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GEAGU Subjetiva
17 de fevereiro de 2010

Ata da Rodada 2010.05
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Bons estudos!
Equipe GEAGU

"O pessimista se queixa do vento, o
otimista espera que ele mude e o
realista ajusta as velas."
William George Ward

Questão 01 - Grupo I (elaborado pelo Advogado da União Dr. Alexandre Colares):
Permite-se aos entes da administração pública indireta de direito privado, ou seja,
empresas públicas a sociedades de economia mista, dispensar a realização de
processos de licitação para aquisição de bens e serviços em hipóteses não previstas
na Lei nº 8.666/90?
Responda abordando os princípios constitucionais da ordem econômica.

Gabriela Lima Gomes de Melo (Recife/PE) escreveu:
O art. 173, CF, permite ao Estado interferir na atividade econômica, de
mercado, com intuito de obter lucro, a princípio restrita à iniciativa privada apenas para
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atender aos imperativos de segurança nacional ou a relevante interesse coletivo,
conforme definidos em lei.
As empresas públicas e sociedades de economia mista criadas para tal fim,
por estarem inseridas no mercado econômico, devem ajustar-se às suas regras, para
apresentarem suficiente competitividade e atuação eficiente, correspondendo à sua
função dentro daquele mercado. De outra forma, não é possível sobreviver
desempenhando a atividade econômica para a qual foi designada.
Dessa maneira, para essas entidades de direito privado, a própria CF
estabelece deva ser criado estatuto jurídico próprio, que disporá, entre outras coisas,
sobre as suas normas de licitação e contratação de obras, serviços, compras e
alienações, observados os princípios da administração pública – art. 173, § 1º, III.
Isso significa que tais empresas deveriam obedecer a estatuto específico
de normas de licitação, e não à lei 8666/90, criado exclusivamente para disciplinar a
integração do regime de direito público, necessário para manter as finalidades
estampadas no art. 173, CF, com o regime de direito privado, próprio da atividade de
mercado.
Ocorre que, tal estatuto jurídico jamais foi criado pelo legislador federal
competente, de maneira que aquelas empresas se submetem ainda, em regra, ao
regime estabelecido pela lei 8666, em atenção ao princípio da isonomia.
Em razão desse inconveniente, o STF vem admitindo que algumas dessas
entidades, como a Petrobrás, por liminar, utilizem seus próprios estatutos, em
consonância com a sua lei autorizadora, para que possam desempenhar sua atividade
de forma salutar, fazendo jus ao princípio da livre concorrência, previsto no art. 170, III,
CF, e em cumprimento de sua função social de relevante interesse coletivo.
Em que pese ser uma entidade investida de capital público, no caso da
Petrobrás, o STF ponderou para decidir que não violariam o princípio da isonomia,
regras próprias de licitação que, atentando para a eficiência e economicidade da
realização das suas atividades e para o princípio da livre concorrência, assegurassem o
desempenho de sua função social, finalidade de sua criação, por força da própria
omissão legislativa em criar o respectivo estatuto uniformizador.
Fernanda Santos Faria (Palmas/TO) escreveu:
As empresas públicas e as sociedades de economia mista, pessoas jurídicas
de direito privado integrantes da administração pública indireta, dividem-se
basicamente em dois tipos: prestadoras de serviço público e exploradoras de atividade
econômica.

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Por ser distinta a natureza de suas atividades obedecem a regimes
jurídicos diferentes. As prestadoras de serviço público exercem atividade típica de
Estado, logo seguem o regime jurídico público, com obediência a todas as regras e
princípios de direito público. Já as exploradoras de atividade econômica, por exercerem
atividade atípica de Estado, obedecem precipuamente o regime jurídico próprio das
empresas privadas, nos termos do art. 173, § 1º, II, da Constituição Federal.
Pela dicção da norma constitucional (art. 37, caput e XXI), aludidas
empresas, tanto as prestadoras de serviço público como as exploradoras de atividade
econômica possuem obrigatoriedade de observar o regime de licitações. Contudo, as
empresas exploradoras de atividade econômica, por força do disposto no art. 22, XXVII,
da CF seguirão regulamento próprio a ser editado conforme o art. 173, § 1º, III, da CF, o
qual trata basicamente da atuação do Estado no domínio econômico. Enquanto tal
estatuto não existe, aplicam-se a estas empresas os preceitos da Lei nº 8.666/93.
A dispensa de licitação (art. 24 da Lei nº 8.666/93) dá-se quando, em tese,
o procedimento licitatório poderia ser realizado, mas dada a peculiaridade do caso o
legislador optou por dispensar sua obrigatoriedade. Entende a doutrina
administrativista que as hipóteses previstas no aludido artigo são taxativas, pois
constituem exceção à regra geral que exige licitação.
Em se tratando de empresas exploradoras de atividade econômica é
necessário reconhecer que em diversos casos o procedimento licitatório invibializa o
desempenho de sua atividade fim, mormente porque estas empresas submetem-se ao
mesmo regime jurídico das empresas privadas. Então, excepcionalmente neste caso é
admissível a dispensa de licitação fora das hipóteses previstas na Lei nº 8.666/93,
obedecidos os princípios constitucionais da ordem econômica.
Thaís Carvalho de Souza (Itajubá/MG) escreveu:
Inicialmente, imperioso fazer a diferenciação das empresas públicas (EP) e
sociedades de economia mista (SEM) exploradoras de atividade economica e
prestadoras de serviço público. Estas são comparadas às autarquias, sendo regidas
integralmente pelo direito público e totalmente vinculadas à lei 8666/90. Já as
exploradoras de atividade econômica, previstas no art. 173 da CF/88, são pessoas
jurídicas de direito privado e como tal, apesar de vinculadas à administração indireta,
seguem normas civis, o que lhes dão dinamicidade para atuarem em um mercado de
livre concorrência. Ocorre que a lei 8666/90não faz essa diferenciação em seu art. 1º.
O art. 173, § 1º da CF/88 prevê a criação de um estatuto jurídico para EP e
SEM exploradoras de atividade econômica, inclusive com regras específicas de licitação
e contratação de obras, de forma que a lei 8666/90 seja aplicada apenas de forma
subsidiária. Assim, EP e SEM conseguiriam atuar com mais desenvoltura em um
mercado regido pela livre concorrência, livre iniciativa, busca do pleno emprego, dentre
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prevendo um regime diferenciado a estas de forma a efetivar uma ampla concorrência na iniciativa privada nacional. não há previsão legal de um regime uniforme para as estatais em matéria de procedimento de licitação mais célere que o da lei 8. O Mnistro Marco Aurélio pediu vistas para posterior voto de desempate. o Estatuto jurídico diferenciado previsto no art 173. Em sentido contrário. as estatais econômicas deverão licitar baseadas na Lei 8.ebeji. a doutrina trouxe uma solução pragmática que gira em torno da diferença entre atividade fim e atividade meio da Estatal econômica. as estatais econômicas se sujeitam ao regime jurídico próprio das empresas privadas. De fato. Contudo. urge afirmar que as estatais deverão forçosamente realizar processo de licitação para aquisição de bens e serviços e não poderiam dispensá-lo.com. se submetem ao regime de obrigatoriedade de licitação pública antes de contratar com terceiros. pois como a SEM não atua mais no sistema de monopólio. não deverão observar o procedimento de licitação da lei 8666. Em ação que se discute a aplicação ou não da lei 8666/90 à Petrobrás. ou seja. Para tentar garantir uma concorrência e ao mesmo tempo trazer regras de licitação para a estatal econômica. essa afirmação em parte é verdadeira. em relação às estatais prestadoras de atividade econômica. Essa seria então a hipótese Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. sua atuação não pode ficar emperrada devido ao procedimento moroso consubstanciado na lei de licitações. contratos inerentes a própria atividade prevista em seu Estatuto social para que foi criada. pois as estatais prestadoras de serviço público certamente deverão observar o procedimento licitatório da lei 8666. pode-se depreender pela interpretação literal do art. logo. dizem não aplicar a lei.666 que as sociedades de economia mista e empresas públicas. urge fazer uma ressalva em relação ao supra mencionado. Nesse diapasão. as estatais. incidirá a livre concorrência.com. Por outro lado.GEAGU Subjetiva http://grupos.br 4 . Porém. enquanto não se concretizar o referido diploma. a primeira turma está dividida. a própria Constituição Federal excepcionou a regra geral. A matéria não é pacifica no STF. De fato. Todavia.666 de forma a atender ao princípio da impessoalidade e moralidade. a Ministra Carmen Lúcia e o Ministro Carlos Britto afirmam que a lei 8666/90 deve ser aplicada indistintamente a todos os integrantes da admiistração pública. Os Ministros Menezes de Direito e Ricardo Lewandowski.666. Ocorre que o art.ebeji. §1° da Constituição Federal ainda não foi criado.br/GEAGU outros princípios constitucionais da ordem econômica. Nesse sentido. sob pena de não alcançar os fins a que foi criada. exceto nos casos previstos na lei geral de licitação. João Paulo Alvim de Lima (Rio de Janeiro/RJ) escreveu: A priori. quando contratar com terceiros exercendo a sua finalidade social. 2° da lei 8. deverão concorrer em pé de igualdade e não poderão exercer privilégios fiscais ou outras prerrogativas do regime jurídico público que as favoreçam na conquista de mercado. constitucional citado possui eficácia limitada e sua lei infraconstitucional ainda não foi elaborada. seja direta ou indireta.

em caráter excepcional e suplementar à iniciativa privada.br/GEAGU de dispensa de procedimento de licitação não prevista na lei 8. Apesar de tanto as empresas estatais prestadoras de serviços públicos quanto as exploradoras de atividade econômica serem pessoas jurídicas de direito privado. seus regimes jurídicos não são idênticos. autárquicas e fundacionais de todos os entes federados. conforme destaca Celso Antônio Bandeira de Mello. Consoante Raquel Melo Urbano de Carvalho. portanto. na doutrina pátria o posicionamento de que. § 1°. derrogado parcialmente por normas de direito público.br 5 . dispõe que a lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública. O art. dispondo sobre licitação e contratação de obras.ebeji. III. 173. Fabiana Baptista de Bastos Lopes (Belo Horizonte/MG) escreveu: Inicialmente. ao direito comum. que as empresas estatais exploradoras de atividade econômica. bem como no caput do art. a licitação deverá ocorrer quando a estatal contratar serviços ou compras relacionados com sua atividade meio. da Constituição Federal. 175 da CF/88. e para as empresas públicas e sociedades de economia mista.GEAGU Subjetiva http://grupos. 37. O art. empresas públicas e sociedades de economia mista. como por exemplo a terceirização de serviços de limpeza. desde que satisfeitos os pressupostos de segurança nacional ou relevante interesse coletivo. para as administrações públicas diretas. exercem atividade econômica. Prevalece.com.666. o fito de tal medida é “assegurar o cumprimento das normas fundamentais do regime jurídico de direito público e. §1º. 173. simultaneamente. Entretanto. é preciso esclarecer que as empresas estatais. a um procedimento licitatório mais simplificado.ebeji. XXVII. observados os princípios da administração pública. com obediência aos princípios da Administração Pública. poderão submeter-se. erigida por alguns autores à condição de princípio. em regra. enquanto não sobrevier o estatuto previsto no art.com. A regra da obrigatoriedade da licitação. 2º da Lei 8. serviços. as empresas estatais exploradoras de atividade econômica devem obediência às normas gerais da Lei 8. obedecido o disposto no art. no art. da Constituição Federal. XXI e. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços. 173. submetendo-se. classificam-se. por sua vez.666/93. III. afastar formalidades burocráticas não essenciais quando se trata de exploração de atividade econômica”. estabelece que a União possui competência privativa para legislar sobre normas gerais de licitação e contratação. conforme a atividade por elas desenvolvida. e somente estas. está positivada no art. Enquanto as primeiras destinam-se ao exercício de típica atividade estatal. 22. §1º. especificamente no tocante às concessões e permissões de serviços públicos. da Constituição Federal). 173. todavia.666/1993. §1º. 37. que não tem relação direta com o objetivo da estatal. conforme definidos em lei. em todas as modalidades. as segundas. XXI. Percebe-se. após a edição de lei superveniente que fixe o seu estatuto jurídico. em prestadoras de serviço público (art. 175 da Constituição Federal) e exploradoras de atividade econômica (art. compras e alienações. nos termos do art.

por força do art. a sua razão de ser. Já as atividades-meio continuam exigindo prévia licitação. III). inc. inclusive no que tange a licitação para contratação de obras. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. de um modo geral .ebeji. 37 da constituição federal determina que todos os entes da administração direta devem obedecer os preceitos ali inscritos. ou seja. estão obrigadas a realizar procedimento licitatório para contratação de bens e serviços. Vale frisar. compras e alienações. que o art.br/GEAGU É preciso compreender. no que tange às empresas estatais. 173 estabelece que as empresas estatais devem realizar procedimentos licitatórios para contratação de bens e serviços (inc. XXI. Embora.ebeji. Diante desta problemática. prevê em seu § 1º que a Lei estabelecerá o estatuto jurídico das empresas estatais e suas subsidiárias. nos termos do art. assim como. Devemos ressaltar também. da atividade específica para qual foi instituída a entidade. Assim. contudo. inc. desde a Constituição Federal de 1988. mais célere e ágil. em princípio.com. caso contrário. que nossa jurisprudência está consolidada. Felipe Francisco (Rio de Janeiro/RJ) escreveu: O art. sua maioria entende que na ausência desse estatuto jurídico das empresas estatais estão essas sociedades estão obrigadas a realizar licitação por força dos princípios da impessoalidade e da moralidade. a competição com as demais empresas se tornaria inviável. Contudo. entende-se. 37. observados os princípios da administração pública. 173 da CRFB. XXI da CRFB. que a obrigatoriedade de licitar pode se tornar um verdadeiro óbice à atuação das empresas estatais exploradoras de atividade econômica no mercado. inviabilizando a livre concorrência. ser ela inexigível. sejam eles da Administração direta ou indireta. Ou seja. atividade-fim e atividade-meio de tais entidades.br 6 . que trata da intervenção do Estado nas atividades econômicas em sentido estrito.com. logo competem em regime de igualdade com as demais empresas do mercado em que atuam e em virtude disso necessitam de procedimento diferenciado para contratação de bens e serviços.GEAGU Subjetiva http://grupos. não haja consenso na doutrina administrativista. É mister observar também. entendimento que diferencia. XXI ressalva que a lei poderá especificar casos em que a licitação poderá ser dispensada. 37. sendo possível a contratação direta. que essas empresas desempenham atividades econômicas em sentido estrito. serviços. se a licitação inviabilizaria o desempenho da atividade-fim. o art. a doutrina desenvolveu. Dessa forma. para fins de submissão à licitação. essas entidades. nas palavras de Celso Antônio Bandeira de Mello. pela inaplicabilidade do instituto da licitação aos contratos celebrado por empresas estatais e sua subsidiárias exploradoras de atividades econômicas quando esses contratos estiverem diretamente relacionados com a atividade-fim. 37. é necessário ressaltar que o próprio art.

em todo o Brasil. o Parecer AC-15. Destarte. com os mesmos fundamentos.com. da emenda 58 afronta os artigos 5°. atribuir efeitos retroativos a emenda constitucional. LVI. não existindo nenhuma decisão até a presente data. teria seu procedimento licitatório regulado por decreto do executivo. Tal modificação aumentará em mais 7 (sete) mil o números de vereadores. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. alegando que o artigo 3°. 16 da Constituição Federal? Responda fundamentadamente. trouxe modificações no que tange ao número de vereadores por municípios. que regula as atividades relacionadas a exploração de petróleo e gás natural. com a posse no início de 2009.Grupo I (elaborado pelo Advogado da União Dr. qual a mudança que a EC 58/2009 trouxe. Questão 02 . esse decreto tenha sua constitucionalidade questionada por parte da doutrina administrativista e pelo TCU. dispôs que a Petrobras. I. ocorreu no final do ano de 2008. I. sendo flagrantemente inconstitucional. NOTA GEAGU: A questão trata sobre a emenda constitucional n° 58/2009. O Conselho Federal da Ordem de Advogado do Brasil também ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo (ADI 4310).br/GEAGU Nesse sentido. promulgada em 23 de setembro de 2009. pelo fato de seu artigo 3°. com o aumento do número de vereadores em todo o país? O aumento imediato do número de vereadores viola o art. a lei 9478/97. é nosso dever destacar. em relação à proporcionalidade do número de vereadores com a população do município? Qual a posição do STF antes da promulgação da referida Emenda Constitucional? Pode haver aplicação imediata da EC 58/2009. que também existe parecer normativo da AGU favorável a sua aplicação.br 7 . O MPF ajuizou a ADI 4307. Outrossim. As últimas eleições para vereadores.ebeji. a sua utilização pela Petrobras para contratação de bens e serviços já foi apreciada pelo STF com manifestação favorável a sua utilização.com.ebeji. com objetivo de aplicar números máximo de vereadores a determinados número de habitante. no ano seguinte foi editado o decreto 2735. e 16 da Constituição Federal. Essa alteração vem trazendo grandes controvérsias. Assim. sociedade de economia mista federal.GEAGU Subjetiva http://grupos. promulgada em setembro de 2009. Embora. Ubirajara Casado): A Emenda Constitucional nº 58/2009. afirmando que o dispositivo que altera o numero de vereadores por habitantes entra em vigor a partir do processo eleitoral de 2008.

precedentes do STF que já adotaram esse mesmo posicionamento. que determina que “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. prevista na Constituição Federal. contra o princípio não só da anualidade.com. em seu artigo 3º. entendo que a aplicação imediata ao artigo 1° da emenda 58/09 viola diretamente o artigo 16 da Constituição Federal. A posição do STF antes da EC 58/09 deu-se no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 197917. ainda.br 8 . seguem as melhores respostas da semana: Patricia Candemil (Florianópolis/SC) escreveu: A Emenda Constitucional nº 58. tendo sua aplicação imediata.ebeji.GEAGU Subjetiva http://grupos. exige que o número de vereadores seja proporcional à população dos municípios. O reconhecimento de vigência e eficácia imediatas à PEC dos Vereadores (PEC 58/2009) violaria. O equilíbrio de forças políticas no âmbito dos municípios que resultou da aplicação das normas eleitorais vigentes à época do pleito de 2008 poderia ser alterado. os ministros entenderam que a Constituição Federal. ao qual foi concedida liminar.com. inclusive. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. Na ocasião. inciso IV. dando interpretação conforme a constituição para produzir efeitos após um ano de sua vigência. atentando frontalmente. por violação do artigo 16 da Magna Carta.br/GEAGU Registre-se. Nesse sentido. que o Supremo ao apreciar a ação de inconstitucionalidade do artigo 2° da emenda 52/06 (ADI 3685) julgou procedente. pois o pleito foi encerrado em 2008 e que a posse de suplentes. tendo. 16 da Constituição Federal. aumentou em mais de 7 mil o número de vereadores em todo o país. observados os limites mínimos e máximos. O STF decidiu que não pode haver aplicação imediata da EC 58/2009. I. afrontaria a soberania popular. com o aumento do número de vereadores em todo o país. Assim. em seu artigo 29. referendada posteriormente pelo Pleno do STF.ebeji. em que o Plenário do STF fixou critério para definir número de vereadores. a um só tempo. dois princípios constitucionais. Essa emenda. d. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”. originada da proposta de emenda constitucional conhecida como a PEC dos Vereadores. foram então ajuizadas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI 4307 e ADI 4310) contra a “PEC dos Vereadores”. como também vulnerando o devido processo eleitoral. agora. Após a promulgação da EC 58. O aumento imediato do número de vereadores viola o art. fez retroagirem os efeitos da alteração ao processo eleitoral de 2008.

poderia ser aplicada retroativamente. da moralidade. de modo que foi necessária a intervenção do STF para que a sua definição se ajustasse aos princípios estabelecidos na CF.ebeji. “o pleno exercício dos direitos políticos.ebeji. mas só terá aplicação para as próximas eleições. a EC 58/2009 se sujeita a termo. às eleições concluídas em 2008 e cujo resultado foi homologado de acordo com regras constitucionais em vigor no momento. o pleno exercício da cidadania popular. gerando como efeito a alteração imediata no Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. 29.com. o ato jurídico perfeito e a segurança jurídica.GEAGU Subjetiva http://grupos. 16 da CF. os requisitos para a fixação do número de vereadores não era suficientemente preciso. Assim. De acordo com o art. como verdadeira garantia. está atrelado à perspectiva de um devido processo legal eleitoral. A partir da nova emenda. IV. a depender do seu número de habitantes. da CF. junto com o artigo 5º. Ora. o município se situaria em uma respectiva faixa de número de vereadores. LIV. aqui pelo ângulo dos legitimados a votar e na compreensão dos partidos políticos. Na época.br/GEAGU O art. 29. O dispositivo determina que a lei que alterar o processo eleitoral não se aplicará à eleição que ocorra até um ano da data de sua entrada em vigor. Gabriela Lima Gomes de Melo (Recife/PE) escreveu: Antes da Emenda Constitucional 58/2009. se não poderia ser aplicada até setembro de 2010. IV. menos ainda. a CF passa a prever quantidade específica de vereadores por município a depender da sua faixa de enquadramento por número de habitantes. previa que. preserva. se situando dentro de uma das novas alíneas do art. na prática. o STF estabeleceu que o número de vereadores previstos em cada alínea do referido dispositivo. dentro de uma faixa de enquadramento populacional. O aumento imediato no número máximo de vereadores violaria assim. Isso porque ela não possui eficácia retroativa. o município terá um número predeterminado de vereadores. 16 que. em 2012. de maneira que vários municípios que atingiam um determinado número mínimo de habitantes se utilizavam do máximo número de vereadores previsto para o seu enquadramento. razoabilidade e proporcionalidade.br 9 . E mais ainda. organizado por regras constitucionais”. que foi concluído de acordo com as regras constitucionais então vigentes. vedando a discricionariedade dos municípios para adotarem outro critério dentro da sua área. Conforme o julgamento proferido pelo STF na ADI 3685. eis que não depende de norma para a sua regulamentação. o art. Diante dessa distorção. para alterar o número de vereadores eleitos pelo voto popular no escrutínio realizado em 2008. deveria ser diretamente proporcional ao número de habitantes previsto na mesma. A EC 58/2009 está em vigor e tem eficácia plena.com. independente de qualquer forma de cálculo.

implica graves deturpações no processo eleitoral. bem como ao Devido Processo Eleitoral -integrado pelo Princípio da Anterioridade da lei eleitoral. conseguintemente. 16. resultados e diplomas das eleições de 2008. suspendeu a posse. 16. pois.ebeji. O texto anterior da Carta Magna trazia expressamente a exigência de proporcionalidade entre o número de habitantes e o de vereadores e. o constituinte reformador. do número da população do município. a alteração no processo eleitoral não só não respeita o prazo de um ano.br/GEAGU número atual de vereadores por município. a Emenda preceitua que os novos limites máximos produzem efeitos a partir do processo eleitoral de 2008. A EC nº 58 entrou em vigor na data da sua promulgação. determinou a suspensão do art. protegido contra fraudes. foi utilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Isso porque. na sua máxima efetividade. Uma clara ofensa. para retroagir às eleições de 2008.com. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. e.com. regido por um sistema de regras que concretize. diante de tal norma. Érica Meira (Recife/PE) escreveu: A EC 58/2009 ampliou o rol de limites máximos para o número de vereadores. haveria ofensa à soberania popular. o direito fundamental ao voto. inclusive. de que do contrário. sob o argumento. Sendo assim. Por fim.GEAGU Subjetiva http://grupos. retirou do texto constitucional a exigencia de proporcionalidade com o número de habitantes dos municípios e a composição das respectivas Camaras de Vereadores. dentre outros. ainda. invalidando ainda deliberações legislativas tomadas pelas Câmaras Municipais. em sede de decisão liminar em Ação Declaratória de Inconstitucionalidade. 3º. que dá-se por encerrado quando das diplomações dos candidatos eleitos. o Supremo Tribunal Federal sedimentou entendimento segundo o qual não estaria ao alvedrio das Câmaras de vereadores determinar o número de parlamentares respeitando apenas os limites constitucionais. esta norma está eivada da pecha de inconstitucionalidade por ofensa ao Princípio da Anterioridade da Lei Eleitoral (art. à segurança jurídica. Permitir que a emenda constitucional em questão opere efeitos retroativos.br 10 . todavia.ebeji. Tal tabela. da EC/58 e. CF). Entretanto. Isso porque anula procedimentos. indiretamente. Isso porque tal preceito estabelece o direito a que o resultado das eleições seja consequência de um processo eleitoral incólume. em termos proporcionais. de vereadores suplentes. retroativa a 2008. Interpretação diversa violaria os princípios constitucionais e. como deve ser aplicada a um eleição já realizada. impende acrescentar que o STF. de modo que o próprio Supremo elaborou uma tabela fixando o número exato de vereadores por habitantes. I . mas desvinculou-os. que busca evitar a utilização abusiva ou casuística do processo legislativo como instrumento de manipulação e de deformação do processo eleitoral. o seu art. dá o direito a que vereadores suplentes sejam empossados.

ficando eles sem saber ao certo o destino de seu voto e sem ter ciência de quem se elegeu e de quem não se elegeu. ainda que não eleito conforme as regras vigentes no processo eleitoral. ao devido processo eleitoral (art. se se permitisse que alguém pudesse ser empossado vereador. 1º.com. LIV. principalmente. os eleitos. 14 e 16.5º. 3º.ebeji. guardando inteira coerência com a garantia de segurança jurídica que resguarda o ato jurídico perfeito. haveriam duas incongruências da nova regra: 1º) não eleitos passariam a prover cargos de representantes do povo. causando instabilidade nos eleitores que foram às urnas. uma modificação no número de vereadores em relação aos habitantes das cidades. sobretudo. CF/88). 29. de modo expresso e imodificável até mesmo pelo constituinte reformador (art. concedido a suspensão dos efeitos do art.GEAGU Subjetiva http://grupos. os partidos políticos e. promoveu sua diplomação e validou a posse. Referida emenda foi objeto de várias ADI’s perante o Supremo Tribunal Federal. estabelecendo a CF/88 limites mínimos e máximos. 29-A da CF/88.com. Houve assim. acreditaram no Estado que. Ressaltou-se que. Estabeleceu-se um rol taxativo de legisladores municipais. bem como ocorreu uma mudança no total da despesa do Poder Legislativo Municipal em relação aos percentuais gastos com os subsídios dos vereadores relativo ao somatório da receita tributária e das transferências constitucionais percebidas pelo município. CF/88) e à segurança jurídca. pela Justiça Eleitoral proclamou os eleitos. IV e art.I. § único.br 11 . A modificação do número de cargos em disputa para vereadores teria notória repercussão no sistema de representação proporcional. liminarmente. O Pleno do STF. de acordo comas normas jurídicas vigentes em sua preparação e realização.ebeji. que determinava a retroação dos efeitos das alterações procedidas e fixava a sua aplicação ao processo eleitoral já aperfeiçoado em 2008. Em relação à proporcionalidade do número de vereadores com a população do município. houve uma maior minúcia na determinação da quantidade. tendo a Corte Maior. XXXVI e 60. na ADI 4307. 5º. ao contrario da regra anterior. asseverou que a eleição é processo político aperfeiçoado. que deixava a critério da lei orgânica tal fixação. além de presentes riscos inegáveis à legitimidade das composições da Câmaras Legislativas. I da EC 58/2009. por cargo surgido após a eleição.§4º.br/GEAGU Inomniaparatus (Natal/RN) escreveu: A EC 58/2009 promoveu a alteração do art. Considerou-se que houve afronta. atingindo candidatos no pleito de 2008. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. e que as eleições de 2008 constituiriam processo político juridicamente perfeito. CF/88 e 2º) o constituinte reformador teria alterado. em transgressão ao disposto no art.

ebeji. I da Emenda em análise determina que a aplicação da nova relação proporcional seja aplicada em todo o pais a partir do processo eleitoral de 2008. Cumpre ressaltar que o aumento do número de vereadores imediatamente. sob pena de violação do devido processo eleitoral." Marcelo Spindola Madeira Campos (Teresina/PI) escreveu: A Emenda Constitucional n° 58/09 alterou a proporcionalidade entre o número de habitantes principalmente e o número de vereadores que um dado município deve ter. não podendo. quais sejam os com mais de cinco milhões de habitantes. não pode haver o aumento imediato do número de vereadores. confirmando interpretação do TSE. e estabelecendo uma quantidade máxima menor de vereadores nos municípios maiores. retroagir. como a Emenda 58. ou seja. em todo país.br/GEAGU tacitamente. Portanto. como preceitua a Emenda Constitucional 58/09. o STF. é para mandato de 04 anos. não se aplicando à eleição que ocorra até em um ano da data de sua vigência. viola o artigo 16 da Constituição Federal. nos de médio porte. decidiu que o número de vereadores deve ser proporcional a população do município e determinou que fosse diminuído a quantidade de vagas de vereadores em vários municípios do pais. é possível aplicação imediata do aumento do número de vereadores. 29. em especial a regra do art. conforme decidido pelo STF. aumentado o número de vereadores em vários municípios. criou mais faixas de parâmetro. I.ebeji. Portanto. CF/88 estabeleceu que a eleição de Prefeito.com. O artigo 3°. Vice-Prefeito e Vereador. mediante pleito direto. preceitua efeitos prospectivos. segundo o texto constitucional.br 12 .com. Carolina de Resende Pires Miranda Rodrigues (Curitiba/PR) escreveu: Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. que alterou o numero de vagas de vereadores em varias municípios. por suposto. Portanto. foi publicada após a eleição de 2008. o modelo de composição e duração dos mandatos. vez que este dispositivo determina que a lei (em sentido amplo) que alterar o processo eleitoral entra em vigor na data da publicação.GEAGU Subjetiva http://grupos. só poderá ser aplicada as próximas eleições municipais e não retroativamente. Acerca do numero de vereadores. pois a regra do art. mas não se aplica a eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. 16 da Carta Maior que afirma que a lei que altera o processo eleitoral entra em vigor na data de sua publicação.

Deve-se destacar. em termos proporcionais. 29 e o art. por desrespeitarem a regra da proporcionalidade aritmética quanto à população. Nesse julgamento. O STF. proposta pelo Procurador-Geral da República. observados os limites mínimo e máximo de vereadores para cada faixa populacional. esse limite máximo é ainda desvinculado. foi a interpretação dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do RE 197. inciso I. teria a Câmara de Vereadores autonomia para fixar o seu número de vereadores. 16 da CRFB/88.br/GEAGU A Emenda Constitucional (EC) nº 58/2009 modificou o inciso IV do art.ebeji.com. com a nova redação dada pela EC nº 58/2009. que a EC nº 58/2009. da população do município. 29 da CRFB/88. mas o qual teve modulação de efeitos para atingir todos os municípios da federação brasileira). inciso I. 29-A. No acórdão foi inclusive exemplificado que municípios menos populosos tinham mais vereadores que outros municípios com maior número de habitantes.br 13 . com aplicação imediata em todo o país e ainda alcançando as eleições para vereadores de 2008. já citada. da CRFB/88. Em tal decisão. houve o ajuizamento da ADI nº 4307. era necessário não somente obedecer aos limites mínimo e máximo de vereadores trazidos pela citada norma. 29. inciso IV. Já o art. 29. 29-A da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 – CRFB/88. diante das duas correntes existentes à época. e outra argumentando que a composição deveria obedecer a valores aritméticos que legitimassem a proporcionalidade constitucional (proporcionalidade aritmética). bem ainda foi reconhecido que no mérito deverá ser analisado se a aplicação retroativa de emenda fere o art. 29 produziriam efeitos a partir do processo eleitoral de 2008. 3º. a urgência do deferimento da liminar foi reconhecida para evitar que os municípios promovessem a recomposição de seus quadros de acordo com a nova regra constitucional. conforme já citado. no estado de São Paulo. para atender à redação do inciso IV do art. Entretanto. 29 – essa. o número de vereadores indicado no inciso IV do art. uma propugnando que. quanto à interpretação do inciso IV do art. houve mudança nos percentuais de despesa do Poder Legislativo municipal.ebeji. antes da referida emenda. previa que o número de vereadores deveria ser proporcional à população dos municípios. ficou assentado que. o STF optou por esta. 29 é apenas um limite máximo. observados os limites mínimos e máximos trazidos nas alíneas do próprio art. dispôs que as mudanças do art. isto é.917 (caso do município de Mira Estrela. Wiliam Stefani (Caxias do Sul/RS) escreveu: Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. no seu art. decisão essa concedida pela ministra relatora e referendada pela Turma. e. Assim.com. conforme argumentos contidos na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 4307. havia julgado o RE 197. 3º.GEAGU Subjetiva http://grupos. inclusive. suspendendo a eficácia do citado art. ainda. Quanto ao referido art. mas também obedecer à proporcionalidade do número de vereadores em relação à população do município. na qual houve concessão de medida liminar. que prevê que leis que alterem o processo eleitoral só podem surtir efeitos após um ano de sua publicação.917 antes do advento da EC nº 58/2009. Contudo. com eficácia retroativa (“ex tunc”).

ebeji. o número mínimo de Vereadores que uma Câmara Municipal pode ter é de nove Vereadores. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. em razão da necessidade de se concretizar a democracia." Mariana Tavares de Mattos (São Paulo/SP) escreveu: A EC 58/09 alterou sensivelmente o sistema de definição do número de vereadores para cada Município.br/GEAGU A EC nº 58 de 23 de setembro de 2009 trouxe profundas alterações no tocante à proporcionalidade para composição das Câmaras Municipais. não havia um sistema proporcional tarifado. nos termos do art. Diante disso. Antes da EC nº 58/2009. Em razão disso. elegiam quantidade de Vereadores em número razoavelmente desproporcional à população local. com população maior e com menos vereadores. Com a EC 58/09.com. 16 da Constituição Federal. pois o constituinte reformador estabeleceu o número exato de vereadores de acordo com a população de determinado Município. Assim. 29-A. não raras vezes. afirmando que era constitucional resolução do TSE disciplinando a matéria. conforme decisão do STF. tinha um número maior de vereadores que outro Município.GEAGU Subjetiva http://grupos. concedeu medida cautelar para sustar os efeitos do inciso que previa tal vigência imediata. em termos proporcionais. o STF. sendo que o máximo é de cinquenta e cinco vereadores. como resultado da EC nº 58/2009. um Município com poucos habitantes. a Constituição Federal estabelecia um número mínimo e máximo de vereadores. prevista pela EC nº 58. que.ebeji. só será exigível nas próximas eleições municipais. bem como o princípio da proporcionalidade e da razoabilidade. Em nome do princípio da isonomia.307. tal discussão não mais permanece. pois flagrantemente violava o art. desvinculado. com base no número de habitantes da cidade. na ADI 4. Com a EC nº 58. a alteração do número de Vereadores. pois a Constituição Federal previa um mínimo e máximo de membros que poderiam fazer parte do Poder Legislativo Municipal. tendo em vista o critério populacional. a EC nº 58. No entanto. mas o número de vereadores ficava a critério do Poder Legislativo Municipal. melhor distribuiu a proporção do número de vereadores em cada Câmara Municipal. alguns Municípios aumentariam o número de vereadores. ou seja. em alguns casos. ficando vencido o Ministro Eros Grau.com. causando evidente desproporcionalidade. Além de alterar o total da despesa que o Poder Legislativo poderá ter. passou-se a atribuir apenas um limite máximo. Essa regra nem sempre era respeitada pelos Municípios. reconheceu o STF que deixar a cargo do Poder Legislativo Municipal era violar o princípio da isonomia. da população do Município. Diante disso.br 14 . sem pormenorizá-los. tendo em vista a vigência imediata da Emenda Constitucional.

o artigo 3°. como já mencionado. do texto constitucional). ao princípio da anterioridade eleitoral. dispor que as alterações trazidas em seu artigo 1° (que alterou a regra prevista no artigo 29. implicaria em mudança no processo eleitoral findo. da Lei Maior. parágrafo único. o qual impede que a lei que altere o processo eleitoral se aplique à eleição que ocorra até um ano da data da sua vigência. haverá interferência nas eleições já realizadas. gerando uma instabilidade constitucional.ebeji.º 58/2009 reformou o inciso IV do artigo 29 da Constituição Federal. I. os suplentes dos Vereadores eleitos. indispensável à estabilidade do sistema normativo. da EC 58/09. Apesar de o artigo 3°. abrindo espaço para que sejam empossados Vereadores que não foram eleitos pelo povo. o referido inciso disciplinava que os Municípios teriam o número de vereadores proporcionais à sua população. A aplicação do artigo 3°. principalmente. e sua não obediência viola o subprincípio da proteção da confiança nas leis.com. em afronta ao artigo 1°. O processo legislativo de 2008 já se encontra aperfeiçoado e exaurido. Por fim. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. de forma a adequá-lo ao total de habitantes.com. Trata-se de regra que garante o pleno exercício da soberania popular. Apesar de cuidar-se de controle difuso de constitucionalidade. sendo inconstitucional norma posterior que atribua novas regras àquele procedimento. parâmetros mínimos e máximos fixados de acordo com a população dos mesmos. a qual resultou na edição da Resolução n° 21702/04 pelo TSE. Malone (Cianorte/PR) escreveu: A Emenda Constitucional n. IV. fixando através de três alíneas. no Recurso Extraordinário 197.br/GEAGU O STF.ebeji.917. cujo número de vereadores estava acima do mínimo legal. de forma a evitar a burla às regras constitucionais. que definiu o número de vereadores (09 a 55) proporcionalmente ao número de habitantes de cada Município.GEAGU Subjetiva http://grupos. ferindo procedimento público de decisão tomado pelo povo através do sufrágio. I.br 15 . reduziu o número de vereadores da cidade. segurança jurídica e. em sendo aplicada a norma. sob pena de violação ao devido processo legislativo eleitoral. produz efeitos a partir do processo eleitoral de 2008. Em sua redação antiga. a Corte Suprema atribuiu eficácia “erga omnes” e vinculante à decisão. em 2004. princípio basilar da democracia. ou como queriam alguns Municípios. do Município de Mira Estrela – SP. I. ofende o princípio da anterioridade eleitoral. tal não pode ser aceito. uma vez que se tratava de Município com baixo índice populacional. uma vez que.

é flagrante que a Emenda Constitucional 58/2009 se choca com a regra estabelecida pelo artigo 16 da Constituição Federal. alterou-se a redação do referido inciso.GEAGU Subjetiva http://grupos. A questão foi analisada pelo Supremo Tribunal Federal. alegando que o mesmo viola diversas disposições constitucionais. assim. Assim. I. o qual decidiu pela necessidade de efetiva Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. em especial o ato jurídico perfeito. estabelecendo uma maior série de intervalos para. Anteriormente a alteração do texto constitucional. o qual passou a dispor que a composição das Câmaras Municipais seria de um número máximo de vereadores. A liminar foi confirmada pelo pleno do Supremo Tribunal Federal. sendo que a referida Ação Direta de Inconstitucionalidade aguarda julgamento de mérito.com.º. não permitindo que os detentores do poder político alterem regras de acordo com sua vontade e conveniência.br/GEAGU Com a EC 58/2009. o que violava a idéia de efetiva proporcionalidade na representação junto à Câmara Municipal. especificar de forma mais apropriada à matéria e garantir a efetiva proporcionalidade entre o número de vereadores e a respectiva população municipal. Entretanto. com Ação Direta de Inconstitucionalidade com pedido liminar para a suspensão da eficácia do artigo 3. a aceitação da Emenda 58 tal qual promulgada violaria tal regramento. permitindo que suplentes de vereadores e outros candidatos. os municípios sempre fixavam o número de vereadores no máximo permitido pela Constituição Federal. tal qual alegado pelo Procurador-Geral da República. uma vez que alterava resultados já estabelecidos e consolidados. que especificam faixas populacionais. I. Cea (Santo André/SP) escreveu: A Emenda Constitucional nº 58/2009 trouxe novos parâmetros para a fixação proporcional do número de vereadores face o número de habitantes do município. promovida por referida emenda.º.ebeji.com. fixados em 24 alíneas. Além do mais. que estivessem contemplados com colocação compatível ao número de componentes para as Câmaras Municipais tomassem posse imediatamente.br 16 . causando insegurança jurídica. Dispôs ainda a mesma emenda. que proíbe que normas que alterem o processo eleitoral tenham eficácia em eleições que ocorram até um ano após sua promulgação. Tal regra visa estabelecer segurança jurídica no processo eleitoral. por meio de seu artigo 3.ebeji. ingressou o Procurador-Geral da República. existiam apenas 03 (três) intervalos proporcionalizando o número de vereadores de acordo com o número de habitantes no município. Desta feita. que a referida emenda teria efeitos retroativos ao processo eleitoral ocorrido no ano de 2008.

O Supremo Tribunal Federal tem o entendimento de que emendas constitucionais aplicam-se imediatamente. cláusula pétrea. o qual resguarda o eleitorado de alterações no sistema eleitoral nacional. norma esta que foi julgada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal por dar efetividade e concretude ao seu entendimento e por não lesar o princípio da anterioridade eleitoral. a eventual aplicação da nova regra imediatamente. Dessa forma. tratando-se de questão eleitoral. o qual enuncia o princípio da Anualidade Eleitoral.ebeji.br 17 . o número de Vereadores passa a ser fixo em determinada faixa de número de habitantes e não mais variável. em última análise. entendeu a Corte Suprema que a norma feria o artigo 16 da CF que trata da anterioridade eleitoral. que não restou ausente de críticas.com. ao prever a retroação de sua previsão às eleições imediatamente anteriores.GEAGU Subjetiva http://grupos. É importante destacar que. inclusive. bem como ao devido processo eleitoral e à segurança jurídica. Essa lógica foi usada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da necessidade ou não de verticalização de coligações partidárias. Esse entendimento acabou por superado com a publicação da Emenda Constitucional 58. Felipe (Rio de Janeiro) escreveu: Com o advento da Emenda Constitucional 58 de 2009.br/GEAGU proporcionalização. a retroação das alterações trazidas pela Emenda Constitucional nº 58/2009 significaria ofensa ao artigo 16 da Constituição Federal. retroagindo. o Supremo Tribunal Federal firmara o entendimento de que deixar ao arbítrio do legislador municipal estabelecer o número de Vereadores em observância apenas aos limites da antiga redação do artigo 29 da CF iria contra a previsão expressa de proporcionalidade da norma. da Constituição Federal. que resguarda. Entretanto. o número de vereadores a serem empossados nas Câmaras de Vereadores dos municípios brasileiros passou a ser fixo em relação ao número de habitantes.ebeji. acabaria por fazer com que não eleitos ocupassem cargos de representantes do povo e feriria a Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. de modo que o número de vereadores no município fosse fixado de acordo com a maior proximidade com os limites mínimos e máximos permitidos pelo texto constitucional. no qual as alterações trazidas pela Emenda Constitucional 52 de 2006 não puderam sequer ser aplicadas para a eleição que estava por vir exatamente pela regra do artigo 16 do texto constitucional. Tal fato levou a que o TSE editasse Resolução regulamentando o tema. não havendo permissão para que o ente federado defina quantos parlamentares terá sua Câmara de Vereadores. Em análise sobre sua constitucionalidade.com. anteriormente ao advento da Emenda Constitucional 58. razão pela qual também deve ser utilizada para resolver a presente questão. para fatos anteriores à data de sua promulgação. Com a nova redação do artigo 29. em contraposição à previsão anterior que trazia faixas de variação do número de vereadores em relação ao de habitantes. IV. o cidadão brasileiro.

1º (disposição acerca do número máximo de vereadores por população). trouxe vários patamares para estabelecer o número máximo de vereados que um Município pode ter Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. A emenda constitucional 58 de 23 de setembro de 2009. no texto original da Carta Suprema.com. 29. quando a população de um município fosse de até um milhão de habitantes. Ocorre que. ou seja.ebeji. Diante desta disposição.com. Anteriormente à edição desta emenda. 16 da CF. direito fundamental que não pode sofrer qualquer alteração tendente a sua abolição (Art. 60. Por exemplo. IV e alíneas da CRFB/88. previa-se uma faixa de números de vereadores dentro de um dado quantitativo de população que poderia variar de acordo com critérios não dispostos em âmbito constitucional. inciso I da emenda em questão. 3º. Desta forma. inciso I a aplicação imediata das normas estabelecidas em seu art. a alteração trazida pela emenda em comento.ebeji. ainda. aplicação das alterações ao pleito eleitoral de 2008. que estabelece a vigência de modificação no processo eleitoral apenas um ano após a sua publicação. ferindo. inciso LIV que trata do devido processo legal são elevados pela interpretação constitucional como premissas bases para o exercício da soberania popular. Com a alteração que ocorreu não há discricionariedade para se alcançar o número de representantes. Fernanda Maria Pagotto (Franca/SP) escreveu: Diante da emenda constitucional em comento houve proporcionalidade na divisão do número de vereadores de acordo com a população do município. sendo a emenda constitucional uma modificação do processo e procedimento eleitoral e publicada no ano de 2009. conforme entendimento que acabou por suspender a eficácia do art. 16. bem como o art. o STF se pronunciou em diversas ações sustentando ofensa direta à Constituição Federal em seu art. de acordo com a discricionariedade limitada do Poder Legislativo Municipal. 3º.br 18 . a previsão constitucional de pleito direto para ocupação dos cargos de legislador municipal. §4º da CF). inc. Anelise Schweinberger (Rio de Janeiro/RJ) escreveu: Antes da EC 58/09 o número de vereadores (variável entre 9 e 55) era proporcional à população observados os limites estabelecidos no art. não se aplicando as eleições de 2008. Assim. poderia a Câmara Municipal dispor por meio de lei o número de vereadores que representariam os interesses municipais dentro de uma faixa discricionária entre 9 e 21. Municípios de até um milhão de habitantes estabeleciam em suas leis orgânicas quantos vereadores teriam entre o mínimo de 9 e o máximo de 21. 5º.br/GEAGU previsão de duração do mandato com a entrada automática de novos Vereadores em alguns municípios. somente um ano depois poderia ter a sua vigência efetivada. estabelece em art. pois o legislador derivado define apenas um quantitativo conforme o número estabelecido de habitantes.GEAGU Subjetiva http://grupos. Assim. o art. ou seja. conforme dispõe a Carta Política.

e obrigando a posse dos suplentes até o máximo previsto na Constituição. em termos proporcionais da população do município.GEAGU Subjetiva http://grupos. estabelecendo novas regras para a composição das Câmaras Municipais e reduzindo o valor do repasse financeiro à Câmara pelo Poder Executivo Municipal. Não é outra a posição do TSE em resposta a consulta.com. ficou fixado que os efeitos seriam prospectivos para atingir somente as eleições futuras. com efeitos ex tunc. Entretanto. Representando. em ADI ajuizada pelo PGR.ebeji. Roberta Gonçalves Caxias do Sul/RS Cabe inicialmente lembrar que a PEC 58/2009 teve origem devido a uma Resolução editada pelo TSE que reduziu reduziria em mais de 7000 mil o número de vereadores em todo país. assim. e isso causa reflexos diretos nos orçamentos públicos. um Município com até um milhão e cinqüenta mil habitantes poderá ter até 33 vereadores. bem como ao princípio da anualidade eleitoral. por exemplo. o Congresso Nacional então promulgou a Emenda Constitucional 58/09. Ocorre que a EC 58/09 tem previsão de aplicação retroativa para o pleito eleitoral de 2008. Importa dizer que o Supremo. o número de vereadores indicados na Carta Política Emendada. ao ato jurídico perfeito e as leis orçamentárias. no sentido de que Preparação de qualidade para concursos? http://grupos.ebeji. para sustar a norma da emenda que prevê a aplicação do novo número de vereadores para abranger as eleições de 2008. É sabido que a EC tem aplicação imediata com sua edição. no RE 197917. pelo Plenário havia fixado entendimento quanto ao critério para definir número de vereadores. Nesse julgamento o STF estabeleceu critérios proporcionais para o número de vereadores. na qual se manifestou pela possibilidade da alteração desde que antes das eleições de 2008. em fragrante violação a segurança jurídica.br 19 . sendo certo que eles acabaram servindo de parâmetro para os demais Municípios da federação. Com o entendimento de que viola os preceitos constitucionais foi deferida liminar.br/GEAGU levando em consideração o número de habitantes. um limite máximo. Foi com fundamento na violação da razoabilidade que o STF se deparou com o julgamento de um RE em que um determinado Município tinha um número exagerado de vereadores em relação aos seus habitantes. No ordenamento anterior havia grande margem para os Municípios escolherem seu número de vereadores. Essa autonomia legislativa acabava gerando situações desarrazoadas como municípios com 50 mil habitantes e 21 vereadores. desvinculado. a soberania popular. observa-se que a inovação do constituinte derivado reformador acrescenta significativamente o número de vereadores. Diante desse entendimento. E que posteriormente foi confirmada pelo STF. hoje. mantendose os então vereadores em razão da situação já constituída e em respeito aos eleitores que os escolheram como representantes.com. conferindo-se a ela eficácia retroativa às eleições de 2008.

foi editada Resolução do TSE. Ministro Carlos Aires de Brito pronunciaram-se no sentido de que a referida emenda só teria eficácia para as eleições municipais de 2012. então. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”. que visavam atingir as eleições de 2008 (processo político juridicamente perfeito). o Presidente do STF. 16.GEAGU Subjetiva http://grupos. visando dar efetividade à norma constitucional que previa o número de vereadores em patamar proporcional ao número de habitantes. Em vista disso. de forma que os municípios brasileiros. portanto. exigiria que o número de vereadores fosse proporcional à população dos municípios. Durante muito tempo essa proporcionalidade não teve efetividade. inc.ebeji. fixavam o número de vereadores de forma livre. LIV. já com a promulgação da Emenda Constitucional. no julgamento de recurso Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. como entendeu o STF. inciso IV. Ocorre que em 2003. isto porque. que o número de vereadores seria proporcional à população do Município.br/GEAGU o artigo 29. até que o Supremo Tribunal Federal. e o Presidente do TSE.com. entre outros. o STF declarou a inconstitucionalidade da retroação dos efeitos das novas regras de composição das Câmaras Municipais. que determina que “a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. bem como à legitimidade das composições dessas Câmaras. artigos 5º. 29. previa. a disposição constitucional. que representou.br 20 . Quando ainda em tramitação o PEC 58/2009.com. através de suas leis orgânicas. não é possível haver aplicação imediata da EC 58/2009. Manuela Benigno Soares (Fortaleza/CE) escreveu: A Constituição da República. 14 e 16) e à segurança jurídica. Ministro Gilmar Ferreira Mendes. Isto com base no art. em sua redação original. 16. numericamente. no que se refere ao aumento do número de vereadores em todo o país. não pode haver aplicação imediata da EC 58/2009 que possibilitaria o aumento do número de vereadores em todo o país. não teriam aplicabilidade imediata. tal aumento viola o preceito constitucional do art. da Constituição Federal. ao devido processo eleitoral (CF. observados os limites mínimos e máximos. da CRFB. sobretudo. Diversos Municípios brasileiros questionaram a constitucionalidade da resolução do TSE. no art. IV e alíneas. Disse o Supremo que esta Espécie Normativa Autônoma viola a norma Constitucional diretamente porque afronta. Diante do exposto. Referida resolução teria aplicação ao pleito de 2004. desde que não ultrapassasse os limites mínimo e máximo previstos na Constituição.ebeji. Em novembro de 2009.

29 da Constituição Federal e de suas alíneas. o STF já se posicionou no sentido da sua inaplicabilidade imediata.br 21 . inciso IV. Esse posicionamento. e. referida EC tinha a pretensão de produzir efeitos a partir do processo eleitoral de 2008. de acordo com o novo texto que agora apresenta o inciso IV do art. todos da CF. também. o STF já havia pacificado entendimento que o artigo 29. Noutras palavras. CF. A despeito de ter sido promulgada em 2009. na medida em que ocorre Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. os números ali apresentados agora representam apenas um limite máximo na quantidade de vereadores municipais. Elisa Alencar de Menezes (João Pessoa/PB) escreveu: A emenda constitucional número 58/09 trouxe importantes mudanças no que se refere ao processo eleitoral brasileiro. podendo repercutir no sistema de representação proporcional dos partidos políticos e causar instabilidade no eleitorado.GEAGU Subjetiva extraordinário interposto pelo constitucionalidade da resolução. pois. que alterou a redação original do inciso IV do art.ebeji. 16 da Constituição. IV do “caput” do artigo 29. 29. pretendendo que seus efeitos retroagissem às eleições de 2008. o STF manifestou-se pela inconstitucionalidade do dispositivo nessa parte. sendo desvinculado. eis que norma de 2009 buscava alterar processo eleitoral aperfeiçoado em 2008. Mister salientar que. compete ao Município fixar o número de seus vereadores. além do artigo 29-A. o que foi objeto de ADI no STF. previsto no art. Segundo o Supremo. alterando a redação do inc. CF. que não saberia. Essa emenda constitucional foi originada da PEC conhecida como a “PEC dos vereadores”.com.ebeji. entendeu pela Sucede que em 2009 as Mesas da Câmara e do Senado promulgaram a EC nº 58.com.br/GEAGU Município de Mira Estrela. observado o número de habitantes. desde que não seja violado o número máximo de vereadores para dada faixa populacional. Em caráter liminar. http://grupos. sendo responsável pelo aumento em mais de 7 mil no número de vereadores em todo o país. da população do respectivo município. antes de tal emenda. o aumento imediato do número de vereadores violaria o devido processo eleitoral. ao certo o destino de seu voto. fora modificado a partir da promulgação da EC 59/2009. no entanto. passando a trabalhar com número máximo. exigia que o número de vereadores fosse fixado de maneira proporcional à população do município. posto que apesar de lei que altera o processo eleitoral entrar em vigor na data de sua publicação só pode ser aplicada às eleições que ocorressem em um ano da data de sua vigência (eficácia prospectiva). afrontaria a segurança jurídica. No que concerne à aplicação imediata da ora mencionada emenda. em termos proporcionais. e deixou de prever o critério de proporcionalidade na fixação do número de vereadores.

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violação a diversos princípios constitucionais e, em especial, ao artigo 16, CF, que
estabelece que norma que altere o processo eleitoral não se aplica a qualquer eleição
que ocorrer até um ano da data de sua vigência. Vejamos. A EC59/2009 pretendia,
justamente, a sua aplicabilidade às eleições que ocorreram em 2008, levando a uma
profunda alteração em um processo eleitoral que já havia ocorrido, violando a própria
segurança jurídica e a confiança que os eleitores depositam no Estado, na medida em
que muitos deles escolhem seus representantes, de acordo com o STF, baseando-se no
próprio número de vagas existentes na Câmara Municipal. Com efeito, aceitando-se a
tese da aplicabilidade imediata de tal emenda, estar-se-ia vulnerando todo o equilíbrio
de um processo eleitoral já concluído, além da própria soberania popular, que é
princípio fundamental de um Estado Democrático de Direito. É justamente esse clima de
instabilidade eleitoral que o artigo 16, CF, pretende impedir, evitando que os cidadãos
se sintam inseguros em relação ao processo eleitoral, na medida em que não teriam
conhecimento se seu voto teria o destino pretendido, e se aqueles que foram
empossados realmente seriam seus únicos representantes nos próximos 4 anos.
Tatiana Sales da Cadena (Fortaleza/CE) escreveu:
O artigo 29, IV da Constituição Federal foi alterado pela Emenda
Constitucional 58/2009 e diferentemente do texto anterior, fixou em vinte e quatro
alíneas o limite máximo de vereadores proporcionalmente ao número de habitantes,
dando mais parâmetro na fixação do número de vereadores. O texto original, em
apenas três alíneas, estabelecia o número mínimo e o número máximo de vereadores
proporcional à população do município e dava margem a discrepâncias na fixação de
vagas à eleição municipal. Na verdade, houve apenas uma alteração no cálculo
matemático do quociente eleitoral.
Antes de tal emenda o Supremo Tribunal Federal já exigia a
proporcionalidade na fixação do número de vereadores, porque deixar que o legislador
municipal estabeleça o número de vagas sem nenhum critério e não observando o
critério do art. 29 da Constituição, estar-se-ia diante de flagrante inconstitucionalidade.
Como exemplo, tem-se o caso em que a Suprema Corte no julgamento do RE 197.917
(caso do Municio de Mira Estrela – SP), entendeu inconstitucional o critério de fixação
de vereadores adotado naquele município, já que a autonomia municipal encontrava
limites na própria Carta Magna, que exigia a proporcionalidade da representação
política em face do número de habitantes.
A Emenda Constitucional 58/2009 não poderia, em tese, ter aplicação
imediata, em razão do princípio da segurança jurídica, já que os vereadores deverão
terminar de cumprir seus mandatos e os municípios somente na próxima eleição, no
ano de 2012, deverão adequar o número de vereadores ao conteúdo da referida
emenda.

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Também justifica a não aplicação imediata, o art. 16 da Constituição
Federal, que discorre sobre o princípio da anterioridade eleitoral ao estabelecer que a
lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, porém
não terá seu conteúdo aplicado à eleição que ocorra até um ano da data de sua
vigência.
Foi nesta linha de raciocínio que o STF, em sede de liminar na ADI 4307,
em novembro de 2009, suspendeu o art. 3º da EC 58/2009. Tal artigo estabelece
retroação dos efeitos da alteração pretendida e fixa a sua aplicação ao processo
eleitoral já aperfeiçoado em 2008.
Nota-se, claramente, que o art. 3º afronta o devido processo eleitoral e o
princípio da segurança jurídica. Se houvesse validade em tal dispositivo, ter-se-ia notória
repercussão no sistema da representação proporcional, atingindo, assim, candidatos
eleitos, diplomados e empossados vereadores. Atingir-se-ia ainda os partidos políticos e
principalmente os eleitores.
José Airton Braga Ponte Júnior (Franca/SP) escreveu:
A EC 58/09, trouxe alterações no art. 29 da CF/88, instituindo novas regras
no processo eleitoral, fixando o limite máximo de vereadores, proporcionalmente aos
habitantes do município. O seu art. 3º, inciso I, prescreveu que os seus efeitos, quanto
ao cálculo de vereadores, seriam produzidos “a partir do processo eleitoral de 2008”.
Essa norma, que abarca os fatos do passado (eleição de 2008), permite o recálculo do
quociente eleitoral em caso de aumento das cadeiras da Câmara de Vereadores nos
respectivos municípios, evidentemente em caso de alteração das suas respectivas leis
orgânicas.
O procurador-geral da República ajuizou ADI (nº 4317), questionando a
constitucionalidade do art. 3º, I, da EC 58/09, com pedido liminar, alegando violações
dos art. 1º, parágrafo único, 5º, incisos XXXVI e LIV, 14, 16 e 60, parágrafo 4º, incisos II e
IV, todos da Constituição Federal. Segundo o procurador, o dispositivo questionado na
ADI trata de eficácia das novas regras e retroage alcançando as eleições de 2008, em
ofensa aos atos jurídicos perfeitos, podendo colocar em risco legislaturas em curso.
É de se ressaltar, que o novo texto do art. 29 da CF, apenas indica um
limite máximo, desvinculado, em termos proporcionais, da população dos municípios.
A alteração constitucional promove imensa interferência em eleições já
encerradas, fazendo com que os municípios refaçam os cálculos dos quocientes eleitoral
e partidário (arts. 106 e 107 do Código Eleitoral), como nova distribuição de cadeiras a
depender do município, e até trazer à concorrência partidos que não obtiveram
anteriormente lugares (art. 109 do Código Eleitoral). Essa situação, provocaria
instabilidade institucional, em prejuízo dos princípios democráticos.
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Ademais, o art. 16 da CF determina que “a lei que alterar o processo
eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que
ocorra até um ano da data da sua vigência”. É o princípio da anterioridade da lei
eleitoral, que veda qualquer mudança nas regras do processo eleitoral até um ano,
inclusive, antes das eleições.
Em 2004, o Plenário do STF (RE 197917) fixou critérios para definir o
número de vereadores. Os ministros entenderam que a Constituição, em seu art. 29,
inciso IV, exige que o número de vereadores seja proporcional à população dos
municípios, observados os limites mínimos e máximos (princípio da proporcionalidade).
O STF considerando que a declaração de nulidade, com seus normais efeitos ex tunc,
resultaria grave ameaça a todo o sistema legislativo vigente, declarou a
inconstitucionalidade, excepcionalmente, com efeitos pro fututo, assegurando a
prevalência do interesse público. Essa decisão do STF fez prevalecer o princípio
insculpido no art. 16 da CF. Ademais, idêntica solução deveria ser adotada com relação à
EC 58/09, adotando uma interpretação conforme à Constituição.
Bob Noronha (Recife/PE) escreveu:
A principal mudança trazida pela EC 58/09 foi a fixação exata do número
de vereadores de cada município levando em consideração a população estabelecida.
Anteriormente existia uma proporcionalidade, entretanto, apenas eram fixados
parâmetros mínimos e máximos quanto a uma faixa populacional determinada.
Exemplo, antes da EC 58/2009, a CF/09 previa um numero mínimo de 9 e máximo de 21
vereadores em municípios de até um milhão de habitantes e agora estabelece um
numero fixo em relação a uma faixa populacional menor, como 9 vereadores para cada
quinze mil habitantes, onze vereadores para municípios entre quinze e trinta mil
habitantes.
Tal emenda de certa forma, seguiu a posição do Supremo Tribunal Federal
que determinava que o numero de vereadores por município deveria seguir um calculo
aritmético, dividindo-se o limite máximo do numero de vereadores pelo limite máximo
da faixa populacional. Exemplo, um milhão de habitantes, na primeira faixa
populacional, dividido por vinte e um, relativo às vagas de vereadores, resultando em
47.619 habitantes para cada vaga de vereador, ou seja, só seria criada uma nova vaga,
além das nove, que era o mínimo, se o município possuísse 95238 habitantes. Tal
critério aritmético era utilizado para aplicar os princípios da razoabilidade e da
proporcionalidade e assim, interpretar a Constituição quando ela previa que o numero
de vereadores seria proporcional à população respeitando os limites máximos e
mínimos.
A EC 58 previu que deveria ser aplicada em relação às eleições de 2008,
mesmo tendo sua promulgação ocorrido quase uma ano após esse pleito. O STF
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ebeji. foi prescrita no intuito de evitar que o Poder Legislativo pudesse inserir. inciso I. 29-A da CRFB. no processo eleitoral.GEAGU Subjetiva http://grupos. A referida emenda ainda. com o aumento do número de vereadores em todo o país. de modo expresso e imodificável até mesmo pela atuação do constituinte reformador.br/GEAGU entendeu que tal emenda não poderia retroagir e ser aplicada em relação às eleições anteriores tendo em vista que isso ilegal e tratava-se de mudança do processo eleitoral fora do prazo estabelecido. 16 da CF. Woilline Aguiar Barbosa (Araguari/MG) escreveu: A princípio a Emenda Constitucional 58 estabeleceu a possibilidade do município. Cabe ressaltar que o posicionamento do STF antes da referida emenda constitucional. em seu art. Pelo exposto. bem como presentes riscos inegáveis à legitimidade das composições destas Câmaras e ainda para dizer que as eleições de 2008 constituiriam processo político juridicamente perfeito. assegura ao ordenamento jurídico segurança garantindo sua estabilidade. casuisticamente. 16 da Constituição Federal e que é um principio que sim.ebeji.com. o qual alterou o inciso IV do caput do art. 29 e do art. já aperfeiçoado.392 era no sentido de ser possível a aplicação imediata da norma eleitoral se esta não ocasionasse qualquer alteração que pudesse comprometer a finalidade visada pelo legislador constituinte. entretanto. Salientava ainda que a norma do art.com. modificações que viessem a deformá-lo. referendou liminar concedida. Ressaltou-se ainda que a regra da retroação causaria instabilidade nos eleitores. em respeito ao principio da irretroatividade que é superior ao que está previsto no art. Entendo que não há afronta ao art. capazes de produzir desigualdade de participação dos partidos e respectivos candidatos que neles atuassem. consubstanciadora do princípio da anterioridade da lei eleitoral. não ser possível a aplicação imediata da EC 58/2009.br 25 . por afronta. tendo em vista que a previsão do referido dispositivo refere-se à lei eleitoral e a emenda estaria em um patamar superior. trouxe disposições relativas à recomposição das Câmaras Municipais determinando a retroação dos efeitos das novas regras das alterações procedidas e fixando a sua aplicação ao processo eleitoral. bem como do RE 129. fixar o número de vereadores nos limites constitucionais. de 2008. na ADI 4307 ajuizada pelo Procurador Geral da República para dizer ser plausível a tese de inconstitucionalidade da retroação dos efeitos das novas regras de composição das Câmaras Municipais. ao devido processo eleitoral e à segurança jurídica. através de sua lei orgânica. bem como ser Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. tal emenda não poderia ser aplicada imediatamente. sobretudo. 16 da CRFB. nos julgados das ADI’s 3345 e 3365. por maioria. Contudo o STF. 3º. concluí-se portanto. guardando inteira coerência com a garantia de segurança jurídica que resguarda o ato jurídico perfeito. ficando estes sem saber ao certo o destino do seu voto e sem ter ciência de quem se elegeu e de quem não se elegeu.

o inciso IV do art. desde que obedecidos os parâmetros impostos no art. antes de tudo. desde que observados tão somente os limites mínimos e máximos já devidamente fixados no art.ebeji. 58/2009. Conferir aplicação imediata da Emenda Constitucional n. 58/2009. Assim. após vários entraves nos Tribunais Superiores. Não obstante a vedação imposta pelo Supremo Tribunal Federal. Insta pontificar que. A autonomia municipal. 29. o entendimento jurisprudencial é no sentido de que a Emenda Constitucional não retroage. 29. Fernanda Cláudia Rozza Withers (Francisco Beltrão/PR) escreveu: Originalmente. um posicionamento firmado acerca do assunto. da Constituição Federal. b e c. posto não conferir tão somente ao legislador municipal estabelecer o número de vereadores com base apenas na relação mínimo e máximo. representaria verdadeira afronta ao princípio da segurança jurídica. 16. 29 da CF previa que o número de vereadores deveria ser proporcional e.br 26 . Com o advento da Emenda Constitucional n. em suas alíneas. bem como resultaria grave ameaça ao sistema legislativo vigente. Indubitavelmente.br/GEAGU imprescindível a necessidade da observância do art. a Constituição da República estabelecia que o número de vereadores fosse proporcional à população. o próprio Supremo Tribunal Federal não tinha. pois a Emenda sob comento tem sua eficácia submetida ao princípio da anualidade. a exigência constitucional da proporcionalidade deve ser analisada por meio de uma interpretação teleológica.com. Entendia-se. o legislador adotou um critério aritmético mais rígido. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. antes da promulgação da referida Emenda. Assim. deve. 16 da CRFB que estabelece o princípio da anterioridade da lei eleitoral. 58/2009 no que tange ao aumento do número de vereadores em todo o país. devendo os Municípios adequarem suas leis antes do início do processo eleitoral. não é razoável que as Câmaras Municipais fixem de forma aleatória e subjetiva o seu quantum. que o Município estava legitimado para dispor sobre as Câmaras Legislativas. a. da Constituição Federal. tendo em vista a incompatibilidade que antes existia entre o número de vereadores e a população em diversos municípios brasileiros. apenas.GEAGU Subjetiva http://grupos. só é válida para as próximas eleições. Ora. buscando a finalidade da norma. o TSE enviou ofício aos Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais recomendando a aplicação da Emenda para as próximas eleições. vale dizer. Alexander Solon Mota (Fortaleza/CE) escreveu: Antes da Emenda Constitucional n. embora seja legítima. IV. o certo é que o aumento imediato do número de vereadores afronta a regra prevista no art. ou seja. dividia-os em três classes.ebeji. não é absoluta. Com efeito.com. o parâmetro aritmético atual está em perfeita sintonia com os postulados da proporcionalidade e da isonomia. confrontar com outros valores igualmente consagrados na Carta da República.

com base na proporcionalidade exigida nas alíneas do inciso IV do art. no entanto.com. da constitucionalidade de Resolução do Tribunal Superior Eleitoral que esmiuçou os termos da antiga redação do referido dispositivo constitucional.com. o STF entendia que cabia aos municípios fixarem na lei organica o nº de vereadores. observando. para saber o nº de vereadores num município de 75. CR. 29 IV. do art. traz apenas limites máximos para a composição da Casa Legislativa.GEAGU Subjetiva http://grupos. proporcionalmente. 16 da CF. Se antes. Para o STF.ebeji. o nº de vereadores em relação à quantidade de habitantes de cada município.000 habitantes deveriamos ver. inicialmente em qual alínea do inciso IV do art. dentro da qual. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. Como as eleições de 2008 ocorreram muito antes desse período. ocorreu que na maioria dos casos houve aumento do nº de vereadores para os municípios. indo contra a diversos artigos da constituição. Trata-se de alteração no corpo constitucional motivada por uma reação à declaração. desvinculando-a. já estando definitivamente encerradas. tal dispositivo teve os efeitos suspensos pelo STF. justamente para bem realizar o sistema proporcional de representação. da população dos municípios.000 habitantes. deixar ao livre arbítreo dos municipios fixar o nº de vereadores feria o princípio da isonomia." Daisy Marques (Salvador/BA) escreveu: A EC 58/09 alterou a regra da proporcionalidade na fixação do número de vereadores que compõem o Poder Legislativo Municipal porque a nova redação por ela conferida ao art. se verificava o nº exato para cada município. O inciso I. pelo Supremo Tribunal Federal. hoje apenas é necessário verificar o nº de vereadores previsto para municípios de 75. nossa corte afastou a aplicação do disposto no inciso. com isso. Na pratica. que prevê que a lei que altera o processo eleitoral somente pode ser aplicada em eleições que ocorram após um ano de sua vigência. exata e explicitamente.br/GEAGU conforme a população. referendando as medidas cautelares concedidas nas ADIs 4307 e 4310. o nº de vereadores fixado em resolução pelo TSE. o que foi muito criticado pela opinião pública brasileira. aplicando a proporcionalidade dentre o mínimo e o máximo em relação à população.br 27 . que dentre outras razões sustentou que ele fere os princípios do processo eleitoral e da segurança jurídica. Antes da EC 58. e. para então. Porém.ebeji. em termos proporcionais. A emenda 58 alterou a regra para definir. 3º da EC 58 previa que os efeitos da emenda se aplicariam às eleições de 2008. calcular o nº de vereadores. dentre eles o art. 29 se enquadrava. reduziu significativamente o número de vereadores em muitos municípios brasileiros. com limites mínimo e máximo de vereadores. 29 da CF.

no sentido de as alterações referentes ao processo eleitoral somente serem aplicáveis ao pleito que se realize no mínimo um ano após a sua entrada em vigor. Tal alteração constitucional teve sua eficácia suspensa em face de medida cautelar em ADI proposta pelo Procurador-Geral da República. Ficou estabelecido que o aumento no número de vereadores aplicaria-se não apenas em relação a futuros processos eleitorais. possibilitando.com. Promovendo alteração em tal regra. 14 e 16 da CR).ebeji. a alteração de um processo eleitoral já exaurido.ebeji. 16 da Constituição. que o STF reiterou o entendimento de que a regra nele contida. promulgada em 23 de setembro de 2009 aumentou o número de cadeiras nas câmaras municipais. especificamente no que tange ao art. Ressalta-se que o número máximo de vereadores manteve-se em 55. a Procuradoria-Geral da República ajuizou perante o STF a ADI 4307. requerendo inclusive provimento liminar a fim de sustar os danosos efeitos que a emenda constitucional já causava na organização do Legislativo pátrio. Ocorre que tal emenda à Carta Magna causou enorme celeuma política e jurisprudencial em virtude dos efeitos retroativos a ela atribuídos quando da sua promulgação. com isso. devendo haver proporcionalidade com a população do Município." Ana Luiza Boratto Mazzoni (Juiz de Fora/MG) escreveu: A CRFB. estabelecendo apenas um número máximo de vereadores (não mais um mínimo) e especificando quantos vereadores seriam atribuídos à municipalidade a depender de sua população. 29 quais eram os limites mínimos e máximos de vereadores nos municípios. e a posse de suplentes como titulares dos cargos da vereança que viessem a ser criados em função das novas regras decorrentes da inovação no texto constitucional. mas com efeitos retroativos em relação às eleições do ano de 2008. 5º.com. consubstancia-se em verdadeira garantia individual do cidadão-eleitor. imodificável até mesmo pela atuação do poder constituinte reformador Note-se. a EC/58. LIV. Entendendo haver desrespeito a princípios constitucionais basilares com a promulgação da emenda.GEAGU Subjetiva http://grupos. o número mínimo de representantes do legislativo municipal seria de 9 e o máximo de 55. previa no inciso IV do art.br 28 . De acordo com o dispositivo. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. na qual o STF entendeu que a aplicação retroativa da EC em comento afrontou o devido processo eleitoral (arts.br/GEAGU Ocorre que a EC em questão trouxe expressa previsão de que as novas balizas seriam aplicáveis retroativamente ao pleito eleitoral realizado em 2008. em sua redação originária. portanto inegável limite material ao poder de reforma. assim como a segurança jurídica. por alterar as regras de um processo político juridicamente perfeito.

previsto anteriormente na redação do art. Não convém olvidar a ausência da palavra “proporcionalidade”. não se encontra mais vinculado o número de vereadores. os municípios poderão ter até 55 parlamentares. 16 que regras que alteradoras do processo eleitoral não poderão ser aplicadas em até 1 ano da data de sua vigência. inicialmente através de voto monocrático da Ministra Cármen Lúcia e posteriormente com confirmação pelo Pleno. 29 da CF.com. Assim. A nova redação da CF.ebeji. à população do município. uma vez que atribui efeitos ex tunc ao aumento do número de vereadores. motivo pelo qual a CRFB prevê em seu art. Em seu voto.ebeji.br 29 . observados os limites mínimos e máximos fixados pelas alíneas “a”. a emenda promovida pelo Legislativo Federal fere a irretroatividade da legislação eleitoral prevista pela Carta Magna. ou seja. com a EC nº 58. o STF tinha orientação no sentido da necessidade de proporcionalidade. A Carta Magna estabeleceu limites. Essa determinação cabe ao município estabelecer através da sua Lei Orgânica.GEAGU Subjetiva http://grupos. o qual exigia que o número de vereadores deveria ser proporcional à população dos municípios. João Batista Ramalho (João Pessoa/PB) escreveu: O Supremo Tribunal Federal.com. entendeu pela inaplicabilidade imediata das novas regras constitucionais que permitiam o aumento imediato do número de vereadores em todo o país.917. “c” etc. estabeleceu 24 (vinte e quatro) faixas que fixam o limite do número de vereadores. Antes dessa Emenda Constitucional. “b”. acabando por ferir a livre manifestação dos eleitores que escolheram como seus representantes os parlamentares ora ocupantes das cadeiras nas câmaras municipais e não os suplentes que viriam a assumir os novos cargos criados. deixou assente a sua orientação no tocante à antiga redação do artigo 29. no julgamento do RE 197. da Constituição Federal. mas não determinou o número de vereadores. mormente pelo fato de atentar contra a democracia e desrespeitar a cláusula pétrea da irretroatividade das leis que tragam novas normas de processo eleitoral. mostra-se acertada a decisão do Pretório Excelso ao suspender a vigência da emenda constitucional 58. Dependendo do número de habitantes.br/GEAGU O STF. inclusive declarando constitucional Resolução do TSE firmando os números de vereadores de acordo com a proporção populacional. Em suma. Tal expressa segurança jurídica a resguardar os eleitores. a ministra Cármen Lúcia ressaltou que a eleição é processo que se aperfeiçoa com base nas regras vigentes quando de sua realização. observando a sua população e o seu novo limite. em termos proporcionais. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. inciso IV.

” É consabido que o STF interpretou esse artigo como cláusula pétrea (art.ebeji. Portanto. 3º da referida Emenda Constitucional. A alteração do coefieciente eleitoral implicaria em uma nova distribuição de vagas na Câmara de Vereadores. § 4º. devendo ser observada apenas na eleição posterior a ela. assim. com aplicação retroativa ao processo eleitoral de 2008.com. inclusive. 9504/97). com nova distribuição das cadeiras. forçando todos os municípios a refazer os cálculos dos quocientes eleitoral e partidário (arts. João Almeida Neto (Salvador/BA) escreveu: A Emenda Constitucional nº 58/2009 ao alterar o coeficiente eleitoral. por conseqüência. inciso I malfere todos os princípios implícitos e explícitos da CF. porquanto visa preservar o pleno exercício da cidadania popular. 60. I. segurança jurídica e devido processo legal eleitoral. A aplicação da EC 58/2009 no processo eleitoral de 2008 implicaria não só no ferimento dos princípios da anterioridade eleitoral. não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. 106 e 107 do Código Eleitoral).com. uma crise de legitimidade. tentando modificar decisão tomada no sufrágio universal anterior.ebeji. qualquer alteração tendente a alterar o devido processo eleitoral. da CF). a EC nº 58 tem aplicação imediata (vigência). trazer à concorrência partidos que não obtiverem lugares anteriormente. Deste modo. criando. mais frontalmente o art.GEAGU Subjetiva http://grupos.br/GEAGU Por outro lado. podendo. isonomia. 10 da Lei n. 3. 3º. violando o princípio da Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. mas não é constitucional o aumento imediato do número de vereadores. Essa retroatividade prevista no art. como também na anulação das deliberações legislativas do ano de 2008 e nos procedimentos de registros dos candidatos a vereadores da eleição de 2008. as mencionadas alterações entrariam em vigor a partir da sua promulgação. pois os eleitores terão representantes que não elegeram. Essa malsinada regra contida na EC nº 58 fere todos os compromissos democráticos assumidos pela Constituição da República. o art.br 30 . conforme prega a ADI 4307. faz as normas retroagirem ao pleito de 2008. assim como no número máximo de registro de vereadores por partido político (art. deve ser expungida do ordenamento jurídico. 16 que versa: “A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. da EC nº 58. ampliou os limites máximos para a composição das Câmaras Municipais De acordo o art.

consubstanciado no art. o princípio da anterioridade eleitoral é uma cláusula pétrea e. Apenas foi deferida a medida cautelar. da Constituição. 5º. conforme já decidido pelo STF. o art. qual seja: a anulações das deliberações existentes no ano de 2008. Diante disso. 3º. § 4º. Sendo uma garantia fundamental. Na referida ADI. permitindo a vigência imediata da EC 58/2009. O princípio da anterioridade eleitoral representa uma garantia individual do cidadão-eleitor. caput) e do devido processo legal substancial (CF. Com a promulgação da emenda. a EC nº 58 afronta o princípio da anterioridade eleitoral. o STF julgou procedente para dar a interpretação conforme no sentido de que a inovação trazida pela EC 52/2006 somente fosse aplicada após decorrido um ano da data de sua vigência. com efeito ex tunc. observando-se os limites máximos e mínimos previstos nas alíneas “a”. o que de acordo com o noticiado pela imprensa. Ademias. está a ferir também os direitos individuais da segurança jurídica (CF. § 2º. IV. mesmo tendo sido publicada em setembro de 2009. na ADI 3. Essas implicações levariam a uma conseqüência mais grave.GEAGU Subjetiva http://grupos.br 31 . IV. 16 da CF/88. 5º. No entanto. Desta forma. acreditamos que o STF deve seguir os seus precedentes.ebeji. A ADI 4307 proposta contra a EC 58/2009. oponível ao legislador constituinte derivado.ebeji. estabelecer que a alteração do inciso IV. LIV). ainda não possui decisão definitiva. a partir do processo eleitoral de 2008. que permite que a alteração do processo eleitoral entre vigor na data de sua publicação. do art. 29 da CF produz efeitos retroativos. a EC 58/2009 ao violar o princípio da anterioridade eleitoral. da Constituição Federal. da EC nº 58/2009. possibilitaria um aumento de mais de sete mil cargos de vereadores nas Câmaras Municipais. 5º.685. A principal polêmica sobre essa Emenda diz respeito ao art. art. art. o critério de proporcionalidade foi retirado do texto constitucional que passou a estabelecer números máximos de vereadores para cada município. 29. e 60. “b” e “c”. com aplicação apenas nos processos eleitorais ocorridos um ano após a sua vigência Mariana Viana (Brasília/DF) escreveu: Antes da promulgação da Emenda Constitucional nº 58/2009.com.br/GEAGU isonomia. inciso I. mas impede que seja aplicada à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. uma proposta pelo Procurador Geral de República e outra pelo Conselho Federal da OAB questionando a Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. tramitam atualmente no STF duas ADINs. por força dos arts. julgando procedente a ADI 4307 para dar interpretação conforme.com. exigia que o número de vereadores fosse proporcional a população dos Municípios.

60.ebeji. XXXVI. e. bem de uso comum do povo e é dever dos Poderes Públicos e da coletividade defendê-lo e preservá-lo para as gerações vindouras. violando o art. a EC nº 58/2009 possibilitaria o aumento imediato do número de vereadores em todo o país.com. direito fundamental previsto no art. o STF havia impedido em sede de ADIN que a EC da quebra da verticalização partidária produzisse efeitos sem respeitar o prazo de um ano estabelecido pelo art. 16 da CF. acesso ao RIMA. que abrange qualquer tipo de lei (constitucional. A sociedade cumpre com o mandamento constitucional em três esferas diferentes: legislativa.ebeji. por meio de apresentação de projetos de iniciativa popular. da CF.com. Questão 03 – Grupo II (elaborado pelo Advogado da União Dr. participação em audiências públicas. 16 da CF que estabelece que a lei que alterar o processo eleitoral não se aplica à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência. participação em audiências públicas. 225. administrativa e judicial. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. § 4º. da CF. cláusula pétrea nos termos do art. caput da CF/88 prescreve que o meio ambiente ecologicamente equilibrado é direito de todos. ordinária). 5º XXXIV. 16 da CF é de concepção ampla. Na esfera administrativa por meio do direito de petição (art. CF/88) aos Poderes Públicos. a. formação de grupos de pressão e influência na elaboração legislativa.br 32 . já que antes da promulgação da referida EC. CF/88).br/GEAGU retroação. O art. Guilin (Belo Horizonte/MG) escreveu: O princípio da participação também conhecido como princípio democrático goza de expressa previsão constitucional e pode-se afirmar que é inerente ao próprio paradigma do Estado Democrático de Direito inaugurado pela Constituição Federal de 1988 – CF/88. XXXIII. direito de receber informações de interesse particular ou coletivo (art. Acredita-se que a tendência do STF é julgar o dispositivo citado inconstitucional. uma vez que a intenção do legislador era preservar o devido processo eleitoral e garantir a segurança jurídica. complementar. Na esfera legislativa.GEAGU Subjetiva http://grupos. 5º. Leonardo Sirotheau): Discorra sobre o princípio da participação relacionado ao Direito Ambiental. portanto. Sem a declaração de inconstitucionalidade. Entende-se que o termo “lei” disposto no art.

que esta participação se inicia na esfera privada. do meio ambiente já que reflete interesses difusos de toda a coletividade.com. Estes são os princípios do desenvolvimento sustentável. limite. que deve criar condições para a preservação e fruição de bens ambientais pela coletividade. político e econômico que demandam as nossas preocupações com o equilíbrio ecológico do planeta Terra.. empresários. nacional e internacional. o princípio da participação no direito ambiental se efetiva com a mobilização e organização da sociedade civil que pode atuar no âmbito local. Igreja. administradores. Além do exposto. trabalhadores. Bobbio (1992. O que importa. prevenção. prevenção e precaução. o Estado prega pela tutela pública.br/GEAGU Na esfera judicial por meio de ações coletivas como a ação popular.com. tendo por base a orientação humanística e transcendental e consubstanciando nos aspectos territorial. poluidor pagador. p. Observa-se de que o Estado Ambiental de Direito pressupõe uma dimensão democrática que propicia a participação dos mais diversos atores sociais (cientistas. doméstica e se fortalece e se efetiva na esfera pública em interdependência com os demais princípios constitucionais ambientais. que foram chamados de direitos da segunda geração.. mídia. entre outros) na defesa e preservação do meio ambiente e na promoção da qualidade de vida. regional. através de ações conjuntas do Estado e da sociedade visando à formulação e Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. O direito ambiental hodierno é conformado por um conjunto de princípios. etc. usuário pagador. como uma organização não governamental criada para defesa de determinado bioma como a mata atlântica. tais desenvolvimento sustentável.ebeji. intervenção estatal. protegendo o que convencionou chamar de direitos de terceira geração. precaução. cujo exemplo mais conhecido é o Greenpeace. educação ambiental.ebeji. 6) assinala que "ao lado dos direitos. O princípio da participação no direito ambiental é reflexo das interferências da sociedade respaldado pela democracia participativa albergada pela Magna Carta. participação e poluidor-pagador. Logo.] O mais importante deles é o reivindicado pelos movimentos ecológicos: o direito de viver num ambiente não poluído". emergiram hoje os chamados direitos da terceira geração [. é a coletividade ter informação e educação para saber que a preservação ambiental não pode ter fronteiras que depende da participação de cada um e de todos. Joaquim (Campos/ RJ) escreveu: A proteção ambiental tem se tornado uma tarefa inevitável do Estado contemporâneo.GEAGU Subjetiva http://grupos. ONGs. como uma associação de bairro. ação civil pública ajuizada por associações de defesa do meio ambiente ou Ministério Público. Ao se referir aos direitos fundamentais da terceira geração.br 33 . juristas.

Adriana Barbosa (Surubim/PE) escreveu: O meio ambiente encontra-se inserido na quarta geração ou dimensão de direito constitucional ante sua importância para o desenvolvimento saudável da sociedade e por representar um direito difuso. e no direito constitucionalmente consagrado de acesso à justiça.ebeji. através do sufrágio universal.com. referendum.br 34 . o meio ambiente não era (ou ainda é. que o Estado para tutelar o meio ambiente procura aparelhar-se com instrumentos estruturais. ou seja. métodos de deliberação colegiada. Pode-se verificar a implementação do mecanismo de gestão cooperada. infelizmente) visto com a preocupação e o cuidado devido. O princípio da participação no Direito ambiental encontra-se previsto como o princípio de n° 10 da Declaração do Rio de Janeiro da Conferência das Nações Unidas por um ambiente sustentável Mundial. utilizando-o de forma racional e sustentável. na possibilidade de realização de audiências públicas. vem implementando mecanismo de gestão cooperada com a comunidade. aquiescendo. ambientais etc. envolvendo o dever-poder conjunto do Poder Público e da Coletividade (Estado e Sociedade) incentivando a participação dos diferentes grupos sociais na formulação e execução da política do ambiente.. No Brasil.com.br/GEAGU implementação de políticas ambientais e à elaboração e execução de leis e atos normativos pertinentes à matéria ambiental. pesquisas de opinião dirigidas. Grandes avanços foram dados a partir da promulgação da nossa Lei Maior que tutelou em seu artigo 225 e parágrafos alguns direitos ambientais. bem como mecanismos de acesso à justiça e ao sistema de ouvidorias administrativas. tais como conselhos comunitários. em todos os seus entes federados.GEAGU Subjetiva http://grupos. de há muito. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. Tal princípio defende a efetiva participação dos diversos níveis da sociedade na proteção do meio ambiente. a sociedade deve participar de todos os programas e projetos que tenham conteúdo ambiental. plebiscito. Isto posto o princípio da participação no Brasil. rechaçando e opinando para o desenvolvimento sustentável da sociedade como um todo. na formação de órgãos colegiados (Conselhos). no direito de petição ao Poder Público. em que pese toda a nossa riqueza ambiental. Destarte. mecanismos de audiência pública.ebeji. na conquista e manutenção da soberania popular. com a devida participação da comunidade.

mandado de segurança coletivo. basicamente. caput. 225. pois assegurada a participação do cidadão na tutela do tema. ela tem como fundamento genérico o art. Não podemos esquecer que ainda é assegurada pelo princípio da participação a ida do cidadão aos poderes legalmente constituídos para a defesa do meio ambiente. parágrafo único da CF. Mas a Constituição foi ainda mais longe: ao lado da faculdade atribuída à coletividade de defender e preservar o meio ambiente. através de ONGs. Luciana França (Brasília) escreveu: A participação popular na proteção do meio ambiente está prevista expressamente no Princípio nº 10 da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 92. universidades. entre outros. o art.com. no Brasil. como a ação de iniciativa popular. mormente por ser de interesse de toda a sociedade.ebeji.ebeji. denúncia substitutiva.GEAGU Subjetiva http://grupos. 1º. Temos ainda diversas outras ações que podem servir para a tutela do direito ao meio ambiente saudável desta e das futuras gerações. Entre nós. a nossa Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. Eis que é dever de todo cidadão proteger e lutar por este direito difuso. Trata-se.br 35 . O direito de petição é assegurado constitucionalmente e visa proteger o meio ambiente da ação predatória do próprio homem. Munindo-o de instrumentos legais para garantir seu efetivo exercício. etc. podendo ser exercido pela sociedade civil organizada. manifestos ou mesmo um abraço simbólico e principalmente através da educação ambiental realizada em escolas. essas as regras que autorizam a atuação da coletividade na proteção do meio ambiente. igrejas. São.e. como fundamento específico em matéria de meio ambiente. que instituiu no país um regime de democracia semidireta . no intuito de forma consciência ecológica e modificar comportamentos e opiniões.br/GEAGU Resta. O princípio da participação assegura livre exercício do mesmo não o vinculando a qualquer órgão público. portanto. passeatas. Compete-nos tão somente exercer nossos direitos e exigir que os poderes constituídos cumpram seu dever de garantir a todos um meio ambiente equilibrado.com. da CF. de decorrência necessária do direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e do regime jurídico do ambiente como bem de uso comum do povo.

22. 225. E. da CF e art. § 3º. o Conama . I.804/89 e alterada pela Lei 8. o tratamento do assunto pela grande maioria da doutrina não deixa dúvida de que se tratam de princípios distintos. Manuela Alencar (Recife/PE) escreveu: Inicialmente cabe ressaltar que embora haja alguns autores que ainda abordem o princípio da prevenção como sinônimo de precaução. II.938/81. com a iniciativa popular nos procedimentos legislativos (art. a sociedade pode atuar diretamente na defesa do meio ambiente participando na formulação e na execução de políticas ambientais. 14. e 24.. em especial sobre os princípios da precaução e da prevenção. reconhecidos pelo Direito brasileiro. 6º. § 3º. Victor Trigueiro): Fale sobre os princípios aplicáveis ao direito ambiental. II. inc. por ocasião da discussão de estudos de impacto ambiental em audiências públicas (art. Questão 04 – Grupo II (elaborado pelo Advogado da União Dr. 192. § 2º. a ação civil pública ambiental da Lei 7. da CF). a realização de referendos sobre leis (art.ebeji.art. com a utilização de instrumentos processuais que permitem a obtenção da prestação jurisdicional na área ambiental (entre todos. existem três mecanismos de participação direta da população da proteção da qualidade ambiental. o mais famoso deles. o terceiro mecanismo de participação popular direta na proteção do meio ambiente é por intermédio do Poder Judiciário. da CE). inc. Em segundo lugar.br 36 . da CE) e nas hipóteses de realização de plebiscitos (art. 3. IV. da Lei 6. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. 14.028/90). ex.br/GEAGU Carta Magna impôs expressamente à sociedade o dever de atuar nesse sentido (art.GEAGU Subjetiva http://grupos.com. 61.com. por intermédio da atuação de representantes da sociedade civil em órgãos colegiados responsáveis pela formulação de diretrizes e pelo acompanhamento da execução de políticas públicas. 24. da CF e art. inc. 11. inc. previsto pela Constituição Federal. § 2º. caput). II. da Resolução 001/86 do Conama e art. 24. com redação dada pela Lei 7. Fundamentalmente. pela participação nos processos de criação do Direito Ambiental. I. § 3º. inc.347/85). da CE) e a atuação de representantes da sociedade civil em órgãos colegiados dotados de poderes normativos (p. caput e § 2º. da CF e arts. finalmente. Em primeiro lugar. abordando a relação existente entre ambos e o instituto do Estudo de Impacto Ambiental.ebeji.

Nesse sentido. CRFB). a ausência de certeza científica absoluta não deve servir de pretexto para postergar a adoção de medidas efetivas de modo a evitar a degradação ambiental. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. ou seja. A aplicação do princípio da precaução deve limitar-se aos casos de riscos graves e irreversíveis.GEAGU Subjetiva http://grupos.br/GEAGU O Princípio da prevenção enfatiza a prioridade que deve ser dada às medidas que previnam.433/97). o qual estabelece que os preços devem refletir todos os custos sociais do uso e esgotamento do recurso. 225. Lei 9. por precaução. deve se aplicar o princípio da precaução. prosseguir com ele ou suprimi-lo são conhecidas. de acordo com o estatuto atual do conhecimento. Diante de tais constatações. não podem ser ainda identificados. 225. Por outro lado. é possível delinear uma diferença entre o princípio da prevenção e o da precaução. podemos destacar: princípio do direito ao meio ambiente sadio e equilibrado (caput do artigo 225 da CRFB) o qual representa direito fundamental. Este princípio afirma que no caso de ausência da certeza científica formal. Àquele é aplicado quando se conhece os males provocados ao meio ambiente decorrentes de atividade potencialmente predatórias ou poluidoras. cuja previsão constitucional encontra-se no artigo 225 da Constituição da República Federativa do Brasil (CRFB). tal princípio não é aplicado em qualquer situação de perigo e dano. Consoante tal princípio. Dentre outros.com. o princípio a ser adotado é o da precaução. deve-se tomar as medidas necessárias para evitar o dano ambiental porque as conseqüências de se iniciar determinado ato. e não simplesmente reparem. princípio do usuáriopagador (art.com. princípio da equidade (artigo 225. a degradação ambiental. através do qual o poluidor deve suportar o custo da poluição por ele causada. Waleska Nogueira Reis Schettini Pinto (Belém/PA) escreveu: São inúmeros os princípios aplicáveis ao direito ambiental. parág 1. da Constituição) realizado pelos interessados antes de iniciada uma atividade potencialmente degradadora do meio ambiente. como não se tem certeza quanto aos possíveis efeitos negativos. dentre outras medidas preventivas a serem exigidas pelo órgão público. O princípio da prevenção se apóia na certeza científica do impacto ambiental de determinada atividade. Não obstante. não se admite o início da atividade até que se prove o contrário. e não a riscos de qualquer natureza.§ 3º. Case não haja certeza científica. Tal princípio é a garantia contra riscos potenciais que. princípio do poluidor –pagador (art. o princípio da prevenção é o maior alicerce do Estudo do Impacto Ambiental (art. inciso IV.ebeji. quando não se conhece o impacto de atividades potencialmente causadoras da degradação ambiental. 5º. a existência do risco de um sério ou irreversível requer a implementação de medidas que possam prever este dano. O nexo causal é cientificamente comprovado. Todavia. o Princípio da Precaução foi proposto formalmente na Conferência do Rio 92. Com efeito.br 37 .ebeji.

restar demonstrado que aquela atividade causará danos ao meio ambiente. está presente quando na análise da atividade ambiental. recuperar e/ou indenizar os danos. Vale lembrar que a doutrina não é unânime quanto à enumeração dos princípios de direito ambiental. É um principio que vem ganhando cada vez mais relevância nos dias de hoje. tais princípios juntamente com os demais princípios do direito formam um conjunto de normas que alicerçam o direito ambiental. vem o principio do Poluidor-Pagador. incerto ou potencial em favor do meio ambiente. harmonizando-os. Nesta hipótese. com o perigo concreto.ebeji. É uma ciência autônoma por possuir princípios específicos que orientam a sua disciplina. Já o princípio da prevenção trabalha com o risco certo. através do Estudo de Impacto Ambiental. mas por se tratar o meio ambiente de um bem de todos. princípio da informação (artigo 225.§ 1º.com. o princípio da umbiguidade. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. Com base nesse princípio. Primeiramente. propiciando ao réu (suposto poluidor) a obrigação de provar que sua atividade não é perigosa nem poluidora. da CRFB). traduz a necessidade de providências prévias referentes a atividades sobre as quais não haja uma certeza científica quanto aos possíveis efeitos negativos. por ele o meio ambiente está no centro das discussões. da CRFB) que determina a importância da preservação ambiental para as presentes e futuras gerações. o próprio relatório ambiental deverá apresentar soluções que amenizem ou aniquilem os danos decorrentes do atentado ao meio ambiente. Dentre os princípios específicos. expresso na Conferencia ECO/92 do Rio de Janeiro. Tal prova pode ser feita através do Estudo de Impacto Ambiental. Vale lembrar que isso não quer dizer que o pagamento autoriza a poluição. já que a poluição não respeita fronteiras. deve-se buscar o maior numero possível. line Marques de Campos (Poços de Caldas/MG) escreveu: O direito ambiental é uma ciência que cuida do bem jurídico meio ambiente.938/81.GEAGU Subjetiva http://grupos. O princípio da precaução caracteriza-se por uma ação antecipada diante do risco ou perigo abstrato. o qual apresentará uma análise preliminar de risco da atividade supostamente degradante. Assim. ou seja. a doutrina sustenta a possibilidade de inversão do ônus da prova nas demandas ambientais. Por ele é obrigação daquele que possui atividade poluidora pagar pelos riscos.br/GEAGU caput. principio 16. 4º. pois a finalidade é prevenir danos. inciso VII da lei 6.br 38 . os países se reúnem para estabelecer metas para a proteção ambiental. sejam implícitos ou expressos na ordem jurídica. bem como no art. Seguindo o rol. destacam-se alguns.ebeji. visando propiciar ao cidadão o pleno acesso às informações que tenham repercussão no meio ambiente.com.

br/GEAGU No mesmo inciso do art. alguns são expostos pela doutrina de maneira uniforme. Os princípios da precaução e da prevenção trazem a idéia de se evitar a incidência de danos ambientais. Ambos estão ligados ao instrumento de estudos de impacto ambiental. por isso realiza-se o estudo para concluir sobre os danos que podem ocorrer com determinado empreendimento. Tatiana Sales Cadena (Fortaleza/CE) escreveu: A Constituição Federal de 1988 trata o meio ambiente como direito fundamental da pessoa humana.br 39 . parte da afirmação que se há duvida se vai ou não causar dano ao meio ambiente o empreendimento não deve ocorrer. do poluidor-pagador e da participação. é que vão orientar a concessão ou não de licenças para empreender. A ninguém é dado o direito de interferir no meio ambiente. que estabelece uma diferenciação. Entretanto. O estudo do impacto ambiental é uma etapa previa do licenciamento ambiental. Nesse contexto. Todavia. o poluidor repara e o usuário paga pelo uso. serve para acautelar danos previsíveis. Não há consenso na doutrina sobre a numeração dos princípios aplicáveis ao Direito Ambiental. está o principio do usuário pagador. parte da previsão de danos possíveis.com. o estudo técnico realizado por uma equipe de profissionais para avaliar o impacto que uma atividade ou empreendimento causa ao meio ambiente visa implementar os princípios acima. 4º da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente. bem como o Poder Público deve defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Assim. da prevenção. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. ou seja.ebeji. como os princípios do desenvolvimento sustentável. que verifica na pratica se a obra é viável ambientalmente. e dispõe que a coletividade. dois princípios se destacam: precaução e o da prevenção.GEAGU Subjetiva http://grupos. essencial à sadia qualidade de vida. Já a prevenção.com. Vale lembrar que os princípios e o estudo prévio não visam imobilizar a ação humana ou mesmo impedir o desenvolvimento. as conclusões e possibilidades levantadas pelo estudo de impacto ambiental. Mas. da precaução. nos termos da Constituição Federal.ebeji. Em síntese. Eles não se confundem. Pela precaução busca-se evitar os empreendimentos que podem causar danos imprevisíveis. mas sim permitir a racionalização do uso dos recursos ambientais para as presente e futuras gerações. que consiste no dever de contribuição pela utilização dos recursos ambientais com fins econômicos. eles não são tratados pela doutrina como sinônimos.

Mais especificamente sobre os princípios da prevenção e da precaução. É importante destacar. obedecendo a princípios específicos de proteção. a doutrina majoritária os trata como princípios distintos. do poluidor-pagador. da Lei Fundamental. não é em qualquer situação de perigo que tal princípio se faz incidir.com. Vale dizer. Por outro lado.ebeji. Juliana Wanderley de Azevedo (Brasília/DF) escreveu: O direito ambiental é uma ciência dotada de autonomia científica. o princípio da precaução é a garantia contra riscos ainda não identificados. mas somente na certeza cientifica do impacto ambiental de determinada atividade ambiental. parágrafo 1˚. e expõe a necessidade de se adotar medidas que previnam a degradação ambiental. não obstante o objetivo comum de ambos: evitar a concretização do dano. No entanto. da prevenção e da precaução. pode-se afirmar que são os dois mais importantes em matéria ambiental. Assim. da participação. cabendo ao interessado o ônus de provar que as intervenções pretendidas não são perigosas ou poluentes. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos.GEAGU Subjetiva http://grupos. por exemplo. Na dúvida. pode-se afirmar que o nexo causal entre o ato e o dano ambiental é cientificamente comprovado. Na doutrina brasileira. Com efeito. que o princípio da prevenção é o maior alicerce do Estudo de Impacto Ambiental previsto no art. ficando a sua interpretação a depender da visão de cada autor. a incerteza científica milita em favor do meio ambiente. alguns princípios são identificados com mais frequência. cujo objetivo fundamental é orientar o desenvolvimento e a aplicação de políticas ambientais. como. 225. Entretanto. Ele afirma que a ausência de certeza cientifica não deve servir de pretexto para postergar a adoção de medidas efetivas de forma a evitar a degradação ambiental.com.br/GEAGU O princípio da prevenção tem por finalidade evitar que o dano possa produzir-se. ainda não há consenso sobre os princípios de direito ambiental. o EIA é exigido aos interessados para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. opta-se pela solução que proteja o ser humano e conserve o meio ambiente.ebeji.br 40 . Embora haja autores que abordem o princípio da prevenção como sinônimo de precaução. o do desenvolvimento sustentável. uma vez que a tendência atual do direito internacional do meio ambiente é orientado mais no sentido da prevenção do que na reparação.

em seu artigo 225 parágrafo 1º. a sua aplicação inverte o ônus da prova e impõe ao autor potencial provar.ebeji. como exemplo.ebeji. considerou que a infração estava capitulada como ilícito penal. como peça informativa da instrução. alicerçado nos princípios da precaução e da prevenção. ou seja. Após a conclusão do processo administrativo disciplinar. como forma de assegurar o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. A sindicância. inciso IV. que a sua ação não causará danos ao meio ambiente. deverá expedir um Parecer. teria praticado crime contra a seguridade social. servidor do INSS.com. manifestando-se sobre os seguintes pontos: Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. foram assegurados o contraditório e a ampla defesa a Pedro. No que tange ao princípio da prevenção. o expediente foi encaminhado a você. é aplicado quando se conhece os males provocados ao meio ambiente decorrentes de atividades potencialmente predadoras ou poluidoras. com base em prova emprestada. ao final. que. citam-se as discussões sobre os impactos dos alimentos trangênicos e da radiofrequência das antenas de telefonia celular ao meio ambiente e à saúde humana. Victor Trigueiro): A administração pública abriu sindicância a fim de apurar se Pedro. devendo-se tomar as medidas necessárias para evitar o dano. Concluiu-se que o citado servidor participava de um esquema de favorecimento a segurados da previdência social na concessão de aposentadorias. encaminhou cópia dos autos ao Ministério Público e recomendou a aplicação da pena de demissão ao servidor. exige o estudo prévio de impacto ambiental.GEAGU Subjetiva http://grupos.br 41 . concluída no prazo legal. tendo o meio ambiente em seu favor o benefício da dúvida no caso de incerteza sobre o nexo causal entre determinada atividade e um efeito ambiental negativo. Como exemplos. Os autos da sindicância integraram o processo disciplinar. tem-se que o princípio da precaução. para a instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação ao meio ambiente. ante a ausência da certeza científica formal. Cita-se.br/GEAGU Quanto às diferenças.com. A fraude consistia na alteração de informações a respeito de seus salários-de-contribuição para possibilitar a concessão irregular do benefício. resultou na instauração de processo disciplinar contra o servidor. apóia-se na certeza científica do impacto ambiental de determinada atividade. com anterioridade. a atividade de mineração. Nesse diapasão. e nos depoimentos colhidos durante a instrução do processo disciplinar. licitamente obtida por meio de interceptação telefônica. Dentre as medidas preventivas a serem exigidas pelos órgãos públicos. Parecer Jurídico (elaborado pelo Advogado da União Dr. na condição de Procurador Federal. Durante o processo. A administração. preceitua que a existência do risco de um dano sério ou irreversível requer a implementação de medidas que possam prever este dano. a Constituição Federal.

obtida mediante interceptação telefônica devidamente autorizada pela autoridade judicial. Ao final. Pedro.com.ebeji. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos.GEAGU Subjetiva http://grupos. I. através de alteração nas informações de seus salários de contribuição. Ementa: PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR.com. há obstáculo jurídico para a utilização da citada prova emprestada no processo administrativo disciplinar? 3) Qual o crime cometido. No processo administrativo disciplinar. POSSIBILIDADE. servidor público do INSS. UTILIZAÇÃO DE PROVA EMPRESTA. EXERCÍCIO DO CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA NA FASE DE SINDICÂNCIA. tendo se utilizado de prova emprestada produzida mediante interceptação telefônica devidamente autorizada pela autoridade judicial. em tese. pelo servidor do INSS? Mariana Tavares de Mattos (São Paulo/SP) escreveu: Parecer n°: Referência: processo n° Interessado: Assunto: processo administrativo disciplinar em que se apura a prática de ilícito funcional cometido pelo servidor público do INSS.br 42 . Pedro.br/GEAGU 1) No decorrer da sindicância. Relatório Trata-se de consulta encaminhada a esta Consultoria Jurídica acerca de processo administrativo disciplinar em que se apurou que. do qual foram parte integrante os autos de sindicância. TIPIFICAÇÃO DO CRIME COMETIDO PELO SERVIDOR. para tanto. participava de esquema de favorecimento a segurados da previdência social na concessão de aposentadoria. encaminhou os autos ao Ministério Público e aconselhou a aplicação da pena de demissão ao servidor. prova produzida no processo criminal. tendo sido utilizada.ebeji. o que implicava na concessão irregular dos benefícios. A comissão processante entendeu pela ocorrência de ilícito funcional e penal. foram garantidos o contraditório e a ampla defesa. era prescindível o exercício do direito de defesa do servidor? 2) De acordo com orientação do Supremo Tribunal Federal.

Caracteriza-se por ser um processo não litigioso. a possibilidade de uso da interceptação telefônica como prova emprestada no processo administrativo disciplinar e. sendo que uma vez havendo provas de materialidade e autoria instaura-se o processo administrativo disciplinar. mediante interceptação. estando em total consonância com o ordenamento jurídico. A Constituição Federal. por fim. É o relatório. sendo fase anterior à instauração do processo principal. uma vez que a Lei Maior apenas Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. no caso o processo administrativo disciplinar. garante a todos a inviolabilidade de sua intimidade e do sigilo das correspondências. acusatório e definitivo. sendo que este próprio dispositivo relativiza essa garantia. sendo que neste sim é obrigatória a garantia desse direito fundamental do cidadão.ebeji. segundo orientação da mais alta Corte (QO INQ 2424-RJ). os autos comprovam que foi garantido ao servidor Pedro o exercício do direito de defesa.com. de dados e das comunicações telefônicas. pois ainda não há qualquer relação de conflito entre os interessados. insta-se saber sobre a necessidade de se assegurar o contraditório e ampla defesa na fase de sindicância. tal se mostra possível. na fase de sindicância não há necessidade de se assegurar o contraditório e a ampla defesa. No caso em análise.GEAGU Subjetiva http://grupos. e para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. seja possível a quebra do sigilo das comunicações telefônica. Há uma grande divergência na doutrina sobre a possibilidade ou não de uso de prova produzida no juízo criminal como prova emprestada em processo civil ou administrativo. incisos X e XII. II. o que somente ocorrerá após a instauração do processo disciplinar. ao autorizar que mediante ordem judicial.br 43 . em tese cometido pelo servidor público. comunicações telegráficas. Possui caráter inquisitório. Por este motivo.com. apenas apura-se a ocorrência de fato ilícito. uma vez que ainda não está estabelecida uma situação de conflito entre o Estado e o servidor público. qual o crime. na classificação de José dos Santos Carvalho Filho. em seu artigo 5°.br/GEAGU No caso. este um processo litigioso. Alguns argumentam que não seria admissível o seu uso. Quanto à possibilidade de uso no processo administrativo de interceptação telefônica produzida no processo penal como prova emprestada. especificamente no caso de interceptações telefônicas.ebeji. semelhante ao inquérito civil e penal. Fundamentação A sindicância é o processo administrativo utilizado para a averiguação preliminar do possível cometimento de ilícito funcional pelo servidor público.

À consideração superior.ebeji. da Lei 8112/90. que visa a assegurar os interesses do Estado. Outros defendem que será possível o seu uso em outros processos. previsto no artigo 313-A. III. mostra-se correta a aplicação da penalidade de demissão. c) o servidor público cometeu crime contra a Administração Pública. mostra-se viável o uso da interceptação telefônica como prova emprestada no processo administrativo disciplinar. Assim. b) é possível o uso de interceptação telefônica obtida licitamente na esfera criminal. I. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. Conclusões Ante o exposto. Por fim. Por ser o mencionado delito enquadrado no rol dos crimes contra a Administração Pública. conforme o artigo 132.GEAGU Subjetiva http://grupos. que possa ser utilizada contra a mesma pessoa em outro processo no qual se apura outra qualificação jurídica. Dessa forma. qual seja a intimidade.com. entendem que já teria havido rompimento do valor que é resguardado pela Constituição. não podendo ser feita interpretação extensiva para admiti-la nas esferas cível e administrativa. Local/Data Procurador Federal. desde que a prova seja lícita. Além disso. I. pois o servidor alterou informações sobre os salários de contribuição constantes de banco de dados do INSS.ebeji. como prova emprestada em processo administrativo disciplinar.com. com base no artigo 132. no caso o ilícito funcional. não faria qualquer sentido ignorar a existência de prova já produzida. Pedro. denominado de peculato eletrônico. está tipificada no crime de inserção de dados falsos em sistema de informações.br 44 . nada mais havendo que preservar.br/GEAGU excepcionou a violação da intimidade através da quebra das comunicações telefônicas para fins penais. do CP. sendo cabível a aplicação da penalidade de demissão. e que tenham participado as mesmas partes em ambos os processos. do Estatuto dos Servidores Públicos Federais. para fim de concessão irregular de benefício de aposentadoria. entende esta Consultoria Jurídica que a conduta do servidor público. pois a Constituição teria vedado apenas o uso de provas ilícitas. esta Consultoria Jurídica manifesta-se no seguinte sentido: a) é prescindível a garantia do contraditório e da ampla defesa na fase de sindicância. tipificado no artigo 313-A do CP. também conhecido como peculato eletrônico.

servidor do INSS. A sindicância. II – Fundamentação: A. I – Relatório: A administração pública abriu sindicância a fim de apurar se Pedro. isto é. com base em prova emprestada.com. Durante o processo.br 45 . teria praticado crime contra a seguridade social. licitamente obtida por meio de interceptação telefônica. Crime penal. Exercício do direito de defesa.br/GEAGU Maria Eduarda (Recife/PE) escreveu: PARECER N°: REFERÊNCIA: processo n° INTERESSADO: Procurador Federal ASSUNTO: processo administrativo disciplinar. DA SINDICÂNCIA A sindicância é o meio sumário de que se utiliza a administração pública para proceder à apuração de ocorrências anômalas no serviço público.com.ebeji. Concluiu-se que o citado servidor participava de um esquema de favorecimento a segurados da previdência social na concessão de aposentadorias. foram assegurados o contraditório e a ampla defesa ao servidor.de um PAD. como peça informativa da instrução. A administração ao final. EMENTA: sindicância. resultou na instauração de processo disciplinar contra o servidor.ebeji. Os autos da sindicância integraram o processo disciplinar. Interceptação telefônica. A fraude consistia na alteração de informações a respeito de seus salários-de-contribuição para possibilitar a concessão irregular do benefício. A sindicância reveste-se de caráter inquisitório porque é processo não litigioso.GEAGU Subjetiva http://grupos. considerou que a infração estava capitulada como ilícito penal. concluída no prazo legal. encaminhou cópia dos autos ao Ministério Público e recomendou a aplicação de pena de demissão ao servidor. e nos depoimentos colhidos durante a instrução do processo disciplinar. Prova emprestada. obrigatoriedade de instauração de sindicância se já houver elementos probatórios aptos a ensejar o procedimento administrativo. porém. Não há. tem caráter meramente investigativo resultando na instauração – ou não. como conseqüência não incide o princípio da ampla defesa e do Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. as quais fornecerão elementos concretos para a imediata abertura de processo administrativo contra o funcionário público responsável.

B. C. confissão. Barbosa Moreira. A prova emprestada ingressa no outro processo sob a forma documental. Satisfeitas essas duas condições terá a prova empresada o mesmo valor das demais provas realizadas dentro do processo. submetida ainda a respectiva produção ao crivo do contraditório. III. DA PROVA EMPRESTADA Prova emprestada é a prova de um fato. Talamini não admite a importação em qualquer hipótese. mediante interceptação telefônica autorizada pelo juízo competente no curso de instrução processual penal ou de investigação criminal.Conclusão: Tendo em vista o exposto. Carlos Britto.com.ebeji. pois o regime jurídico da interceptação telefônica a restringe ao processo penal. Min. haja vista que tais garantias serão ulteriormente asseguradas ao servidor no curso do próprio PAD. produzida em um processo. rel. não faria sentido que continuássemos a preocuparnos com o risco de arrombar um cofre já aberto”.2008).06. 313-A do Código Penal incorre no crime de inserção de dados falsos em sistema de informações quem altera indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da administração pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem. Quanto ao empréstimo de interceptação telefônica feita em determinado processo penal. para ele “sacrificado o direito da parte à preservação da intimidade. Segundo a jurisprudência do STF. Para que seja admissível é preciso que o processo original tenha envolvido as mesmas partes. que é trasladada para outro processo. depoimento pessoal. sob pena de nulidade da punição aplicada. por meio de certidão extraída daquele. uma vez obtidas as provas. porém a admite. previamente. testemunhas. há controvérsias na doutrina. conclui-se que: Preparação de qualidade para concursos? http://grupos.com. como o procedimento administrativo disciplinar.br 46 .br/GEAGU contraditório. a observância das mencionadas garantias. 25.GEAGU Subjetiva http://grupos. seja por documentos. poderá o seu uso ser ulteriormente compartilhado para instruir processo de natureza administrativa.725 QO/SP. ou exame pericial.ebeji. (Inq 2. DO ILÍCITO COMETIDO De acordo com o art. Diferentemente se a sindicância decidir pela imposição de penalidade disciplinar ao servidor será obrigatória.

Processo nº I – RELATÓRIO Trata-se de parecer objetivando verificar a prescindibilidade do exercício do direito de defesa do servidor em sede de sindicância. pelo servidor é o de inserção de dados falsos em sistema de informações. foi aberta sindicância para apurar se Pedro. praticada pelo servidor do INSS. LICITUDE. em tese. em tese.com. uma vez que. tendo sido concluído que este participava de um esquema de favorecimento a segurados da previdência social na concessão de aposentadorias. a orientação do STF sobre a utilização de prova emprestada nos processos desta natureza. de caráter meramente investigativo resultando na instauração do PAD.ebeji.br/GEAGU 1) No decorrer da sindicância era prescindível o exercício do direito de defesa do servidor. PROVA EMPRESTADA. Submeto à apreciação superior Local e data.com. 313-A do CP. como conseqüência não incide o princípio da ampla defesa e do contraditório. 2) Segundo a jurisprudência do STF. Tal sindicância. com base em prova emprestada obtida por meio de interceptação telefônica e nos depoimentos colhidos durante a instrução Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. CRIME DE INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÕES.GEAGU Subjetiva http://grupos.br 47 . haja vista que tais garantias foram ulteriormente asseguradas ao servidor no curso do próprio PAD. Procurador Federal Bárbara Brasil (Porto Alegre/RS) escreveu: EMENTA: SINDICÂNCIA E PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. A administração. A fraude consistia na alteração de informações a respeito de seus salários-de-contribuição para possibilitar a concessão irregular do benefício. AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. no caso em deslinde. É o parecer. possui natureza de procedimento. resultou na instauração de processo disciplinar contra o servidor. conforme dispõe o art. uma vez obtidas as provas. mediante interceptação telefônica autorizada pelo juízo competente no curso de instrução processual penal ou de investigação criminal. concluída no prazo legal. bem como o enquadramento penal da conduta. poderá o seu uso ser ulteriormente compartilhado para instruir processo administrativo disciplinar. 3) o crime cometido. Conforme relatado. servidor do INSS.ebeji. ao final. teria praticado crime contra a seguridade social.

em processo disciplinar subseqüente. no que atine ao enquadramento penal do crime cometido. como bem reconhece a doutrina e próprio STF. III – CONCLUSÃO Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. 143 da Lei 8112/90. da Lei 8112. Com efeito. 145. interpretando o art.GEAGU Subjetiva http://grupos.com. consoante entendimento consolidado no STF. procedimento meramente inquisitório e preparatório do processo administrativo disciplinar. inciso LV da Carta Magna. de maneira inquisitorial. XII. Por fim. hipótese na qual há se observar a garantia constitucional. No que pertine ao entendimento da jurisprudência do STF quanto à utilização da prova emprestada no processo administrativo disciplinar.com. eis que servidor autorizado fez a inserção de dados falsos a respeito dos salários-decontribuição de segurados da Previdência Social para possibilitar a concessão irregular do benefício. ou contra outros servidores cujos supostos ilícitos teriam despontado à colheita dessas provas. Trata-se de crime próprio e formal que se consuma com a inserção dos dados falsos com o fim de obter vantagem indevida. elementos bastantes à imputação de falta ao servidor. bem como no art. em tese. que são a advertência e a suspensão por prazo não superior a trinta dias. 5º. considerou que a infração estava capitulada como ilícito penal. 313-A. Exceção se faz no caso de a sindicância chegar a aplicar as sanções de advertência ou suspensão de até 30 dias através do procedimento sumário. tem se manifestado favorável à utilização de dados licitamente obtidos em interceptação telefônica autorizada judicialmente em processo administrativo disciplinar. no que diz respeito à sindicância. encaminhando cópia dos autos ao Ministério Público e recomendando a aplicação da pena de demissão ao servidor. do CP. 5º. obtendo vantagem indevida àqueles. Isso porque o Tribunal Excelso. deve-se inferir pela sua possibilidade. a estrita reverência aos princípios do contraditório e da ampla defesa só é exigida. Nunca. da CF em consonância com o art. não há que se falar na imprescindibilidade do contraditório e ampla defesa. insculpido no art. via de regra. pelo servidor. na sindicância que funcione apenas como investigação preliminar tendente a coligir.296/96. A concessão de benefícios indevidos é a finalidade especial do delito. independentemente da ocorrência do resultado naturalístico. há de se verificar que a conduta tipifica o crime de inserção de dados falsos em sistema de informações. como requisito essencial de validez. 1º da Lei 9. II. consoante o art. no processo administrativo disciplinar e na sindicância especial que lhe faz as vezes como procedimento ordenado à aplicação das duas penas mais brandas. tendo como sujeito passivo a Administração Pública. Entretanto.br/GEAGU do processo disciplinar.br 48 . elemento subjetivo do tipo.ebeji.ebeji. II – FUNDAMENTAÇÃO A garantia do contraditório e ampla defesa no processo administrativo disciplinar está consagrada no art. no intuito de fazer prova contra a mesma ou as mesmas pessoas em relação às quais foram colhidos.

quando a prova foi licitamente produzida no processo de origem. 313-A do CP. cometido pelo servidor. conclui-se que o exercício do contraditório e da ampla defesa é dispensável em sede de sindicância. hipótese de sindicância especial.br 49 . Fernanda Santos Faria (Palmas/TO) escreveu: PARECER Nº XXXX SOLICITANTE: INSS ASSUNTO: Análise jurídica de delineamentos relacionados à prática de crime contra a seguridade social cometido por servidor do INSS.br/GEAGU Diante do exposto. em tese. previsto no art. 2.com. Local.ebeji. sobretudo a prescindibilidade do exercício de defesa no curso da sindicância. bem como que o enquadramento penal da conduta. possibilidade da utilização de prova emprestada no processo administrativo disciplinar e indicação do crime. Infere-se. À apreciação pela autoridade superior. data.ebeji. ressalvado apenas aqueles casos em que a sindicância resulta nas sanções de advertência e a suspensão por prazo não superior a trinta dias. visando a concessão irregular de aposentadorias. praticada pelo servidor do INSS está prevista no crime de inserção de dados falsos em sistema de informações. que o STF tem posição pacífica quanto à possibilidade de utilização da prova emprestada no processo administrativo disciplinar. em tese.com. FUNDAMENTAÇÃO A prática de infração cometida por agente público no âmbito da Administração deve ser investigada e aplicadas as sanções adequadas aos infratores. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. É o parecer. RELATÓRIO Trata-se de consulta realizada pela Autarquia Previdenciária acerca de aspectos jurídicos referentes a punição administrativo-disciplinar de servidor do INSS que praticara crime contra a seguridade social ao fraudar informações a respeito de salários-de-contribuição de segurados.GEAGU Subjetiva http://grupos. 1. Procurador Federal. também.

portanto. do crime previsto no crime previsto no art. a doutrina e a jurisprudência.com. tem natureza de verdadeiro processo administrativo disciplinar. 313-A do CP (inserção de dados falsos em sistema de informações). Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. em tese. sendo neste caso indispensável observância do contraditório e ampla defesa do servidor. se for o caso. pela viabilidade jurídica da utilização de prova emprestada em processo administrativo disciplinar.br 50 . com o fito de manter a correção e legitimidade da atuação de seus agentes. 313A do CP (inserção de dados falsos em sistema de informações). ressalta-se que. Para tal desiderato a Administração instaura processo administrativo disciplinar. A sindicância é um processo administrativo preparatório e inquisitório que visa apurar preliminarmente a existência de um ilícito funcional para posteriormente. punível com pena de reclusão de dois a doze anos e multa. Neste sentido é o entendimento do Supremo Tribunal Federal. 3. sobretudo do STF são favoráveis à utilização de prova emprestada no processo administrativo disciplinar. o qual tem caráter definitivo e objetiva a apuração principal e eventual aplicação da sanção. contra outros servidores cujos supostos ilícitos tenha despontado a colheita dessas provas.ebeji. bem como aponta a prática pelo servidor. o servidor do INSS ao alterar informações nos bancos de dados da Administração Pública. o qual pode ser precedido ou não de sindicância. quando a sindicância for instaurada com caráter punitivo e não meramente investigatório e preparatório de processo disciplinar. Por fim. punir seus servidores. opina-se pela prescindibilidade da observância dos princípios do contraditório e ampla defesa na sindicância.GEAGU Subjetiva http://grupos. instruir futuro processo administrativo disciplinar. por conseguinte. CONCLUSÃO Ante o exposto.com. até mesmo.br/GEAGU A Administração dispõe do poder-dever de averiguar as faltas funcionais e. De outra parte. Contudo.ebeji. a interceptação telefônica obtida para fins de investigação criminal ou instrução de processo penal pode ser utilizada em processo administrativo disciplinar contra as mesmas pessoas investigadas no processo judicial ou. Com efeito. A sindicância por ser procedimento inquisitorial e prévio à acusação e instauração do processo administrativo disciplinar dispensa a presença obrigatória do acusado. com o fim de concessão irregular de aposentadorias aos segurados incidiu na prática do crime previsto no art. é prescindível a observância dos princípios do contraditório e ampla defesa.

a fim de que estes recebam benefício a maior.112/90. Por outro lado. 2.br 51 .GEAGU Subjetiva http://grupos.ebeji. ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido. no caso de aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 dias.com. a sindicância será não-litigiosa quando tem somente o cunho investigativo e preliminar ao Processo Administrativo Disciplinar. por sua vez. enquanto que a sindicância litigiosa.ebeji. enseja o Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. II da Lei nº 8.Relatório: 1. a fim de averiguar a possibilidade jurídica dos seguintes fatos: a) se a sindicância prescinde de contraditório. a sindicância não-litigiosa dispensa o contraditório e a ampla defesa. A sindicância.Fundamentação: 1. data. O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor público por infração praticada no exercício de suas atribuições. PROVA EMPRESTADA. 145. AUSÊNCIA DE DEFESA.com. é um processo administrativo anterior ao processo administrativo disciplinar de cunho não punitivo. NATUREZA. conforme o STJ. via de regra. CRIME CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA I. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. pode assumir a natureza de processo administrativo disciplinar litigioso. conforme o art. II. por haver aplicação de penalidade. Trata-se de solicitação encaminhada a esta Procuradoria. conforme ensina José dos Santos Carvalho Filho. SINDICÂNCIA. A diferença entre os dois tipos é que. b) qual o entendimento do STF acerca da utilização de prova obtida por meio de interceptação telefônica na persecução penal no processo administrativo disciplinar. A sindicância. É o relatório.br/GEAGU É o parecer. então. c) qual crime que comete o servidor que altera informações do segurado da previdência social. PROCURADOR FEDERAL Wiliam Stefani (Caxias do Sul/RS) escreveu: Parecer nº: XXX Solicitante: XXX EMENTA: DIREITO ADMINISTRATIVO. Local.

o teor da Súmula Vinculante nº 14 do STF. III – Conclusão: 1. embora se afirme que não há contraditório e ampla defesa. na sindicância. 5º da Constituição federal.ebeji. o exercício de tal direito é dispensável. no exercício das funções. do art. nada impede a aplicação da Súmula Vinculante nº 14 do STF.ebeji. a prova obtida por meio de interceptação telefônica pode ser utilizada como prova emprestada no processo administrativo disciplinar. bem como em razão de que. com pena de detenção. conforme o STJ. o exercício do direito fundamental do contraditório e da ampla defesa é dispensável. 3.br 52 . no tipo penal do art. A conduta praticada pelo servidor público insere-se nos crimes contra a Administração Pública em em especial. os servidores públicos devem preservar a moralidade da Administração Pública. a Lei nº 9. não se pode deixa de aplicar. Tal conduta é típica. se possível.GEAGU Subjetiva http://grupos.com. deve0se garantir ao investigado o exercício da mais ampla defesa e do contraditório.br/GEAGU contraditório. Todavia. 2. prevista no art. 3. visto que o contraditório foi diferido ao processo administrativo disciplinar. que afirma ser direitos do defensor ter acesso aos elementos de prova já colhidos e documentados. deve-se à aplicação do princípio da supremacia do interesse público sobre o privado. No entanto. Considerando a característica não-litigiosa da sindicância no caso em tela. a interceptação telefônica só se dará por meio de ordem judicial e para fim de investigação criminal ou instrução processual penal nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer. ao presente caso. mas. No entanto.com. classificada em inserção de dados falsos em sistema de informações. conforme caput do art. Nos termos do inciso XII. De acordo com o Supremo tribunal Federal. para que tal prova seja utilizada no PAD. 313-A do Código Penal: inserção de dados falsos em sistemas de informações. o STF admite que a prova obtida por meio de interceptação telefônica seja utilizada como prova emprestada no âmbito do processo administrativo disciplinar. A conduta praticada pelo servidor público foi a de alterar informações a respeito do salário-de-contribuição de segurador com o fim de que obtenham uma renda mensal maior quando da concessão de benefício previdenciário.296/96 dispõe que a interceptação telefônica tem caráter subsidiário e se submete à cláusula de reserva de jurisdição. Além disso. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. 4. crime praticado contra a Administração Pública. 37 da Constituição Federal. 313-A do Código Penal. Ensejando reserva legal qualificada. não se admitirá tal espécie investigativa quando o fato investigado constituir infração penal punida. É o parecer. Tal constatação. desde que assegurados o exercício do contraditório e ampla defesa. no máximo. No caso em tela. que submeto à autoridade superior.

Min. 3ª Seção. PROVA EMPRESTADA. Paulo Gallotti. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. xxxx. É o relatório. Supremo Tribunal Federal. sobre a possibilidade de utilização de prova emprestada oriunda de investigação penal no processo administrativo disciplinar e a correta capitulação penal dos fatos supostamente praticados pelo servidor investigado. quando este tiver natureza inquisitorial e meramente preparatório para ulterior processo administrativo disciplinar. INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÕES. LEGALIDADE. Nesse sentido: MS nº 10.br/GEAGU Local e data. DJ de 2/10/2006. ou mesmo contra outros servidores cujos supostos ilícitos teriam sido verificados a partir dessa prova não ofende a ordem constitucional vigente. Rel.: xxxx Interessado: INSS. SINDICÂNCIA PRELIMINAR. a utilização. Procurador Federal"/ Enrico Müller (Rio de Janeiro/RJ) escreveu: PARECER Parecer n. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. de prova obtida mediante escuta telefônica judicialmente autorizada em investigação penal contra o mesmo servidor em relação ao qual foi colhida. Referente ao processo de no. sem estar dirigido. à aplicação de sanção ao servidor. Fundamentos: Na esteira do entendimento consolidado pelo E. CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA. PENA DE DEMISSÃO. EMENTA: SERVIDO PÚBLICO.ebeji. desde logo. bem como.com. no processo administrativo disciplinar.ebeji.com. Relatório: Trata-se de consulta encaminhada pelo INSS que requer manifestação acerca da necessidade de observância do contraditório e da ampla defesa em procedimento de sindicância com objetivo meramente inquisitorial e preparatório. Segundo a orientação firmada pelo pleno do E.828/DF.GEAGU Subjetiva http://grupos. Superior Tribunal de Justiça.br 53 . é prescindível a ampla defesa e contraditório no procedimento de sindicância.

sendo possível a utilização de prova emprestada oriunda de investigação ou processo penal no mencionado PAD. de seu pai. a conduta supostamente praticada pelo servidor público do INSS amolda-se à pratica do crime de inserção de dados falsos em sistema de informações. em janeiro de 2009.o qual prevê pena de reclusão.br/GEAGU sendo. essa consultoria é no sentido de que a sindicância com finalidade meramente inquisitorial e preparatória de posterior processo administrativo disciplinar prescinde do contraditório e ampla defesa. em 02/08/2009. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. 3683 QO / MG . mediante a concessão irregular dos benefícios. tendo em vista os fatos descritos. previsto no artigo 313-A do Código Penal .ebeji. que. previsto no Artigo 313-A do código penal. por não encontrar amparo na ordem jurídica vigente. Data. que corresponde à finalidade de obter vantagem indevida para os segurados. na Câmara Municipal de Belém. À Consideração. pode-se afirmar que a conduta supostamente praticada pelo servidor público do INSS amolda-se à pratica do crime de inserção de dados falsos em sistema de informações. de ofício. Órgão Julgador: Tribunal Pleno. Local. Procurador Federal. Tendo em vista os fatos descritos. CEZAR PELUSO.GEAGU Subjetiva http://grupos.br 54 . cumprindo determinação da reitoria. Conclusão: Ante o exposto. onde cursou um semestre.ebeji. que buscou a matrícula devido sua difícil situação financeira bem como à sua nomeação e posse em cargo público comissionado. Julgamento: 13/08/2008. indeferiu. Peça Judicial (laborada pelo Procurador Federal Dr.com. admitida em nosso ordenamento jurídico. o pedido de transferência compulsória de matrícula de determinado aluno. portanto. de 2 (dois) a 12 (doze) anos.Relator(a): Min.haja vista o elemento objetivo do tipo consistente na alteração indevida de informações a respeito dos salários-de-contribuição dos segurados. Nesse sentido: Pet. Por fim. e multa . servidor público federal. e o elemento subjetivo. que mudou de domicílio para Belém em virtude da transferência. Ygor Norat): Mandado de Segurança foi impetrado contra ato do diretor do curso de direito da Universidade Federal do Pará.com.PA. foi aprovado no vestibular para o curso de direito na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Aduziu o impetrante que.

apresenta-se o presente espelho como sugestão. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. Deve-se atentar sempre para os requisitos formais. Isto posto.com.. O juiz a quo confirmou a liminar e concedeu a segurança pleiteada sob o entendimento de que. alegando toda a matéria de direito material e processual pertinente e observando todos os requisitos legais. medidas efetivas para suspender o cumprimento da decisão. Rodada 2010. no caso. Diante da situação hipotética acima. NOTA GEAGU: Apesar da existência de ótimas peças." A jurisprudência há muito tempo já consolidou o entendimento sobre a legitimidade das entidades para os recursos cabíveis nas decisões em MS.05 .. por ser dependente de servidor público federal transferido de ofício bem como por te sido nomeado para cargo público comissionado. dr. Muito embora a nova lei tenha deixado passar a oportunidade para por fim a divergência doutrinária sobre quem de fato é o réu na ação.GEAGU Subjetiva http://grupos.. aplica-se a tese da consolidação da situação fática. Estrutura formal: petição de encaminhamento. 14. com fulcro no art. princípios violados. por meio do Procurador Federal..geagu. No julgamento do agravo de instrumento interposto pela UFPA.ebeji. síntese do feito. apresentar..br/GEAGU Por força da liminar concedida. muitas pecaram por não analisarem o caso em sua completude. O ministério Público Federal opinou pela denegação da segurança.. autarquia federal. da sentença proferida pelo juiz. sr. Do pedido. preliminares. redija. o impetrante foi aluno frequente durante um semestre no curso de direito da UFPA.etc. lei 12. o recurso que entender cabível.. enfrentando de forma satisfatória a questão de fundo principal.. vem. Início da peça: "UFPA. que determinou a matrícula.Correção de Peça GEAGU – Grupo de Estudos para Concursos da Advocacia-Geral da União (http://www. na qualidade de Procurador Federal. em especial.com) ASPECTOS FORMAIS Resposta processual: Recurso de Apelação (art.016/09) Destinatário: " exmo.com. a decisão monocrática foi confirmada pelo órgão ad quem. visto que o impetrante tem direito liquido e certo a transferência. razões recursais.ebeji.br 55 . Dos fatos e fundamentos jurídicos. independentemente de vaga. Razões: Tribunal Regional Federal. juiz federal da seção judiciária ..

no entanto. determinava a possibilidade de emenda a inicial caso fosse argüida a ilegitimidade.394/96) prevê o seguinte:“Art. OBS: o §4º do art 6º da lei.1. Parágrafo único. 49. cumprindo determinação da reitoria.GEAGU Subjetiva http://grupos.com. que. MÉRITO TRANSFERÊNCIA COMPULSÓRIA ENTRE UNIVERSIDADES: A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9. tenha poder de decisão. As instituições de educação superior aceitarão a transferência de alunos regulares. de desfazimento do ato guerreado no mandado de segurança. deve-se continuar aplicando a vasta jurisprudência dos tribunais superiores que entendem que a incorreta indicação da autoridade gera a extinção do feito sem exame do mérito. O conceito é válido para todas as esferas federais.com. Em que pese posições doutrinárias em sentido contrário. por ilegitimidade passiva. III: autoridade é o agente ou servidor dotado de poder de decisão. Deve-se conjugar o dispositivo com o que a doutrina e a jurisprudência já entendiam e com o que dispõe a Lei 9784/99. para cursos afins. §2º.ebeji. no art.. . isto é. As transferências ex officio dar-se-ão na forma da lei. em nome da pessoa jurídica à qual esteja vinculada. A impetração deveria ter sido dirigida ao magnífico reitor da Universidade. tal disposição foi vetada. Não deve o MS ser impetrado contra o mero executor.” Apesar do § 3º do art 6º da lei do MS referir-se a autoridade coatora como sendo também quem pratica o ato. entendemos que o dispositivo legal não deve conduzir a interpretação de que o mero executor é autoridade coatora.e levando em conta o silêncio da lei do MS.br/GEAGU Assinar a peça como "Procurador Federal" Ausência de expressões que possam ser consideradas identificatórias PRELIMINAR: ILEGITIMIDADE PASSIVA “Mandado de Segurança foi impetrado contra ato do diretor do curso de direito da Universidade Federal do Pará.. e mediante processo seletivo.” Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. e em que pese a aplicação da lei ainda não estar sedimentada.ebeji.br 56 . A autoridade coatora deve ser a pessoa física que. na hipótese de existência de vagas.

houve inúmeras tentativas de burlar o vestibular das universidades públicas.com. 9. 99 Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse da Administração é assegurada.112/90) nesta parte foram complementados pela Lei 9. quando se tratar de servidor público federal civil ou militar estudante. cargo comissionado ou função de confiança. que acarrete mudança de domicílio para o município onde se situe a instituição recebedora ou para a localidade mais próxima desta. será efetivada. como se vê: “Art. em qualquer época. serão sujeitas: a) afinidade dos cursos. a teor do regramento disposto nas leis nºs 8.112/90.com.536/97. tanto a Lei de Diretrizes e Bases da Educação como o Estatuto dos Servidores Públicos (Lei 8. Com o intuito de evitar tal prática e de assegurar as condições de isonomia e de acesso ao ensino público superior através da aferição meritória. 49 da Lei nº 9.ebeji. como regra geral. Não há dúvida.ebeji.112/90). que reza: “A transferência ex officio a que se refere o parágrafo único do art. Antes da Lei de Diretrizes e Bases da Educação a matéria ainda foi abrigada na norma especial contida no artigo 99 do Estatuto dos Servidores Públicos (Lei 8. ou seu dependente estudante.394.” Como tal dispositivo era muito abrangente.536/97. entre instituições vinculadas a qualquer sistema de ensino. em seu artigo 1o. pois. independentemente de vaga.br 57 . b) existência de vaga e c) mediante processo seletivo. sendo ressalvadas apenas as transferências ex officio a serem reguladas em lei. de 20 de dezembro de 1996.GEAGU Subjetiva http://grupos.br/GEAGU A própria lei federal mencionada deixa claro que as transferências de instituição de ensino superior. §único. de que as transferências ex officio a serem reguladas em lei são medidas excepcionais. referindo-se apenas a “servidor estudante”. através de transferências entre universidades. em qualquer época do ano e independentemente da existência de vaga.Parágrafo único: A regra do caput não se aplica quando o interessado na transferência se deslocar para assumir cargo efetivo em razão de concurso público. é assegurada a transferência ex Preparação de qualidade para concursos? http://grupos.” (Grifos Nossos) Destarte. matrícula em instituição de ensino congênere.394/96 e 9. se requerida em razão de comprovada remoção ou transferência de ofício. na localidade de nova residência ou na mais próxima.

a ação para.ADI 3324: O Tribunal. isto é.GEAGU Subjetiva http://grupos. em parte. O parágrafo único do dispositivo legal veda a “farra nas remoções ente universidades”. Posição adotada por ambas as Turmas que compõem a Primeira Seção. Assim. a regra entre instituições congêneres somente é excepcionada caso não exista instituição de ensino congênere no seu novo domicílio ou nas cidades vizinhas. Falaram. Cláudio Lemos Fonteles. não se enquadrando na regra do caput. nele disciplinada. já que o estudante assumirá cargo em comissão remunerado. sem redução do texto do artigo 1º da Lei nº 9.12. Em síntese. A inexistência de dependência econômica do filho. dar-se-á a matrícula. de instituição particular para pública.br 58 . de 11 de dezembro de 1997. Foi efetivada em sentença transferência de aluno de uma universidade privada para pública. em instituição privada se assim o for a de origem e em pública se o servidor ou o dependente for egresso de instituição pública. mesmo após o julgamento da ADI 3. deve-se sustentar a reforma da sentença levando em conta os Preparação de qualidade para concursos? http://grupos.324/DF pelo Supremo Tribunal Federal 2. encerrando a cláusula "entre instituições vinculadas a qualquer sistema de ensino" a observância da natureza privada ou pública daquela de origem. pelo Ministério Público Federal. em razão da comprovada transferência ou remoção no interesse do serviço.com. por unanimidade. Ministro Nelson Jobim. o Dr.536. independentemente da transferência de seu pai. pela Advocacia-Geral da União. Álvaro Augusto Ribeiro Costa. assentar a inconstitucionalidade no que se lhe empreste o alcance de permitir a mudança. Segundo o STJ.ebeji. No recurso devem-se questionar basicamente dois aspectos: 1.ebeji. Ademais. STF. 16. a aluno servidor público federal (civil ou militar). Procurador-Geral da República e. não poderá haver transferência nos moldes preconizados quando o interessado for assumir novo cargo. segundo o artigo 1º da Lei nº 9. ainda que se olhe a situação do estudante isoladamente. o Dr. ou de seus dependentes.536/97. tudo nos termos do voto do Relator. Advogado-Geral da União.2004. julgou procedente. viabilizada a matrícula na congênere. Plenário. Votou o Presidente.com.br/GEAGU officio em qualquer época e independentemente de vagas. não há supedâneo para sentença.

possa sobrepor-se a um juízo definitivo e parcimonioso. ISONOMIA. Com efeito. SEMPRE QUE POSSÍVEL) Sobre o tema. Em suma. sob pena de subversão conceitual temerária e imobilização da própria atividade jurisdicional. SEPARAÇÃO DOS PODERES. diversas condições para o seu acesso. No caso. na situação de um aluno que sem comprovar a conclusão do ensino médio ou equivalente. A chamada “teoria do fato consumado” não se assenta em fundamentos legítimos. TEORIA DO FATO CONSUMADO OU SITUAÇÃO CONSOLIDADA. nem estabiliza! Ademais. sob o fundamento de que as decisões judiciais não podem ignorar acontecimentos futuros que causam repercussão social. o aluno já concluiu todos os créditos do respectivo curso. dar enfoque constitucional às alegações nas peças. sempre que possível. o aluno concluiu apenas um semestre. (TAL PRINCÍPIO DEVE SER BASTANTE EXPLORADO PELO CANDIDATO. morais e racionais. Com efeito. Aplica-se. é curial observar que o fator tempo – cerne da citada teoria – é atribuível pura e simplesmente à demora do judiciário em solucionar os conflitos postos em juízo.br/GEAGU aspectos acima. INAPLICABILIDADE. destoa dos preceitos aplicáveis à espécie. OBVIAMENTE. No caso colocado em sentença.com.br 59 .GEAGU Subjetiva http://grupos. máxime por também integrar a relação processual. entendendose legitima a consolidação da situação ocorrida. perfunctório e precário por natureza. Embora o impetrante tenha se beneficiado dos efeitos da liminar. a repelir a aplicação da Teoria do Fato Consumado em casos tais. não há que se falar na consolidação da situação de fato para o fim de mantença da decisão monocrática. é bastante profícuo trazer à colação as ponderações do insigne Ministro Moreira Alves. violação AO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. não sendo permitido nem mesmo ao magistrado. a CF/88 impõe ou remete à lei. ao contrário. etc. o direito a educação não é ilimitado. obtém provimento liminar que o autoriza a frequentar a Universidade. não é crível que um provimento liminar.com. reconhecidamente. bem como.ebeji. Confira-se: Preparação de qualidade para concursos? http://grupos.ebeji. de forma a obstaculizar a constatação do error in iudicando inicial. O VENIRE CONTRA FACTUM PROPRIUM. em que pese verificada alguma ilegalidade. por exemplo. Trata-se de criação pretoriana que. adquire. acabam por chancelar situações de ilegalidade ocorridas anteriormente no curso do processo. inaceitável é permitir que situações ilegais se consolidem apenas porque foram objeto de uma medida liminar que. A ilegalidade não se incorpora. Quando do julgamento do recurso.

IMPUGNAÇÃO DE NORMAS EDITALÍCIAS. na desconstituição do ato administrativo praticado por força de liminar posteriormente cassada. Para que haja direito adquirido se faz necessária a existência de um direito. in DJ 14.893/SP.2005). Vale ressaltar que os tribunais pátrios também vêm corroborando o entendimento ora sufragado. ou de a demora. para rechaçar a aplicação da ‘Teoria do Fato Consumado’ nas hipóteses em que os candidatos tomaram posse sabendo que os seus processos judiciais ainda não haviam findado.)” (AgRg no REsp 696. Gilson Dipp.ebeji. por qualquer motivo. deveria o candidato sustentar veementemente a inaplicabilidade da “teoria do fato consumado” a espécie. PRECEDENTES. Jamais compartilhei esse entendimento que leva a premiar quem não tem direito pelo fato tão só de um Juízo singular ou de um Tribunal retardar exagerada e injustificadamente o julgamento definitivo de um mandado de segurança em que foi concedida liminar. INADMISSIBILIDADE.I – A Eg.com.. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. desde que se trate de situação ilegal consolidada no tempo quando decorrente de deferimento de liminar em mandado de segurança. in DJ 11. admitido por fundamento jurídico que não sei qual seja – a denominada 'teoria do fato consumado'.) Ora.com. nesses casos.1987). vez por outra. Rel. medida provisória por natureza.br/GEAGU “Não desconheço que esta Corte tem. confira-se o julgado abaixo.987/DF.. a matéria deverá ser Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. não ocorre a toda evidência” (AgRg no AI 120. IMPOSSIBILIDADE.GEAGU Subjetiva http://grupos..br 60 . submetendose aos riscos da reversibilidade do julgamento (. (. muito importante para nós que defendemos também o CESPE/UNB: “PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. o que se admite tão somente para argumentar.03. PREQUESTIONAMENTO “Eventualmente em caso de não provimento do presente recurso. admitir – como por vezes tem feito esta Corte – que se mantenham situações de fato consolidadas no tempo por atraso da prestação jurisdicional não implica sustentar (o que este Tribunal jamais fez) que há direito adquirido à preservação de quaisquer situações de fato que.ebeji.. Terceira Seção recentemente reformulou seu pensamento anterior. resultar de lentidão da máquina administrativa. se prolongaram no tempo. Desta feita. CONCURSO PÚBLICO.12. o que. APLICAÇÃO DA ‘TEORIA DO FATO CONSUMADO’. Min.

ebeji. Não utilizar ações como MS ou RECLAMAÇÃO CONSTITUCIONAL. representantes das pessoas jurídicas de direito público da administração indireta. NOTA GEAGU: QUANDO O CESPE SE REFERE A RECURSO. explica-se. em especial a interpretação dada pelo STF na ADI mencionada. inclusive. já que a decisão de 1º grau vai de encontro à jurisprudência do STF e STJ. congrega os Procuradores Federias. segundo o permissivo constitucional” Negativa de aplicabilidade dos dispositivos legais mencionados no mérito.: Atente aos aspectos não atendidos no espelho. Sustentar. coerência e estrita observância aos pontos elencados. PEDIDOS PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO/ PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA RECURSAL AO RELATOR (CPC. nos gastos de escasso dinheiro público para manter aluno estudando. acatar a preliminar. coesão. extinguindo o feito sem resolução do mérito. a ocorrência de dano irreparável. dando-se. trata-se de recurso em sentido estrito. Já a PFN atua em relação a matéria tributária. "X" – Aspecto não atendido. Modificar a decisão de 1º grau julgando improcedente o pedido inicial. como por exemplo. ainda que brevemente a divisão interna da AGU.br 61 . Obs.com. sem que mesmo preencha os requisitos para tanto.com. os Advogados da União representam judicial e extrajudicialmente a pessoa jurídica União (administração direita. Ordem dos Processos no Tribunal) Pedir a concessão de efeito suspensivo ao recurso apresentado tendo em conta a confirmação da antecipação dos efeitos da tutela. OBS: Ao fazer o prequestionamento elencar os dispositivos legais que se quer manifestação expressa (ainda que somente pelo assunto da letra da lei). "P" – Aspecto parcialmente atendido. LEGENDA: " OK" – Aspecto atendido. B. Que o Recurso seja conhecido e provido para: A. seus órgãos e etc.GEAGU Subjetiva http://grupos. A análise da redação considera aspectos de estilo. provimento monocrático ao recurso.br/GEAGU enfrentada na decisão. muito embora haja Preparação de qualidade para concursos? http://grupos. A PGF. bem como aos princípios constitucionais que entender violados. para efeito de futura interposição de Recurso aos Tribunais Superiores. órgão vinculado a AGU. FUNDAMENTADAMENTE.ebeji.). Grosso modo. podendo a eleição dos aspectos formais e materiais sob análise diferir do adotado pelas bancas de concurso. NOTA GEAGU: O presente espelho foi elaborado pelos mediadores e colaboradores do GEAGU para fins de preparação. NOTA GEAGU: tendo em conta a dúvida surgida por algumas pessoas no momento da assinatura da peça.

GEAGU Subjetiva http://grupos.ebeji. 2ª Turma. Isto posto.etc. ADMINISTRATIVO. NOTA GEAGU: Dada a divergência jurisprudencial sobre o tema e recorrência do assunto no dia-a-dia da PGF/AGU. IMPOSSIBILIDADE. porém. Deve-se atentar sempre para os requisitos formais. improvido. TRANSFERÊNCIA DE MATRÍCULA. removido por necessidade do serviço. hoje em dia a AGU possui os três braços acima citados. No caso do INSS. DJ DATA:07/11/2005 PG:00179) NOTA GEAGU: STF .Não cabe condenação em honorários de advogado na ação de mandado de segurança. ou seus dependentes.SÚMULA Nº 512 . pertinente anotar que devemos defender a inaplicabilidade da transferência de ofício para empregados de sociedade de economia mista. EMPREGADO DE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. preliminares.br/GEAGU atuação em direito tributário nos outros órgãos. Recurso especial conhecido. A transferência dematrícula para entidade de ensino congênere só é assegurada por lei a servidor público. como por exemplo. as taxas cobradas pela ANAC e CVM.br 62 . enfrentando de forma satisfatória a questão de fundo principal. muitas pecaram por não analisarem o caso em sua completude. a defesa é realizada através dos Procuradores Federais. (RESP 200200186901 .ebeji. medidas efetivas para suspender o cumprimento da decisão.com. Em suma. NOTA GEAGU: Apesar da existência de ótimas peças. a PGF é instada a atuar. ENSINO SUPERIOR. princípios violados. donde qualquer demanda sobre o tema. não se estendendo a empregado de sociedade de economia mista.com. Preparação de qualidade para concursos? http://grupos.apresenta-se o presente espelho como sugestão.