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10º Ano

Nome:_________________________________________________________________
Data:____/_____/______

Obser.: __________________

Prof.:__________

Enc. Ed.:___________________
“Aquela triste e leda madrugada”
Aquela triste e leda madrugada,
Cheia toda de mágoa e de piedade,
Enquanto houver no mundo saudade
Quero que seja sempre celebrada.
Ela só quando, amena e marchetada,
Saía, dando ao mundo claridade,
Viu apartar-se d’ua outra vontade,
Que nunca poderá ver-se apartada.
Ela só viu as lágrimas em fio,
que duns e doutros olhos derivadas,
s'acrescentaram em grande e largo rio.
Ela viu as palavras magoadas,
que puderam tornar o fogo frio,
e dar descanso às almas condenadas.
Tema: Saudade.
Assunto: A madrugada assistiu à separação de duas pessoas que nunca se deveriam ter
afastado.
Outras informações:
-Neste soneto, assiste-se à personificação da madrugada.
Recursos de Estilo
Anáfora: “Ela (inicio 2ª,3ª e 4ª estrofe)
Antítese: “triste e leda”
Dupla Adjetivação: “triste e leda madrugada” “grande e largo rio”
Hipérbole: “grande e largo rio”
Perguntas:
1-Especifica o desejo expresso pelo sujeito poético na primeira estrofe.
R: O sujeito poético pretende chamar que aquele amor não foi esquecido por ninguém:
“Quero que seja sempre celebrada”
2-Sabendo que o poeta desenvolve o tema da dor da separação, qual é o papel
da madruga nessa separação?
R: O papel da madrugada nessa separação é de testemunha ou cenário.
3-Justifica a caracterização da madrugada como “triste e leda”.

Se de cá me levais alma e sentidos. limpo e gracioso. Um repouso gravíssimo e modesto. Ondados fios de ouro reluzente Ondados fios de ouro reluzente. De qualquer alegria duvidoso. Olhos. Um escolhido ousar. que entre a mor fineza De perlas e corais nace e parece. o que significa que ele fica apaixonado. Um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste fermosura Da minha Circe. Üa pura bondade.10º Ano R: A madrugada sentia-se triste porque estava a assistir à separação de duas pessoas que nunca deveriam ter sido separadas. Em mil divinos raios encendidos. úa brandura. brando e piadoso. brando e piadoso. Quase forçado. Um mover de olhos. Um medo sem ter culpa. Sem ver de quê. um ar sereno. Um despejo quieto e vergonhoso. Se n'alma em doces ecos não o ouvisse! . Tema: mulher ideal Assunto: O sujeito poético descreve os valores morais da mulher ideal. e o mágico veneno Que pôde transformar meu pensamento. e também se sentia alegre porque estava a dar lugar a uma manhã alegre e amena. Agora sobre as rosas estendidos Fazeis que sua graça se acrecente. um doce e humilde gesto. um riso brando e honesto. Que fora. manifesto Indício da alma. que vos moveis tão docemente. Recursos de Estilo Metáfora: “mágico veneno” Perguntas 1-Explica o poder que essa mulher tem sobre o sujeito poético R: Com toda esta beleza. ela consegue transformar-lhe o pensamento. Que agora da mão bela recolhidos. Um mover de olhos. se de vós não fora ausente? Honesto riso.

mas no ultimo terceto conclui que não o sabe definir. o que nos mostra as duas faces do amor. um andar solitário entre a gente. lealdade. Uma qualidade social que ela possui. nunca contentar-se de contente. interpreta a expressão transcrita. É servir a quem vence. R: São representados de forma poética e valorativa através da utilização da metáfora “perlas e corais” que são dois elementos da natureza de excecional e extraordinária beleza. De si. R: O retrato da beleza. transmite a sua honestidade. Por um lado um sentimento puro e reconfortante . R: O honesto riso. o vencedor. considerando que aqui estão presentes características que apontam para um ideal de beleza no seu todo e não propriamente para a beleza de uma única mulher. em nova glória. Amor é um fogo que arde sem se ver Amor é um fogo que arde sem se ver.10º Ano Se imaginando só tanta beleza. É ferida que dói. 2-Lábios e dentes são representados de forma poética e valorativa. É um contentamento descontente. toda a caracterização do amor é feita com paradoxos. a alma se esquece. É É É É um não querer mais que bem querer. Se tão contrário a si é o mesmo Amor? Tema: Amor Assunto: O sujeito poético faz a definição do amor. É dor que desatina sem doer. Que será quando a vir? Ah! Quem a visse! Recursos de Estilo Hipérbole: “Em mil divinos raios” Metáfora: “Fios de ouro reluzente” “De perlas e corais” Perguntas 1-“Honesto Riso”. É querer estar preso por vontade. É ter com quem nos mata. Explica como. e não se sente. Outras informações Neste soneto. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade. 3-Este soneto apresenta o retrato de uma mulher bela? Ou o retrato da beleza? Qual das sugestões te parece mais de acordo com o poema? Justifica a tua opinião. um cuidar que ganha em se perder. ideias que se excluem.

Cuidem que o mundo já se destruiu. . Nasçam-lhe monstros. moura e pereça O dia em que eu nasci. Continuamente vemos novidades. As lágrimas no rosto. Muda-se o ser. Diferentes em tudo da esperança. Do mal ficam as mágoas na lembrança. Não torne mais ao mundo e. Tema: mudança Assunto: O sujeito poético fala sobre as mudanças que se vão sucedendo. Todo o mundo é composto de mudança. Que este dia deitou ao mundo a vida Mais desgraçada que jamais se viu! Tema: Desconcerto pessoal Assunto: O sujeito poético fala sobre o tempo em que nasceu. as saudades. não te espantes. a cor perdida. Tomando sempre novas qualidades. Mostre o mundo sinais de se acabar. muda-se a confiança. se tornar. A mãe ao próprio filho não conheça.10º Ano e por outro lado. se algum houve. E. Não o queira jamais o tempo dar. afora este mudar-se cada dia. revelando sentimentos disfóricos de que esse acontecimento nunca se devia ter acontecido. mudam-se as vontades. mudam-se as vontades Mudam-se os tempos. um sentimento capaz de produzir as maiores mágoas e o mais forte sofrimento. Mudam-se os tempos. O tempo cobre o chão de verde manto. Que já coberto foi de neve fria. A luz lhe falte. o sol se lhe escureça. moura e pereça. sangue chova o ar. As pessoas pasmadas. Eclipse nesse passo o sol padeça. E do bem. Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía. Ó gente temerosa. de ignorantes. Recursos de Estilo Anáfora: “Mudam-se/Mudam-se/muda-se/muda-se” O dia em que eu nasci. E enfim converte em choro o doce canto.

“pragas”. A quem se dirigem? R: Dirigem-se ao tempo (dia) em que o sujeito poético nasceu. Ó vós que Amor obriga a ser sujeitos . Se por experiência se adivinha. Qualquer grande esperança é grande engano. Oh. Da vista se me perde e da esperança. O gosto de um suave pensamento Me fez que seus versos escrevesse. que inda tinha. e. Se os olhos ergo a ver se inda parece. Quando ele foge. de ano em ano. como se me alonga.10º Ano Recursos de Estilo Anáfora: “Não/ Não” Hipérbole: “Mais desgraçada que jamais se viu” “Nasçam-lhe monstros. Escureceu-me o engenho co tormento. por acumulação. Tema: Desconcerto Pessoal Assunto: Fala sobre a esperança que o sujeito poético teve ao longo da sua vida e respetivas consequências Recursos de Estilo Paradoxo: ”Como se me alonga/Como se encurta” Enquanto quis Fortuna que tivesse Enquanto quis Fortuna que tivesse Esperança de algum contentamento. Corro após este bem que não se alcança. na tardança. Porém. “maldições”. No meio do caminho me falece. e como ao fim caminha Este meu breve e vão discurso humano! Vai-se gastando a idade e cresce o dano. sangue chova o ar” Perguntas 1-Nas duas primeiras estrofes sucedem-se. sangue chova o ar” Metáfora: “Nasçam-lhe monstros. eu tardo. e perco a confiança. temendo Amor que aviso desse Minha escritura a algum juízo isento. de ano em ano Oh. Mil vezes caio. como se me alonga. A peregrinação cansada minha! Como se encurta. Para que seus enganos não dissesse. Perde-se-me um remédio.

"fez" (o gosto de um suave pensamento). em que o poeta. sendo que as compreenderão tanto melhor. igualmente.. "são") e do futuro imperfeito do conjuntivo ("lerdes". observamos o papel coadjuvante do destino (Fortuna) e. o tempo dominante é o pretérito perfeito do indicativo. Assim. por parte do Amor. 11. a par do presente do indicativo ("obriga". 5/6). 9).10º Ano A diversas vontades! Quando lerdes Num breve livro casos tão diversos. e a de oponente. em tais versos. quanto mais larga for a sua experiência amorosa. naturalmente em versos amorosos. o poeta dedicou-se a escrever os efeitos da mesma. associados à apóstrofe utilizada ("Ó vós"). 1. e não o contrário. antecipa a adversidade nela contida. 5. sobressaem o imperativo ("sabei") e o futuro do indicativo ("tereis"). metonímia (v. o Amor. 2ª parte. 5 (Amor. "tiverdes"). constituída pelas quadras. A estrutura interna bipartida também se faz notar ao nível da progressão das formas verbais: nas quadras. Tereis o entendimento de meus versos! Assunto: Enquanto o destino (Fortuna) permitiu que alimentasse a esperança de alguma felicidade. desde logo. tomado pelo próprio sentimento do amor). subdividida: na primeira quadra. 12). o que. . Verdades puras são. constituída pelos tercetos. E sabei que. 4. apóstrofe (v. segundo o amor tiverdes. filho de Vénus). mesmo que. leiam casos tão diferentes (quiçá contraditórios). o Cupido. na primeira quadra. "escureceu-me" (Amor)). e não defeitos. confrontamo-nos com o caráter oponente do Amor (nome também atribuído a Cupido. secou-lhe a inspiração. Estrutura interna bipartida: 1ª parte. temendo que seus enganos fossem divulgados. 8. Esta 1. na segunda). deverão considerá-los verdades puras. aqueles a quem o Amor sujeita às suas insconstâncias. cujo entendimento será tanto melhor quanto maior a experiência (porventura dolorosa) do mesmo amor. adverte para a autenticidade de seus versos.. Note-se que a transição da primeira para a segunda quadra é feita através do conector (conjunção) adversativo "porém". antítese (estabelecida entre a atitude adjuvante da Fortuna.ª parte está. apostrofando os que se sujeitam aos caprichos do Amor. nos tercetos. que nos dá conta das posições assumidas por cada uma das entidades ("quis" (Fortuna). Porém. na segunda. Algumas figuras de estilo: anástrofe (vv. hipérbato (vv.