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1.

Casses Sociais: Estratificação e mobilidade social; desigualdades
sociais.
1.1 Weber:
- Classes, Estamentos e partidos são formas de distribuição de poder dentro de
uma comunidade que não necessariamente coincidem com a ordem econômica;
- (classes): não são comunidades, são a base para ação comunal. Propriedade e
não-propriedade são as condições básicas de toda classe, pois permitem que
certos indivíduos acumulem segundo as leis de mercado bens que os colocam
em oportunidades superiores de obtê-los retorno na forma de manutenção do
capital.
- Assim como há uma natureza específica para cada forma de propriedade há
também formas diferentes de classe social (classe de arrendadores, classe de
empresários)
- Entre os que não possuem propriedade, mas oferecem os seus serviços, há
também formas diferenciada de classes. Em sociedades tradicionais a relação
credor- devedor torna-se a própria situação de classe. A pressão das taxas de
juros sobre quando na escassez, dá início a própria “luta de classes”.
- As classes estão relacionadas finalmente as posições de mercado.
- A ação comunitária é motivada por sentimentos compartilhados entre agentes
de mesma posição. A ação social é orientada pelo ajustamento desses interesses
racionalmente motivados.
- A ação de classe pode não produzir efeitos sociais, por exemplo, o resmungar
dos trabalhadores é uma ação comunal amorfa.
- A maneira como uma ação comunal se transforma em ação de massa ou
societária está ligado a condições culturais especialmente de tipo intelectual.
- As classes só existem na ação. Não qualquer ação, mas uma ação relacional
entre classes. Para que as ações comunais se tornem uma ação da classe
trabalhadora para a classe dos empresários deve estar em disputa algo. Esse
algo tem sido na sociedade moderna o preço do trabalho na forma de salário.
- Os antagonismos de classe em nada tem haver com a propriedade: na idade
média a luta centralizou-se em torno do preço do pão, em razão do aumento da
provisão de cereais para as cidades que encareceu o produto no meio rural.
Assim proprietários e não propietários uniram-se nessa luta contra os setores
urbanos.
- Desde a antiguidade os que não tinham propriedade se rebelavam contra os
que retinham bens de mercado com a finalidade de aumentar os preços. Isso é
claro quando os trabalhadores engatam uma guerra pelo preço do trabalho com
os donos das fábricas e não contra os banqueiros ou acionistas, que realmente
detém o grande volume de capital/propriedade.

Casta: quando o estamento assume caráter ritual além das garantias jurídicas ou consuetudinárias. atraente ou não atraente.As pessoas tem que criar a própria identidade. Você não herda mais isso. . A individualidade era suprimida em face dos interesses públicos representados nos estados-nacionais. É o fim dos automatismos. b) ordem social = estamento (status): reconhecimento social mediante conduta de vida. sentido vertical e desprezo recíproco.Você não precisa partir do zero mas tem que o tempo todo redefinir seu estilo de vida com base no que é dito ser bom ou ruim para você. tende a ser fragmentado e fatiado . . 2. Ideologia e visões de mundo. . religião. . .1.Analogia: ágora e bigbrother: as pessoas trazem a esfera pública dilemas de ordem privada.E esfera publica na pós-modernidade passou a ser povoada pela exposição de interesses privados. Base étnica.Desde a segunda guerra até 1980 havia um temos em torno das decisões advindas da esfera pública. a personificação da intimidade. 1.Apenas duas coisas são estáveis nesse período: as conexões de interdependência que unem o globo hoje e os limites experimentados com relação a recursos naturais. c) ordem política = partidos: agente de acordo com ação racional compartilhando interesses específicos. . Quando essa ação ganha autonomia em razão de um sentido implícito.. como orientam as ações e que significados articulam as ações? Para que uma ação se torne social ela precisa necessariamente de um sentido comum. .As trajetórias de vida que estavam ancoradas no pertencimento a nação. . O mal-estar da pós-modernidade (Bauman): .O século XX marca a passagem da sociedade de produção para sociedade do consumo. Diversidade cultural e identidades. Cultura: Natureza e Cultura. temos aí uma relação. partidos políticos.Há em Weber três tipos de organização: a) ordem econômica = classes: posição dos sujeitos no mercado.(parêntese): Problema básico de Weber: quem são os agentes.

fundada na percepção de pureza. Aspirações de segurança serviam a certo tipo de conjuntura contida nos desenho dos estados nacionais. Um mundo onde nada estragasse a harmonia.todas as utopias de um mundo perfeito concordam que deveriam permanecer sempre idênticos a si. .Fenomenologia: tudo que fazemos está tangivelmente visível no que entendemos como “realidade”. Estando ele completamente descortinado e compreendido poderíamos ter mais controle sobre ele e viveríamos assim seguros.As antigas estratégias de centralizar e coletivizar as opções de purificação foram substituídas pelas estratégias de desregulamentação e privatização. fixando de vez a ordem e a pureza. a predominância da racionalidade neoliberal introduziu a centralidade dos mecanismos do mercado no controle da vida social. sindicatos e grandes institucionalidades modernas.A ambivalência da vida: segurança e liberdade.Nos confessionários a intimidade era exposta em total sigilo.a segurança advinham do demasiado desejo de controle da ordem. . “nós humanos só podemos achar nossas posições dentro do nosso ambiente social quando chegamos a um acordo sobre isso” (Schütz – pai da fenomenologia).“Quem quer que olhe para o objeto lá fora vê o mesmo que nós. .o advento da era moderna coincide com nossa necessidade de construir um mundo ordeiro. . limpo. confortável. Uma reciprocidade de perspectivas de imaginar o outro na minha mesma posição. . . . partidos. e quem quer que haja obedece aos mesmos motivos que conhecemos pela nossa introspecção. A dimensão prioritária de competição e da flexibilidade impinge um modo de vida cada vez menos estável e sujeito a sensação de insegurança.No período contemporâneo. Estava associado a emergência dos estados nacionais. enfim. puro. O reordenamento de nosso ambiente é voltado completamente por uma vontade de erradicar a desordem incoveniente do antigo regime.A modernidade se ergue sobre a assepsia da antiga ordem tradicional. nada fora do lugar.o trabalho de purificação da ordem social > as utopias mordernas > regimes totalistaristas . Agora nós colocamos microfones nos confessionários. .. solido. Isso tem relação com a emergência dos Estados-Nacionais .O mal-estar da pos-modernindade está na troca da segurança pela liberdade individual (busca do prazer) que por sua vez comporta uma segurança muito pequena. seguro. . . sem sujeira e sem estranhos.

(política): o Estado é aquele ente transfigurado que nos garante o estatuto de humanos: a sociedade é baseada em antagonismos irracionais mas o Estado os harmoniza.Cultivo: um cuidar que é ativo: uma relação dialética entre o artificial e o natural. entre evolução (orgânica) e revolução (forçada). . .Tem muito haver com a noção de reflexibilidade em Giddens: domínios naturalizados.Cultura também significa seguir regras: mas as regras. e colere que significa habitar. tornam-se naturais. 3. .Autocultura: postula os nossos dualismos internos: razão e paixão. entre racionalidade (iluminista) e espontaneidade (identidade pósmoderna). automáticos da vida social. cultus que está relacionado ao sentido religioso de culto. Para ser civilizado é preciso ser homem primeiramente. o que lhe dá uma recalcitrância com a natureza.HISTÓRIA MODERNA: planos industriais e armamentistas: isso marca a sociedade dos produtores . Meio Ambiente: Estrutura fundiária e conflitos sociais. . . passam agora pela necessidade pungente serem refletidos com base nos resultados científicos. tornando-nos homens civilizados.A cultura celebra o eu.O cultural é a parte da natureza que podemos mudar. . . faculdades superiores e inferiores. Reflete a parte da natureza que nos é oferecida e o que fazemos com ela para transformá-la. implicando numa forma de preservação de algo que é socialmente reverenciado.A palavra cultura significa tanto o que está a nossa volta quanto o que está dentro de nós. entre o orgânico e o espírito. Mas o material a ser alterado ganha existência autônoma.. Rural e urbano. . ao mesmo tempo que o submete a disciplina. Impulsos destrutivos internos podem ser facilmente equiparados as forças anárquicas externas.(Agência humana/indivíduo): na medida em que introspectamos a ideia de que podemos modelar a nós mesmos. sendo colonização uma tautologia. por não estarem sujeitas as alterações. induzimos ao mundo um grau de interferência que a natureza em si não pode aspirar. . A natureza como matéria prima a ser elaborada de forma humanamente significativa.(Eagleton): o desdobramento semântico das raízes linguísticas da palavra cultura em várias línguas: cultivo no sentido de um cuidar que é ativo. “O estado encarna a cultura que por sua vez corporifica a humanidade comum”. .

4. Capitalismo depende.A independência deixa de drenar os recursos para o exterior e cria o capital interno .As implicações da independência para a transformação de estruturas seculares .Como as nações periféricas surgem assessórias ao sistema capitalista global. depois se associa ao desenvolvimento das grandes potências imperialistas (Inglaterra). 5.1.(A revolução burguesa): O que cercou o processo de independência e porque a independência não levou a uma forma de autonomia: porque acompanha a elevação da Inglaterra a potência econômica global.Dependência: primeiro se associa ao sistema colonial com Portugal como coroa. . . A explicação deve ser buscada no mesmo ponto em que se chega as .Fim da escravidão. 5.As relações de dependência/dominação não são nacionais: são lotadas nas classes. Autonomia dos países desenvolvidos e heteronomia dos países periféricos.Capitalismo industrial: predominância do capital monopolista. . finalmente ao capitalismo monopolista (EUA). trabalho assalariado e o início da ordem social competitiva.(Capitalismo dependente): condição colonial permanente e imutável. É o papel que o Brasil ocupou dentro do processo de desenvolvimento do capitalismo. . . Neoliberalismo e Globalização. . Cidadania e movimentos sociais. . Surge na forma de acumulação .O fazendeiro de café e o imigrante: redefinição da base econômica de produção: capital x trabalho .(autonomia e heteronomia): A autonomia que conduz o processo de expansão capitalista é por si geradora de heteronímias: não somos atrasados porque formos colônia.Brasil: forma periférica e dependente de desenvolvimento capitalista.Não é possível entender os estados-nacionais como forças auto-propusionadas. Estado e Sociedade Civil: Democracia.(subdesenvolvimento): “a explicação sociologica para o subdesenvolvimento econômico teria que ser procurada como as classes cooperam entre si para colaborar com o sistema ou como elas combatem entre si para mudar de sistema. Florestan Fernandes . . Trabalho e Capitalismo: Capitalismo e industrialização no Brasil. . O que move o capitalismo é uma relação entre classes e não entre nações. contando com as condições de sua própria auto-realização.

Com o surgimento da b. .A ideologia do desenvolvimento foi um acordo tácito entre direita e esquerda: o principal segmento de esquerda era o PCB que acredita na proletarização e consolidação da burguesia que seria seguida da revolução.Os países do terceiro mundo receberem uma série de investimentos de capital americano como forma de internacionalização de sua economia e controle sobre as forças comunistas. . expansão do comércio internacional e a conversibilidade em dólar.Os EUA se mantinham em pleno poder mediante o regime de Breton Woods: estabilidade cambial. De uma sociedade fundada em estamento com estado patrimonial para uma sociedade fundada na livre competição. . o que implica na ampliação das medidas de controle/exploração.Antes de se constituir enquanto burguesia nacional.nações desenvolvidas/autônomas: o tipo de cooperação que se chegou na Inglaterra na relação entre capital trabalho levou a torná-la desenvolvida. . o rendimento das pessoas atendendo as demandas sociais e a estabilidade financeira. os a colaboração entre essas duas frações de classe em nível nacional e internacional. garantindo que os gastos estatais incrementassem a expansão da produção. o emprego. os setores burgueses no Brasil eram cúmplices da burguesia internacional. enquanto o projeto do New Deal – incorporando a teoria keynesiana .Reestruturação produtiva.Como entender a mudança do capitalismo dependente (colônia) para uma ordem social competitiva. . . deve aumentar a margem de lucro para atender as duas frações.(Exasperação das relações de classe): superexploração e superexpropriação do trabalho e da massa da população. dominação burguesa.n.combinado com o aumento das massas nas cidades e da Social Democracia possibilitava a ascensão econômica das mesmas.(a era de ouro do capitalismo): governos em investimentos públicos e privados em prol do fortalecimento da produção e do equilíbrio no emprego.Dentro (nação) dominação burguesa – fora (capitalismo global) dominação imperialista . crescimento dos Estados Nacionais enquanto provedores de direitos sociais e capital monopolista (?) . . via ideologia e repressão.Contexto anos 1970: crescimento do poder dos sindicatos. . acumulação flexível e neoliberalismo .O plano de recuperação de Europa pós-guerra (Marshall) foi feito as expensas do acúmulo de capital dos Estados Unidos enriquecerem com a indústria da guerra. .

Antes já havia um tímido processo de modernização em curso com a tecnificação da extração de sal marinho. investida no segmento de mercado tecnológico. Cuja atividade até então era de pescadores. A entrada da França foi estratégica para cumplicidade da saída da Europa pós-guerra. favoreceu a emancipação do município.Instalada em Cabo Frio. ..O Golpe de 1964 foi uma garanti de controle do avanço das forças socialistas: Jango deposto.A empresa foi estratégica (plano de metas) tanto do ponto de vista do plano desenvolvimentista quanto da segurança nacional (criação de empregos contra a ameaça do comunismo internacional). . . Em seu apogeu chegou a representar 70% dos empregos da cidade.Arraial do Cabo .De colônia de pescadores ao palco da ideologia desenvolvimentista: nordestinos vieram trabalhar na construção civil. . .Criada em 1943 por Getúlio. . metade cabistas.Criação da Compahia Nacional de Álcalis (CNA) Companhia Siderúrgica Nacional.2. da atracção das mulheres americanas para a força de . .A independência marca o fim da era colonial e dá início a sociedade nacional. só foi funcionar efetivamente no Governo JK – começo dos anos 1960. criadas no período do Estado Novo com o objetivo de impulsionar a industrialização do Brasil. Quando fechou: 600 empregos diretos. Fazia parte das indústrias de base e compunham um conjunto de ações chamadas de capitalismo de Estado. .500 empregados em maior parte na construção civil. . . Contou com apoio tecnológico e capital americano. 1.000 indiretos e 200 terceirizados.Chegou a 3.000 trabalhadores diretos. a Companhia Vale do Rio Doce e a Fábrica Nacional de Motores.Passou a integrar o circuito do turismo sendo a “capital do mergulho”. Os expertises da indústria do sal foram trazidos do Rio Grande do Norte e o aparelhamento da França. .Privatizada em 1992 no governo de Collor e fechada em 2006. - Através da deslocalização de empregos além mar para aproveitarem-se dos salários mais baratos.

A equação traduzia a necessidade do trabalhador operar de maneira mais qualificada. desde o delegado de polícia até a professora primária. e da entrada de imigrantes de baixos salários. patrimonialismo. . classes sociais ou castas (somente na Índia).Weber: a sociedade se organiza em estamentos. . sobretudo na forma de votos. com base nos entes federados e não mais no poder imperial. mecanização crescente. estado e poder central. .(crise): 6.(Estamentos): tem como critério a honra e tradição. .(coronelismo): o coronelismo.(Coronelismo): sistema político de compromissos recíprocos entre coronéis e Estado inscrito somente durante a primeira república/velha. o poder do coronel sobre seus dependentes e seus rivais. legitimidade e soberania. No pós-guerra cresceu com o plano Marshall . .Crise do Welfare State e a ofensiva político-ideológica do neoliberalismo. clientelismo. Coronelismo.(Dominação): ver plano de concurso.trabalho. Os indivíduos têm ou não honra que acordo com a adequação ou não aos valores sociais.O fordismo cresceu na cooperação entre Estado. . para baixo.O sindicato cresceu no ambiente da industria . . os empregadores rebaixaram os salários dos seus empregados mesmo quando eles produziam cada vez mais mercadorias para venda.Também descentralizavam os coletivos de trabalhadores (sindicatos) reduzindo seu poder de coerção. é um sistema político que estrutura um novo sistema de poder a partir da Primeira República.O governo estadual garante.O capital industrial exigia a contrapartida do mercado que o fordismo atendeu bem com a equação (8 horas diárias por 5 dólares). . sindicato e capital. . sobretudo cedendo-lhe o controle dos cargos públicos. Poder e Estado Nação: Dominação. cordialidade. .O estado cresceu com o keynesianismo. O coronel hipoteca seu apoio ao governo. segundo Leal. O coronelismo morreu quando se deu a prisão dos grandes coronéis baianos em 1930. . Fato político (federalismo) + ordem econômica (enfraquecimento do poder dos donos de terra e declínio dos coronéis) = compromissos administrativos recíprocos entre município. Com o crescimento dos salários reais e tempo de lazer o trabalhador tinha tempo e recursos para consumir. .

.. algumas famílias puderem barganhar votos mesmo sem ter terras. No sudeste os barões do café. Pelo contrário.(clientelismo x mandonismo): o clientelismo se atualiza e o mandonismo decai na história do Brasil. como posse da terra.(clientelismo): tendo ligações com o governo.(patrimonialismo): é a privatização do bem público instituído conforme a noção moderna de república. um golpe militar foi executado para colocar no poder Getúlio Vargas (gaúcho). pois pode se dá entre o governo e políticos e setores pobres da população. no nordeste os coronéis. Os empregos públicos e direitos sociais acumulados especialmente na Era Vargas passam a ser utilizados como recursos – clientelismo. É uma forma de mediação política no terreno de relações tradicionais em contato externo com instituições modernas: mercado.(mandonismo): dominação que se exerce em razão do controle de algum tipo de bem estratégico. . .(Faoro/Patrimonialismo): não é uma forma diacrônica. . . Após o assassinato de João Pessoa que se recusou a aceitar os resultados das eleições. . o patrimonialismo reproduz a ordem estamental: . Tem haver com a diferenciação entre público e privado. É uma forma de distribuição de direito na forma de favores. O clientelismo dispensa a presença do coronel. As monarquias eram de alguma forma patrimonialistas. apoio político. direitos civis e cidadania. Existe desde o início da colonização e sobrevive ainda hoje em regiões isoladas”. é uma característica da política tradicional. . Com o advento da república como forma de Estado. O clientelismo é o mandonismo visto do seu ponto de vista bilateral.(contexto): política do café-comleite: alternância de mandatos presidenciais por latifundiários mineiros e paulistas. A constituição é a vontade geral institucionalizada por meio do qual se exerce a lei que garante a liberdade dos indivíduos e limita o poder do soberano. benefícios fiscais.(república): o Estado deixa de ser senhor para ser servidor. democracia. .(clientelismo): São relações de troca. Um poder pessoal e arbitrário que media o acesso ao livre mercado e a sociedade política. Ambos tem a ver com as fontes de poder. geralmente em troca do voto.Com o fim do coronelismo os votos tiveram que ser arregimentados em outras bases que não o poder exercido pela posse da terra. é uma compatibilidade do moderno capitalismo uma moldura de Estado diferente do Estado-Nacional moderno que se assenta na dominação burocrática. . . o que inclui a contrapartida na forma de voto. Tem a ver com a emergência da liberdade formal dos indivíduos. Envolve o incremento do aparato público. Governo dos grandes proprietários de terra: oligarquia. proprietários livres no mercado. O aparelho Estatal é um mecanismo de garantia de direito dos indivíduos.Revolução de 1930: Prestes (paulista) vence as eleições sucedendo Washington Luíz (paulista) criando a “política da café puro”. os regimes que se apropriam do Estado constituem-se em formas patrimonialistas. que envolve empregos.“mandonismo não é um sistema.

Tem origem na herança patriarcal da família rural.Kant: exercício da subserviência na esfera privada.Weber: método baseado na autonomia de Kant. Clássicos/Método Marx: a consciência de classe como realiadade psicológica.O jeitinho: suborno. resultado da dialética luta econômica do proletariado e luta política (Lukács) A ideologia opera como um poderoso instrumento de dominação de classe por meio de mecanismos como: A inversão. a burocracia quanto mais se desenvolve mais se afasta do seu caráter passional. No caso da burocracia estatal. relações extremamente pessoalizadas que compõem a gramática da administração pública. e da crítica na esfera pública. das concessões. Para Weber. subordinando muitas unidades políticas. junto à casa real.Delimita o papel do indivíduo: o sujeito consciente do seu pensamento e responsável pela sua ação. o ocultamento. .. . a chefia dispersa assume caráter patriarcal. do senhor de engenho e nos coronéis. . desta forma constituído pelo estamento.O jeitinho brasileiro/cordialidade: é um homem movido por motivações passionais: ao mesmo tempo amável e pacífico e agressivo sádico.. Elias: a constituição psicológica moderna: o indivíduo. quando aparece o estado-maior de comando do chefe. . o domínio patrimonial. . dos cargos.” . identificável no mando do fazendeiro. a naturalização. .“O domínio tradicional se configura no patrimonialismo.A proximidade dos contrários: a coexistência de dois lados. que se estende sobre o largo território. a justificativa e a apresentação do particular como fosse universal. . Sem o quadro administrativo. Tem raízes na forma de estado patrimonialista. apropria as oportunidades econômicas de desfrute dos bens. 7. Ele se emancipa pelo exercício crítico da razão. Num estágio inicial. O pai tem direito de vida e morte sobre todos.As regras e hierarquia são diluídas pela plasticidade e afabilidade.

. . aumenta portanto a interdependência entre os indivíduos.(Durkheim): Adepto do escola positivista francesa. mais depende da sociedade para realizarse pessoalmente. A época de Durkheim havia a afirmação (dos socialistas franceses) de que a sociedade ia ficar cada vez mais especialista e individualista. da cultura moderna ocidental. que penetra todas as esferas da atividade humana. b) “a lei superior das sociedades humanas é a condição do progresso” Aumentar a força produtiva e a habilidade do trabalho é condição necessária do progresso da sociedade. na medida em que cada individuo se especializa. por outro lado.O papel do sujeito no exercício da razão: por um lado a razão é exercida pelo emolduramento da realidade nas categorias do conhecimento. O que marca nossa especificidade.Ética protestante: individualismo marcou a busca da excelência individual em nome do progresso da humanidade. é o racionalismo sistemático. concordava com Comte de que a sociedade precisava de um consenso.O individuo para Weber é uma unidade social objetiva. . . movido por interesses práticos-instrumentais. Quais são os mecanismos da sociedade moderna para evitar a anomia social? a) O crescimento da divisão social do trabalho implica o crescimento da solidariedade entre os indivíduos. uma vez que.Noção de indivíduo moderno: aquele que é montado a partir de uma decisão própria. de crenças absolutas que instituam regras de coesão sociedade.. todo mundo dispõe de um senso de verdade que o leva ao conhecimento. de maneira que se estabeleceria uma anomia social. .