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17 de outubro de 2014

ESPECIAL ELEIÇÕES EMPIRICUS: TERCEIRA EDIÇÃO
POR FERNANDO LUIZ ABRUCIO, PROFESSOR E PESQUISADOR DA FGV
Disputa do segundo turno continua acirrada e eleitores “nãoalinhados” decidirão o vencedor
A segunda semana do segundo turno reforçou o fato já previsto pelas duas análises
anteriores: a disputa presidencial atual será a mais acirrada desde 1989, de modo que
o vencedor ganhará por uma pequena margem de votos.
Não houve, nestes últimos dias, um descolamento do desempenho da candidatura
Aécio Neves em relação à presidente Dilma Rousseff, algo que poderia ser esperado
diante dos apoios obtidos pelo presidenciável tucano, em especial o de Marina Silva.
Ao contrário, consolidou-se um cenário no qual os “não-alinhados”, isto é, os que não
votam automaticamente em nenhum dos concorrentes, serão decisivos, pois, embora
em pequeno número, terão a capacidade de desempatar este jogo.
Neste sentido, vale a pena apresentar primeiro os resultados gerais das duas últimas
pesquisas, do Ibope e do Datafolha, publicadas na última quinta-feira. Em ambas, como
se verá a seguir, os resultados são muito semelhantes, e configuram um empate
técnico, com ligeiríssima vantagem para Aécio Neves.

[1]

Luiz Lima - 070.057.529-45

nulos e indecisos) da pesquisa Datafolha (em porcentagem) ! Fonte: Datafolha [2] Luiz Lima .17 de outubro de 2014 Gráfico 1 – Intenção de votos totais dos candidatos (incluindo brancos. nulos e indecisos) da pesquisa Ibope (em porcentagem) ! Fonte: Ibope Gráfico 2 – Intenção de votos totais dos candidatos (incluindo brancos.070.529-45 .057.

em comparação à pesquisa anterior. embora seja um percentual pequeno do total desta categoria e não seja um voto garantido. é possível dizer que. Por fim. Dilma tem vantagem. Aécio tem um favoritismo mínimo. Este eleitorado. uma delas deverá levar em conta as oscilações positivas e negativas em cada estado. e [3] Luiz Lima . por conta de aparecer seguidamente em várias pesquisas como o primeiro colocado. o que levou ao estancamento do crescimento de Aécio é o pequeno impacto produzido pelo apoio de Marina Silva à sua candidatura. dependendo da enquete de opinião. Aécio teria 51% e Dilma. 49%. Se os dados forem transformados em votos válidos. com a maioria optando por Aécio e cerca de 20% ficando. Tanto é verdade que hoje há mais eleitores que consideram “negativo” o apoio dela a qualquer um do que “positivo”. a maioria dos eleitores dela fez sua opção logo após o segundo turno.070. ela conseguiu estancar o crescimento. Além disso.529-45 . a presidente. os que não votavam em hipótese alguma em Aécio aumentaram de 34% para 38%. até o momento. Ainda segundo o Datafolha. No último Datafolha. Aparentemente. e mais importante ainda. Mas o mais interessante é que. aumentou a rejeição ao presidenciável do PSDB. Mesmo com o empate técnico. Em primeiro lugar. por meio de sua campanha de “desconstrução”. No fundo. e os indecisos entre 5% a 6%. ela tem o dobro de possível apoio entre eles (13% versus 6%). aumentou o número daqueles que não votam. Dentre as possíveis hipóteses para compreender o potencial de transferência de votos obtidos por Marina Silva para os candidatos presidenciais no segundo turno. a campanha de “desconstrução” está levando a que ambos fiquem no mesmo patamar de rejeição. conformam um contingente próximo a 20% do conjunto de eleitores que será decisivo na reta final. somado a cerca de 10% de pessoas que estão optando por um dos dois. que vinha desde o fim do primeiro turno. além da campanha de “desconstrução”. A demora em se decidir causou impacto negativo. sendo brancos e nulos entre 7% e 6%. da candidatura tucana. hoje. Na verdade. em ambas os dois candidatos estão tecnicamente empatados. entre os indecisos. São 12% de eleitores nesta categoria.057. ao passo que Dilma teve este índice reduzido de 43% para 42%.17 de outubro de 2014 Como se vê. com Dilma Rousseff. mas podem mudar de última hora. por ora. no caso da ação de Marina. Mas a semana foi melhor para Dilma por três razões. em nenhum dos dois. por ora. o que é fundamental para a candidata petista neste momento.

7% 20.4% 18.3% 10.7% 18.3% 0.3% 12.6% 20.5% ñ ñ ò ñ ñ ñ ñ ò ñ 13.3% 13.529-45 ò 6. Assim.1% ñ 6.5% 1.0% 17.9% 21. a Região em que ela mais cresceu foi no Nordeste.7% 13. no atual pleito presidencial.1% 13. respectivamente o 2º e o 7º maiores colégios eleitorais do Brasil. Minas Gerais (-7.8% 23.2% Nordeste 25.1% 17.7% 2.4% 29.6% 2. Tabela 1 . Apesar de a diferença de votos obtidos por ela de 2010 para 2014 ter sido de cerca de 2 pontos percentuais para mais. 27.8% 20.0% 5.5% Norte 41. Marina obteve variação positiva em 16 e negativa em 10 estados.7% 48.Marina Silva 2010 x Marina Silva 2014: votação por Estado Eleições 2010 Eleições 2014 Variação Brasil 19. sendo que no Tocantins não teve variação. Os dados apresentados na Tabela 1 buscam estabelecer uma comparação entre os votos obtidos por Marina Silva nos primeiros turnos dos pleitos de 2010 e 2014.9% 17.5%).0% Nordeste 11. Pernambuco e Alagoas.0% 14.3% Centro oeste 41. 28.5% 16.6% 2.1% 27.7% 25.4% 19.5%.0% Estado Acre Amapá Amazonas Para Rondônia Roraima Tocantins Norte 23. divididos pelos estados.9% 19.3% 14.17 de outubro de 2014 em particular em Minas Gerais e em Pernambuco.5% 17.3% 21.1%).1% 0.2% 3.0% 18.5% 15.3% 18.7% 16. notam-se variações significativas entre os estados.1% 18.32% ñ 2.3% 11.5% 4.2%) e no Distrito Federal (-6.5% ñ ò ò ñ ò ñ 28.9% Alagoas Bahia Ceara Maranhão Paraíba Pernambuco Piauí Rio Grande do Norte Sergipe Distrito Federal Goiás [4] Luiz Lima .070. um expressivo aumento de votos em três estados: Acre. Marina obteve.5% 9.2% 3.6% de variação positiva.7% e 13. Marina obteve expressiva variação negativa no Amapá (-9.8% . que registraram.0% 2.057. Numericamente falando. respectivamente.8% 2. na qual recebeu variação positiva em 7 das 9 unidades estaduais.1% Centro oeste 35.

2% 21.01% ñ 2.2% ñ ò ò ñ 2.2% 31.9% Sul 14. A morte de Campos e a ascensão de Marina à condição de candidata pelo PSB podem explicar sua expressiva votação em Pernambuco. Diferentemente do PT e do PSDB.9% 11.9% ñ 0.7% Sudeste 28.0% 31. mesmo que menor do que imaginado inicialmente.3% 13. que têm bases de apoio social mais bem definidas. não possuem a mesma trajetória e enraizamento históricos. [5] Luiz Lima .2% 0.5% 7. particularmente São Paulo e Rio de Janeiro.17 de outubro de 2014 Mato Grosso Mato Grosso do Sul Espírito Santo Minas Gerais Rio De Janeiro São Paulo Paraná Rio Grande do Sul Santa Catarina 12.0% Sudeste 26.8% ñ 2. só que isso se deverá mais ao apoio da família Campos do que à liderança de Marina. ao passo que o mote de campanha centrado na trajetória pessoal de Marina possa ter ampliado seu eleitorado no Acre. No caso pernambucano.2% ò 1. Já no Acre.1% 19. colégio eleitoral efetivamente marinista. respectivamente. como os votantes mais pobres do Sudeste.529-45 . Outra maneira de ver o fenômeno da transferência de votos está no próprio perfil do eleitorado de Marina Silva. uma vez que lá a própria Marina apoia o candidato a governador petista (Tião Viana) que foi para o segundo turno. a maioria destes eleitores deve optar pelo PT. que até 13 de agosto de 2014 era o candidato à Presidência na coligação em que Marina era candidata a vice. Ambos os estados são.0% 11.0% Sul 15.057. terra natal de Marina Silva e de Eduardo Campos. Em eleitorados importantes.7% 14.3% ò 1. a influência de Marina pode ter algum peso. a maioria destes votos deve ir para Aécio.5% 20. tanto a Rede Sustentabilidade – que não se institucionalizou como partido político e era liderado por Marina Silva –.070. O primeiro refere-se à expressiva votação obtida no Acre e em Pernambuco. como o PSB – ao qual Marina filiou-se em razão da negação do registro de seu partido na Justiça Eleitoral –. embora Marina tenha piorado seu desempenho de uma eleição à outra.5% 12.3% 25.0% 16.1% Fonte:TSE É possível perceber dois fenômenos na análise dos dados comparativos na variação da votação de Marina Silva nos estados.8% 14.2% 4.

De uma pesquisa à outra. de acordo com a renda do eleitorado. [6] Luiz Lima . praticamente controlando a transferência de seus votos. Por ora. Aqui. não há muitas análises sobre o perfil ideológico de seus militantes ou sobre a tendência de apoio a este ou aquele candidato no segundo turno.070. deve ficar indeciso até a última hora. Se Dilma aumentar sua diferença atual para 10%. não há um claro perfil programático que o identifique perante outras siglas de centro ou centro-esquerda. Toda esta argumentação sobre Marina aponta para o fato de que ela não terá o impacto que Leonel Brizola teve em 1989. outro importante enigma desta eleição está na capacidade de Dilma Rousseff ampliar ou não sua vantagem sobre Aécio Neves no Nordeste. enquanto Aécio reduziu seu percentual (de 31% a 29%). O comando petista aposta em sua mobilização nos principais estados nordestinos nos últimos dez dias de campanha. embora seja uma possibilidade que deva ser considerada. movimento político criado na esteira da expressiva votação que Marina Silva obteve no primeiro turno das eleições presidenciais de 2010. Em ao menos cinco estados. conforme o Datafolha.17 de outubro de 2014 No caso do PSB. Além da definição dos votos dos indecisos. no entanto. este é um cenário muito otimista e precisa ser visto. Já o Rede Sustentabilidade. a diferença de votos em relação à candidatura tucana desaparece. e de. ela passou de 60% para 61%. por ora.529-45 . Apesar de a Executiva Nacional do PSB ter declarado apoio a Aécio Neves no segundo turno. o elemento-chave é o papel de Lula. em particular (mas não só) de sua parcela marinista. embora tenha um perfil programático voltado para a defesa de bandeiras históricas dos movimentos ambientalistas. embora seja um partido com larga trajetória política. ele teve uma participação muito acanhada. e há um manifesto de integrantes da Rede que rejeita o apoio de Marina a Aécio. Uma boa parte do eleitorado marinista. O enigma mais importante desta eleição de segundo turno. e que tem aumentado o número de representantes eleitos significativamente ao longo dos anos 2000. na verdade. Porém. executivas estaduais do PSB já declararam apoio a Dilma. ao longo da segunda semana de campanha do 2º turno já surgiram diversas divergências em ambas as agremiações. é sobre quem vai ganhar no eleitorado de 2 a 5 salários mínimos. nulo ou Aécio –. a Rede sustentabilidade ter orientado seus eleitores a não votar em Dilma Rousseff – podendo optar entre branco.057. com cuidado. algo que ainda não está claro que ocorrerá. num primeiro momento. com uma parcela importante optando pelo voto branco ou nulo. O gráfico abaixo mostra a distribuição do voto.

Todavia.17 de outubro de 2014 Gráfico 3: Apoio por faixa de renda – intenção de voto estimulada em % ! Fonte: Datafolha Como se pode perceber pelos dados. Além disso.057. Dilma lidera. ou seja. quanto mais pobre. o fato mais marcante é vantagem do candidato tucano na faixa que vai de 2 a 5 salários mínimos (50% contra 39% para a presidente). mais propício a votar em Aécio. entre aqueles com um salário mínimo. em todas as eleições presidenciais ao longo da redemocratização. transparecer uma imagem “arrogante” ou elitista nos debates e na campanha de TV. é bem provável que o eleitorado que poderá decidir a eleição seja o de 2 a 5 salários mínimos (entre a classe D e C) que vota no chamado Triângulo das Bermudas (alcunha proposta por Ulysses Guimarães). mas perde na faixa seguinte. Minas Gerais. inversamente. com maior destaque para o eleitorado paulista desta faixa de renda.070.529-45 . Aécio precisa manter o voto da maioria destes para vencer o pleito e. A liderança de Aécio nesta parcela da população se deve ao seu potencial de votos no Sudeste. Neste sentido. com folga. Nunca. quanto mais rico o eleitor. e. por isso. não pode. até o final do pleito. mais próximo da presidente Dilma. tem de torcer para que a crise da água não [7] Luiz Lima . Rio de Janeiro e São Paulo. um concorrente ganhou se não obteve a maioria dos votos nas duas faixas menores de renda.

candidato que tinha. Num primeiro momento.070. esta estratégia deu certo para estancar o crescimento do presidenciável tucano. equação nada fácil e que dependerá de boas ideias e políticas. em especial os que vivem no Nordeste e no Sudeste. A definição do vencedor também passará pela forma que farão a comunicação política na última semana do pleito. mas quem perde é a democracia. No segundo debate. para os dois.17 de outubro de 2014 se aprofunde dramaticamente na última semana do pleito. leve ao aumento da alienação eleitoral. ao mesmo tempo em que pode ter reduzido a efetividade da estratégia de Dilma. no final do primeiro turno. e ambos fizeram uma discussão muito agressiva. por enquanto. é bom lembrar que o ano de 2015 exigirá. com destaque para o voto feminino de eleitoras sem ensino superior. adequadamente. Afinal. de forma mais específica na periferia dos maiores aglomerados urbanos do estado de São Paulo. só comparável ao segundo turno entre Collor e Lula. 30% dos eleitores que não o conheciam bem. Dilma imprimiu um tom mais agressivo. a um só tempo. Quais são os eventos e questões decisivas que podem acontecer na próxima semana? [8] Luiz Lima . que houve queda de audiência de um debate para outro.057. Na verdade. como disse um eleitor ouvido após o debate marcado por agressões pessoais recíprocas. agora. Aécio foi para cima de Dilma. as quais deveriam estar. Por isso que este jogo de desconstrução envolve. Aí está a fórmula mais provável para se ganhar a disputa presidencial. Cabe lembrar. uma estratégia de risco: até que ponto a campanha negativa não pode se reverter contra eles? Em que medida o remédio não vira veneno? É provável que a manutenção desta “briga sem limites”. Aparentemente. porém. Nenhum dos candidatos está fazendo isso. daqueles que não votarão em nenhum dos concorrentes. há mais chances de ganhar aquele que disser que seu projeto de país é melhor para os eleitores. no SBT. A quem isso beneficia de fato? Não há certeza sobre isso. pois ela atinge especialmente este grupo de eleitores. um ajuste fiscal com a melhoria dos serviços públicos. tentando desconstruir a imagem de Aécio. no centro do debate. principalmente a partir do debate na TV Bandeirantes. passada a fase de demarcação de terreno na qual estão tecnicamente empatados. isto é. Isso tirou Aécio da defensiva.529-45 . particularmente para os que ganham entre 1 a 5 salários mínimos.

070.057. assim. definam seu voto ao final e. e a de Dilma. e têm o potencial de mudar votos na última hora. particularmente os spots que passam nos intervalos comerciais. os dois debates. É preciso prestar atenção. vão decidir o jogo. especialmente os ligados ao escândalo da Petrobrás. além da propaganda de rádio e TV. Se a eleição fosse hoje.17 de outubro de 2014 Primeiro. Embora seu potencial seja menor hoje. Outros episódios inesperados.529-45 . comparando passado e presente. Conclusão De todo modo. na Record (domingo) e na Globo (quinta). O agravamento da crise hídrica em São Paulo é igualmente importante. isso poderá tirar uma parte dos votos que Aécio teve no primeiro turno. Em todos estes momentos é preciso definir-se em relação ao modelo de vida que defendem junto ao eleitorado mais pobre. no surgimento de novo fatos. em particular nas periferias urbanas. como cenário mais geral da eleição espera-se um vencedor que ganhe por pequena margem de votos (de 2% a no máximo 6% dos votos válidos) e que os “eleitores não-alinhados” que abarcam cerca de 20% do total de votantes. podendo se dizer que sua probabilidade de vencer é de 51% a 52%. ainda. mas também expondo suas ideias para o futuro. dia 17 de outubro. e no último minuto. que colocam os candidatos ou seus grupos políticos em evidência. retoma-se aqui o argumento do parágrafo anterior: numa eleição acirrada qualquer faísca pode decidir o jogo. Se a falta d’água crescer muito na próxima semana. Aécio teria uma pequena vantagem sobre Dilma. de 48% a 49%. no fio da navalha da aprovação reeleitoral (40% de aprovação) e em razão dele estar com a maioria entre os eleitores já alinhados. Mesmo tendendo a ser uma pequena parcela deste eleitorado. Sua vantagem está no fato de o governo estar no limite. constituem sempre uma possibilidade. o fato é que numa eleição acirrada qualquer faísca pode decidir o jogo. [9] Luiz Lima . Certamente será emocionante.

CNPI* Roberto Altenhofen. Os analistas responsáveis pela elaboração deste relatório declaram. CNPI Rodolfo Amstalden. Nem a Empiricus nem os analistas respondem pela veracidade ou qualidade do conteúdo. As análises.529-45 . Os destinatários devem. Este relatório não representa oferta de negociação de valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros.070. a qualquer terceiro sem autorização expressa. parágrafo único da Instrução ICVM 483/10. valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros aqui abordados podem ser obtidas mediante solicitação. que mantém em fundos e carteiras de valores mobiliários que administra ativos objeto de análise por parte da Empiricus Research. portanto. 16. Posto que as opiniões nascem de julgamentos e estimativas. CNPI Disclosure Elaborado por analistas independentes da Empiricus. estão sujeitas a mudanças. * [10] Luiz Lima . nos termos do artigo 17º da Instrução CVM nº 483/10. informações e estratégias de investimento têm como único propósito fomentar o debate entre os analistas da Empiricus e os destinatários. este relatório é de uso exclusivo de seu destinatário. CNPI João Françolin Gabriel Casonato. consideradas confiáveis na data de publicação.057. desenvolver suas próprias análises e estratégias. + Os analistas são sócios e participam dos lucros da Iguatemi Gestão. não pode ser reproduzido ou distribuído. podendo daí resultar conflito de interesses.17 de outubro de 2014 Analistas Responsáveis Beatriz Nantes. Informações adicionais sobre quaisquer sociedades.     O analista Rodolfo Amstalden é o responsável principal pelo conteúdo do relatório e pelo cumprimento do disposto no Art. que:  + As recomendações do relatório de análise refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente. O estudo é baseado em informações disponíveis ao público. no todo ou em parte. CNPI Assistentes de Análise Felipe Miranda.