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Ruptura muscular no quadricípite 

O quadricípite é grande grupo muscular na face anterior da coxa. Este  é composto por 4
ventres musculares que têm origem na pélvis e no fémur e se unem acima da rótula, para se irem inserir
num único tendão, na face anterior da tíbia, logo abaixo do joelho. São eles:

Recto anterior

Vasto medial

Vasto lateral

Vasto interno

O   quadricípite   como   um   todo   é   responsável   por   estender   o   joelho   e   é   particularmente
importante em actividades como a corrida, um salto, ou um chuto.
Uma ruptura muscular nesta região pode ser causada pelo estiramento brusco dos músculos,
pela contracção repentina provocada por uma paragem brusca ou por um episódio de sobrecarga num
período relativamente curto de tempo, como uma maratona por exemplo.

  com consequente inflamação.   pouca flexibilidade e a falta de aquecimento prévio à prática desportiva.  Incapacidade para caminhar sem o auxílio de canadianas.   Assim   como   a   fadiga   muscular.  Estas últimas geralmente ocorrem junto à transição de músculo para tendão ou já no próprio  tendão em si. Todas as rupturas musculares podem ser graduadas de 1­3.  Esticar o joelho contra a resistência pode ser desconfortável  Um ponto mais sensível. o futebol   ou   o   basquetebol   aumentam   o   risco   de   lesão. Sinais e sintomas/ Diagnóstico Rupturas de Grau I:  Uma leve pontada de dor na coxa é geralmente sentida. local pode ser sentido no  local da ruptura.   O grau I corresponde a pequenas lesões (até 10% das fibras musculares envolvidas). consoante a gravidade da lesão.  O grau III implica a ruptura de mais de 90% das fibras musculares ou uma ruptura completa.Desportos que requerem explosões de velocidade.   O grau II existe lesão de até 90% das fibras musculares. Rupturas de Grau II  Uma dor súbita e aguda durante a corrida ou o saltar.  Leve desconforto ao caminhar. dando origem a uma tendinopatia do quadricipital ou a uma tendinopatia do tendão rotuliano. semelhante a uma contractura muscular. . como certas modalidades do atletismo. que o impossibilita de continuar  Dor que afecta o caminhar  O atleta pode notar inchaço ou mesmo leves contusões. Nos casos de sobreuso deste grupo muscular o tendão quadricipital (logo acima da rótula) e o tendão   rotuliano   (logo   abaixo   da   rótula)   podem   também   sofrer   pequenos   dados   repetitivos. seguida de degeneração e perda das qualidades do tecido fibroso do tendão.  Incapacidade de dobrar o joelho na totalidade Rupturas de Grau III  Dor súbita e intensa na coxa.

  Andar a pé pode significar um agravamento da sua lesão. O tratamento deve incluir:  Fase 2: Após as 1ªs 24 a 48 horas e até às 2 semanas Alongamentos suaves dos músculos flexores da anca.  Gelo: Aplique uma compressa de gelo na área lesada.  Elevação: A perna deve ser elevada um pouco acima do nível do seu coração para reduzir o  inchaço. Se tiver de o fazer utilize canadianas. hematoma surge nas primeiras 24h. 2 a 3 vezes por dia. Ao final da 1ª semana introduzir o fortalecimento muscular progressivo.  Analgésicos e anti­inflamatórios não­esteróides poderão ser receitados pelo médico para  controlar o processo inflamatório e aliviar as dores. Inchaço significativo deve surgir de imediato. Use o gelo por 20 minutos e depois espere pelo menos 40 minutos antes de aplicar  gelo novamente. com um grande volume muscular localizado mais próximo à virilha.  Tratamento                   O   tratamento   em   fisioterapia.   Uma  ecografia  ou  RM  podem  ser pedidas para confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da lesão. muitas vezes pode ser visível a separação muscular. Ao   final   da   2ª   semana   deve   voltar   gradualmente   à   actividade   desportiva   e   continuar   por algumas semanas exercícios específicos de fortalecimento e alongamento do músculo lesado. desde que não provoquem dor. consiste e controlar os sinais inflamatórios.  A contracção muscular estática será dolorosa e pode produzir uma protuberância no músculo. e com o diagnóstico confirmado. Alternar a massagem de drenagem e de mobilização de tecidos com fortalecimento estático dos quadricípite. através de:  Descanso: Evite caminhar ou estar muito tempo de pé.  que evidencia o local da ruptura. . Após este período. Continuar o descanso das actividades que provocaram a lesão durante a primeira semana de recuperação.  Padrão de marcha caraterístico Uma boa avaliação. incluindo uma história clínica e exame atento da anca e da coxa são geralmente   suficientes   para   diagnosticar   uma  ruptura  muscular. colocando uma toalha fina entre o gelo  e a pele. incluindo exercícios em carga. Ruptura de grau I: A reabilitação deve estar completa ao final de cerca de 2 semanas. À medida que for efectuando os exercícios sem dor reintroduzir corrida.  Nos casos de rupturas completas. o tratamento irá depender da gravidade da lesão.   nas   primeiras   24   a   48   horas   após   a   lesão   e   enquanto   o diagnóstico não está confirmado.

Ruptura   de   grau   III:   A   reabilitação   poderá   demorar   mais   de   3   meses   em   casos   de ruptura completa. Alongamentos suaves e fortalecimento estático do quadricípite. desde que não provoque dor. orientado pelo seu fisioterapeuta Poderá ser aplicada uma ligadura funcional com tape para permitir uma melhor cicatrização dos topos da ruptura. Massagem de drenagem e de mobilização de tecidos assim que os sinais inflamatórios tenham desaparecido Deve iniciar um programa específico de reabilitação. Na   5ª   semana   deve   retornar   gradualmente   à   prática   desportiva   e   continuar   por   algumas semanas exercícios específicos de fortalecimento e alongamento do músculo lesado.  . a partir do 3º dia. retirar as canadianas caso já consiga caminhar sem dor. 2 a 3 vezes por dia.Ruptura de grau II: A reabilitação deve estar completa ao final de cerca de 4­6 semanas. O tratamento deve incluir:  Fase 2: Após as 1ªs 24 a 48 horas e até às 2 semanas Continuar o descanso das actividades que provocaram a lesão. iniciar a corrida e fortalecimento excêntrico do músculo. Deverão ser realizados 2 a 3 vezes por dia e apenas na condição de não causarem ou aumentarem os sintomas. 4 e 5 Introduzir o fortalecimento muscular progressivo. O tratamento deve incluir:  Se o músculo apresentar uma ruptura total o tratamento consiste na reconstrução cirúrgica. Fase 3: Semanas 3. À medida que for efectuando os exercícios sem dor reintroduzir corrida. Ao final da 4ª semana deve ser reintroduzido o gesto desportivo em ambiente clínico. incluindo exercícios em carga. com a adaptação dos respectivos períodos de tempo. Ultra­som e TENS  deverão ser introduzidos no tratamento para aliviar a dor e acelerar a recuperação dos tecidos. Se a ruptura for parcial será seguido o protocolo de reabilitação das rupturas de grau II. Exercícios terapêuticos para rupturas musculares nos quadricípites Os seguintes exercícios são geralmente prescritos durante a reabilitação de uma ruptura nos quadricípites. Se suspeitar de uma lesão grave deve parar imediatamente a actividade desportiva e dirigir­se ao hospital para ser avaliado.

 enquanto sente a contracção imediatamente acima do joelho.Flexão/extensão do joelho Deitado. com o calcanhar apoiado no chão. puxe o pé em direcção à bacia. Repita entre 8 a 12 vezes. Repita entre 15 e 30 vezes. Esprema e o rolo e solte suavemente. . desde que não desperte nenhum sintoma. com a perna estendida e um rolo sob o joelho.   Fortalecimento isométrico do quadicipete Sentado. desde que não desperte nenhum sintoma. Retorne lentamente o pé à posição inicial.

 apoiado. Lesões Musculares e estiramentos A Lesão Muscular (estiramento. Quadríceps Usamos como modelo de estudo a coxa. Mantenha essa posição por 20 segundos. Repita entre 5 e 10 vezes. distensão ou ruptura muscular) é uma lesão comum nos membros inferiores. principalmente entre os atletas. O coxa tem três conjuntos de músculos: os músculos isquiotibiais na parte posterior da coxa. desde que não desperte nenhum sintoma. Agarre no pé da perna a alongar e aproxime­o o mais possível da bacia. os músculos extensores do quadríceps na frente e os . Mantenha as costas alinhadas. provavelmente o local mais frequente de lesões musculares nos atletas de modo geral.Alongamento do quadricípite Em pé.

Grau II: ruptura parcial. A área em torno da lesão pode estar sensível ao toque. rasgando as fibras musculares. Os músculos adutores em conjunto com os glúteos realizam a adução e abdução. basquete. estalo ou estiramento muscular. Uma lesão similar ocorre se houver um trauma direto sofre o músculo. A dor é repentina e pode ser severa. Eles também são usados para atividades de alta velocidade. futebol. Os músculos do quadríceps e isquiotibiais trabalham juntos para estender e fletir o joelho. pouco abaixo do glúteo nas rupturas do bíceps femoral da coxa) Mecanismo de lesão Lesões musculares geralmente acontecem quando um músculo é alongado além do seu limite. Em geral o atleta leva a mão no local da lesão quando sente a dor. Os exames de imagem como ultrassom e Ressonancia quantificam a extensão da lesão e ajudam na classificação. Elas ocorrem frequentemente na transição tendão músculo. Os grupos de músculos isquiotibiais e quadríceps estão particularmente em risco de distensões musculares. ( muito comum observamos o jogador de futebol levar a mão na região posterio lateral da coxa. obstáculos. Diagnóstico Importante colher uma história clinica e procurar por hematomas e GAPS ( falhas. Classificação Distensões musculares são classificadas em 3 graus de acordo com sua gravidade. . pois eles cruzam tanto o quadril quanto o joelho ( biarticulares). mais provavelmente ocorrerá uma contusão muscular nesses casos. O alongamento passivo do músculo é possível o produz pouca dor. Sintomas Uma pessoa que sofre uma lesão muscular na coxa freqüentemente descreve uma sensação de pontada. buracos) na musculatura que se tormem mais visíveis com a contração muscular. com hematomas visíveis 1 ou 3 dias após a lesão em alguns casos. Na ressonância magnética já observador lesões musculares. nos exames de ultrassonografia e ressonância magnética vemos um edema muscular. Após um estiramento muscular o músculo é vulnerável a uma nova lesão. dor ao estiramento contra resistência e pode limitar a amplitude de movimento das articulações adjacentes.músculos adutores na face interna da coxa. salto em distância). como competições de atletismo (corrida. o paciente se queixa dor à palpação. O tratamento adequado é fundamental para permitir uma cicatrização correta e prevenir recidivas. Os estiramentos musculares na coxa podem ser muito dolorosos. etc. principalmente nas semanas sequintes a lesão. Grau I: desconforto leve na deambulação ou no alongamento.

Fadiga reduz a capacidade de absorção de energia dos músculos. Os atletas devem seguir um programa durante todo o ano de exercícios diários de alongamento.principalmente com vários treinos anaeróbicos em curtos intervalos. Aquecimento inadequado Incoordenação de movimentos Técnica incorreta na execução dos movimentos.Grau III: é uma ruptura total do musculo. tornando-os mais suscetíveis a lesões. Fatores predisponentes para recidiva de uma lesão muscular Perda ou deficiencia da flexibilidade muscular Lesões antigas nesse músculo ou em músculos próximos Desequilíbrios muscular (força entre músculos de ações agonistas e antagonistas) quando por exemplo o músculo da parte da frente da coxa fica muito mais forte que o músculo posterior da coxa Formação de tecido cicatricial em abundancia diminuindo a flexibilidade Fisioterapia ou reabilitação incompleta Distúrbios nutricionais. o edema e a equimose são frequentes edema. Músculos escurtados são mais vulneráveis ao estiramento. Tratamento A maioria dos estiramentos musculares podem ser tratadas com o protocolo de Rice. há depressão ( gap) palpavel no local da lesão. São menos frequentes. principalmente falta de proteínas na alimentação. o imbalanço entre os músculos agonistas e antagonistas é um fator importante das lesões musculares músculos mais fracos são mais suceptíveis a lesão. Condicionamento físico inadequado. •PROS •acelera o crescimento capilar . e o atleta tem dor importante principalmente durante flexo/extensão ou adução da coxa. incluindo: Encurtamento Muscular. porque aumenta a amplitude de movimento e reduz a rigidez. Prevenção das Lesões Musculares Vários fatores podem predispor o atleta a lesões musculares. Tratamento Mobilidade Precoce. Aquecimento: Um aquecimento adequado é protetor. Fadiga e fadiga muscular Treinamento Inadequado. O baixo condicionamento é um fator importante na gênese das lesões musculares Fadiga muscular. Sobrecarga. Desequilíbrio muscular.

•Contras •Mobilidade muito precoce •Aumenta a produção de cicatriz •Impede a entrada de miofibroblastos na cicatriz Maior chance de reruptura quando a mobilidade é muito precoce.No 10 dia de lesão a cicatriz já é mais forte que o músculo ao redor nos testes de estiramento. Imobilização •Pros •Imobilização precoce diminui reruptura •Diminui a formação do excesso de cicatriz • Contras •Imobilização prolongada leva a atrofia muscular das fibras saudáveis •Retarda a recuperação da força e da elasticidade muscular pré lesão. RJ atualizado em 30/09/2013 Como tratar uma ruptura muscular do Isquiotibial 15.2010 | Autor: admin | Inserido em Lesões Musculares Sangramento da Ruptura Muscular . Rio de Janeiro. Traumatologia e Medicina do Esporte Botafogo. Marcos Britto da Silva Ortopedia.10.•melhora regeneração e a força das fibras musculares •melhora a orientação em paralelismo das novas fibras A recuperação é mais rápida em relação aos casos tratados com imobilização. Dr.

 e isso pode reduzir o risco de nova lesão do isquiotibial. No caso de uma  ruptura completa do músculo Isquiotibial terá de ser reparado cirurgicamente e reabilitação depois  levará cerca de três meses. se possível (nunca aplicar o gelo diretamente na pele). O músculo  deve ficar em repouso em uma posição elevada. Esta é destinada a reduzir o sangramento e danos no tecido muscular dos  isquiotibiais. gelo. Manuel Completo de Recuperação do Isquiotibial Os exercícios de Estabilidade Core podem melhorar a função muscular se for trabalhada a area do  tronco e pélvis. já que não é preciso muito para transformar uma linhagem  um grau Isquiotibiais em um grau dois. A força do núcleo exercícios  com uma bola suíça e faixas de resistência são ideais. Muitas pessoas acham que  compressas quentes ou um suporte de Coxa fornecer garantias durante este reabilitação activa . O repouso pode ser a abordagem de senso comum. ou uma distensão muscular grau dois em uma terceira série. é possível. um retorno à atividade funcional. Isto é insensato.  Como regra geral. Depois Core Força e resistência são exercicios de melhoramento do isquiotibial. As séries e repetições são gradualmente  aumentada e eventualmente o treino de reforço Core e Estabilidade pode ser iniciado. compression and elevation) – repouso. compressão e elevação (nunca aplicar o gelo  diretamente na pele). mas é que é muitas vezes ignorada  pelos atletas competitivos.O tratamento imediato de uma ruptura  muscular como o dos isquiotibiais consiste no protocolo RICE  (rest. Independentemente da gravidade da contusão o tratamento nos primeiros dias é a mesma. A bandagem de compressão  deve ser aplicada para limitar o sangramento e inchaço nos tecidos. Ao alinhar o tecido cicatricial ao longo das linhas normais de tensão dos isquiotibiais a resistência à tensão e flexibilidade são melhoradas. com uma bolsa de gelo aplicada para 20 minutos a  cada duas horas. Com um grau 1 o jogging  leve (corrida) e exercicios de flexibilidade podem ser iniciados entre sete e nove dias após a lesão e  corrida em sprint em linha reta é geralmente iniciada após 3 semanas. Na resistência suave na primeira fase é fornecida por um terapeuta. numa lesão de grau 1 do Isquiotibial deve ficar em repouso da actividade desportiva  por cerca de três semanas e grau dois o repouso deve ser de cerca de 4 a 6 semanas. mas como o músculo fica mais  forte as Bandas resistência podem oferecer mais desafio. de  reabilitação mais ativa pode ser iniciado. Os exercícios de resistência e alongamento suave são importantes porque ajudam a alinhar o tecido  cicatrizado que se forma durante o processo de cicatrização. Após a fase inicial de repouso. ice.