nessa época o Instituto
dos Meninos Cegos (atual Instituto Benjamin Constant) e o Instituto dos Meninos Surdos,
que ainda existe. Na sequência, foram criadas as Associações de Pais e Amigos dos
Excepcionais – APAEs e as Escolas Pestalozzi, que recebiam pessoas com deficiência
intelectual, além de outras instituições cujas propostas consistiam no atendimento
educacional específico a uma deficiência ou a múltiplas deficiências. Observa-se aí um
avanço significativo na direção da oferta de educação escolar sistematizada, no âmbito da

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iniciativa privada ou de ONGs no sistema educacional.
Em vista eventos realizados anteriormente em nível mundial, como, por exemplo,
campanhas e ações de caráter político e educacional cujo olhar para as pessoas deficientes
as percebia como indivíduos com condições de estar integrados nos diferentes segmentos
sociais, iniciou-se, em termos educacionais, o período da integração, norteado pelos
princípios de normalização, integração, e individualização. Nesse momento, aquelas
pessoas com deficiência cujas condições assegurassem sua estada nas escolas poderiam se
beneficiar do ensino regular, frequentando as modalidades existentes no sistema de ensino,
inclusive na rede pública. De acordo com Sassaki (1997, p. 32), nesse momento
[...] a sociedade em geral ficava de braços cruzados e aceitava receber os
portadores de deficiência desde que eles fossem capazes de moldar-se aos
tipos de serviços que ela lhes oferecia; isso acontecia inclusive na escola.1

Integrar implicava uma proposta segundo a qual o aluno é quem deveria se adequar
à estrutura já posta. Com este direcionamento, alguns estados, entre os quais o Paraná,
procederam à criação de classes especiais por deficiência, as quais funcionavam nas escolas
regulares, sendo as aulas ministradas por professores especializados ou capacitados para o
ensino de cada deficiência. Estas classes e outros programas disponibilizados, como os de
estimulação precoce para os pequenos e os de profissionalização para os jovens, eram
coordenados pela Secretaria de Educação Especial em âmbito federal e pelas secretarias
estaduais de Educação Especial. Destarte, nesse período, a escola pública, mediante a oferta
de modalidades de ensino especial, atendia educacionalmente estas pessoas, assim como o
faziam também as escolas especializadas.
Na sequência, considerando-se o percurso levado a efeito até então, as disposições
da Constituição Federal e as diretrizes e políticas nacionais sobre a questão, bem como a
Declaração de Salamanca, que resultou num documento elaborado por representantes de 28
países que se comprometeram com uma educação de qualidade para todas as pessoas,
inclusive para aquelas com deficiência, foi inaugurado o sistema atual de atendimento
educacional às pessoas com necessidades educativas especiais, o da inclusão escolar. Na
atualidade são realizadas mudanças no sistema educacional como um todo e a nova política
nacional é assumida como norte nos direcionamentos da educação escolar destas pessoas,
sendo priorizado o atendimento educacional na rede regular de ensino, com vista ao
convívio da diversidade no mesmo contexto escolar (RIBEIRO, 2005). Nesta perspectiva, a
escola é que subsidiará pedagogicamente o aluno, com o objetivo de suprir as necessidades
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Portadores de Deficiência – Esta terminologia foi substituída por pessoas com deficiência ou com
necessidades, no entanto, foi aqui mantido o termo, por tratar-se de fidedignidade à citação.

para efeito da distribuição dos recursos do FUNDEB. como matriculados em classes comuns do ensino regular e também no AEE. que institui algumas diretrizes operacionais para . a ser contabilizados duplamente no âmbito do FUNDEB. o Decreto N. Entre os documentos que tratam do atendimento educacional especial destacamos a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva (2008).º 4. 2008.º 6. sem prejuízo do cômputo dessas matrículas na educação básica regular. isto é. Nesse resgate das políticas referentes ao AEE. o cômputo das matriculas dos alunos da educação regular da rede pública que recebem atendimento educacional especializado. (BRASIL. no sentido de que sejam matriculados na rede pública de ensino regular. Assim. em todos os níveis e em todas as modalidades educacionais.º 6. de 2 de outubro de 2009. 1º) Cabe destacar ainda que em seu art. O Decreto Presidencial n.571/2008 destaca o compromisso da união em oferecer apoio técnico e financeiro para que esse atendimento especializado seja implementado tanto para alunos com deficiência ou com transtornos globais do desenvolvimento quanto para aqueles com altas habilidades ou superdotação. a partir de 1o de janeiro de 2010. § 1º.253. mas como a oferta do atendimento educacional especializado (AEE) em todas as etapas. os alunos com deficiência. 14. prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular”. na rede pública de ensino. com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação passaram. 6º o decreto acima referido estabeleceu que a partir de janeiro de 2010. (NR) (BRASIL. 6º) Dessa forma.FUNDEB passa a vigorar acrescido do artigo 9o -A Admitir-se-á. recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente. 2008. Art. faz-se necessária uma referência à Resolução N.5 específicas. preferencialmente. com atendimento. essa política resgata o sentido da educação especial contido na Constituição Federal de 1988. que dispõe sobre o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação . Esse decreto define atendimento educacional especializado como “o conjunto de atividades. a partir de janeiro de 2010. tanto no âmbito federal quanto no dos estados e municípios. a qual apresenta uma orientação para os sistemas educacionais visando organizar os serviços e os recursos da Educação Especial de modo complementar ao ensino regular. que define esta modalidade não como substitutiva da escolarização comum. de 13 de novembro de 2007. Art. O atendimento educacional especializado poderá ser oferecido pelos sistemas públicos de ensino ou pelas instituições mencionadas no art. Parágrafo único.

Traz ainda orientações quanto à disponibilização de serviços e esclarece que os recursos de acessibilidade na educação são aqueles que [.cronograma de atendimento dos alunos. no turno inverso ao da escolarização regular. 1º) Nesta perspectiva.. 2009. art. promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos. definição dos recursos necessários e . materiais didáticos. dos sistemas de comunicação e informação. (BRASIL. e não será substitutivo às classes comuns. filantrópicas e sem fins lucrativos..º 4/2009 do CNE/CEB.. III. contemplando em sua organização: I. conveniadas com a Secretaria de Educação ou órgão equivalente do Distrito Federal. N.salas de recursos multifuncionais: espaço físico. (Parágrafo único do Art. o AEE tem como função complementar a formação do aluno disponibilizando-lhe serviços. compete aos sistemas de ensino organizar a institucionalização das chamadas salas de recursos multifuncionais. Res. prioritariamente. recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem. 5º.plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas dos alunos. indígenas e de quilombolas.. Este deve ser realizado. destacando que [. confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos. II -matrícula no AERE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou de outra escola. dos recursos necessários para oferecer o AEE. ou de Instituições comunitárias.] asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida. dos estados ou dos municípios (2009. confessionais. rurais. na sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular. dos transportes e dos demais serviços por meio da disponibilização de serviços. IV. provendo as escolas urbanas. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no AEE. ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de AEE da rede pública. dos mobiliários e equipamentos. recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras e possibilitem sua plena participação na sociedade e o desenvolvimento de sua aprendizagem. das modalidades presencial e semipresencial. mobiliário. Art. na modalidade Educação Especial.6 a implementação do AEE na Educação Básica.º 4) De acordo com as diretrizes emanadas do art. recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos específicos. 2º) De acordo com as normas legais vigentes.] os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência. Poderá ser realizado também em centros especializados da rede pública ou de instituições comunitárias. 10 da Resolução N. dos espaços. o projeto político-pedagógico deve prever a oferta do AEE.

serviços e equipamentos.7 das atividades a serem desenvolvidas. Neste sentido. a fim de promover as condições de participação e aprendizagem dos alunos. efetivar a articulação pedagógica entre os professores que atuam na sala de recursos multifuncionais e os professores das salas de aula comuns. da formação. conforme demanda da rede de ensino. assistência social. os centros de AEE e outros. entre outros que maximizem o AEE. pedagógicas e de comunicação que possam impedir ou dificultar sua plena participação nas atividades escolares. realizado individualmente ou em pequenos grupos. V. do desenvolvimento da pesquisa. preservar as parcerias existentes entre as secretarias de educação municipais e estaduais e as secretarias responsáveis pelos serviços de saúde. segundo o MEC/SEESP. trabalho. a produção de materiais didáticos acessíveis e o desenvolvimento de estratégias pedagógicas. recursos e equipamentos específicos e condições de acessibilidade. por meio da Secretaria de Educação Especial MEC/SEESP. construir o PPP considerando a flexibilidade da organização do AEE. e as matrículas no AEE realizado na sala de recursos multifuncionais da escola. o Ministério da Educação. a inclusão profissional dos alunos. Este documento explicita que compete à escola [.. higiene e locomoção. As instituições de ensino público devem assegurar aos alunos atendidos nos AEEs medidas para a eliminação de barreiras arquitetônicas.. direitos humanos. em igualdade de condições com os demais alunos. no AEE realizado em sala de recursos multifuncionais. no Projeto Político Pedagógico – PPP da escola. o acesso a serviços e recursos de acessibilidade. A implantação das salas de recursos multifuncionais nas escolas da rede pública deve. estabelecer redes de apoio e colaboração com as demais escolas da rede. com professor para o AEE. registrar. promover a participação dos alunos nas ações intersetoriais articuladas junto aos demais serviços públicos de saúde. entre outros. a oferta do atendimento educacional especializado.professores para o exercício da decência do AEE. do acesso e recursos. trabalho e outras que disponham de atendimento clínico. assistência social. para promover a formação dos professores. os alunos público alvo da educação especial matriculados em classes comuns da própria escola e os alunos da outra(s) escolas(s) de ensino regular. O professor especialista que atuará no atendimento educacional especializado deverá desenvolver atividades adequadas às necessidades ou condições educacionais . elaborou um documento denominado Orientações para a Institucionalização na Escola. as instituições de educação superior. principalmente às atividades de alimentação. no Censo Escolar MEC/INEP. a matrícula de alunos público alvo da educação especial nas classes comuns. da Oferta do Atendimento Especializado – AEE em Salas de Recursos Multifuncionais. terapêutico e outros. VIIredes de apoio no âmbito da atuação profissional. guia intérprete e outros que atuem no apoio.profissionais da educação: tradutores e intérprete de Língua Brasileira de Sinais. VI.] contemplar. conforme o Plano do AEE de cada aluno. matricular.

possibilidades e limites de desenvolvimento transformam-se constantemente. sobretudo. Para tanto. visando a disponibilização dos serviços e recursos e o desenvolvimento de atividades para a participação e aprendizagem dos alunos nas atividades escolares. Essa adequação contemplará: enriquecimento curricular para as altas habilidades/superdotação. o cronograma do atendimento e a carga horária. ante o entendimento de que as concepções de deficiência. lembramos que os sistemas de educação . o tipo de atendimento conforme as necessidades educacionais específicas. Conforme orientações do MEC/SEESP. a partir dos objetivos e das atividades propostas no currículo.º 11. conhecimento científico para lidar com os desafios do atendimento educacional especializado no contexto escolar. ensino da língua portuguesa escrita para alunos com surdez. serviços e recursos pedagógicos e de acessibilidade. produzir materiais didáticos e pedagógicos acessíveis. ensino da comunicação aumentativa e alternativa – CAA. acompanhar e avaliar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade no AEE. Orientação e Mobilidade e atividades de vida autônoma e social para alunos cegos. contemplando: a identificação das habilidades. a definição e a organização de estratégias. bem como as parcerias com as áreas intersetoriais. ensino da Língua Brasileira de Sinais – Libras para alunos com surdez. Isto implica em desdobramentos em sala de aula que exigem do professor dinamismo. ensino com a utilização da Tecnologia Assistiva e o desenvolvimento de atividades escolares que contribuam para o desenvolvimento das funções mentais superiores dos alunos. por meio de Nota Técnica N. com vista a não encarregar apenas o professor de dar respostas educativas a todos os problemas que envolvem o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais específicas. ensino do código Braille. estabelecer a articulação com os professores da sala de aula comum e com os demais profissionais da escola. na sala de aula comum e nos demais ambientes da escola... orientar os demais professores e as famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno de forma a ampliar suas habilidades. promovendo sua autonomia e participação (MEC/SEESP.8 especiais dos alunos. Para finalizar. individual ou em pequenos grupos. criatividade e. potencialidades e necessidades educacionais específicas de cada. 2010). Tais atividades devem fazer parte do Plano de Atendimento Educacional Especializado elaborado pelo professor do AEE na perspectiva de execução e avaliação individual do aluno. também é atribuição do professor do AEE [. ao poder público caberá a formação continuada de professores. considerando as necessidades educacionais específicas dos alunos e os desafios que estes vivenciam no ensino comum.] programar. Soroban.

mec. R. ______. novo paradigma. 2008. Brasília: Imprensa Oficial.9 e os órgãos públicos podem e devem contribuir com a prática do e no cotidiano escolar.jun.gov. aspectos que devem ser alvo de aprofundamento e reflexão. Da integração à inclusão. Rio de Janeiro: WVA.Universidade de São Paulo. J. _______.mec. Disponível em: <http://portal.br/biblioteca/educacao/0252. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. São Paulo. da Oferta do Atendimento Educacional Especializado – AEE em Salas de Recursos Multifuncionais. _______. Orientações para a Institucionalização na Escola. transformando este espaço de modo a possibilitar a todos acessibilidade e condições plenas para um bom ensino. RIBEIRO. ______. Secretaria de Educação Especial – MEC/SEESP. Parecer CNE/CEB nº 013/2009.gov. 2005. Institui as Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica. Constituição da República Federativa do Brasil. Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial.571/2008. Tese (Doutorado em Educação) .educacaopublica. Disponível em: http://www. . realizado em 16/03/2010 Acesso BRASIL.gov. Disponível em: <www.br> Acesso em 31 de maio de 2010. Inclusão construindo uma sociedade para todos. Decreto nº 6. 2010. O. A.mec. 2010.gov. 1997. Conselho Nacional de Educação/ Câmara de Educação Básica.html. Referências BERNARDES. Acesso em 16. SASSAKI.rj. de 2 de outubro de 2009.br/seesp>.br> Acesso em 25 de maio de 2010. K. Acesso em 16. M. Formação de professores: Conhecendo as formas de organização curricular das Especializações e as necessidades do professor para a prática de uma educação inclusiva. Disponível em: <http://portal. Secretaria de Educação Especial – MEC/SEESP. na modalidade Educação Especial. Ministério da Educação/Conselho Nacional de Educação. Resolução Nº 4.2010.pdf>.gov.jun. 1988. Disponível em: <portal.br/dmdocuments/rceb004_09.mec. L. _______.

mec.gov. prorrogada pela Portaria nº 948/2007. entregue ao Ministro da Educação em 07 de janeiro de 2008.10 Disponível em: http://portal.pdf Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria nº 555/2007. Copiado na integra POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA Brasília .Janeiro de 2008 .br/seesp/arquivos/pdf/politica.

Doutor em Psicologia pela Universidade de São Paulo – USP (1995). Maria Teresa Egler Mantoan . Atua principalmente nos seguintes temas: criatividade no contexto escolar. políticas de inclusão. Doutora em Psicologia Educacional pela University Of Connecticut (1999) e pós-doutora pela National Academy for Gifted and Talented Youth (University of Warwick) (2005). Atua principalmente nos seguintes temas: deficiência mental. deficiência física. Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1996) PUC. Doutor em Educação pela Universita degli Studi di Bologna (1996).Professora da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. relações entre pensamento sistêmico e educação e transtornos globais do desenvolvimento.Secretária de Educação Especial Claudia Maffini Griboski .Coordenadora Geral de Articulação da Política de Inclusão nos Sistemas de Ensino Kátia Aparecida Marangon Barbosa . Atua principalmente nos seguintes temas: inclusão da pessoa com deficiência.11 GRUPO DE TRABALHO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL Equipe da Secretaria de Educação Especial / MEC Claudia Pereira Dutra . Maria Amélia Almeida .Professora da Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR. Cláudio Roberto Baptista .Diretora de Políticas de Educação Especial Denise de Oliveira Alves .Professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMS. desenvolvimento de talentos e superdotação. Atua principalmente nos seguintes temas: educação especial. Atua principalmente nos seguintes temas: direito incondicional de todos os . educação especial e direito à educação. Eduardo José Manzini . minorias sociais. Vice-presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial.Coordenadora Geral da Política Pedagógica da Educação Especial Colaboradores Antônio Carlos do Nascimento Osório . profissionalização e Síndrome de Down. Atua principalmente nos seguintes temas: políticas educacionais.UNESP de Marília-SP. Membro do editorial das publicações Journal of International Special Education e da Revista Brasileira de Educação Especial.Professor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho . Coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade LEPED. Doutora em Educação Especial pelo Programa de PhD da Vanderbilt University (1987). processos de ensino-aprendizagem. Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas. Coordenador do Núcleo de Estudos em Políticas de Inclusão Escolar – NEPIE/UFRGS.Professora da Universidade de Brasília – UNB.Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. inclusão. Denise de Souza Fleith . ajudas técnicas e tecnologia assistiva em comunicação alternativa e acessibilidade física. Presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial e Editor da Revista Brasileira de Educação Especial.

com estágio na University of Connecticut (1997-1998). Atua principalmente nos seguintes temas: educação especial. currículo. Ponto de Vista-UFSC e Sign Language & Linguistics. classe hospitalar. linguagem escrita e inclusão escolar. Rita Vieira de Figueiredo . Doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria (1998) – UFSM. deficiência mental.) em Psicopedagogia pela Universite Laval (1995) e pós-doutora em linguagem escrita e deficiência mental na Universidade de Barcelona (2005). Coordenadora do Grupo de Pesquisa CNPq Educação Especial: interação e inclusão social. Coordenadora do Curso de Letras/Língua Brasileira de Sinais e membro do editorial das publicações Espaço-INES. Doutora em Lingüística e Letras pela Pontifícia Universidade Católica do RS – PUC. altas habilidades/superdotação.Professora da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Soraia Napoleão Freitas . Atua principalmente nos seguintes temas: formação de professores. Ronice Muller Quadros .Professora da Universidade Federal de Santa Maria – UFSM. .D. atendimento educacional especializado e deficiência mental. Doutora (Ph.Professora da Universidade Federal do Ceará – UFC. ensino superior e educação especial.12 alunos à educação.

visando constituir políticas públicas promotoras de uma educação de qualidade para todos os alunos. a educação inclusiva assume espaço central no debate acerca da sociedade contemporânea e do papel da escola na superação da lógica da exclusão. quando os sistemas de ensino universalizam o acesso. naturalizando o fracasso escolar. A partir da visão dos direitos humanos e do conceito de cidadania fundamentado no reconhecimento das diferenças e na participação dos sujeitos. e que avança em relação à idéia de eqüidade formal ao contextualizar as circunstâncias históricas da produção da exclusão dentro e fora da escola. A educação inclusiva constitui um paradigma educacional fundamentado na concepção de direitos humanos. que acompanha os avanços do conhecimento e das lutas sociais. A partir dos referenciais para a construção de sistemas educacionais inclusivos. cultural. Ao reconhecer que as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino evidenciam a necessidade de confrontar as práticas discriminatórias e criar alternativas para superá-las. Nesta perspectiva. uma exclusão que foi legitimada nas políticas e práticas educacionais reprodutoras da ordem social.13 I – APRESENTAÇÃO O movimento mundial pela inclusão é uma ação política. sem nenhum tipo de discriminação.MARCOS HISTÓRICOS E NORMATIVOS A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como privilégio de um grupo. sob formas distintas. implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas especificidades atendidas. que conjuga igualdade e diferença como valores indissociáveis. II . A partir do processo de democratização da educação se evidencia o paradoxo inclusão/exclusão. o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. desencadeada em defesa do direito de todos os alunos de estarem juntos. aprendendo e participando. a exclusão tem apresentado características comuns nos processos de segregação e integração que pressupõem a seleção. a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada. mas continuam excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola. Assim. social e pedagógica. .

instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência mental. 5. atual Instituto Nacional da Educação dos Surdos – INES. Lei nº. escolas especiais e classes especiais. não promove a organização de um sistema de ensino capaz de atender as necessidades educacionais especiais e acaba reforçando o encaminhamento dos alunos para as classes e escolas especiais. em 1945. é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação na Sociedade Pestalozzi. No início do século XX é fundado o Instituto Pestalozzi .1926. que aponta o direito dos “excepcionais” à educação. Essa organização. mentais. o atendimento educacional às pessoas com deficiência passa ser fundamentado pelas disposições da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. entre outras. as práticas escolares para os alunos com deficiência. evidenciando diferentes compreensões. o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império com a criação de duas instituições: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos. A Lei nº.14 decorre uma identificação dos mecanismos e processos de hierarquização que operam na regulação e produção das desigualdades. fundamentada no conceito de normalidade/anormalidade. os que se encontrem em atraso considerável quanto à idade regular de matrícula e os superdotados”. ao definir „tratamento especial‟ para os alunos com “deficiências físicas. atual Instituto Benjamin Constant – IBC. 4. em 1854. Em 1973. Em 1961. ambos no Rio de Janeiro. é criado no MEC. o Centro Nacional de Educação Especial – . A educação especial se organizou tradicionalmente como atendimento educacional especializado substitutivo ao ensino comum. por Helena Antipoff. preferencialmente dentro do sistema geral de ensino. terminologias e modalidades que levaram a criação de instituições especializadas. culturais. sociais e lingüísticas. estruturantes do modelo tradicional de educação escolar. em 1857.024/61. determina formas de atendimento clínico terapêuticos fortemente ancorados nos testes psicométricos que definem. que altera a LDBEN de 1961. físicas. por meio de diagnósticos. No Brasil. e o Instituto dos Surdos Mudos. em 1954 é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE e.692/71. Essa problematização explicita os processos normativos de distinção dos alunos em razão de características intelectuais.

sexo. não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação.3º inciso IV). é publicada a Política Nacional de Educação Especial. estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola” . No seu artigo 206. garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa. 208). Nesse período. 8. impulsionou ações educacionais voltadas às pessoas com deficiência e às pessoas com superdotação. permanecendo a concepção de „políticas especiais‟ para tratar da temática da educação de alunos com deficiência e. no mesmo ritmo que os alunos ditos normais” (p. reforça os dispositivos legais supracitados. Define. não é organizado um atendimento especializado que considere as singularidades de aprendizagem desses alunos. “promover o bem de todos. no que se refere aos alunos com superdotação. o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. documentos como a Declaração Mundial de Educação para Todos (1990) e a Declaração de Salamanca (1994). mantendo a . responsável pela gerência da educação especial no Brasil.19). Ao reafirmar os pressupostos construídos a partir de padrões homogêneos de participação e aprendizagem. passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva. a Política não provoca uma reformulação das práticas educacionais de maneira que sejam valorizados os diferentes potenciais de aprendizagem no ensino comum. Também. inciso I. O Estatuto da Criança e do Adolescente – Lei nº.069/90. ao determinar que "os pais ou responsáveis têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino”. a oferta do atendimento educacional especializado. a educação como um direito de todos. no artigo 205. ainda configuradas por campanhas assistenciais e ações isoladas do Estado.) possuem condições de acompanhar e desenvolver as atividades curriculares programadas do ensino comum. raça. sem preconceitos de origem. A Constituição Federal de 1988 traz como um dos seus objetivos fundamentais.15 CENESP. Em 1994. idade e quaisquer outras formas de discriminação” (art. que. artigo 55.. sob a égide integracionista.. garante. como um dos princípios para o ensino e. cor. como dever do Estado. orientando o processo de „integração instrucional‟ que condiciona o acesso às classes comuns do ensino regular àqueles que "(. preferencialmente na rede regular de ensino (art. apesar do acesso ao ensino regular. nessa década.

PNE.] oportunidades educacionais apropriadas.394/96. preconiza que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo. 24. dentre as normas para a organização da educação básica. porém. Ao estabelecer objetivos e metas para que os sistemas de ensino favoreçam o .853/89. consideradas as características do alunado. cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais. seus interesses.16 responsabilidade da educação desses alunos exclusivamente no âmbito da educação especial. destaca que “o grande avanço que a década da educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o atendimento à diversidade humana”. no artigo 59. assegura a terminalidade específica àqueles que não atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental.. determinam que: Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos. não potencializa a adoção de uma política de educação inclusiva na rede pública de ensino prevista no seu artigo 2º. define a educação especial como uma modalidade transversal a todos os níveis e modalidades de ensino.. a “possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado” (art. Acompanhando o processo de mudanças. métodos. condições de vida e de trabalho. 2001). (MEC/SEESP. recursos e organização específicos para atender às suas necessidades. A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional . O Plano Nacional de Educação . no artigo 2º. mediante cursos e exames” (art.298 que regulamenta a Lei nº 7. as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. Também define. ao dispor sobre a Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência. enfatizando a atuação complementar da educação especial ao ensino regular. assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos. As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional especializado complementar ou suplementar a escolarização. Lei nº 10.Lei nº 9. Resolução CNE/CEB nº 2/2001. em virtude de suas deficiências e. a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. 37). o Decreto nº 3.172/2001. ao admitir a possibilidade de substituir o ensino regular. inciso V) e “[. Em 1999.

Em 2003. visando transformar os sistemas de ensino em sistemas educacionais inclusivos. A Convenção da Guatemala (1999).678/02 aprova diretriz e normas para o uso. a organização do atendimento educacional especializado e a . a Resolução CNE/CP nº1/2002. bem como a inclusão da disciplina de Libras como parte integrante do currículo nos cursos de formação de professores e de fonoaudiologia. define que as instituições de ensino superior devem prever em sua organização curricular formação docente voltada para a atenção à diversidade e que contemple conhecimentos sobre as especificidades dos alunos com necessidades educacionais especiais. à acessibilidade física e ao atendimento educacional especializado. Esse Decreto tem importante repercussão na educação. toda diferenciação ou exclusão que possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades fundamentais. A Portaria nº 2. que promove um amplo processo de formação de gestores e educadores nos municípios brasileiros para a garantia do direito de acesso de todos à escolarização.436/02 reconhece a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão.956/2001. à formação docente. definindo como discriminação com base na deficiência. exigindo uma reinterpretação da educação especial. a produção e a difusão do Sistema Braille em todas as modalidades de ensino. aponta um déficit referente à oferta de matrículas para alunos com deficiência nas classes comuns do ensino regular. o Ministério da Educação cria o Programa Educação Inclusiva: direito à diversidade. compreendendo o projeto da Grafia Braile para a Língua Portuguesa e a recomendação para o seu uso em todo o território nacional. determinando que sejam garantidas formas institucionalizadas de apoiar seu uso e difusão. que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica. compreendida no contexto da diferenciação adotada para promover a eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização. Na perspectiva da educação inclusiva. o ensino. A Lei nº 10. afirma que as pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as demais pessoas. promulgada no Brasil pelo Decreto nº 3.17 atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos.

Impulsionando a inclusão educacional e social. da qual o Brasil é signatário. b) As pessoas com deficiência possam ter acesso ao ensino fundamental inclusivo. são formados centros de referência para o atendimento educacional especializado aos alunos com altas habilidades/superdotação. em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social compatível com a meta de inclusão plena. com o objetivo de disseminar os conceitos e diretrizes mundiais para a inclusão. O Decreto nº 5. o Programa Brasil Acessível é implementado com o objetivo de promover e apoiar o desenvolvimento de ações que garantam a acessibilidade.048/00 e nº 10.436/2002.18 promoção da acessibilidade. aprovada pela ONU em 2006. instrutor e tradutor/intérprete de Libras.296/04 regulamentou as leis nº 10. o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngüe no ensino regular. sob alegação de deficiência. Nacionalmente. o Ministério Público Federal divulga o documento O Acesso de Alunos com Deficiência às Escolas e Classes Comuns da Rede Regular. a formação e a certificação de professor. com a implantação dos Núcleos de Atividade das Altas Habilidades/Superdotação – NAAH/S em todos os estados e no Distrito Federal. Em 2004. de forma a garantir esse atendimento aos alunos da rede pública de ensino. Nesse contexto. a orientação às famílias e a formação continuada aos professores. visando a inclusão dos alunos surdos. adotando medidas para garantir que: a) As pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema educacional geral sob alegação de deficiência e que as crianças com deficiência não sejam excluídas do ensino fundamental gratuito e compulsório. reafirmando o direito e os benefícios da escolarização de alunos com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular.626/05. são disseminados referenciais e orientações para organização da política de educação inclusiva nesta área. o Decreto nº 5. em igualdade de condições com as . que regulamenta a Lei nº 10. de qualidade e gratuito. estabelece que os Estados Parte devem assegurar um sistema de educação inclusiva em todos os níveis de ensino. Em 2005. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.098/00. estabelecendo normas e critérios para a promoção da acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular.

094/2007 estabelece dentre as diretrizes do Compromisso Todos pela Educação.19 demais pessoas na comunidade em que vivem (Art. limitando. III . com a atualização dos conceitos e terminologias. tendo como eixos a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares. reafirmado pela Agenda Social de Inclusão das Pessoas com Deficiência. na educação especial. 09). acompanha. a Secretaria Especial dos Direitos Humanos.PAC. no currículo da educação básica. o Ministério da Educação. p. as temáticas relativas às pessoas com deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem inclusão. etapas e modalidades de ensino. publicado pelo Ministério da Educação. são . a educação não se estruturou na perspectiva da inclusão e do atendimento às necessidades educacionais especiais.24). Em 2007. inclusão nas classes comuns. Contrariando a concepção sistêmica da transversalidade da educação especial nos diferentes níveis. princípios e programas. fortalecendo a inclusão educacional nas escolas públicas. oferta do atendimento educacional especializado. o Ministério da Justiça e a UNESCO lançam o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos que objetiva. no contexto com o Plano de Aceleração do Crescimento .DIAGNÓSTICO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL O Censo Escolar/MEC/INEP. é reafirmada a visão sistêmica da educação que busca superar a oposição entre educação regular e educação especial. fomentar. Em 2006. a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos. matrícula na rede pública. indicadores de acesso à educação básica. O Decreto nº 6. dentre as suas ações. o cumprimento do princípio constitucional que prevê a igualdade de condições para o acesso e permanência na escola e a continuidade nos níveis mais elevados de ensino (2007. acesso e permanência na educação superior. realizado anualmente em todas as escolas de educação básica. a implantação de salas de recursos e a formação docente para o atendimento educacional especializado. No documento Plano de Desenvolvimento da Educação: razões. é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE. acessibilidade nos prédios escolares e o número de municípios e de escolas com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais. A partir de 2004.

passando de 43.743 337.624 em 2006.364 (53.2% 43.0% 46. Os dados do Censo Escolar/2006.20 efetivadas mudanças no Censo Escolar.345 1998 1999 81.699 400.326 matrículas em 1998 para 700.316 alunos incluídos em 2006. em 1998.923 63. que passaram de 179.000 382. possibilitando.0% 20.0% 1998 Públicas Privadas 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 .624 640.898 371.7% 45.601 374.383 378. registram a evolução de 337.141 100.0% 40.753 504.1% 48. para 441.344 2000 2001 110. criar novos indicadores acerca da qualidade da educação. No que se refere à inclusão em classes comuns do ensino regular.0% 53.317 566.5% 50.215 404. principalmente em instituições especializadas filantrópicas.897 323. que passa a coletar dados sobre a série ou ciclo escolar dos alunos atendidos pela educação especial.704 0 2002 2003 2004 2005 2006 T o t a l d e m a t r íc u la s M a t r íc u la s e m E s c o la s E s p e c ia liz a d a s e C la s s e s E s p e c ia is M a t r íc u la s e m E s c o la s R e g u la r e s /C la s s e s C o m u n s Quanto à distribuição das matrículas nas esferas pública e privada.0% 37.520 358.326 375.370 200.039 500.0% 40.8% 57. na educação especial.0% 30. Com o desenvolvimento de políticas de educação inclusiva.243 325.000 600.000 E n tr e 1 9 9 8 e 2 0 0 6 . expressando um crescimento de 107%.488 300.354 337.2%) em 1998.403 311.962 (46.3% 46. registra-se 157. para 325.000 448.000 145.0% 53.9% 54.0% 60.2% 52.0% 60. h o u v e c r e s c im e n to d e 6 4 0 % d a s m a tr íc u la s e m e s c o la s c o m u n s ( in c lu s ã o ) e d e 2 8 % e m e s c o la s e c la s s e s e s p e c ia is .5% 51.136 195.0% 10. conforme demonstra o gráfico a seguir: 70.923 alunos incluídos em 1998. 700. o crescimento é de 640%. evidencia-se um crescimento de 146% das matrículas nas escolas públicas.0% 63.074 262.0% 0.8% 47.8%) alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas privadas.000 293.7% 45. a partir destas informações que registram a progressão escolar.3% 54.000 43. conforme demonstra o gráfico a seguir: 800.155 (63%) em 2006.695 81.000 700.399 300.

reflete a exclusão educacional e social. representando um crescimento de 730%.7% ensino superior.259 são escolas comuns com inclusão nas turmas de ensino regular. as matrículas concentram-se nas escolas/classes especiais que registram 89. das 54. em 1998. Em 2006. dos 54. 3.083 alunos.3% registraram ter dependências e vias adequadas (indicador não coletado em 1998).420 (8.078 para 11. O Censo das matrículas de alunos com necessidades educacionais especiais na educação superior registra que.412 escolas com matrículas de alunos atendidos pela educação especial. 2.28%) na educação profissional (técnico).7%) e.155 (66. Em relação à formação dos professores com atuação na educação especial.5%) no ensino fundamental.557 estabelecimentos de ensino com matrícula de alunos com necessidades educacionais especiais possuíam sanitários com acessibilidade.724 são escolas especiais.625 professores que atuam na educação especial. Em 2006. aponta que 14% dos 6.150 (2%) no ensino médio. em 2006 alcança 4. 23.2% possuíam ensino fundamental. 466.988 (16%) são na educação infantil. Essa evolução também revela o aumento do número de escolas com matrícula.3% possuíam sanitários com acessibilidade e 16. principalmente das pessoas com deficiência. No âmbito da educação infantil. um crescimento de 81%. 51% possuíam ensino médio e 45. que em 1998 registra 2.3%) na educação de jovens e adultos. . contrariando os estudos nesta área que afirmam os benefícios da convivência e aprendizagem entre crianças com e sem deficiência desde os primeiros anos de vida para o seu desenvolvimento.412 escolas em 2006. apesar do crescimento de 136% das matrículas. enquanto apenas 24. em 2006: 112. entre 2003 e 2005. A evolução das ações da educação especial nos últimos anos se expressa no crescimento do número de municípios com matrículas. 14.953 municípios (89%).557 escolas e chega a 54.005 estão matriculados em turmas comuns.949 (6. o número de alunos passou de 5. 58.21 Com relação à distribuição das matrículas por etapa e nível de ensino. em 1998.999 alunos. Este indicador. 4. Destas escolas com matrícula em 2006.7%) na educação profissional (básico) e 1. salientando a necessidade de promover a inclusão e o fortalecimento das políticas de acessibilidade nas instituições de educação superior.738 municípios (49. que em 1998 registra apenas 6. 46.962 (0. O indicador de acessibilidade arquitetônica em prédios escolares.325 são escolas comuns com classe especial e 50.

Nesse mesmo ano. enfrentando a situação de exclusão escolar das crianças com deficiência. nas comunicações e informação. . Essa concepção exerceu impacto duradouro na história da educação especial. com participação. transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. problemas de saúde.2% ensino superior. das que vivem nas ruas ou que trabalham.OBJETIVO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva tem como objetivo assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência. orientando os sistemas de ensino para garantir: acesso ao ensino regular. participação da família e da comunidade. 24% registraram ensino médio e 75. nos transportes. Em 1994. IV .62% registraram somente ensino fundamental. resultando em práticas que enfatizavam os aspectos relacionados à deficiência. O desenvolvimento de estudos no campo da educação e a defesa dos direitos humanos vêm modificando os conceitos.ALUNOS ATENDIDOS PELA EDUCAÇÃO ESPECIAL Por muito tempo perdurou o entendimento de que a educação especial organizada de forma paralela à educação comum seria mais apropriada para a aprendizagem dos alunos que apresentavam deficiência. com a Declaração de Salamanca se estabelece como princípio que as escolas do ensino regular devem educar todos os alunos. formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais profissionais da educação para a inclusão. nos mobiliários.22 0. as legislações e as práticas pedagógicas e de gestão. transversalidade da modalidade de educação especial desde a educação infantil até a educação superior. em desvantagem social e das que apresentam diferenças lingüísticas. e articulação intersetorial na implementação das políticas públicas.8% destes professores. V . oferta do atendimento educacional especializado. ou qualquer inadequação com relação à estrutura organizada pelos sistemas de ensino. em contraposição à dimensão pedagógica. aprendizagem e continuidade nos níveis mais elevados do ensino. declararam ter curso específico nessa área de conhecimento. 77. étnicas ou culturais. das superdotadas. acessibilidade arquitetônica. promovendo a reestruturação do ensino regular e especial.

que passa a ser amplamente disseminado. definindo como seu público-alvo os alunos com deficiência. Nestes casos e outros. mesmo com essa perspectiva conceitual transformadora. a educação especial atua de forma articulada com o ensino comum. intelectual ou sensorial. de natureza física. Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas. a educação especial passa a constituir a proposta pedagógica da escola. Os alunos com transtornos globais do desenvolvimento são aqueles que apresentam alterações qualitativas das interações sociais recíprocas e na comunicação.23 O conceito de necessidades educacionais especiais. síndromes do espectro do autismo e psicose infantil. isoladas ou combinadas: intelectual. chamando a atenção do ensino regular para o desafio de atender as diferenças. liderança. um repertório de interesses e atividades restrito. disortografia. Dentre os transtornos funcionais específicos estão: dislexia. estereotipado e repetitivo. Também apresentam elevada criatividade. Considera-se que as pessoas se modificam continuamente transformando o contexto no qual se inserem. Na perspectiva da educação inclusiva. transtornos. orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais desses alunos. distúrbios e aptidões. transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/superdotação. mental. enfatizando a importância de ambientes heterogêneos que promovam a aprendizagem de todos os alunos. Incluem-se nesse grupo alunos com autismo. acadêmica. ressalta a interação das características individuais dos alunos com o ambiente educacional e social. entre outros. disgrafia. que em interação com diversas barreiras podem ter restringida sua participação plena e efetiva na escola e na sociedade. Consideram-se alunos com deficiência àqueles que têm impedimentos de longo prazo. grande envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse. a partir dessa Declaração. psicomotricidade e artes. . que implicam em transtornos funcionais específicos. As definições do público alvo devem ser contextualizadas e não se esgotam na mera categorização e especificações atribuídas a um quadro de deficiência. Esse dinamismo exige uma atuação pedagógica voltada para alterar a situação de exclusão. No entanto. discalculia. as políticas educacionais implementadas não alcançaram o objetivo de levar a escola comum a assumir o desafio de atender as necessidades educacionais de todos os alunos. transtorno de atenção e hiperatividade.

o respeito e a valorização da criança. constituindo oferta obrigatória dos sistemas de ensino e deve ser realizado no turno inverso ao da classe comum. o acesso às formas diferenciadas de comunicação. etapas e modalidades. Do nascimento aos três anos. O atendimento educacional especializado identifica. cognitivos. o atendimento educacional especializado se expressa por meio de serviços de intervenção precoce que objetivam otimizar o processo de desenvolvimento e aprendizagem em interface com os serviços de saúde e assistência social. disponibiliza os serviços e recursos próprios desse atendimento e orienta os alunos e seus professores quanto a sua utilização nas turmas comuns do ensino regular. Em todas as etapas e modalidades da educação básica. elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos. Nessa etapa. esse atendimento deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum.DIRETRIZES DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis. O atendimento educacional especializado disponibiliza programas de enriquecimento curricular. ajudas técnicas e tecnologia assistiva. o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização. a riqueza de estímulos nos aspectos físicos. na própria escola ou centro especializado que realize esse serviço educacional. o lúdico.24 VI . Ao longo de todo processo de escolarização. . considerando as suas necessidades específicas. dentre outros. o atendimento educacional especializado é organizado para apoiar o desenvolvimento dos alunos. As atividades desenvolvidas no atendimento educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela. emocionais. A inclusão escolar tem início na educação infantil. psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as relações interpessoais. onde se desenvolvem as bases necessárias para a construção do conhecimento e seu desenvolvimento global. não sendo substitutivas à escolarização. realiza o atendimento educacional especializado.

o aluno surdo deve estar com outros pares surdos em turmas comuns na escola regular. nos sistemas de informação. os serviços de tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da escola. na modalidade de educação de jovens e adultos e educação profissional. ao organizar a educação especial na perspectiva da educação inclusiva. formação para a inserção no mundo do trabalho e efetiva participação social. nos materiais didáticos e pedagógicos. da adequação e produção de materiais didáticos e pedagógicos. do campo e quilombola deve assegurar que os recursos. O atendimento educacional especializado é ofertado. as ações da educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização. nas comunicações. disponibilizar as funções de instrutor. tradutor/intérprete de Libras e guia intérprete. da comunicação alternativa. a transversalidade da educação especial se efetiva por meio de ações que promovam o acesso. a educação bilíngüe Língua Portuguesa/LIBRAS. do desenvolvimento dos processos mentais superiores. das atividades de vida autônoma. dos programas de enriquecimento curricular. a permanência e a participação dos alunos. desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais. A interface da educação especial na educação indígena. serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos. tanto na modalidade oral e escrita. que devem ser disponibilizados nos processos seletivos e no desenvolvimento de todas as atividades que envolvem o ensino.25 Desse modo. Estas ações envolvem o planejamento e a organização de recursos e serviços para a promoção da acessibilidade arquitetônica. o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos. quanto na língua de sinais. Na educação superior. da utilização de recursos ópticos e não ópticos. Cabe aos sistemas de ensino. da orientação e mobilidade. do sistema Braille. bem como de monitor ou cuidador aos alunos com . na medida do possível. O atendimento educacional especializado é realizado mediante a atuação de profissionais com conhecimentos específicos no ensino da Língua Brasileira de Sinais. da Língua Portuguesa na modalidade escrita como segunda língua. a pesquisa e a extensão. do soroban. nas escolas comuns. da tecnologia assistiva e outros. Para a inclusão dos alunos surdos. Devido à diferença lingüística.

Brasília: Imprensa Oficial. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.394. o professor deve ter como base da sua formação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. LDB 5. UNESCO. BRASIL. Brasília: MEC/SEESP. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. BRASIL. visando à acessibilidade arquitetônica. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. Lei Nº. VII . 1994. 1990. para a oferta dos serviços e recursos de educação especial. LDB 4. BRASIL. nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares. nos centros de atendimento educacional especializado. de 20 de dezembro de 1961.024. . tendo em vista o desenvolvimento de projetos em parceria com outras áreas. alimentação. Essa formação possibilita a sua atuação no atendimento educacional especializado e deve aprofundar o caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular. BRASIL. Ministério da Educação. inicial e continuada. nos núcleos de acessibilidade das instituições de educação superior. 1 BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente no Brasil. de 24 de outubro de 1989.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Lei n. BRASIL.853. 1994. Brasília: UNESCO. locomoção. conhecimentos gerais para o exercício da docência e conhecimentos específicos da área. nas salas de recursos. Secretaria de Educação Especial. Esta formação deve contemplar conhecimentos de gestão de sistema educacional inclusivo. BRASIL. LDB 9. Ministério da Educação. de 11 de agosto de 1971. os atendimentos de saúde. Constituição da República Federativa do Brasil. Política Nacional de Educação Especial. Ministério da Educação. Declaração Mundial sobre Educação para Todos: plano de ação para satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem. de 13 de julho de 1990. 8. BRASIL. 7.069. trabalho e justiça. entre outras que exijam auxílio constante no cotidiano escolar. Ministério da Educação. Jomtiem/Tailândia. a promoção de ações de assistência social. Ministério da Educação.26 necessidade de apoio nas atividades de higiene. de 20 de dezembro de 1996. Secretaria de Educação Especial. Para atuar na educação especial.692.

2007. 2001.gov. Regulamenta a Lei Nº 10.gov. Acesso em: 20 de jan. Decreto Nº 3. Secretaria de Educação Especial. BRASIL. de 09 de janeiro de 2001. Censo Escolar. Aprova o Plano Nacional de Educação e dá outras providências. Decreto Nº 5. Secretaria de Educação Especial. . INEP. Secretaria de Educação Especial. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial.br/basica/censo/default.shtm>. BRASIL. Brasília: MEC/SEESP.626.br/ home/estatistica/populacao/censo2000/default. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS e dá outras providências.956. de 24 de abril de 2002. Ministério da Educação.298. BRASIL. BRASIL. Secretaria de Educação Especial. Ministério da Educação. Ministério da Educação. 2006.MEC/SEESP. Secretaria de Educação Especial . Ministério da Educação. BRASIL. 2007. Ministério da Educação. em: ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. BRASIL. de 08 de novembro de 2000. 2007. princípios e programas. Direito à educação: subsídios para a gestão dos sistemas educacionais – orientações gerais e marcos legais. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. 2006. Lei Nº 10. Secretaria de Educação Especial. BRASIL. BRASIL. Promulga a Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência. Secretaria de Educação Especial. Plano de Desenvolvimento da Educação: razões. Lei Nº. 2000. Ministério da Educação. Brasília: MEC.048. Lei Nº 10.436. BRASIL. BRASIL. Guatemala: 2001. Ministério da Educação.436. de 19 de dezembro de 2000. Disponível http://www.296 de 02 de dezembro de 2004. de 24 de abril de 2002. Ministério da Educação. Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica.asp >. Acesso em: 20 de jan. Decreto Nº 5. Lei Nº 10.172. Decreto Nº 3.098. 2006. Ministério da Educação. IBGE. Censo Demográfico. de 20 de dezembro de 1999. BRASIL. de 8 de outubro de 2001.27 BRASIL. Disponível em: <http://www. BRASIL.ibge. 10. de 22 de dezembro de 2005. Secretaria de Educação Especial.inep.

de 13 de novembro de 2007. e acrescenta dispositivo ao Decreto no 6. entre outras que atendam aos objetivos previstos neste Decreto: I . matriculados na rede pública de ensino regular. regulamenta o parágrafo único do art. e no art. envolver a participação da família e ser realizado em articulação com as demais políticas públicas.mec.fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendizagem. transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. do Distrito Federal e dos Municípios. da Lei no 11. III .garantir a transversalidade das ações da educação especial no ensino regular. III . no uso da atribuição que lhe confere o art. DECRETA: Art. § 2o.br.494. prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular. 9o. Art. educadores e demais profissionais da escola para a educação inclusiva. ambos da Constituição. 208.formação continuada de professores para o atendimento educacional especializado. produção e distribuição de recursos educacionais para a acessibilidade.prover condições de acesso. 84. – COPIADO NA ÍNTEGRA Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO Nº 6.28 Disponível em http://portal. e IV . II .2o São objetivos do atendimento educacional especializado: I .253.394. Dispõe sobre o atendimento educacional especializado. § 1Considera-se atendimento educacional especializado o conjunto de atividades. IV . recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente. parágrafo único.394. na forma deste Decreto. inciso III. da Lei no 9. de 20 de junho de 2007. e . no art. 3o O Ministério da Educação prestará apoio técnico e financeiro às seguintes ações voltadas à oferta do atendimento educacional especializado.assegurar condições para a continuidade de estudos nos demais níveis de ensino.implantação de salas de recursos multifuncionais. V . de 20 de dezembro de 1996.adequação arquitetônica de prédios escolares para acessibilidade. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. com a finalidade de ampliar a oferta do atendimento educacional especializado aos alunos com deficiência. 60 da Lei no 9.gov. 60.571. II .formação de gestores. DE 17 DE SETEMBRO DE 2008. de 20 de dezembro de 1996. inciso IV. participação e aprendizagem no ensino regular aos alunos referidos no art. 1º. 1 A União prestará apoio técnico e financeiro aos sistemas públicos de ensino dos Estados. Art. § 2o O atendimento educacional especializado deve integrar a proposta pedagógica da escola. e tendo em vista o disposto no art.elaboração.

29 VI. áudio e Língua Brasileira de Sinais . de comunicação e de informação que restringem a participação e o desenvolvimento acadêmico e social de alunos com deficiência. Parágrafo único.6 O Decreto no 6. 17 de setembro de 2008. 187º da Independência e 120º da República. o cômputo das matriculas dos alunos da educação regular da rede pública que recebem atendimento educacional especializado. Art. 8o Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação. mobiliários e materiais didáticos e pedagógicos para a oferta do atendimento educacional especializado. Admitir-se-á. as condições de participação e os procedimentos para apresentação de demandas para apoio técnico e financeiro direcionado ao atendimento educacional especializado. § 1o As salas de recursos multifuncionais são ambientes dotados de equipamentos. de 13 de novembro de 2007.9. § 3o Os núcleos de acessibilidade nas instituições federais de educação superior visam eliminar barreiras físicas.” (NR) Art. Art. o Ministério da Educação realizará o acompanhamento e o monitoramento do acesso à escola por parte dos beneficiários do benefício de prestação continuada. a partir de 1o de janeiro de 2010. sem prejuízo do cômputo dessas matrículas na educação básica regular.4o O Ministério da Educação disciplinará os requisitos. 3o. Art.LIBRAS. O atendimento educacional especializado poderá ser oferecido pelos sistemas públicos de ensino ou pelas instituições mencionadas no art. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Fernando Haddad Este texto não substitui o publicado no DOU de 18. laptops com sintetizador de voz. em colaboração com os Ministérios da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. para efeito da distribuição dos recursos do FUNDEB. passa a vigorar acrescido do seguinte artigo: “Art.2008 . 5o Sem prejuízo do disposto no art. 14. Brasília. § 2o A produção e distribuição de recursos educacionais para a acessibilidade incluem livros didáticos e paradidáticos em braile. 9-A. Art. softwares para comunicação alternativa e outras ajudas técnicas que possibilitam o acesso ao currículo.estruturação de núcleos de acessibilidade nas instituições federais de educação superior.253.7o As despesas decorrentes da execução das disposições constantes deste Decreto correrão por conta das dotações próprias consignadas ao Ministério da Educação.

dos mobiliários e equipamentos.494/2007. recursos de acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem. resolve: Art. confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.956/2001. o Decreto Nº 5. O Presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação. o Decreto Nº 5. o Decreto Nº 6. . promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos. ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias.mec. transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas classes comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especializado (AEE). etapas e modalidades de ensino. 17.098/2000.131/1995. no § 1º do artigo 8º e no § 1º do artigo 9º da Lei Nº 9. a Lei Nº 11. 5 de outubro de 2009.296/2004. 3º A Educação Especial se realiza em todos os níveis. os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência.626/2005. Seção 1. com a redação dada pela Lei Nº 9. Diário Oficial da União.571/2008. Art.30 Disponível em: http://portal.pdf . 4º Para fins destas Diretrizes considera-se público-alvo do AEE:  Resolução CNE/CEB 4/2009.COPIADA NA ÍNTEGRA MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA RESOLUÇÃO Nº 4. Brasília. publicado no DOU de 24 de setembro de 2009. a Lei Nº 10. Parágrafo único. modalidade Educação Especial. tendo o AEE como parte integrante do processo educacional.571/2008. consideram-se recursos de acessibilidade na educação aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo dos alunos com deficiência ou mobilidade reduzida. dos espaços. DE 2 DE OUTUBRO DE 2009 Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica. Art. bem como no artigo 90. Art. dos sistemas de comunicação e informação. no uso de suas atribuições legais. considerando a Constituição Federal de 1988. a Lei Nº 10. e com fundamento no Parecer CNE/CEB Nº 13/2009. 2º O AEE tem como função complementar ou suplementar a formação do aluno por meio da disponibilização de serviços.436/2002. o Decreto Nº 6. homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação. de conformidade com o disposto na alínea "c" do artigo 9º da Lei Nº 4.br/dmdocuments/rceb004_09. p. 1º Para a implementação do Decreto Nº 6. Para fins destas Diretrizes. dos transportes e dos demais serviços.253/2007.024/1961.394/1996. e o Decreto Legislativo Nº 186/2008.gov. o Decreto Nº 3.

no turno inverso da escolarização. 5º O AEE é realizado. isoladas ou combinadas: intelectual. conforme registro no Censo Escolar/MEC/INEP do ano anterior. O financiamento da matrícula no AEE é condicionado à matrícula no ensino regular da rede pública. Art. podendo ser realizado. artes e criatividade. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico. prioritariamente.571/2008. 7º Os alunos com altas habilidades/superdotação terão suas atividades de enriquecimento curricular desenvolvidas no âmbito de escolas públicas de ensino regular em interface com os núcleos de atividades para altas habilidades/superdotação e com as instituições de ensino superior e institutos voltados ao desenvolvimento e promoção da pesquisa.Alunos com deficiência: aqueles que têm impedimentos de longo prazo de natureza física. síndrome de Asperger. intelectual. Art. pelo respectivo sistema de ensino. psicomotora. liderança. Distrito Federal ou dos Municípios. III . conveniadas com a Secretaria de Educação ou órgão equivalente dos Estados. comprometimento nas relações sociais. 6º Em casos de Atendimento Educacional Especializado em ambiente hospitalar ou domiciliar. de acordo com o Decreto Nº 6. em centro de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias. sendo contemplada: a) matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais da mesma escola pública. Art.31 I . 8º Serão contabilizados duplamente. II .Alunos com altas habilidades/superdotação: aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas do conhecimento humano. no âmbito do FUNDEB. confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos. a Educação Especial de forma complementar ou suplementar. na sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em outra escola de ensino regular. também. b) matrícula em classe comum e em sala de recursos multifuncionais de outra escola pública. c) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional Especializado de . será ofertada aos alunos. na comunicação ou estereotipias motoras. mental ou sensorial. não sendo substitutivo às classes comuns. Parágrafo único. Art. das artes e dos esportes.Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor. síndrome de Rett. os alunos matriculados em classe comum de ensino regular público que tiverem matrícula concomitante no AEE. transtorno desintegrativo da infância (psicoses) e transtornos invasivos sem outra especificação.

professores para o exercício da docência do AEE. definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas. higiene e locomoção. 10. VI. Parágrafo único. Art. Art. do acesso a recursos. autorização de funcionamento e organização.cronograma de atendimento aos alunos. com a participação das famílias e em interface com os demais serviços setoriais da saúde. VII. 11. entre outros que maximizem o AEE.sala de recursos multifuncionais: espaço físico.redes de apoio no âmbito da atuação profissional. conveniado para essa finalidade. d) matrícula em classe comum e em centro de Atendimento Educacional Especializado de instituições de Educação Especial comunitárias. do desenvolvimento da pesquisa. confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos. Art. O projeto pedagógico da escola de ensino regular deve institucionalizar a oferta do AEE prevendo na sua organização: I. o professor deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica para a Educação Especial. prevista no projeto pedagógico do centro de Atendimento Educacional Especializado público ou privado sem fins lucrativos.matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou de outra escola. contemplando a organização disposta no artigo 10 desta Resolução. A proposta de AEE. IV . III. Para atuação no AEE. Os profissionais referidos no inciso VI atuam com os alunos públicoalvo da Educação Especial em todas as atividades escolares nas quais se fizerem necessários. em consonância com as orientações preconizadas nestas Diretrizes Operacionais. quanto ao seu credenciamento. da assistência social. Art.outros profissionais da educação: tradutor e intérprete de Língua Brasileira de Sinais. 12. 9º A elaboração e a execução do plano de AEE são de competência dos professores que atuam na sala de recursos multifuncionais ou centros de AEE. mobiliário. Parágrafo único. serviços e equipamentos. II. em articulação com os demais professores do ensino regular.plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas dos alunos. . principalmente às atividades de alimentação. deve ser aprovada pela respectiva Secretaria de Educação ou órgão equivalente. Os centros de Atendimento Educacional Especializado devem cumprir as exigências legais estabelecidas pelo Conselho de Educação do respectivo sistema de ensino. da formação. recursos pedagógicos e de acessibilidade e equipamentos específicos.32 instituição de Educação Especial pública. materiais didáticos. entre outros necessários ao atendimento. guia-intérprete e outros que atuem no apoio. V.

III . revogadas as disposições em contrário.ensinar e usar a tecnologia assistiva de forma a ampliar habilidades funcionais dos alunos. avaliando a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade. recursos pedagógicos. II .organizar o tipo e o número de atendimentos aos alunos na sala de recursos multifuncionais. VIII .orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno. São atribuições do professor do Atendimento Educacional Especializado: I . VII . elaborar. V .acompanhar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala de aula comum do ensino regular. Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.identificar.estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de recursos de acessibilidade. de acessibilidade e estratégias considerando as necessidades específicas dos alunos público-alvo da Educação Especial. visando à disponibilização dos serviços.estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum. promovendo autonomia e participação. dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das estratégias que promovem a participação dos alunos nas atividades escolares. VI . 14. CESAR CALLEGARI . 13. bem como em outros ambientes da escola.33 Art. IV . Art.elaborar e executar plano de Atendimento Educacional Especializado. produzir e organizar serviços.

a qual deverá oferecer ensino de qualidade para todos. comprometeu-se a oportunizar a todos o acesso e a permanência na escola. no Brasil. o sistema de ensino deve acolher a diversidade no processo educativo e disponibilizar suporte aos alunos que apresentem necessidades educacionais especiais. A sociedade atual enfrenta e impõe novos desafios aos homens. há décadas nos acompanha e desafia a questão da educação de pessoas com necessidades especiais no tocante a espaços de desenvolvimento e aprendizagem. temporárias ou permanentes. este texto tem como propósito discutir o que significa sala de recursos multifuncionais e as possíveis práticas pedagógicas que podem se efetivar. sobretudo. o Brasil. a partir dos anos 1990. os percalços para a consolidação dessas transformações colocam no cerne das discussões a prática pedagógica que identifica o perfil docente. Celma Regina Borghi Embora seja considerada por muitos em nosso país como uma problemática atual. Márcia Aparecida Marussi RIBEIRO. Maria Júlia Lemes RODRIGUERO. e os velhos valores que sustentaram o complexo ideário e as práticas sociais estão se fragilizando diante dos novos paradigmas da atualidade. esta questão se constituiu como tema de política educacional. Em acordos firmados internacionalmente. assim como diversos países. as quais podem propiciar transformações no ser humano em seu processo de desenvolvimento. Gizeli Aparecida Ribeiro de SILVA. Em relação às pessoas que apresentam necessidades especiais. Assim sendo. . bem como do papel das instituições educativas no atendimento às pessoas que apresentem algum tipo de necessidade educacional especial. por outro lado. para se falar de atendimento educacional especializado é necessário nos reportarmos às condições indispensáveis de aprendizagem. Nesse contexto. Sala de recursos multifuncionais Entendendo o espaço educacional na perspectiva inclusiva.34 SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS – DIALOGANDO COM A PRÁTICA PEDAGÓGICA ALENCAR. as políticas educacionais nacionais evidenciam que. os quais evidenciam no contexto educacional a necessidade de transformação da cultura escolar. embora a menção de oferecer educação a estas pessoas já figurasse em textos normativos anteriores. várias ações político-pedagógicas foram implementadas em relação ao atendimento de alunos que apresentam alguma necessidade educacional especial. Desde então. Tais ações se inserem num contexto de ampla discussão em busca da definição do atendimento.

] espaços da escola onde se realiza o atendimento educacional especializado para alunos com necessidades educacionais especiais. Segundo Alves. por sala de recursos multifuncionais compreendem-se os [. é fundamental que o professor considere as diferentes áreas do conhecimento. o atendimento educacional especializado deverá constar no projeto políticopedagógico das escolas. que compreende aquelas destinadas às áreas da deficiência intelectual. da deficiência física. Destarte. . p. em consonância com as diretrizes de Educação Especial para a Educação Básica. da surdez. 13) As salas podem ser: do tipo 1. De acordo com o Parecer CNE/CBE 13/2009. 2006.. por meio do desenvolvimento de estratégias de aprendizagem. em turno contrário ao da matrícula no ensino regular. é aquele que possui pós-graduação.. de acordo com a Resolução CNE/CBE 2/2001. esse alunado deve ser atendido nas salas de recursos multifuncionais. Isso reafirma a ideia de Alves quanto ao trabalho pedagógico nas salas de recursos multifuncionais. é de natureza pedagógica e deve ser realizado por um professor especializado. ou do tipo 2. (ALVES. p. graduação ou cursos de formação continuada nas áreas especificas de Educação Especial. 14) Esses aspectos devem ser constatados por meio de instrumentos de avaliação que subsidiarão os possíveis encaminhamentos para o AEE em salas de recursos multifuncionais. Com o advento das políticas públicas voltadas à inclusão e da Resolução N.] No atendimento. que compreende aquelas que atendem alunos cegos e com baixa visão. centradas em um novo fazer pedagógico que favoreça a construção de conhecimentos pelos alunos. as estratégias metodológicas utilizadas por professores de salas de recursos multifuncionais para que os alunos se apropriem dos conhecimentos acadêmicos de referência não podem se restringir ao do modelo proposto para salas de aula comuns. o qual. (ALVES. bem como profissionais com formação específica: [.º 4/2009 do CNE/CEB. Esse atendimento. os aspectos relacionados ao estágio de desenvolvimento cognitivo dos alunos.35 Para esses casos o Governo Federal vem disponibilizando às redes de ensino municipais e estaduais de todo o território nacional equipamentos para implementação das salas de recursos multifuncionais. subsidiando-os para que desenvolvam o currículo e participem da vida escolar... os recursos específicos para sua aprendizagem e as atividades de complementação e suplementação curricular. Esse atendimento deverá ser ofertado na própria escola. dos transtornos globais do desenvolvimento e das altas habilidades/superdotação. o nível de escolaridade. que demanda equipamentos e recursos pedagógicos para atender às especificidades dos alunos. 2006. contemplando as atribuições do professor.

36 O encaminhamento As salas de recursos multifuncionais. • Ficha de avaliação “Informação social”. • Ficha de avaliação do “Material escolar”. psiquiatras. (Grifo nosso. caso seja este da família. Esta avaliação deve ser respondida pelo aluno e tem por finalidade coletar informações sobre o que o aluno sabe de si mesmo. escrita. Alguns dos inúmeros itens que podem constar na avaliação são dispostos e descritos a seguir. Esta ficha pode conter itens referentes às queixas principais dos professores e às estratégias utilizadas para sanar as dificuldades. os sistemas de ensino ficam responsáveis pela organização das matrículas dos alunos de acordo com suas necessidades específicas. preferências e anseios. envolvendo educadores e também profissionais da saúde. fonoaudiólogos. alunos com dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultam o acompanhamento das atividades curriculares: aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica ou aquelas relacionadas a condições. porquanto. 3. temos como princípios básicos e norteadores que a avaliação é um processo compartilhado a ser desenvolvido. psicopedagogos e outros. A avaliação para ingresso no atendimento educacional especializado em sala de recursos multifuncionais tem como finalidade conhecer as potencialidades e dificuldades educacionais dos alunos para que o professor possa intervir nas variáveis identificadas como barreiras à aprendizagem e à participação e assim contribuir para o desenvolvimento global do aluno. Sugere-se que aponte aspectos referentes . • Ficha de avaliação “Entrevista com os pais ou responsáveis”. alunos com dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos. quais seus gostos. limitações ou deficiências. suas habilidades e seu desempenho nas áreas acadêmicas linguagem. disfunções. além de dados referentes à concepção e desenvolvimento da criança e outros. são destinadas ao atendimento de três tipos de alunos. É importante a coleta de dados sobre a composição familiar. na escola. alunos que evidenciem altas habilidades/superdotação e que apresentem uma grande facilidade ou interesse em relação a algum tema ou grande criatividade ou talento especifico. Vale ressaltar que os casos devem ser analisados e avaliados por uma equipe composta de profissionais da educação e da saúde. 2. • Ficha de avaliação “Identificação das necessidades educacionais”.44-45) Dessa forma. segundo as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica. na perspectiva da educação inclusiva. dados específicos sobre o comportamento do aluno. como psicólogos. a saber: 1. matemática e outras. o motivo do encaminhamento. p. preferencialmente.

Esta avaliação tem por objetivo fazer uma junção das avaliações anteriores. dúvidas e incertezas no que diz respeito à inclusão e ao atendimento aos alunos com necessidades educacionais específicas.] jogos pedagógicos que valorizam os aspectos lúdicos. legibilidade de escrita. velcro. porém: o que se deve entender por lógica e pensamento? O desenvolvimento e aperfeiçoamento da lógica facultam ao indivíduo pensar de forma mais clara e mais organizada. Entre as incertezas podemos citar a ausência de práticas pedagógicas que denotem autenticidade em abordar conceitos e conteúdos de forma a não se assemelharem às atividades desenvolvidas em sala de aula regular. • Ficha de avaliação “Avaliação psicopedagógica no contexto escolar”. Assim.. à síntese das áreas avaliadas. peso e cor. folhas coloridas. ao relacionamento inter e intrapessoal e à área motora. etc. espessura. destacam-se enquanto materiais e recursos pedagógicos [. entre outros profissionais da área da saúde. fotos e gravuras. O conteúdo desta abarca informações referentes ao motivo do encaminhamento. limpeza. Os jogos e materiais pedagógicos podem ser confeccionados pelos professores da sala de recursos e devem obedecer a critérios de tamanho.. as atividades escolares nas salas de recursos multifuncionais devem contribuir para que os alunos sejam capazes de organizar as idéias. facilitando o entendimento e a solução das questões mais complexas. eles devem ser desafiados a analisar um problema. As práticas pedagógicas Atualmente. A ficha deverá ser complementada com o parecer de um psicólogo e/ou fonoaudiólogo. De acordo com Alves (2006). • Ficha de avaliação das “Áreas de desenvolvimento”.20). ou seja. Esta avaliação deve conter aspectos referentes às áreas cognitiva e afetiva. a verificar a ordem e sequência de fatos. o desenvolvimento das capacidades mentais não é resultado de qualquer aprendizagem. (p. a utilizar diversas formas de linguagem com coerência de idéias. às medidas de intervenção e aos encaminhamentos realizados com sugestões dos atendimentos e recursos necessários.37 à organização. a criatividade e o desenvolvimento de estratégias de lógica e pensamento. em muitos professores têm-se evidenciado algumas manifestações de angústia. Para Bogoyavlensky e Menchinskaya (1977).. São muito úteis as sucatas. A sistematização do contexto escolar com situações organizadas de ensino e aprendizagem se apresenta como possibilidade provocadora de mudanças cognitivas. de acordo com a habilidade motora e sensorial do aluno. etc. coerência de pensamento. mas apenas daquela que leva o aluno a . Pergunta-se. ímãs.

memória associativa. O professor pode variá-lo de acordo com a idade do aluno. por sua vez. memória visual. dentre outras. sapatos. até encontrar aquela que corresponda à descrição. Seguem-se alguns exemplos de atividades que podem ser desenvolvidas em salas de recursos multifuncionais. O policial deverá olhar com atenção para as crianças da roda comparando-as com a descrição feita pela mãe. NOME DO JOGO: QUEM DESAPARECEU? Desenvolvimento: Formar um círculo. Escolher um participante para desempenhar o papel de mãe (ou similar caso haja adaptação). (ela deverá escolher um colega sem contar nada a ninguém e descrevê-la ao policial – lembrando que podem ser usados materiais gráficos para crianças surdas. enfatizar vogais. É um jogo que pode ser desenvolvido em sala de aula com crianças a partir de cinco anos. consoantes. tanto para posterior trabalho com a Libras como para o Português). como está vestida a criança. A “mãe” deverá solicitar ajuda ao “policial” para encontrar sua criança perdida. atenção. A atividade acima visa ao desenvolvimento do aluno no que diz respeito à sua a memória visual.38 aplicar com autonomia. escolhem-se novos personagens e o jogo prossegue. Identificada a criança. ordem. comer. como por exemplo. Caso queira desenvolver a atividade com alunos surdos. Feita a brincadeira. A mãe deverá descrever com o máximo de detalhes que lembrar as roupas. Quando a necessidade referir-se à comunicação. etc. O policial. deverá fazer perguntas à mãe sobre as características da criança.  Atividades pedagógicas: imagens em cartões coloridos de acordo com categorias . cor do cabelo. a sistematização do fazer pedagógico na sala de recursos multifuncionais é imprescindível enquanto mecanismo para o estabelecimento de estratégias para sanar as dificuldades acadêmicas que estão em evidência. sim. ir ao banheiro. o professor poderá registrá-la de acordo com as necessidades especificas do aluno e solicitar a escrita das características fornecidas pela “mãe”. não. em diversas ocasiões. lógica. número de sílabas. separação de sílabas. brincar. Destarte. conhecimentos gerais. linguagem e outros aspectos. solicitar antônimos. as operações mentais aprendidas em uma situação pontual na escola. etc. O Policial fará de conta que está respondendo a uma chamada. sinônimos. capacidade de expressão. deverá ter em mãos materiais gráficos e em Libras. um segundo para fazer o papel de um policial. senso de organização. poderá o professor confeccionar cartelas com imagens em relação aos seguintes temas:  Necessidades básicas: beber água. socialização.

Essas imagens podem ser retiradas de revistas. de associação de palavras. O que ficar no centro ou em frente dirá: "Mamífero. eles precisam reconhecer na imagem o objeto que ela representa.39 (substantivos. adjetivos). em círculo ou em seus lugares. Substantivos – lanche Água Verbos – quero Não quero Frases: não quero ir ao banheiro Imagens: acervo das autoras Diversos Em atividades relacionadas a animais que busquem o desenvolvimento do vocabulário. em dado momento se voltar na . Os jogadores deverão ficar em pé ou sentados. memória associativa. ou seja. PIC (Pictogram Ideogram Communication System). Sistemas de Comunicação Alternativa e Ampliada Boardmaker. que deverá ficar no centro ou em frente da turma. verbos. as ressalvas são as mesmas do jogo anterior. atenção. por exemplo. como é o caso dos programas Sistema de Símbolos Bliss (signos logográficos/ideográficos). ave ou peixe". caso a escola não disponha de materiais de alta tecnologia. fotografias e outros materiais impressos. entre outras. PCS (Picture Communication Symbols). jornais. conhecimentos gerais. vocabulário. entre outras. para oportunizar respostas às atividades de interpretação de texto. expressão. imagens relacionadas aos conteúdos a serem trabalhados. grupos de palavras.  Gostos e preferências de forma geral. de conhecimentos gerais. memória visual. Vale ressaltar que as imagens utilizadas devem ser condizentes com a leitura que os alunos fazem da realidade. além de ouras. exceto um. linguagem.

tenham oportunidade de aprender. entre outros. Isto requer modificações no fazer pedagógico que removam as barreiras que impedem a aprendizagem e favoreçam a participação efetiva dos alunos no processo de escolarização. Esse processo envolve a criação de políticas públicas consistentes que priorizem uma educação de qualidade para todos os alunos. conhecimentos gerais. se não o conseguir. ave ou peixe). o jogador poderá dar dicas. O professor poderá substituir as classes de animais por objetos ou coisas do reino animal. A palavra escolhida deverá ser mantida em segredo. Ele deverá dispor o material no local escolhido para realizar a atividade. Destacamos que essa atividade funciona melhor quando os grupos são formados por alunos das séries iniciais. como. Assim que verbalizar uma das classes deverá. do vegetal ou do mineral. Entre outras possíveis variações. Enquanto isso o aluno escolhido deverá citar um animal da classe indicada antes que a contagem seja concluída. vocabulário. Considerações finais É de responsabilidade de todo o sistema educacional encontrar soluções para que todos os alunos. São variados os modos como os indivíduos interpretam e os conhecimentos assimilados e lhes dão significados e estudar como ocorrem esses processos não é uma tarefa fácil. inclusive os que apresentem necessidades especiais temporárias ou permanentes. memória associativa. pistas relacionadas com a palavra que pensou. Para finalizar esses arquétipos apontaremos uma atividade com uso de letras do alfabeto a qual tem por objetivo. expressão. por exemplo. imediatamente apontar para um dos jogadores e falar uma das três classes (mamífero.40 direção do grupo e. e assim sucessivamente. os jogadores trocarão os cartões e cada um procurará organizar o vocábulo pensado pelo outro. De acordo com Carvalho (2001). trocará de lugar com o jogador. O professor deverá confeccionar letras do alfabeto em cartões quadrados de dois centímetros. Cada jogador deverá pensar em uma palavra (de livre escolha ou de acordo com alguma categoria solicitada pela professora) e escolher as letras suficientes para compor a palavra. . linguagem. mas de toda a coletividade. de forma moderada a rápida. Após a escolha. e para cada série de consoantes deverá haver quatro ou cinco de vogais. conhecimentos gerais. contar até 10. mas não as colocará em ordem. Será considerado vencedor quem primeiro fizer a palavra. o atendimento do contínuo de dificuldades requer respostas educacionais adequadas envolvendo flexibilização e adequação curricular. memória visual. ordenação e lógica. raciocínio lógico para formação de palavras. O aluno não pode mais ser concebido como de responsabilidade apenas do professor ou dos membros das instituições educacionais. trabalhar o vocabulário.

1997). é imprescindível a possibilidade de . uma vez que todo ser humano pode desenvolver funções psicológicas que lhe são próprias. ou seja. os quais por vezes consideram nossos alunos como incapazes de responder às atividades propostas. Na avaliação psicopedagógica no contexto escolar os aspectos qualitativos devem sempre prevalecer sobre os aspectos quantitativos. Para o autor. imaginación. ésta no queda macánicamente anulada. propomos a utilização de estratégias metodológicas diversificadas e recursos tecnológicos e práticos para o apoio a aprendizagem dos alunos com necessidades educacionais específicas. quando estimulados pedagogicamente. de sua história. ou seja.. el carácter de memorización directa. no princípio da inclusão educacional em ambientes educativos por excelência. A defesa de tal idéia é firmada nos pressupostos da Teoria Histórico-Cultural. pois o desenvolvimento humano está intimamente ligado à história individual e à história social de cada sujeito.41 Ao apresentarmos este novo olhar sobre as práticas inclusivas por meio do atendimento educacional especializado nas salas de recursos multifuncionais. ambientes construídos com intencionalidade para o favorecimento da aprendizagem. ou seja. sino que se convierte em um processo de combinación. A relação social. Para Vygotsky. podem desenvolver mecanismos que compensem suas limitações. p. una insuficiencia. em ambientes que se proponham a ser inclusivos devemos levar em conta as possibilidades de convívio escolar. Assim. a constituição do homem. e não apenas e imutavelmente os resultados e diagnósticos clínicos. sino que cada una se realiza de modos diversos. que teve como precursor L. e para que esta se efetive faz-se necessária a mediação. es puesta em acción. é fundamental para o domínio da cultura e o desenvolvimento dos sujeitos. S. uma limitación o simplesmente una tarea que supera las possibilidades naturales de una función. Por conseguinte. Segundo pressupostos da Teoria Histórico-Cultural. que acontece nos processos de interação.. allí donde tenemos una dificuld. a concretização das capacidades potenciais pressupõe a influência do social sobre o ser humano.] ninguma de las funciones psicológicas (ni la memoria. por ejemplo. se realiza gracias al hecho de que no tiene. Além disso. pensamiento. a interação com os outros. como as salas de recursos multifuncionais. de seus valores e atitudes. inclui a participação de outros homens. enfatiza que os alunos com quaisquer necessidades especiais. o desenvolvimento cognitivo se realiza especialmente por meio da linguagem. enfim. etc (VYGOTSKY. Vygostky. sobretudo às que requerem raciocínio abstrato. emerge. Esta teoria. [.138. ni la atención) se realiza habitualmente de un solo modo. O sujeito traz as marcas deixadas pela interação com diferentes pessoas ou grupos sociais com quem vivenciou situações diversas. as quais lhe proporcionaram a apropriação do patrimônio cultural produzido pela humanidade.

momentos de efetiva aprendizagem. das funções especificamente humanas. Claudia Maffini Griboski. Ministério da Educação. Para que isso aconteça efetivamente é necessário o comprometimento dos sistemas de educação. Brasília: Secretaria de Educação Especial. S. In: LURIA. Relação entre Aprendizagem e Desenvolvimento Psico-Intelectual da Criança em Idade Escolar. R. na sociedade e na escola. D. por ele definido como “defeito secundário”. . com políticas públicas consistentes e voltadas para esta temática. N. Porto Alegre: Mediação. ou seja. Lisboa: Estampa. linguísticas ou outras. A. Denise de Oliveira . Madrid: Visor Dis. sem distinção de raça. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALVES. E. Marlene de Oliveira Gotti. Psicologia e Pedagogia. disponibilizando apoio e recursos para a realização de práticas pedagógicas capazes de transformar a escola em um verdadeiro ambiente democrático. por meio de práticas pedagógicas organizadas. como bem pontua Vygotsky (1997). MENCHINSKAYA. lembremo-nos. VYGOTSKI. S. A. A..Brasília: Ministério da Educação. Para finalizar. 2006. pois estas podem promover a aquisição de conhecimentos científicos a todos os alunos. Secretaria de Educação Especial. O processo de ensino e aprendizagem exige repensar as ações a serem realizadas nas salas de recursos multifuncionais de modo a incluir mudanças sistêmicas. R. classe ou características pessoais. Claudia Pereira Dutra . BRASIL. físicas. CARVALHO. o qual é originário da falta de atividades significativas. L. independentemente de suas condições sociais. sobretudo. N. 2001. nos diversos níveis. 1977. Removendo barreiras para a aprendizagem: educação inclusiva. 1997. que possibilitem o desenvolvimento das funções psíquicas superiores. Diretrizes nacionais para a educação especial na educação básica. de que a falta de práticas pedagógicas e de relações interpessoais diante de um “defeito primário” – deficiência concorre para a formação de um segundo defeito... intelectuais. et al. a fim de garantir. 2001.42 trocas cognitivas. gênero. 36 BOGOYAVLENSKY. Obras Escogidas V – Fundamentos de Defectología. que atenda com qualidade à diversidade de seus alunos.Sala de recursos multifuncionais: espaços para atendimento educacional especializado / elaboração Denise de Oliveira Alves.