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JQCCQ» .4M^_. _. A«g LISBOA. N. JJ LITTERARIÁ DO ARCO DO CEGO* _.NJNO M . .C O L L E C CÃ O DE M E M Ó R I A S S O B A S OS ESTABELECIMENTOS DE HUMANIDADE.° 6 J ? _ i _ '•——?«. A. SA T IfOGR APH1 A CM A L Ç O G » A J P H I C A .

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ANiMO M. ACOMPANHADA DE DIFFERENTES MEMÓRIAS SOBRE A P E S T E . KA TYPOGRAPHIA CHALCOGB. ETC.AFHICA. POR J O A Õ MEMBRO DA HOWARD SOCIEDADE REAL. A L T E Z A R E A L O PRÍNCIPE REGENTE NOSSO SENHOR POR JOSÉ' F E R R E I R A D A S I L V A . JDCCC. . TRADUZIDO POR ORDEM S. 15 LITTERARIA DO ARCO DO CEGO. T I R A D A DA D COLLEÇAÕ E MEMÓRIAS SOBRE OS ESTABELECIMENTOS D'HUMANIDADE. _ _ J LISBOA. .HISTORIA PRINCIPAES LAZARETOS D' E U R O P A .

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que esta o b ^ toma por _bjecto o prevenir. nos A 2 . as queixas contagiosas nem por isso deixavão de reinar nelles.NTRO. que os estabelecimentos próprios para apartar as epidemias mais perigosas . que se tem feito em Inglaterra .DUCCAO. e outras partes para conservar a salubridade nas prizões . Pelo exame que fiz de differentes Lazaretos.nações commerciantes são victimas do flagello devastador . até que ponto t«das as. 5 V>OM mágoa observei na minha ultima viagem . que a pezar dos regulamentos . e fazer estragos. Tenho reflectido ao mesmo tempo sobre o estado de imperfeição em que se acha a nossa policia a este respeito : occorreo-me. e Hospitaes-. pude chegar a conhecer.

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poderião fornecer idéas úteis sobre os meios
de munir-nos contra as queixas contagiosas
em geral. Estas diversas considerações me fizerào expressar na ultima edição do estado das
prízões, m e u grande desejo de que algum viajante nos podesáe dar planos de Lazaretos para
Liorne , A m o n a , e os mais portos do Mediterrâneo : eu m e determinei finalmente a pôr todos os esforços para procurar este plano , com o também todas as instrucções concernentes
a este fim. E ao findar o anno de 1785. eu m e
puz em marcha por F r a n ç a , e I t á l i a , com o
intento devizitar os principaes Lazaretos, q u e
houvessem nestes Paizes. Fiz muitas perguntas aos Médicos \ que os dirigem, sobre a natureza da p e s t e , e dos meios de a p r e s e r v a r ;
porém de suas respostas não tirei instrucçâo
a l g u m a , e continuei minha viagem até Smirn a , e Constantinopla ; porque ainda que o I m perador Ottomano se tem aproveitado pouco
das perfeiçôes modernas , com que se t e m e n riquecido as a r t e s , e sciencias, c o m tudo assentei contigo, que pelo intimo c o n h e c i m e n t o ,
que elles tem da peste , e pela differença sensivel, que ha entre seus usos , e c o s t u m e s , e
os nossos , se poderia tirar delles alguma prática , e documentos dignos de attenção ás n a ções polidas» E u me lisongeava da e s p e r a n ç a ,
não só de aproveitar eu m e s m o , mas também,
de communiear aos habitantes daquellas re„

© 5©
giões remotas alguns úteis avisos , se elles se
quizerem informar dos m e i o s , que nós temos
achado mais próprios para preservar-nos das
queixas contagiosas , e o bom espirito de as
adoptar. Estas forão minhas vistas ; : a Divina
Providencia que me tinha conservado até est e dia , se dignou também proteger-me em toda a minha viagem.
Pelas minhas indagações fiquei inteira*
m e n t e convencido , que seria da maior importância para este paiz o estabelecer Lazaretos
bem dispostos , e isto pelas razões commerciaes , de que eu dantes não tinha a menor
idéa. As circumstancias em que eu formei est e discurso , terão seu lugar competente n o
curso desta o b r a , pois eu aqui me limitarei,
como na primeira , á simples historia dos factos ; eu deixo aos que tem jus de fallar sobre esta matéria, o julgar da attenção que estes factos merecem , e as medidas, que convém adoptar depois da n a r r a ç ã o , que vou fazer.
Voltando eu do L e v a n t e , tive a curiosidade de saber, que melhoramentos se tinhão
feito em nossas prizões na minha ausência,
e se tinhão remediado os abusos , e faltas ,
que eu tinha manifestado ao público. Depois
de ter vizitado as prizões de Londres , fui a
Irlanda , e voltando deste paiz por Escócia ,
corri numa grande parte de Inglaterra.

©6 ©
Não hê minha intenção transcrever aqui
o meu jornal inteiro, nem referir todas as particularidades tocantes, que me acontecerão.
Quando imprimi a primeira vez o meu exame
das prizões , julguei preciso entrar em detalhes
mui circumstanciados sobre bum objec to novo para o público, e que requeria as maiores
mudanças. Fizerão-se , e ainda se fazem muitas reformas, das quaes darei alista com prazer ; mas eu indicarei ainda aquellas innovações, que me parecerem indispensáveis. 'Farine-hão justiça em crer, que nestes dous pontos de minha missão , reprehenderei sempre
com repugnância , e terei prazer em louvar,
quando a occasiào pedir.

estabelecidos Lazareto. Dous pés d© distancia desta porta está huma grade de ferro com h u m a porta . . T e m huma sala exterior. e duas do conselho : na exterior h e que se recebem as declarações dos Capitães de navios . Intendentes . que só se abre para os domésticos . foi o de Marselha. Os domésticos trazem libre azul com galão d e p r a r t á : aqui he também que se recebem com te-: KJ PRIMEIRO nazes de ferro. ou directores. S E C Ç A O Estado I. Acompanhada de varias memórias relativas á peste. que eu vizitei . e seguida de observações sobre algumas prizões . como também notas addicionaes sobre o estado presente dos da Gram Bretanha .© 7© 3*. que vem nos bateis apresentar-se a huma porta com grades. e Irlanda. e Hospitaes. A casa da Saúde desta Cidade «stá na extremidade do porto. dos principaes Lazaretos na Europa. HISTORIA D O S PRINCIPAES LAZARETOS D A EUROPA. todas as cartas f e mais papeis.

ou mais delles se áchão presentes todos os dias para receberem as declarações dos Capitães no mesmo instante. e moços de servir. que quando os Capitães forem examinados . se tem pregado húm aviso. Dous. ir logo denunciar á j u n t a / ou conselho da Saúde.6 8® que vem dos Capitães . como também os nomes dos directores . que não tiverem bilhetes de Saúde . elle está virado para o Poente . O Lazareto está situado perto da Cidade sobre hum rochedo muito elevado na extremidade dabahia. e suas semanas de servi» çó. senão só os do conselho . Por cima do registo. para pôr as guardas. he muir . e no caso de alguém as ver rasgar.• e que os Capitães de navios. Estas cartas antes de se abrirem se molhão em vinagre. no qual se ordena. não devem ahi achar-se presentes. em. que senão rasguem as folhas . na sala das ordens . Também se tem posto hum edital. a fazer a quarentena no Lazareto. e comtnanda a entrada. que ordena . serão obrigados. que está prompto em huma celha. do porto. em que-chegão. epara dirigir os outros negócios deste vasto estabelecimento.. Vé-se na primeira sala do conselho hum plano do Lazareto . e o retrato de hum homem morto da peste . que vem as deolarações do Capitão para se exporem á vista do público . que fazem á quarentena em seus navios.

Entre outras repara tições para os estrangeiros se contào vinte quatro quartos. que traz o navio. No interior do Lazareto está a casa doinspector. Estes guardas fazem as vezes de domésticos na cozinha dos passageiros. se lhe envia . que faz a quarentena. e que tem privilegio exclusivo de fornecer-lhe o vinho. 6 passageiros . Os guardas são enviados pelos officiaes da Saúde . e sua situação o torna mui commodo para o grande commercio . que consiste no sustento. dãose pois dous guardas a 4. e seu numero he regulado pelo dos passageiros. que fazem a quarentena. Dous dias antes de acabar a quarentena . que não tem companheiro na viagem deve contribuir só para esta despeza. salvo se estes preferem. alguns dos quaes se achão no primeiro andar. O passageiro. não deve exceder a três. que os Fran* cejes tem com o Oriente. 5. e os Capitães são obrigados a trazer suas camas juntamente comsigo. o mandallos para casa de quem os trata. Ha em cada hum destes quartos hum gabinete para se deitarem os guardas . A despeza destes guardas . he á custa dos passageiros. e huma estalagem da qual podem fazer vir o seu comer ás pessoas.© 9© to espaçoso. O numero dos passageiros. para que se dá hum guarda. e três a sete. ou regente. e vão ter a huma grande galeria rodeada de grades. e vinte soldos por dia.

de donde elles vem com hum despacho limpo depois da sua partida. he de 3i diasconiT prehendendo o dia da partida. pelos quaes se pôde fazer t a x a r . e separadas por cercas de madeira.© io © sua conta . e entrarem a communicar-se. (a) As fiwnigações se repetem três vezes . e então obtém sua patente (1) limpa . • A quarentena dos passageiros . ou certidão de Saúde. que vem com hum despacho bruto . . antes de sahirem dos seus quartos . que elles devem pagar ao caixeir o . situadas entre as grades. Os parlatorios são varandas compridas com assentos. No caso de morrer algum da sua companhia. a quarentena torna a começar. e outros muitos . Se se recebe a noticia de se ter manifestado a peste no lugar. este despacho limpo não lhe serve mais de nada. ou em hum dos dous primeiros navios. mas estes Magistrados não enchem sempre seus deveres. que vem do mesmo porto com hum despacho limpo. huma certidão de falta de saúde. por nove franpos cada vez. elles são obrigados então a estarem fechados quinze di_s . porém não' obtiverão justiça. istohe . no$ Lazaretos de Veneza senão praticâo. e huma grade de (1) Se as contas vâo mui carregadas . e tomarem fomigações (2). O _apellSo Hollandez em Smirna se dirigio a e l l e . ha na Cidade Magistrados. Muitas pessoas as julgâo inúteis .

Os navios se amarrào na Ilha de Pomegue aonde ha h u m G o v e r n a d o r .rlgádo alailçar os marinheiros nas prizões do Lazareto. e impedir toda a communicação ( i ) com o interior. devem estar seis dias sobre o c o n v é s .* e para que se não possa lançar alguma cousa por baixo . sabe cada h u m quando he chamado. destinados para este fim. e por algumas outras modificações do toque deste sino . Ha hum sino na porta . que os vem ver. que tem balaustres . B 2 (í) Algumas vezes o Governador se vê o.í_2 11 _í arame de ferro. dez pés de distancia d e s t a s . que guardào a quarentena . e diversos officiaes para providenciar sobre a conducta da equipagem . ha outras pelas quaes os pessoas . com o qual se jchamão todas as pessoas. e os seis dias seguintes devem ficar sobre a p o n t e do Lazareto as primeiras balas. que estão naquelle circuito : pelo numero das badeladas . porque cò"mo é_e$ nao grmhJo salhtrio »o tempo da querenténa . podem conversar com seus parentes . que trazem despacho limpo . muitas vezes se amotinâo. ou escapar do Lazareto. Os algodões. ou amigos. As mercancias são transportadas desta Ilha em bateis grandes. As grades se fazem para que elies não possao d a r . . n e m receber cousa alguma . este está cercado de dous muros de pedra.

§ 11 @ sem que os carregadores ( 1 ) possão receber outras. e cada dez dias se abre huma costura dos saccos. mas se o navio tem despacho l i m p o . he preciso accrescentar sinco dias aos vinte da quarentena . e que dá as providencias. estas espécies de secretários se achão também nos navios de TVieste. elle faz as vezes de Medico . ou desencaminhem pelos carregadores . e he muito útil aos navios . Depois desta formalidade se torna a entrar em a carga do navio . ou que haja noticia de que a peste se tenha declarado no lugar da sua carga. As mercadorias de custo se lanção em armazães fechados com cerca expostos ao ar livre. e só está sujeito a vijjte dias de q u a r e n t e n a . esta obrigação se chama lepied de mouche. . como acima se d i s s e . dos passageiros. e se dão quatro para hum navio ordinário. logo que os navios chegâo. ( 2 ) (1) Os carregadores sâo enviados como os guardas pejo tribunal da Saúde. Se o numero he proporcionado á carga . (2 ) Os Fxancezes tem era cada navio num secretario. Neste caso h e obrigado a fazer a quarent e n a . e se ha peste em alguma das outras povoações de Leste . para que os effeitos de differentes passageiros se não misturem . As balas de algodão se expõe ao ar livre . que faz sempre a quarentena em terra . salvo se elle for hum dos dous primeiros navios. que vem de Leste com despacho limpo . se descarrega mais promptamente .

e apartado de outro qualquer edifício. se possa ver a elevação do Sacramento. veja-se a taboa primeira. 1258 i5oo 2440 em I Historia dos Lazaretos. a escala he composta de pés de França . e como eu terei occaaião em outros planos de fatiar do pé de differentes paizes. mas eu tenho a satisfação de ter dado o primeiro plano . I. . i56o 96 i3o6 1240 140V 1 destas. que daqui se tirou . Suppondo que o pé de França se divide em i44<> partes iguaes . e vinte e sinco de largo : no meio de huma destas varandas está huma pequena Capella aberta por três partes . que tem trezentos e dez pés de comprido . Seu plano he muito regular. partes. será perciso dividir. P. e huma padaria muito espa» cosa. para que dos quartos situados defronte.© i3 © Em Gênova o Lazareto está situado beiramar perto da Cidade . O ponto central divide igualmente as varandas. de Inglaterra de Hollanda de Berne de Florença O pé < da Grécia de Roma de Hespanha de Vienna i35i. dou aqui suas proporções. Entrando para as varandas se vem muiHe expressamente prohibido em Marselha o deixar entrar alguém no Lazareto . Tem na entrada huma sala de guarda para dez soldados .

hum lavatorio com água fechada como em hum gabinete. Estes quartos tem i5 pés. ou Inspector. e 7 pollegadas de comprido. e 11 pés . e corrediçasL. e os forros são de abo- -toeda.étittmiiiá'. que abrem para hum corredor. pequenas . -. Junto aos aposentos"do Taspector _»'ltuma . sobre 4 9.. e está separado das va« -andas por cercas. não contando outras doze peças para o Prior. estão 6 pés acima da terra. e largura.© i4 © tos quartos para os passageiros . isto he . de quasi 16 pés . aonde ha portas para separar as equipagens de cada navio. mas algumas nào tem vidraças. e três de largo. e 9 pollegadas de largo. e 9 pollegadas. Em hum canto de cada quarto há huma . que abrem para a varanda . todas as janellas dos quartos sao muito. e quatro quartos conforme o numero dos passageiros de cada navio. 04 pateè . Tod^s as Janellas tem grades de ferro. . com duas janellas defronte huma da outra : estas janellas tem quasi 4 pés de alto. e 3 pollegadas. e no õntro. e de largo 14 rpés. e 6 pollegadas de altura . estes quartos sao l^drilhados de tijolos. Todos os quartos são quasi iguaes em comprimento. Estes quartos abrem pata hum corredor de 11 pés de largo. Por cima estão 36 quartos. » r»'. de altura 11 pés e meio. O corredor he de 10 p é s . e portas que pod e i ^ fechar _obre três. que tem janellas muito dspaçòsas.

As escadas do in-terior. ha duas .. e do outro três pés de altura. e Medico são obrigados a r e ^ zidir. mas esta qualidade de soalho de nada v a l e . as janellas são muito estreitas.as portas só tem hum postigo. que fica em o canto de h u m a das varandas. osladrilhos brancos bein cozidos são p r e feríveis para a conservação das fazendas . são muito estreitas. e só tem 16 pés o meio de largo. que conduaem para estes a r m a z é n s . ou fardos de mercadorias . les são muito tapados . ellas só tem três pés e meio de largo. No segundo andar estão os armazéns. e muito commoda.© i-5 © Capella muito própria . mas seria melhor que ella* tivessem d o u s . cada h u m em seu q u a r t o . e que se fizesse h u m ligeiro tabique em cada h u m dos armazéns. e então o Cirurgião. porq u e são menos sujeitos a humidade. para que os carregadores podessem passar sem o risco de apanhar o contagio. aonde se pòen» ao ar as balas . o Capellào estabelece sua rezidencia nos aposentos do I n s p e c t o r . e as do primeiro a n d a r . ei-. ellas de h u m lado só tem dous pés quadrados . e 9 pollegadas de l a r g o : estas casas são ladrilhadas d e p e d r a . No centro por detraz da Capella . Quando se acha alistado hum considerável numero de doentes . N o exterior destes armazéns ha varandas ladrilhadas muito espaçosas.

as varandas farião muito bons quartos para os doentes. Seu principal castigo he a prisão solitária. mas este Lazareto tira sobre tudo huma vantagem essencial de huma bella água. bemarejadas. ou em ter desencaminhado algumas mercadorias. As varandas são boas para as mercadorias. a do meio se chama a sala do Inspector. e se envião dos navios. Como esta água tem tubos muito bem dispostos por onde he conduzida a todos os reservatórios dos quartos^ os preserva de todo o máo cheiro.» 16 ® peças muito espaçosas . e he muito cómruoda para as lexivias do linho. e estes quartos são muito pro- . porque ella communica com os seus quartos. cada huma tem 20 janelas que se fechào sobre s i . huma das quães tem i_5 pés de comprido . por serem frescas. que nasce dos montes . que servem de prisão para os marinheiros que brigão . tem 10 pés de largo. e carregadores cúmplices em briga . e não tem vidraças. O canal desta água tem seis pés de largo na sua embocadura. Tem três peças . De suas janelas elle pôde observar o que se passa nas varandas. e para os guardas. mas a entrada só tem quatro . e 25 de largo. O frontispicio appresenta três salas muito elevadas. que estão fazendo a quarentena. e corredores . e que contribue muito para a sua salubridade.

mas não se podem pôr nelle túmulos.fà 17 ô prios para este isolamento.. ou inscripçôes : aqui foi enterrado o nosso Cônsul. entre estes muros está hum cemitério para os protestantes. e tem todas as commodidades possiveis para o desembarque das carregações. Junto a este Lazareto ha hum jardim espaçoso. bastaráõ para offerecer todas as instrucções necessárias sobre este lugar (2) Vej. e III. que se viesse algum dia a reinar na Cidade alguma queixa contagiosa . tornaria este jardim para o Lazareto. Vej. e como até á morte persistio nos princípios da sua Religião . as Tab.as Tab. ( 2 ) Vim na maior' obrigação aos dignos Magistrados de Gênova t da permissão que me derào L de vêr sei* . com a condição . (1). Os navios aqui demandão 14 pés de água. IV. não darei a déscripção deste. Holford. . junto ao golfo. está situado em hum terreno levantado em Várignano. porém foi vendido pelos Magistrados do lugar . e desenhos. que em outro tempo lhe pertencia .. que eu dou delle. M. que fosse preciso levantar tçndas. o plano . Outro Lazareto que pertence aos Ge^ novezes . também ahi se enterrou. II. ou porto nobre de Spezzia. V VI. (1) Este Lazareto tem dous muros como o de Marselha . Como eu entrei em muitos detalhes so-" bre o Lazareto de Gênova . morreo no grande hospital hum marinheiro Escossês . N o tempo em que eu estive demorado em Gênova .

num doa quaes he nov. me deo o prazer de acompanharme a este novo Lazareto. como se usa em muitos outros lugares. não se deitão fora . e o Pai deseusvassallos. Este Lazareto se chama S. cte. ahi são recebidos agora. Das fre-: quentes visitas que fiz ás prisões. e cómmodos dos passageiros. fiquei plenamente convencido. Lá estava em 1778.0 no anno de 1785 com o titulo de ordini de San-. nem se queimão. Dá-se ahi a maior attençào â Saúde. Os navios que trazem a equipagem Pesteada. Federico Barbolani.. e hospitaes deste Soberano. e vi 47 escravos empregados em sua cohstrucçáo. que elle he o amigo. tinha enviado hum homem a Leste. e VIII. como também as úutrucções. e ao de S.) como também os regulamentos.o.$ i8 9 Em Liorne ha três Lazaretos . As mercadorias. etc.olta destes Paizes trazer algu-. Sua estatua se pôs na extremidade xnais elevada de huma das varandas. O grande Duque antes da publicação deste regulamento.' Lazareto. O digno Governador da Cidade. Roque . teve também a bondade de communicar-me os planos de três Lazaretos (eu copiei dous Tab. que elle publicou em hum volume de 4. . para na v. VIL. se conservão na melhor ordem. Leopoldo em honra do grande Duque. que elles me procurarão. e de copiar-lhe os planos .

IX. que trazem c 2 ( 1 ) Eu não posso nomear o Senhor Roberto Ainsl i . ( 2 ) O Lazareto de Messina está situado em huma Ilha perto da Cidade . o Se* nhor Roberto Ainslie ( 1) me disse que os Lazaretos de Liorne são os melhores da Eurof pa . e generosos offerecimentos. dar-me occasião de poder copiar hum plano d o Lazareto . Tab. Greer. Nosso Embaixador em Constantinopla . e em fim. X. porque esta Cidade está quasi despovoada e seu commercio se destruiu pelos últimos tremores de terra . O Lazareto de'Nápoles he mui pequeno. e me disserào que dav. e equipagem. o íhi muito pouca attençâo aos passageiros. que eu vi muito bem do mar . XI. Em Malta se fazem duas qualidades de quarentena. huma dos navios que trazem despacho limpo. das 0b* servaçôes que fossem precisas fazer sobre isto. tive a satisfação. que fi-: cava sujeita a quarentena. estaasserção confirmarão dous. mas como elle em outro tempo figurou muito no eommercio. e outra dos navios.© *9 ® mas instrucções sobre a necessidade de fazer axjuarentena em Marselha . de M. que me fez de estabelecer em sua casa o meu domicilio. a tempo que elle residia em Constnntinopla. sem lhe testemunhar meu reconhecimento dos bons officios . Vej. e também em Marselha. ia). Y. nosso Conselheiro . que ahi tinhão feito a quarentena . que achei pregado na parede do Tribunal da Saúde em Trieste. . mas não cheguei a elle.as Tab.

e a gente da equipagem sem perigo a comprar as provisões. que vem da Morea. e communicar com seus parentes . Huma carta que trouxe hum navio vindo á pouco da Turquia . a carta foi tirada por hum dos directores do tribunal. sito em huma península perto da Cidade. e munidas de trincheiras. se re-. A outra chamada a grande quarentena se faz em hum Lazareto . tem-se feito tapagens separadas com pilares de pedra. Em huma pequena distancia destes lugares está huma Igreja situada em hum terreno alto . ahi se perfumou por mais de hum quarto de hora com vários perfumes . e pâlissadas . . dir toda a espécie de communicação prohibi-í da. Aqui he que desembarcão setis grãos ai-» guns navios. Este he o modo habitual de se receberem ahi as cartas. estas tapagens são guardadas por dous soldados. Para pòr os passageiros. e de outros paizes.1 ta-. e depositando-se finalmente sobre huma grade de ferro. cebeo á minha vista com tenazes molhada em vinagre . depois se encerrou em huma boce. O forte Manoel está sobre a parte mais alta desta península. passado este tempo se abrio a boceta .® 20 ® despacho bruto. e destinado para as pessoas que alli fazem a quarentena. que estão de sentinella para impe-.

Estas duas varandas tem 101 pés de comprimento. a parte antiga he pouco commoda . vários alpendres mui grandes. e por isso se não pode ahi expor os algodões. levantado . mas alguns estão pouco a-. Da outra parte deste edifício estão duas varandas com quartos. e hum lugar aon- . e huma Capella. e separada. Tem seis quartos que fórmâo dous anda-. e tem janellas para o lado opposto . que vão dar sobre hum balcão. Ha no fim do Lazareto huma grande varanda com pias de pedra para os animaes . e alpendres commodos para os passageiros. ceados. Ahi ha hum cemitério aonde vi coitas muito frescas. e ou-i trás mercadorias a huma ventilação sufficiente. e 63 de largura: quando lá estile se levantavão ahi outros dous edificios . res : o segundo andar tem oito quartos . e muito agradável. e dous ou três quartos por cima. e formosos-com pias de pedra para os animaes. ficará este Lazareto em estado de receber as cargas de seis . No fundo desta varanda se achâo em hum terreno. Quando se acabarem estes edifícios. Tem-se feito addicções em differentes épocas . As fazendas aqui se aqsjào muito bem. que muitas vezes vem da costa de Barbaria. está muito fechada . ou sete navios ao mesmo tempo. h e menos arriscado. em quanto durar a quarentena.® 21 & Como o Lazareto está estabelecido sobre o r i o .

Quando se tornào a embalar as mercadorias . e se põe e m conveniente abrigo. Tira-se o algodão dos saccos . e p o r isso quando se . do modo que acabamos de dizer. se estas mercsncias estivessem ainda infectadas. quando se transportão sobre camellos ao p o r t o . isto l h e suja á superfície. com tudo não he o mais agradar e i aos mercadores. os Capitães tem a permissão d e vir a bordo. se põe sobre lugares b-iixos. e mal acoàdicionados."juntão estes algodões depois da ventilação. mas também pelo motivo . que entra nos saccos para as pizar. e se põe em ordem de balas sobre bancos sustidos por pilares de pedra na altura quasi de dezoito pollegadas do soalho. as differentes espe* cies de mercnncias se separâo . muitas vezes o sujo se acha virado para . Os que trazem despachos brutos são obrigados a fazer a quarentena por t e m po de oitenta dias. mas no fim de quarentena já podem mudar d e sitio . o que o expoffea ao perigo de ganhar a infecçào . e que se tornào a e m b a l a r .© *a ® d e se queimão os corpos dos q u e morrem de peste. q u e fazem. se levão ás costas de hum homem. As balas de algodão . se os navios vem dell e infectados. Ainda que este s_ja o méthodo mais seguro de purificar os algodões. nào só pela despeza. Tomáo-se aqui os maiores cuidados para se preservar o contagio . que vou a diaer.

como eu fiz quando cheguei a Malta. os Capitães . Se elles vem de Leste. Três pessoas constantemente trabalhão neste tribunal sem emolumento . que che* gao.&• a3 $ o interior dossaccos. Derào-me lugar a fazer estas observações três navios Inglezes . e neste mesmo tempo outras pessoas vindo "também de Morea fazem quã>j torze dias de quarentena no Lazareto velho. sito em hum terreno alto perto do mar . te e dous dias. as mercadorias se trazem para ahi em hum grande batei da Cidade . fazem quarenta e dous dias de qua-: rentena . que estavão fazendo quarentena em Malta quando eu lá es* tive. O tribunal da Saúde de Zanto está da par-* te d*além da Cidade.. ou salário. elles então tem sete dias de quarentena. se vem da Morea só a fazem de vin*. e passageiros tem faculdade de passar o tribunal para chegar á Cidade. ou das costas da» Barbaria. Neste tribunal he que se recebem as declarações dos Capitães. . O antigo Lazareto (1) está distante da Cidade quasi huma milha. que faz a ( i ) Ha também outro chamado o novo Lazareto que está determinado a receber hum numero considerável de passantes quando voltão das colheitas de Morea. e os algodões passão en» tão por avariados . se vem de outro qualquer porto . e isto torna difficil o seu consumo. e amarado pela equipagem do navio.

etn que elle. Montague fez sua quarente-í na . cuja porta he formada de de palissadas. e muito commodo para passarem os balotes. Entra-se neste Lazareto por h u m caminho coberto de 10 pés de largo . e quatro soldados : do outro h u m quarto para o immediato ao P r i o r . o mesmo Prior mora em h u m quarto situado por cima do caminho c o b e r t o . houve hum tremor de terra bem violento . D e h u m lado fica h u m a sala para a guarda . h u m dos quaes se chama a cozinha por ter chaminé ( 1 ) . e de fora está de sentinella d e noite ao que se passa na varanda do m e i o . elle foi fazer huma tenda no jardim.® 24 & quarentena. d e outra sorte são principalmente destinadas para passageiros .se demorou. depois ficou por algum tempo em huma religião «mas como no tempo . vai diante delles e m alguma distancia. e depois não quis entrar mais em cata' alguma da Jlha^ . e de lar-í gura 35. e conduzem cada h u m a quatro quartos . e h e nomeado pelos directores do tribnnal da Saúde de V e neza. porém mais p e q u e n o . q u e consta de h u m c a b o .postas entre a port a de dentro . da outra p a r t e * (1) Nesta peça he que Mr. Outro batei do mesmo t r i b u n a l . ^>. Huma das sentinellas . Esta varanda tem de comprido quasi i3o p é s .. As portas das outras varandas ( h a três de cada l a d o ) se abrem para esta varanda .

e recrear-se com a caça . O Lazareto de Corfu está situado sobre hum rochedo cercado de água . hum pouco mais levantada que as outras. que trouxe despacho bruto . e plano geral me tocarão como podendo fornecer excellentes idéas para a construcção de huma casa de correcçào. que pertence aos Monges Catholicos Romanos. O Lazareto de Castelnuovo. bem aprazível . e distante da Cidade quasi huma légua. Seus officiaes são nomeados peD . em que está hum (fonvento de frades. que não sâo fechadosf elles tem hum muro de separação. Eu me estendo mais particularmente sobre a elescripção deste Lazareto. mas como eu estava em hum navio . que fazem a quarentena . do outro lado está huma Capelia. As pessoas. aonde três Monges rezão o Officio . Cada huma destas varandas tem hum poço. Na extremidade deste Lazareto ha huma pequena varanda' soalhada . porque sua situação . em Dalmacia. está na^ costa quasi duas milhas distante da Cidade: elle está encostado a huma collin a . não pude ver nenhum destes Lazaretos. Em hum dos lados desta varanda está hum jardim muito próprio fechado com muros. que tem hum Convento pouco distante daqui.& a5 ® ha grahdee alpendres. tem a liberdade de irem lá divertir-se alguns dias depois que chegào . como também huma Capelia Grega.

e daqui para Constantinopla. lugar aonde "primeiro se estabelecerão Lazaretos . que acabo de descrever. com maduras reflexões . que não digo .Ü Depois que hum piloto da barra conduzio o nosso navio a hum lugar próprio para o amarrar . lugar que fica nas fronteiras do Reino de Hungria . vicchegar para o Capitão.. e outras muitas causas. Segui-o em seu batei para ver o modo com . I. aqui tive intento de seguir para Vienna por terra. porque não exigem o fazer-se agora a quarentena em Sem»lin. tomei o partido de voltar a S m i r ^ í . aonde os passageiros em outro tempo erão obrigados a demorar-se : mas. guardando a mais estreita quarentena. e com este intento me sugeitei a todos osincommodos da viagem por mar para Veneza. e lá de embarcar em hum navio com despacho bruto» Os ventos contra. e seus regulamentos semelhantes aos do Lazareto desta Cidade•> f Depois de ter visitado os Lazaretos. segui para Smirna. Póde-se bem . e gastei sessenta dias de Smirna a Veneza. e a fim de ter as melhores instrucções possíveis . tornarão esta^ viagem muito cançada '. e perigosa.fazer esta marcha em 24 dias. hum mensageiro mandado pelo tribunal da Saúde. proourei occasião de fazer as quarentenas .® a6 Q Io tribunal da Saúde de Veneza .rios .

e nem leito. fui conduzido para o antigo n 2 . Meu guarda mandou ao tribunal huma relação de minha saúde . e pela representação do nosso Cônsul.27 ® que fazia sua declaração. e chegando-se a mim hum homem me disse. Em hum dos edifícios estava a equipagem de hum navio Raguzano . sem cadeiras.© . e em quaesquer hospitaes da Turquia. e Capitães de navios . Logo que se desembarcarão as cousas que trazia o batei. Neste. e o seu exame.cabeça que experimentava sempre nas visitas dos Lazaretos . bagagem em < hum batei prezo por huma corda de 10 pés de. e o meu batei foi puchado por hüm gancho pelo rio acima . cheio de bichos. nem meza. Quando cheguei ao lugar do desembarque . porém isto não foi bastante pa\a tirar-lhe o máo cheiro . desatarão a c o r d a . e impedir as continuas dores de. Este Lazareto principalmente está destinado para os Turcos. e Trieste. comprido a outro . que tinha chegado antes de mim . Na manhã seguinte veio hum mensageiro em hur ma gbndola. para me conduzir ao novo Lazareto : puzerào-me com a minha. soldados . que tem a peste a bordo. em que hião seis remadores. depois de vir já de Ancona . que trazia ordem do Magistrado para ser meu guarda. e no seguinte dia occupei huma pessoa a lavar o meu aposento.' que estava muito pouco aceado. o superior me mostrou 9 meu quarto.

mas com tudo eu cheguei a fazèllo huma . Findos seis dias.manhã com o soccorro do 'Cônsul Inglez . o Prior me fez passar para húím aposento mais tolleravel em algumas vistas.adq_irir a febre lenta 'dos hõspitaes. que está mais perto da. Co* mo eu tinha sido Recomendado' ao Prior por huma carta do Embaixador • de França . onde estava qaasi cercado de água. estavão saturadas de intecção. ou repartimentos . perdi a vontade. Logo .@ 2$ ®> Lazareto. o lugar que me assigiíàrão consistia em hum quarto alto. ambos-insoporta-> Veis . Eu as fiz lavar por vezes com água de cal. esperava ter hum aposento agradável. porém os. As paredes do meu aposento.' qu« festava em Constantinopla . porém enganei-me . e tão insalubres como as peiores salas dè hum péssimo hospital. mas os quartos^não tinhão moveis . de comer .quatro peças . Eu preferi dormir no baixo Mdrilhado de tijolo .-e outro baixo. erão" mal aceados. não se tinhão la-» vado haveria meio século . è composto de. e de máo cheiro. sem dúvida. para dissipar o fétido que ellas tinhão.!>*e fiquei entendendo que me punha em risco de . que por beneficência me fez 'dar huma quarta de cai para este fim. prejuízos recusarão minha sdpplíca. Mas tudo isto foi inútil . Pedi que se caiassem as paredes do meu quarto.' >tinha huma vista deleitavel.Cidade*.

© »Ò ®
depois desta lixÍYÍa, o meu quarto.se tornou
mais fresco, e o ar tão respiravel, que depois
d e jantar ahi mesmo tomei o chá, e passei a
noite ( 1). De manhã as paredes estaVão inteiramente seccas, e sem cheiro , e passados
alguns dias tornei a cobrar a minha saúde ; desta sorte com muito pouca despeza , e admiração de todos do Lazareto , fiz para mim , e
meus successores hum aposento agradável, e
são, de sujo, e contagioso que era.
T(
Por. cima das" portas das duas grandes salas , ou armazéns, se vião esculpidas em pedra as imagens dos três Santos ( S. Sebastião,
S. Roque , e S. Marcos ) como patronos destes Lazaretos. Antigamente, quando se traziào
para os Lazaretos as pessoas infectadas de peste se mettião por quarenta dias em hum destes quartos , e depois outros quarenta dias

( i ) Este quarto foi caiado em Novembro em tempo mui chuvoso : eu conto aqui esta circümstancia ,
porque em Março seguinte , sobre' a queixa , que fiz
aos Sous-sherifs da pouca- attenção que davâo á cláusula do acto do Parlamento , que ordena esta precaução
para preservar a saúde dos prizioneiros ; elles me derâo por escusa, que temião a humidade ; motivo que
me paréceo tão rasoavel , como impedir aos serventes
que trazem as -mãos , os pés, e o rosto sujo , o lavailas , e enxugar-se em huma toalha, por não apanharem algum deilu&o.

em outro quarto para se lhe haver de passai
despacho limpo ( 1).
Tendo sido as regras , e tarifas dos outros Lazaretos na Europa, segundo o que parece , formadas depois de estabelecidas estas
em Veneza , eu entrarei nos detalhes mais circumstanciados sobre os regulamentos que aqui
6e pbservào para a quarentena.
E estes detalhes quasi todos se tirarão de.
huma obra intitulada Esquisse instructive que
foi enviada ao nosso governo emi77Ò: a M r .
Richie, nosso Cônsul em Veneza , devo o communicar-ma.
E eu examinei còm a maior attenção este debuxo em quarenta e dous dias da minha
( 1 ) A maior parte das janellas nestes quartos, e em
outras casas antigas de peste são tapadas com tijolo ,
o que prova , que no ultimo século os Médicos conhecerão a importância, de se renovar o ar , e da sua livre
circulação nos quartos dos doentes». Os Médicos depois
adoptárâo hum methodo absolutamente differente ; mas
parece agora que nos tornamos a uso antigo que h e
muito mais saudável. He também provável ', que em
outro tempo não se conheciâo estes absurdos cheios de
prejuízos contra o costume , que agora temos de lavar
os doentes , e os q u a r t o s ; p o r q u e eu observei em differentes casas de peste antigos sinaes de huma muito
maior attenção em se procurar abundância de água, do
que tem feito na maior parte dos hospitaes ediücados
a cincoenta annos a esta parte.

® 3i &
quarentena, o qual dou aqui com algumas observações , e correcções.
*
i
A casa da Saúde de Veneza foi instituída
por hum decreto do Senado em 1448 em ocr
casião de huma terrível peste, e seu estabelecimento foi confirmado, e submetido a hum
systeraa regular por differentes decretos ser
guintes, até pôr-$e no excellente p é , em que
agora se acha. Esta importante casa he goverr
nada por. três commissarios escolhidos annualmente pelo Senado: sua occupação diária he
presidir aos negócios da casa. Associão-se-lhe
dous commissarios assistentes, e outros dous
extraordinários, que até aqui tem servido como commissarios supplementarios. Para estes
se escolhem pessoas muito sabias , e muito
experimentadas. Estes últimos fazem seu processo verbal a bordo , quando julgão que as
circümstancias o pedem, ou quando casos difüceis , e perigosos requerem seus conselhos.
O poder, e authoridade desta corporação são
muito grandes, porque sentando-se estes sete
magistrados juntos, suas sentenças são dicisivas sem appellação, tanto nos negócios civis,
como crimes, que respeitão á saúde pública,
que he toda a baze deste tribunal. Esta corporação, por isso he huma das mais respeitáveis do governo. Os seus lugares sempre são
occupados por pessoas de inteireza , eprobidade cofthecida; todos devem gozar de huma

de hum advogado fiscal. e authoridade de seus Magistrados . e vários caixeiros. só direi o que for necessário para formar huma idéa de seu regulamento. que observa. darei depois huma conta particular dos Lazaretos . ou serem relativas com as acima mencionadas. Os Priores dos Lazaretos dependem desta corpo- . e passageiros. da quarentena dos passageiros.0 3a 0 fortuna honesta. menos importantes. por terem alguma. dos mensa-' geiros. ainda que este emprego seja -hum caminho para lugares de lucro. Fallarei do tribunal. ou escreventes . do modo de "purificar as fazendas nos Lazaretos. de seus Priores . dè suas declarações. pira os terem inenos expostos á corrupção'. O Magistrado sempre vai acompanhado de hum escrivão que he notariõ público. dos guardas de Saúde. que são . para purificar as mercadorias . que vem de paizes suspeitos.connexão . em attenção a serem seus emolumentos muito módicos . que vivem disto em quanto se coraportão bem. dos deveres. e recebem os apontamentos. Também me deterei algumas vezes sobre diversas circümstancias. Não cancarei meus leitores com miúdas relações de todas as circümstancias .relativas a este tribunal . ou moços de servir^ do modo de receber os Capitães dos navios'. e ordem. dos carregadores. que vem de paizes suspeitos de infeCção de peste.

que nâó tem commercio algum . Elles também são encarregados de attender a conducta dos mendicantes . que se pôde encaminhar a offender a saúde pública. ou Magistrado. que fazem seu serviço grátis . e os corpos dos que morrerão sem preceder queixa . são escropulosam e n t e examinados pelo medico . a fecharem-se no Lazareto para ter cuidado dos doentes ( 1 ) . E ( i ) Além do tribunal de Saúde estabelecido em Veneza . miséria . os quaes também são obrigados. de se oppór a que as queixas asquerosas. boticas. quando se manifesta queixa contagiosa. que se vendem nas feiras públicas. que a c h a r ã o . Os Ministros. ou cada Cidade . e nocivas não venhão a ter principio da necessidade. cujos respectivos deveres adiante direi. elles tem hum registo exacto dos m o r t o s .3 33 % r a ç ã o . e mensageiros . como também os guardas da S a ú d e . e olhâo como cousa honrosa o attender pela saúde dos seus concidadãos. e outras cousas conhecidas. etc. e cirurgião da Saúde . que he de alguma importância por seu commercio. construído pelo mesmo plano que o da Metrópole. Estes|inspectores fazem relação de t u d o . tem hum para si em particular . Elle he dirigido pelos cidadãos do lugar . e os caixeiros necessários são pagos pelo comtnum . Elle conserva inspectores em differentes partes da Cidade para examinar as provisões . cada capital do estado de Veneza .

e pequenos quartos destinados para receber os estrangeiros . Ambos estão situados em pequenas ilhas . elles tem suas entradas. que vindo de lugares suspeitos são susceptíveis de estar infectados. e effeitos infectados nos tempos j calamitosos da peste. Estes muros tem huma grande extensão. V * Ja-se Zanto. Todas as corporações . separadas de toda a communicação. e o novo quasi sinco milhas d« Veneza.j ber gente . e devem darrlhe coma da s«a conducta respeito a tudo. Cada fila . que os cercão. e den* tro destes muros não se consentem arvores . ou ordem de quartos dá em h u m pateo com hum terreno adornado de relv a . ou Magistrados de Saúde dependem do de Veneza . Elles também são próprios para rece. e para c o m m o dos dos passageiros. e subdivididos em hum grand e numero de grandes . pois tem perto de 100 passos geométricos de circumferencia (o passo Inglez tem 5 pés Inglezes ) elles nào tem senão huma calçada com hum andar por cima . e'escadas particulares. O Lazareto velho ten| duas milhas . estes an* dares divididos. mas também pelos altos muros. - . que se deixa crescer muito alta .m 34 ® A Cidade de Veneza tem dous Lazaretos b e m dispostos para a purificação das fazendas . dos habitantes desta Cidade. não só pelos grandes canaes. que estão detidos na qua» rentena.

e o ar senão acha encerrado. ( mas com tudo sem estarem misturados com os quartos dos passageiros ). ' a m b o s tem hum tratamento h o n e s t o . Este Prior tem hum substituto escolhido por e l l e . e direcçào interior de cada hum destes Lazaretos . XIII. aonde tem hum aposento commodo. que he nomeado pelo tribunal da Saúde . se as grades. e só a este deve dar conta da sua conducta. e as principaes são estas. Elle não deve ter interesse nos-fretes dos navios . O governo . e aprovado pelo magistrado . e são obrigados a residir no Lazareto . Huma descripçâo deste Lazareto com maior detalhe seria fastidiosa . Elle deve ter este cui_ 2 . O lugar de Prior h e de muito grande importância . e os magistrados tem cuidado de o não conferir senão a quem pôde cumprir os seus deveres. são confiados a h u m official chamado o P r i o r . ou dos seus commissarios 1 . e muito -mais por vir o seu plano na tab. Elles estão dispostos . O exercício de seu cargo o obriga ás mais apertadas regras. ao pôr do Sol. nem no commercio.® 35 ® n e m se podem plantar senão muito distantes daquelle lugar. Elle não deve ser parente de algum dos do magistrado. e todas as portas estão fechadas. Elle mesmo deve examinar. de maneira que as mercadorias não tem risco apanhar chuva . Ha alpendres encostados á ai* guns dos m u r o s . e também em outros lugares .

^ 3 6 § „ado não só com as portas do interior .gatos . ou c o m p r a s . e ern presença do Prior. ou trato no Lazareto . e quando elles não trazem esta permissão. ou serventes : elle toma a chave á sua conta . Elle não deve deixar entrar no Lazareto cães . que se abra senão depois de sahir o Sol : e quando ha sus-*' peita d e infecção . estas portas devem estar sempre fechadas . nem fazer algum negocio . H u m a copia do estado de . alli o faca. e não consente* communicaçào entre a. consentir que alguém. pelas mercadorias .. e h u m estado particular de todas as mercadorias. e carregadores .gente destes b a t e i s . Nào deixa chegar barcos de pescado^ res . senão ai certa distancia do Lazareto . T e m h u m livro. e. Não deve deixar passar alguns contratos de vendas . nem ven--j der . mas também com as dos quartos occupados pelos passageiros. e não deve consentir. como também o inventario geral de seus effeitos . nem outros animaes domésticos . nem. ou outros desta qualidade . não deve comprar . se devem suppór nullos. sem expressa licença do tribunal da Saúde . e abrir-se só para casos indispensáveis . nem mesmo de procurações. aonde regularmente escreve os nomes de todos que fazem a quarentena . ou actos de motarios . os que fazem a quarentena. quaesquer que sejão . nem.

$ 37 © eudo he remettida todos os mezes ao tribu*. sem ordem especial . Quando hum passageiro . que despache logo o seu medico pa(1) Na casa do Prior ha parlatorios aonde estas visitas se fazem de ordinário em presença do mesmo. Não pôde consentir visita alguma junto a aquelles. mas os correctores públicos nunca são admittidos a estas visitas . Deve attender . e deve impedir todo o recreio . . e os carregadores h u m a boa ordem. de todos juntos. ou do guarda . o Prior t e m cuidado junto com o guarda. que elle seja separado dos outros n o mesmo quarto . n e m effeitos para fazer a quarentena sem ordem do tribunal. que fazem a quarentena. e immediatamente avise ao tribunal. Não deve permittir que brinquem . que se encaminhe a occasionar a mistura das equipagens de dif«ferentes quarentenas . ou carregador adoece . Esta ordem deve ser acompanhada por h u m mensageiro . e âs vezes^ em presença. ou a perturbar a circunspecção . quando mesmo tivessem obtido ordem para este fim. nal da Saúde. ou do sob-Prior . e o mesmo h e respeito á sahida. Não pôde receber gente . ou divertimento . a qual dá o tribunal grátis ( i ) . que reine entre os pas^ sageiros . que se observa neste lugar. ou se embebedem .

e concisa . e receber as ultimas vontades. quantas acontecem mortes de suspeita. porque sem isto serião detidos até se acabar a quarentena. porque nenhum notario he admittido sem ordem expressa do tribunal. s a . Ha hum cemitério no interior do Lazareto . Quando h u m a pessoa morre em hum destes Lazaretos. todos que fazem a quarentena. O primeiro tem authoridade de exercitar as funções de notario público . eisto tantas vezes. que estão na repartição . que não morreo de queixa contagio-. mas isto deve-se fazer e m preseruBa. elle pôde por conseguinte aprovar testamentos . He obrigação do Prior ver que os guar.® 38 ® examinar escrupulosamente a natureza da enfermidade. Este medico pôde ser acompa-* nhado daquelle. se lança cal viva sobre o corpo na cova. e effeitos ao ar lira . e cirurgião do tribunal declarem. que o doente escolhesse . de sinco testemunhas. que tem 5 ou 6 pés de fundo. e se fica alguma suspeita de infeccào. e os mortos são enterrados nús por aquelles. sem que o medico . são obrigados a tornar a começar. quer outro não hão de transgredir as regras prescriptas. ou tabelião em caso de necessidade. e que a sua relação seja bem clara. mas quer hum . dos que sào da sua jurisdicção. das dos passageiros das differentes quarente^ nas exponhão suas r o u p a s .

se elles tem tudo. para saber. Os vivandeiros estão sujeitos.he severamente punida: elles não entrão no Lazareto .dentro. as pessoas. e ordens q u e estão prefixas.suas ordens. e outra depois de jantar. e dar . a quem estão de guarda. quanto for possível.. ás pe&» soas. e se tudo vai conforme ás regras . Elle deve visitar todos os quartos . e aos castigos todas as vezes que elles faltão ás regras . ou d e seu subst i t u ^ .( í ) _ ( i ) Todas as manhans {vera dous vivandeiros em seus . por preço fixo : toda a espécie de exacçào . huma vez de manhã . para fornecer aos passageiros as provisões .© 29 ® vre . e precauções . senão e s vivandeiros nomeados pelo tribunal da Saúd e . GML água salgada antes. que faz lavar o dinheiro em v i n a g r e . Não se admittem nestes Lazaretos. Elles são obrigados a trazer todos os dias . e guardas podem vir fazer suas provisões. q u e os vivandeiros orecebào. aos magistrados. que estão. Os vivandeiros espeta o em varas d e 7 e 8 pés de comprido os cestos em que apresentão o que elles c o n t é m . dos que estão fazendo a q u a r e n t e n a . se todos os passageiros são servidos c o m a c e i o . o que se l h e pede. mas tem h u m lugar que lhe he particularmente assinado. e q u e ássistão. o que lhe he preciso .. aonde os passageiros. em presença do P r i o r . que exige a saúde. e mais commodidades da vida.

As pessoas. Elle obriga os carregadores. que comprei. O Prior t e m as ordens mais bateis com provisões de lenha. No Lazareto velho o preço do p ã o . que elles deixem ficar sobre o l u g a r . empregados na purificação das fazendas. que são escriptas do Lazareto . O Prior não pôde ser sentenciado . e os effeitos dos passageiros não podem ser penhorad o s . e m h u m a palavra com toda exactidào dá as providencias. Este as perfuma algumas vezes antes d e as enviar para o seu destino. não consentindo. que tem a inspecção do quan t o . . para que os moços de servir cumprão seus deveres diários . da fruta. como também toda a redondeza visinha . senão pelo magistrado do tribunal da Saúde . como mais amplam e n t e mostraremos em outro capitulo. do que no Lazareto da Cidade. do leite . a varrer. ou de l ã . devem ser passadas pelas fumigações ordinárias pelo g u a r d a . daqui vão remettidas ao Prior por meio de huma canna . em quanto está neste lugar . e lenha . da manteiga.® 4o ® As cartas . por onde se passa. algum bocado de algodão. era perto de hum terço mais. nem seqüestrados no Lazareto durante a sua quarentena. n e m está sujeito a algum processo civil > ou crime. em out r o tribunal d e justiça. e acear seus respectivos alpendres . ou de qualquer páo rachado em h u m a extremidade.

que vem ainfecção. ou nos effeitos dos passageiros. . e nomeão outros em seu lugar por algum tempo. que o Magistrado julgar proporcionado ao seu crime. Nào tem por cada bala. e aos guardas hum . ou balote senão huma pequena contribuição fixada pelos Magistrados . quando andào. ou dos negociantes . que seja. e a seus assistentes com alguma gratificação ( 1). O Prior . ou das fazendas. que vem a valer cada hum 160 reis. debuixo de qualquer consideração. mas sempre se attende a elle. ou. e serviços. ( i ) Eü dei ao Prior seis sequins . elle não deve acceitar presentes (conforme as leis) dos passageiros . que tem mercadorias debaixo da sua inspecção. ao sob-Prior três . Hum sequin faz quasi nove xelins. mas. huma canna para ter os passageiros em huma certa distancia. o que me aconselharão aquelles que consultei.© 4i @ expressas de não exigir dinheiro dos passageiros. que estão fazendo a quarentena. em recompensa de seus cuidados . Se algum por máo os vier tocar. e seu substituto devem evitar com muito cuidado o tocar nas pessoas . devem fazer a quarentena com a equipagem de donde se presume. se por acaso elles se infectarão com o contacto das pessoas. passará por hum castigo igual á natureza da offensa. que fazem a quarentena . e elles trazem para este fim.

sem que sejào chamados pelo Magistrado. . Como todos os quartos dos passageiros dos mesmos navios . logo que dão fundo .© 4* & N e m o Prior . porém para os seus negócios particulares não podem sahir'sem permissão ( i ) . e parte está occupada em registar a quarentena dos n a v i o s . n e m seu substituto devem desamparar o Lazareto. Seu dever n o Lazareto h e d e estar sempre junto aos passageiros . e suas equipagens. que tem por titulo : Commissioni in via efittstruzione ai rmovamente electo Prior» dei Lazaretto. _ a g . ou que tenhào de ir tratar com elle objectos respectivos ao seu l u gar . e dos mexe adores em cujo serviço estão immediatamente empregados. Estes guardas recebem hum soldo diário dos passageiros . Ha sessenta guardas. E l les são enviados a bordo destes navios. que estão sujeitos ao tribunal da Saúde de Veneza : parte destes guardas está encarregada d e estar de sentinella nas quarentenas dos passageiros . . e ahi ficão até que ebtenhão seu despacho. de lhe prestar -todos os commodos . que se não misturem ©s de differentes quarentenas. das mercadorias . dos Capitães dos navios. ( i ) Pedindo eu aa Prior que m e mostrasse o regulamento respectivo aos ofEciaes do Lazareto .^ I n Venotia *7_6 in 4 . «lie m» offereceo huma copia . que estão no Lazarer t o . 0 48. e dos serventes. ede ter todo o cuidado-.

e fidelidade destes. que obra em conseqüência .@ 43 & e inda mesmo as mercadorias . que leva na mão huma canna . que estão a seu cuidado. 3? » _ — • ( i ) Pela maior parte estes guardas são velhos . e mover as fazendas. que consistem em arejar . que os serventes não faltem aos seus deveres diários. e advertir ao Prior todas as vezes. elles informem logo ao Prior. sem ser acompanhada de hum guarda. se os ha . este faz sua relação ao Magistrado . do- . e muitas vezes capitães (1). Devem ser muito attentos sobre a saúde de seus passageiros . que passa logo aos Magistrados esta queixa. de falta de assiduidade. não pôde sahir dos limites fixados destes alojamentos cousa alguma . e se lhe acha contrabando . e os serventes são castigados. tem seus guardas respectivos. o que he justo. e carregadores . sacodillas todas. para assim ter tudo em huma distancia conveniente. ou de negligencia voluntária } elles tem penas mui severas. Os mesmos guardas estão debaixo da inspecção do Prior . dar parte ao Prior. He preciso também que elles attendào. e notar o que ellas contém . que descobrem alguns symptomas de doença. ou malas. e no caso de negligencia. Ao chegarem os passageiros deve elle fazer abrir suas caixas . é no caso de dissimularem aos serventes.

ate eu lhe dar huma aPta paga.. Fazem também h u m a descripção exacta j e circunstanciada de to-: das as fazendas .li . de que os vivande. mas o meu se mostrou muito extravagante. e effeitos a bordo sem excepção alguma. sua paga diária he de três Jibras . que mandão para o tribunal da Saúde. õu faltar-lhe alguma pessoa. Indo a bordo . para suas provir.ros encarregados de provisionar o navio n a quarentena. de hum sequin por semana . e dez soldos* preço gravado em huma pedra no Lazareto .$ 44 $ O serviço dos guardas a bordo dos navios h e ainda mais apertado . porque não havendo lá Prior para os dirigir em todas as occasiões extraordinárias. e requer muito maior attenção . Feito isto não sahe do navio mais cousa alguma . tomão huma exacta lista de todas as pessoas da equipagem . elles devem corresponder-se directamente com o tribunal da Saúde . ««es. Enviâo depois duas ao trib u n a l . o retirar-se clandestinam e n t e alguns objectos prohibidos. como no L a z a r e t o . e n e m deixào chegar barcos . por impedir. ou navios sem licença* Tem cuidado . T. por não lhe escapar alguma doença . dos Lazar. H e preciso que os veja juntos todos os d i a s . cumprão seus deveres com fideli-: entes . o q u e succede. Mist. e dar-lhe conta logo de t u d o . e incapazes de fazer algum serviço aos passageiros .

Os mensageiros. a respeito das merca-' dorias . e o navio começa desde este dia a contar de novo sua quarentena. Não devem consentir que fique passageiro algum a b o r d o do navio. ou domésticos são empregados pelo tribunal da Saúde. Depois os tornào a levar para bordo . e que tenhão alli as mesmas cautelas com as regras de Saúde. São obrigados também (isto he os mais idosos) de r e c e b e r . ou mandailas para terra . para fazer a quarent e n a . que a equipagem voltando a bordo . e estar vigilantes. devem logo enviallo ao Lazareto. depois de se ter enviado a carregação ao Lazareto. abrir. para fazerem sua relação. debaixo de qualquer p r e t e x t o . sem que tenha precedido esta formalidade no tribunal da Saúde. e se fica a bordo algum desfarçado em marinheiro. que vem de paizes suspeitos . ou passageiros. indo os Capitães nos seus barcos . e destribuidas ao seu . D e v e m também acompanhar todos os passageiros ao L a z a r e t o . He o m e s m o . e os mensageiros nos seus. Depois são outra vez selladas . que para ahi são enviados. como no Lazareto. dar as fumaças a todas as c a r t a s . como também todos . e he prohibido aos Capitães . m a r i n h e i r a s . o guardar no navio estas cartas . se fica alguma cousa occulta. por nenhum [modo communique com os outros.® 45 & dade . a conduzir todos os Capitães de navios ao tribunal.

Cada mercado deve ter seis carregadores. como todos os delinqüentes . Não he perrnitúdo ajustar com elles hiim tanto por balote . e guardas . (1 ) Como eu fui logo enviado ao novo Lazareto. mas vendo eu que se attendia também a huma gratificação . como o estão debaixo da inspecção do Prior. ou as mercadorias (1).m 46 $ destino. Estes mensageiros . mas pagase-lhe certa quantia de conduzir os Capitães. outras para os navios de q u a r e n t e n a . mas deve dar seus nomes ao tribunal. humas vezes para o Lazareto .' em numero de dezasete. Todos os serventes empregados na purificação das fazendas no Lazareto. ou domésticos. ou para os negócios . e se acaso se alcança que elles faltão ás suas obrigações. O numero dos carregadores deve ser propor-. que faltão ás leis da salubridade. e 10 soldos . lhe dei hum sequin mais do que elle pedia. o mensageiro me pedio no dia em que sahi 6o lib. são também e m p r e gados em geral em todos os recados do tribub u n a l . e de lá conduzido f ao velho . N a Cidade elles não tem salário c e r t o . . que são da repartição da Saúde. estão debaixo da inspecção immediata dos Magistrados da Saúde. os passageiros. são punidos conforme o rigor das leis. ou serventes . mas sim dar-lhe hum tanto certo por dia. todo o tempo em que ellies ahi estão . e íazellos aggregar Já.

e para cada quarenta balas. que as dos outros Lazaretos . e motivo nenhum os p ô de dispensar. Como os Turcos não põem alguma precaução.® 47 9 cionado ao numero das balas . e mercadorias que vem de qualquer lugar dos domínios Ottomanos. osVenezianos concluem daqui com razão. ainda que se saiba . que chegão navios a Veneza . ou das partes grossas de mercadorias . He a propósito observar . que algum delles traz peste a bordo . regador. ou despac h o s de Saúde > ou venhào elles assignados pelos próprios Cônsules Venezianos . se deve fazer publico. e de tomar suas declarações. mais do que para se p r e s e r v a r . As" regras de Saúde são observadas com todo o rigor . que h e i m p r u d e n t e . deye haver h u m car-. são sujeitos a huma quarentena de quarenta e dous dias inteiros . seguem pouco mais . que todos os navios . para prevenir esta horrorosa calamidade . ou menos as adoptadas pelas mais partes. ou p o r LOGO . quando m u i t o . e todas as circümstancias . mas quanto as outras formalidades . Do modo de receber os Capitães de navios . e a este respeito são mais severas. ou c u r a r . e mesmo perigoso. que vem de lugares suspeitos . o fiar-se em quaesquer certidões .

os navios . e circunspecção como se estivessem realmente infectados. para introduzir os navios no porto. que huma igual neglicencia traz comsigo . Sabe-se. com as mesmas p r e c a u ç õ e s . Para prevenir pois as funestas conse-í quencias . ou de três semanas ao menos . para nutrir hum terço de seus habitantes. e"outras ilhas de Veneza. que vem de Zante . ainda que tem todos hum tribunal de Saúde. e muitas vezes de quarenta dias .) . são sujeitos a quarentena de trinta dias. Além de q u e . que vem a Veneza de lugares suspeitos . ta I l h a . porque sendo muito perto da Morea. e livrallos de dar á costa. que vem de outros lugares. para illudillos. e communicandò diariamente com seus habitantes . Cephalonia. otí são indulgentes com elles. que desta communicação dependem elles muitas vezes para sua subsistência.& 48 9 outras pessoas. e para obviar a todo o risco antes de sua chegada . (Nota do traductan •Francez. em hum paiz onde o contai gio . não chegendo asproducçõesdes. muitas vezes desprezão a observância das regras da S a ú d e . pode-se ter occulto nos balotes de fazendas . he regra estabelecidade o tratar todos os navios. o ir a bor-1 ( i ) Entende-se aqui por pilotos aquelles a quem o Governo de Veneza paga . e mercadorias. ainda que não seja manifesto com evid e n c i a . he prohibido aos pilotos ( 1 ) com penas capitães.

. vem de lugares suspeitos . antes de t e r alcançado hum despacho do tribunal da Saúde . que dirigem. e devem ficar a bordo do navio até que o tribunal da Saúde o declare puro de toda a infecção . não podem tornar a seus próprios batei». cujas funções começão desde este instante . não venhào communicar com elles por inadvertencia. que vem da Turquia . que lhe foi destinado.s e o tribunal declarou. Para. e h e . e . que os pilotos não t e m faculdade de ir a bordo de hum navio . que o navio . qúe outros barcos. os navios eritrão no porto . elles devem lembrar ao Capitão o fazer os sinaes de costume para estes navios. Quando pois. ou das Ilhas adjacentes . ou communicar com a equipagem.huma pessoa. maior segurança também nos casos perigosos . para o advertir que chegou alguma destes embarcações. se põe G . ou navios . ou logo que se reconhece este sinal (o tribunal da Saúde tem sempre. e continuão até que o navio tenha acabado a quarentena. se o caso exig e . Ha hum bom m e i o . logo que o navio vem a ancorar no lugar. e mesmo das outras quaesquer que sejãro ) . que elles lá vão. para prevenir. e se o navio . despacha para bordo hum guarda.í& 49 ® do de algum n a v i o . em cujo bordo estiverão deve fazer a quarentena . elles mesmos a devem fazer também. T e m também ordem de não Usarem senão de cordas alcatroadas .

ou escrevente recebe sua declaração por huma janeí» Ia . deve haver hum apartamento proporcionado .. no mesmo instante se conduz o Capitão a huma enceada fechadada com muros . que vai ter ao tribunal . vai diante do barco do Capitão . ou se de lá vierão ao seu. se tem vindo bem toda a viagem . que está disposto em modo. que não haja alguma communicaçâo entre elle. OU. desviando tudo o que o pôde tocar. se traz passageiros. se foi a bordo. se traz doentes. sem se chegar a elles .& 56 # hum piquete. no mar. delles . e o barco do Capitão. ou limpo. com os que estão em terra . que viagem tem feito. Fazemse-lhe as perguntasdo uso. se encontrou navios. se foi a algum porto intermédio. aonde hum caixeiro. se morrerão alguns . Então se despede hum dos mensageiros para conduzir o Capitão ao tribunal da Saúde : entre o seu . ficando sufficientemente apartado. ou não mercadorias . diante do tribunal . Quando chega ao lugar do desembarque. ou guarda de soldados em conveniente distrancia deste lugar. se recebeo. e os outros. que o Capitão . para estarem de sentinella. e de que nação. a que se não faça cousa alguma contra as Leis estabelecidas. de donde vem . quantas pes* soas tem a bordo. em que porto embarcou . se traz despacho bruto . e tem cuidado . e a equipagem podem fallar. qual he a sua carga * . que são.

que elle fez . e a declaração do Capitão.registada pelo e s c r e v e n t e . Esta declara* cão h e . e se algum Capitão se apresenta sem despacho . se conserva em c u s t o dia privada. sem as necessárias attestações . até se aclararem as cousas sufficientemente. h e possível. ou lugares . do lugar . e então se lhe pedem todas as suas c a r t a s . e a equipagem a fazer a quarentena. que o excesso da gente foi tomado de outros navios. e elle he punido indispensavelmente. depois da fumigaçâo de c o s t u m e . sobre o numero de pessoas a b o r d o . porque achando-se a bor. G 2 . que se confere com a declaração . e seu n a v i o . são seu despacho limpo . o crime h e c a p i t a l . e pcpeis.Se apparece alguma differença entre o despacho . Se em fim se descobre no Capitão alguma intenção má de surprender a r e ligião dos magistrados. tanto sobre a salubridgde. obrigar ao navio .do maior numero de passageiros. que elle tem a bordo . obrigaõ-no a hum exame muito s e v e r o . de que vem no despacho . que não h e suspeito de infecção . . que se diminuísse por mortandade contagiosa. ha motivo de suppor .de Saúde . se pelo contrario o numero se acha m e n o r . mas quando todas es-. como sobre o numero dos passageiros.$ 5» ® e se á tomou em hum só porto. ainda que venha d e p o r t o . Os primeiros papeis que se examinão. h e regra infallivel do tribunal. dando falsas declarações .

# 5_ ®.
tas condições se achão preenchidas á satisfação do tribunal, todos,os navios de,despachos
limpos tem liberdade de descarregar suas fazendas immediatamente depois da relação do
Capitão, e elle pôde tornar para bordo sem o
mensageiro. ~Mas se o navio vem de paiz sujeito ao Império Ottomano, ou de outro lugar
suspeito , o Capitão he reconduzido para bordo com as mesmas formalidades, com que veio.
O guarda, que foi diante, começa a fazer seus
deveres , logo que elle volta , tomando huma
lista exacta da equipagem, e hum estado detalhado de seus vestidos , e effeitos , cuja' lista remette para o tribunal , para se conferir
com a declaração do Capitão, e quando este
alcançou licença de descarregar, este mesmo
guarda faz huma lista de tudo, o que sahe do
navio, e remette ao tribunal para se conferir
também com o manifesto , ou livro de carga
do Capitão , o qual dá, quando faz sua decla-.
ração.
Quarentena dos passageiros.
ha passageiros a b o r d o , logo que
se achão preenchidas as formalidades acima,
o tribunal expede huma ordem para os transportar para o Lazareto, para onde vem ordinariamente no escaler do_ navio. Os passageiros achão no Lazareto a sua guarda , que já
tem ido adiante. Seus quartos lhe são respe-.
QUANDO

@ 53 ®>
ctivamente assignados ; visitão-se seus vestidos , e o mais de seu uso, e elles começão a
contar sua quarentena do dia seguinte , depois de sua,chegada ao Lazareto. He o mesmo , respeito as precauções, e regras, de que já
fallei.
Desembarque das mercadorias, e seu trans~
porte ao Lazareto.
effeitos, e mercadorias susceptíveis de infeção, que vem de lugares suspeitos , devem ir ao Lazareto para ahi fazerem
sua quarentena , e ninguém tem a permissão
de ficar no navio ; mas todas as cousas , que
não são susceptíveis de infeção, e que se chama carga de grão-, logo que chegão, tende
obtido primeiro licença, as podem desembarcar em presença do mensageiro, que deve estar sempre á vista, e de guarda a bordo do nar
vio. Tomâo-se as mais exactas precauções no
transporte das mercadorias ao Lazareto. Os
barcos não devem ter remos, sem que o prior
as guarde com as fazendas. Todas as cordas
são breadas; os marinheiros do navio carrega»
estas fazendas, e as transportãd em seus barcos
para o Lazareto , acompanhadas de hum mensageiro quando vão , e quando vem. O prior
as recebe, como já se disse,-e elles lhe sàe>
TODOS OS

responsáveis. Hum contramestre, ouiaarinheir

*Sf 54 Q
ro fica no Lazareto para guarda das fazendas,
e responder pela certidão de descarga, quand o estiver fazendo a sua quarentena. Quando
se tem desembarcado toda a carga , e poste
e m lugar conveniente no L a z a r e t o , então he
que começa a quarentena do n a v i o , e não antes disto.
Purificação ou deposição purificatoria
fazendas
no
Lazareto.

das

As fazendas, que se vem purificar, são arranjadas em alpendres, estabelecidos para este
fim, no Lazareto em differentes o r d e n s , segund o as marcas dos ballotes, de s o r t e , que não haja alguma confusão, e que cada hum facilment e possa distinguir sua propriedade respectiva.
A lã se tira inteiramente dos s a c c o s , ou
bailas , p õ e m - s e em montes de quatro pés d e
a l t o , e não m a i s ; estes montes são movidos,
e virados duas vezes no d i a , além deste trabalho ordinário, estes ballotes são mudadas d e
lugar.
À s e d a , a lã , as pennas , e outras mercadorias semelhantes, se tratão do mesmo modo;
o algodão não fiado, e a lã fiada, a lã de cam e l o , e castor em saccas se purificào d'outro
m o d o : as saccas se abrem só de hum lado, e
os serventes são obrigados todos os dias a metter as màos^ e os braços nus a t é ao meio das

e virão dobra por dobra. de carneiros e capados surradas. que vem dobradas em peças. mas não se conta o dia. e todas as mais pelles pre+ paradas a seco. e linho . se expõem ao ar continuamente . o mesmo' he a respeito de cabellos. e se estendem spbr. e isto se faz tantas vezes. sem as virar debaixo para cima : quando Ha certeza de infecção. e abrem depois da outra. pergaminhos. A cera . Os tapetes. e se movem dua* ou três vezes no dia. e todas as mais fazendas. nem o dia em que se cosem. e lhe fazem o mesmo outros 20 dias a completar a quarentena . pelles de cabras . mettendo as mãos entre todas as dobras. se desdobrão . os saccos de brim . e es-- . mas. e revolver por diversos lugares 20 dias. emque se abrem as saccas. cortinas . se tem pelo objecto mais perigoso.e cordas postas ao ar livre . como são. colchas . quantas permite o tempo. *e todos os objectos manufacturados de lã . . As pelles de cabello comprido. Os pannos de lã. e se pujificão com o maior cuidado . os livros.® 55 $ saccas. se dispen-são da quarentena aos _o dias.* cozem desta parte. e todas espécies de papeis. desdobrão-se . arranjão em montões. artigos menos sujeitos a infecção . seda. e*as pennas de abes-: truz > a que se dá a mais escrupulosa attençãoi Os tabacos . e outros objectos semelhantes . esemo-vem de tempos em tempos.

são sujeitos a toda a quarentena . mas se o proprietário quer consentir q u e se lhe -faça a immersão acima d i t a . as pelles salgadas . què não esteja estagnada por t e m p o da 48 horas . se purificão . ellas iicão livres. por causa do fio que tem dentro . ficão sujeitos a e l l a . O aspher ( 1 ) por si mesmo he isento de quarentena . Ha outros artigos não^. devem passar p e la quarentena. ou que seus pro(1) Droga do Levam e v . q u è . O mesmo h e a respeito de outros artigos isentos . como por e x e m p l o . e áspero se purificão fazendo-os nadar do navio para terra.. fica sujeito a quarentena. porém por causa de vir embrulhado em substancias susceptíveis de infecção*. susceptíveis de infecção . Os animaes de lã . e que por conseqüência não estão sujeitos á quarentena . que se nãov • podem separar de e m b r u l h o . mettendo-as em a"gua salgada . Ha hum lugar no Lazareto disposto para este fim . estando seccas. ou cabelludos. a tempo que algumas vezes por circümstancias. mas os d e pello. Os animaes voláteis se purificão por aspersôes repetidas de vinagre até ficarem com a s p e n n a s bem molhadas. e cebo são sjijeitas a quarentena i n t e i r a . que occorrem.duro . e então se julgào livres. As velas de cera . e h u m guarda para assistir a esta operação.® 56 ® ponja.

ainda que venhào incapados nas balas . e madeira de leito . ou outra coberta semelhante. o sal.compõem de liquores de toda a qualidade . as costuras . A primeira espécie comprehende todos os grãos cascas . e outras cousas semelhantes. vitriolo. Da segunda espécie são os assucares. porque se pôde separar destas substancias. os mármores . aréas . e defumada. quando não trazem capa . etc. queijos. e seccás. mineraes. ou porque o mesnio incapamento não he sujeito a quarentena . marfim. toda a carn e salgada. ou finalmente . as drogas. p á o s . as c o r e s . ou as emanações. . Muitos artigos são isentos da quarentena. são izentas da quarentena f o r q u e julgão . vinhos . manteiga. ou por vir purificado pelas partículas voláteis das substancias . que se podem separar das capas. terfas. etc. que a natureza destes corpos. ainda que embaladas em talagarça . e tirar-lhe assim toda a faculdade de offender. são próprias para prevenir o contagio. depois de sondarem os tqneis pelo receio de haverem talagarças . As paças de C o r i n t h o .9 57 9 príetarios o não consentem . os quaes ficão por isto sujeitos a todas as precauções do Lazareto. queexhalâo. e em geral todas as sementes . águas de vida. 'outros gosào desta faculdade . frutas verdes. a linhaça. que contém . óleos. p e d r a h u m e . A terceira espécie se .

que se observão em seus Lazaretos pnra a q u a r e n t e n a . que não podem trabalhar. que a quarentena entre elles se tem quasi tornado i n ú t i l . e a homens. em oupro tempo. e o lugar aonde estavâo somente se alcatroâo. que o nosso Capitão sabendo . Esta intervenção da providencia» nos arrancou do mais cruel destino . são sábios . que eu tive occasiào de observar . ou huma escravidão perpetua no» espera^ . o corsária com grande satisfação nossa no mesmo instante se fez á vela e se salvou.9 58 9 dos b a l o t e s . em quasi todos estes estabelecimentos de Saúde . hum de nossos canhões carregado de metralha fez hum grande estrago no navio inimigo. e tanta c o r r u p ç ã o . . e nos acõmpanhou até sahir-mos do porto para assegurar-se de que nós não tivéssemos outro objecto em vista ( í ) . Vindo de Smirna em hum navio Veneziano com despacho bruto . porque soube de-p o i s .veio a nosso bordo hum Official T u r c o . para fazer aguada . Daqui fomos ancorar a (i) Alguns dias depois de termos sabido de Modon tivemos hum ligeiro combate com hum corsário de T u nes .. nos que as dirigem . que huma morte ipwnsdiata. erào h u ma das primeiras Nações* commerciantes da E u r o p a . e bons . ha tanto descuido na execução destas regras . e os Lazaretos só servem de dar commodo a Officiaes . e os regulamentos. mas agora . Os Venezianos. nós ancorámos logo em Modon na Morea .

E u reparei que hum homem n u ( era h u m soldado ) vinha duas vezes por dia . aonde desembarcarão o Capitão . para o nosso Capitão ter tempo de tornar a vender o seu café aòs moradores desta Cidade. e os passageiros . O Capitão . Hum n a vio Raguzano . quasi duas milhas distante.ter comnosco em h u m barco conduzido por H 2 va em Tunes se fossemos prizioneiros. nos quaes nunca parárão de carregar . Nós daqui fomos ancorar a huma das Ilhas setemptrionaes de Corfu. são obrigados a ancorar . aonde desembarcarão alguns passageiros . até que os habitantes vierão a bordo para comprarem colxões. e outros . O mestre da equipagem levava publicamente de dia fazendas a seus parentes . tinha Resolvido ir antes pelo ar . do que era preciso. nos causarão huma demora de oito dias . e ficava em terra até o dia seguinte. está a casa da Saúde . isto he . que esta vão ancorados nesta Ilha. que trazião despachos limpos. que vem de L e s t e . . aonde todos os navios. e negociar comnosco. e nós fomos retidos hum dia ou dous mais. e descarregar de dia.9 5g 9 Z a n t e . neste lugar residia o armador do nosso navio. e de noite. etc. vierão livremente fazer sociedade. Defronte de Castelnuovo . do que render-se. e os passageiros indo todos os dias á Cidade.

e a equipagem estão expostos a maiores riscos ainda. a terem huma peste perpetua. todos os moradores de huma Cidade pertencente á Republica de Raguza tinhão morrido de h u m a peste . e das costas do Mediterrân e o . junto á costa de 3?_lmacia. funesta. e passageiros. e era . que elle vinha pedir esmolas. P r e z u m i l o g o . que havia pouco t e m p o . que vem do Leste 'fazer negocio em caminho. mas soube depois. O Capit ã o . . que estava no tribunal d. ha alguns a n n o s .. do que eu a v a n ç o . e alimentos quentes. Os passageiros. Huns semelhantes incidentes. se por acaso vem objectos infectados no navio. e perdem muitas vezes occasião de venda. aqui se passarão três dias a commerciar-com os habitantes . e dous passageiros sahirâo a terra . bitantes das Ilhas. m e servirão de confirmar a justa reflexão de hum G r e g o . D a q u i nasce andarem as fazendas tanto tempo em viagem . que tin h a propriedade v concideravel em nosso navio . mas ( o que h e ainda muito mais perigoso ) eUes expõem os ha-. em Dalmacia huma prova bem. e que tinha sido n o meado pelo Official .a Saúde.& 6o 1® h_rn m e n i n o . que devia ser prohibido a todos os Capitães. depois m e infor^ m e i . e se perdeo a occasião de bom vent o . e recebeo biscoutos. para satisfazer a avareza do Capitão. H o u v e . que elle era o guarda do nosso n a v i o . Nós ancoramos também na Ilha d e Molita .

. e os Protestantes. &a_«juelíe lugar. huma cadeira . como também os de Marse-v Iha..8 pés e meio de comprido.. mas ambos estão muito aceados. hum dos quaes he novo. dentro do qual ha c e . Elias todas tinhão hum leito aceado .. Ha abi: também huma corrente de água. dou o plano do novo. Tem hum cercado com dous muros .. . depois das ordens. es Gregos . que forão mortos com tiros pela guarda. xniterios separados para os Catholicos Romanos . Em Triesté ha dous Lazaretos. e dá faculdade que me dèo para co? piar seu plano . e Italiano em Trieste* em 1769. que pouco depois vi. montes vizinhos. do Magistrado. XIII. que vem dos. que poderia ser muito útil. por me communicar os regulamentos . as quaes se imprimirão em Alemão . e i5 de largo.. que os cercava.. em distancia quasi de vinte jaxdas . e o do caminho he tijolo branco : as salas tem 1. e tarifas deste Lazareto . O soalho do andar. que ficd acima do caminho calçado. e Veneza. o acaso mç mostrou. e huma meza.&6i ® assim trazida. •com os de Veneza. he de madeira . e fórmâo nisto hum perfeito contraste. á excepçâo de dous ou três indivíduos . se a trouxessem ao interior dos muros. Na tab. Eu estou na maior obrigação ao I^rector da casa: da Saúde. que.

e eu tenho muitas vezes ouvido dizer aos Capitães. que não excederia a 5$ooo libras estrelinas para construção d e hum Lazareto. Regulamentos . representào bem huma prizão . que fazem o commercio do Levante. O II. 5j. que no quinto" anno de reinado actual de Sua Magestada o parlamento 'deo huma somma . traçar o debucho de hum Lazareto. Observei em todos aquelles. que se possão desejar (1). que reunirá todas as vantagens . quero dizer.S E C Ç A. que a alegria de seus passageiros se desvanecia só com a idéa de se acharem env cerrados. e muitas covas abertas de novo. certas pessoas tem sido authorizadas a construir Lazaretos . que tomei respeito ás prizões. que visitei figuras pálidas.0 de Geo. III. . e isto seria tão ( i ) Pelo acto 12. e o acto diz . e agradável. e hum grande jardim . eu tomo a mesma liberdade . Para prevenir o mais que he possível estas tristes circümstancias . cap. hum Lazareto devia ter a vista mais aprasivel. e novo plano próprio para hum Lazareto. e abatidas. Pela maior parte os Lazaretos são fechados com muros. J_/Epois de ter dado os planos dos principaes Lazaretos da Europa.

° TODOS os navios sujeitos a quarentena. que lhes fiz. depois indicarei algumas vantagens .Todos os bateis pertencentes a navio» de q u a r e n t e n a . Lazaretos.°. como todos os barcos empregados em descarregallos . Veja-se a taboa XIV Mas sem. se estabelecesse entre n ó s . Observações sobre as quarentenas-.ant- . e a s a ú d e . as opiniões destes celebres Médicos nos poderiâo ser úteis nesta calamidade. e os Lazaretos em g e r a l . a huma serie de perguntas. que sahissem de perto destes navios: 3. e este paiz viesse a ser acçommettido do cruel flagelo da peste . persuadido q u e ..9 63 9 conveniente corpo saudável. seriâo obrigados ater* huma flamula vermelha no seu mastro . deveráõ ser obrigados a issar hum pavilhão vermelho . e os _.. de hum igual estabelecimento em Inglaterra. T a m b é m darei no seguimento desta obra as respostas. que resultariào ao c o m m e r c i o . 2. ou outro sinal no mastro grande. eu vou apresentar algumas notas sobre as quarentenas . todas as v e z e s .° As escotilhas senào deveriào abrir . me deter na observação. se hum Lazareto . que aportarem á nossa costa. que me d e râo alguns Médicos estrangeiros .

o secretario . como se praticâo em Marselha. ao menos estarião huma certa distancia huns dos outros. q u e a infecção não se pôde occultar em h u m indivíduo mais de 48 horas sem se manifestar. debaixo de p e n a s . que vem dos navios a fazellas : esta regra também se observaria no parlatorio do Lazareto.9 6 4 9 tes do Capitão . a quem ellas se fizessem . e se isto fosse impossível. são de grande utilidade j porque hum homem pôde l^evar a in-i . as pessoas de quarentena deverião ter a liberdade de sahir do Lazareto mais breve. pôde ser que só vinte e dous dias bastassem. seriào obrigados a desembarcar no Lazareto. e marinheiros que podessem ter permissão de ir a terra . podessem estar contra o vento daquelles. as mais severas. aonde he pernúttido ao publico fallar. e que segundo minha opinião. do que se costuma em outros paizes . com os que fazem a q u a r e n t e n a .° As fumigações dos passageiros . e contrà-mestre t e r e m feito suas declarações . ha huma probabilidade muito grande.° O lugar designado para receber as d e clarações seria dispoáto de maneira . 6. e todos os passageiros . que requer a viagem do Levante para Inglaterra .° Visto que se faz huma espécie de quar e n t e n a no longo intervallo. 4. q u e as p e s s o a s . 5.

que estão fazendo a q u a r e n t e n a . q. A razão porque dou este conselho h e . sem a apanhar. que entrào de novo. e bexigas . Faço aqui esta reflexão . dos marinheiros . esta queixa em geral não se communica mais pelo contacto immediato das pessoas. que cercão o objecto infectado. do que pela inoculação. que podessem pegar a peste a estes. como a febre das prizões . que sahem com a r o u p a . e á gente destes se permittia ir ao parlatorio do Lazareto . se deverião fazer as fumigações somente áquelles . ou inspiração. Estes effluvios são susceptíveis de serem levados de hum para outro lugar e m todas as .° Deveria haver õ maior cuidado de separar em huma distancia conveniente áquell e s . que no fim da quarentena . e chegarem-se as pessoas. e he de temer . como acontece nas febres das prizões: segue-se d a q u i . e a morte em menos de 48 horas. em quanto a mim . e vehemencia . respirando os effluvios podres . que destroem sua c o n t e x t u r a . que estavão já acabando a quarentena . e outros passageiros . põem em fermentação toda a massa do sangue . isto he . que . e commuuicalla aos outros. com que entrarão. e ás vezes com tal promptidão . e produzem a putrefacção.9 65 9 fecção na roupa. e que huma vez introduzido no b o f e . que vi chegar de novo navios de despacho bruto .

cujo cheiro passa de hum lugar a outro (1). em Agosto 78 . e empregou os discursos mais persuasivos para decidir sua mulher a retirar-se destes lugares infectados . em Janeiro de 1666 3 em Fevereiro 5 em Março z3 . que eu cito aqui com prazer . e fez morrer 260 habitantes do lugar. Mompesson. algodões . o contagio foi communicado. e se diz que morrera de peste. e os processos verbaes de registo da paroquia relativos a esta calamidade . em Julho 5 3 . mas ella não quiz consentir a apartar-se de seu marido. perto de Tideswel. Quando a peste reinou em Londres em i665. em Dezembro 7 .9 66 % substancias. em Maip 5 . como a lã . em Outubro 22. (1) Isto me faz lembrar hum facto singular . Elle sobreviveo a este flagelo devastador . etc. elles tinhão enviado para outra parte seus filhos. que até hoje conserva o nome de Igreja. Mr. cujo nome pôde estar ao lado do Cardeal Borromeu em Milão . e não cessou de pregar a seu rebanho em hum campo. Mompesson esteve por muito tempo occupado nas suas funções pastoraes . em Junho 20 . que se impregnaõ do cheiro dos corpos . para honrar a memória d© huma mui virtuosa personagem. por hum paquete de moveis. nas alturas de Derbshire • ella se manifestou em Setembro de i665 continuou seus estragos mais de hum anno . O digno reitor Mr. jurou de não deixar seus paroquianos quando se declarou esta temível queixa . estão escritos pela seu próprio punho do modo seguinte : Em i665 no Hiez de Setembro morrerão 6 pessoas. aonde a natureza tinha formado huma espécie de alcova de hum rochedo. ou do bom Bispo de Marselha1. em Abril 12 . em Novembro 5 . do mesmo modo que o tabaco. a huma Cidade muito apartada de Eyam.

nem a de sua família. que ahi se respirava . Hum rico negociant e do lugar me disse t a m b é m . aonde se deixava diariamente huma multidão infinita de corpos sem se enterrarem. que as pessoas do paiz não temem tocar estes cadáveres. O Intendente do hospital Francez em Smirna me disse. sua casa se tornou quasi inhabitavel. e muitas práticas. elle então não infecta por alguma exhalaçâo nociva . que indicão os lugares. que elle. que a massa inteira dos habii _ em Setembro a4 em Outubro 17 . cotno se chegará a prevenir . mas que este máo cheiro não infectara a sua saúde. *l . que levou muita gente nesta Cidade . que na ultima peste. (1) He de notar. que dão sobre o grande cemitério. ha no Lazareto muitas prizões. quando o corpo de algum que morre de peste . qüe serião abolidas . que eu formei da communicação da peste . he que me veio ao pensamento traçar as precedentes regras : se ellas se abraçassem. muitos vestigios . e ahi se percebem ainda os túmulos das numerosas famílias. sobre tudo quando se abriâo as janell a s . aonde estiverâo as tendas. que.9 67 9 Depois destas idéás . está frio . sem que lhes tivesse resultado conseqüência funesta. que esta cruel queixa roubou. por causa de hum excessivo fétido.para dirigir a observância da quarentena . Se a peste se communica por hum ar infectado . que sériâo postas em seu vigor ( 1). esta opinião he tão geralmente recebida em a Turquia . nas vizinhanças da Cidade. em Novembro i # Vem-se também nos campos . poderáõ perguntar. e toda a sua casa tinhão experimentado o mesmo máo cheiro .

Póde-se responder á segunda questão . que satisfaça.9 63 9 tantes de huma Cidade. não seja infectad i . em pleno a r . porque logo cuida mais em evitar a infecção. o seu sustento he m e l h o r . se deve observar. que esta excepçào se deve a alguma cousa particular no estado do sangue. que as torna difficilmente susceptíveis de infecção. que não tenho escrúpulo algum de andar. não se aparta muito doobjecto infectado . Eu estou tão certo disto. O rico está menos exposto á peste. e na. que a infecção espalhada pelo a r . que estão na Turquia? E porque os indivíduos de huma Cidade não são todos atacados delia ? Para responder à primeiia pergunta . como acontece aos Inglezes . tem quartos maiores . do que o p o b r e . Em geral com tudo he evidente . perguntando. e mais lavados do ar . e ainda mesmo tomar-lhe o pulso. aonde faz seus estragos . ou da febre das prizões. e vão á sua meza mais vegetaes. constituição de algumas pessoas. ha alguns. mas que depende sempre do vento como nos cadáveres. Este h e Q motivo porque eu c r e i o . contra o vento de huma pessoa infectada de peste. aquém esta senão communica ? Pode ser que os mesmos Médicos não possão explicar este fenômeno por modo . em segundo lugar anda mais aceado . que os pio* . porque em hum certo numero de pessoas igualmente expostas ao contagio das bexigas.

q ie por sua imprudência .9 6g 9 testantes são menos sujeitos a esta doença. Permittindo o acaso. do que os Citholicos no seu tempo de jejum. e particularmente os Judeos (1). e observassem huma dieta simples. e frugal? Observações sobre a importância de hum Lar zareto em Inglaterra. que este regitnen. que o resto da casa> sa pieaervou dedav . e prizões aos Lazaretos. a que me propuz nesta ultima viagem. tornado para mim bem familiar b objecto. a tempo. e planos dos Lazaretos. de que trato.o menos sujeitos a ella do que os Gregos . forão» attacndos da peste. Os Europeos não serião muito mais isentos delia se elles estivessem mais attenros ás qualidades de seus alimentos. o ponto principal. foi de recolher os regulamentos . e isto he também . que existem na Europa. fazendo huma longa. que hum igual estabelecimento em Inglaterra poTENDO SE (i) As classes mais pobres dos Gregos. e creio. lhe he muito nocivo. e fastidiosa quarentena no Lazareto. que eu encontrasse em Malta três navios Inglezes. e dos Judeos» misturão muito azeite em seus alimentos . Tem havido exempms de domésticos. veio-me ao pensamento . que faz . para poder estender minhas vistas dos hospitaes. que geralmente os Europeos s .

em InglaterJ3 ra . para chegar ao louvável p o n t o . sobre a construcção de hum L a z a r e t o . o Chanceller Boddington . que a falta de . e lhe pedi me quizessem dar o seu parecer. que podermos >3 procurar . e despezas . 33 Nós estamos informados . E u consultei para isto os nossos Cônsules e m Zante . e Smirna. como julgasse conveniente. que quando >3 se t r a t o u . que 33 tendes em vista de servir á sociedade em <c g e r a l . elles me permittirão o dispor. que tem por objecto ofazer?3 vos. do 53 commercio do Levante pudesse tirar huma >3 vantagem igual ao desembolço. 33 Estamos persuadidos . e a vosso paiz em particular. 33 que occasionaria a nação . depois de nos 33 vir esta c a r t a . 33 o principal objeção. e respeictaveis . sem que aliás . e differentes negociantes muito intelligentes . era a considerável despeza. Eu recebi dos negociantes a seguinte carta para Constantinopla . 33 Meu Senhor. Todos concordarão unicamente em dar sua approvação para hum semelhante intento. que se levantou contra 33 este projecto . nós julgamos não ter n e >j cessidade de escusa para vós. e que por isso seria de huma grande vantagem ao nosso commercio. ha alguns t e m p o s . e que julgarmos poder-vos apro33 v e i t a r . passar as instrucções .9 7° 9 deria economisar aos da marinha muito mais t e m p o .

menos que se não p r o v e . que manão 33 immediatamente de hum commercio tão ex33 tenso. este navio deve fazer quarentena em 33 Malta . e arejados. Messina. que vamos dar . Ancona . » nos Lazaretos de Malta . do que ao 33 presente faz. que c o r r e . Leorne . elle não 33 só produzirá todas as vantagens. 3oo. Marselha . e em Veneza ( i ). Estamos intimamente persua3) didos .9 71 9 * 3) hum Lazareto em Inglateírá . do commercio do Levante não rece33 ber mais attenção do Governo . Nós espe3) ramos provar-vos de hum modo satisfatório 33 pelas observações. que h u m 33 Lazareto preencherá estes dous pontos es33 senciaes. se faz á vela com hum despacho33 bruto. 33 Está ordenado por hum acto do parla33 mento . ou em hum destes por*» » tos 26 Geo. pag. tem sido a 33 causa. de ver algum dia 33 introduzir-se a peste em seu seio. As m u i (l) y> E se ordenou também que alguns effeitos. . » não desembarcarão em parte alguma de Inglaterra . II. Veneza . como florecente. mas salvará o rei33 no dos riscos. » L e o r n e . que este estabelecimente seria da 3> ultima importância para a nação . e vindos de longe sem hum despacho l i m p o . em algum dos portos da 33 Turquia. que quando hum navio carregado 3j para Inglaterra. ou de Irlanda . que os ef» feitos forâo sufficientemente descubertos . Gênova. ou v mercadorias susceptíveis de conservar a infecção da » peste .

e » depois dos Ottomanos . . e suas visinhan33 ças. 33 lhe occasiona. ou brutos. que 3j os obriga a estes falsos excessos. he sensi33 vel: os Gregos na Turquia fazem três quar33 tos do commercio de Itália . o inteiro aniJ3 quilamento. acontecidos entre 33 sua nação . os Gregos fórmão nes3) ta Cidade a maior população . que elles recebem. A33 contece muitas vezes. ou trazido de outro qualquer lugar in33 fectado. Atten33 dendo. que lhe he possível. nem nas visinhanças: o motivo. para assim dizer. que os Gregos mes33 mos são os authores destes ruídos. ainda que a Cidade possa ser isen33 ta delle inteiramente . desemba33 ração os despachos limpos . ora não >3 ha meio mais efficaz para chegar a este Em. e que 33 seus deputados annuncião a nossos Consu33 les accidentes de peste .9 72 9 33 tas difficuldades . a tempo que não ha peste na 3» Cidade. quan33 do corre algum rumor de peste. obriga o Cônsul a 33 conceder somente despachos brutos. 33 he por conseqüência interesse seu ( e infe33 lízmente dos outros povos ) enfraquecer o 33 nosso o mais. Hum só accidente da peste so>3 brevindo a esta Cidade . e Hollanda . os Cônsules 33 se dirigem aos deputados desta nação. e segundo 33 as respostas . que he impossível tirar dos Turcos 33 algumas instrucções certas sobre a peste. a que esta formalidade 33 expõem o nosso commercio de exportação.

fazem 33 a quarentena em Hollanda. não gastào menos de 33 sete mezes a chegar a Londres : este longo 33 intervallo dá aos Gregos lugar de fazer sua 33 carga.9 7^9 >J do que obrigar os nossos navios a fazer hu33 ma longa. assim 33 como o principal artigo x do commercio dos 33 Inglezes . que fazem sua principal carga. e Gregos . tão rigorosa ás consi33 derações da segurança nacional. e como elles só fazem em Hollanda 33 huma mui curta quarentena . vão fartar de algodão as nossas pra33 ças . e dispendiosa quarentena nos por33 tos do Mediterrâneo . o nosso commercio he sacrificado p e 33 Ias leis da quarentena . sobre a qual 33 nos explicaremos adiante com mais indivi33 duaçâo. Quando chegão . consumidos em Inglaterra . 33 do que elles fazem em Turquia : deste mo33 do . e que não he pouco para 33 temer . A pes33 te pôde-se introduzir em Inglaterra pelos 33 Hollandezes : para provar que ha este peri33 go a c t u a l m e n t e . com que os navios Hollandezes. tendo aliás car33 regado todos ao mesmo t e m p o : deste modo 33 he que mais de metade dos algodões da 33 Turquia . bastar-nos-ha informar-vos do mo33 d o . deste modo os algo33 d o e s . e augmento grande. chegando os nossos navios dous ou três 33 mezes depois a Inglaterra. nos 33 vem da Hollanda com grande detrimento 33 do nosso commercio . carre39 gados aqui na maior força da p e s t e .

D e s 33 te modo são levados os algodões a Inglater33 r a . e se abrem as 33 escotilhas. como o ar não penetra aos porões . para visitar a equipagem. que satisfaz 33 muito pouco a salubridade . que vem no porão .9 74 9 » á Helvoet-Sluys . a huma certa distancia. sem se terem purificado . senhor . e se passão para os armazéns 33 das mercadorias. Não se toca nel33 Ias até passarem os 4o dias : então se des33 embarcão . ou para navios destinados 33 a transportallas para Inglaterra. se não devem c o n t a r . com o pretexto de arejar as mer33 cadorias . e se por aca>3 so fossem infectados . 33 que lhes descarregão só os algodões . 33 fazfcndo-os acompanhar de alguns barcos . T r ê s . e do resto se 33 pôde dizer. os quaren33 ta dias. q u e estão nos navios depois de che33 g a r e m . estas fazem 33 a principal parte da carga. 33 o que elle faz pulsando a cada h u m : feito 33 isto volta para t e r r a . e vai dar conta do es33 tado de sua saúde. senão como 33 quarenta dias accrescentados á viagem. assim vede 33 vós . que 33 estão entre as duas pontes . ou quatro dias de33 pois desta operação . infallivelmente com n elles se introduziria a infecção e m Inglater- . que de todo o não fazem : com >3 effeito. >3 que vem estufados de algodões. se fazem separar os 33 navios dos o u t r o s . que huma parte das merca3> dorias faz huma quarentena . envia-se hum medico a 33 bordo do navio.

_ . mas todas as vezes 33 que sabemos . Os navios Inglezes não podem começar 33 a carregar a q u i . ou duvidoso . elles podem ter tomado 33 huma grande parte de sua carga.9 75 9 33 rá. ella também se t e m abre-. como já 33 dissemos. para ir fazer a quarentena em 3) algum Lazareto do Mediterrâneo. 33 O nosso Governo sabiamente tem feito 3) passar pela quarentena a todos os n a v i o s . e de se embarcar com hum despa33 cho bruto . em virtude )j dos quaes só fazem vinte e hum dias d e 33 quarentena bem pouco satisfatória . tendo havido o menor acci33 dente de peste nesta Cidade. s. e a pe33 zar disto . estando a 33 peste fazendo os maiores estragos . e se isto suc33 cede em quanto elles estão carregando. Os navios 33 Hollandezes. ou que estejão 33 ancorados quarenta dias inteiros . 33 que vem da Hollanda . 3) dão-se-lhe despachos limpos . podem estar três 33 mezes a carregar. se elles não pre33 ferem a cruel alternativa de continuar sua 33 carga . senão depois de completar 33 quarenta dias. a contar 33 desde o dia do menor ruido de algum acci33 dente real. que os algodões tem estado 3L> no caso de fazer quarentena . h e 33 preciso logo fazer-se á vela com a pouca 33 carga que tiverem a bordo . pelo contrario. se elles se achão no porto qua33 renta dias depois de qualquer accidente . tal como se 33 acaba de d i z e r .

e 33 conseqüências funestas . a que se não po33 dia resistir . este povo 33 parcial. carregados com a 33 excessiva despeza de dez por cento . depois das nossas praças es3j tarem assás fornecidas . obriga aos negociantes a levar 3> algodões. dá huma vantagem tão grande 33 ao commercio dos Hollandezes em Turquia 33 sobre o nosso . para prevenir os perigos . não fez 33 caso de h u m a r g u m e n t o . nos 33 portos por onde fazem a q u a r e n t e n a . que elle faz correr a esta 33 n a ç ã o . que a introducção 33 da peste occasinaria na Europa . Os Hollandezes tem huma 33 superioridade tão decidida sobre nós nas nos33 sas praças . só se ».9 76 9 33 viado pelas vistas de interesse daquelles . por33 que c h e g a n d o . que só a necessidade de r e c e . Este desprezo total de huma p r e 33 caução. podem vender com huma perda considera-: . e respondeo . que leva seu Governo a des33 prezar os riscos . quando a peste reina aqui . os do seu c o m m e r c i o . tão essencial a todos os p o v o s . sobre a necessidade de estabeler 33 h u m Lazareto. e por isso todas as 33 intenções do Governo a este respeito são 33 eludidas. c o 33 mo deve ser a observância das regras da 33 quarentena. 3» que a devião regular . e quando se fizerão representações á 33 Hollanda. quando os Inglezes o 33 tivessem feito. pondo por diante dos interesses da 33 humanidade.j 33 ber effeitos. que só cuidaria 33 em h u m Lazareto .

nós não podemos pagar os 33 productos da T u r q u i a . . a c 33 crescentados ás vantagens. que acompanha33 rião a extenção da navegação . e m 33 pregados neste c o m m e r c i o . 33 Nós presumimos b e m . 33 que agora tem . objectos que agora estào entre as 33 mãos de nossos rivaes continuas. dobraria t a m 33 bem . os Hollan33 dezes . serião 33 para a nação outros tantos benefícios. Esta consideração só basta para expli33 car a insignificancia actual do nosso com33 mercio. que a nação dis53 penderia considerável soma de dinheiro na. e o accres33 cimo do consumo de seus objectos manufa33 cturados. 33 poderíamos enviar mais do dobro annual33 m e n t e . que nós pa» 33 gamos agora aos Hollandezes sobre os algo53 does. nós estaríamos em estado 33 de supprir as nossas praças de todo o algo33 dão perciso . em lugar de cinco mil balas. o pouco provei33 to . a importação de nos33 sos objectos manefacturados augmentaria em 33 proporção . e por conseguinte .9 77 9 33 vel. que elles envião a Inglaterra . e a quantidade dos navios. como pelos regulamentos d a c o m p a 33 nhia de Leste . e ganhando as despezas. senão com os pro33 dâj&tos de Inglaterra . que a nação delle tira : em que dif33 ferente situação o Lazareto nos não po33 ria ? Despojando a Hollanda das vantagens. nação que só funda a prosperidade 33 do seu commercio sobre a ruina do nosso.

33 e de todos da Europa . que pelos mais hon33 rosos motivos . e por isso vos não detemos mais sobre 33 este objecto. e nós vos olharemos. se sacrifica ao bem da h u 53 m a n i d a d e . que o commercio 33 da Turquia não merece attenção do gover33 no. contribuiria© para pagar as despezas. que as vantagens commer33 c i a e s . e regulamentos destes L a z a r e t o s . 33 Suppondo com t u d o . para decidir aedificar-se hum Lazareto.9 78 9 33 coastrucçãò de hum'Lazareto . 33 a única consideração de preserverança do 33 risco imminente . mas também 33 os que vem de todas as portos do Mediter33 raneo . como a peste . são em tudo supe33 riores aos q u e nós vos poderíamos procu53 r a r . 33 Se as vossas representações ao Governo » obtém o successo que ellas merecem . que ella hoje corre de h u 33 ma calamidade tão horrível. compensarião 33 assás seu desembolço : não somente os na33 vios que carregão em T u r q u i a . assim co^ . que seria da maior importan33 c i a . que a menor soberania deste paiz -33 t e m seus Lazaretos. mas pensa33 mos também . a na33 çâo adquirirá huma nova prova dos traba33 lhos de h u m individuo . que ella tiraria daqui. 33 nos faz c r e r . Os conhecimentos que 33 vós tendes adquirido em vossa viagem dos 33 planos . q u e t o d a s 33 as potências de Itália tem julgado tão n e 33 cessaria. o fazer adoptar huma m e d i d a .

como devedores a vós da restau33 ração de nosso commercio . Isaac Morier. e de defendeu . e achámos as 33 razões allegadas por estes Senhores . • Fredericfc Hayes. e tão exacta33 mente conformes as nossas . George Perkinsr. pois que estamos convencidos . Antony Hayes. naquelle xno33 mento. Richard Lee Jun. Smirna 3 Villiam Barcker. Thomaz Barker. em que elle hia a arruinar-se.9 79 9 >3 mo todos os mais membros da companhia 33 de Leste. a respeito do estabelecimento d e 33 hum Lazareto em Inglaterra. Eu mostrei esta carta a duas casas Inglezas em Salonia a ver se aprovariâo. sobre o mes33 mo objecto . 33 Senhores . a favor 33 deste projecto tão tocantes . que 33 vossos esforços sejâo coroados de algum 33 suecesso . que desejaremos sinceramente . e recebi a seguinte resposta. que nada temos que aceres33 centar-lhe : só nós limitaremos a segurar33 vos . que vos foi dirigida da Feitoria de 33 Smirna . Jam Hick Gribble. nós lemos com attenção a » carta . ou não . de Julho Joseph Franel. 33 que este será o único meio de augmentar 53 nosso commercio do Leste . Edward Lee. de 786.

por con«! seguinte . por causa da negligencia. que o que nós fazemos em outras partes .9 8o 9 33 a nação d o risco . porque de lá tiramos os materiaes brutos . como muitas vezes tem acontecido . tomados no mesmo paiz.° Nossas manufacturas de algodão serão provisionadas bem regularmente de algodões da Turquia. etc. Nós t e m o s . que ao presente corre 33 (segundo o que pensamos) de ver nella in33 troduzida a peste. 33 com que os navios fazem a quarentena na 33 Hollanda. por exemplo. Os algodões . Bartholomew Edw Abbot. por hum ajuste feito com a Porta não se . e Itália . E u ajuntárei ás cartas prudentes as razões que sollicitão o estabelecimento de hum Lazareto . depois que o consumo deste artigo de Inglaterra se fez tão considerável com grande prejuízo da nação ( 1 ) . não haverá mais razão para se forn e c e r de Hollanda . Salonia Julho de 1786. i. as quaes m e expoz h u m negociante b e m instruído no commercio do Leste. França . que tornamos depois a levar manufacturados. pois que estes algodões comprados em (1) H e possivel que o commercio da Turquia seja mais vantajoso . Sez Olifer.

como se verá pelas exportações para a Turquia no anno de 1786. que pezavâo 700 p . ainda que muito embaraçado. e de algibeira a 200 13.714 10 s.5oo i 3 i 6 barris de chumbo para atirar. pezando 23o toneis a 20 4>6oo 204 paneiros. he assás considerável. 23. 164a barris . i333 balas fazendo 50140 peças de estofo chamado pannos de chalon a 3 .85o 1.160 45 toneis de assucar refinado 45o quintaes a 3 i.556 65o bocetas de folhas de estanho a 2 12 i>6go 533o caixas de chumbo . a peça.35o 66 caixas de relógios de p a r e d e . ou cestos de cutillaria. 1 . a 16 sold. i5o.920 274.íos.260!. e caixas de estanho a 18 29. pagão em dinheiro ( como o ferro . .®'8i # Turquia com objectos manufacturados pelas Estado das mercadorias importadas de Londres para a Turquia no anno de 1786. e ferros miúdos a 40 8. 289 balas formando i5go peças de panno a i5 lib.200 221 sacas de gingibre com 25o quintaes a 2 5oo 12 Toneis de cocbonilha com 2400 lib. 1. a ig i3. e linho canamo o são na Rússia) mas sim com as nossas mercadorias manufacturadas: este commercio.420 171 balas formando 17143 peças de cassas a 1 10 25.

446 i5s.3oo 480 1 >96o 4°° 295. que d e vem da lauda retro 83 toneis de anil com x5ooo lib. 243 sacas de pimenta com 729000 lib. senão com o producto das manufaçturas de Londres. a 6 xelins 6 sold. e Itália ( i ) 7 e h e de p r e z u m i r . se comprâo em Hollanda. i5o 1. (1) Eu tenho a certeza . ou cestos de louça a 10 109 rolos de corda a 10 62 furadores a i5 i5o toneis de páo campeche a 10 40 toneis de pào brasil a 12 49 toneis de pimenta a 4 ° 40 toneis de caparrosa a 10 Total 274. 5o barris de pólvora a 3 37 caixas de armas de fogo a 40 12 caixas de café com 100 quintaes a 4 94 paneiros. que os algodões trazidos pela companhia de Leste não se podem c o m p r a r . são em geral ( n ó s poderíamos mesmo dizer s e m p r e ) comprados de novo pelos mercadores de Londres com letras de cambio sobre esta Cidade .5oo 4^556 5 s. 3 dinh.480 4°° 940 ^090 g3o i. 7.° Como se tem calculado . em França . a t e m p o .260 10 s. a 1 sold.9 8a 9 três nações acima m e n c i o n a d a s . _. que ao m e nos ametade dos algodões manufacturados em Inglaterra. que sobre 18000 sacas de algodão do Leste empregadas em Inglaterra 6000 sómen- .

tendo peccado por falta de providencia. e nosso chumbo para a Turquia . eu reflicto . as carregações da companhia de Leste augmentárão o dobro . 3. e por conseguinte ellas serão prehenchidas por maior quantidade das nossas. depois li 2 te sâô trazidas da Turquia por navios Inglezes nós devemos o resto ao Hollanda . . Os Hollandezes não expedirão mais nosso estan h o . e a nação nhi achará huma vantagem considerável. e Leorne.° Quanto á o b j e c ç ã o . pelo beneficio . porque a maior parte daquelles . elles serão importados directamente do lugar da sua origem .9 «3 9 pois da construcção de hum Lazareto . do que agora consome . Marselha . França . que como a importação dos algodões para Hollanda . por lhe não pedir. que causarão sua ruína como eu me convenci nas minhas ultimas visitas ás prisões. que se me poderá fazer. para os mercadores de Londres. que a Turquia não tirará para isto mais de nossas mercadorias. suas exportações diminuiráõ em proporção . e pelo das exportações em fazendas em lugar do p a g a m e n t o . e viveres . que forâo licenciados na paz . o que era de costume. se abandonarão a vicios . em espécies ( i ) . que lhe provem do frete de seus próprios navios . pelo accrescimo de nossa navegação . e achando-se sem occnpação . e Itália diminuirá . ( í ) O emprego dos marinheiros he da maior importância para huma nação.

ellas são pelo contrario expedidas para Inglaterra nas suas bailas primitivas aonde fazem a mesma espécie de "quarentena: depois se fazem passar para as nossas fabricas onde se desemballão a primeira v e z . enviaráõ para alli muito menos quantidade de seus pannos . seria hum meio muito efficaz para prevenir a introducção da peste . Hollandezes. que já tem começado a levar hum golpe funesto pelo commercio Francez no Leste. n e m arejadas . de que diariamente estamos ameaçados. e outras nações. que elles agora recebem dos Francezes. que nos vem destes paizes por via de Hollanda. chamadas chalons . e a prohibição de toda a importância de fazendas do leste por outra via . e farão por conseguinte huma maior extracção das nossas sarjas.9 84 9 d e os ter desnaturalizado. Estas mercadorias ainda que carregadas em tempo de p e s t e . bem como os F r a n c e z e s . em toda a sua quarentena em Hollanda. como se pratica em todos os Lazaretos do Mediterrâneo . Elles . ÍL. e onde podem c o m toda a facilidade introduzir a peste. que não fosse em linha direita. e Occidentaes . Nós poderíamos também fornecer aos Turcos esta parte de mercadorias das índias Orie n t a e s .° A construccão de h u m Lazareto em I n glaterra. . não são nem tiradas das bailas. p e los algodões .

Alguns mercadores fazendo o commercio do L e s t e . depois dos quaes ella fôrma h u m titula. mas como esta quarentena h e . construído em Inglaterra. tirada do TratadO. em que algum qui33 zesse subir adiante á sua origem. 33 depois da authoridade de hum testemunho 33 innegavel. muito pouco severa. onde ella tinha feito grandes estragos 33 hum anno antes. Eis-aqui a traducção litteral desta passagem. e não dura senão vinte e dous d i a s . se todavia se pôde dar credito aos 35 ruidos . que fielmente conserva o conta33 g i O . 33 Eu accrescentarei t a m b é m . q u a n d o os navios não poderão alcançar senão h u m despacho b r u t o .do Dr. que o germen desta peste foi trazido d e 33 Hollanda em hum navio Turco em algodões . ou para outro qualquer lugar isento d e infecção . . que disto tem corrido pelas mais par33 t e s . confirma a opinião. que hum Lazareto . e que ella nos foi tra33 zida de Hollanda em mercadorias vindas des33 te paiz. para ahi fazer a quarentena . pelo que já v i . No caso. Hudges sobre a peste de Londres no anno i665 . eu mos33 t r a r e i . 33 Quanto a origem da nossa quei33xa pestilencial.9 85 $ A seguinte citação . 33 mercadoria. previniria o perigo de que vou fallar. que acima estabelecemos. eu não duvidarei assegurar. que ella penetrou a nossa ilha por 33 effeitos do contagio. envião seus algodões para as ilhas.

por modo nenhum. . pôde ser hum suffir ciente preservativo contra a peste. e com elle venhão a Inglaterra..9 86 ® para que os navios obtenhão-despacho limpo. esta formalidade .

Aikin. as poz em ordem . previnir. e as abreviou de modo. meus amigos. e Italiano. Respostas ás perguntas respectivas à peste. O D. que houvesse de correr. dous Médicos. Eu as publico na vista de fazer conhecer as opiniões dominantes sobre a peste nestes paizes. J e b b . que podem formar hum artigo seguido nesta obra. e de estabelecer por este meio alguns feitos importantes sobre o podo de a. a quem devo huma grande parte de documentos relativos á sua profissão. e o D . Enchi esta missão o melhor.9 87 9 S E C Ç A O III. onde se conhecer por expe^ riencia'. me communicárão huma serie de questões sobre a peste . para que eu as propuzesse aos práticos mais experimentados pelos lugares . . e trouxe as respostas destas questões em Francez. que pude. o D. __L Minha partida na ultima viagem . Aikin. Memórias relativas á peste.

mas para . e que toque o d o e n t e . Desmoulim Cirurgião em Marselha. e se t e m quasi sempre observado . tenho visto exemplos disto. e mais perigosos para communicar a infecção.9 88 9 Q U E S T A Õ I. os que se chegão á atmosphera de hum corpo pestilencial. A peste se communica freqüentemente pelo contacto ? Raimundo Medico em Marselha. A peste não se pôde communicar senão c h e gando-se muito p e r t o . pessoas. ou tocar o doente . podem receber infecção pe" Ia respiração . e o ar não pôde ser o vehiculo da infecção. Giovanelli Medico do Lazareto de Liorne. que nos Lazaretos tocão objectos . O contacto h e hum dos meios mais poderosos. sem ser infectado. que se fica tocado do contagio antes de c h e g a r .] mas pode-se fazer . Morandi Medico em Veneza. e pessoas infectadas. ou tocando h u m corpo . Ha exemplos de. que huma pessoa more no mesmo quart o impestado. They Medico do Lazareto de Malta. T o dos . deve-se attribuir este phenomeno ao gênero particular de seu t e m p e r a m e n t o . sem contrahir a queixa. Ella se communica algumas vezes deste modo. ou substancia infectada.

he p r e cisa huma disposição do ar •-* nós vemos vir pessoas infectadas do lugar aonde reina a peste. Os mesmos cpntagiosos podem estar occultos no corpo até M . e pelo vento sudoeste seus ataques são mais freqüentes.® 89 9 se desenvolverem seus effeitos h>e precisa _*• ma certa disposiçôo do corpo. medico em Smirna. Hum ludeo. e morreo. os que se defendem do contacto de huma pessoa infectada. não a adquirem facilmente. com tudo para o contacto ter effeito. que outras expostas ao mesmo perigo. e com a mesma disposição de a r . que as pessoas d e huma saúde delicada e aquellas . P a r e c e . sem que por isso tragão o contagio: mas h e difícil de conceber . a queixa se manifesta na primavera. porque t o d o s . cujo temperamento abunda de humores . A infecção nã» se communica senão pelo toque . depois da observação . e a terceira foi delia atacada. que certas pessoas são infectadas do contagio . são delle isentas. acontece muitas v e z e s . a t e m p o . com esta particularidade . que no tempo nebuloso. Foi commúnicada por huma flor que.. Verdoni Medico em Trieste. são isentos delia . cheirada por três pessoas. e dura até o meio do estio . qual possa ser esta disposição commummente neste clima. que eu tenho feito . duas não apanharão a-queixa. tendentes ao acido . Cornmuniea-se mui freqüentemente pelo toque.

q u e a fallar propriamente. A peste se diz tivera sua origem no Egypto . mas sim conseqüência de hüm contagio particular.. Giovanelli. Q u E sT si peste vem alguma A õ II. h e provável . They. que ella nào vem senão do c o n t a c t o . A experiência mais confirmada prova. Morandi. <|ue e u tenho podido fazer ha 18 annos. Verdoni. nunca veio a Marselha. se possa chamar contagiosa. que vem naturalmente . prieur de Vhopital de Saint-Antoine à Smirne. As febres contagiosas nunca vem por si m e s m a s . se a mesma peste se pôde consida- . Como esta queixa se declara sempre com os mesmos symptomas. outras procedem de contagio. ou pelo excessivo calor de h u m banho. ellas são sempre o effeito d e h u m veneno particular. á p e s t e . Ha febres contagiosas. Desmoulins. e duvido. e que de lá se espalhara pór toda a parte. E u nào conheço f e b r e . Era Luigi di Paiva . que ella não seja espontânea .9 9° 9 pôr-se em movimento por h u m susto"rep_ntino . A peste se commu* nica por contacto segundo as observações. senão pelas mercadorias. Desde os tempos mais r e m o tos. e pessoas de ultramar. vez naturalmente? Raimundo.

que separa o doente alguns passos. As observações antigas . Atè que distancia se infecta o ar que cerca o doente ? Em que ^ráo o uso de vestidos infectados . sem se temer o contagio. conforme o grád de veneno. feitas nesta Cidade. que dou se tira dos dif-r ferentes symptomas. Daqui parecerá. O ar em roda dos doentes está mais. á peste se tem sempre trazido a Smirna . que a peste não vem senão do contagio. em differentes paizes. O medico Judeo. e ella nunca já mais veio naturalmente.* aqui se lhe falia no Lazareto. e o que hé mais . provão . mediando só duas tapagens» que osseparão poucos passos.® 91 9 rar como tal. A razão. Póde-se conversar sem perigo com hum empestado . ou menos infectado . Desmoulins. que a peste só se communica por contacto. ~e mais respeitáveis. e modernas . que as febres contagiosas vem naturalmente. que elles exhalão. ou o contacto de objectos pestiferos podem produzir a queixa ? Raymundo. tendo só de permeio hum VÍIIIO . com que ella seaccelera. Daqui concluo. QVESTAÒ III. Frai Luigi. Depois dos testemunhos mais antigos.

que absorve. Verdoni.9 92 9 denotar. aonde o ar não circula livremente . até a natureza ter inteiramente dissipado o principio contagioso . Ella se pôde communicar pelo contacto das cousas infectas . se trata de huma pessoa infecta. O gráo do contagio he sempre proporcionado ao volume de ar que cerca o doente \. e os miasmas na distancia de dez passos se acham tão corrigidos pelo ar. dissipa. Desde o instante da infecção . sobre tudo se ellas são de huma natureza pelluda como a lã. longe do corpo infectado. Giovanelli.não excede a mais de sinco passos geométricos. que o contacto immediato de huma pessoa. mas não se sabe em"que gráo. succede ordinariamente em quatro dias . que ha mais risco dos vestidos infectados. etc. ha sempre faculdade de communicar a infecção. está demonstrado .que perdem toda a sua actividade. o algodão. A infecção só ^ e estende a alguns passos . e desr . fora desta distancia se está em segurança. que a atmosphera deinfecção. as pelles. Se aqui. pó l e s e dizer. A experiência tem mostrado. h e . sendo o ar o único agen* te do contagio. que toda a atmosphera deste lugar he perigosa. e que se acha encerrada em hum quarto . They. mas se se trata de hum do* ente exposto ao ar livre . o que. ou cou" sa infectada he muito perigoso .

depende da maior. A infecção he maior . . O medico Judeo. ou menor em proporção da violência do contagio . a doença se adquire pelo contacto das cousas infectas . do que aquelle que rodeia os ricos : este ponto huma vez establecido.. ver hum doente empestedo na distancia de duas varas se as janellas do quarto não estão todas fechadas. Fra Luigi. conforme as ventilações. com toda a segurança . e de outras" circumstancias. ninda depois de muitos annos . eu penso que no maior contagio . As substancias infectadas communicão a queixa. o ar que rodeia os pobres he mais contagioso. mas eu não tenho feito observações sobre a distancia. O gráo de infecção no ar . e pela respiração do haüto do doente. ou de que são susceptíveis.9 93 9 troe o principio contagioso.a que se communica . se pôde . que cerca o doente . ou menor malignidade da queixa . que ellas passarão .

e qual he o intervallo entre a infecção. quanto ao intervallo entre a infecção. em que a peste se declara mais particularmente. que o estio . Giovaneli. Com tudo a experiência t e m mostrado. A peste se mostra em todos os . segundo a . e os três primeiros mezes do outono. leva a queixa dous ou três dias a . e a apparição da qtieixa ? Raimundo. e a q u e i x a . grandes calores do estio. e parece .declarar-se. Não ha cousa certa . são mais para temer.tempos do mesmo modo. A peste se manifesta em todas as estações. por que isto depende da constituição particular do doente.9 94" 9 QUESTÃO _V< Quaes são as estações. Dçsmoulins. em que a peçonha manifeste seu effeito venenoso. menos porém nos solsticios. ainda que não ha époc a particular. do que nos frios. O intervallo d a infecção a m a nifestação da peste varia m u i t o . Contando-do instante da infecção. Os tempos q u e n t e s . que seus estragos são mais consideráveis nos calores . mas principalmente nos. " They. Ella pôde fazer grandes estragos em todas as estações .. e h u m i d o s contribuem para a producção de todas as queixas contagiosas.

que estão dispostos.r A infecção se manifesta em 34 horas ^ e i*- . he possível também. em que a peste se mostra mais commumente. sem experimentar algum effeito sensível. algumas vezes ^acontece . Fra Luigi. e os grandes calores contribuem para a diminuir. . Verdoni. e que os abundantes orvalhc-s a extinguetn d& todo. como aconteceo em Smirna em 1783 . a Outra. O medico ludeo. que o contagio se contmunique successivamente á outros do mesmo modo.nào está disposto.a recebello. e constantemente se observou. algumas vezes o veneno obra lentamente.. o communica. que o grande frio . e constituição do doente . e se anniquile inteiramente . A época da febre mais funesta em Smirna foi de Abril até Julho.9 95 9 4 violência da peçonha. raras vezes elle se occulta mais dias em os corpos.. até que elle se dissipe. sem saber . em que este principio se faz muito a-»: ctivo . Sua resposta he absolutamente semelhante á primeira. A primavera he a estação. . como a faísca produzida pelo toque electtico. e outras vezes como hum golpe de raio. que huma pessoa conserva em si o principio contagioso. se o seu temperamento está disposto para a queixa : se seu temperamento. Em geral ella se declara no instante do contacto . e ao cabo de alguns dias .

Giovanelli. e dos sovacos ? Raimundo. nas parotidas. que os suvacos. e verilhas he certamente hum caracterisco da peste. Os primeiros symptomas da peste varião muitas vezes. Esta ultima parte he mais vezes atacada . ou verilhas. mas os mais comxnuns são bubões nas virilhas. e o carbúnculo em differentes partes do corpo. Q u .A õ V.S . A inchaçâo dos sovacos. A peste se disfarça muitas vezes com a apparencia de huma febre inflammatoria. huma sede excessiva acompanhada de hum grande calor: depois da qual se manifestão carbúnculos . suvacos . Seus primeiros symptomas são fraquezas . e maligna. Desmoulins. febres . ardente . nem os primeiros .4g 96 9 to com mais. 'Quaes são os primeiros symptomas da pgstel Por ventura consiste freqüentemente na incitação das glândulas da virilha. e nos sovacos. conforme a differença dos temperamentos. They. com tudo não são os únicos . ou menos força. Os tumores das glândulas algumas vezes são seus primeiros symptomas. ou bubões nas parotidas.

ao cabo de dous . e a diarrhea. Às glândulas inguinaes são as mais c o m m u m m e n t e afectadas. elles são procedidos destes prognósticos febris . ella sempre h e fatal. transportada ao baixo Egypto. Morandi. a m a d o r n a . ou três d i a s . o soluço. e ás vezes apparece mais N . Verdoni. As inchações das glândulas são realmente os symptomas do segundo período . em que foi produzida. o tremor . que está no centro deste p a i z . A de Thebaida he sempre c r u e l . como as dores de cabeça . Geralmente fallando. em razão de disposição do tempo da pessoa infectada . que se declarão logo . e a queixa transferida a Smirna. quando a peste se occulta na figura de outras queixas. O inchaço das glândulas raras vezes h e o primeiro symptoma.• e m 1783 todos os algodões de Natolia forão infectados delia . ou de donde veio . que o corpo está infectado do contagio .#'97 9 symptomas da peste . do l u g a r . muitas vezes de todo não apparecem. O Medico Judeo. q u e . suspeitando estar attacados de outra moléstia. a peste transportada de Constantinopla á Smirna faz muito pouco mal nesta ultima Cidade: ella causa estragos no Egypto . como em todos os outros paizes. Vemse diariariamente doentes . Seus primeiros symptomas são. extinguio-se sem causar a morte de h u m a só pessoa.

e por isso mais temível. Estes symptomas são communs a muitas queixas . com esta circumstancia. huma dor de cabeça violenta . ou brilhantes . que he mais forte no lado affecto. ou três dias se achão sãos sem experimentar algum incommodo . h u m habito de morder nos beiços freqüentemente . por se ter observado . mas os sinaes pathognomonicos são huma differença sensível nas pulsações dos dous lados do tumor . e huma vivacidade cristallina nos olhos com huma espécie de contracção .9 98 9 a i n c h a ç ã o . ou tumor. Fra Luigi. que nasce hum prognóstico desta diversidade . e diminuição do globo do olho principalmente do lado affecto. e no fim de dous . perda de forças . a tempo que a fraca . Tem-se também notado entre os primeiros symptomas huma pulsação visível nas carótidas. a língua carregada de hum muco branco . ou mais freqüente . a impossibilidade de a ter direita . huma grande sensação de frio nos . náusea . e a febre. ou carbúnculo h e mais forte . pela qual se declara a peste. e lenta annuncião maior malignidade . vômitos . Os primeiros symptomas da peste são a horripilação . que se a pulsação ao lado do t u m o r . Os symptomas mais notáveis da peste são os olhos ternos . h e hum bom sinal. Muitos outros pelo contrario se julgão infectados da peste pelos symptomas ordinários . e muito vermelha na ponta .

he conduzida pelo ar a huma certa distancia. e a segund a . QüESTAÒ VI. e sem contacto .9 99 9 rins . fraquezas •• a inchação das glândulas não he h u m dos primeiros symptomas. K _ . A distinção desta febre h e inútil . e se communica em huma certa distancia pelo ar. outra que só se adquire pelo contacto . He constante depois de muitas observações . ou cousas infectas ? Morandi. os vômitos. que se tem chamado contagio . porque a mesma que se communica pelo contacto . He verdade que ha duas differentes febres acompanhadas quasi dos mesmos symptomas . e se communica em todas ás distancias. ou aproximação ao objecto infectado. a tempo que a outra . A primeira com razão se chama febre pestilenta . h u m a que procede só da corrupção do a r . Verdoni. contagiosa. ou ao menos pela grande aproximação das pessoas . que ha duas qualidades de febres pestilenciaes com a mesma apparencia. febre. só se communica pelo toque . principalmente nos lugares fechados. huma das quaes com razão se chama peste.

purga-se o doente . E u tenho por certo . Qual he o modo . He impossível convir que existão duas febres . depois os antiputridos . convém sangrar em proporção das forças do d o e n t e . não se t e m achado ainda especifico que a cure. com tudo succede algumas vezes ser humã pessoa atacada de febre. do respirar hum ar puro . e u s a r de h u m regimen refrigerante de ácidos vegetaes. Desmoulins. e symptomas. e cordiaes. e dos banhos frios. do ópio . refrigerantes . Fra Luigi. Raymundo. QUESTÃO VII. do vinho . equalhe o dos períodos mais adiantados ? O que se sabe de positivo relativamente ao uso da quina.© 100 ® O Medico ludeo. sem saber de donde lhe veio. da serpentina . e pútrida . que só ha huma febre. segundo o temperamento . ainda que ella tenha differentes gráos de malignidade. e antiscepticos . tomar . vomita se . e tratamento no primeiro período. No principio se sangra . Como a peste occasiona sempre huma disposição inflammatoria . A peste se trata como h u m a queixa inflaminatoria . dão-se-lhe diluentes . T a m b é m he útil. Giovanelli.

. que a natureza parece indicar . O ácido vitriolico em grandes doses tem sido vantajoso na peste acompanhada de carbunr culos depois das experiências . assim he preciso dar purgantes antiphlogisticos. que apparecem sobre o tecido cellular.9 l01 9 o emetíco tanto por alimpar as primeiras vias. se tem sempre olhado. este ultimo raras vezes se cura sem a applicação de cáustico. e oácido vitriolico . No principio das fehres pestilentes a sangria algumas vezes he necessária mas os vômitos são sempre nos seus períodos mais avançados . ou outros condiaes . como para determinar o virus para os poros excretorios da pelle. a quina em grandes doses . se a natureza parece encaminhar-se a via inferior. He necessário em períodos mais avançados favorecer a evacuação do virus por aquella parte . e que a supuracão a p p a r e c e . O soccorro do Cirurgião he necessário para o tratamento dos b u b õ e s . com© remédios mui poderosos . a quina c o m . They. ou applicar emplastros supurativos á todos os t u m o r e s . e ligeiramente aciduladas . Os epispasti-. e do carbúnculo . v i n h o . Quando a inflammaçâo está dissipada . quando ha necessidade de excitar a natureza. que se fizerão na ultima peste em Moscovia. cos applicados ás extremidades são ú t e i s . quando ha dissolur ção do sangue. as bebidas frias . he muito saudável.

casca de l i m õ e s . segundo as circunstancias particulares da queixa . fórmão h u m bom corretivo. para as fazer madurar. E m Contantinopla. ou de Ia r . Elles abrem c o m hum ferro vermelho os b u b õ e s . e ainda que elles se estufào de calor. Logo que hum christão se con h e c e atacado de peste. figos s e c c o s .® Morandi. O fogo assim como as substancias anticepticas. etc. e outros semelhantes licores para expellir os bubões . applica sobre estes tumores lã gorda. e s e d e . e cidra. e aromaticas queimadas nos quartos . e tornão a começar o uso desta mesma bebida se podem. Verdoni. ovas de bordalo . No primeiro período as evacuações . o ar puro h e muito necessário. que não querem supurar. vinagre . e se cobre com mantos para excitar a transpiraç â o . no segundo a quina com v i n h o . e ópio se dão como sedativos temporários . come ovas de bord a l o . a l h o . e outros sudorificos par a lançar fora o virus : elles usão depois de vômitos. mel rosad o . Os Turcos. são boas . e limonada. bebe água ard e n t e . e carne de porco . e Árabes tomão a pedra bazar em pó com leite . N o Cairo a gente do paiz bebe ópio. e Smirna não se com e cousa alguma .. e só se bebe água . não tomão bebida alguma. Os Judeos bebem hum cosimento de pepinos.9 T 02.

circunstancia. prescrevendo vomitivos . e hum regime antiphlogistico. A sangria pôde ser útil em muitos casos. e dizem que de-. se lançarão no mar . que estando no ultimo extremo se salvarão por huma hemorrhagia espontânea. Certas pessoas. Minha opinião ('considerando-se bem tudo ) he que o tratamento deve ser relativo á constituição particular do anno . occasionado pela peste. e antiphlogisticos. e se restabelecerão : vi outros . e algumas Vezes bebem sua própria ourina. pois que eu tenho conhecido doentes . Em 1700 hum Medico em Smirna.9 io3 9 ranja de Sevilha. Alguns marinheiros em Constinopla . saponaceos . tem padecido muito por estas duas circuns*: tancias. pois de repetir. e das pessoas. Meu companheiro em Cairo a tratou com successo como a febre pituitosa biliaria . que se tem sangrado por descuido . As differenças nos effeitos da peste parecem depender do estado do sangue . em hum accesso de phrenesi . O Medico Judeo. . a sangria he. Outro em differente anno curou a peste com a sangria. que muda essencialmente a queixa. se elle está disposto a coagular-se. Elles se abstem escrupulosamente de todo o alimento animal. se acharão bons. achou que a sangria era muito saudável. attenuantes.

Fra Luigi. esperando . mas he impossível determinar se élles experimentão allivio. elles só tem r e corrido aos sudorificos . o liquor anodino mineral de Hoffmann me foi utilissimo. dando por duas ou três vezes meio escropulo de cada huma . não usão de algum dos m e thodos assima mencionados. bem como pequenas doses de ópio . algumas vezes banhão os pés com água fria. e a ventilação do a r : elles completão a cura por hum conveniente tratamento das ulceras. e se ha tendência para a dissolução a sangria he nociva. Os vomitivos nunca m e aproveitárão nas experiências que tenho feito: eu não duvidaria com tudo experimentar a ypecucuanha e m substancia. porque com este remédio não observão algum regimen. A quina pôde ser boa na dissolução do s a n g u e . Nas excessivas vigilias eu procuro o allivio por meio do unguento populeào posto nas fontes. . que assim ella não procurasse a d e posição inferior. E m huma peste acompanhada de soluços . ou nào . Os que trata o a febre por h u m modo empírico . e outros medicamentos administrados com prudência. e a comem também . Os Turcos nos accessos violentos de febre applicão neve ás mãos cheias sobre o corp o . logo que ellas supurão.9 io4 9 útil .

ou a abstinência ? Ordenão alguns remédios aos que não estão infectados ? O Medico Judeo. e seguem esta dieta até aos quarenta dias da queixa incluzivam e n t ç . e todos os alimentos de fácil digestão. só se come arros . nos grandes calores se lhe dá huma limonada muito ligeira. eu tenho já visto muitos annos de peste . depois se lhe permite o caldo de frango . Huma vez ou outra se lhe dão frutas ácidas . e outras abster-se de peixe •• mas eu não sei se h e por ordem de Médicos -. Nos tempos da peste m u i tas pessoas costumão não comer c a r n e . Quando a peste reina em hum paiz. porém nunca mudei a minha nutrição. e h u m biscouto todos os dias : elles só bebem agoa panada. quando o doente t e m o ventre muito constipado. Em Smirna em geral se observa huma dieta muito rigorosa no tempo da peste . e letria fervidos em á g u a . os Médicos prescrevem aos que delia são atacados huma dieta nutriente. Fra Luigi. . se lhe dá caldo de hervas cozidas sem algum tempero.9 io5 # Q UEST A Õ VIU. e passas. de c a r n e i r o . algumas vezes. huma taça de bom café . frutas confeitadas.

mas este a ocidente ordinariamente nào procede de h u m a nova infecção. Na peste de Messina M. Os convalescentes estão sujeitos a ataques de peste ? novos Raimundo. sem contradicç ã o . como o marasmo. de que algum experimentasse recahida. Cotogno. e não ha e x e m plo. Poem-se em quartos. depois de são do primeiro ataque .(§• ro6 @ Q U E S T A Õ IX. Os convalescentes. e os authores citâo muitos exemplos disto. a hemoptize etc. Morandi. que t e nhão sido bem perfumados . e muitas vezes m o r r e m . Todos os convalescentes podem ter recahidas. They. mas os convalescentes ficão sujeitos a outras moléstias. Desmoulins. e que por fim chegou a curar-se radicalmente. que . estão sujeitos a recahidas. O medico Judeo. salvo se tocarem cousa infectada. N ã o . Só vi ainda h u m exemplo de recahida. Elles nào tem a peste duas vezes no mesmo anno. diz que hum homem teVe successivamente catorze bubões . Os convalescentes muitas vezes são atacados de n o v o . Giovanelli. ou consumpção. Verdoni.

o 2 . Q u E s TA õ X. quando ella h e muito rguda . A mortalidade differe em razão das estações . mas ella se prolonga m a i s . A proporção dos mortos varia muito : quanto á duração da queixa . de novo desenvolvidos. por algum excesso de c o m i d a . contando-se o tempo necessário para cicatrizarem-se todas as ulceras. os doentes morrem ordinariamente em 5 dias . Giovanelli. quando os tumores supurão. a das outras queixas agudas . e sobre tudo a cólera os expõe a recahidas freqüentes. Fra Luigi. as paixões d ' a l m a . e perigosas. Qual he a proporção dos mortos. A duração ordinária da peste he . e dos annos. Desmoulins. Na peste de Marselha de 172O ametade dos habitantes merreo. se podem calcular q u a t r o . ou dos primeiros symptomas d^ queixa: o termo de sua cura perfeita senão pôde determinar ao c e r t o . e ainda mais. mas sim alguns restos do seu próprio contagio. As irregularidades no c o m e r . e duração ordinária da queixa 1 Raimundo. ou dos prazeres venereos. e cinco m e z e s . e funesta .9 107 9 elles outra vez contrahissem . contando do primeiio ataque de febre. e b e b e r .

Os Europeqs no Cairo perdem sinco sextos.9 i°8 9 They. A mortandade varia muito : de dez d o e n t e s . que tratei no Lazareto morrerão três. Algumas vezes a peste mata de repente . o que se attribue ao cuidado particular. principalmente se se commete alguma falta : a principal he o uso de carnes . Morandi. Verdoni. sào os primeiros atacados. e algumas vezes chega a sincoenta ( P a r e c e que elle falia do commum dos habitantes ). e a morte. Com tudo aos quatorze dias pôde morrer . D a outrii parte . ordinariamente em três dias. A queixa nunca excede a quarenta dias. Os extractos da mortandade nos lugares impestados. que elles t e m dos seus doentes. T e m . Observei que a febre dura ordinariamente de vinte a vinte e hum dias. no Cairo. e Constantinopla só perdem h u m terço de seus d o e n t e s . A proporção das mortes varia infinitamente. outras em vinte e quatro horas. Os Turcos perdem. por que os bubões tem já chegado a maturação. elles perdem mais de três quartas dos seus doentes. como os Judeos habitantes desta C i d a d e . Quando o doente chega ao nono d i a . fazem ver . . outras Nações h ü m pouco mais ou menos. dous terços . que morrem mais de trinta por cento ordinariamente . ha muita esperança de o salvar.s e observado . que os Judeos de Smirna. que causa logo a volta da febre.

queimando ahi plantas aromaticas. e de purificar os lugares infectados de seu veneno destruidor? Raimundo. Se as mercadorias . e os moveis perfumando-os com aromas queimar dos . . que nós ahi tomamos com os nossos d o e n t e s . t r ê s . oito.9 109 9 O medico Judeo. O methodo de previnir a peste h e impedir toda a communicaçào com aspes— . e moveis infectados se expõe no Lazareto a hum ar livre por quarenta dias . Giovanelli. De&moulins. Frà Luigi. Não ha outros meios de preservar-se da peste . o numero dos que tem escapado em 18 annos. excede muito ao dos mortos. A mortandade varia . QUESTÃO XI. e enxofre. o ar dos lugares infectados se purifica. As mercadorias se purificão expondo-as ao ar quarenta dias. ou quatro dias. do que evitar o contacto dos objectos infectados. Ha pessoas. do que e s c a p ã o . outros chegão a s e i s . Quaes são os meios de prevenir a peste. pelos cuidados . e mais. de impedir seu contagio. como também a duração da queixa. e enxofre. Morrem em geral muitos mais. mas em nosso Hospital de Santo Antônio em Smirna . que morrem em dous .

e colxões se queimào. They.. e lhe dão algumas fumigações. depois se expõe ao ar por tempo de quarenta dias. que não servirão para a doença . Os lugnres infectados se purificão por meio das fumigações . He preciso em todo o tempo conservar fogo no quarto do d o e n t e . ter cuidado de lançar para fora de casa suas e x c r e ç õ e s . janellas. tendo o maior cuidado de não deixar cousa . depois com vinagre . e roupa branca todos os . cobertas . Os corpos mortos são iníerrados em h u m lugar á parte destinado para este fim. que esteja infectada. além da precaução de evitar as pessoas. Observão-se outras precauções com os effeitos. e as cousas infectadas . e portas. fazem-se molhar as estoffas de lã no mar por espaço de dous dias . Os meios para d e t e r . Os meios de previnir a peste . lavando bancos . e ventilações. e agoa do m a r .9 no % soas.seus leitos . e lançando-o ao mar . consistem na sobriedade. fazello vestir camisa. e impedir o contagio faria o hum extenso v o l u m e . rapando o caiado dos muros . e interiormente. caiandoos de novo com c a l . etc. no uso do vinagre tomado exterior. com água 'do mar . os pannos brancos se ensaboão. e alvejào depois sobre os p r a d o s . e o couterio. e por isso os não relato aqui. Morandi. e mercadorias infectadas. segundo a sua qualidade.

que ouvi dizer a algumas pessoas. Verdoni. beber vinho puro medicado com losna. beber água. tempo em que se sustentão de vegetaes. e das cousas pelo fogo . no tempo em que teve a peste nesta Cidade . em toda a sua quaresma . As pessoas sãs devem evitar toda a qualidade de commercio com as que estão infectadas: devem de tempos em tempos tomar ligeiros purgantes. fumar . O methodo para impedir os progressos do contagio. e maiá bebidas . e Togo nos que comem carne. água. Conta-se entre os melhores preservativos da peste a aspersão dos quartos com vinagre. e abster-se de toda a nutrição animal. bebida a que atribuía sua perfeita cura. Os Gre-. Nos estados do Império Ottomano se não em pregão precauções algu-. genciana . perfumes . zedoaria . . e que se curarão radicalmente. só se alimentou ( por assim dizer ) de chá v e r d e . consiste na purificação dos lugares . assim como os excessos de toda a espécie. assim os melhores meios de previnir esta queixa. qu« . Eu d e TO accrescentar a q u i . Fra Luigi. e ventilações. mas para preservar-se da peste.9 In 9 dias. são o comer moderadamente. evitar a cerveja. gos em Smirna raras vezes são atacados da peste . que tinhão feito o mesmo uso da água a r d e n t e . faz ella grandes estragos . e vinagre ( i ) fazer as opersões no quarto com ( i ) Huma pessoa de ordem superior em Constantjnopla me disse*-. e ar. O medico Judeo.

que tinha feito muitas viagens ao Senegal. e se exprime assim a este respeito : » Creio pela minha própria experiência. cita o Doutor a temperança no c o m e r . quando » começa . eu não o aconselha» r e i . » O que apresenta esta admirável excepçâo he M. tomava três vezes ao dia' tintura de quina . senão âs pessoas . e outros amargos . que o vinho com a salsa parrilha o tinha curado desta queixa. a saber o regimen de vida. as acima mencionadas . Hare contra-mestre de hum navio mercante . que teve a guarniçâo hum anno inteir o . que estão costumadas còm elle. » que o f l n h o pôde lançar fofa huma infecção. mudar roupa todos os dias . » elle julga. mas que ahi rezedia. sobre tuO engenhoso Doutor Schott em hum tractado sobre a febre contagiosa . havia dous annos. ou ao menos contribue muito para sua ex3) pulsão . que o Governador Clarke passou huma vida muito regular. com tudo elle convém. a adiante pag. e usar de freqüentes ventilações . quando a peste se declarou : elle estava muito . e não despresou alguma precaução para se preservar. ou movimento por causa dos ferros que tinhão nos pés. que consistia em carne de bois sem s a l . que lhe davâo os mouros. cozida em águas salobras de poços.9 H2 9 este mesmo liquor. mas tudo inutilmente. que reinou em Senegal em 1778 e deo a morte á maior parte dos Europeos e a hum considerável numero de naturaes do paiz ( obra publicada em 1782 por Murray) conta entre as causas predisponentes desta queixa . da qual bebiào também : o ar impuro que respiravâo muitos escravos presos na mesma casa sem fazerem exercício . Este Medico Alemão fallou muito a favor do vinho . Entre os meios de previnir esta queixa. i58 accrescenta : » Como hum único Europeo que escapou não 3) fez uso de liquores espirituosos .

Inda que os Médicos. que as outras pessoas . nem cerveja . lavar tudo o que pôde ser lavado. Ao comer bebia somente água . caiar as paredes do quarto com cal. e antes de morrer tinha já o corpo inchado como hum cadáver. estender ao ar por 10. que tinha os symptomas mais terríveis. pois que todos os meios de p mais exposto a infecção . que já inspirava sua presença. que havia muitos annos o não tinha provado. e não tinha usado de precaução alguma para se defender da infecção. e nunca usou de tabaco. debaixo de qualquer fôrma . mas depois de _4 de Junho se não toma mais alguma precaução. Hare por humanidade o servio de dia. O B S E R V A Ç Õ E S . e me segurou. He preciso para rebater a infecção. que se tirou do corpo. e de noite . nem cidra . Elle não tinha bebido huma só gota de liquor espirituoso . e despois de jantar. ou contacto dos objectos infectados. Este feito he da maior importância para se estabelecer. A. porque estava em casa de hum doente . . que se communica pela vizinhança. como huma queixa contagiosa . que elles concorrem todos do modo o mais positivo a definir a peste . por que nenhum dos negros se atrevia a chegar ao pé delle pelo horror. M. ou i5 dias aquella.. que tem respondido não concordão em vários pontos. eu observo com prazer. tomava café de manham .9 ii3 9 do a roupa branca. que fosse.

que me parece muito e s tranho . mais de dous mil a n n o s . para achar p r o v a s . e què se t e m distinguido p e la exactidào das ohservações feitas n o n o s s a . e que d e s prezasse todos os feitos sobre accidentes n u merosos da peste dos Médicos m o d e r n o s . q u e reinarão no tempo da g u e r r a . E s te he hum facto . não era c o n tagiosa . que os meios ordinários de impedir seus progressos de hum lugar para outro . erão inúteis.5ge seguintes). pag. como applicavel apes» te principalmente dita.© u4 # se preservar desta terrível q u e i x a . Maximiano Stoll de V i e n n a . mas mui p e r i g o s a . que as pessoas da arte daráõ pouca attenção ás queixas pestilenciaes. que se t e m feito . Não me pertence entrar em discusão sobre este objecto. que chegasse até á Historia Romana de Tito Livio. com que apoiasse s e u s y s t e m a . são impedir "toda a communicacão com os infectados. e muito suspeito. Esta doutrina he sustentada na sua obra intitulada. para tirar huma conseqüência natural sim. de que ninguém duvidará d e pois das repetidas experiências. que e r a . Rationis medendi pars secunda. E u p e n s o . que a peste. e nos cercos . evitando a c o m m u nicacão. impressa em Vienna em 1778 (yid. ha. com tudo h u m Medico de r e p u t a ç ã o . queixa então Confundida com outras. e ainda mesmo do seu tempo. mas não posso deixar de reflectir. não duvidou dizer publicamente.

que esta queixa então epidêmica. em que reinou este terrível flagello em Marselha no anno de 1720 . e suas vizinhanças na qual morrerão 43<|&ooo pessoas no espaço de três mezes . que eu obtive em Alemanha sobre os motivos . . e inconvenientes dos Lazaretos . para previnir as queixas contagiosas. e outros estabelecimentos. se decidio a dirigir seus ataques contra os princípios de que dependem todas as precauções desta espécie ( 1 ) .9 *i5 9 tempo. os máos effeitos desta funesta prevenção forão demonstrados pelo m o d o o mais tocante por Bertrand . não conhe-: ceo outra causa senão o erro dos Médicos . Este M e d i c o . e que seus delegados obrarão conforme esta doutrina . que a ditáraõ. não era contagiosa. Somente devemos observar. na relação admirável. para conseguir a graça do Príncipe . A peste que em 17*6 fez os estragos mais . e que tinha grande desejo de se livrar das despesas . durante o tempo . em cujo serviço estava. Este modo de discorrer sobre hum objecto tão importante confirma muito as inst r u c ç õ e s . que elle fez desta calamidade. que no principio deste século a Faculdade de Medicina de Paris deo huma opinião decisiva contra a natureza contagiosa da p e s t e . v 2 (1 ) Entre nossos professores não temos homens .horríveis em Messina. E u devo com tudo dizer para justificallo. que tenhão offuscado seu nome com doutrinas tão perigo-' sas. que sustentavâo.

resumido por ordem dos Magistrados da Saúde de Veneza . n e m mesmo os bubões. que alguma peste possa ser contagiosa.9 "6 9 que nas respostas precedentes o Doutor Verdoni replicando á segunda questão . ella só se manifesta por seus estragos. Não ha sinal distinctivo da peste . Primeiro de Março de 1782. que a imaginação forjou : elles se encaminhào a fazer escuros. Erros dos maiores Médicos sobre este objecto. . Quando se manifestão sinaes equívocos. elle affirma com tanta confiança como os outros Médicos . fundado na sua theoria. e prophilatico para se observar nos contágios pestilenciaes . ainda que nas outras questões que lhe fizemos. he devida a diffefienca. e a variedade dos successos observados em differentes épocas da febre . A natureza do contagio da peste he sempre a m e s m a . por João Batptista Paitoni primeiro Medico. a instâncias da Corte de Rússia . Estes são os effeitos de huma hypothese. nega . N à a se tem ainda descuberto especifico contra esta queixa. e incertos os effeitos mais ciar ros e mais constantes. he muito essencial prescrever logo a separação das pessoas suspeitas. que a febre pôde ser cominunicada pelo contacto immediato. nem carbúnculo etc. Extracto de hum methodo curativo .

raiz de angélica. e perfume da roupa . Usar dos diaphoreticos algumas v e z e s . o mithridato. h u m nasce da a r t e . nào introduzir ar no quarto no tempo da trunspirnçào . etc. que obra direrectamente sobre o systema n e r v o s o . a serpentaria virginiana. Por esta* razão h e . a genciana . outro da natureza. Ha dous methodos de fazer a c u r a . das estações e do modo de viver. Este methodo se deve pôr em practica sem demora. He preciso commeçar pelas fricções . não adormecer . mas fazer perfumes com aromas . particularmente Sydenhão. e acender fogo.so cessa. Este contagio he huma peçonha muito subtil . O que procede da a r t e . e a triaga são p r e feríveis. fazer as persões com vin a g r e . e penetrante . nem mudar camiza . e os que se encaminhão a enfraquecer são nocivos. I. Os simples que tem esta propriedade. que todos os remédios tendentes a corroborar as forcas * naturaes são b o n s . o enxofre .. A camphora .9 H7 9 dos climas. é m quanto se transpira. consiste no e m prego dos sudorificos : elle he r e c o m m e n d a d e por differentes escriptores da mais alta r e p u tação . se se não chega a expulsar. a c a m p h o r a . são a contraherva . nem os purgantes. Os remédios compostos são a triaga . se o tempo está fria* . e Dienurbrouek. e que deve acabar causando a morte . em quanto ella n. o diascordio e t c . etc. enula c a m p a n a . A sangria por conseguinte não h e admissível..

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Erros. eás vezes mais appa< reca . ps guarde as guasde 5 7i contínuos 78 6 continuas de todos os 79 i4 de jodas as senhor senhores contágios 89 3o contagiosos '97 3o" e ásve_és apparece mais.E R R A T A S . Pag. Ancona 4 7 Amona . lin.de os 5 : 9 de -as de palissadas 35 :^:de de palissadas de apanhar apanhar 46 *0 mercador 48 fcòmercado estabelecida 49 23 estabelecidacle desta _5 destes se despacha 63 2 2 despacha *. Eifaendas.

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