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UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO

DIRETORIA DE CIÊNCIAS EXATAS
ENGENHARIA CIVIL, ENGENHARIA ELÉTRICA,
ENGENHARIA MECÂNICA E
ENGENHARIA DE PRODUÇÃO MECÂNICA

PROJETO INTEGRADOR DE ENGENHARIA
CAMPUS MEMORIAL
TURMA: 5A1

MARCO ANTONIO DE C. SOUZA
RODRIGO PEDROSA GONÇALVES
RODRIGO ROCHA CORREIA
RUDY RODRIGUES DE SOUZA
WERNER ROTH SANTOS

FORNO DE INDUÇÃO

São Paulo
2013

UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO

DIRETORIA DE CIÊNCIAS EXATAS
ENGENHARIA CIVIL, ENGENHARIA ELÉTRICA,
ENGENHARIA MECÂNICA E
ENGENHARIA DE PRODUÇÃO MECÂNICA

PROJETO INTEGRADOR DE ENGENHARIA
CAMPUS MEMORIAL
TURMA: 5A1

MARCO ANTONIO DE C. SOUZA
RODRIGO PEDROSA GONÇALVES
RODRIGO ROCHA CORREIA
RUDY RODRIGUES DE SOUZA
WERNER ROTH SANTOS

FORNO DE INDUÇÃO

Projeto apresentado à Universidade Nove de
Julho como requisito parcial para a avaliação do
Projeto Integrador do 5° semestre do curso
Engenharia Elétrica.
Orientadores: Antonio Manuel Alves
Morais e Alex Fukunaga Gomes

São Paulo
2013

" Não basta ensinar ao homem uma especialidade.
Porque se tornará assim uma máquina utilizável, mas
não uma personalidade. É necessário que se adquira
um senso prático daquilo que vale a pena ser
empreendido, daquilo que é belo, do que é
moralmente correto. A não ser assim, ele se
assemelhará, com seus conhecimentos profissionais,
mais a um cão ensinado do que uma criatura
harmoniosamente desenvolvida. Deve aprender a
compreender as motivações dos homens, suas
quimeras e suas angústias para determinar com
exatidão seu lugar exato em relação a seus próximos
e à comunidade. Os excessos do sistema de
competição e de especialização prematura, sob o
falacioso pretexto da eficácia, assassinam o espírito,
impossibilitam qualquer vida cultural e chegam a
suprimir os progressos nas ciências do futuro. É
preciso, enfim, tendo em vista a realização de uma
educação perfeita, desenvolver o espírito crítico na
inteligência do jovem "
Albert Einstein

RESUMO
Esse projeto tem como objetivo demonstrar a cooperação e o desenvolvimento
da capacidade de trabalhar em equipe, constituindo um grande aprendizado para o
aluno, pois este relatório será instrumento para demonstrar o desenvolvimento do
projeto e a realização de pesquisas correlacionadas ao escopo do projeto integrador.
O escopo do projeto é a concepção de um forno de indução didático, usando
como base o princípio de funcionamento de um transformador e o princípio de indução
eletromagnética.

................................ 33 ANEXOS ........4....................... 9 2.......................................................................... COMO FUNCIONA O AQUECIMENTO POR INDUÇÃO ..................4 EFEITO DE PROXIMIDADE ELETROMAGNÉTICA ..... 24 8..... 22 7.......................................................................... DIÁRIO DE BORDO ........4 METODOS E PROCESSO DE MONTAGEM ADOTADOS ..3 DEFINIÇÃO DO PROJETO E PRIORIDADES ........................1 DEFINIÇÃO DO CRONOGRAMA...................... 23 7...... 15 5..................................... MEMORIAL DE CALCULO ....................................................................................................................... INTRODUÇÃO AOS FENOMENOS TERMICOS POR INDUÇÃO ................ CAPACIDADE TÉRMICA E CALOR ESPECIFICO ............. TESTES E HOMOLOGAÇÃO .....................................................................1................. INTRODUÇÃO TEÓRICA SOBRE PROPRIEDADES ELETROMAGNÉTICAS DOS METAIS ........................ 11 3..... 24 7......................................... 23 7..........................................3 EFEITO FOUCALT (SKIN EFFECT) ............................................................................................................1........................ 13 4......1 CONDUCTIVIDADE TÉRMICA............ 6 1............................................................1 RESISTIVIDADE ELÉTRICA (CONDUTIVIDADE ELÉTRICA) ....... 6 1............................. 23 7........................................................................................................ 7 1.2 REUNIÃO DE ANÁLISE CRÍTICA .....................................1 REUNIÃO DE ANÁLISE CRÍTICA ...... 10 2........... 34 5 ............................................1 INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA ............................................................. 18 6............................................................... 10 2...2 DEFINIÇÃO DO PROJETO E PRIORIDADES ......... LISTA DE MATERIAIS ................................. CONCLUSAO .......................................................................... TEORIA BASICA SOBRE OS TRANSFORMADORES .............................................. 8 1...........................4.............................................................. 5 1.....2 PERMEABILIDADE MAGNÉTICA RELATIVA”........................ 11 2........1 PROPIEDADES TÉRMICAS DOS MATERIAIS .................................................................................................................. 29 9....................................................................................................................... 23 7............................................... 32 REFERÊNCIAS ..................2 ESTIMATIVA DA ENERGIA NECESSÁRIA PARA O AQUECIMENTO POR INDUÇÃO ......................... 21 7....SUMÁRIO INTRODUÇÃO................................................. 12 3......................................................................................................................

Fórmula 1-1 [REF 3] Em que: ρ é a resistividade eléctrica (em ohm metros. é o comprimento do espécime (medido em metros). foram retiradas principalmente do livro “ Handbook of induction Heating.INTRODUÇÃO TEÓRICA SOBRE PROPRIEDADES ELETROMAGNÉTICAS DOS METAIS Propriedades eletromagnéticas dos materiais é uma expressão ampla que se refere a uma série de características eletromagnéticas incluindo permeabilidade magnética. m²). Reconhecendo a importância de todas as propriedades eletromagnéticas. e outros. perda por histerese. Uma vez que é dependente da temperatura. A é a área da seção do espécime (em metros quadrados. Ωm). e muitos outros. R é a resistência elétrica de um espécime uniforme do material (em ohms. permissividade. a impedância da bobina. momento de dipolo magnético. do Autor J. resistividade elétrica (condutividade elétrica). 6 . a uniformidade de calor. a resistência específica geralmente é apresentada para temperatura de 20 ºC. 1. Davies. concentramo-nos no presente texto apenas nas propriedades que têm o efeito mais pronunciado sobre os parâmetros dos sistemas de aquecimento por indução Todas as formulas apresentadas neste relatório. força coercitiva. a densidade de fluxo. permeabilidade inicial. . incluindo a profundidade de aquecimento. Ela afeta praticamente todos os parâmetros importantes de um sistema de aquecimento por indução. Ω). susceptibilidade magnética.1 RESISTIVIDADE ELÉTRICA (CONDUTIVIDADE ELÉTRICA) A capacidade do material para conduzir a corrente elétrica é especificado por condutividade elétrica u. No caso dos metais aumenta à medida que aumenta a temperatura enquanto que nos semicondutores diminui à medida que a temperatura aumenta. A resistividade elétrica é uma propriedade física fundamental. O inverso da condutividade é u resistividade elétrica. a eficiência elétrica da bobina.

O produto da permeabilidade magnética relativa e a permeabilidade do espaço livre é chamado permeabilidade μ e corresponde à razão entre a densidade do fluxo magnético (B). e da mesma forma a constante ԑ0= 8. (no vácuo) A constante μ0 = 4pi x 10e-7 H / m [ou Wb / (Am)] é chamado a permeabilidade espaço livre (o vácuo). indica a capacidade de um material (por exemplo.2 PERMEABILIDADE MAGNÉTICA RELATIVA Permeabilidade magnética relativa. incluindo o efeito Foucault. e aqui nós simplesmente nos referimos a esses textos. metal) em conduzir o fluxo magnético melhor do que o vácuo ou o ar. e também um efeito marcante no cálculo da bobina e cálculo da distribuição de campo eletromagnético. a intensidade do campo magnético (H). Define-se a permeabilidade absoluta μ como: Fórmula 1-2 [REF 3] Define-se a permeabilidade relativa μr como: Fórmula 1-3 [REF 3] Onde μ0 = 4π × 10−7 N/A−2.854 x 10-12 F / m é chamado a permissividade do espaço livre. entre outros. A Permeabilidade magnética relativa tem um efeito marcante sobre todos os fenómenos básicos de indução. As definições básicas. as inter-relações entre essas duas propriedades da campo magnético (B e H). 7 . bem como suas designações são discutidos em inúmeros livros de física e eletromagnetismo.1.

O valor máximo da densidade de corrente será sempre localizado na superfície do condutor. a densidade de corrente diminui a partir da superfície do condutor em relação ao centro. permeabilidade. A partir deste fato. e ocorre sempre quando há uma corrente alternada.3 EFEITO FOUCALT (SKIN EFFECT) Como sabemos.1. 8 . e frequência do objeto. a distribuição de corrente não é uniforme. quando uma corrente alternada passa através do mesmo condutor. No entanto. como mostrado na Fórmula 1-4 e 1-5 abaixo. pode-se facilmente inferir que a energia de calor a partir da energia elétrica convertida é concentrada sobre a profundidade da superfície do objeto. Quanto maior for a frequência da corrente administrada para a bobina. a atual distribuição dentro do condutor de seção transversal é uniforme. a partir dos conceitos básicos de eletricidade. Este fenômeno de distribuição de corrente não uniforme dentro da secção transversal do condutor é o chamado efeito de Foucault. Fórmula 1-4 [REF 3] Fórmula 1-5 [REF 3] A Fórmula 1-5 indica que a espessura da superfície é determinada pela resistividade. mais intensa é a corrente induzida pelo fluxo em torno da superfície da carga. quando um fluxo de corrente através de um condutor que está sozinho (barramento ou cabo). A densidade da corrente induzida diminui quando flui para mais perto do centro.

Na maioria das vezes. as distribuições de densidades de corrente e potência serão distorcidas. que interagem com domínios próximos.4 EFEITO DE PROXIMIDADE ELETROMAGNÉTICA Quando discutimos o efeito Foucault em condutores ou cabos. Estes condutores têm os seus próprios campos magnéticos. Na maioria das aplicações práticas isto não é o caso. e como resultado. assumimos que um condutor está sozinho e que não existem outros condutores de corrente na área circundante.1. existem outros condutores nas proximidades. 9 . Figura 1 – Ilustração a respeito do efeito de proximidade eletromagnética.

falamos em fluxo. No exemplo abaixo podemos vê-las: Figura 2 – Linhas de indução magnética. O fluxo magnético é muito semelhante às linhas de fluxo num ímã. Quando estas linhas atravessam uma área. como no caso. Observe estas linhas dentro e fora do 10 . Temos agora um solenoide percorrido por corrente.5 INTRODUÇÃO AOS FENOMENOS TERMICOS POR INDUÇÃO As linhas de indução magnética aparecem quando temos um ímã ou um dispositivo onde circula corrente. pois a corrente é constante. O fluxo na figura é constante no tempo. percorrida por corrente. Podemos ver as linhas de indução passando de baixo para cima dentro da espira.1. Na ilustração acima temos uma espira circular. em sentido anti-horário. Vejamos outro exemplo: Figura 3 – Linhas de fluxo magnético agindo em uma solenoide.

Faraday descobriu que. ocorre variação do fluxo magnético com o tempo. A energia elétrica que consumimos em nossas casas e nas indústrias seria totalmente inviável. se a corrente fosse uma função do tempo.solenoide. ele é muito mais intenso no interior do solenoide. em nenhum dos dois exemplos. sem ter qualquer fonte! Hoje em dia é muito grande a aplicação desta descoberta. O fluxo também seria. Como o fluxo se relaciona à área. Este raciocínio de Lenz nada mais é do que a maior lei da natureza: tudo tende ao estado de equilíbrio! O sinal negativo na lei de Faraday expressa isto. surge neste circuito uma força eletromotriz induzida. O fluxo também não seria constante. podemos escrever esta lei da seguinte forma: 𝜺 = −𝑵 𝒅∅𝑩 Fórmula 1-5 [REF 3] 𝒅𝒕 Esta equação simples é conhecida como Lei de Faraday. o fluxo depende diretamente da corrente. Então vejamos outro exemplo de indução eletromagnética: 11 . num circuito fechado. quando. por exemplo. Pense. E o que é mais incrível: este circuito terá corrente e terá linhas de indução. Talvez isto ainda não faça muito sentido para você. Temos que mencionar aqui Lenz. pois em última análise. não fosse o fato disso acontecer. que lembrou a Faraday que "o sentido da força eletromotriz induzida sempre era aquele que contraria a variação do fluxo". Mas vamos supor que a corrente não seja constante. De forma matemática.

1 CONDUCTIVIDADE TÉRMICA.1. Fórmula 1-6 [REF 3] A capacidade térmica. uma maior condutividade térmica do metal é preferível. de propiciar calor.1 PROPRIEDADES TÉRMICAS DOS MATERIAIS 2.2. ou seja. O calor específico (c) de uma substância pode ser definido a partir da capacidade térmica (C) de um corpo composto por ela como o quociente desta pela massa (m) desse corpo. a exemplo. é definida como a razão entre calor recebido e variação de temperatura observada. Desta maneira. Assim. o calor específico pode ser expresso como Fórmula 1-7[REF 3] 12 . materiais com alta condutividade térmica são utilizados em dissipadores térmicos e materiais de baixa condutividade térmica são utilizados na confecção de objetos que visam a prover isolamentos térmicos. por sua vez. CAPACIDADE TÉRMICA E CALOR ESPECIFICO A condutividade térmica quantifica a habilidade dos materiais de conduzir energia térmica. do ponto de vista da obtenção de uniformidade de temperatura. Estruturas feitas com materiais de alta condutividade térmica conduzem energia térmica de forma mais rápida e eficiente que estruturas análogas feitas contudo de materiais com baixa condutividade térmica. em cobertores Assim.

o calor específico.2. pode ser eficazmente utilizado para uma estimativa aproximada da força requerida (Pw). o valor médio de (c). 13 .2 ESTIMATIVA DA ENERGIA NECESSÁRIA PARA O AQUECIMENTO POR INDUÇÃO Uma vez que o valor do calor específico (c) representa o valor da energia calorifica requerida para ser absorvida por uma unidade de massa do objeto para conseguir um aumento de temperatura da unidade. para aquecer o objeto. 𝑻𝒇 − 𝑻𝒊 𝑷𝒘 = 𝒎𝒄 𝒕 Onde: Fórmula 1-8 [REF 3] m é a massa c é o calor especifico Tf é a temperatura final Ti é a temperatura inicial T é o tempo em segundos.

De acordo com a relação de vez. mostra um sistema básico de indução. A fuga de corrente magnética é ignorada nesta representação. Figura 4 – Sistema básico de indução eletromagnética. A Figura mostra um sistema em que a energia fornecida pela fonte é da mesma 14 . no entanto. TEORIA BÁSICA SOBRE OS TRANSFORMADORES O tema principal deste projeto integrador é o forno de indução. A Figura 5 mostra uma forma mais simples de um transformador. A direita o secundário em curto. para explicar a indução eletromagnética. e o princípio da transferência de calor. que utiliza o aquecimento por indução. surge um aumento de calor devido ao aumento da corrente de carga (corrente secundária).3. é semelhante ao de um transformador. o efeito Foucault. Quando a bobina do secundário é ligado e em curto-circuito. A teoria fundamental da indução eletromagnética. Isto é demonstrado na Figura acima. A Figura abaixo. que consiste em bobinas de aquecimento indutivo e corrente. que é uma combinação de indução eletromagnética. Figura 5 – Circuito equivalente de um transformador e a relação entre primário e secundário. em que a corrente do secundário é diretamente proporcional à corrente primária.

1 INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA Quando a corrente entra numa bobina. Metais não ferrosos prejudicam a eficiência energética devido as suas propriedades de resistência elevada e baixa permeabilidade. a corrente gerada na superfície de um objeto condutor tem uma relação inversa com a corrente no circuito de indução. Nestas figuras. De acordo com a lei de Faraday. é formado em torno da bobina. Fórmula 1-10 [REF 3] 15 . a bobina indutora do primário tem muitas voltas enquanto o secundário é ligado apenas uma vez e em curto-circuito. tal como descrito na Fórmula 1-2. de acordo com a Lei de Ampere. Fórmula 1-9 [REF 3] Um objeto colocado no campo magnético provoca uma alteração na velocidade do movimento magnético. a abertura da bobina do sistema de aquecimento por indução é concebida para ser tão pequena quanto possível e que o secundário é feito com uma substância com baixa resistência e alta permeabilidade. A próxima fase do efeito Foucault ocorre sob alta frequência. O aquecimento indutivo bobina e da carga estão isoladas umas das outras por uma pequena abertura. Como o objetivo principal do aquecimento por indução é maximizar a energia térmica gerada no secundário. 3.quantidade como a perda combinada do primário e secundário. um campo eletromagnético. A densidade do campo magnético diminui conforme o objeto fica mais perto do centro da superfície. A corrente sobre a superfície do objeto gera uma Corrente de Foucault.

16 . a resistência é determinada pela resistividade ( ρ) e da permeabilidade (μ) do objeto condutor. como o ferro. como demostramos na fórmula abaixo. Fórmula 1-11 [REF 3] Aqui. a energia elétrica provocada pela corrente induzida é a Corrente de Foucault. porque é muito mais pequena (menos de 10%) do que a energia gerada pela indução de corrente. A corrente é determinada pela intensidade do campo magnético. Neste documento. é convertida em energia calorífica.Como resultado. Energia de calor está numa relação inversa com a profundidade da superfície (skin) Se um objeto tem propriedades condutoras. A quantidade de energia calorifica criada por histerese está em proporção com o tamanho da histerese. esta energia adicional é ignorada. a energia e o calor adicional é gerado devido a histerese magnética.

A bobina é como o primário em que a energia elétrica é alimentada. aumenta muito o efeito de aquecimento causado pela corrente induzida na peça. A disposição da bobina e a pode ser considerada como um transformador elétrico. Isto faz com que as correntes fluem através da peça. 17 . Este efeito obriga a corrente alternada fluir para dentro de uma camada fina para a superfície da peça. O efeito aumenta a resistência efetiva do metal para a passagem da corrente. Estes são conhecidos como correntes parasitas A alta frequência utilizados em aplicações de aquecimento por indução dá origem a um fenómeno chamado Efeito Foucault. O campo magnético alternado induz um fluxo de corrente na peça condutora. Figura 6 – Demonstração de aquecimento por indução. A passagem de corrente através desta bobina gera um campo muito intenso e em rápida mudança de campo magnético dentro da bobina. e a peça é como um único secundário que está em curto-circuito. Por conseguinte.4 COMO FUNCIONA O AQUECIMENTO POR INDUÇÃO? Uma fonte de energia elétrica de alta frequência é usada para conduzir uma corrente alternada através de uma bobina.

055 Cal/ g °C ΔT 231. c .055 Q1 1.184 2. 𝟒𝟐 𝑨 18 .73 kJ ACHANDO A POTENCIA NECESSÁRIA (PARA DERRETER EM 1 MIN) W = J/S = 10733.9 °C Calor Q1.1654 Kcal Calor Q1. Características do Estanho Massa 100 g Ponto de fusão 231. necessário para atingir a temperatura de 231°C Q2 L. necessário para atingir a temperatura de 231°C Q1 m .5654 kcal TRANSFORMAÇÃO DE CALORIA PARA JOULE 1 cal -------.4.x X = 10.9°C Calor especifico 0.5 MEMORIAL DE CÁLCULO Segue abaixo. 100 Q2 1. 0. os calculo utilizados para servir como ponto de referência para construção do forno de indução.4 Kcal QT = Q1 + Q2 = 2.6/60 = 180 WATTS SEGUINDO A APOSTILA DE CÁLCULO DE TRANSFORMADORES ( 𝑽𝟏 𝑵𝟏 𝑰𝟐 )=( )=( ) 𝑽𝟐 𝑵𝟐 𝑰𝟏 TENSOES CONSIDERADAS: V1 = 127 V V2 = 1 V P=V.9 .I 𝑰𝟏 = 𝑷 𝑽𝟏 𝑰𝟏 = 𝟏𝟖𝟎 𝟏𝟐𝟕 𝑰𝟏 = 𝟏.m Q2 14 .5654 -----.20 = 211. ΔT Q1 0.1 .

10000 . 𝟕𝟐 𝒄𝒎𝟐 NÚMERO DE ESPIRAS NO PRIMÁRIO 108 𝑁1 = 4. 𝟗𝟓 𝒆𝒔𝒑𝒊𝒓𝒂𝒔 𝒑𝒐𝒓 𝑽𝒐𝒍𝒕 𝑵𝟐 = 𝑪𝑶𝑵𝑺𝑰𝑫𝑬𝑹𝑨𝑫𝑶 𝟏 𝑬𝑺𝑷𝑰𝑹𝑨 DIAMETRO DO FIO (mm) NO PRIMÁRIO 𝑰𝟏 𝜹 Onde: 𝜹 é 𝒂 𝒅𝒆𝒏𝒔𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆 𝒅𝒆 𝒄𝒐𝒓𝒓𝒆𝒏𝒕𝒆 𝒅𝒆 𝒂𝒄𝒐𝒓𝒅𝒐 𝒄𝒐𝒎 𝒂 𝒕𝒂𝒃𝒆𝒍𝒂 𝒅𝒂 𝒂𝒑𝒐𝒔𝒕𝒊𝒍𝒂 (𝒑𝒈 𝟗) 𝒅𝟏 = √ 𝒅𝟏 = √ 𝟏. 𝑆 .CORRENTE NO SECUNDÁRIO ( 𝟏𝟐𝟕 𝑰𝟐 )=( ) 𝟏 𝟏. 𝐹 108 𝑁1 = 4.44 . 𝟒𝟐 𝟐. 𝒄𝒐𝒏𝒔𝒊𝒅𝒆𝒓𝒂𝒏𝒅𝒐 𝒇𝒓𝒆𝒒𝒖ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝒅𝒆 𝟔𝟎 𝑯𝒛 𝑺𝒎 = 𝟏𝟐.72 . 𝟖 𝒎𝒎 𝒐𝒖 𝟐𝟎 𝑨𝑾𝑮 19 . 𝟑𝟒 𝑨 SECÇÃO MAGNÉTICA 𝑺𝒎 = 𝟕 √ 𝑷 𝑭 𝑺𝒎 = 𝟕 √ 𝟏𝟗𝟖 𝟔𝟎 . 𝟒𝟐 𝑰𝟐 = 𝟏𝟖𝟎.44 . 𝐵 .12. 𝑡𝑒𝑟á 𝑠𝑒𝑢 𝑣𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑒 8000 𝑎 1400.60 𝑜𝑛𝑑𝑒: 𝐵 𝐷𝑒𝑛𝑠𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑓𝑙𝑢𝑥𝑜 𝑚𝑎𝑔𝑛é𝑡𝑖𝑐𝑜(𝑒𝑚 𝐺𝑎𝑢𝑠𝑠). 𝟐 𝒅 = 𝟎. 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑖𝑑𝑒𝑟𝑎𝑑𝑜 𝑵𝟏 = 𝟐.

𝟏𝟑 𝒄𝒎𝟐 𝟎.4 𝑐𝑚2 SECÇÕES DOS ENROLAMENTOS 𝑆 𝑒𝑛𝑟𝑜𝑙𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 = (𝑁𝑝 𝑥 𝑆𝑓𝑖𝑜) + (𝑁𝑠 𝑥 𝑆𝑓𝑖𝑜) 𝑆 𝑒𝑛𝑟𝑜𝑙𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 = (375 𝑥 0.674 𝑘𝑔 𝑐𝑚 NOVA SECÇÃO DO NÚCLEO 𝑆𝑚 = 𝑆𝑔 𝑥 0.76 𝑐𝑚 (𝐴𝑟𝑒𝑎).13 = 3. 𝟕𝟐 = = 𝟏𝟒. 𝟐 𝒅𝟐 = √ 𝒅𝟐 = 𝟗 𝒎𝒎 SECÇÃO GEOMÉTRICA DO NÚCLEO 𝑺𝒈 = 𝑺𝒎 𝟏𝟐.9 = 16 𝑥 0.8) + (1 𝑥 9) 𝑆 𝑒𝑛𝑟𝑜𝑙𝑎𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜𝑠 = 309 1200 𝑚𝑚2 = 3. 𝟗 𝟎. 𝟗 √14. 9 = 𝑆𝑀 = 14. 𝑒𝑛𝑡ã𝑜 𝑝𝑜𝑑𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑚𝑜𝑛𝑡𝑎𝑟 𝑜 𝑡𝑟𝑎𝑓𝑜 𝑆 𝑗𝑎𝑛𝑒𝑙𝑎 = 20 .DIAMETRO DO FIO (mm) NO SECUNDÁRIO 𝒅𝟐 = √ 𝑰𝟏 𝜹 𝟏𝟖𝟎 𝟐.88 309 é > 𝑞𝑢𝑒 3. 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑠𝑝𝑜𝑛𝑑𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎𝑜 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 5 𝑑𝑎𝑠 𝑙𝑎𝑚𝑖𝑛𝑎𝑠 𝑝𝑎𝑑𝑟𝑜𝑛𝑖𝑧𝑎𝑑𝑎𝑠 𝐴𝑟𝑒𝑎 = 4 𝑐𝑚 𝑆𝑒𝑐çã𝑜 𝑑𝑎 𝑗𝑎𝑛𝑒𝑙𝑎 = 1200 𝑚𝑚2 𝑃𝑒𝑠𝑜 𝑑𝑜 𝑁ú𝑐𝑙𝑒𝑜 = 0.

5 espiras Altura do Enrolamento: 6.35 mm Comprimento do Fio: 13.9 mm -> #19 AWG Largura do enrolamento (comprimento da bobina): 49 mm Resultados: Nº Total de Espiras: 409.3 Metros Resistência do fio: 356 m Ω (Ohms) 21 . Largura do enrolamento (comprimento da bobina): 49 mm Resultados: Indutância (L): 272.5 7 Camadas de 54 Espiras + 31.CALCULANDO A INDUTÂNCIA FORNECENDO AS DIMENSÕES DA BOBINA: Dados: Altura do enrolamento: 7 mm (+ ou .05 µH Nº de Espiras Estimado: 378 CALCULANDO AS DIMENSÕES DA BOBINA FORNECENDO O L (INDUTÂNCIA): Dados: Indutância: 272 µH Diâmetro do Núcleo: 4mm Diâmetro do fio: 0.9 mm -> #19 AWG (segundo cálculos do núcleo).7 camadas de 54 espiras 54x0.9mm = 49 mm de comprimento da bobina) Diâmetro do Núcleo: 4 mm Diâmetro do fio: 0.

na montagem do projeto.Kit de núcleo e carretel plástico para transformador.Papel Kraft .Fio de cobre 19 AWG . Os materiais foram adquiridos.Cabo de alimentação e porta-fusíveis do primário prontos. as principais ferramentas utilizadas no projeto: As ferramentas e equipamentos utilizados nesta montagem são: .Terminais . . .Alicate de Bico. Os principais materiais utilizados no projeto são: .6 LISTA DE MATERIAIS E FERRAMENTAS Baseando-se no memorial de cálculo.Amperímetro Digital .Multímetro Digital. .Alicate Universal. . localidade amplamente conhecida em possuir uma infinidade de fornecedores de equipamentos eletroeletrônicos. quase que na totalidade.Interruptor Abaixo.Solda Resinada. . . . os materiais a serem utilizados.Termômetro infravermelho 22 .Alicate de Corte Diagonal. definimos com maior acurácia.Ferro de Solda (40W). nas mediações da “Santa Efigênia”. .Núcleo de aço silício com perfil em “E”. .

Durante a reunião foram estabelecidas as prioridades do projeto. 7. O gerente do Projeto definiu as datas e conforme as tarefas fossem sendo executadas. seria o responsável pela elaboração do memorial de cálculo e também da montagem do conjunto. seria o responsável pela elaboração dos relatórios. .Reunião realizada.  O aluno Rodrigo Pedrosa. .  O aluno Marco Antônio. Conforme solicitado pelo professor Fukunaga.7 – DIÁRIO DE BORDO 7. alimentava o software com os dados do processo. . dificuldades encontradas para o desenvolvimento. quais materiais e ferramentas necessários.2 – REUNIÃO DE ANÁLISE CRÍTICA . como aplicar todos os quesitos solicitados pelo coordenador do curso. e também da montagem. envolvendo todos os componentes do grupo.Com o cronograma em mãos dividiu-se as tarefas entre os componentes do grupo.Em reunião em sala de aula. responsável pela montagem e teste final 23 .1 DEFINIÇÃO DO CRONOGRAMA.Andamento do projeto e empenho dos componentes do grupo também foram discutidas na reunião. .  O aluno Rudy Rodrigues – seria o responsável pelas compras e logística do projeto. com isso estabeleceu-se que:  O aluno Rodrigo Rocha. estabeleceu-se um cronograma para o projeto.Para maior controle. utilizou-se o software ‘Open Project’ conforme foto anexa. definições de custos e orçamento. o cronograma e a lista de nomes dos alunos foi entregue por e-mail. quais tipos de modelos para criação de um protótipo. . responsável pela montagem e teste final  O aluno Werner Roth.

No entanto.4 METODOS E PROCESSO DE MONTAGEM ADOTADOS Nesta etapa.1 RECORTE DAS CHAPAS DE AÇO SILÍCIO. onde abordaremos a montagem do projeto.Baseando-se nas exigências definidas pelo PROJETO INTEGRADOR. Processo foi realizado em uma serralheria. com uma máquina especial para cortar perfis laminados. visto que as datas citadas no cronograma inicial já se encontraram em atraso. foi necessário cortar o segmento do meio para formar o perfil que nos atende. encontramos dificuldades para estabelecer os cálculos e encontrarmos os valores dentro do range necessário para atingir os resultados requeridos 7. . não foi encontrado com o perfil que precisávamos.Definidas as prioridades e datas chaves para não comprometer o cronograma. antes do corte da superfície central do “E”.3 DEFINIÇÃO DO PROJETO E PRIORIDADES . Figura 8 – Foto das chapas originais. citaremos resumidamente os processos adotados: 7.4. COM PERFIL EM “E” Na compra do laminado de aço silício.7. 24 .

para facilitar a conexão elétrica.4. Figura 9 – Foto do enrolamento manual do primário. não utilizando nenhum dispositivo mecânico. foi colado cuidadosamente recortes de papel Kraft. A preparação do primário. teve a participação do Werner e do Marco. O Werner foi fazendo o enrolamento. cuidadosamente.7. pós.2 ENROLAMENTO DO FIO DE COBRE NO CARRETEL PLÁSTICO PARA TRANSFORMADOR Neste processo. foi envolvido maior cuidado e atenção. 25 . No final do enrolamento.montagem. quando foi atingido o número correto de espiras. A cada camada de enrolamento. sendo realizado manualmente este processo. foi instalado um terminal.

da primeira parte da montagem do conjunto. Figura 10 – Etapa inicial da montagem do conjunto e chapas que sobraram.3 MONTAGEM DA CHAPA DE AÇO SILÍCIO E AS BOBINAS PRIMÁRIAS Baseando-se nos cálculos. foram fixados a quantidade correta de chapas de silício.4. de forma que a instalada na parte superior é a bobina com o terminal. 26 . utilizando provisoriamente abraçadeiras plásticas. Foi afixados as duas bobinas primárias.7. Figura 11 – Foto de frente.

7. Também foi adotado um filtros de linha.4 FIXAÇÃO DA ESPIRA DO SECUNDÁRIO Utilizando um pedaço pequeno de fio de cobre. foram adicionados uma caixa com interruptores para acionamento do conjunto. conforme indica a figura abaixo. Figura 11 – Momento em que foi iniciado o enrolamento de uma espira Figura 12 – Conjunto final . oferecem algum tipo de proteção 27 .montado 7. foi dado uma volta ao redor da chapas de silício.4.4. com diâmetro de 1 cm.5 MONTAGEM FINAL DO CONJUNTO Nesta etapa.

eles vem equipados com um fusível (ou disjuntor).passiva contra as intempéries da rede elétrica. Figura 13 – Montagem dos interruptores na caixa. No geral. filtro de ruído e outro para surtos. Figura 14 – Projeto finalizado. 28 .

Figura 15 – Montagem para homologação do projeto 29 . Obtivemos sucesso.HOMOLOGAÇÃO Para assegurarmos o funcionamento do projeto. Também. se conseguimos atender os requisitos do projeto integrador. quando ligado. foi o momento onde foi verificado os valores da corrente elétrica e também a temperatura que atingimos com este conjunto. logo o projeto está homologado para a primeira apresentação e consequentemente a apresentação final. consiste verificar.8 – ENSAIO FINAL. conseguimos derreter o estanho dentro do tempo estipulado pelas regras do projeto integrador. Já no primeiro teste. Este teste. foi realizado o teste final.

Figura 17 – Utilização de alicate amperímetro.Figura 16 – Utilização de termômetro infravermelho. indicando 1 A de corrente elétrica. indicando a temperatura de 263 ºC. 30 .

Figura 18 – Derretimento do estanho. 31 . no teste de homologação do projeto.

no projeto de um funcional galvanômetro. ficou mais evidente a importância do eletromagnetismo. 32 . A união entre a teoria e a prática. onde podemos colocar em prática assuntos aplicados em sala de aula. o projeto integrador foi mais simples apesar de ser um grande desafio. sendo que o que foi proposto é apenas uma fagulha das aplicações deste vasto campo da ciência e da engenharia. se fez presente. Com o desenvolvimento deste projeto.9 – CONCLUSÃO O desafio foi enorme. Com a equipe trabalhando em sinergia. mais uma vez. já que o trabalho em equipe é algo que foi o ponto forte demonstrado por todos os alunos do grupo.

DAVIES. McGraw-Hill. Milton.J. ALEXANDER. Fundamentos De Circuitos Elétricos. MATHEW N.SADIKU. São Paulo: Makron Books. MATHEW N.. CHARLES K. São Paulo: Mc Graw Hill 2008 3. Induction Heating Handbook. 3. 5.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. O. 1997 2.SADIKU. 1979 4.ed.GUSSOW.ed. Elementos de Eletromagnetismo. Eletricidade Básica. São Paulo: Bookmann 2012 33 ..ed. 2.

ANEXOS 34 .

35 .

36 .

Esquema básico 37 .

NO FILTRO DE ALIMENTAÇÃO ELÉTRICA 2 CONECTAR O PLUG DO CABO DE ALIMENTAÇÃO QUE SAI DA CAIXA CONTENDO O INTERRUPTOR. EM UMA TOMADA ELETRICA 38 .CONECTAR O PLUG DE ALIMENTAÇÃO PROVENIENTE DA BOBINA.MANUAL PARA UTILIZAÇÃO 1.

ACIONAR OS INTERRUPTORES 4 .3 . 39 .APROXIMAR O ESTANHO. JUNTO A ESPIRA ÚNICA.

6 – DESLIGAR O QUADRO DE INTERRUPTOR E DESCONECTAR OS RESPECTIVOS CABOS DE ALIMENTAÇÃO.5 – AGUARDAR ATÉ O DERRETIMENTO DO ESTANHO. 40 .