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EXMO. SR. DR. JUIZ DA VARA DO TRABALHO DA COMARCA DE (...

)

(...), brasileiro, solteiro, blaster, filho de (...), portador do CPF: (...), da CTPS:
(...) e do PIS (...), residente e domiciliado à Rua (...), na cidade de (...), CEP:
(...), vem respeitosamente perante V.Exa., por intermédio de seus
procuradores infra-assinados, propor
RECLAMATÓRIA TRABALHISTA c/c INDENIZAÇÃO
POR ACIDENTE DE TRABALHO
em face de (...), empresa inscrita sob o CNPJ (...) e (...) , ambos a serem
citados à (...), o que faz pelos seguintes fatos e fundamentos:

1 . DO CONTRATO DE TRABALHO:

O Reclamante foi admitido para laborar para os Reclamados em 01 de
fevereiro de 1995, exercendo a função de blaster, sempre exercendo suas
atividades com responsabilidade e esmero, nunca tendo cometido qualquer
falta que o desabonasse.
No exercício da atividade laboral o Reclamante percebia em média uma
remuneração de R$ 530,32 (quinhentos e trinta reais e trinta e dois
centavos).
Que a jornada de trabalho do Reclamante se dava das 07:00hs às 17:30hs
de Segunda-feira à Sábado, jornada esta excedia em muito o limite legal de
44 horas semanais, sem que fossem quitadas para com o Obreiro as horas
extras que lhe eram devidas, bem como o respectivo adicional.
Ainda que assim não fosse a CCT da categoria estabelece que uma jornada
de 07:20hs diárias, assim o Obreiro faz jus as horas extras excedentes ao
limite imposto pela CCT, com adicional de 100%.
Sendo o local de trabalho do Reclamante de difícil acesso e não munido por
transporte público regular, o Obreiro se via obrigada a estar a disposição
dos Reclamados às 06hs da manhã, horário em que era conduzido até o
local de trabalho, por transporte fornecido pelos Reclamados, o mesmo
ocorrendo ao final da labuta diária, gastando para tanto cerca 01:30 hs por
dia.

Diante dos ferimentos sofridos pelo Reclamante o mesmo foi transferido para o Hospital São Bento situado na cidade de Belo Horizonte ? MG. na ordem de R$ 318.00 (trezentos e dezoito reais). ACIDENTE DE TRABALHO O Reclamante exercendo suas atividades habituais.Assim. sofreu acidente de trabalho. onde foi submetido a cirurgia vascular em 02 de outubro do corrente ano. pelo que faz jus ao percebimento do adicional de periculosidade por todo o período laborado. conforme preceitua Cláusula 19ª da CCT.) onde foram prestados os primeiros socorros.). Que os Reclamados deveriam conceder ao Reclamante cesta básica. o Reclamante faz jus ao percebimento destas horas como horas in itinere. em decorrência de uma explosão.º 2003. o que nunca ocorreu. na função de blaster praticava atos de mineração.. Dito acidente ocorreu na pedreira de propriedade dos Reclamados.00 (cem reais).. estando atualmente percebendo benefício junto ao INSS. Que em 27/09/03 em decorrência do acidente de trabalho abaixo descrito o Reclamante afastou-se de suas atividades. às 14hs da tarde.850. fazendo jus a indenização substitutiva na ordem de R$ 100. nesta função. em 27 de setembro de 2003. Que o Reclamante em sua atividade diária de trabalho sempre esteve exposto a agentes que colocavam em risco a vida do Obreiro. Ressaltando-se que dito adicional somente passou a ser quitado para com o Obreiro a partir de abril/02. ou seja. isto aproximadamente 03 horas após o acidente. situada a (. Denota-se que por ocasião do acidente os Reclamados forneceu a devida comunicação de acidente . 10ª e 19ª. 2. Face ao descumprimento de inúmeras Cláusulas da CCT. com a utilização constante de explosivos e. às 10:55hs.. na qual . que acabou originando a amputação da parte inferior de sua perna esquerda. conforme consta do CAT..CAT ? sob o n. O Requerente na data do acidente foi levado para o Instituto (. os Reclamados deverão ser compelidos ao pagamento da multa entabulada na Cláusula 25ª da referida CCT.943-1/01. dentre elas as cláusulas 4ª. Tamanha foi à proporção da explosão que além do Reclamante outros dois funcionários da empresa foram vítimas do acidente. o que desde já requer.

Após a cirurgia o Reclamante foi encaminhado a perícia médica para obter afastamento de suas funções a partir de 01/10/03.de cunho emocional representada pela frustração de ainda jovem. no qual constou a declaração do Sr.. de cunho material configurada pela perda de poder aquisitivo face a redução salarial ocasionada pelo fato do valor do benefício previdenciário ser inferior ao salário percebido mensalmente pelo Reclamante enquanto estava apto para o trabalho. posto que imprudentemente. fato este que acarretou a dita amputação transfemoral. valor este inferior a sua remuneração antes do acidente.. Desde então o Reclamante vem sofrendo com as consequências do acidente. solteiro. tendo gastos constantes com medicamentos e. que certamente o Reclamante jamais voltará a exercer a atividade de outrora e. utilizando-se de muleta constantemente. além disso.por fim. estar inválido para o trabalho e por ter se tornado um aleijado. incumbiam à vítima de prestar serviços em áreas de risco. por fazer uso habitual de medicamentos e por ter perdido toda a parte inferior de sua perna esquerda. como por exemplo.de cunho físico representada pela dores constantes.) de que tomaria todas as providências cabíveis em prol das vítimas. locomovendo-se com dificuldades.00 (trezentos e dezoito reais). o mesmo tem dois filhos que necessitam de seu sustento. sendo-lhe deferido o afastamento de suas atividades por 120 dias. É certo que os Reclamados agiram com culpa. consequentemente poderá aposentar-se por invalidez. a prática de esportes. em gozo de benefício acidentário. o que não vem ocorrendo.32. sendo elas: .foi detectada gangrena úmida grave do membro inferior esquerdo. sendo impedido de praticar atividades que antes sempre foram rotineiras. com apenas 26 anos. . necessitando do ajuda de parentes e amigos para sua sobrevivência. Ressalta-se que por ocasião do acidente foi acionada a Polícia Militar que realizou boletim de ocorrência. . percebendo remuneração mensal na ordem de R$ 318. O Reclamante vem trilhando uma verdadeira via crucis em busca do alívio das sequelas que lhe foram causadas pelo acidente. resultando daí o . Ocorre Douta Julgadora. a qual era em média R$ 530. (. Face ao sinistro o Reclamante encontra-se incapacitado para o trabalho.

o mesmo ainda sofreu uma redução de 40% . Qualquer minoração que impeça o ser de continuar efetuando atividades que lhe eram comuns antes de padecer a lesão. ou seja. Seja uma simples lesão que. por ter sido praticada de forma injusta. o sopro vital. deixando-o impossibilitado de trabalhar. produzem prejuízos menores mas que. levando-o a uma situação de penúria visto que tem obrigação de prover o sustento de dois filhos e de seus pais.00 (trezentos e dezoito reais). posto que é certo que após o acidente o Reclamante se viu impedido de exercer inúmeras atividades que antes eram rotineiras. assim sendo requer que os Reclamados sejam condenados a indenizá-lo em razão da diferença sobre remuneração que lhe era paga por ocasião do acidente. como o exercício de . devem ser objeto da mais ampla indenização. ou seja. Como brilhantemente explica Antônio Jeová Santos. Exa.00 (duzentos e doze reais) em seu poder aquisitivo.fatídico evento já descrito acima. INDENIZAÇÃO REFERENTE AOS MESES DE INATIVIDADE ATÉ A APOSENTADORIA OU REESTABELECIMENTO Ressalta-se. não bastasse o dano sofrido pelo Obreiro.R$ 212. que antes do acidente a remuneração do Reclamante era na ordem de R$ 530. 3ª ed. já que qualquer dando à pessoa humilha e envergonha. importam na diminuição de potencialidades do homem. deve ser passível de indenização por dano moral. no valor supra até o momento em que o mesmo for aposentado definitivamente ou retornar a suas atividades normais. muito embora não retirem a vida. por exemplo. Ora. 4. DANO MORAL: O acidente sofrido pelo Reclamante dentro do curso de sua atividade laborativa. em sua obra Dano Moral Indenizável.: ?Existem danos à pessoa que.32 (quinhentos e trinta reais e trinta e dois centavos) e. até a lesão física de magnitude como aquela que produz tetraplegia. acabou por causar-lhe danos morais. não fosse o acidente sofrido certamente o Reclamante estaria recebendo mensalmente valor superior ao do benefício. 3. de alguma forma. certamente durante todo o período em que o mesmo permanecer encostado pelo INSS sua remuneração será em muito inferior a este valor tanto que vem percebendo a importância de R$ 318. além dos danos supra citados.

é notório que o simples fato de alguém ter causado lesão à integridade corporal de outrem. o Reclamante por ocasião do acidente contava com 26 anos de idade. artística. qual seja a punição dos Reclamados pelo ato danoso e uma compensação ao Reclamante pelos sofrimentos e transtornos aos quais está sujeito desde a ocorrência do acidente. o só fato de colocá-lo em perigo. valor este correspondente a 2. Se da ofensa resultar defeito pelo qual o ofendido não possa exercer o seu ofício ou profissão. pelo acima exposto requer que os Reclamados sejam condenados a pagarem danos morais ao Reclamante em valor a ser arbitrado por V.32 (quinhentos e trinta reais e trinta e dois centavos). levando-se em conta o caráter punitivo da aplicabilidade do dano moral e as condições financeiras dos Reclamados. é suficiente para engendrar o dano moral. etc. desportiva.? Como já exposto acima.32 (quinhentos e trinta reais e trinta e dois centavos). é coberta pelo direito ensejador do dano moral. ou da depreciação que ele sofreu. Dita pensão deve ser arbitrada levando-se em consideração a remuneração . que se não fosse o acidente de trabalho o Reclamante certamente estaria em atividade e percebendo salário base na ordem de R$ 530. 950 do Código Civil a uma pensão no valor de R$ 530. 5. Assim. isto levando-se em conta uma expectativa de vida de 65 anos de idade. ou se lhe diminua a capacidade de trabalho. seja com lesão simples ou grave. ?Art.. além das despesas do tratamento e lucros cessantes até ao fim da convalescença. torna os Reclamados passíveis de indenizarem o Reclamante.. DANO MATERIAL O Reclamante hoje vem recebendo benefício na ordem de R$ 318.00 (trezentos e dezoito reais).? Por fim. de forma que o valor seja suficiente para suprir o fim a que se destina. 950. uma vez que a incolumidade física e pessoal é uma projeção do direito à vida e. Tendo em vista as graves sequelas deixadas pelo acidente no Reclamante o mesmo faz jus a teor do art. a indenização. Exa.21 salários mínimos. valor este referente ao último salário pago ao Reclamante.atividade cultural. Acontece. além do patrimonial. o que perfaz um período de aproximadamente 39 anos de obrigação da requerida de prestar pensão ao Obreiro. incluirá pensão correspondente à importância do trabalho para que se inabilitou.

bem como terá a necessidade de dar continuidade ao tratamento através da colocação de uma prótese para substituir o membro amputado. e. 643 da CLT. hoje. durante pelo menos trinta e nove anos. devendo ser incluído neste cálculo os salários trezenos. que dito pensionamento seja quitado em parcela única. novecentos e doze reais e vinte centavos).80 (duzentos e sessenta e oito mil. para quantificar os danos causados em decorrência do acidente sofrido pelo Reclamante. que deverá ser apurado em uma possível liquidação por artigo. inclusive coletivas. contudo. o que de outro modo não poderia ocorrer. serão dirimidos pela Justiça do Trabalho. 6. Nada obstando.00 (noventa reais) ao mês. posto que sendo esta uma Justiça Especializada na defesa dos trabalhadores sobrepõese à Justiça Comum. é certo que após o acidente o Reclamante passou a ter seu orçamento majorado por gastos com medicamentos que giram em torno de R$ 90. do Distrito Federal. 114 da nossa Carta Magna e o art. Assim. dos Estados e da União. com a devida atualização monetária. . Os dissídios oriundos das relações entre empregados e empregadores. de acordo com o presente título e na forma estabelecida pelo processo judiciário do trabalho. bem como ao custeio de todo o seu tratamento. faz jus o Reclamante a indenização por danos materiais equivalente a perda salarial sofrida pelo Obreiro.21 salários mínimos por mês.? Vem sendo o entendimento jurisprudencial dominante no sentido de que a Justiça do Trabalho é competente para julgar indenizações decorrentes da relação empregatícia. bem como de trabalhadores avulsos e seus tomadores de serviços em atividades reguladas na legislação social. 643. ?Compete à Justiça do Trabalho conciliar e julgar os dissídios individuais e coletivos entre trabalhadores e empregadores. DO DIRETO No que tange à fixação da competência desta Justiça Especializada para julgar a presente ação cite-se o art. considerando-se a expectativa de vida em atividade laboral do Reclamante qual seja 65 anos.percebida pelo Obreiro equivalente a aproximadamente 2. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta dos Municípios. o que perfaria. a importância aproximada de R$ 268. na forma da lei. Por outro lado. bem como os litígios que tenham origem no cumprimento de suas próprias sentenças. outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho.? ?Art.912.

2003 ? p. e deva ser dirimido à luz de princípios do Direito Civil.2003) ?A competência para julgar ações de indenização de dano moral e material. ? RO 00136. 7) ?À luz do artigo 114 da CF/88. Min. ainda que proveniente de acidente do trabalho. DIREITO CIVIL ? LESÃO FÍSICA DO EMPREGADO ? DECORRÊNCIA DO ESFORÇO REPETITIVO NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO ? NEXO DE CAUSALIDADE ? CABIMENTO DA INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL ? Se a lesão física. por decorrer de conflito entre empregado e empregador. ocorrendo a materialização do nexo de causalidade entre um e outro evento.? (TRT .05.713/02 ? 1ª T. Competente esta Especializada para apreciar o pedido". J. (TRT 3ª R. 114 da constituição da república".? (TST. face a dor. ? RO 01134. março/99) "A justiça do trabalho é competente para apreciar pedido de indenização por danos morais e materiais oriundos do acidente de trabalho sofrido pelo empregado. sendo irrelevante que o direito material que subjaz à pretensão deduzida em juízo não esteja expressamente previsto em Lei trabalhista. ? Rel. ? Relª Juíza Conv.921/01-9 ? 5ª T. Rel.2003) ?É da justiça obreira a competência para conhecer e julgar ações em que se discute a reparação de dano moral e/ou material decorrente de acidente do trabalho. O artigo 114 da CF não faz distinção se a lide resulta ou não de acidente do trabalho. muito embora as pretensões tenham por base direito de natureza civil. ? Relª Juíza Jane Alice de Azevedo Machado ? J.05. Juiz Marcus Moura Ferreira ? DJMG 21. decorreu do esforço repetitivo no exercício da função. Juiz Walter Roberto Paro ? J.05. resta claro o direito do empregado à indenização por dano moral. sendo que a causa de pedir está relacionada a alegação de que este deu-se em circunstâncias estranhas à atividade laboral para o qual fora contratado. O. Dalazem. ? Rel. é da Justiça do Trabalho. In Trabalho e Doutrina. Rejane Souza Pedra ? J. o sofrimento e o constrangimento social por este sofrido.Neste sentido: ?Inscreve-se na competência material da Justiça do Trabalho o conflito de interesses entre empregado e empregador cuja origem repousa diretamente no contrato de emprego. tendo em vista o que dispõe o art. consoante dicção do artigo 114 da Constituição Federal. ? RO 1613/2003 ? 3ª T. não há dúvidas quanto à competência desta Justiça Especializada para apreciar o dano moral reinvindicado. a qual acometeu o empregado. exigindo tão somente que o conflito tenha origem no contrato de trabalho.02. questão diretamente relacionada ao contrato de emprego. ainda que seja indenização civil.? (TRT 8ª R.? (TRT 4ª R. ? RO 15. 28. (TRT 4ª R. 15.661/00-2 ? 3ª T.2003) "Os danos alegados decorrem justamente do fato de ter o reclamante sofrido o acidente de trabalho noticiado na inicial. 28.

Raimundo Itamar Lemos Fernandes Júnior ? J. Juiz Conv. Isso nem tanto pela evidência de ele reportar-se. O dano moral do artigo 5º. ao artigo 7º. quando incorrer em dolo ou culpa'. dedutíveis em ações igualmente distintas. mas sobretudo em face do pronunciamento do STF. em virtude de o reexame de fatos e provas lhe ser refratário. além de em ambos se verificar o mesmo pressuposto do ato patronal infringente de disposição legal. desde que o fundamento do pedido se assente na relação de emprego. em que é excludente a competência da Justiça do Trabalho. de resto. ? Rel. da Constituição. dispor que 'são direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Não desautoriza. em função do qual impõe-se forçosamente a ilação de o seguro e a indenização pelos danos causados aos empregados.03. da Constituição. sendo marginal o fato de o cálculo da indenização do dano material obedecer o critério aritmético e o da indenização do dano moral. a teor do Enunciado nº 126 do TST. em acórdão da lavra do Ministro Sepúlveda Pertence. a tese de que o valor arbitrado por dano moral a título de compensação pelo dano estético sofrido. ainda. Isso em razão de o artigo 7º. discernível da remissão ao critério perpetrado pelo juízo de primeiro grau. na verdade. Antônio José de Barros Levenhagen ? DJU 25. inciso X. pois de uma mesma ação ou omissão. a cargo do empregador. uma de natureza nitidamente previdenciária. inciso XXVIII. ? Rel. a teor do artigo 114 da Carta Magna. 1539 do CC. a seu turno. além de outros que visem à melhoria de sua condição social. sob a pretensa ocorrência de aplicação aleatória ou da ausência de comprovação de reversibilidade do dano estético. inciso XXVIII. e a outra. Min. não se distingue ontologicamente do dano patrimonial. seguro contra acidente de trabalho. em que é competente materialmente a Justiça Comum.04.2003) . da Constituição. Distrito Federal). o critério estimativo. vulnera o art. ? RO 0421/2003 ? 3ª T. 1539 do CC. se equipararem a verbas trabalhistas. culposa ou dolosa. 07. pode resultar a ocorrência simultânea de um e de outro. de conteúdo iminentemente trabalhista. no qual se concluiu não ser relevante para fixação da competência da Justiça do Trabalho que a solução da lide remeta a normas de direito civil. a ululante competência do Judiciário do Trabalho o alerta de o direito remontar pretensamente ao artigo 159 do Código Civil. sobretudo em virtude de a invocada erronia relativa ao matiz absolutamente fático da controvérsia induzir à idéia de inadmissibilidade da revista. consubstanciada na indenização reparatória dos danos material e moral. com valor exagerado.8ª R. afasta-se a propalada ofensa ao art. inserindo-se no contrato de trabalho (Conflito de Jurisdição nº 6959-6. INDENIZAÇÃO ? DEMONSTRAÇÃO DE DOLO OU CULPA ? ARBITRAÇÃO DO VALOR POR DANO MORAL ? Configurada a culpa do empregador. Não vinga.2003) "As pretensões provenientes da moléstia profissional ou do acidente do trabalho reclamam proteções distintas. sem excluir a indenização a que este está obrigado. uma vez que a base utilizada pelo Regional vinculou-se aos termos do art. Recurso não conhecido". (TST ? RR 790161 ? 4ª T. Recurso conhecido e desprovido. 159 do CC. oriundos de acidentes de trabalho ou moléstia profissional.

19 ? Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar. por ato ilícito (arts. causar dano a outrem. no capítulo inerente aos Direitos Sociais: ?Art. por ação ou omissão voluntária. negligência ou imprudência.? Pretende o Reclamante com a presente reclamatória. independentemente de culpa. 19 da lei 8.A Legislação Pátria conferiu aos trabalhadores proteção à sua saúde com a edição de normas regulamentadoras com a relação ao binômio trabalho e segurança. 186 e 187). 927. enfatizando cada vez mais a obrigação de indenizar: ?Art 186 ? Aquele que. decorre desta contratação a culpa ?in eligendo? e ?in vigilando?. nos casos especificados em lei. Cabe ao empregador garantir aos empregados o exercício regular de suas funções.?? ?Art. 7º . amparando-os principalmente em caso de acidentes do trabalho. zelando sempre pela saúde mental e corporal de seus funcionários. sem excluir a indenização a que este está obrigado. 11 desta lei. bem como fornecer a este.213/91. quando incorrer em dolo ou culpa. Desta forma. fica obrigado a repará-lo. ainda que exclusivamente moral. inc. 7º. XXVIII. Parágrafo único. comete ato ilícito. além de outros que visem a melhoria de sua condição social: XXVIII ? seguro contra acidentes do trabalho a cargo do empregador. Dispõe ainda o novo Código Civil. risco para os direitos de outrem. sempre atendendo as necessidades da empresa.? O legislador preocupou-se em proteger a saúde e os direitos do trabalhador. O Requerente foi contratado com perfeita saúde e total condições de desempenho profissional.São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. o que dispõe: ?Art. provocando lesão corporal ou perturbação . Aquele que. indenização por acidente de trabalho com fulcro no art. Assim está exposto na Carta magna de 1988 em seu Art. por sua natureza. meios para evitar a ocorrência de acidentes. além dos danos materiais. Haverá obrigação de reparar o dano. violar direito e causar dano a outrem.

? (TRT 8ª R. em virtude de o reexame de fatos e provas lhe ser refratário. III. prejudicada a discussão sobre a sucumbência recíproca. que acompanhará o autor ao longo de toda a sua vida. Integralmente exitosa a parte autora.funcional que cause a morte ou a perda ou redução.2003) ?No caso dos autos.? (TST ? RR 790161 ? 4ª T. ? Relª Juíza Alda Maria de Pinho Couto ? J. ? Rel. Destarte. mas. Dano moral elevado a patamar condizente com a dor e sofrimento inflingidos ao empregado acidentado. permanente ou temporária. VI. que reduziu a sua capacidade laboral em caráter definitivo. a teor do Enunciado nº 126 do TST. Acidente de trabalho configura espécie de ilícito extracontratual.04. ? Rel. 1539 do CC.2003) . não apenas pelo fato do acidente em si.2003) ?Configurada a culpa do empregador. 159 do CC. 54 do STJ. ainda.08. em sua honra. igualmente. Aldir Passarinho Junior ? DJU 07. para percentual mais condizente com a vitória alcançada e o trabalho profissional desenvolvido. nos termos da Súmula n. o surgimento de sequelas permanentes há de ser compensado pela prestação de pensão desde a data do sinistro. Min. também embasam a presente ação os julgados transcritos abaixo: ?I. IV. em consequência. o de compensar a vítima pela lesão física causada pelo ato ilícito do empregador. afasta-se a propalada ofensa ao art. discernível da remissão ao critério perpetrado pelo juízo de primeiro grau. uma vez que a base utilizada pelo Regional vinculou-se aos termos do art. sob a pretensa ocorrência de aplicação aleatória ou da ausência de comprovação de reversibilidade do dano estético. 1539 do CC.? Além dos dispositivos supra. Não vinga. ainda que paga ao empregado a mesma remuneração anterior por força de cumprimento a acordo coletivo de trabalho. Recurso Especial conhecido e provido. a tese de que o valor arbitrado por dano moral a título de compensação pelo dano estético sofrido. Antônio José de Barros Levenhagen ? DJU 25. de sorte que os juros moratórios fluem a partir do evento danoso. inclusive pelo natural obstáculo de ensejar a busca por melhores condições e remuneração na mesma empresa ou no mercado de trabalho. da capacidade para o trabalho. o dano moral fica amplamente caracterizado pelo abalo de natureza interna. 19.04. vulnera o art. aumentados os honorários. ? RO 3699/2003 ? 4ª T. sobretudo em virtude de a invocada erronia relativa ao matiz absolutamente fático da controvérsia induzir à idéia de inadmissibilidade da revista. V. Recurso não conhecido. Min.? (STJ ? RESP 402833 ? SP ? 4ª T. mas principalmente pelo sofrimento que lhe trarão as cicatrizes. com valor exagerado. a indenização de cunho civil tem por objetivo não apenas o ressarcimento de ordem econômica. as marcas e as dilacerações de seu corpo. Diversamente do benefício previdenciário. II. independentemente de não ter havido perda financeira concretamente apurada durante o período de afastamento.

por todo o acima exposto o Reclamante passa a requerer o seguinte: DOS REQUERIMENTOS VERBAS TRABALHISTAS . Min. 00210) Para casos semelhantes ao presente. DJ de 02.? Neste sentido são os pretórios jurisprudenciais a exemplo dos que seguem abaixo: ?Diante da instabilidade econômica hodierna e da ausência de previsibilidade quanto a futura solvência de sociedade privada. na percentagem fixada na instância a quo. Fernando Gonçalves ? DJU 18. Primeiro recurso parcialmente conhecido e provido.durante a vida da vítima. cuja renda assegure o seu cabal cumprimento. Min. Segundo recurso não conhecido. de minha relatoria. Toda vez que a indenização por ato ilícito incluir prestação de alimentos.09. será inalienável e impenhorável: I . enquanto durar a obrigação do devedor. Precedentes. quanto a esta parte.2003) Assim. aferindo a situação econômica do indenizado evitando-se o enriquecimento sem causa. II . Na esteira da orientação da Corte Especial o cálculo deve ser feito com base nas prestações vencidas e doze vincendas. o juiz.2003 ? p. indenização mediante pensionamento. 602 do Código de Processo Civil pela inclusão em folha de pagamento" (RESP nº 302. 602 do CPC.? (STJ ? RESP 435157 ? MG ? Rel.falecendo a vítima em consequência de ato ilícito. vez que "diante da realidade da economia dos nossos dias. O julgador deve mensurar o valor com razoabilidade e moderação. (STJ ? AGA 458555 ? RJ ? 3ª T. condenará o devedor a constituir um capital. não há razão suficiente para substituir a constituição de capital prevista no art.2002).304/RJ. Art. seja constituído capital de reserva suficiente para garantir a liquidez da execução. O Superior Tribunal de Justiça deve exercer o controle sobre as indenizações fixadas a título de dano moral.03. a constituição de capital para garantia do adimplemento do pensionamento deve ser mantida. ? Rel. que a teor do art.Sendo os Reclamados condenados no pensionamento mensal requer o Reclamante. esta Corte entende necessária a constituição de capital. representado por imóveis ou por títulos da dívida pública.08. Este capital. § 1º. 602. 2ª Seção. Carlos Alberto Menezes Direito ? DJU 10. O valor do capital utilizado na constituição de fundo para garantia do adimplemento das pensões não deve ser computado no cálculo dos honorários advocatícios.

36. Reflexos das horas in itinere em todas verbas de natureza salarial.21 salários mínimos. 8. requer o Reclamante que V. recolhimentos previdenciários = R$ 11. sob pena de não o fazendo ser-lhes aplicada às penas de revelia e confissão ficta. de periculosidade (período de dez/98 à abr/02) = R$ 6. 13º salário. . de periculosidade em todas verbas de natureza salarial.92. FGTS c/ 40%.098. 2.000. tais como: férias c/ 1/3.00. 4. A constituição de Capital suficiente para suportar a execução.00. sendo acrescidas de juros e correção monetária.95.80. FGTS c/ 40%. Horas extras 7380 c/ adicional de 100% = R$ 35. Assim.263.1.12.579. 602 do CPC. querendo. Ad. Indenização por danos morais = R$ 150. 13º salário. 13. 3.912. se digne a mandar citar os Reclamados para. recolhimentos previdenciários = R$ 2.65. recolhimentos previdenciários = R$ 536. Condenação dos Reclamados a pagar ao Reclamante uma pensão vitalícia mensal na ordem de 2. 12. 5. tais como: férias c/ 1/3. 10.99. Concessão dos benefícios da Assistência Judiciária por ser o Reclamante pobre no sentido legal. FGTS c/ 40%. 7. Multa da Cláusula 25ª da CCT = R$ 3. 6. Reflexos do ad. conforme determina o art. DA INDENIZAÇÃO 9. contestarem a presente ação. 11.400. Horas in itinere R$ 1. As parcelas acima descritas deverão ser apuradas no decorrer do feito ou em execução de sentença. Indenização substitutiva pela cesta básica = R$ 2.741. 13º salário. o façam dentro do prazo legal.360.627. Exa. não tendo condições de arcar com os encargos processuais. Reflexos das horas extras em todas verbas de natureza salarial. tais como: férias c/ 1/3. Indenização por danos materiais (diminuição do poder aquisitivo e gastos com tratamentos) = R$ 268.28.

. tendo sido contratada............ pelas razões de fato e de direito a seguir aduzidas: DOS FATOS 1......... propor AÇÃO DE INDENIZAÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS POR ACIDENTE DE TRABALHO contra a ..... (procuração inclusa).Protesta e requer o Reclamante pela produção de todas as provas em Direito admitidas tais como pericial... .. como se comprova com documento incluso (doc.).. na Cidade de .. EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA . com sede na Rua . por intermédio de seu advogado.......... Foi lotada para trabalhar na .... respeitosamente à presença de Vossa Excelência... documental. 282 e seguintes do CPC.......... inclusive com o depoimento pessoal do representante dos Reclamados..... nos termos do arts.. Ao final requer a procedência in totum dos pleitos declinados na presente exordial.... quinhentos e trinta e um reais e sete centavos).. na Cidade de . testemunhal. ª VARA DO TRABALHO DA CIRCUNSCRIÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DO .. Pede e espera deferimento..... 355 e 359 do CPC.. Termos em que...).. Dá-se à causa o valor de R$ 482... de ... residente e domiciliada na Rua . de ....... 05 de dezembro de 2. portadora da Cédula de Identidade/RG nº .. pessoa jurídica de direito público... Decorrente da promulgação da nova Constituição Federal.. (............. ainda que os Reclamados juntem aos autos todos os controles de ponto do Reclamante sob as penas do art.....531... ..003. vem..07 (quatrocentos e oitenta e dois mil... nº ..... A Autora era funcionária da Ré.. em . a sua função foi . REQUER...... na função de .. (qualificação).... dentre outras que se façam necessárias.. nº .....

. perda parcial do polegar a nível da falange proximal. conforme LAUDO MÉDICO Nº . . A servidora quando executava a higienização de um equipamento. . da Pró-Reitoria de Recursos Humanos. escorregou e desequilibrou-se prendendo a mão direita no rolo. em ..... 3... por volta das ... cópia juntada (doc.. de . tem o seguinte DIAGNÓSTICO e PARECER: "DIAGNÓSTICO: Acidente de serviço.. Em .. de . nos termos da Comissão designada pela Portaria nº . a Autora..) anos.. por determinação de seu superior hierárquico... produzindo.. perdeu o equilíbrio.... (cilindro de massa).. consequentemente.... O supra relatado está comprovado.. documentos incluso (doc.. No dia . (doc..... matrícula nº ...). requerer uma indenização . como adiante ficará comprovado. Quanto procedia a limpeza do equipamento. O acidente ensejou graves conseqüências à integridade física da Autora. utilizado para fazer massa. A necessidade da limpeza de tal equipamento era decorrente de estar desativado. Foram ouvidos os servidores: . Os danos físicos.... a Autora estava usando bota.... a Autora veio a escorregar e. movido a eletricidade.. como consta do documento anexo (doc......... Na ocasião.. 4.. de . também.. de ... Para proceder a limpeza do equipamento. que presenciaram o acidente e conformaram os fatos descritos pela acidente...... a Autora veio a protocolar Requerimento ao Magnífico Reitor da . com perda total do terceiro dedo... de ....... . PARECER: Invalidade total para atividades laborativas.... a Autora conseguiu desligar o equipamento. de . do Restaurante ." 5.. horas....." 6.... Para a limpeza era necessário que o equipamento estivesse ligado.. Mesmo sentido enorme dor.... . retração do segundo quarto e quinto dedos da mão direita.. finalmente... .) Neste interregno foi designada para a função de ...) 2.. minutos do dia .. ocasião que sua mão direita adentrou entre os cilindros utilizado para amassadura... de .. em decorrência da água e sabão sobre o chão liso. Para execução da limpeza é necessário que o cilindro esteja ligado.) ".....transformada em cargo público. de ..... (doc.. e . tanto que a Autora já não o operava a mais de .... foi determinado à Autora.. (... horas e .. nefastos efeitos morais. a muito tempo. às . ... A Comissão reuniu-se visando levantar os fatos que culminaram com o acidente da servidora ..) para apuração do acidente... Redução funcional de no mínimo 50%.. a utilização de água e sabão. foi executada a higienização de um equipamento. onde deduzia os seus problemas para.

As lesões residuais decorrentes do acidente em serviço. encontramos despacho exarado pelo DAP. pela Dra.. documentos ." Pelo supra letrado.... fica evidenciado que a própria Ré tem consciência e confessa. dos ocupantes dos cargos de Serviços . comprometimento de 53% (cinqüenta e três por cento) dos movimentos articulares por imobilidade e redução e perda de 72% (setenta e dois por cento) da capacidade funcional. os documentos finais.. qual seria o valor indenizatório que poderia cobrir as perdas que a ex-servidora vem sofrendo.. em cujo PARECER ... . 2.. a Autora perdeu 72% (setenta e dois por cento) de sua capacidade funcional da mão direita. e . diz respeito a um Parecer Jurídico.. 7.... define: "Em resposta . do qual foi dado ciência à Autora. atribuição. solicitando que seja elaborado perícia médica na requerente. visando estipular em valores atuais.. 1. ou seja. Qualificação das seqüelas: O acidente caracterizou-se por lesões múltiplas interdependentes.. doc.. 3.. pois na função de . definiu total perda de utilização de tão importante membro. solicitamos o encaminhamento do presente processo à Comissão de Saúde Ocupacional. . . Do supra relatado e comprovado.. ocasionando a perda da anatomia de 62% (sessenta e dois por cento).... porque. pode-se concluir que: a) a Autora sofreu um acidente de trabalho. na mão direita do membro superior principal.. onde se constata: "DN/DAP Primeiramente.. concluindo pelo INDEFERIMENTO da indenização pretendida. O pedido supra transcrito... foi respondido. não lhe caberia proceder a limpeza dos equipamentos. .. afetam o exercício profissional impossibilitando o desempenho de qualquer função motivo da sua aposentadoria por invalidez permanente. sofrido em .../. c) a ordem foi para Autora desempenhar trabalho que não é inerente à sua função e para a qual foi designada. documento incluso (doc.....ante os problemas advindos pela sua inutilidade para o serviço.. Critério utilizado para a avaliação: Tabela de Avaliação de Seqüelas do INSS (SUS)..... sendo que no doc. O Requerimento foi protocolado sob nº .... b) o acidente ocorreu por estar cumprindo ordem superior. claramente.. O Requerimento em si não foi decidido pela Autoridade a quem se requereu. pois a Autora é destra.. inclusive como dona de casa." Como se depara do Parecer Médico./.). que teve CULPA pelo acidente e está a dever reparação à Autora.

sofridos. sem excluir a indenização a que está obrigado. 7º . Zeladoria. No nosso Código Civil. expressa de maneira clara que: "Art. poder-se-ia.Gerais ou de Manutenção ou Limpeza. por culpa do empregador. g) a responsabilidade da Ré. vir procurar o respaldo do Judiciário. obrigatoriamente. em ato emanado da Ré. etc. 159 é de uma clareza meridiana. no inciso XXVIII. indubitavelmente. negligência. ocasionado. a cargo do empregador. através de seu preposto. São também responsáveis pela reparação civil: III . o definido no seu art. só resta. ou por ocasião dele. Ante ao supra exposto. ou imprudência violar direito. especializados em manutenção e equipamentos elétricos e nunca a Autora. para que haja verdadeiramente reparação pelos danos físicos e morais. em razão dos problemas no equipamento. ante acidente de trabalho. revisão e limpeza do equipamento. e. por seus empregados. pelo acidente e os nefastos efeitos dele decorrentes. em muito o perigo de "choque". veio incorrer em GRAVE CULPA. com eletricidade e água.São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. é princípio constitucional que se houver um acidente de trabalho. f) a Ré. por ação ou omissão voluntária." Já o inciso III. este deverá responder pela indenização. a vistoria. do art. 159. do mesmo Diploma Legal. pois. portanto. objetivando ver atendida nos seus direitos. serviçais e prepostos.seguro contra acidente de trabalho. exclusivamente por CULPA GRAVE." (destacamos) . indubitavelmente. que aumenta. no exercício do trabalho que lhes competir. tanto que aconteceu o acidente. nunca poderia se ter ordenado para que a Autora o desempenhasse. A Constituição Federal. ou causar prejuízo a outrem. quando incorrer em dolo ou culpa. o amo ou comitente. do artigo 7º. por algum dos serviços técnicos. DO DIREITO 9. e) o modo de limpeza. 8. e em chão liso. expressa: "Art. prever e ter consciência do perigo em que foi colocada a integridade física da Autora. 1521. 1521. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXVIII . quando letra: "Art. à Autora. deveria ser procedido.O patrão. claramente. d) tendo em vista o grande período de inoperância." (destacamos e grifamos) Assim. é inafastável. com o equipamento ligado. fica obrigado a reparar o danos. Aquele que.

Pelo consignado no nosso Código Civil.02.j. fica consistente o entendimento de que havendo dano. supra transcritos. PARA O ACIDENTE". desde que haja concorrido com CULPA. da 3º T do STJ .036/44 e 293/67. Contudo. já decidiu sobre o assunto. o empregador é o responsável pela reparação. do STF.CULPA LEVE DO EMPREGADOR . a qual ensejava determinar que "A indenização acidentária não exclui a do direito comum. o princípio se define que a responsabilidade surge com culpa. e de maneira indubitável ementou: "RESPONSABILIDADE CIVIL . era desnecessária a invocação da Constituição. Hipótese em que. Para que uma norma possa determinar o conteúdo da outra. Assim.04. da mesma hierarquia." 11. em caso de dolo ou culpa grave do empregador" (destaque nosso). Min. necessário que uma tenha hierarquia superior. DO DIREITO DA AUTORA DA RESPONSABILIDADE DA RÉ 12.página 171. haverá responsabilidade do empregador. ALEGAÇÃO DE QUE CONTRARIANDO O DISPOSTO NO ARTIGO 6º DA LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL. Menos ainda se a norma posterior é constitucional. un. o empregado deve ser responsabilizado por reparação de danos.APLICAÇÃO DA NORMA CONSTITUCIONAL A FATO OCORRIDO ANTES DE SUA VIGÊNCIA. não sendo necessário que ela seja graduada com grave. 8. por negligência ou imprudência de preposto. como se depara do dispositivo constitucional. In Repertório IOB de Jurisprudência . se utilizava o que consta da Súmula 229. Até o advento da atual Constituição Federal. com base no direito comum. A lei ordinária não se pode dizer violada porque outra. AINDA QUE LEVE. ACIDENTE DE TRABALHO .1ª quinzena de junho de 1995 . Eduardo Ribeiro . dispões de modo diverso. na Súmula 341: "É presumida a culpa do patrão ou comitente pelo ato culposo do empregado ou preposto. de qualquer sorte.Rel. O colendo SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA.396-9-SC .95.ACIDENTE DE TRABALHO . demonstrado e comprovado o acidente sofrido pela Autora . mesmo que LEVE. p. revogadas. as normas constantes dos Decretos-lei 7. Com a integração o seguro acidente do trabalho no sistema da Previdência Social. (Ac. Pelo supra alegado. só haveria responsabilidade desde que se provasse que o empregador houvesse praticado o ato ou omissão com CULPA GRAVE. por mais se justificarem.Resp 30.127. quando incorrer em CULPA.FATO ANTERIOR À CF/88.nº 11/95 . O Egrégio Supremo Tribunal Federal já apaziguou tal entendimento.DJU 1 03. 07. Pelo decidido conclui-se inexoravelmente que após o advento do princípio constitucional.95 . independente de sua graduação.

direito a 5 (cinco) salários mínimos mensais. a sua morte. ela fica evidente que é GRAVE. em mandar que a Autora viesse a proceder limpeza em equipamento elétrico. ainda. advindo daí inúmeros problemas no seu cotidiano. a Autora teve a capacidade de trabalho diminuída. anos. porque se ordena que funcionário exerça atividade que não é inerente a sua função. Neste ato fica evidenciado. no mínimo. . atendendo ao problema estético agravado pela impossibilidade de desempenhar a sua atividade doméstica. moderados. 14.. a Autora está gastando e deverá dispender. Mesmo que se queira argüir a graduação da CULPA. durante os 140 (cento e quarenta) meses de sua projeção de vida. Ainda. com a possibilidade de vir a sofrer até acidente que poderia ter lhe ocasionado danos mais graves. manifestamente. Estes serviços a Autora não pode mas desempenhar em sua casa. além dos gastos que tem com serviçais. o esposo com idade avançada. no mínimo 2 (dois) salários mínimos mensais. Em suma. independente da graduação da culpa. ligado. Tendo. evidente e intuitivo que a Ré deve responder pelos danos físicos e morais que. Assim teria a Autora direito a obter a 7 (sete) salários mínimos mensais. a Autora venho a enfrentar problemas de ordem moral.decorreu de ato emanado de preposto da Ré. Como dano moral. porque nem a sua casa pode administrar. são 140 (cento e quarenta) meses. em chão liso e que estava inoperante a mais de . resultando uma indenização por dano físico e moral.. 13. cozinhar. Tais valores são. a negligência e imprudência da Ré. limpar. indubitavelmente. Dentro do contexto. Com as seqüelas. a Autora vem a ter graves problemas de ordem financeira e moral. Entre a data do acidente e a perspectiva de uma vida até os 70 (setenta) anos. etc. poder-se-á deduzir que a Autora tenha. porque depende de auxílio. veio a Autora a sofrer e padecer pelo resto de sua vida. no equivalente a 980 (novecentos e oitenta) salários mínimos. Assim sendo. por ato seu. dependente do auxílio da Autora para lavar. fica evidenciado que para ter uma empregada doméstica. Portanto. pelo que consta em princípio de ordem constitucional. porque está totalmente incapacitada para vir desempenhar tarefas inerentes a mulher dentro de seu lar. decorrentes do acidente. em muito.. fica óbvio. porque não dizer. dependendo de filhos e empregadas que teve de contratar. no final da vida. a responsabilidade de responder pelos danos.

de . de ... efetivamente. em seu representante legal no endereço contido no preâmbulo. Termos que que......... .. querendo. se REQUER o benefício da assistência judiciária gratuita.. pede-se a condenação da Ré para indenizar os danos causados à Autora. Ao final. atendendo os ditames jurídicos válidos e aceitos...... acrescidos das custas e honorários advocatícios. ante a impossibilidade da Autora em arcar com as custas antecipadas. ressarcido todos os seus danos ocasionados à Autora... REQUER a V. para contestar a presente. com único meio de ressarcir os danos que esta veio a sofrer.... Exa. as testemunhais e periciais. DO PEDIDO 15.... no aprazado de lei. a citação da Ré... Protesta-se por todos os meios de prova admitidos em direito em especial..Isto sem que a Ré tenha. a ouvida do representante legal da Ré. principalmente..... .).. Dá-se à presente o valor de R$ . nos valores supra demonstrados. (. Isto posto. Pede deferimento... os de ordem moral. Advogado OAB/.. se necessário.. . . por culpa daquela.. Por ser de inteira justiça. bem como...